Estrela no pulso: Crônica de Alberto Araújo a Leda Mendes Jorge

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Na noite de 28 de agosto de 2025, a Casa da Amizade não era apenas reflexo de suas próprias luzes. Estava iluminado por algo mais profundo, o calor da fraternidade, a força da palavra e a chama da cultura. Estávamos reunidos na 5ª Reunião do Rotary Club de Niterói em conjunto com a Academia Brasileira Rotária de Letras, celebrando a beleza da amizade e o compromisso de servir.
As vozes se entrelaçavam em discursos emocionantes, e cada gesto parecia semear esperança. O lema da noite acolhido em mim ressoava a todo instante em meu coração: “A palavra quando semeada em fraternidade floresce em cultura e transforma a sociedade.”

Foi então que, em meio a tudo isso, meus olhos se detiveram em um detalhe. Sentada à nossa mesa, Leda Mendes Jorge sorria, envolta na serenidade dos que trazem consigo a luz da experiência. E em seu pulso, vi algo que cintilava de modo diferente. Uma pulseira, pedras brilhantes tecidas em arte, pedras que lembravam estrelas, cores que dançavam como notas de uma música silenciosa.

Naquele instante, compreendi que não era apenas uma joia. Era uma metáfora da própria noite.
O vermelho ardia como o coração da amizade.
O azul refletia o infinito do céu que nos cobre.
O dourado era o sol que, mesmo ausente, continua a iluminar.

Olhei demoradamente e pensei: a pulseira era um círculo, como o tempo que nos envolve e retorna. Era também corrente, como o laço invisível que une os que servem e os que sonham. Cada pedra parecia guardar uma memória, cada brilho falava de uma história.

Enquanto as falas ecoavam no salão, enquanto o Rotary e a ABROL semeavam letras e afetos, eu via naquela pulseira uma poesia silenciosa. E compreendi que a beleza das noites eternas não está apenas nas palavras que ouvimos, mas nos detalhes que guardamos dentro da alma.

Assim, para mim, a pulseira de Leda não foi apenas ornamento. Foi símbolo. Foi lembrança. Foi estrela no pulso de uma companheira, iluminando discretamente uma noite que se fez inesquecível.

Foto: Christiane Victer
Crônica de ©️ Alberto Araújo

MAC Niterói inaugura exposição individual de Edo Costantini

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O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói) inaugura, neste sábado (6), a primeira exposição individual de Edo Costantini no Brasil. Com curadoria de Nicolas Martin Ferreira e texto crítico de Paulo Herkenhoff, a mostra reúne uma década de produção do artista, incluindo fotografias, vídeo, música e esculturas em bronze — estas últimas criadas em colaboração com a artista Delfina Braun e a arquiteta Delfina Muniz Barreto.

A exposição traz cerca de 20 fotografias de grande formato, realizadas entre 2013 e 2025 nas florestas de Katonah-Bedford Hills, em Nova York, onde Edo vive e trabalha. Suas imagens etéreas exploram o sublime na natureza e refletem sobre o fluxo do tempo e a existência humana.

Entre os destaques, estão a instalação de escultura sonora “Opium Whispers” e o filme “Last Survivors”, de 30 minutos, projetado em uma das paredes principais do museu. Produzido durante a pandemia, o longa é narrado pela atriz islandesa Hera Hilmar e combina roteiro de Costantini e Martín Hadis com trilha sonora original composta pelo artista em seu projeto musical The Orpheists. O trabalho propõe uma reflexão sobre resiliência, perda e transcendência.

As esculturas em bronze apresentadas no MAC celebram a beleza e os ritmos da natureza. Inspiradas em cogumelos e no micélio — rede subterrânea vital para o equilíbrio dos ecossistemas —, as obras evocam tanto a força invisível da vida quanto metáforas de cura e renovação.

Em paralelo à exposição, será lançado um catálogo bilíngue em capa dura, com 110 páginas, reproduções das obras e textos críticos de Ferreira, Herkenhoff e Barbara Golubicki, oferecendo múltiplas perspectivas sobre a trajetória de Costantini.

