Iuri Sarmento explora o barroco e suas heranças em “Fragmentos encantados”

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“Fragmentos encantados” dá prosseguimento aos trabalhos de Iuri Sarmento apresentados na exitosa exposição “O sorriso do barroco” apresentada em 2025 na Casa Fiat em Belo Horizonte. Natural de Montes Claros, o artista estudou na capital mineira na escola Guignard e logo depois transferiu-se para Salvador.

O contato com a arquitetura colonial da primeira capital brasileira permitiu ao artista desenvolver suas pesquisas sobre a imagem barroca, valorizando a técnica do embrechamento, que consiste na incorporação de fragmentos de louça como técnica de construção.

Assim, a obra de Iuri atua como ponte entre os tempos, criando um barroco mais leve e sensual, que o aproxima do rococó francês, ressignificando suas formulações estéticas e criando imagens de grande potência criativa. Hoje morando em São Paulo a obra de Iuri Sarmento é o acúmulo de suas vivências e talentos e suas pinturas e objetos criam uma figuração potente que abraçam nossas heranças artísticas para valorizar a riqueza cultural e a diversidade artística que marca o cenário da arte contemporânea.

Fragmentos encantados, Iuri Sarmento
Cassia Bomeny Galeria | Rua Garcia d’Avila, 196 – Ipanema
Abertura: sábado, 12 de setembro de 2026, às 17h
De segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábados, das 11h às 14h
Entrada gratuita

Agora é lei: Estado do Rio terá programa de combate ao etarismo

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O Rio passa a contar com o Programa de Combate ao Etarismo para incentivar ações a serem implementadas pelos municípios contra o preconceito ou discriminação por conta da idade da pessoa. A regulamentação consta na Lei 11.307/26, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo Poder Executivo e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (04/09).

Segundo a medida, os municípios fluminenses que quiserem aderir ao programa deverão apresentar à Secretaria de Estado competente um plano de ação no combate ao etarismo, contemplando medidas nas áreas de educação, transporte, moradia, participação social, respeito e inclusão social, emprego e renda, comunicação e informação, apoio comunitário, serviços de saúde e cultura.

Entre os objetivos do programa também estão a realização de campanhas de conscientização, intensificadas na semana do Dia Estadual de Combate ao Etarismo, 1º de outubro, e a garantia dos direitos fundamentais das pessoas independentemente da idade.

Os municípios que colocarem os planos em prática receberão a titulação de “Cidade Livre de Etarismo”, outorgada pelo Poder Executivo estadual. Caberá também ao Governo do Estado regulamentar a norma, definindo os agentes públicos responsáveis e os procedimentos para a elaboração do Plano Estadual de Combate ao Etarismo, que deverá prever estudos sobre o fenômeno e os meios mais eficazes para enfrentá-lo.

 

Prefeitura de Niterói amplia Aluguel Universitário, e programa pode chegar a mais de 2 mil beneficiários

Com 485 novos ingressantes do terceiro edital, iniciativa chega a 1.670 estudantes em agosto; outros 366 aprovados podem começar a receber em setembro

A Prefeitura de Niterói realizou, nesta segunda-feira (10), o ato simbólico de pagamento do terceiro edital do Aluguel Universitário, no Teatro Popular Oscar Niemeyer. A iniciativa busca garantir condições para o ingresso e a permanência dos jovens no ensino superior. Neste mês de agosto, o programa chega a 1.670 beneficiários, com a entrada de 485 novos estudantes do terceiro edital. Outros 366 universitários já aprovados poderão começar a receber o auxílio em setembro, elevando o total para 2.036 beneficiários. O pagamento deste mês soma R$ 1,19 milhão.

O programa oferece auxílio mensal de R$ 700 para ajudar no custeio da moradia de estudantes, contribuindo para que os universitários permaneçam na graduação e possam viver mais perto das instituições de ensino. A iniciativa também integra as ações de revitalização do Centro de Niterói, estimulando a ocupação da região por novos moradores.

O prefeito Rodrigo Neves destacou o papel da política em uma cidade que recebe universitários de diferentes municípios, estados e países. Durante o evento, ele ressaltou que cerca de 90% dos estudantes presentes eram de fora de Niterói. Na apresentação para os alunos, o prefeito explicou que eles estavam estudando em uma cidade na qual a gestão trabalha com planejamento. Como exemplo, citou o Niterói Que Queremos, que planejou a cidade até 2050, com intensa participação da Universidade Federal Fluminense (UFF), por meio de 180 projetos em diferentes áreas, como saúde, educação, mobilidade e meio ambiente.

