Mostra Paixão Nacional ficará em cartaz entre 5 e 14 de junho
Entre os dias 5 e 14 de junho, o espaço de eventos do Fashion Mall recebe uma exposição sobre a Copa do Mundo. A mostra Paixão Nacional reúne acervo histórico sobre a competição e aposta na interatividade, com entrada gratuita.
A mostra conta a história do futebol desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, até os dias atuais. O acervo histórico foi reunido pelo colecionador Alex Braga, responsável pela curadoria da exposição.
Entre os mais de 250 itens do acervo, o público poderá apreciar peças raras e de grande valor histórico, como a bola da estreia de Neymar pela Seleção Brasileira e uma das camisas dessa partida contra os Estados Unidos, em Nova Jersey; o passaporte histórico de Domingos da Guia no Mundial de 1938; o Troféu Oficial, inspirado na Taça Jules Rimet, entregue pela CBF à Garrincha (representado por sua filha) em 2020, em comemoração aos 50 anos da conquista do Tri campeonato (1958/ 1962 e 1970); além de camisas autografadas e usadas por Pelé, Garrincha, Romário e outros craques.
Além do acervo físico, o público poderá reviver os sons e as emoções das Copas do Mundo com áudios de gols inesquecíveis e músicas-tema que marcaram gerações, em uma experiência multimídia pensada para despertar memórias afetivas.
Exposição Paixão Nacional
Quando: 5 a 14 de junho, todos os dias de 10h às 21h
Onde: Fashion Mall (Estrada da Gávea, 899 – São Conrado – Rio de Janeiro/RJ)
Ingresso: Entrada gratuita
A grande exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” foi prorrogada até o dia 10 de junho de 2026 e os últimos dias da mostra terão uma série de programações, como rodas de conversa e lançamento do catálogo. Nesta quarta-feira, dia 3 de junho, às 14h30, a artista Iole de Feitas participará de uma conversa na Sala dos Archeiros, com mediação do historiador da arte e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ivair Reinaldim. Em seguida, às 16h, a conversa será com o artista Ernesto Neto, com mediação da diretora Claudia Saldanha.
No dia 10 de junho, último dia da mostra, às 14h30, será lançado o catálogo da exposição, com uma mesa redonda com a participação de Rafael Zamorano, diretor substituto do Sitio Burle Marx, Rafael Barros, diretor do Museu Nacional do Folclore e da Cultura Popular, e Eurípedes Junior, coordenador de Projetos da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente. Com 144 páginas, o catálogo, que será distribuído gratuitamente, terá textos de Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, Andrey Rosenthal Schlee e Glauco Campello, fotos de Vicente de Mello, design da Dupla Design e edição da AREA27.
Com curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha, e do historiador da arte e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ivair Reinaldim, a grande exposição ocupa 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diversas gerações.
“Passados quarenta anos, o Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial – primeiro equipamento inaugurado no entorno da Praça XV, no centro histórico do Rio de Janeiro – teve seu caráter de monumento reiterado, mas também tornou-se ponto de encontro e referência para o circuito das artes visuais da cidade. Ao longo do tempo, abrigou grande número de mostras individuais e coletivas, nacionais e internacionais, entre outros eventos; e se no passado foi o cenário de importantes acontecimentos históricos do país, diversas outras memórias foram acrescidas à edificação nas últimas décadas. Celebrar essa história, composta por múltiplas temporalidades, é reconhecer local e nacionalmente a importância do Paço Imperial na promoção das artes e da cultura brasileira”, afirmam os curadores Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim.
Ao longo de sua história, o Paço Imperial realizou exposições com diversas vertentes, que vão desde arte contemporânea até arte popular, passando por arquitetura, design, paisagismo, história e patrimônio. Desta forma, a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” abrange esse conceito e traz a ideia de reunião, sem hierarquia, juntando os artistas contemporâneos aos artistas populares, unindo diferentes gerações, técnicas e suportes em uma única mostra, dividida por núcleos temáticos. “Se a palavra constelação define um agrupamento de estrelas, cosmologicamente distantes umas das outras, mas conectadas pela imaginação humana, constituindo uma forma reconhecível com finalidades diversas, aqui reunidas, as obras produzidas por diferentes gerações de artistas procuram reforçar sua singularidade, assim como sua interação por proximidade”, afirmam os curadores, que ressaltam também a importância da constelação institucional, com obras emprestadas por diversos parceiros, como Instituto Moreira Salles, Museu Bispo do Rosário, Museu de Imagens do Inconsciente, Museu de Arte do Rio, Museus Castro Maya, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu do Folclore e Sítio Roberto Burle Marx.
