Deputados da Alerj elaboram 2.582 emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual do governo de 2026

A Previsão do Executivo é de déficit de R$ 18,93 bilhões para o ano que vem

As emendas elaboradas pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) às propostas orçamentárias de 2026 enviadas pelo Executivo foram publicadas no Diário Oficial do Legislativo desta segunda-feira (01/12). A publicação traz as emendas de texto e as impositivas, com autor, beneficiário e justificativas, garantindo a total transparência do processo legislativo. Ao todo, os deputados realizaram 2.582 emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 – Projeto de Lei 6.444/25 -, sendo que 1.182 são impositivas. Os parlamentares também elaboraram 72 emendas à proposta de revisão do Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 – Projeto de Lei 6.443/25.

A previsão orçamentária é de déficit de R$ 18,93 bilhões no orçamento do ano que vem, com receita líquida estimada de R$ 107,64 bilhões e despesas previstas em R$ 126,57 bilhões. Agora, a Comissão de Orçamento da Alerj vai se reunir no dia 09 de dezembro, às 11h, para votar um parecer com relação às modificações propostas. Os textos com as emendas incorporadas pela comissão serão apreciados pelo plenário na semana do dia 16 de dezembro. Nessa votação, os parlamentares poderão destacar emendas que não foram incorporadas pelo colegiado orçamentário. Após a votação na Alerj, as propostas seguem para sanção ou veto do Governo do Estado.

Presidente da Comissão de Orçamento, o deputado André Corrêa (PP) disse que o grupo trabalhará para levar ao plenário uma peça orçamentária realista. O deputado chamou atenção para a estimativa de déficit primário no orçamento fluminense de 2026, previsto em R$ 9,5 bilhões. Este dado exclui dos cálculos os valores do serviço da dívida. “Mesmo com a futura revisão da dívida com a União, a situação continua desafiadora. O déficit primário significa que as receitas correntes não estão sendo suficientes para arcar com as despesas planejadas. Isso significa corte de investimentos. Então, não tem outro jeito senão aprimorar a gestão do dia a dia e criar formas de contenção de despesas”, declarou Corrêa.

Propag

O decano da Alerj, deputado Luiz Paulo (PSD), inclusive, elaborou uma emenda especificamente sobre a renegociação da dívida do Estado com a União. A modificação proposta pelo parlamentar prevê que o Executivo encaminhe ao Parlamento até 28 de fevereiro de 2026, de forma excepcional, um projeto de lei que revise o orçamento do ano que vem caso haja a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas (Propag) – Lei Complementar Federal 212/25. O programa do Governo Federal poderá zerar a taxa de juros da dívida fluminense com a União.

A previsão de Luiz Paulo é que a entrada do Rio no programa, que terá que ser feita até 31 de dezembro deste ano, poderá reduzir o déficit fiscal do ano que vem em até R$ 8 bilhões. Essa estimativa já é baseada na derrubada de vetos do Governo Federal feita pelo Congresso Nacional na semana passada. Atualmente, sem as regras do Propag, o Estado do Rio teria que pagar R$ 12,33 bilhões de serviço da dívida no ano que vem.

Luiz Paulo afirmou que a emenda também é necessária para adequar à peça orçamentária aos novos parâmetros de resultado primário, limitação de despesas e metas de amortização da dívida pública do Propag. “O objetivo é assegurar que as alterações de fluxo orçamentário e financeiro decorrentes do Propag sejam tempestivamente refletidas no orçamento, evitando distorções e assegurando o cumprimento das metas fiscais pactuadas com a União”, explicou o parlamentar.

Segurança pública e prevenção de tragédias

Muitos parlamentares também fizeram emendas para reforçar a segurança pública fluminense. Líder do Governo e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Rodrigo Amorim (União) propôs que R$ 300 milhões do orçamento do ano que vem sejam destinados para as Operações Contenção e Barricada Zero. “Nosso objetivo é auxiliar as iniciativas do Governo do Estado nas ações de retomada de território contra organizações criminosas e a retirada de obstáculos, como barricadas”, destacou Amorim. O parlamentar também fez emenda para aumentar os recursos das Polícias Militar, Civil e Penal, para a valorização dos agentes e compra de equipamentos, armamentos e munições.

Já a deputado Élika Takimoto (PT) elaborou uma emenda para aumentar em R$ 200 milhões as receitas da Secretaria de Estado de Habitação de Interesse Social. O objetivo é a realização de contenção de encostas em habitações localizadas em áreas de riscos de desastres naturais. “Milhares de pessoas dormem e acordam com medo quando começa a chover em quase todo Estado do Rio de Janeiro, sobretudo na Região Serrana, na Baixada Fluminense e nas comunidades da Região Metropolitana. Observamos que nos últimos anos, os investimentos orçamentários em políticas públicas destinados ao monitoramento e enfrentamento das enchentes e contenção de encostas, estão drasticamente reduzidos”, afirmou Takimoto.

Interior fluminense

De todas as 2.582 emendas ao PLOA, 1.182 são impositivas. Essas emendas permitem que os deputados fluminenses incluam recursos obrigatórios ao orçamento estadual. O valor é de, pelo menos, 0,37% da receita líquida de impostos, a ser dividido igualmente entre os 70 deputados, sendo que 30% deverão ser destinados à educação e 30% à saúde.

Presidente da Alerj, o deputado Rodrigo Bacellar (União) destinou os valores, sobretudo, para melhorar a saúde, educação, segurança pública e lazer do interior, alocando os valores em municípios de todas as regiões fluminenses, como Teresópolis, Barra Mansa e Bom Jesus do Itabapoana. O presidente também demonstrou seu compromisso com o interior fluminense ao protocolar o Projeto de Lei 6.801/25, que abriu coautoria para todos os parlamentares, com o objetivo de destinar R$ 120 milhões aos 92 municípios fluminense para fortalecer os atendimentos da área da saúde. A medida será votada nesta terça-feira (02/12) e na semana que vem, dia 09, haverá uma solenidade para a entrega dos cheques.

