Após 80 anos, “Salvator Rosa”, de Carlos Gomes, volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em nova montagem para celebrar os 117 anos da instituição

O palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro receberá, em julho, um dos acontecimentos mais importantes da temporada lírica de 2026. Ausente de seu repertório há 80 anos, a ópera Salvator Rosa, de Antonio Carlos Gomes, volta à cena em uma nova produção que celebra os 117 anos do mais emblemático teatro lírico do Brasil e presta uma homenagem aos 190 anos de nascimento e aos 130 anos de morte do principal nome da ópera brasileira no século XIX.

Com patrocínio oficial da Petrobras, a montagem reúne os três corpos artísticos do Theatro Municipal — Coro, Ballet e Orquestra Sinfônica —, sob a concepção e direção cênica de Julianna Santos e a direção musical e regência de Luiz Fernando Malheiro.

As apresentações acontecem nos dias 12 de julho (estreia, às 17h), 14 (sessão gratuita, às 19h), 15, 17 e 18 (às 19h). Os ingressos estão à venda na bilheteria do Theatro Municipal e pelo site oficial.

A última vez que Salvator Rosa foi encenada no palco do Municipal foi em 1946. Seu retorno representa o resgate de uma obra fundamental do repertório de Carlos Gomes e recoloca em cena um capítulo marcante da história da instituição, que comemora o aniversário no dia 14 de julho.

Com estreia mundial em 21 de março de 1874, no Teatro Carlo Felice, em Gênova, a ópera foi escrita sobre libreto de Antonio Ghislanzoni, inspirado no romance Masaniello, do escritor Eugène de Mirecourt. Dedicada ao engenheiro e abolicionista André Rebouças, a obra surgiu logo após a recepção pouco favorável de Fosca e marcou um novo momento na trajetória de Carlos Gomes.

Escrita em apenas seis meses, Salvator Rosa apresenta melodias mais diretas e grande força dramática, características que conquistaram rapidamente o público italiano. O sucesso foi imediato: entre 1876 e 1877 tornou-se uma das óperas escolhidas para abrir temporadas em diversos dos mais importantes teatros da Itália, consolidando-se entre as obras mais populares do compositor.

No Brasil, Salvator Rosa foi exibida, pela primeira vez, em 29 de julho de 1882, em Belém. Décadas depois, chegou ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde permaneceu ausente até esta aguardada remontagem, que devolve ao público uma das páginas mais expressivas da produção operística brasileira.

“Após reger Salvator Rosa em Manaus, dentro da cooperação entre o Festival Amazonas de Ópera e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, fico feliz em estar participando dessa recondução da linda ópera de Antônio Carlos Gomes ao repertório desta casa, onde tive a satisfação de reger Il Guarany e Condor, ambas em forma de concerto em anos anteriores. Nosso maior compositor do século dezenove precisa estar sempre presente nas programações dos nossos teatros”, afirma Luiz Fernando Malheiro, diretor musical e regente.

“Esta montagem convida o público a revisitar a Revolução Napolitana do século XVII por um olhar atual. As pinturas de Salvator Rosa deixam os museus e passam a integrar a narrativa da ópera: cada obra foi escolhida para dialogar com a dramaturgia, ampliando a força visual e emocional do espetáculo”, ressalta Julianna Santos, diretora cênica.


Sinopse

A ópera Salvator Rosa narra o romance entre o pintor italiano homônimo e Isabella, filha do opressor Duque d’Arcos. A trama mistura paixão com a revolta popular liderada por Masaniello contra a dominação espanhola em Nápoles no século XVII.

O SALVADOR ROSA NA OBRA DE CARLOS GOMES (por Bruno Furlanetto)
Antônio Carlos Gomes nasceu a 11 de julho de 1836, em Campinas, filho do escrivão e alfaiate Manoel José Gomes (1792-1868), conhecido como “Maneco Músico”. O adolescente Tonico costurou calças e paletós e aperfeiçoou seus estudos musicais sob a orientação do pai, que formou uma banda onde Tonico tocava rabeca, clarineta, flauta e piano, e o seu irmão Juca no violino e na clarineta. Aos 18 anos, bom acompanhador, compõe para o piano modinhas de sucesso e em estilo operístico italiano. Com o Juca efetua turnês por São Paulo e escreve o Hino à Mocidade Acadêmica, sucesso entre alunos da Faculdade de Direito. Apresenta-se, com sucesso, em vários concertos, tanto que convenceram-no a ir à Corte se aperfeiçoar no Conservatório. E lá se vai Tonico, onde desembarca no Rio de Janeiro, aos 23 anos. Matricula-se no Conservatório de Música dirigido por Francisco Manuel da Silva (o autor do Hino Nacional) tornando-se seu aluno. Compõe cantatas e, ainda estudante, ganha o cargo de diretor de orquestra e maestro na Ópera Nacional e Italiana do Teatro Lírico Fluminense. Neste Teatro, a 4 de setembro de 1861, é encenada, com êxito, sua primeira ópera ‘A noite do Castelo’ e, a 15 de setembro de 1863 a segunda, Joana de Flandres, “com feliz sucesso”. “Com feliz sucesso” escreveu Francisco Manuel para o diretor da Academia de Belas Artes, indicando Carlos Gomes para uma bolsa “para se aperfeiçoar na arte da composição musical”.

