Art Wall do Shopping Leblon apresenta “Mais e mais”, de Tomie Savaget

O Shopping Leblon recebe até 13/04 mais um edição do seu Art Wall com a exposição Mais e mais, assinada pela artista plástica e figurinista Tomie Savaget, com curadoria de Christiane Laclau, da Artmotiv. A obra propõe uma imersão sensível em formas contínuas e entrelaçadas, expandindo a delicadeza da dobradura em papel para uma presença abstrata no espaço arquitetônico do shopping.

Inspirada no kusudama, técnica japonesa de origami modular tradicionalmente associada ao costume de guardar ervas e remédios, a instalação parte de um gesto íntimo e artesanal para ganhar escala e dimensão pública. O que antes era objeto de cuidado e preservação transforma-se em construção espacial, composta por linhas que sugerem ritmo, fluxo e permanência.

Tomie SavagetTomie Savaget

“O que Tomie Savaget realiza em “Mais e mais” é uma subversão da escala. Ela retira o origami do universo da delicadeza e do ambiente doméstico, para elevá-lo ao status de construção espacial. É fascinante observar como uma tradição milenar é reconfigurada aqui em uma estrutura modular contínua, que dialoga diretamente com as questões da arte contemporânea”, dispara Christiane Laclau, curadora da Artmotiv.

Ao unir tempo, repetição e manualidade, Tomie Savaget tensiona tradição e contemporaneidade, propondo uma reflexão sobre memória, corpo e representação. Suas pesquisas atravessam relações entre história da arte e revisionismo historiográfico, o corpo como suporte e a artificialidade da representação, aproximando academicismo e artesanato em uma linguagem que valoriza o gesto e o fazer.

Mestra em arte contemporânea pela Université Paris 8 Vincennes–Saint-Denis, a artista estudou cenografia e figurino com J.C. Serroni e Telumi Hellen na SP Escola de Teatro e integrou o grupo de acompanhamento de projetos Hermes Artes Visuais, com Marcelo Amorin. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.
“A cada edição, o Art Wall reafirma o compromisso do Shopping Leblon com a valorização da arte contemporânea e com a criação de experiências culturais acessíveis ao público. No Mês das Mulheres, receber uma artista como Tomie Savaget amplia esse diálogo, trazendo para o espaço uma obra que conecta delicadeza, força construtiva e tradição”, comenta Paula Magrath, gerente de marketing do Shopping Leblon.

Serviço | Art Wall – Shopping Leblon
Exposição: Mais e mais
Artista: Tomie Savaget
Período: 28/02 até 13/04
Endereço: Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon, Rio de Janeiro
Entrada: gratuita

Sesc Tijuca abre mostra do Instituto Artistas Latinas

Instituto Artistas Latinas apresenta no Sesc Tijuca do Rio de Janeiro a arte de mulheres que utilizam técnicas ancestrais de bordado, tecelagem e costura em diálogo com questões estéticas e conceituais contemporâneas.

Com representantes de diversos estados do Brasil, Argentina, Guatemala e Peru, mostra reúne 11 artistas e dois coletivos, evidenciando o protagonismo da arte têxtil em articulação com a ação política. A curadoria é de Francela Carrera, em colaboração com Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues. Com entrada gratuita Exposição com entrada gratuita, e vai até 14 de junho.

Artistas: Ana Tereza Barboza (Lima, Peru), Angelica Serech (San Juan Comalapa, Guatemala), Cláu Epiphanio (S. José dos Campos, SP), Claudia Lara (Curitiba, PR), iahra (S. Gonçalo, RJ), Karine de Souza (Nova Iguaçu, RJ), Laís Domingues (Recife, PE), Mayara (Rio de Janeiro, RJ), Mónica Millán (B. Aires, Argentina), Nádia Taquary (Salvador, BA), Rafa Bqueer (Belém, PA), além dos coletivos Mulheres Atingidas por Barragens (Brasil) e Serigrafistas Queer (B. Aires, Argentina).

O Instituto Artistas Latinas inaugura no Sesc Tijuca no Rio de Janeiro a exposição “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana”. Dedicado à pesquisa, formação de acervo e ações educativas em artes visuais com foco na produção feminina da região, o instituto apresenta uma seleção de obras de 11 artistas e dois coletivos da Argentina, Brasil, Guatemala e Peru. Em foco, estão trabalhos que atualizam técnicas ancestrais em diálogo com questões estéticas e políticas contemporâneas. A curadoria é de Francela Carrera com co-curadoria de Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues. Com entrada franca, a mostra abre no dia 14 de março (sábado) e vai até 14 de junho de 2026, na galeria do Sesc Tijuca, uma das maiores da Rede Sesc na região metropolitana do Rio.

Segundo Francela Carrera (https://www.linkedin.com/in/francelacarrera/), a arte têxtil vive hoje um momento de destaque nas artes visuais. “Antes considerada uma arte menor, agora ganha força não apenas pela dimensão estética, mas também pelo sentido político que incorporou”, afirma ela. “Por isso, quis reunir mulheres latino-americanas que, em suas pesquisas artísticas utilizam tecidos, fios, teares e bordados como meios de reflexão crítica também”, completa. “Em maior ou menor grau, todas as participantes mantêm vínculos com movimentos sociais e abordam, em seus trabalhos, diferentes pautas e debates contemporâneos. Além de uma exposição de arte, ‘Tecendo histórias’ é uma articulação de vozes, saberes e lutas”, diz Paulo Farias, diretor artístico do Instituto Artistas Latinas.

