Marival Gomes da Silva: da Polícia Civil à vida pública de Niterói

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Nascido e radicado em Niterói, Marival Gomes da Silva construiu uma trajetória profissional que transitou entre a Polícia Civil, a administração pública e a política municipal. Ao longo de décadas de atuação, tornou-se um nome conhecido na área de Segurança Pública e ocupou diferentes espaços na vida pública da cidade.

Sua carreira teve início na Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, onde atuou como inspetor em diferentes delegacias e órgãos especializados. A experiência adquirida na corporação marcou sua trajetória profissional e, posteriormente, esteve diretamente ligada à sua entrada na administração pública e à atuação política.

No início dos anos 1990, Marival decidiu ingressar na política. Em 1996, foi eleito vereador de Niterói pelo PSDB, com 2.802 votos. Quatro anos depois, concorreu pelo PMDB e conquistou seu segundo mandato, obtendo 3.714 votos. Em 2004, pelo então PPS, atual Cidadania, foi eleito novamente para a Câmara Municipal, com 3.368 votos.

Além dos três mandatos como vereador, Marival ocupou a Secretaria Municipal de Segurança de Niterói durante uma das administrações do prefeito Jorge Roberto Silveira. A criação da secretaria representou uma nova estruturação da área de segurança no município, e Marival, com sua experiência como policial civil, esteve entre os nomes escolhidos para conduzir a pasta.

Sua indicação para o cargo também foi acompanhada pelo reconhecimento de sua experiência na área. Na ocasião, o governador do Estado destacou publicamente a atuação de Marival na Segurança Pública.

A passagem pela Secretaria Municipal de Segurança ampliou sua atuação para além do Legislativo e consolidou sua presença na administração pública de Niterói. A experiência como policial e gestor passou a integrar uma trajetória que reunia conhecimento da estrutura de segurança e participação direta na política municipal.

Em 2001, Marival recebeu a Medalha Tiradentes, concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A honraria foi formalizada por resolução que destacava sua atuação como secretário municipal de Segurança de Niterói.

Entre a atividade policial, os três mandatos na Câmara Municipal e a passagem pela Secretaria de Segurança, Marival Gomes da Silva manteve sua trajetória profundamente ligada a Niterói. Sua história na cidade atravessou diferentes momentos da vida pública municipal e reuniu experiências em áreas distintas da administração e da política.

Togo Póvoa de Barros: o campista que chegou ao Palácio do Ingá

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A trajetória de Togo Póvoa de Barros (1914-2007) atravessou diferentes momentos da vida pública fluminense, entre a advocacia, o jornalismo, o serviço público e a política. Natural de Campos dos Goytacazes, foi o primeiro campista a assumir o governo do antigo Estado do Rio de Janeiro, em uma época em que Niterói era a capital fluminense e o Palácio do Ingá concentrava o centro das decisões políticas do Estado.

Nascido em 24 de abril de 1914, em Campos, Togo formou-se em Direito e construiu uma carreira que combinou a atividade jurídica com a vida pública. Advogado, jornalista e servidor público, atuou como procurador do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), instituição especialmente relacionada à economia de sua região de origem, marcada historicamente pela produção canavieira.

Antes de chegar ao comando do Executivo estadual, Togo consolidou sua carreira política na Assembleia Legislativa. Foi deputado da Assembleia Constituinte do Estado do Rio de Janeiro e, posteriormente, deputado estadual, chegando à presidência do Parlamento fluminense.

Foi justamente no exercício dessa função que assumiu, em julho de 1958, a chefia do Executivo estadual. O então governador Miguel Couto deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal, e Togo, como presidente da Assembleia Legislativa, tornou-se governador do Estado do Rio de Janeiro. Permaneceu à frente do governo até 1959.

A passagem pelo Palácio do Ingá representou um marco na história política de Campos e projetou nacionalmente um nome que já havia construído sua trajetória nos campos jurídico e legislativo. Sua atuação pública, entretanto, continuaria a ser marcada pelas transformações políticas que atravessaram o país nas décadas seguintes.

Reeleito deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD) em 1962, Togo tomou posse em um cenário que poucos anos depois seria profundamente alterado pelo regime militar instaurado em 1964. Com a decretação do Ato Institucional nº 2, em 1965, e a consequente implantação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação política do novo regime.

Em 1966, quando buscava a reeleição, sua candidatura foi impugnada. Entre as acusações apresentadas estava a de que teria hospedado em sua residência o líder comunista Luís Carlos Prestes. Com a consolidação do regime militar, Togo teve seus direitos políticos cassados, interrompendo sua participação na vida pública.

