Nova exposição de Marcelo Lamarca investiga a natureza como força viva

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Nesta mostra, o artista carioca radicado em Cascais apresenta conjunto de pinturas diz sobre o mistério, o sonho, a neblina que esconde e revela, é sobre o que se modifica todo o tempo, a natureza ocupando seu espaço e a pintura que parece estar em movimento constante, como um organismo vivo. O artista usa tinta acrílica principalmente, mas inclui gaze, folha de ouro e elementos orgânicos como areia, madeira e folha seca para adicionar mais textura, instigando a curiosidade do espectador, que também pode experimentar a calma de uma contemplação.

Lamarca avalia que seus trabalhos propõem uma inversão de autoria: “a natureza deixa de ser cenário e passa a organizar a arquitetura, a memória e o corpo. Se este cenário era tratado como background, ele agora passa a protagonista, sai da tela e busca o observador para seu universo. Ali a árvore tem uma identidade, atribui o artista, “é como se ela fosse uma presença que a difere de outra árvore ou de outra planta da cena”

Refloresta, de Marcelo Lamarca
FEMALUMA Rio | Rua Alberto Ribeiro 4, Horto
Abertura: domingo, 13 de setembro, 16 às 20h
Em cartaz até 11 de dezembro de 2026
De terça a sexta, das 11h às 18h, sábado das 12h às 15h
Entrada gratuita

 

Três gerações, um olhar: Leontina, Milton e Alexandre Dacosta se encontram em exposição inédita

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A Galeria de Arte Ipanema celebra seus 61 anos de atividade com a exposição: “Leontina, Milton e Alexandre — A Transmissão do Olhar”, que reúne pela primeira vez obras de Maria Leontina, Milton Dacosta e Alexandre Dacosta, mãe, pai e filho. A mostra estabelece um diálogo entre três gerações ligadas pela pintura e pela experiência familiar, revelando não apenas continuidades e diferenças entre suas linguagens, mas também a permanência de um olhar transmitido, transformado e reinventado ao longo do tempo.

Entre abstração, construção geométrica, figuração, cor, gesto e matéria, as obras percorrem diferentes, do moderno ao contemporâneo, tendo a pintura como território comum de investigação. Ao celebrar simultaneamente a trajetória da galeria e a história de uma família profundamente vinculada à arte, a exposição propõe pensar a criação não como herança passiva, mas como um processo de transmissão, ruptura e reinvenção — em que cada geração recebe um olhar e, ao transformá-lo, inaugura outro.

Leontina, Milton e Alexandre – A transmissão do olhar
Galeria de Arte Ipanema | R. Aníbal de Mendonça, 27 – Ipanema
Abertura: quinta, 10 de setembro, às 10h
De segunda a sexta, das 10 às 19h, e sábado, das 11 às 15h.
Entrada gratuita

 

Casa Museu Eva Klabin coloca passado e arte contemporânea em diálogo

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Uma casa que se transforma em museu. Objetos criados para determinadas funções que, séculos depois, passam a integrar uma coleção. Elementos arquitetônicos retirados de seus lugares de origem e incorporados a outros espaços. Obras cuja matéria, aparência e significado se modificam com o tempo. É a partir desses movimentos que a Casa Museu Eva Klabin apresenta “Hipertelia – Marés de Mudanças”, com curadoria de Camilla Rocha Campos que coloca obras de Andréa Hygino, Antonio Obá, Daniela Seixas, Juliana dos Santos, Lia Rodrigues, Marcus Deusdedit, Rosângela Rennó e Suzanne Jackson em diálogo com obras e objetos da coleção reunida por Eva Klabin (1903–1991).

Com cerca de 50 trabalhos e ocupando o primeiro andar da casa, a exposição parte da ideia de que objetos, obras e espaços podem ultrapassar as finalidades para as quais foram concebidos e adquirir outras funções e sentidos. A montagem torna esse processo visível: peças da coleção serão deslocadas de suas posições habituais, elementos da arquitetura ganharão novas configurações e ambientes da casa serão reorganizados a partir da presença dos trabalhos contemporâneos.

Hipertelia – Marés de Mudanças, coletiva
Casa Museu Eva Klabin | Praça Benedito Cerqueira, nº 0 Lagoa
Abertura pública: 12 de setembro de 2026
Até 13 de dezembro de 2026
De quarta-feira a domingo, das 14h às 18h
Entrada gratuita

 

Rafael Alonso transforma novo ateliê em ponto de partida para uma nova fase da pintura

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Com texto de Luna Grimberg, a mostra reúne um conjunto inédito de pinturas realizadas em seu novo ateliê, instalado na antiga casa da pintora Lucia Laguna, no bairro do Rocha, Zona Norte do Rio de Janeiro. A mudança de endereço marca também uma inflexão significativa na trajetória do artista, revelando um momento de renovação poética e formal.

