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Durante 15 dias, o multiartista russo ocupa a Galeria de Artes Candido Mendes de forma inédita: sem obras prontas, sem quadros pendurados, apenas com um cavalete, um banquinho e o rosto de quem estiver disposto a virar arte
Faça parte da exposição “Retratos do Presente. O ver e o ser visto”, de Vadim Klokoff, na Galeria de Artes Candido Mendes – Ipanema, de 8 a 25 de julho, de segunda a sexta-feira, das 14h às 19 horas (Vadim estará na Galeria nesse período). Neste período, essa galeria se transforma em um estúdio vivo, onde a prática da pintura se entrelaça com a interação humana. A escolha de retratar voluntários, um convidado especial a cada dia, não é apenas uma estratégia de engajamento, mas uma afirmação da arte como um processo colaborativo. Vadim Klokoff quer que a galeria se transforme em um ateliê aberto, onde um pano estendido no chão, cadeiras e um cavalete se tornem objetos de desejo a quem quer ver seu retrato pintado por ele, que também é músico e compositor. Os retratos serão expostos no coquetel de finissage, dia 29 de julho, com exposição até 31 deste mês. Endereço: Rua Joana Angélica, 63, Ipanema (RJ).
Artista plástica e curadora da Galeria de Artes Candido Mendes, Denise Araripe, descreve sobre a importância desta exposição
“O ambiente minimalista, com suas duas cadeiras, um cavalete e cubos de apoio, é um convite à contemplação. Ele não apenas destaca a ação de pintar, mas também enfatiza a importância do espaço e do tempo na criação artística. A ausência de distrações visuais permite que o público se concentre no ato de ver e ser visto, transformando a galeria em um palco onde a arte se revela em sua forma mais pura. Os retratos serão revelados apenas ao final de julho e se tornarão um testemunho coletivo do que significa estar presente, ver, ser visto e se fazer ouvir”, afirma Denise Araripe.
Cada retrato é um gesto de confiança mútua. Não há ensaio, nem repetição
O artista Vadim Klokoff observa e transforma, ao vivo, presença em imagem. Cada modelo que posa traz consigo uma vida, um instante, uma memória que se converte em traço, cor e expressão. Ao fim do processo, os retratos se reunirão em uma instalação coletiva, um verdadeiro mosaico de rostos e histórias, testemunho visual de um mês de conexões humanas. O resultado é uma obra em construção contínua, onde o que importa não é apenas o que se vê, mas o que se vive. Vadim, que começou sua carreira como músico, chegou ao Brasil em 1994, deu aula de fagote (instrumento de sopro), depois lançou álbuns e, em 2006, redescobriu a pintura, fazendo exposições regulares em várias cidades do país, seguindo vários estilos, como Surrealismo, Simbolismo e os retratos.
Denise Araripe: “A expectativa em torno da finissage, quando os retratos finalizados serão revelados, cria uma tensão palpável”
“O que será mostrado? Como esses retratos, frutos de um processo íntimo, refletirão a essência dos modelos e a visão de Klokoff? Assim, a performance de Klokoff não é apenas uma exibição de talento, mas uma celebração da arte como um ato de empatia e conexão. Em cada traço, em cada olhar, somos lembrados de que a arte tem o poder de nos unir, de nos fazer ver e ser vistos, e de nos convidar a participar de algo maior do que nós mesmos”, conclui Denise Araripe. Será um pacto de presença, em que o tempo desacelera e a imagem emerge como poesia visual.
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