Casa Pacheco Leão recebe a exposição “O Tempo das Plantas”

A partir de 11 de julho no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, “O Tempo das Plantas” propõe uma reflexão sobre circulação de espécies, memória, ciência e intercâmbios culturais entre territórios e saberes.

Realizada na histórica Casa Pacheco Leão, a exposição gratuita convida o público a desacelerar e observar o mundo a partir do tempo das plantas. Muito antes de se tornarem bebidas globais, chá e café nasceram de paisagens específicas, de montanhas úmidas, florestas tropicais e terras cultivadas por gerações de agricultores que aprenderam a acompanhar os ritmos das estações, da chuva e da luz. Ao longo dos séculos, suas folhas e sementes cruzaram oceanos, transformando economias, paisagens e modos de convivência.

A narrativa parte das origens da Camellia sinensis, nas montanhas do sul da China, e do Coffea arabica, nas terras altas da Etiópia, do Quênia e do Sudão, para refletir sobre as conexões históricas entre África, Ásia e Brasil. A exposição também destaca o papel histórico do próprio Jardim Botânico.

“A Casa Pacheco Leão é um importante marco no desenvolvimento do Jardim Botânico como instituição de referência em pesquisa botânica. Receber uma exposição tão linda sobre duas plantas importantes presentes na tradição de diferentes culturas ao redor do mundo, e na história da China e do Brasil, reforça a conexão entre ciência, flora, história e cultura dos povos. Um presente para os nossos visitantes”, reforça o presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Sergio Besserman Vianna.

Com curadoria do estúdio UM.BA.RA.KÁ, a exposição reúne mais de 200 itens entre obras de arte contemporânea, documentos históricos, ilustrações botânicas, objetos científicos, utensílios tradicionais, registros fotográficos, instalações sensoriais e conteúdos audiovisuais. O percurso articula arte, ciência e memória para abordar temas como agricultura ancestral, circulação de espécies, viagens marítimas, intercâmbios culturais, colonialismo, relações comerciais, biodiversidade e diferentes formas de conhecimento construídas em relação à natureza.

“Vivemos em um tempo acelerado, mas as plantas nos lembram de outras formas de perceber o mundo. Ao acompanhar as trajetórias do chá, do café e de outras espécies, a exposição convida o público a refletir sobre como plantas, pessoas e territórios se transformam mutuamente ao longo do tempo. Entre arte, ciência e memória, ‘O Tempo das Plantas’ propõe um olhar atento para as conexões que unem natureza e cultura e para os conhecimentos que surgem dessa relação”, destaca Isabel Seixas, da equipe curatorial da exposição.

Participam da mostra artistas como Tiago Sant’Ana, Mãe Celina de Xangô, Emerson Rocha, Jingwei Bu e Gustavo Caboco, em diálogo com acervos de instituições nacionais e internacionais, entre elas o próprio Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Instituto Moreira Salles (IMS), Biblioteca Nacional, Wellcome Collection, Biodiversity Heritage Library, The National Palace Museum Collection, Shanghai Museum, The Palace Museum (Beijing Palace Museum), Museu Nacional do Palácio de Taipei e The Metropolitan Museum of Art, além de coleções particulares e acervos indígenas.

“O Tempo das Plantas” ocupa a Casa Pacheco Leão, residência construída no início do século XX para o médico e botânico Antônio Pacheco Leão, diretor do Jardim Botânico entre 1915 e 1931. Restaurada e reaberta em 2024, a casa consolida-se hoje como um espaço dedicado ao diálogo entre arte, ciência e natureza. Sua restauração e a realização da exposição integram o compromisso da State Grid Brazil Holding e do Banco BOCOM BBM com a valorização do patrimônio, a sustentabilidade e o acesso à cultura, especialmente no contexto das celebrações das relações culturais e institucionais entre Brasil e China.

Além da experiência expositiva, o projeto contará com programação educativa, visitas mediadas, atividades sensoriais, cerimônias do chá e ações voltadas à acessibilidade, buscando aproximar diferentes públicos das discussões propostas pela mostra. O projeto conta ainda com consultoria do Instituto Confúcius e a colaboração de uma comissão curatorial formada por servidores do JBRJ.

Serviço – Exposição “O Tempo das Plantas”

Local: Casa Pacheco Leão – Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Rua Jardim Botânico, 1008, Rio de Janeiro/RJ Abertura: 11 de julho de 2026

Período de visitação: até junho de 2027

Horário: das 10h às 17h (fechado às quartas)

Entrada gratuita

Classificação livre https://heylink.me/casapachecoleao

Este projeto é realizado através da Lei Rouanet, e conta com patrocínio da State Grid Brazil Holding, do Banco BOCOM BBM, com apoio do BMTE, e co-realização do estúdio UM.BA.RA.KÁ e realização do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, do lado do povo brasileiro.

Escola de Música do Instituto dos Sonhos realiza Sarau de Encerramento em São Gonçalo

Evento gratuito celebra a conclusão das atividades com apresentações de violão e violino

A Escola de Música do Instituto dos Sonhos realiza, nesta quinta-feira (2 de julho), a partir das 18h30, no Clube Tamarilândia, em São Gonçalo, o Sarau de Encerramento das atividades desenvolvidas por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Carlos Minc. Com entrada gratuita, o evento marca a conclusão de mais um ciclo de formação musical, reunindo alunos, familiares e a comunidade em uma noite de celebração à arte, à educação e à transformação social.

Durante a programação, os estudantes das turmas de violão e violino apresentarão ao público o repertório preparado ao longo dos últimos meses, compartilhando o resultado de uma trajetória marcada por aprendizado, dedicação e desenvolvimento artístico.

