Escola de Artes Visuais do Parque Lage participa da 15ª ArtRio com obras de sete artistas

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A Escola de Artes Visuais (EAV) estará presente na 15ª edição da ArtRio, de quarta-feira (10) a domingo (14) de setembro, na Marina da Glória. Ao lado da Casa Brasil, os dois equipamentos da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio irão compartilhar o stand número l4, no Pavilhão MAR. No total, será um conjunto de sete obras de artistas já pertencentes à coleção da EAV, para incentivar doações à escola que serão convertidas em bolsas sociais, contribuindo para a formação de novos artistas. Serão expostas os trabalhos de Rafael Pinto, o Pérola, de Roraima, e Mayara Velozo, a Mayara, do Rio de Janeiro, artistas residentes da Casa Brasil; e também de mais mais cinco artistas: Anna Bella Geiger, Angelo Venosa, Iole de Freitas, Lucia Laguna e Marcus André.

“A Escola de Artes Visuais do Parque Lage e a Casa Brasil são dois importantes equipamentos culturais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, que compartilham objetivos e valores. Ambos têm como missão promover a cultura, a arte e a educação, contribuindo para o desenvolvimento social e cultural da comunidade. Essa parceria se concretiza em projetos comuns, como a formação de artistas e de públicos para as artes, e a capacitação de profissionais da área cultural e será oficializada na ArtRio’, ressalta Danielle Barros, Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro.

A EAV Parque Lage é uma das principais escolas de arte do Brasil e da América Latina, na formação de novos artistas e novos públicos, contribuindo de maneira singular com a arte contemporânea brasileira. São mais de 50 cursos em diversas áreas criativas para formar e desenvolver as habilidades artísticas. Em 2025, a escola completa 50 anos, apresentando uma programação para celebrar a data.

“A participação dos nossos residentes se dará em colaboração com a Associação de Amigos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, que apoia o programa de financiamento de bolsas de estudos para a Escola. Uma parceria que reforça o compromisso das duas instituições com o desenvolvimento artístico no Estado, contribuindo para a construção de uma sociedade mais rica e diversa culturalmente”. destaca Tania Queiroz, diretora da CASA BRASIL e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Obras

No stand estarão expostas as obras dos sete artistas, entre eles dos dois residentes, que poderão ser adquiridas pelo público, mediante doação dos recursos para o Programa de Bolsas da Escola, da Associação dos Amigos da EAV. A fotoperformance de Rafael Pinto, que integra a série Como(ver) a Cidade registra e demarca uma Boa Vista (RR)imaginada/contada/vivenciada por pessoas que moram em diferentes bairros, trazendo retratos e relatos das suas relações com a cidade. Esses retratos e relatos foram transcritos, reproduzidos, e colados em forma de lambe-lambe nos bairros dessas pessoas que, junto com o artista, dividem a autoria da obra.

A fotoperformance Cozinha Americana, que integra a série com o mesmo nome, faz parte de uma coleção de fotos que investiga símbolos da vivência da artista, sua intimidade e o recorte social onde ela se insere. Inspirada pela artista Carrie Mae Weems, a série é uma homenagem ao trabalho de artistas racializadas e à perspectiva brasileira e favelada de Mayara, moradora do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro.

Mais cinco artistas irão expor seus trabalhos, que integram a Coleção Amigos EAV: O Outro (1973/2019 – Iole de Freitas); Jardim e Paisagem (2019 – Lucia Laguna); Lunar I (1973 – Anna Bella Geiger); Sem título (2014 – Angelo Venosa) e Califórnia (2022 – Marcus André).