“Vocês estão em uma cidade que acredita na juventude como futuro e cuja gestão municipal apoia e realiza parcerias com a universidade. Cerca de 90% dos estudantes que estão aqui são de fora de Niterói, de outras cidades do estado e até de outros países. Isso mostra a importância de uma política como o Aluguel Universitário. Niterói é uma cidade que acolhe e que acredita na educação, na cultura e nas oportunidades para os jovens como instrumentos de transformação”, afirmou Rodrigo Neves.

A iniciativa contempla alunos de diferentes universidades, faculdades e cursos e conta com mais de 50 estudantes estrangeiros entre os beneficiários, ampliando o apoio também a quem chega à cidade sem uma rede de suporte estruturada.

O reitor da UFF destacou que o programa também reforça uma característica da cidade e da própria universidade: a convivência com estudantes de diferentes origens, trajetórias e nacionalidades. Para ele, a diversidade deve ser entendida como parte da construção de uma sociedade mais inclusiva.

“Não temos apenas que tolerar a diversidade, temos que celebrá-la. É essa diversidade que caracteriza o Brasil, Niterói e também a universidade e que, certamente, nos ajuda a construir um país cada vez melhor. Parabéns à Prefeitura de Niterói por uma iniciativa que aponta esse caminho”, afirmou o reitor Antonio Claudio da Nóbrega.

O coordenador da Juventude de Niterói, João Pedro Boechat, ressaltou que a Coordenadoria identificou cinco jovens que viviam em situação de rua e que, hoje, têm uma casa, um lugar para viver e condições de continuar estudando.

“Cada estudante traz uma história e um sonho que não é só dele, mas de toda a família. São jovens que querem se tornar médicos, professores, advogados, jornalistas, cientistas e que precisam concluir seus cursos com tranquilidade, sem passar uma, duas ou três horas no trânsito e com a segurança de ter onde morar. Ao mesmo tempo, o programa contribui para o processo de revitalização do Centro”, afirmou Boechat.

Para quem veio de longe, o auxílio também significa a possibilidade de se estabelecer em Niterói e seguir a formação acadêmica. Um dos beneficiários é um estudante de Moçambique, que mora no Centro e estuda cinema e artesanato. O recurso, segundo ele, ajuda nas despesas cotidianas e na compra dos materiais utilizados nos estudos.

“Esse incentivo me ajuda a pagar outras despesas e também a comprar o material de que preciso para estudar. Acho essa iniciativa muito boa porque tem muita gente que vem de fora e realmente precisa desse apoio. Eu cheguei aqui e não sabia praticamente nada, estava completamente perdido. Para quem vem de fora, esse apoio faz muita diferença”, contou o estudante Akin Suca, de 20 anos.

A secretária municipal de Habitação, Marcelle Sardinha, ressaltou a importância das políticas de permanência estudantil para jovens que precisam superar dificuldades financeiras e familiares até a conclusão da graduação.

“Esse é um programa que foi construído a partir de muito diálogo e participação popular, que é uma marca importante da gestão. A gente acredita que as políticas públicas precisam ser feitas ouvindo quem está na ponta, entendendo as necessidades reais dos estudantes e construindo soluções em conjunto com os parceiros. O Aluguel Universitário nasce justamente desse processo coletivo, com o objetivo de garantir mais condições para que esses jovens permaneçam na universidade e consigam concluir seus estudos”, destacou Marcelle.

Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro realiza turnê no Uruguai

O Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro realiza, com o Patrocínio Oficial Petrobras, entre os dias 17 e 25 de agosto, uma série de apresentações no Uruguai como parte da programação oficial das comemorações da Independência do país. O repertório reúne obras de Heitor Villa-Lobos, Joaquín Turina e Antônio Carlos Gomes e marca mais um capítulo da parceria entre o Theatro Municipal e o Uruguai, que já vem sendo construída nos últimos anos. Em 2025, o Balé do Theatro Municipal realizou uma turnê por cinco cidades uruguaias (Montevideo, San José, Durazno, Canelones e Rivera), apresentando “Suíte Brasileira”, e a instituição recebeu a exposição Entre o Rio dos Pássaros Pintados e o Rio de Janeiro, ampliando o intercâmbio cultural entre os dois países.

