Clin intensifica coleta seletiva com instalação de novos moloks no Centro de Niterói

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Com os novos equipamentos, município passa a contar com 74 contêineres semienterrados distribuídos em 31 pontos

A Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) ampliou a estrutura de coleta seletiva no município com a instalação de três novos moloks (contêineres semienterrados) na esquina das ruas São Pedro e Maestro Felício Toledo, no Centro. Inaugurados nesta segunda-feira (19), os equipamentos têm capacidade de 5 metros cúbicos cada e contribuem para organizar o descarte de resíduos e melhorar a limpeza urbana da região.

O presidente da Clin, Acílio Borges, destaca que a iniciativa representa mais um avanço na qualidade dos serviços oferecidos à população.

“Faz muita diferença na rotina das pessoas: menos resíduos espalhados pelas ruas, mais cuidado com o ambiente urbano e uma nova forma de pensar a limpeza como parte da qualidade de vida. Ao investir em soluções como os moloks, estamos falando não apenas de tecnologia ou infraestrutura, mas de cuidar das pessoas e dos lugares”, afirmou Acílio Borges.

Para os comerciantes da região, este trabalho da Clin é muito importante.

“Ele é essencial para o comércio daqui e o novo ponto vai melhorar muito por causa da sujeira. Hoje em dia você passa por lá e sente cheiro de bicho, imagina você, cliente, passa por aqui na rua e sente esse cheiro, não vai passar mais, não dá, não tá legal. É ótimo ter uma limpeza aqui, o ponto vai fazer toda a diferença”, reforçou o comerciante Wu Jin Shun.

Os novos moloks são identificados pelas cores marrom, destinada aos resíduos orgânicos, e azul, para materiais recicláveis secos. Os equipamentos possuem sistema hermético, que impede a entrada de água da chuva, garantindo melhores condições de armazenamento dos resíduos. Cada unidade tem capacidade equivalente a aproximadamente 21 contêineres convencionais de 240 litros.

Com a ampliação, Niterói passa a contar com 74 moloks, sendo 41 destinados aos resíduos orgânicos e 33 aos recicláveis secos, distribuídos em 31 pontos da cidade. O município também dispõe de 13 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), além da coleta porta a porta, oferecida em 100% do território municipal.

Pioneira na implantação da coleta seletiva em larga escala, Niterói oferece diferentes modalidades de descarte e recolhimento de recicláveis, como a coleta porta a porta, os PEVs, o programa Recicla Niterói e o Clin Comunidade Sustentável.

Pelo décimo ano consecutivo, Niterói ocupa a primeira colocação no Estado do Rio de Janeiro no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), com nota 0,749.

Em 2025, a Clin recolheu 6.583,14 toneladas de resíduos recicláveis, o equivalente a 5,1% do total de resíduos coletados na cidade. Neste ano, a Companhia também passou a contabilizar os materiais recicláveis recolhidos por outras empresas que atuam no município, ampliando o acompanhamento dos resultados da coleta seletiva.

Serviço:

A população pode consultar todos os pontos de descarte de materiais recicláveis no mapa interativo disponível no site da Clin, na seção “Como Reciclar em Niterói”, e no Sistema de Gestão da Geoinformação (SIGeo) da Prefeitura de Niterói.

Outras informações podem ser obtidas pelo Fale Conosco da Clin, nos telefones 0800 367 9100 e (21) 99753-1952, este último também disponível pelo WhatsApp.

 

Praia do Sossego conquista sexta Bandeira Azul consecutiva e reafirma excelência ambiental de Niterói

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A Praia do Sossego, um dos principais patrimônios ambientais de Niterói, conquistou, pela sexta vez seguida, a Bandeira Azul, uma das mais importantes certificações internacionais de qualidade ambiental para praias. O Júri Internacional do Programa Bandeira Azul aprovou a candidatura do município para a temporada 2026/2027, reconhecendo novamente o trabalho de preservação, gestão ambiental, segurança e qualificação da estrutura realizado pela Prefeitura ao longo dos últimos anos.

Escondida entre costões rochosos, Mata Atlântica e vegetação de restinga, entre Piratininga e Camboinhas, a Praia do Sossego recebe a certificação desde 2021. No ano passado, além da quinta Bandeira Azul, o local recebeu da Foundation for Environmental Education (FEE) um certificado internacional especial pelos anos seguidos de reconhecimento.

Para o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, a conquista reafirma uma política ambiental que alia preservação, qualidade de vida e uso responsável dos espaços naturais.

“Essa sexta Bandeira Azul mostra que Niterói não faz ações ambientais isoladas. Existe uma política permanente de proteção das nossas áreas verdes e de valorização de patrimônios naturais como a Praia do Sossego. É um lugar extraordinário, que reúne mar, costões, Mata Atlântica e vegetação de restinga. Temos o compromisso de preservar essa riqueza e, ao mesmo tempo, garantir que a população possa conhecer e usufruir desse patrimônio com responsabilidade, segurança e acessibilidade. Vamos seguir investindo para que o Sossego continue sendo uma referência de sustentabilidade para Niterói e para o Brasil”, afirmou o prefeito.

