Exposição “Outras Morfologias” reúne quatro artistas no Sesc São Gonçalo

O Sesc São Gonçalo apresenta a exposição Outras Morfologias, que promove o encontro inédito entre as artistas Clara Machado, Mariana Paraizo, Mery Horta e Mônica Coster. Contemplado pelo edital Sesc Pulsar e com curadoria de Rayssa Veríssimo, o projeto exibe formas híbridas que deslocam o ser humano do centro do mundo. A partir de formas e materiais múltiplos, o projeto nos lembra que somos parte de uma natureza, ao mesmo tempo orgânica e artificial. A visitação é gratuita e segue aberta até o dia 4 de outubro. A exposição foi selecionada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar.

A mostra apresenta múltiplas linguagens — como escultura, desenho, bordado e instalação — explorando materiais que evocam o humano por meio dos seus vestígios e paradoxos. Na construção desse ecossistema espalhado pelo espaço, Clara Machado utiliza cerâmica, ferro e resina para criar estruturas que remetem a ossos, vísceras ou raízes. Mariana Paraizo trabalha com ovo e cimento, erguendo corpos que oscilam entre proteção e fragilidade, casca e abrigo. Já Mery Horta combina cabelo, madeira rejeitada, cabaça e sementes, dando vida a criaturas orgânicas, enquanto Mônica Coster usa cerâmica, cabelo e unha para conceber morfologias híbridas, nas quais humano e não humano se misturam.

Para Clara Machado e Mariana Paraizo, a escolha de trabalhar com esse conceito revela uma conexão profunda entre os trabalhos do grupo. “A exposição nasceu do desejo de produzir um encontro entre as quatro artistas. No processo de elaboração do projeto curatorial, notamos a presença de um território comum que atravessava as poéticas de todas nós, e esse território é o corpo. No entanto, cada artista opera de modo próprio nesse território, produzindo relações que se desdobram em discussões sobre vida e morte, natureza e cultura, e apontam para diferentes formações corpóreas e matéricas. A ambiguidade da palavra ‘morfologia’, por se relacionar tanto ao estudo das formas em organismos, palavras e de estruturas em geral, vem como um fio curatorial que amplia esse encontro e acentua o caráter aberto e processual da própria construção do corpo, sua labilidade”, explicam.

O percurso também propõe um mergulho sobre como a sociedade enxerga o planeta. Segundo a curadora Rayssa Veríssimo, a exposição é um convite para repensar conceitos históricos que nos afastam do meio ambiente. “Vivemos um momento em que se torna urgente repensar aquilo que nos foi dado como mundo. Historicamente, a tradição ocidental tomou o humano como forma e medida para separar cultura e natureza, legitimando nossas relações de dominação e exploração. No entanto, quando voltamos o olhar para outras formas de vida, percebemos que compartilhamos formas, matérias e até processos vitais, contrariando a pretensa superioridade humana. Nesse sentido, imaginar corpos que escapam à dicotomia entre cultura e natureza, embaralhando as fronteiras das formas, é também uma maneira de reimaginar o próprio mundo e as relações que o constituem”, destaca a curadora.

As obras funcionam, ainda, como um campo aberto para o público criar as suas próprias percepções. “As obras presentes na exposição operam, de modos singulares, uma espécie de desnaturalização acerca do que é um corpo, convidando o público a refletir sobre os limites dados como fixos entre natureza e cultura, humano e não humano. Por meio de formas orgânicas, que podem, por vezes, se assemelhar a elementos corpóreos reconhecíveis, as obras evocam algo simultaneamente familiar e estranho, despertando questões sobre nossa materialidade compartilhada com outras formas de vida. No entanto, essas reflexões não são apresentadas de maneira fechada ou definitiva.
Cada trabalho oferece um campo aberto de associações, no qual os sentidos são construídos a partir do conjunto criado na exposição e do encontro entre o corpo da obra e o corpo do espectador. Para além da representação de corpos específicos, os trabalhos abrem espaço para imaginar outras maneiras de existir e de nos relacionarmos com o que nos cerca”, pontua Clara Machado.

A programação conta ainda com a oficina gratuita de escultura Fabulações, ministrada pela artista convidada Darks Miranda, que acontece no dia 9 de setembro, às 10h.

Serviço:

Visitação: 08/07/26 à 04/10/26 | Terça a Sexta das 7h às 21h; Sábados, Domingos e Feriados das 9h às 18h
Sesc São Gonçalo – Av. Pres. Kennedy, 755 – Estrela do Norte – São Gonçalo – RJ
www.sesc.com.br

Exposição revisita representação brasileira na Bienal de Veneza de 1978

Quase cinquenta anos depois da 38ª Bienal de Veneza, a Galatea apresenta Representações brasileiras – Bienal de Veneza (1978), exposição que revisita a representação brasileira concebida pela pesquisadora e curadora Lélia Coelho Frota para a participação na mostra italiana. A exposição lança um novo olhar sobre uma curadoria inovadora que, ainda em 1978, levou a um dos principais eventos de artes internacionais uma leitura heterogênea da produção artística no país. Com abertura em 20 de agosto, das 18h às 21h, na unidade da Padre João Manuel, a mostra integra a programação da galeria na semana que antecede a SP-Arte Rotas, que movimenta o circuito artístico da capital paulista.

