Congresso reuniu 1514 profissionais de 81 países, projetando a região e o país no topo da Meetings & Industry
O Turismo do Porto e Norte celebra um balanço extremamente positivo do 64º Congresso da ICCA – International Congress and Convention Association. Ao longo de quatro dias vibrantes, mais de 1.500 profissionais, de 81 países, compartilharam experiências e ideias inovadoras para o setor.
Nesta edição, a região fez história ao estrear um formato multivenue inédito, com sessões inspiradoras, distribuídas por 9 espaços emblemáticos dos municípios do Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia. Esta abordagem não só promoveu uma imersão cultural nas diversas facetas da região, como também realçou a capacidade do Porto e Norte em acolher eventos de grande escala.
Durante o evento, o Turismo do Porto e Norte apresentou o seu legado para deixar a todo o setor a nível mundial – “Porto & North Forever Pact”, um conjunto de princípios orientados para a sustentabilidade, inovação, inclusão e participação cívica, reforçando a sua visão para um setor MICE com maior impacto na comunidade e um compromisso real e duradouro.
A pré-estreia da nova campanha internacional “The Big Trend, by Ofelia de Souza”, cuja versão completa será lançada a 27 de novembro, mereceu grande destaque, bem como o novo site dedicado ao turismo de negócios.
Segundo Luís Pedro Martins, Presidente de Turismo do Porto e Norte “Estamos muito orgulhosos e com um forte sentimento de missão cumprida. Foram meses de muito trabalho, após termos vencido a candidatura para esta organização, numa competição internacional com forte concorrência. Foram momentos desafiadores e intensos, mas acredito que após estes 4 dias podemos estar felizes pelo que alcançámos juntos. Este Congresso da ICCA ficará na história como o primeiro a decorrer em vários locais, nove no total, espalhados pelo Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia. Provámos que este formato inovador não só é possível, como também é altamente bem-sucedido. Os nossos sinceros agradecimentos à ICCA por depositar a sua confiança no Porto e Norte de Portugal, ao Turismo de Portugal pelo apoio incondicional nesta ambiciosa jornada, a todos os nossos parceiros, públicos e privados, e à nossa equipa, cujo trabalho árduo, competência e empenho tornaram esta conquista possível.”
No encerramento, que contou com a presença e intervenção do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, a ICCA agradeceu o sucesso desta edição e anunciou que o próximo congresso será realizado na Cidade do Panamá, entre os dias 8 e 11 de novembro de 2026, dando início aos preparativos para a próxima edição.
Melhorias fazem parte das transformações da Região Oceânica
O prefeito Rodrigo Neves esteve, neste sábado (22), no bairro Campo Belo, em Itaipu, na Região Oceânica, para a entrega das obras de urbanização do local. A Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION) foi responsável pela execução do projeto que beneficiou 18 ruas, abrangendo uma extensão de 6,2 quilômetros. A entrega fez parte das comemorações pelos 452 anos de Niterói.
Com um investimento de R$ 36,3 milhões, os trabalhos incluíram a implantação de redes de drenagem, construção de calçadas e meios-fios, e pavimentação asfáltica em piso intertravado.
O prefeito destacou as mais de 750 obras implantadas nos últimos 10 anos em diversos bairros da Região Oceânica que fazem parte do projeto de revitalização da região. Rodrigo Neves agradeceu o trabalho das equipes e a confiança da população.
“As obras do Campo Belo estão sendo entregues hoje, com uma revitalização completa do bairro, em mais uma etapa do plano de infraestrutura da Região Oceânica. Quero reiterar que, enquanto estivermos à frente da Prefeitura, vamos manter esse planejamento de um desenvolvimento sustentável, trazendo qualidade de vida, qualidade urbana, mantendo e recuperando o nosso patrimônio ambiental. Parabéns ao Campo Belo e parabéns Niterói pelos 452 anos”, reforçou Rodrigo Neves.
