Sete espaços da nova sede do Instituto de Artes e Comunicação Social da UFF serão concluídos até novembro



A obra, uma parceria entre a Prefeitura de Niterói e a Universidade, tem previsão de conclusão para o segundo semestre de 2022

A Prefeitura de Niterói conclui, até novembro, as obras em sete espaços do novo Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS) da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Campus do Gragoatá. Com projeto orçado em R$ 28 milhões, a sede do IACS contará com 110 salas interligadas e divididas em blocos de salas de aula, além de anfiteatro, pátio e sala de exposição. A intervenção, viabilizada através de parceria entre a Prefeitura e a universidade, está seguindo o projeto elaborado pela Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento (Emusa). O prefeito de Niterói, Axel Grael, vistoriou as obras nesta terça-feira (28).

O Instituto de Artes e Comunicação Social foi fundado em 1968, tem cinco departamentos e aproximadamente 3.500 alunos. O prefeito de Niterói, Axel Grael, destacou que as obras do novo prédio reforçam Niterói como uma cidade atuante e que forma diversos profissionais na área da comunicação e do audiovisual.

“No novo IACS, teremos a oportunidade de desenvolver trabalhos na área da educação, da ciência, mas também será um espaço para a cultura e para encontros. Essa obra que estamos realizando estava abandonada há muito tempo. Estão saindo do papel em função da parceria da Prefeitura com a UFF, que envolve também outras ações, como o Programa de Desenvolvimento de Projetos Aplicados (PDPA)  e o Cinema Icaraí. Vamos avançando nesta cooperação, e quem ganha é a cidade de Niterói, a ciência e a Educação”, disse.

O prefeito destacou também que a obra gera 70 empregos neste momento.

“A construção civil é uma das atividades que mais geram emprego rapidamente. As obras que estão sendo realizadas pela Prefeitura de Niterói, como esta, em parceria com a UFF, são uma grande chance de abrirmos postos de trabalho na nossa cidade”, defendeu.

O reitor da universidade, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, pontuou que a sede do IACS é um prédio acadêmico que devolve profissionais para o município, gerando emprego e renda.

“É uma grande injeção de ânimo fazer uma visita técnica a essa obra, que vai abrigar toda a grandeza do IACS. Esse é um investimento conjunto da Universidade com a Prefeitura de Niterói. Estamos muito animados porque é um momento de muita dificuldade para a Universidade. São as parcerias, as cooperações que têm feito entregar bons resultados, sempre com força na educação, na ciência e na tecnologia”, pontuou.

De acordo com o presidente da Emusa, Paulo César Carrera, já estão concluídos quatro espaços da nova sede: dois blocos de salas de aula, a sala de exposição e o pátio. Até o mês de novembro a expectativa é de que mais três blocos estejam concluídos, totalizando sete o número de espaços prontos.

“A cobertura com impermeabilização, parte elétrica e hidráulica, instalação de ar condicionado também já estão concluídas. Noventa por conta das fachadas já estão prontas e está sendo iniciado agora a parte de urbanização externa, com a instalação de piso intertravado nos pátios”, detalhou.

Deputado estadual e professor do IACS, Waldeck Carneiro ressaltou que o IACS é um celeiro de formação do pensamento crítico e criativo dentro da universidade.

“Quero registrar a importância deste projeto, que simboliza esta parceria institucional com uma visão estratégica e de estado, oferecendo à cidade e entregando equipamentos e iniciativas importantes. Esta parceria é um exemplo para o Brasil de como as instituições públicas podem operar de forma republicana e desenvolver projetos que sejam positivos para a cidade”, disse.

Na nova sede, ficarão abrigados os cursos de Graduação em Arquivologia, Artes, Biblioteconomia e Documentação, Cinema e Audiovisual, Comunicação Social, Estudos de Mídia, Jornalismo, Produção Cultural, e de Pós-Graduação em Ciências da Informação, Cinema e Audiovisual, Comunicação, Cultura e Territorialidades, Mídia e Cotidiano e Estudos Contemporâneos das Artes.

