Galocantô homenageia Luiz Carlos da Vila no Municipal

Quinteto fará tributo ao renomado sambista em uma única apresentação no dia 2 de maio

O grupo Galocantô traz para Niterói, em uma única e imperdível apresentação, um merecido tributo ao renomado compositor Luiz Carlos da Vila no dia 2 de maio, às 19h horas, no Theatro Municipal. Os ingressos custam R$ 50 (inteira) e já estão à venda pelo site Fever. O repertório é composto pelos sucessos do álbum “Galocantô – Luiz Carlos da Vila 75 Anos”, gravado durante o show do grupo em homenagem ao sambista, realizado em dezembro de 2019 no então Theatro Net Rio (atual Teatro Claro +), mas também apresenta novos arranjos para canções que haviam sido lançadas na primeira homenagem do quinteto ao compositor, em 2015, agora com a utilização de baixo e bateria.

O álbum contou com as participações especiais de Moyseis Marques – que tem Luiz Carlos da Vila como uma de suas maiores influências – e Moacyr Luz, parceiro do homenageado. Além de sambas conhecidos, como “O show tem que continuar”, “Cabô, meu pai” e “Kizomba, festa da raça”, traz ainda duas canções compostas especialmente para o novo projeto do Galocantô: “A luz de um grande amor” (Luiz Carlos da Vila/ Fred Camacho) e “Um verso pra Luiz” (Moacyr Luz).

“Falar de Luiz Carlos da Vila é falar de amor, justiça, paz, esperança, brasilidade e fé. Sua obra imortal transcende o tempo. No ano em que o compositor completaria 75 anos, o Galocantô reitera a homenagem ao poeta”, exclama Marcelo Correia (violão 7 cordas, arranjador e diretor musical do projeto), que integra o grupo ao lado de Leandro Diaz (cavaco), Jorge André (percussão), Lula Matos (tantã) e Léo Costinha (surdo) – todos também nos vocais.

Reconhecido pela excelência do repertório, por seu trabalho autoral e pela qualidade de suas releituras para grandes clássicos, o Galocantô ganhou projeção na virada do século como uma das principais referências do samba contemporâneo. Logo em seu primeiro CD, conquistou a admiração de importantes nomes do samba, desde as velhas guardas até jovens sambistas, em diversas regiões do país.

O grupo tem forte ligação com Luiz Carlos da Vila desde a sua formação, tanto que seu primeiro nome, escolhido no início dos anos 2000, foi “Além da Razão”, sucesso de Vila em parceria com os irmãos Sombra e Sombrinha. Reciprocamente, a última música composta pelo poeta foi “O Galocantô”, feita especialmente para o quinteto, reforçando os laços entre eles.

Foto: Michelle Beff

“O que pintei quando desisti de pintar” no Rato Laboratório Experimental

A artista cearense Alice Dote chega ao Rio de Janeiro com o lançamento de seu primeiro livro de artista e a abertura da exposição individual O que pintei quando desisti de pintar. O projeto marca um momento de consolidação de sua trajetória e apresenta ao público carioca um recorte inédito de sua produção recente.

A produção de Alice Dote se constrói a partir de uma observação sensível do cotidiano, onde cenas aparentemente simples interiores domésticos, objetos e paisagens íntimas ganham densidade emocional e narrativa. Sua pintura opera em uma escala próxima, quase silenciosa, mas atravessada por tensões sutis entre presença e ausência, memória e experiência, consolidando uma investigação consistente sobre imagem e tempo.

A exposição que acompanha o lançamento do primeiro livro de artista de Dote e apresenta trabalhos inéditos unidos a certa ampliação do olhar sobre a produção da artista, incluindo obras em papel, desenhos e gravuras ainda pouco conhecidas em relação à sua pintura. O título, O que pintei quando desisti de pintar, aponta para um deslocamento na prática artística, onde o gesto de desistência se transforma em campo de experimentação e permanência. Durante a abertura, o público poderá adquirir um múltiplo em fine art, numerado e assinado pela artista, com reprodução da obra de capa do livro.