Mais do que um recital, o sarau simboliza a importância da música como instrumento de inclusão, cidadania e fortalecimento de vínculos. A iniciativa valoriza o protagonismo dos alunos e aproxima famílias, educadores e comunidade em torno da cultura e da formação humana.

A expectativa é reunir cerca de 200 pessoas em uma noite de apresentações que destacam o talento dos participantes e o impacto social do projeto desenvolvido pelo Instituto dos Sonhos.

Sobre o Instituto dos Sonhos:

Fundador e mantenedor da Escola de Música, o Instituto dos Sonhos é uma Organização da Sociedade Civil que desenvolve soluções para a Economia Criativa e no Terceiro Setor, gerando oportunidades por meio da cultura, da educação, da inovação e da sustentabilidade, com o objetivo de tornar sonhos possíveis e impulsionar a prosperidade.

Fundado por Rafael Vieira, o Instituto tem como missão promover soluções sociais nas áreas da cultura, do esporte e do meio ambiente, contribuindo para a geração de renda, a ampliação do acesso à educação, a promoção da saúde, o fortalecimento da confiança no futuro e a construção de trajetórias de prosperidade, tendo como eixo central a realização de sonhos.

Além da Escola de Música, que atende cerca de 500 alunos em ações formativas continuadas, o Instituto dos Sonhos mantém a Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM), um dos mais importantes corpos artísticos do Estado do Rio de Janeiro, reunindo músicos de excelência de diversos municípios da Região Metropolitana e da Região Serrana.

O Instituto também desenvolve o jogo educativo Recycle Rio, voltado à sustentabilidade e ao turismo consciente. Realiza e produz festivais, atua na organização de festas populares, como arraiás juninos e o carnaval de rua, e mantém o Hub IS, único hub criativo do município de São Gonçalo, com uma incubadora de projetos voltada a iniciativas culturais e criativas do território.

Serviço: Sarau de Encerramento – Escola de Música Instituto dos Sonhos
Data: 02 de julho (quinta-feira)
Horário: das 18h30 até 21h30
Local: Clube Tamarilândia (Rua José do Patrocínio, 86 – Porto Novo – São Gonçalo)
Entrada: Gratuita

Foto: Fernanda Arantes

Duas noites de muitas emoções com Roberto Carlos marcam abertura da Arena Niterói

Equipamento multiuso construído pela Prefeitura consolida a cidade na rota dos grandes espetáculos, impulsiona o turismo e fortalece a economia

Foram duas noites de muitas emoções. Ao som de canções que atravessaram gerações, Roberto Carlos transformou a nova Arena Niterói em um grande coro de vozes, memórias e afetos. Depois da estreia histórica na sexta-feira (26), o Rei voltou ao palco neste sábado (27) e, mais uma vez, emocionou milhares de pessoas, consolidando o novo equipamento multiuso da Prefeitura de Niterói como um dos mais importantes espaços para grandes eventos do estado do Rio de Janeiro.

Muito antes de as luzes se apagarem, a emoção já tomava conta da Arena. Famílias inteiras percorriam os corredores, grupos de amigos registravam o momento e uma fila que chamava a atenção logo na entrada.

Diante de um painel com a imagem de Roberto Carlos vestindo um terno azul-claro, uma característica do ídolo, fãs aguardavam pacientemente a vez de fazer uma fotografia. Sorrisos, abraços e lágrimas antecipavam o espetáculo que ainda estava por começar.

“Em apenas dois dias, a Arena Niterói mostrou a que veio. Ver milhares de pessoas vivendo momentos inesquecíveis com um artista da dimensão de Roberto Carlos confirma que fizemos o investimento certo. Este equipamento foi pensado para receber grandes shows, eventos esportivos nacionais e internacionais, movimentar o turismo, gerar empregos e fortalecer a economia da cidade”, destacou o prefeito Rodrigo Neves.

Quando Roberto Carlos surgiu no palco, bastaram os primeiros acordes para que o público se levantasse quase em uníssono. Celulares iluminaram a Arena como pequenas estrelas, casais se abraçaram, famílias cantaram juntas e a emoção tomou conta do espaço. Ao longo da apresentação da turnê “Eu Ofereço Flores”, inspirada no EP lançado em 2024, o artista revisitou clássicos como “Detalhes”, “Amigo”, “Outra Vez” e, naturalmente, “Emoções”, canções que seguem unindo diferentes gerações mais de seis décadas depois do início de sua carreira.

Entre os milhares de fãs estava o trio de amigas de Santa Bárbara que participa do projeto 60+ da Prefeitura e frequenta as aulas de ginástica. Para elas, o show representava muito mais do que uma apresentação musical.

Aos 75 anos, Lúcia Moura Miranda já havia assistido Roberto Carlos em outras ocasiões, mas não escondia a felicidade por estar novamente diante do artista. “Adorei ganhar o convite. Estou esperando ouvir ‘Emoções”, contou ela, enquanto observava a movimentação do público antes do início do espetáculo.

A expectativa também tomou conta de quem atravessou a cidade para viver aquele momento. Entre os fãs, estava uma moradora de Maricá que fez questão de registrar a emoção antes mesmo de o espetáculo começar. “Sempre sonhei em ver o Roberto Carlos e estar aqui na Arena Niterói é emocionante. A gente percebe que esse espaço foi feito para aproximar as pessoas da cultura e de grandes artistas”, disse, emocionada, Ivani Gomes Pereira.

O equipamento é a primeira grande arena indoor do Estado do Rio fora da capital fluminense. Moderna, climatizada e equipada com tratamento acústico, foi concebida para receber shows, competições esportivas, feiras, exposições e eventos de grande porte.