O afastamento da política não significou, porém, o fim de sua atuação profissional. Ao longo da carreira, também havia exercido funções como professor do Instituto Comercial de Campos, redator do jornal carioca *O Dia* e secretário de Estado da Agricultura, Comércio e Indústria. Foi ainda presidente da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro.

A restituição de seus direitos políticos ocorreu em 1979, com a Lei da Anistia. A medida também permitiu que recuperasse os proventos de sua aposentadoria no Instituto do Açúcar e do Álcool. Depois de deixar a vida pública, voltou a dedicar-se à advocacia e passou a integrar o Conselho de Administração da Indústria de Bebidas Joaquim Tomás de Aquino S.A., pertencente ao Grupo Toquino, empresa ligada à família de seu sogro.

Entre a política e o Direito, entre o jornalismo e o serviço público, Togo Póvoa de Barros construiu uma trajetória marcada pela presença em diferentes instituições do Estado e por um período particularmente complexo da história brasileira. Seu nome permanece associado também à memória política de Campos, cidade onde nasceu e onde morreu, aos 93 anos, em 2007.

A história de Togo é, assim, parte da memória de uma geração de homens públicos que transitaram entre a política estadual, as instituições jurídicas e a administração pública em décadas de profundas transformações. Para Campos, sua passagem pelo governo fluminense acrescentou um capítulo singular à história de um município que viu um de seus filhos chegar ao Palácio do Ingá e assumir, ainda que temporariamente, o comando do Estado do Rio de Janeiro.

Prefeitura de Niterói decreta luto pela morte de Paulo Eduardo Gomes

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A Prefeitura de Niterói decreta luto oficial pelo falecimento de Paulo Eduardo Gomes. Ato assinado pelo Prefeito Rodrigo Neves será publicado no Diário Oficial desta terça-feira, 08/09. Vereador por vários mandatos em Niterói, Paulo Eduardo morreu no sábado (5), vítima de câncer.

Engenheiro de Telecomunicações formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Eduardo ingressou na Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) após concluir a graduação. Na empresa, participou da fundação da Associação dos Empregados da Embratel, entidade que presidiu por três mandatos.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lamentou a morte de Paulo Eduardo Gomes.

“Recebemos com pesar a notícia do falecimento de Paulo Eduardo Gomes. Vereador por vários mandatos, Paulo Eduardo dedicou-se à vida pública e à defesa das causas em que acreditava. Embora tenhamos trilhado caminhos distintos e, muitas vezes, com posições divergentes, sempre reconheci a importância do debate e do respeito democrático. Nesse momento de sua partida, manifesto meus sentimentos e minha solidariedade aos seus familiares, amigos, companheiros de partido e a todos que conviveram com Paulo Eduardo”, disse o prefeito Rodrigo Neves.

Das leis ao tatame: deputados ensinam defesa pessoal a mulheres na Alerj

A iniciativa reuniu cerca de 35 alunas e fez com que os parlamentares trocassem o paletó pelo kimono

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) levou o debate sobre segurança feminina para além do plenário nesta quinta-feira (25/06). Na galeria da Casa, servidoras e mulheres fluminenses aprenderam técnicas de defesa pessoal em aula ministrada pela deputada Índia Armelau (PL), professora de Educação Física, e pelo deputado Rodrigo Amorim (PL), faixa-preta de jiu-jítsu.

A iniciativa marca a primeira edição do “Alerj Por Elas”, programa voltado ao empoderamento e à autoconfiança feminina por meio da defesa pessoal. O evento reuniu 35 mulheres para aprender técnicas de proteção, ganhar mais confiança e se preparar para situações de risco.

Durante a aula, a deputada Índia Armelau destacou que, na disputa de força física, as mulheres partem em desvantagem. Por isso, o treinamento foca em habilidade e sagacidade — seja para evitar o confronto, seja para ganhar tempo e acionar ajuda.

“É fundamental que a Alerj, como a casa do povo, torne essa experiência recorrente, que entre no calendário oficial da Assembleia Legislativa e se torne um evento mensal, quinzenal ou semanal, trazendo cada vez mais mulheres, gratuitamente para aprender noções básicas de defesa pessoal”, afirmou.