Com expografia de Gisele de Paula (https://www.linkedin.com/in/gisele-de-paula-21a05268/), arquiteta da 36ª. Bienal de São Paulo, a mostra é dividida em cinco núcleos curatoriais. No eixo “Mobilização social”, as obras aparecem como instrumentos de denúncia e engajamento coletivo. Estão lá trabalhos do Coletivo Nacional de Mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens e das Serigrafistas Queer. A seção “Uma Geografia Sensível” traz criações têxteis de Ana Teresa Barbosa, Angelica Serech, Claudia Lara e Mayara, com narrativas de território por meio de cartografias íntimas e reflexões sobre ancestralidade e pertencimento. O núcleo “Têxtil Expandido – Corpo, Imagem e Performance” reúne iahra e Rafa Bqueer, com trabalhos que atravessam performance e moda, explorando diferentes processos para investigar as relações entre corpo, forma, matéria, ancestralidade e identidade. O núcleo “Retratos: presença e matéria” apresenta obras figurativas e de autorrepresentação. Karine de Souza, Laís Domingues e Mónica Millán investigam identidade e memória por meio do bordado, da impressão com materiais naturais e outras técnicas. Em “Espiritual e Sagrado”, a curadoria exibe trabalhos em bordado de Cláu Epiphanio e Nádia Taquary, que articulam temas como ancestralidade afro-brasileira, sagrado feminino e memórias do corpo.

Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua para ampliar e consolidar o reconhecimento da produção de mulheres na arte contemporânea. “A exposição entrelaça memórias, territórios e histórias de resistência, reafirmando a potência da arte têxtil como linguagem contemporânea e como fio condutor de novas narrativas”, finaliza Paulo Farias, fundador e presidente da instituição (https://www.linkedin.com/in/paulo-farias/).

O INSTITUTO ARTISTAS LATINAS – https://www.artistaslatinas.com.br/

Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua para ampliar e consolidar o reconhecimento da produção de mulheres na arte contemporânea. Por meio de uma plataforma digital, reúne e disponibiliza informações de centenas de artistas de diferentes países, estruturando um panorama da cena regional, favorecendo intercâmbios de pesquisa e impulsionando conexões e parcerias. As redes sociais do Instituto funcionam como espaços de difusão, promovendo a visibilidade dos trabalhos, projetando as pesquisas das artistas para além das fronteiras geográficas e institucionais. Esse conjunto de ações viabiliza a presença do Instituto em diferentes territórios, com impacto direto em 12 países, por meio de iniciativas presenciais e digitais. Além disso, o Instituto desenvolve e difunde conteúdos diversos que promovem o diálogo na arte contemporânea, desenvolvendo ações educativas e de formação livre, organizando projetos de exposições e institucionais, oferecendo consultoria para coleções públicas e particulares, participando de feiras de arte e facilitando cursos voltados ao protagonismo feminino.

SERVIÇO
Exposição: Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana
Local: Sesc Tijuca
Data: até 14 de junho de 2026
Artistas: Ana Teresa Barboza, Angelica Serech, Cláu Epiphanio, Claudia Lara, iahra, Karine de Souza, Laís Domingues, Mayara, Mónica Millán, Nádia Taquary, Rafa Bqueer, além dos coletivos Mulheres Atingidas por Barragens e Serigrafistas Queer
Países envolvidos: Brasil, Argentina, Guatemala e Peru
Curadoria: Francela Carrera, com co-curadoria de Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues
Endereço: R. Barão de Mesquita, 539 – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20540-001
Realização: Instituto Artistas Latinas
Site: www.artistaslatinas.com.br
Instagram: @artistaslatinas

Manu Gomez apresenta a exposição À beira-mar, somos muitos, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

“À beira-mar, somos muitos”, primeira individual da artista Manu Gomez, apresenta um conjunto de 14 pinturas inéditas que integram a série Sonhos dos Invisíveis. As obras mostram pescadores e cardumes em movimento coletivo, aproximando humanos e animais em composições de cores intensas que evocam memória, trabalho e estratégias de sobrevivência, sugerindo também uma reflexão sobre as dinâmicas que organizam a vida, o trabalho e os modos de existir em comunidade.

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro recebe até 9 de maio 2026 a exposição “À beira-mar, somos muitos”, primeira individual da artista Manu Gomez. A mostra, que tem curadoria de Jean Carlos Azuos, reúne 13 pinturas inéditas produzidas entre 2025 e 2026 em diversos formatos, incluindo um mosaico de 2,20 x 3,80m, e uma instalação ao centro da galeria, apresentando um recorte da série “Sonhos dos Invisíveis”, na qual a artista investiga relações entre memória, trabalho e vida coletiva.

Manu Gomez parte de memórias e histórias de sua própria família para construir um conjunto de pinturas que refletem sobre o trabalho e a vida de comunidades ligadas ao mar. Inspirada especialmente nas experiências de seu pai com a pesca submarina em Arraial do Cabo, a artista cria imagens em que pescadores, peixes e cardumes aparecem em movimento coletivo, muitas vezes fundidos em uma mesma cena.

Esses elementos funcionam como metáforas visuais: os cardumes evocam a força do coletivo e as estratégias de sobrevivência construídas em grupo, enquanto a presença constante do mar sugere tanto sustento quanto desafio para aqueles que vivem do trabalho da pesca. “Nesse sentido, cada figura pode ser compreendida como arquivo de trabalho, superfície viva na qual a experiência se inscreve e permanece, evidenciando como o corpo, historicamente reduzido à força produtiva, resiste como memória e como sujeito”, afirma o curador Jean Carlos Azuos.