 
Fotos: Divulgação. 

Alerj: CPI DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA OUVE PESQUISADORES SOBRE RACISMO

Foto: Reprodução de Tela | Texto: Eduardo Schmalter
As raízes históricas do racismo religioso na nossa sociedade foram o foco da discussão promovida, nesta terça-feira (28/09), pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga casos de intolerância religiosa no estado. Pesquisadores universitários apresentaram um panorama da trajetória de luta pela liberdade de culto no país, contextualizando as origens dos atuais ataques aos templos e adeptos.

O professor de Cultura e Idioma Iorubá da Universidade Federal Fluminense (PROBLEM/UFF) Márcio Dodds, apresentou o que chamou de marcos regulatórios. Ele afirmou estar convencido de que as ações de combate a esse tipo de violência só terão efetividade se vierem de várias frentes.

Somos um estado laico desde a primeira Constituição Republicana, em 1891. No entanto, somente em 1997 tivemos uma lei tipificando os crimes de preconceito religioso. Estou convencido que a intolerância só será combatida com ações multidisciplinares, ações afirmativas de direitos, ações de combate pela segurança pública. Os casos vêm aumentando, atingindo diversos segmentos religiosos, mas, no topo dessa estatística estão as religiões de matriz africana, com mais de 80% dos registros”, afirmou.

Para Dodds quem sofre essas agressões é triplamente vitimizado, com a perda do lar, da fonte de sustento e da identidade. Ele sugeriu que o Judiciário tenha varas especializadas, para que juízes e técnicos possam atendar melhor os vitimados. O pesquisador defende que é necessário trabalhar na reparação, na reconstituição patrimonial e cidadã das pessoas que enfrentam violências étnico-religiosas.

A professora do programa de pós-graduação em Sociologia da UFF, Christina Vital da Cunha, destacou o crescimento do movimento neopentecostal no país como causa de aumento nos casos de racismo religioso. Ela atribuiu o pequeno número de registros oficiais de ataques a grupos de candomblé e umbanda como parte de uma estratégia de silêncio, com o intuito de escapar da violência física e moral.

Para a pós-doutoranda em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Helena Teodoro, a intolerância religiosa está inserida num projeto de dominação político-econômica.

“A intolerância religiosa está profundamente ligada a um processo de manutenção dos poderes político e econômico. Tem que haver uma proposta educacional, ligada à mídia, de fundamento filosófico, com visão de política e de legislação, caso contrário a intolerância irá continuar”, afirmou.

Para o relator da CPI, o deputado Átila Nunes (MDB), a participação os pesquisadores trouxeram valiosas contribuições ao trabalho da comissão.

“Talvez tenha sido uma das sessões com maior peso de intelectuais do preconceito religioso. Temos claramente uma guerra e não se trata de intolerância, e sim de preconceito, que vem acompanhado da violência”, afirmou.

Já a presidente da CPI, deputada Martha Rocha (PDT), destacou a necessidade de preparar melhor o poder público para o enfrentamento da questão.

“Na fala do professor Márcio Dodds ficou claro que apesar da formalidade da lei, ela não faz a conquista do direito. Ainda precisamos reestruturar os poderes públicos. Ainda não conseguimos sensibilizar o Poder Judiciário para criar uma vara específica para tratar do racismo religioso, que requer a adoção de medidas urgentes e emergentes”, pontuou.

A deputada Mônica Francisco (PSol) ressaltou a importância do conhecimento produzido por pesquisadores negros sobre a própria diáspora.

“O racismo religioso passa por todas as instituições e aparelhos ideológicos do Estado. Nas falas aqui, encontramos uma linha muito importante sobre o que é o racismo. Temos que ouvir também os que perpetuam o processo racista. É preciso apontar e tocar nos grupos que ampliam reverberam este tipo de discurso”, declarou.