Para a mostra, foi realizada uma extensa pesquisa, que demorou cerca de um ano, na qual foram levantadas todas as exposições realizadas no espaço e os artistas que dela participaram. “Não partimos de obras que necessariamente foram expostas no Paço e sim de artistas que já expuseram e foram importantes nessa história”, conta Ivair Reinaldim. Desta forma, na mostra haverá obras icônicas, mas também trabalhos inéditos, além de outros que não necessariamente foram apresentados no espaço, mas pertencem a artistas que ajudaram a escrever a história do lugar. Entre as obras apresentadas está um jardim em homenagem a Roberto Burle Marx (1909-1994), cujo centenário de nascimento ganhou uma grande mostra no Paço Imperial em 2008, com curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor da instituição na época. O jardim foi montado pelo Sitio Burle Marx, em parceria com o Paço Imperial, no pátio principal. A exposição também traz obras inéditas, criadas especialmente para esta mostra, como a instalação “Agrupamento”, de José Damasceno, feita com materiais garimpados na feira da Praça XV, em frente ao Paço Imperial, e os trabalhos de Marcelo Monteiro e Regina de Paula.
A exposição é complementada por 15 vídeos da série sobre arte contemporânea produzida pela Rio Arte, com artistas como Amilcar de Castro (filmado no Paço Imperial durante sua exposição em 1989), Anna Maria Maiolino, Antonio Manuel, Lygia Clark, Lygia Pape, Tunga, entre outros. “São vídeos bem importantes, feitos a quatro mãos pelos artistas e diretores. Não são um mero registro em vídeo, mas sim obras de arte, concebidos como peças artísticas”, conta Claudia Saldanha. Dada a importância, uma das salas da mostra será inteiramente dedicada a estes filmes.
NÚCLEOS TEMÁTICOS
A exposição está dividida em nove núcleos temáticos: “Paisagem”, “In Situ”, “Simbiose”, “Construção”, “Geografias”, “Corpos”, “Fortunas”, “Terra e Mar” e “Cidade”. No entanto, intencionalmente, não há um circuito pré-definido. Todos os portões do Paço Imperial estão abertos, incluindo o principal, que tem vista para a Baía de Guanabara e está fechado desde a pandemia. “Sempre gostamos quando o visitante faz o seu próprio percurso. Pode começar pelo primeiro ou segundo andar, pode entrar por qualquer um dos portões. A mostra não tem uma cronologia, foi uma decisão da curadoria não classificar, não categorizar, não criar barreiras nem distinções entre as obras, que é um pouco do que tentamos fazer hoje, mostrando artistas de vários perfis, de várias genealogias, com raízes diferentes”, diz Claudia Saldanha, que há dez anos dirige o Paço Imperial.
SOBRE O PAÇO IMPERIAL
Construído em 1733 e inaugurado em 1743, o Paço Imperial foi usado primeiramente como Casa dos Vice-Reis do Brasil. Com a chegada da Corte de D. João VI ao Rio de Janeiro, em 1808, tornou-se Paço Real e sede dos governos do Reinado e do Império. Após a Proclamação da República, em 1889, abrigou a Agência Central dos Correios e Telégrafos. A primeira planta em escala da cidade, feita em 1713, e os vestígios arqueológicos revelam que, no Paço Imperial, também funcionaram a Casa da Moeda e o Armazém del Rei. O casarão foi tombado pelo Iphan em 1938. Desde sua restauração em 1983, conduzida pelo arquiteto Glauco Campello, o Paço Imperial resgatou sua essência histórica e se tornou referência na arte contemporânea. Em 1985, depois de restaurado, tornou-se um centro cultural vinculado ao Iphan.