A programação inclui ainda uma conversa com Alice Dote, ao lado das artistas Marcia Falcão e Maria Antonia, com mediação da escritora e editora Manu Gama, propondo um debate sobre pintura e imagem na contemporaneidade. O evento acontece no Rato – Laboratório experimental de arte contemporânea, espaço localizado na Lapa que se dedica à experimentação e ao intercâmbio entre artistas e público. A exposição permanece em cartaz até o dia 2 de maio, com visitação mediante agendamento.

Cantor é compositor Moacyr Luz será homenageado com a Medalha Tiradentes

Com mais de quatro décadas de atuação, Moacyr Luz, será homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com a Medalha Tiradentes, maior honraria do Parlamento fluminense. Os deputados aprovaram, em discussão única, nesta quinta-feira (16/04), o Projeto de Resolução 2.084/25, de autoria da deputada Dani Monteiro (PSol), que concede a homenagem ao artista. O texto segue para promulgação do presidente em exercício da Alerj, deputado Guilherme Delaroli (PL), e será publicado no Diário Oficial do Legislativo nos próximos dias.

Nascido no Rio de Janeiro, Moacyr construiu uma trajetória artística marcada por uma vasta obra que dialoga com o samba, o choro e a música popular brasileira. Ele tem composições que se tornaram parte do imaginário coletivo, interpretadas por grandes nomes da música nacional, como Beth Carvalho, Gilberto Gil e Maria Bethânia. O trabalho do músico tem impacto direto na promoção da cultura e na formação de novos artistas, sendo reconhecido como uma liderança no meio do samba.

Segundo a autora do projeto, a escrita de Moacyr é poética, refinada e afetiva. “Ela revela a alma da cidade e de seu povo, valoriza o cotidiano, os sentimentos, as histórias e os personagens que compõem a diversidade e a identidade cultural do Rio, por isso a importância de realizarmos uma homenagem como essa!”, garantiu Dani Monteiro.

Além de sua produção artística, Moacyr Luz é idealizador e uma das principais lideranças do Samba do Trabalhador, reconhecido como um importante espaço de resistência cultural, social e comunitária. Criado em 2005, o encontro se consolidou como símbolo de acolhimento, afirmação identitária e valorização da cultura popular, reunindo semanalmente milhares de pessoas no Clube Renascença e expandindo sua influência para outras regiões do Brasil e até para o exterior.

“La Chantin” de Cisco Merel na Kunsthalle Lissabon

O artista panamenho Cisco Merel apresenta La Chantin na Kunsthalle Lissabon, sua primeira exposição individual em Portugal. A instalação parte de uma palavra do calão panamenho para “casa” — derivada do inglês shanty — para investigar como o lar é construído e reconstituído em contextos de migração e desenraizamento.

Merel recupera essas formas arquitetônicas populares e as transpõe para estruturas elevadas, ventiladas e permeáveis, incorporando rodas e elementos móveis. O público é convidado a ativar as obras pelo movimento, gerando a cada deslocamento uma nova composição espacial.

Sobre as superfícies de madeira sobrepostas — técnica construtiva em que as tábuas são dispostas horizontalmente para escoar a chuva tropical —, cores vivas e contrastantes emergem não como ornamento, mas como afirmação de vitalidade e dignidade, fundadas numa “ética de sobrevivência” que transforma necessidade em resistência cultural.

VISITAÇÃO: até 30 de maio de 2026
LOCAL: Kunsthalle Lissabon | R. José Sobral Cid 9E – Lisboa

O artista Luiz Aquila expõe seis obras inéditas em coletiva no Paço Imperial

Luiz Aquila apresenta seis novos trabalhos na coletiva “Constelações – 40 Anos do Paço Imperial”, que comemora os 40 anos do espaço na Praça XV como centro cultural. Convertendo memória e território em linguagem visual, o artista ressignifica a experiência vivida na viagem de 15 dias que fez ao México, em outubro do ano passado, na série inédita “Impregnação e sensação”. Reinterpretados como construções sensíveis entre memória, formas e cores, Aquila produziu sobre os trabalhos inéditos sobre cartão, usando pastel, tinta guache e bastão de óleo.