A casa, seus quintais e a vizinhança característica dos subúrbios cariocas — marcada por construções em constante transformação e soluções arquitetônicas informais — passam a integrar diretamente o campo de observação do artista. Estes entornos constituem uma nova experiência do cotidiano e reorganizam o seu modo de olhar e de pintar.

As obras, inéditas, apontam para uma sensível transformação em relação à produção anterior de Alonso. Agora em formatos menores, convidam a uma aproximação mais íntima, instaurando um ritmo de observação pausado e silencioso.

Sair do próprio caminho e deixar o mundo entrar, de Rafael Alonso
Athena | Rua Estácio Coimbra 50, Botafogo, Rio de Janeiro
Abertura: terça, 15 de setembro 2026, das 16h às 19h
Horário: de terça a sexta: 11h às 19h | Sábado: 12h às 17h
Entrada gratuita

 

IV Festival Oficina da Ópera reúne novos talentos de bastidores e cantores renomados da ópera

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Paixão, vingança, poder e humor ocupam o palco principal e o Salão Assyrio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro durante o IV Festival Oficina da Ópera, que acontece de 11 a 20 de setembro. Com o patrocínio oficial Petrobras, em sua quarta edição, o projeto reúne três títulos de diferentes períodos e estilos — Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni; Cenas da Coroação de Poppea, de Claudio Monteverdi; e Il Campanello, de Gaetano Donizetti — em uma programação dedicada à formação e à atuação de novos artistas no universo da ópera como diretores, iluminadores, cenógrafos, iluminadores, reunindo, ao mesmo tempo, nomes consagrados da ópera.

“Acho que o festival é um laboratório fantástico para você fazer! É uma oportunidade de se engajar, de estudar e de pensar em um conceito. Esta é a quarta edição de que participo como diretor cênico, e o festival me ajudou a crescer muito como profissional. Passei a ter um olhar diferenciado para a equipe criativa, para as necessidades de adaptar uma produção e para o diálogo com os artistas. Também entendi como colocar em prática esse novo olhar em uma obra. E este ano tem mais!”, celebra o diretor cênico de Cavalleria Rusticana, Daniel Salgado.

A programação começa no palco principal com Cavalleria Rusticana, uma das obras mais conhecidas do verismo italiano, nos dias 11 e 12/9, às 19h, e 13/9, às 17h. A ópera de Mascagni acompanha Santuzza, mulher abandonada por Turiddu, que descobre seu envolvimento com Lola, esposa de Alfio. Ferida pela rejeição, ela revela a traição ao marido de Lola, desencadeando uma sequência de ciúme e vingança que culmina em um duelo fatal.

No Salão Assyrio, o público poderá assistir ao espetáculo Cenas da Coroação de Poppea, centrado em uma disputa em que amor e poder caminham lado a lado. O imperador Nero abandona a imperatriz Ottavia para se casar com Poppea, sua amante, que será coroada como a nova imperatriz de Roma. Escrita no século XVII, a obra é considerada um marco na história da ópera e chama atenção pela complexidade de seus personagens e conflitos.

Também no Salão Assyrio, Il Campanello leva o festival para o terreno da comédia. Em um ato, a ópera acompanha a noite de núpcias de um velho farmacêutico, que se casa com a jovem Serafina. O casamento, porém, não sai como planejado: Enrico, apaixonado por Serafina, decide atrapalhar a noite e passa a tocar insistentemente a campainha da farmácia, recorrendo a diferentes disfarces para importunar o noivo.

O elenco das três óperas é formado por cantores do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com destaque para Fernanda Schleder, Carolina Morel, Michele Menezes, Ivan Jorgensen, Geilson Santos e Herbert Campos, além dos cantores convidados Inácio de Nonno, Denise de Freitas e Paulo Mandarino.

