Exposição reúne Bel Barcellos e Maria Fernanda Lucena em diálogo entre memória e imaginário

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A exposição Entre o cá e o lá reúne as artistas Bel Barcellos e Maria Fernanda Lucena a partir de um território comum: a investigação sensível da existência e de suas camadas emocionais. Suas pesquisas se debruçam sobre as experiências íntimas para desvelarem narrativas que entrelaçam memória, realidade e o imaginário.

Com trajetórias que têm em comum a passagem pelas artes cênicas como figurinistas, suas práticas, embora distintas, também se aproximam pelo fazer manual e pela atenção ao tempo do gesto: Maria Fernanda, por meio da pintura, das colagens e dos objetos; Bel, pelo bordado, cerâmica e pintura.

A exposição propõe um encontro entre diferentes linguagens e sensibilidades, onde marcas, costuras, pinceladas e sobreposições dão forma ao que é subjetivo e imaterial. Um convite para que o espectador atravesse essas imagens e reconheça, nelas, fragmentos de suas próprias memórias e emoções.

Visitação: 29/08/26 à 08/10/26
Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira das 14:00h às 18:00h
sábados sob agendamento
Estrada da Gávea, 712 – São Conrado
 

Exposição Amazônicas: Poéticas femininas chega ao CCBB RJ na próxima quarta-feira

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Inaugurada na semana do Dia da Amazônia, mostra terá obras de artistas mulheres do Pará, Acre e Amazonas, e também será apresentada no metaverso, com experiência imersiva

A Amazônia é um território historicamente marcado por mulheres protagonistas, pioneiras e fundamentais para a formação cultural do Brasil. Partindo desta ideia, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) na próxima quarta-feira, dia 2 de setembro de 2026, apresentando a potência da arte contemporânea produzida por mulheres, de diferentes gerações, oriundas dos estados do Pará, Acre e Amazonas. A mostra será inaugurada na semana em que se comemora o Dia da Amazônia, instituído em 2007 e celebrado no dia 5 de setembro, reforçando a importância da Amazônia e estimulando a conscientização sobre sua preservação.

Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra, que tem curadoria e direção artística de Sissa Aneleh, reunirá 80 obras de 21 artistas contemporâneas da região Norte do país e ocupará todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, depois de ter sido apresentada em Belém, Fortaleza e Brasília. Um espaço imersivo no metaverso, com realidade aumentada, ampliará a experiência do público, através de óculos 3D. A exposição foi aprovada na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB.

“Nesta exposição afirmamos que a Amazônia é o verdadeiro ventre do Brasil e do mundo. Para tanto, seguimos no reconhecimento deste território mágico, ancestral e poderoso, não apenas como motivo, tema ou suporte, mas como energia elementar da encantaria, da força estética e artística das mulheres”, afirma a curadora Sissa Aneleh, que há 16 anos pesquisa mulheres da arte amazônica.

A exposição apresentará um amplo panorama da arte produzida por mulheres da região amazônica, desde a década de 1970 até os dias de hoje. São trabalhos feitos em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte, das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

Dividida em quatro núcleos temáticos – Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas –, a mostra traz trabalhos cujas temáticas abordam questões de gênero, regionalismo, identidade nacional e diversidade. “O conceito da exposição, com base temática e histórica, tece interpretação de gêneros das obras de arte demonstrando os estilos e as temáticas predominantes nas artes de mulheres que constroem historicamente a arte produzida no Norte do Brasil. A pluralidade das temáticas e narrativas abordam o artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica-indígena-afrobrasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, arte do afeto, biografias e ancestralidades femininas, completando-se com a História das Mulheres”, diz a curadora.

A exposição conta com recursos de acessibilidade, como obra tátil, audiodescrição de obras e intérprete de libras. Ao longo do período da mostra, serão realizadas visitas guiadas com a curadora e palestra com algumas artistas. Além disso, também será lançado o catálogo da mostra.

EXPERIÊNCIA IMERSIVA E OBRA COLETIVA

Ampliando a experiência do público, a exposição contará com o Espaço Petrobras Amazônicas, um cenário conceitual com realidade expandida (XR), realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), no qual o público utilizará óculos 3D para vivenciar uma visitação espacial imersiva e assistir filme em realidade virtual. Será possível ter uma visão em 360 graus, cenário em realidade aumentada e visualizar algumas obras de forma totalmente imersiva e inovadora.

Como parte da exposição, haverá, ainda, a obra coletiva em vídeo “Mensagem para a Amazônia”, que está sendo construída ao longo da itinerância da exposição com a participação do público. “É um convite para deixar uma mensagem do público sobre a importância da preservação ambiental”, diz a curadora.

NÚCLEOS EM EXPOSIÇÃO

A exposição estará dividida em quatro núcleos temáticos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas.

No núcleo “Materialidades Ancestrais” estarão obras nas quais a ancestralidade se manifesta por meio da matéria, como, por exemplo, nas cerâmicas táteis da artista Lise Lobato, que constroem um vocabulário simbólico que remete a ciclos de vida, nascimento, transformação e espiritualidade. Também neste núcleo estarão obras da série “Revoltosas”, de Cristiane Martins, que apresentam figuras escultóricas que dialogam com mitologias indígenas, feminilidade ancestral e forças simbólicas da floresta. “Neste núcleo, a arte se constrói como herança viva, onde cada material carrega história, cada forma carrega memória e cada obra se torna um elo entre passado e presente”, afirma a curadora Sissa Aneleh.

