‘Casa da Memória de Niterói’ preserva o conhecimento histórico da cidade por meio de pesquisas e publicações de seus 50 membros vitalícios
O Instituto Histórico e Geográfico de Niterói (IHGN) comemora 53 anos de fundação no dia 31 de julho, com missa às 12h na Catedral Metropolitana de São João Batista e sessão solene às 15h no plenário da Câmara Municipal, cedido pela Presidência da casa legislativa niteroiense. Nesta ocasião, a atual diretoria fará uma breve retrospectiva do papel do instituto ao longo de mais de cinco décadas de existência, sua atuação nos dias de hoje, os cursos gratuitos e as publicações, como os Cadernos de Efemérides Niteroienses, cujo volume 11, lançado no último dia 17 com o título “Niterói sob múltiplos olhares”, reúne dez artigos produzidos por membros, como uma pequena amostragem de suas vastas atividades.
Haverá ainda a apresentação do Coral 60 Mais, a declamação de trovas por membros do instituto e uma homenagem à ex-presidente Franci Machado Darigo. Historiadora e filósofa especializada em pesquisa sociológica, a cronista, poetisa e ensaísta é membro da Academia de Letras dos municípios de Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis e de Campos dos Goytacazes, sua cidade natal, além da Academia Fluminense de Letras (AFL), entre outras instituições acadêmicas. A programação de aniversário é aberta ao público, assim como são as reuniões mensais com palestras, realizadas na primeira quinta-feira de cada mês – salvo raras exceções, por motivo de força maior – no auditório da Fundação Municipal de Educação (FME), prédio onde também está localizada a sede do IHGN.
Também chamada de “casa da memória de Niterói”, a instituição tem por escopo a pesquisa e o estudo da história, da geografia e das ciências afins nos contextos nacional, fluminense e sobretudo municipal, buscando a preservação da cultura e do conhecimento. É reconhecida de Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro (Lei Estadual n.º 7.581/1974) e de Utilidade Pública do Município de Niterói (Lei Municipal n.º 281/1981). Fundada em 31 de julho de 1973, com o nome de Instituto Histórico de Niterói, a entidade nasceu como consequência direta do primeiro Curso de História de Niterói, quando se comemorava o quarto centenário da cidade. Em 1998, passou a ser também Geográfico e foram criadas as 50 cadeiras de sócios titulares, com os seus respectivos patronos.
“Integrar o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói e ser sua presidente nesta oportunidade de tão significativa efeméride é de grande honra para mim e para minha história de vida, além de denotar o sucesso dos que me antecederam e a perspectiva de existência exitosa deste amado sodalício”, declara a Profa. Dra. Maria do Carmo de Assumpção Borges, 17a. presidente do IHGN, o qual já passou por 28 presidências – muitas delas reeleitas, como a atual – de dois anos cada.
Dupla de palhaços apresenta a primeira edição no próximo dia 25, na Feira Literária Internacional de Paraty
Os palhaços mais queridos pela criançada, Espoleta e Zureba, vividos por Maurício Maia e Kaká Teixeira, chegam à 24ª edição da FLIP (Feira Literária Internacional Literária de Paraty) com, uma baita novidade: uma revista de histórias em quadrinhos cheia de aventuras, cores e brincadeiras para animar ainda mais as férias da garotada. O lançamento do gibi mensal acontece no próximo dia 25 de julho, às 14h, na Casa da Leitura e do Conhecimento, na Praça do Chafariz, em Paraty. O evento conta ainda com a apresentação do show “Uma Viagem em Nossas Raízes”, que a dupla tem apresentado em várias cidades e escolas.
“A publicação foi criada para despertar nas crianças o prazer pela leitura por meio da experiência única da revista física. Em um tempo em que grande parte do entretenimento infantil acontece nas telas, o gibi resgata o encanto de folhear páginas, colecionar edições e mergulhar em histórias repletas de humor, diversão e imaginação”, diz Maurício Maia.
A cada edição, os inseparáveis Espoleta e Zureba vivem uma nova aventura, explorando diferentes temas, épocas e universos, sempre acompanhados de personagens cativantes e situações divertidas que estimulam a criatividade, a curiosidade e valores como amizade, respeito, cooperação e preservação cultural.
Passatempos, curiosidades e incentivo à leitura
Além das histórias em quadrinhos, a revista oferece uma experiência interativa. “Cada edição reúne passatempos, jogos, caça-palavras, labirintos, desafios, atividades para colorir, curiosidades e brincadeiras educativas que incentivam o raciocínio, a criatividade e a participação das crianças, tornando a leitura um momento de diversão em família”, conta Kaká Teixeira..