Ao fim da apresentação, quando Roberto Carlos percorreu o palco distribuindo as tradicionais rosas, repetiu-se uma cena que atravessa décadas. Mãos estendidas, olhos marejados e sorrisos de quem sabia que estava vivendo um momento raro. Em apenas dois dias, a Arena Niterói se transformou em um lugar onde histórias começaram a ser construídas ao som de um artista que continua reunindo gerações.

A Arena Niterói integra o projeto de revitalização do Parque Poliesportivo da Concha Acústica, em São Domingos, que também conta com campo de futebol de grama sintética em dimensões oficiais, quadra poliesportiva, palco para eventos, quadras de tênis, quadras de vôlei de praia e pista de caminhada. Mais do que ampliar a infraestrutura esportiva e cultural da cidade, o investimento faz parte da estratégia da Prefeitura para impulsionar a economia criativa, fortalecer o turismo e revitalizar a região central de Niterói.

Foto: Evelen Gouvêa

Fan Fests levam alegria e confraternização às ruas vencedoras do concurso “Minha Rua é Hexa”

Moradores da Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e da Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, celebraram a vitória da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (29)

Camisas verde e amarelas, famílias reunidas e muita animação marcaram as Fan Fests realizadas nas ruas que conquistaram o segundo e o terceiro lugares no concurso “Minha Rua é Hexa”, durante a vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão. Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, moradores comemoraram o resultado nesta segunda-feira (29) em clima de confraternização.

Promovido pela Prefeitura de Niterói, o concurso recebeu 6.754 votos populares e premiou as decorações mais criativas de ruas e condomínios da cidade durante a Copa do Mundo FIFA 2026. As comunidades vencedoras receberam como prêmio a realização de uma Fan Fest Oficial, com telão para transmissão dos jogos, sistema de sonorização, atividades recreativas para crianças, além de apoio logístico, limpeza urbana e segurança municipal. A campeã da competição, a Rua Alarico de Souza, no Atalaia, receberá a estrutura especial no dia 19 de julho, data da final da Copa do Mundo.

“A pintura nas ruas traduz a criatividade do povo brasileiro. Em época de Copa, essa expressão ganha ainda mais força ao transformar os espaços públicos em ambientes de arte, cor e integração, especialmente para as novas gerações, que precisam se aproximar e dar continuidade a essa tradição”, ressalta a presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa.

O concurso, realizado em parceria entre a FAN, a Neltur e a Coordenadoria de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, buscava resgatar a tradição de enfeitar os bairros durante o maior evento do futebol mundial e estimular a participação dos moradores. Ao todo, mais de 50 ruas e condomínios participaram.

“Essa é uma iniciativa singela e muito simbólica, que busca resgatar uma tradição que sempre fez parte da memória afetiva dos brasileiros e também de Niterói: as ruas enfeitadas com as cores do Brasil durante a Copa do Mundo. A ideia era incentivar moradores, famílias, condomínios e vizinhos a se reunirem novamente em torno desse espírito coletivo, celebrando o futebol, a convivência e o sentimento de pertencimento”, afirma o coordenador de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, Fernando Stern.

Tradição que passa de geração em geração

Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, a analista de sistemas e educadora física Fernanda Paes, de 42 anos, viu a tradição das ruas enfeitadas marcar sua infância e agora a revive ao lado da filha. Ela participa da decoração da travessa durante a Copa do Mundo desde 1998 e, neste ano, contou com a ajuda de Sarah, de 9 anos, que também colocou a mão na massa e ajudou a desenhar parte da pintura que garantiu o segundo lugar no concurso.

“Pintar a rua e colocar as bandeirinhas sempre foi uma forma de unir as pessoas e trazer as crianças para participar dessa tradição. Quando eu era pequena, brincava muito na rua e vivi tudo isso. Hoje, ver minha filha, com a mesma idade que eu tinha quando comecei a participar, vivendo essa experiência e também pintando a rua é muito gratificante. A iniciativa do concurso animou ainda mais a comunidade e trouxe de volta esse espírito da Copa e de união entre as pessoas”, afirmou Fernanda.

Além de preservar tradições, a decoração da Travessa Santa Clara também aproximou moradores e criou novas amizades. O arquiteto Ricardo Avelar, de 60 anos, e o pintor e desenhista Victor Bruno, de 51, se conheceram neste ano durante a organização das pinturas e dos enfeites da Copa do Mundo e voltaram a se reunir para acompanhar a Fan Fest promovida pela Prefeitura.

“A maior alegria é ver a criançada participando, porque tudo para eles é festa. Essa tradição existe desde 1978 e vem passando de pai para filho e de avô para neto. Daqui a alguns anos, essa garotada vai estar à frente de tudo isso, e é isso que é mais bacana”, afirmou Ricardo Avelar.

Para Victor Bruno, a decoração das ruas representa uma oportunidade de reunir as famílias e fortalecer o sentimento de comunidade.

“Mais do que um concurso, o importante é unir as famílias e o bairro. Esse resgate da pintura, das bandeirinhas e da decoração faz as pessoas saírem de casa para construir algo em comum. É uma forma de preservar essa tradição, tirar um pouco as crianças do celular e valorizar um convívio mais humano e coletivo”, destacou Victor.

Torcida que une gerações

Na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, a comemoração reuniu moradores de diferentes idades. O instrumentador cirúrgico Luan Daltio, de 34 anos, acompanhou a partida ao lado da esposa, a assistente social Andressa Daltio, de 33 anos, e do filho do casal, Pedro, de apenas oito meses. A família ajudou tanto na decoração premiada quanto na organização da festa.