Ao aproximar corpos humanos e animais em um mesmo fluxo, a artista propõe uma reflexão sobre como as relações de trabalho e de subsistência se organizam em torno da natureza e da vida em comunidade. “A ideia de quantidade vem junto com uma estratégia biológica: agrupar-se para parecer um animal maior do que se é. Ao unir humanos e peixes, proponho também uma reflexão sobre como o sistema nos reduz a commodities, a números — tanto peixes quanto humanos”, justifica Manu Gomez.

A EXPOSIÇÃO

Na parede do fundo da galeria, a artista apresenta uma instalação composta por 24 telas organizadas em um grande painel de 2,20 x 3,80m, que ela prefere chamar de quebra-cabeça. A obra funciona como uma imagem fragmentada formada por partes que se conectam e outras que permanecem deslocadas. “Aqui, os cardumes percorrem as telas como pensamento coletivo em movimento e, ao se repetirem de obra em obra, ondulam uma continuidade visual que a montagem acompanha, conduzindo o espectador por um fluxo que evoca a circulação da maré”, diz Azuos.

Para Manu, o trabalho se aproxima da ideia de um quebra-cabeça de corpos em trabalho e movimento, no qual diferentes fragmentos se articulam, mas nem sempre se encaixam perfeitamente. A obra também dialoga com aquilo que ela descreve como “a grande mão da economia que orienta nossos caminhos para o trabalho”, refletindo sobre o momento em que a vida produtiva passa a organizar o cotidiano e, muitas vezes, substitui a dimensão da brincadeira e da liberdade.

Outro elemento presente na exposição é um carrinho de transporte, objeto associado ao cotidiano de trabalho de seu pai e de seu avô, que o utilizavam para carregar materiais e deslocar objetos. Ao trazer esse elemento para a mostra, a artista propõe retirar a pintura da parede e colocá-la sobre o carrinho, transformando o objeto em suporte para a obra. A escolha também dialoga com a expressão popular “vender o peixe”, que dá nome à obra, conectando memória familiar, trabalho e a própria ideia de circulação das imagens.

Algumas pinturas ainda incorporam latas em suas composições. Esses elementos surgem a partir de associações ligadas ao consumo cotidiano e aos alimentos processados, frequentemente presentes em contextos de subsistência e trabalho. Ao inserir esses objetos no campo da pintura, a artista aproxima imagens do universo da pesca, do trabalho e do consumo, ampliando o conjunto de referências que atravessam a exposição.

“À beira-mar, somos muitos” afirma uma multiplicidade que se manifesta nos corpos, nas alegorias e na própria organização estética e narrativa da mostra. A presença, até aqui murmurada, é feita de trabalho e desejo, de corpos que atravessam um tempo incontornável enquanto o horizonte se abre em infinitude”, define o curador.

A exposição “À beira-mar, somos muitos” pode ser visitada de 25 de março a 9 de maio de 2026, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, com entrada gratuita.

A ARTISTA

Manu Gomez é artista plástica do Rio de Janeiro e estudante da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ). Sua pesquisa aborda questões raciais e investiga narrativas de protagonismo negro na construção do Brasil. É autora da série Escurecendo a História de Quem Criou o Brasil e atualmente desenvolve Sonhos dos Invisíveis, projeto que explora os sonhos de indivíduos historicamente marginalizados através da imagética da pesca e dos cardumes.

Participou da DAFÉ no LADoB e da 22a exposição do Museu de Ribeirão Preto. Sua produção articula pintura, memória social e crítica às estruturas que definem quem pode sonhar — e quem permanece invisível.

Serviço:
Manu Gomez – À beira-mar, somos muitos
Curadoria: Jean Carlos Azous
Visitação: 25 de março 2026 a 09 de maio 2026 | terça a sábado, das 12h às 19h
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro, Rio de Janeiro – RJ
Entrada Gratuita
Classificação Livre

Paço Imperial (RJ) celebra 40 anos com nova programação de exposições

Mostra Constelações – 40 anos do Paço Imperial reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas e abre temporada que inclui ainda exposições de Marcelo Silveira e Niura Bellavinha

No coração do centro do Rio de Janeiro (RJ), um edifício que já foi palco de acontecimentos decisivos da história do País também se consolidou, nas últimas décadas, como um importante espaço de encontro para a arte contemporânea. Para celebrar essa trajetória, o Paço Imperial, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), recebe até 7 de junho de 2026 uma nova programação de exposições que integra as comemorações de seus 40 anos como centro cultural, completados em 2025.

A temporada tem como destaque a grande mostra “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que ocupa 12 salões e os dois pátios internos do edifício histórico com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas de diferentes gerações. A exposição tem curadoria compartilhada entre a diretora do Paço Imperial, Claudia Saldanha, e o professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ivair Reinaldim, em parceria com a equipe da instituição. Serão obras de nomes fundamentais da arte brasileira que passaram pela história do centro cultural, como Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Antonio Manuel, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Denilson Baniwa, Hélio Oiticica, Iole de Freitas, Ivens Machado, Luiz Aquila, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Marcela Cantuária, Maxwell Alexandre, Roberto Burle Marx e Tunga, entre outros.

