|
Treinamento Lilás capacita agentes da Defesa Civil para o enfrentamento à violência contra mulher em Niteroi

No último ano, mais de mil servidores da Prefeitura de Niterói, que lidam diretamente com a população, passaram pela capacitação. Cerca de 50 agentes da DC farão o treinamento.
A Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres (Codim), da Prefeitura de Niterói, realizou nesta segunda-feira (18) mais uma etapa do Treinamento Lilás, no auditório da Defesa Civil, no Centro. Dessa vez, 24 agentes da Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia participaram do treinamento que ainda vai capacitar mais 20 pessoas nesta terça-feira (19). Ao longo do ano, a Codim vem capacitando os servidores públicos para agirem em situações de violência contra as mulheres.
A secretária de Políticas e Direitos das Mulheres, Fernanda Sixel, ressalta que é importante que os agentes públicos reconheçam uma situação de violência e estejam aptos a agir.
“O Treinamento Lilás já capacitou mais de mil pessoas e o foco principal são os servidores da prefeitura que estão na ponta, lidando diretamente com a população. Em 2021, formamos todas as agentes mulheres da Guarda Municipal, a Patrulha Escolar e os operadores da Nittrans. Seguimos ampliando, formando os motoristas de ônibus, com foco no combate ao assédio nos transportes públicos e, em conjunto com a Secretaria de Ordem Pública, vamos capacitar todos os agentes da Guarda. Agora chegou a vez da Defesa Civil estar ainda mais preparada para identificar as situações de violência contra a mulher, abordando com um atendimento humanizado e necessário a cada caso, integrando-se a rede de proteção e enfrentamento à violência existente na cidade através de suas visitas. Levar conhecimento e formação sobre gênero e as diferentes formas de violências é fundamental para a garantia de direitos e a necessária construção da equidade de gênero”, declarou a secretária.
A Codim vem capacitando seus servidores para atuarem no combate à violência contra a mulher e auxiliar no acolhimento das vítimas. Até o momento, 110 guardas femininas passaram pelo curso. Este mês, começou o treinamento dos guardas masculinos que vai se estender ao longo do ano. O objetivo é ter um olhar especializado no atendimento às mulheres vítimas de agressão, além de conhecerem a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher na cidade e os órgãos parceiros para possível encaminhamento da vítima.
Para o secretário de Defesa Civil e Geotecnia, Walace Medeiros, a capacitação dos agentes da defesa civil para esse tipo de ação em defesa da integridade física da mulher é algo de extrema importância.
“Nossos agentes, em suas atividades diárias, percorrem várias residências, principalmente em comunidades mais carentes. O fato de adentrarem nessas residências para realizarem as vistorias para fazerem as análises de risco recorrentes, dá a eles a rara oportunidade de perceber sinais que indiquem que naquele lar está ocorrendo algum tipo de violência doméstica”, declarou o secretário.
O secretário destaca ainda que “a partir deste treinamento, extremamente importante, as mulheres passarão a contar com uma ajuda dos agentes de Defesa Civil que terão condições de observar com mais cuidado, com maior atenção e atuar para que aquela condição não permaneça ou não se agrave de forma a reduzir a ocorrência de episódios de violência contra a mulher. Temos muito orgulho, como agentes de Defesa Civil, de atuar em diversas ações de proteção à comunidade. Essa é mais uma que consideramos importante e que tem muito a ver com a nossa atividade de defesa civil que é basicamente focada em proteger o cidadão”.