Realizada entre 2 de julho e 15 de outubro de 1978, a 38ª Bienal de Veneza, intitulada Da Natureza à Arte, da Arte à Natureza, foi marcada pela aproximação entre arte e questões ambientais. Dentro desse contexto, coube a Lélia Coelho Frota pensar a representação nacional e responder ao tema da Bienal a partir da própria diversidade cultural, social e territorial do país. A exposição na Galatea reúne obras de diferentes períodos dos artistas que integraram a participação brasileira: Carlos Fajardo, Geraldo Teles de Oliveira (G.T.O.), Júlio Martins da Silva, Luiz Aquila, Maria Auxiliadora, Madalena dos Santos Reinbolt, Paulo Garcez e Wilma Martins, além de trabalhos das comunidades indígenas do Alto e Médio Xingu e do paisagista Roberto Burle Marx, apresentados em Veneza por meio de trabalhos audiovisuais comissionados ao cineasta Marcelo Tassara.

A proposta de Lélia partia da diversidade de modos de viver e habitar o território brasileiro. Em vez de construir uma imagem única do país, ela aproximou artistas de diferentes origens e trajetórias, colocando em relação produções ligadas ao circuito da arte contemporânea e trabalhos de artistas autodidatas que encontravam pouca receptividade no mercado e no circuito institucional justamente por serem classificadas como não acadêmicas, não canônicas ou pertencentes ao campo da arte popular. Sem privilegiar uma linguagem específica, a curadora colocou lado a lado pintura, desenho e escultura e aproximou experiências que partiam de relações distintas com a paisagem, a cidade e o campo, o espaço doméstico e a vida coletiva.

O princípio que orienta a exposição é revisitar, a partir do acervo da galeria, os percursos dos artistas brasileiros que nela participaram da sua montagem em 1978, reunindo sobretudo produções de períodos próximos aos da Bienal e ampliando a leitura sobre suas pesquisas.

Da escultura em madeira de Geraldo Teles de Oliveira (G.T.O.), em que figuras humanas e animais se sobrepõem e parecem se prolongar umas nas outras, às paisagens de Júlio Martins da Silva, a relação com a natureza assume formas distintas. Nas pinturas de Martins, casas, caminhos, jardins, árvores e corpos d’água organizam cenários povoados por pequenas figuras, animais e detalhes do cotidiano, construindo paisagens que oscilam entre o reconhecível e o imaginado. A obra de Maria Auxiliadora acrescenta ao conjunto uma cena em que a presença humana e a experiência cotidiana ocupam o centro da composição.

Os desenhos de Paulo Garcez se aproximam da escrita e da construção de universos que parecem surgir de dentro da própria superfície do papel. Já em Wilma Martins, é o espaço doméstico que se transforma: animais, plantas e outros elementos naturais invadem cozinhas, móveis e interiores, criando uma espécie de natureza fantástica dentro do ambiente urbano. Em ambos, o traçado aparece como território de passagem entre o que é visto e o que é imaginado.

Ao reunir novamente esses artistas em São Paulo, a exposição estabelece uma ponte entre dois momentos da história da arte brasileira. Se, em 1978, Lélia Coelho Frota conduziu um movimento precursor em apresentar arte popular brasileira no exterior, hoje o reencontro com esses artistas acontece em um cenário de renovado interesse por artistas e produções que permaneceram à margem das narrativas dominantes da arte brasileira.

Representações brasileiras – Bienal de Veneza (1978) retoma essas pesquisas não apenas como registro de uma representação histórica, mas como uma oportunidade de revisitar a produção de artistas importantes para debates que permanecem atuais no campo das artes visuais brasileiras.

Artistas presentes na mostra: Carlos Fajardo, Geraldo Teles de Oliveira (G.T.O.), Júlio Martins da Silva, Luiz Aquila, Madalena dos Santos Reinbolt, Maria Auxiliadora, Paulo Garcez, Povos Indígenas do Alto e Médio Xingu, Roberto Burle Marx e Wilma Martins.