A certificação é concedida após a análise de critérios que envolvem qualidade da água, gestão e educação ambiental, segurança, serviços, acessibilidade e informações aos frequentadores. Em 2025, a Praia do Sossego registrou 100% de balneabilidade, segundo levantamento do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O certificado emitido nesta terça-feira (6) pelo Instituto Ambientes em Rede, representante oficial da FEE no Brasil, reconhece os esforços e as atividades realizadas pela equipe gestora para a recuperação e conservação dos ambientes naturais. O documento referente à temporada 2026/2027 tem validade até 1º de novembro de 2027.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Gabriel Velasco, destacou que a permanência da praia entre as áreas reconhecidas internacionalmente depende de um trabalho realizado durante todo o ano.

“Receber a Bandeira Azul pela sexta vez consecutiva mostra a consistência da política ambiental desenvolvida no Sossego. Não se trata de preparar a praia apenas para uma avaliação. Há um trabalho permanente de conservação, monitoramento, educação ambiental, gestão dos resíduos, proteção da biodiversidade e manutenção da infraestrutura. O nosso desafio é continuar qualificando o espaço sem descaracterizar uma área de enorme importância ambiental. O Sossego mostra que preservação e infraestrutura podem caminhar juntas quando as intervenções respeitam a paisagem e a dinâmica natural do lugar”, reforçou Gabriel Velasco.

Novas melhorias – A conquista ocorre no momento em que a Prefeitura prepara uma nova etapa de intervenções na Praia do Sossego. Os estudos técnicos preveem melhorias desde a chegada pela Rua da Graça até o acesso à faixa de areia, com piso intertravado, novos guarda-corpos em aço inox, iluminação, câmeras de monitoramento, mobiliário, sinalização, estruturas de apoio e postos para guarda-vidas. Também estão previstas vagas destinadas a pessoas idosas e pessoas com deficiência, espaços para motocicletas, paraciclos e um mirante acessível.

A Prefeitura já implantou no local escada de pedra em sistema de bioconstrução, guarda-corpos, áreas de descanso, caminhos de acesso, pórtico de entrada, paraciclos, lixeiras, sinalização para educação ambiental, banheiro acessível, ducha, lava-pés e espaço para a Guarda Ambiental. A praia também recebeu jardins de chuva e outras soluções de infraestrutura verde para o manejo das águas pluviais.

Além das intervenções físicas, o trabalho inclui atividades de educação ambiental, capacitação de servidores, divulgação de informações sobre fauna e flora, gestão de resíduos e ações permanentes de conscientização dos frequentadores.

A Praia do Sossego possui cerca de 120 metros de extensão e abriga importantes remanescentes de vegetação de restinga, além de fauna e flora características da região costeira.

Premiação em novembro – A Cerimônia Nacional Bandeira Azul será realizada no dia 6 de novembro de 2026, no Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha, em Florianópolis. Na ocasião, serão entregues oficialmente as bandeiras da temporada 2026/2027. O Programa determina ainda que o hasteamento na Praia do Sossego seja realizado até 15 de dezembro.

A Bandeira Azul é um programa internacional administrado pela Foundation for Environmental Education (FEE) e representado no Brasil pelo Instituto Ambientes em Rede. A certificação funciona também como uma avaliação contínua: durante a temporada, a praia pode passar por inspeções para verificar a manutenção dos critérios.

Foto: Claudio Fernandes

Alunos de Meriti plantam mudas e aprendem sobre preservação ambiental

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Ação foi realizada no CIEP 138, no bairro Éden. A programação também teve distribuição de espécies nativas da Mata Atlântica e hortaliças para moradores

A Prefeitura de São João de Meriti, por meio da Secretaria Municipal de Ambiente, Mudanças no Clima e Bem-Estar Animal, promoveu nesta terça-feira (22) o plantio de 22 mudas no CIEP 138 Municipalizado Jobert Barreto, no bairro Éden. A ação faz parte de uma série de atividades em alusão ao Dia da Árvore, comemorado no dia 21 de setembro.

Além do plantio, a equipe da Secretaria Municipal de Ambiente, Mudanças no Clima e Bem-Estar Animal distribuiu mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e de hortaliças. A iniciativa teve como objetivo incentivar o cultivo de plantas nas casas das famílias dos estudantes. Os alunos receberam orientações sobre a importância da preservação das áreas verdes, o cultivo responsável e os cuidados com o meio ambiente.

A superintendente de Projetos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Priscila Cunha, disse que o contato direto dos alunos com a natureza contribui para o aprendizado sobre preservação ambiental. “Proporcionar esse contato prático com a terra nas escolas é fundamental para formar cidadãos mais conscientes. Quando os alunos plantam uma árvore, eles passam a ter um sentimento de cuidado e pertencimento com o espaço onde vivem e aprendem”, afirmou.

A distribuição de mudas também chamou a atenção de pais e moradores da região. Lizete Lima dos Santos, moradora do bairro Tomazinho, participou da ação e levou espécies para cultivar em casa. “Achei a iniciativa maravilhosa. Consegui pegar mudas de babosa branca e de pimentão para cultivar na minha casa. É muito bom ver a escola incentivando o plantio e trazendo isso para a gente também”, disse.

Ane dos Santos é aluna da escola, e durante a atividade ela plantou um abacateiro. “Plantar uma árvore é muito importante para o meio ambiente. Gostei muito do que fizemos aqui na escola, muito legal”, disse.

