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Participaram da atividade, no Parque das Águas, estudantes da rede municipal de Educação
– A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade realizou, nesta terça-feira (06), como parte das comemorações da Semana do Meio Ambiente, uma oficina com um animal que, para muitos, pode ser sinônimo de medo e até de dor: as abelhas. No entanto, para os especialistas, as abelhas significam preservação e garantia de proliferação de alimentos. O laboratório a céu aberto foi direcionado para turmas do nono ano do Ensino Fundamental de escolas municipais de Niterói e aconteceu no Parque das Águas, no centro da cidade.
Como parte do Programa Municipal de Agroecologia Urbana de Niterói, a oficina foi ministrada pelo professor e educador ambiental Renan Pereira, especialista em abelhas nativas sem ferrão e inscrito no Cadastro de Produtor Agroecológico de Niterói da Secretaria de Meio Ambiente. O objetivo do projeto é sensibilizar para a importância da preservação das abelhas nativas, para evitar mortandade por falta de conhecimento e intervenção humana em seu habitat.
A oficina levou ensinamentos sobre a importância da polinização realizada pelas abelhas. O encontro apresentou a organização de uma colmeia de abelha nativa e mostrou que as abelhas não possuem ferrão e, por isso, não machucam e não devem ser mortas. A oficina trabalhou na sensibilização para que todos cuidem de colmeias encontradas em parques e árvores pela cidade.
“Essa oficina sensibiliza para que todos possam ensinar à família e amigos sobre a importância das abelhas. Vai ao encontro do nosso projeto de agroecologia sustentável. É importante que crianças e jovens sejam multiplicadores da ideia de que não se deve matar as abelhas pois elas fazem toda a polinização das plantas e realizam a fecundação quando levam um pólen de um lugar para outro. Dentro do nosso projeto de agroecologia, descobrimos inúmeras espécies em Niterói”, explicou Isabella Fattori, coordenadora de Agroecologia Urbana da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
Para o secretário de Educação e presidente da Fundação Municipal de Educação (FME), Bira Marques, o contato com os animais possibilita um aprendizado mais amplo para os estudantes sobre meio ambiente e sustentabilidade.
“Este é um momento de aprendizado. Muitas vezes, a gente valoriza o asfalto, a tecnologia. Mas é importante parar, ir ao parque, olhar, aprender, descobrir que podemos ficar perto de algumas abelhas e absorver esse conhecimento. A Semana do Meio Ambiente tem o papel de reflexão, de descoberta, de quebrar paradigmas e mudar hábitos. Esperamos que, através da Educação, a gente consiga, cada vez mais, cuidar melhor do ambiente em que vivemos. Para não só formar nossos alunos, mas fazer com que essa formação chegue aos familiares, amigos e bairros”, afirmou Bira Marques.
Ao final da oficina, escolas ganharam uma caixa de abelhas sem ferrão com o propósito de disseminar o conhecimento adquirido. A prática será levada para diversas unidades educacionais de Niterói.
Fotos: Alex Ramos






A artista visual Bia Torres mobiliza os amigos e admiradores em prol da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Audição (APADA), revertendo parte das vendas de suas obras para a instituição. Ela comemorou o aniversário com uma exposição beneficente, no último sábado, no restaurante Noi São Francisco, e agora segue divulgando a ação na internet.
Bia Torres é deficiente auditiva e faz questão de ressaltar sempre a contribuição da APADA para os que precisam de apoio. A associação contou com a mãe dela, Gertrudes Nóbrega da Câmara Torres, a Tudinha, como uma das fundadoras.
“A APADA faz um trabalho maravilhoso, e que sempre precisa da ajuda de quem pode colaborar”, diz Bia Torres, que participa do coletivo Entreartes, criado pela irmã dela, a produtora cultural Cacau Dias.
Quem quiser adquirir telas ou esculturas da artista pode fazer contato pelo WhatsApp (21) 99956-5000. Cinquenta por cento da venda será revertida para a APADA.














