Prefeitura de Niterói encerra Semana do Meio Ambiente com distribuição de 2.500 mudas e programação para toda a família

Evento no Campo de São Bento reuniu atividades educativas, feira orgânica, campanha de adoção de animais, exposições temáticas e apresentação musical

A Prefeitura de Niterói encerrou, neste sábado (6), a programação da Semana do Meio Ambiente com uma grande celebração no Campo de São Bento, em Icaraí. O evento reuniu educação ambiental, cultura, lazer e serviços gratuitos para a população, com atrações voltadas para todas as idades. Um dos destaques da programação foi a distribuição de 2.500 mudas de 90 espécies da Mata Atlântica. Ao longo do dia, o público também participou de atividades educativas, feira orgânica, campanha de adoção de animais, exposições temáticas e da apresentação musical da cantora Karina Pontes.

Promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, o evento reuniu diferentes instituições e projetos ligados à preservação ambiental e ao bem-estar animal. Participaram da programação a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), a Coordenadoria Especial de Direitos dos Animais (Ceda), a Águas de Niterói e os projetos Uçá e Aruanã, que levaram ao público atividades educativas e ações de conscientização ambiental.

As mudas distribuídas durante o evento foram cultivadas no viveiro da Clin, na comunidade Boa Vista, espaço dedicado à produção de espécies nativas da Mata Atlântica. Além de levar espécies de plantas para casa, os participantes puderam conhecer mais sobre as espécies distribuídas e sobre o trabalho de restauração florestal desenvolvido no município.

“O objetivo desta ação é aproximar a população das questões ambientais e mostrar o trabalho que vem sendo desenvolvido na restauração florestal e na preservação do meio ambiente. Quando uma pessoa recebe uma muda e passa a cuidar dela, cria uma conexão com a natureza e desenvolve um olhar mais atento para a importância da conservação ambiental. Essa interação tem um grande valor educativo e fortalece a participação da comunidade nas ações de restauração e proteção do nosso patrimônio natural”, contou o engenheiro Florestal da Clin e gerente da Gerência de Educação Ambiental (Geam), Luiz Vicente.

Entre as opções de mudas disponibilizadas, a pimenta foi a escolha da manicure Gleisiane Dias da Silva, de 31 anos, que estava indo para o trabalho e aproveitou para levar a planta para casa.

“Eu gosto muito de plantas e achei muito boa essa iniciativa. Nem sempre as pessoas têm condições de comprar mudas, então a doação é sempre bem-vinda. É uma forma de incentivar o cultivo e aproximar mais gente da natureza”, afirmou Gleisiane.

Já a secretária Cecília Serrão, de 61 anos, moradora de Santa Rosa, aproveitou a ação para levar uma palmeira-leque para casa.

“Achei a iniciativa muito interessante porque incentiva as pessoas a cultivarem plantas e a terem mais contato com o meio ambiente. Eu pretendo plantar a minha muda em um vaso que tenho em casa”, explicou Cecília.

Políticas ambientais – Niterói tem consolidado uma série de políticas públicas voltadas à preservação ambiental, ao saneamento e à recuperação de ecossistemas. O município é o único da Região Metropolitana do Rio de Janeiro com mais de 53% do território preservado e também o único da região que não realiza despejo de esgoto na Baía de Guanabara.

A cidade conta ainda com 100% de abastecimento de água tratada e já alcançou 95,6% de tratamento de esgoto, com meta de atingir a universalização do serviço. Niterói também investe em soluções baseadas na natureza para recuperação ambiental e melhoria da qualidade dos corpos hídricos. Um dos principais exemplos é o Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis, que alia preservação ambiental, infraestrutura urbana e ações de despoluição de rios e lagoas.

Foto: Lucas Benevides

Dia Mundial do Meio Ambiente: comissão da Alerj fiscaliza denuncias de vazamento de chorume em rio que desagua na baía de Guanabara

Durante a diligência, o colegiado flagrou despejo irregular por equipamento inadequado e conduziu os responsáveis para prestar depoimento na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. A ação é o primeiro desdobramento do grupo de trabalho instalado para apurar a crise na gestão de chorume no Estado do Rio

Após receber denúncias de descartes ilegais de chorume em Gramacho, Duque de Caxias, e na Praia de Itaóca, em São Gonçalo, a Comissão de Defesa do Meio Ambiente (CDMA) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou visita técnica ao Aterro do Jardim Gramacho. A diligência teve o objetivo de identificar pontos de afloramento do líquido tóxico e avaliar a contaminação do Rio Sarapuí e da Baía de Guanabara. A ação aconteceu na última quarta-feira (03/06), em uma semana marcada por um símbolo importante: no dia 5 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que reforça que saúde e meio ambiente são inseparáveis.