Com base nos índices de violência contra a mulher — o Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025, com quatro casos por dia, e o Rio de Janeiro concentra o terceiro maior número do país —, a aula simulou situações cotidianas de risco, como puxão de cabelo, empurrão, agressão por enforcamento e como reagir ao ser derrubada ao chão.

O deputado Rodrigo Amorim destacou que a presença de mulheres de diversas faixas etárias demonstra força e coragem. “Claro que o maior objetivo é prevenir a violência. O maior instrumento de autodefesa é sair da confusão, evitar a briga. Mas, uma vez que o problema aconteceu, a mulher precisa saber movimentos básicos para preservar sua integridade física e, muitas vezes, lamentavelmente, a própria vida”, declarou.

Leis que protegem as mulheres

A ação se soma ao histórico da Alerj no enfrentamento à violência contra a mulher. Nesta semana, o Governo do Estado sancionou o Pacto Estadual Contra o Feminicídio. A Lei 11.231/26, assinada por 38 parlamentares, institui mecanismo permanente de combate ao feminicídio, com atuação integrada entre poderes públicos, órgãos de justiça, segurança pública e sociedade civil.

Outra medida recente é a Lei 11.025/25, de autoria dos deputados Sarah Poncio (SDD) e Rodrigo Amorim, que garante às mulheres fluminenses o acesso seguro ao spray de extratos vegetais como instrumento de legítima defesa.

A jovem Geovanna Black, de 15 anos, faixa verde com oito anos de jiu-jítsu, resume o espírito da tarde: para ela, a prática vai além do tatame e é uma ferramenta para romper com a vulnerabilidade a que as mulheres estão expostas no dia a dia. “A gente se apoia, ensina uma à outra a ser mais autoconfiante e a se impor mais”, disse.

Alerj aprova prorrogação da redução do ICMS sobre insumos agropecuários até 2027

O Estado do Rio de Janeiro poderá manter o benefício de redução da base de cálculo do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) sobre insumos agropecuários até 31 de dezembro de 2027. O Projeto de Lei 7.244/26, de autoria dos deputados Rosenverg Reis (MDB) e Dr. Deodalto (PL), foi aprovado em discussão única pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O texto seguirá para o Governo do Estado, que terá prazo de até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.

A norma internaliza o Convênio ICMS 79/2025, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que prorroga o Convênio ICMS 100/97 — benefício que permite aos estados reduzir a tributação na comercialização de insumos agropecuários, entre eles grãos, rações, agrotóxicos e fertilizantes.

Para o presidente da Casa, deputado Douglas Ruas (PL), a norma é essencial para garantir a competitividade do setor do Estado do Rio de Janeiro. “Hoje o Parlamento fluminense atende a demandas importantes das cooperativas do estado com a apreciação deste projeto. O setor gera empregos e renda no Rio de Janeiro e, com o novo texto, colocaremos esses produtores em pé de igualdade para competir com os demais estados do Brasil”, completa Ruas.

O benefício já havia sido incorporado à legislação fluminense em 2021, com vigência até 31 de dezembro de 2025. Como os demais estados aprovaram a prorrogação do convênio nacional em julho de 2025, o projeto atualiza o prazo na lei estadual, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026, de modo a evitar lacuna de vigência.

O texto determina ainda que o Poder Executivo encaminhe, anualmente, à Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural, Agrária e Pesqueira e à Comissão de Tributação da Alerj um relatório com o impacto econômico da prorrogação do benefício sobre a produção agrícola familiar e empresarial do Estado. O documento também deve apresentar a estimativa da renúncia fiscal verificada no período e o correspondente efeito nos postos de trabalho no setor agropecuário fluminense.

Já o monitoramento dos preços ficará a cargo do Poder Executivo, por meio da atuação conjunta entre a Secretaria de Estado de Fazenda e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, que deverão acompanhar periodicamente os preços dos insumos agrícolas beneficiados pelo convênio. O objetivo é verificar se a redução da carga tributária está sendo efetivamente repassada ao preço final pago pelos produtores rurais fluminenses.

A não internalização implicaria, segundo um dos autores, o deputado Dr. Deodalto, no esvaziamento das atividades do setor agropecuário no território. “Essa medida é necessária para beneficiar essa categoria que tanto necessita e que faz chegar o alimento à mesa das pessoas”, explica o parlamentar.

A iniciativa garante que os benefícios prorrogados sejam acompanhados de forma específica e que seus efeitos fiscais, econômicos e sociais sejam analisados através de critérios, indicadores e metodologia definidos em regulamento como estabelece a Lei Complementar Federal 101/2000.