“A viagem foi extremamente marcante, entre outros aspectos pela identificação cultural conosco, no Brasil: foi colônia ibérica, sofreu com a conquista, possui uma civilização local dos povos iniciais e ao mesmo tempo uma cultura material muito antiga. Lá é possível vivenciar uma herança muito sólida fisicamente. Todas essas situações de língua, tradição, floresta, deserto, arte popular incrível, a cor que eles aplicam sobre a arquitetura, tudo isso mexeu demais comigo. Além do contato com as pessoas locais. Todo esse conjunto de fatores estimulou meu repertório, como se já existisse dentro de mim. E eu cheguei aqui ‘impregnado de México’ depois de viajar bastante por longos percursos de carro e testemunhar as mudanças de paisagem, entre rochas e vegetação de deserto fantástica e, em um segundo plano, vulcões ativos e montanhas com neves eternas”, diz Aquila.

A exposição coletiva no Paço Imperial reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diferentes gerações, sob curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha (com equipe), e Ivair Reinaldim, membro do Comitê Brasileiro de História da Arte e do Conselho do Paço Imperial.

“Até hoje, Luiz Aquila foi um dos artistas mais atuantes no Paço Imperial, em individuais e coletivas marcantes, entre elas “Atelier FINEP” e ‘Caminhos do Contemporâneo’. Para mim, Aquila é um interlocutor permanente e seu vínculo com a instituição transcende o espaço físico ou histórico. Ele cultivou e mantém laços com Lauro Cavalcanti, que já dirigiu o Paço, e com Glauco Campello, arquiteto responsável pela restauração do edifício”, afirma Claudia Saldanha.

Além de Luiz Aquila, outros nomes consagrados – como Carlos Vergara, Anna Bella Geiger, Luiz Pizarro, Iole de Freitas, Cildo Meireles, Adriana Varejão, Beatriz Milhazes – estão presentes através de suas obras, bem como artistas de várias gerações: Tiago Sant’Ana, Siwaju e os participantes do Prêmio PIPA Maxwell Alexandre, Cadu, Aline Motta e Enorê. Não se trata, portanto, de uma retrospectiva; o público verá algumas obras já mostradas antes, uma seleção de arte popular do Museu do Folclore e peças escolhidas do acervo do Museu do Inconsciente, fundado pela Dra. Nise da Silveira, e também do Museu Bispo do Rosário. Haverá, ainda exibição de vídeos de alguns artistas.

A coletiva vai até a 7 de junho de 2026. O Paço Imperial fica na Praça XV de Novembro, 48 – Centro. Funcionamento: de terça a domingo e feriados, das 12h às 18h. Entrada gratuita.

Sobre Luiz Aquila
Luiz Aquila é um dos mais ativos artistas brasileiros. Foi professor em Évora, Portugal; Universidade de Brasília; Centro de Criatividade da Unesco-DF e EAV Parque Lage-RJ, da qual foi diretor. Participou de mais de cem de exposições individuais e coletivas, como Bienal de Veneza; 17ª e 18ª Bienais SP e Brasil Século XX, 1994; retrospectivas no MAM-RJ, 1992; MASP-SP, 1993; Paço Imperial 2012 além de mostras individuais em museus e galerias de 1963 a 2026.

Niterói recebe a segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision

Programação no Reserva Cultural tem 14 filmes inéditos de seis países, além de sessões seguidas de debates

A partir desta quinta-feira (23) até o dia 29 de abril, o Reserva Cultural, em São Domingos, vai receber a segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision. O evento tem apoio da Prefeitura de Niterói, através da Secretaria de Economia Criativa e Ações Estratégicas pelo Programa NAV (Niterói Audiovisual), e da Fundação de Arte de Niterói (FAN). A cerimônia de abertura do festival vai acontecer nesta quarta-feira (22) somente para convidados, também no Reserva Cultural.

Em 2026, o festival apresenta 14 filmes inéditos e reconhecidos nos principais festivais internacionais: são cinco produções da França; três da Alemanha; três da Itália, uma da Espanha, uma da Suíça e uma da Polônia.