Com linguagem acessível, ilustrações vibrantes e personagens carismáticos, Espoleta & Zureba busca formar novos leitores, fortalecer o hábito da leitura desde a infância e valorizar o gibi como um importante instrumento de educação, entretenimento e inclusão cultural. Mais do que uma revista, o projeto pretende criar uma coleção afetiva, aguardada mês após mês, incentivando crianças a trocar as telas pelo prazer de imaginar, ler, brincar e aprender.
Espoleta & Zureba – De Volta Para O Futuro
Na primeira edição, Espoleta consegue marcar o show que pode transformar a vida da dupla e tudo parece caminhar para o sucesso. Mas uma visita ao laboratório do atrapalhado inventor Toquinho muda completamente os planos. Ao acionar, sem querer, uma estranha máquina do tempo, os três amigos são transportados para o Velho Oeste, em uma cidade dominada pelos temidos irmãos James.
Perdidos em 1863, Espoleta, Zureba e Toquinho precisam encontrar uma forma de voltar para casa antes que um duelo mortal aconteça. No caminho, vivem situações hilárias, conhecem personagens históricos, fazem amizades inesperadas, descobrem o verdadeiro valor da coragem, da inteligência e do trabalho em equipe e percebem que, mesmo nas maiores confusões, a amizade sempre encontra uma saída.
Repleta de humor, ação, invenções malucas, referências históricas e muita aventura, Espoleta & Zureba – De Volta para o Futuro é uma história em quadrinhos para toda a família que mistura ficção científica, comédia e faroeste em uma narrativa divertida e educativa.
Amizade para além do picadeiro
Artistas circenses e amigos, Maurício Maia e Kaka Teixeira, que dão vida a Espoleta e Zureba, já haviam trabalhado juntos na Cia UCB (Universidade Castelo Branco) de 1994 a 1996. A dupla surge na montagem do espetáculo circense “A Casa da Mãe Joana” na Fundição Progresso, dirigido por Richard Riguetti, Diretor do Grupo Off-Sina, no final do ano 2000. Um espetáculo, em trio, baseado nas esquetes circenses e já com muitos elementos musicais e canções autorais. Durante os anos de 2001, 2002 e 2003. E a partir de 2004 o espetáculo continuou apenas com a dupla.
Em 2005 os artistas montam o espetáculo “Os Ridículos” com novos números e canções autorais, sempre com muita música. Daí para frente a dupla não parou mais e hoje percorre cidades e escolas com o espetáculo “Uma Viagem às Nossas Raízes”, que resgata canções tradicionais do imaginário popular, e acaba de disponibilizar nas plataformas digitais seu novo álbum, “Ser Criança”.
SERVIÇO:
Lançamento da Revista HQ Espoleta e Zureba e show “Uma Viagem em Nossas Raízes”,
Dia: 25/07
Local: Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) – Casa da Leitura e do Conhecimento – Centro de Informações Turísticas (CIT) Maria Della Costa / Praça do Chafariz
Endereço: Av. Roberto Silveira, s/n – Centro, Paraty/ RJ,
Horário: 14h
A casa Julieta de Serpa receberá o show de lançamento do EP Eddie Pimentel & Roberta Spindel, Juno Back to 80´s, que celebra a música brasileira sob uma perspectiva contemporânea, reunindo blues, soul, MPB e influência internacional. O espetáculo que acontecerá no sábado, dia 25/07, contará com a participação especial do saxofonista Beto Saroldi. O show segue para Itaipava, no Soberano, no dia 30 de julho, quinta-feira.
Fruto da colaboração entre o guitarrista, cantor e compositor Eddie Pimentel e a cantora e compositora Roberta Spindel, o novo EP produzido por Tim Carmon e com mixagem e masterização assinadas por Lucas Sagaz, chega aos streamings dia 03 de agosto. O trabalho aproxima tradição e contemporaneidade, valorizando as raízes da música brasileira em diálogo com uma linguagem construída entre o Brasil e Los Angeles, onde ambos trilharam caminhos profissionais semelhantes.