Moradoras há quase 30 anos no bairro, Regina Brasil e Maria de Fátima da Silva celebraram a conclusão das obras e comentaram a visível transformação do local. Maria de Fátima lembrou de quando o local tinha ruas de terra sem iluminação.
“A rua era de terra, não tinha iluminação pública, não tinha água encanada, a gente tinha cisterna e comprava água aos poucos. Quando chovia enchia tanto que às vezes não dava para sair de casa. Essa obra foi tudo de bom porque agora a gente está com as ruas asfaltadas e as calçadas para caminhar”, disse Maria de Fátima.
Uma das conquistas das obras foi a união e aproximação dos moradores. Regina Brasil criou um grupo para conversar sobre as intervenções.
“A gente tomou cuidado para que o foco fossem as melhorias, na aproximação dos moradores. Agora é um dos bairros mais bonitos de Itaipu. Que bom que a gente está, enfim, vivendo esse bem-estar”, explicou Regina Brasil.
Nos últimos 10 anos, foram feitas mais de 750 obras de infraestrutura na Região Oceânica. Em 2013, quando Rodrigo Neves assumiu a Prefeitura pela primeira vez, mais de 90% das ruas não tinham asfalto, galerias de drenagem, urbanização e estrutura. Após o fim das obras em andamento, a região terá quase 100% das ruas com infraestrutura.
Caso haja aprovação, o edifício deve ser inscrito nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes
Nesta quarta-feira (26/11), o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, instância máxima de deliberação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para assuntos relacionados ao patrimônio cultural material e imaterial, vai deliberar sobre o tombamento definitivo do edifício da antiga Repartição Central de Polícia, conhecido como antigo DOPS, localizado na Rua da Relação, no centro do Rio de Janeiro.
O pedido de tombamento do DOPS se dá em razão do relevante valor histórico e artístico do imóvel. A proposta a ser apresentada pede a inscrição do prédio nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes, passando a integrar oficialmente o conjunto de bens protegidos pelo Iphan. Com a ação, o Instituto reafirma o compromisso de preservar os lugares de memória, ação indispensável para o fortalecimento da democracia brasileira.
No dia 30 de outubro, foi publicado no Diário Oficial da União o edital de tombamento provisório do edifício pelo Iphan. De acordo com o Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, o tombamento provisório já assegura proteção ao bem protegido em nível federal, se equiparando ao tombamento definitivo. O proprietário tem o prazo de 15 dias para apresentar eventual contestação à medida.
Inaugurado em 1910, o edifício foi originalmente construído para sediar a Repartição Central de Polícia. Ao longo de sua história, abrigou diferentes polícias políticas encarregadas de reprimir movimentos e expressões sociais consideradas ameaças à ordem pública. Entre 1962 e 1975, o local abrigou o Departamento de Ordem Política e Social do Rio de Janeiro (DOPS-RJ), usado durante a ditadura militar para prender e torturar presos políticos.
Legislação contribuiu para o aumento de 64% no volume de recicláveis recolhidos pelo projeto Recicla Niterói
“Desde que os prédios e o comércio começaram a usar contêineres, o nosso trabalho melhorou muito. Perdíamos um tempo enorme limpando o lixo espalhado pelos catadores. Agora, com o contêiner, tudo ficou mais rápido, pois já recolhemos os resíduos ensacados. Também nos sentimos mais respeitados.” O depoimento é de Luiz Claudio Cruz, gari da Clin há dez anos, sobre as melhorias trazidas pela Lei 3987/2025, a Lei dos Contêineres, que alterou o Código de Limpeza Urbana do Município e entrou em vigor no dia 6 de outubro. Além de promover a sustentabilidade, a nova regra valoriza e humaniza o trabalho dos profissionais da limpeza.