Sobre o artista

Eduardo Francisco Costantini (Edo) nasceu em Buenos Aires, em 1976, e atualmente vive em Nova York. Fotógrafo, cineasta, compositor e fundador do coletivo artístico KOLAPSE, Edo tem trabalhos exibidos em galerias e feiras internacionais como arteBA, Praxis Gallery (NY), Mario Cohen Fine Art Gallery (SP) e Silvia Cintra + Box 4 (RJ). Foi produtor de filmes premiados, como Tropa de Elite (Urso de Ouro em 2008).

Sobre as colaboradoras

Delfina Braun é artista argentina radicada em Nova York, com pesquisa voltada para a relação entre natureza, cura e psique humana.

Delfina Muniz Barreto é arquiteta e artista argentina, com trabalhos em escultura, instalação e design, explorando formas orgânicas e memórias ligadas à natureza.

Programa Niterói Audiovisual (NAV) oferece Oficina de Teatro gratuita com Christovam Neto

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Aulas vão acontecer nos dias 9 e 11 de setembro, no Solar Notre Rêve

A Prefeitura de Niterói, através do Programa Niterói Audiovisual (NAV), vai promover uma Oficina de Teatro gratuita com o ator, diretor e professor Christovam Neto, nos dias 09 e 11 de setembro. A atividade, com vagas limitadas, integra a série de oficinas do programa e será realizada no Solar Notre Rêve (antiga Casa Norival de Freitas), no Centro da cidade. As inscrições podem ser feitas no link https://shre.ink/OficinadeTeatroChristovamNeto.

A iniciativa é desenvolvida em cooperação com a UNESCO e visa aprimorar habilidades e técnicas, fomentar a criatividade e valorizar o setor audiovisual da cidade. A escolha do Solar Notre Rêve para sediar as oficinas reforça a importância da valorização do patrimônio cultural de Niterói.

A oficina busca integrar a arte cênica às práticas educativas, oferecendo formação e desenvolvimento em interpretação teatral. Serão exploradas diferentes técnicas e exercícios em duas sessões de capacitação de 4 horas diárias, com foco na experiência coletiva e integrada. As atividades abordarão exercícios vocais (respiração, dicção, ritmo), exercícios físicos (coordenação, resistência, movimento e dança) e exercícios de interpretação (atenção, empatia, expressão corporal, transformação de textos em cenas e exploração de tensão dramática). Haverá também discussões em grupo sobre os aprendizados.

O objetivo é estimular a criatividade, promover a comunicação, a expressão e a autoconfiança dos participantes, alinhando-se às tendências contemporâneas das artes cênicas.

Sobre o Niterói Audiovisual (NAV) – O NAV tem como pilares o fomento à produção, a valorização da memória audiovisual, a capacitação profissional, a inovação tecnológica e o fortalecimento da economia criativa e do turismo cultural. A proposta é transformar o setor audiovisual em motor de desenvolvimento sustentável, gerando impacto direto na economia, na cultura e na educação.

 

Serviço:

Oficina de Teatro com Christovam Neto

Data: 09 e 11 de setembro de 2025

Horário: 14h às 18h

Local: Sola Notre Rêve (antiga Casa Norival de Freitas) – Rua Maestro Felício Toledo, 474 – Centro, Niterói

Valor: Gratuito

Vagas: Limitadas

Inscrições: https://shre.ink/OficinadeTeatroChristovamNeto

 

Fotos: Leonardo Simplício

 

O Centro Cultural Correios RJ apresenta a exposição “VLADIMIR MACHADO – 50 ANOS DE ARTE”,

 

 
Com curadoria de Ricardo A.B. Pereira (EBA/UFRJ), a mostra transita entre o realismo fantástico, o surrealismo e a arte contemporânea
 
 

Centro Cultural Correios RJ apresenta a exposição “VLADIMIR MACHADO – 50 ANOS DE ARTE”, trazendo pinturas, gravuras e desenhos produzidos pelo artista plástico e professor de pintura que teve sua carreira interrompida pelo Alzheimer.  Seus trabalhos mostram um interesse inabalável na figuração e na arte contemporânea.



Sua obra pode ser dividida por temas que revelam claramente questões relativas à sua vida pessoal e familiar, bem como assuntos de alcance histórico, cultural e universal, tendo se aprofundado em todos eles. A mostra leva o espectador a se deixar levar pelas mensagens dos três gêneros artísticos em que Vladimir trabalhou, e que estão totalmente interligados – Pintura, Desenho e Gravura. No contexto da pintura e do desenho, as obras estarão classificadas por temas. No caso da gravura, classificadas por técnicas.