 

Serviço:

ArtRio – 15ª edição da Feira de Arte do Rio de Janeiro da ArtRio

Datas e horários: 10 a 14 de setembro, das 13h às 20h

Local: Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, S/N – Glória)

Localização: stand I14, no Pavilhão MAR

Entrada: ingressos disponíveis na plataforma GoDream

Classificação: Livre

Cia Bachiana Brasileira faz homenagem aos 275 anos de vida póstuma de Bach no BNDES, na próxima sexta, dia 12

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Música para Cordas é o Concerto da Orquestra Bachiana Brasileira que fará uma única apresentação no dia 12 de setembro, às 19h, na Série Sextas Instrumentais, do BNDES, sob a direção do maestro Ricardo Rocha.

O concerto será uma homenagem aos 275 anos de morte de Bach, o maior gênio da música de todos os tempos e o compositor que mais tem crescido em termos de popularidade e volume de obras executadas no mundo inteiro, especialmente do século XX até hoje. “Este evento representa um gesto não de memorial à sua ausência, mas de uma singela celebração de sua presença entre nós, de brinde à sua vida póstuma’ – ressalta o maestro Ricardo Rocha.

Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis através do site https://www.bndes.gov.br/espacobndes

Sociedade Musical Bachiana Brasileira

SMBB é uma associação civil, de caráter privado, sem fins lucrativos, tornada Bem de Utilidade Pública Federal. Seu objetivo é a produção e a realização de atividades de música clássica, tais como: concertos, recitais, óperas, musicais, gravações, festivais, cursos de extensão, assim como seminários de música, aulas e atividades similares, realizados com alto padrão de qualidade e profissionalismo, nos quais todos os recursos auferidos são reinvestidos em prol de novos eventos musicais e de seu próprio desenvolvimento e expansão.

Sobre o maestro Ricardo Rocha: acesse https://ricardo-rocha.mozellosite.com/

Cia. Bachiana Brasileira

Coro, Orquestra e Solistas – Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro – Corpo artístico da SMBB, a Cia. Bachiana Brasileira configura a expressão de uma atitude cujas consequências estéticas constituem a sua meta e o seu principal diferencial. Desde 1999, desenvolve projetos com repertório, elenco e tempo de realização definidos para cada produção, buscando, de forma disciplinada e perseverante, uma sonoridade própria na execução da música de concerto, nacional e estrangeira. O alto padrão de qualidade com que executa do colonial brasileiro e barroco europeu à música contemporânea explica a posição ímpar que a Cia. Bachiana Brasileira ocupa hoje no cenário musical brasileiro, como atestam o recebimento do 1º Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, em 2009 e as distinções do jornal O Globo, que apontou concertos da Cia. Bachiana Brasileira entre os 10 melhores de cada ano em 2007, 2008 e 2011.

 

REPERTÓRIO

1 – J. S. Bach

– Concerto para dois violinos BWV 1043……………….. 17’

– Vivace

– Largo ma non tanto

– Allegro

2 – Edvard Grieg

– Holberg Suite…………………………………………………….. 21’

– Prelude

– Sarabande

– Gavotte

– Air

– Rigaudon

3 – J. S. Bach

– Suite em si menor BWV 1067…………………………….. 22’

– Ouverture

– Rondeau

– Sarabande

– Bourrée I & II

– Polonaise

– Menuet

– Badinerie (Battinerie)

 

SOLISTAS: Gabriela Queiroz e Priscila Rato, Violinos; Alexis Angulo, Flauta;

Contínuo: Emília Valova, Violoncelo; Eduardo Antonello, Cravo

Gabriela Queiroz – 1º violino

Priscila Rato – 2º violino

Alexis Angulo – flauta

Serviço:

Sextas Instrumentais – Música para Cordas Com a Cia. Bachiana Brasileira

Data: 12 de setembro – sexta-feira Horário: 19h

Local: Espaço Cultural BNDES

Endereço: Av. República do Chile, 100 – Centro, ao lado do metrô estação Carioca

Classificação: Livre

Duração: 1h sem intervalo

Ingressos: gratuitos

Reservas no site do Espaço Cultural BNDES https://www.bndes.gov.br/espacobndes – sujeito a lotação