Serviço:
Abertura: 20/08/26 às 18:00h
Visitação: 20/08/26 à 17/10/26 | Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira das 10:00h às 19:00h
Sexta: 10h às 18h | Sábado: 11h às 17h
Rua Padre João Manuel, 808 – Térreo, São Paulo – SP, 01411-001 www.galatea.art

Galeria Dobra/ArtNova apresenta ‘A Arte do Rio’, com obras que trazem a visão artística da cidade maravilhosa como tema principal

Mostra junta-se aos eventos da ArtRio e Semana de Arte do Rio

A galeria Dobra/ArtNova apresenta a exposição ‘A Arte do Rio’, com artistas visuais que vivem e produzem no Rio de Janeiro, e obras que tenham a cidade, sua cultura e seus imaginários como tema, além de pesquisas poéticas, apresentando um panorama da produção artística do Rio.

A mostra acontece durante um período especial para as artes – ArtRio e Semana de Arte do Rio, trazendo maior visibilidade aos artistas, encontros com o público, colecionadores, curadores e profissionais da área. Durante o período de duração, serão realizadas diversas atividades – visitas guiadas, conversas com artistas e curadores, Circuito Bhering de setembro e finissage, transformando ‘A Arte do Rio em uma experiência inesquecível.

A Arte do Rio acontece de 29 de agosto a 26 de setembro, sendo que a vernissage será no dia 5 de setembro, no Circuito Bhering de setembro, e pode ser visitada às quintas e sextas, das 12h30 às 17h, e aos sábados, das 10h às 18h. Censura livre. Entrada franca.

Serviço

Exposição: A Arte do Rio

Artistas: coletiva

Curadoria: Marcelo Rezende/Bruno Castaing

Local: Galeria Dobra/Artnova

Rua Orestes, 28 – 2º andar – Fábrica Bhering – Santo Cristo – RJ

Vernissage: 05 de setembro – 14h às 18h – Circuito Bhering

Visitação: 29 de agosto a 26 de setembro de 2026

Dias e horários: quintas e sextas., das 12h30 às 17h, e aos sábados, das 10h às 18h

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Entrada gratuita

Censura livre

Agosto Tem Gosto: conheça os sabores que movimentam o interior fluminense

Leis da Alerj apoiam festivais gastronômicos que transformam a baixa temporada de agosto em oportunidade para o turismo no interior do Rio

Sem feriados prolongados e fora do calendário de festas mais tradicionais do estado, agosto costuma ser um mês de menor intensidade para o turismo no Rio de Janeiro. Mas é justamente nesse vazio que cidades do interior fluminense têm encontrado uma oportunidade de transformar a própria gastronomia em motor de economia local. De Norte a Sul do estado, festivais de comida e bebida vêm ocupando esse espaço na agenda, muitos deles amparados por leis criadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O resultado é um verdadeiro circuito para municípios como Petrópolis, Saquarema e Paraty. Essas cidades aproveitam agosto para atrair visitantes, aquecer pousadas, restaurantes e produtores locais e, com isso, gerar renda em um período que, historicamente, era considerado de baixa temporada para o interior.

Petrópolis: tradição japonesa, vinho e gastronomia

Poucas cidades do estado concentram tanta programação gastronômica em agosto quanto Petrópolis. Em 2026, o município reúne pelo menos três grandes eventos. O primeiro é o Bunka-Sai, a Festa da Cultura do Japão, que chega à 17ª edição entre os dias 13 e 16 de agosto, no Palácio de Cristal. Realizado pela Associação Nikkei de Petrópolis, o evento com entrada gratuita reúne barraquinhas de comida típica japonesa, danças folclóricas, oficinas de origami e um festival de cosplay.

A festa foi criada para celebrar o centenário da imigração japonesa no Brasil. Por isso, em 2023, a Alerj criou a Lei 10.095, que declara o Bunka-Sai Patrimônio Imaterial, Histórico e Cultural do Estado do Rio de Janeiro. Para o presidente da Associação Nikkei de Petrópolis, Masao Nakashima, a norma é o reconhecimento oficial do trabalho que mantém vivo os ensinamentos, costumes e a história da imigração japonesa. “O festival fortalece os laços históricos e diplomáticos com o Japão, impulsiona o turismo e a economia local, e promove um rico intercâmbio cultural”, diz Nakashima.

Foi em Petrópolis que se instalou, em 1897, a primeira representação diplomática japonesa no país, marco que antecedeu a chegada dos primeiros imigrantes nikkeis. A medida se soma à declaração da própria Bauernfest, a festa alemã da cidade, como patrimônio cultural do Estado, reforçando Petrópolis como um dos municípios fluminenses com festivais reconhecidos por lei.

No mesmo período, a cidade recebe ainda a Festa do Vinho, de 13 a 16 de agosto, na Casa de Portugal, no Quitandinha, e a 16ª edição do Serra Wine Week, entre 13 e 23 de agosto, reunindo mais de 30 restaurantes de Petrópolis. Organizador do evento, Felipe Bento diz que a escolha de concentrar as atividades em agosto tem como objetivo direto aproveitar o período de baixa temporada. “Entendemos que durante a alta temporada muitos eventos já acontecem na região, então mudamos nossa agenda para estimular e trazer motivos para as pessoas visitarem Petrópolis numa época de pouco movimento”, explica.