A legislação determina novas normas para o acondicionamento e a disposição dos resíduos em prédios multifamiliares. A coleta deve ser feita, obrigatoriamente, em recipientes plásticos com tampa, de duas rodas, com capacidade de até 1000 litros e em sacos pretos de até 100 litros, que impedem o contato direto do lixo com o recipiente. A Lei foi sancionada em abril e os condomínios tiveram seis meses para se adequar às novas normas.
A adesão à nova legislação avança de forma significativa. Em Icaraí, por exemplo, em maio, um mês após a publicação da Lei, apenas 31 condomínios utilizavam contêineres. Em novembro, esse número saltou para 368, um aumento de 1.087,10%. Os dados também revelam um reflexo positivo na coleta seletiva: no mesmo bairro, o número de condomínios que não reciclavam caiu de 514 para 289 no período. A Lei dos Contêineres contribuiu ainda para o aumento de 64% no volume de recicláveis recolhidos pelo projeto Recicla Niterói: somente em outubro foram 18 toneladas.
“Desde janeiro equipes de Sustentabilidade da Clin realizam ações de conscientização nos bairros de Niterói, orientando moradores e síndicos sobre a forma correta de separar e descartar os resíduos. Os técnicos explicam que, quando o lixo é deixado diretamente no chão, fica sujeito à ação de animais, vento, chuva ou de catadores antes da chegada do caminhão, gerando sujeira e transtornos. Com a conteinerização, reduz-se a poluição e o mau cheiro. A cidade fica mais organizada e diminui a proliferação de vetores, como ratos, baratas e mosquitos. Durante as visitas, as equipes também reforçam os horários corretos da coleta domiciliar,” explicou a engenheira ambiental e sanitarista da Clin Lélia Lomardo.
Com a Lei em vigor, as ações continuam e o roteiro vem sendo ampliado para outros bairros. Na semana passada, o Ingá recebeu novamente a equipe de educação ambiental, que aproveitou a visita para verificar se os condomínios realizam coleta seletiva e reforçar a importância da destinação adequada dos recicláveis, bem como os dias e horários da coleta municipal. Essas práticas contribuem para a redução do volume de resíduos e para a mitigação dos impactos ambientais.
Evento internacional reunirá representantes de municípios latino-americanos para debater caminhos sustentáveis, pacíficos e resilientes para o futuro urbano
Niterói se consolida, mais uma vez, como referência internacional em governança urbana e integração regional ao sediar a XXX Cúpula da Rede Mercocidades, que acontecerá entre os dias 3 e 5 de dezembro de 2025, no Caminho Niemeyer. O tema do encontro será “Caminhos para Cidades Resilientes, Pacíficas e Sustentáveis”. O evento marca os 30 anos da Rede e vai reunir prefeitos, autoridades locais, especialistas, redes internacionais, organismos multilaterais, acadêmicos e a sociedade civil em um ambiente de cooperação e diálogo voltado para o futuro das cidades latino-americanas.
“Essa cúpula representa o fortalecimento da integração regional e do papel das cidades no enfrentamento dos grandes desafios do século XXI. Receber lideranças da América Latina em Niterói é uma honra e também um reconhecimento ao nosso esforço contínuo por um desenvolvimento urbano sustentável, democrático e inovador”, destacou o prefeito Rodrigo Neves que, durante o encontro, vai assumir a presidência da Rede Mercocidades.
Como parte da programação, o Fórum de Segurança Pública em Perspectivas Transversais será realizado no dia 2 de dezembro, com participação aberta ao público e foco em boas práticas e projetos relacionados ao tema da cúpula. A proposta é promover conexões de experiências regionais e internacionais sobre segurança urbana e inclusão.
Durante os dias da cúpula, também ocorrerão debates, visitas técnicas, reuniões políticas, intercâmbios culturais e o Festival Mercocidades, com artistas e representantes da diversidade cultural da região.