“Passados quarenta anos, o Paço Imperial teve seu caráter de monumento reiterado, mas também se consolidou como ponto de encontro e referência para o circuito das artes visuais da cidade”, afirmam os curadores. Ao longo dessas quatro décadas, o espaço sediou exposições nacionais e internacionais, além de diversos eventos culturais, ampliando as camadas de memória de um edifício que já foi sede do governo colonial e serviu de palco para episódios marcantes como o Dia do Fico e a assinatura da Lei Áurea.
Diálogo de épocas e gerações

Inspirada na ideia de constelação, um conjunto de estrelas que, embora distantes, formam um desenho reconhecível, a exposição reúne artistas contemporâneos e populares, diferentes gerações, linguagens e suportes em nove núcleos temáticos: “Paisagem”; “In Situ”; “Simbiose”; “Construção”; “Geografias”; “Corpos”; “Fortunas”; “Terra e Mar”; e “Cidade”. Sem um percurso cronológico definido, a mostra convida o visitante a construir seu próprio trajeto pelo edifício, que terá todos os portões abertos, incluindo o principal, voltado para a Baía de Guanabara e fechado desde a pandemia da Covid-19.

“Sempre gostamos quando o visitante faz o seu próprio percurso. Pode começar pelo primeiro ou segundo andar, pode entrar por qualquer um dos portões. A mostra não tem uma cronologia, foi uma decisão da curadoria não classificar, não categorizar, não criar barreiras nem distinções entre as obras, que é um pouco do que tentamos fazer hoje, mostrando artistas de vários perfis, de várias genealogias, com raízes diferentes”, diz Claudia Saldanha, que há dez anos dirige o Paço Imperial.

Entre os destaques está um jardim em homenagem a Roberto Burle Marx, montado pela equipe do Sítio Roberto Burle Marx – outra unidade especial do Iphan – em parceria com o Paço Imperial, no pátio principal, em diálogo com obras de Elizabeth Jobim. A exposição também reúne trabalhos inéditos, como a instalação “Agrupamento”, de José Damasceno, construída com materiais coletados na feira da Praça XV, além de obras criadas especialmente para a mostra por artistas como Marcelo Monteiro e Regina de Paula.

Outro núcleo importante da exposição reúne 15 vídeos históricos produzidos nas décadas de 1980 e 1990, com registros e experimentações audiovisuais realizados em parceria com artistas como Amilcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Antonio Manuel, Lygia Clark, Lygia Pape e Tunga. Mais do que simples registros, os filmes são apresentados como obras autônomas, concebidas em colaboração entre artistas e diretores.

A programação comemorativa aos 40 anos do Paço incluirá, ainda, seminários, oficinas e atividades educativas. O público também poderá conferir uma linha do tempo que apresenta a história do edifício desde sua construção até sua transformação em centro cultural, em 1985.
Outras exposições da temporada

A nova programação de exposições também inclui duas mostras individuais. Em “O que sustenta”, o artista pernambucano Marcelo Silveira apresenta uma instalação construída a partir de varas de madeira, cerca de 300 novelos de linho e um vinil que toca a afirmação “Tudo certo”. A obra cria uma paisagem sensível marcada por equilíbrio e instabilidade, convidando o público a refletir sobre o que sustenta a arte.

Já a exposição “Toró”, da artista Niura Bellavinha, ocupa o terreiro e o terreirinho do Paço Imperial com pinturas, esculturas e instalações que exploram a ideia de transbordamento e transformação. A mostra apresenta obras que dialogam diretamente com a arquitetura e a memória do edifício histórico. No dia da inauguração, algumas janelas da fachada irão receber uma intervenção em que telas brancas deixam escorrer tinta vermelha, ativando o prédio como superfície simbólica e evocando episódios da história colonial brasileira.

Serviço:
Nova programação de exposições do Paço Imperial
Visitação: até 7 de junho de 2026
Endereço: Praça XV de Novembro, 48 – Centro, Rio de Janeiro
Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h
Entrada gratuita

Foto: Oscar Liberal/Iphan

Obras no Terminal do Caramujo avançam

A Prefeitura de Niterói segue avançando na construção do novo Terminal Rodoviário do Caramujo, na Zona Norte da cidade. As equipes da da Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION) já concluíram os trabalhos de alvenaria do prédio administrativo e a construção da laje do prédio principal. As instalações hidráulicas também foram finalizadas, assim como as tubulações e saídas de redes pluviais para a rua. Atualmente, as baias que vão receber os ônibus estão em fase de concretagem, e as estruturas metálicas e os telhados estão previstos para serem executados no próximo mês.

O novo terminal rodoviário ocupará uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados e contará com 24 baias para ônibus, além de outras 20 vagas extras. O espaço também terá estacionamento para veículos de passeio e motos, lojas, praça de alimentação, quiosques, sanitários, fraldários, bebedouros, balcões de informação, escadas rolantes e elevadores.

A sede administrativa será equipada com recepção, área para geradores, central de resíduos, guarda-volumes, setor de achados e perdidos, vestiários, copa para funcionários, depósito de materiais de limpeza, sala do Centro de Controle Operacional, espaços para manutenção e segurança, brigada de incêndio, almoxarifado, além de ambiente destinado ao descanso dos motoristas e áreas para serviços de atendimento da Prefeitura de Niterói.

Com investimento de R$ 34 milhões, a obra tem conclusão prevista para 2027 e integra o conjunto de ações da Prefeitura de Niterói para melhorar a mobilidade urbana e a infraestrutura da cidade.

