Pinacoteca Solar leva arte contemporânea às comunidades da Zona Sul do Rio

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A arte contemporânea estimula o espectador a participar da obra, provocando questionamentos e despertando o pensamento crítico. No entanto, nem todos têm as mesmas oportunidades de acesso a esse universo, especialmente nas periferias. E se, em vez de o público ir às galerias, elas fossem até ele?

É a partir dessa ideia que a Galeria de Arte Solar apresenta a Pinacoteca Solar, exposição coletiva que reúne pinturas de Dani Lacerda, Julia Debasse, Lucas Ururahy, Renata Leoa e Taty Arruda em torno do conceito de paisagem. A mostra abre em 29 de outubro e fica em cartaz até 11 de dezembro, com entrada gratuita, na Galeria de Arte Solar, localizada no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro.

Criada pelo Solar Meninos de Luz — complexo educacional sem fins lucrativos que atende a 411 crianças e adolescentes, do berçário ao Ensino Médio —, a galeria tem entre seus desafios aproximar estudantes e moradores da experiência da arte contemporânea. “Nessa exposição, a ideia de paisagem deixa de ser apenas uma representação geográfica para se constituir como espaço de afeto, de vozes e de lutas. Dani Lacerda, Julia Debasse, Lucas Ururahy, Renata Leoa e Taty Arruda apresentam pesquisas sobre a paisagem em diferentes linguagens e suportes pictóricos, mostrando o ambiente não apenas como meio, mas como território vivo de aprendizado e pertencimento”, destaca Adriana Nakamuta.

A mostra Pinacoteca Solar reúne cerca de 20 obras que investigam paisagens naturais e culturais, reais ou simbólicas. Em suportes e poéticas diversas, Dani Lacerda evoca o Rio sobre plástico-bolha; Julia Debasse transforma figuras animais em uma galáxia pictórica; Lucas Ururahy conecta memória familiar e ecologia territorial; Renata Leoa dá visibilidade à Zona Oeste, historicamente sub-representada na pintura fluminense; e Taty Arruda expõe composições da série Natureza Morta, que denunciam a degradação ambiental provocada pelo descarte humano.
 

Exposição “Quintal” resgata memórias de infância e histórias familiares de Rosana Palazyan

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Em Quintal, Rosana Palazyan compartilha simbolicamente a mangueira que considera sua confidente de infância, recriando-a em uma instalação que incorpora sonhos e ensinamentos de pessoas com quem conversou durante a preparação da mostra. A árvore, de aproximadamente 60 anos, acompanhou a infância e a adolescência da artista no bairro da Abolição, subúrbio do Rio de Janeiro, e ganha nova forma na exposição individual na Galeria Anita Schwartz, na Gávea, com curadoria de Ulisses Carrilho. A instalação reúne tecidos translúcidos, bordados, botões antigos, caroços de manga e uma máquina de costura que pertenceu ao avô da artista.

De ascendência armênia, Rosana utiliza, desde o final dos anos 1980, fios, tecidos e objetos cotidianos para tratar de experiências de violência, exclusão e perda. Em 2015, integrou o Pavilhão da Armênia na 56ª Bienal de Veneza, vencedor do Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional. Em Quintal, a artista se volta para a história familiar e aborda questões relacionadas ao tempo, à maturidade, aos sonhos e aos ensinamentos que atravessam diferentes momentos da vida.

A exposição nasceu do retorno de Rosana, em 2020, à casa onde cresceu, para fazer companhia à mãe, Rebeca, hoje com 95 anos. A convivência e o reencontro com a história familiar deram origem a trabalhos que também incorporam sonhos e ensinamentos recolhidos em conversas com pessoas de diferentes idades. “Costumo dizer que conto histórias particulares que chegam no coletivo. E histórias coletivas que chegam muito perto no particular”, afirma Rosana, que há décadas desenvolve trabalhos a partir de relatos pessoais.

O quintal da Abolição já aparecia na obra de Rosana muito antes desta exposição. As estrelas cadentes que observava na infância inspiraram trabalhos sobre os sonhos de adolescentes em conflito com a lei. As sombras projetadas nas paredes, as formigas e as borboletas também estiveram presentes em diferentes momentos de sua produção. Em Quintal, a artista retoma essas referências e apresenta o lugar onde surgiram muitas das imagens que marcaram sua trajetória.