Com curadoria do Professor Dr. Ricardo A. B. Pereira (EBA/UFRJ), as obras partem de um realismo fantástico, passando pelo surrealismo, e as figuras mitológicas são traduzidas de forma contemporânea, tendo como referência primordial a linguagem clássica. A mostra, no Centro Cultural Correios RJ, 3º andar, pode ser visitada até o dia 24 de junho.

Sobre Vladimir Machado

Pintor, desenhista, gravador e cenógrafo.

Natural do Rincão dos Alves, Jaguari,RS, 1951.

Na década de 70, tornou-se bacharel em pintura pela Escola de Belas-Artes da UFRJ. Neste mesmo período estudou pintura com Píndaro Castelo Branco, gravura em metal com Adir Botelho e serigrafia e pintura mural em afresco, no ateliê de José Moraes. Além disso, realiza a cenografia do filme O Poderoso Patrão e produz pinturas para os filmes As Musculaturas do Arco do Triunfo e Franz Kafka. Em 1986, leciona Análise da Forma, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Silva e Souza e Pintura na Escola de Belas-Artes da UFRJ. Em 1992, realizou um painel para a Biblioteca do Departamento de Bioquímica desta última instituição. Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Salão Nacional de Belas-Artes, no MEC, Rio de Janeiro, 1972; Salão Universitário – Funarte, Rio de Janeiro, 1975 (Premiado); Valores Novos, no Instituto Brasil-Estados Unidos, Rio de Janeiro, 1975; Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ, 1979; Pinturas e Desenhos, na Galeria Sesc Paulista, São Paulo, 1983/1986; First Art Exposition Brazil Holland, na World Trade Center, Amsterdam, Holanda, 1987; L´Homme Et Ses Croyances, na Inter Art Galerie, Paris, França, 1988; 3 Artistas, no MAM/Resende, 1994. Do início dos anos 70 até 2018, quando produziu seus últimos desenhos, já afetado pela doença, o artista foi um profundo pesquisador da linguagem pictórica, cujos fundamentos aprendeu na Escola de Belas Artes da UFRJ – onde trabalhou de meados dos anos 80 até sua aposentadoria como Professor Adjunto em 2015 -, fundamentos que embasaram sua poderosa verve criativa. De 1992 a 1995, fez Mestrado em Artes Visuais, História e Crítica da Arte, na Escola de Belas Artes da UFRJ. Entre 1998 e 2002, fez Doutorado em História Social (Conceito CAPES 6), pela Universidade de São Paulo, USP, Brasil. 

Sobre a curadoria

Prof.  Dr. Ricardo A.B. Pereira é pintor, ceramista e xilogravador. Graduado em Pintura – EBA-UFRJ. Mestre em Artes Visuais – História e Crítica da Arte – PPGAV-EBA-UFRJ. Doutor em Artes Visuais – História e Crítica da Arte – PPGAV-EBA-UFRJ. Coordenador do Curso de Pintura – EBA-UFRJ. Professor de Pintura – EBA-UFRJ. Administrador da Galeria Macunaíma – Pintura-EBA-UFRJ. A Arte pode melhorar o mundo.

Críticas

“Não basta ter talento, a pintura se conquista. É o caso de Vladimir. Quem acompanha seu trabalho vem sendo gratificado por uma trajetória que nos prepara um artista. É importante pelas qualidades que sempre mostrou e agora pela seriedade com que vem construindo sua base profissional. Seus resultados hoje não mais são ocasionais e ainda nos surpreende com a maneira metódica, sistemática e, volto a insistir, séria com que investe em sua obra, que já atinge a sensibilidade e inteligência das pessoas que a descobrem”. (Carlos Scliar)

“O artista na realidade não se preocupou apenas com uma sequência de cenas de que participam figuras juvenis. Está na verdade, igualmente empenhado em solucionar problemas de espaço e de tempo, pois andou estudando teorias artísticas e empenhou-se em especulações filosóficas. E imprimiu a seu realismo um caráter meio fantástico, retirando de vários quadros uma conotação apenas ligada à fotografia. Procurou dar a alguns deles uma dimensão metafísica com um enfoque pessoal, o que é raro num pintor jovem”. (Antonio Bento)