“Eddie e eu nos conhecemos há anos, em uma banda, antes mesmo de darmos o pontapé inicial em nossas carreiras. Cada vida seguiu para um lado, porém por caminhos muito parecidos. Eu lancei meu primeiro álbum “Dentro do meu olhar” (2010), gravado nos EUA, com músicos reconhecidos que tocaram com Sting, Eric Clapton, Madonna, e com o Eddie aconteceu a mesma coisa. Passamos a acompanhar e admirar o trabalho um do outro, até que decidimos juntar os dois projetos”, conta Spindel, que já dividiu projetos e palcos com artistas como Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Renato Teixeira, Zeca Baleiro e Luis Melodia. Mais recentemente, participou da turnê do violonista Diego Figueiredo pelos Estados Unidos, ampliando ainda mais sua atuação internacional.
De acordo com Eddie, o show contará com músicas autorais, bem como homenagens a grandes lendas do blues e do jazz. “Nesse show, a Roberta Spindel traz suas raízes no blues junto à banda, além de apresentar suas canções em português que representam a MPB. É um show com muita diversidade, porém alinhado à unidade sonora da banda”, diz o guitarrista.
A abertura do show acontece com “Juno Back to 80’s”, composição instrumental de Eddie Pimentel e Bernardo Sena com arranjos da Roberta Spindel, inspirada na sonoridade dos anos 1980 e na influência de produtores como Quincy Jones.
Na sequência, “Family From Another Life”, composta por Eddie Pimentel e Wes Chaney, apresenta uma narrativa autoral inspirada na experiência de viver em Los Angeles, abordando o pertencimento, a amizade e os vínculos construídos longe do país de origem.
E por fim, uma releitura de “Driftin’ Blues”, que reafirma a profunda conexão de Eddie com as raízes do blues e com a linguagem musical que moldou sua formação artística.
Além das três faixas do EP, Roberta Spindel traz ao show sua assinatura com canções mais intimistas e existenciais do seu repertório, como Sangue Latino (gravada em dueto com Ney Matogrosso), Sempre Será , Me Pede para Ficar, autorais, produzidas por Kassin Kamal, vencedor do Grammy. e “I’d Rather Go Blind” (Etta James). Já Eddie Pimentel apresenta composições de trabalho do seu último álbum “One Way Home” como “When The Rain Sustains” e “Don’t Stop Go Ahead” e em seguida faz homenagem ao T-Bone Walker com Stormy Monday.
O show contará com a participação especial do saxofonista Beto Saroldi, um dos nomes mais respeitados da música brasileira por sua referência, versatilidade e pelas importantes colaborações com artistas da MPB, do jazz e da música instrumental. Sua participação acrescenta uma nova dimensão sonora ao espetáculo e reforça o diálogo entre diferentes gerações e linguagens musicais que caracteriza o projeto.
A banda que acompanha Eddie Pimentel e Roberta Spindel reúne músicos de reconhecida atuação na cena brasileira: Regis Alves (baixo), André Amon (bateria) e Rodrigo Fiorini (teclados).
Além de baterista do projeto, André Amon é produtor musical e idealizador da Mano Tamo Produções, iniciativa que se consolidou como uma importante referência cultural em Petrópolis por meio de seus estúdios de gravação, espaços de ensaio e produção de eventos.
O Blues e o Soul de Eddie Pimentel
Em 2026, Eddie Pimentel consolida sua trajetória internacional por meio de projetos que conectam diferentes culturas e linguagens musicais. Após sua primeira turnê solo internacional, o músico ampliou sua presença em importantes palcos, como o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, Blue Note Rio, Hard Rock Cafe Curitiba e o tradicional Café Berlin, em Buenos Aires, experiências que reforçam uma identidade artística desenvolvida entre o Brasil e os Estados Unidos.
Paralelamente, Eddie fortalece sua parceria com a Mano Tamo Produções, empresa sediada em Petrópolis e liderada pelo produtor, baterista e empreendedor cultural André Amon. A colaboração reúne a visão artística internacional do músico à atuação da produtora no desenvolvimento de artistas, gravações, ensaios e produção de eventos, fortalecendo a conexão entre a cena independente brasileira e projetos de alcance global.
Seu álbum One Way Home (2023) representa um marco em sua carreira, reunindo músicos de destaque internacional como Gorden Campbell (Whitney Houston), Courtney Leonard (Beyoncé), Charlean Carmon (Stevie Wonder) e Sydne Rose-Myett (Squad Harmonix), sob a direção de Tim Carmon, produtor, diretor musical e tecladista reconhecido por seu trabalho ao lado de artistas como Eric Clapton e Paul McCartney.
Com sólida formação internacional, Eddie foi reconhecido como Guitarist of the Year pelo Musicians Institute, em Los Angeles, além de receber premiação da LA Musicians Foundation, distinções que refletem sua excelência técnica e artística.