“Gravura Feminina” reunirá obras que utilizam as técnicas da gravura como instrumento de expressão, memória e identidade das mulheres. As xilogravuras de Elieni Tenório dialogam com o corpo feminino, suas medidas simbólicas, seus limites e sua presença no espaço social. Já as obras de Maria Auxiliadora Zuazo constroem um imaginário poético onde feminino, natureza e liberdade se entrelaçam, criando figuras híbridas que transitam entre o humano e o simbólico. Também neste núcleo estarão gravuras de Elaine Arruda, que exploram texturas, densidades e abstrações que transformam a superfície em campo sensível de experimentação estética. “Neste núcleo, a imagem impressa se transforma em território de permanência, resistência, construção identitária e registro das técnicas artísticas usadas pelas mulheres que dominam a gravura no Brasil”, diz a curadora.

A pintura se apresenta como linguagem central e imagética da experiência amazônica feminina no núcleo “Amazônia Pictórica”. As obras de Elieni Tenório exploram identidade, subjetividade e construção do feminino como experiência íntima e simbólica. Já as pinturas de Nina Matos constroem narrativas visuais que atravessam memória, deslocamento e afetividade. Haverá, ainda, obras de Sanchris, que criam paisagens simbólicas de reconstrução, memória e reinvenção existencial do corpo feminino diverso. Artistas como Rita Loureiro, Lise Lobato, Bárbara Savannah, Rafaela Moreira, Auá Mendes e Wɨra Tini ampliam esse território pictórico com narrativas que dialogam com cotidiano, território, espiritualidade, pertencimento e identidade amazônica. “Neste núcleo, a Amazônia não é paisagem: é experiência imagética, memória, símbolo e linguagem”, afirma Sissa Aneleh.

O quarto e último núcleo, “Performáticas”, apresenta o corpo como suporte e temática central da criação. Aqui estarão as fotoperformances de Renata Aguiar, que resgatam mitologias femininas, espiritualidades e narrativas ancestrais do território amazônico, assim como obras de Keila-Sankofa, que exploram identidade, memória, ancestralidade e corpo como arquivo vivo. Também neste espaço será apresentada a série “Mênstrua, Monstro, Monstra, Mostarda”, de Lúcia Gomes, que transforma o corpo feminino em território político, simbólico e discursivo, rompendo silêncios e tabus. As obras de Rafa Bqueer, Val Sampaio, Rafaela Kennedy e Wɨra Tini ampliam esse campo performático, onde o corpo se torna linguagem, gesto político, território de resistência e poética visual.

“Neste núcleo, a arte acontece no corpo, no gesto, na presença e na experiência”, ressalta a curadora.

PROGRAMAÇÕES COMPLEMENTARES

Como parte da exposição, serão realizadas oficinas presenciais de economia criativa, voltadas para o desenvolvimento profissional de mulheres em áreas técnicas e artísticas das artes visuais e plásticas. Além disso, também haverá uma programação formativa em economia criativa do programa Avanço das Mulheres do museu, que objetiva o desenvolvimento de carreira e mais atuação de mulheres no setor cultural nas áreas de produção executiva, projetos coletivos de arte e produção de exposições de artes visuais.

Haverá, ainda, uma programação educativa voltada para o público infanto-juvenil com a realização da atividade “Sons da Natureza”, para criação de memória sensorial, vivência lúdica com réplicas de esculturas da exposição inspiradas em sementes e sons de animais do Marajó. Durante toda a temporada, serão realizadas visitas mediadas para escolas públicas e privadas, grupos diversos e programação educativa inspirada no projeto. “Essas oficinas de economia criativa foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos. Também oferecemos ao público infanto-juvenil atividades com esculturas sonoras inspiradas na natureza amazônica que podem ser tocadas e ouvidas, almejando outras formas sensíveis de conscientização ambiental por meio da arte com a Amazônia brasileira em suas mãos”, ressalta Sissa Aneleh.

SOBRE A PETROBRAS

O Programa Petrobras Cultural tem a brasilidade como eixo central, refletida nas temáticas, origens, curadorias e narrativas dos projetos apoiados em todo o país. A exposição tem patrocínio exclusivo da Petrobras e apresentação do Ministério da Cultura.

SOBRE A CURADORA

Sissa Aneleh é fundadora e diretora do Museu das Mulheres, Mestra e doutora em Artes, historiadora de arte, diretora artística, curadora e produtora executiva. Trabalha há mais de 15 anos na área artística, dirigiu projetos aprovados pela Petrobras, CCBB, Caixa Cultural, Fundo de Apoio à Cultura do DF e Goethe Institut. Faz a direção executiva e artística da programação expositiva, audiovisual e educativa do museu, além da coordenação editorial da editora do Museu das Mulheres. Realizou a curadoria de mais de 17 exposições, incluindo 2 circulações internacionais de exposição do museu com artistas brasileiras na Alemanha, passando pelo Museu de Arte de Bochum, Centro de Cultura de Manheim, Bienal de Arte de Bochum e Festival de Berlim. Diretora Artística e Curadora da exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará no CCBB São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro – 2025 a 2026. Possui pesquisas de arte voltadas para história da arte, mulheres artistas, arte brasileira, arte decolonial, cinema autoral feminino e poéticas curatoriais.

