“Tremer, tremer, é sempre assim” – Maneco Müller: Multiplo Galeria, no Leblon, recebe exposição de Gabriela Machado

Série de desenhos sintetizam a poética da artista, onde a cor predomina em tons cítricos e solares

A Maneco Müller : Multiplo Galeria, no Leblon, inaugurou em 24 de março, terça-feira, a exposição individual “Tremer, tremer, é sempre assim”, de Gabriela Machado. Com quatro décadas de trajetória, a pintora apresenta uma série inédita de desenhos em tinta acrílica sobre papel, trabalhos que condensam a maturidade de sua pesquisa criativa. São doze obras, numa seleção que reúne o melhor da produção recente da artista carioca, que se destaca pelo uso singular da cor em composições pulsantes, cheias de luz e movimento. O trabalho de Gabriela Machado vem de um do desejo de transformar em pintura aquilo que a surpreende na paisagem do dia a dia. O texto crítico é assinado por Pedro Duarte e a mostra pode ser visitada até 15 de maio, com entrada franca.

Gabriela Machado pinta como quem escreve um diário, registrando em cor e gesto o que lhe salta aos olhos. Fragmentos da paisagem cotidiana, captados pela percepção aguçada e sensível da artista, ressurgem como campos de cor e gesto. Os traços são soltos, vigorosos, inesperados. A paleta é cítrica, luminosa, intensa. Sua pintura nasce de um diálogo do corpo com os sentidos, e não de uma obediência à forma. A inspiração pode ser um galho pendurado, o movimento da água do mar – ela também é nadadora e surfista — que, no instante do pintar, se transformam e se reconfiguram através da massa pictórica. “É um fazer que nasce na visão e passa pela epiderme. É um processo corpóreo”, explica ela, que possui obras em coleções prestigiadas, como as de Gilberto Chateaubriand e do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro.

Produzida em 2025, a série reúne dez desenhos no formato de 75 x 55 cm, em composições de tons sóbrios e elegantes. As pinturas em grande escala (200 x 152 cm) contrastam, com uma paleta de cores fortes, ácidas e pulsantes. A escolha das obras de alguma forma sintetiza o processo de trabalho da artista. “Em geral, começo no desenho em papel, em pequeno formato. Faço e refaço várias vezes a mesma imagem indefinidas vezes. Quando o exercício em formato reduzido se esgota, parto para as grandes dimensões, sobre papel ou tela de linho”, conta a artista. “O trabalho de Gabriela se desenvolve através do processo de rever sua própria pintura, de se debruçar novamente pelo que já fez, livre de certezas, sem medo do que vai aparecer. Com isso ela é capaz de alcançar lugares únicos, construindo uma obra de muitas surpresas e frescor”, explica Maneco Müller, sócio da galeria. “Acompanhamos a trajetória dela há mais de trinta anos. É uma produção de muita coerência e diversidade, que temos a alegria de apresentar pela segunda vez numa individual”, afirma Stella Ramos, que dirige a galeria ao lado de Maneco.