Foto: Leonardo Simplício

Teatro da UFF recebe espetáculos que homenageiam dois dos maiores intelectuais brasileiros do século XX

De 9 a 12 de abril, às 19h, o Centro de Artes UFF recebe dois espetáculos que giram em torno de figuras centrais da educação brasileira, e defendem um modelo de emancipação e inclusão social, convidando o público a se engajar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária: “Paulo Freire, o andarilho da utopia” e “Darcy Ribeiro, a pedagogia da pergunta”. As montagens são assinadas pelo Grupo Off-Sina, que mistura em suas apresentações circo e teatro, e serão seguidas de rodas de conversas entre artistas e público.

Através do humor, da ironia e de elementos performáticos, os espetáculos promovem uma reflexão sobre o passado e suas repercussões no presente para expor injustiças e desigualdades. As narrativas encorajam o público a questionar as realidades instituídas e as estruturas sociais, políticas e educacionais, promovendo uma consciência crítica que pode levar à ação social. Através de suas obras, eles questionam a realidade e nos convidam a refletir sobre questões sociais, políticas, educacionais e culturais do nosso país.

Em “Paulo Freire, o andarilho da utopia”, montagem que já encantou mais de 300.000 espectadores em 19 estados do Brasil e em países como Argentina, Chile e Uruguai, apresenta-se a trajetória e o legado do educador Paulo Freire, um dos mais influentes pensadores da educação no Brasil e no mundo. A peça destaca a amorosidade de Freire e sua crença na educação como ato de transformação social, enfatizando a importância do diálogo e da conscientização crítica. Através de uma abordagem lúdica, o espetáculo convida o público a repensar a educação como um ato de liberdade. A dramaturgia é de Junio Santos, a encenação de Luiz Antônio Rocha e a atuação é de Richard Riguetti.

Em “Darcy Ribeiro, a pedagogia da pergunta”, reconstrói-se a identidade do Brasil sob a ótica do legado de Darcy Ribeiro, celebrando a diversidade cultural brasileira, de matrizes indígenas, africanas e europeias. O espetáculo, dirigido por Norberto Presta e protagonizado por Richard Riguetti, entrelaça memórias ancestrais e lutas sociais, propondo uma educação emancipadora. Os espectadores tornam-se coautores da encenação, participando ativamente da ordem das cenas, que dialogam com a resistência histórica e a busca por um Brasil mais inclusivo.

As vendas podem ser realizadas pelo site ingressosuff.com.br ou na bilheteria do Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias n. 9, Icaraí, Niterói.

Serviço: Paulo Freire, o andarilho da utopia

Data: 09 e 10 de abril de 2026 (quinta e sexta)

Horário: 19h

Duração: 80 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Gênero: Comédia (Circo Teatro)

Valores de ingresso: R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia.

Serviço: Darcy Ribeiro, a pedagogia da pergunta

Data: 11 e 12 de abril de 2026 (sábado e domingo)

Horário: 19h

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Gênero: Comédia (Circo-Teatro)

Valores de ingresso: R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia.

Prefeitura de Niterói já realizou 300 recambiamentos em seis meses e reforça política de reintegração social

Somente em março, foram 45 retornos — 15% do total do período — com apoio direto da assistência social do município

A Prefeitura de Niterói tem intensificado o trabalho de recambiamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa garante o retorno seguro às cidades de origem e a reconstrução de vínculos familiares. Entre outubro de 2025 e março de 2026, foram realizados 300 recambiamentos. Só em março, 45 pessoas foram atendidas, o que representa 15% do total no período.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou a importância da iniciativa como estratégia de cuidado e dignidade.

“O recambiamento é uma política humanizada que oferece a oportunidade de recomeço com apoio da família e da rede de proteção social. Estamos falando de devolver dignidade, reconstruir histórias e enfrentar, com responsabilidade, um dos grandes desafios das cidades brasileiras”, afirmou.

A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária e integra a política pública de acolhimento e reinserção social, com atuação permanente das equipes de abordagem nas ruas. O secretário Elton Teixeira ressaltou o impacto direto da iniciativa.

“Cada recambiamento é construído com responsabilidade, escuta e articulação com outras redes de atendimento. Nosso objetivo é garantir que a pessoa chegue ao destino com suporte e perspectiva de reinserção, fortalecendo vínculos e reduzindo a situação de rua de forma estruturada”, disse.

Histórias que cruzam o país

Os dados de março mostram que Niterói acolhe pessoas de diferentes regiões do Brasil, muitas vezes em situação de extrema vulnerabilidade. Entre os casos estão trajetórias de longas distâncias e recomeços importantes.

É o caso de Ítalo Ribamar Pereira, que retornou para Manaus (AM), e de Adailto Padre dos Santos, que seguiu para Belo Horizonte (MG). Também houve recambiamentos para o Nordeste, como o de Emerson Daniel Feitoza Santos e Luane Reis Pinheiro, que voltaram para Aracaju (SE). Outros exemplos incluem Juan Santanna de Souza, Abimael da Cruz Castro, Yago Gomes Barbosa e Gilberlito dos Santos Mourentino, encaminhados para São Paulo (SP), além de Wesley Almeida Araújo, que retornou para Guarapari.

Política de recambiamento

Antes do retorno, a equipe de assistência social entra em contato com familiares e com a rede socioassistencial do destino, garantindo acolhimento na chegada. Todo o processo é voluntário e pode incluir emissão de documentos, encaminhamento para serviços de saúde e oferta de abrigo temporário no município.