SOBRE O CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.

SOBRE O MUSEU DAS MULHERES

O Museu das Mulheres (Museu DAS), sediado em Brasília, é o primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Com execução de projetos diversos em espaços físicos no Brasil e no mundo, lança experiências em ambientes espaciais e interativos – com Realidade Expandida (XR), Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) – e, por extensão, tem salas expositivas no Metaverso. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, acervo e editora própria.

Serviço: Amazônicas: Poéticas Femininas

2 de setembro a 16 de novembro de 2026

Curadoria: Sissa Aneleh

CCBB Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ)

(21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).

Entrada gratuita.

Ingressos retirados no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB

Classificação indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Mais informações em bb.com.br/cultura

 

‘Entre Órbitas’ transforma fotografia em matéria, superfície e mistério

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Luciana Rique fotografa o mundo para fazê-lo desaparecer. Diante de sua câmera, aquilo que está à vista perde contorno, escala e gravidade. Luzes se tornam corpos, superfícies sugerem paisagens, formas parecem flutuar em um espaço cuja localização não podemos precisar. “Nada é o que parece quando a Luciana fotografa”, diz o curador Eder Chiodetto. Se a fotografia nasceu historicamente associada à capacidade de registrar o visível, a artista carioca parece interessada no movimento inverso: “Em geral, os fotógrafos atuam para revelar algo do mundo. A Luciana fotografa para ocultar a aparência do mundo”, observa.

É desse território incerto, entre o que existe e o que apenas parece existir, que nasce Entre Órbitas, terceira exposição individual de Luciana Rique, que será inaugurada no dia 17 de setembro de 2026, às 19h, na Casa Proeza, no Centro do Rio, durante a ArtRio. Com curadoria de Eder Chiodetto, que acompanha a pesquisa da artista desde 2022, a mostra reunirá cerca de 35 obras e marca um novo momento de uma investigação que tem a fotografia como ponto de partida, mas progressivamente ultrapassa seus limites.

Se nas exposições anteriores, Entreato (2023) e Sólido Volátil (Rio de Janeiro, 2024; São Paulo, 2025), Luciana já tensionava a imagem fotográfica ao colocá-la em relação com diferentes suportes e materiais, agora esse movimento se radicaliza. Fotografias passam a conviver com chapas de ferro, folhas de ouro, carvão e papéis artesanais coreanos. Em determinados conjuntos, torna-se difícil distinguir onde termina a fotografia e começam o desenho, a superfície ou a matéria em estado bruto.

As imagens partem de situações encontradas no mundo, mas raramente permitem reconhecer aquilo que esteve diante da câmera. Luciana procura cantos, frestas, incidências de luz e sombra, e trabalha com o desfoque e o movimento do próprio aparelho. “Uso a câmera como um pincel”, afirma. “Não quero fotografar a coisa dada, quero que tenha algum mistério.” Eder define o resultado como uma “iconografia de atmosferas”, situada numa zona intermediária entre figuração e abstração.

 

Isaque Alves leva ‘In Concert’ ao Theatro Municipal de Niterói em uma celebração da música, da arte e da inclusão

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A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, realiza o projeto ‘Isaque Alves In Concert’, com o pianista Isaque Alves, nos dias 1º e 2 de setembro, no Theatro Municipal de Niterói. Trata-se de um espetáculo que convida o público a uma experiência imersiva pela música e pela arte.

A programação começa na terça-feira (1º), com ensaio aberto ao público às 9h30. Na quarta-feira (2), o público poderá acompanhar duas sessões de ensaio aberto, às 14h e às 17h30, e a apresentação oficial do concerto, às 19h.

Com um repertório que percorre diferentes momentos da música erudita, da tradição clássica à produção contemporânea, o espetáculo reúne piano e músicos de cordas, além da participação de bailarinos em cena. A proposta é criar uma experiência sensorial em que música e movimento dialogam para aproximar a arte de diferentes públicos.

“Minha vida se resume em música. Dedico minha vida a isso e o que eu mais desejo é que uma porcentagem do amor que sinto pela música alcance a alma e o coração de todos. Que as pessoas possam perceber que, independentemente da cor ou do status na sociedade, a música tem o poder de unir todo mundo”, afirma Isaque.

O projeto também tem como compromisso a acessibilidade. Durante as apresentações, serão distribuídos balões para que pessoas com deficiência possam sentir as vibrações do concerto, além da presença de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todos os momentos do espetáculo que tenham conteúdo falado.

Residente em Niterói, Isaque Alves da Silva é considerado um dos jovens talentos da música erudita brasileira. Sua relação com o piano começou aos 9 anos e, em apenas três meses de estudos, surpreendeu professores e espectadores ao interpretar uma obra de Johann Sebastian Bach. Um vídeo dessa apresentação ganhou grande repercussão nas redes sociais e chamou atenção do público e da imprensa para o talento do jovem músico.

Em 2018, Isaque estudou por dois semestres na Escola de Música da UFRJ, ampliando sua formação pianística. Sua trajetória também foi marcada pelo encontro com o maestro e pianista João Carlos Martins, uma das maiores referências da música clássica no Brasil. A partir desse contato, passou a receber orientação artística do maestro, experiência que se tornou fundamental para seu desenvolvimento musical e humano.