Paulinho Gogó em maio na Sala Nelson Pereira dos Santos

Stand Up do comediante Maurício Manfrini traz histórias de seu personagem de sucesso na TV
A Sala Nelson Pereira dos Santos apresenta todas as sextas, sábados e domingos de maio, “No Gogó do Paulinho”, o stand up comedy do humorista Mauricio Manfrini, que é mais conhecido pelo seu personagem de sucesso na televisão, Paulinho Gogó. No espetáculo o artista leva para o palco diversas histórias de seus 25 anos de carreira como locutor, dublador, cantor e humorista. Texto, direção e atuação de Maurício Manfrini. Produção de Diego Zarife e Realização de Tabach Produções.
Mauricio ilustrou o imaginário dos ouvintes do programa “Patrulha da Cidade”, na Super Rádio Tupi, líder de audiência no segmento. Na televisão estreou no programa “Na Boca do Povo”, do apresentador Wagner Montes, logo em seguida foi convidado a integrar a maior escola de humor que o Brasil já teve, a “Escolinha do Prof. Raimundo”, liderada pelo mestre do humor Chico Anysio. Fez parte da “Praça é Nossa” com Carlos Alberto de Nóbrega por dezesseis anos, onde interpretava o personagem de maior destaque no programa. A exposição da mídia e a repercussão o levaram aos programas de Silvio Santos e ao “De Frente com Gabi”, apresentado por Marília Gabriela.
O humorista estreou em 2018 no cinema nacional com o filme “Os Farofeiros”, sucesso de público e crítica. Sendo visto por mais de quatro milhões de pessoas. Em 2019 também lançou o filme “No Gogó do Paulinho”, que conta a história de Paulinho Gogó e seus amigos. Nele o público teve a oportunidade de conhecer a “Nega Juju”, “Biricutico”, “Celso Bigorna”, “Helinho Gastrite” entre outros amigos que fazem parte do cotidiano do Gogó. Com personagens construídos através de histórias do povo, era chegado o momento de aproximá-lo ainda mais de seu público em um espetáculo que não conta com cenário ou iluminação sofisticada, mas no qual o público fica atento durante 70 minutos em uma atmosfera criada pelo humorista.
SERVIÇO:
Evento: Peça teatral “No Gogó do Paulinho”
Datas e Horários: Sextas, sábados e domingos de maio. Sextas e sábados, às 19h. Domingos, às 20h.
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos – Niterói
Valores: Sexta – R$60 Inteira | R$30 Meia – Sábado e Domingo – R$80 Inteira | R$40 Meia
Duração: 60 minutos
Classificação Etária: 14 anos




Rio de Janeiro está há 18 dias sem registros de óbitos por Covid-19





De Bach ao Brasil de hoje pela ponte de Villa-Lobos
|
|
|
|
|

|
Pressão descontrolada pode virar insuficiência cardíaca
A hipertensão pode causar diversas complicações, e a insuficiência cardíaca é uma delas
O coração é um órgão de importância vital e tem como função principal bombear sangue oxigenado para todos os tecidos, assim, cuidar da saúde cardiovascular é fundamental para ter longevidade e alcançar melhor qualidade de vida.
Também conhecida como “pressão alta”, a hipertensão arterial é definida por níveis tensionais superiores a 140 × 90 mmHg, como explica a dra. Ana Luiza Sales, cardiologista do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN). E 26 de abril foi escolhido como o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, data de alerta para essa entidade clínica e suas possíveis complicações.
Infelizmente, a hipertensão arterial não costuma causar sintomas, é uma doença silenciosa que, aos poucos, vai causando avarias no coração, nos rins, no sistema nervoso central e em todo o sistema arterial. Por essa razão, recomendam-se visitas regulares ao cardiologista ou clínico geral para monitorar a saúde em busca de sinais de alteração na pressão arterial, entre outras patologias. A detecção e o tratamento precoce da condição previnem lesões em órgãos, em especial no coração.
“A pressão arterial descontrolada no longo prazo pode sobrecarregar o músculo cardíaco com consequente evolução para a disfunção dele. Tal evolução pode promover o desenvolvimento de insuficiência cardíaca, por exemplo, condição clínica em que o coração não consegue bombear de maneira adequada o sangue oxigenado pelos tecidos do corpo”, explica a cardiologista.
A insuficiência cardíaca pode ser reconhecida por sinais e sintomas clássicos como falta de ar; tosse; tontura; inchaço no corpo; cansaço; pouco apetite e insônia ou ainda por meio de exames, como o ecocardiograma.
Segundo a dra. Ana, “o controle adequado da pressão arterial, por meio de acompanhamento médico regular, é fundamental para evitar a progressão da hipertensão arterial e transformá-la num quadro avançado de insuficiência cardíaca”.
O Programa de Insuficiência Cardíaca do CHN acolhe pacientes com diagnóstico de insuficiência cardíaca (IC) em toda a sua jornada – desde o reconhecimento/ diagnóstico pelos serviços de emergência ou consultas ambulatoriais, controle de sintomas e otimização terapêutica em sua fase hospitalar, que conta com todo o parque tecnológico do CHN, até a alta. Deve-se ressaltar ainda que o CHN é hoje o único centro habilitado para realizar transplante cardíaco da região e que conta também com diferentes opções de suporte circulatório mecânico (corações artificiais).
“O tratamento da hipertensão varia de acordo com as características do paciente e a gravidade dos sintomas. Em geral, um medicamento e/ou a combinação de fármacos se fazem necessárias para o controle adequado da pressão arterial. Mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividades físicas, a cessação do tabagismo e o controle dietético, são também fundamentais. Pacientes que evoluem para insuficiência cardíaca podem precisar, além de medicamentos e mudanças de estilo de vida, de terapias complexas como procedimentos cirúrgicos, implante de marca-passo ou corações artificiais e transplante cardíaco. Nesses casos, prevenção e cuidado precoce fazem toda a diferença”, esclarece a médica.
O que você pode fazer para cuidar do coração?
De acordo com a cardiologista, a melhor forma de controlar e prevenir a hipertensão e suas complicações é ter uma vida mais saudável: “É de extrema importância manter uma rotina com bons hábitos alimentares (não abusar do sal, evitar alimentos gordurosos e ultraprocessados etc.), controlar o peso, parar de fumar e praticar regulamente atividades físicas. Manter as consultas e os exames de rotina em dia é fundamental!”