Mais do que desenvolver um estilo próprio, Eddie define sua proposta musical como um “ecossistema sonoro”, no qual blues, soul, gospel e a riqueza harmônica da música brasileira convivem de forma orgânica, criando uma linguagem artística sem fronteiras.
Roberta Spindel: sofisticação e identidade na música brasileira
Seu álbum de estreia, Dentro do Meu Olhar (2011), foi lançado pela Universal Music, gravado em Los Angeles e contou com a participação de Caetano Veloso na canção “Como Dois e Dois”. Produzido por Max Pierre, o disco reuniu músicos como Neil Stubenhaus ( Frank Sinatra, Whitney Houston e Elton John) , Vinnie Colaiuta ( Sting e Joni Mitchell, Eric Clapton), Ramon Stagnaro (Diana Ross, Celine Dion, Andréa Bocelli) e Tim Pierce (Joe Cocker, Michael Jackson, Phil Collins)
Participou da abertura do show da cantora norte-americana Demi Lovato, que lhe rendeu elogios da mesma no camarim após sua performance.
O trabalho integrou trilhas sonoras da TV Globo e rendeu à cantora uma indicação ao Prêmio Multishow na categoria Revelação. Roberta participou também da banda do programa Popstar da Tv Globo.
Roberta Spindel já dividiu projetos e palcos com artistas como Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Renato Teixeira, Zeca Baleiro e Luis Melodia. Mais recentemente, participou da turnê do violonista Diego Figueiredo pelos Estados Unidos, ampliando ainda mais sua atuação internacional.
Série inédita da artista plástica transforma pinturas em fragmentos de uma cidade imaginária
A exposição “Matrizes”, em cartaz no Memorial Municipal Getúlio Vargas até 16 de agosto, reúne as artistas Bim Brito, Juliana Fernandez, Tatiana Coelho e Rafa Diås, sob curadoria de Emmanuele Russel, em um encontro que evidencia diferentes linguagens e investigações da arte contemporânea.
É nesse contexto que Bim Brito apresenta ao público, pela primeira vez, Neon City, um lugar imaginário que passa a reunir uma série de obras desenvolvidas pela artista nos últimos dois anos e que inaugura um novo capítulo de sua trajetória.
Embora as telas tenham sido produzidas em momentos distintos, foi recentemente que a artista percebeu que todas pertenciam ao mesmo universo. Marcadas pelo uso intenso de cores fluorescentes e por uma atmosfera que transita entre o cotidiano e o imaginário, as obras passaram a compor uma cidade fictícia onde cada pintura representa um lugar, uma memória ou um acontecimento.
“Sempre senti que existia um elo entre as minhas pinturas, mas ainda não conseguia explicá-lo. Até perceber que todas elas pertenciam ao mesmo lugar. Neon City se revelou nesse território imaginário de onde tem vindo grande parte das minhas inspirações”, reflete Bim Brito.
Na série apresentada na coletiva Matrizes, o público encontra fragmentos dessa cidade inventada: paisagens, espaços urbanos, interiores e cenas do cotidiano reinterpretados por uma paleta vibrante que se tornou marca da produção da artista.
Formada pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Bim Brito desenvolve uma pesquisa centrada na potência narrativa da cor e nas possibilidades de expansão da pintura para além da tela, dialogando também com tecnologias contemporâneas. Com Neon City, sua produção ganha um eixo conceitual que conecta obras antes vistas de forma independente e inaugura um universo artístico em permanente construção.
Mais do que uma série, Neon City propõe ao visitante a experiência de atravessar um portal para um lugar onde realidade, imaginação e cor coexistem. Cada obra funciona como um registro desse território, convidando o público a construir seu próprio percurso dentro da cidade.
Serviço
Exposição: Matrizes
Artistas: Bim Brito, Juliana Fernandez, Tatiana Coelho e Rafa Diås
Curadoria: Emmanuele Russel
Local: Memorial Municipal Getúlio Vargas
Visitação: quarta a domingo de 10h às 17h até 16 de agosto de 2026
Entrada: Gratuita
Registro do fotógrafo Luis Teixeira Mendes evidencia a riqueza artística do Palácio e integra o grupo de imagens vencedoras da edição 2026 do concurso
Os vitrais do Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), estão entre os destaques da edição de 2026 do Concurso de Fotografias “Olhos de Ver – Edição Vitrais do Rio”. A fotografia “Céu da República”, de autoria de Luis Teixeira Mendes, que retrata o vitral da cúpula do plenário, foi uma das imagens vencedoras da seleção. O reconhecimento pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) reforça a relevância histórica e artística do Palácio Tiradentes, além de contribuir para ampliar a visibilidade de um dos principais patrimônios públicos do estado.