IOLE DE FREITAS
Estudou na Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e, em 1970, mudou-se para Milão (Itália), onde trabalhou como designer no Corporate Image Studio da Olivetti. Neste mesmo período, iniciou sua produção artística e sua participação em exposições.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, participou de importantes mostras internacionais, como Bienal dos Jovens de Paris (França, 1975), Bienal de São Paulo (1981, 1998), 5ª Bienal do Mercosul (2005) e a Documenta 12, de Kassel (Alemanha, 2007), além de individuais e coletivas em várias cidades, contando em 2023 as exposições no IMS (Instituto Moreira Salles) e no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Seus trabalhos integram importantes coleções, como a do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro; Museu de Arte do Rio; Bronx Museum (EUA); Museu de Arte Contemporânea de Houston (EUA) e Daros Foundation (Suíça). No Paço Imperial realizou as exposições individuais: Esculturas, em 1992; Anos 70 – Imagem como Presença, em 2024; e Fazer o Ar, em 2025.
ERNESTO NETO
Produz esculturas e grandes instalações imersivas, utilizando técnicas artesanais como o crochê para compor estruturas flexíveis e interativas. Tece membranas e peles, redes e invólucros que usam a gravidade e o equilíbrio como recursos de composição. Suas obras criam ambientes plurissensoriais, onde o público é acolhido como um coletivo de presenças e corpos ativos nas instalações.
Algumas de suas exposições individuais recentes são Nosso Barco Tambor Terra, Grand Palais, Paris, França (2025); Nosso Barco Tambor Terra, MAAT, Lisboa, Portugal (2024); CapiDançaBaribéNois, Oficina Francisco Brennand, Recife, Brasil (2023); SunForceOceanLife, The Museum of Fine Arts, Houston, Estados Unidos (2021); Sopro, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; MALBA – Museum of Latin American Art, Buenos Aires, Argentina (2021) Mentre la vita ci respira – SoPolpoVit’EreticoLe, GAMeC – Galleria d’Arte Moderna e Contemporanea di Bergamo, Bergamo, Itália (2021); Water Falls from my Breast to the Sky, MCA – Museum Museum of Contemporary Art, Chicago, Estados Unidos (2019). No Paço Imperial participou das seguintes coletivas: Panorama da Arte Brasileira (2004), Caminhos do Contemporâneo (2002), Espelho Cego (2001) e Os 90 (2000).
Serviço: “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”
Dia 3 de junho de 2026
– 14h30 – conversa com Iole de Freitas, com mediação de Ivair Reinaldim, na Sala dos Archeiros
– 16h – conversa com Ernesto Neto, com mediação de Claudia Saldanha, na Sala dos Archeiros
Dia 10 de junho de 2026, às 14h30
– 14h30 – Conversa com Rafael Zamorano, diretor substituto do Sitio Burle Marx, Rafael Barros, diretor do Museu Nacional do Folclore e da Cultura Popular, e Eurípedes Junior, coordenador de Projetos da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente.
– Lançamento do catálogo
Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [pátios, 1º e 2° pavimentos]
Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Exposição: até 10 de junho de 2026
Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.
Entrada gratuita
Curadoria: Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e equipe do Paço Imperial
Dois dos maiores nomes da música brasileira foram escolhidos para a semana de inauguração do Cine Lido, nova casa de espetáculos no centro de Curitiba, que ocupa o imóvel que abrigou um dos mais famosos e antigos cinemas de rua da cidade. Caetano Veloso e Marisa Monte são as atrações confirmadas para os dias 26 e 27 de agosto.
As apresentações fazem parte do movimento de abertura da casa e contarão com convidados e uma cota limitada de ingressos destinada aos fãs, proporcionando ao público a oportunidade de acompanhar um show intimista e exclusivo. As entradas disponíveis serão vendidas a partir de 03 de junho, às 12h, pela Ticketmaster, ticketeira oficial do espaço.