Acompanhe as plataformas virtuais da Cia. Bachiana Brasileira

Instagram: @cia.bachiana Facebook: Cia.Bachiana Brasileira YouTube: Cia. Bachiana Brasileira

Foto: Daniel Ebendinger

Juliana Acar cria a “Livraria Raízes” para uma experiência sensorial na CASACOR RJ

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Projeto de 95 m² em parceria com a Criare celebra os livros como organismos vivos e convida o público a uma imersão poética entre arte, design e tecnologia

A arquiteta Juliana Acar e a Criare, referência em ambientes planejados, se unem em uma parceria inédita durante a 34ª edição da CASACOR Rio de Janeiro, que acontece de 09 de setembro a 26 de outubro, no Fashion Mall. O resultado dessa colaboração é a Livraria Raízes, ambiente de 95 m² que propõe uma reconexão com a natureza, com o outro e com o tempo — um espaço onde livros são organismos vivos, capazes de germinar ideias, entrelaçar saberes e dar forma a sonhos.

O conceito do projeto parte da frase “Aos livros, à vida”, celebrando os sonhos coletivos como sementes de futuros possíveis. Inspirada na natureza como ecossistema cooperativo e nas bibliotecas como repositórios da imaginação humana, a Livraria Raízes convida à contemplação, ao silêncio fértil, ao compartilhamento e ao mergulho interior.

Logo na entrada, a fachada com apelo escultural se abre e revela um túnel do saber formado por uma estante da Criare, desenvolvida no padrão Lazuli, que conduz ao interior do espaço. Um pilar circular central recebe delicadas esculturas de beija-flores em madeiras, sobre um canteiro de costelas de Adão, unindo natureza e arte.

O percurso é enriquecido por origamis suspensos que parecem ganhar vida. No teto, o grafite de Giuliano Martinuzzo traz linhas desenhadas delicadamente à mão, que remetem às páginas de livros. Ao longo do espaço, o paisagismo de Ana Veras reforça essa atmosfera poética, integrando natureza e arte em um diálogo sutil com os elementos suspensos.

A marcenaria da Criare é peça-chave no projeto, que apresenta ainda o lançamento Ripado Lapa, da Linha Arch, utilizado em duas situações: como um grande painel e aparador no padrão Nogueira Avena também no fundo da loja, com balcão no padrão Platina. O ambiente conta ainda com uma estante baixa que funciona como aparador, organizando os livros de forma prática e convidativa. Outro destaque é a mesa central de madeira, com aplicação da textura Velvet da Coral, esculpida de forma orgânica ao redor do pilar circular. A peça emoldura o elemento estrutural e cria um espaço que favorece consultas rápidas, leitura e interação entre os visitantes.

O piso em ladrilho Urbano, lançamento da Ceusa, foi escolhido por suas variações gráficas, em alusão a um jogo de dominó. Já a parede recebeu um porcelanato exclusivo, desenhado pelo escritório, com cortes assimétricos que evocam lanças em movimento.

Entre os destaques de móveis estão a poltrona Maxx, assinada por Fernanda Marques; o sofá Aum, de Victor Vasconcelos; as banquetas Disco, as cadeiras Dione e a poltrona Tetis, todas de Caio e Carlos Carvalho. As peças, fornecidas pela Breton, reforçam a atmosfera sofisticada e acolhedora do ambiente. Complementando a composição, o espaço exibe esculturas de Sandra Barreiro, fotografia de Ary Kaye e adornos da Dracena Home, criando um cenário que une design, arte e elegância.

Mais que uma livraria, o ambiente se transforma em um espaço de contemplação que alia funcionalidade e poesia: estantes organizam o acervo de forma prática, a mesa central favorece encontros e consultas, elementos artísticos e naturais despertam a curiosidade e a experiência.

A execução de obra contou com a colaboração da Magi Engenharia, cuja expertise técnica foi essencial para transformar cada detalhe concebido no papel em realidade, garantindo precisão e qualidade em todas as etapas.