Promovido pelo IRPH, órgão responsável pela preservação e valorização do patrimônio cultural carioca, o concurso tem como objetivo destacar, por meio da fotografia, um dos mais importantes elementos da arquitetura do Rio de Janeiro. Nesta edição, a iniciativa evidencia os vitrais como verdadeiras obras de arte construídas pela combinação entre luz, cor e vidro, capazes de criar atmosferas únicas e estabelecer uma relação simbólica entre os espaços internos e o ambiente externo. Presentes em igrejas, edifícios públicos, equipamentos culturais e residências, são manifestações artísticas que expressam valores históricos, culturais e sociais de diferentes períodos.
Segundo o historiador da Diretoria-Geral da Alerj, que pesquisa o Palácio Tiradentes, Douglas Liborio, os vitrais do edifício vão além da função estética e representam um importante símbolo da história política brasileira. Para ele, a obra dialoga com a tradição arquitetônica dos grandes edifícios públicos e traduz, por meio da arte, os ideais da República.
“O vitral do plenário do Palácio Tiradentes faz parte de um conjunto chamado ‘Pontos Cardeais da História do Brasil’ e ocupa um lugar central na narrativa arquitetônica do edifício. Historicamente, os grandes vitrais estavam presentes, principalmente, em construções religiosas. Nos parlamentos e demais prédios de poder, essa tradição foi adaptada para representar a história política e os valores republicanos. No caso do Palácio Tiradentes, o vitral tem como principal temática o céu do Rio de Janeiro na manhã de 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República. Essa representação inspirou o céu retratado na bandeira nacional e simboliza os ideais republicanos que orientam a construção do prédio. O Palácio Tiradentes foi o primeiro edifício concebido especificamente para sediar um Parlamento no Brasil, e seu plenário reúne, em um único conjunto artístico, elementos que contam a história da República e reforçam a importância da democracia e da representação política.”
Ao comentar a fotografia premiada, Luis Teixeira Mendes contou que a inspiração surgiu assim que soube do tema da nova edição do concurso. Segundo ele, a cúpula do plenário do Palácio Tiradentes foi a primeira imagem que lhe veio à mente, e o registro exigiu uma perspectiva pouco convencional para valorizar a grandiosidade do vitral.
“Para fazer essa fotografia, deitei no chão do plenário e inclinei levemente a câmera, buscando criar uma perspectiva quase tridimensional da obra. Fico muito feliz em ver esse olhar reconhecido. É sempre uma satisfação ter um trabalho selecionado, e esse reconhecimento tem um significado especial por vir de um órgão que atua na preservação e valorização do patrimônio cultural da cidade. Além disso, na edição anterior do concurso, dedicada ao tema ‘Portas e Janelas’, outra fotografia minha do Palácio Tiradentes também foi escolhida”, afirmou o fotógrafo.
A exposição reúne obras de Alberto da Veiga Guignard, Antonio Bandeira, José Pancetti e Candido Portinari — quatro pilares fundamentais da pintura moderna brasileira — em diálogo com a produção contemporânea desenvolvida pelos artistas representados pela CASA70 Galeria. Ao aproximar diferentes gerações, a curadoria evidencia como temas ligados à paisagem, à matéria, à cor, à identidade, ao território e à experimentação permanecem vivos e continuam a se transformar ao longo do tempo.
Participam da mostra Bruno Borne, Diana Gondim, FESSAL, Giovanna Nucci, Lair Uaracy, Lorena Bruno, Lucas Finonho, Lucas Ribeiro, Marcelo Carrera Maia, Marcos Corrêa, Mariana Riera, Marina Rodrigues, Miru Brüggmann, Samira Pavesi, Tatiana Bertrand e Thomaz Velho.
FLORESCER – Diálogos entre a arte moderna brasileira e a produção contemporânea, coletiva
CASA70 Galeria | Rua Orsina da Fonseca, 19 – Gávea
Abertura: sábado, 25 de julho, das 14h às 21h
De 26 de julho a 30 de setembro de 2026
De terça a sábado, das 11h às 19h
Entrada gratuita
A cultura caiçara ganha um novo espaço de protagonismo durante a 24ª Flip. Entre os dias 21 e 26 de julho, a Casa Paraty realiza sua primeira edição com uma programação que reúne música, literatura, teatro, audiovisual, exposições, oficinas, rodas de conversa e manifestações tradicionais produzidas no território.
