Prefeitura de Niterói reforça ações de monitoramento e preservação ambiental na Lagoa de Piratininga

Atuação integrada do GCOPAV promove fiscalização de áreas verdes, combate ao descarte irregular de resíduos e contribui para a proteção da restinga e do ecossistema da lagoa

A Prefeitura de Niterói realizou mais uma operação de ordenamento e limpeza na Lagoa de Piratininga. Coordenada pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação das Áreas Verdes (Gecopav), com o objetivo de garantir a ocupação adequada do espaço público e a preservação ambiental naquela área, a ação foi executada pela Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que retirou entulhos e resíduos descartados incorretamente. O serviço contou com apoio de um caminhão para a remoção de materiais como ferro, madeira, plástico e outros detritos.

O coordenador do Gecopav, major Antônio Luiz Pereira Lima, ressaltou a importância da atuação integrada dos órgãos municipais para garantir a proteção das áreas verdes da cidade.

“Nosso principal objetivo é impedir o avanço de construções irregulares sobre áreas de proteção ambiental. Para isso, atuamos com planejamento, uso de tecnologia e integração entre diversos órgãos municipais, garantindo uma fiscalização eficiente e contribuindo para a preservação do patrimônio ambiental de Niterói”, afirmou.

O trabalho desenvolvido na região tem como foco a preservação da restinga, a fiscalização de construções irregulares e descartes incorretos de resíduos, além do monitoramento de possíveis áreas afetadas por desmatamento. As equipes realizam vistorias frequentes, com acompanhamento por terra e apoio de aeronaves tripuladas, ampliando a capacidade de identificação de ocorrências e garantindo uma atuação mais eficiente na proteção ambiental. Sempre que são constatados problemas, como o descarte inadequado de lixo ou o acúmulo de entulho, são promovidas ações de limpeza e conservação, contribuindo para a preservação da Lagoa de Piratininga e para a manutenção de um ambiente mais saudável para a população.

Wellington Silva, funcionário da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) há 11 anos, destacou a importância do trabalho que tem feito semanalmente na Lagoa de Piratininga, ressaltando que a ação vai além da limpeza do espaço.

“Todas as quartas-feiras realizamos uma ação de limpeza na orla da Lagoa de Piratininga, em parceria com a Secretaria de Ordem Pública, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de resíduos. Durante essas operações, recolhemos, em média, cerca de 20 toneladas de resíduos descartados de forma irregular na região. Esse trabalho é fundamental não apenas para manter a cidade limpa, mas também para preservar o meio ambiente e a qualidade da lagoa”, destacou.

O Gecopav atua em três frentes principais: monitoramento das áreas de preservação para evitar invasões e desmatamentos; combate a construções irregulares com medidas judiciais e embargos; e implantação de marcos delimitadores em áreas protegidas.

A operação seguiu o que está previsto na Lei nº 2624/2008, que integra o Código de Posturas do município e estabelece diretrizes sobre convivência, ocupação do espaço público e preservação ambiental.

Foto: Bruno Eduardo Alves

Exposição sobre mineração no Vale do Jequitinhonha chega ao Rio de Janeiro

Mostra registra registra impacto da exploração do lítio no Brasil e os efeitos do processo sobre famílias da região

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan), no Catete (RJ), convida o público para a abertura da exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, no próximo dia 2 de julho, às 18h, na Galeria Mestre Vitalino, localizada na rua do Catete, 179. A exposição, da fotógrafa e documentarista mineira Isis Medeiros, exibe o impacto da exploração do lítio no Brasil por mineradoras brasileiras e multinacionais, bem como efeitos do processo sobre família e ecossistema da região, onde estão 85% das reservas no País.

“Zona de Sacrifício: do ouro ao pó” é um projeto autoral de longa duração, fomentado pelo Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (17ª edição). No dia da abertura será exibido o documentário “Chico”, de Augusto Gomes e Isis Medeiros, sobre os impactos humanos, ambientais e afetivos desse novo ciclo extrativista. A partir da perspectiva de Chico do Poço das Antas, o filme registra os acontecimentos no Vale do Jequitinhonha, onde o lítio, mineral essencial na fabricação de baterias para carros elétricos, celulares e sistemas de armazenamento de energia, é explorado.

Para trazer a dimensão do panorama amplamente documentado na exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, dia 3 de julho, às 16h, ocorre a Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (Antropóloga, coordenadora técnica de pesquisa e projetos especiais do CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT). A mediação é de Gabriela Sarmet (cosmopolíticas). Conhecido pela importante tradição de ceramistas, o Vale do Jequitinhonha está amplamente representado no acervo do Museu de Folclore Edison Carneiro. Por isso, algumas peças do museu fazem parte da mostra, conectando saberes da cultura popular ao contexto documental.

