Avaliação foi realizada pelo Índice Copenhagenize 2025, da Dinamarca, que analisou mais de 100 cidades de 44 países
Niterói ficou em primeiro lugar na América Latina em um dos índices globais mais importantes da atualidade, o Copenhagenize, que avalia as cidades mais amigas da bicicleta. O município ficou na frente de Bogotá, Fortaleza, Guadalajara e Buenos Aires e alcançou o sétimo lugar entre as cidades não europeias. Já no ranking geral, Niterói ficou na 43° posição.
O Índice Copenhagenize é divulgado a cada dois anos. Em 2025, analisou 100 cidades de 44 países, por meio de uma metodologia baseada em diversos dados. Ao todo são três pilares: infraestrutura segura e conectada; uso e alcance; e políticas de apoio.
“É muito importante o reconhecimento do Índice Copenhagenize 2025. Isso reafirma a escolha de Niterói por um futuro mais sustentável e inclusivo, reconhecendo a bicicleta como elemento central da mobilidade urbana. Vamos seguir avançando, com investimentos que melhorem a vida de quem pedala na cidade”, destacou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
Nos últimos 12 anos, Niterói se consolidou como referência em mobilidade sustentável. A Prefeitura expandiu a malha cicloviária que hoje alcança 90 quilômetros, incluindo ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas. A Avenida Marquês do Paraná tem a ciclovia mais movimentada do Brasil. Na quarta-feira passada (12), a ciclovia bateu mais um recorde diário de passagens: quase 7.500 ciclistas.
O NitBike, sistema gratuito de bicicletas compartilhadas, já ultrapassou 1,7 milhão de viagens, possui cerca de 150 mil usuários cadastrados e é um dos sistemas mais movimentados do país. O município também conta com o Bicicletário Arariboia, primeiro bicicletário público gratuito do Brasil, com 815 vagas, que também sedia o Polo Cicloviário Arariboia, focado na educação e cultura da bicicleta.
“Esse reconhecimento internacional confirma a consistência das políticas cicloviárias de Niterói ao longo dos últimos anos. Investimos em infraestrutura conectada, cultura da bicicleta, serviços públicos a quem usa a bicicleta, lazer e esporte. O resultado mostra que a cidade avançou de forma estruturada e segue sendo referência para o Brasil e para a América Latina na pauta”, afirmou o coordenador do Niterói de Bicicleta, Filipe Simões.
Chegou a hora de transformar passos em voz, união e força!
No dia 30 de novembro, Niterói vai se vestir de laranja para dizer basta à violência contra mulheres e meninas. 🧡
O movimento acontece simultaneamente em diversas cidades do mundo, e pela primeira vez, Niterói fará parte dessa grande mobilização global.
O evento contará com a venda do kit solidário, e toda a renda será destinada à produção da caminhada e à reforma da Delegacia de Atendimento à Mulher de Niterói (DEAM).
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30 de novembro | 8h | Praia de Piratininga
Juntas e juntos, por um mundo livre de violência.
Evento vai reunir enxadristas de várias partes do país em hotel no Gragoatá
O Niterói Chess Open (NCO) chega à quinta edição consolidado como o maior torneio de xadrez do Estado do Rio de Janeiro e um dos mais importantes do Brasil. O evento vai reunir enxadristas de diversas regiões do país e também de outros países das Américas. O torneio já teve a presença de praticamente todos os grandes mestres brasileiros, o que comprova sua relevância no cenário nacional.
Realizado com o apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), o NCO se firmou como referência no calendário enxadrístico brasileiro. Além de movimentar a comunidade esportiva, o torneio também impulsiona o turismo local, contribuindo para a promoção da cidade. A edição de 2025 será realizada nesta semana, entre os dias 21 e 23 de novembro, no salão do Hotel Orizzonte, no Gragoatá.
A programação começa nesta sexta-feira (21) com o Torneio Escolar, dedicado exclusivamente aos estudantes da rede de ensino de Niterói. A competição reunirá cerca de 100 alunos de instituições públicas e privadas, entre elas Estação do Aprender, Aldeia Curumim, Zerohum, Nossa Senhora das Mercês, Objetivo, Designio, Canadense, Genebra, São Vicente, Heitor Villa Lobos, Gay Lussac, Leopoldo Froes, Monsenhor Reader, Legacy School, Pio XI, Portugal Neves, Salesiano, Professor Ismael Coutinho, Abel, Maria Pereira das Neves, Altivo César, Pedro II, Colégio PH, Pensi, João Brasil, Estação do Saber e Miraflores, entre outras.