“Vamos receber a segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision. No ano passado, o evento foi um sucesso, e este ano não será diferente. Niterói tem se consolidado como uma das principais referências culturais do Brasil. Receber este evento reforça a vocação da nossa cidade para a arte. É um orgulho ver Niterói no roteiro internacional do cinema e promover esse intercâmbio cultural com grandes produções europeias”, destaca o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

A programação do Festival de Cinema Europeu Imovision inclui sessões seguidas de debate com os artistas internacionais. Na quinta-feira (23), data de início do festival, o Reserva Cultural de Niterói terá uma sessão especial de “E Seus Filhos Depois Deles”, às 13h, que ao final contará com debate com os diretores franceses Ludovic & Zoran Boukherma.

Na mesma data, às 17h, o prestigiado diretor espanhol Julio Medem participa de debate com o público após a exibição de seu novo filme, “Oito Décadas de Amor”. Em seguida, às 20h30, a atriz italiana Barbara Ronchi apresenta a sessão e participa do debate de “Diva Futura”. Na sexta (24), às 13h, “Beladona” terá exibição seguida de debate com a diretora lituana Alanté Kavaïté.

“O apoio a este festival é mais uma iniciativa do Niterói Audiovisual, um programa estratégico para impulsionar este mercado, gerar negócios e empregos em toda a cadeia produtiva do setor. O impacto na cultura se reverbera em setores como turismo e serviços, também muito importantes para o desenvolvimento econômico e social da nossa cidade”, disse o secretário de Economia Criativa e Ações Estratégicas, André Diniz.

“Ao apoiar o Festival de Cinema Europeu Imovision, a gestão pública municipal, por meio tambémda Fundação de Arte de Niterói, reforça seu compromisso com a diversidade artística e cultural para a população. Essa é uma oportunidade para o público ter acesso a filmes premiados e produções que normalmente não chegam ao circuito comercial, ampliando o contato com diferentes histórias e culturas”, avalia Micaela Costa, presidenta da Fundação de Arte de Niterói.

Os filmes que serão exibidos na segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision, no Reserva Cultural, são os seguintes:

‘As Cores do Tempo’ (Colours of Time), de Cédric Klapisch (França)
‘O Grande Arco de Paris’ (The Great Arch), de Stéphane Demoustier (França)
‘E Seus Filhos Depois Deles’ (And Their Children After Then), de Ludovic & Zoran Boukherma (França)
‘Beladona’ (Beladonne), de Alanté Kavaïté (França)
‘A Divina Sarah Bernhardt’ (Sarah Bernhardt, La Divine), de Guillaume Nicloux (França)
‘Mirrors No. 3’ (Miroirs No. 3), de Christian Petzold (Alemanha)
‘Amiga Silenciosa’ (Silent Friend), de Ildikó Enyedi (Alemanha)
‘Uma Infância Alemã’ (Amrum), de Fatih Akin (Alemanha)
‘Querendo ou Não’ (Damned If You Do, Damned If You Don’t), de Gianni Di Gregorio (Itália)
‘Diva Futura’, de Giulia Louise Steigerwalt (Itália)
‘5 Segundos’ (Five Seconds), de Paolo Virzì (Itália)
‘Oito Décadas de Amor’ (8), de Julio Medem (Espanha)
‘Erupcja’, de Pete Ohs (Polônia)
‘Rebelião Silenciosa’ (Silent Rebellion), de Marie-Elsa Sgualdo (Suíça)

A programação completa está no site: https://www.reservacultural.com.br/niteroi/

Dudu Nobre estreia com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio), no Teatro João Caetano – Gratuito

Sob regência do maestro Sammy Fuks, concerto une samba e música de concerto em uma experiência inédita e gratuita

O samba ganha dimensão sinfônica em um encontro especial no coração do Rio de Janeiro. No dia 30 de abril, às 19h, o palco do Teatro João Caetano reúne, pela primeira vez, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) e o sambista Dudu Nobre no evento O Samba em Concerto. Carioca e um dos grandes nomes do gênero no país, o artista lidera essa apresentação inédita ao lado de jovens músicos que trazem frescor, talento e uma energia contagiante ao espetáculo.