Zé Renato e a Conexão Rio com o show “NewTom”, uma visita ao repertório de Newton Mendonça e Tom Jobim, dia 30 de outubro, no Manouche

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Zé Renato e a Conexão Rio se encontram para apresentar o show “NewTom uma visita ao repertório de Newton Mendonça e Tom Jobim”. Newton Mendonça faleceu muito jovem, aos 33 anos, o que fez com que se tornasse pouco lembrado pelo grande público sendo considerado o “gênio invisível” da Bossa Nova. Foi parceiro de Tom Jobim em canções que deram uma “cara” definitiva ao gênero musical, entre elas “Desafinado”, “Samba de uma nota só” e “Meditação”.

Zé Renato está comemorando 50 anos de carreira, com sucesso tanto solo quanto ao lado de Claudio Nucci, parceiro desde o início de sua trajetória artística, e junto ao Grupo Boca Livre. Aos 15 anos, em companhia de dois dos componentes da Conexão Rio, André Cechinel e Fernando Barroso, se apresentava com o grupo “Agora”, participando de festivais estudantis e universitários ao lado de Luca Raposo e Claudio Infante. Ganhador de inúmeros prêmios, entre eles um Grammy Awards em 2023 com o Boca Livre, Zé Renato mergulha no repertório da Bossa Nova com a mesma leveza e talento que trafega por vários géneros da MPB.

A Conexão Rio, com 25 anos de estrada e 2 cd’s lançados, vem se apresentando nos palcos cariocas desde o extinto Mistura Fina até os atuais Manouche e Blue Note, de maneira solo ou em companhia de artistas como Celso Fonseca, Raul Mascarenhas, Vinícius Cantuária, Henrique Portugal, Verônica Sabino e Marcelo Serrado entre outros.

A Conexão Rio é formada por André Cechinel (piano), Fernando Barroso (baixo), Fernando Clark (guitarra) e Zé Mario (bateria). No repertório, “Meditação”, “Samba de uma nota só”, “Desafinado”, “Caminhos cruzados”, entre outros.

O projeto, reúne parceiros de longa data e estrada comum, prometendo revisitar alguns clássicos bossanovistas com olhar contemporâneo e muito balanço.

Show na sexta – 30 de outubro às 21h.
Ingresso por R$ 130,00
Manouche – Subsolo da Casa Camolese
Rua Jardim Botânico, nº 883 – JB

 

Nos 86 anos do Rei do Futebol, Santos incorpora obra de artista sérvia ao Museu Pelé

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Há gols que atravessam gerações, dribles que desafiam o tempo e conquistas que se tornam eternas. Mas a grandeza de Pelé não se limita às quatro linhas do campo. Sua imagem e seu legado também inspiram a arte, que encontra outras formas de celebrar e preservar a memória de quem transformou o futebol em uma linguagem universal.

Na véspera dos 86 anos de nascimento do Rei, comemorados nesta sexta-feira (23), Santos ganhou mais um registro dessa história, uma obra da artista conceitual e multimídia sérvia Milena ZeVu passou a integrar o acervo do Museu Pelé. A doação foi oficializada na noite de quinta-feira (22), durante cerimônia promovida como parte da programação comemorativa organizada pela Prefeitura de Santos.

O evento reuniu autoridades municipais, familiares do Rei do Futebol, representantes do Museu Pelé, a artista e patrocinadores que contribuíram para trazer a obra ao Brasil. Na ocasião, os apoiadores receberam placas de agradecimento pela colaboração na viabilização do transporte do quadro do Reino Unido para Santos.

Produzido em 2008, o retrato de Pelé reúne mais de 17 mil cristais Swarovski, aplicados manualmente e combinados com tinta acrílica. Com um metro de altura por 70 centímetros de largura, a obra foi a primeira desenvolvida pela artista com essa técnica autoral, que explora a luminosidade, a textura e os efeitos visuais dos cristais para dar vida à imagem.

A partir desta sexta-feira (23), data de nascimento do Rei, a obra poderá ser apreciada pelo público em uma vitrine no andar térreo do Museu Pelé, ao final da linha do tempo que apresenta a trajetória do jogador.

CRISTAIS

A criação do retrato representou um desafio para Milena ZeVu, que recebeu o convite para produzir a obra quando ainda era uma jovem artista. O trabalho foi apresentado em março de 2008, durante o evento beneficente Streets to Fields, em Nova Iorque (Estados Unidos), ocasião em que Pelé foi homenageado pelo conjunto de sua trajetória, em reconhecimento entregue por David Beckham.

“Como representar em uma única imagem uma lenda do futebol que é inspiração para milhões de pessoas em todo o mundo?”, questionou a artista ao recordar o processo criativo.