A abertura acontece na terça-feira (21), às 20h, com um dos momentos mais simbólicos da programação: o Cortejo da Ciranda de Tarituba, que percorrerá as ruas do Centro Histórico conduzindo o público até a Casa Paraty. Em seguida, será realizada a cerimônia oficial de abertura do espaço.
Ao longo de seis dias, moradores, visitantes e imprensa poderão acompanhar uma programação que coloca em evidência diferentes expressões da cultura caiçara, reunindo mestres da cultura popular, escritores, artistas, pesquisadores, jovens criadores e coletivos culturais em uma agenda construída a partir da identidade de Paraty.
Entre os destaques estão os debates sobre cultura, território, meio ambiente, juventude, literatura e audiovisual; lançamentos de livros; apresentações da tradicional ciranda caiçara; o Cabaré Teatral Zé Kleber; a Mostra de Vídeos dedicada à memória do território; além de shows de Luís Perequê, MC Marinho & Realidade Negra e diversas atrações locais.
Durante toda a programação, o público também poderá visitar a exposição “A Luta de Trindade”, composta por registros históricos da mobilização da comunidade caiçara em defesa de seu território.
Serviço
Casa Paraty na Flip
Período: 21 a 26 de julho
Abertura oficial: terça-feira (21), às 20h
Destaque: Cortejo da Ciranda de Tarituba e cerimônia de abertura
Principais destaques da programação
21 de julho (terça-feira)
20h – Cortejo da Ciranda de Tarituba
Abertura oficial da Casa Paraty
22 de julho (quarta-feira)
Programação infantil com teatro, música, dança e oficina “Brincando com Gravetos”
23 de julho (quinta-feira)
Mesas “Defeso Cultural” e “Mar de Cultura em Paraty”
Lançamentos de livros
Conversa sobre a história da cachaça em Paraty
Show de Luís Perequê e convidados
Cirandeiros da Ciranda Nova Esperança
24 de julho (sexta-feira)
Remada Ecológica
Mesas sobre meio ambiente, juventude, tradição e cinema
Mostra de Vídeos
Show de MC Marinho e Realidade Negra, com abertura de Xaplin
25 de julho (sábado)
Mesas sobre cultura, território, literatura e memória caiçara
Lançamentos de livros
Cabaré Teatral Zé Kleber
Resultado do concurso Novos Versos de Ciranda
Apresentação dos Cirandeiros de Paraty e Os Praianos
26 de julho (domingo)
Visitação à exposição “A Luta de Trindade”
O Rio de Janeiro vai viver uma experiência única entre os dias 20 e 26 de julho: a 21ª Conferência Internacional da WASBE (World Association for Symphonic Bands and Ensembles – Associação Mundial de Bandas e Conjuntos Sinfônicos) trará para a cidade sete dias de música com os mais importantes representantes do setor. Serão cerca de quarenta concertos (gratuitos ou a preços populares), além do Concurso Internacional de Regência, do VI Concurso Internacional de Composição para Bandas, Workshops Instrumentais, o Fórum Funarte de Bandas de Música, o Seminário de Música Latino-americano para Bandas e as Clínicas WASBE, que são palestras com alguns dos maiores especialistas em conjuntos de sopros. Instrumentistas musicais, regentes, compositores, arranjadores, pesquisadores, educadores e estudantes de diversos países estarão presentes para esta intensa semana de muito aprendizado e compartilhamento de informação.
Os mais importantes palcos da música no Rio de Janeiro receberão os concertos: o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Sala Cecília Meireles, o Salão Leopoldo Miguez da Escola de Música da UFRJ, o Palácio Gustavo Capanema, bem como a Igreja de São Francisco de Paula, a Fortaleza São José (Marinha do Brasil) e até mesmo a Ilha Fiscal, entre outros espaços. Bandas sinfônicas dos Estados Unidos, Alemanha, Portugal e Colômbia se juntarão a dezenas de grupos brasileiros para esta verdadeira Copa do Mundo da música para sopros e percussão.
Já estão confirmados os seguintes conjuntos sinfônicos internacionais: Banda Sinfônica Nacional da Colômbia, University of New Mexico Wind Symphony, University of Michigan Chamber Winds, Oregon State University Wins Ensemble, Mannheimer Blserphilhamonie e Solistas Samp Portugal. Do Brasil, participarão também grupos de diversas regiões, como a Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais, a Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí, a Orquestra de Sopros da UFRJ, a Banda Sinfônica do Exército Brasileiro, a Orquestra de Sopros de Lençóis Paulista, a Banda Filarmônica de São Paulo, a Banda Sinfônica do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, a Banda Filarmônica de Santarém, a Banda Sinfônica de Cubatão, entre muitas outras.