Foto: Gilberto Rocha

Clean Up Day reúne centenas de pessoas em ações de preservação ambiental em Niterói

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Centenas de pessoas participaram, na manhã deste sábado (19), do Clean Up Day 2026 em Niterói. As atividades, promovidas pela Prefeitura de Niterói em 15 pontos da cidade, reuniram ações de limpeza, conscientização ambiental e cuidado com praias, rios, lagoas e áreas costeiras do município.

A mobilização aconteceu em Boa Viagem, Camboinhas, Charitas, São Francisco, Icaraí, Itacoatiara, Itaipu, Lagoa de Itaipu, Jurujuba, Piratininga, Prainha de Piratininga, Praia do Morcego, Lagoa de Piratininga, Praia de Adão e Praia do Sossego. Durante a manhã, voluntários percorreram esses locais para recolher resíduos descartados irregularmente e contribuir para a preservação dos ecossistemas.

“Mais do que uma ação de limpeza, o Clean Up Day é uma importante iniciativa de educação ambiental. É uma oportunidade para que as pessoas compreendam que o lixo descartado irregularmente acaba retornando para as nossas praias, rios e lagoas. Com esse tipo de mobilização, conscientizamos as novas gerações e toda a população de Niterói sobre a responsabilidade de cada um e a importância de preservar o meio ambiente”, afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente, Gabriel Velasco.

Na Lagoa de Itaipu, cerca de 150 escoteiros se reuniram para recolher, separar, categorizar e documentar os resíduos encontrados, além de realizar o plantio de espécies nativas. A atividade foi promovida em parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Participaram da ação integrantes do 15º Grupo Escoteiro Martim Afonso, que se reúne no ginásio do Complexo Esportivo Caio Martins, em Icaraí, e do 60º Grupo Escoteiro Imbuí, sediado no Colégio Estadual Professora Alcina Rodrigues de Lima, em Itaipu.

“Para o escotismo, cuidar do meio ambiente é também uma forma de cuidar da comunidade e da cidade onde vivemos. Quando nossos jovens participam de uma ação como essa, eles aprendem, na prática, que cada atitude faz diferença. Além de contribuir para a preservação da Lagoa de Itaipu, eles fortalecem o sentimento de pertencimento e entendem que Niterói também é responsabilidade de cada um de nós”, destacou o diretor-presidente do 15º Grupo Escoteiro Martim Afonso, Leandro Barral.

Presença da Clin trouxe educação ambiental e reciclagem

A Clin participou do evento com o objetivo de incentivar práticas sustentáveis e mobilizar a população em torno da preservação ambiental. A iniciativa, que promove ações de limpeza em diferentes partes do mundo, reúne anualmente cerca de 35 milhões de pessoas.

Para apoiar a ação, a Clin disponibilizou uma big bag — contentor flexível de grande capacidade — em cada um dos locais, onde foi armazenado todo o material recolhido. A Companhia também organizou uma rota exclusiva com caminhões basculantes, garantindo agilidade na retirada dos resíduos das praias e seu encaminhamento para pesagem. Ao todo, foi coletada 1,16 tonelada. de resíduos.

A participação da Clin foi além da coleta, da destinação dos resíduos, da limpeza e da pesagem. Na praia de Icaraí e na prainha de Piratininga, o público pôde conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo setor de reciclagem da Companhia, em uma exposição que mostrou como materiais que seriam descartados puderam ganhar novos usos.

Mesas, cadeiras, vasos de plantas, pufes, uma bandeira do Brasil e outros objetos fizeram parte da exposição e foram confeccionados com materiais reaproveitados, como papelão, garrafas e tampinhas.

A ação também levou um pouco do verde produzido pelo ‘Viveiro de Mudas da Clin’ para a população. Cerca de 500 plantas foram distribuídas em ambos os locais. Estandes com informações sobre coleta seletiva e sobre o espaço onde as mudas eram plantadas e cuidadas também integraram a programação.

A educação ambiental teve um papel especial na mobilização. O setor da Clin recebeu, na orla de Icaraí, crianças da Unidade Municipal de Educação Infantil Senador Vasconcellos Torres e mostrou, de forma lúdica e participativa, como atitudes simples podem contribuir para a preservação das praias e do oceano. Os pequenos colocaram a mão na massa, ajudaram a recolher resíduos na areia e ainda conheceram a exposição de brinquedos confeccionados com materiais reciclados.

Cuidado com as praias acontece todos os dias

A mobilização do ‘Clean Up Day’ reforçou uma mensagem que faz parte da rotina da Clin: o cuidado com as praias precisa ser permanente. A Companhia realiza diariamente a limpeza das praias da cidade, tanto de forma manual quanto com o auxílio do equipamento conhecido como Tatuí.

Mais do que retirar resíduos da orla, a ação mostrou que a preservação ambiental também passa por informação, participação e mudança de hábitos. Ao reunir voluntários, crianças, educadores e profissionais da limpeza urbana em torno de um mesmo propósito, o ‘Clean Up Day’ transformou as praias em espaços de cuidado, aprendizado e conscientização — reforçando que manter a cidade limpa e o oceano protegido é uma responsabilidade compartilhada.