Ficha técnica e elenco Cavalleria Rusticana:

Coro e OSTM
Palco Principal
Cenografia: Vinícius Lugon
Figurinos: Fael di Rocca
Iluminação: Jonas Soares
Concepção e Direção Cênica: Daniel Salgado
Direção Musical e Regência: Natalia Salinas
Classificação: 14 anos

Solistas: 11 e 13 de setembro / 12 de setembro
Santuzza: Denise de Freitas (convidada) / Fernanda Schleder
Turiddu: Paulo Mandarino (convidado) / Ivan Jorgensen
Alfio: Inácio de Nonno (convidado) / Fernando Lorenzo
Lola: Lara Cavalcanti / Mariana Gomes
Mamma Lucia: Andressa Inácio / Simone Chaves
Uma mulher do povo: Eliane Lavigne

Cenas da Coroação de Poppea – Cláudio Monteverdi (1567 – 1643)
Ensemble OSTM e solistas convidados
Salão Assyrio
Cenografia: Clara Velasco
Figurinos: Nícolas Rodrigues (in memoriam), Marcelo Marques (supervisão), Caio Santos
Iluminação: Jonas Bastos
Concepção e Direção Cênica: Ana Vanessa
Direção Musical e Regência: Jésus Figueiredo
Classificação: 14 anos

Solistas:
Poppea: Carolina Morel
Nerone: Hebert Campo
Ottavia: Carla Rizzi
Arnalta: Geilson Santos
Seneca: Leonardo Thieze
Discípulos de Seneca: João Campelo, Guilherme Gonçalves e Cicero Pires

Il Campanello – Gaetano Donizetti (1797 – 1848)
Ensemble OSTM e solistas convidados
Salão Assyrio
Cenografia: Victor Aragão
Figurinos: Renan Garcia
Iluminação: Chabu
Concepção e Direção Cênica: Pedro Rothe
Direção Musical e Regência: Felipe Prazeres
Classificação: Livre

Solistas:
Don Annibale: Patrick Oliveira
Enrico: Flávio Mello
Serafina: Michele Menezes
Mamma Rosa: Eliane Lavigne
Spiridione: Jessé Bueno
Convidados: Paloma Lima, Katya Kazzaz, Helena Lopes, Luzia Rohr, Ossiandro Brito, Celso Mariano, Jorge Costa, Jorge Mathias

Ficha técnica:
Design Gráfico: Carla Marins
Direção Artística Temporada de 2026: Eric Herrero
Presidente da Fundação Teatro Municipal: Clara Paulino

Serviço
Temporada 2026: “IV Festival Oficina da Ópera”
De 11 a 20 de setembro

Datas e horários:
Cavalleria Rusticana: 11 e 12/9, às 19h; 13/9, às 17h (Palco principal – duração 1h15)
Cenas da Coroação de Poppea: 16 e 17/9, às 19h (Assyrio – duração:1h10)
Il Campanello: 18/9, às 14h; 19/9, às 16h e 20/9, às 11h (Assyrio – duração: 55 minutos)

Ingressos:
Salão Assyrio: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)
Palco principal:
Frisas e Camarotes – R$90 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$80
Balcão Superior e Lateral – R$50
Galeria Central e Lateral – R$20

Acessibilidade
Palestra gratuita antes dos espetáculos
Patrocinador Oficial Petrobras
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Nova Paradiso, Fever
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Lei de Incentivo à Cultura
Realização: Ministério da Cultura

 

Exposição de Renata Leoa coloca a Zona Oeste no mapa da arte carioca

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A mostra, realizada na Sala Cubo da galeria, reúne uma série inédita de pinturas dedicadas às paisagens da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Partindo de uma investigação sobre a história da pintura de paisagem no Brasil, a artista propõe um deslocamento do olhar para um território feito ausente na memória visual da cidade.

Desde o período colonial, a pintura de paisagem esteve profundamente ligada aos processos de exploração e ocupação do território nacional. Produzidas em grande parte para documentar expedições europeias, essas imagens registravam a geografia e afirmavam domínio, conhecimento e poder sobre as terras conquistadas. Ao revisitar essa tradição, Renata Leoa se pergunta quais paisagens foram consideradas dignas de serem representadas e, sobretudo, quais permaneceram à margem da história da arte.

Em sua pesquisa, a artista encontrou uma produção concentrada nas antigas fazendas coloniais e nas estruturas econômicas que delas derivaram. Embora relevantes, essas representações não dão conta da diversidade de um território marcado por múltiplas experiências, paisagens e formas de habitar. Assim, Leoa pinta a presença da Zona Oeste na iconografia carioca.

Onde brilha a nossa luz, de Renata Leoa
Athena | Rua Estácio Coimbra 50, Botafogo, Rio de Janeiro
Abertura: terça, 15 de setembro 2026, das 16h às 19h
Horário: de terça a sexta: 11h às 19h | Sábado: 12h às 17h
Entrada gratuita
 

Entre ruas, muros e memórias: Agrade Camíz apresenta “Nome Próprio” no Rio

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Nascida e criada no Rio de Janeiro, Agrade Camíz parte de experiências relacionadas aos espaços em que cresceu, especialmente o Jacaré e os subúrbios da cidade. Referências à arquitetura, às ruas e aos deslocamentos cotidianos aparecem em seu trabalho não como representações literais, mas como elementos que estruturam a própria pintura. Portões, janelas, muros, fachadas e outras formas presentes em sua memória tornam-se pontos de partida para investigar relações entre interior e exterior, proximidade e distância, proteção e exposição.