O repasse dessas verbas é proveniente da economia do orçamento anual do Legislativo. “O Programa de Fortalecimento da Saúde dos Municípios Fluminenses representa uma política pública moderna, responsável e aderente às necessidades do Estado, ao devolver diretamente ao cidadão o resultado de uma gestão fiscal eficiente, ao mesmo tempo em que contribui para reduzir desigualdades e fortalecer o atendimento à saúde em todas as regiões”, disse Bacellar.

Por sua vez, o deputado Chico Machado (SDD), natural de Macaé, no Norte Fluminense, elaborou duas emendas impositivas para alocar recursos diretamente no Hospital São João Batista, localizado no município. Uma destina R$ 270 mil para aquisição de um gerador acima de 300 kva e outra R$ 752 mil para a compra de um microscópio para microcirurgia. “O objetivo é garantir a continuidade dos serviços do hospital que presta atendimento de excelência à população da região, disponibilizando centro cirúrgico, centro de tratamento intensivo, tratamento oncológico, tratamento renal e centro de imagens”, explicou o parlamentar.

Receitas e despesas

A principal fonte de receita do Estado do Rio em 2026 continuará sendo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). As projeções do Executivo são de arrecadação de R$ 55,83 bilhões com o imposto. O texto também faz uma estimativa de renúncia fiscal de R$ 24,14 bilhões, em 2026. Esse valor é relativo aos benefícios e incentivos fiscais concedidos pelo Estado do Rio.

O governo ainda prevê arrecadar com a produção de petróleo e gás natural em 2026 o valor de R$ 21,52 bilhões, 21% a menos do previsto no orçamento para 2025. Caso os dados se concretizem, será o menor valor arrecadado pelo Rio desde 2022, quando o Estado recebeu mais de R$ 30 bilhões de royalties e participações especiais. Essa queda, de acordo com o governo, se dá pelas expectativas pessimistas para o preço do petróleo tipo BRENT pelo mercado, utilizando estimativas mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O PLOA também detalha as despesas previstas em R$ 126,57 bilhões para o ano que vem. De acordo com o texto, os gastos serão divididos majoritariamente entre as áreas de Segurança Pública (R$ 19,15 bilhões), Saúde (R$ 13,44 bilhões) e Educação (R$ 10,53 bilhões). O setor de Transportes tem despesa fixada em R$ 2,97 bilhões e a Assistência Social, R$ 1,27 bilhão. As despesas com Previdência Social para 2026 estão previstas em R$ 31,14 bilhões.

Revisão do Plano Plurianual

Com relação à revisão do PPA 2024-2027 o Governo do Estado se baseou nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e no Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social (Pedes 2024-2031) – Lei 10.266/23. A norma aprovada pela Alerj estabeleceu 10 missões para o desenvolvimento econômico e social do Estado. São eles: erradicação da extrema pobreza; segurança alimentar e nutricional da população fluminense; segurança hídrica no território fluminense; descarbonização do Estado do Rio de Janeiro; redução do impacto dos resíduos sólidos; vantagem competitiva associada à economia do conhecimento; ampliação e desconcentração territorial das oportunidades de trabalho e emprego; economias urbanas fortes e cidades socioambientalmente inclusivas; garantia da segurança pública nos territórios; e promoção das igualdades racial e de gênero.

Estruturalmente, o projeto de lei para 2026 apresenta a programação governamental organizada em programas, iniciativas, produtos e ações orçamentárias, além dos indicadores dos programas e iniciativas. A revisão do PPA 2024-27 está dividida em 40 programas, 205 iniciativas e 1.086 produtos. Dos produtos, 654 são focados na Região Metropolitana do Rio, e uma média de 300 em cada uma das outras sete regiões do interior fluminense. A saber: Noroeste Fluminense; Norte Fluminense; Serrana; Baixadas Litorâneas; Centro-Sul; Médio Paraíba; e Costa Verde.

 

Confira a íntegra dos dois projetos de lei nos links abaixo:

Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2026

Revisão do Plano Plurianual 2024-2027

 

 

Niterói reúne especialistas internacionais para debater segurança pública e cidades resilientes

Niterói recebe, nesta terça-feira (2/12), o Fórum de Segurança Pública em Perspectivas Transversais: “Caminhos para cidades resilientes, pacíficas e sustentáveis”, evento que antecede a XXX Cúpula da Rede Mercocidades e reunirá alguns dos principais especialistas brasileiros e internacionais para debater estratégias de prevenção da violência e fortalecimento das políticas públicas locais.

A abertura acontece às 9h30, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, com a presença do prefeito Rodrigo Neves; do secretário estadual de Segurança Pública do Rio, Victor Santos; do reitor da UFF, Antonio Claudio da Nóbrega; do chefe da Divisão de Segurança Cidadã do BID, Eduardo Vergara; do ex-secretário de Segurança de Bogotá, Hugo Acero Velásquez; e da diretora executiva do Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos do Mercosul, Andressa Caldas.

Ao longo do dia, o Fórum promoverá quatro mesas temáticas com representantes de instituições nacionais e internacionais, abordando desafios e soluções em prevenção à violência, agenda climática, políticas de cuidado e o papel da cultura e do esporte na pacificação.