Acervos

Acervo Artístico da Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia MG
Coleção Paschoal Carlos Magano – Aldeia de Arcozelo RJ
IBAC – Instituto Brasileiro de Arte e Cultura – Rio de Janeiro RJ
Museu de Arte Moderna – MAM/Resende – Resende RJ
Museu de Arte de Santa Catarina – Masc – Florianópolis SC
Museu de Gravura Brasileira da Fundação Átila Taborda Basé – Rio Grande do Sul
Museu Dom João VI – Escola de Belas Artes – Rio de Janeiro RJ

Exposições Individuais

1976 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Morada
1978 – Rio de Janeiro RJ – Prelúdios II – Pinturas e Desenhos, na Funarte. Galeria Macunaíma
1978 – Santos SP – Prelúdios, na Galeria da AMS
1983 – São Paulo SP – Vladimir: desenhos, pinturas, na Galeria Sesc Paulista
1985 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Sala Cândido Portinari do Centro Cultural da UERJ
1986 – Florianópolis SC – Individual, no Masc. Galeria Casa da Cultura
1986 – São Paulo SP – Desenhos e Pinturas, na Galeria Sesc Paulista
1988 – Uberlândia MG – Individual, na Galeria de Arte e Acervo da Universidade Federal de Uberlândia
1989 – Brasília DF – Individual, na Galeria de Arte Dreer
1994 – Uberlândia MG – Vladimir Machado: ricordo di Pompei – pinturas, na Galeria Elizabeth Nasser
1996 – Rio de Janeiro RJ – Individual, no Espaço Cultural Banerj
1999 – Rio de Janeiro RJ – Vladimir: pinturas – Ricordo di Pompei II, no Espaço Cultural dos Correios
2004- Rio de Janeiro RJ – Pompéia Fluminense, no Centro Cultural dos Correios
2007 – Rio de janeiro RJ – Banhistas de Copacabana, no Espaço Mário de Mendonça – ARTE
2008 – Rio de Janeiro RJ – Banhistas de Copacabana, na Galeria de Arte do IBEU

2012 – Rio de Janeiro/RJ – Pinturas, no Espaço Cultural M.D. Gotlieb
2017 – Rio de Janeiro, RJ – Copacabana – Espaço Cultural M.D. Gotlieb
2019 – Rio de Janeiro/RJ – “Naturezas Mortas, Memórias Vivas”, no Espaço Cultural M.D. Gotlieb

Exposições Coletivas

1972 – Rio de Janeiro RJ – Salão Nacional de Belas Artes, no MEC
1975 – Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Universitário – Funarte – premiado em desenho e em gravura
1975 – Rio de Janeiro RJ – Valores Novos, no Instituto Brasil-Estados Unidos
1977 – Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Carioca de Arte – Funarte
1977 – São Domingos (República Dominicana) – Jóvenes Grabadores Brasileños y Dominicanos, na Galeria Chasseriau
1978 – Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Carioca de Arte – Funarte
1979 – Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1986 – Amsterdã (Holanda) – Projeto Vale a Pena Sonhar, do artista plástico holandês Menno Van Der Velde, na Galeria Makkon
1986 – Rio de Janeiro RJ – Futebol, na Galeria Basílio
1987 – Amsterdã (Holanda) – First Art Exposition Brasil-Holland, no World Trade Center
1987 – Paris (França) – 100 Anos de Villa Lobos – Peintres Brésiliens, na Inter-Art Galerie
1987 – Rio de Janeiro RJ – 100 Anos de Villa Lobos – Peintres Brésiliens, na Galeria Basílio
1987 – São Paulo SP – 100 Anos de Villa Lobos – Peintres Brésiliens, no Espaço Cultural Citicorp Center
1988 – Paris (França) – L’Homme et ses croyances, na Inter-Art Galerie
1992 – Rio de Janeiro RJ – Artistas Contemporâneos, na Galeria do Instituto Cultural Brasil-Argentina/Centro Empresarial Rio
1992 – Rio de Janeiro RJ – EBA Mostra Mestre, na Escola de Belas Artes
1992 – Rio de Janeiro RJ – O Rio que eu vejo, no Espaço BNDES
1993 – Rio de Janeiro RJ – Pinturas, na UFRJ
1993 – Rio de Janeiro RJ – Projeto Arte Sesc – 5 Artistas Contemporâneos, no Sesc
1993 – Rio de Janeiro RJ – Projeto Paixão do Olhar da Cidade do Rio de Janeiro
1994 – Resende RJ – 3 Artistas, no MAM/Resende
1995 – La Neuf (Bélgica) – 7 Peintres Brésiliens, no Musée Louvain
1998 – Rio de Janeiro RJ – Natureza Morta?, no Sesc/Copacabana
1999 – Buenos Aires (Argentina) – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo comum para todos
1999 – Montevidéu (Uruguai) – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo comum para todos
1999 – Brasília DF – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo común para todos
1999 – Nova York – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo comum para todos, no Salão de Exposições da Organização das Nações Unidas
1999 – Rio de Janeiro RJ – Poemas Visitados Versão Preto e Branco, na Galeria Sesc Copacabana
2000 – Rio de Janeiro RJ – Pintando com los niños – artistas do Chile e do Brasil, na Casa das Ruínas/Santa Teresa
2001 – Rio de Janeiro RJ – Visões do Rio, na Fundação Calouste Gulbenkian