Durante a visita, foram coletadas amostras em locais críticos de afloramento de chorume para análise. O colegiado também flagrou um despejo irregular por equipamento inadequado e os responsáveis foram conduzidos para prestar depoimento na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). A ação reuniu representantes da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Polícia Ambiental (CPAm), da Fiocruz, da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), da Comlurb e do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH-BG), além de lideranças da pesca, ativistas e pesquisadores.

A diligência é desdobramento direto de audiência pública realizada pela CDMA em maio deste ano sobre a crise na gestão de chorume no estado. Organizada pelo deputado Renato Machado (PT), vice-presidente do colegiado, a ação veio acompanhada de uma iniciativa legislativa: o parlamentar protocolou a Indicação Legislativa 660/26, que solicita ao Governador do Estado a adoção de diretrizes para a gestão adequada do líquido tóxico no Rio.

A proposta proíbe a diluição do chorume em estações de tratamento de esgoto, obriga a instalação de sistemas próprios de tratamento nos aterros, institui monitoramento em tempo real com dados públicos, determina rastreabilidade integral do resíduo da geração ao destino final e prevê exames epidemiológicos periódicos para as comunidades pesqueiras da Baía de Guanabara. O texto ainda cria um Grupo Técnico Permanente com participação de órgãos ambientais, Ministério Público, sociedade civil e pescadores.

Para Renato Machado, o problema vai além do meio ambiente e reflete diretamente na saúde da população fluminense. “O descarte incorreto de chorume não é só um problema ambiental. Ele afeta a saúde dos pescadores, dos trabalhadores da região e de todas as famílias que dependem dessas águas infectadas”, afirma o parlamentar.

As consequências da contaminação já chegaram às comunidades. Segundo o deputado Marcelo Dino (PL), que também participou da visita técnica, a Assembleia Legislativa reúne forças para que as ações tragam resultados e melhorias para todos os cidadãos.

Saúde dos pescadores prejudicada

Em ofícios enviados ao Inea e à Seas, o movimento Baía Viva denuncia a poluição das águas da Baía de Guanabara, dos manguezais e dos territórios pesqueiros, o adoecimento de pescadores artesanais e caranguejeiros, a extinção da biodiversidade marinha e os prejuízos socioeconômicos para as famílias da região.

Na audiência pública de maio, representantes de associações de pescadores relataram números elevados de profissionais que morreram de câncer ou tiveram que abandonar a atividade por doenças. “A omissão ceifa vidas. Sou nascido e criado em Duque de Caxias, pescador do Rio Sarapuí, e estou cansado dos danos graves para a nossa saúde”, afirma Gilsiney Lopes, presidente da Associação de Pesca de Caxias.

Lei sobre tratamento de chorume

A mobilização da CDMA se apoia em legislação que já existe na Casa. A Lei 9.055/20, de autoria do deputado Carlos Minc (PSB), tornou obrigatória a remediação de aterros sanitários encerrados e o controle, monitoramento e tratamento do chorume produzido em vazadouros e aterros controlados e sanitários. A norma também proíbe expressamente que a diluição do chorume em cursos d’água seja usada como forma de tratamento.

Exposição “Governança Ambiental”

No mês dedicado à conscientização sobre a preservação do meio ambiente, o Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa, recebe a exposição “Governança Ambiental”. A iniciativa, organizada pela Comissão de Meio Ambiente da Casa, é resultado da parceria entre diversos órgãos ambientais. A mostra será inaugurada no dia 16/06, das 13h às 17h, e a entrada será gratuita.