GABRIELA MACHADO
Nasceu em Santa Catarina, em 1960. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. É formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Santa Úrsula, 1984. Estudou gravura, pintura, desenho e teoria da arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (Rio de Janeiro, 1987-1992). Frequentou cursos ministrados por Paulo Venâncio Filho, Paulo Sérgio e Ronaldo Brito. Foi vencedora do Prêmio de Artes Plásticas FUNARTE Marcantonio Vilaça (2009). Inaugurou o espaço da Caixa Cultural de São Paulo com a exposição Doida Disciplina (2009), com curadoria de Ronaldo Brito após realizar a mesma exposição na Caixa Cultural do Rio de Janeiro e lançar um livro homônimo (Doida Disciplina – Editora Aeroplano, Rio de Janeiro). Em 2008, fez uma individual na Galeria 3 +1 em Lisboa, Portugal, e foi contemplada com o prêmio Marcantonio Vilaça em aquisição coletiva da Fundação Ecco (Brasília). Ainda em 2008 lançou um livro intitulado Gabriela Machado (Editora Dardo, Santiago de Compostela, Espanha). Entre as suas exposições individuais ocorridas em anos anteriores destacam-se: Desenhos, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, com texto de Paulo Venâncio (2002); Centro Universitário Maria Antônia, texto de Afonso Luz (São Paulo, 2002); e Neuhoff Gallery de Nova York, com texto de Robert Morgan (2003). Podemos citar ainda: Largo das Artes, juntamente com o escultor José Spaniol (Rio de Janeiro, 2007), Pinturas, na Galeria Virgílio; Pinturas, H.A.P. Galeria, texto Ronaldo Brito (Rio de Janeiro, 2005); H.A.P. Galeria, texto Paulo Sergio Duarte (Rio de Janeiro, 2002); Projeto Macunaíma, na Funarte (Rio de Janeiro,1992). Teve trabalhos representados em importantes feiras internacionais, com destaque para Valencia Art (2009), Arte Lisboa (2009, 2008 e 2006) e Pinta Art Fair em Nova York (2008 e 2009). Também em 2008 expôs com grande repercussão e reconhecimento na ARCO’08 – Feira de Arte Contemporânea em Madrid (2008), onde ocupou por inteiro o stand da H.A.P. Galeria. Outras participações em feiras e exposições coletivas incluem outros anos na ARCO Madrid (2001/1998); SP Arte (São Paulo, 2008/2007/2006/2005); Arquivo Geral (Rio de Janeiro, 2008/2006/2004); Art Chicago (Chicago, 2004); Art Cologne (Alemanha, 2003); San Francisco International Art Exposition (NY, 2002); Desenho Contemporâneo, Centro Cultural São Paulo e Caelum Gallery (NY, 2002); Novas Aquisições Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM (Rio de Janeiro, 1998); Paço Imperial (Rio de Janeiro, 1998); Mostra América (1995); 1ª Bienal Nacional da Gravura (São Paulo, 1994); Centro Cultural São Paulo (1993); X Bienal do Desenho de Curitiba (1991); Projeto Macunaíma, na Funarte (Rio de Janeiro, 1992/1990). Sua obra está presente em importantes coleções brasileiras, como as de Gilberto Chateaubriand, José Mindlin, George Kornis, João Carlos Figueredo Ferraz, Charles Cosac, Fundação Castro Maya, Instituto Brasileiro de Arte e Cultura, Centro Cultural Cândido Mendes e Fundação Catarinense de Cultura (MASC), Fundação ECCO e Museu de Arte da Pampulha. Fora do país, além da exposição lisboeta em 2008, em 2002 a Neuhoff Gallery de Nova York inseriu o trabalho da artista em duas coletivas – uma delas, The Gesture, junto com conceituados pintores americanos como Frank Stella e Franz Kline. Já apresentou seus trabalhos em Bergen, na Noruega, a convite da curadora Mallin Barth.

MANECO MÜLLER : MULTIPLO GALERIA
Inaugurada em 2010, a MMM Galeria tornou-se ao longo do tempo mais do que uma galeria, onde as obras ficam expostas para a apreciação do público. É um ponto de encontro de artistas, estudiosos, colecionadores e apreciadores da arte contemporânea. Movida pelo desejo de oferecer ao público formas diferentes se relacionar com a obra de arte, cada exposição montada é fruto de um trabalho dedicado, cuidadoso e apaixonado, que busca sempre desafiar o olhar do visitante, despertar a reflexão e incentivar a fruição estética. Ao longo dos anos, a galeria se consolidou como um espaço que investe no lançamento de edições exclusivas e cultiva preciosidades. Aqui, artistas consagrados e novos talentos oferecem o melhor de sua criação. Com múltiplos, obras em papel, objetos e pinturas, além de projetos especiais, de importantes artistas brasileiros e estrangeiros, a proposta é não só enriquecer coleções já estruturadas, como atrair também não especialistas e despertar novos colecionadores. Entre os momentos mais emblemáticos da galeria estão as exposições de Eduardo Sued (2025), Waltercio Caldas (2012 e 2022), José Rezende (2022), Carlos Vergara (2022), José Antonio Dias (2013), Pedro Cabrita Reis (2014), Cildo Meireles (2019) e Roberto Magalhães (2019). Ajudaram também a construir a história da galeria nomes como Amália Giacomini, Ana Calzavara, Beth Jobim, Celia Euvaldo, José Bechara, Luiz Zerbini, entre outros. Na trajetória da galeria, se destacam também performances, instalações, mostras e oficinas que se expandiram para outros espaços e manifestações artísticas: Chelpa Ferro (Teatro Tom Jobim, 2012); José Pedro Croft (galeria e terreiro do Paço Imperial, 2015), pintura mural de Célia Euvaldo (Oficina Mul.ti.plo Videiras, 2017), exposição e peça de teatro no centenário de Lygia Clark (Fazenda Cachoeira, 2019, Itaipava), O Real Resiste (intervenção nas ruas do Rio de Janeiro, 2020) etc.

SERVIÇO
Exposição de arte contemporânea
Título: Tremer, tremer, é sempre assim
Artista: Gabriela Machado

Local: Maneco Müller : Multiplo Galeria (MMM Galeria)
End.: Rua Dias Ferreira, 417/206 – Leblon – Rio de Janeiro – CEP 22431-050
Data: De 24 de março, terça-feira, abertura às 18h, até 15 de maio de 2026
Visitação: De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30 (sábados, sob agendamento)
Entrada franca

Tel.: +55 21 2259-1952
www.mmmgaleria.com.br
www.instagram.com/mmmgaleria

Do saibro à grama: alta do tênis no Brasil leva brasileiros a voltarem atenções para Roland Garros e Wimbledon

Teresa Perez aposta no interesse crescente pelo esporte e leva o público para acompanhar de perto dois dos torneios mais emblemáticos do circuito

O tênis vive um novo momento entre os brasileiros. Embalado pela ascensão de João Fonseca no circuito profissional, o esporte tem ampliado sua base de fãs no país e despertado o interesse do público em acompanhar de perto os principais torneios do mundo. Em 2026, esse movimento se reflete especialmente nos Grand Slams europeus, que reúnem partidas do mais alto nível e influenciam diretamente o ranking mundial.