Entre os participantes, destacam-se os alunos do Projeto Xadrez nas Escolas, da Prefeitura de Niterói, que disputarão pela primeira vez um torneio externo — etapa essencial para a formação de um enxadrista, que começa na iniciação escolar, passa pela vivência competitiva e pode culminar no ingresso em clubes especializados.
Ainda na sexta-feira (21), vai ocorrer também o torneio de Blitz, modalidade em que cada jogador dispõe de 3 minutos mais 5 segundos de acréscimo por lance. Raciocínio rápido, precisão e domínio técnico são fundamentais nessa disputa dinâmica e eletrizante.
A competição principal será realizada nos dias (22 e 23), com o torneio de xadrez rápido, que prevê 15 minutos de reflexão mais 5 segundos de incremento por lance. Esse ritmo exige análises mais profundas e proporciona confrontos de alto nível e grande competitividade.
“O Niterói Chess Open é um orgulho para nossa cidade. A Prefeitura de Niterói, por meio da SMEL, apoia com entusiasmo iniciativas que promovem o esporte, a educação e a integração social. Ver nossos alunos da rede pública avançando no xadrez e dividindo espaço com atletas de todo o Brasil mostra que estamos no caminho certo, ampliando oportunidades e fortalecendo o desenvolvimento da modalidade no município”, destacou o secretário de Esporte e Lazer, Luiz Carlos Gallo.
O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, interpôs, nesta terça-feira (18/11), recursos especial e extraordinário requerendo a anulação da decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que acolheu a tese defensiva de prescrição de graves delitos sexuais praticados contra duas adolescentes durante uma operação policial realizada na comunidade Nova Brasília, no Complexo do Alemão, em outubro de 1994.
Os recursos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) destacam que a decisão contrariou entendimentos do próprio STF e do STJ, que reconheceram a validade de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Em sua argumentação, o MPRJ ressaltou que, no caso Favela Nova Brasília vs. Brasil, julgado em fevereiro de 2017, a Corte IDH entendeu que a perda do direito de punir do Estado em virtude do decurso do tempo não pode ser invocada, em razão de os delitos imputados representarem grave violação dos direitos humanos, cuja proibição alcançou status de norma imperativa, atribuída de forma geral a todos os Estados-Partes que ratificaram a Convenção Americana de Direitos Humanos.
Recursos destacam decisões de Cortes Superiores
Ambos os recursos indicam precedentes do STF e do STJ reconhecendo que a Corte Interamericana de Direitos Humanos exerce jurisdição internacional, com suas decisões produzindo autoridade de coisa julgada internacional, com eficácia vinculante e direta às partes, sendo todos os órgãos e poderes internos do país obrigados a cumpri-las.
“Busca-se demonstrar que, na esteira da jurisprudência, a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos produz autoridade de coisa julgada internacional, não podendo suas determinações serem afastadas por decisões judiciais internas posteriores, sob pena de violação da coisa julgada, estando o Poder Judiciário adstrito ao seu cumprimento”, diz um dos trechos do recurso especial.
Nos recursos, o MPRJ destaca que os artigos 1º, 4º, 5º, 8º, 11º e 25, da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, foram violados e tiveram sua vigência negada pela decisão da 1ª Câmara Criminal, uma vez que os Estados-Partes se comprometem a respeitar direitos e liberdades reconhecidos na Convenção, devendo toda pessoa ter assegurado um processo efetivo, rápido e eficaz, que a proteja contra atos que violem seus direitos fundamentais.
Condenação do Brasil pela Corte Interamericana e desdobramentos na ADPF das Favelas
Os recursos ressaltam que a condenação do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos é precedente a ser obrigatoriamente seguido pelos Tribunais do país, sendo que o acolhimento da prescrição no caso pode acarretar nova condenação do Brasil no plano internacional. Ressalte-se que a ADPF das Favelas, atualmente em trâmite perante o STF, é desdobramento da sentença proferida pela Corte Internacional, que entendeu pela ocorrência de graves violações aos direitos humanos na operação policial no Complexo do Alemão.