Estabelecimentos de Niterói poderão receber selo “Amigo da Bicicleta”

Ação desenvolvida pela Prefeitura busca reconhecer estratégias de apoio ao ciclista e à cultura da bike por parte de iniciativas privadas
Mais uma ação de incentivo ao uso consciente da bicicleta foi lançada pela Prefeitura de Niterói. Desta vez, entra em circulação na cidade o Selo Niterói Amigo da Bicicleta. A iniciativa, lançada na noite de terça-feira (19), em solenidade na sala Nelson Pereira dos Santos, busca reconhecer estratégias de apoio ao ciclista e à cultura da bike por parte de iniciativas privadas.
O “Amigo da Bicicleta” é um local como restaurante, loja, empresa que promova o uso do transporte sustentável entre clientes e funcionários, com serviços específicos como bicicletários e paraciclos para o estacionamento, vestiários, além de descontos para quem chega de bike.
Durante a solenidade, o prefeito de Niterói, Axel Grael, lembrou que o uso da bicicleta gera inúmeros benefícios, não só para os ciclistas, mas também para aqueles que não pedalam, como a redução do tráfego de carros nas ruas e da poluição ambiental.
“Niterói saiu do zero na malha cicloviária e hoje somos referência na mobilidade ativa. Sempre mostramos que a bicicleta era uma alternativa viável na cidade, apesar de muitos não acreditarem. Além disso, há uma sinergia entre as políticas de sustentabilidade e o setor empresarial. O uso da bike vem crescendo na cidade, o niteroiense abraçou esta ideia que envolve toda uma cadeia produtiva com investimentos em infraestrutura para o ciclista e, também, no fomento dos negócios e do turismo”, enfatizou Axel Grael.
Responsável pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, contou que estão sendo mapeados locais na cidade que oferecem esses serviços específicos para os ciclistas. Ele destaca ainda que a criação do selo é uma das medidas previstas no plano municipal de cicloturismo.
“Os ciclistas normalmente são mais observadores nos caminhos percorridos e também sempre encontram mais facilidade para parar. Estudos recentes apontam que quem vai de bicicleta costuma visitar o local mais vezes e também acaba gastando mais. Os locais que aderirem ao selo, receberão a placa e adesivo para promoção, será listado em guias de cicloturismo da cidade e em sites institucionais da Prefeitura e aplicativos”, detalhou Filipe Simões.
No lançamento, cinco estabelecimentos receberam o selo, entre eles um hotel, um restaurante e uma agência de viagem, além de lojas especializadas no setor. A expectativa da Coordenadoria Niterói de Bicicleta é ter, neste primeiro momento, 25 estabelecimentos com a autenticação “Amigo da Bicicleta”.
“Vendo o crescimento do mercado de bikes, especialmente em Niterói, aliado à procura das pessoas por um estilo de vida mais saudável, veio a ideia de juntar as duas coisas que mais gostamos: bike e café. Foi assim que, em meio à pandemia, realizamos o sonho de nossa família. Hoje, nossa casa virou um point dos ciclistas. Tudo isso se deve ao grande investimento que a Prefeitura está realizando, aumentando a malha cicloviária da cidade. Nossa loja é integrada à nova ciclovia do Centro, que corta a Avenida Marquês do Paraná”, conta Fernanda Coura, que comanda o Fika Café ao lado do pai, Cláudio Silva, e foi um dos estabelecimentos que recebeu o selo no lançamento.
Para solicitar o selo, é preciso preencher um formulário que está disponível no Portal de Serviços da Prefeitura (https://servicos.niteroi.rj.gov.br). O procedimento é todo feito de forma on-line, e o responsável pelo estabelecimento só precisa ir à Prefeitura de forma presencial retirar o certificado depois de ser aprovado.
Os interessados devem cumprir alguns requisitos como apresentação de documentação em dia do estabelecimento e parâmetros específicos relativos ao incentivo à cultura da bicicleta, o bom acolhimento de ciclistas e de suas necessidades, respeito aos valores históricos e sociais, culturais e ambientais do município e a adoção de práticas sustentáveis e não agressoras ao meio ambiente.
Filipe Simões citou também que foi criada uma comissão permanente para gerir o selo com representantes da Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Seden), Neltur, CDL e Firjan.
O selo terá validade correspondente ao ano de emissão e ao ano seguinte, devendo o estabelecimento manter as condições de atendimento ao regulamento durante todo o período de participação. A permanência no programa e o atendimento continuado aos requisitos serão avaliados através do relato de usuários do estabelecimento ou, caso necessário, através de visitas técnicas pelo órgão gestor e pela comissão permanente.
Também participaram da cerimônia de lançamento do selo, o presidente da Neltur, Paulo Novaes, o secretário municipal de Administração, Luiz Vieira, e o presidente da Firjan Leste Fluminense, Luiz Césio Caetano.