“É muito bom ver o sorriso no rosto de uma criança pintando uma rua, torcer na frente de uma televisão, reunir a família na rua em que nós nascemos e fomos criados. É muito bom resgatar isso, que ficou perdido por muito tempo”, afirmou Luan.

“Também é bom fortalecer os laços entre a vizinhança e a comunidade em geral”, completou Andressa.

Foto: Luciana Carneiro e Lucas Benevides

MPRJ e Estado Brasileiro assinam acordo de reconhecimento e reparação por casos de violência praticada por agentes públicos

Reparar injustiças históricas, promover a dignidade das vítimas e fortalecer as medidas de não repetição de violações de Direitos Humanos. Com esses objetivos, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sediou, nesta terça-feira (30/06), a assinatura de um acordo entre o Estado do Rio, a União, a Justiça Global e os familiares das vítimas de dois episódios de violência praticados por agentes do Estado ocorridos no Rio de Janeiro. O primeiro aconteceu em 1996, durante uma operação policial na Favela do Acari, em Irajá, que resultou na morte de Maicon de Souza Silva, de apenas 2 anos, e deixou Renato Paixão, então com 6 anos, gravemente ferido e com sequelas permanentes. O segundo envolve o caso de José Carlos da Silva, torturado e morto aos 35 anos enquanto estava sob custódia no sistema prisional fluminense.

O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, afirmou que a assinatura do acordo representa o reconhecimento das instituições pelas falhas do Estado nesses casos. “Este ato tem uma dupla finalidade: reparar falhas e prevenir que violações semelhantes voltem a ocorrer. Mais do que reconhecer erros do passado, queremos reafirmar o compromisso intransigente do Ministério Público do Rio na proteção dos Direitos Humanos, que são direitos de todos, e na adoção de medidas para prevenir acontecimentos semelhantes. É importante também resgatar a dignidade das vítimas, o que buscamos aqui”, afirmou o PGJ.

Dentre as reparações simbólicas e materiais previstas, os familiares de Maicon receberam uma versão retificada do registro de ocorrência, onde consta que ele foi morto vítima de intervenção de agente de segurança pública. O documento corrige o registro original, que apontava “resistência” no contexto da morte do menino de 2 anos de idade. O termo também prevê o pagamento de indenização pelos danos materiais e morais a Renato, aos familiares de Maicon e de José Carlos. Além disso, o MPRJ já determinou o desarquivamento dos inquéritos relacionados ao caso Acari.

A cerimônia também foi marcada pelos depoimentos dos familiares das vítimas, que relataram décadas de espera por justiça e agradeceram o acolhimento recebido no Ministério Público ao longo desse processo. Em comum, destacaram que a assinatura dos acordos representa um reconhecimento dos erros do Estado, da dor vivida por suas famílias e um importante passo para preservar a memória de Maicon e José Carlos. O pai de Maicon, José Luiz Faria da Silva, ao comentar a retificação do registro oficial da morte do filho, disse que esperava por esse momento há 30 anos e agradeceu o empenho da instituição.

“Sempre fui recebido com carinho e respeito aqui, do faxineiro ao procurador-geral de Justiça. Esse reconhecimento, hoje, tem um significado enorme para mim. Representa o respeito do Ministério Público e a importância de jamais desistir”, disse José Luiz, que recebeu uma placa o reconhecendo formalmente como defensor de Direitos Humanos.

Damiana do Nascimento de Souza, irmã de José Carlos, disse que a data representa um marco na busca por justiça. “Não vai trazer meu irmão de volta, mas espero que não aconteça com outras pessoas o que aconteceu com ele. É importante que as pessoas saibam que a Justiça ainda existe e que, por mais que demore, ela acontece. Não desistam”, declarou.

Em seu pronunciamento, a ministra de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, fez dois pedidos formais de desculpas. “O Estado brasileiro reconhece o sofrimento experimentado por vocês, a persistência de sua luta, reconhece que nenhuma família deveria carregar sozinha o peso da busca por Justiça”, disse Janine, que concluiu: “Por essa razão, peço formal e publicamente desculpas”.

Pelo acordo, o MPRJ também assume compromissos institucionais voltados ao aprimoramento de fluxos procedimentais, à realização de capacitações e à consolidação de protocolos investigativos alinhados aos parâmetros interamericanos. O objetivo é fortalecer a investigação e a responsabilização em casos de violações de Direitos Humanos ocorridas no sistema prisional. Para a diretora executiva da Justiça Global, Glaucia Marinho, a expectativa é que os compromissos assumidos se traduzam em medidas concretas para prevenir novas violações de Direitos Humanos e fortalecer políticas públicas de proteção. “Mais do que um acordo, esperamos o compromisso para enfrentar esse cenário de violações”, pontuou Glaucia.

Temporada de pinguins começa em Niterói e Guarda Ambiental orienta população sobre como agir

Animal foi resgatado pela equipe da Prefeitura em Piratininga, na Região Oceânica

Um representante de uma das aves marinhas mais conhecidas da população, os pinguins, chegou nesta quinta-feira (25) à Prainha de Piratininga. O animal foi resgatado pela Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói e encaminhado ao Instituto Eco Conservation, parceiro da Prefeitura no atendimento e reabilitação da fauna marinha.

Apesar da cena despertar curiosidade e até vontade de ajudar, a orientação é simples: não se deve tocar no animal e é importante acionar imediatamente a Guarda Municipal pelo telefone 153. A equipe é treinada para esse tipo de ocorrência e fará o encaminhamento adequado. Por isso, a Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói está orientando a população sobre o que fazer ao encontrar o animal.