A legislação do Conservatório elegia, de cinco em cinco anos, o aluno “transcendente”, que era enviado à Europa para se aperfeiçoar. O aluno deveria fazer seus estudos “em qualquer conservatório da Itália”, daí nosso Tonico embarcar para Milão. Em fevereiro de 1864, aos 27 anos, Tonico tem o dissabor de ver recusada sua admissão ao Conservatório de Milão por ter passado da idade máxima. Consegue que o Diretor do Conservatório seja seu professor, mas não é aluno interno. Assim, depois de dois anos, presta exame perante uma comissão e em 1866, recebe o título de ”maestro” concedido aos compositores diplomados. Saído dos estudos, “Gomez” foi convidado a escrever as músicas da revista Se sa minga (“Nunca se sabe”), que obtém grande sucesso. É chamado para musicar outra revista, Nella luna , sem sucesso. O jovem compositor devia enviar ao Brasil “uma composição importante”, obrigação da bolsa concedida pelo Conservatório. Ele namorava um tema para uma “ópera nacional”: O Guarany, baseada no romance de José de Alencar. Em Milão, encontra uma tradução do romance em italiano. Entrega tal tarefa a Antonio Scalvini (autor de Se sa minga), mas os dois se desentenderam e o compositor então entrega o libreto ao amigo e poeta Carlo d’Ormeville. Assim, em fins de 1869, a ópera está pronta. A 19 de março de 1870 Il Guarany estreia em um Scala apinhado que lhe decreta um sucesso total, subindo à cena 46 vezes em três temporadas. Na Itália foi representada em 13 cidades e dela passou para 16 países, na Europa e nas Américas. No Brasil estreou a 2 de dezembro de 1870 no Teatro Lírico Fluminense e em nosso Municipal a 3 de agosto de 1914, onde teve, até hoje, 67 representações. Logo depois do triunfo de Il Guarany, Carlos Gomes lançou-se num novo projeto para se livrar do exotismo dos índios, e demonstrar que podia compor uma ópera “europeia”. Assim começa um I Moschettieri com D’Ormeville, no qual trabalha até abandoná-lo, quando aparece a oportunidade de trabalhar com um libretista célebre, Antonio Ghislanzoni, o parceiro de Verdi em várias obras-primas. Os novos parceiros escrevem Fosca (1873), que não chegou a ser um fracasso, mas um sucesso também não, como provam as várias revisões que Gomes fez na ópera, em 1878, pois a nova versão da ópera foi logo acusada de experimentalismo, até de wagnerismo! Não foram poucas as atribulações da ópera até sua aceitação, na nova forma, e chegar ao sucesso. Uma pena, pois, a ópera era, musicalmente, a mais bem acabada de Gomes – muitos afirmam ser o ponto alto de sua produção – influenciando Ponchielli e sua La Gioconda (1876): as semelhanças são muitas e não podem ser ignoradas. Logo depois, ainda em 1873, os dois novos amigos-sócios se puseram mãos-à-obra e escolheram como assunto da nova ópera o romance Masaniello Le Pecheur de Naples (1889), do francês Eugène de Mirecourt, popular folhetinista de assuntos pseudo-históricos e panfletista contra gente famosa. O assunto era uma revolta dos napolitanos (1647) contra os dominadores espanhóis, e receberia o título de seu herói, Salvator Rosa. A história é folhetinesca. Seu herói, o pintor e poeta siciliano, se envolve na revolta e se apaixona pela filha do próprio governador espanhol! Num tratamento livre, tipicamente romântico, a mocinha, quando vê que não pode se unir ao mocinho, se suicida, para desespero do pai duque-governador, enquanto Salvador Rosa termina tendo de seguir o pedido da suicida que, na hora da morte, lhe pede de continuar a viver para a sua arte. Um ano apenas depois do meio-fracasso de Fosca, uma obra composta “em seis meses como um desabafo” tornou-se a ópera de maior sucesso de Gomes, abrindo a temporada 1876-77 dos seis principais teatros italianos! A razão foi ter reduzido suas pretensões musicais e escrito uma ópera à francesa no velho estilo, de uma superficialidade musical cheia de melodias que lembravam a Nápoles do enredo. Isto foi ajudado pelo libreto de Ghislanzoni onde o interesse dramático está dividido num grande número de personagens principais que tem música muito colorida para satisfação do público. Gomes, não sabemos o porquê, nunca teve em boa consideração o Salvator, sua correspondência sobre ele foi sempre negativa, apesar do sucesso junto ao público: Vejamos os fatos: na estreia em Genova ele foi chamado à cena 36 vezes!. No Scala de Milão, em 1874, teve 15 récitas! No Rio de Janeiro em 28 de setembro 1876 foi a confirmação de ser o grande sucesso de sua carreira. Ouvindo-se a obra nota-se logo que o modelo de Gomes foi Verdi, o que é evidente em várias de suas “passagens” entre recitativos e melodias dos chamados “números fechados”, um estilo “conversação musical” num domínio total da “parola scenica’” ensinada pelo mestre. Quanto à orquestração, ela é tão bem cuidada quanto a de Fosca, se bem que mais simples. Visando conquistar o público com formas musicais mais acessíveis, em Salvator Rosa Carlos Gomes mostra ter atingido um estágio de maior maturidade na utilização de seus recursos expressivos.

Sobre Luiz Fernando Malheiro:
É um dos principais nomes da ópera no Brasil com mais de 60 títulos regidos. É Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera. Foi diretor artístico do Teatro São Pedro de São Paulo e diretor de Ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Regeu as principais orquestras brasileiras e também no Festival de Ópera de La Coruña, Sinfônica de Miami, Sinfônica de Bari, Filarmônica Marchigiana, Ópera Nacional de Sófia, Sinfônica de Porto Rico, Teatro de Bellas Artes do México, entre outros. É o único brasileiro a ter regido integralmente O Anel do Nibelungo de Wagner.

Sobre Julianna Santos
Diretora Cênica graduada pela UFRJ iniciou sua carreira em ópera em 2003 ainda na universidade. Atualmente atua como diretora cênica nos principais teatros de ópera do país. Em 2026, dirigiu a ópera Salvator Rosa de Carlos Gomes, no Teatro Amazonas, em parceria com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2025, dirigiu a ópera Os Pescadores de Pérolas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No mesmo ano, dirigiu As Bodas de Fígaro no Theatro Amazonas (26º Festival Amazonas de Ópera). Em 2024, a Cinderela do Theatro São Pedro foi levada em uma itinerância a cidades do interior de São Paulo, além de ser reapresentada na temporada anual do Theatro São Pedro. Em 2023, dirigiu a ópera Cosi Fan Tutte na abertura da programação do Theatro Municipal de São Paulo. No mesmo ano, dirigiu três óperas brasileiras contemporâneas, sendo elas: Piedade, de Joao Guilherme Ripper (25º Festival Amazonas de Ópera), O Machete, de André Mehmari (Theatro São Pedro – SP) e Contos de Julia, de Marcus Siqueira (Festival de Música Erudita – ES). Ainda em 2023, dirigiu as óperas Carmen (Theatro Municipal do Rio de Janeiro), A Medium (Teatro Padre Bento, Guarulhos), Cinderela (Theatro São Pedro, SP) e Sonho de uma Noite de Verão (Sala São Paulo). No mesmo ano, foi jurada do importante concurso Lapinha direcionado à cantores indígenas, pardos e pretos. Em 2022 dirigiu a estreia da ópera inédita Aleijadinho, de Ernani Aguiar, realizada em Ouro Preto e no Palácio das Artes (BH). Ainda em 2022, dirigiu a ópera Viva La Mamma, de Donizetti, no Theatro São Pedro. Em 2021, dirigiu juntamente com Maria Thais, a ópera The Rake’s Progress, no Theatro Municipal de São Paulo. No mesmo ano, dirigiu em Santos a ópera-vídeo O Telefone, bem como a ópera-filme Três Minutos de Sol para o Festival Amazonas de Ópera. Ainda em 2021, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro dirigiu a série vozes Femininas (Armida Abbandonata, Arianna a Naxos e Pierrot Lunaire). No festival Amazonas de Ópera dirigiu a premiada ópera “Alma” de Claudio Santoro (Revista Concerto – 2019), “Acis and Galatea ”de Haendel (2018) e “O Morcego” de Johann Strauss (2013). Em 2018 retorna a UFRJ para dirigir a Opera “A Flauta Mágica”, levada também ao Teatro Municipal de Niterói. Em 2017 dirigiu La Tragedie, de Carmen, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Durante quatro anos foi Diretora Cênica Residente no Theatro Municipal de São Paulo, onde foi responsável pela direção de remontagem das óperas La Bohème e Cavalleria Rusticana. Em 2019, foi Diretora Cênica colaboradora, na remontagem da opera Faust, no Teatro Municipal do Chile. Em 2012 visitou por cinco semanas a “Opera Company of Philadelphia, na ocasião trabalhando em coprodução com o Festival Amazonas de Ópera.