Niterói oficializa parceria com Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)





Exposição “Marc Chagall: sonho de amor” já encantou mais de 40 mil visitantes e permanecerá aberta no feriado desta semana

O público pode visitar a mostra agendando o ingresso, gratuitamente, pelo site ou aplicativo Eventim;
Atração reúne 186 obras do artista conhecido por criar um universo único, pautado pelo lirismo, pela
poesia e pelo amor à arte e à vida;
O uso de imagens e versões deste texto em outros idiomas estão em: www.agenciagalo.com/chagall
Visita à mostra “Marc Chagall: sonho de amor” no CCBBRJ (foto: divulgação)
Rio de Janeiro, abril de 2022 – A exposição “Marc Chagall: sonho de amor” estará aberta ao público
normalmente nesta quinta-feira (21/04), feriado de Tiradentes, e no fim de semana, quando serão realizados
os desfiles de Carnaval. As visitas podem ser agendadas pelo site ou aplicativo Eventim. Até 17 de abril
43.417 mil pessoas conferiram a mostra em exibição no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
(CCBBRJ), que permanece em cartaz até 6 de junho.
Com entrada gratuita, essa é uma oportunidade única de apreciar 186 obras do artista que marcou o século
20 pelo uso revolucionário das formas e das cores, pela criação de um universo lírico, poético e fantástico e
por sua trajetória única, pautada pelo amor que devotava à vida e às artes.
“Só o amor me interessa, e eu estou apenas em contato com coisas que giram em torno do amor”
Esta frase célebre de Chagall, de certa forma, orienta a exposição. Chagall enfatizava repetidamente que suavida e arte eram suas formas de expressar amor. Nascido em 7 de julho de 1887 no bairro judaico da cidade
de Vitebsk, na antiga Rússia, Marc Chagall viveu uma vida quase centenária, chegando aos quase 98 anos de
idade. Faleceu na França, em 1985, após atravessar a Revolução Russa e a 1° e 2° Guerras Mundiais, assistir à
criação e consolidação do Estado de Israel, e ser reconhecido como um dos nomes mais importantes da arte
moderna, sobretudo pela criação de uma linguagem artística única.
Logo na entrada da exposição, o “Sonho de amor” é anunciado pela instalação contemporânea Air Fountain,
gentilmente cedida pelo artista Daniel Wurtzel. Nas salas de exposição, o percurso contínuo apresenta uma
seleção de obras produzidas por Chagall ao longo da carreira, de onde emergem os temas: origens e tradições
russas; o amor e o exílio na representação do mundo sagrado; o lirismo e a poesia, reencontrados em seu
retorno à França, e o amor transcendente, uma ode ao sentimento de estar apaixonado, presente na figura
dos enamorados que flutuam nas telas ou estão imersos entre ramos de flores.
Segundo a curadora da exposição, Lola Durán Úcar, couberam na seleção obras “que mostram diferentes
técnicas e suportes que Chagall utilizou com grande virtuosismo: óleos, têmperas e guaches, litografias e
águas-fortes branco e preto e coloridas à mão”.
Entre os trabalhos de Chagall exibidos no Brasil, que contemplam o período de 1922 a 1981, pode-se destacar
o raríssimo guache O avarento que perdeu seu tesouro (L’avare qui a perdu son trésor), de 1927, produção
que dá início à série gráfica das Fábulas de La Fontaine (Fables, Jean de La Fontaine), encomendada por
Ambroise Vollard no final dos anos 1920 e impressa somente em 1952.
Também fazem parte da mostra as gravuras coloridas à mão da série Bíblia, animadas por um sentimento de
reconexão do artista com suas origens, com sua essência, com suas experiências na comunidade judaica de
Vitebsk. Além disso, a exposição conta com litografias publicadas em 1954 na revista francesa Derrière Le
Miroir – Edições 66, 67 e 68 – Marc Chagall: Paris, produzidas como uma homenagem do artista à cidade que
tão bem o acolheu, no auge de seu domínio técnico da litografia. A série é uma declaração do seu amor por
Paris.
Em cada seção da exposição encontram-se obras emblemáticas, entre as quais podemos citar: Os amantes
com asno azul (Les amoureux à l’ âne bleu), de c. 1955, O galo violeta (Le coq violet), de 1966-1972, Os