Disputado entre 18 de maio e 7 de junho, Roland Garros transforma Paris em um dos palcos mais charmosos do tênis. No saibro, tradição e competitividade marcam partidas longas e exigentes, que já consagraram nomes como Rafael Nadal. Hoje, o torneio segue com alto nível técnico, com destaque para Carlos Alcaraz, além de jogadores como Jannik Sinner e Novak Djokovic. Fora das quadras, o evento se mistura ao ritmo intenso da cidade, especialmente na primavera, entre parques, cafés e museus.

Poucas semanas depois, entre 29 de junho e 12 de julho, é a vez de Wimbledon. Disputado na grama do All England Club, o torneio britânico é marcado por tradição e por elementos característicos, como o dress code único dos atletas. Dentro de quadra, a superfície mais rápida traz uma dinâmica diferente de jogo, enquanto Londres complementa a viagem com museus e pubs históricos, em pleno verão europeu.

João Fonseca está confirmado em Roland Garros e Wimbledon e segue em crescimento no circuito. O jovem tem aparecido com mais frequência nos grandes palcos e pode fazer bons jogos tanto em Paris quanto em Londres. Recentemente, o tenista carioca disputou partidas equilibradas contra Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, nº 1 e nº 2 do mundo, e pode surpreender novamente.

Com experiência na curadoria de viagens voltadas a grandes eventos internacionais, a Teresa Perez conecta seus clientes aos principais torneios de tênis do mundo, com experiências que incluem acesso às partidas e programação exclusiva.

A programação para quem deseja acompanhar Roland Garros inclui:

Quatro noites no Hotel Demeure Montaigne
Café da manhã
Ingressos na categoria L’Orangerie, com acesso a área de hospitalidade VIP para os dias 28 e 29 de maio
Uma experiência gastronômica no Don Juan II ou no La Ferme du Pré
Traslados privativos de chegada e saída entre o aeroporto e o hotel
Traslados regulares de chegada e saída entre o hotel e o complexo para os dois dias de evento
Presente oficial Roland-Garros
Guia informativo digital

Valor por pessoa, a partir de EUR 5.810*
Válido para o período de 27 a 31 maio.

Já para Wimbledon, o programa contempla:

Quatro noites no Park Hyatt London Thames
Café da manhã
Ingressos com acesso a área de hospitalidade VIP (não inclui alimentos e bebidas) e sem lugares marcados nas quadras 3 a 18, para os dias 1 e 2 de julho
Acesso a quadra 1 no dia 1 julho e a quadra central no dia 2 julho;
Traslados regulares de chegada e saída entre o hotel e o complexo para os dois dias de evento
Presente oficial Wimbledon
Guia informativo digital

Valor por pessoa, a partir de US$ 11.240*
Válido para o período de 28 junho a 2 julho

*Acomodações em apartamento duplo. Tarifas, benefícios e diferenciais estão sujeitos a condições especiais de validade, disponibilidade e alterações sem aviso prévio e serão confirmados no momento da reserva. Taxas não incluídas. Consulte-nos para mais informações.

Sobre Teresa Perez:
Com 35 anos de história, a Teresa Perez é especialista em viagens personalizadas e significativas e uma das marcas do TP Group. Sua atuação pioneira inclui um trabalho consistente de consultoria em viagens em destinos nas Américas, Europa, Ásia, África e Oceania. Com um time de consultores apaixonados por viagens, a agência identifica os interesses, desejos e necessidades de cada cliente, com análise de roteiros, destinos, culturas e logísticas. Teresa Perez, fundadora, e Tomas Perez, CEO da agência e operadora, são membros do Conselho do mundialmente renomado Grupo Four Seasons, no qual discutem tendências e qualidade dos serviços, dentre outros assuntos do setor. A agência de viagens e operadora também integra diversos clubes de benefícios, como os das redes de hotéis Mandarin Oriental, Ritz-Carlton, Starwood, Four Seasons e Rocco Forte, entre outros, que garantem vantagens exclusivas aos seus clientes. A empresa vem sendo sucessivamente reconhecida através de prêmios concedidos anualmente no Virtuoso Travel Week, como Top Production Latin America.