Elencos:
12, 15 e 18 de julho/14 e 17 de julho
Salvator Rosa: Marcello Vannucci /Enrique Bravo
Isabella: Marly Montoni /Marianna Lima
Gennariello: Carolina Morel /Maria Gerk
Masaniello: Vinícius Atique/Johnny França
Il Duca d’Arcos: Savio Sperandio/Licio Bruno
Corcelli: Murilo Neves/Leonardo Thieze
Conde Badajos: Geilson Santos/Ivan Jorgensen
Fernandez: Ricardo Gaio/Jessé Bueno
Bianca: Gabriele de Paula/Magda Belloti
Suora Ines: Lara Cavalcanti/Carla Rizzi
Fra Lorenzo: Patrick Oliveira/Ciro d’Araújo

Ficha Técnica:
Coreografia: Hélio Bejani, Márcia Jaqueline e Rodolfo Saraiva
Direção de Movimento: Mônica Barbosa
Design Gráfico: Carla Marins
Cenografia: Renato Theobaldo
Figurinos: Marcelo Marques
Iluminação: Paulo Ornellas
Concepção e Direção Cênica: Julianna Santos
Direção Musical e Regência: Luiz Fernando Malheiro
Direção Artística da Temporada 2026: Eric Herrero
Presidente da Fundação Teatro Municipal: Clara Paulino

Serviço:
Salvator Rosa – Antonio Carlos Gomes
Com Coro, Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Marechal Floriano S/Nº – Centro
Datas e horários:
12/7 (estreia) –17h
14/7 (Theatro Municipal do Portas Abertas – programação gratuita) – às 19h
15/7, 17/7 e 18/7, às 19h
Duração: 3h com 1 intervalo
Classificação: 14 anos

Ingressos: Frisas e Camarotes – R$90 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$80
Balcão Superior e Lateral – R$50
Galeria Central e Lateral – R$20
Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro. A venda do terceiro lote será no dia 6 de julho e a partir do dia 7 serão disponibilizados os ingressos gratuitos para a ópera do dia 14 (direito a 2 ingressos por cpf).
Acessibilidade
Palestras Gratuitas antes dos espetáculos
Patrocinador Oficial Petrobras
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio Nova Paradiso, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal e Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Lei de incentivo à cultura

Italínea Resiliens Icaraí promove encontro para casais de profissionais da área de arquitetura e design

Evento celebrou o mês dos namorados com Happy Hour e transmissão do jogo da Seleção Brasileira

A Italínea Resiliens Icaraí promoveu o evento “Amor em Campo: Casal que Joga Junto, Vence Junto”, reunindo convidados em uma programação especial voltada à celebração do mês dos namorados. O encontro aconteceu no showroom da marca, em Icaraí, e proporcionou uma experiência de integração entre clientes, parceiros e convidados.

Com o conceito inspirado no trabalho em equipe — tanto nos relacionamentos quanto na construção de um lar — o evento combinou momentos de confraternização com a transmissão do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, criando um ambiente de descontração e convivência.

A proposta foi destacar valores como parceria, união e colaboração, elementos que fazem parte tanto da vida a dois quanto da filosofia da empresa.

Sobre a Italínea Resiliens Icaraí
A Italínea Resiliens Icaraí atua no segmento de móveis planejados, oferecendo soluções personalizadas para ambientes residenciais e corporativos. Localizada em Icaraí, Niterói, a empresa busca aliar design, funcionalidade e atendimento especializado, promovendo iniciativas que valorizam a convivência, a qualidade de vida e a criação de espaços que traduzem a identidade de cada cliente.

Créditos
Italínea Resiliens Icaraí
Rua Lemos Cunha, 497 – Icaraí – Niterói (RJ)
Menu: Personal Chef Larissa Rodrigues
Fotos e vídeos: Toni Coutinho

Artista transforma mel, cera e própolis em obras inéditas em exposição no Rio de Janeiro

O artista transdisciplinar Ricardo Siri inaugurou no sábado, 27, às 10h, no Museu Histórico da Cidade, na Gávea, no Rio de Janeiro, a exposição inédita “PRO-POLIS”, que apresenta cerca de 30 obras produzidas com mel, cera de abelha e própolis. Com curadoria de Fernanda Lopes, a mostra marca o resultado de uma pesquisa iniciada há cerca de oito anos, quando o artista passou a estudar e criar abelhas nativas brasileiras, atividade que lhe rendeu, inclusive, o reconhecimento como produtor do terceiro melhor mel do Brasil. (Foto: Divulgação)

As pinturas e esculturas estabelecem um diálogo entre arte, natureza, ciência e tecnologia, explorando materiais produzidos pelas abelhas como elementos centrais da criação artística. Segundo Siri, a proposta é revelar os processos coletivos presentes tanto na vida das colmeias quanto na organização da sociedade.

“Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma o artista.

Para a curadora Fernanda Lopes, a exposição propõe uma reflexão sobre coexistência e cuidado a partir dos próprios materiais utilizados pelas abelhas.

“Em PRO-POLIS, Ricardo Siri transforma materiais produzidos pelas abelhas em dispositivos de pensamento. Seu interesse não está em representar a natureza, mas em trabalhar a partir dela. Os materiais carregam histórias, geografias e relações ecológicas complexas”, destaca.

Entre os destaques da mostra estão pinturas abstratas produzidas com própolis, substância utilizada pelas abelhas para proteger a colmeia. Nas obras, o material assume o papel de pigmento natural, criando superfícies em diferentes tonalidades de marrom, verde e vermelho. Algumas peças utilizam ainda geoprópolis — mistura de terra e própolis produzida por espécies como a mandaçaia — ampliando o diálogo entre arte, território e biologia.

A geometria característica das colmeias também aparece em uma série de trabalhos confeccionados com folhas de cera de abelha moldadas pelo artista. Em “Estudos para Movimento Mel Concreto”, Siri faz referência ao Movimento Neoconcreto, utilizando estruturas hexagonais inspiradas na organização das abelhas. Formado em engenharia civil, o artista afirma que a geometria é um elemento recorrente em sua produção.

Outra série presta homenagem ao pintor holandês Piet Mondrian. Batizadas de “Meldrian”, as obras reproduzem a linguagem visual do artista utilizando exclusivamente mel e ceras naturais de diferentes espécies de abelhas, sem adição de pigmentos artificiais. Durante suas pesquisas, Siri constatou que cada espécie produz ceras com colorações próprias, que podem variar até mesmo dentro de uma mesma colmeia.

A tecnologia também integra a exposição. O artista desenvolveu QR Codes produzidos com folhas de cera que podem ser escaneados por celulares e direcionam o visitante para conteúdos sobre as colmeias responsáveis pela produção daquele material. Em outras pinturas, os códigos aparecem camuflados em composições geométricas feitas com própolis e pigmentos extraídos de flores e plantas cultivadas em seu quintal, como urucum, café e bougainville. Ao serem fotografadas, as imagens revelam conteúdos ocultos relacionados ao universo das abelhas.

“A ideia é provocar um novo olhar sobre a obra. As pessoas fotografam muito nas exposições. Então resolvi transformar esse hábito em parte da experiência e, de certa forma, polinizar as pessoas”, explica o artista.

A exposição também aborda questões ligadas à migração. Em uma série de mapas-múndi produzidos com cera de abelhas estrangeiras presentes no Brasil, Siri presta homenagem tanto às espécies introduzidas no país quanto aos imigrantes que ajudaram a construir sua história familiar.

A maior parte dos materiais utilizados na exposição é proveniente do próprio meliponário do artista, dedicado à criação de abelhas nativas brasileiras. A mostra permanece em cartaz no Museu Histórico da Cidade e convida o público a refletir sobre as relações entre arte, ecologia, memória e convivência coletiva.