O talento de Isaque também ganhou destaque em programas de televisão, como ‘Mais Você’, da TV Globo, Programa Silvio Santos e Eliana, do SBT, além de reportagens em veículos como Record, Band e O Globo. Em uma das participações mais marcantes, Ana Maria Braga apresentou a história do jovem pianista e conversou também com João Carlos Martins, em uma homenagem ao talento de Isaque.

Posteriormente, o músico iniciou estudos com a pianista Linda Bustani, dando continuidade ao aprimoramento técnico e interpretativo.

Para Isaque, o concerto representa uma nova etapa em sua trajetória. “Esse projeto é mais do que mais uma apresentação. Representa esperança e expectativa. Será o início de uma nova fase após anos de preparo, um recomeço”, destaca.

Com técnica, sensibilidade artística e dedicação aos estudos, Isaque representa uma nova geração de intérpretes da música clássica brasileira. Seu objetivo é seguir construindo uma carreira sólida e compartilhar com o público a emoção que encontra na música.

“Eu diria que minha motivação é o amor. Mas o amor não se sustenta sozinho: exige atenção, cuidado, carinho e, na música, acrescentamos a disciplina. É isso que mantém minha motivação firme. Também existem os sonhos, que nunca vou deixar de lado. Um deles é ser um grande intérprete de Chopin”, conta o pianista.

O projeto é uma iniciativa via edital do ISS da Secretaria Municipal das Culturas da Prefeitura de Niterói.

Repertório:
– Fantaisie-Impromptu in C-sharp minor, Op. 66
– Polonaise in A-flat major, Op. 53 (“Heroic”)
– Étude in C minor, Op. 10, No. 12 (“Revolutionary”)
– Étude in C-sharp minor, Op. 10, No. 4
– Étude in C minor, Op. 25, No. 12 (“Ocean”)
– Étude in A-flat major, Op. 25, No. 1 (“Aeolian Harp”)
– Grande Valse Brillante in E-flat major, Op. 18
– Waltz in D-flat major, Op. 64, No. 1 (“Minute Waltz”)
– Scherzo No. 2 in B-flat minor, Op. 31
– Ballade No. 1 in G minor, Op. 23
– Nocturne in F minor, Op. 55, No. 1
– Nocturne in B-flat minor, Op. 9, No. 1
– Prelude No. 2 in C minor, BWV 847 (from The Well-Tempered Clavier, Book 1)
– Por una cabeza (Carlos Gardel) [com quarteto de cordas]
– Ária da 4ª Corda / Air on the G String, BWV 1068 (J. S. Bach) [com quarteto de cordas]
– Bachianas Brasileiras No. 4 (Heitor Villa-Lobos) [com quarteto de cordas]
– Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu) [com quarteto de cordas]

Serviço
Isaque Alves In Concert
Isaque Alves ao piano, com participação de músicos convidados de cordas e sopros e bailarinos.
Datas:
1º de setembro (terça-feira) – ensaio aberto ao público, às 9h30
2 de setembro (quarta-feira) – ensaios abertos ao público, às 14h e às 17h30; apresentação oficial às 19h
Local: Theatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro – Niterói
Duração: 80 minutos
Entrada: gratuita
Ingressos: retirada de 1 ingresso por pessoa na bilheteria, 1 hora antes do início do espetáculo
345 lugares

 

Projeto Maravilha leva ‘Parênteses’, de Carlos Vergara, ao Aterro do Flamengo

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No dia 13 de setembro de 2026, o Projeto Maravilha inicia uma nova etapa com a instalação de Parênteses, escultura de Carlos Vergara, no Aterro do Flamengo. Criada originalmente para a primeira edição do projeto, em 2024, e apresentada no Bosque das Artes do Parque Bondinho Pão de Açúcar®, a obra passará a ocupar, durante um ano, uma área ao lado do restaurante Assador, em um dos pontos mais icônicos da orla carioca, de frente para o Pão de Açúcar. A chegada da obra ao local amplia o acesso do público a uma escultura monumental de um dos nomes centrais da arte brasileira contemporânea.

A instalação integra as celebrações pelos 60 anos do Aterro, completados em 2025, e marca a expansão do Projeto Maravilha para a paisagem urbana do Rio. Idealizado por Fabio Szwarcwald, com curadoria de Ulisses Carrilho, o programa foi criado para aproximar arte contemporânea, natureza, cidade e tecnologia, comissionando obras de grande formato de artistas com larga trajetória. Atualmente, o Bosque das Artes recebe Typus Terra Incognita, escultura de Anna Bella Geiger, apresentada na segunda edição do Maravilha. A convivência entre a obra de Geiger, no alto do Pão de Açúcar, e Parênteses, agora instalada no Parque do Flamengo, estabelece uma continuidade entre as duas edições do programa.

“Ao completar 60 anos, o Parque recebe uma obra de grandes dimensões de Carlos Vergara, que inaugurou o Projeto Maravilha. Parênteses passa a emoldurar a paisagem carioca, popularizando a linguagem de um artista que conhece muito bem a cidade que o acolheu”, observa Lucas Padilha, Secretário Municipal de Cultura do Rio.