A experiência da artista com o grafite também é fundamental para essa construção. Seu trabalho se desenvolve a partir da sobreposição e da intervenção, fazendo com que cada gesto altere aquilo que já estava presente na tela. Campos de cor, linhas, texturas e inscrições se organizam em composições que permanecem abertas à transformação

Nome Próprio, de Agrade Camíz
A Gentil Carioca | Rua Gonçalves Lédo, 11/17, sobrado – Centro
Abertura: sábado, 19 de setembro de 2026, das 18h às 23h
De 19 de setembro a de 2026
De segunda a sexta, das 12h às 18h. Sábado, das 12h às 16h
Entrada gratuita

 

Icaraí vira palco do vôlei de praia com estreia de novo circuito carioca em Niterói

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A Praia de Icaraí será o ponto de encontro do vôlei de praia no Rio de Janeiro. Entre os dias 11 e 13 de setembro, Niterói recebe a primeira etapa do Circuito Carioca de Vôlei de Praia, nova competição que chega à cidade com uma proposta que vai além das quadras: reunir atletas, revelar talentos, estimular a prática esportiva e aproximar famílias e estudantes da modalidade.

Com o Museu de Arte Contemporânea (MAC) como cenário, o evento terá três dias de programação gratuita, reunindo competição, formação esportiva, inclusão e entretenimento. A iniciativa é do Instituto Faça a Sua Parte (FASPAR), em parceria com o Ministério do Esporte, e conta com a Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), como parceira local.

A estreia do circuito em Niterói reforça a vocação da cidade para receber grandes eventos esportivos e movimenta um dos principais cartões-postais do município.

“Niterói tem uma identidade muito ligada ao esporte e à sua orla. Trazer a estreia do Circuito Carioca de Vôlei de Praia para Icaraí significa unir competição, lazer, formação e ocupação positiva do espaço público. É uma oportunidade de colocar atletas em evidência, despertar novos talentos e permitir que a população viva o esporte de perto”, afirma o secretário municipal de Esporte e Lazer, Luiz Carlos Gallo.

Do primeiro saque à competição

O circuito foi pensado para reunir diferentes públicos em uma mesma experiência. A programação contempla categorias masculinas e femininas, com participantes dos níveis iniciante ao avançado, além de atletas masters e convidados.

Na sexta-feira (11), primeiro dia do evento, o foco será a formação e a integração com a comunidade. Estudantes da rede de ensino participarão de atividades orientadas, oficinas e vivências esportivas.

Nos dias 12 e 13, sábado e domingo, será a vez de a competição tomar conta da arena, com torneios, disputas e finais.

A programação estudantil terá ainda o Aquecimento Festival de Praia JEN 2026, iniciativa desenvolvida pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Niterói em parceria com o FASPAR. A ação integra o Circuito Carioca e o projeto Esporte é Show, criando novas oportunidades para que os alunos tenham contato com diferentes modalidades esportivas.

Uma grande arena à beira-mar

Para receber o circuito, Icaraí contará com uma estrutura especialmente montada para o evento, composta por uma arena principal, cinco quadras auxiliares e quatro miniquadras, além de arquibancadas, áreas de convivência, expositores e espaço de alimentação.

A programação também contará com DJ, locutor e cerimonialista, garantindo a interação com o público durante as partidas, entrevistas, chamadas e cerimônias de premiação.

A proposta é transformar a arena em um grande espaço de convivência esportiva, reunindo atletas, estudantes, famílias e admiradores do vôlei de praia.

“Mais do que sediar uma competição, queremos proporcionar uma experiência. Queremos que uma criança possa assistir a uma partida, encantar-se com o vôlei de praia e pensar em começar a praticar. Esse é o legado que eventos como esse podem deixar: inspiração, oportunidade e acesso ao esporte”, ressalta Gallo.

Circuito segue para a Região dos Lagos

Após a estreia em Niterói, o Circuito Carioca de Vôlei de Praia terá uma segunda etapa, prevista para dezembro, na Região dos Lagos. O município e o local ainda serão definidos pela organização.