As equipes de abordagem social especializada atuam diariamente, 24 horas por dia, percorrendo áreas com maior concentração de pessoas em situação de rua e oferecendo alternativas de acolhimento, além do recambiamento.

Programa Recomeço

Em agosto de 2025, a Prefeitura de Niterói inaugurou o Programa Recomeço, baseado no resgate da dignidade e na abordagem humanizada. O espaço reúne, em um único local, serviços de assistência social, saúde, habitação, educação e alternativas de geração de renda.

O atendimento é realizado todos os dias, das 7h às 19h, com oferta de serviços socioassistenciais, orientação, escuta qualificada e identificação dos usuários, sempre respeitando a autonomia individual. Nenhuma ação é compulsória: o encaminhamento para acolhimento ou outros serviços ocorre mediante aceite do usuário, inclusive nos casos de recambiamento.

O Programa Recomeço integra a política de longo prazo do município para a população em situação de rua, com equipes organizadas por território e atuação fixa na região central, permitindo acompanhamento contínuo e mais próximo.

A população pode entrar em contato e acionar os serviços do Programa Recomeço pelo WhatsApp (21) 99576-1729. O atendimento funciona 24 horas por dia.

Roxy celebra fenômeno de público e comportamento com ‘Fala Sério, Mãe! – Elas só mudam de endereço’, em sua 1ª temporada

Em tempos de atenção fragmentada e telas onipresentes, um fenômeno ao vivo se impôs em plena Copacabana: o Roxy está em alta com o sucesso da matinê da comédia musical Fala Sério, Mãe! – Elas só mudam de endereço, que se despediu neste domingo, dia 29, após uma temporada que ultrapassou expectativas e reposicionou o hábito de ir ao teatro.

Sucesso de público e crítica, o espetáculo chegou a ter sessões extras abertas diante da alta procura, consolidando-se como um dos grandes acertos da temporada cultural. A plateia, aliás, contou também com uma ala de famosos que prestigiaram a montagem, entre eles Carolina Dieckmann, Ingrid Guimarães, Irene Ravache, Ana Paula Araújo, Flávia Alessandra, Otaviano Costa, Larissa Manoela, Lázaro Ramos, Taís Araújo, Evelyn Castro, Rafael Chalub, Nando Cunha, Susana Pires, Paulo Ricardo, Narcisa Tamborindeguy, Marcos Caruso, Paulo Betti, Flávia Reis, Matheus Solano, Angélica, Regina Casé, Louise Cardoso, Ernesto Piccolo, entre outros.

Os números ajudam a dimensionar o impacto: até 29 de março, a comédia musical soma 34 apresentações, média de 500 espectadores por sessão e um público total em torno de 20 mil pessoas em três meses. Mais do que um êxito de bilheteria, trata-se de um caso emblemático de reconexão com a experiência presencial, especialmente entre jovens cada vez mais habituados ao consumo individualizado de conteúdo.

No Roxy, o movimento foi inverso: plateias diversas, intergeracionais e engajadas. Desde a estreia, em 8 de janeiro, não foi raro ver três ou até quatro gerações lado a lado. Crianças, adolescentes, pais, avós e bisavós ocuparam o mesmo espaço, reagindo juntos, compartilhando códigos e afetos. O espetáculo não apenas reuniu públicos distintos, como promoveu um raro senso de convivência coletiva, ressignificando o teatro como ponto de encontro.

Inspirado na obra de Thalita Rebouças, o musical encontrou na identificação direta com o público seu principal motor. Ao tratar, com humor e emoção, das relações entre mães e filhos que “não mudam, apenas trocam de CEP”, a montagem construiu uma ponte afetiva imediata, capaz de atravessar idades e repertórios.

“É o fim de uma temporada de muito sucesso, de muita realização. Eu não sabia que podia ser tão feliz, minha vida já era tão bacana, e ainda assim fui surpreendida. Passar sábados e domingos com a casa lotada, levando arte e cultura para as pessoas, aproximando famílias… é lindo de ver. Vai vó, bisavó, mãe, filha, netinhas, gerações juntas, compartilhando esse momento. Sinto muito orgulho do que a gente construiu ali no Roxy, levar arte de forma tão acessível. ‘Fala Sério, Mãe!’ foi, com certeza, a primeira experiência teatral de muita gente. E isso não tem preço.”, afirma Thalita Rebouças.

A atriz e cantora Cella Bártholo, que vive Malu, reforça o impacto junto ao público: “Foi uma temporada muito emocionante. O espetáculo tem muito humor, faz as pessoas rirem e se emocionarem ao mesmo tempo. E não tem nada mais gratificante do que encontrar as crianças com o brilho nos olhos no final.”

O telespectador Jonas Oliveira também se encantou com a montagem e resumiu a experiência com espontaneidade: “Ela conseguiu mostrar exatamente como é…”, comentou, entre risos, ao lado da esposa e dos dois filhos, enquanto a família circulava pelo mezzanino escolhendo livros de Thalita Rebouças.
Em cena, cerca de 30 artistas sustentam uma montagem de 1h20 que combina músicas autorais e hits conhecidos, ampliando o alcance da narrativa. O resultado é um espetáculo que dialoga com diferentes repertórios e reforça seu caráter inclusivo, tanto no conteúdo quanto na forma de fruição.