A realização de uma Conferência Internacional da WASBE na América Latina traz importante simbolismo e uma mudança histórica. Tradicionalmente realizada em países da Europa, América do Norte, Ásia e Oceania, a conferência abre espaço para que a produção musical latino-americana ganhe ainda mais visibilidade internacional. O evento também permitirá que compositores da região apresentem suas obras para um público global, fortalecendo o intercâmbio cultural e ampliando oportunidades para músicos e instituições.
O evento tem à frente do Comitê Organizador Local o maestro Marcelo Jardim, professor da Escola de Música da UFRJ, e conta com uma ampla rede institucional de parceria, quem tem a UFRJ como anfitriã, mas também a SECEC-RJ, através da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a FUNARJ e a Associação de Amigos da Sala Cecília Meireles, a Marinha do Brasil, a FUNARTE, entre outras.
Mostra reúne Bim Brito, Juliana Fernandez, Rafa Diås e Tatiana Coelho e convida o público para uma conversa sobre os processos criativos que deram origem à exposição
Depois de uma abertura de grande sucesso, a exposição Matrizes segue em cartaz no Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas, na Glória, e promove neste sábado (18) um encontro especial entre público, artistas e curadoria. A atividade gratuita, intitulada “A origem de uma exposição”, acontece das 14h às 16h, oferecendo uma rara oportunidade para conhecer os bastidores do processo criativo que deu vida à mostra.
Participam da conversa as artistas Bim Brito, Juliana Fernandez, Rafa Diås e Tatiana Coelho, acompanhadas da curadora Emmanuele Russel. A mediação será conduzida pelo artista e professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Bernardo Magina, que conduzirá um diálogo sobre as pesquisas, referências, desafios e escolhas que atravessam a construção de uma exposição coletiva.
Em cartaz até 16 de agosto, Matrizes reúne quatro trajetórias artísticas distintas que encontram pontos de convergência na força da cor, da forma e da percepção. Sob a curadoria de Emmanuele Russel, a exposição propõe um percurso em que diferentes linguagens dialogam a partir de suas origens — suas matrizes — revelando aproximações, contrastes e ressonâncias entre os trabalhos.
Mais do que apresentar as obras, o encontro convida o público a compreender aquilo que normalmente permanece invisível: como nasce uma exposição, como se estabelece o diálogo entre artistas e curadoria e quais reflexões orientam as escolhas que chegam ao espaço expositivo.
Aberta ao público e com entrada gratuita, a conversa é voltada tanto para apreciadores de arte quanto para estudantes, artistas e todos os interessados em conhecer mais profundamente os processos que permeiam a produção artística contemporânea.
Serviço
Conversa com as artistas – “A origem de uma exposição”
Exposição: Matrizes
Data: 18 de julho (sábado)
Horário: das 14h às 16h
Local: Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas – Subsolo
Praça Luís de Camões, Glória – Rio de Janeiro
Entrada gratuita
Exposição em cartaz até 16 de agosto de 2026.
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugura, em 25 de julho de 2026, a exposição de longa duração Entre o moderno e o contemporâneo: arte nas coleções do MAM Rio, viabilizada pela parceria entre o museu e a Petrobras. Reunindo obras de cerca de 170 artistas que ajudam a contar a história da arte moderna e contemporânea no Brasil, a mostra garantirá acesso permanente para públicos da cidade e visitantes a património artístico fundamental para o país. O percurso articula a trajetória da produção artística nacional nos séculos XX e XXI à história do próprio museu, destacando o papel desempenhado pelo MAM Rio na formação e difusão da arte brasileira.
A exposição toma como ponto de partida o projeto moderno que, nas primeiras décadas do século XX, buscou construir uma arte e, por extensão, uma cultura capaz de expressar a singularidade cultural nacional. Foi esse mesmo impulso que contribuiu para a criação do MAM Rio, fundado em 1948. A partir dessa conexão histórica, a mostra acompanha diferentes movimentos, linguagens e experimentações que marcaram a arte brasileira, ao mesmo tempo em que revela a presença do museu carioca em momentos decisivos dessa trajetória.