Idealizado por Lota Macedo Soares, com paisagismo de Roberto Burle Marx e arquitetura de Affonso Eduardo Reidy, o Aterro constitui uma das mais importantes paisagens modernas do país e um espaço decisivo da vida pública carioca. Entre a Baía de Guanabara, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Marina da Glória, o parque acolheu, ao longo de sua história, experiências fundamentais da arte brasileira, como o happening Apocalipopótese, proposto por Hélio Oiticica no final dos anos 1960, e os Domingos da Criação, do crítico Frederico Morais, em 1971. É nesse território de convivência, lazer, esporte, cultura e intensa circulação cotidiana de moradores e turistas que Parênteses passa a se inserir.

A abertura será marcada por uma apresentação do Grêmio Recreativo Cacique de Ramos, com o qual Vergara mantém uma relação de décadas. Entre 1972 e 1976, o artista acompanhou o bloco e realizou a série fotográfica Carnaval, conjunto importante de sua trajetória, posteriormente apresentado na Bienal de Veneza de 1980. Naquele período, Vergara reconheceu no desfile “caciqueano” uma expressão estética original e política da cultura popular carioca. Desde então, tornou-se um incentivador das atividades da instituição, chegando a desenhar camisas para o bloco nos anos 2000. A presença do Cacique na inauguração materializa, no espaço público do Parque do Flamengo, a relação histórica entre a obra de Vergara e o carnaval.
 

CineSolar, cinema ao ar livre movido a energia solar, exibe ‘Divertida-Mente 2’ em Parelhas e Parazinho com entrada e pipoca de graça

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O primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil chega ao Rio Grande do Norte, em Parelhas, no dia 26 de agosto com atrações para toda as famílias

O CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, será vivenciado ao ar livre no Rio Grande do Norte, nas cidades de Parelhas, no dia 26 de agosto. Com acesso gratuito e livre para todas as idades, a sessão de cinema aborda temas como sustentabilidade, ciências e tecnologia e, na telona, serão exibidos curtas-metragens e a animação “Divertida-Mente 2”. Os filmes contam com recursos de acessibilidade e, durante o evento, haverá distribuição de pipoca.

O protagonista do projeto é o furgão do CineSolar, uma estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz. O veículo é adaptado com placas fotovoltaicas no teto e carrega todo o cinema: cadeiras, banquetas, sistemas de conversão e armazenamento de energia, som, projeção e a própria tela. Com luzes coloridas, decoração de material reciclado e objetos interativos (como laser e bola de plasma), o espaço ensina, de forma lúdica, como a luz do sol se transforma em energia elétrica.

“Acreditamos que a arte e o cuidado com o meio ambiente transformam vidas. Por isso, o CineSolar oferece acesso gratuito a um cinema movido a energia solar e ao ar livre. A ideia é trazer consciência ambiental de forma leve e lúdica. Nossa sessão vai além de assistir a filmes, é sobre viver momentos que conectam pessoas, histórias e sonhos”, diz Cynthia Alario, idealizadora do CineSolar.

O circuito do CineSolar no Rio Grande do Norte conta com patrocínio da Elera Renováveis e apoio da Prefeitura Municipal de Parelhas, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e da Parazinho. A realização é da Brazucah Produções.

“Investir em projetos sociais é uma forma de fortalecer o vínculo com as comunidades e ampliar o acesso a experiências culturais enriquecedoras. Além de proporcionar momentos de lazer e entretenimento, a iniciativa estimula reflexões e contribui para a construção de uma sociedade mais consciente, gerando valor em longo prazo”, afirma Mauricio Vasconcelos, Gerente de ESG e Responsabilidade Social.

PROGRAMAÇÃO

Parelhas/RN

Sessões de Cinema
(filmes com recursos de acessibilidade)
Data: Quarta-feira (26/08)
Horários: 18h – 1ª sessão: curtas-metragens
18h30 – 2ª sessão: ‘Divertida-Mente 2’
Entrada: livre – não precisa de ingresso
Atração: pipoca de graça e visita ao furgão do CineSolar
Local: Praça Félix Gomes (Praça do Avião) – Centro – Parelhas/RN

SINOPSES

1ª sessão: curtas-metragens

‘Economia Circular’ – Direção: Martín Caparros e Javier Estrada – Uruguai/2023 – Documentário/Live Action – Duração: 6 min 30 seg
Em Escola Circular, cada episódio acompanha um grupo de crianças que, a partir de um problema real em sua escola, embarca em uma investigação sobre nossa relação com o meio ambiente. A série inspira meninos e meninas a descobrir que sua própria experiência pode ser transformadora.

‘Chuva’ – Direção: Vanessa Fort – Brasil/2024 – Animação – Duração: 3 min 45 seg
Chuva é um curta-metragem audiovisual que tem como objetivo acompanhar crianças e suas famílias na superação de seus medos após as consequências da crise climática. Através de ilustrações feitas por crianças, Aurora nos mostra o lugar onde vive com sua família e como uma grande tempestade os afetou.

‘Gatopédia – Ep5 Água’ – Direção: Lucas Palacios – Argentina/2023 – Animação – Duração: 6 min 43 seg
Evaristo é um gato sabe-tudo que nos explica, com muito humor e memes, como funcionam aquelas coisas que sempre consideramos óbvias. Você já se perguntou como a eletricidade chega à sua casa ou como é possível enviar uma mensagem do seu telefone e ela chegar exatamente para quem você quiser? Evaristo tem essas e muitas outras respostas.