“A ação penal imputa crimes perpetrados mediante graves violações de direitos humanos, episódio esse marcado por manifestação expressa da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com o permeio de normas imperativas de Direito Internacional, de cuja observância nenhum dos ramos de poder do Estado brasileiro pode se afastar. Frise-se, ainda, que os acórdãos recorridos resultariam em nova violação aos direitos humanos, pela inobservância do dever de investigar e punir, extraído da interpretação conjunta dos artigos 1º, 8º e 25 da Convenção Americana Sobre Direitos Humanos”, ressalta outro trecho do recurso especial.
Em ambos os recursos, o MPRJ requer que sejam cassados os acórdãos exarados pelo TJ-RJ, com determinação de que o colegiado do Tribunal prossiga no julgamento dos recursos do MPRJ e da defesa dos denunciados, após baixa dos autos.
“Importante frisar que os acórdãos reconhecem que não foram cumpridas as determinações da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre os fatos em apuração na ação penal (afastamento da prescrição dos delitos sexuais, em violação de direitos humanos reconhecida), mas, ainda assim, reconheceram a extinção da punibilidade dos acusados em razão do reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, em total desconformidade com a decisão da Corte Internacional”, destacam outros trechos dos recursos ajuizados pelo MPRJ junto ao STJ e ao STF.
Ação reuniu jovens do Niterói Jovem EcoSocial, voluntários e equipes municipais no esforço de recuperação ambiental da área atingida por incêndios
A Prefeitura de Niterói realizou uma grande ação de reflorestamento no Morro Santo Inácio, no Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit), com o plantio de 600 mudas nativas da Mata Atlântica, doadas pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Clin). A iniciativa integra as políticas ambientais da cidade alinhadas à COP30 e reuniu jovens do programa Niterói Jovem EcoSocial, voluntários, equipes municipais e autoridades.
A iniciativa contou ainda com a presença da vice-prefeita de Niterói, Isabel Swan, também à frente da Secretaria do Clima (Seclima) e do ex-prefeito, Axel Grael. Isabel Swan agradeceu a todos pela presença, destacou a importância da Clin para o projeto e plantou uma muda.
“Hoje é meu aniversário e é motivo de orgulho ver tantos voluntários participando deste momento simbólico. Estamos dando início ao reflorestamento de mais esta área verde na cidade. A participação da Clin é fundamental, com todo o seu conhecimento e o trabalho efetivo, de quem já cuida de nossa cidade”, afirmou Isabel Swan.
Estudantes dos territórios do Cavalão, Palácio, Monan, Travessa e Ciclovia também participaram da atividade, percorrendo a trilha até o topo do morro para integrar o plantio das mudas — entre elas pau-brasil, angico-vermelho, copaíba, jatobá, peroba do Cerrado e tapia, parte das 45 espécies fornecidas pela Clin. A presença dos jovens reforça a missão do Niterói Jovem EcoSocial de engajá-los nas pautas ambientais e proporcionar experiências práticas de cuidado com o território.
Para muitos, como Kleiton dos Santos Borges, 22 anos, morador do Palácio e integrante do projeto há mais de um ano, a vivência representa um novo olhar sobre a relação com a natureza.
“A juventude fica muito ligada em tecnologia e um projeto como esse nos leva a ter contato com a natureza. Gosto muito”, disse Kleiton dos Santos.
O plantio no Morro Santo Inácio integra o processo de revitalização da área, atingida por incêndios no início do ano, e contribuirá para a recomposição da vegetação nativa e a neutralização de gás carbônico. A Clin segue ampliando suas frentes de reflorestamento em Niterói, apoiada pelo viveiro municipal que mantém mais de 140 mil mudas de aproximadamente 90 espécies da Mata Atlântica, produzidas a partir do reaproveitamento de resíduos de poda e embalagens recicláveis.
O gari Sérgio Duarte de Azevedo, há 25 anos na Clin, afirmou gostar muito da rotina na equipe de educação ambiental.
“Trabalho há 7 anos no setor de educação ambiental e todos os dias estou em alguma área verde da cidade plantando. O contato com a natureza é muito bom e sinto orgulho de estar ajudando a cidade com o meu trabalho”, reforçou Sérgio Duarte.
O projeto da Prefeitura é uma parceria que envolve a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin); Secretaria Municipal do Clima (Seclima); Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS); Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser); Secretaria Municipal de Participação Social (Sempas) e Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit).