Projeto Aruanã inaugura exposição sobre a importância da proteção marinha na Baía de Guanabara, no Bay Market, em Niterói

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Até 19 de junho, o shopping Bay Market, ao lado do terminal das barcas, em Niterói (RJ), recebe uma exposição fotográfica promovida pelo Projeto Aruanã que traz imagens que revelam a biodiversidade e os desafios enfrentados na Baía de Guanabara. O evento contará com registros marcantes dos projetos que integram a Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA), que reúne os projetos Aruanã, Cavalos-Marinhos, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ e tem como objetivo principal sensibilizar o público para a importância
da conservação ambiental.

A escolha do período dialoga com duas datas importantes do calendário ambiental: a Semana Mundial do Meio Ambiente, celebrada entre os dias 5 e 9 de junho, e o Dia Mundial da Tartaruga Marinha, em 16 de junho. A iniciativa busca ampliar o alcance das ações de educação ambiental, aproximando o público urbano das questões relacionadas à proteção dos ecossistemas costeiros.

Sensibilização ambiental por meio da fotografia

A exposição do Projeto Aruanã, que conta com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental, apresenta imagens que mostram algumas espécies marinhas, ecossistemas e atividades de
pesquisa e conservação que são realizadas na Baía de Guanabara. A proposta é despertar o olhar do público para a riqueza ambiental da região e reforçar a importância de atitudes individuais e coletivas na preservação da biodiversidade. Criada em 2019, a REDAGUA reúne os projetos Aruanã, Cavalos-Marinhos, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A rede atua na promoção da conservação da biodiversidade da Baía de Guanabara, por meio de ações integradas de pesquisa, educação, comunicação, inclusão social, restauração ambiental e prestação de serviços ecossistêmicos.

A presença da exposição em um espaço de grande circulação como o Bay Market reforça a importância de levar a pauta ambiental para além dos espaços acadêmicos e institucionais, promovendo o engajamento da sociedade de forma acessível e direta.

Sobre o Projeto Aruanã

O Projeto Aruanã dedica-se à conservação das tartarugas marinhas no estado do Rio de Janeiro, com foco na Baía de Guanabara. Por meio da realização de pesquisas científicas e ações de educação ambiental e sensibilização social, o projeto promove a participação da sociedade civil na proteção dos ambientes marinhos costeiros. Desde sua origem, busca atuar de forma colaborativa, em parceria com pescadores e diversas instituições para a promoção de ações
decisivas no fomento de políticas públicas. Em 2022, o Projeto Aruanã passou a contar com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, através do Programa Petrobras Socioambiental, e em 2024 passou a contar também com a parceria do Aquário Marinho do Rio de Janeiro.

Niterói entrega Plano de Manejo da APA dos Morros da Guanabara e marca novo capítulo na proteção ambiental da cidade

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Documento consolida diretrizes para a gestão de 529 hectares de Mata Atlântica urbana e recursos hídricos estratégicos; iniciativa é fruto de parceria entre Prefeitura, CBH-BG e AGEVAP

A Prefeitura de Niterói, em parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH-BG) e a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP), entregou o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) dos Morros da Guanabara, consolidando um marco histórico para a política ambiental do município. O documento estabelece diretrizes técnicas, legais e participativas para a gestão da unidade de conservação pelos próximos dez anos.

Criada em 2014 e requalificada em 2022, a APA dos Morros da Guanabara abrange 529,87 hectares de Mata Atlântica urbana e áreas estratégicas para a preservação de recursos hídricos, proteção de encostas e manutenção da biodiversidade da região. O plano é resultado de um processo participativo iniciado em agosto de 2025, com oficinas e debates envolvendo moradores, especialistas, órgãos públicos e representantes da sociedade civil.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Gabriel Velasco, destacou a importância do documento para o futuro da cidade.

“O Plano de Manejo da APA dos Morros da Guanabara é a concretização de um compromisso com as gerações futuras de Niterói. Produzimos um instrumento técnico e participativo que define com clareza como proteger os morros da região Norte da cidade, que abastecem nossos rios, preservam nossas encostas e garantem qualidade de vida para dezenas de milhares de moradores”, afirmou o secretário.

O documento divide a APA em quatro zonas com diferentes regras de uso e ocupação, estabelecendo níveis de preservação, controle urbano e incentivo ao uso sustentável do território. O plano também prevê cinco programas estratégicos voltados à gestão da unidade, educação ambiental, conservação da fauna e flora, recuperação de áreas degradadas e fortalecimento da governança participativa.