 

Municípios da Costa do Sol discutem a regulamentação do transporte turístico no verão

 

Três secretarias representaram a Prefeitura de Maricá no encontro

Uma proposta unificada de regulamentação para o transporte turístico nos municípios da Costa do Sol foi o tema central da reunião do Conselho de Turismo da Costa do Sol (Condetur), realizada na última segunda-feira (27/09). Os representantes da Prefeitura de Maricá compartilharam informações e receberam subsídios para elaboração de uma minuta de decreto sobre o transporte turístico na cidade.

Maricá foi representada pelo secretário de Promoção e Projetos Especiais, José Alexandre Almeida, que também é diretor do Condetur; pelo subsecretário de Turismo, Thiago Medina; e pelo secretário de Ordem Pública, Rhonaltt Bueno Pereira.

Para o secretário José Alexandre Almeida, a proposta é ordenar o transporte turístico em Maricá, criando condições para melhorar a operação do grande fluxo de visitantes que buscam o município nos meses de verão.

“Trabalhamos para promover Maricá como um destino turístico, mas é preciso estruturar a cidade para bem receber os visitantes e atender também os moradores. Estamos assessorando as secretarias de Turismo e de Ordem Pública nessa tarefa”, finaliza o responsável pela pasta de Promoção e Projetos Especiais.

“Foi um encontro importante para termos uma visão do cenário e das soluções já apresentadas em algumas cidades da região”, afirma o secretário de Ordem Pública e Gestão de Gabinete Institucional de Maricá, Rhonaltt Bueno.

Esforço pela retomada do turismo

Com o avanço da vacinação e a queda na curva da contaminação pela Covid-19, o setor de turismo inicia uma retomada. A grande procura pela região Costa do Sol no verão, em especial nos eventos de Natal, Réveillon e Carnaval, preocupa o Conselho Regional de Turismo que busca reunir as demandas do setor e dos municípios para apresentar às autoridades responsáveis pela fiscalização.

De acordo com o presidente do Condetur, Marco Antônio Navega, o encontro foi uma oportunidade de troca de experiências entre os municípios e o setor privado.

“A região Costa do Sol é uma das mais importantes para o turismo nacional. Com uma atuação integrada, pretendemos apoiar os municípios em suas regulamentações, bem como cobrar e propor soluções aos órgãos competentes”, ressalta Navega.

André Ceciliano recebe título de cidadão niteroiense

 O prefeito de Niterói, Axel Grael, participou na ultima terça-feira (28) da entrega do título de cidadão niteroiense ao deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano. O chefe do Executivo de Niterói subiu ao plenário da Câmara Municipal acompanhado de outras lideranças políticas do Estado do Rio, como o vice-prefeito Paulo Bagueira, a deputada federal Benedita da Silva, o prefeito de Maricá Fabiano Horta, o deputado estadual Waldeck Carneiro, e o presidente da Câmara Municipal, Milton Cal. A homenagem ao presidente da Alerj, que já foi morador da cidade, foi organizada pela vereadora Verônica Lima.

Em seu discurso, Axel Grael defendeu que a mesa montada no plenário Brígido Tinoco reuniu “o que há de melhor na política”, com políticos eleitos porque representam ideias e trazem consigo uma trajetória. O prefeito ainda definiu Ceciliano como “um dos raros consensos em torno do nome de uma liderança política na atualidade”. Nas redes sociais, Ceciliano postou: “Junto com os mais de 516 mil niteroienses, agora eu sou um também. Orgulho me define nesta terça-feira, quando recebi oficialmente o título de Cidadão desta cidade linda”.

 
Fotos: Luciana Carneiro

FESTIVAL NITERÓI PARADESPORTIVO PROMOVE INCLUSÃO SOCIAL E ESPORTIVA NA CIDADE

 

Evento acontece no sábado (2) no Praia Clube São Francico, reunindo paradesportistas profissionais e amadores

 

28-09-2O21- No próximo sábado (02), será dia de esporte e inclusão na cidade, com o Festival Niterói Paradesportivo, que vai reunir atletas profissionais e amadores no Praia Clube São Francisco.