Agora, o Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal dá continuidade a essa colaboração em espetáculos realizados em mais cinco cidades, elevando os laços culturais entre as duas nações.

Esta é uma parceria do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com o Consulado Geral do Uruguai no Rio de Janeiro, a Embaixada do Uruguai no Brasil e do Ministério de Relações Exteriores do Uruguai.

​O Quarteto de Cordas conta com Carlos Mendes (violino), Marluce Ferreira (violino), José Volker Taboada (viola) e Pablo Uzeda (violoncelo) e se apresentará no Uruguai com concertos em San José (18/8), Mercedes, no departamento de Soriano (19/8), Colônia do Sacramento (21/8) e San Carlos, no departamento de Maldonado (23/8).

“Sempre defendi o intercâmbio cultural, especialmente entre países e culturas diferentes. Nesta viagem, levaremos ao público uruguaio um repertório que reúne o melhor da música brasileira e uma das mais belas obras do repertório espanhol. Também é uma oportunidade de apresentar o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, uma das mais importantes casas de ópera da América Latina, e evidenciar a excelência técnica e artística de nossos músicos”, afirma Carlos Mendes.

“É a primeira vez que vou tocar no Uruguai. É uma honra representar o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e fazer parte desta equipe. Quando me convidaram, eu não acreditei. Fiquei muito feliz e estou bem empolgada com essa viagem”, ressalta Marluce Ferreira.

Como fruto dessas iniciativas, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro está engajado com a Intendência de San José na formalização de um Memorando de Entendimento destacando a importância do estreitamento dos laços institucionais, bem como visando uma maior cooperação cultural entre ambos.

Repertório:

HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959)
Cuarteto de Cordas nº 1

1 “Cantilena” (Andante)
2 “Brincadeira” (Allegretto
scherzando)
3 “Canto lírico”
(Moderato)
4 “Cançoneta ” (Andantino quase allegretto)
5 “Melancolia” (Lento)
6 “Saltando como um Saci” (Allegro)

JOAQUÍN TURINA (1882-1949)
La oración del torero Op.34

ANTONIO CARLOS GOMES (1836 1896)
Sonata para cuerdas en re mayor ( Burrico de Pau)

I. Allegro animato /
II. Allegro scherzoso /
III. Adagio lento e calmo /
IV. Vivace “Burrico de Pau”

QUARTETO DE CORDAS DA OSTM
Carlos Mendes, violín
Marluce Ferreira, violín
José Volker Taboada, viola
Pablo Uzeda, violoncelo

Galeria de Arte Solar, na comunidade do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, inaugura a exposição “Maré de origem”, de Brenda Guimarães

A Galeria de Arte Solar, na comunidade do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, no Rio de Janeiro, inaugura no dia 14 de agosto, sexta-feira, a exposição “Maré de origem”, de Brenda Guimarães. Com curadoria de Adriana Nakamuta, a individual reúne cerca de dez obras, entre objetos, esculturas e pinturas matéricas, incluindo cinco trabalhos inéditos. A mostra apresenta a pesquisa da artista cearense que transforma resíduos de plástico e papelão em objetos de arte e design a partir de uma técnica autoral derivada do papel machê. Em cartaz até 9 de outubro, com entrada gratuita, a exposição conecta-se com o programa Do Morro ao Mar: Justiça Ambiental em Ação, projeto pedagógico e ambiental, que rendeu ao Solar Meninos de Luz o selo Escola Azul.

Na Galeria de Arte Solar, Brenda Guimarães apresenta um conjunto de obras que parte de uma investigação sobre memória, materialidade e futuro, com base em material de descarte urbano, atado, rearranjado, sobreposto e recoberto por massa de celulose, feita de papelão e pigmentos minerais. Entre camadas que remetem a formações geológicas, organismos imaginados e paisagens afetivas, a artista constrói um território onde lembranças e natureza se encontram, numa reflexão sobre as relações entre o humano e a terra. Daí o título da exposição, “Maré de origem”, e das séries apresentadas, Escavação e Abissal.

Entre as obras se destaca Aquilo que resiste, pintura realizada com massa de celulose, pigmentos minerais e tampa de garrafa pet sobre madeira, de 130 x 110 x 10 cm. Entre as esculturas, está Corpo sedimentado, feita a partir de embalagem de marmita de isopor e rolo de fita, revestidos com polpa de celulose com pigmento orgânico e tinta acrílica, de 20 x 17 x 9 cm. E, ainda, Coral, de 80 x 20 x 27 cm, de massa de celulose, galão plástico, garrafa pet, embalagem plástica de alfinete, marmita de isopor, cápsula de café, tampa de garrafa pet, rolo de fita kraft, rolo de papel toalha e arame.