| Com as panelas e itens de cozinha premium da Royal Prestige®, é possível preparar ótimas opções de pratos para celebrar a data
O Dia dos Namorados está se aproximando e não há momento melhor para celebrar o amor do que preparando uma refeição especial para a pessoa amada. Pensando nisso, a Royal Prestige®, marca norte-americana de utensílios inovadores de cozinha, preparou uma seleção de receitas irresistíveis para tornar esse dia ainda mais memorável e delicioso. Para reproduzi-las na sua casa com os itens da Royal, descubra qual a panela perfeita para você no site e seja direcionado a um Distribuidor Autorizado Independente.
Ovos turcos Tempo: 30 minutos Rendimento: 1 porção
Ingredientes Ovos
Molho de iogurte
Chimichurri
Molho de pimenta vermelha
Guarnição
Modo de preparo Quebre os ovos em tigelas Royal Prestige® separadas e reserve.
Em uma tigela, combine todos os ingredientes para o molho de iogurte. Misture bem. Reserve.
Em outra tigela, combine todos os ingredientes para o chimichurri. Misture bem. Reserve.
Na caçarola de ovos Royal Prestige®, combine todos os ingredientes para o molho de pimenta. Aqueça em fogo médio.
Misture bem com espátula precision series 3™ e cozinhe até borbulhar. Transfira rapidamente para um ramequim e reserve.
Limpe a caçarola. Adicione água. Leve para ferver em fogo médio-alto.
Acrescente o vinagre e uma pitada de sal. Misture bem. Reduza o fogo para baixo e mexa para criar um vórtice.
Trabalhando rapidamente, adicione um ovo e cozinhe por 1 minuto. Vire com cuidado e cozinhe por mais 2 minutos.
Com cuidado, retire o ovo escalfado e transfira-o para um prato forrado com guardanapo. Repita as etapas anteriores com o ovo restante. Limpe a caçarola mais uma vez.
Adicione a mistura de iogurte à caçarola e os ovos escalfados.
Regue com o chimichurri e o molho de pimenta.
Decore e sirva.
Risoto de abóbora com carne seca Tempo: 20 minutos Rendimento: 4 porções
Ingredientes
Modo de preparo Dissolva em 1 litro de água o caldo de sua escolha.
Na panela de 2,8L da linha RP da Royal Prestige® em fogo baixo, coloque um fio de azeite, (aproximadamente 5 a 7 ml), os dentes de alho e o arroz arbóreo, misture até ele ficar transparente.
Acrescente o vinho branco e misture até ele evaporar. Acrescente aos poucos o caldo, esperando o arroz absorver antes de colocar mais. Utilize a Concha de cozinha.
Por fim, acrescente o queijo parmesão, a carne seca, a abóbora e a manteiga, mexa bem e sirva. Brownie Red Velvet Tempo: 1 hora Rendimento: 8 porções
Ingredientes Brownie
Cobertura
Decoração
Modo de preparo Em um bowl Royal Prestige®, coloque todos os ingredientes para a cobertura e misture bem até ficar cremosa. Reserve na geladeira até a hora de usar.
Em outro bowl, coloque todos os ingredientes para os brownies e misture bem e reserve.
Unte a frigideira Royal Prestige® e despeje a massa. Tampe com a válvula Redi-Temp fechada e abaixe o fogo.
Cozinhe por 30 minutos ou até que o brownie esteja pronto.
Retire do fogo e deixe descansar por 5 minutos.
Com cuidado, vire a frigideira sobre uma tábua e deixe o brownie cair. Vire-a novamente e deixe esfriar completamente.
Quando o brownie esfriar, com a ajuda de um cortador, faça o máximo de corações que puder.
Com cuidado, corte os brownies ao meio horizontalmente, separando a parte superior da inferior.
Espalhe a cobertura na metade inferior e cubra com a metade superior.
Decore a parte superior com açúcar de confeiteiro e sirva em um prato.
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Uma renomada marca de moda íntima, acaba de lançar sua mais recente coleção chamada “Valentine”, inspirada no mês mais aguardado do ano. Como destaque para o Dia dos Namorados, a loja apresenta imperdíveis novidades. A atriz Agatha Moreira é a estrela da campanha, trazendo ainda mais charme e elegância às peças.
“Com imenso prazer, anunciamos a tão esperada promoção do Dia dos Namorados na Valisere. Preparamos algo especial para celebrar o amor e a intimidade nesta data tão significativa. Nas compras acima de R$ 399,00 você terá a chance de concorrer a presentes incríveis que preparamos exclusivamente para você. Nosso objetivo é proporcionar uma experiência única e inesquecível.” Afirma Letícia Thoseski, proprietária das lojas Valisere na cidade.