Mais de mil universitários de baixa renda serão beneficiados nessa nova fase com R$ 700
A Prefeitura de Niterói deu mais um passo em uma de suas políticas públicas mais inovadoras, com o lançamento, nesta terça-feira (18), no Caminho Niemeyer, do 2º Edital do Programa Aluguel Universitário. Reconhecido como o maior programa municipal de auxílio-moradia para estudantes do Brasil, a iniciativa paga um subsídio de R$ 700 mensais para que alunos de baixa renda de instituições públicas e privadas possam custear sua moradia no Centro da cidade.
“Estou vendo esses jovens aqui fazendo a faculdade, muitos vindo das classes populares, mas que apesar das dificuldades, não desistiram de lutar para realizar o seu sonho, talvez de ser o primeiro, dentro da sua família, a concluir um ensino superior. Então, que vocês possam perseverar nessa luta e contem com esse governo, que tem um profundo compromisso com a redução das desigualdades e com a educação. Tenho certeza que o Aluguel Universitário é uma das melhores expressões de política pública voltada para a juventude”, declarou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
Na primeira fase, em julho, 650 alunos foram selecionados. Agora, outros mil estudantes serão beneficiados. As inscrições vão até o dia 2 de dezembro e o resultado sai no dia 19. O primeiro pagamento será efetuado em fevereiro de 2026. Para participar do processo de seleção, o estudante deve estar matriculado em curso superior presencial, ser oriundo de família com renda bruta igual ou inferior a três salários mínimos, não receber outro subsídio financeiro de mesma natureza e ter mais de 18 anos na data da publicação do edital.
Edson Luiz de Oliveira Neves Coelho, de 20 anos, já separou todos os documentos e torce para ser aprovado no Programa. Ele mora em São Gonçalo e faz pedagogia na UFF.
“Vai melhorar muito a minha condição de vida, porque morar em São Gonçalo e estudar em Niterói é bem cansativo. É muito tempo perdido no transporte, reduzindo muito o tempo de estudo e lazer. Morar em Niterói também amplia as possibilidades de acesso à cultura, pois a cidade tem uma vasta e diversificada programação”, diz.
O Aluguel Universitário também cumpre um papel estratégico dentro do projeto de revitalização do Centro da cidade, trazendo vida e movimento para a região. Os imóveis devem estar localizados na área de abrangência, que inclui o Centro e partes dos bairros de São Domingos e São Lourenço.
A eficácia do Programa é comprovada por histórias reais, como a da estudante Carm Suze Jean, de 25 anos, que saiu do Haiti para estudar Farmácia na UFF. Ela foi uma das beneficiadas no primeiro edital.
“Foi fundamental essa ajuda porque era muito difícil meus pais conseguirem mandar algum tipo de ajuda para mim. Eu também enfrentava muita dificuldade financeira. Agora, eu vivo com mais tranquilidade”, explica a haitiana.
João Pedro Boechat, coordenador municipal da Juventude, reforça o caráter transformador do Programa.
“É muito gratificante ver esse sonho se tornando realidade. Agora, serão mais mil jovens com a chance de viver uma nova experiência de cidade, com mais qualidade de vida e com a certeza de que Niterói acredita neles e na educação”, destacou.
Atividades acontecem de 19 a 30 de novembro, são gratuitas e abertas ao público
O Museu das Amazônias anunciou sua nova programação educativa, que será realizada durante o mês de novembro, com oficinas, vivências e visitas temáticas voltadas para a conscientização ambiental, o respeito à biodiversidade e a proteção dos povos tradicionais e suas cosmologias. Todas as atividades são gratuitas e não exigem inscrição prévia, mas as vagas são limitadas, sujeitas à lotação do espaço.
Com ações voltadas para diferentes faixas etárias, a programação reúne práticas artísticas, saberes indígenas, histórias negras amazônicas, astronomia ancestral, botânica e biodiversidade. O objetivo é aproximar o público dos múltiplos conhecimentos que constituem as Amazônias, fortalecendo o papel do museu como espaço de diálogo, educação e trocas culturais.
“Criamos uma programação que celebra a diversidade dos saberes amazônicos e reforça o compromisso do museu com a educação sensível e inclusiva. Queremos que crianças, jovens e adultos vivenciem experiências que conectem arte, ciência, cultura e natureza, sempre valorizando os povos que cuidam da Amazônia há séculos,” afirma Emerson Caldas, coordenador de Atendimento e Educação do Museu das Amazônias.
Programação da COP30
Além das atividades educativas anunciadas, o Museu das Amazônias está com uma programação especial dedicada à COP30, iniciada em 10 de novembro e que segue até o dia 21. A agenda inclui painéis, debates e mostras audiovisuais, todos gratuitos. Durante o período da conferência, o museu funciona em horário estendido, abrindo diariamente das 10h às 20h, com última entrada às 19h. A visitação permanece gratuita, mediante retirada de ingressos pela plataforma Sympla.
PROGRAMAÇÃO EDUCATIVA — 19 A 30 DE NOVEMBRO
19/11 — Quarta-feira
Introdução às constelações Tupi-Guarani
10h às 12h | Público: crianças a partir de 8 anos
Vivência sobre o conhecimento astronômico indígena, mostrando como povos amazônicos integram o céu à vida cotidiana.
20/11 — Quinta-feira
Oficina de escrita: Amazônias negras na poesia de Bruno de Menezes
10h às 12h | Público: maiores de 10 anos
Oficina baseada nos poemas de Batuque (1931), destacando memórias, religiosidade e identidade negra amazônida.
21/11 — Sexta-feira
Oficina: “De cantos e histórias: Cosmologias dos pássaros”
10h às 12h | Público: livre
Cosmologias indígenas dos povos Tukano, Yanomami e Desana e o papel espiritual dos pássaros.
Folha-bicho, bicho-folha: animais amazônicos, dobraduras e preservação ambiental
16h às 18h | Público: crianças e adolescentes a partir de 10 anos
Oficina que une dobradura, pintura e ciência para apresentar a diversidade da fauna amazônica.
22/11 — Sábado
A anatomia das folhas
10h às 12h | Público: livre
Oficina inspirada nas fotografias de Sebastião Salgado, com observação e impressão botânica.
Pintura de aves amazônicas em miriti, aproximando arte, cultura e biodiversidade.
28/11 — Sexta-feira
Oficina: “De cantos e histórias: Cosmologias dos pássaros”
10h às 12h | Público: livre
Reedição da oficina que apresenta mitos e significados espirituais dos pássaros na cosmologia indígena.
Visita Educativa — Os Caminhos das Águas
10h às 12h | Público: crianças de 6 a 12 anos
Atividade interativa sobre as transformações de Belém e o papel das águas na formação da cidade.
29/11 — Sábado
A memória das plantas: imagens e histórias das ervas em Belém
10h às 12h | Público: livre
Oficina sobre ervas amazônicas e os saberes de mulheres, erveiras e povos tradicionais da região.
30/11 — Domingo
Oficina Mapas da Memória: Amazônias vividas, imaginadas e compartilhadas
10h às 12h | Público: livre
Criação de mapas afetivos com pinturas e materiais naturais, unindo memórias e imaginários amazônicos.
Serviço:
Museu das Amazônias
Endereço: Complexo Porto Futuro II — Avenida Marechal Hermes, Reduto, Belém (PA)
Horário de funcionamento:
De 10 a 21 de novembro: funcionamento em horário estendido devido à COP30, das 10h às 20h, com última entrada às 19h (aberto todos os dias).
A partir de 22 de novembro: retorno ao horário regular, de quinta a terça-feira, das 10h às 18h, com última entrada às 17h.
Sobre o Museu das Amazônias
Inaugurado no dia 4 de outubro de 2025, o Museu das Amazônias é resultado de uma ampla rede de colaborações que reúne diferentes esferas do poder público e da iniciativa privada em torno de um mesmo propósito: valorizar, preservar e projetar o patrimônio cultural, científico e ambiental das Amazônias. Mais do que um museu de ciências e tecnologias amazônicas, o Museu é um símbolo de cooperação e compromisso coletivo com o futuro da região e do planeta.
A iniciativa é do Governo do Estado do Pará, realizada pela Secretaria de Estado de Cultura do Pará e pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com a participação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Sua concepção e implementação foram conduzidas pelo IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. Exemplo bem-sucedido de cooperação entre Estado e iniciativa privada, o Museu das Amazônias tem a Vale como Parceira Estratégica, apoio internacional do CAF e apoio financeiro da Finep e do BNDES. Conta ainda com a colaboração de empresas como Hydro, New Fortress Energy, Ipiranga, Mercado Livre, Ultracargo e Grupo BID. O projeto também conta com a Embrapa e o Amazônia Sempre como parceiros de conteúdo.