Zona de Sacrifício: do ouro ao pó

Propõe ampliar o debate público sobre o modelo de desenvolvimento baseado na extração intensiva. Questiona como a promessa de uma economia “verde” convive, na prática, com a degradação ambiental, a pressão sobre recursos hídricos e as ameaças aos modos de vida de comunidades rurais e tradicionais. O país ocupa atualmente o 6º lugar no ranking mundial de reservas do mineral, considerado estratégico para a transição energética global. “Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto o avanço da mineração de lítio no Vale do Jequitinhonha, um território que aprendi a amar profundamente por sua cultura, pelas pessoas e pela força das comunidades que vivem ali”, analisa Isis Medeiros.

Ao documentar e atualizar a forma como atuam as mineradoras, a artista demonstra na exposição as inquietações de seu trabalho. “O que me inquieta é a forma dessa nova corrida mineral ser apresentada como parte de uma ‘transição energética verde’, enquanto no território o que aparece são poeira, explosões, pressão sobre a água e impactos diretos na vida das pessoas. Isso levanta perguntas inevitáveis: mineração sustentável para quem? Mineração verde para quem? Como falar em mineração verde quando ela deixa rastros tão visíveis de destruição ambiental e de ameaça aos modos de vida locais? Esta exposição nasce dessa inquietação e da necessidade de tornar visíveis histórias e conflitos que muitas vezes permanecem invisíveis para o restante do país”, define Isis Medeiros.

Segundo a curadora Carol Lopes, a prática fotográfica de Isis Medeiros “se constrói na criação de redes e no tempo partilhado”. “Esse gesto se materializa no encontro entre sua pesquisa, saberes cultivados pelos mais velhos e as vozes da juventude do Vale. Em suas fotografias, a paisagem se revela em camadas. À noite, o ruído das máquinas e a iluminação das mineradoras anunciam uma presença perturbadora. Durante o dia, emergem montanhas de rejeitos, crateras no solo e o pó que adoece e a proximidade entre a atividade e a vida cotidiana.

Entre luz e sombra, a exposição torna visíveis os saberes que sustentam o território e as marcas da transformação. As obras aproximam o público de uma cosmologia em que gente, bicho, água e terra são parte de uma mesma trama. ‘Zona de Sacrifício: do ouro ao pó’ desloca a discussão para além das falsas promessas de progresso. Entre explosões e fissuras na paisagem, o presente do Vale permanece em suspensão. O conjunto reunido na exposição atesta que, contra todas as forças que insistem em reduzi-lo a um recurso perecível, o Jequitinhonha pulsa resistência. Seu povo segue atravessando as contradições deste tempo e reafirmando seu direito de imaginar, narrar e decidir futuros possíveis.”

Sobre a autora

Isis Medeiros é fotógrafa documental, fotojornalista e realizadora audiovisual brasileira, com trajetória profundamente ligada aos movimentos sociais populares. Investiga violações de direitos humanos, crimes ambientais e os impactos de grandes empreendimentos sobre comunidades tradicionais e populações historicamente marginalizadas. Entrelaça arte, política e memória coletiva, as narrativas obtêm forte impacto social. É autora do fotolivro “15:30” (2020), leitura sensível do desastre-crime provocado pelo rompimento da barragem da Samarco/Vale-BHP em Mariana (MG). O trabalho integra os acervos do MASP, da Biblioteca Nacional da França (BnF) e do Instituto Moreira Salles (IMS). Idealizou a premiada série “Mulheres Cabulosas da História”, que lhe rendeu a Medalha Clara Zetkin.

Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan)
Apoio: Instituto Federal Norte de Minas Gerais | Cáritas Diocesana Araçuaí | Instituto Camila e Luiz Taliberti | Movimento pela Soberania Popular na Mineração | Observatório da Mineração | cosmopolíticas | Associação de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro | Artmosphere | Fundação Nacional de Artes
Serviço: Zona de Sacrifício: do ouro ao pó
Inauguração 2 de julho, às 18h | Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179 | Galeria Mestre Vitalino – Museu de Folclore Edison Carneiro. Visitação: 2 de julho a 1º de novembro de 2026. Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Grátis

Programação complementar à exposição
– no dia da abertura: projeção do filme “Chico – 10” (fotografia de Augusto Gomes e Isis Medeiros)
– dia 3 de julho: 16h | Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG)), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT) – Mediação: Gabriela Sarmet (cosmopolíticas)

Prefeitura de Niterói encerra Semana do Meio Ambiente com distribuição de 2.500 mudas e programação para toda a família

Evento no Campo de São Bento reuniu atividades educativas, feira orgânica, campanha de adoção de animais, exposições temáticas e apresentação musical

A Prefeitura de Niterói encerrou, neste sábado (6), a programação da Semana do Meio Ambiente com uma grande celebração no Campo de São Bento, em Icaraí. O evento reuniu educação ambiental, cultura, lazer e serviços gratuitos para a população, com atrações voltadas para todas as idades. Um dos destaques da programação foi a distribuição de 2.500 mudas de 90 espécies da Mata Atlântica. Ao longo do dia, o público também participou de atividades educativas, feira orgânica, campanha de adoção de animais, exposições temáticas e da apresentação musical da cantora Karina Pontes.

Promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, o evento reuniu diferentes instituições e projetos ligados à preservação ambiental e ao bem-estar animal. Participaram da programação a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), a Coordenadoria Especial de Direitos dos Animais (Ceda), a Águas de Niterói e os projetos Uçá e Aruanã, que levaram ao público atividades educativas e ações de conscientização ambiental.

As mudas distribuídas durante o evento foram cultivadas no viveiro da Clin, na comunidade Boa Vista, espaço dedicado à produção de espécies nativas da Mata Atlântica. Além de levar espécies de plantas para casa, os participantes puderam conhecer mais sobre as espécies distribuídas e sobre o trabalho de restauração florestal desenvolvido no município.

“O objetivo desta ação é aproximar a população das questões ambientais e mostrar o trabalho que vem sendo desenvolvido na restauração florestal e na preservação do meio ambiente. Quando uma pessoa recebe uma muda e passa a cuidar dela, cria uma conexão com a natureza e desenvolve um olhar mais atento para a importância da conservação ambiental. Essa interação tem um grande valor educativo e fortalece a participação da comunidade nas ações de restauração e proteção do nosso patrimônio natural”, contou o engenheiro Florestal da Clin e gerente da Gerência de Educação Ambiental (Geam), Luiz Vicente.

Entre as opções de mudas disponibilizadas, a pimenta foi a escolha da manicure Gleisiane Dias da Silva, de 31 anos, que estava indo para o trabalho e aproveitou para levar a planta para casa.

“Eu gosto muito de plantas e achei muito boa essa iniciativa. Nem sempre as pessoas têm condições de comprar mudas, então a doação é sempre bem-vinda. É uma forma de incentivar o cultivo e aproximar mais gente da natureza”, afirmou Gleisiane.

Já a secretária Cecília Serrão, de 61 anos, moradora de Santa Rosa, aproveitou a ação para levar uma palmeira-leque para casa.

“Achei a iniciativa muito interessante porque incentiva as pessoas a cultivarem plantas e a terem mais contato com o meio ambiente. Eu pretendo plantar a minha muda em um vaso que tenho em casa”, explicou Cecília.

Políticas ambientais – Niterói tem consolidado uma série de políticas públicas voltadas à preservação ambiental, ao saneamento e à recuperação de ecossistemas. O município é o único da Região Metropolitana do Rio de Janeiro com mais de 53% do território preservado e também o único da região que não realiza despejo de esgoto na Baía de Guanabara.

A cidade conta ainda com 100% de abastecimento de água tratada e já alcançou 95,6% de tratamento de esgoto, com meta de atingir a universalização do serviço. Niterói também investe em soluções baseadas na natureza para recuperação ambiental e melhoria da qualidade dos corpos hídricos. Um dos principais exemplos é o Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis, que alia preservação ambiental, infraestrutura urbana e ações de despoluição de rios e lagoas.

Foto: Lucas Benevides

Dia Mundial do Meio Ambiente: comissão da Alerj fiscaliza denuncias de vazamento de chorume em rio que desagua na baía de Guanabara

Durante a diligência, o colegiado flagrou despejo irregular por equipamento inadequado e conduziu os responsáveis para prestar depoimento na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. A ação é o primeiro desdobramento do grupo de trabalho instalado para apurar a crise na gestão de chorume no Estado do Rio

Após receber denúncias de descartes ilegais de chorume em Gramacho, Duque de Caxias, e na Praia de Itaóca, em São Gonçalo, a Comissão de Defesa do Meio Ambiente (CDMA) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou visita técnica ao Aterro do Jardim Gramacho. A diligência teve o objetivo de identificar pontos de afloramento do líquido tóxico e avaliar a contaminação do Rio Sarapuí e da Baía de Guanabara. A ação aconteceu na última quarta-feira (03/06), em uma semana marcada por um símbolo importante: no dia 5 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que reforça que saúde e meio ambiente são inseparáveis.