Serviço
Exposição “PRO-POLIS”, de Ricardo Siri
Abertura: 27 de junho de 2026, às 10h
Exposição: até 22 de agosto de 2026
Museu Histórico da Cida (MHC) [3º andar]
Estrada Santa Marinha, s/n – Gávea – Rio de Janeiro – RJ
De terça a domingo, das 9h às 16h.
Entrada gratuita
Curadoria: Fernanda Lopes

Espaço Leia Brasil apresenta Formas Musicais, um curso para quem quiser conhecer, desvendar e saber ouvir a música sinfônica

Com o Maestro Ricardo Rocha, fundador e diretor musical da Cia. Bachiana Brasileira na Escola de Música Villa-Lobos

Ouvir uma orquestra vai muito além de apreciar a beleza dos sons. Compreender os instrumentos, identificar os padrões e estruturas que organizam uma obra de concerto e transformar a experiência de escuta em uma descoberta do pensamento criativo do compositor revelam um novo olhar para quem deseja mergulhar neste universo. Essa é a proposta do curso Formas Musicais, ministrado pelo maestro Ricardo Rocha, fundador e diretor musical da Cia. Bachiana, que completa 40 anos de trajetória em 2026. Serão oito aulas, realizadas aos sábados, das 10h às 13h, na Escola de Música Villa-Lobos, com início em 18 de julho.

Formas Musicais investe na formação de novas plateias de todas as idades, voltando-se para os que querem compreender a linguagem da música de concerto em seu próprio discurso. Ele tem como foco a aprendizagem de uma audição musical inteligente não só para leigos e estudantes em geral, mas também para os professores e profissionais da música e outras artes, por meio de uma abordagem inédita no reconhecimento dos principais eventos musicais em meio à sua organização estrutural.

“É um método capaz de oferecer um caminho para uma audição inteligente das grandes obras orquestrais em seus principais formatos, como suítes, aberturas, sinfonias, concertos solistas e poemas sinfônicos, formas consagradas que constituem o volume maior do repertório sinfônico da história de nossa música”, ressalta o regente Ricardo Rocha.

A cada aula haverá a análise de cinco das mais importantes e diferentes formas que a história da música produziu. Ao todo, serão 20 famosas obras da história da música, escritas nos séculos 18, 19 e 20, por 14 dos maiores compositores de todos os tempos, como Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Wagner, Rimsky-Korsakov, Tchaikovsky, Grieg, Dvorák, Mussorgski, Debussy, Ravel, Sibelius, Bartók e Stravinsky.

“O resultado desse método, que vem sendo desenvolvido há mais de 30 anos, surpreende pela experiência de uma audição completamente diferente, capaz de abrir novas vias de acesso ao entendimento e à fruição estética de obras-primas de grandes compositores”, destaca o maestro.

Programação das aulas:

Introdução: Breve história da música ocidental e das formas musicais

AULA I – SUITE, fonte para as diversas formas que nasceram depois

– Barroca (século 18): J. S. Bach, Suite n. 2 em si menor, BWV 1067
– Romântica (século 19): Grieg, Suite n.1 de Peer Gynt, opus 46
– Moderna sobre temática barroca (século 20): Stravinsky, Suite Pulcinella

AULA II – ABERTURA, que nascida como introdução às Suites, com o tempo ganhou autonomia como peça de concerto

– Clássica (final do século 18): Mozart, abertura de A Flauta Mágica
– Programática (século 19): Wagner, abertura de Os Mestres Cantores
– Concertante (século 19): Rimsky-Korsakov, Abertura Páscoa Russa

AULA III – SINFONIA Clássica, em 4 movimentos: exemplo de um movimento de cada

. Haydn, Sinfonia n. 39 em sol menor (I. Allegro assai))
. Schubert, Quinta Sinfonia, em si bemol maior, D 485 (II. Andante con moto)
. Beethoven, Sinfonia n.8 em fá maior, opus 93 (III. Tempo di Menuetto)
. Mozart, Sinfonia n. 41, Júpiter, a “Zero” de Beethoven (IV, Molto allegro)

AULA IV – SINFONIA Romântica, em 4 movimentos: apresentação completa e analisada de duas grandes representantes do Romantismo

. Beethoven, Sinfonia n. 3 em mi bemol maior, opus 55 ‘Eroica”,movs. 1 e 2
. Tchaikovsky, Sinfonia n. 5, em mi menor, op. 64, completa

AULA V – CONCERTO SOLISTA – um painel comparado da forma sonata

. Introdução: a forma barroca do Concerto Grosso em
Bach, Concerto para dois Violinos
– Piano, Classicismo: Beethoven, Concerto n.3 em dó menor, 1º. movimento
– Violoncelo , Romantismo: Dvorák, Concerto n.2 em si menor, 1º. movimento
– Piano, Modernismo: Ravel, Concerto para Piano em sol, 1º. movimento

AULA VI – POEMA SINFÔNICO 1 – Obras a serem analisadas:

– Sibelius, Finlândia
– Debussy, L’après-midi d’um faune
– Mussorgski, Quadros de uma Exposição (Ravel)

AULA VI – POEMA SINFÔNICO 2 , Encerramento: a análise detalhada e completa de:

– Gustav Mahler, DAS LIED VON DER ERDE – “A Canção da Terra”

Obra-prima e testamento musical do compositor, sobre poemas chineses do século VI, sobre a vida e seu ciclo na juventude, maturidade e despedida

Serviço:
Curso: FORMAS MUSICAIS
Palestrante: Maestro Ricardo Rocha
Período: sábados, de 18 de julho a 5 de setembro
Horário: 10h às 13h
Local: Escola de Música Villa-Lobos
Endereço: Rua Ramalho Ortigão, nº 9 – Centro – Rio de Janeiro
(perto da estação de metrô Carioca)
Informações (Leia Brasil): 21- 98133-7880
Telefone Geral: 21 – 2505-9701
Realização: Espaço Leia Brasil
Investimento para o curso completo: 3x R$200 – total: 8 aulas
OBS: é possível fazer aulas avulsas: R$90

Casa Pacheco Leão recebe a exposição “O Tempo das Plantas”

A partir de 11 de julho no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, “O Tempo das Plantas” propõe uma reflexão sobre circulação de espécies, memória, ciência e intercâmbios culturais entre territórios e saberes.

Realizada na histórica Casa Pacheco Leão, a exposição gratuita convida o público a desacelerar e observar o mundo a partir do tempo das plantas. Muito antes de se tornarem bebidas globais, chá e café nasceram de paisagens específicas, de montanhas úmidas, florestas tropicais e terras cultivadas por gerações de agricultores que aprenderam a acompanhar os ritmos das estações, da chuva e da luz. Ao longo dos séculos, suas folhas e sementes cruzaram oceanos, transformando economias, paisagens e modos de convivência.

A narrativa parte das origens da Camellia sinensis, nas montanhas do sul da China, e do Coffea arabica, nas terras altas da Etiópia, do Quênia e do Sudão, para refletir sobre as conexões históricas entre África, Ásia e Brasil. A exposição também destaca o papel histórico do próprio Jardim Botânico.

“A Casa Pacheco Leão é um importante marco no desenvolvimento do Jardim Botânico como instituição de referência em pesquisa botânica. Receber uma exposição tão linda sobre duas plantas importantes presentes na tradição de diferentes culturas ao redor do mundo, e na história da China e do Brasil, reforça a conexão entre ciência, flora, história e cultura dos povos. Um presente para os nossos visitantes”, reforça o presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Sergio Besserman Vianna.