A identificação do público atravessa gerações. “Eu me vi em várias cenas, como filha e como mãe”, conta, divertida, Anna Cruz, que assistiu à peça ao lado da filha de 14 anos. A jovem, aliás, não deixou a mãe esquecer nenhum detalhe: “Ela me cutucava o tempo todo: ‘tá vendo isso, Anna? Tá vendo??? É igualzinho!’”, relembra, rindo.
Com produção e realização da SRCOM e da Accioly Entretenimento, o espetáculo surge como uma superprodução pensada para reunir gerações — e conseguiu com maestria.

A força da montagem também se apoia em um time de excelência das artes cênicas brasileiras. A Direção Geral é de Abel Gomes, com Direção de Produção de Sheila Roza. A dramaturgia, assinada por Thalita Rebouças em parceria com Gustavo Reiz, ganha vida com a criação artística de Priscilla Mota (Direção Artística), Tauã Delmiro (Direção Teatral), Rodrigo Negri (Direção de Movimento) e Tony Lucchesi, responsável pela Direção Musical e pelos arranjos do espetáculo. A estética é outro destaque: figurinos de Cláudia Kopke, cenário de Tuca Mariana, luz de Paulo Cesar Medeiros e caracterização de Beto Carramanhos compõem a cena, enquanto a cenografia digital e audiovisual assinada por Igor Corrêa surge como um dos grandes diferenciais da montagem.

Mais do que um musical, Fala Sério, Mãe! inaugurou no Roxy um modelo de experiência expandida: teatro aliado à convivência, à gastronomia e ao encontro. Um formato que não apenas atrai, mas forma público e aponta para novas possibilidades de ocupação cultural.

Não foi apenas a despedida de uma temporada bem-sucedida, mas a consolidação de um novo comportamento: o de voltar a viver a cultura em coletivo. E, nesse palco, o Roxy provou que ainda há espaço — e desejo — para histórias contadas olho no olho.

A novidade fica para a 2ª temporada, no próximo semestre, entre julho e agosto. E, acredite, a procura por reservas já começou.

Entrega, fé e transformação: o que essa turma me ensinou

Hoje é Sexta-feira Santa. Um dia que nos lembra sobre entrega, propósito e transformação. E não tem como não olhar pra minha primeira turma de marketing sem pensar nisso. Primeira turma, primeiro curso, tudo desenhado com dedicação, fé e muito propósito, e aqui eu não posso deixar de reconhecer a @lenydaafrica_ e toda a equipe do @capacitacaolenydaafrica , que são fundamentais nesse processo, com um apoio e um cuidado que vão muito além do profissional. Eu me sinto abraçada e motivada a continuar.

Mais do que aprender estratégias, ferramentas ou posicionamento, cada aula tem sido um ambiente de crescimento, conexão e presença. Aqui não tem só marketing. Tem união, tem testemunhos, tem pessoas se descobrindo, se destravando e dando passos que antes pareciam impossíveis, e eu sou grata por cada um que está vivendo isso comigo. Essa turma também marca a minha vida de uma forma muito especial.

Assim como a Sexta-feira Santa carrega um significado profundo de entrega que antecede a transformação, essa turma também vive um processo: um tempo de plantar, de aprender e de confiar.

E eu tenho certeza de que o que começa aqui não termina aqui. Porque quando existe propósito e presença, os resultados vão muito além do que se pode medir. Essa turma não é só sobre marketing, é sobre pessoas, é sobre propósito, é sobre algo maior acontecendo em cada aula.

Toda transformação verdadeira começa em um lugar de entrega. A Sexta-feira Santa nos ensina que, muitas vezes, o processo não é confortável, não é rápido e nem sempre é fácil de entender… mas é exatamente nele que Deus está trabalhando. O que hoje parece silêncio, espera ou até renúncia, na verdade está preparando algo muito maior.

Antes da ressurreição, existe um caminho. Antes do fruto, existe a semente. E antes de viver o novo, existe a coragem de se entregar ao processo.

Que a gente aprenda a confiar mais, a permanecer mais e a entender que aquilo que Deus começa, Ele nunca deixa pela metade. Ele sustenta, desenvolve e faz florescer no tempo certo. ✨

Cinema Inflável chega a Maricá no feriado de Páscoa com sessões gratuitas ao ar livre na Orla do Parque Nanci

De sexta (3) a domingo (5), o evento apresenta “Robô Selvagem”, “Gato de Botas – O Último Pedido” e “Nosso Sonho”, além de oficinas e programação para toda a família

Iniciativa conta com a tela inflável de 10 X 6 metros (Foto: Recreio Films)
Apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Nubank, com apoio da TV Brasil, o Cinema Inflável chega a Maricá, na Região Metropolitana do Rio, com três noites de sessões gratuitas de cinema ao ar livre entre os dias 3 e 5 de abril (sexta a domingo), na Orla do Parque Nanci, com exibições sempre a partir das 19h. Realizado pela D+3 Produções, o projeto leva uma enorme tela inflável de 60m² a localidades com acesso limitado às salas de cinema, seja por questões geográficas e/ou socioeconômicas, promovendo diversão com estrutura completa para curtir o feriado com a família. Além dos longas-metragens, a programação inclui distribuição de pipoca, oficinas culturais, recreação infantil e exibição de curtas e videoclipes de artistas locais. A proposta é tornar a experiência do cinema acessível e fazer com que o público se apaixone ainda mais pela sétima arte.