A Valisere Niterói destaca-se por oferecer uma variedade de estilos em peças exclusivas, sempre valorizando a beleza e a força da mulher. Seja você romântica, ousada ou clássica, encontrará opções que combinam perfeitamente com o seu estilo pessoal.
A Valisere Niterói fica localizada na Rua Ator Paulo Gustavo, 229, no Shopping Icaraí e em Itaipu, no Shopping Itaipu Multicenter.






Atrativos turísticos estarão abertos e alguns restaurantes e hotéis com programação especial
Às vésperas do Inverno, o feriadão de Corpus Christi é uma oportunidade e tanto de curtir Petrópolis, seus atrativos e eventos, programados para o próximo fim de semana prolongado. Dias de sol, sem chuva, com temperatura mínima de 11°C, é a previsão que anima os visitantes a subirem a serra e curtirem, não só o feriadão, mas também anteciparem o Dia dos Namorados, que vem logo na sequência, no dia 12. Tem climinha mais romântico do que esse? Passeios durante o dia, paisagens de tirar o fôlego e um jantar à noite acompanhado de um bom vinho. Que tal? São muitas as opções, que fazem parte da diversidade turística de Petrópolis, no Centro Histórico e nos distritos.
“A expectativa é muito positiva, não só para este feriado, mas para todo o mês de junho e julho. Petrópolis está em plena recuperação turística, com uma crescente visitação nos atrativos. Trabalhamos intensamente no último ano, com obras em vários locais para garantir segurança para todos, e na retomada do turismo, maior vocação da nossa cidade”, destacou o prefeito Rubens Bomtempo.
Entre as opções de passeio no Centro Histórico, destaque para os Museus: Imperial, de Cera, de Porcelana e dos Brinquedos, que ficam próximos um do outro e podem ser visitados no melhor estilo walking tour. A Casa Petrópolis Instituto de Cultura pode e deve ser incluída neste roteiro, assim como a exposição Coragem e Fé, na Casa da Princesa Isabel, a Catedral São Pedro de Alcântara e os casarões da Avenida Koeler. Na quinta-feira, 8, Dia de Corpus Christi, a Avenida recebe os tradicionais tapetes de Corpus Christi, confeccionados por movimentos pastorais do primeiro distrito. Para quem quer fazer compras, não faltam opções: Rua Teresa e 16 de Março, no Centro de Petrópolis; polo de Moda do Bingen; e a Feirinha de Itaipava.
Para curtir o Dia dos Namorados, antecipadamente, não faltam opções. Pertinho do Centro Histórico, você tem a chance de conhecer o orquidário mais antigo do Brasil, o Orquidário Binot. Fundado em 1870, conta com mais de mil espécies de plantas e flores de várias espécies. O local conta ainda com um lago com carpas e cada cantinho é um convite para uma bela foto. Um passeio super legal e onde, certamente, você vai encontrar uma linda opção para presentear no Dia dos Namorados.
Outro passeio que tem tudo a ver com a data é visitar ao Vale do Amor. Um santuário ao ar livre, que fica no bairro Fazenda Inglesa, a cerca de meia hora do Centro Histórico. O local reúne elementos de todas as religiões, cercado por mata atlântica e com uma energia única. Lugar ideal para um passeio com o seu amor.
Outra dica é um passeio no Parque Crémerie, que oferece a tranquilidade atípica de um ponto turístico, em meio à mata atlântica. O local, antiga fábrica de queijos Crémerie Buisson, foi transformada em área pública de lazer e assim segue até hoje. No lago, cortado por pontes e moinhos, é possível passear de pedalinho, uma das atrações do Parque. Cerca de 10 minutos do Crémerie, a Rampa de Voo Livre do Parque São Vicente é uma opção e tanto para curtir um fim de tarde e apreciar o pôr do sol.
Por falar em passeio em meio à natureza, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é mais uma opção. A Temporada de Montanha está aberta e mesmo que os planos não sejam chegar até o Açu, ponto mais alto do Parque, a caminhada em meio à mata atlântica, apreciar as paisagens e as cachoeiras já vale e muito.