“É uma honra para Niterói sediar a Cúpula da Mercocidades em 2026. Nossa cidade tem se destacado pela inovação, sustentabilidade e governança colaborativa. Receber esse encontro internacional reforça nosso compromisso em construir soluções urbanas que dialoguem com toda a América do Sul. Niterói está pronta para liderar, aprender e compartilhar caminhos para cidades mais humanas e inteligentes”, detalhou o secretário executivo, Felipe Peixoto.
As artistas plásticas Gloria Conforto e Dirce Fett apresentam a exposição ‘Dois Olhares’, no Centro Cultural Correios RJ, a partir de 10 de dezembro, com curadoria de José Ricardo Barbosa dos Santos, trazendo pinturas que convidam a uma viagem introspectiva, na emoção da contemplação de obras tão diversas em concepção, forma e técnica, mas que se harmonizam pela beleza e instigação.
Gloria e Dirce desenvolveram com o artista e mestre Orlando Mollica uma extensa pesquisa na pintura como potentes coloristas, e essa união ocorre após essa experiência de mais de dez anos de formação intensa, desenvolvendo a partir daí leituras diferentes.
Gloria Conforto apresenta trabalhos da Série Silêncio, pinturas a óleo sobre tela com trabalhos em pequenos formatos, que forçam o espectador a mergulhar na contemplação, no mesmo silêncio interior que gerou a produção das obras, onde todas as paisagens retratadas são fictícias, mas derivam da emoção da artista que as imagina como objeto contemplativo.
Dirce Fett traz cores fortes, com muita expressão, provocando um choque de emoção para quem adentra a sala em penumbra, com iluminação apenas em foco sobre as telas. Seu trabalho, em grandes formatos, explora o paradoxo entre padrão e gesto pictórico, além da relação entre figura e fundo. As figuras emergem ou se dissolvem no fundo, que é tratado como manchas, enquanto as figuras são camadas espessas de tinta em harmonia contrastante.
A exposição pode ser visitada até o dia 17 de janeiro de 2026, de terça a sábado, das 12h às 19h, com entrada franca e censura livre.
Sobre Gloria Conforto
Arquiteta e pós-graduada pela UFRJ, com longa atuação na área de projetos e de meio ambiente, frequentou cursos livres com os artistas Amador Perez, Gianguido Bonfanti e com os aquarelistas Javier Zorrilla e Cesc Farre. Vem se dedicando às artes plásticas, pintura e aquarela, desde 2015 com várias exposições coletivas e individuais. De 2010 a 2015 desenvolveu pesquisas no Atelier do artista Orlando Mollica na EAV e, posteriormente, com o artista e professor Bernardo Magina. Aprimorou sua pesquisa com acompanhamento de processos artísticos com a curadora e artista Bianca Madruga e a galerista Sara Figueiredo, em 2022 e 2023.
Sua expressão artística que se iniciou desde cedo pelo desenho, passou a aprimorar a técnica de pastel oleoso sobre papel e da aquarela, criando um universo vibrante, buscando como linguagem, a luminosidade e fluidez, na descoberta do onírico e mágico que existe por trás de cada cena. Possui mais de 50 obras adquiridas por colecionadores privados no Brasil e no exterior.
Nascida em Erechim, vive e atua no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, recebendo orientações, entre outros, de Orlando Mollica, João Magalhães, Edmilson Nunes e Bob N. Participou também de vários workshops e cursos livres de criatividade de Charles Watson. Utiliza várias técnicas, como pintura e colagem de diversos tecidos, como a chita de imagens impressas de antigos monumentos e animais numa linguagem contemporânea de memórias, paisagens e imagens
iconográficas, bem como uma linguagem mais abstrata onde as cores fortes direcionam a expressão do seu trabalho.
O trabalho de Dirce Fett, tanto em grandes como nos pequenos formatos, explora o paradoxo entre padrão e gesto pictórico, além da relação entre figura e fundo. As figuras emergem ou se dissolvem no fundo, que é tratado como manchas, enquanto as figuras são camadas espessas de tinta em harmonia contrastante. Dirce vem participando de diversas exposições individuais e em coletivas no Brasil e no exterior.