reflexos verdes (Le reflets verts), de 1964, Duas cabeças (Deux têtes), de 1966, Buquê de flores sobre fundo
vermelho (Bouquet de fleurs sur fond rouge), de ca. 1970, Os noivos com trenó e galo vermelho (Les mariés
au traîneau et au coq rouge), de 1957, e Primavera (Le Printemps), de 1938-1939, estas duas últimas
provenientes respectivamente dos acervos da Casa Museu Ema Klabin e do Museu de Arte Contemporânea
da Universidade de São Paulo (MAC USP), especialmente cedidas para a exposição. Segundo a curadora da
exposição, “as obras emprestadas pelas instituições brasileiras são de grande importância no discurso
expositivo”.
Módulos da exposição
A exposição apresenta quatro seções, que tratam de diferentes temas da obra do pintor russo. A primeira
parte intitula-se Chagall. Origens e tradições russas. Nessa seção estão presentes duas pinturas de
importância significativa, o Vendedor de gado (Le marchand des bestiaux), de 1922, e Aldeia Russa (Russian
village), de 1929. Também faz parte dessa primeira seção da mostra um dos mais importantes projetos de
Chagall, no qual sua ideia de tradição está intimamente ligada à vida campesina da infância e adolescência no
vilarejo de Vitebsk, na companhia de animais e cercado pela natureza. Destacamos a série gráfica completa
das Fábulas inspirada na obra de La Fontaine, escritor francês do século 17, na qual dialoga com a cultura
popular e mergulha no comportamento humano, metaforizado nos textos do escritor francês.
Chagall mergulha no universo onírico e reflexivo das fábulas, atraído por uma forma tradicional da arte
popular russa, os lubki, que eram pequenos textos com ilustrações coloridas usados para facilitar a educação
de pessoas com pouca formação.
Os trabalhos relacionados aos textos sagrados e ao universo espiritual de Chagall compõem o segundo bloco da exposição, intitulado Mundo Sagrado, que se subdivide em “Bíblia” e “A história do Êxodo”. Nele se
destacam as pinturas No caminho, o asno vermelho (En route, l’âne rouge), de 1978, e Davi e Golias (David et
Goliath), de 1981, além de gravuras coloridas à mão, que representam alguns dos capítulos mais importantes
do Velho Testamento, como Moisés e Arão diante do Faraó (Moïse et Aaron devant Pharaon), Travessia do
Mar Vermelho (Passage de la Mer Rouge) e Morte de Moisés (Mort de Moïse), estas com impressão realizada
em Paris em 1956.
Em 1930, Chagall foi convidado pelo colecionador de arte Ambroise Vollard a ilustrar textos sagrados. Antes
de iniciar as séries, e em companhia de sua esposa, Bella Rosenfeld, e de sua filha Ida, empreendeu uma
viagem à Palestina em 1931, que implicou não somente um retorno à sua tradição judaica, mas uma reflexão
profunda sobre sua identidade em comunhão com a natureza. A passagem do Êxodo da Bíblia, presente nesta
seção num conjunto de 24 litografias, encontra ressonância em sua trajetória pessoal, marcada pelo
dramático exílio nos Estados Unidos, onde se refugiou face à perseguição aos judeus durante a 2° Guerra
Mundial. O exílio foi tristemente marcado pela morte de Bella, em 1944.
O terceiro segmento da exposição, intitulado Um poeta com asas de pintor, reúne trabalhos ligados ao
regresso de Chagall do exílio nos Estados Unidos.
Em sua casa em Saint-Germain-en-Laye, nos arredores de Paris, Chagall recebia visitas de amigos intelectuais
e poetas, tais como Paul Éluard, Yvan Goll, Pierre Reverdy e Aimé Maeght, além do editor grego Tériade,
responsável pela publicação de livros de arte com obras do pintor. Chagall teria mais duas companheiras
(Virginia Haggard, de 1945 a 1952, e Valentina Brodsky, de 1952 até a morte do artista, em 1985). Desse
período emergem trabalhos marcados pela presença de palhaços e acrobatas. A arte circense remete não
apenas a sua memória dos circos de Vitebsk mas também à lembrança das sessões circenses na própria Paris,
onde, acompanhado por Ambroise Vollard, Chagall voltou a se divertir, admirando trapezistas, domadores de
animais e shows de luzes. O mundo do circo, a vida parisiense e o amor a Paris são os protagonistas das obras
desta sessão, em que figuram desenhos e pinturas a óleo, guache e nanquim, como O galo violeta (Le coq