O coordenador da Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói, Renato Macedo, destaca que a colaboração da população é fundamental para garantir o atendimento adequado aos animais.

“Ao encontrar um pinguim, a orientação é não tocar no animal e acionar imediatamente a Guarda Municipal pelo 153. Nossas equipes são capacitadas para realizar o resgate com segurança e encaminhá-lo ao Instituto Eco Conservation, onde receberá os cuidados necessários para sua recuperação e, quando estiver apto, retornar ao seu habitat natural”, explicou Renato Macedo.

Todos os anos, entre os meses de junho e setembro, principalmente, pinguins-de-magalhães deixam as águas frias da Patagônia, na Argentina e no Chile, e migram em busca de alimento. Durante esse percurso, alguns acabam chegando ao litoral brasileiro, muitas vezes debilitados, desidratados ou exaustos após enfrentarem longas distâncias e correntes marítimas.

Neste período aumenta o número de ocorrências no litoral fluminense, o que torna fundamental a atuação rápida das equipes de resgate.

A Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal de Niterói possui agentes capacitados para o manejo de animais silvestres e atua em parceria com o Instituto Eco Conservation, responsável pelos cuidados veterinários, recuperação e posterior devolução dos animais ao seu habitat natural, quando apresentam condições de retornar ao mar. Além dos pinguins, a equipe realiza o resgate de diferentes espécies da fauna silvestre encontradas em áreas urbanas ou em situação de risco no município.

A recomendação de não recolocar o pinguim na água é importante porque muitos chegam à costa por estarem debilitados. Sem avaliação veterinária, devolvê-los ao mar pode comprometer as chances de sobrevivência.

O que fazer ao encontrar um pinguim?

A orientação da Guarda Ambiental é:

Ligue imediatamente para o 153;

Não coloque o animal no gelo;

Não o alimente;

Evite manuseá-lo, salvo em situações de risco imediato;

Mantenha-o em um local sombreado e protegido, sem tentar devolvê-lo ao mar;

Afaste cães e outros animais domésticos até a chegada da equipe especializada.

Exposição sobre mineração no Vale do Jequitinhonha chega ao Rio de Janeiro

Mostra registra registra impacto da exploração do lítio no Brasil e os efeitos do processo sobre famílias da região

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan), no Catete (RJ), convida o público para a abertura da exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, no próximo dia 2 de julho, às 18h, na Galeria Mestre Vitalino, localizada na rua do Catete, 179. A exposição, da fotógrafa e documentarista mineira Isis Medeiros, exibe o impacto da exploração do lítio no Brasil por mineradoras brasileiras e multinacionais, bem como efeitos do processo sobre família e ecossistema da região, onde estão 85% das reservas no País.

“Zona de Sacrifício: do ouro ao pó” é um projeto autoral de longa duração, fomentado pelo Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (17ª edição). No dia da abertura será exibido o documentário “Chico”, de Augusto Gomes e Isis Medeiros, sobre os impactos humanos, ambientais e afetivos desse novo ciclo extrativista. A partir da perspectiva de Chico do Poço das Antas, o filme registra os acontecimentos no Vale do Jequitinhonha, onde o lítio, mineral essencial na fabricação de baterias para carros elétricos, celulares e sistemas de armazenamento de energia, é explorado.

Para trazer a dimensão do panorama amplamente documentado na exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, dia 3 de julho, às 16h, ocorre a Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (Antropóloga, coordenadora técnica de pesquisa e projetos especiais do CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT). A mediação é de Gabriela Sarmet (cosmopolíticas). Conhecido pela importante tradição de ceramistas, o Vale do Jequitinhonha está amplamente representado no acervo do Museu de Folclore Edison Carneiro. Por isso, algumas peças do museu fazem parte da mostra, conectando saberes da cultura popular ao contexto documental.

Zona de Sacrifício: do ouro ao pó

Propõe ampliar o debate público sobre o modelo de desenvolvimento baseado na extração intensiva. Questiona como a promessa de uma economia “verde” convive, na prática, com a degradação ambiental, a pressão sobre recursos hídricos e as ameaças aos modos de vida de comunidades rurais e tradicionais. O país ocupa atualmente o 6º lugar no ranking mundial de reservas do mineral, considerado estratégico para a transição energética global. “Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto o avanço da mineração de lítio no Vale do Jequitinhonha, um território que aprendi a amar profundamente por sua cultura, pelas pessoas e pela força das comunidades que vivem ali”, analisa Isis Medeiros.

Ao documentar e atualizar a forma como atuam as mineradoras, a artista demonstra na exposição as inquietações de seu trabalho. “O que me inquieta é a forma dessa nova corrida mineral ser apresentada como parte de uma ‘transição energética verde’, enquanto no território o que aparece são poeira, explosões, pressão sobre a água e impactos diretos na vida das pessoas. Isso levanta perguntas inevitáveis: mineração sustentável para quem? Mineração verde para quem? Como falar em mineração verde quando ela deixa rastros tão visíveis de destruição ambiental e de ameaça aos modos de vida locais? Esta exposição nasce dessa inquietação e da necessidade de tornar visíveis histórias e conflitos que muitas vezes permanecem invisíveis para o restante do país”, define Isis Medeiros.

Segundo a curadora Carol Lopes, a prática fotográfica de Isis Medeiros “se constrói na criação de redes e no tempo partilhado”. “Esse gesto se materializa no encontro entre sua pesquisa, saberes cultivados pelos mais velhos e as vozes da juventude do Vale. Em suas fotografias, a paisagem se revela em camadas. À noite, o ruído das máquinas e a iluminação das mineradoras anunciam uma presença perturbadora. Durante o dia, emergem montanhas de rejeitos, crateras no solo e o pó que adoece e a proximidade entre a atividade e a vida cotidiana.

