Instituição filantrópica oferece atendimento terapêutico e psicopedagógico especializado e articula ações de defesa dos direitos de PCDs e seus familiares
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Niterói completará 58 anos de fundação no próximo dia 2 e comemorará a partir das 14 horas com um evento na quadra da sede da entidade, localizada na Rua Prof. Ismael Coutinho, no Centro, com apresentação dos assistidos, culto ecumênico e o tradicional parabéns com bolo e velinhas. A ocasião deverá contar com a presença de diretores das federações nacional e estadual das Apaes e de representantes dos governos municipal, estadual e federal.
A Apae é uma entidade civil e filantrópica, de direito privado, sem fins lucrativos e de utilidade pública, inaugurada em Niterói em 2 de agosto de 1965, por um grupo de pais e pela professora Rosa Abi-Ramia Haddock Lobo, na época chefe de Educação Especial do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Desde janeiro de 2023, a associação é presidida pelo pedagogo Octávio Simões, que é voluntário no cargo, bem como toda a Diretoria e todo o Conselho, desde sempre.
O objetivo inicial das Apaes era oferecer educação e apoio a pessoas com Síndrome de Down, mas sua atuação se ampliou ao longo das décadas e hoje a instituição oferta também serviços em saúde e assistência social para pessoas com outros tipos de deficiência intelectual, além de física e múltipla. Sua incorporação à rede SUS, o sistema único de saúde do governo federal, nos anos 2000, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, possibilitou sua melhor estruturação, com a contratação de profissionais e, é claro, a continuidade dos serviços. Hoje, a Apae de Niterói realiza cerca de seis mil atendimentos variados por mês a munícipes com deficiência.
O movimento apaeano é o maior do Brasil em prol das pessoas com deficiência intelectual e múltipla. São mais de duas mil e duzentas unidades no país, com a missão de promover e articular ações em defesa dos direitos das pessoas com deficiência e em apoio às famílias, por meio de serviços e orientação, visando à construção de uma sociedade mais solidária e justa, com inclusão, acessibilidade, oportunidades, protagonismo e cidadania a este segmento. A instituição adota como símbolo a figura de uma flor margarida, ladeada por duas mãos desniveladas: uma em posição de amparo e outra de orientação; embaixo, há dois ramos de louro com o número de folhas igual ao de estados brasileiros mais o distrito federal.
O Dia Nacional das Apaes é comemorado anualmente em 11 de dezembro, como estabelece a Lei Federal nº 10.242 de 2001. É a data de surgimento de sua primeira unidade no Brasil, em 1954, na capital carioca. Já o termo “excepcional”, antes referente a pessoas com impedimentos, dificuldades ou atrasos no desenvolvimento, de natureza física e/ou intelectual, caiu em desuso, apesar de ter sido mantido no nome da instituição. Tal designação foi substituída por outras até que evoluiu para a expressão “pessoa com deficiência”, chancelada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006, a qual evidencia que o deficiente é, antes de tudo, um ser humano.