Com curadoria do estúdio UM.BA.RA.KÁ, a exposição reúne mais de 200 itens entre obras de arte contemporânea, documentos históricos, ilustrações botânicas, objetos científicos, utensílios tradicionais, registros fotográficos, instalações sensoriais e conteúdos audiovisuais. O percurso articula arte, ciência e memória para abordar temas como agricultura ancestral, circulação de espécies, viagens marítimas, intercâmbios culturais, colonialismo, relações comerciais, biodiversidade e diferentes formas de conhecimento construídas em relação à natureza.

“Vivemos em um tempo acelerado, mas as plantas nos lembram de outras formas de perceber o mundo. Ao acompanhar as trajetórias do chá, do café e de outras espécies, a exposição convida o público a refletir sobre como plantas, pessoas e territórios se transformam mutuamente ao longo do tempo. Entre arte, ciência e memória, ‘O Tempo das Plantas’ propõe um olhar atento para as conexões que unem natureza e cultura e para os conhecimentos que surgem dessa relação”, destaca Isabel Seixas, da equipe curatorial da exposição.

Participam da mostra artistas como Tiago Sant’Ana, Mãe Celina de Xangô, Emerson Rocha, Jingwei Bu e Gustavo Caboco, em diálogo com acervos de instituições nacionais e internacionais, entre elas o próprio Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Instituto Moreira Salles (IMS), Biblioteca Nacional, Wellcome Collection, Biodiversity Heritage Library, The National Palace Museum Collection, Shanghai Museum, The Palace Museum (Beijing Palace Museum), Museu Nacional do Palácio de Taipei e The Metropolitan Museum of Art, além de coleções particulares e acervos indígenas.

“O Tempo das Plantas” ocupa a Casa Pacheco Leão, residência construída no início do século XX para o médico e botânico Antônio Pacheco Leão, diretor do Jardim Botânico entre 1915 e 1931. Restaurada e reaberta em 2024, a casa consolida-se hoje como um espaço dedicado ao diálogo entre arte, ciência e natureza. Sua restauração e a realização da exposição integram o compromisso da State Grid Brazil Holding e do Banco BOCOM BBM com a valorização do patrimônio, a sustentabilidade e o acesso à cultura, especialmente no contexto das celebrações das relações culturais e institucionais entre Brasil e China.

Além da experiência expositiva, o projeto contará com programação educativa, visitas mediadas, atividades sensoriais, cerimônias do chá e ações voltadas à acessibilidade, buscando aproximar diferentes públicos das discussões propostas pela mostra. O projeto conta ainda com consultoria do Instituto Confúcius e a colaboração de uma comissão curatorial formada por servidores do JBRJ.

Serviço – Exposição “O Tempo das Plantas”

Local: Casa Pacheco Leão – Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Rua Jardim Botânico, 1008, Rio de Janeiro/RJ Abertura: 11 de julho de 2026

Período de visitação: até junho de 2027

Horário: das 10h às 17h (fechado às quartas)

Entrada gratuita

Classificação livre https://heylink.me/casapachecoleao

Este projeto é realizado através da Lei Rouanet, e conta com patrocínio da State Grid Brazil Holding, do Banco BOCOM BBM, com apoio do BMTE, e co-realização do estúdio UM.BA.RA.KÁ e realização do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, do lado do povo brasileiro.

Escola de Música do Instituto dos Sonhos realiza Sarau de Encerramento em São Gonçalo

Evento gratuito celebra a conclusão das atividades com apresentações de violão e violino

A Escola de Música do Instituto dos Sonhos realiza, nesta quinta-feira (2 de julho), a partir das 18h30, no Clube Tamarilândia, em São Gonçalo, o Sarau de Encerramento das atividades desenvolvidas por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Carlos Minc. Com entrada gratuita, o evento marca a conclusão de mais um ciclo de formação musical, reunindo alunos, familiares e a comunidade em uma noite de celebração à arte, à educação e à transformação social.

Durante a programação, os estudantes das turmas de violão e violino apresentarão ao público o repertório preparado ao longo dos últimos meses, compartilhando o resultado de uma trajetória marcada por aprendizado, dedicação e desenvolvimento artístico.

Mais do que um recital, o sarau simboliza a importância da música como instrumento de inclusão, cidadania e fortalecimento de vínculos. A iniciativa valoriza o protagonismo dos alunos e aproxima famílias, educadores e comunidade em torno da cultura e da formação humana.

A expectativa é reunir cerca de 200 pessoas em uma noite de apresentações que destacam o talento dos participantes e o impacto social do projeto desenvolvido pelo Instituto dos Sonhos.

Sobre o Instituto dos Sonhos:

Fundador e mantenedor da Escola de Música, o Instituto dos Sonhos é uma Organização da Sociedade Civil que desenvolve soluções para a Economia Criativa e no Terceiro Setor, gerando oportunidades por meio da cultura, da educação, da inovação e da sustentabilidade, com o objetivo de tornar sonhos possíveis e impulsionar a prosperidade.

Fundado por Rafael Vieira, o Instituto tem como missão promover soluções sociais nas áreas da cultura, do esporte e do meio ambiente, contribuindo para a geração de renda, a ampliação do acesso à educação, a promoção da saúde, o fortalecimento da confiança no futuro e a construção de trajetórias de prosperidade, tendo como eixo central a realização de sonhos.

Além da Escola de Música, que atende cerca de 500 alunos em ações formativas continuadas, o Instituto dos Sonhos mantém a Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM), um dos mais importantes corpos artísticos do Estado do Rio de Janeiro, reunindo músicos de excelência de diversos municípios da Região Metropolitana e da Região Serrana.

O Instituto também desenvolve o jogo educativo Recycle Rio, voltado à sustentabilidade e ao turismo consciente. Realiza e produz festivais, atua na organização de festas populares, como arraiás juninos e o carnaval de rua, e mantém o Hub IS, único hub criativo do município de São Gonçalo, com uma incubadora de projetos voltada a iniciativas culturais e criativas do território.

Serviço: Sarau de Encerramento – Escola de Música Instituto dos Sonhos
Data: 02 de julho (quinta-feira)
Horário: das 18h30 até 21h30
Local: Clube Tamarilândia (Rua José do Patrocínio, 86 – Porto Novo – São Gonçalo)
Entrada: Gratuita

Foto: Fernanda Arantes

Duas noites de muitas emoções com Roberto Carlos marcam abertura da Arena Niterói

Equipamento multiuso construído pela Prefeitura consolida a cidade na rota dos grandes espetáculos, impulsiona o turismo e fortalece a economia

Foram duas noites de muitas emoções. Ao som de canções que atravessaram gerações, Roberto Carlos transformou a nova Arena Niterói em um grande coro de vozes, memórias e afetos. Depois da estreia histórica na sexta-feira (26), o Rei voltou ao palco neste sábado (27) e, mais uma vez, emocionou milhares de pessoas, consolidando o novo equipamento multiuso da Prefeitura de Niterói como um dos mais importantes espaços para grandes eventos do estado do Rio de Janeiro.

Muito antes de as luzes se apagarem, a emoção já tomava conta da Arena. Famílias inteiras percorriam os corredores, grupos de amigos registravam o momento e uma fila que chamava a atenção logo na entrada.