Serviço:
Fórum de Segurança Pública em Perspectivas Transversais: “Caminhos para cidades resilientes, pacíficas e sustentáveis”
Terça-feira, 2 de dezembro
Teatro Popular Oscar Niemeyer – Caminho Niemeyer, Centro, Niterói
A partir das 9h
Entrada gratuita
Mais informações: niteroi.rj.gov.br/mercocidades

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

9h – 9h30: Abertura do credenciamento

9h30 – 10h40 – Abertura do Fórum de Segurança Pública em Perspectivas Transversais: Caminhos para cidades resilientes, pacíficas e sustentáveis
Rodrigo Neves, Prefeito de Niterói
Antonio Claudio da Nóbrega, Reitor da Universidade Federal Fluminense
Eduardo Vergara, Chefe da Divisão de Segurança Cidadã para América Latina e Caribe do BID
Hugo Acero Velásquez, Ex-Secretário de Segurança de Bogotá
Andressa Caldas, Diretora Executiva do Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos do Mercosul
Victor Santos, Secretário Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro

11h – 12h10 – Mesa 1: Construindo cidades seguras: cases de sucesso da América Latina
Moderação: Alberto Kopittke, Diretor Executivo do Instituto Cidade Segura
Keynote speaker: Eduardo Vergara, Chefe da Divisão de Segurança Cidadã para América Latina e Caribe do BID
Painelistas:
Gilson Chagas, Secretário de Ordem Pública de Niterói
Luísa Portugal, Gerente de Projetos do Centro de Cooperação Internacional da
Universidade de Nova York e Rede Peace in Our Cities
Hugo Acero Velásquez, Ex-Secretário de Segurança de Bogotá
Diego Costarelli, Prefeito de Godoy Cruz

14h – 15h10 – Mesa 2: Balanço da COP30: o papel das cidades na agenda climática
Moderação: Isabel Swan, Vice-Prefeita e Secretária de Clima, Defesa Civil e Resiliência de Niterói
Keynote speaker: Rodrigo Perpétuo, Secretário Executivo do Iclei América do Sul
Painelistas:
Axel Grael, Ex-Prefeito de Niterói e Consultor Especial para Temas Ambientais e Climáticos
Andrea Paoloni, Diretora Geral de Ação Climática e Gestão Ambiental de Rosário
Pedro Silva Barros, Pesquisador do Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

15h20 – 16h30 – Mesa 3: Construindo cidades cuidadoras através da perspectiva de gênero
Moderação: Thaiana Ivia, Secretária de Mulheres de Niterói
Keynote speaker: Laura Perez, Diretora do Setor de Cuidados da ONU Mulheres
Painelistas:
Fernanda Sixel, Coordenadora de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados de Niterói
Simone de Souza Pegoreti, Diretora de Políticas de Cuidados de Belo Horizonte
Mariela Couto, Assessora Técnica da Secretaria Técnica Permanente do Mercocidades
Glauce Medeiros, Secretária da Mulher de Recife

17h10 – 18h20 – Mesa 4: Cultura e esporte como instrumentos de pacificação
Fórum de Segurança Pública em Perspectivas Transversais
Moderação: João Pontes, Diretor da Política Nacional de Cultura Viva do Ministério das Culturas
Keynote speaker: Flor Minci, Secretária Técnica da Rede IberCultura Viva
Painelistas:
Isabel Swan, Vice-Prefeita e Secretária de Clima, Defesa Civil e Resiliência de Niterói
Guilherme Lopes, Diretor do Núcleo de Editais da Secretaria Municipal das Culturas de Niterói
Joaquín Desmery, Secretário de Educação, Culturas e Esportes de Quilmes
Sergio Tavares, Mestre em Motricidade Humana e Docente na UCB

 

Governo do Estado divulga 2,2 mil vagas de emprego formal, estágio e Jovem Aprendiz

Grande parte das vagas é dos setores do Comércio e de Serviços


O Governo do Estado divulga, esta semana, 2.295 oportunidades de emprego formal, estágio e jovem aprendiz no Rio de Janeiro, captadas pela Secretaria de Trabalho e Renda. Por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine), são oferecidas 973 vagas com carteira assinada, distribuídas pelas regiões Metropolitana, Serrana e Médio Paraíba. Para quem busca estágio ou uma chance como jovem aprendiz, há um total de 1.322 oportunidades: 203 ofertadas pela Fundação Mudes e 1.119, pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE).

Na Região Metropolitana, concentram-se 54,5% das oportunidades, totalizando 530 vagas de emprego. As remunerações variam de dois a três salários mínimos (R$ 3.036 a R$ 4.554). Há vagas sem exigência de experiência, como as de atendente de lanchonete, ajudante de carga e descarga e operador de receptivo. Para ajudante de caminhão, entretanto, é preciso experiência prévia e o Ensino Fundamental incompleto. Ainda na região, existem 118 oportunidades para pessoas com deficiência (PcD), em diversas funções e faixas salariais.

Nas cidades de Valença, Volta Redonda e Rio das Flores, no Médio Paraíba, foram captadas 137 oportunidades com remuneração média de um a dois salários mínimos (de R$ 1.518 a R$ 3.036). Já as vagas de encanador, maçariqueiro e farmacêutico oferecem salários entre dois e três mínimos (de R$ 3.036 a R$ 4.554). Na Região Serrana, foram captadas 306 vagas, com remuneração de um a dois salários mínimos, para a posição de assistente de governanta, atendente de farmácia e camareira de hotel.

De acordo com o Observatório do Trabalho da Secretaria de Trabalho e Renda, a maioria das vagas captadas é dos setores do Comércio (54,4%) e de Serviços (45,6%). Por nível de escolaridade, 31,7% pedem o Ensino Médio completo e 33,1% o Ensino Fundamental completo. A maior parte das vagas 60,7% exige experiência.

É importante manter cadastro e currículos atualizados no Sistema Nacional de Emprego, que analisa o perfil do candidato e a vaga cadastrada pelo empregador. Para se inscrever ou atualizar o cadastro, é necessário ir a uma unidade do Sine com os documentos de identificação civil, carteira de trabalho, PIS/PASEP/NIT/NIS e CPF. O endereço das unidades e os detalhes de todas as vagas oferecidas podem ser encontrados no Painel Interativo de Vagas: www.rj.gov.br/trabalho.

Uma parceria com as instituições Fundação Mudes e CIEE resultou na oferta de estágios para diferentes níveis de escolaridade, além de oportunidades para jovem aprendiz. A Fundação Mudes oferece 203 vagas de estágio nos níveis Superior, Médio e Técnico. Para se candidatar, basta acessar www.mudes.org.br.  Já o CIEE, oferece 1.119 oportunidades de estágio para diferentes níveis de escolaridade e oportunidades para jovem aprendiz. Informações mais detalhadas podem ser obtidas em www.ciee.org.br.