Serviço

Circuito Carioca de Vôlei de Praia – 1ª etapa

Data: 11, 12 e 13 de setembro de 2026
Local: Praia de Icaraí – Niterói/RJ
Participação: gratuita
Programação: atividades educacionais, vivências esportivas, torneios, finais e atrações para o público
Instagram: @institutofaspar
 

Ocupação Itaú Cultural homenageia Anísio Teixeira e sua trajetória de educador

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Exposição reúne cerca de 150 documentos, fotografias, objetos e depoimentos e percorre da vida familiar às políticas públicas que marcaram a educação brasileira

Em 1927, depois de passar uma temporada nos Estados Unidos, Anísio Teixeira (1900–1971) retornava ao Brasil quando tomou uma decisão que definiria sua trajetória. Durante a viagem de volta, escreveu ao pai, Deocleciano Teixeira, comunicando que pretendia dedicar sua vida à educação. O contato com as ideias do filósofo norte-americano John Dewey, um dos principais formuladores da Escola Nova, havia contribuído para essa escolha.

Quase um século depois, o episódio abre caminho para uma exposição dedicada ao educador no Itaú Cultural, em parceria com o Itaú Social. A Ocupação Anísio Teixeira inaugura em 2 de setembro, às 19h30, e permanece em cartaz até 15 de novembro, reunindo cerca de 150 itens entre cartas, fotografias, documentos, publicações, objetos pessoais e depoimentos de familiares e pessoas que conviveram com ele.

Reconhecido em 2024 como Patrono da Escola Pública Brasileira, Anísio Teixeira foi um dos principais formuladores das políticas educacionais brasileiras no século 20. Participou do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, atuou na administração pública, esteve ligado à criação e consolidação de instituições de pesquisa e formação e desenvolveu experiências que anteciparam conceitos hoje associados à educação integral.

Nascido em Caetité, na Bahia, em 12 de julho de 1900, Anísio estudou Direito e posteriormente dedicou-se à educação, à administração pública e à produção intelectual. A formação religiosa também fez parte de sua juventude: por influência do pai, chegou a considerar a possibilidade de ingressar na Companhia de Jesus.

Sua concepção de escola estava relacionada a uma formação que ultrapassasse a transmissão de conteúdos. Em “Uma experiência de educação primária integral no Brasil”, publicado em 1962, escreveu: “A filosofia da escola visa oferecer à criança um retrato da vida em sociedade, com as suas atividades diversificadas e o seu ritmo de preparação e execução, dando-lhe experiências de estudo e de ação responsáveis”.

A ideia de educação integral atravessa parte importante de sua atuação e aparece como um dos eixos da exposição.

Para Valéria Toloi, gerente de Formação e Fomento do Itaú Cultural, a permanência desse debate motivou a realização da mostra. “Essa é uma das razões que nos estimulou a organizar essa exposição. Toda a construção e articulação de Anísio em torno do tema permanece vivo e pede amplificação ainda hoje”, afirma.

A exposição também procura apresentar aspectos menos conhecidos de sua vida pessoal. A curadoria pesquisou documentos do arquivo da família Teixeira e do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, onde está preservada a maior parte de seu arquivo pessoal.
 

‘Nossa Arte — Novos Olhares’ apresenta um painel da arte espontânea atual

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Com curadoria de Fabio Szwarcwald, Paulo Tavares e Peralta, mostra reúne 20 artistas de diferentes gerações e regiões e questiona as fronteiras entre arte contemporânea e arte popular

Em um país onde a produção artística ainda costuma ser interpretada a partir de poucos centros de consagração, Nossa Arte — Novos olhares sobre a pintura brasileira contemporânea propõe uma mudança de perspectiva: olhar para outros territórios, outros repertórios e outras formas de fazer arte.

A exposição inaugura em 9 de setembro de 2026, às 18h, na Z42 Arte, no Cosme Velho, no Rio de Janeiro, reunindo 20 artistas de diferentes gerações e regiões do Brasil, com curadoria de Fabio Szwarcwald, Paulo Tavares e Peralta. Em cartaz até 31 de dezembro, a coletiva apresenta uma pintura que nasce, em grande parte, distante dos circuitos tradicionais de formação, crítica e legitimação artística.

O mapa construído pela exposição percorre Amazonas, Pará, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Participam Ademilson Felipe, Ágatha Porciúncula, Amomm H. de Deus, Duarte Yanomami, Eli Bacelar, Gê Guevara, Graciete Borges, Helena Rodrigues, José Carlos de Oliveira, Maria José Batista, Matheus Matias, Rhuan, Rodorigo, Seo Antônio Ferreira, Tercília dos Santos, Valques Pimenta, Waldecy de Deus, Wilson dos Santos Formiga, Zayre e Zezim.