Com tela de 10 x 6 metros e capacidade para receber até 800 pessoas por sessão, o Cinema Inflável nasceu em 2013 como contrapartida social do Open Air Brasil. Em 2025, o projeto percorreu 12 regiões do Distrito Federal e 12 localidades na Bahia, reunindo cerca de 40 mil pessoas. Agora, após passar por Taquara, Iguaba Grande e Tanguá, segue sua temporada pelo estado do Rio de Janeiro com novas sessões em Maricá, zona metropolitana.

Durante a etapa na cidade, a programação conta com atividades voltadas para o público infantil, realizadas sempre na abertura do evento, às 18h. A recreação fica por conta do duo Muriquinho Pequenino, formado pelos artistas Ju Werneck e Yure Silva, que propõe uma imersão musical baseada nas tradições da cultura popular brasileira. Além das apresentações interativas, o público participa de oficinas que exploram ritmo, canto e movimento, estimulando a criatividade, a escuta e a expressão coletiva das crianças.

“Gato de Botas – O Último Pedido”; “Robô Selvagem” e “Nosso Sonho”. Fotos: Divulgação
A programação começa na sexta-feira, 3 de abril, com a exibição de “Robô Selvagem” (dublado, classificação livre), animação sensível sobre a robô Roz, que aprende a sobreviver em uma ilha inóspita e desenvolve laços inesperados com os animais locais. Antes da sessão, o público confere o curta “A Herança Sangrenta”, de Carla Dewing, e a abertura do evento conta com a oficina “De onde vem o Ritmo”, que apresenta instrumentos percussivos e propõe uma vivência coletiva dos ritmos da cultura brasileira.

No sábado, 4, a tela inflável recebe “Gato de Botas – O Último Pedido” (dublado, classificação 10 anos), em que o personagem embarca em uma jornada para recuperar suas vidas perdidas. A sessão é antecedida pelo curta “O Esperançar de Maricá”, de Pedro D’Avila, Pedro Freitas e João Carlos. A programação de abertura inclui a oficina “Voz de Brinquedo”, que estimula o canto e a experimentação vocal, além do Baile Bom com Muriquinho Pequenino, apresentação musical que reúne ritmos e brincadeiras da cultura popular brasileira.

Encerrando a edição em Maricá, no domingo, 5 de abril, será exibido o longa nacional “Nosso Sonho – A História de Claudinho e Buchecha” (classificação 12 anos), que retrata a emocionante trajetória de dois dos maiores nomes do funk melody nacional. Antes da sessão, o público assiste ao curta “Saci do Espraiado”, de Diego Drosa e Ricardo de Souza, e as crianças se divertem com a oficina “Roda Muriquinho”, que integra música, dança e brincadeiras.

O evento seguirá no estado do Rio de Janeiro até maio e o calendário completo de cidades por onde o Cinema Inflável vai passar pode ser acompanhado nas redes sociais do projeto @cinemainflavel. A próxima parada será em Saquarema (10 a 12/04), dando continuidade à temporada que também chegará a cidades como Guapimirim e Rio Bonito.

SOBRE A D+3
A D+3 Produções é uma produtora carioca, com mais de 25 anos de história, idealizadora do Cinema Inflável. Além disso, é a representante brasileira do Open Air, maior cinema a céu aberto do mundo, para toda a América Latina, Portugal e Espanha. No seu portfólio tem ainda eventos icônicos como Rider Weekends, Claro Que É Rock, ArteCore, ColaborAmérica e BraJazz.

SOBRE O NUBANK
O Nu é uma das maiores plataformas de serviços financeiros digitais do mundo, atendendo 114 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. A empresa tem liderado uma transformação na indústria, usando dados e tecnologia proprietária para desenvolver produtos e serviços inovadores. Guiado por sua missão de combater a complexidade e empoderar as pessoas, o Nu atende à jornada financeira completa dos clientes, promovendo acesso e avanço financeiro com crédito responsável e transparência. A empresa se apoia em um modelo de negócios eficiente e escalável que combina baixo custo de atendimento com retornos crescentes. O impacto do Nu tem sido reconhecido em diversos prêmios, incluindo as 100 Empresas mais Influentes da Time, as Empresas Mais Inovadoras da Fast Company e os Melhores Bancos do Mundo da Forbes. Para mais informações, visite https://international.nubank.com.br/about/

PROGRAMAÇÃO
Maricá
De 03 a 05 de abril
Orla do Parque Nanci – Rua Dos Marrecos, 35 – Parque Nanci, Maricá
Entrada gratuita

Dia 03 de abril (sexta-feira)
18h – Abertura do evento + Musicalização com Muriquinho Pequenino + Oficina “De onde vem o Ritmo”
19h – Início da sessão
Curta: “A Herança Sangrenta”, de Carla Dewing
Filme: “Robô Selvagem” (Dublado) | Classificação: Livre

Dia 04 de abril (sábado)
18h – Abertura do evento + Musicalização com Muriquinho Pequenino + Oficina “Voz de Brinquedo” + Baile Bom com Muriquinho Pequenino
19h – Início da sessão
Curta: “O Esperançar de Maricá”, de Pedro D’Avila, Pedro Freitas e João Carlos
Filme: “Gato de Botas – O Último Pedido” (Dublado) | Classificação: 10 anos

Dia 5 de abril (domingo)
18h – Abertura do evento + Musicalização com Muriquinho Pequenino + Oficina “Roda Muriquinho”
19h – Início da sessão
Curta: “Saci do Espraiado”, de Diego Drosa e Ricardo de Souza
Filme: “Nosso Sonho – A História de Claudinho e Buchecha” (Nacional) | Classificação: 12 anos