Saquarema: um mês inteiro de sabores

O Festival Gastronômico O Gosto de Agosto ocupa a cidade durante todo o mês, reunindo dezenas de restaurantes de diferentes bairros em um circuito de menus temáticos criados especialmente para a ocasião. A iniciativa encontra respaldo na Lei 9.811/22, que instituiu a Política Estadual de Incentivo e Desenvolvimento do Turismo no Rio de Janeiro. Criada pela a Alerj, a legislação estabelece como objetivo apoiar o planejamento, a gestão e a promoção do turismo nos municípios fluminenses. A medida também criou o Observatório do Turismo Fluminense, responsável por monitorar a atividade turística no estado.

Paraty: a cachaça como patrimônio e atração turística

A cachaça de Paraty é a bebida que resume a força da gastronomia do interior fluminense. Em 2012, a Alerj criou a Lei 6.291, que declara a cachaça Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio de Janeiro, citando explicitamente a tradição da região de Paraty como referência da identidade fluminense em torno da bebida.

Esse reconhecimento reforça a importância do 44º Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty, que ocorre de 20 a 23 de agosto no Centro Histórico da cidade. Realizado desde 1983 pela prefeitura do município, em parceria com a Associação dos Produtores e Amigos da Cachaça de Paraty, o festival reúne alambiques tradicionais, gastronomia regional, concursos de drinques e uma feira de produtos locais.

Turismo além da alta temporada

Feiras e eventos realizados no interior do estado são, segundo o presidente do conselho da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, iniciativas fundamentais para fortalecer o turismo fluminense. A construção de um calendário de festas em sintonia com as particularidades de cada região proporciona a oportunidade de um fluxo de visitantes estável e permite o planejamento de ações em parceria entre iniciativa privada e poder público.

“Festivais gastronômicos funcionam como promoção dos destinos e valorizam a identidade local, movimentando hotéis, restaurantes, agências, artesãos, guias e diversos outros segmentos da cadeia turística. Também estimulam a geração de postos de trabalho e o desenvolvimento da infraestrutura local”, explica Lopes.

O que começou como resposta a um mês de baixa temporada hoje é um circuito consolidado, com potencial para crescer ainda mais. Cada nova lei de reconhecimento cultural fortalece esses eventos diante de patrocinadores, turistas e do poder público. O resultado é um calendário de agosto cada vez mais movimentado no interior fluminense, sustentado tanto pela força da tradição local quanto pelo trabalho legislativo da Alerj.

Fernanda Torres encerra FLIN 2026, que reuniu mais de 50 mil pessoas em Niterói

Festa Literária supera em mais de 65% a expectativa inicial de público e fecha edição marcada por espaços lotados, grandes nomes da cultura brasileira e homenagem a Lélia Gonzalez

A literatura, a arte e o pensamento crítico tomaram conta de Niterói, neste domingo (16), no encerramento da Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026, no Reserva Cultural. Promovida pela Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN), a FLIN encerrou quatro dias de atividades atingindo a marca de mais de 50 mil visitantes, um público que superou em mais de 65% a meta inicial de 30 mil pessoas.
O prefeito Rodrigo Neves destacou o crescimento expressivo do evento e reafirmou o compromisso do município em investir continuamente na cultura como motor socioeconômico.

“A Feira Literária Internacional de Niterói envolveu editoras e autores locais, além de grandes nomes da literatura brasileira e internacional. A FLIN se consolida como um dos grandes eventos literários do Brasil. Vamos seguir planejando e investindo nesse projeto porque ele tem tudo a ver com a cidade que queremos construir, que compreende a cultura como um elemento indissociável do seu desenvolvimento. A festa foi abraçada pelos niteroienses e, por isso, veio para permanecer”, destacou o prefeito Rodrigo Neves.

Os momentos mais aguardados do encerramento mobilizaram uma multidão de leitores, com destaque para a participação da atriz e escritora Fernanda Torres. Ela participou de uma conversa sobre literatura, teatro, atuação, processo criativo, bloqueio de escrita e, sobretudo, sobre os livros que ajudam a compreender o Brasil. Ela encerrou a programação oficial na Sala Nelson Pereira dos Santos com a leitura do primeiro capítulo de seu romance “A Glória e seu Cortejo de Horrores”.