Para Gian Zambon, um dos sócios do empreendimento, a escolha dos artistas para a inauguração ajuda a marcar a nova era dos espetáculos na capital. “Buscamos figuras que, além de serem grandes medalhões da arte brasileira, carregam um legado cultural, assim como o prédio histórico da nova casa”, explica. Foi para trazer uma nova experiência em shows ao vivo que ele, junto com os sócios Bruno Neves, Patrik e Malu Cornelsen , pensaram e realizaram o Cine Lido.
As apresentações devem trazer um repertório especial, focado em grandes sucessos e uma proposta intimista. A abertura acontece, de fato, em formato especial, conta Bruno Neves. “Abrimos uma pequena cota de ingressos para os fãs, para quem realmente quiser vivenciar esse momento. Dessa forma conseguimos ampliar o acesso, mesmo em um momento pensado para convidados, sem perder o caráter especial da inauguração”, reforça.
O objetivo é que os primeiros frequentadores vivenciem uma experiência completa no Cine Lido, em um formato que valoriza a proximidade entre público e artista, destaca Patrik Cornelsen. “O Cine Lido tem como proposta oferecer experiências mais imersivas, valorizando não apenas os shows, mas toda a atmosfera do encontro entre artistas e público. Queremos que as pessoas entrem aqui e sintam que estão vivendo algo realmente especial”, afirma.
O piso térreo irá funcionar como pista premium, com o público mais próximo do palco. O primeiro andar será destinado a lounges e camarotes, com diferentes configurações conforme o evento realizado. Já o segundo andar abriga a plateia superior, sem lugares marcados. Na inauguração, serão disponibilizados ingressos para venda na pista premium e plateia. Os valores serão informados em breve.
A sócia Malu Cornelsen diz que a intenção é que as pessoas tenham a mesma sensação dos idealizadores ao entrar no espaço. “Estamos falando de um equipamento transformador, que traz uma nova experiência que a cidade precisava. É um conceito exclusivo, intimista e com um serviço premium, que proporciona grandes momentos”, completa.
Com cerca de 3 mil metros quadrados de área, pé-direito de 18 metros e capacidade para até 2,5 mil pessoas, o novo Cine Lido foi projetado para ser um espaço versátil capaz de receber diferentes formatos de eventos. A estrutura permite a montagem de produções de grande porte e conta com sistemas integrados de som e iluminação, tratamento acústico e áreas como bares e camarote corporativo, além de uma configuração flexível que amplia as possibilidades de uso.
Para garantir a comodidade do público, a casa conta ainda com dois estacionamentos conveniados, em frente e ao lado do prédio, respectivamente.
Próximos shows já estão programados
Depois da abertura, entre agosto e novembro, a casa já tem agenda definida. Fãs de nomes como Ana Carolina e Maiara e Maraísa devem ficar de olho nas redes sociais para não perder a venda de ingressos. A agenda aposta em um perfil eclético, para todas as gerações, estilos e gostos musicais, reforçando o caráter democrático e plural do espaço.
Confira a agenda:
26/08 – Caetano Veloso
27/08 – Marisa Monte
29/08 – Fresno
11/09 – Zé Ramalho
12/09 – Tiago Iorc
23/10 – Maiara e Maraísa
30/10 – Capital Inicial
31/10 – Victor & Leo
06/11 – Ana Carolina
07/11 – Os Garotinho
19/11 – Gilsons
Serviço:
Inauguração Cine Lido
Caetano Veloso
Data: 26/08 (quarta-feira)
Marisa Monte
Data: 27/08 (quinta-feira)
Endereço: Rua Desembargador Ermelino de Leão, 160 – Centro
Ingressos: vendas a partir de 03/06, às 12h, pelo site da Ticketmaster
Mais informações:
instagram.com/cine.lido
ticketmaster.com.br
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
O Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica recebe até o dia 27 de julho a exposição “E eu me levanto para contar uma história”, da artista Paula Parisot. A mostra apresenta pinturas, vídeos e trabalhos inéditos produzidos entre 2018 e 2026, abordando temas como deslocamento, maternidade, violência, luto, sobrevivência e reconstrução.