A programação que tem apoio da Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói, através da Prefeitura Municipal, e realização da INCAB ( Instituto Professor Carlos Augusto Bittencourt ), inclui a apresentação de modalidades paradesportivas, como bocha, jiu-jitsu e futebol, entre outras. Além das Clínicas de Vivência.

“A volta do projeto e dos eventos esportivos era um objetivo da SMEL (Esporte e Lazer Niterói). Com a ação esperamos aproximar ainda mais o paradesporto e os paratletas do público, e tornar Niterói uma referência paradesportivos nacional”, afirmou o secretario da pasta Luiz Carlos Gallo.

“Um evento que tem o objetivo de fomentar o paradesporto em nossa cidade, aproximando os atletas do público, de patrocinadores e do Poder Público. Agradecemos o apoio do prefeito AXEL Grael, da Secretaria de Esporte e Lazer- SMEL, através da Prefeitura de Niterói, que deram todo o apoio para que o evento acontecesse, marcando o retorno do Calendário Paradesportivo de Niterói”, disse Raphael Emilião, coordenador do INCAB, realizador do Festival.

“Ficamos muito satisfeitos de receber um evento deste porte no Praia Clube São Francisco. As nossas portas estão abertas para os treinamentos de algumas modalidades e assim reforçamos nosso compromisso com a acessibilidade”, ressalta Paulo Henrique Cerchiari, presidente do Clube.

Durante o dia também será apresentado o calendário do Projeto Niterói Paradesportivo. E haverá, ainda, palestras de paratletas que vão mostrar como é o dia a dia de treinamento, o cronogramas de competições, os títulos conquistados e a experiência no paradesporto profissional.

 

Serviço

I NITERÓI PARADESPORTIVO.

Data: 2 de outubro

Horário: a partir  das 9h

Local: Praia Clube São Francisco | Niterói/RJ

 

2º Pedal Cultural Carioca: Caminhos da Independência acontece neste domingo, no Centro do Rio.*

 

O Centro do Rio recebe o 2º Pedal Cultural Carioca: Caminhos da Independência, que faz parte das comemorações pelo Bicentenário da Independência do Brasil em 2022, com uma pealada histórica pelas ruas do Centro da Cidade. O evento é gratuito e franqueado aos amantes da cidade, de pedal e da história do Rio de Janeiro.

O passeio vai contemplar os principais pontos históricos da região e conta com o apoio da Subprefeitura do Centro e da CET-Rio. Durante o trajeto, mapeado por historiadores da empresa Espaço e Vida, fatos históricos e curiosidades serão contados aos participantes.

A intenção do evento é, “Conhecer para CUIDAR”, e também principal objetivo do grupo envolvido na ideia desse pedal, que acredita que ao promover passeios ciclísticos-culturais pelos bairros da Cidade Maravilhosa, ajuda na ocupação e valorização do espaço público. Além de resgatar a autoestima e o sentimento de pertencimento que o carioca perdeu em relação ao Rio de Janeiro.
Em sua segunda edição, a ideia do projeto o Pedal Cultutal surgiu em dezembro de 2019 numa troca de mensagens entre o historiador da Espaço e Vida, Marcio Magalhães, a jornalista do canal do Instagram No Rio de Cabo a Rabo, Cacau Marapodi e a argentina erradicada no Rio de Janeiro, Lúcia Tamaroff. Em julho aconteceu a 1ª edição em São Cristóvão em comemoração ao dia do padroeiro que dá o nome ao bairro.

*Regras básicas para que todos tenham uma boa experiência:*
1. Todos deverão permanecer de máscara e manter distância segura durante todo o evento;
2. Os organizadores serão identificados no início do passeio e não deverão ser ultrapassados (ou entenderemos que houve desistência);
3. Os participantes deverão usar apenas a(s) faixa(s) da direita durante o passeio;
4. O uso de equipamento de segurança individual é recomendado (capacete, luvas e buzina).
5. Verifique o estado de sua bike, principalmente os freios.