2013 – Rio de Janeiro, RJ – “Pintura em Quatro Vias” – Espaço Cultural M.D. Gotlieb, Copacabana/RJ
2017 – “Escola de Belas Artes 200 Anos – Docência, Pesquisa, Multiplicidade nos Cursos de Pintura e Gravura” – Centro Cultural Light – RJ (coletiva com professores e alunos).
2019 – “Orientações – Pintura e Gravura Contemporâneas”, organizada pelo Departamento Belas Artes Base da EBA-UFRJ Centro Cultural Correios – RJ (coletiva com professores e estudantes).

Serviço

Exposição: “Vladimir Machado – 50 anos”
Artista: Vladimir Machado 
Instagram: @vladimir_machado_artista
Curadoria: Prof. Dr. Ricardo A.B. Pereira
Visitação: 18 de maio a 24 de junho de 2023
Realização:
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
Instagram: @paulasoaresramagem
Local: Centro Cultural Correios RJ –  3º andar
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Tel: (21) 2253-1580
De terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada: gratuita
Classificação: livre
 

Como chegar: metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção a Rua da Alfândega); ônibus (saltar em
pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na
Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio
Branco/Uruguaiana).
Informações: (21) 2253-1580 / E-mail: centroculturalrj@correios.com.br
A unidade conta com acesso para pessoas cadeirantes 
 
 

A exposição “Vladimir Machado – 50 anos de arte” traz os três gêneros artísticos do artista – pintura, desenho e gravura, no Centro Cultural Correios RJ

 



 
Com curadoria de Ricardo A.B. Pereira (EBA/UFRJ), a mostra transita entre o realismo fantástico, o surrealismo e a arte contemporânea
 
 

Centro Cultural Correios RJ apresenta a exposição “VLADIMIR MACHADO – 50 ANOS DE ARTE”, trazendo pinturas, gravuras e desenhos produzidos pelo artista plástico e professor de pintura que teve sua carreira interrompida pelo Alzheimer.  Seus trabalhos mostram um interesse inabalável na figuração e na arte contemporânea.



Sua obra pode ser dividida por temas que revelam claramente questões relativas à sua vida pessoal e familiar, bem como assuntos de alcance histórico, cultural e universal, tendo se aprofundado em todos eles. A mostra leva o espectador a se deixar levar pelas mensagens dos três gêneros artísticos em que Vladimir trabalhou, e que estão totalmente interligados – Pintura, Desenho e Gravura. No contexto da pintura e do desenho, as obras estarão classificadas por temas. No caso da gravura, classificadas por técnicas.


Com curadoria do Professor Dr. Ricardo A. B. Pereira (EBA/UFRJ), as obras partem de um realismo fantástico, passando pelo surrealismo, e as figuras mitológicas são traduzidas de forma contemporânea, tendo como referência primordial a linguagem clássica. A mostra, no Centro Cultural Correios RJ, 3º andar, pode ser visitada até o dia 24 de junho.