A ação reuniu ainda moradores, famílias, estudantes, empresas, organizações não governamentais, associações e outros grupos de voluntários. Além da retirada de resíduos, o evento buscou chamar a atenção para a responsabilidade coletiva na conservação dos ambientes naturais e para a importância do descarte correto do lixo.

 

Secretaria de Saúde divulga cartilha com orientações para proteção dos efeitos do El Niño

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Cuidados incluem medidas para enfrentar períodos de calor intenso e tempestades no Estado do Rio

A próxima temporada de primavera-verão será marcada por um El Niño forte, com períodos de calor intenso intercalados com tempestades no Estado do Rio. Para esse período, a Secretaria de Estado de Saúde elaborou uma cartilha com orientações para ajudar a população a se proteger dos impactos do fenômeno.

O material reúne recomendações para reduzir os riscos à saúde durante os períodos de calor intenso e de chuvas fortes. As orientações consideram também o monitoramento realizado pela Saúde estadual há cerca de dois anos, por meio do Centro de Inteligência em Saúde. Idosos, crianças e pessoas acamadas estão entre os grupos que exigem maior atenção, já que estudos apontam aumento da mortalidade durante períodos de calor excessivo.

Para os idosos, a cartilha orienta manter os ambientes arejados e, sempre que possível, criar abrigos térmicos em casa, com ar-condicionado ou ventilador. Como a sensação de sede diminui com a idade, é importante beber água regularmente, mesmo sem sentir sede. Para quem mora sozinho, familiares devem reforçar o contato, com visitas ou ligações diárias. Também é recomendado o uso de repelente, inseticida ou telas nas janelas para evitar mosquitos.

Trabalhadores expostos a altas temperaturas, como ambulantes, profissionais que atuam nas ruas e aqueles que trabalham próximos a fornos ou em confecções têxteis, devem beber água constantemente e evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h.

Para as chuvas, o cuidado é antes, durante e depois

Além dos cuidados relacionados ao calor, a cartilha reúne orientações para os períodos de chuva intensa, com recomendações que devem ser adotadas antes, durante e após os temporais.

Antes de períodos de chuva forte, é importante acompanhar a previsão do tempo e as orientações da Defesa Civil. Quem vive em áreas de risco deve conhecer as rotas de fuga. Também é recomendado manter ralos, calhas e terrenos limpos; eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti; guardar documentos e medicamentos em local protegido da umidade; e manter a vacinação em dia, especialmente contra o tétano.

Durante a chuva, é preciso ficar atento a sirenes, alertas e sinais de deslizamento, como estalos, rachaduras e inclinação de árvores e postes. Em caso de risco, a orientação é deixar o local e procurar um lugar seguro. A população também deve desligar a energia elétrica e nunca entrar em contato com água ou lama de enchentes.

Após as chuvas, na limpeza dos locais afetados, devem ser utilizadas botas de borracha, luvas, máscara e roupas compridas, com atenção para animais peçonhentos. A casa deve ser ventilada, com gás e energia desligados. A lama deve ser retirada ainda úmida, seguida de lavagem com água e sabão e desinfecção com 1 copo (200 ml) de água sanitária para 10 litros de água.

Alimentos atingidos pela enchente e materiais porosos, como colchões, sofás e tapetes, devem ser descartados. Em caso de ferimentos, é recomendado lavar o local com antisséptico e procurar atendimento de saúde se houver febre, diarreia ou dores.

Reservatórios de água devem permanecer tampados e os cuidados contra o Aedes aegypti devem ser reforçados.

Recicla Niterói inaugura novos pontos e amplia atendimento com funcionamento aos domingos

Projeto da Clin oferece mais opções para facilitar o descarte correto de recicláveis pela população

A Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) ampliou o serviço de coleta seletiva do projeto Recicla Niterói, que passa a contar com 12 pontos de descarte e funcionamento aos domingos em Icaraí. Na última sexta-feira (7), foram inaugurados três novos pontos do programa nas ruas Pereira da Silva, Ator Paulo Gustavo e Mariz e Barros.

Além da ampliação dos locais de atendimento, o projeto também passa a funcionar aos domingos, das 9h às 14h, oferecendo mais uma oportunidade para que os moradores façam o descarte correto dos resíduos recicláveis.

O Recicla Niterói completa dois anos em novembro e vem ampliando, de forma contínua, o acesso da população à coleta seletiva. Desde a implantação do programa, cerca de 310 toneladas de materiais recicláveis já foram encaminhadas para a reciclagem, contribuindo para a preservação ambiental e para o fortalecimento da sustentabilidade no município.

Para o presidente da Clin, Acílio Borges, a ampliação do atendimento representa mais um incentivo à participação da população.

“Estamos inovando ao oferecer atendimento também aos domingos para estimular ainda mais a participação dos moradores. O Recicla Niterói é um projeto inovador e vem apresentando resultados muito positivos, contribuindo para que nossa cidade continue sendo referência em sustentabilidade e para que a Clin mantenha sua posição de destaque entre as empresas de limpeza urbana do Estado do Rio de Janeiro.”

Antes da ampliação, a Gerência de Inovação e Sustentabilidade da Clin realizou um projeto-piloto no domingo anterior para avaliar a demanda pelo serviço. De acordo com o setor, o resultado confirmou que a ampliação do horário seria muito bem recebida pela população.