Entre luz e sombra, a exposição torna visíveis os saberes que sustentam o território e as marcas da transformação. As obras aproximam o público de uma cosmologia em que gente, bicho, água e terra são parte de uma mesma trama. ‘Zona de Sacrifício: do ouro ao pó’ desloca a discussão para além das falsas promessas de progresso. Entre explosões e fissuras na paisagem, o presente do Vale permanece em suspensão. O conjunto reunido na exposição atesta que, contra todas as forças que insistem em reduzi-lo a um recurso perecível, o Jequitinhonha pulsa resistência. Seu povo segue atravessando as contradições deste tempo e reafirmando seu direito de imaginar, narrar e decidir futuros possíveis.”

Sobre a autora

Isis Medeiros é fotógrafa documental, fotojornalista e realizadora audiovisual brasileira, com trajetória profundamente ligada aos movimentos sociais populares. Investiga violações de direitos humanos, crimes ambientais e os impactos de grandes empreendimentos sobre comunidades tradicionais e populações historicamente marginalizadas. Entrelaça arte, política e memória coletiva, as narrativas obtêm forte impacto social. É autora do fotolivro “15:30” (2020), leitura sensível do desastre-crime provocado pelo rompimento da barragem da Samarco/Vale-BHP em Mariana (MG). O trabalho integra os acervos do MASP, da Biblioteca Nacional da França (BnF) e do Instituto Moreira Salles (IMS). Idealizou a premiada série “Mulheres Cabulosas da História”, que lhe rendeu a Medalha Clara Zetkin.

Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan)
Apoio: Instituto Federal Norte de Minas Gerais | Cáritas Diocesana Araçuaí | Instituto Camila e Luiz Taliberti | Movimento pela Soberania Popular na Mineração | Observatório da Mineração | cosmopolíticas | Associação de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro | Artmosphere | Fundação Nacional de Artes
Serviço: Zona de Sacrifício: do ouro ao pó
Inauguração 2 de julho, às 18h | Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179 | Galeria Mestre Vitalino – Museu de Folclore Edison Carneiro. Visitação: 2 de julho a 1º de novembro de 2026. Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Grátis

Programação complementar à exposição
– no dia da abertura: projeção do filme “Chico – 10” (fotografia de Augusto Gomes e Isis Medeiros)
– dia 3 de julho: 16h | Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG)), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT) – Mediação: Gabriela Sarmet (cosmopolíticas)

Roxy Dinner Show celebra mais uma conquista de peso: reconhecido no “Prêmio Travellers’ Choice – Awards 2026” do Tripadvisor

O Roxy Dinner Show consolida, em tempo recorde, seu lugar entre as grandes experiências culturais do mundo. Inaugurado em 17 de outubro de 2024, o espaço já acumula reconhecimentos internacionais e agora celebra mais uma conquista de peso: a inclusão no Travellers’ Choice Awards 2026, figurando entre os 10% das melhores atividades de todo o planeta.

O novo prêmio chega na esteira de outro feito expressivo. Em março de 2025, o Roxy foi destacado pela Time como um dos melhores lugares do mundo para visitar, integrando uma seleção global de hotéis e atrações imperdíveis. Na ocasião, o endereço icônico na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Bolívar apareceu como uma das poucas indicações da América Latina, sendo uma das quatro escolhidas em toda a América Central e do Sul.

O reconhecimento do Tripadvisor reforça ainda mais a relevância do empreendimento no cenário internacional. O Travellers’ Choice Awards é concedido com base em critérios rigorosos, como a qualidade e a quantidade de avaliações, a nota média dos usuários, a consistência das opiniões ao longo de 12 meses e o nível de engajamento na plataforma. Trata-se de uma chancela direta do público, construída a partir da experiência real de viajantes de diferentes partes do mundo.

Dentro da premiação, existem dois níveis principais: o selo Travellers’ Choice, que posiciona o vencedor entre os 10% melhores do mundo, e a categoria Best of the Best, ainda mais exclusiva, destinada ao top 1% global. Ao conquistar espaço nesse seleto grupo logo em seu primeiro ano de funcionamento, o Roxy demonstra não apenas impacto imediato, mas também consistência na experiência oferecida. Para o turismo, esse tipo de reconhecimento vai além do prestígio simbólico. Ele amplia a credibilidade internacional, fortalece o posicionamento premium e influencia diretamente a decisão de viajantes, além de impulsionar resultados comerciais, presença em buscas e parcerias com agências e operadores. Na prática, funciona como um selo de confiança global.

Mais do que um prêmio, o Travellers’ Choice representa a validação do público. Todos os anos, os vencedores são definidos a partir das avaliações acumuladas ao longo de 12 meses, refletindo experiências autênticas e opiniões reais. A edição de 2026, em especial, celebra os destinos e atrações que marcaram as jornadas dos viajantes no último ano, lugares que transformaram visitas em memórias.

Nesse contexto, o Roxy Dinner Show reafirma sua proposta: unir patrimônio histórico, tecnologia e espetáculo em uma experiência imersiva única. Em menos de dois anos, o espaço não apenas reabriu suas portas, mas se reposicionou como um dos grandes ícones do entretenimento e do turismo cultural contemporâneo, projetando o Rio de Janeiro para o centro das experiências globais.