violet), de 1966-1972; Pintor e acrobata (Peintre et acrobat), ca. 1961; Os reflexos verdes (Les reflets verts),
de 1964; Músico e dançarina (Musicien et danseuse), de 1975; A inspiração (L’inspiration), de 1978; e a série
litográfica publicada na revista Derrière Le Miroir.
Por fim, o quarto e último módulo da mostra é intitulado O amor desafia a força da gravidade, em que o
sentimento de amor, a sensação de estar apaixonado, o enlace dos enamorados são os temas das pinturas,
reforçando sempre o fato de o amor ter sido a força motriz do artista, frente aos inúmeros obstáculos da
vida. Ao seu lado, a musa e primeira esposa, Bella Rosenfeld, com quem partilhava uma visão muito particular
de perceber e habitar o mundo. Apesar de sua morte prematura, Bella continuou a inspirar trabalhos de
Chagall.
Consta dessa parte da exposição uma seleção de obras em que Chagall trata do tema ao longo de sua vida:
Buquê de rosas (Bouquet de roses), de 1930, Os amantes com buquê de flores (Les amoureux au bouquet de
fleurs), de 1935-1938, Grande nu (Grand nu), de 1952, O buquê da Lua ou Os lírios brancos (Le bouquet de la
lune ou Les arums blancs), de 1946, Os amantes com asno azul (Les amoureux à l’anê bleu), de c. 1955.
O amor como força que move a vida e a arte, tal como Chagall expressou vividamente em sua obra, encerra a
exposição, com as obras Os noivos com trenó e galo vermelho (Les Mariés au traîneau et au coq rouge), de
1957, O sonho (Le rêve), de 1980, Os noivos e o anjo (Les mariés et l’ange) e Casamento sob o dossel
(Mariage sous le baldaquin), ambos de 1981.
No Brasil, a mostra conta com trabalhos que não foram vistos em outros países. Apesar de a exposição fazer
parte de uma itinerância que foi concebida na Itália, o projeto brasileiro inclui outros repertórios, como a
série litográfica Chagall: Paris para a revista Derrière Le Miroir, e obras de 1946, como a belíssima O buquê da
Lua ou Os lírios brancos (Le bouquet de la lune ou Les arums blancs), além do diálogo com obras provenientes
de coleções museológicas brasileiras, como Vendedor de gado (Le marchand de bestiaux), do acervo do
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), raramente vista, sem deixar de mencionar as obras
da Fundação José e Paulina Nemirovsky, em comodato com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, cedidas para a exposição: O violinista apaixonado (Le violoniste amoureux), de c. 1967, Cidade cinzenta (Village gris),
de c. 1964, Casa em Peskowatik (Maison à Peskowatik), de 1922, e Autorretrato com chapéu enfeitado
(Autoportrait au chapeau garni), de 1928, integradas aos módulos da exposição.
Um dos objetivos da mostra é reaproximar o público brasileiro desse artista ímpar, proporcionando uma
imersão em seu universo vibrante e conceitual. A proposta visa a embalar o visitante numa atmosfera de
conhecimento e encantamento, “na qual possa dialogar e se sentir tocado pelos diversos sentidos do amor
que perpassa a obra de Chagall, […] num momento de fragilidades mundiais”, completa a curadora.
A exposição tem patrocínio da BB Seguros e do Banco do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à
Cultura. A organização e produção são da empresa Cy Museum, em parceria com a italiana Arthemisia.
Marc Chagall: sonho de amor
Abertura nacional: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Quando: de 16/3 a 6/6/2022
Demais cidades:
CCBB DF: 28/6 a 18/9/2022
CCBB BH: 12/10 a 9/1/2023
CCBB SP: 1/2 a 10/4/2023
PROTOCOLO DE VISITAÇÃO AO CCBB RJ
O CCBB RJ funciona segundas das 9h às 21h; terças é fechado; de quarta a sábado das 9h às 21h e
domingo das 9h às 20h. O horário permanece o mesmo no feriado de Tiradentes e no fim de semana
de desfiles de Carnaval.
A entrada do público é permitida apenas com apresentação do comprovante de vacinação contra a
COVID-19.
O acesso ao prédio é livre, mas os ingressos para os eventos devem ser retirados na bilheteria ou
previamente pelo site ou aplicativo Eventim.
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro fica na Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro,
RJ.