Com obras já exibidas em instituições internacionais, como a Bienal Sur 2021, a Casa de América, a Sociedade Nacional de Belas Artes e o Museu de Arte de Brasília, a exposição chega ao Rio de Janeiro propondo reflexões sobre memória, pertencimento e o direito à própria narrativa.
Ao transformar experiências autobiográficas em linguagem visual, Paula Parisot constrói uma poética marcada pelo encontro entre corpo, memória e experiência. A artista utiliza pinturas em grande escala e vídeos íntimos e coletivos para discutir resistência, apagamento e sobrevivência.
A mostra também estabelece diálogos com obras do escritor cubano Leonardo Padura e com trocas desenvolvidas junto à escritora portuguesa Susana Moreira Marques, reforçando a importância da memória e da narração como ferramentas contra o esquecimento.
Segundo a proposta da exposição, compartilhar experiências pessoais também é uma forma de estimular o público a reconhecer histórias coletivas e afetos compartilhados por meio da arte.
A visitação acontece de segunda a sábado, das 10h às 18h, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, localizado na Rua Luís de Camões, 68, no Centro do Rio de Janeiro. A realização é da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
A trajetória do artista plástico Alexandre Rapoport (1929-2020) pode ser visitada na exposição A Música de Rapoport – Harmonia dos Traços, no Centro Cultural Correios RJ, apresentando ao público um recorte expressivo de sua produção. Com cerca de 40 trabalhos, entre gravuras, desenhos, técnicas mistas, pinturas e esculturas, a mostra reafirma a atualidade de sua obra no contexto da arte contemporânea.
O eixo conceitual reside na ação invisível da música sobre o corpo, o movimento e o espaço. Em cada obra, a sonoridade é traduzida em linhas, formas e volumes, permitindo que o som se torne visível. Suas figuras, frequentemente compostas por volumes inflados, mãos e faces multiplicadas, operam como campos de energia nos quais o ritmo, a repetição e a ressonância ganham dimensão plástica.
A produção de Rapoport destaca-se pela construção de uma linguagem própria, marcada pela força das formas e pela intensidade cromática, na qual a geometria é suavizada pela poesia. Desse equilíbrio sutil, emerge uma visão lúdica, luminosa e profundamente otimista do mundo, capaz de transformar mais de sete décadas de trajetória em uma eterna sonata visual.
Sobre Alexandre Rapoport
Pintor, arquiteto, gravador, desenhista, nascido no Rio de Janeiro em 1929, começou a pintar como autodidata mesmo antes de ingressar na faculdade nacional de arquitetura da Universidade do Brasil (atual FAU-UFRJ) em 1948. Fez desenho e gravura na Escola Nacional de Belas Artes e, desde esta época, já participava de diversas exposições coletivas com pinturas, desenhos e gravuras no Museu Nacional de Belas Artes e no Ministério de Educação e Cultura.
Em 1949, teve contato com Portinari, sendo influenciado por sua obra. Em 1951 e 1952, obteve ”menção honrosa” no Salão Nacional de Belas Artes RJ em pintura e em desenho e artes gráficas respectivamente. Em 1954, recebeu o prêmio “isenção de júri” no Salão Nacional de Arte Moderna e “prêmio de aquisição’ na Comissão Nacional de Belas Artes. De 1953 a 1966, lecionou composição na universidade onde estudou. De 1956 a 1972, dedicou-se ao desenho industrial, expondo no Brasil e no exterior e, nesse período, fundou a Módulo Arquitetura de Interiores, onde se tornou o arquiteto responsável pela criação de mobiliário e objetos.
Além do Brasil, possui trabalhos em diversas coleções particulares e instituições em Roma, Viena, Zurique, Nova York, Londres, Tóquio, Paris, Buenos Aires, Antuérpia, Washington, Jerusalém e nas agências do Banco do Brasil em Hamburgo, Londres, Paris, Roterdã, Lisboa, Viena, Costa do Marfim e Estocolmo.