Diante de um painel com a imagem de Roberto Carlos vestindo um terno azul-claro, uma característica do ídolo, fãs aguardavam pacientemente a vez de fazer uma fotografia. Sorrisos, abraços e lágrimas antecipavam o espetáculo que ainda estava por começar.

“Em apenas dois dias, a Arena Niterói mostrou a que veio. Ver milhares de pessoas vivendo momentos inesquecíveis com um artista da dimensão de Roberto Carlos confirma que fizemos o investimento certo. Este equipamento foi pensado para receber grandes shows, eventos esportivos nacionais e internacionais, movimentar o turismo, gerar empregos e fortalecer a economia da cidade”, destacou o prefeito Rodrigo Neves.

Quando Roberto Carlos surgiu no palco, bastaram os primeiros acordes para que o público se levantasse quase em uníssono. Celulares iluminaram a Arena como pequenas estrelas, casais se abraçaram, famílias cantaram juntas e a emoção tomou conta do espaço. Ao longo da apresentação da turnê “Eu Ofereço Flores”, inspirada no EP lançado em 2024, o artista revisitou clássicos como “Detalhes”, “Amigo”, “Outra Vez” e, naturalmente, “Emoções”, canções que seguem unindo diferentes gerações mais de seis décadas depois do início de sua carreira.

Entre os milhares de fãs estava o trio de amigas de Santa Bárbara que participa do projeto 60+ da Prefeitura e frequenta as aulas de ginástica. Para elas, o show representava muito mais do que uma apresentação musical.

Aos 75 anos, Lúcia Moura Miranda já havia assistido Roberto Carlos em outras ocasiões, mas não escondia a felicidade por estar novamente diante do artista. “Adorei ganhar o convite. Estou esperando ouvir ‘Emoções”, contou ela, enquanto observava a movimentação do público antes do início do espetáculo.

A expectativa também tomou conta de quem atravessou a cidade para viver aquele momento. Entre os fãs, estava uma moradora de Maricá que fez questão de registrar a emoção antes mesmo de o espetáculo começar. “Sempre sonhei em ver o Roberto Carlos e estar aqui na Arena Niterói é emocionante. A gente percebe que esse espaço foi feito para aproximar as pessoas da cultura e de grandes artistas”, disse, emocionada, Ivani Gomes Pereira.

O equipamento é a primeira grande arena indoor do Estado do Rio fora da capital fluminense. Moderna, climatizada e equipada com tratamento acústico, foi concebida para receber shows, competições esportivas, feiras, exposições e eventos de grande porte.

Ao fim da apresentação, quando Roberto Carlos percorreu o palco distribuindo as tradicionais rosas, repetiu-se uma cena que atravessa décadas. Mãos estendidas, olhos marejados e sorrisos de quem sabia que estava vivendo um momento raro. Em apenas dois dias, a Arena Niterói se transformou em um lugar onde histórias começaram a ser construídas ao som de um artista que continua reunindo gerações.

A Arena Niterói integra o projeto de revitalização do Parque Poliesportivo da Concha Acústica, em São Domingos, que também conta com campo de futebol de grama sintética em dimensões oficiais, quadra poliesportiva, palco para eventos, quadras de tênis, quadras de vôlei de praia e pista de caminhada. Mais do que ampliar a infraestrutura esportiva e cultural da cidade, o investimento faz parte da estratégia da Prefeitura para impulsionar a economia criativa, fortalecer o turismo e revitalizar a região central de Niterói.

Foto: Evelen Gouvêa

Fan Fests levam alegria e confraternização às ruas vencedoras do concurso “Minha Rua é Hexa”

Moradores da Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e da Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, celebraram a vitória da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (29)

Camisas verde e amarelas, famílias reunidas e muita animação marcaram as Fan Fests realizadas nas ruas que conquistaram o segundo e o terceiro lugares no concurso “Minha Rua é Hexa”, durante a vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão. Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, moradores comemoraram o resultado nesta segunda-feira (29) em clima de confraternização.

Promovido pela Prefeitura de Niterói, o concurso recebeu 6.754 votos populares e premiou as decorações mais criativas de ruas e condomínios da cidade durante a Copa do Mundo FIFA 2026. As comunidades vencedoras receberam como prêmio a realização de uma Fan Fest Oficial, com telão para transmissão dos jogos, sistema de sonorização, atividades recreativas para crianças, além de apoio logístico, limpeza urbana e segurança municipal. A campeã da competição, a Rua Alarico de Souza, no Atalaia, receberá a estrutura especial no dia 19 de julho, data da final da Copa do Mundo.

“A pintura nas ruas traduz a criatividade do povo brasileiro. Em época de Copa, essa expressão ganha ainda mais força ao transformar os espaços públicos em ambientes de arte, cor e integração, especialmente para as novas gerações, que precisam se aproximar e dar continuidade a essa tradição”, ressalta a presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa.

O concurso, realizado em parceria entre a FAN, a Neltur e a Coordenadoria de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, buscava resgatar a tradição de enfeitar os bairros durante o maior evento do futebol mundial e estimular a participação dos moradores. Ao todo, mais de 50 ruas e condomínios participaram.

“Essa é uma iniciativa singela e muito simbólica, que busca resgatar uma tradição que sempre fez parte da memória afetiva dos brasileiros e também de Niterói: as ruas enfeitadas com as cores do Brasil durante a Copa do Mundo. A ideia era incentivar moradores, famílias, condomínios e vizinhos a se reunirem novamente em torno desse espírito coletivo, celebrando o futebol, a convivência e o sentimento de pertencimento”, afirma o coordenador de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, Fernando Stern.

Tradição que passa de geração em geração

Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, a analista de sistemas e educadora física Fernanda Paes, de 42 anos, viu a tradição das ruas enfeitadas marcar sua infância e agora a revive ao lado da filha. Ela participa da decoração da travessa durante a Copa do Mundo desde 1998 e, neste ano, contou com a ajuda de Sarah, de 9 anos, que também colocou a mão na massa e ajudou a desenhar parte da pintura que garantiu o segundo lugar no concurso.

“Pintar a rua e colocar as bandeirinhas sempre foi uma forma de unir as pessoas e trazer as crianças para participar dessa tradição. Quando eu era pequena, brincava muito na rua e vivi tudo isso. Hoje, ver minha filha, com a mesma idade que eu tinha quando comecei a participar, vivendo essa experiência e também pintando a rua é muito gratificante. A iniciativa do concurso animou ainda mais a comunidade e trouxe de volta esse espírito da Copa e de união entre as pessoas”, afirmou Fernanda.

Além de preservar tradições, a decoração da Travessa Santa Clara também aproximou moradores e criou novas amizades. O arquiteto Ricardo Avelar, de 60 anos, e o pintor e desenhista Victor Bruno, de 51, se conheceram neste ano durante a organização das pinturas e dos enfeites da Copa do Mundo e voltaram a se reunir para acompanhar a Fan Fest promovida pela Prefeitura.

“A maior alegria é ver a criançada participando, porque tudo para eles é festa. Essa tradição existe desde 1978 e vem passando de pai para filho e de avô para neto. Daqui a alguns anos, essa garotada vai estar à frente de tudo isso, e é isso que é mais bacana”, afirmou Ricardo Avelar.