“As obras reunidas aqui são incontornáveis para a compreensão da arte brasileira moderna e contemporânea e, apresentadas em conjunto, revelam a força e a diversidade do acervo do MAM Rio. Queremos ampliar o acesso a esse patrimônio cultural e mostrar como as coleções do museu oferecem uma leitura singular da história da arte no Brasil, construída a partir da própria trajetória do museu e de seu compromisso permanente com a preservação, a pesquisa, a educação e a formação de públicos”, comenta Yole Mendonça, diretora executiva do MAM Rio.
Reunindo ítens pertencentes à Coleção MAM Rio, à Coleção Gilberto Chateaubriand e à Coleção Joaquim Paiva, a coletiva apresenta trabalhos de artistas fundamentais para a compreensão da arte moderna e contemporânea no país. A seleção inclui obras de Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Amilcar de Castro, Anita Malfatti, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Antonio Manuel, Arjan Martins, Artur Barrio, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Claudio Tozzi, Ernesto Neto, Fernanda Gomes, Franz Weissmann, Heitor dos Prazeres, Hélio Oiticica, Iberê Camargo, Iole de Freitas, Ivald Granato, Ivan Serpa, José Resende, Judith Lauand, Lúcia Laguna, Manabu Mabe, Rubem Valentim, Rubens Gerchman, Tarsila do Amaral e Tomie Ohtake, entre muitos outros nomes decisivos para a construção da arte brasileira desde o começo do século XX.
Organizada de forma cronológica, a montagem estrutura-se em oito núcleos: Modernismos, Abstrações além da forma, O impulso geométrico, O retorno da figuração, Arte experimental, A nova pintura nos anos 1980, Elementos apropriados e A partir de 1990. A divisão dialoga com categorias consolidadas pela historiografia da arte no Brasil, permitindo ao visitante acompanhar transformações estéticas, conceituais e políticas que atravessaram a produção artística ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI.
Entre as obras apresentadas estão marcos importantes, como A japonesa (1924), de Anita Malfatti ou Urutu (1928) de Tarsila do Amaral; trabalhos de Alfredo Volpi e Guignard associados aos desdobramentos do modernismo; pinturas de Iberê Camargo, Manabu Mabe e Tomie Ohtake ligadas às pesquisas abstratas informais do pós-guerra; obras de Ivan Serpa, Judith Lauand e Franz Weissmann que ajudam a compreender o desenvolvimento da arte geométrica no país; além de trabalhos de Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Antonio Manuel e Artur Barrio, artistas centrais para a expansão dos limites da arte brasileira a partir das décadas de 1960 e 1970.
Embora estruturada cronologicamente, Entre o moderno e o contemporâneo não propõe uma narrativa linear ou definitiva. A presença de obras que perpassam diferentes momentos históricos e uma expografia concebida para estimular múltiplos percursos convidam o público a estabelecer relações transversais entre períodos, linguagens e contextos distintos. O projeto expográfico retoma referências do design moderno, ao mesmo tempo em que cria condições para leituras abertas e não hierárquicas do conjunto apresentado.
A narrativa expositiva é enriquecida por verbetes distribuídos em QR codes ao longo da mostra, que oferecem acesso a textos, fotografias e documentos preservados nos acervos documentais do museu, e contextualizam episódios decisivos da história do MAM Rio e da arte brasileira. Entre eles estão temas como o Ateliê de Gravura, os cursos do Ivan Serpa, as exposições Opinião 65 e Opinião 66, a abertura do Bloco de Exposições, a Nova Vanguarda Artística e as relações entre ditadura, arte e comunicação. Esses conteúdos ampliam a compreensão das obras e artistas ao situá-las nos debates e transformações que marcaram a produção artística no país.
O MAM Rio reúne um dos principais acervos da América Latina. São mais de 3 milhões de itens, entre obras de arte, documentos e filmes. Entre eles, 16 mil obras dividem-se em três coleções: a Coleção Gilberto Chateaubriand, a Coleção Joaquim Paiva e a Coleção MAM Rio. Juntas, elas constituem um conjunto de referência para o estudo e a compreensão da arte moderna e contemporânea produzida no Brasil.
Desde sua fundação, o MAM Rio consolidou-se como uma das principais instituições dedicadas à arte e à educação no país, desempenhando papel fundamental na formação do campo artístico brasileiro. Orientado por uma visão de arte e cultura que reconhece sua função social, formativa e cidadã, o museu reafirma, com esta exposição, seu compromisso com a democratização do acesso ao acervo e com a ampliação das possibilidades de leitura da história da arte brasileira.