Sob a regência do maestro Sammy Fuks, o concerto parte de um encontro potente: a força rítmica e popular do samba com a riqueza sonora da formação sinfônica. Mais do que uma fusão de estilos, o concerto revela novas possibilidades para canções já conhecidas do público, ampliando suas cores e emoções sem perder a sua essência.

De um lado, um dos maiores nomes do samba contemporâneo; de outro, jovens músicos que fazem da excelência artística uma ferramenta de transformação social. O resultado é uma experiência que amplia fronteiras estéticas e reafirma a força da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.

No repertório, sucessos consagrados ganham versões sinfônicas com novos arranjos. Canções como Água da Minha Sede, Estava Perdido no Mar, A Grande Família, Deixa Estar e O Show Tem Que Continuar conduzem o espetáculo, ao lado de outros clássicos que atravessam gerações e integram o imaginário afetivo do público brasileiro.

Com entrada gratuita, a apresentação reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura e amplia o alcance de uma produção artística de alta qualidade. A iniciativa também evidencia o papel da música como instrumento de inclusão, formação e cidadania.

“A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro tem como essência a inovação. Estamos sempre buscando novos caminhos — seja em turnês internacionais, seja em encontros que ampliam o nosso repertório e o nosso olhar. Dividir o palco com um artista da grandeza de Dudu Nobre é uma honra! É mais do que uma celebração: é a união entre a tradição do samba e a potência de uma juventude que conhece, respeita e recria essa música com frescor e entrega”, destaca Fiorella Solares, fundadora da orquestra.

Criada em 2014, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) é fruto do programa Ação Social pela Música do Brasil e reúne jovens talentos, em sua maioria oriundos de contextos de vulnerabilidade social. Ao longo de sua trajetória, o grupo vem se consolidando como um dos mais relevantes projetos socioculturais do país, promovendo não apenas excelência artística, mas também oportunidades concretas de desenvolvimento humano e profissional por meio da música.

“Um grande privilégio poder reger um concerto que mescla tão bem o nosso samba com o universo sinfônico. E de modo muito especial , com o grande Dudu Nobre e a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro. É muito talento e dedicação unidos no mesmo palco”, ressalta o maestro Sammy Fuks.

Reconhecido como um dos grandes nomes do samba brasileiro, Dudu Nobre construiu uma carreira sólida como intérprete e compositor, com centenas de gravações e sucessos que marcaram época. Sua presença neste concerto reafirma a vitalidade do samba e sua capacidade de dialogar com diferentes universos musicais, sem perder sua essência.

Ao reunir palco, juventude e tradição, o concerto sintetiza uma ideia cada vez mais urgente: a de que cultura e inclusão caminham juntas — e, quando encontram o público, transformam-se em experiência coletiva, potente e inesquecível.

“É um enorme prazer participar deste evento e vivenciar esse encontro entre a música erudita e a música popular brasileira, especialmente o nosso samba. Fico muito feliz, ainda mais por dividir o palco com jovens e com uma orquestra tão especial. Para mim, que estudei piano clássico por 10 anos, esse tipo de oportunidade é sempre muito emocionante. Já tive a alegria de me apresentar com outras orquestras jovens, como a da Maré do Amanhã, além da Banda dos Fuzileiros Navais e da Orquestra do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Agora, estarei com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro. É uma grande satisfação estar ao lado desses jovens, celebrando a música e esse encontro tão bonito em um espetáculo especial”, afirma Dudu Nobre.

Repertório do Show:
Água da Minha Sede
Estava Perdido no Mar
Quebro na envergo
Favo de Mel
A Grande Família
Singelo Menestrel
Deixa Estar
Aquarela Brasileira
Quem é Ela
No Mexe Mexe, No Bole Bole
Goiabada Cascão
Vou Botar teu Nome na Macumba
Posso Até me Apaixonar
O Show tem que Continuar

Sobre a OSJRJ
A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), fruto do programa Ação Social pela Música do Brasil (ASMB). É composta por 55 jovens de grande talento e dedicação com idades entre 18 e 28 anos e, em sua grande maioria, residentes em áreas de vulnerabilidade no Rio de Janeiro.