Formada em Design de Moda, Brenda Guimarães trabalhou por mais de 18 anos no varejo antes de dedicar-se às artes visuais. A convivência com uma cadeia produtiva marcada pelo consumo acelerado despertou questionamentos que hoje atravessam sua obra. “Os objetos descartados carregam marcas do tempo e da nossa relação com o mundo. Ao reinseri-los em novos contextos, convido o público a refletir sobre o impacto que produzimos no meio ambiente e sobre outras possibilidades de convivência com a matéria”, diz a artista.

Incluindo amostras dos insumos utilizados, das etapas do processo e outras referências, a expografia pretende revelar o percurso de criação das obras. “Brenda olha o processo artístico como algo transformador de mentalidade, sendo propulsor de uma nova concepção de mundo. Queremos que o público seja sensibilizado por esse pensamento. A exposição é também um convite a refletirmos sobre as relações que estabelecemos com aquilo que consumimos e descartamos”, diz Adriana.

Segundo Guilherme Maltaroli, diretor do Solar Meninos de Luz, a exposição amplia, no campo da arte, o debate sobre sustentabilidade, conceito que integra a formação dos alunos e a cultura da instituição. “Neste ano, conquistamos o selo Escola Azul com o projeto Do Morro ao Mar: Justiça Ambiental em Ação, que norteará as ações pedagógicas e ambientais do Solar pelos próximos dois anos. A exposição de Brenda Guimarães reforça esse movimento ao trazer essas discussões para o campo da expressão artística”, afirma.

Sem fins lucrativos, a Galeria de Arte Solar é a única no Rio de Janeiro com programação curatorial contínua instalada dentro de uma comunidade. Há 18 anos, incorpora a arte contemporânea ao cotidiano do Solar Meninos de Luz, promovendo ações educativas e formação de público. O espaço conta com patrocínio do Belmond Copacabana Palace, do Instituto Yduqs e da Lorinvest, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (ISS-RJ). Ao aproximar uma pesquisa artística singular das ações de educação ambiental desenvolvidas pelo Solar Meninos de Luz, “Maré de origem” reforça a vocação da Galeria de Arte Solar como um espaço em que arte, educação e comunidade se encontram.

Abertura: 14/08/26 às 15:00h
Visitação: 14/08/26 à 09/10/26 (segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira) das 09:00h às 18:00h
Solar Meninos de Luz: Rua Saint Roman, 149 – Pavão-Pavãozinho – Copacabana – Rio de Janeiro
solarmeninosdeluz.org.br

Victor Berbara: o pioneiro que apresentou a Broadway ao Brasil e transformou o entretenimento nacional

Victor Berbara deixou uma marca definitiva na história do entretenimento brasileiro. Diretor, produtor, publicitário, radialista, executivo de televisão e empresário, ele foi responsável por abrir caminhos para os grandes musicais no país e ajudou a moldar diferentes setores da comunicação e da cultura ao longo de mais de seis décadas de atuação.

Nascido no Rio de Janeiro em 10 de junho de 1928, Berbara seguiu inicialmente uma trajetória distante dos palcos. Atendendo ao desejo da família, formou-se em Medicina, posteriormente estudou Psicologia nos Estados Unidos e, ao retornar ao Brasil, cursou também Direito. Apesar da sólida formação acadêmica, foi na comunicação e nas artes que encontrou sua verdadeira vocação.

Sua carreira começou a ganhar destaque no rádio e na publicidade. Na Rádio Nacional, produziu programas de grande sucesso, como “Um Milhão de Melodias”, além de escrever radionovelas para a Rádio Globo. Também esteve entre os pioneiros da televisão brasileira, participando das transmissões inaugurais da TV Tupi no Rio de Janeiro e contribuindo para experiências que ajudaram a consolidar o novo meio de comunicação no país.

Entretanto, foi nos palcos que Victor Berbara conquistou seu lugar de destaque na história cultural brasileira. Em 1962, produziu e dirigiu a versão brasileira de “My Fair Lady”, intitulada “Minha Bela Dama”, com tradução de Henrique Pongetti. Estrelado por Bibi Ferreira, Paulo Autran e Jayme Costa, o espetáculo permaneceu em cartaz por três anos e apresentou ao público brasileiro o formato dos grandes musicais da Broadway.