Local: Centro Cultural Correios RJ @correioscultural
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Abertura: 10 de dezembro de 2025
Visitação: 10 de dezembro de 2025 até 17 de janeiro de 2026Dias e horários: terça a sábado, das 12h às 19hAssessoria de Imprensa: Paula Ramagem @paulasoaresramagemEvento gratuitoCensura Livre.
Como chegar: metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega); ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/Uruguaiana).
Acessibilidade: adaptado para pessoas cadeirantes
A exposição tem como público-alvo empresários, profissionais liberais, colecionadores, professores, estudantes e público em geral.
Governo do Estado destina ao IASERJ equipamento que substitui biópsia hepática e permite avaliar fibrose e gordura no fígado de forma rápida e indolor
A rede estadual de Saúde do Rio de Janeiro agora conta com o primeiro aparelho de elastografia hepática – exame moderno que possibilita avaliar com precisão a evolução de doenças como fibrose e cirrose, sem a necessidade de procedimentos invasivos. O novo equipamento, de tecnologia francesa, foi adquirido pelo Governo do Estado com investimento de R$ 670 mil e foi inaugurado nesta quarta-feira (19/11), no Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) Maracanã, que é referência no cuidado às hepatites virais.
– Estamos renovando o parque tecnológico das unidades da rede estadual de saúde para oferecer os exames mais modernos à população que utiliza o sistema público. A qualidade dos equipamentos não deixa nada a dever à rede privada. Além disso, investimos na criação de centros de diagnósticos, como o Rio Imagem Baixada, que já realizou mais de 2 milhões de exames laboratoriais e por imagem _ afirmou o governador Cláudio Castro.
A tecnologia, que utiliza ondas sonoras para medir a rigidez do órgão e identificar gordura no fígado, permite acompanhar complicações associadas às hepatites B e C com mais conforto e segurança para a população. O exame classifica o grau de fibrose em diferentes estágios (de F0 a F4) e é indicado para pacientes em acompanhamento clínico, orientando condutas terapêuticas, além de prevenir o avanço da doença.
– Inauguramos o primeiro aparelho de elastografia hepática da rede estadual de saúde. Esse equipamento é fundamental para monitorar e avaliar o fígado de pacientes com hepatites virais e outras doenças hepáticas, substituindo a necessidade de uma biópsia, que é um procedimento invasivo. Esse aparelho mede o grau de fibrose e também a quantidade de gordura no fígado, o que ajuda não só quem está em tratamento, mas também quem já foi curado e precisa acompanhar riscos futuros – declarou a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
A secretária e o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mário Sérgio Ribeiro, acompanharam os primeiros atendimentos realizados com o novo aparelho. O exame será ofertado aos pacientes do Iaserj e àqueles encaminhados pela Atenção Primária via Sistema Estadual de Regulação (SER).
Paulo Rogério da Silva, de 49 anos, foi um dos primeiros a utilizar o aparelho. Ele trata hepatite B após descobrir a infecção em uma doação de sangue.
-Fiquei surpreso com o equipamento novo, que é muito valioso pra nós. O exame foi excelente, rápido, indolor e com um resultado muito bom. Fico tranquilo de saber que agora temos um exame mais profundo e com resultado rápido. É tranquilo, não dói, e cuidar da saúde é fundamental, disse o paciente.
Ampliação da capacidade de atendimento
Antes da chegada da elastografia, a principal forma de avaliar a progressão das hepatites era a biópsia hepática, um exame invasivo, com necessidade de internação e risco de complicações. Com o novo aparelho e a previsão de instalação de um segundo polo em local a ser definido, a SES-RJ ampliará significativamente o acesso ao diagnóstico.