Participou de mostras individuais e coletivas, salões de arte, no Brasil e no exterior, além de textos publicados em jornais e revistas como Manchete, Cruzeiro interview, Jornal do Brasil, Fatos, Jerusalém Post, Revista da Orquestra Sinfônica Brasileira, Artes El salvador, Carlos Balaguer, Jornal do Comércio, Correio da Manhã, Visão são Paulo, Jóia, Art News, Globo, Estado de Minas, Diário de Pernambuco, Cultura MG.
Críticas
Walmir Ayala/ Jornal do Brasil 1973 “… Com a pura espontaneidade de um livre exercício de infância e a sabedoria de um pensador que acumula a iconografia do seu tempo, Rapoport compõe lições de equilibrismo recriando o espaço nos termos de uma tridimensionalidade ilusória…”
Flávio de Aquino/ Manchete 1976 “… o resultado de seu trabalho é a representação de um mundo ordenado pela geometria e amenizado pela poesia…”
Carlos Perktold/ Associação Brasileira de Críticos de Arte BH 2006 “Para vários críticos, a obra de Rapoport pertence ao surrealismo comprovado em centenas de óleos espalhados por coleções brasileiras. Definida ou não a sua escola, fica aqui o registro de sua preferência pela pintura da figura humana, demonstração de humanismo raro neste novo mundo globalizado, mas marca indelével nos artistas
sensíveis.”
Serviço
Exposição: A Música de Rapoport – Harmonia dos Traços
Artista: Alexandre Rapoport
Produção e curadoria: Beatriz Rapoport
Informações: Atelier.rapoport@gmail.com
Local: Centro Cultural Correios RJ
Rua Visconde de Itaboraí nº. 20 – 2º andar – Centro – RJ
Visitação: de 14 de maio a 27 de junho de 2026
De terça a sábado, das 12h às 19h
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
Entrada: gratuita
Censura livre
Acessibilidade: espaço com acessibilidade para pessoa com mobilidade reduzida
Como chegar: metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega); ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/Uruguaiana).
A exposição tem como público-alvo empresários, profissionais liberais, artistas, fotógrafos, colecionadores, professores, estudantes e público em geral.
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Com curadoria de Gabriela Davies, mostra reúne esculturas, assemblages e trabalhos inéditos que transformam porcelanas, bibelôs e objetos ornamentais em metáforas sobre controle, feminilidade e resistência
A artista multidisciplinar paulistana Carol Ambrósio inaugura, em 27 de maio de 2026, a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies. Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de reflexão sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura.
A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas.
Em Jardim, esse imaginário reaparece em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que parecem oscilar entre ornamentação e colapso. Em muitas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, numa investigação crítica sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. São trabalhos que evocam comportamentos associados à mulher, ressignificados em construções marcadas por deslocamento, ironia e resistência.
O título da mostra surge da reflexão sobre o jardim como espaço de organização e controle da natureza. “Existe uma ideia de composição harmoniosa que parece espontânea, mas que, na verdade, é cuidadosamente construída. Cada planta ocupa um lugar pensado previamente. Há uma tentativa de controlar aquilo que seria naturalmente livre”, observa Gabriela Davies. ““A exposição parte dessa metáfora para pensar como determinadas ideias de feminilidade foram historicamente cultivadas.”
Carol Ambrósio apresenta “Jardim”, no Centro Cultural Correios
Entre as peças apresentadas estão obras da série “Estruturas Moles”, nas quais imagens femininas surgem parcialmente encobertas sobre pastilhas cerâmicas e tecidos bordados, além de assemblages que combinam porcelanas antigas, utensílios domésticos e esculturas híbridas. Também integram a mostra peças inéditas da série “Bichos”, em que figuras felinas e totêmicas aparecem como contraponto simbólico à fragilidade associada aos objetos decorativos tradicionais.
Ao longo de sua produção, Carol Ambrósio desenvolve procedimentos de corte, destruição e recomposição como estratégia poética e conceitual. Cerâmicas tradicionais são quebradas e reorganizadas em novos corpos escultóricos, enquanto imagens são retalhadas e recombinadas em composições que operam pela metáfora. Sua pesquisa investiga justamente aquilo que pode ser transformado: objetos, narrativas, memórias e papéis sociais naturalizados.