A resposta veio de uma referência ao cientista e inventor sérvio Nikola Tesla e de suas reflexões sobre os cristais. “Pensei: qual seria a melhor maneira de captar a essência de Pelé senão por meio dos cristais?”, explicou Milena, que levou três meses para concluir o retrato, inserindo manualmente cada uma das pedras sobre a base de tinta acrílica.

A artista também recordou o encontro com o Rei quando se surpreendeu com a humildade e a generosidade do jogador. “Pelé procurou direcionar a atenção dos jornalistas presentes à obra e à minha pessoa, então no início da carreira. Quase 20 anos depois, procuro retribuir essa gentileza dedicando este retrato ao Museu Pelé. É aqui que ele encontra seu lugar definitivo”.

A artista destacou ainda a importância do museu na preservação da memória do Rei e na valorização da arte como forma de manter viva sua imagem. “Estou imensamente feliz que o retrato de Pelé passe a integrar a coleção permanente deste equipamento, com a esperança de que continue atraindo milhões de visitantes no futuro e mantendo vivo para sempre o legado do Rei”.

Formada pela Academia de Artes Aplicadas de Belgrado, na Sérvia, Milena ZeVu desenvolve trabalhos que transitam por diferentes linguagens, incluindo pintura, escultura, instalações, performances e produções multimídia. Sua técnica com cristais Swarovski marcou uma fase importante de sua trajetória, caracterizada pela combinação de materiais e pela criação de retratos de personalidades de projeção mundial.

ALÉM DO FUTEBOL

Presente à cerimônia, Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, destacou a emoção de receber a obra em nome da família e a conexão histórica entre o retrato e seu pai, que o conheceu e assinou em 2008.

“É incrível imaginar a história por trás desse quadro. Meu pai recebeu pessoalmente essa obra, então é como se ele estivesse aqui com a gente de novo. Graças à Milena, o retrato encontrou seu lugar permanente”, afirmou.

Ele também ressaltou a dimensão cultural do Rei, cuja imagem inspirou artistas de diferentes áreas e gerações. “Pelé é muito mais do que esporte. É uma figura icônica da cultura pop e da arte. Quantas obras e quantas formas diferentes já foram usadas para representá-lo?”.

Para o diretor do Museu Pelé, Paulo Monteiro, a chegada da peça representa um marco para a instituição e para a presença da produção artística de Milena ZeVu na América do Sul. Segundo ele, a obra será a primeira da artista a integrar um acervo permanente no continente.

Monteiro explicou que o processo para viabilizar a doação começou há pouco mais de um ano. A concretização do projeto contou com o apoio de diferentes colaboradores e patrocinadores.

“Essa obra nos lembra que grandes realizações não nascem do acaso, mas da convergência de talentos e propósitos. Assim como cada cristal se une para formar a imagem do Rei, cada um de vocês foi essencial para construir este momento. Que esse brilho permaneça aceso em nossa cidade para sempre”, declarou o diretor.

O secretário de Turismo, Comércio e Empreendedorismo, Thiago Papa, que representou o prefeito Rogério Santos na solenidade, falou sobre a responsabilidade do poder público na preservação do legado de Pelé e na aproximação das novas gerações com sua história.

“Todo o esforço que fizermos ainda será pouco diante do que Pelé fez por nós. É motivo de muita felicidade trazer uma obra dessa dimensão para o museu e continuar trabalhando para atrair cada vez mais pessoas. Pelé merece que sua história seja conhecida e apreciada por todos”, afirmou.

A doação integra a programação comemorativa promovida pela Prefeitura de Santos, que também contempla atividades com alunos da Rede Municipal, voltadas à aproximação das novas gerações com a história da Cidade e de seu maior ídolo esportivo.

A HISTÓRIA DO REI

Inaugurado em 15 de junho de 2014, o Museu Pelé está instalado nos históricos Casarões do Valongo, no Centro Histórico de Santos. O espaço foi criado para preservar e divulgar a trajetória do atleta que construiu grande parte de sua carreira no Santos Futebol Clube e projetou internacionalmente o nome da Cidade.

O acervo reúne camisas, chuteiras, bolas, troféus, documentos, fotografias, condecorações e outros objetos relacionados à vida pessoal e profissional do jogador. Recursos audiovisuais e exposições ajudam a contextualizar suas conquistas e a dimensão de sua influência no futebol e na cultura mundial.