É o caso do aposentado Jackson Nunes, de 72 anos.

“Acho super necessário e fui muito a favor de ter mais pontos de coleta. Com eles funcionando aos domingos, as pessoas têm mais facilidade para fazer o descarte, porque estão em casa.”

O porteiro Ailton Luiz dos Santos, de 58 anos, considera a iniciativa fundamental.
“Acho muito bom, uma ótima ideia. É excelente eles estarem mais presentes na cidade. Separar o lixo reciclável do orgânico faz toda a diferença.”

Já o auxiliar de serviços gerais Nilson Antunes, de 57 anos, afirmou que a iniciativa facilitou seu trabalho.

“A gente consegue trazer os recicláveis para cá sem deixar acumular ou sujar o local. Isso também ajuda a agilizar o serviço.”

O projeto teve início em Icaraí, nas ruas Ator Paulo Gustavo e Tavares de Macedo, e atualmente envolve mais de 300 condomínios e estabelecimentos comerciais.

Desde o início do programa, síndicos e administradores recebem orientação técnica da Clin sobre a separação correta dos resíduos orgânicos e recicláveis. Em todos os pontos de entrega, funcionários permanecem no local para orientar a população quanto ao descarte adequado dos materiais.

Niterói é pioneira na implantação da coleta seletiva em larga escala e oferece diferentes modalidades do serviço em todo o município. Atualmente, a cidade conta com 64 moloks — sendo 35 destinados aos resíduos orgânicos e 29 aos recicláveis secos — distribuídos em 28 pontos, além de 12 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e da coleta seletiva porta a porta, disponível em 100% da cidade.

Em 2025, a Clin recolheu 6.595,35 toneladas de resíduos recicláveis, o equivalente a 5,1% de todo o resíduo coletado no município. Neste ano, a Companhia também passou a contabilizar os materiais recicláveis recolhidos por outras empresas que atuam em Niterói.

Pelo décimo ano consecutivo, Niterói ocupa a primeira colocação no Estado do Rio de Janeiro no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), alcançando nota 0,749.

Os locais de descarte de recicláveis podem ser consultados no mapa interativo disponível no site da Clin, na seção ‘Como Reciclar em Niterói’, e também no Sistema de Gestão da Geoinformação (SIGeo) da Prefeitura de Niterói.

Informações adicionais podem ser obtidas pelo Fale Conosco da Clin, pelos telefones 0800 367 9100 e (21) 99753-1952, que também atende via WhatsApp.

Dia de Proteção às Florestas: leis fortalecem preservação ambiental no Estado do Rio

Celebrado em 17/07, o Dia de Proteção às Florestas reforça a importância da conservação dos ecossistemas para a manutenção da biodiversidade, da qualidade da água e do equilíbrio climático. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) tem contribuído para a preservação ambiental por meio da aprovação de leis, do acompanhamento das políticas públicas e da promoção de ações de educação ambiental.

Entre os principais avanços está a Lei 8.538/2019, que instituiu a Política Estadual de Restauração Ecológica. A norma estabelece diretrizes para incentivar a recuperação de áreas degradadas, ampliar o plantio de espécies nativas, estimular a produção de mudas e integrar o trabalho entre poder público, produtores rurais, universidades e organizações da sociedade civil. A legislação também fortalece mecanismos de compensação ambiental destinados à conservação de unidades de proteção e à restauração dos ecossistemas.

Outra iniciativa é a Lei Estadual 9.972/2023, que criou a Política Estadual de Desenvolvimento Florestal. A proposta busca incentivar o manejo sustentável, a recuperação ambiental de propriedades rurais e a expansão de florestas plantadas de forma responsável, conciliando conservação e desenvolvimento econômico.

Para o gestor da Unidade de Conservação do Parque Estadual da Pedra Selada (Peps), geógrafo Carlos Dário de Castro Moreira, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Lei nº 8.538 representa um importante instrumento para fortalecer a atuação do órgão ambiental.

“Ela oferece um arcabouço robusto e diretrizes claras para as ações de restauração ecológica em todo o estado. A legislação padroniza metodologias, promove a integração entre diferentes setores, facilita a captação de recursos e assegura a continuidade das ações de longo prazo, consolidando a restauração como uma política de Estado”, explicou.

Segundo o especialista, as políticas de restauração ecológica também são fundamentais para reconectar fragmentos florestais, recuperar nascentes, estabilizar encostas, aumentar o sequestro de carbono e fortalecer a biodiversidade.

Grupo de Trabalho reforça monitoramento ambiental

Além da atividade legislativa, a Assembleia acompanha a implementação das políticas ambientais por meio de suas comissões permanentes. Um exemplo recente foi a atuação da Comissão de Legislação Participativa, que promoveu, em maio deste ano, uma audiência pública para discutir a preservação do Rio Una e dos ecossistemas da Região dos Lagos.

O encontro reuniu moradores, pesquisadores, representantes do Inea, do Ministério Público e de órgãos ambientais para debater os impactos da degradação ambiental na região. Como principal encaminhamento, foi anunciada a criação de um Grupo de Trabalho destinado a ampliar o monitoramento técnico do Rio Una, realizar vistorias e acompanhar medidas de recuperação ambiental.