‘Sonhos Voadores’ – Direção: Luiz do Futuro, Marcus Vasconcelos e Vanessa Fort – Brasil/2025 – Animação – Duração: 5 min 14 seg
O curta-metragem narra a história de um menino afrodescendente que sonha em ser astronauta. A narrativa propõe uma viagem na qual se recupera a importância dos conhecimentos ancestrais e o valor da música e da dança como formas de celebração e resistência compartilhadas que sustentam o percurso. A proposta convida a ultrapassar os limites do possível e a reafirmar que os sonhos não têm dono.

2ª Sessão

‘Divertida-Mente 2’ – Direção: Kelsey Mann, EUA, 2024, livre, Aventura, Animação, Comédia, Família, 1h34m
Acessibilidade: MLoad
Com um salto temporal, Riley se encontra mais velha, passando pela tão temida adolescência. Junto com o amadurecimento, a sala de controle também está passando por uma adaptação para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções. As já conhecidas, Alegria, Raiva, Medo, Nojinho e Tristeza não têm certeza de como se sentir quando novos inquilinos chegam ao local.

Sobre o CineSolar
Lançado em 2013 pela Brazucah Produções, o CineSolar é o primeiro cinema itinerante do Brasil movido a energia solar e transforma espaços públicos e abertos em salas de cinema. Já realizou 3300 sessões gratuitas, com exibição de 314 longas e curtas-metragens, para cerca de 500 mil pessoas em mil cidades brasileiras de 23 estados e do Distrito Federal. Também promoveu mais de 850 oficinas de audiovisual para estudantes, com temas de sustentabilidade.
O projeto, que cumpre 10 dos 17 ODS, já percorreu mais de 400 mil quilômetros pelo país e atua com o objetivo de democratizar o acesso às produções audiovisuais, principalmente as nacionais, promover ações e práticas sustentáveis, a inclusão social e difundir a tecnologia da geração de energia solar.
O CineSolar já gerou mais de 4 milhões de watts e, em parceria com a Ecooar, realiza ações ambientais compensando 79,21 toneladas de CO2e, em 10 anos, através do plantio de árvores nativas e da certificação de créditos de carbono, com a manutenção de florestas em áreas de preservação permanente, em Garça (SP).
Também promove ações em conjunto com a Unesco no Brasil e a Unipaz (Universidade Internacional da Paz). Integra a Solar World Cinema, uma rede internacional de cinemas itinerantes movidos a energia solar, e conta com a parceria solar da Clarios – com a bateria Heliar e a Freedom Estacionária, da EnergySeg Engenharia e da Ecori Energia Solar. Saiba mais em: linktr.ee/cine.solar.

Sobre a Elera Renováveis
Com 28 anos de atuação no setor elétrico brasileiro, a Elera Renováveis é uma das maiores empresas de energia 100% renovável do país. A companhia opera um portfólio diversificado, nas fontes solar, eólica e hídrica, com ativos de geração localizados em dez estados brasileiros, e que somam 3,5 GW de capacidadeinstalada.No estado do Rio Grande do Norte, em que está presente há mais de dez anos, possui cerca de 400 MW de capacidade instalada,distribuída entre o Complexo Eólico Renascença e o Complexo Eólico Seridó.

 

TAG Heuer faz homenagem a Ayrton Senna com exposição no Shopping Leblon

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Obras podem ser vistas entre 24 e 30 de agosto

Para celebrar a memória e grandiosidade do piloto Ayrton Senna, a TAG Heuer realiza entre os dias 24 e 30 de agosto exposição com obras do catarinense Cainã Gartner. As peças produzidas em madeira pelo artista plástico são inspiradas no legado de Ayrton Senna, e licenciadas pela Senna Brands.

A mostra conecta o trabalho da TAG Heuer, do piloto e artista por meio de um valor comum: o tempo, como medida de precisão, conquista, memória, emoção e permanência. Além de peças inspiradas no ídolo do automobilismo, serão apresentadas obras da coleção Jardim da Alma.

As peças poderão ser apreciadas no mezanino da loja Sara Joias, no Shopping Leblon.

Sobre TAG Heuer

A TAG Heuer, fundada em 1860 por Edouard Heuer nas Montanhas do Jura, na Suíça, é uma marca de relógios de luxo que faz parte do grupo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton SE (“LVMH”), o principal grupo de luxo do mundo. Com sede em La Chaux-de-Fonds, na Suíça, e com quatro unidades de produção, a TAG Heuer conta com 1.900 colaboradores e está presente em 139 países. Os produtos TAG Heuer estão disponíveis online em www.tagheuer.com para países selecionados e em 260 boutiques e 2.300 pontos de venda em todo o mundo.

Há 165 anos, a TAG Heuer demonstra um espírito puro de relojoaria de vanguarda e um compromisso com a inovação, com tecnologias revolucionárias que incluem o pinhão oscilante para cronógrafos mecânicos em 1887, o Mikrograph em 1916, o primeiro movimento de cronógrafo com corda automática – Calibre 11 – em 1969, e o primeiro smartwatch de luxo em 2015. Atualmente, a principal coleção da marca é composta por duas famílias icônicas projetadas por Jack Heuer – TAG Heuer Carrera e Monaco – e é complementada pelas coleções contemporâneas TAG Heuer Aquaracer, Formula 1, Link e Connected.