Concessionarias poderão ser proibidas de alterar data de vencimento de contas sem consentimento do consumidor

As concessionárias de energia, gás, água, telefonia, TV e internet poderão ser proibidas de alterar unilateralmente as datas de vencimento de suas contas, sem prévia consulta e consentimento do consumidor. É o que prevê o Projeto de Lei 4.289/24, de autoria do deputado Dionisio Lins (PP), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, nesta quarta-feira (08/04). A medida ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa.

A norma deverá respeitar o Código de Defesa do Consumidor e as regras de regulação setorial. De acordo com a proposta, as empresas deverão notificar os consumidores com antecedência mínima de 30 dias, apresentando justificativas claras e sem causar prejuízos. A alteração só poderá ser realizada com a anuência expressa do cliente, por meio físico ou eletrônico, sendo vedado o consentimento presumido. No momento da contratação do serviço, o consumidor também poderá escolher a data de vencimento mais conveniente entre as opções oferecidas.

O projeto ainda estabelece que a mudança na data de vencimento não poderá ser utilizada como justificativa para suspensão ou interrupção do serviço por inadimplência, caso o consumidor não tenha sido devidamente informado e consultado.

A fiscalização ficará a cargo do Poder Executivo. O descumprimento da norma poderá resultar em advertência na primeira autuação e multa em caso de reincidência, com valores entre 1 mil e 15 mil UFIR-RJ — o equivalente a R$ 4.960 e R$ 74.400. Em caso de nova reincidência, a multa poderá ser aplicada em dobro.As empresas também estarão sujeitas às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor, e os valores arrecadados com multas poderão ser destinados ao Fundo de Apoio a Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPROCON).

Segundo o autor, a proposta busca atender a uma demanda recorrente da população por mais transparência e equilíbrio na prestação dos serviços. “Em diversos casos, as empresas promovem essas mudanças sem sequer informar ou notificar adequadamente os consumidores. Há situações, inclusive, em que serviços são suspensos e clientes passam a ser considerados inadimplentes, sendo surpreendidos com a incidência de multas e juros, o que gera prejuízos financeiros e desorganização no orçamento familiar”, explicou Dionisio.

Corrida e Caminhada do Coração acontece neste domingo em Camboinhas, em Niterói (RJ)

Inscrições terminam nesta quinta-feira, 9, e kits serão retirados na sexta-feira, 10, e no sábado, 11, na loja Track & Field no Shopping Itaipú Multicenter. Evento conta com percursos de 5 a 10km e Caminhada de 2,5km. Dia terá Blitz da saúde

O bairro de Camboinhas, em Niterói (RJ), recebe, neste domingo, 12, a 6ª edição da Corrida e Caminhada do Coração com percursos de 5 e 10 km para Corrida e Caminhada de 2,5km. O evento tem parceria com o Centro de Exercícios Seacor.

As inscrições terminam nesta quinta-feira, 9, e podem ser feitas pelo Ticket Sports , e os kits serão retirados na sexta-feira, 10, e no sábado, 11, na loja Track & Field no Shopping Itaipu Multicenter entre 12h e 20h na sexta e 12h e 18h no sábado.

A disputa é mais do que uma prova, mas sim um evento voltado para a saúde, prevenção e qualidade de vida. Uma experiência pensada para quem deseja se movimentar, cuidar do coração e celebrar hábitos saudáveis.

“O evento tem como principal objetivo incentivar a prática de atividade física e conscientizar a população sobre a importância da prevenção das doenças, principalmente as cardiovasculares. Ele foi idealizado pelo Centro de Exercícios Seacor, que tem foco em reabilitação cardíaca. A ideia é estimular a prática de atividade física e incentivar um estilo de vida saudável. O nome do evento reforça essa mensagem de cuidado e prevenção”, disse Fabrício Nascimento, organizador da prova.

O dia terá, além da prova, uma Blitz da Saúde com aferição de pressão e glicose.

As largadas ocorrem no estacionamento do TioSam a partir das 7h nos 10km, 7h15 nos 5km e 7h30 na Caminhada de 2,5km.

A 6ª edição da Corrida e Caminhada do Coração tem os patrocínios do Centro de Exercícios Seacor, do Niterói D´Or Hospital, Morales Laboratório, AçoGym Academia Gratuita, Água mineral L´Áqua, Pai&Filhos Mudanças, Nutren Senior, BYD | Dinisa, CONVIVA Engenharia, Drogarias Tamoio e Apsen.

Mais informações com Fabrizio Gallas – +55 21 990230660 ou +55 21 994004061

Créditos: Ana Luiza Fotografia – Esportes

Prefeitura de Niterói abre o mês com mais de 160 motos abordadas em ação de fiscalização

Nittrans comandou ação, que também teve participação da Secretaria de Ordem Pública, da Guarda Municipal, da Polícia Militar e da Inspetoria Geral dos Agentes de Trânsito

A Prefeitura de Niterói, por meio da Nittrans, abordou 161 motos na primeira ação integrada contra veículos barulhentos neste mês de abril. A ação de fiscalização, que já abordou mais de 2 mil motos desde janeiro, realizou, na Rua São Lourenço, a ação que contou com a participação também da Inspetoria Geral dos Agentes de Trânsito, da Secretaria de Ordem Pública (Seop), da Guarda Municipal, de policiais do 12º Batalhão da Polícia Militar, do Proeis e do Segurança Presente.