A montagem é considerada um marco no teatro nacional. Até então, o Brasil conhecia principalmente o teatro de revista e algumas experiências isoladas que combinavam música e dramaturgia. “Minha Bela Dama” trouxe pela primeira vez ao país a estrutura completa de um musical moderno, com orquestra, coro, coreografias, cenários grandiosos, figurinos elaborados e uma narrativa conduzida pela música. A produção inaugurou uma nova fase para o teatro brasileiro e consolidou Berbara como um dos principais responsáveis pela popularização do gênero.

Além do teatro, Victor Berbara exerceu papel relevante no mercado da comunicação. Foi presidente da Associação Brasileira de Propaganda entre 1965 e 1967 e dirigiu a TV Tupi Rio durante um dos períodos mais importantes da emissora. Mais tarde, ampliou sua atuação para o mercado internacional por meio da VTI NetWork, associando-se a canais de televisão por assinatura em diversos países.

A partir de 1983, tornou-se distribuidor exclusivo da Paramount Pictures no Brasil. Em 1987, sua empresa inaugurou os estúdios VTI-Rio, voltados para pós-produção, publicidade, cinema e dublagem. Sob sua liderança, o Grupo NetWork levou ao público brasileiro séries de enorme sucesso, como “Fugitivo”, “Ben Casey”, “As Panteras”, “Ilha da Fantasia”, “MacGyver” e “Sex and the City”.

O reconhecimento de sua trajetória resultou, em 2008, no lançamento de sua biografia pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, escrita pela jornalista Tânia Carvalho.

Victor Berbara faleceu em 7 de março de 2021, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. Mais do que a despedida de um profissional multifacetado, sua partida representou o encerramento de um capítulo importante da história do entretenimento brasileiro. Seu legado permanece vivo nos palcos, nas telas e na memória de gerações que passaram a conhecer os grandes musicais e produções internacionais graças ao trabalho visionário de um homem que ajudou a modernizar a cultura e a comunicação no Brasil.

Parque Rural de Niterói recebe campeonato hípico com provas de salto e entrada gratuita

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Evento no Engenho do Mato reúne cavaleiros e amazonas de diferentes níveis e reforça o crescimento do hipismo no município

O Parque Rural, equipamento da Prefeitura de Niterói, vai realizar, neste sábado (16), o Campeonato Hípico do Parque Rural de Niterói. O evento acontecerá das 8h às 16h e vai reunir atletas, amazonas, cavaleiros e apaixonados pelo esporte equestre em um dia dedicado às provas de salto e ao incentivo à prática do hipismo na cidade.

Com entrada gratuita, a competição será realizada pela Prefeitura de Niterói e pelo Centro Hípico Monte Verde e contará com categorias para diferentes níveis de experiência, promovendo a integração entre competidores iniciantes e praticantes mais experientes da modalidade.

A iniciativa reforça o crescimento das atividades equestres no Parque Rural de Niterói, ampliando o calendário esportivo do espaço e consolidando sua vocação como centro de eventos, formação e incentivo ao universo rural e hípico no município.

A programação inclui a participação de escolas de hipismo da região, centros hípicos e da Cavalaria da Polícia Militar (RPMONT), além de outras parcerias que contribuem para o fortalecimento do esporte na cidade, que já conta com atletas de destaque no cenário nacional do hipismo clássico.

“O campeonato também busca estimular novos atletas, incentivar a prática esportiva e aproximar a população do hipismo, modalidade que cresce cada vez mais na região”, destaca Ana Machado, diretora do Parque Rural.

Serviço:
Campeonato Hípico do Parque Rural de Niterói
Data: 16/05
Hora: 8h às 16h
Local: Parque Rural de Niterói
Entrada Gratuita

As inscrições e informações podem ser obtidas diretamente com a organização do evento.
Jhonatan Matias: (21) 99966-4804

O que acontece quando a moda encontra a literatura

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Por: Daisy Gouveia

Está cada vez mais comum a união moda e literatura, o encontro da leitura com a estética.

Uma tendência mundial de unir moda e literatura surge através dos Book Clubs. A Chanel com o projeto Rendez-vous litteraries na Rue Cambon, onde são recebidos escritores para debater suas obras, é um exemplo. A experiência intensifica a elegância com o intelecto.