Fazendo jus ao título de Capital Estadual da Cerveja, os bares temáticos e os Beers Tours são ótimas opções de passeio. Além da já tradicional Cervejaria Bohemia, a mais antiga do Brasil, algumas cervejarias artesanais de Petrópolis também oferecem visitações para quem deseja conhecer mais sobre o processo de produção. Além dos bares das próprias cervejarias, vários restaurantes da cidade têm as cervejas artesanais de Petrópolis no cardápio. Então, não deixe de experimentar.
“Petrópolis tem diversas opções de turismo, que vão muito além do histórico cultural. É possível organizar roteiros que incluam um pouco de tudo, como história, natureza, gastronomia, aventura, tranqüilidade e bem estar, tudo aliado a hospitalidade dos nossos meios de hospedagem e de Petrópolis como um todo”, destacou a secretária de Turismo Silvia Guedon.
Indo para os distritos, em vários locais, como Secretário, Vale das Videiras, Brejal, Araras entre outros. No Vilarejo de Secretário, em Pedro do Rio, por exemplo, além e conhecer toda a história local, é possível vivenciar experiências de conexão com a natureza, bem estar, gastronomia e aventura. Além dos restaurantes aconhegantes, os turistas podem visitar diversos sítios e experimentar o que é produzido nos locais. Queijos, compotas, doces, cervejas e artigos artesanais. Passeios de jeep, quadriciclo e a cavalo também são opções disponíveis no local que faz parte do Caminho Novo da antiga Estrada Real, ligação entre Minas Gerais e o porto do Rio de Janeiro.
O Circuito Ecorrural do Brejal, a 60 minutos do Centro Histórico, é considerado um verdadeiro paraíso rural. Destaque para as plantações de flores, ervas aromáticas, hortaliças e legumes. Um dos responsáveis pelo título de Capital Estadual dos Orgânicos, concedido à Petrópolis. Assim como em Secretário, as propriedades rurais estão abertas à visitação para conhecer, degustar e adquirir produtos locais. O artesanato do Brejal é um espetáculo a parte que merece ser conhecido. Quem preferir também pode se hospedar e apreciar os restaurantes da região.
Em toda a cidade, é possível encontrar opções de restaurantes com aquecedores, cobertores e cadeiras com forro de pelinhos, para tornar os ambientes ainda mais aconchegantes. Nos cardárpios, opções especiais para esta época do ano, como caldos, foundues e massas e vinhos, ideais também para curtir o Dia dos Namorados.
São inúmeras as opções de hospedagens, que oferecem os mais diferentes serviços, como SPAs, passeios a cavalo, de bicicleta, trilhas, entre outros. De acordo com o SindTurismo, a procura por reservas em hotéis e restaurantes para o fim de semana do feriado de Corpus Christi combinado com o Dia dos Namorados, está cinco vezes maior, se comparada com outros fins de semana.
Para saber mais sobre hotéis, restaurantes e atrativos turísticos, basta acessar o site https://www.petropolis.rj.gov.br/turispetro ou o Instagram @turismo.petropolis. É possível ainda entrar em contato com o Disque Turismo por meio do 0800 024 1516 ou WhatsApp: (24) 2237-3321. O Disque Turismo funciona de segunda a sábado das 9h às 17h; domingos e feriados das 9h às 14h.






Texto crítico – “O Mar que os une”
Edson Mardine
Por toda a história, assistimos a vidas que compuseram potentes obras. A arte sobrevive a diferentes formações, a mãos, olhares, espíritos de tempo. Hoje, encontramos olhares que se mostram cada vez mais atentos a identidades que incorporaram, sobretudo, a ideia de liberdade como força da alma do artista.
Deparamo-nos com a obra de Edson Mardine, artista que iniciou sua carreira no campo dos empreendimentos, sem perder de vista o interesse pelo universo da arte. Ao longo de seus 80 anos, colecionou diversas viagens pelo mundo e, com seu olhar atento, construiu um vasto capital cultural. Na busca por uma experiência com a visualidade, alimentou sua presença em acervos de museus de países pelos quais andou e suas culturas.