A premiação corrobora com a excelência do projeto – O antigo cinema Roxy foi, por décadas, um dos maiores e mais emblemáticos espaços culturais do Brasil, destacando-se como símbolo do estilo Art déco. Hoje, restaurado e reimaginado, preservando sua memória e relevância histórica, ao mesmo tempo em que incorpora um projeto arquitetônico contemporâneo que respeita os elementos originais que marcaram gerações. A entrada já impressiona com a nova calçada em pedras portuguesas, inspirada em Copacabana, enquanto a fachada ganha tons dourados que remetem à era de ouro do cinema. As colunas cilíndricas foram valorizadas e mantidas como identidade visual do prédio, e a transparência da esquadria externa reforça a integração entre interior e exterior. Entre os destaques, está a cúpula luminária restaurada, com 280 m² e mais de duas toneladas, elemento que resgata, com imponência, o esplendor original do espaço. A estrutura em abóbada, assinada por Emílio Henrique Baumgart, também foi recuperada, enquanto todo o ambiente recebeu melhorias de acústica e conforto.

No presente, o novo palco de 400 m² abriga um painel de LED côncavo com tecnologia 4D, proporcionando uma experiência imersiva em 180°, que conduz o público por uma viagem sensorial pelo Brasil, do Pelourinho à Amazônia. Com capacidade atual para 626 pessoas, o espaço se transforma em um sofisticado dinner show, onde o projeto de iluminação interage com o espetáculo, ampliando a imersão do público. No foyer, permanecem elementos históricos, como escadas e materiais originais, enquanto detalhes em granito, lioz rosa e guarda-corpos dourados foram cuidadosamente restaurados. O resultado é um espaço que equilibra passado e presente, reafirmando sua importância como palco da cultura brasileira.

“Aquele Abraço” – Com direção geral de Abel Gomes, o espetáculo “Aquele Abraço” celebra a diversidade e a alegria do Brasil em uma megaprodução voltada para toda a família. Dezenas de cantores, atores, bailarinos e músicos apresentam um show que viaja pelos ritmos e expressões culturais do Brasil, do samba ao Funk, do Frevo à Bossa Nova, passando pela poesia, pela street art e pelos costumes de diferentes regiões. Com direção cênica e coreografias de Priscilla Mota e Rodrigo Negri, vencedores do Carnaval pela Unidos do Viradouro, e roteiro de Leonardo Bruno, o espetáculo é um verdadeiro mosaico da brasilidade, destinado a encantar tanto turistas nacionais e internacionais quanto os próprios cariocas. A direção musical é de Pretinho da Serrinha, com um repertório que passeia por mais de 50 canções de diferentes ritmos nacionais. Com figurinos assinados por Leonardo Bora e Gabriel Haddad, carnavalescos da escola de samba Grande Rio, o espetáculo traz 350 fantasias exclusivas e um elenco de 60 artistas em cena. É uma experiência imersiva e sensorial, enriquecida ainda pelo desenho de luz de Maneco Quinderé. O projeto do Roxy Dinner Show é uma realização da Accioly Participações e do DC Set Group.

A experiência no Roxy Dinner Show acontece de quarta a domingo, das 19h às 22h45, combinando gastronomia e música ao vivo. Durante cerca de duas horas de jantar, o público aprecia apresentações da Banda Roxy, com clássicos da Bossa Nova e da MPB. Em seguida, o espetáculo “Aquele Abraço” completa a noite com 1h30 de entretenimento imersivo. A proposta gastronômica leva a assinatura do chef Danilo Parah, com cardápios sazonais criados em parceria com chefs convidados e executados pelo chef executivo Caio Silva. Em uma cozinha de alto padrão, o espaço oferece uma experiência culinária sofisticada, alinhada ao nível dos melhores hotéis do mundo.

Roxy Dinner Show
Rua Bolívar, 45 – Copacabana – Rio de Janeiro
•     Funcionamento de: 4ª a Domingo
•     Aberta da casa: 18h30
•     Pré Show: 19h15
•     Jantar: a partir das 19h
•     Apresentação “Aquela Abraço”: 21h
Pacote Copacabana / Pacote Rio de Janeiro / Pacote Aquele Abraço
A partir de R$ 396,00
Capacidade: 626 lugares
Acessibilidade
Classificação Livre
Tickets especiais para crianças até 12 anos
Bilheteria no local: 10h às 18h (2ª e 3ª) / 10h às 21h (4ª a domingo)
Formas de pagamento: Cartões Visa, Mastercard e Amex
Informações: https://roxydinnershow.com.br/
Compra de ingressos: https://roxydinnershow.com.br/venda-ingressos/

Das leis ao tatame: deputados ensinam defesa pessoal a mulheres na Alerj

A iniciativa reuniu cerca de 35 alunas e fez com que os parlamentares trocassem o paletó pelo kimono

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) levou o debate sobre segurança feminina para além do plenário nesta quinta-feira (25/06). Na galeria da Casa, servidoras e mulheres fluminenses aprenderam técnicas de defesa pessoal em aula ministrada pela deputada Índia Armelau (PL), professora de Educação Física, e pelo deputado Rodrigo Amorim (PL), faixa-preta de jiu-jítsu.

A iniciativa marca a primeira edição do “Alerj Por Elas”, programa voltado ao empoderamento e à autoconfiança feminina por meio da defesa pessoal. O evento reuniu 35 mulheres para aprender técnicas de proteção, ganhar mais confiança e se preparar para situações de risco.

Durante a aula, a deputada Índia Armelau destacou que, na disputa de força física, as mulheres partem em desvantagem. Por isso, o treinamento foca em habilidade e sagacidade — seja para evitar o confronto, seja para ganhar tempo e acionar ajuda.

“É fundamental que a Alerj, como a casa do povo, torne essa experiência recorrente, que entre no calendário oficial da Assembleia Legislativa e se torne um evento mensal, quinzenal ou semanal, trazendo cada vez mais mulheres, gratuitamente para aprender noções básicas de defesa pessoal”, afirmou.