Incorporando a nova filosofia da TAG Heuer, “Designed to Win”, a marca continua a construir seu legado de inovação ousada, resiliência e alto desempenho. Suas parcerias de destaque e embaixadores refletem o espírito da TAG Heuer em superar limites e performar nos momentos que realmente importam.

Sobre Senna Brands

A marca Senna encapsula e perpetua o espírito indomável de Ayrton Senna, inspirando pessoas de todas as gerações em todo o mundo a encontrarem sua verdadeira vocação e a se tornarem a melhor versão de si mesmas.

Por meio de parcerias com marcas conhecidas e consideradas as melhores em suas categorias, a Senna Brands identifica produtos premium que carregam os valores essenciais de Ayrton, como a paixão pelo alto desempenho, a determinação, a ousadia e a superação de limites.

Parte da renda da parceria com Senna Brands é revertida para o Instituto Ayrton Senna, que promove o desenvolvimento de crianças e jovens carentes, oferecendo educação de qualidade em escolas públicas. O Instituto já atendeu mais de 36 milhões de crianças em seus 30 anos de existência.

Sobre Cainã Gartner

Da tradição familiar à reinvenção artística. Arte que transcende as fronteiras da madeira. Esculpindo o passado e o presente em obras icônicas. Essa é a arte de Cainã Gartner. Nascido em 1990 e criado dentro da tradicional marcenaria da família, Cainã é a quarta geração de carpinteiros da família Gartner, vivendo e respirando o universo da madeira desde cedo. Remanejando e repensando a arte, de forma que adota aspectos orgânicos, formando contrastes entre linhas retas e curvadas, elaboradas a partir de serras e tornos.

Com uma produção marcada pela exclusividade e pelo caráter autoral, Cainã Gartner vem construindo uma presença sólida no cenário internacional. Suas obras já foram entregues pessoalmente a grandes ícones do esporte mundial, entre eles Roger Federer, Tom Brady, Magic Johnson, Simone Biles, Andre Agassi e Aryna Sabalenka. Cada criação nasce do encontro entre arte, história e performance, transformando momentos emblemáticos do esporte em esculturas únicas.

Desde 2019, o artista Cainã Gartner desenvolveu uma série de obras licenciadas relacionadas ao universo de Ayrton Senna. Ao longo desse período, foram criados cinco projetos que resultaram em sete esculturas, inspiradas na trajetória e no legado do piloto. As peças unem madeira nobre, ouro e elementos simbólicos que traduzem momentos marcantes da história do automobilismo.

 

Niterói ganha espaço dedicado à preservação da memória audiovisual

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Museu Audiovisual Universitário inaugura espaço no IACS e abre gratuitamente ao público a partir desta quarta-feira (26)

Niterói terá um novo local dedicado à memória audiovisual. O Museu Audiovisual Universitário (MAU) inaugura seu espaço expositivo no casarão do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS), em São Domingos, com apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas. A partir do dia 26 de agosto, o museu estará aberto gratuitamente à visitação todas as quartas-feiras, das 10h às 17h.

Criado em 2024, o MAU integra o Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (LUPA-UFF) e é dedicado à preservação de objetos, equipamentos e outros artefatos relacionados à história do audiovisual. O acervo do LUPA reúne mais de 500 itens, com destaque para equipamentos históricos. Os visitantes terão a chance de ver de perto cerca de 50 peças, entre câmeras, projetores, gravadores de som, placas de lanterna mágica e películas cinematográficas de diferentes formatos e épocas, abrangendo um período que vai do fim do século XIX aos anos 1970.

A exposição de longa duração “A multiplicidade do cinema” tem curadoria do professor da UFF Rafael de Luna Freire e apresenta a diversidade do acervo do MAU, com ênfase na história do cinema amador fluminense e nos registros produzidos por pessoas comuns no Estado do Rio de Janeiro.

“O MAU é um museu universitário especializado na história do audiovisual brasileiro que vem somar à vocação da cidade para o cinema e se tornar mais um espaço para apresentação dos resultados das pesquisas e atividades desenvolvidas no âmbito dos cursos de cinema e audiovisual da UFF”, explica Rafael de Luna Freire.

Entre as relíquias do museu está a câmera Debrie Parvo L, que pertenceu à atriz Carmen Santos, uma das primeiras mulheres a produzir e dirigir filmes no Brasil. O público também poderá conhecer um projetor nacional conjugado para películas de 35mm e 70mm que funcionou no Cine Pathé Palácio, na Cinelândia, além de placas de lanterna mágica do século XIX, tecnologia de projeção de imagens anterior ao próprio cinema.

A relação entre audiovisual, memória e a história de Niterói também marca presença. O MAU presta homenagem à Cine Propaganda Fluminense, de Eduardo Abelin, empresa que, nas décadas de 1950 e 1960, realizava exibições de filmes em ruas e praças da cidade. A trajetória será apresentada por meio de um documentário inédito produzido a partir de documentos doados pela família Abelin ao LUPA-UFF.

A experiência proposta pelo museu combina preservação histórica e novas tecnologias. Um exemplo disso é a reconstrução digital imersiva do antigo Cine Metro, localizado na Rua do Passeio, no Rio de Janeiro, possibilitando uma aproximação com a arquitetura e a experiência das grandes salas de cinema de outros períodos.