Para Victor Bruno, a decoração das ruas representa uma oportunidade de reunir as famílias e fortalecer o sentimento de comunidade.

“Mais do que um concurso, o importante é unir as famílias e o bairro. Esse resgate da pintura, das bandeirinhas e da decoração faz as pessoas saírem de casa para construir algo em comum. É uma forma de preservar essa tradição, tirar um pouco as crianças do celular e valorizar um convívio mais humano e coletivo”, destacou Victor.

Torcida que une gerações

Na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, a comemoração reuniu moradores de diferentes idades. O instrumentador cirúrgico Luan Daltio, de 34 anos, acompanhou a partida ao lado da esposa, a assistente social Andressa Daltio, de 33 anos, e do filho do casal, Pedro, de apenas oito meses. A família ajudou tanto na decoração premiada quanto na organização da festa.

“É muito bom ver o sorriso no rosto de uma criança pintando uma rua, torcer na frente de uma televisão, reunir a família na rua em que nós nascemos e fomos criados. É muito bom resgatar isso, que ficou perdido por muito tempo”, afirmou Luan.

“Também é bom fortalecer os laços entre a vizinhança e a comunidade em geral”, completou Andressa.

Foto: Luciana Carneiro e Lucas Benevides

Exposição sobre mineração no Vale do Jequitinhonha chega ao Rio de Janeiro

Mostra registra registra impacto da exploração do lítio no Brasil e os efeitos do processo sobre famílias da região

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan), no Catete (RJ), convida o público para a abertura da exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, no próximo dia 2 de julho, às 18h, na Galeria Mestre Vitalino, localizada na rua do Catete, 179. A exposição, da fotógrafa e documentarista mineira Isis Medeiros, exibe o impacto da exploração do lítio no Brasil por mineradoras brasileiras e multinacionais, bem como efeitos do processo sobre família e ecossistema da região, onde estão 85% das reservas no País.

“Zona de Sacrifício: do ouro ao pó” é um projeto autoral de longa duração, fomentado pelo Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (17ª edição). No dia da abertura será exibido o documentário “Chico”, de Augusto Gomes e Isis Medeiros, sobre os impactos humanos, ambientais e afetivos desse novo ciclo extrativista. A partir da perspectiva de Chico do Poço das Antas, o filme registra os acontecimentos no Vale do Jequitinhonha, onde o lítio, mineral essencial na fabricação de baterias para carros elétricos, celulares e sistemas de armazenamento de energia, é explorado.

Para trazer a dimensão do panorama amplamente documentado na exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, dia 3 de julho, às 16h, ocorre a Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (Antropóloga, coordenadora técnica de pesquisa e projetos especiais do CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT). A mediação é de Gabriela Sarmet (cosmopolíticas). Conhecido pela importante tradição de ceramistas, o Vale do Jequitinhonha está amplamente representado no acervo do Museu de Folclore Edison Carneiro. Por isso, algumas peças do museu fazem parte da mostra, conectando saberes da cultura popular ao contexto documental.

Zona de Sacrifício: do ouro ao pó

Propõe ampliar o debate público sobre o modelo de desenvolvimento baseado na extração intensiva. Questiona como a promessa de uma economia “verde” convive, na prática, com a degradação ambiental, a pressão sobre recursos hídricos e as ameaças aos modos de vida de comunidades rurais e tradicionais. O país ocupa atualmente o 6º lugar no ranking mundial de reservas do mineral, considerado estratégico para a transição energética global. “Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto o avanço da mineração de lítio no Vale do Jequitinhonha, um território que aprendi a amar profundamente por sua cultura, pelas pessoas e pela força das comunidades que vivem ali”, analisa Isis Medeiros.

Ao documentar e atualizar a forma como atuam as mineradoras, a artista demonstra na exposição as inquietações de seu trabalho. “O que me inquieta é a forma dessa nova corrida mineral ser apresentada como parte de uma ‘transição energética verde’, enquanto no território o que aparece são poeira, explosões, pressão sobre a água e impactos diretos na vida das pessoas. Isso levanta perguntas inevitáveis: mineração sustentável para quem? Mineração verde para quem? Como falar em mineração verde quando ela deixa rastros tão visíveis de destruição ambiental e de ameaça aos modos de vida locais? Esta exposição nasce dessa inquietação e da necessidade de tornar visíveis histórias e conflitos que muitas vezes permanecem invisíveis para o restante do país”, define Isis Medeiros.

Segundo a curadora Carol Lopes, a prática fotográfica de Isis Medeiros “se constrói na criação de redes e no tempo partilhado”. “Esse gesto se materializa no encontro entre sua pesquisa, saberes cultivados pelos mais velhos e as vozes da juventude do Vale. Em suas fotografias, a paisagem se revela em camadas. À noite, o ruído das máquinas e a iluminação das mineradoras anunciam uma presença perturbadora. Durante o dia, emergem montanhas de rejeitos, crateras no solo e o pó que adoece e a proximidade entre a atividade e a vida cotidiana.

Entre luz e sombra, a exposição torna visíveis os saberes que sustentam o território e as marcas da transformação. As obras aproximam o público de uma cosmologia em que gente, bicho, água e terra são parte de uma mesma trama. ‘Zona de Sacrifício: do ouro ao pó’ desloca a discussão para além das falsas promessas de progresso. Entre explosões e fissuras na paisagem, o presente do Vale permanece em suspensão. O conjunto reunido na exposição atesta que, contra todas as forças que insistem em reduzi-lo a um recurso perecível, o Jequitinhonha pulsa resistência. Seu povo segue atravessando as contradições deste tempo e reafirmando seu direito de imaginar, narrar e decidir futuros possíveis.”

Sobre a autora

Isis Medeiros é fotógrafa documental, fotojornalista e realizadora audiovisual brasileira, com trajetória profundamente ligada aos movimentos sociais populares. Investiga violações de direitos humanos, crimes ambientais e os impactos de grandes empreendimentos sobre comunidades tradicionais e populações historicamente marginalizadas. Entrelaça arte, política e memória coletiva, as narrativas obtêm forte impacto social. É autora do fotolivro “15:30” (2020), leitura sensível do desastre-crime provocado pelo rompimento da barragem da Samarco/Vale-BHP em Mariana (MG). O trabalho integra os acervos do MASP, da Biblioteca Nacional da França (BnF) e do Instituto Moreira Salles (IMS). Idealizou a premiada série “Mulheres Cabulosas da História”, que lhe rendeu a Medalha Clara Zetkin.

Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan)
Apoio: Instituto Federal Norte de Minas Gerais | Cáritas Diocesana Araçuaí | Instituto Camila e Luiz Taliberti | Movimento pela Soberania Popular na Mineração | Observatório da Mineração | cosmopolíticas | Associação de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro | Artmosphere | Fundação Nacional de Artes
Serviço: Zona de Sacrifício: do ouro ao pó
Inauguração 2 de julho, às 18h | Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179 | Galeria Mestre Vitalino – Museu de Folclore Edison Carneiro. Visitação: 2 de julho a 1º de novembro de 2026. Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Grátis

Programação complementar à exposição
– no dia da abertura: projeção do filme “Chico – 10” (fotografia de Augusto Gomes e Isis Medeiros)
– dia 3 de julho: 16h | Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG)), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT) – Mediação: Gabriela Sarmet (cosmopolíticas)

Roxy Dinner Show celebra mais uma conquista de peso: reconhecido no “Prêmio Travellers’ Choice – Awards 2026” do Tripadvisor

O Roxy Dinner Show consolida, em tempo recorde, seu lugar entre as grandes experiências culturais do mundo. Inaugurado em 17 de outubro de 2024, o espaço já acumula reconhecimentos internacionais e agora celebra mais uma conquista de peso: a inclusão no Travellers’ Choice Awards 2026, figurando entre os 10% das melhores atividades de todo o planeta.