A moda e a literatura sempre caminharam juntas, pois são formas de expressão. A roupa traz a estampa e a personalidade da pessoa e a literatura, como cultura, entrega o repertório intelectual, vocabulário enriquecido essenciais ao social.

Quando uma marca de moda abre espaço para um clube de leitura, deixa de vender só produtos e passa a entregar experiências e cultura. O cliente deixa de ser parte apenas de uma transação comercial para ter um valor especial na sua visita à loja.
Uma marca que promove a leitura, mostra que se importa como cliente e ele passa a ter uma importância, sendo recebido com um cuidado que estará na sua memória afetiva, criando vínculo com a marca.

A transação comercial é fria e rápida, o debate literário é íntimo e agregador. O cliente passa a associar a marca ao seu social, prazer e momentos de prazer, voltando à loja, não só porque precisa de uma peça nova, mas também para encontrar seus pares e discutir o próximo capítulo.

A experiência traz fidelidade, cria um grupo, uma tribo e fomenta a leitura!
O propósito além de trazer cultura é transformar o ato da compra em um encontro.

Daisy Gouveia é apresentadora, escritora, influenciadora digital e criadora do Clube de Leitura da Daisy. Com 66 anos, usa as redes sociais para incentivar as pessoas, principalmente as mulheres, a adotarem o hábito da leitura.

Com 35 anos de experiência na área da moda, escreveu o livro ‘Costurando Minha História’ onde conta sua trajetória e fala sobre sua reinvenção profissional, estimulando as pessoas que também querem mudar.

Instagram: @daisygouveiaoficial

Ondas grandes movimentam Itacoatiara e antecipam clima do IBW 2026

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Atletas de destaque aproveitaram mar agitado na praia que será palco do Itacoatiara Big Wave 2026, em junho

O mar de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói, apresentou boas condições para o surfe de ondas grandes, que atraíram alguns dos principais nomes do esporte. As ondulações de 5 a 6 metros transformaram a praia em palco de altas performances, reforçando o status de Itacoatiara como uma das principais referências em ondas grandes do Brasil.

Entre os nomes que estiveram no mar em Itacoatiara, atletas como Lucas Fink, campeão mundial de skimboard; Felipe Cesarano; Rodolfo Sardenberg, niteroiense da nova geração; e Kalani Latanzi, reconhecido internacionalmente.

“A presença de nomes dessa importância no mar de Itacoatiara, mesmo fora de prova oficial, reforça a relevância da praia no cenário nacional e internacional, além de evidenciar o potencial técnico das ondas da região. O swell também aquece as expectativas para o Itacoatiara Big Wave (IBW) 2026, cuja janela de espera tem início previsto para junho. O evento promete mais uma edição de sucesso, reunindo atletas renomados em ondas grandes”, destacou Alexey Warnick, organizador da competição.

O Itacoatiara Big Wave, que tem apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), fortalece o posicionamento da cidade no calendário esportivo e turístico. Itacoatiara hoje é reconhecida como importante ponto para disputa de provas do surfe de ondas grandes.

“Itacoatiara é um patrimônio natural e esportivo da nossa cidade. Ver atletas desse nível aproveitando um grande swell mostra a força do nosso litoral. O Itacoatiara Big Wave é mais do que uma competição, é uma vitrine internacional para Niterói e um incentivo ao desenvolvimento do esporte”, reforçou o secretário de Esporte e Lazer de Niterói, Luiz Carlos Gallo de Freitas.

“Uma carreira marcada por recordes, conquistas e muito amor pelo esporte”, diz Mylena Ciribelli, se referindo ao amigo Oscar Schmidt

Oscar Schmidt se despediu deixando, não apenas, familiares, amigos e fãs, mas sim um legado a todos aqueles que amam e admiram o esporte brasileiro. E dentre as pessoas que tiveram a honra de trabalhar e conviver com ele, está a jornalista Mylena Ciribelli.

Em seu perfil no Instagram (@mylenaciribellioficial), Mylena homenageou o amigo, recordando um dos momentos mais icônicos e descontraídos durante uma cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno: praticar Snowboard. Vancouver, no Canadá, era sede daquela edição e lá, aprenderam mais sobre a modalidade para a produção de uma matéria para o programa Esporte Fantástico, da Record TV, na época. Não faltou aprendizado.

“Muita honra por ter conhecido e trabalhado com um dos maiores nomes do esporte. Uma carreira marcada por recordes, conquistas e um amor incondicional pela profissão”, publicou Mylena, se referindo a Oscar.