“Existe nas obras da Carol uma tentativa de se libertar dos conformes domésticos justamente através deles. Ao recompor objetos tão ligados à ornamentação, à domesticidade e às expectativas historicamente projetadas sobre o feminino, suas esculturas parecem buscar uma forma silenciosa de rebelião”, afirma a curadora.
Mais sobre a artista
Carol Ambrósio (São Paulo, 1981) é artista multidisciplinar. Sua produção articula-se, em grande parte, na elaboração de assemblages e na reutilização de materiais. sempre questionando sobre o que se pode transformar, seu interesse parte de um repertório construído desde a infância, pois conviveu com acúmulos, antiguidades e histórias vivenciadas no antiquário da família. interessada nos múltiplos significados das palavras e dos textos, há em seu trabalho, a presença das possibilidades de discutir imagens pela via da metáfora. A criação conceitual vai em busca de aceitar a forma das coisas imperfeitas, transitórias, incompletas e não convencionais. realiza uma ampla coleta de cerâmicas tradicionais e de diferentes contextos que são destruídas e reconstruídas e, como resultado, temos novos objetos que se formam por meio de jogos de palavras. também no bidimensional, retalhar e recombinar imagens, ainda como um exercício de elaboração de metáforas.
SERVIÇO:
“Jardim”, de Carol Ambrósio
Curadoria: Gabriela Davies
Abertura: 27 de maio de 2026
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20
Centro – Rio de Janeiro
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Até 19 de junho, o shopping Bay Market, ao lado do terminal das barcas, em Niterói (RJ), recebe uma exposição fotográfica promovida pelo Projeto Aruanã que traz imagens que revelam a biodiversidade e os desafios enfrentados na Baía de Guanabara. O evento contará com registros marcantes dos projetos que integram a Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA), que reúne os projetos Aruanã, Cavalos-Marinhos, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ e tem como objetivo principal sensibilizar o público para a importância
da conservação ambiental.
A escolha do período dialoga com duas datas importantes do calendário ambiental: a Semana Mundial do Meio Ambiente, celebrada entre os dias 5 e 9 de junho, e o Dia Mundial da Tartaruga Marinha, em 16 de junho. A iniciativa busca ampliar o alcance das ações de educação ambiental, aproximando o público urbano das questões relacionadas à proteção dos ecossistemas costeiros.
Sensibilização ambiental por meio da fotografia
A exposição do Projeto Aruanã, que conta com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental, apresenta imagens que mostram algumas espécies marinhas, ecossistemas e atividades de
pesquisa e conservação que são realizadas na Baía de Guanabara. A proposta é despertar o olhar do público para a riqueza ambiental da região e reforçar a importância de atitudes individuais e coletivas na preservação da biodiversidade. Criada em 2019, a REDAGUA reúne os projetos Aruanã, Cavalos-Marinhos, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A rede atua na promoção da conservação da biodiversidade da Baía de Guanabara, por meio de ações integradas de pesquisa, educação, comunicação, inclusão social, restauração ambiental e prestação de serviços ecossistêmicos.
A presença da exposição em um espaço de grande circulação como o Bay Market reforça a importância de levar a pauta ambiental para além dos espaços acadêmicos e institucionais, promovendo o engajamento da sociedade de forma acessível e direta.
Sobre o Projeto Aruanã
O Projeto Aruanã dedica-se à conservação das tartarugas marinhas no estado do Rio de Janeiro, com foco na Baía de Guanabara. Por meio da realização de pesquisas científicas e ações de educação ambiental e sensibilização social, o projeto promove a participação da sociedade civil na proteção dos ambientes marinhos costeiros. Desde sua origem, busca atuar de forma colaborativa, em parceria com pescadores e diversas instituições para a promoção de ações
decisivas no fomento de políticas públicas. Em 2022, o Projeto Aruanã passou a contar com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, através do Programa Petrobras Socioambiental, e em 2024 passou a contar também com a parceria do Aquário Marinho do Rio de Janeiro.