Ao todo, 29 motociclistas foram autuados por infrações diversas, incluindo a adulteração do cano de descarga, que é o foco da ação. Onze motocicletas foram recolhidas ao depósito, sendo três por causa do escapamento adulterado, que aumenta o ruído e prejudica a qualidade de vida da população.

“Esta é uma ação que tem nos dado um excelente retorno e podemos observar no dia a dia. A população fica mais tranquila e os infratores acabam ficando mais conscientes. Vamos continuar em outros locais e esperamos que este número de abordagens aumente significativamente”, destacou o presidente da Nittrans, Nelson Godá.

As ações de fiscalização têm foco em veículos com escapamento irregular e outras infrações de trânsito. O objetivo das ações é reduzir o barulho excessivo nas ruas de Niterói e garantir mais qualidade de vida à população.

Foto: Rodrigo Kastrup

Com discotecagem em vinil, vista histórica e coquetéis exclusivos, o Terraço Notiê by Priceless oferece uma programação especial todas as sextas-feiras

Às sexta-feiras ganham vida no Terraço Notiê by Priceless com uma programação especial na Sala de Música dedicada à discotecagem em vinil. Todas as semanas, a partir das 19h, um artista convidado se apresenta ao lado do curador da casa, Meu Caro Vinho, conduzindo a trilha sonora da noite.

DJ Clebersom, conhecido pela curadoria de sonoridades pretas e urbanas, será recebido para comandar o som do espaço na próxima edição, no dia 10/04, trazendo uma imersão no samba rock e celebrando a cadência desse ritmo clássico das pistas.

A apresentação acontece na Sala de Música, espaço concebido para momentos mais intimistas. Inspirada nos listening bars japoneses, ela é equipada para uma escuta de alta definição e pode funcionar de forma independente ou integrada ao bar, permitindo diferentes formatos de programação cultural e interação com o público.

Inaugurado em 2021, o Terraço Notiê by Priceless foi concebido como um espaço dedicado à gastronomia e à programação cultural. Em junho de 2025, a operação atual reinaugurou o local, consolidando iniciativas anteriores, Abaru e Notiê by Priceless, sob a marca Terraço Notiê by Priceless.

Além da programação regular, o complexo abriga eventos de diferentes formatos e dimensões, distribuídos em ambientes moduláveis. Entre eles estão salas com foyer e três espaços integráveis que totalizam 350 m², o Terraço Equivalente, também com 350 m² e vista para o Centro Histórico, o bar e a Sala de Música, que podem operar de forma independente ou conectada, além do Mirante voltado ao Centro.

Serviço:

Terraço Notiê by Priceless
Data: Todas as sextas-feiras
Horário: 19h
Local: Sala de Música

Instagram: @terraconotie
Link: instagram.com/terraconotie
Endereço: Rua Formosa, 157 – Centro Histórico (acesso pelo estacionamento do Shopping Light)
Horários de funcionamento
Bar, restaurante e terraço
• Segunda: 12h às 15h30
• Terça e quarta: 12h às 23h
• Quinta a sábado: 12h às 02h
• Domingo: 12h30 às 18h
Sala de música
• Quarta a sábado, a partir das 19h
Reservas
• Telefone: (+55) 11 5043-3822
• WhatsApp: (+55) 11 92044-5601 (somente mensagens)

Guarda Ambiental resgata cobra de 2,5 metros na Região Oceânica de Niterói

População pode acionar resgate de animais silvestres pelo Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), pelo telefone 153

A Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói foi acionada, nesta terça-feira (07), para realizar o resgate de uma serpente com cerca de 2,5 metros em área urbana, em Piratininga, na Região Oceânica. Somente em 2025, a equipe especializada realizou o resgate ou captura de 3.180 animais silvestres em diferentes regiões da cidade.

Com mais de 50% do território formado por áreas verdes protegidas, Niterói possui regiões onde o espaço urbano convive diretamente com áreas de mata. Na ocorrência registrada nesta terça-feira (07), os agentes da Guarda Municipal foram acionados para realizar o manejo de uma jiboia encontrada na calçada de uma casa, em Piratininga. A equipe especializada realizou o resgate seguindo protocolos técnicos e ambientais, garantindo a segurança dos moradores e a integridade do animal.

Após a captura, a cobra foi retirada do local de forma segura pelos agentes e encaminhada para soltura em área de mata apropriada, na sede do Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit), procedimento padrão adotado pela Coordenadoria de Meio Ambiente para garantir que o animal retorne ao seu habitat natural sem riscos à população.

A Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal atua continuamente em ocorrências envolvendo animais silvestres em áreas urbanas, realizando capturas seguras, resgates e reintegrações à natureza sempre que necessário. O trabalho inclui manejo especializado, equipamentos adequados e treinamento específico para lidar com diferentes espécies.

De acordo com dados da própria Coordenadoria, somente em 2025 foram capturados ou resgatados 3.180 animais silvestres em diferentes pontos da cidade. O número inclui aves, mamíferos, répteis e outras espécies que acabam chegando a áreas urbanas, muitas vezes por conta da proximidade com fragmentos de mata.

Segundo o coordenador Renato Macedo, o principal cuidado da população é evitar qualquer tentativa de contato com o animal.

“Os animais silvestres estão no seu ambiente natural e não devem ser tocados ou manipulados pela população. Quando alguém encontrar um animal desse tipo, a orientação é manter distância e acionar imediatamente os canais oficiais da Prefeitura, para que uma equipe especializada possa fazer o manejo correto e garantir a segurança de todos”, explica Renato Macedo.

A recomendação da Prefeitura é que moradores que se deparem com animais silvestres entrem em contato com o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), pelo telefone 153. A partir do chamado, a equipe especializada da Guarda é acionada para avaliar a situação e realizar o atendimento adequado.

Anna Bella Geiger e Raquel Saliba inauguram a exposição “Avesso”, no Museu Histórico da Cidade

Unidas pela potência da arte e por laços de amizade, Anna Bella Geiger e Raquel Saliba ocupam duas salas do Museu Histórico da Cidade a partir de 1º de março, sob curadoria de Shannon Botelho. No segundo pavimento do casarão, a exposição conjunta “Avesso” propõe um campo de diálogo entre as obras de Geiger e as esculturas de Saliba, revelando camadas, contrastes e afinidades. No primeiro pavimento (térreo), Raquel apresenta a individual “Bashar: nós humanos” reunindo esculturas recentes em diferentes técnicas na cerâmica e instalações que ampliam sua investigação material e espacial.

“Bashar: nós humanos”
“No presente, marcado pela crença em uma subjetividade autossuficiente e pelo enfraquecimento das lógicas comunitárias, a obra de Raquel Saliba sinaliza um gesto de atenção ao que ainda nos constitui. Suas figuras não celebram o indivíduo isolado, mas evocam a condição compartilhada do existir. Bashar — que significa humanidade — nomeia este encontro de corpos que, feitos de barro, carregam a memória do tempo, das diferenças e da vida em comum. Entre nascimento e desgaste, permanência e transformação, as obras aqui expostas nos lembram que a humanidade é constituída, antes de tudo, pelas relações que estabelece e pelos vestígios sensíveis que lega à eternidade”.
Shannon Botelho, 2026.

Cerâmica e bronze se transformam em instigantes peças escultóricas nas mãos de Raquel Saliba. Nascida em Itaúna, Minas Gerais, formada em Psicologia, a artista dedica-se exclusivamente à arte há 15 anos, movida por um fascínio singular por técnicas ancestrais e processos primordiais. Entre elas estão a queima Anagama — queima japonesa — e a Obvara, método de queima cerâmica originado no Leste Europeu no século XII, que consiste em retirar a peça incandescente do forno. Raquel também experimenta o uso de gás em fornos híbridos combinados com lenha. Em uma de suas séries mais recentes, deixou que a ação do mar oxidasse algumas peças, resultando em superfícies que alternam entre o reluzente e o rústico.

“Meu fascínio pelo figurativo e pela cerâmica vem da história do nosso (ante)passado. A cerâmica é um dos vestígios culturais utilizados pela arqueologia para reconstruir narrativas históricas anteriores à escrita”, afirma a artista.

Habitantes do imaginário de Raquel, seus seres — sem gênero definido — moldados em argila ou barro, podem atingir dois metros de altura.

Saiba mais sobre Raquel Saliba

Raquel Saliba já morou em diferentes partes do mundo, o que possibilitou que ela fizesse vários cursos e exposições como no Carrossel do Louvre (maio de 2018), por exemplo. Residindo atualmente no Rio de Janeiro, ela vem se dedicando cada vez mais às esculturas em cerâmica, bronze e outras matérias. Parte de sua formação artística: Curso Objeto e Poema 2025 e 2026 com Xico Chaves no Parque Lage; Colagem com Pedro Varela em 2024; O Processo Criativo com Charles Watson em 2020 no Parque Lage; Encontros e Reflexões, com Iole de Freitas, 2019, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil; exposição coletiva A Cara do Rio (Centro Cultural dos Correios), 2018; curso Conversando sobre esculturas objeto etc. e tal com Joao Goldberg, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil em 2016 e 2017; cursos de escultura e cerâmica no Morley College, Londres, Reino Unido 2014 e 2015; cursos de escultura no Heatherley School of Art, Londres, Reino Unido em 2015; workshop “O inconsciente na argila”, com Sandy Brown, Inglaterra, junho de 2015; cursos de Cerâmica e Escultura na UAL (University Arts of London), professor Timothy Harker, Londres, Reino Unido em 2013; Centro de Artes de Fremantle, Austrália Ocidental 2003.