O interesse pelas artes o transformou em um colecionador que vem adquirindo obras importantes da nossa história ao longo de seis décadas. Em termos curatoriais, seu olhar artístico para composição de acervo é fascinante: sua coleção é plural e extensa, exibindo o diálogo forte entre as obras que, juntas, assumem um sentido poderoso. Neste acervo, encontramos autorias que exibem trabalhos conectados a uma plasticidade figurativa incorporada de noções das modernidades que eclodiram ao longo de diferentes períodos, tais como Anita Malfatti, Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall, ou de artistas que fluíram por uma perspectiva mais abstrata, como Burle Marx.
Percebemos como a conexão com o mundo dos leilões e o exercício de pensar uma coleção atuaram na consolidação do olhar do artista em sentidos mais amplos, funcionando como uma espécie de formação do olhar. Elemento percebido nas conexões que sua produção apresenta com tradições de representação. Mardine se transforma em um colecionador plástico, mas não só: coleciona também experiências de vida e memória, uma árvore genealógica permeada de diálogos com culturas distintas, compondo uma identidade artística consistente.
Em termos estéticos, notamos em seu trabalho o apreço por uma pincelada forte que se desenvolve de modo alongado ou breve, culminando numa força vigorosa da ação em tela. Este elemento iconográfico nos aponta movimentos que se inserem em tradições mais abstratas, sem, no entanto, se distanciar de uma ideia de composição muito presente nas pinturas de artistas que nascem de uma formação acadêmica e se dedicam ao gênero de representações de paisagem, por exemplo. Essa combinação de perspectivas e influências remonta a um diálogo entre o mundo figurativo e o abstrato.
É importante destacar essa força como o elemento que nos guia e conduz nosso olhar por sua extensa produção; por mais que sua obra apresente uma pincelada mais solta, não é a geometria que sustenta a sua pintura, e sim a fluência do nascimento das formas. Nesse ponto, não podemos perder de vista como o pensamento construído enquanto colecionador reflete em suas obras de arte, reafirmando a ideia de aproximação do espaço entre dois mundos: o tangível e o sensível.
As obras que exibem abstrações azuis, quando colocadas juntas, refletem um grupo poderoso de telas que apontam para significados sólidos e pensam a força da tradição de pintores que vieram antes dele – e, mais uma vez, notamos a força da influência das modernidades. Na acrílica sobre a tela, a mistura do azul vai ganhando gradações intensas e variadas que, ao se fundir a tons mais claros e escuros, encontram verdes ou, ainda, outras feições cromáticas, ultrapassando a racionalidade que ganha significado inserida na ideia de certa frieza emitida pelo tom azul. Os sentidos reverberam e invadem um universo mais etéreo e espiritual que é apresentado por meio das cores artificiais, aludindo a mundos imaginados, ao mundo dos sonhos e dos símbolos que beira a significações de uma mística, transformando formas visivelmente abstratas em sentidos capazes de ultrapassar o mundo do que pode ser visto.
Chegamos ao território fértil da abstração e sua capacidade de representar o invisível, de tangenciar o mundo sensível, de ultrapassar tudo o que pode ser visto e nos colocar diante da ideia cuja forma possível de expressão, muitas vezes, não pode ser encontrada no campo das palavras. Estamos falando de sentimentos vislumbrados em tela. A pincelada que desliza sobre a tela toca outra pincelada que a sobrepõe e forma, nesse movimento, um emaranhado de sentidos que fluem e impactam à maneira como respiramos ou sutilmente nos portamos diante da imagem. Todas essas pequenas sutilezas são atravessadas em nosso corpo.
Aqui evoco Arthur Rimbaud, que nos lembra: “Il s’agit d’arriver à l’inconnu par le dérèglement de tous les sens”. O poeta simbolista francês nos comunica, por meio de seu pensamento filosófico e, por que não, psicanalítico, aquilo que a arte clama por dizer; traduzindo: trata-se, portanto, de atingir o desconhecido pelo desregramento de todos os sentidos.
E, nesse mar de pinceladas desregradas, formatamos, enquanto observadores, figurações construídas a partir da nossa capacidade individual de dialogar com as cenas, ou melhor, com as pinceladas, ou melhor ainda, com a representação do mar. Nosso olhar armado de uma subjetividade própria captura a ideia de furor e movimento; da ação; da correnteza do mar, capaz de conduzir corpos, ou dos céus e seus mistérios… vá saber. A aproximação dessas duas produções plásticas conecta não somente pinceladas, mas, sobretudo, aproxima os cursos de duas vidas.