A estimativa inicial é realizar 80 a 100 exames por mês, e, paralelamente, os profissionais serão treinados para a condução do exame e até mesmo para avaliar os casos clínicos que indicam essa necessidade.
Sobre as hepatites virais
As hepatites B e C, quando evoluem para a forma crônica, podem causar inflamação e danos progressivos ao fígado. A hepatite B tem na vacinação sua principal forma de prevenção, com doses disponíveis gratuitamente para todas as idades. Já a hepatite C não possui vacina, tendo como forma de prevenção os cuidados para não compartilhar objetos que entrem em contato com sangue e usar preservativo.
_ O monitoramento das hepatites virais é feito de forma contínua e, com o novo equipamento, será possível estabelecer o estágio da doença hepática crônica causada pelas hepatites B e C. E contribui para melhorar as informações sobre a evolução dos portadores de hepatites virais. Da mesma forma, poderemos adequar a rede de assistência para os vários níveis de complexidade observados, oferecendo um acompanhamento médico adequado e oportuno _ explicou a gerente de Hepatites Virais da SES-RJ, Clarice Gdalevici.
A partir de 11 de dezembro, a rede exibe filme-concerto gravado em Londres com 31 faixas da banda no repertório
Nos dias 11, 13 e 14 de dezembro, os fãs de The Cure poderão conferir nas salas da UCI o filme-concerto “The Cure: The Show of a Lost World”. Filmado em Londres durante o lançamento do álbum “Songs of a Lost World”, de 2024, o filme terá sessões especiais na rede, com pré-venda de ingressos disponível no site e nas bilheterias a partir de 20 de novembro.
Realizado na icônica casa de shows Troxy e dirigido por Nick Wickham, que já trabalhou com nomes como Iggy Pop, Rihanna e Ivete Sangalo, o registro traz a performance completa do álbum mais recente da banda, na primeira e única vez em que todas as faixas do projeto foram apresentadas ao vivo, além de um set especial que celebra os 45 anos de “Seventeen Seconds”, segundo disco do grupo. Para a revista britânica especializada em música NME, o longa é “a celebração de uma banda que ainda está no auge da carreira”. Ao todo, são 31 músicas no repertório, incluindo clássicos como “Just Like Heaven”, “Friday I’m in Love” e “Boys Don’t Cry”.
Considerado um dos grupos mais influentes do rock mundial, o The Cure soma mais de 30 milhões de discos vendidos, quatro apresentações como headliner no Glastonbury e dois prêmios Brit Awards. A banda esteve no Brasil pela última vez em dezembro de 2023, como atração principal do festival Primavera Sound.
Para mais informações sobre a compra, valores e programação, acesse o site oficial da rede. Os clientes do UCI Unique, o programa de relacionamento da rede, têm o benefício de pagar meia-entrada em qualquer dia e sessão. Para fazer parte do grupo, basta adquirir o cartão na bilheteria de qualquer cinema UCI, ter mais de 18 anos e fazer o cadastro no site. Os novos associados ganham um ingresso cortesia que pode ser utilizado de segunda a quinta-feira, inclusive feriados, a partir do dia seguinte ao do cadastro.
Casarão restaurado é o primeiro equipamento público cultural da Zona Norte
No dia do aniversário de 452 anos de Niterói, a Prefeitura da cidade inaugurou, neste sábado (22), o Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca, o primeiro equipamento público cultural da Zona Norte. Instalado em um casarão histórico que foi totalmente restaurado, o complexo vai receber exposições e espetáculos, além de oferecer salas para cursos, ensaios e reuniões de coletivos culturais, entre outros eventos.
O prefeito Rodrigo Neves destacou a qualidade do projeto do centro cultural.