“Avesso”

“Os trabalhos de Anna Bella Geiger apresentados em ‘Avesso’ foram realizados a partir dos anos 1960. Neles, a artista desloca a imagem de um campo compositivo para um campo orgânico, fazendo da superfície uma espécie de pele tensionada, onde cortes, cavidades e dobras insinuam um interior que insiste em emergir. Mais do que um gesto expressionista, trata-se de uma investigação estrutural da imagem: Geiger expõe o avesso, desestabiliza o plano e transforma a matéria em linguagem crítica. Ao afirmar uma poética centrada no corpo em um sistema historicamente regulado por narrativas masculinas de autonomia e universalidade, a artista tensiona os limites da imagem e inscreve, de modo não panfletário, uma presença feminina que reivindica espaço na redefinição da arte e de seus discursos.

Por sua vez, Raquel Saliba apresenta um conjunto de corpos femininos que discutem a condição da mulher não apenas no contexto das violências físicas, mas também nas formas de negação da individualidade e da plenitude do ser produzidas por uma lógica patriarcal e por agressões simbólicas naturalizadas. Corpos acéfalos, reduzidos a troncos, instauram um discurso contundente sobre a experiência feminina no contemporâneo: a supressão da identidade como mecanismo de controle. Uma obra de caráter instalativo sintetiza a narrativa: cabides sustentam troncos femininos como se fossem mercadorias expostas, evocando a objetificação do corpo da mulher — transformado em produto, disponível ao consumo. Contudo, nesses corpos aparentemente destituídos de identidade reside uma força latente: se denunciam a redução e as violências, também afirmam autonomia, beleza e potência expressiva”, diz Sannon Botelho.

De Anna Bella Geiger foram selecionadas gravuras em metal, telas em guache e nanquim sobre papel, obras em técnica mista, objetos escultóricos. O recorte é mapeado a partir da produção dos anos 1960 e chega a trabalhos mais recentes, explorando volume, textura e espaço.

Já Raquel Saiba expõe delicados torsos femininos em cerâmica, submetidos a diferentes técnicas de queima ou moldados com tecidos ou transformados pela ação do mar depois de algum períodos de submersão. Alguns estarão suspensos em um conjunto de instalações que flutuam no ambiente, presos por fios de metal a armações de ferro; outros, “protegidos” por redomas de vidro ou agrupados, ostentando medidas diversas.

“Para mim, como mulher, o feminino é forte. Está e estará sempre presente no meu trabalho. Como escultora, gostaria de abrir mais portas para outras mulheres, especialmente aquelas que vivem sob opressão, preconceito e diferentes formas de violência. A intimidação das mulheres ainda é muito grande, sobretudo entre as que lutam por independência e liberdade”, define Raquel Saliba.

Serviço
“Avesso” – exposição de Anna Bella Geiger e Raquel Saliba (2º pavimento)
“Bashar: nós humanos” – individual de Raquel Saliba (1º pavimento)
Curadoria: Shannon Botelho
Visitação: de 3 de março a 3 de maio de 2026
Local: Museu Histórico da Cidade
Endereço: Est. Santa Marinha, s/nº – Gávea, Rio de Janeiro
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 16h

Marcos Duprat revela Seu ‘Mundo Interior’ na Casa de Cultura Laura Alvim

Após 48 anos de carreira na diplomacia, Marcos Duprat se dedica integralmente à pintura e apresenta sua nova exposição, “Matéria e Luz”, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. A mostra, que ficará em cartaz até o dia 3 de maio, reúne 32 obras que refletem suas experiências e a luz dos diversos lugares onde trabalhou, como Washington, Lima, e Tel Aviv.

Duprat, agora com 81 anos, dedica-se ao seu ateliê na zona sul, onde utiliza sua técnica de veladura para captar a luz e a difusão dos reflexos na água. “Uma tela pode me ocupar até dois meses de trabalho. Isso exige paciência, pois não consigo me submeter à pressa do mercado”, afirma o artista. Ele menciona que a atualidade imediatista contrasta com sua abordagem atemporal da arte.

Na varanda da Casa de Cultura, as obras se debruçam sobre a movimentada Avenida Vieira Souto, trazendo à tona sua série “Horizontes” (2025) e o díptico “Águas” (2023). Duprat reflete sobre como o mercado de arte brasileiro evoluiu, destacando uma época mais amigável, onde o convívio entre artistas era incentivado. “O ambiente era ótimo, todos se encontravam e trocavam ideias”, lembra.