*Serviço:*
• Quando: domingo, 03 de outubro de 2021
• Horário da concentração: 9h30
• Concentração e início: Rua Alexandre Herculano (atrás do Teatro João Caetano e em frente ao Real Gabinete Português de Leitura)
• Tempo máximo estimado do percurso: 2h30
• Extensão do percurso: aproximadamente 4 km
• Local onde termina o passeio: Praça XV de Novembro

 

Festival da Sardinha é sucesso em Búzios

Festival da Sardinha é sucesso em Búzios
O Festival da Sardinha que aconteceu neste final de semana (24,25 e 26) em Búzios foi um sucesso. O evento que é realizado pela Sociedade Esportiva de Búzios (SEB) com apoio da Prefeitura de Búzios se consolida a cada edição, motivando os organizadores a já pensar a do próximo ano.
Segundo o secretário de Cultura e Patrimônio Histórico de Búzios, Luiz Romano Lorenzi, foram três dias com excelente gastronomia, com música de qualidade, com a presença da comunidade Buziana e turistas.
“Mais de mil e quinhentas pessoas passaram pelo stand da secretaria, foi um evento que já deixou gostinho de saudades, com três dias de muita cultura, gastronomia e shows”, disse Romano.

 

Niterói ganha a segunda trilha acessível no Parque da Cidade



Projeto da Prefeitura é pioneiro e oferece contato com a natureza para pessoas com deficiência
 Pessoas cadeirantes e com dificuldade de locomoção têm mais uma opção de lazer ao ar livre em Niterói: a Trilha do Platô, na área do Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit), foi adaptada para passeios em uma cadeira de rodas especial, levada por voluntários e funcionários do parque. A trilha, que foi disponibilizada pela Prefeitura, neste domingo (26), para esse tipo de atividade, integra o projeto EcoTur sem Barreiras. Em maio deste ano, a trilha do Bosque dos Eucaliptos, também na área do parque, se tornou acessível. Os passeios são gratuitos e acontecem duas vezes por mês, saindo do Centro de Visitantes do Parque da Cidade, em São Francisco. As inscrições podem ser feitas pelo site www.visit.niteroi.br/niteroiecotur.

O programa é realizado pela Niterói Empresa de Turismo e Lazer (Neltur), em parceria com as secretarias de Meio Ambiente e de Acessibilidade e o Clube Niteroiense de Montanhismo. Os trilheiros que têm dificuldade de locomoção serão conduzidos pelas equipes na cadeira especial Juliette.

A trilha do Platô tem um grau de dificuldade um pouco maior que a trilha do Bosque dos Eucaliptos. O total do percurso (ida e volta) é de 3,26 km. A trilha está sendo preparada para ser totalmente acessível: além do uso da cadeira de rodas especial, o local receberá sinalização em Braile para leitura dos deficientes visuais e QR codes que, lidos pelo celular, darão acesso à um guia virtual narrado em libras, voltado para deficientes auditivos.

Moradora do Fonseca, Natália Braga tem 31 anos e nasceu com paralisia cerebral. Ela foi a primeira participante do passeio na trilha do Platô e sorria a cada curva e parada nos pontos de observação. Pai de Natália, o eletricista Wilton da Silva não escondeu a alegria com a possibilidade da filha fazer o passeio.

“Para ela é muito importante ter esse tipo de acesso, de oportunidade, para se sentir acolhida e integrada a sociedade”, disse.

O presidente da Neltur, Paulo Novaes, informa que a Prefeitura está investindo cada vez mais no potencial natural da cidade com seus parques e as paisagens naturais, para que Niterói assuma cada vez mais sua vocação de um turismo eco- sustentável.

“O projeto Ecotur Sem Barreiras, além de oferecer aos niteroienses, visitantes e turistas, passeios guiados pelas trilhas da cidade, gratuitos, possibilita também aos cadeirantes esta experiência única de vivenciar a natureza, através das trilhas do Parque da Cidade”, frisa Paulo Novaes.