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
A segunda fase do Festival di Teresa 2026 já tem data e local: de 28 a 31 de maio, no Palácio de Cristal, em Petrópolis
Depois do sucesso da primeira etapa na cidade de Teresópolis realizada nos dias 07 a 10 de maio, o evento chega ao coração da Cidade Imperial para dar continuidade a essa temporada italiana apaixonante na Serra. Serão dias de gastronomia, pratos exclusivos, atrações culturais e ambientes preparados para surpreender o público.
A Itália e a Serra seguem de mãos dadas em um festival que valoriza cultura, tradição, turismo e experiências saborosas.
Dezenas de expositores, centenas de horas de música, dança e cultura.
Serviço
Festival di Teresa 2026 – 2ª fase
Data: 28 a 31 de maio
Local: Palácio de Cristal – Rua Alfredo Pachá, s/nº, Centro, Petrópolis
Informações: (21) 97137-1491
Realização: Mox Produções
Patrocínio: Enel Brasil e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro
Apoio institucional: Prefeitura de Teresópolis, Prefeitura de Petrópolis, InterTV, Abrasel e Consulado Geral da Itália.
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
O Instituto Quintal de Ana completa 25 anos de história cultivando, em cada coração, uma atitude adotiva — capaz de transformar a sociedade pelo amor, pela inclusão e pelo pertencimento. Para celebrar essa trajetória, o Quintal apresenta, com o apoio do Grupo Mulheres do Brasil e da Prefeitura Municipal de Niterói, a exposição fotográfica “Cachos de Luz”, com autoria da fotógrafa e artista niteroiense Adriana Oliveira.
A mostra reúne retratos de crianças e adolescentes, dos dois anos à adolescência, incluindo também uma criança atípica, celebrando a diversidade e a beleza que habita em cada diferença. Nesta edição especial, a exposição também coloca em destaque a beleza negra dos cachos, exaltando sua força simbólica, sua identidade e seu papel na valorização da autoestima e da ancestralidade.
Mais do que fotografias, as imagens revelam histórias de vida, raízes de afeto e asas de esperança. Cada retrato é um convite para enxergar além do visível: para acolher com ternura, valorizar a identidade e fortalecer a autoestima das crianças que encontraram no acolhimento e na adoção um espaço de pertencimento.
“Nenhuma criança deve crescer sem amor.”
Essa é a missão que o Quintal de Ana repete há 25 anos — e que agora se traduz em imagens que iluminam o invisível e transformam vidas.
✨ Cachos de Luz é farol. É poesia em forma de imagem. É um chamado para refletir sobre vínculos, diversidade, identidade e o poder transformador do amor.
📅 Abertura: 27 de maio, às 18h
📍 Palácio Tiradentes – Rio de Janeiro
Realização: Instituto Quintal de Ana – 25 anos
Autoria e curadoria fotográfica: Adriana Oliveira
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Com 15 telas autorais inspiradas na identidade baiana, a exposição “Bahia em Cores”, do artista Menelaw Sete, foi aberta na noite desta terça-feira (19) no auditório da AMAERJ. Inaugurada pelo autor das obras, a mostra reuniu apreciadores da arte, entre eles magistrados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A juíza Ana Paula Cabo, vice-presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal da AMAERJ, representou a Associação no evento.
Para a magistrada, a iniciativa evidencia o diálogo entre a arte e o Direito. “Ambos lidam com experiências humanas, valores, memórias, expressões e formas de enxergar o mundo. É uma interseção relevante porque mostra que a Justiça e a arte não residem em universos separados, mas o contrário: caminham juntas e devem se encontrar na construção de um significado para a humanidade”, ressaltou.
Gratuita e aberta ao público, a exposição recebe visitantes até o dia 5 de junho. O auditório da AMAERJ fica localizado na Rua Dom Manuel, 29, 1º andar, Centro do Rio.
Menelaw Sete tem trajetória internacional e propõe apresentar, em sua arte, a força das origens, a expressividade da cor e a potência simbólica de sua vivência cultural. Em seu processo de criação, o pintor constrói uma linguagem marcada pela liberdade das formas e pela valorização das referências afro-brasileiras, especialmente da cultura iorubá.