A COP30 não estaria tão presente no debate público sem a força do jornalismo. Acreditando no poder das narrativas para ampliar a compreensão da crise climática e de suas soluções, o Pulitzer Center inaugurou a exposição fotográfica “Jornalismo e Narrativas do Futuro” na Casa Ninja, em Belém (PA), durante o evento.
A mostra reúne imagens produzidas em investigações ambientais e projetos realizados em regiões de floresta tropical, como América Latina e África. São registros visuais que conectam clima, território e soluções lideradas por povos tradicionais – em trabalhos desenvolvidos com o apoio do Pulitzer Center.
Ao ocupar a COP30 com uma mostra de fotografia, o Pulitzer Center evidencia como o encontro entre jornalismo, arte e sociedade civil pode abrir caminhos para narrativas que não costumam aparecer nas negociações climáticas. Essa combinação amplia olhares, faz circular histórias que raramente chegam às mesas de decisão e ajuda a revelar dimensões da crise climática que só aparecem quando diferentes saberes e experiências se cruzam. São essas narrativas, vindas dos territórios e das pessoas que vivem a floresta, que abrem espaço para imaginar futuros mais justos e possíveis.
Integram a exposição obras de fotojornalistas como Florence Goupil, Sofía López Mañán, Giovanna Stael, Barry Christianson, Lalo de Almeida, Rogério Assis e Misha Vallejo Prut.
“O ciclo de vida de uma reportagem não termina na publicação. Exposições como esta permitem que as histórias sigam reverberando, devolvendo às comunidades o impacto que cada imagem pode gerar”, afirma Gustavo Faleiros, Diretor de Investigações Ambientais do Pulitzer Center.
A organização incentiva não apenas investigações e denúncias, mas apoia também o jornalismo de soluções, fortalecendo projetos que apresentam respostas dadas por comunidades locais para enfrentar a crise climática. O Pulitzer Center oferece bolsas para jornalistas, com editais disponíveis no site oficial. Durante a COP30, ainda promove eventos, encontros de redes colaborativas, workshops e diálogos para fortalecer o jornalismo e o engajamento em rede.
Uma das fotografias da exposição é parte da reportagem do jornalista Tayguara Ribeiro, bolsista do Pulitzer. Com fotos de Giovanna Stael, o projeto destaca a importância dos manguezais e o papel das comunidades tradicionais em sua preservação. “Eu estava conversando com um pescador da Ilha do Marajó, que fazia pesca de curral. Perguntei sobre as aves que comem os peixes que ficam presos no labirinto. Ele disse: ‘Eles comem. Eu não pesco só para mim — os peixes também são para os animais.” Esse pensamento me ensinou mais do que muitos livros sobre meio ambiente”, relata Ribeiro. A matéria evidencia como o conhecimento ecológico ancestral é uma forma de monitorar e proteger ecossistemas sensíveis.
Já as fotos de Sofía López Mañán unem poesia e jornalismo. Na reportagem escrita pela jornalista Irupé Tentorio, o Gran Chaco – território hostil marcado por longas distâncias, caminhos de terra e pouca informação -ganha novo significado por meio da apicultura. “A partir do trabalho com as abelhas, entendemos que era possível transformar a economia, ensinar as comunidades originárias, fortalecer as cooperativas. A florada nativa dura oito meses, e dali nasce uma resistência poética. A reportagem mostra que, mesmo em um lugar tão afetado pelo desmatamento, ainda existe cuidado, organização e futuro”, afirma a jornalista.
Sobre o Pulitzer Center
O Pulitzer Center é uma organização jornalística independente, sem fins lucrativos, dedicada a promover reportagens inovadoras e de alto impacto sobre os grandes desafios globais. Fundado em 2006, o centro apoia jornalistas, comunicadores e educadores em mais de 80 países, fortalecendo investigações aprofundadas, a produção de narrativas transformadoras e o engajamento de públicos diversos.
Fundado nos Estados Unidos e com atuação crescente no Brasil e na América Latina, o Pulitzer Center tem presença também na África e no Sudeste Asiático. A organização acredita no jornalismo como ferramenta essencial para mobilizar a sociedade, gerar impacto público e impulsionar soluções coletivas. Seu trabalho alcança dezenas de milhões de pessoas por ano por meio de parcerias com veículos de mídia e estratégias de engajamento com comunidades, escolas, universidades e organizações da sociedade civil.