TCE-RJ determina apuração em contrato de radares do DER após denúncia apresentada pelo deputado Vitor Junior

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O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou a apuração sobre possíveis irregularidades no contrato de radares do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), que envolve mais de R$ 250 milhões, após denúncia apresentada pelo deputado estadual Vitor Junior (PDT). Na representação ao órgão, o parlamentar solicitou além da apuração, a suspensão imediata do contrato do DER-RJ, que prevê a instalação de 390 radares eletrônicos nas rodovias estaduais.

Na decisão do TCE foi determinado que DER-RJ se manifeste no prazo de cinco dias, com exigência de esclarecimentos detalhados sobre o processo licitatório e a execução dos contratos já firmados. Na ação apresentada ao Tribunal pelo parlamentar foram apontados indícios de comprometimento da competitividade da licitação, possível falta de independência entre empresas participantes e risco de uso inadequado de recursos públicos.

A contratação, estimada em R$ 250 milhões, está sob suspeita de irregularidades. E apesar deste custo estimado, o edital também prevê a possibilidade de prorrogação do contrato por até 10 anos, o que pode elevar o impacto financeiro para patamares próximos de R$ 1 bilhão.

O deputado enfatiza que a denúncia aponta que a disputa entre as empresas apresentou um padrão considerado atípico, com propostas que chegaram a se diferenciar no pregão por apenas um centavo. Ele explica ainda que a análise das atas do pregão também indica uma sequência de lances com valores extremamente próximos e alternância previsível entre os participantes, o que levanta dúvidas sobre a efetiva concorrência.

Outro ponto que chama atenção, de acordo com o parlamentar, é a existência de movimentações empresariais às vésperas da licitação, incluindo a criação de filial por uma das empresas para participar do certame. Para Vitor Junior, esse tipo de conduta pode indicar preparação direcionada para o processo licitatório.

“Essa decisão mostra que o Tribunal de Contas considerou relevantes os indícios que apresentamos. Agora começa uma fase decisiva, em que o Estado terá que explicar um contrato de alto valor, com sinais preocupantes de irregularidade”, afirmou o deputado. “Estamos falando de um contrato que pode durar até 10 anos e movimentar recursos públicos relevantes. Nosso papel é acompanhar de perto e garantir que qualquer dúvida seja esclarecida antes que esse modelo se consolide”, acrescentou.

A representação também destaca que empresas do mesmo setor já atuaram conjuntamente em contratos públicos em outros estados. Em São Paulo, por exemplo, companhias do segmento integraram consórcio em contratação que foi alvo de questionamentos pelo Ministério Público quanto à concorrência e ao modelo adotado.

“Fiscalizar contratos públicos também é obrigação do mandato parlamentar. Nosso compromisso é defender o interesse da população e garantir que o dinheiro público seja aplicado com lisura e transparência”, diz. “Vamos seguir acompanhando o caso e reforçamos a importância de uma análise célere. Confio no trabalho técnico do Tribunal e acredito que teremos uma decisão firme em defesa do povo do Estado do Rio de Janeiro. O que não pode acontecer é um contrato sob suspeita avançar sem a devida verificação”, concluiu.

Projeto cria o Selo ‘Templo Religioso Amigo da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista’

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O Estado do Rio de Janeiro poderá contar com o Selo ‘Templo Religioso Amigo da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA)’, destinado a reconhecer templos, igrejas, centros e demais espaços de prática religiosa que adotem iniciativas inclusivas voltadas ao acolhimento de pessoas com TEA e seus familiares. A medida está prevista no Projeto de Lei 7.334/26, de autoria da deputada Carla Machado (PSD), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em discussão única. Por terem sido incorporadas emendas, o texto precisa passar por uma nova votação da redação final.

O selo tem como objetivo incentivar a inclusão de pessoas com TEA nas atividades religiosas, promovendo ambientes acessíveis, acolhedores e adaptados às necessidades sensoriais e comportamentais desse público. A proposta também busca estimular a capacitação e a sensibilização de líderes religiosos, voluntários e colaboradores, além de fortalecer a participação das famílias nos espaços de fé e fomentar uma cultura de respeito, empatia e convivência com a neurodiversidade.

O Poder Executivo regulamentará os critérios, a forma de concessão e o órgão responsável pela emissão do selo, observando a integração com as políticas estaduais de proteção à pessoa com deficiência.