Influências e Formação Artística

Entre os encontros marcantes na trajetória de Duprat está o Atelier Livre do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Ali, nos anos 60, teve aulas com mestres como Fayga Ostrower e Aluísio Carvão. Sua formação artística continuou em Washington, onde obteve um mestrado na American University, enquanto trabalhava na diplomacia. Uma das obras apresentadas na mostra, “Figura em interior” (1977), remete à sua primeira exposição na capital americana.

Duprat menciona que seus professores eram influenciados pelo movimento abstrato-expressionista, mas o encorajaram a seguir seu próprio caminho. “Eles me diziam para fazer o que achasse bom. Mesmo De Kooning, que era uma referência, trabalhava com modelo vivo. As linhas de tensão do corpo humano são fundamentais para o aprendizado. Criar uma figura em pé, por exemplo, é um grande desafio”, explica.

Um Último Homenagem a Antônio Cicero

Uma das figuras que marcou a vida de Duprat foi o poeta e compositor Antônio Cicero. O texto de apresentação da exposição, escrito por Cicero e adaptado para a mostra, serve como uma homenagem ao amigo, que faleceu em um procedimento de morte assistida na Suíça. “Falamos sobre trazer seu texto para a exposição como uma forma de manter sua presença viva aqui”, conta Duprat.

Ele relembra o momento em que conheceu Cicero em Washington, onde este fazia doutorado em filosofia. Duprat recorda da jovem Marina Lima, irmã de Cicero, que já mostrava talento e interesse pela música. “Antonio sempre foi uma pessoa lúcida, mesmo enfrentando problemas de saúde. O texto dele capta com precisão meu ‘mundo interior’, refletindo a introspecção que é crucial para a pintura”, revela.

Introspecção e Representação Artística

Duprat destaca que suas obras não carregam necessariamente uma tensão social ou ideológica. Para ele, a arte deve falar de forma humana e íntima. “O que faço é simples, não busca chocar à primeira vista. Cada um pode encontrar seu próprio significado nas minhas telas”, conclui. Assim, a exposição “Matéria e Luz” se apresenta não apenas como um recorte da trajetória de Duprat, mas como um convite à contemplação e à introspecção.

Museu Bispo do Rosario, no RJ, recebe exposição ‘Casa Própria’

O Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea apresenta, entre os dias 21 de março e 9 de maio, a exposição Casa Própria, primeira individual de Ana Hortides na instituição. Com curadoria de Pollyana Quintella e produção da Atelier Produtora, a mostra reúne um conjunto de trabalhos produzidos ao longo dos últimos anos de pesquisa da artista, incluindo obras inéditas, e propõe uma reflexão sobre a casa como espaço simbólico, político e afetivo.

Ana Hortides’Raios’ série Platibanda 2025. Concreto e cerâmica 70 x 70 x 7 cm
A partir de referências diretas à arquitetura do subúrbio carioca, Ana Hortides desenvolve uma investigação plástica que transforma elementos recorrentes da construção civil popular em matéria artística. Cimento, azulejos, pisos e fragmentos cerâmicos aparecem em esculturas, instalações e pinturas que deslocam esses materiais de seu uso funcional, criando estruturas que tensionam noções de permanência, improviso e pertencimento.

Sobre a artista Ana Hortides
Oriunda de Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a artista estabelece uma relação direta entre sua trajetória pessoal e os modos de construção presentes nas periferias urbanas.

Escadas, lajes, fachadas e platibandas, frequentemente associadas ao trabalho informal e ao saber prático de pedreiros e construtores populares, surgem na exposição como formas autônomas, deslocadas de suas funções originais para se afirmarem como linguagem visual e discurso crítico.

Sobre a exposição do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea

A exposição ocupa a galeria Carlos Miguel do Museu Bispo do Rosario reunindo obras das séries Casa 15 (2020-2026), Platibanda (2024-2026) e To and fro (2026). Em Casa Própria, Hortides investiga os padrões ornamentais que marcam as fachadas das casas populares brasileiras, especialmente o uso de cacos cerâmicos e pisos coloridos aplicados de forma manual. Essas composições, muitas vezes nomeadas pela artista como “padrão” ou “raios”, compõem um repertório visual que atravessa o cotidiano urbano e ganha densidade poética no espaço expositivo.

Serviço
Exposição ‘Casa Própria’, de Ana Hortides
Curadoria: Pollyana Quintella
Local: Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea
Endereço: Edifício Sede da Colônia Juliano Moreira – Estr. Rodrigues Caldas, 3400. Taquara, Rio de Janeiro.
Período: de 21 de março a 09 de maio de 2026.
Visitação: de terça a sábado, das 9h às 17h.
Classificação: livre.
Entrada Gratuita.
Acessibilidade: audiodescrição e intérpretes de Libras.