Evento acontece de 19 a 23 de novembro no Mercado Municipal de Niterói, celebrando a rica cultura nordestina e o aniversário da cidade
O Festival Nordestino de Niterói chega à sua 6ª edição trazendo uma programação especial que promete agitar o feriadão de novembro. Entre os dias 19 e 23, o Mercado Municipal de Niterói se transformará no epicentro de uma grande celebração da diversidade cultural nordestina.
Esta edição marca um momento duplamente especial: além de celebrar os seis anos de trajetória do festival, o evento também homenageia o aniversário de Niterói, cidade que abraçou a iniciativa com entusiasmo e se consolidou como importante centro de difusão da cultura nordestina na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Durante cinco dias intensos, o festival oferecerá forró autêntico, manifestações culturais tradicionais e o melhor da culinária nordestina, reafirmando sua posição como um dos principais eventos culturais da “Cidade Sorriso”. A programação diversificada promete atrair tanto os apaixonados pela cultura nordestina quanto aqueles que desejam descobrir mais sobre essa rica tradição brasileira.
Serviço:
Festival Nordestino
Data: 19 a 23 de novembro de 2025
Horário: 12h às 00h
Local: Estacionamento do Mercado Municipal de Niterói – Rua Santo Antônio, 53 – Centro
Desde a 1ª edição, em 2025, as transações comerciais representam mais de R$ 135 milhões
A 8ª edição do CONECTA FACERJ reuniu, no dia 18 de novembro, empreendedores, especialistas, lideranças institucionais e representantes do poder público no Centro de Estudos Ambientais – Praia da Chácara, em Angra dos Reis. O encontro, promovido pela FACERJ em parceria com o SEBRAE Rio, reforçou o papel estratégico da Costa Verde no avanço da Economia do Mar, da inovação e da sustentabilidade no Estado do Rio de Janeiro.
A abertura institucional contou com a presença do presidente da FACERJ e do Conselho Deliberativo do Sebrae Rio, Robson Carneiro, do superintendente de Inovação e Tecnologia da Sedeics, Mauricio Guedes, do secretário de Desenvolvimento Econômico de Angra, Essiomar Gomes, da deputada estadual Célia Jordão e de Rodrigo Machado, diretor do CREA-RJ representando o presidente do conselho Miguel Fernández (presidente do CREA-RJ). As autoridades ressaltaram a vocação econômica da região e a importância das políticas voltadas para o mar, inovação e qualificação profissional.
Robson Carneiro agradeceu a presença de todos e explicou que a edição do Conecta em Angra atendeu ao pedido da deputada Célia Jordão, a quem chamou de embaixadora de Angra, e do secretário Essiomar Gomes, também vice-presidente da Fecomércio-RJ e presidente da Associação Comercial de Angra dos Reis: “Eles representam, junto com o secretário Mauricio Guedes, lideranças que trabalham incansavelmente para o desenvolvimento econômico e social da cidade, fomentando a geração de emprego e renda de forma sustentável, respeitando o meio ambiente”.
De acordo com Carneiro, “o propósito do CONECTA FACERJ é justamente permitir a conexão entre pessoas e empresas, aqui com a participação inclusive companhias internacionais, para gerar negócios e parcerias. Desde o ano passado até hoje já foram mais de R$ 135 milhões de transações comerciais”.
A deputada Célia Jordão, autora da lei que criou a política estadual da Economia do Mar, ressaltou a importância do setor para o desenvolvimento da cidade e para o estado do Rio de Janeiro. Já o presidente da ACEAR, secretário Essiomar Gomes, destacou o impacto da edição local: “O Conecta vem fazendo diferença no estado ao promover aprendizado, relacionamento e novas oportunidades. Angra vive um momento único para desenvolver sua economia do mar e o projeto chega para fortalecer ainda mais esse ecossistema”, afirmou.
Mauricio Guedes reforçou a importância da conexão entre MPEs, instituições de ensino e poder público. “Nem mesmo a Petrobras e as maiores empresas do mudo conseguem manter a capacidade de inovação sem o relacionamento com pequenas empresas, universidades e suas startups, entidades como o Sebrae e de órgãos públicos”, recomendou.
Por fim, Rodrigo Machado ressaltou a importância dessa edição do CONECTA FACERJ em Angra dos Reis e agradeceu pela oportunidade de participar representando o presidente do CREA-RJ, parceiro estratégico do evento.