Para o geógrafo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Thiago Leal, o plano reforça o papel da APA dentro de uma lógica ambiental integrada em escala metropolitana.

“O que ficou evidente ao longo desse trabalho é que a APA dos Morros da Guanabara não é uma ilha verde isolada, ela é parte de um sistema ecológico que conecta Niterói a São Gonçalo, sendo de grande relevância para a Região Metropolitana. O zoneamento e os programas de gestão que construímos, com a participação da comunidade, criam as bases para que essa conectividade seja preservada e ampliada. É um plano que enxerga o território com a complexidade que ele merece”, explicou.

Um dos pontos estratégicos do plano é justamente a integração da APA ao chamado “Mosaico Leste”, corredor ecológico que conecta unidades de conservação de Niterói, São Gonçalo e Maricá, fortalecendo a preservação ambiental na Região Metropolitana.

O trabalho integra um programa regional de elaboração de planos de manejo para unidades de conservação municipais em sete cidades do estado do Rio de Janeiro. O especialista em Recursos Hídricos da AGEVAP, Gabriel Macedo, ressaltou o caráter colaborativo e técnico do processo.

“Na minha visão, foi um processo enriquecedor, tanto em nível técnico quanto institucional, na medida em que pudemos identificar as nuances administrativas e técnicas entre cada prefeitura e unidade de conservação. Foi muito gratificante ver o empenho, o interesse e a participação efetiva das partes envolvidas no processo e saber que o plano de uso e ocupação do solo da APA, que orienta e propõe ações para o local, será executado por pessoas comprometidas e competentes”, destacou.

O Plano de Manejo prevê ainda um sistema de monitoramento anual, com metas e indicadores para acompanhar a implementação das ações ao longo da próxima década. Para os cerca de 60 mil moradores do entorno da APA, o documento representa um avanço importante para a proteção ambiental, a redução de riscos em encostas e a preservação de nascentes e áreas verdes da cidade.

Foto: Luciana Carneiro

Prefeitura de Niterói realiza ação de recuperação ambiental no Parque Natural Municipal Morro do Morcego

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Iniciativa visa restaurar área degradada com o plantio de 300 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica

A Prefeitura de Niterói realizou uma ação de recuperação ambiental no Parque Natural Municipal Dora Hees de Negreiros – Morro do Morcego, em Jurujuba, por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS) e a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin). A iniciativa teve como objetivo restaurar uma área degradada com o plantio de 300 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

“O plantio de 300 mudas nativas da Mata Atlântica no parque representa um avanço na restauração ecológica, fortalecendo a biodiversidade e os serviços ambientais da região. Além da recomposição vegetal, o manejo de espécies invasoras contribui para o equilíbrio ecológico e a proteção dos recursos naturais. A iniciativa também reforça o compromisso de Niterói com a educação ambiental e a preservação dos ecossistemas nativos para as futuras gerações”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Gabriel Velasco.

Ao todo, foram utilizadas 200 mudas de restinga e 100 de floresta ombrófila, contribuindo para o fortalecimento da biodiversidade e para a melhoria das condições ambientais da região. Entre as espécies plantadas estão a Azeitona-da-praia (Ximenia americana), Fruta-do-pombo (Erythroxylum ovalifolium), Araçá (Psidium cattleyanum), Pau-jangada (Apeiba tibourbou), Aroeira (Schinus terebinthifolia), Erva-baleeira (Varronia curassavica), Canudo-de-pita (Mandevilla funiformis), Capororoca-de-folha-larga (Myrsine coriacea), Rabo-de-bugio (Dalbergia ecastaphyllum), Maria-mole (Guapira opposita) e Jurema (Chloroleucon tortum). Também foram introduzidas espécies de floresta ombrófila, como pau-brasil, jacarandá-caroba, pitanga, ingá-branco e grumixama.

Os trabalhos incluíram ainda serviços de limpeza e preparo do solo, além do controle de espécies exóticas invasoras, como amendoeira, leucena e capim-colonião, que prejudicam a regeneração da vegetação nativa e o equilíbrio ecológico da área.