Mardine Júnior
Até o início dos anos 60, as obras de arte pertenciam a basicamente duas categorias: pintura e escultura. Michael Archer aponta que, durante essa década, outros formatos desafiavam esse “duopólio”; na atualidade, é possível perceber como essas práticas exerceram força sobre o universo das formas, levando a expressão artística contemporânea a um espectro amplo.
O pensamento artístico de Mardine Júnior nasce da amplitude desse mar de influências contemporâneas que se tornaram solo fértil da consolidação de um gosto que o acompanha por diferentes fases da vida. Na infância, já se aventurava pelo campo da abstração e construía um universo lúdico próprio por meio de experimentações plásticas de formas abstratas. No início da fase adulta, flertou com o universo da música, sem, no entanto, se desconectar do interesse pelas experiências plásticas.
Em meio ao mar revolto em que o mundo se transformou durante o período pandêmico, o infortúnio culminou em uma união de Mardine Júnior e seu pai, que, juntos, compartilhando do mesmo ateliê, uniram a força de suas pinceladas expressivas e viscerais. Esse ato é responsável por despertar o retorno das mãos do artista para o universo da criação. Passou a se dedicar a explorar o mundo da abstração, voltado para experimentações que visam um aprofundamento em estruturas geométricas e desenhos que apresentam um grafismo forte. A partir de técnica mista, experimenta a força da acrílica sobre a tela, revelando uma produção que exibe um diálogo cromático de tons ocre, cores primitivas nascendo de pinceladas mais curtas, por vezes extensas.
Inserido no universo geométrico, o artista retoma o sentindo de outro tipo de mar: o mar do concreto que impera pelos contornos das ruas das cidades e exibe formas rígidas, o mar das estruturas de grades, o mar das ruas e de pessoas que nelas transitam. Em seu trabalho, é possível perceber um interesse por movimentos artísticos que se aprofundaram em uma abstração específica de um aspecto matemático das formas, conectado, por exemplo, ao vanguardismo exibido pelos artistas da Bauhaus e suas conexões com o universo da arquitetura.
Como um flâneur, termo derivado do pensamento do poeta Baudelaire, o artista se apresenta como uma figura andante pelas multidões; flanante, explora o espaço urbano e dele extrai observações. Nessas explorações, seu olhar artístico se faz guia de seu espírito e o leva ao interesse por objetos que se fundem a suas produções, reverberando na mistura da técnica.
Dessa narrativa, nasce a obra que se transformou numa espécie de norte para essa curadoria. O conjunto de sancas nos faz lembrar da força compositiva tão presente nas obras de artistas do movimento decadentista do fin-de-siècle. A presença do tempo ganha vida e força, dialogando com o ocre, marrom, dourado e com pinceladas soltas do plano de fundo sépia. As estruturas da composição estão presentes e exibem o vigor geométrico que se dilui e se conecta ao pensamento de quem observa. Mais uma vez, percebemos a aparência da abstração como fio condutor do mar de percepções e protagonista do diálogo das formas.
Ao observar a vastidão de sua produção, notamos que os tons terrosos vão aumentando a sua temperatura, e a consolidação no universo cromático se dá sem perder de vista uma espiritualidade invisível na vidência das formas. A forma repete a estrutura compositiva de grades e conecta os aspectos geométricos a símbolos que ultrapassam a cena, dialogando, assim, com a obra de seu pai, com os sentimentos subjetivos de quem observa, por meio da forma que se modifica e passa a representar cores mais diversas e plurais.
Historiadores da arte escrevem sobre a existência de uma vida própria das obras. Neste pensamento, as mãos do artista ganham uma espécie de força de uma inteligência própria, o que amplia o universo da arte, uma vez que não estamos mais falando apenas do pensamento e intenção dos artistas, e sim do pensamento da obra enquanto sujeito e do que esse coletivo de indivíduos plásticos pode, junto, representar.
As obras de arte emitem sinais em seu universo particular e se comunicam entre si, estabelecem diálogos, e nós, como público, assistimos ao poder dessas imagens em imprimir sentimentos em cena. E assim, portanto, passamos a interpretar e discorrer acerca do pensamento do objeto e das emoções que ele suscita em nós. A inteligência das mãos dos artistas constrói narrativas abstratas que conectam a arte a um histórico.