Para Juliana Acar, a parceria com a marca foi decisiva para dar vida ao projeto. “A Criare foi fundamental para dar forma ao meu projeto. Uma livraria não existe sem uma estante, e a marcenaria é peça-chave nesse contexto. Cada detalhe — desde o material até as cores inovadoras — faz diferença para agregar aos traços desenhados pelo nosso escritório. Estou muito feliz em estar na CASACOR com essa parceria”, conclui.

Foto: MCA Estúdio

CASACOR Rio de Janeiro 2025

Data: 09 de setembro a 26 de outubro de 2025.

Horário: de terça a sábado, das 12h às 21h (inclusive feriados); domingos, 10h às 20h

Local: Fashion Mall. Estrada da Gávea, 899. São Conrado.

 

Mais Informações: www.casacor.abril.com.br

Facebook: www.facebook.com/casacoroficial

Instagram: @casacorrio_oficial

 

Juliana Acar Arquitetura

@julianaacar.arquitetura

 

CRIARE

www.criare.com

@criareplanejados

AVA Galleria promove exposição comemorativa dos 150 anos do Jockey Club de São Paulo e dos 130 anos de amizade Brasil-Japão

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A AVA Galleria promove uma exposição especial, em homenagem aos 150 anos do Jockey Club de São Paulo, com curadoria de Edson Cardoso, destacando a importância histórica desse patrimônio cultural, não só para a identidade de São Paulo, mas de todo o Brasil, além de celebrar os 130 anos de amizade entre Brasil e Japão.

A mostra faz parte de uma série de exposições durante o ano de 2025, reunindo a arte de renomados artistas nacionais e descendentes de japoneses, confirmando a relevância artística do local, além conscientizar o público sobre o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação de 1895, e como marco humano a chegada dos primeiros imigrantes japoneses em 1908, que estabeleceram a maior comunidade japonesa fora do Japão.

Entre os artistas convidados estão Adriana D’Ferraz, Alice Yokote, André Itimura, Elza Suzuki, Estela Simomoto, Felipe Garcia, Fernando Saiki, Hanne Hansel, Junko Tsuchiya, Monica Ishiba, Victor Honda e Yasmin Komori.

O Jockey Club de São Paulo é parte integrante da história da cidade. Sua fundação se deu em 14 de março de 1875, com o nome de Club de Corridas Paulistano. A primeira corrida oficial aconteceu em 29 de outubro de 1876, no Hipódromo da Mooca, na rua Bresser, com apresentação de banda de música e presença de um grande público. Os dois únicos cavalos inscritos, Macaco e Republicano, tiveram a honra de inaugurar as raias instaladas nas colinas da Zona Leste da Capital. Apesar do favoritismo de Republicano, Macaco levou o primeiro prêmio. Agora a arte celebra o Jockey para misturar a essência de determinação e persistência dos cavalos com as cores vivas e estilos diversos das obras, confirmando a liberdade que ambos transmitem.

A abertura acontece no dia 05 de setembro , às 17h, e pode ser visitada até o dia 28 de setembro, de sexta a domingo, das 14h às 19h, no Jockey Club de São Paulo.

No dia 06 de setembro ocorre a 31ª Copa Japão de Turfe, reafirmando como culturas tão distantes geograficamente, podem ser tão próximas do ponto de vista cultural, histórico e artístico.