“Nossa equipe desenvolve ações voltadas ao planejamento e à coordenação de projetos ambientais, além de apoiar iniciativas ligadas ao tema. Entre as atividades realizadas estão cursos, palestras e oficinas sobre fitoterápicos, produção de mudas, reciclagem de nutrientes e compostagem. Também promovemos ações educativas e de preservação ambiental, como o plantio de mudas em áreas de restinga no Parque Dora Hees”, explicou o engenheiro florestal e responsável pela Gerência de Educação Ambiental (GEAM) da Clin, Luiz Vicente.

A ação busca estimular a recomposição da cobertura vegetal, reduzir processos erosivos, favorecer a infiltração de água no solo e criar condições para o retorno gradual da fauna silvestre. A atividade também reforçou a importância da educação ambiental e da preservação dos ecossistemas, reunindo representantes da SMARHS, da Clin, voluntários do Parque do Morro do Morcego e alunos da Escola Municipal Lúcia Maria em atividades de plantio e conscientização ambiental.

“A ação de recuperação ambiental no parque fortalece a biodiversidade local e contribui para a restauração da Mata Atlântica, promovendo mais equilíbrio ecológico, proteção do solo e conscientização ambiental para a população”, destacou o geógrafo da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Thiago Leal.

Viveiro de mudas da Clin amplia visitação e fortalece preservação ambiental em Niterói

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Espaço reúne cerca de 170 mil mudas, promove reflorestamento urbano e se consolida como referência em educação ambiental e sustentabilidade

Um refúgio verde em meio à cidade. Assim é o viveiro de mudas da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que alia preservação ambiental, conhecimento e contato direto com a natureza. Aberto à visitação pública, o espaço se consolida como referência em educação ambiental no município, atraindo moradores e grupos interessados em conhecer de perto as iniciativas sustentáveis e o trabalho de reflorestamento desenvolvidos na cidade.

Após passar por melhorias estruturais, reorganização do acervo vegetal e preparação do solo, o viveiro abriga atualmente cerca de 170 mil mudas. O local atua diretamente na recuperação de áreas verdes e no fortalecimento do equilíbrio ambiental de Niterói.

“Estamos implementando uma série de melhorias no viveiro, com novas diretrizes que incluem a reestruturação do espaço. Entre os projetos em andamento estão a construção de uma nova estufa, a implantação de um sistema de irrigação, o desenvolvimento de hortas orgânicas e a recuperação de áreas de restinga. Essas ações dão suporte aos projetos da Prefeitura. O viveiro também promove iniciativas que fortalecem a educação ambiental, com a realização de oficinas no local”, destaca Luiz Vicente, da Gerência de Educação Ambiental.

Coordenado por essa mesma gerência, o viveiro adota soluções sustentáveis, como a utilização de abelhas sem ferrão para potencializar a regeneração natural, além de manter um diversificado cultivo de plantas medicinais. Do total de espécies disponíveis, cerca de 150 são nativas da Mata Atlântica — como pau-brasil, ipês e jabuticaba —, o que reforça o papel estratégico do espaço na recuperação ambiental da cidade.

Um exemplo recente desse trabalho é a doação de aproximadamente 600 mudas para o Morro Santo Inácio, no Parque Natural Municipal de Niterói. As abelhas sem ferrão também contribuem para a revitalização da área da Água Escondida, no Morro do Boa Vista, onde há um módulo de plantio em andamento.

O espaço abriga ainda cerca de 90 espécies de plantas medicinais e segue recebendo melhorias, como a construção de estufas, a implantação de sistemas de irrigação e a realização de oficinas educativas, que ampliam a experiência dos visitantes. Quem visita o local costuma se encantar. Foi o caso de Vania Nunes, de 62 anos. “Não conhecia, achei maravilhoso. Tudo o que é cultivado aqui é saúde, porque essas plantas medicinais permitem tratar algumas condições sem o uso de medicamentos sintéticos, que podem causar efeitos colaterais mais graves”, destacou.

Foto: Daniel Soares

Exposição imersiva sobre a crise climática ocupa o Futuros – Arte e Tecnologia

O Futuros – Arte e Tecnologia recebe a exposição “Mudamos o Clima, Agora o Clima Muda Tudo”, uma experiência imersiva idealizada pelo Projeto Coral Vivo. Gratuita e com classificação livre, a mostra ocupa a Galeria 2 até 26 de abril, convidando o público a um mergulho sensorial nos impactos da crise climática e nos caminhos possíveis para enfrentá-la.