 

Jardim descomplicado: paisagistas explicam como manter as espécies sempre bonitas e saudáveis

Ter um jardim em casa agrega inúmeros benefícios como bem-estar emocional, sensação de acolhimento e integração com o verde. Afinal, cultivar plantas, ou simplesmente viver próximo delas, funciona como uma verdadeira terapia. Mas a pergunta é: dá trabalho?

Os paisagistas Cleber e Arthur Depieri, do escritório Depieri Paisagismo, afirmam que é possível compor um jardim harmonioso e conciliar os cuidados com a rotina diária. Para isso, basta seguir algumas regras básicas e capazes de garantir a saúde e a evolução das espécies.

Rega e Irrigação

Em jardins extensos, como este realizado pelos paisagistas Cleber e Arthur Depieri, a rega regular é fundamental para preservar o frescor do gramado e a robustez das folhagens que compõem o paisagismo | Projeto: Depieri Paisagismo | Projeto de arquitetura: Denise Zuba Arquitetos | Foto: Clausem Bonifacio

Quando se fala em molhar as plantas, o período da manhã é a melhor escolha. Segundo os paisagistas, o solo ainda está fresco, a evaporação é menor e as espécies aproveitam melhor a água ao longo do dia. Caso não seja possível, outro momento favorável o final da tarde — desde que ocorra antes de anoitecer —, para evitar a umidade em excesso que favorece o desenvolvimento de fungos.

Quanto ao tipo, tanto a rega tradicional de mangueira quanto a irrigação automática funcionam bem, desde que a água alcance o solo de maneira uniforme e na quantidade adequada. Nesse ponto, porém, Cleber e Arthur ressaltam que os sistemas automáticos levam uma ligeira vantagem por garantirem regularidade, praticidade e melhor uso da água.

Mas como saber se o volume de água foi o suficiente? Para ter essa resposta, eles indicam que é preciso verificar a umidade do solo, que no cenário ideal precisa estar entre 5 e 10 cm de profundidade. “O excesso é prejudicial e é percebido pela formação de poças. Por outro lado, se a superfície secar rápido demais, esse é um indicativo que faltou água”, observam os profissionais do escritório com sede em Brasília.

Para jardins menores – ou para quem tem uma rotina mais constante na residência –, a tradicional rega de mangueira é suficiente. Já para quem possui jardins mais extensos, ou uma rotina muito corrida e fora de casa, a irrigação automática é uma excelente alternativa | Crédito da imagem: Pexels – Karola G.

Atenção: no Verão, o calor intensifica a evaporação, exigindo uma rega mais frequente. Já em épocas de chuvas, essa necessidade diminui, assim como no inverno, uma vez que o solo retém a umidade.

Poda e Manutenção

A necessidade de poda varia de acordo com a espécie, mas observar o comportamento e o crescimento da planta é o melhor segredo para mantê-la sempre viçosa. De acordo com Arthur, a manutenção ocorre pela retirada de galhos secos, crescimento desordenado ou falta de circulação de ar.

De maneira geral, muitas delas requerem podas leves a cada dois ou três meses, enquanto arbustos e árvores demandam a ativação, no máximo, entre uma ou duas vezes ao ano.

No jardim idealizado pelos paisagistas Cleber e Arthur Depieri, o parquinho é cercado por um encantador jardim, trazendo mais alegria para o espaço. Através dos cuidados certos, as espécies mantêm a beleza do local | Projeto: Depieri Paisagismo | Projeto de arquitetura: Denise Zuba Arquitetos | Fotos: Clausem Bonifacio

Segundo Cleber, a poda contribui para o crescimento e o fortalecimento, pois remove as partes velhas e direciona a energia da planta para novas brotações. No caso das flores, a remoção da estrutura que secou é ótima para estimular novos botões. “E, quando for cortar, preserve os ramos que carregam botões jovens”, recomenda o paisagista.

Para a perfeita cicatrização, os cortes devem ser limpos, inclinados e feitos com ferramentas amoladas. Em algumas situações, também vale aplicar selantes ou pastas cicatrizantes para evitar fungos e ajudar na cicatrização. Mas como a vida pede equilíbrio, os profissionais frisam que o excesso de cortes também pode estressar a planta.

A poda é essencial para o fortalecimento das espécies, uma vez que direciona a energia para novos brotos | Crédito das imagens: Freepik

Adubação

Assim como é preciso monitorar as espécies para definir o momento da poda, é fundamental ater-se aos sinais de que as plantas necessitam de adubação, como a presença de folhas amareladas, falta de brilho, crescimento lento e floração enfraquecida. Para recuperar o vigor da espécie, o ideal é trabalhar com um calendário fixo e adubar antes dos períodos de crescimento, como a primavera.

Em meio ao verde, em primeiro plano, é possível ver uma Alpinia Purpurata, na cor rosa, também conhecida como Gengibre Ornamental | Projeto: Depieri Paisagismo | Foto: Divulgação

A adubação deve ser feita de forma regular e o fertilizante deve ser espalhado ao redor da planta para a incorporação no solo”, ensina Cleber. Os próximos passos são a rega constante e a avaliação de uma nova rodada de aplicação que, em jardins domésticos, pode acontecer em um intervalo médio de 90 dias.

Com suas respectivas funções e vantagens, o adubo natural, proveniente de compostagem e húmus, melhora a estrutura do solo e oferece nutrientes de forma equilibrada. Já os industrializados são excelentes para corrigir deficiências nutricionais específicas.

Atenção: é mito que o excesso de adubo ajuda no crescimento das plantas, já que em demasia eles atraem pragas e promove o desbalanceamento do solo.

Philodendros e palmeiras dão o ar da graça nesta residência | Projeto: Depieri Paisagismo | Foto: Divulgação

O que fazer após o surgimento de pragas?

Verdadeiros terror de qualquer jardim, insetos como pulgões, cochonilhas, lagartas e moscas-brancas; ácaros (aracnídeos minúsculos); além de fungos como oídio e ferrugem são exemplos pragas que podem, literalmente, detonar um lindo espaço verde.