Flávia Fernandes abre a exposição ‘Táctil’ para o Espaço Cultural Correios Niterói com curadoria da Tartaglia Arte, trazendo pinturas-objeto e experiências sensoriais

 
 
Mostra apresenta instalações que podem ser tocadas, uma delas inédita, convidando o espectador a passear em um jardim de cores e texturas criadas e cultivadas pela artista
 
 
 
A  artista plástica Flávia Fernandes abre a exposição ‘TÁCTIL’, no Espaço Cutural Correios Niterói/RJ, com curadoria de Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez, da Tartaglia Arte di Roma, a partir de 20 de junho, apresentando duas instalações, pinturas-objeto em fibra de vidro e resina, e pinturas de acrílico sobre tela. O que se toca ou o que se quer alcançar é o tema dessa mostra, que convida o  espectador  a passear neste jardim de cores e texturas criados e cultivados pela artista.
 
 
A exposição “Táctil” traz instalações com objetos inflados, colunas transparentes e coloridas que convidam ao toque pela maciez do material; pinturas-objeto em fibra de vidro e resina, com cores e forma que lembram a natureza;  e algumas pinturas de acrílico sobre tela que, apesar de abstratas, foram baseadas na mata nativa próxima ao atelier, com seus galhos e folhas que se entrelaçam, criando formas e cor.

 

 
Sobre a exposição 
 
              
“A exposição TÁCTIL consta de duas instalações, pinturas-objeto em fibra de vidro e resina e algumas pinturas de acrílico sobre tela.

Como um mundo colorido que a criança vê quando coloca o papel celofane sobre seus olhos, o trabalho inflado é uma coluna  colorida, onde o espaço interno, ambiente do entorno e pessoas, também se tornam coloridos, e convidam ao toque pela maciez do material. Dentro, existe uma agulha que é um objeto perfurante oposto ao material que o rodeia.

A instalação espaço tempo (INÉDITA) é uma escultura em isopor,  com uma projeção da superfície da água, como se a pessoa estivesse dentro do mar, olhando o fundo e a superfície ao mesmo tempo.


As pinturas-objeto foram realizadas em fibra de vidro e resina de textura irregular, com formas e cores que remetem à natureza. A fluidez transluzente dada pela resina, tenta se equivaler a resina das próprias árvores, resultando na criação de um jardim que cresce sozinho, organicamente sem controle, como o material aqui utilizado.
Nas pinturas sobre tela, a construção, ora se faz pela própria manipulação da matéria densa usada, ora pelo gesto da artista sobre essa mesma matéria.  Apesar de abstratas, foram baseadas na estrutura da mata nativa próxima ao atelier, com suas folhas e galhos de árvores que se entrelaçam e se sobrepõem, criando massas de forma e cor. Outras remetem a luz natural. Ao ver as obras dessa exposição, o espectador é convidado a passear nessa mata/mar de cores e texturas criados e cultivados pela artista.”

(Flávia Fernandes)

 
Sobre Flávia Fernandes

 
 
Flávia Fernandes, artista, fez Escola Brasil, é Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e formada em Artes Plásticas pela FAAP/ SP. Está radicada em Florianópolis, onde sua arte está voltada para pintura, gravura, instalações, intervenções e vídeos. Desde 2001 vem realizando intervenções artísticas na paisagem natural e urbana, em vários lugares públicos, como o Largo Victor Meirelles em Florianópolis, Largo São Bento em São Paulo, Bayenale Sao Francisco/USA, Universidade de Edinburgo, Alberoni, Veneza e Costão da Joaquina, Florianópolis.
 
 
Participou da Expo Transfronteira da Arte Contemporanea da 39ª Bienal Internacional de Sao Paulo e da Área 10 da London Biennale, em Londres. Ministra aulas de arte e faz algumas curadorias como a dos seis Festivais de Artes Plásticas de Governador Celso Ramos/SC, e a do Grupposinestetico – Sinesteticamente ad ognii costo, no MIS Florianopolis/SC.  Expõe desde 1975 no Brasil e no exterior, e possui obras em várias coleções públicas e acervos, como Pinacoteca do Estado de SP, Museu de Arte de Santa Catarina e Embaixada Brasileira em Roma, Itália, entre outros.  Suas obras também podem ser encontradas em Coleções particulares em Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Alemanha, Itália e Nova York.
 