“Quando fui escrever, muito do meu treino de atriz entrou no processo. Existe um exercício muito grande de se colocar no personagem, pensar o que ele faria, o que responderia e enxergar o mundo pelo ponto de vista de outra pessoa. Às vezes, um personagem ajuda você a explorar até uma coisa sua que você ainda não tinha explorado. Acho que o livro básico para entender o Brasil é Memórias Póstumas de Brás Cubas. É curto e é uma porta de entrada extraordinária para entender como somos. O que Machado (de Assis) faz com Brás Cubas é muito mais assustador e profundo porque ele mergulha no lado arcaico do ser humano. Depois, se a pessoa gostar, daria Nelson Rodrigues, O Beijo no Asfalto. E, claro, Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, e Os Sertões, que é quase um tratado científico sobre o Brasil”, afirmou Fernanda Torres.

O encerramento da FLIN 2026 também teve a presença do cantor e escritor Emicida, que participou da mesa “De onde cê vem?”, mediada pela jornalista Luciana Barreto. A mesa partiu de uma reflexão sobre os lugares de onde viemos e aquilo que construímos a partir deles, explorando a relação entre literatura, oralidade, música, memória, cultura periférica e formação de identidade.

Com o tema “Territórios das Palavras”, a edição de 2026 prestou homenagem à intelectual, antropóloga e ativista Lélia Gonzalez. A presidenta da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa, ressaltou que a expressiva participação popular reflete o compromisso com a diversidade e o fortalecimento de novas narrativas.

“A FLIN 2026 entra definitivamente para o cenário das grandes festas literárias do Brasil, não apenas pelo recorde de público, mas pela excelência das atrações e das atividades oferecidas. Um dos nossos pilares é o Espaço Nikitinhos, 100% voltado às crianças, porque acreditamos que a literatura deve estar presente desde a infância. Outra marca que consolidamos é a diversidade de linguagens: reunimos nomes como Emicida, Conceição Evaristo, Teresa Cristina e Marcelo Adnet. Essa pluralidade aproxima pessoas que por vezes nem se descobriam leitoras e saem do evento transformadas, lendo mais e influenciando seu entorno”, avaliou Micaela Costa.

A programação do dia do encerramento teve a mesa “Subúrbios, periferia e boemia”, com Aydano André Motta, Luiz Rufino e Beatriz Chacon; o painel “Fábulas, fantasias e odisseias”, com Ariani Castelo e Giu Domingues; o debate “Ancestralidade e transformação social”, com Cidinha da Silva, Preto Zezé e Elisa Larkin Nascimento; e a mesa “O riso e a mulher”, reunindo Carol Loback, Fabiana Karla e Flávia Reis.

No fim da tarde, o Palco Territórios abrigou o “Sarau Ocupação Afropoética” com Sol de Paula. Nas arenas e palcos de debates, o domingo reuniu grandes nomes da literatura contemporânea, psicanálise, ilustração e humor. Houve, por exemplo, uma mesa sobre autoficção com Tatiana Salem Levy e Tati Bernardi; e o debate “Narrativas e Histórias” com Mary Del Priore, Flávio Carneiro e Cláudia Mesquita.

Em quatro dias, a FLIN 2026 ofereceu mais de 62 horas de programação gratuita e reuniu mais de 200 convidados. A presença de escritores locais e regionais mais que dobrou em relação ao ano anterior, totalizando 257 autores inscritos de Niterói, Rio de Janeiro, Maricá, Itaboraí e São Gonçalo.
O crescimento da FLIN 2026 também se refletiu na cadeia do livro. O número de editoras participantes passou de 10, em 2025, para 13 em 2026. Ao todo, três livrarias venderam 4 mil livros, enquanto o cadastro de editoras e livrarias para o recebimento do Cartão Arariboia, moeda social de Niterói, aproximou a política cultural da economia do livro.

A FLIN também ampliou sua articulação institucional: a Academia Brasileira de Letras (ABL), que doou 1500 livros durante a festa, e a Biblioteca Nacional apoiaram a realização do evento com a presença de acadêmicos distribuídos em diferentes mesas.

Entre os convidados da FLIN 2026 estiveram Ana Maria Gonçalves, Jeferson Tenório, Conceição Evaristo, Valter Hugo Mãe, Eliana Alves Cruz, Ruy Castro, Jout Jout, Fabrício Carpinejar, Ana Maria Machado, Ondjaki, Cidinha da Silva, Luiz Antonio Simas, Lilia Schwarcz, Marcelo Quintanilha, Jessé Souza, Marcelo Adnet, Ana Paula Araújo, Miriam Leitão, Stefano Volp, Mariana Salomão Carrara, Otávio Junior, Teresa Cristina, Déia Freitas, Geni Núñez, além de pesquisadores, jornalistas, escritores, roteiristas, artistas, influenciadores e criadores de diferentes áreas.