Durante a visita, foram coletadas amostras em locais críticos de afloramento de chorume para análise. O colegiado também flagrou um despejo irregular por equipamento inadequado e os responsáveis foram conduzidos para prestar depoimento na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). A ação reuniu representantes da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Polícia Ambiental (CPAm), da Fiocruz, da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), da Comlurb e do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH-BG), além de lideranças da pesca, ativistas e pesquisadores.

A diligência é desdobramento direto de audiência pública realizada pela CDMA em maio deste ano sobre a crise na gestão de chorume no estado. Organizada pelo deputado Renato Machado (PT), vice-presidente do colegiado, a ação veio acompanhada de uma iniciativa legislativa: o parlamentar protocolou a Indicação Legislativa 660/26, que solicita ao Governador do Estado a adoção de diretrizes para a gestão adequada do líquido tóxico no Rio.

A proposta proíbe a diluição do chorume em estações de tratamento de esgoto, obriga a instalação de sistemas próprios de tratamento nos aterros, institui monitoramento em tempo real com dados públicos, determina rastreabilidade integral do resíduo da geração ao destino final e prevê exames epidemiológicos periódicos para as comunidades pesqueiras da Baía de Guanabara. O texto ainda cria um Grupo Técnico Permanente com participação de órgãos ambientais, Ministério Público, sociedade civil e pescadores.

Para Renato Machado, o problema vai além do meio ambiente e reflete diretamente na saúde da população fluminense. “O descarte incorreto de chorume não é só um problema ambiental. Ele afeta a saúde dos pescadores, dos trabalhadores da região e de todas as famílias que dependem dessas águas infectadas”, afirma o parlamentar.

As consequências da contaminação já chegaram às comunidades. Segundo o deputado Marcelo Dino (PL), que também participou da visita técnica, a Assembleia Legislativa reúne forças para que as ações tragam resultados e melhorias para todos os cidadãos.

Saúde dos pescadores prejudicada

Em ofícios enviados ao Inea e à Seas, o movimento Baía Viva denuncia a poluição das águas da Baía de Guanabara, dos manguezais e dos territórios pesqueiros, o adoecimento de pescadores artesanais e caranguejeiros, a extinção da biodiversidade marinha e os prejuízos socioeconômicos para as famílias da região.

Na audiência pública de maio, representantes de associações de pescadores relataram números elevados de profissionais que morreram de câncer ou tiveram que abandonar a atividade por doenças. “A omissão ceifa vidas. Sou nascido e criado em Duque de Caxias, pescador do Rio Sarapuí, e estou cansado dos danos graves para a nossa saúde”, afirma Gilsiney Lopes, presidente da Associação de Pesca de Caxias.

Lei sobre tratamento de chorume

A mobilização da CDMA se apoia em legislação que já existe na Casa. A Lei 9.055/20, de autoria do deputado Carlos Minc (PSB), tornou obrigatória a remediação de aterros sanitários encerrados e o controle, monitoramento e tratamento do chorume produzido em vazadouros e aterros controlados e sanitários. A norma também proíbe expressamente que a diluição do chorume em cursos d’água seja usada como forma de tratamento.

Exposição “Governança Ambiental”

No mês dedicado à conscientização sobre a preservação do meio ambiente, o Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa, recebe a exposição “Governança Ambiental”. A iniciativa, organizada pela Comissão de Meio Ambiente da Casa, é resultado da parceria entre diversos órgãos ambientais. A mostra será inaugurada no dia 16/06, das 13h às 17h, e a entrada será gratuita.

Projeto Aruanã inaugura exposição sobre a importância da proteção marinha na Baía de Guanabara, no Bay Market, em Niterói

Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br

Até 19 de junho, o shopping Bay Market, ao lado do terminal das barcas, em Niterói (RJ), recebe uma exposição fotográfica promovida pelo Projeto Aruanã que traz imagens que revelam a biodiversidade e os desafios enfrentados na Baía de Guanabara. O evento contará com registros marcantes dos projetos que integram a Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA), que reúne os projetos Aruanã, Cavalos-Marinhos, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ e tem como objetivo principal sensibilizar o público para a importância
da conservação ambiental.

A escolha do período dialoga com duas datas importantes do calendário ambiental: a Semana Mundial do Meio Ambiente, celebrada entre os dias 5 e 9 de junho, e o Dia Mundial da Tartaruga Marinha, em 16 de junho. A iniciativa busca ampliar o alcance das ações de educação ambiental, aproximando o público urbano das questões relacionadas à proteção dos ecossistemas costeiros.