Após atrair mais de 35 mil visitantes em sua edição anterior, realizada em Belém durante a COP30, a exposição chega ao Rio de Janeiro pela primeira vez. A itinerância segue, posteriormente, para Bahia e São Paulo.

Com mais de 150 m² de instalações, o percurso combina vídeos, esculturas, experiências em realidade virtual, painéis interativos e uma estufa com 500 mudas nativas. A proposta é dialogar com diferentes faixas etárias, transformando dados científicos em vivências que aproximam o visitante dos efeitos concretos das mudanças climáticas sobre oceanos, cidades e ecossistemas terrestres.

Arte e ciência como linguagem comum

A narrativa expositiva se estrutura em três momentos. Logo na entrada, uma instalação audiovisual apresenta eventos extremos agravados pelas mudanças climáticas, preparando emocionalmente o público para o percurso. Em seguida, conceitos como efeito estufa, aquecimento global e eventos climáticos extremos são apresentados por meio de gráficos, projeções e conteúdos multimídia.

Ao longo da visita, instalações abordam emissões de gases de efeito estufa, desmatamento, consumo insustentável e justiça climática. Elementos cenográficos, como boias suspensas e grafismos que remetem a situações de emergência, evocam a ideia de alerta e reforçam as desigualdades entre países que mais emitem gases poluentes e aqueles mais vulneráveis aos seus impactos.

Na etapa final, a exposição aponta soluções possíveis, destacando iniciativas de restauração ecológica, transição energética e participação cidadã. Um mapa-múndi coberto por musgo vivo simboliza a capacidade de regeneração do planeta, enquanto a estufa convida o visitante a refletir sobre a importância de ações concretas no cotidiano.

“O Futuros – Arte e Tecnologia tem como propósito mobilizar, por meio da arte, reflexões críticas sobre os desafios contemporâneos. A exposição do Projeto Coral Vivo une arte e consciência socioambiental ao refletir sobre os efeitos das ações humanas na crise climática e possíveis caminhos de transformação”, destaca o gerente de cultura do Instituto Futuros, Victor D’Almeida.

Contexto científico e urgência ambiental

A chegada da mostra ao Rio dialoga com dados recentes sobre o avanço da crise climática no Brasil. O mais abrangente estudo já realizado sobre branqueamento de corais no país, coordenado pelo Projeto Coral Vivo e publicado na revista científica Coral Reefs, revelou que 36% dos corais monitorados apresentaram algum grau de branqueamento em 2024. Em Maragogi (AL), os índices chegaram a 96%, com 88% de mortalidade registrada.

Espécies estruturais, como o coral-de-fogo (Millepora alcicornis) e o coral-vela (Mussismilia harttii), foram particularmente afetadas, comprometendo a biodiversidade marinha e a renda de comunidades costeiras que dependem da pesca e do turismo.

Cidade costeira e marcada por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, o Rio de Janeiro torna-se cenário estratégico para ampliar o debate público sobre a emergência climática. Ao unir arte, tecnologia e pesquisa científica, a exposição propõe não apenas informar, mas mobilizar.

Compromisso com futuros sustentáveis

Para o gerente de cultura do Instituto Futuros, Victor D’Almeida, receber a mostra reforça o propósito institucional do centro cultural de estimular reflexões críticas sobre desafios contemporâneos. Ao integrar arte e ciência, o Futuros amplia o diálogo com diferentes públicos e reafirma seu compromisso com a construção de futuros mais sustentáveis, equitativos e socialmente responsáveis.

“Esta exposição combina ciência e arte como forma de transmitir a todos o que é a emergência climática e suas consequências, buscando despertar uma reflexão sobre a responsabilidade de cada um como parte da solução”, afirma Gregório Araújo, gerente de Projetos Ambientais da Petrobras.

A exposição é realizada pelo Projeto Coral Vivo em parceria com as redes Biomar e REDAGUA, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A direção de arte, expografia e comunicação visual são assinadas pelo Estúdio Bijari.