A edição também ampliou as ações de formação e responsabilidade social e ambiental. A FLIN recebeu estudantes da rede pública de ensino, promoveu ações de formação de leitores e contou com uma iniciativa do Instituto Léo Solidário, que propôs a troca de livros por resíduos, além da arrecadação de alimentos para a campanha 1 Kg de Alimentos Solidários, destinados ao Banco de Alimentos de Niterói.

Com programação gratuita, tradução em Libras e audiodescrição em diversas atividades, a festa encerra a edição de 2026 reforçando a literatura como instrumento de acesso, encontro e transformação, e Niterói como um território cada vez mais aberto às palavras.

Foto: Claudio Fernandes

Coletivo Poíesis apresenta a exposição ‘Terra que Desmancha, Evapora e Solidifica’, no espaço do Vazio Criativo,

Artistas visuais trazem manifestos criados em duplas ao espaço

O Coletivo Poíesis apresenta a exposição ‘Terra que Desmancha, Evapora e Solidifica’, no espaço do Vazio Criativo, onde duplas de artistas visuais, com pesquisas opostas na concepção e realização, por indicação desafiadora do orientador e curador Andrés I. M. Hernández, PhD, criaram manifestos visuais como resultado desses confrontos plausíveis que identificam o potencial do artista na sua constituição morfológico sensorial e sua projeção social, artística e cultural.

Ao mesmo tempo, a mostra traz um recorte com obras de arte da pesquisa individual dos 20 artistas visuais participantes. Em cada obra de arte e no conjunto delas, há a proposta de estabelecer conexões e leituras que evidenciem o trabalho para concretizar a ciência da arte na exposição.

A abertura acontece no dia 22 de agosto, das 10h às 16h, no Vazio Criativo, e pode ser visitada até o dia 05 de setembro, de terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado, das 10h às 16h. Com entrada franca e censura livre.

Sobre o Coletivo Poíesis

A exposição Terra que Desmancha, Evapora e Solidifica é a quarta do Coletivo Poíesis nos 20 meses de constituído. Durante esse período já aconteceram as exposições de Livros de Artista em São Paulo e Goiânia e a participação na FARGO, também na capital de Goiás. Todos os projetos corroboram que o que pauta e imanta a existência, consistência e vulcanização do Coletivo é precisamente penetrar, explorar e explodir os núcleos dos desafios pessoais, artísticos e estéticos.

(…) A solidez da Terra em sua pluralidade constitutiva e projetiva carrega uma acepção metafórica nos livros de artista, pinturas, impressões digitais, I.A., instalações, procedimentos cerâmicos, arte têxtil, intertextos, áudio e vídeo arte que mapeiam sem fronteiras o feminino, as relações cíclicas entre obras de arte e espaço arquitetônico, gênero, raça, preservação ambiental, paisagem, corpo, memória, cultura, ancestralidade, o respeito e o fato de sermos seres humanos. Ternura e Injúria em cada obra de arte na exposição!

Pautar desafios aos artistas do Coletivo e a receptividade e capacidade para desenvolvê-los manifesta a potência de equipe que nos caracteriza. Assim, estruturar uma obra de arte – impressão digital sobre lona com dimensões de 100 x 45 x 0,3 cm – para o corredor do Vazio Criativo foi a pauta particular para a exposição: aí está verificável!

Discute-se e amplia-se a percepção crítica e dialética dos membros do Coletivo ao reverberar discussões sobre modalidades nitidamente limitadas em relação ao Sistema Artístico Contemporâneo, como a cerâmica e a arte têxtil. Uma premissa importante nos encontros do coletivo é refletir a partir de cada pesquisa particular sobre como contribuir criticamente para dialogar com todas as modalidades. Assim enriquece-se individual e coletivamente.

O Coletivo Poíesis está constituído por artistas visuais de várias regiões do Brasil que se encontram virtualmente às terças feiras para estabelecer diálogos e discussões sobre os processos, questionamentos e projeções das pesquisas artísticas individuais, consolidando um arcabouço plural no Sistema Artístico Contemporâneo, sob a orientação do pesquisador, curador, crítico de arte e professor Andrés I. M. Hernández.

Após as apresentações individuais, os demais integrantes, de maneira respeitosa, sugerem e abordam argumentos artísticos e interdisciplinares sobre a partir da experiência particular e é finalizada com os comentários de Hernández. Os diálogos possibilitam aos integrantes do Coletivo revisitar, consolidar, atualizar e hibridizar formal, conceptual e espacialmente categorias estéticas, modalidades artísticas contemporâneas e ferramentas estruturais e sensoriais que acompanham o espiral evolutivo e inclusivo no sistema artístico e na sociedade contemporânea. Isto assimilado e editado às particularidades de cada pesquisa e poética artísticas. O que enriquece as convicções e atitudes críticas do coletivo.