Entre os critérios para adesão estão a oferta de recursos de apoio sensorial, como abafadores de ruído; a criação de espaços de acolhimento ou ambientes mais silenciosos; e a flexibilização de normas comportamentais durante celebrações. Também serão exigidas a capacitação de equipes, líderes e voluntários para o atendimento de pessoas com TEA, a adoção de comunicação acessível e clara e a promoção de ações de conscientização junto à comunidade. Também será considerada a criação de salas sensoriais e espaços de acolhimento.

A participação das instituições será voluntária, e o selo terá validade de dois anos, podendo ser renovado mediante a comprovação da manutenção das práticas inclusivas que fundamentaram sua concessão. O descumprimento dos critérios poderá acarretar o cancelamento da certificação antes do término de sua validade.

Para a autora, é fundamental compreender as necessidades específicas das pessoas autistas, enfrentar as barreiras existentes e promover soluções concretas que contribuam para a inclusão e o bem-estar dessa população. “Embora os templos e instituições de fé exerçam papel relevante no acolhimento, no apoio emocional e na formação de vínculos comunitários, ainda não estão plenamente preparados para atender às necessidades sensoriais e comportamentais das pessoas com TEA”, afirmou.

“Por isso, muitas famílias deixam de frequentar esses espaços, o que, na prática, acaba afastando essas pessoas de ambientes fundamentais de convivência, fé e pertencimento”, concluiu a parlamentar.

TRE-RJ estende horário de atendimento até esta quarta (6), último dia antes do fechamento do cadastro eleitoral

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Nos três últimos dias antes do fechamento do cadastro eleitoral, 4, 5 e 6 de maio, todos os postos de atendimento do estado do Rio de Janeiro funcionarão em horário ampliado, das 9h às 19h. O atendimento será garantido a todas as pessoas que procurarem os cartórios ou as centrais de atendimento até as 19 horas do dia 6 de maio.

Por conta da grande procura pelos serviços eleitorais, quem comparecer nesse período, dentro do horário de funcionamento, e não conseguir ser atendido, será agendado para retornar ao cartório entre os dias 7 e 16 de maio.

Os plantões e horários estendidos de atendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) no último mês antes do fechamento do cadastro têm como objetivo oportunizar que o maior número possível de pessoas emitam a primeira via do título de eleitor, transfiram seu local de votação ou regularizem a sua inscrição eleitoral cancelada para votar nas Eleições de outubro de 2026.

Além de ser impedido de votar, quem está com o título cancelado fica sujeito a diversas restrições civis, como a impossibilidade de emitir e renovar o passaporte, tomar posse em cargo público, obter financiamento habitacional e matricular-se em instituição pública de ensino.

A coleta biométrica não será obrigatória para poder votar nas próximas eleições gerais. Porém, quem deseja cadastrá-la antes das eleições deverá procurar uma unidade de atendimento no mesmo prazo.

Para checar a necessidade de regularizar o documento ou fazer a biometria, o(a) eleitor(a) deve acessar o site do TRE-RJ, ou buscar informações pelo WhatsApp e Disque TRE-RJ, ambos pelo número (21) 3436-9000.

O TRE-RJ também incentiva a participação dos adolescentes no processo eleitoral. Jovens que já atingiram os 15 anos podem requerer a emissão do título de eleitor. No entanto, para que estejam aptos a votar no primeiro turno das Eleições de 2026, é indispensável que completem 16 anos até a data do pleito, que ocorrerá em 4 de outubro.

No momento do atendimento, é imprescindível apresentar um documento oficial de identidade e um comprovante de residência com data de emissão inferior a 90 dias. Pessoas que mudaram de nome devem levar o documento que comprove essa alteração, como a certidão de casamento. Além disso, homens que nasceram no ano de 2007 têm a obrigação de mostrar que estão quites com o serviço militar.

Após o fechamento do cadastro eleitoral, em 6 de maio, não serão mais aceitos pedidos de revisão, transferência de domicílio, mudança do local de votação, emissão do primeiro título (alistamento), regularização ou coleta de biometria.

Eleitoras(es) que já possuem a biometria cadastrada têm a facilidade de solicitar os serviços diretamente pelo site do TRE-RJ. Já para a parcela do eleitorado que ainda não possui as digitais registradas, o atendimento deve ser feito presencialmente em qualquer Zona Eleitoral ou Central de Atendimento ao Eleitor disponível no estado.

Quem estiver com seu título eleitoral regular e apenas deseja quitar multas, emitir certidões ou uma nova via do título eleitoral, pode ter acesso a esses serviços por meio da página de atendimento online do TRE-RJ ou deixar para buscar esses serviços presencialmente após o dia 6 de maio.