“É uma alegria muito grande estar aqui com cada um e com cada uma de vocês. É uma alegria inaugurar este centro cultural nos 452 anos de Niterói. Este casarão estava há 40 anos abandonado. A gente trabalhou uma concepção do projeto, que não era só restaurar a casa. Pedi um projeto que fosse mais que restauração. Que a gente pudesse ter o primeiro teatro municipal do Fonseca. Esse teatro tem 240 lugares e está lindo, com uma iluminação cênica fantástica. Queria agradecer a todos que trabalharam. O Cauby Peixoto nasceu em Niterói, passou uma parte da vida no Fonseca e ele deve estar muito feliz. A cultura é parte indissociável da cidade. Niterói é uma cidade vibrante e cultural. Esse casarão vai abrigar várias atividades e também ser um importante centro de memória sobre a Alameda São Boaventura, que vai viver uma grande transformação nos próximos anos. Essa obra representa a importância da continuidade das políticas públicas. Eu escolhi o local e fiz a desapropriação em 2019, o prefeito Axel (Grael) iniciou a construção e agora tenho a alegria de concluí-la. Foi tudo preparado com muito carinho para a população”, afirmou Rodrigo Neves.
O projeto do Centro Cultural Cauby Peixoto foi pensado com atenção aos detalhes: nenhuma árvore foi derrubada, vitrais centenários foram preservados e tanto o casarão quanto o prédio anexo foram adaptados para a acessibilidade. O complexo tem um teatro para 240 pessoas, salas de ensaio, ambientes multiuso e espaços dedicados à memória do niteroiense Cauby Peixoto e do Fonseca, bairro onde o cantor morou e tem grande relevância histórica para a cidade.
“O Centro Cultural da Zona Norte é um símbolo do compromisso da Prefeitura com a democratização do acesso à cultura. É o primeiro equipamento público municipal da região e resultado de um esforço que envolveu escuta pública e planejamento. Niterói vive um dos maiores ciclos de investimentos em cultura de sua história, com recursos aplicados em infraestrutura, formação, editais e valorização dos nossos artistas e da diversidade cultural da cidade. A Prefeitura já recuperou prédios históricos como o Mercado Municipal e a Casa Norival de Freitas, e está oferecendo ao povo equipamentos de qualidade. O centro cultural é um encontro especial com o povo de Niterói e com o país, que vai saber que Cauby Peixoto é daqui”, ressaltou o secretário municipal das Culturas, Leonardo Giordano.
Sobrinha de Cauby, Magali Velasco cuidou do acervo do cantor cedido para o centro cultural.
“É uma emoção indescritível ver esse acervo agora disponível para toda a cidade. Cuidamos de tudo com muito zelo e hoje sentimos que ele ganha um novo sentido, ao alcançar tantas pessoas. É gratificante ver esse reconhecimento à memória e ao legado da nossa família.” declarou Magali Velasco, ao lado de Salmo Medeiros, outro sobrinho do artista, e da sobrinha neta de Cauby, Patrícia Velasco.
“O Centro Cultural Cauby Peixoto é um grande presente para a cidade. A gente sabe o trabalho que foi. Como vice-prefeita, fico feliz de fazer parte de um governo com uma caminhada tão bonita e que, efetivamente, mudou Niterói. Tenho muito orgulho de ser a primeira mulher vice-prefeita da cidade. A gente trabalha para servir à cidade. Esse equipamento foi feito com muito cuidado no restauro, em cada vitral, e de ter água recolhida de chuva e painéis solares. É um equipamento completo”, afirmou a vice-prefeita Isabel Swan.
“Hoje é um dia de muita celebração e de orgulho. Essa é uma entrega muito especial, que faz parte de um conjunto de intervenções nesses últimos 13 anos. Fui vice-prefeito do Rodrigo Neves, e depois prefeito. Tenho muito orgulho de ter podido fazer várias obras com um investimento muito elevado em recuperação do patrimônio cultural da nossa cidade. Parabéns a todos que se dedicaram para que isso aqui pudesse acontecer”, disse o ex-prefeito Axel Grael.