Realização: AVA Galleria e Jockey Club de São Paulo

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Apoio: ICELA / PR Comunicação / Arte Vida Arte

Cartas de Amor de Francisco Mignone para sua Jô! no mês de aniversário de 128 anos do maestro brasileiro

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Um Retrato Íntimo do Compositor e sua esposa Josephina é revelado no espetáculo de Georgia Szpilman com a pianista Dilia Tosta e participação especial de Moises Santos (Clarinete)

Conhecer uma história de amor desperta sempre a curiosidade alheia. Afinal, o sonho de encontrar a cara metade costuma fazer parte, constantemente, do imaginário das pessoas. E quando esse sentimento brota em meio a música? É o que acontece em ‘Cartas de Amor de Francisco Mignone para sua Jô’, concerto interpretado pela soprano do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Georgia Szpilman, que chega acompanhada da pianista Dília Tosta, e com participação especial do clarinetista Moises Santos, para uma única apresentação, na Sala Mário Tavares, no dia 18 de setembro, às 17h. O resultado é um encontro com muitas histórias que revelam a beleza do amor entre o maestro compositor e a pianista.

“A ideia do concerto surgiu pelo convívio com a Jô. Sabia da existência das cartas, mas nunca havia visto. Sabia do desejo da Jô em transformar em um livro. O motivo, não pode ser revelado. Então, transformou as cartas, bilhetes e fotos da vida profissional no livro. Quando vi o livro Cartas de amor de Francisco Mignone para Josephina Mignone, passou a ser meu livro de cabeceira. Muito romântico. Daí foi um passo para pensar no concerto” – revela Georgia Szpilman que tinha uma relação bem próxima com a pianista.

As cartas de amor trocadas entre Francisco e Josephina Mignone são documentos preciosos que revelam a personalidade do compositor. Nelas, Mignone expressa seu amor, suas inseguranças, suas alegrias e até mesmo suas frustrações artísticas. A linguagem utilizada nas cartas é carregada de emoção, demonstrando que, por trás do gênio musical, havia um homem profundamente humano e dedicado à sua esposa. Fragmentos e relatos indicam que Josephina era sua confidente e musa, uma presença constante mesmo durante suas viagens e períodos de intensa produção artística – provando que o artista que se achava pouco inspirado, antiquado e até pessimista, virou a chave assim que conheceu Jô, presenteando a amada com três pequenas valsas de esquina.

Francisco Mignone (1897–1986) foi um dos mais importantes compositores brasileiros do século XX, conhecido por suas obras sinfônicas, peças para piano e composições que incorporam elementos do folclore nacional. No entanto, além de sua produção musical, um aspecto menos conhecido de sua vida é a sua relação amorosa com Josephina Mignone, sua esposa, revelada através de cartas pessoais que mostram um lado sensível e apaixonado do artista.

As cartas de amor de Francisco Mignone para Josephina são um testemunho de que, por trás de grandes artistas, muitas vezes há histórias de afeto e parceria que sustentam sua trajetória. No caso de Mignone, essas correspondências revelam um homem que, apesar de sua genialidade musical, valorizava profundamente os laços familiares e o amor conjugal.

Embora a música de Mignone já o tenha consagrado na história da cultura brasileira, suas cartas para Josephina acrescentam uma camada de humanidade ao seu legado, lembrando-nos de que até os maiores artistas são, antes de tudo, seres humanos capazes de amar intensamente.

A história de amor entre Francisco e Josephina Mignone, preservada em suas cartas, é um capítulo delicado e pouco explorado da vida do compositor. Esses documentos íntimos nos permitem conhecer não apenas o artista, mas o homem por trás da música—um homem que, como muitos, encontrou na paixão e no matrimônio uma fonte de inspiração e equilíbrio. Que essas cartas continuem a ser valorizadas como parte do rico patrimônio afetivo da música brasileira.