Entre os feitos que marcaram sua carreira está a conquista de três Copas do Mundo, em 1958, 1962 e 1970. Pelé permanece como o único jogador a conquistar três títulos mundiais como atleta. A trajetória apresentada na exposição permite compreender como o jovem que chegou a Santos aos 15 anos se transformou em uma referência mundial do esporte.

O Museu Pelé fica no Largo Marquês de Monte Alegre, 1, Valongo, em frente à Estação do Valongo. Funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30, com entrada gratuita.

CONEXÃO

Nascido em 23 de outubro de 1940, em Três Corações, Minas Gerais, Edson Arantes do Nascimento morreu em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, em São Paulo. Seu legado permanece presente na história do futebol, na identidade de Santos e nas manifestações culturais que continuam a celebrar sua importância.

A conexão entre o maior jogador de futebol de todos os tempos e a cidade de Santos também pode ser conferida no almanaque especial disponível no hotsite Santos 480 anos: https://www.santos.sp.gov.br/?q=portal/santos-480-anos.

 

“Sertões: diálogos da 36ª Bienal de São Paulo” no Museu Vassouras

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No Museu Vassouras, a instalação “Sertões: diálogos da 36ª Bienal de São Paulo” propõe uma expansão do projeto desenvolvido pelo Instituto Sertão Negro para a 36ª Bienal de São Paulo. Concebida como uma dimensão coletiva do tradicional caderno de artista, a obra reúne produções de artistas, moradores, residentes e colaboradores do ateliê, em diálogo com registros e objetos da comunidade quilombola Kalunga (GO), maior território quilombola em extensão do país.

A ação reunirá integrantes do Quilombo Kalunga (GO) e do Quilombo São José da Serra, em Valença (RJ), que construirão a estrutura de forma colaborativa, aproximando saberes ancestrais de duas comunidades quilombolas de diferentes regiões do Brasil.

A instalação também reúne imagens produzidas nas décadas de 1980 e 1990 e áudios com depoimentos de lideranças e guardiões da memória Kalunga, entre eles Deuselina Maia, Sirilo dos Santos Rosa e Procópia dos Santos Rosa, articulando memória, território, ancestralidade e práticas coletivas.

VISITAÇÃO: até 04 de março de 2027

LOCAL
Museu Vassouras
Rua Luís Pereira Werneck, 64 Praça Barão de Campo Belo, Centro, Vassouras

Programação da Niterói Livros esta semana

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Uma sessão coletiva de livros com um sarau: artistas e leitores dialogam neste evento. A abertura do nosso sarau ficará por conta da autora Beatriz Câmara, que falará sobre a metodologia da Biodanza, tema de seu livro. Nesta edição, 21/10/2026, às 18h, na Sala Carlos Couto, autografam seus livros Caio B. R. Moraes, Carla Pepe, Denise Vianna, Jenifer Santos, Larissa Lair e Rafs. Entrada gratuita. Para saber mais, @niteroilivrosoficial.

 

Prefeitura de Saquarema inicia inscrições para a 6ª Mostra de Dança

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De 05 a 07 de novembro, a Prefeitura de Saquarema, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Inclusão, Ciência e Tecnologia, realizará a 6ª Mostra de Dança de Saquarema. O evento, não competitivo, será realizado no Centro de Eventos e englobará variadas modalidades de dança, como ballet clássico, jazz e danças moderna, contemporânea, de salão, flamenca, cigana, urbana e gospel.

Com o objetivo de promover o intercâmbio cultural e contribuir com o desenvolvimento de habilidades e competências artísticas dos participantes, a mostra gera cada vez mais visibilidade e oportunidade para artistas e grupos de dança. O evento também busca valorizar a dança e fortalecer a cena cultural do município.

Poderão participar escolas de dança, grupos, companhias, coreógrafos, bailarinos e performers, com trabalhos inéditos ou não, nas seguintes modalidades: Ballet Clássico de Repertório, Ballet Moderno de Repertório, Ballet Clássico Livre, demais coreografias (ballet clássico e neoclássico), Dança Moderna ou Contemporânea, Jazz Dance, Modern Jazz, Sapateado Americano, Danças Urbanas, Folclore, Dança de Salão, Dança Circular Sagrada, Estilo Livre, Dança Gospel, Dança Cigana e Dança do Ventre.

De acordo com a organização do evento, haverá categorias Infantil/Babyclass (5 a 7 anos), Infanto (7 a 11 anos), Juvenil (12 a 16 anos) e Adulto (acima de 17 anos). As formações e duração de cada coreografia poderão ser: Solo (até 3 minutos), Dupla (até 4 minutos), Trio (até 4 minutos), Grupo (mínimo 4 e máximo 30 bailarinos – até 7 minutos). Nas modalidades de Ballet Clássico e Ballet Moderno de Repertório será respeitado o tempo de duração da obra no caso de pas de deux completos.