Os paisagistas pontuam que o surgimento é decorrente da falta de cuidados preventivos como um solo bem nutrido, rega correta, boa circulação de ar, luminosidade adequada e limpeza eficiente.

Para solucionar a infestação, os paisagistas indicam a remoção manual das partes infestadas e o uso de soluções naturais como o óleo mineral. Em casos graves, será preciso recorrer a inseticidas específicos — sempre com orientação de um profissional especializado.

As graciosas joaninhas ajudam a combater os pulgões / Crédito da imagem: Wirestock – Freepik

Insetos do bem: Mas nem tudo é problema, pois a natureza também oferece grandes aliados como joaninhas, louva-a-deus e vespas parasitoides que auxiliam no controle de alguns tipos de pragas. Somam-se a eles os polinizadores — como abelhas e borboletas — essenciais para manter o jardim equilibrado.

 

Depieri Paisagismo

Localizado em Brasília e com mais de 25 anos de experiência, o escritório Depieri Paisagismo se destaca no mercado nacional de projetos e execução de paisagismo. Sob a direção dos sócios Cleber Depieri e Arthur Depieri, a empresa conta com uma equipe dedicada de arquitetos e agrônomos. Seu maior compromisso é transformar espaços em verdadeiras obras de arte naturais, onde a harmonia, a beleza e a sustentabilidade se encontram.

Desde a concepção do projeto até a sua execução detalhada, sua equipe combina criatividade, conhecimento técnico e sensibilidade para criar ambientes que refletem a personalidade e as necessidades de cada cliente. A empresa atua em projetos de diversos portes, abrangendo desde jardins residenciais até grandes áreas corporativas, parques públicos e fazendas.

o escritório Depieri Paisagismo atende projetos em todo o território nacional, levando sua expertise em paisagismo para todas as regiões do país.

Serviço:

Depieri Paisagismo

Tel: (61) 3321-9802

Instagram: @depieripaisagismo

Site: www.depieripaisagismo.com

E-mail: depieri@depieripaisagismo.com

 

 

​Niterói ganha exposição na nova Italínea Resiliens

Arquitetos, artistas visuais e designers de interiores abrem showroom em Icaraí

Profissionais da arquitetura, designer e artes visuais foram convidados a criar e expor talentos no showroom “Inspira”, da nova loja Italínea Resiliens Icaraí.
Inaugurado no mês de aniversário de Niterói, o espaço tem três andares abertos à visitação, da adega no primeiro piso à varanda no rooftop.

A exposição tem espaços assinados pelos arquitetos Ricardo Raposo, Amanda Damasco, Ana Bazhuni, Adriano Neto, do Estúdio Ammi. E ainda das designers de interiores Ana Carolina Mendonça e Mariza Dias Guimarães além dos artistas visuais Rodrigo Saramago, Simone Ronzani, Claudia Galindo, Rudi Sgarbi e Romandini. Tudo interagindo com os móveis planejados da Italínea.

A inauguração da loja contou com demonstrações gastronômicas na própria cozinha em exposição, a cargo do chef Marcio Ferreira, do Sagrado Mar. Reunindo clientes, parceiros e os profissionais convidados, a tarde organizada pela Equipe Cacau Dias foi ao som dos violinos de Priscila e Ricardo Vidal.
A nova Italínea Resiliens está aberta para receber o público na Rua Lemos Cunha, 497, em Icaraí, quase esquina com a Av. Ari Parreiras.

 

Izabela Toledo lança o livro ‘Segredos para Mexer o Doce’, utilizando metáforas culinárias para falar das experiências diárias da vida

Izabela Toledo lança o livro ‘Segredos para Mexer o Doce’, no dia 1º de dezembro, na Casa 11 Sebo e Livraria, convidando o leitor a enxergar a vida como um doce em constante preparo. A obra é estruturada como uma jornada mensal de reflexões, emoções e recomeços, cada capítulo representando um mês do ano — e uma oportunidade de transformar a rotina em significado.

Com uma linguagem afetiva e profunda, a autora utiliza metáforas culinárias para falar de temas como felicidade, autocuidado, propósito, gratidão, vulnerabilidade e amor. “Mexer o doce” se torna um símbolo do movimento interno necessário para não deixar a alma endurecer diante dos desafios da vida.

Mais do que um livro, é um guia emocional e espiritual para quem busca viver com mais presença, fé e sensibilidade. Um lembrete poderoso de que o segredo da vida não está na receita, mas no jeito de mexer — com constância, coragem e amor.

Ideal para quem quer recomeçar, suavizar o peso dos dias ou simplesmente lembrar que a vida pode — e deve — ter sabor. Pode ser encontrado impresso e online. A Casa 11 Sebo e Livraria fica na R. das Laranjeiras, 371 – Loja 11 – Laranjeiras, e o lançamento será das 18h às 20h.

‘Segredos para Mexer o Doce’ por Izabela Toledo

Alguns livros curam o corpo.

Outros, curam a alma.

Farmacêutica por formação e empresária por herança familiar, Izabela Toledo descobriu que há dores que não se tratam com remédio — mas com palavras, com fé e com propósito.

Em Segredos de Mexer o Doce, Izabela compartilha a receita mais simples e poderosa da vida:
a de transformar dor em movimento, cansaço em fé e rotina em recomeço.

O lançamento acontece em uma livraria que traduz o mesmo ideal:
por menos remédio e mais livros, por mais cultura e doçura no mundo.

Este não será apenas o lançamento de um livro.
Será o início de um movimento — um convite para acreditar, recomeçar e espalhar esperança.

“Porque curar o corpo é ciência.

Curar a alma é cultura.

E mexer o doce é continuar vivendo com fé e doçura.”