A OSJRJ foi criada em 2014 e tem realizado apresentações no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cidade das Artes, na Sala Cecília Meireles, Sala da Filarmônica de Minas Gerais e na PUC-Rio, com importantes convidados, executando amplo repertório em suas já tradicionais temporadas anuais. Alguns dos jovens talentosos que compõem o grupo já se apresentaram em concertos na Alemanha, Holanda, Suíça e nos Estados Unidos.

A participação desses jovens na Orquestra é fundamental para seu desenvolvimento tanto profissional quanto pessoal. Neste processo de aprendizagem, eles adquirem maior disciplina, concentração, capacidade de trabalho em equipe, respeito e paixão pela arte, afastando-os, consequentemente, de atividades nocivas muito próximas de suas residências. Ao reunir e integrar adolescentes e jovens de diversas comunidades em um ambiente de prática orquestral, observa-se a música como um eficiente dispositivo de reestruturação emocional, inserção social e de crescimento pessoal. Como resultado, muitos deles ganham autoestima e confiança para enfrentar os desafios da vida adulta, abrindo oportunidades para exercer atividades remuneradas.

Com o objetivo de aperfeiçoar a prática orquestral e conduzir os jovens músicos à universidade e à profissionalização, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro proporciona a inclusão social, a democratização do acesso à música clássica e a cidadania.

Dudu Nobre
“Correr pelo certo” e “Morena”, lançados em 2023 e 2024, mantendo o frescor e a renovação em sua obra musical. No mês de dezembro de 2025, lançou a música “Não quero esse Tititi”, ampliando ainda mais seu repertório e reafirmando sua constante criatividade. Além de intérprete, Dudu Nobre é um compositor consagrado, responsável por sucessos como “Água da Minha Sede”, “Vou Botar Teu Nome na Macumba”, “Quem é Ela” e “Pro Amor Render”. Também é o intérprete da icônica música “A Grande Família”, tema da série homônima da TV Globo, que permaneceu no ar por mais de uma década e se tornou um dos marcos da teledramaturgia brasileira — reforçando ainda mais a presença de Dudu na memória afetiva do público. Reconhecido como grande nome do samba-enredo, o artista já compôs mais de 30 sambas vencedores, contribuindo para escolas como Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos do Viradouro, Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Unidos de Vila Maria, Mocidade Unida da Glória (MUG) e Acadêmicos do Salgueiro, que em 2024 apresentou o enredo “Hutukara”. Com mais de 300 músicas gravadas e mais de 1 bilhão de plays somando todas as plataformas digitais. Sempre inquieto e criativo, Dudu também se aventura em projetos inovadores. Em O Cavaco foi pra Pista, ele mistura o samba com elementos da música eletrônica, criando uma fusão ousada e dançante que aproxima o samba das pistas contemporâneas. Já em O Cavaco de Natal, o artista revisita clássicos natalinos em versões instrumentais com cavaquinho, trazendo leveza e brasilidade às canções que embalam o fim de ano. Devoto de Nossa Senhora Aparecida e São Jorge, Dudu continua ativo e sem planos de desacelerar. Casado com Priscila Nobre desde 2011, é pai de quatro filhos: Thalita, Alícia, João Eduardo e Olívia. Com mais de 40 anos dedicados à música e mais de 25 anos de carreira fonográfica, Dudu Nobre segue firme na missão de cantar, compor e emocionar gerações, reafirmando seu lugar como um dos grandes nomes da música brasileira.