Sensibilização ambiental por meio da fotografia

A exposição do Projeto Aruanã, que conta com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental, apresenta imagens que mostram algumas espécies marinhas, ecossistemas e atividades de
pesquisa e conservação que são realizadas na Baía de Guanabara. A proposta é despertar o olhar do público para a riqueza ambiental da região e reforçar a importância de atitudes individuais e coletivas na preservação da biodiversidade. Criada em 2019, a REDAGUA reúne os projetos Aruanã, Cavalos-Marinhos, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A rede atua na promoção da conservação da biodiversidade da Baía de Guanabara, por meio de ações integradas de pesquisa, educação, comunicação, inclusão social, restauração ambiental e prestação de serviços ecossistêmicos.

A presença da exposição em um espaço de grande circulação como o Bay Market reforça a importância de levar a pauta ambiental para além dos espaços acadêmicos e institucionais, promovendo o engajamento da sociedade de forma acessível e direta.

Sobre o Projeto Aruanã

O Projeto Aruanã dedica-se à conservação das tartarugas marinhas no estado do Rio de Janeiro, com foco na Baía de Guanabara. Por meio da realização de pesquisas científicas e ações de educação ambiental e sensibilização social, o projeto promove a participação da sociedade civil na proteção dos ambientes marinhos costeiros. Desde sua origem, busca atuar de forma colaborativa, em parceria com pescadores e diversas instituições para a promoção de ações
decisivas no fomento de políticas públicas. Em 2022, o Projeto Aruanã passou a contar com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, através do Programa Petrobras Socioambiental, e em 2024 passou a contar também com a parceria do Aquário Marinho do Rio de Janeiro.

Niterói entrega Plano de Manejo da APA dos Morros da Guanabara e marca novo capítulo na proteção ambiental da cidade

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Documento consolida diretrizes para a gestão de 529 hectares de Mata Atlântica urbana e recursos hídricos estratégicos; iniciativa é fruto de parceria entre Prefeitura, CBH-BG e AGEVAP

A Prefeitura de Niterói, em parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH-BG) e a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP), entregou o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) dos Morros da Guanabara, consolidando um marco histórico para a política ambiental do município. O documento estabelece diretrizes técnicas, legais e participativas para a gestão da unidade de conservação pelos próximos dez anos.

Criada em 2014 e requalificada em 2022, a APA dos Morros da Guanabara abrange 529,87 hectares de Mata Atlântica urbana e áreas estratégicas para a preservação de recursos hídricos, proteção de encostas e manutenção da biodiversidade da região. O plano é resultado de um processo participativo iniciado em agosto de 2025, com oficinas e debates envolvendo moradores, especialistas, órgãos públicos e representantes da sociedade civil.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Gabriel Velasco, destacou a importância do documento para o futuro da cidade.

“O Plano de Manejo da APA dos Morros da Guanabara é a concretização de um compromisso com as gerações futuras de Niterói. Produzimos um instrumento técnico e participativo que define com clareza como proteger os morros da região Norte da cidade, que abastecem nossos rios, preservam nossas encostas e garantem qualidade de vida para dezenas de milhares de moradores”, afirmou o secretário.

O documento divide a APA em quatro zonas com diferentes regras de uso e ocupação, estabelecendo níveis de preservação, controle urbano e incentivo ao uso sustentável do território. O plano também prevê cinco programas estratégicos voltados à gestão da unidade, educação ambiental, conservação da fauna e flora, recuperação de áreas degradadas e fortalecimento da governança participativa.

Para o geógrafo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Thiago Leal, o plano reforça o papel da APA dentro de uma lógica ambiental integrada em escala metropolitana.

“O que ficou evidente ao longo desse trabalho é que a APA dos Morros da Guanabara não é uma ilha verde isolada, ela é parte de um sistema ecológico que conecta Niterói a São Gonçalo, sendo de grande relevância para a Região Metropolitana. O zoneamento e os programas de gestão que construímos, com a participação da comunidade, criam as bases para que essa conectividade seja preservada e ampliada. É um plano que enxerga o território com a complexidade que ele merece”, explicou.

Um dos pontos estratégicos do plano é justamente a integração da APA ao chamado “Mosaico Leste”, corredor ecológico que conecta unidades de conservação de Niterói, São Gonçalo e Maricá, fortalecendo a preservação ambiental na Região Metropolitana.

O trabalho integra um programa regional de elaboração de planos de manejo para unidades de conservação municipais em sete cidades do estado do Rio de Janeiro. O especialista em Recursos Hídricos da AGEVAP, Gabriel Macedo, ressaltou o caráter colaborativo e técnico do processo.

“Na minha visão, foi um processo enriquecedor, tanto em nível técnico quanto institucional, na medida em que pudemos identificar as nuances administrativas e técnicas entre cada prefeitura e unidade de conservação. Foi muito gratificante ver o empenho, o interesse e a participação efetiva das partes envolvidas no processo e saber que o plano de uso e ocupação do solo da APA, que orienta e propõe ações para o local, será executado por pessoas comprometidas e competentes”, destacou.