Sobre a autora

Farmacêutica de formação, empresária por herança familiar e mentora por vocação. Há mais de 20 anos, não só entende de gestão e estratégia, como também domina a arte de liderar com alma.
Está no comando de um laboratório de análises clínicas que a família construiu há mais de quatro décadas em Goiás, mas não para por aí. Criou a metodologia PEE (Posicionamento com Eventos que Encantam), uma fórmula mágica para quem quer transformar negócios comuns em experiências inesquecíveis..
Além disso, inventou a marca Mexer o Doce, que é muito mais que pôr a mão na massa : é um mantra. Um convite para se reinventar todos os dias, com um toque de açúcar e ousadia.
Palestrante, comunicadora e empresária, Izabela ajuda empreendedores e líderes a criarem negócios autênticos. Agora, a também escritora lança ‘Segredos para Mexer o Doce’.

 

Ficha técnica

Título: ‘Segredos para Mexer o Doce’

Autor: Izabela Toledo

ISBN 978-65-01-76656-0

64 páginas

1ª edição, Rio de Janeiro

Editora: da Autora, 2025

1. Autoajuda 2. Crescimento pessoal 3. Desenvolvimento humano 4. Inteligência emocional 5. Pensamentos 6. Reflexões

Onde comprar: contato@izabelatoledo.com.br

 

MPF autoriza continuidade das obras do Mirante do Pai Vitório em Búzios após diálogo com a comunidade

Nesta quinta-feira (27), o Ministério Público Federal (MPF), realizou uma audiência pública, com moradores, comunidades quilombolas e representantes de órgãos municipais para discutir o andamento das obras do Mirante do Pai Vitório. O encontro aconteceu na Escola Municipal Professora Cilea Maria Barreto e integra o procedimento administrativo conduzido pelo MPF, que acompanha questões ambientais e assuntos relacionados às comunidades tradicionais do Mangue das Pedras.

Antes da audiência, o Procurador Leandro Mitidieri esteve no local das obras acompanhado da secretária municipal de Ambiente e Licenciamento, Roseli Pereira, além de representantes das comunidades quilombolas e marisqueiras. A visita técnica teve como objetivo conhecer de perto as intervenções previstas e esclarecer dúvidas sobre o projeto original.

Durante a reunião, foram apresentados os pontos de atenção levantados pelas comunidades tradicionais e as medidas adotadas pelo Município no processo de licenciamento e execução do mirante. Após os debates, ficou definido que a obra, que estava suspensa pelo município por recomendação do MPF, será retomada conforme o projeto original, sem alterações estruturais.

De acordo com a secretária do Ambiente e Licenciamento, Roseli Pereira, a única modificação será no portal de entrada, que deverá ser elaborado de forma que não cause impacto visual e receberá revestimento de madeira, atendendo a solicitações recomendadas pelo MPF e pela comunidade. A previsão é que os trabalhos sejam retomados a partir das próximas semanas após a anuência da comunidade quilombola quanto ao portal.

A Secretaria Municipal de Ambiente também foi incumbida, a pedido do MPF, de elaborar um termo de entendimento com as comunidades quilombolas, documento que será apresentado nos próximos dias para consolidar os compromissos firmados na audiência.

A Prefeitura de Búzios reafirma seu compromisso com o diálogo, a transparência e o respeito às comunidades tradicionais, garantindo que as obras públicas sejam realizadas de forma responsável e participativa.

 

Alerj vai fiscalizar precariedade das cozinhas escolares no Estado

Comissão de Legislação Participativa quer criar um Mapa das Cozinhas Escolares

A Comissão de Legislação Participativa, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), se reuniu nesta sexta-feira (28/11), em audiência pública realizada no plenário da Casa, para discutir os desafios enfrentados pelas profissionais de cozinha nas unidades escolares e apontar caminhos para a valorização da categoria. Durante a reunião, o colegiado anunciou que irá criar um Mapa das Cozinhas Escolares, com ações de fiscalização na rede pública estadual de ensino.

O presidente da Comissão, deputado Yuri (PSol), destacou que a valorização das cozinheiras escolares é fundamental para garantir uma merenda de qualidade na rede pública. “É preciso fortalecer as políticas de alimentação escolar e enfrentar problemas que se repetem em todo o estado, como terceirização, falta de infraestrutura nas cozinhas e dificuldades no cumprimento dos cardápios. Não haverá alimentação escolar de qualidade sem condições dignas de trabalho, reconhecimento e estrutura adequada para essas profissionais, que desempenham uma função essencial na rotina das escolas”, afirmou.

Para o deputado Flávio Serafini (Psol), falta ao poder público um olhar estruturado e uma política efetiva de valorização para as cozinheiras escolares. “Garantir dignidade a esse trabalho, majoritariamente feminino e marcado pela presença de mulheres negras, é reconhecer a própria realidade do Brasil. Nosso país historicamente desvaloriza as profissões exercidas por mulheres, e isso se reflete de forma evidente nas cozinhas escolares. Precisamos enfrentar essa desigualdade e construir políticas públicas que assegurem respeito, estabilidade e condições reais de trabalho para essa categoria essencial,” destacou.

Reivindicações do setor

A cozinheira Kerley Arruda apresentou uma série de reivindicações consideradas essenciais para garantir condições dignas de trabalho às profissionais da alimentação escolar, como a redução da carga horária e melhora na infraestrutura das cozinhas. “Hoje, cumprimos 45 horas semanais, uma carga que nos adoece. Defendemos a redução para 30 horas porque a rotina na cozinha é extremamente exaustiva e exige permanência contínua em ambientes quentes e pouco ventilados. Muitas escolas não disponibilizam sequer um ventilador, e no último verão diversas cozinheiras chegaram a passar mal devido ao calor extremo dentro das cozinhas. Precisamos de medidas efetivas que reconheçam nossa importância e assegurem condições mínimas de segurança e bem-estar no trabalho”, salientou.

Clécia Vieira, também cozinheira escolar, relembrou a origem da profissão no Brasil, explicando que as cozinheiras começaram a atuar por volta de 1945, quando o país enfrentava um grave cenário de desnutrição infantil. “A alimentação escolar surgiu para garantir que as crianças tivessem ao menos uma refeição adequada ao longo do dia, especialmente em regiões onde as famílias não tinham condições de oferecer comida em casa. Foi esse trabalho que ajudou a transformar a realidade nutricional do país. Ainda assim, nossa profissão continua sendo invisível para o poder público, apesar de ser essencial para milhares de estudantes que dependem da merenda”, pontuou.