Sobre Fiorella Solares
Fiorella Solares, nascida na Guatemala e naturalizada brasileira, é violoncelista profissional com sólida trajetória na música clássica. Atuou em importantes orquestras, como a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Petrobras Sinfônica, tendo se aposentado recentemente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Há 27 anos, ao lado de seu marido, o maestro David Machado, fundou a instituição Ação Social pela Música do Brasil, consolidando uma carreira de mais de três décadas dedicada à cultura e à educação. Seu trabalho destaca-se pela implementação de núcleos de ensino de música clássica em comunidades de baixa renda, promovendo transformação social por meio da arte. No estado do Rio de Janeiro, o projeto está presente em 20 comunidades e, após alcançar resultados expressivos, expandiu-se para João Pessoa (PB), Ji-Paraná (RO) e Campo Grande (MS). Ao longo de sua trajetória, mais de 16 mil alunos já foram atendidos, e atualmente cerca de 4.800 crianças e adolescentes são beneficiados em quatro estados brasileiros. Em 2014, Fiorella fundou a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, hoje reconhecida como um dos mais relevantes conjuntos sinfônicos jovens da cidade. Em reconhecimento ao seu trabalho cultural e socioeducativo, recebeu importantes homenagens: em 2014, o título de Cidadã Honorária do Rio de Janeiro; em 2016, foi condecorada pela Câmara Municipal de São Paulo pelos serviços prestados à cultura; e, em 2018, foi agraciada na Premiação Person of the year, realizada pela Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos de Nova Iorque, pelo seu destaque em empreendedorismo social em nosso pais.

Serviço:
Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) – O Samba em Concerto com Dudu Nobre
Regência: Sammy Fuks
Local: Teatro João Caetano
Endereço: Praça Tiradentes s/n, Centro – RJ
Data: 30/4/2026 (quinta-feira)
Horário: 19h
Ingressos: Gratuitos, na bilheteria do Teatro João Caetano (2h antes do início do espetáculo)
Classificação: Livre

Artista Emilio Azevedo estreia no Brasil com exposição sobre imagens da Amazônia no Rio

A transformação da Amazônia em imagem é o ponto de partida da exposição como me apaixonei por uma linha, primeira mostra individual do artista Emilio Azevedo no Brasil. Em cartaz na Danielian RJ, no Rio de Janeiro, o projeto investiga como um território geográfico foi progressivamente convertido em representação ao longo da história.

A pesquisa do artista parte do questionamento sobre os processos que moldaram a forma como a região amazônica passou a ser vista e imaginada. Para isso, Azevedo segue rastros históricos ligados ao Marechal Rondon, explorando tanto suas marcas no estado que leva seu nome quanto seu legado dentro do Exército Brasileiro.

O trabalho se desenvolve a partir de uma investigação visual que conecta fotografia, memória e história. Ao reunir imagens e referências que atravessam diferentes camadas de tempo e representação, o artista constrói uma reflexão sobre como a experiência direta de um território pode ser substituída por sua imagem.

A produção de Emilio Azevedo já foi apresentada em instituições internacionais importantes, como o Musée du Quai Branly, o Centre photographique d’Île-de-France e o FOMU, consolidando sua trajetória no circuito artístico europeu antes de chegar ao Brasil com esta exposição.

A exposição como me apaixonei por uma linha e a construção visual da Amazônia

A curadora Fernanda Brenner contribui com um texto crítico para a mostra, destacando a pergunta central que orienta o trabalho do artista: como o território amazônico se tornou imagem.

“O trabalho de Azevedo parte de uma pergunta central: como o território amazônico se tornou imagem? Um espaço geográfico foi sendo progressivamente convertido em representação até o ponto em que a imagem substitui a experiência direta. A palavra de que se vale, em francês, é devenir, um tornar-se que sugere processo, algo que nunca se fixa”, escreve Brenner.

Segundo a curadora, a estratégia adotada pelo artista é o que ele define como uma “an-arquia visual”, conceito que recupera a raiz grega da palavra para questionar a ideia de um único princípio organizador das imagens.

“O corpus de imagens resultante recusa fixar o território numa narrativa única, permitindo que qualquer ponto sirva como ponto de partida”, completa.