Ingá ganha feira do Circuito Arariboia, sempre às quartas-feiras

Circuito de Economia Solidária da Prefeitura de Niterói tem atividades também às quintas e sábados, no Centro, Icaraí e Itaipu
Há uma semana, o Circuito Arariboia de Economia Solidária da Prefeitura de Niterói passou a funcionar também na Praça César Tinoco, no Ingá, entre a praia das Flechas e a R. Dr. Paulo Alves. Os moradores do bairro e da região do entorno ganharam uma nova opção para as suas compras. A feira vai funcionar todas as quartas-feiras, das 8h às 14h, com objetivo de ajudar os produtores locais e valorizar o produto niteroiense. São mais de 30 produtores em barracas de artesanatos, roupas, queijos, verduras e legumes de agricultura familiar, além de pães artesanais e doces. A feira também conta com rodas de debates, música e arte.
O secretário de Assistência Social e Economia Solidária de Niterói, Elton Teixeira, reforça que a expansão beneficia a economia solidária do município.
“A expansão do Circuito Arariboia permite que mais produtores tenham espaço para vender seus produtos. Neste momento de aumento do desemprego, muitos trabalhadores estão vendo na economia solidária uma forma de gerar renda”, contou o secretário.
O Circuito Arariboia é gerido pela Secretaria de Assistência Social e Economia Solidária, em cogestão com o Fórum de Economia Solidária de Niterói, e é composto de feiras que ficam localizadas no Centro, Icaraí e Itaipu. No Centro, a feira funciona ao lado do Terminal João Goulart, na Avenida Visconde do Rio Branco. A feira acontece de forma quinzenal, às quintas-feiras, e a próxima acontece no dia 28 de abril. São diversas barracas com produtos artesanais, trabalhos manuais, produtos orgânicos e arte popular. A feira de Itaipu fica na Praça das Amendoeiras e ocorre aos sábados, próximo ao ponto final do ônibus 38, das 8h às 18h. E no Campo de São Bento o evento começa às 8h e vai até às 14h, todos os sábados do mês.
Identidade visual – As feiras do Circuito Arariboia ganharam identidade visual. As feiras do Centro e do Ingá foram as primeiras a receber a nova roupagem, com banner de identificação aventais para os produtores. As do Campo de São Bento e de Itaipu também já receberam e vão passar a utilizar em suas próximas edições.
Segundo o secretário Elton Teixeira, “identificar as feiras do Circuito Arariboia de Economia Solidária era uma reivindicação antiga do movimento social e que, aos poucos, estamos atendendo. Nesse primeiro momento foram aventais e banners. Em breve teremos panfletos e toda estrutura necessária para a realização das feiras”, contou.
O Circuito Arariboia de Economia Solidária foi estabelecido como uma das ações da Política Municipal de Economia Solidária (Lei 3.473 de janeiro de 2020) e conta com quatro feiras, com a perspectiva de ser ampliada até o fim deste ano.