Painéis e debates conectam conhecimento, negócios e o ecossistema produtivo da Costa Verde
O painel Abertura Panorama da Economia do Mar na Região da Costa Verde abordou o potencial marítimo fluminense com prof. Joilson Cabral (Coppe/UFRJ), coordenador do projeto de Política de Economia Azul no Estado; Wagner Junqueira, secretário de Indústria e Economia do Mar; Carlos Cordovil, da Bunker One; e mediação de João Leal, superintendente de Portos, Terminais e Assuntos Nucleares. Representando o propósito do CONECTA com a “tríplice hélice do desenvolvimento”, nas palavras de João Leal, o painel uniu academia, poder público e inciativa privada.
O secretário Wagner Junqueira afirmou que há grande demanda por emprego na região nos setores de turismo, hotelaria, energia e serviços, porém falta mão de obra qualificada. “Temos firmado parceiras para capacitação com Firjan, Sebrae, Senac de modo a suprir essa carência”, afirmou.
Para Cordovil, diretor da empresa dinamarquesa Bunker One, líder na venda de combustível marítimo, o grande desafio é ter segurança jurídica. “Nossa atividade é altamente regulamentada e estamos atuando para obter licença para atuar em Angra na modalidade chamada de águas interiores”, explicou.
Joilson Cabral apresentou o conceito da economia do mar e destacou grandes números do setor. “São 84 mil empresas que geram 300 mil empregos no Brasil e a Costa Verde é a região que possui o maior adensamento produtivo puxado pela construção naval, turismo, pesca, óleo&gás e energia nuclear”, ressaltou.
Na sequência, empreendedoras apresentaram pitches contando histórias inspiradoras da criação das empresas. Participaram Rani del Rey, da Rani Bazar de moda circular (Ilha Grande); Rosana Andrade, do restaurante Canto das Canoas que serve pescados da região (Ilha da Gipóia); Sibelle Kato, da Angra Sol e Mar de turismo náutico e hospedagem; e Samara Oliveira, da Marulho Eco (Ilha Grande) no painel mediado por Francisco César, do Sebrae Costa Verde.
Com o tema Inovação & Sustentabilidade, o penúltimo painel reuniu o secretário de Planejamento e Gestão de Angra, André Pimenta, o diretor da TurisAngra Nilton Judice, o engenheiro Marcelo Gomes, da Eletronuclear, e mediação de Bruno Ramos, da Litoral Tour. André Pimenta enfatizou as parcerias com instituições de ensino como UFRRJ, UFRJ, Sebrae, Firjan e Senac para capacitação profissional. Marcelo Gomes desmistificou o temor com a utilização da energia nuclear, fonte de energia limpa, lembrando que ela está presente na medicina (radioterapia), na indústria (esterilização de materiais e controle de qualidade) e agricultura (conservação de alimentos e estudo de solo). Gomes propôs a criação de um roteiro turístico-educacional de visitação às usinas de Angra dos Reis.
Finalizando as apresentações, o coordenador de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Rio, Marcos Mendes, deu orientações sobre acesso a crédito, gestão financeira e oportunidades para pequenos e médios negócios no painel Finanças & Crédito.
Rodada de Negócios impulsionou conexões empresariais
Com a participação das empresas-âncoras Nuclep, Transpetro, BR Marinas, Eletronuclear e Tpar, além das instituições financeiras Age Rio, Sicredi, Caixa, Bradesco e Sicoob, a rodada de negócios reuniu 30 micro e pequenos empreendedores fornecedores do setor da economia do mar. A dinâmica promoveu conexões estratégicas, agendamento de reuniões, abrindo espaço para parcerias e ampliado as oportunidades de desenvolvimento regional.
A última edição, realizada em Maricá, havia movimentado mais de R$ 35 milhões em potenciais negócios — e Angra dos Reis manteve o ritmo de crescimento do projeto,
O CONECTA Angra dos Reis foi realizado pela FACERJ e SEBRAE Rio, com patrocínio de CREARJ – O Engenheiro do Rio de Janeiro, Sistema OCB/RJ | SESCOOP/RJ, ICTIM, Fecomércio RJ e Bunker One. Contou com o apoio de ACEAR, Porto de Angra dos Reis, Prefeitura de Angra dos Reis, Secretaria de Energia e Economia do Mar, Sedeics, UNISUAM, ABEEMAR e CACB.
A nona e última edição de 2025 do Conecta Facerj será no dia 9 de dezembro, em Macaé.