Serviço – Emilio Azevedo – Exposição como me apaixonei por uma linha
Local: Danielian RJ
Endereço: Rua Major Rubens Vaz, 414 – Gávea, Rio de Janeiro
Período expositivo: 12 de março a 30 de maio de 2026
Horários: segunda a sexta, das 11h às 19h; sábado, das 11h às 17h
Ingresso: gratuito
Mais informações: https://danielian.com.br
Instagram: @danielian_galeria

“Como vender a lua”, individual de Anna Bella Geiger, na Danielian Galeria

A Danielian Galeria, em sua unidade do Rio de Janeiro, inaugura a exposição “Como vender a Lua”, individual de Anna Bella Geiger. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto, a mostra reúne um conjunto de obras em que fotografias da Lua realizadas pela NASA são retrabalhadas pela artista, transformando o território lunar em gravuras que articulam questões de política, censura e pertencimento.

O projeto destaca um dos eixos mais consistentes da trajetória de Anna Bella Geiger: a criação de novos territórios. A partir da “Série Lunar”, iniciada em 1970, a artista utiliza imagens da cartografia do espaço para lançar um olhar crítico sobre a realidade terrestre. Em meio à corrida espacial, Geiger encontrou nas crateras e relevos da Lua uma metáfora para refletir sobre o Brasil sob a ditadura cívico-militar iniciada em 1964, além de abordar sua própria identidade como filha de imigrantes poloneses.

“Como vender a Lua” revela esse gesto de deslocamento simbólico: ao reconfigurar fotografias científicas do satélite natural da Terra, a artista cria um território imaginado que dialoga com temas como geopolítica, memória e identidade.

Para os curadores Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto, a força da exposição reside na reunião dessas peças: “Com sutileza, e sem questionar a afirmação de 1969 de que o homem deu um pequeno passo no espaço, mas um grande passo para a humanidade, Geiger rompe as barreiras da censura e se expressa através de imagens, transmitindo seus pensamentos e sentimentos sobre sua vivência como filha de emigrantes poloneses, fugitivos de guerra”, afirmam.

Com mais de sete décadas de carreira, Anna Bella Geiger desenvolveu uma produção marcada pela experimentação de linguagens. A artista trabalha em diversos suportes, como pintura, desenho, gravura, vídeo, fotografia, colagem, têxteis e instalações. Sua obra se caracteriza por um pensamento crítico que tensiona fronteiras geográficas e simbólicas, questionando definições geopolíticas hegemônicas.

Seus trabalhos integram acervos de importantes instituições internacionais, como MoMA (Nova York), Centre Pompidou (Paris), Tate Modern (Londres), MACBA (Barcelona), Museo Reina Sofía (Madri), Victoria & Albert Museum (Londres), além de coleções brasileiras como Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP)

SERVIÇO
Período em exposição: 31 de março a 30 de abril
Segunda a sexta de 11h – 19h Sábado das 11h – 17h
Local: Danielian RJ – Rua Major Rubens Vaz, 414 – Gávea

“Visualidades Brasileiras – Funarte 50 anos”: coletiva reúne cinco décadas de arte contemporânea

A Funarte apresenta, até dia 15 de maio, a exposição Visualidades Brasileiras – Funarte 50 Anos. A mostra reúne 5 décadas de arte contemporânea, políticas públicas e diversidade estética, sob curadoria de Luíza Interlenghi. Um panorama das artes visuais no Brasil se constrói a partir do percurso da própria Funarte.

São revisitadas iniciativas históricas da Fundação, com obras de dezenas de artistas que participaram de ações que moldaram o campo artístico nacional, de diferentes gerações e linguagens: da pintura à performance, da fotografia às práticas coletivas e das tradições populares às investigações contemporâneas.

A exposição conta com 40 artistas, incluindo Arjan Martins, Armando Queiroz, Augusto Leal, Beatriz Milhazes, Gervane de Paula, Glicéria Tupinambá, Juliana Notari, Júlio Leite, Luiz Braga, Marcia Thompson, Marcone Moreira, Raul Mourão, Rodrigo Braga, Ronald Duarte, Xadalu Tupã Jekupé e Yuri Firmeza.

Funarte RJ – Mezanino do Palácio Gustavo Capanema
Rua da Imprensa, 16 – Centro – Rio de Janeiro, RJ
De segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 12h às 17h [exceto feriados]