Assim, deste espiral dialético compartilhado de experiências, projetos, desafios, portfólios, statements, biografias, currículos, poéticas, práticas artísticas, cada participante vai revisitando, se atualizando e se preparando para, também, participar de editais, salões de arte, galerias, feiras de arte, publicações, residências, exposições individuais, coletivas, etc., para atuarem como agentes ativos, sólidos e progressivos do e no Sistema Artístico Contemporâneo.

PhD Andrés I. M. Hernández
Orientador e Curador do Coletivo Poíesis
São Paulo abril/julho 2026

Sobre os artistas

. Andréia Reis & Jacqueline Paz

. Denise Braune & Nídia Albesa

. Elaine Fontes & Tiago Paiva

. Elaine Gallo & Priscilla Ramos & Virginia Lisboa

. Leandro de Araújo Moura & Sueli Espicalquis

. Lucrécia Couso & Tarcísio Benevides

. Luisa Libardi & Tamara Roman

. Maria Luisa Lobo Editore

. Rossana Jardim & Wanessa Alcântara

. Sylvia Sóglia & Vani Caruso

Serviço

Exposição: Terra que Desmancha, Evapora & Solidifica

Artistas: Coletivo Poíesis @coletivopoiesis

Curador: Andrés I.M. Hernández

Abertura: 22 de agosto de 2026, das 10h às 16h

Visitação: até 05 de setembro de 2026

Dias e horários: terça a sexta, das 10h às 18h e sábados, das 10h às 16h

Local: Vazio Criativo

End.: R. Lavradio, 573 – Barra Funda – SP/SP

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Censura livre

Entrada franca

Atriz da Baixada integra elenco de espetáculo que representa o Brasil em festival internacional na Cidade do México

Natural de Jardim Gramacho, a artista multifacetada Donna Dona (cantora, atriz e compositora) foi uma das selecionadas para integrar a programação do primeiro ‘Ciclo Voces y Visiones de las Artes Escénicas en América’, realizado na Cidade do México. A dupla apresenta o espetáculo autoral ‘Axé’, uma obra que explora temas urgentes como o racismo religioso, a maternidade e a resistência cultural através da perspectiva das religiões de matriz africana. A participação brasileira vai além da atuação no palco.

A artista celebrou nas redes sociais (https://www.instagram.com/donnadona) o convite para integrar a delegação brasileira no evento. A viagem marca a primeira experiência internacional de sua carreira artística, conquista que a cantora e atriz define como um divisor de águas. Fã da cultura pop mexicana desde a infância, Donna Dona destacou a expectativa de vivenciar o intercâmbio multicultural e promover a troca de experiências com artistas internacionais durante o festival.

A participação da artista no evento é fruto de uma articulação promovida pela Ao Quadrado Produções em parceria com o Coletivo Agô. Além de Donna Dona, o grupo que representará o Brasil no festival é composto pelos artistas Ândrea Cordeiro, Alex Martins, Bruna Emanuela, Fabiano de Paula Alves, Julia Emilene e Thaty Aleixo.

O Coletivo Agô representará o Brasil no exterior com a apresentação da premiada cena “Axé”, obra focada na ancestralidade negra e nas matrizes afro-brasileiras. A programação traz ainda a artista Ândrea Cordeiro, com o solo de dança-teatro “Ensaio sobre a Leveza”. Além dos espetáculos, o grupo realizará atividades de formação e trocas culturais. O pesquisador Fabiano de Paula Alves ministrará a oficina “Afrobrasilidade para as Artes Cênicas”, enquanto a delegação participa de mesas sobre cooperação artística na América Latina.

Promovido pelo Centro Mexicano do Instituto Internacional de Teatro (ITI México), órgão vinculado à UNESCO, o festival homenageará as produções artísticas do Brasil e do Haiti nesta edição. O convite oficial reforça a relevância do teatro e da dança nacionais no cenário internacional. A iniciativa busca consolidar o intercâmbio cultural e fortalecer os laços entre artistas e instituições cênicas de toda a América Latina.

Ficha técnica

Coordenadora geral – Ândrea Cordeiro
Assistente de projeto – Fabiano de Paula
Diretor de cena – Fabiano de Paula e Ândrea Cordeiro
Elenco – Bruna Emanuela, Donna Dona, Julia Emilene e Thaty Aleixo
Figurinista – Bruna Emanuela
Assistente de produção – Alex Martins
Operação de Som – Alex Martins
Operação de Luz – Fabiano de Paula
Música Chamado – composição Taty Aleixo, Fabiano de Paula e Donna Dona.