Desafios da alimentação escolar

A nutricionista Fernanda Bainha afirmou que, apesar dos avanços da alimentação escolar, já é hora de avaliar com rigor essa política pública, especialmente a forma como os recursos são distribuídos. “O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destina verba apenas para a compra de alimentos, enquanto toda a parte relacionada à mão de obra, à infraestrutura das cozinhas, aos equipamentos e ao mobiliário depende dos estados e municípios. Isso criou um descompasso: temos cardápios planejados com base em estudos científicos e elaborados para atender às necessidades nutricionais dos estudantes, mas faltam condições reais para executar esse planejamento. As profissionais que fazem esse trabalho seguem atuando em estruturas precárias e com condições muitas vezes invisibilizadas. É preciso revisar o modelo para que a política de alimentação escolar seja plenamente efetiva,” disse.

A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), Rose Silveira, destacou que as cozinhas escolares enfrentam problemas semelhantes em todo o estado e que é preciso uma ação conjunta para melhorar essas condições. “As precariedades se repetem: falta estrutura, cuidado e reconhecimento. Defendemos a redução da carga horária e investimentos na saúde das cozinheiras, porque ninguém sustenta um serviço essencial adoecendo. Também é fundamental valorizar o conhecimento de quem está na cozinha todos os dias; são essas profissionais que conhecem a comunidade e devem ter voz nos conselhos escolares e nos espaços de decisão”, afirmou.

Foto: Thiago Lontra

 

Prefeitura de Niterói realiza simulado de alerta e alarme da Defesa Civil no Morro da Zulu

Acesse: https://niteroi.rj.gov.br/niteroi452anos/

A Prefeitura de Niterói realizou neste sábado (29) um simulado de acionamento de sirenes no Morro da Zulu, em Santa Rosa. A atividade envolveu equipes da Defesa Civil municipal, Defesa Civil Estadual, Samu, Nittrans e voluntários do Nudec, que atuam dentro da própria comunidade.O exercício recriou um cenário de emergência provocado por chuvas fortes e risco de deslizamento. Ao ouvir a sirene e a mensagem de evacuação, moradores deixaram suas casas e seguiram por uma rota segura até o ponto de apoio da região, na igreja ao lado do Campinho. Mesmo com o tempo firme, o treinamento reforçou como a população deve agir em situações críticas.

“O simulado mostra, na prática, como a equipe da Defesa Civil e os voluntários do Nudec fazem a diferença. São eles que conhecem o território, sabem orientar os moradores e ajudam a organizar a evacuação com segurança. Em um cenário real de risco, cada ação conta. Ver essa mobilização funcionando, com responsabilidade e compromisso, confirma que estamos preparados e no caminho certo”, disse o secretário adjunto da Defesa Civil, coronel Walace Medeiros.

A simulação integra o Plano de Contingência da Defesa Civil e é realizada periodicamente nas áreas onde há sirenes instaladas. As equipes acompanharam todo o percurso, orientaram moradores e organizaram a etapa de cadastro no ponto de apoio. Também foram realizadas simulações de resgate de feridos, com atendimento imediato das ambulâncias do Samu.

“O treinamento é essencial porque, em uma situação real, o entorno do desastre também precisa estar seguro. A Nittrans atua para evitar que veículos se aproximem de áreas de risco, organizar desvios e garantir que as equipes de emergência tenham caminho livre até os pontos de apoio. Quando a comunidade treina, nós também testamos nossas rotinas operacionais. É assim que aperfeiçoamos o controle do tráfego, prevenimos novos incidentes e asseguramos que ninguém seja exposto a um perigo maior durante a evacuação. Esse trabalho integrado faz toda a diferença”, afirmou o presidente da Nittrans, Nelson Godá.

Moradores destacaram a importância do treinamento, especialmente no período de chuvas intensas.

“A gente entende melhor o perigo e sabe o que fazer. Quando a sirene toca, não dá para hesitar. Por isso trouxe minha família para participar”, contou a  moradora Ana Carolina da Silva.

Fotos: Lydianne Carney

 

Horto do Fonseca já está no clima do Natal Estrelado Niterói

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Decoração temática do parque foi inaugurada pela Prefeitura nesta sexta-feira (28)

O Natal Estrelado Niterói chegou a uma das principais áreas de lazer ao ar livre da Zona Norte da cidade. Nesta sexta-feira (28), a Prefeitura inaugurou a decoração temática do Horto do Fonseca, na Alameda São Boaventura, com uma grande festa. A programação contou com apresentações musicais, projeção mapeada na fachada do Palácio Euclides da Cunha e a chegada do Papai Noel de trenzinho, para a alegria de crianças e adultos.

O prefeito Rodrigo Neves agradeceu a todas as pessoas que trabalharam na montagem e no planejamento dos eventos natalinos.

“Quero agradecer a todos os envolvidos nesse projeto. Nós planejamos há mais de seis meses esse Natal, com muito carinho, com muito amor, como a gente cuida da nossa cidade. Estamos muito emocionados. O Fonseca e o Horto vão ter, certamente, o Natal mais lindo da sua história”, afirmou.

Para abrir a noite, o Coral da CLIN (Companhia de Limpeza de Niterói) apresentou um repertório de canções natalinas. Na sequência, a cantora Gaby Magalhães mesclou músicas temáticas, como “Noite Feliz”, e populares, como “Anunciação”, de Alceu Valença. A Orquestra de Cordas da Grota, além de encerrar as apresentações do palco, animou o cortejo de Natal que atravessou o Horto até o Palácio Euclides da Cunha, onde foi inaugurada a projeção mapeada. Em seguida, Papai Noel chegou de trenzinho e deu uma volta pelo parque – os frequentadores poderão fazer esse passeio todos os dias, das 15h às 21h.