Sobre Georgia Szpilman

O soprano Georgia Szpilman possui vasta experiência camerística e dedica-se principalmente ao canto lírico, tendo estudado com o Prof. Richard Reiß, na Freiburg Musikhochschule (Alemanha), e com a professora russa Elena Konstantinovna. Sendo corista do Theatro Municipal há 22 anos, tem atuado como solista em grandes produções, principalmente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, tais como: As Bodas de Fígaro (Condessa), Turandot (Liú), Il Triptico, Electra, Fosca (papel título), O Condor (Odaléia), Viúva Alegre (Valentina), Cavaleria Rusticana (Lola), Norma (Clotilde), Carmen (Mercedes), La Traviata (Flora), entre outras. Realizou concerto em homenagem a Carlos Gomes, com a Orquetra Sinfônica de Aracaju, sob a regência do maestro Ian Bressan. Atuou como solista com a Orquestra Petrobrás Sinfônica, sob a regência do maestro norte-americano Jack Wall. Participou, como solista convidada, do centenário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a obra Poema de Itabira, musicada por Villa-Lobos, sob a regência do maestro Sílvio Barbato. Na área de música contemporânea, tem trabalhado com a compositora Jocy de Oliveira, com a qual participou do Primeiro Festival Internacional de Mulheres Compositoras e do espetáculos da série Palavras Brasileiras – Momentos da História do Brasil em Música.Em Israel, participou do Festival de Verão de Jerusalém, cantando árias e canções de Carlos Gomes. Na Alemanha, apresentou-se com árias de Wagner, Lieds e canções de Villa-Lobos. O amor de um grande maestro e compositor por uma linda e extraordinária pianista. Esta é a história de Cartas de Amor de Francisco Mignone para sua Jô, espetáculo interpretado pela soprano Georgia Szpilman acompanhada da pianista.

Sobre Francisco Mignone

O precioso legado do artista engloba mais de mil composições entre óperas, bailados, músicas instrumentais e até trilhas para filmes. Foi também professor do Conservatório Dramático de São Paulo e do Instituto Nacional de Música, atual Escola de Música da UFRJ.

Natural de São Paulo, filho de imigrantes italianos, Mignone estudou música desde a infância, graças às lições de seu pai, o flautista Alferio Mignone. Completou os estudos no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde se formou em flauta, piano e composição, seguindo, posteriormente, para estudar Composição em Milão, no Conservatório Giuseppe Verdi.

Na Itália, compôs sua primeira ópera, O Contratador de Diamantes, em 3 atos, com libreto de Girolamo Bottonio, que estreou em 20 de setembro de 1924, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o elenco da Companhia Lírica Italiana e a coreografia de Maria Olenewa no quadro Congada, parte em que os escravos dançavam no adro da Igreja do Arraial do Tejuco. A execução do bailado ficou por conta das passistas que Donga, a pedido de Tia Ciata, recrutou para o espetáculo.

Anos depois, em 1956, Congada ganhou coreografia de Mercedes Baptista, a primeira bailarina clássica negra do Brasil e da companhia por ela criada, o Ballet Folclórico Mercedes Baptista.

A vasta e rica obra de Mignone, o fez reconhecido por dois ícones da música do século XX: Richard Strauss e Arturo Toscanini. Strauss, em sua segunda temporada no Municipal, em 1923, regeu duas composições de Mignone – Dança e Minueto -, à frente da Filarmônica de Viena e Toscanini, em 1940, regendo a NBA (National Broadcasting Company), executou Congada no palco do Theatro Municipal.

As composições de Mignone refletem os ritmos da diversidade brasileira, como em Maracatu de Chico-Rei (bailado considerado a sua obra-prima), O Espantalho, Leilão, Quadros Amazônicos, Hino à Beleza, Iara,Quincas Berro D ´Água e das histórias musicadas do cotidiano do país, como é o caso das óperas O Contratador de Diamantes, O Chalaça e O Sargento de Milícias.

Trabalhador incansável, Mignone compôs mesmo depois de doente, deixando algumas composições inacabadas. Ainda em vida, recebeu vários prêmios, como o Shell, em 1982, pelo conjunto da obra. No palco do Municipal, estreou várias obras, ao longo de quase 60 anos. Ele atuou ativamente como membro da Comissão Artística do Theatro Municipal por dois mandatos, contribuindo para o alto nível dos espetáculos da casa entre 1948 e 1958.