Estímulo à diversidade

“Queremos, mais uma vez, reunir dezenas de academias e grupos de dança de nossa cidade e de outros municípios. Serão 3 dias desse evento que estimula a diversidade, encorajando o crescimento artístico dos jovens de nossa cidade”, informou a Subsecretária Municipal de Cultura, Fernanda Braga.

As demais regras e o regulamento completo estão disponíveis no link de inscrição e na página da Cultura, no site da Prefeitura.

As inscrições estarão abertas do dia 20 até as 16h do dia 22 de outubro (quinta-feira), são gratuitas e devem ser feitas através do aplicativo Colab, pelo link https://saquarema.colab.re/service/6ad2511c5a3e41eb1d491d9d. O Centro de Eventos fica localizado na Avenida Saquarema, nº 3.933, no bairro Porto da Roça.

 

“Costurar os sentidos” na Anita Schwartz Galeria de Arte

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Bordado, tecido, pintura, colagem e poesia se entrelaçam em Costurar Sentidos, exposição coletiva que será inaugurada no dia 22 de outubro de 2025, às 19h, no 2º piso da Anita Schwartz Galeria de Arte, sob a curadoria de Cecília Fortes. A mostra reúne obras têxteis e derivações da costura como eixo central de criação, explorando o gesto de costurar como metáfora de identidade, memória e afeto.

“São trabalhos permeados por motivos relacionados à construção e à afirmação de identidade, ao resgate de memórias afetivas e à ressignificação de sentidos. Falam de questões sociais e temas sensíveis aos autores, ao mesmo tempo em que expressam as suas origens e o caminho percorrido ao longo da jornada pessoal e artística”, afirma Cecília Fortes.

Participam da exposição Arthur Chaves, Dani Cavalier, Duda Moraes, Jeane Terra, Renato Bezerra de Mello, Rosana Palazyan e Yolanda Freyre. A seleção, inicialmente orientada pela técnica, acabou revelando pontos de convergência poética entre as obras, que dialogam com o universo da costura e suas ressonâncias simbólicas.

DETALHES

Visitação: 22 de outubro de 2025 a 22 de novembro de 2027
Website: https://www.anitaschwartz.com.br/exposicoes/costurar-sentidos/
LOCAL: Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, Rio de Janeiro – RJ

 

“CORPO: Onde a Memória e os Processos se Inscrevem” no Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas

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Integrando a programação da Semana de Arte do Rio, esta coletiva reúne 68 artistas em torno das múltiplas dimensões do corpo na arte contemporânea, com curadoria de Amanda Leite e Claudia Linhares.

Atravessando pintura, fotografia, escultura, gravura, desenho e objeto, “CORPO” propõe o corpo como espaço simbólico onde se acumulam histórias, afetos, ancestralidades e experiências individuais e coletivas — para Amanda Leite, mais do que um suporte biológico, o corpo funciona aqui como um arquivo vivo, capaz de reunir camadas de tempo, gestos herdados e memórias afetivas, tornando visível o que muitas vezes permanece invisível.

A curadoria também estabelece uma relação direta entre corpo e território, entendendo os lugares habitados como espaços que atravessam a experiência e participam da construção de memória e pertencimento, com a ancestralidade funcionando como força viva que conecta diferentes tempos.

Segundo Claudia Linhares, a mostra convida o público a compreender o corpo como origem e destino, presença e vestígio ao mesmo tempo — um lugar onde a história continua sendo escrita e a arte pode tornar visíveis as marcas do tempo. Ao reunir artistas de diferentes gerações e percursos, a exposição constrói uma cartografia sensível da diversidade de perspectivas contemporâneas, sem buscar uma narrativa única, e pode ser visitada até 1 de novembro.

 

“Amazônicas: Poéticas Femininas” — coletiva no CCBB RJ

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Oitenta obras de 21 artistas contemporâneas do Pará, Acre e Amazonas ocupam todo o segundo andar do CCBB RJ em “Amazônicas: Poéticas Femininas”, mostra idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS) com curadoria e direção artística de Sissa Aneleh.

Depois de passar por Belém, Fortaleza e Brasília, a exposição chega ao Rio acompanhada de uma extensão no metaverso, com experiência de realidade aumentada acessível por óculos 3D. O projeto foi selecionado pela Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio via Lei Rouanet.

Foto: Nailana Thiely