Carlos Dário destaca que o acompanhamento realizado pela Alerj fortalece as ações de preservação ambiental. “As comissões e grupos de trabalho fiscalizam a aplicação das leis, promovem debates públicos, aperfeiçoam a legislação e ajudam a garantir que as políticas ambientais não permaneçam apenas no papel, mas se transformem em ações efetivas no território”, afirmou.

Educação ambiental aproxima a população da natureza

Além da fiscalização, a Comissão de Meio Ambiente da Alerj também tem promovido ações de conscientização ambiental. Um exemplo foi a exposição “Governança Ambiental”, realizada no passeio público do Palácio Tiradentes, que reuniu órgãos estaduais e federais para apresentar projetos, equipamentos e iniciativas voltadas à preservação dos recursos naturais.

Entre os destaques esteve a participação do Inea, que apresentou programas de visitação às unidades de conservação estaduais, iniciativas que incentivam o contato da população com a natureza de forma sustentável. O órgão também levou ao evento uma exposição com animais nativos da Mata Atlântica taxidermizados, utilizada em ações de educação ambiental desenvolvidas em parceria com universidades.

De acordo com Carlos Dário, as unidades de conservação exercem um papel fundamental na educação ambiental. “As unidades de conservação são verdadeiras salas de aula a céu aberto. Quando a população conhece esses espaços, desenvolve um sentimento de pertencimento, passa a valorizar o patrimônio natural e se torna uma aliada na proteção das florestas”, apontou.

Como exemplo, o gestor cita as ações desenvolvidas no Parque Estadual da Pedra Selada, que incluem monitoramento da fauna com câmeras-trap, produção de mudas de espécies ameaçadas, como a araucária e a juçara, pagamento por serviços ambientais a produtores rurais, além de projetos de educação ambiental e intercâmbio científico com universidades.

Patrimônio para as futuras gerações

Para o especialista, preservar as florestas é investir diretamente na qualidade de vida da população. “A Mata Atlântica é nossa fonte de água, de ar puro, de biodiversidade e de qualidade de vida. Preservar as florestas não é apenas uma questão ambiental, mas também de saúde pública, segurança hídrica, equilíbrio climático e desenvolvimento sustentável”, destacou.

Carlos Dário também faz um convite a população a conhecer as unidades de conservação estaduais. “Convido todos a visitarem o Parque Estadual da Pedra Selada e experimentarem um contato direto com esse patrimônio natural. É uma oportunidade de se reconectar com a natureza e compreender, na prática, a importância de preservar nossas florestas para as futuras gerações”, disse.

Clin leva programa Reciclagem Criativa a três territórios e une sustentabilidade, capacitação e geração de renda para mulheres

Projeto oferece quatro oficinas no Engenho do Mato, no Badu e Fonseca

A Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) está promovendo o programa ‘Reciclagem Criativa’, iniciativa que alia educação ambiental, capacitação profissional e geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Desenvolvido por meio do Comitê Clin por Elas, em parceria com a Secretaria Municipal da Mulher e o Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados, o projeto integra o programa Niterói por Elas e oferece quatro oficinas em três territórios da cidade: Engenho do Mato, Badu e Fonseca.

Ao todo, são quatro cursos — Jardinagem, Brinquedos, Vela e Cartonagem e Artigos de Natal — ministrados por funcionárias artesãs da Companhia. São 15 vagas por oficina, 60 por território, totalizando 180 vagas.

Uma das atividades do programa aconteceu nesta terça-feira (21), no Parque Rural, no Engenho do Mato, onde foi realizada a aula de ‘Sustentabilidade e Compostagem’, que foi um verdadeiro sucesso. Trata-se de uma aula inaugural, que abre todas as oficinas em todos os territórios. Durante o encontro, a presidente do Comitê Clin por Elas, Valéria Rollemberg, conversou com as participantes sobre a importância da sustentabilidade e do reaproveitamento de resíduos orgânicos.

Na sequência, a funcionária da Clin Tatiana Fernandes apresentou, na prática, como montar uma composteira doméstica utilizando materiais simples, como baldes reaproveitados. Ela explicou que o processo transforma resíduos orgânicos em húmus e biofertilizante, produtos que podem ser utilizados em hortas e jardins ou até comercializados, contribuindo para a geração de renda.

“A composteira doméstica é uma ideia simples e com grande potencial. Em vez de descartar esse resíduo, gerando mau cheiro, ele é reaproveitado e se transforma em um material limpo para ser utilizado em hortas e jardins ou até comercializado, gerando renda. É uma ótima oportunidade para o empreendedorismo”, destacou Tatiana.

As participantes também foram orientadas sobre todas as etapas da montagem e do manejo da composteira, incentivando práticas sustentáveis que reduzem o volume de resíduos enviados aos aterros e contribuem para a melhoria da qualidade do solo.

Participante das oficinas de Artigos de Natal, Vela e Cartonagem e Compostagem, Ducinéa Camillo Maulaz elogiou a iniciativa.

“A oficina foi maravilhosa! Gosto muito de artesanato e sempre procuro fazer algo nessa área. É uma terapia para mim, porque trabalha a mente, as mãos e faz muito bem para a saúde. Tenho o hábito de reciclar e transformar materiais. Agora, com essa aula de compostagem, já tenho mais uma ideia. O projeto é muito bom”, afirmou.