Sobre Maria Josephina Mignone

Nasceu em Belém, Pará, no ano de 1923. Formou-se no Instituto Carlos Gomes, de Belém e no Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, na classe de harmonia de Lorenzo Fernandez. Aperfeiçoou-se em piano com Arnaldo Estrêla, Magda Tagliaferro e Liddy Chiafarelli Mignone. Além de solista, tem se apresentado em duos de pianos com seu marido, Francisco Mignone, de cuja obra é uma de seus principais intérpretes e divulgadores.

Ficha Técnica:

Georgia Szpilman- voz e pesquisa

Dilia Tosta – Piano

Direção – Ruben Gabira

Luz e cenário – Katia Barreto

Sonorização – Bernardo Quadros.

 

Serviço:

Cartas de Amor de Francisco Mignone para sua Jô

Com Georgia Szpilman e Dília Tosta

Participação especial: Moises Santos (Clarinete)

Data: 18/9 – quinta-feira

Horário: 17h

Local Sala Mário Tavares – anexo Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Rua Almirante Barroso, 14/16 – Centro

Classificação: Livre

 

Benjamin Rothstein inaugura exposição “A Dois”, na Galeria de Artes Candido Mendes, em Ipanema

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No próximo dia 4 de setembro (quinta-feira), a Galeria de Artes Candido Mendes, em Ipanema, abre suas portas para a exposição individual do artista carioca Benjamin Rothstein, “A Dois”, com apoio da artista plástica Denise Araripe, curadora da Galeria de Artes Candido Mendes. A mostra reúne 20 pinturas inéditas, em técnicas variadas, que marca um ponto de virada na trajetória desse pintor carioca, com mais de uma década de trabalhos artísticos. Daniele Machado, mentora e crítica dessa exposição, faz de sua curadoria um gesto de pertencimento e de diálogo com a exuberante exposição de trabalhos de @benjaminrothstein, que estará aberta ao público na Rua Joana Angélica, 63, Ipanema (RJ), de 4/9 a 27/9, de segunda à sexta-feira, das 14h às 19h, e sábado, das 14h às 18h. Entrada franca.

Daniele Machado, mentora e crítica da exposição, destaca a importância dos trabalhos de Benjamin Rothstein. “Rothstein figura em uma tradição pictórica que tem o diálogo com o espectador como parte do conceito da obra. Essa relação será a temática da presente exposição. Oscilando entre a abstração e a figuração, o pintor toma a forma como um elemento poético, desfazendo-a e reconstruindo-a entre as áreas de cada composição, inclusive resguardando o vazio como uma articulação para a elaboração do ritmo”, explica Daniele Machado.

Denise Araripe também está otimista sobre o sucesso da exposição “A Dois”, de Benjamim Rothstein. “Esse percurso nos lembra o paradoxo agostiniano: o tempo não existe fora de nós; ele é medido pela memória que guardamos, pela atenção que prestamos e pela esperança que projetamos. Assim, esta exposição não se lê como cronologia, mas como experiência temporal interior”, completa Denise Araripe, curadora da Galeria de Artes Candido Mendes. O espectador, longe de ser passivo, é convocado a abandonar a mera contemplação e assumir um papel ativo diante das obras — como se cada tela fosse uma armadilha poética preparada para deslocar certezas e abrir novas percepções.

A arte, dizia Érico Veríssimo, é “um modo de acrescentar vida à própria vida”. Pai e filho nos influenciam sempre, a cada dia. “Somos feitos de restos, de retalhos do que vimos, do que sonhamos”, escreveu certa vez Luiz Fernando Veríssimo. A pintura de Rothstein parece dialogar com essa ideia: fragmentos que se encontram na tela e, ao se encontrarem, inventam novos sentidos. A curadoria de Denise Araripe ressalta essa dimensão processual e viva, destacando a diversidade técnica sem perder a coerência poética que atravessa toda a produção do artista Benjamin. O resultado é uma exposição que, mais do que mostrar pinturas, propõe uma experiência de deslocamento e reconstrução de sentidos.