O Plano de Manejo prevê ainda um sistema de monitoramento anual, com metas e indicadores para acompanhar a implementação das ações ao longo da próxima década. Para os cerca de 60 mil moradores do entorno da APA, o documento representa um avanço importante para a proteção ambiental, a redução de riscos em encostas e a preservação de nascentes e áreas verdes da cidade.

Foto: Luciana Carneiro

Prefeitura de Niterói realiza ação de recuperação ambiental no Parque Natural Municipal Morro do Morcego

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Iniciativa visa restaurar área degradada com o plantio de 300 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica

A Prefeitura de Niterói realizou uma ação de recuperação ambiental no Parque Natural Municipal Dora Hees de Negreiros – Morro do Morcego, em Jurujuba, por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS) e a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin). A iniciativa teve como objetivo restaurar uma área degradada com o plantio de 300 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.

“O plantio de 300 mudas nativas da Mata Atlântica no parque representa um avanço na restauração ecológica, fortalecendo a biodiversidade e os serviços ambientais da região. Além da recomposição vegetal, o manejo de espécies invasoras contribui para o equilíbrio ecológico e a proteção dos recursos naturais. A iniciativa também reforça o compromisso de Niterói com a educação ambiental e a preservação dos ecossistemas nativos para as futuras gerações”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Gabriel Velasco.

Ao todo, foram utilizadas 200 mudas de restinga e 100 de floresta ombrófila, contribuindo para o fortalecimento da biodiversidade e para a melhoria das condições ambientais da região. Entre as espécies plantadas estão a Azeitona-da-praia (Ximenia americana), Fruta-do-pombo (Erythroxylum ovalifolium), Araçá (Psidium cattleyanum), Pau-jangada (Apeiba tibourbou), Aroeira (Schinus terebinthifolia), Erva-baleeira (Varronia curassavica), Canudo-de-pita (Mandevilla funiformis), Capororoca-de-folha-larga (Myrsine coriacea), Rabo-de-bugio (Dalbergia ecastaphyllum), Maria-mole (Guapira opposita) e Jurema (Chloroleucon tortum). Também foram introduzidas espécies de floresta ombrófila, como pau-brasil, jacarandá-caroba, pitanga, ingá-branco e grumixama.

Os trabalhos incluíram ainda serviços de limpeza e preparo do solo, além do controle de espécies exóticas invasoras, como amendoeira, leucena e capim-colonião, que prejudicam a regeneração da vegetação nativa e o equilíbrio ecológico da área.

“Nossa equipe desenvolve ações voltadas ao planejamento e à coordenação de projetos ambientais, além de apoiar iniciativas ligadas ao tema. Entre as atividades realizadas estão cursos, palestras e oficinas sobre fitoterápicos, produção de mudas, reciclagem de nutrientes e compostagem. Também promovemos ações educativas e de preservação ambiental, como o plantio de mudas em áreas de restinga no Parque Dora Hees”, explicou o engenheiro florestal e responsável pela Gerência de Educação Ambiental (GEAM) da Clin, Luiz Vicente.

A ação busca estimular a recomposição da cobertura vegetal, reduzir processos erosivos, favorecer a infiltração de água no solo e criar condições para o retorno gradual da fauna silvestre. A atividade também reforçou a importância da educação ambiental e da preservação dos ecossistemas, reunindo representantes da SMARHS, da Clin, voluntários do Parque do Morro do Morcego e alunos da Escola Municipal Lúcia Maria em atividades de plantio e conscientização ambiental.

“A ação de recuperação ambiental no parque fortalece a biodiversidade local e contribui para a restauração da Mata Atlântica, promovendo mais equilíbrio ecológico, proteção do solo e conscientização ambiental para a população”, destacou o geógrafo da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Thiago Leal.

Viveiro de mudas da Clin amplia visitação e fortalece preservação ambiental em Niterói

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Espaço reúne cerca de 170 mil mudas, promove reflorestamento urbano e se consolida como referência em educação ambiental e sustentabilidade

Um refúgio verde em meio à cidade. Assim é o viveiro de mudas da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que alia preservação ambiental, conhecimento e contato direto com a natureza. Aberto à visitação pública, o espaço se consolida como referência em educação ambiental no município, atraindo moradores e grupos interessados em conhecer de perto as iniciativas sustentáveis e o trabalho de reflorestamento desenvolvidos na cidade.

Após passar por melhorias estruturais, reorganização do acervo vegetal e preparação do solo, o viveiro abriga atualmente cerca de 170 mil mudas. O local atua diretamente na recuperação de áreas verdes e no fortalecimento do equilíbrio ambiental de Niterói.