 
Em 2021, ‘TACTIL’ participou da exposição Arte Contemporânea Feminina, individual ao lado de outras quatro artistas, no Centro Cultural Correios RJ  dos Correios do Rio de Janeiro, e da  
Mostra de gravuras com Ajit Seal na Galeria ARTS PRIVILEGE em Mumbai, India.

 
 
“Espero que as pessoas que visitem “Táctil” se emocionem e se encantem. Afinal, a obra de arte deve provocar encantamento”, finaliza Flávia Fernandes

Cultura e entretenimento: ‘Festival di Teresa’ celebra bicentenário da Imperatriz Teresa Cristina em Teresópolis

 

Programação acontece de 8 a 12 de junho e contará com música e danças típicas, teatro, cinema, desfiles e exposições

 

Teresópolis, 30 de maio de 2022 – Para celebrar os 200 anos da Imperatriz Teresa Cristina, Teresópolis se transformará em um pedaço da Itália entre os dias 8 e 12 de junho, com a realização do ‘Festival di Teresa’. Desenvolvido pela MOX Produções, com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, e do Consulado Geral da Itália no Rio de Janeiro, o projeto será promovido no Palácio Teresa Cristina, sede da Prefeitura, Espaço Cultural Higino, a Casa de Cultura Adolpho Bloch e a Casa da Memória Arthur Dalmasso. Além da programação nesses locais, a Avenida Oliveira Botelho, no Alto, será fechada ao trânsito para receber grande parte da estrutura do festival, que terá entrada gratuita. Passarelas, palcos, telões, e mais de 20 restaurantes com pratos da culinária italiana vão movimentar a cidade. O público poderá assistir a shows de música e danças típicas, intervenções de grupo de teatro motorizado inspirado na ‘Comédia Dell´arte’, palhaços, músicos solos, teatro e dança solos.

“Temos que valorizar a importante contribuição cultural da Imperatriz Teresa Cristina para o país e para Teresópolis. Iniciamos esse resgate em 2019, ao criar a Medalha Imperatriz Teresa Cristina para homenagear as pessoas que prestam relevantes serviços ao município e, na abertura do festival, vamos fazer a entrega da medalha a personalidades que contribuem para a preservação da memória da imperatriz. Será uma bela programação. Convido a todos, teresopolitanos e visitantes, para prestigiar esse grande evento”, frisa o Prefeito Vinicius Claussen. A secretária de Cultura, Cléo Jordão, complementa: “O ‘Festival di Teresa’ comemora o ano do bicentenário de nossa Imperatriz Teresa Cristina e sua origem italiana. Focado em atrativos da Itália, com objetivo de divulgar a história e a cultura para nosso povo e turistas. O evento contará com shows musicais, dança, gastronomia, cinema e muita diversão”.

 

No dia 7, às 19h, na Casa de Cultura Adolpho Bloch, acontece a premiação do concurso temático ‘Soarte Festival di Teresa’. A abertura oficial do evento será na Prefeitura, no dia 8, a partir das 20h. Na ocasião, será entregue a ‘Medalha Imperatriz Teresa Cristina’ a personalidades que contribuem para a preservação da memória da homenageada. No Espaço Cultural Higino haverá exibição de filmes ligados à Itália, com mostras de curtas, longas e documentários, desfiles de modas, apresentações de camerata e exposição. Também estão na programação intervenções teatrais durante as comemorações. Na Casa de Cultura Adolpho Bloch e na Casa da Memória Arthur Dalmasso, o público também poderá apreciar exposições sobre a figura da Imperatriz. A programação completa segue em anexo.

Criação da MOX Produções, o ‘Festival di Teresa’ tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e da Enel. De acordo com a organização do evento, o festival deve gerar cerca de 800 empregos entre diretos e indiretos durante os cinco dias de evento e a expectativa é de que mais de 50 mil visitantes passem pela cidade.

Quem foi Teresa Cristina?

Teresa Cristina de Bourbon foi a terceira imperatriz do Brasil e reinou ao lado de D Pedro II durante 46 anos. Considerada “Mãe dos Brasileiros”, chegou ao país há 177 anos, a bordo da Fragata Constituição, acompanhada por uma grande comitiva que reunia artistas, artesãos e intelectuais. Figura doce, religiosa e culta, trouxe grandes contribuições para os brasileiros.  Teresa Cristina nutria grande amor pelo Brasil e Teresópolis foi nomeada em homenagem a ela.