A oficina de Sustentabilidade e Compostagem terá uma nova edição no dia 6 de agosto, no PEV da Clin, no Fonseca. As demais oficinas do programa seguem sendo realizadas nos três territórios até setembro, ampliando o acesso à capacitação, ao empreendedorismo e às práticas sustentáveis.

Próximas oficinas

Fazendinha – Badu

Jardinagem: 29 de julho, às 14h
Vela e Cartonagem: 21 e 28 de julho e 4 de agosto, às 14h
Artigos de Natal: 12 e 19 de agosto, às 14h
Parque Rural – Engenho do Mato

Jardinagem: 30 de julho, às 10h
Brinquedos: 28 de julho e 4 de agosto, às 10h
Vela e Cartonagem: 29 de julho, 5 e 12 de agosto, às 10h
Artigos de Natal: 11 e 18 de agosto, às 10h
PEV da Clin – Fonseca

Jardinagem: 25 de agosto e 1º de setembro, às 14h
Brinquedos: 13 e 20 de agosto, às 14h
Vela e Cartonagem: 19 e 26 de agosto, às 14h
Artigos de Natal: 27 de agosto e 3 de setembro, às 14h
As inscrições devem ser feitas presencialmente no local onde será realizada a oficina.

Foto: Hyury Duarte

Prefeitura de Niterói reforça ações de monitoramento e preservação ambiental na Lagoa de Piratininga

Atuação integrada do GCOPAV promove fiscalização de áreas verdes, combate ao descarte irregular de resíduos e contribui para a proteção da restinga e do ecossistema da lagoa

A Prefeitura de Niterói realizou mais uma operação de ordenamento e limpeza na Lagoa de Piratininga. Coordenada pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação das Áreas Verdes (Gecopav), com o objetivo de garantir a ocupação adequada do espaço público e a preservação ambiental naquela área, a ação foi executada pela Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que retirou entulhos e resíduos descartados incorretamente. O serviço contou com apoio de um caminhão para a remoção de materiais como ferro, madeira, plástico e outros detritos.

O coordenador do Gecopav, major Antônio Luiz Pereira Lima, ressaltou a importância da atuação integrada dos órgãos municipais para garantir a proteção das áreas verdes da cidade.

“Nosso principal objetivo é impedir o avanço de construções irregulares sobre áreas de proteção ambiental. Para isso, atuamos com planejamento, uso de tecnologia e integração entre diversos órgãos municipais, garantindo uma fiscalização eficiente e contribuindo para a preservação do patrimônio ambiental de Niterói”, afirmou.

O trabalho desenvolvido na região tem como foco a preservação da restinga, a fiscalização de construções irregulares e descartes incorretos de resíduos, além do monitoramento de possíveis áreas afetadas por desmatamento. As equipes realizam vistorias frequentes, com acompanhamento por terra e apoio de aeronaves tripuladas, ampliando a capacidade de identificação de ocorrências e garantindo uma atuação mais eficiente na proteção ambiental. Sempre que são constatados problemas, como o descarte inadequado de lixo ou o acúmulo de entulho, são promovidas ações de limpeza e conservação, contribuindo para a preservação da Lagoa de Piratininga e para a manutenção de um ambiente mais saudável para a população.

Wellington Silva, funcionário da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) há 11 anos, destacou a importância do trabalho que tem feito semanalmente na Lagoa de Piratininga, ressaltando que a ação vai além da limpeza do espaço.

“Todas as quartas-feiras realizamos uma ação de limpeza na orla da Lagoa de Piratininga, em parceria com a Secretaria de Ordem Pública, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de resíduos. Durante essas operações, recolhemos, em média, cerca de 20 toneladas de resíduos descartados de forma irregular na região. Esse trabalho é fundamental não apenas para manter a cidade limpa, mas também para preservar o meio ambiente e a qualidade da lagoa”, destacou.

O Gecopav atua em três frentes principais: monitoramento das áreas de preservação para evitar invasões e desmatamentos; combate a construções irregulares com medidas judiciais e embargos; e implantação de marcos delimitadores em áreas protegidas.

A operação seguiu o que está previsto na Lei nº 2624/2008, que integra o Código de Posturas do município e estabelece diretrizes sobre convivência, ocupação do espaço público e preservação ambiental.

Foto: Bruno Eduardo Alves

Exposição sobre mineração no Vale do Jequitinhonha chega ao Rio de Janeiro

Mostra registra registra impacto da exploração do lítio no Brasil e os efeitos do processo sobre famílias da região

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan), no Catete (RJ), convida o público para a abertura da exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, no próximo dia 2 de julho, às 18h, na Galeria Mestre Vitalino, localizada na rua do Catete, 179. A exposição, da fotógrafa e documentarista mineira Isis Medeiros, exibe o impacto da exploração do lítio no Brasil por mineradoras brasileiras e multinacionais, bem como efeitos do processo sobre família e ecossistema da região, onde estão 85% das reservas no País.