Dia dos Pais com o Quarteto Atlântico na Série Música no Assyrio do Theatro Municipal RJ

A curadoria é da violinista da OSTM, Suray Soren Ingressos a preços populares

No Dia dos Pais, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro oferece uma programação recheada de música de qualidade! O Quarteto Atlântico chega ao Música no Assyrio com um repertório focado na pesquisa e execução de obras de compositores brasileiros e latino-americanos, inclusive estreando e gravando peças de compositores atuais. Além disso, os músicos também trabalham e interpretam um tradicional repertório para quartetos de cordas. A apresentação acontece no próximo domingo, dia 9 de agosto, às 11h, no Salão Assyrio, um dos mais importantes espaços do Municipal do Rio. Os ingressos a preços populares já estão disponíveis através do site theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.

Músicos:

Ivan Scheinvar – violino
Thiago Teixeira – violino
Luiz Felipe Ferreira – viola
Bruno Valente – cello

Sobre o Quarteto Atlântico

Completando mais de 10 anos de existência, o quarteto apresenta uma grande afinidade artísticomusical entre os integrantes que, por sua vez, individualmente também se destacam no cenário musical, com extensa experiência em recitais individuais, outros pequenos grupos, nas principais orquestras do estado e inclusive como solistas a nível nacional.

O grupo conta, em seu currículo, com premiações importantes em competições destacadas no Brasil, tais como: Vencedor do Concurso de Música de Câmara da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Menção Honrosa no Concurso Internacional de Música de Câmara do Festival Villa Lobos e Vencedor da categoria “Jovens Talentos” do edital BNDES.

O Quarteto Atlântico tem se apresentado nas principais salas de concerto do Rio de Janeiro,como Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Cidade das Artes; Espaço Cultural BNDES e Centro Cultural da Justiça Federal. Além disso, se apresentou em outras cidades e estados do país e, por fim, o mais importante: no começo de 2023 foi convidado para integrar a programação de um projeto em Berlim, Alemanha, tocando em uma das principais salas de concerto do mundo, a Sala Filarmônica de Berlim.

O repertório apresentado pelo grupo é focado na pesquisa e execução de obras de compositores brasileiros e latino-americanos, inclusive estreando e gravando peças de compositores atuais, muitas das quais dedicadas especialmente ao grupo. Além disso, também trabalha e executa o incrivelmente rico repertório tradicional para quartetos de cordas.

Vídeos:

Serviço:
Música no Assyrio – Quarteto Atlântico
Data: 9 de agosto (domingo)
Horário: 11h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Centro
Entrada pelo Boulevard da Av. Treze de Maio
Preços populares: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia – entrada)
na bilheteria do Theatro ou através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos

Museu do Jardim Botânico recebe mostra que revela a beleza e a fragilidade do Cerrado

Para destacar a beleza, a vulnerabilidade e os desafios da chamada “savana tropical”, a artista Flavia Daudt, juntamente com a fotógrafa documental e curadora de arte ecológica Ana Paula Freitas Valle, idealizaram a mostra “Ser(tão): imersão no Cerrado”, que ocupa o Museu do Jardim Botânico. Especializada em arte ambiental, a dupla visita o bioma desde 2021, registrando a exuberância da fauna, a flora, apesar da deterioração e a contaminação de solos, matas e rios. A partir do material, são produzidas fotocolagens e instalações conceituais.

Ser (Tão): Imersão no Cerrado
Museu do Jardim Botânico – Jardim Botânico – Acesso pela Rua Jardim Botânico, 1008
Abertura: 10h às 17h
Visitação: de 23 de maio a 3 de novembro de 2026
Funcionamento: de quinta a terça-feira (fechado às quartas-feiras), das 10h às 18h, com a última entrada às 17h
Entrada gratuita mediante retirada de ingresso pelo site https://jbrj.eleventickets.com/#!/home

Exposição na FGV Arte destaca a potência da arte dos povos originários da América

Com curadoria de Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff, a mostra apresenta um conjunto amplo e heterogêneo de produções que operam como formas de pensamento, conectando imagem, matéria e narrativa.

Pinturas, fotografias, esculturas, objetos, mantos, instalações e artefatos históricos compõem um panorama plural de linguagens e cosmologias, reunindo criações de diversos povos originários da América Latina.

Ao confrontar leituras universalizantes, o projeto inscreve essas produções no campo expandido da arte contemporânea, em diálogo direto com disputas territoriais, institucionais e epistemológicas do presente.

Coletiva se constrói também como desdobramento da exposição Adiar o fim do mundo, apresentada em 2025 na FGV Arte e orientada pelas reflexões de Ailton Krenak, deslocando o foco do diagnóstico da crise para a afirmação de práticas e presenças que persistem e transformam mundos.

Eu chorei rios: arte dos povos originários da América, coletiva
FGV Arte | Praia de Botafogo, 190 – Botafogo
Abertura: 6 de maio de 2026, das 19h às 21h
Até 20 de setembro de 2026.
De terça a sexta, das 10h às 20h
Sábados e domingos, das 10h às 18h
Entrada gratuita