Para a secretária municipal das Culturas de Niterói, Julia Pacheco, a abertura do museu fortalece a relação da cidade com a memória, a pesquisa e a produção de conhecimento.

“A chegada do MAU amplia o acesso da população a um patrimônio que ajuda a compreender a nossa história e as transformações do audiovisual. É um espaço que aproxima cultura, educação e memória e reafirma a importância da universidade pública na preservação e na circulação do conhecimento. Para Niterói, é muito significativo poder apoiar uma iniciativa que torna esse acervo acessível e cria novas possibilidades de encontro da população com a cultura”, afirma ela.

Além de visitar o espaço, o público vai conseguir conhecer e pesquisar o acervo do MAU por meio da base de dados disponível no site do LUPA-UFF, que reúne informações sobre os objetos e equipamentos audiovisuais preservados pelo laboratório. A oferta digital amplia o acesso ao acervo e contribui para atividades de pesquisa, ensino e preservação da memória audiovisual. O museu recebe visitantes gratuitamente às quartas-feiras e também oferece visitas para grupos mediante agendamento prévio pelo site.

Serviço
Museu Audiovisual Universitário (MAU)
Abertura para visitação regular: 26 de agosto (quarta-feira)
Visitação: quartas-feiras, das 10h às 17h
Grupos: visitas mediante agendamento pelo link:lupa.uff.br/fale-conosco
Base virtual: lupa.uff.br/colecao-de-equipamentos-audiovisuais
Entrada: gratuita
Local: Casarão do Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS), Bloco C
Endereço: Rua Lara Vilela 126, São Domingos, Niterói

 

Do voo ao repouso: Edu Monteiro apresenta “Sono do Beija-Flor” na Galeria Movimento

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Durante quase um ano, um beija-flor passou todas as tardes pousando no mesmo galho do quintal de Edu Monteiro. Ao dormir, o pássaro entra em estado de torpor, reduz drasticamente sua temperatura corporal e seus batimentos cardíacos antes de voltar a voar na manhã seguinte. Essa convivência levou o artista a investigar outra experiência do tempo: menos orientada pela velocidade e pela produtividade, mais atenta ao repouso e aos ritmos próprios da natureza. Dessa observação nasce Sono do Beija-Flor, nova exposição individual que a Galeria Movimento inaugura em 26 de agosto.

A mostra reúne cerca de 16 obras inéditas, entre esculturas, fotografias e uma pintura. Edu Monteiro, conhecido por uma produção que atravessa fotografia e vídeo, tendo recebido o 1o lugar no prêmio Mosaico Rio de Cultura Firjan em 2025 e no Funarte Marc Ferrez de Fotografia 2021 com o projeto Paisagem Vertical, e também sendo finalista do Prêmio Pierre Verger e do Photovisa, o artista, agora, foca sua pesquisa em escultura, aprofundando um interesse pelas transformações da matéria e pelos processos lentos que atravessam tanto a natureza quanto a experiência humana.

Sono do beija-flor, de Edu Monteiro
Galeria Movimento | Rua dos Oitis, 15 – Gávea
Abertura: quarta, 26 de agosto de 2026, das 18h30 às 21h30
Visitação: de 26 de agosto a 26 de setembro de 2026
De terça a sexta, das 11h às 19h, e sábado, das 13h às 17h
Entrada gratuita

 

 

 

Maria Cherman e Nathalie Ventura aproximam gerações em exposição inédita no Centro Cultural Correios

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Com curadoria de Ana Carla Soler, mostra reúne pela primeira vez as obras da artista Maria Cherman e de sua neta, Nathalie Ventura. A dupla nunca dividiu um ateliê nem trocaram influências diretas, mais de meio século as separa e cada uma construiu seu percurso de forma independente.

Maria pela pintura, escultura e fotografia; Nathalie pela arquitetura, instalações e desenho. O ponto de partida da exposição é justamente a confluência entre as pesquisas. Colocadas lado a lado, as obras das duas artistas revelam obsessões visuais parecidas, surgidas sem combinação prévia. “A exposição nasce do desejo de construir, entre avó e neta, uma composição sinérgica entre corpos de obra que pareciam distantes à primeira vista”, resume a curadora Ana Carla Soler.

A curadoria organiza este encontro em eixos. O primeiro parte da geometria: Maria integrou por anos o coletivo Dez ao Cubo e investiga quinas e ângulos em esculturas e fotografias, enquanto Nathalie, formada em arquitetura, usa o cubo como ponto de partida e de dissolução em suas peças com malha de aço. O segundo eixo é a linha, presente no contorno dos corpos que Maria desenha nas séries Corpo-gráfico e Meus Vermelhos, e nas tramas de pedra, prego e fibra vegetal que Nathalie constrói. Um terceiro eixo aproxima os trabalhos têxteis de Maria, que remetem ao talit, o xale ritual judaico, às estruturas em malha de aço de Nathalie, duas lógicas de tecer que se encontram apesar dos materiais opostos. Por fim, produções recentes das duas artistas abandonam a rigidez geométrica em favor de formas orgânicas inspiradas em raízes e rizomas.

Matéria Familiar, de Maria Cherman e Nathalie Ventura
Centro Cultural Correios | R. Visconde de Itaboraí, 20 – Centro
Abertura: quarta-feira, 19 de agosto de 2026, às 16h
Visitação: 19 de agosto a 10 de outubro de 2026
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita