Estrela no pulso: Crônica de Alberto Araújo a Leda Mendes Jorge

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Na noite de 28 de agosto de 2025, a Casa da Amizade não era apenas reflexo de suas próprias luzes. Estava iluminado por algo mais profundo, o calor da fraternidade, a força da palavra e a chama da cultura. Estávamos reunidos na 5ª Reunião do Rotary Club de Niterói em conjunto com a Academia Brasileira Rotária de Letras, celebrando a beleza da amizade e o compromisso de servir.
As vozes se entrelaçavam em discursos emocionantes, e cada gesto parecia semear esperança. O lema da noite acolhido em mim ressoava a todo instante em meu coração: “A palavra quando semeada em fraternidade floresce em cultura e transforma a sociedade.”

Foi então que, em meio a tudo isso, meus olhos se detiveram em um detalhe. Sentada à nossa mesa, Leda Mendes Jorge sorria, envolta na serenidade dos que trazem consigo a luz da experiência. E em seu pulso, vi algo que cintilava de modo diferente. Uma pulseira, pedras brilhantes tecidas em arte, pedras que lembravam estrelas, cores que dançavam como notas de uma música silenciosa.

Naquele instante, compreendi que não era apenas uma joia. Era uma metáfora da própria noite.
O vermelho ardia como o coração da amizade.
O azul refletia o infinito do céu que nos cobre.
O dourado era o sol que, mesmo ausente, continua a iluminar.

Olhei demoradamente e pensei: a pulseira era um círculo, como o tempo que nos envolve e retorna. Era também corrente, como o laço invisível que une os que servem e os que sonham. Cada pedra parecia guardar uma memória, cada brilho falava de uma história.

Enquanto as falas ecoavam no salão, enquanto o Rotary e a ABROL semeavam letras e afetos, eu via naquela pulseira uma poesia silenciosa. E compreendi que a beleza das noites eternas não está apenas nas palavras que ouvimos, mas nos detalhes que guardamos dentro da alma.

Assim, para mim, a pulseira de Leda não foi apenas ornamento. Foi símbolo. Foi lembrança. Foi estrela no pulso de uma companheira, iluminando discretamente uma noite que se fez inesquecível.

Foto: Christiane Victer
Crônica de ©️ Alberto Araújo


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