Com base nos índices de violência contra a mulher — o Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025, com quatro casos por dia, e o Rio de Janeiro concentra o terceiro maior número do país —, a aula simulou situações cotidianas de risco, como puxão de cabelo, empurrão, agressão por enforcamento e como reagir ao ser derrubada ao chão.

O deputado Rodrigo Amorim destacou que a presença de mulheres de diversas faixas etárias demonstra força e coragem. “Claro que o maior objetivo é prevenir a violência. O maior instrumento de autodefesa é sair da confusão, evitar a briga. Mas, uma vez que o problema aconteceu, a mulher precisa saber movimentos básicos para preservar sua integridade física e, muitas vezes, lamentavelmente, a própria vida”, declarou.

Leis que protegem as mulheres

A ação se soma ao histórico da Alerj no enfrentamento à violência contra a mulher. Nesta semana, o Governo do Estado sancionou o Pacto Estadual Contra o Feminicídio. A Lei 11.231/26, assinada por 38 parlamentares, institui mecanismo permanente de combate ao feminicídio, com atuação integrada entre poderes públicos, órgãos de justiça, segurança pública e sociedade civil.

Outra medida recente é a Lei 11.025/25, de autoria dos deputados Sarah Poncio (SDD) e Rodrigo Amorim, que garante às mulheres fluminenses o acesso seguro ao spray de extratos vegetais como instrumento de legítima defesa.

A jovem Geovanna Black, de 15 anos, faixa verde com oito anos de jiu-jítsu, resume o espírito da tarde: para ela, a prática vai além do tatame e é uma ferramenta para romper com a vulnerabilidade a que as mulheres estão expostas no dia a dia. “A gente se apoia, ensina uma à outra a ser mais autoconfiante e a se impor mais”, disse.

Um verão de encanto em Milão

Descubra o Café Swarovski no Giardino Cordusio

No momento ideal para o verão europeu, o Giardino Cordusio e a Swarovski apresentam uma ocupação especial e inesperada que traz uma nova luz ao sofisticado bistrô e bar de coquetéis localizado no pátio interno do hotel cinco estrelas Palazzo Cordusio Gran Meliá, com uma decoração renovada e elegante em vibrantes tons pastel.

De junho até o final de setembro, a criatividade e a inovação da Swarovski ganham vida em uma experiência imersiva que une design e hospitalidade contemporânea em um dos endereços mais icônicos de Milão, inspirada pelo característico savoir-faire da maison e por uma atmosfera repleta da energia do verão.

Massimo La Greca, General Manager da Swarovski Itália, comenta: “Milão é um polo estratégico essencial para a Swarovski, graças à sua capacidade única de atrair criatividade, design e inovação em escala global. Por meio de iniciativas que dialogam com os momentos culturais mais relevantes da cidade, seguimos criando experiências significativas e distintas. Nossa colaboração com o Giardino Cordusio e o Palazzo Cordusio Gran Meliá é uma extensão natural dessa trajetória, reunindo o universo criativo da Swarovski com a excelência da hospitalidade de luxo. Este projeto reflete integralmente nossa estratégia LUXignite, adotando uma visão de varejo cada vez mais integrada ao lifestyle e à experiência. Queremos que cada visitante descubra não apenas um espaço, mas um momento memorável no coração de uma cidade que nos inspira todos os dias.”

Francesco Cappucci, Cluster Director of Operations do Sunset Hospitality Group, acrescenta: “Temos orgulho de receber a Swarovski no Giardino Cordusio para uma colaboração que traduz perfeitamente nossa visão de hospitalidade contemporânea: criar experiências imersivas que conectem design, lifestyle e convivência em um dos cenários mais emblemáticos de Milão. Esta ocupação representa não apenas uma transformação visual do espaço, mas também uma nova maneira de viver o verão no coração da cidade.”

Esta colaboração representa uma evolução natural da relação entre Swarovski e Palazzo Cordusio Gran Meliá, iniciada durante a temporada de festas de 2025, quando cristais Swarovski iluminaram os ambientes e a decoração festiva do hotel.

Durante todo o período, o pátio interno do Giardino Cordusio será completamente transformado em Café Swarovski, oferecendo aos visitantes um refúgio urbano contemporâneo no coração da cidade.

Da entrada às áreas lounge, cada elemento transporta os convidados para o universo Swarovski: mobiliário exclusivo, tecidos personalizados e detalhes decorativos transformam o Giardino Cordusio em um dos destinos mais luminosos e reconhecíveis do verão milanês.

Um espaço dedicado para fotos complementa a experiência, criando o cenário ideal para registrar a atmosfera da ocupação.

A experiência continua à mesa com uma seleção exclusiva de gastronomia e bebidas criada especialmente para o Café Swarovski.

Ao longo da experiência, os visitantes poderão descobrir o Crystal Clear, coquetel assinatura inspirado na maison: uma criação aromática preparada com rum Brugal, maracujá, Martini Bianco, cordial de crisântemo e baunilha, servida com um espetacular cubo de gelo lapidado em formato de diamante com o emblema Swarovski.

Para acompanhar os coquetéis, uma seleção de petite pâtisserie, macarons e sobremesas com notas frescas e leves será servida sobre porcelanas Rosenthal para Swarovski, transformando cada momento em uma experiência elegante e contemporânea.

Aberto diariamente do almoço ao aperitivo e ao pós-jantar, com menu de bebidas refrescantes e pratos leves, o Giardino Cordusio inaugura, com a assinatura Swarovski, uma nova experiência de lifestyle e se consolida como um dos destinos imperdíveis do verão em Milão.