O novo prêmio chega na esteira de outro feito expressivo. Em março de 2025, o Roxy foi destacado pela Time como um dos melhores lugares do mundo para visitar, integrando uma seleção global de hotéis e atrações imperdíveis. Na ocasião, o endereço icônico na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Bolívar apareceu como uma das poucas indicações da América Latina, sendo uma das quatro escolhidas em toda a América Central e do Sul.

O reconhecimento do Tripadvisor reforça ainda mais a relevância do empreendimento no cenário internacional. O Travellers’ Choice Awards é concedido com base em critérios rigorosos, como a qualidade e a quantidade de avaliações, a nota média dos usuários, a consistência das opiniões ao longo de 12 meses e o nível de engajamento na plataforma. Trata-se de uma chancela direta do público, construída a partir da experiência real de viajantes de diferentes partes do mundo.

Dentro da premiação, existem dois níveis principais: o selo Travellers’ Choice, que posiciona o vencedor entre os 10% melhores do mundo, e a categoria Best of the Best, ainda mais exclusiva, destinada ao top 1% global. Ao conquistar espaço nesse seleto grupo logo em seu primeiro ano de funcionamento, o Roxy demonstra não apenas impacto imediato, mas também consistência na experiência oferecida. Para o turismo, esse tipo de reconhecimento vai além do prestígio simbólico. Ele amplia a credibilidade internacional, fortalece o posicionamento premium e influencia diretamente a decisão de viajantes, além de impulsionar resultados comerciais, presença em buscas e parcerias com agências e operadores. Na prática, funciona como um selo de confiança global.

Mais do que um prêmio, o Travellers’ Choice representa a validação do público. Todos os anos, os vencedores são definidos a partir das avaliações acumuladas ao longo de 12 meses, refletindo experiências autênticas e opiniões reais. A edição de 2026, em especial, celebra os destinos e atrações que marcaram as jornadas dos viajantes no último ano, lugares que transformaram visitas em memórias.

Nesse contexto, o Roxy Dinner Show reafirma sua proposta: unir patrimônio histórico, tecnologia e espetáculo em uma experiência imersiva única. Em menos de dois anos, o espaço não apenas reabriu suas portas, mas se reposicionou como um dos grandes ícones do entretenimento e do turismo cultural contemporâneo, projetando o Rio de Janeiro para o centro das experiências globais.

A premiação corrobora com a excelência do projeto – O antigo cinema Roxy foi, por décadas, um dos maiores e mais emblemáticos espaços culturais do Brasil, destacando-se como símbolo do estilo Art déco. Hoje, restaurado e reimaginado, preservando sua memória e relevância histórica, ao mesmo tempo em que incorpora um projeto arquitetônico contemporâneo que respeita os elementos originais que marcaram gerações. A entrada já impressiona com a nova calçada em pedras portuguesas, inspirada em Copacabana, enquanto a fachada ganha tons dourados que remetem à era de ouro do cinema. As colunas cilíndricas foram valorizadas e mantidas como identidade visual do prédio, e a transparência da esquadria externa reforça a integração entre interior e exterior. Entre os destaques, está a cúpula luminária restaurada, com 280 m² e mais de duas toneladas, elemento que resgata, com imponência, o esplendor original do espaço. A estrutura em abóbada, assinada por Emílio Henrique Baumgart, também foi recuperada, enquanto todo o ambiente recebeu melhorias de acústica e conforto.

No presente, o novo palco de 400 m² abriga um painel de LED côncavo com tecnologia 4D, proporcionando uma experiência imersiva em 180°, que conduz o público por uma viagem sensorial pelo Brasil, do Pelourinho à Amazônia. Com capacidade atual para 626 pessoas, o espaço se transforma em um sofisticado dinner show, onde o projeto de iluminação interage com o espetáculo, ampliando a imersão do público. No foyer, permanecem elementos históricos, como escadas e materiais originais, enquanto detalhes em granito, lioz rosa e guarda-corpos dourados foram cuidadosamente restaurados. O resultado é um espaço que equilibra passado e presente, reafirmando sua importância como palco da cultura brasileira.

“Aquele Abraço” – Com direção geral de Abel Gomes, o espetáculo “Aquele Abraço” celebra a diversidade e a alegria do Brasil em uma megaprodução voltada para toda a família. Dezenas de cantores, atores, bailarinos e músicos apresentam um show que viaja pelos ritmos e expressões culturais do Brasil, do samba ao Funk, do Frevo à Bossa Nova, passando pela poesia, pela street art e pelos costumes de diferentes regiões. Com direção cênica e coreografias de Priscilla Mota e Rodrigo Negri, vencedores do Carnaval pela Unidos do Viradouro, e roteiro de Leonardo Bruno, o espetáculo é um verdadeiro mosaico da brasilidade, destinado a encantar tanto turistas nacionais e internacionais quanto os próprios cariocas. A direção musical é de Pretinho da Serrinha, com um repertório que passeia por mais de 50 canções de diferentes ritmos nacionais. Com figurinos assinados por Leonardo Bora e Gabriel Haddad, carnavalescos da escola de samba Grande Rio, o espetáculo traz 350 fantasias exclusivas e um elenco de 60 artistas em cena. É uma experiência imersiva e sensorial, enriquecida ainda pelo desenho de luz de Maneco Quinderé. O projeto do Roxy Dinner Show é uma realização da Accioly Participações e do DC Set Group.

A experiência no Roxy Dinner Show acontece de quarta a domingo, das 19h às 22h45, combinando gastronomia e música ao vivo. Durante cerca de duas horas de jantar, o público aprecia apresentações da Banda Roxy, com clássicos da Bossa Nova e da MPB. Em seguida, o espetáculo “Aquele Abraço” completa a noite com 1h30 de entretenimento imersivo. A proposta gastronômica leva a assinatura do chef Danilo Parah, com cardápios sazonais criados em parceria com chefs convidados e executados pelo chef executivo Caio Silva. Em uma cozinha de alto padrão, o espaço oferece uma experiência culinária sofisticada, alinhada ao nível dos melhores hotéis do mundo.

Roxy Dinner Show
Rua Bolívar, 45 – Copacabana – Rio de Janeiro
•     Funcionamento de: 4ª a Domingo
•     Aberta da casa: 18h30
•     Pré Show: 19h15
•     Jantar: a partir das 19h
•     Apresentação “Aquela Abraço”: 21h
Pacote Copacabana / Pacote Rio de Janeiro / Pacote Aquele Abraço
A partir de R$ 396,00
Capacidade: 626 lugares
Acessibilidade
Classificação Livre
Tickets especiais para crianças até 12 anos
Bilheteria no local: 10h às 18h (2ª e 3ª) / 10h às 21h (4ª a domingo)
Formas de pagamento: Cartões Visa, Mastercard e Amex
Informações: https://roxydinnershow.com.br/
Compra de ingressos: https://roxydinnershow.com.br/venda-ingressos/