“Estamos implementando uma série de melhorias no viveiro, com novas diretrizes que incluem a reestruturação do espaço. Entre os projetos em andamento estão a construção de uma nova estufa, a implantação de um sistema de irrigação, o desenvolvimento de hortas orgânicas e a recuperação de áreas de restinga. Essas ações dão suporte aos projetos da Prefeitura. O viveiro também promove iniciativas que fortalecem a educação ambiental, com a realização de oficinas no local”, destaca Luiz Vicente, da Gerência de Educação Ambiental.

Coordenado por essa mesma gerência, o viveiro adota soluções sustentáveis, como a utilização de abelhas sem ferrão para potencializar a regeneração natural, além de manter um diversificado cultivo de plantas medicinais. Do total de espécies disponíveis, cerca de 150 são nativas da Mata Atlântica — como pau-brasil, ipês e jabuticaba —, o que reforça o papel estratégico do espaço na recuperação ambiental da cidade.

Um exemplo recente desse trabalho é a doação de aproximadamente 600 mudas para o Morro Santo Inácio, no Parque Natural Municipal de Niterói. As abelhas sem ferrão também contribuem para a revitalização da área da Água Escondida, no Morro do Boa Vista, onde há um módulo de plantio em andamento.

O espaço abriga ainda cerca de 90 espécies de plantas medicinais e segue recebendo melhorias, como a construção de estufas, a implantação de sistemas de irrigação e a realização de oficinas educativas, que ampliam a experiência dos visitantes. Quem visita o local costuma se encantar. Foi o caso de Vania Nunes, de 62 anos. “Não conhecia, achei maravilhoso. Tudo o que é cultivado aqui é saúde, porque essas plantas medicinais permitem tratar algumas condições sem o uso de medicamentos sintéticos, que podem causar efeitos colaterais mais graves”, destacou.

Foto: Daniel Soares

Exposição imersiva sobre a crise climática ocupa o Futuros – Arte e Tecnologia

O Futuros – Arte e Tecnologia recebe a exposição “Mudamos o Clima, Agora o Clima Muda Tudo”, uma experiência imersiva idealizada pelo Projeto Coral Vivo. Gratuita e com classificação livre, a mostra ocupa a Galeria 2 até 26 de abril, convidando o público a um mergulho sensorial nos impactos da crise climática e nos caminhos possíveis para enfrentá-la.

Após atrair mais de 35 mil visitantes em sua edição anterior, realizada em Belém durante a COP30, a exposição chega ao Rio de Janeiro pela primeira vez. A itinerância segue, posteriormente, para Bahia e São Paulo.

Com mais de 150 m² de instalações, o percurso combina vídeos, esculturas, experiências em realidade virtual, painéis interativos e uma estufa com 500 mudas nativas. A proposta é dialogar com diferentes faixas etárias, transformando dados científicos em vivências que aproximam o visitante dos efeitos concretos das mudanças climáticas sobre oceanos, cidades e ecossistemas terrestres.

Arte e ciência como linguagem comum

A narrativa expositiva se estrutura em três momentos. Logo na entrada, uma instalação audiovisual apresenta eventos extremos agravados pelas mudanças climáticas, preparando emocionalmente o público para o percurso. Em seguida, conceitos como efeito estufa, aquecimento global e eventos climáticos extremos são apresentados por meio de gráficos, projeções e conteúdos multimídia.

Ao longo da visita, instalações abordam emissões de gases de efeito estufa, desmatamento, consumo insustentável e justiça climática. Elementos cenográficos, como boias suspensas e grafismos que remetem a situações de emergência, evocam a ideia de alerta e reforçam as desigualdades entre países que mais emitem gases poluentes e aqueles mais vulneráveis aos seus impactos.

Na etapa final, a exposição aponta soluções possíveis, destacando iniciativas de restauração ecológica, transição energética e participação cidadã. Um mapa-múndi coberto por musgo vivo simboliza a capacidade de regeneração do planeta, enquanto a estufa convida o visitante a refletir sobre a importância de ações concretas no cotidiano.

“O Futuros – Arte e Tecnologia tem como propósito mobilizar, por meio da arte, reflexões críticas sobre os desafios contemporâneos. A exposição do Projeto Coral Vivo une arte e consciência socioambiental ao refletir sobre os efeitos das ações humanas na crise climática e possíveis caminhos de transformação”, destaca o gerente de cultura do Instituto Futuros, Victor D’Almeida.