A secretária municipal de Acessibilidade, Jennifer Lynn Bastiani, aponta que a iniciativa ajudará na inclusão e bem-estar da pessoa com deficiência.

“Essa trilha viabiliza que pessoas com deficiência possam desfrutar da natureza, com seus familiares e amigos, promovendo a socialização e a saúde mental que todos nós necessitamos. Sabemos que o turismo adaptado também irá fomentar o comércio e o setor hoteleiro dentre outros setores da economia no nosso município”, ressalta a secretária.

Sthefani Maia é presidente do Clube Niteroiense de Montanhismo e destaca a dedicação das equipes.

“É muito importante termos esses dois espaços no Parnit para a realização desse projeto de trilhas acessíveis. É muito gratificante ver a satisfação das pessoas que podem desfrutar do passeio e que se integram com outros visitantes”, afirmou Sthefani, que é uma das voluntárias que faz o revezamento na hora de carregar a cadeira especial.

Durante o trajeto feito neste domingo, que durou quase duas horas, o gestor de trilhas de Niterói, Alex Figueiredo, orientou os visitantes e contou a história do local.

“Na Trilha do Platô, o visitante pode observar, de um lado, a vista da Lagoa de Piratininga, do outro uma extensa área verde e ao fundo, bem distante, a silhueta da Ponte Rio-Niterói”, explicou.

Fotos : Berg Silva

Prefeitura de Niterói faz repescagem para entrega das cestas básicas até quarta

Distribuição será realizada no Clube Canto do Rio

A Prefeitura de Niterói vai realizar a repescagem da entrega das cestas básicas desta segunda-feira (27) até quarta-feira (29), no Clube Canto do Rio, no Centro, das 10h às 16h. Desde maio de 2020 são entregues aproximadamente 8 mil cestas básicas por mês para garantir a alimentação das famílias durante a pandemia. O uso da máscara é obrigatório.

O benefício é destinado às famílias em situação de vulnerabilidade social e risco de desnutrição e que não fazem jus a nenhum dos outros programas de mitigação dos impactos financeiros da pandemia do novo coronavírus.  Quem não puder comparecer ao local para a retirada da cesta básica, pode indicar um procurador. Para isso, é preciso imprimir e preencher o formulário disponível no Portal da Transparência.

Serviço: Repescagem da entrega de cestas básicas para população em situação vulnerável

Data: 27 a 29 de setembro de 2021

Horário: das 10h às 16h

Local: Clube Canto do Rio (Av. Visconde do Rio Branco, 701 – Centro)

Alerj:CPI DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA REALIZA OITIVA COM LIDERANÇAS E ESTUDIOSOS

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga casos de intolerância religiosa no estado, se reúne nesta terça-feira (28/09), às 10h30, para ouvir a comunidade acadêmica voltada para o estudo da cultura e das religiões de matriz africana. A reunião será virtual e terá transmissão, ao vivo, pela TV Alerj canais 10.2 UFH, Net 12, e pelo Youtube.

Foram convidados para a reunião o professor de Cultura e Idioma Iorubá da Universidade Federal Fluminense (PROBLEM/UFF), Márcio Dodds; a professora do programa de pós-graduação em sociologia da UFF, Christina Vital da Cunha; a ativista dos direitos das religiões de matriz africana e membro da Frente Inter-Religiosa Dom Evaristo Arns por Justiça e Paz, Iyá Adriana de Nanã; e a pós-doutoranda em história comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a integrante da Coordenadoria de experiências Religiosas Tradicionais Africanas, Afro-brasileiras, Racismo e Intolerâncias Religiosas (ERARIR-UFRJ), Helena Teodoro.

“Vamos ouvir especialistas e estudiosos em racismo religioso e intolerância religiosa para nos ajudar a entender o motivo do agravamento destes tipos de crimes”, diz a presidente da CPI, deputada Martha Rocha (PDT).