A curadoria foi desenvolvida em parceria entre o Instituto Coral Vivo e representantes do Departamento de Oceano e Gestão Costeira (DOCEANO/MMA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI), do Instituto Oceanográfico (IO/USP), da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI/UERJ), do Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia (NEAP/UFPA) e do Instituto Meros do Brasil.

Mudamos o Clima, Agora o Clima Muda Tudo
Galeria 2 – Futuros – Arte e Tecnologia
De quarta a domingo, das 11h às 20h
Entrada Gratuita
Classificação Livre

Para agendamento de monitoria: programaeducativo@futuros.org.br

Comlurb inaugurou o Ecoponto Rua Um, na Rocinha

Com foco no incentivo ao descarte correto, Companhia chega a 108 pontos de entrega voluntária de resíduos

A Comlurb inaugurou, nesta terça-feira, 31/03, o Ecoponto Rua Um, na Rocinha, na Zona Sul. Com isso, a Companhia chega a 108 novos pontos de entrega voluntária de resíduos instalados desde 2021, sendo oito este ano: Ecoponto Chacrinha, na Praça Seca; e Ecopontos Vila Verde, Pastor Almir, 199, Roupa Nova e Rua Um, na Rocinha, Ecoponto Cruzeiro do Sul, no Catete, e Ecoponto Mont Serrat, em Vargem Pequena.

Os ecopontos representam um avanço histórico na política ambiental do Rio e, graças a eles e à instalação de mais de 15 mil contêineres de alta capacidade em toda a cidade, a Comlurb já contabiliza 28% a menos de lixo jogado nas ruas, o correspondente a cerca de 2.200 toneladas diárias de resíduos que agora têm o destino correto.

Além de ajudar na ordenação dos resíduos, os ecopontos ainda evitam a infestação de doenças, levando mais qualidade de vida aos moradores e melhoria da saúde pública. Instalados principalmente em comunidades, os espaços contam com caixas compactadoras para receber lixo domiciliar e caixas multiuso para entulho e bens inservíveis como móveis, colchões e eletrodomésticos, além de galhos de árvores.

A inauguração do ecoponto contou com a animação do grupo Chegando de Surpresa, composto de garis que usam música e dança em campanhas de conscientização.

Qualquer cidadão pode encontrar o ecoponto mais próximo da sua casa, em um sistema lançado pela Comlurb, no endereço: https://comlurb.prefeitura.rio/ecopontos/. A ferramenta, simples e digital, é uma parceria com o Instituto Pereira Passos e está integrada ao Sistema de Informações Urbanas do Município do Rio de Janeiro- SIURB. No mapa interativo é possível traçar rotas para chegar em um dos ecopontos e fazer o descarte correto dos resíduos. O sistema é georreferenciado. Uma vez que o cidadão escolha o ecoponto, basta clicar em “como chegar” e será direcionado ao mapa, que vai traçar a rota a partir do local de origem até a unidade selecionada.

Niterói chega à 18ª etapa da Operação Asfixia com foco no combate à receptação e crimes ambientais

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Força-tarefa mobiliza órgãos municipais e estaduais para fiscalizar ferros-velhos e interditar depósito clandestino de gás em São Lourenço e no Buraco do Boi

A Prefeitura de Niterói, por meio do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), deflagrou nesta segunda-feira (23) a 18ª etapa da Operação Asfixia. A ação conjunta, que percorreu os bairros de São Lourenço e a região do Buraco do Boi, resultou na autuação de dois estabelecimentos e na descoberta de um depósito clandestino de botijões de gás. A iniciativa visa combater a receptação de materiais furtados e irregularidades administrativas que impactam a ordem pública.

A força-tarefa mobilizou equipes da Guarda Civil Municipal, secretarias de Meio Ambiente e Saúde (Vigilância Sanitária), Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), Segurança Presente, 12º BPM, 78ª DP e Corpo de Bombeiros (3º GBM). No Buraco do Boi, a operação localizou 24 botijões de gás armazenados ilegalmente em uma oficina. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) foi acionada e a Polícia Civil abriu procedimento para investigar crime ambiental e comercialização clandestina.

Os estabelecimentos foram autuados pela Secretaria de Meio Ambiente e pela Vigilância Sanitária por condições insalubres e irregularidades documentais, recebendo um prazo de 30 dias para a completa adequação às normas municipais, sob pena de interdição definitiva.