A programação fixa do Horto do Fonseca inclui a projeção mapeada na fachada do Palácio Euclides da Cunha, que pode ser vista diariamente, a partir das 19h. Há intervalos de meia hora entre as apresentações, contados a partir do fim de cada show de luzes. O carrossel em tamanho natural e a Casa do Papai Noel funcionam todos os dias, das 15h às 21h. Os encontros com o Bom Velhinho acontecem das 16h às 21h.

Abertura oficial

A abertura oficial do Natal em Niterói foi realizada nesta quarta-feira (26) e contou com iluminação especial, apresentações musicais, cantatas no Theatro Municipal e até a descida de rapel do Papai Noel na fachada do Plaza Shopping. A programação é coordenada pela primeira-dama e gestora do Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados, Fernanda Sixel Neves, e reúne ações da Secretaria Municipal das Culturas, Fundação de Arte de Niterói (FAN), Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) e Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur).

“Serão atividades distribuídas por todas as regiões da nossa cidade. Queremos que as famílias aproveitem e participem dos espaços públicos com alegria, paz e fraternidade. O desejo é que todos façam parte dessa celebração”, afirmou Fernanda Sixel Neves.

Clima de Natal em toda a cidade

O Campo de São Bento, em Icaraí, recebe 25 personagens temáticos — duendes, bonecos e artistas — que circulam pelo parque e interagem com as crianças. O espaço ainda oferece atrações permanentes, como a Casa do Papai Noel e a área kids, além de ficar totalmente iluminado durante a noite. A decoração inclui elementos como a Estrela de Morávia, bolas gigantes, uma imensa caixa de presente, estrelas-guias e uma passarela de luzes coloridas.

A Casa do Papai Noel do Campo de São Bento fica aberta diariamente, das 15h às 21h. Nos dias de semana, o Bom Velhinho está presente das 16h às 21h. Aos sábados e domingos, ele recebe a criançada das 10h às 21h. Nos fins de semana que antecedem o Natal, haverá shows de jazz com repertório natalino, oficinas infantis, teatro, musical infantil e outras atividades para toda a família.

Quem passa pela Praça Arariboia, no Centro, também já entra no clima do Natal Estrelado Niterói. Ao lado do Terminal Rodoviário João Goulart, um Papai Noel gigante, com música e luzes, se movimenta diariamente, das 15h às 21h.

Na Praça do Rádio Amador, em São Francisco, um carrossel em tamanho natural funciona todos os dias, das 15h às 21h.

Cantatas de Natal – Ao longo de dezembro, diversos espaços públicos da cidade recebem apresentações de cantatas de Natal, de várias igrejas e grupos, além de atrações para as crianças. A programação passa pela Praça Arariboia (dias 4, 11 e 18), Praça Maria Paula (dia 5), Horto do Fonseca e Praça do Rádio Amador (dias 6, 13 e 20), Praça Praia de Itaipu (dia 6), Praça Getúlio Vargas (dias 7, 14 e 21), Praça Praia de Piratininga (dias 7 e 14), Praça do Largo da Batalha (dia 12), Horto do Barreto (dias 13 e 20), Praça da Ponta D’Areia e Praça São João (dia 19) e Praça do Ingá (dia 21).

Shows e apresentações – A programação musical também está recheada. No dia 1º de dezembro, às 18h, o Quarteto Metacústico se apresenta na calçada do Theatro Municipal, no Centro. Já no dia 3, às 18h, o instrumental Quarteto das Ninas toca na esquina das ruas Ator Paulo Gustavo e Pereira da Silva, em Icaraí.

No dia 8, o Instrumental Forró Noel se apresenta na calçada do Theatro Municipal. A Orquestra Popular de Niterói toca na Rua Ator Paulo Gustavo com Rua Pereira da Silva, no dia 10. As apresentações acontecem às 18h.

O Horto do Fonseca recebe duas atividades no dia 14: o show da Banda Sinfônica do Salesiano, às 10h, e a apresentação do grupo inclusivo de dança Expressar, às 11h.

No dia 15, acontece o Especial de Natal do Quarteto Carlos Chaves, na calçada do Theatro Municipal, às 18h. No dia 17, no mesmo horário, o Quinteto de Metais da Orquestra Sopros do Rio se apresenta na Rua Ator Paulo Gustavo, em Icaraí. No dia 20, tem Sanfonata de Natal na Praça Luiz Gomes da Silva, em Piratininga. No dia 22, na calçada do Theatro Municipal, a atração é o show Sergio Chiavazzoli & Natal de Cavaquinho. Encerrando as atrações, o Quarteto de Cordas da Grota se apresenta na Rua Ator Paulo Gustavo no dia 24.

Programação infantil – As atividades voltadas para as crianças começam no dia 29, às 10h, com a narração de histórias “O coelhinho e a magia do Natal”, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (CCPCM).

No dia 5, às 18h, o CCPCM recebe a apresentação infantil de Léo Castro – especial de Natal. No dia 6, às 17h, a Praça Tancredo Neves, em Maria Paula, será palco da peça “Natal da Dama e o Vagabundo”. Já no dia 7, às 10h, a área kids do Campo de São Bento oferece a oficina “Quadrinhos Natalinos – decorados pelas crianças”.

A programação segue no dia 12, às 18h, com o grupo infantil Lekolé no CCPCM. No dia 13, às 11h, o Horto de Itaipu recebe a peça “O Natal da Baratinha”.

No dia 14, às 10h, a área kids do Campo de São Bento promove a oficina de Chaveiro Natalino – Bola de Natal. No dia 19, o grupo infantil Pequenos Acordes se apresenta no CCPCM, às 18h.

O dia 20 terá a apresentação do Mundo Bita de Natal, às 18h, na Praça Largo da Batalha. No dia 21, às 10h, a área kids do Campo de São Bento realiza a oficina de enfeite em feltro para a árvore de Natal. No mesmo dia, no mesmo horário, o Mundo Bita se apresenta no Horto do Barreto (Lona Arthur Maia).

A programação está sujeita a alteração de acordo com as condições climáticas. A agenda completa pode ser consultada em: https://niteroi.rj.gov.br/natalniteroi/

Fotos: Evelen Gouvêa