Três exposições – O Centro Cultural Cauby Peixoto foi inaugurado com três exposições que dialogam com diferentes temporalidades, memórias e linguagens. “Azulejos de Memória”, mostra inaugural da Sala de Memória, constrói um mosaico afetivo da história do Fonseca por meio de fotografias, documentos, vídeos, relatos e materiais distribuídos em dez núcleos que percorrem desde as primeiras ocupações indígenas até processos de urbanização, industrialização, vida de bairro e cultura popular.
A mostra “Cauby Peixoto: Para ser outra vez” apresenta múltiplos olhares sobre o cantor nascido em Niterói, destacando sua trajetória, estilo e performance, além de leituras contemporâneas sobre gênero, imagem e expressividade. Fotografias, registros raros e materiais curatoriais compõem uma mostra que convida o público a revisitar a presença cênica e a importância cultural de Cauby na música brasileira.
Já a exposição “SKID” aproxima o público de pesquisas em arte contemporânea que exploram relações entre corpo, espaço urbano e memória, ampliando o diálogo do centro cultural com práticas artísticas experimentais e novas narrativas visuais.
O investimento da Prefeitura no restauro e na adaptação do casarão histórico foi de R$ 16,8 milhões.
Celebração ocorreu na Igreja de São Lourenço dos Índios, marco histórico da cidade
Niterói amanheceu em festa, neste sábado (22), para celebrar 452 anos de fundação, de quando ainda era chamada de Aldeia de São Lourenço dos Índios, com uma Missa de Ação de Graças. A primeira agenda comemorativa do dia foi pela manhã, na Igreja de São Lourenço dos Índios, marco histórico da cidade.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou a importância histórica da Igreja de São Lourenço dos Índios e anunciou que, no ano que vem, ela vai passar por uma nova restauração.
“Que essa celebração nos inspire a continuar trabalhando para fazer de Niterói uma cidade cada vez mais transformada, que seja capaz de promover a justiça, a paz e a prosperidade. É um dia muito especial para todos nós que celebramos esta eucaristia nessa igreja histórica. A igreja é de 1627. Daqui a dois anos ela vai fazer 400 anos. A última restauração aconteceu há 25 anos. Quero dizer que, ano que vem, vamos iniciar uma nova restauração desta igreja. Vamos ter, no final do ano que vem, os 400 anos de celebração da igreja com ela completamente restaurada. Que Deus continue abençoando Niterói”, reforçou o prefeito Rodrigo Neves.
A missa foi celebrada pelo arcebispo metropolitano de Niterói, Dom José Francisco.
“Esta igreja é um local que revela a importância da nossa história. É um sinal de que a fé começou aqui há muitos anos. Nesses 452 anos de história de Niterói, esse é um momento importante para estarmos louvando e bem dizendo a Deus por todos aqueles que fizeram essa história e, ao mesmo tempo, estarmos nos comprometendo em continuar essa história para que Niterói seja sempre uma cidade onde reine a paz, a justiça, o bem comum e a fraternidade. Aqui é um local que tem muita história e nós fazemos parte desta história”, afirmou o arcebispo.
A missa contou com a participação da vice-prefeita Isabel Swan, do ex-prefeito Axel Grael, de autoridades dos poderes Executivo e Legislativo, além de moradores da cidade e visitantes. A celebração também teve a presença de religiosos e religiosas como a irmã Irenita de Medeiros, responsável pela instituição Sagrada Família.
Um pouco de história – A Igreja de São Lourenço dos Índios é considerada o marco da fundação da primeira presença jesuíta do Rio de Janeiro. Antes da construção da igreja, a localidade já era ocupada por diversas produções agrícolas e espaços onde posteriormente se tornaram as regiões de São Domingos e Praia Grande.
Tombada em 1922, a igreja tem linhas associadas ao estilo das construções da ordem jesuíta. A igreja consolidou sua importância como um patrimônio histórico e arquitetônico capaz de demonstrar as relações sociais da época do Brasil Colônia.