Nesta exposição, temos a oportunidade de observar, lado a lado, um diálogo formidável entre a produção plástica de dois artistas. Por meio do fluir da força da cor, da abstração, da pincelada visceral capaz de colocar sentimentos em forma, somos conduzidos ao movimento que se constrói e deságua num mundo próprio criado por pai e filho, que faz parte desse MAR que os une – pelo nome, pela arte, pelo sangue e pela vida.
Brenda Martins de Oliveira
O olhar artístico que começou a ser construído, enquanto colecionador, culminou em um artista plástico de produção voraz e pinceladas viscerais. A partir da acrílica sobre tela é possível perceber uma técnica que se aproxima das experimentações plásticas de artistas contemporâneos, sem perder de vista a força de um histórico de pintura que se inserem em diferentes tradições, sobretudo, a de representações de paisagens.
Nesta exposição o artista apresenta 10 obras em acrílico sobre tela, que refletem a força de sua pincelada abstrata, nos conduzindo a narrativas próprias em diálogo com nossas emoções. Além dessas, serão expostas mais 20 obras que fazem parte do acervo da galeria.
Sobre Edson Mardine Junior
O gosto pela abstração e o apreço pelo colecionismo são características que herdou do pai, uma vez que o artista, da mesma forma, constrói um olhar artístico apurado a partir de diversas visitas a importantes acervos museológicos em vários países. Sendo um colecionador de obras de importantes nomes da nossa historiografia da arte.
Como artista plástico,suas produções nascem do interesse por movimentos artísticos que se aprofundaram na abstração e geometrização de formas, como a Bauhaus e suas conexões com a arquitetura. O artista retoma seu contato com a pintura durante a pandemia no ateliê ao lado do pai. Apresentando uma similar força visceral visível em suas pinceladas, no entanto, se dedicando a explorar com mais profundidade o universo da geometrização dos desenhos que apresentam um grafismo forte. Por meio de técnicas mistas e sobretudo, acrílico sobre tela, observamos nesta exposição 10 obras que apresentam um formidável diálogo cromático, perceptível em outras 20 obras do artista que também fazem parte do acervo da galeria.
Exposições individuais
Galeria Maria de Lourdes Mendes de Almeida – Ipanema RJ (Cândido Mendes) – 19 de janeiro a 28 de abril
Pequena Galeria, Rua da Assembléia 10 – Centro RJ (Cândido Mendes) – 15 de março a 15 de junho
Sobre o Shopping Cassino Atlântico
O Cassino Atlântico era um dos cassinos que ficavam na praia de Copacabana. Durante a década de 1930, jogos de bacará, campista, roleta, black jack e carteado atraíam a sociedade carioca e pessoas de outras cidades (do Brasil e do mundo) ao local. O prédio do antigo Cassino Atlântico foi demolido nos anos 1970 para dar lugar ao novo hotel. Muitos momentos históricos foram vividos no Cassino, entre eles, os shows de Carmem Miranda, que era presença certa no local.
O Shopping Cassino Atlântico foi criado há cerca de 40 anos e abriga, em sua maior parte, lojas de antiguidades e galerias de arte, que trazem artistas consagrados no Brasil e no exterior. Passada a pandemia, o local reinventou-se e apostou na diversificação, com restaurantes, coffee shop, eventos em seus corredores, abertos aos hóspedes do hotel e ao público em geral. Sofisticação e conforto, entre o mar e a arte, em um só local, que vai agradar aos mais exigentes!
Instagram: @cassinoatlanticoshopping
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
Serviço
Nome dos artistas: Edson Mardine e Edson Mardine Junior
Curadoria: Luiz Antonelli
Apresentação critica: Brenda Martins
Coordenação técnica: Beth Padula
Coordenação de Acervo: Jéssica Matta
Fotografia e marketing: Estação Criativa
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
Data de abertura: 16 de junho a partir das 17h
Data de visitação: 17 de junho a 15 de julho de 2023
Local: Galeria E.Mardine Arte (loja 309) e corredores – 3º piso
Instagram: https://www.instagram.com/emardinearte/
Site: https://emardinearte.com.br/
Shopping Cassino Atlântico – Av. Atlântica, 4.240 – Copacabana, RJ
De segunda a sexta, das 9h às 18h e sábado das 9h às 17h.