“Zona de Sacrifício: do ouro ao pó” é um projeto autoral de longa duração, fomentado pelo Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (17ª edição). No dia da abertura será exibido o documentário “Chico”, de Augusto Gomes e Isis Medeiros, sobre os impactos humanos, ambientais e afetivos desse novo ciclo extrativista. A partir da perspectiva de Chico do Poço das Antas, o filme registra os acontecimentos no Vale do Jequitinhonha, onde o lítio, mineral essencial na fabricação de baterias para carros elétricos, celulares e sistemas de armazenamento de energia, é explorado.

Para trazer a dimensão do panorama amplamente documentado na exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, dia 3 de julho, às 16h, ocorre a Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (Antropóloga, coordenadora técnica de pesquisa e projetos especiais do CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT). A mediação é de Gabriela Sarmet (cosmopolíticas). Conhecido pela importante tradição de ceramistas, o Vale do Jequitinhonha está amplamente representado no acervo do Museu de Folclore Edison Carneiro. Por isso, algumas peças do museu fazem parte da mostra, conectando saberes da cultura popular ao contexto documental.

Zona de Sacrifício: do ouro ao pó

Propõe ampliar o debate público sobre o modelo de desenvolvimento baseado na extração intensiva. Questiona como a promessa de uma economia “verde” convive, na prática, com a degradação ambiental, a pressão sobre recursos hídricos e as ameaças aos modos de vida de comunidades rurais e tradicionais. O país ocupa atualmente o 6º lugar no ranking mundial de reservas do mineral, considerado estratégico para a transição energética global. “Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto o avanço da mineração de lítio no Vale do Jequitinhonha, um território que aprendi a amar profundamente por sua cultura, pelas pessoas e pela força das comunidades que vivem ali”, analisa Isis Medeiros.

Ao documentar e atualizar a forma como atuam as mineradoras, a artista demonstra na exposição as inquietações de seu trabalho. “O que me inquieta é a forma dessa nova corrida mineral ser apresentada como parte de uma ‘transição energética verde’, enquanto no território o que aparece são poeira, explosões, pressão sobre a água e impactos diretos na vida das pessoas. Isso levanta perguntas inevitáveis: mineração sustentável para quem? Mineração verde para quem? Como falar em mineração verde quando ela deixa rastros tão visíveis de destruição ambiental e de ameaça aos modos de vida locais? Esta exposição nasce dessa inquietação e da necessidade de tornar visíveis histórias e conflitos que muitas vezes permanecem invisíveis para o restante do país”, define Isis Medeiros.

Segundo a curadora Carol Lopes, a prática fotográfica de Isis Medeiros “se constrói na criação de redes e no tempo partilhado”. “Esse gesto se materializa no encontro entre sua pesquisa, saberes cultivados pelos mais velhos e as vozes da juventude do Vale. Em suas fotografias, a paisagem se revela em camadas. À noite, o ruído das máquinas e a iluminação das mineradoras anunciam uma presença perturbadora. Durante o dia, emergem montanhas de rejeitos, crateras no solo e o pó que adoece e a proximidade entre a atividade e a vida cotidiana.

Entre luz e sombra, a exposição torna visíveis os saberes que sustentam o território e as marcas da transformação. As obras aproximam o público de uma cosmologia em que gente, bicho, água e terra são parte de uma mesma trama. ‘Zona de Sacrifício: do ouro ao pó’ desloca a discussão para além das falsas promessas de progresso. Entre explosões e fissuras na paisagem, o presente do Vale permanece em suspensão. O conjunto reunido na exposição atesta que, contra todas as forças que insistem em reduzi-lo a um recurso perecível, o Jequitinhonha pulsa resistência. Seu povo segue atravessando as contradições deste tempo e reafirmando seu direito de imaginar, narrar e decidir futuros possíveis.”

Sobre a autora

Isis Medeiros é fotógrafa documental, fotojornalista e realizadora audiovisual brasileira, com trajetória profundamente ligada aos movimentos sociais populares. Investiga violações de direitos humanos, crimes ambientais e os impactos de grandes empreendimentos sobre comunidades tradicionais e populações historicamente marginalizadas. Entrelaça arte, política e memória coletiva, as narrativas obtêm forte impacto social. É autora do fotolivro “15:30” (2020), leitura sensível do desastre-crime provocado pelo rompimento da barragem da Samarco/Vale-BHP em Mariana (MG). O trabalho integra os acervos do MASP, da Biblioteca Nacional da França (BnF) e do Instituto Moreira Salles (IMS). Idealizou a premiada série “Mulheres Cabulosas da História”, que lhe rendeu a Medalha Clara Zetkin.

Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan)
Apoio: Instituto Federal Norte de Minas Gerais | Cáritas Diocesana Araçuaí | Instituto Camila e Luiz Taliberti | Movimento pela Soberania Popular na Mineração | Observatório da Mineração | cosmopolíticas | Associação de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro | Artmosphere | Fundação Nacional de Artes
Serviço: Zona de Sacrifício: do ouro ao pó
Inauguração 2 de julho, às 18h | Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179 | Galeria Mestre Vitalino – Museu de Folclore Edison Carneiro. Visitação: 2 de julho a 1º de novembro de 2026. Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Grátis

Programação complementar à exposição
– no dia da abertura: projeção do filme “Chico – 10” (fotografia de Augusto Gomes e Isis Medeiros)
– dia 3 de julho: 16h | Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG)), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT) – Mediação: Gabriela Sarmet (cosmopolíticas)