“Niterói segue firme nas fiscalizações integradas e combate aos ferros-velhos clandestinos. Assim coibimos atividades ilegais e atingimos crimes graves ambientais, delitos contra a saúde pública, crimes de receptação e outros que atingem a ordem pública”, declarou Felipe Ordacgy, secretário do Gabinete de Gestão Integrada de Niterói.

O coordenador do Programa Segurança Presente, Thiago Martins, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos municipais e estaduais de segurança pública.

“A ação conjunta entre a polícia e os órgãos do município é fundamental para fortalecer a fiscalização administrativa e a repressão à ilegalidade”.

A Operação Asfixia integra o Plano Municipal de Segurança de Niterói, unindo o poder de polícia administrativa da Prefeitura ao braço operacional das polícias estaduais. Desde sua implementação, a estratégia tem se mostrado eficaz na redução de furtos de mobiliário urbano e na identificação de crimes conexos, fortalecendo a presença do Estado em áreas sensíveis e promovendo a recuperação do espaço público.

Foto: Lucas Benevides

Niterói é premiada pelo quinto ano consecutivo com selo internacional de arborização urbana

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Enc: PREFEITURA DE NITERÓI: Niterói é premiada pelo quinto ano consecutivo com selo internacional de arborização urbana
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gabriela nasser
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seg., 23 de mar., 19:10 (há 2 dias)
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Niterói foi premiada, pelo quinto ano consecutivo, com o selo “Tree Cities of the World”, concedido pela Arbor Day Foundation, em parceria com a Food and Agriculture Organization of the United Nations. A certificação reconhece os esforços da Prefeitura na gestão e no cuidado com suas florestas urbanas, contribuindo para a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida da população.

Nos últimos anos, Niterói realizou o plantio de mais de 150 mil mudas, tanto em áreas urbanas quanto em espaços verdes. A cidade conta ainda com mais de 60 mil árvores catalogadas no Sistema de Gestão da Geoinformação (SiGeo), ferramenta que permite o monitoramento contínuo da arborização.

O prefeito Rodrigo Neves destacou a importância do reconhecimento internacional e os avanços da política ambiental no município.

“O reconhecimento internacional reforça que Niterói tem uma política ambiental sólida e permanente. Hoje, mais de 50% do território do município é composto por áreas verdes protegidas, resultado do programa Niterói Mais Verde, instituído por decreto no meu primeiro mandato. Soma-se a isso um planejamento consistente que estruturamos ao longo dos últimos anos, com ações de recuperação e proteção ambiental. Esse trabalho mostra que é possível conciliar desenvolvimento urbano com preservação ambiental, garantindo mais qualidade de vida para a população”, afirmou.

A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), por meio do Arboribus — projeto de monitoramento da flora urbana — atua em vias públicas e praças, garantindo que cada árvore seja avaliada de forma criteriosa, considerando suas características e a interação com o ambiente urbano.

O levantamento realizado pelo SiGeo serve como base para o registro diário das atividades da Seconser. Com isso, cada árvore catalogada é constantemente atualizada de acordo com o manejo recebido. Entre as espécies presentes na cidade estão ipês rosas, ipês amarelos, pau-brasil, jacarandás, mimosos e pau-mulato.

A secretária de Conservação, Dayse Monassa, ressaltou o trabalho técnico realizado na cidade.

“Esse reconhecimento também é fruto de um trabalho minucioso e contínuo de catalogação, monitoramento e cuidado com as árvores da cidade. Contamos com equipes técnicas qualificadas, com engenheiros, biólogos e especialistas que acompanham de perto cada indivíduo arbóreo. Esse cuidado permite que a arborização urbana seja planejada de forma segura, sustentável e integrada ao ambiente urbano”, destacou.

Equipes especializadas atuam diariamente no monitoramento das árvores, avaliando a necessidade de podas ou tratamentos botânicos, sempre com foco na saúde da vegetação e na segurança da população. São analisadas características como copa, altura, circunferência do tronco e estado fitossanitário, permitindo um diagnóstico completo de cada indivíduo arbóreo.

Foto: Divulgação/Paulo Lima