Contexto científico e urgência ambiental

A chegada da mostra ao Rio dialoga com dados recentes sobre o avanço da crise climática no Brasil. O mais abrangente estudo já realizado sobre branqueamento de corais no país, coordenado pelo Projeto Coral Vivo e publicado na revista científica Coral Reefs, revelou que 36% dos corais monitorados apresentaram algum grau de branqueamento em 2024. Em Maragogi (AL), os índices chegaram a 96%, com 88% de mortalidade registrada.

Espécies estruturais, como o coral-de-fogo (Millepora alcicornis) e o coral-vela (Mussismilia harttii), foram particularmente afetadas, comprometendo a biodiversidade marinha e a renda de comunidades costeiras que dependem da pesca e do turismo.

Cidade costeira e marcada por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, o Rio de Janeiro torna-se cenário estratégico para ampliar o debate público sobre a emergência climática. Ao unir arte, tecnologia e pesquisa científica, a exposição propõe não apenas informar, mas mobilizar.

Compromisso com futuros sustentáveis

Para o gerente de cultura do Instituto Futuros, Victor D’Almeida, receber a mostra reforça o propósito institucional do centro cultural de estimular reflexões críticas sobre desafios contemporâneos. Ao integrar arte e ciência, o Futuros amplia o diálogo com diferentes públicos e reafirma seu compromisso com a construção de futuros mais sustentáveis, equitativos e socialmente responsáveis.

“Esta exposição combina ciência e arte como forma de transmitir a todos o que é a emergência climática e suas consequências, buscando despertar uma reflexão sobre a responsabilidade de cada um como parte da solução”, afirma Gregório Araújo, gerente de Projetos Ambientais da Petrobras.

A exposição é realizada pelo Projeto Coral Vivo em parceria com as redes Biomar e REDAGUA, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A direção de arte, expografia e comunicação visual são assinadas pelo Estúdio Bijari.

A curadoria foi desenvolvida em parceria entre o Instituto Coral Vivo e representantes do Departamento de Oceano e Gestão Costeira (DOCEANO/MMA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI), do Instituto Oceanográfico (IO/USP), da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI/UERJ), do Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia (NEAP/UFPA) e do Instituto Meros do Brasil.

Mudamos o Clima, Agora o Clima Muda Tudo
Galeria 2 – Futuros – Arte e Tecnologia
De quarta a domingo, das 11h às 20h
Entrada Gratuita
Classificação Livre

Para agendamento de monitoria: programaeducativo@futuros.org.br

Comlurb inaugurou o Ecoponto Rua Um, na Rocinha

Com foco no incentivo ao descarte correto, Companhia chega a 108 pontos de entrega voluntária de resíduos

A Comlurb inaugurou, nesta terça-feira, 31/03, o Ecoponto Rua Um, na Rocinha, na Zona Sul. Com isso, a Companhia chega a 108 novos pontos de entrega voluntária de resíduos instalados desde 2021, sendo oito este ano: Ecoponto Chacrinha, na Praça Seca; e Ecopontos Vila Verde, Pastor Almir, 199, Roupa Nova e Rua Um, na Rocinha, Ecoponto Cruzeiro do Sul, no Catete, e Ecoponto Mont Serrat, em Vargem Pequena.

Os ecopontos representam um avanço histórico na política ambiental do Rio e, graças a eles e à instalação de mais de 15 mil contêineres de alta capacidade em toda a cidade, a Comlurb já contabiliza 28% a menos de lixo jogado nas ruas, o correspondente a cerca de 2.200 toneladas diárias de resíduos que agora têm o destino correto.

Além de ajudar na ordenação dos resíduos, os ecopontos ainda evitam a infestação de doenças, levando mais qualidade de vida aos moradores e melhoria da saúde pública. Instalados principalmente em comunidades, os espaços contam com caixas compactadoras para receber lixo domiciliar e caixas multiuso para entulho e bens inservíveis como móveis, colchões e eletrodomésticos, além de galhos de árvores.

A inauguração do ecoponto contou com a animação do grupo Chegando de Surpresa, composto de garis que usam música e dança em campanhas de conscientização.

Qualquer cidadão pode encontrar o ecoponto mais próximo da sua casa, em um sistema lançado pela Comlurb, no endereço: https://comlurb.prefeitura.rio/ecopontos/. A ferramenta, simples e digital, é uma parceria com o Instituto Pereira Passos e está integrada ao Sistema de Informações Urbanas do Município do Rio de Janeiro- SIURB. No mapa interativo é possível traçar rotas para chegar em um dos ecopontos e fazer o descarte correto dos resíduos. O sistema é georreferenciado. Uma vez que o cidadão escolha o ecoponto, basta clicar em “como chegar” e será direcionado ao mapa, que vai traçar a rota a partir do local de origem até a unidade selecionada.