Rio sanciona lei inédita para enfrentar abuso contra mulheres no transporte coletivo

Nova política estadual estabelece diretrizes, capacitação de motoristas e canal de denúncia para proteger passageiras em ônibus, aplicativos e táxis
O Estado do Rio de Janeiro sancionou a Lei nº 11.160, de 16 de abril de 2026, de autoria da deputada estadual Lilian Behring (PCdoB), que institui a Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Abuso contra Mulheres no Transporte Coletivo de Passageiros.

A nova legislação estabelece diretrizes para ações de prevenção, com foco na capacitação de condutores e na promoção de campanhas educativas voltadas à segurança das mulheres que utilizam o transporte público e privado de passageiros.

A política se aplica a motoristas de ônibus, transporte por aplicativo e táxis, e prevê a adoção de orientações e protocolos de atuação diante de situações de violência contra mulheres, priorizando o acolhimento da vítima e o acionamento das autoridades competentes.

Autora do projeto, Lilian Behring destacou que a iniciativa nasce da necessidade de enfrentar uma realidade ainda presente no cotidiano de muitas mulheres.

“Essa lei nasce da escuta de mulheres que sentem medo ao usar o transporte público. Não é aceitável que um espaço de deslocamento se transforme em um ambiente de violência e insegurança”, afirmou a deputada.

Entre as medidas previstas está a possibilidade de capacitação dos profissionais do setor para que saibam identificar situações de risco e agir de forma adequada, contribuindo para a proteção das passageiras.

“Nosso objetivo é orientar e preparar esses profissionais para que saibam como agir. Muitas vezes, uma atitude rápida pode interromper uma situação de violência e garantir proteção à vítima”, explicou Lilian Behring.

A lei também determina que o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (DETRO/RJ) disponibilize um canal de orientação e encaminhamento de denúncias às autoridades competentes.

Para a parlamentar, a medida fortalece a rede de proteção e amplia o acesso das mulheres a mecanismos de denúncia.

“Criar um canal dentro do próprio sistema de transporte é facilitar o caminho para que essas mulheres sejam ouvidas e acolhidas. É transformar estrutura em proteção real”, destacou.

Lilian Behring reforçou que a política tem caráter preventivo e educativo, buscando reduzir casos de violência por meio da informação e da conscientização.

“A gente precisa agir antes que a violência aconteça. Informação, preparo e responsabilidade salvam vidas. Essa lei é um passo concreto nessa direção”, declarou.

A nova legislação já está em vigor e amplia o papel do poder público no enfrentamento à violência de gênero, envolvendo diretamente o setor de transportes na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.

“Essa é uma conquista importante, mas também um compromisso contínuo do nosso mandato. Seguiremos avançando para garantir que as mulheres possam circular com liberdade, dignidade e segurança em todo o estado”, concluiu Lilian Behring.

Agora é lei: criada multa para punir assédio moral contra mulheres

A medida ainda garante cobrança em dobro nos casos de assédio praticado nos transportes coletivos, táxis ou em carros de aplicativos.

O Poder Executivo está autorizado a instituir multa administrativa para casos de assédio moral registrados no Estado do Rio de Janeiro. A determinação é da Lei 11.159/26, de autoria do deputado Claudio Caiado (PSD), que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (17/04).

A medida altera a Lei 8.359/19, que já penaliza casos de assédio sexual no estado, e passa a incluir também o assédio moral. A prática é considerada todo comportamento indesejado, de natureza verbal, não verbal ou física, praticado por meios de comunicação ou outras formas, com o objetivo de constranger mulheres, afetar sua dignidade ou criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador.

O valor da penalidade poderá chegar até 10 mil UFIR, cerca de R$ 49 mil. O novo texto também prevê aplicação em dobro da multa nos casos de assédios praticados em transportes coletivos, táxis e em carros de aplicativos.

Para o autor, o assédio sexual e moral no transporte coletivo não passa despercebido pelo Poder Público, especialmente no Rio de Janeiro. “As situações de superlotação acabam favorecendo as práticas de assédio, o que não impede que essa triste realidade também ocorra em veículos particulares, como os que prestam serviço de táxi ou transporte por aplicativo. Por isso, é necessário que o Estado crie instrumentos alternativos para punir quem discrimina ou assedia mulheres no sistema de transporte”, explicou Caiado.