“Vik Muniz – A Olho Nu”, maior retrospectiva do artista, chega ampliada ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro

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Depois de ter sido vista por mais de 150 mil pessoas, desde que foi inaugurada em junho de 2025no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, de onde seguiu para o Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, em dezembro de 2025 – realizada então pelo CCBB Salvador – a maior retrospectiva já feita sobre produção de Vik Muniz chega ao CCBB Rio de Janeiro. Com curadoria de Daniel Rangel, que acompanha a trajetória de Vik Muniz desde 1999, a exposição vai ocupar o térreo e o primeiro andar do CCBB Rio de Janeiro com mais de 220 trabalhos, entre fotografias e esculturas, criadas de 1987 até o momento. “Vik Muniz – A Olho Nu” no CCBB Rio está acrescida de aproximadamente 20 trabalhos, dos quais cinco totalmente inéditos, criados pelo artista este ano especialmente para esta mostra

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) recebe a exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, a maior e mais abrangente retrospectiva do artista Vik Muniz, que ficará em cartaz de 20 de maio a 7 de setembro de 2026. Com curadoria de Daniel Rangel, “Vik Muniz – A Olho Nu” reúne mais de 220 obras, de 43 diferentes séries, entre fotografias e esculturas.

No CCBB Rio de Janeiro, “Vik Muniz – A Olho Nu” terá várias novidades, em relação às etapas anteriores do projeto, com aproximadamente mais vinte trabalhos, entre inéditos, restaurados, recriados em novas versões, e novas edições. A mostra no Rio terá seis novas séries, em relação às cidades anteriores: “Principia” (1997–2002) – interativa –, “Verso” (2008/2012), “Veículos Mnemônicos” (2014/2026), “Museu de Cinzas” (2019/2026), “Colônias” (2014-2016) e “Os Arquivos de Weimar” (2004). Além dos inéditos, muitos desses trabalhos foram raramente exibidos no país.

Será mostrada pela primeira vez no Brasil a escultura “Ferrari Berlinetta” (2014/2026), da série “Veículos Mnemônicos”, vinda da Itália, onde foi produzida em Turim. Com mais de quatro metros de comprimento, e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik Muniz tinha na infância. Instalada em frente à bilheteria da instituição, no térreo, a escultura já dará uma pista para o público de um dos eixos centrais da exposição: a transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em experiências monumentais.

Suspensa na Rotunda, estará uma das cinco obras feitas por Vik Muniz este ano, especialmente para esta exposição. Trata-se de “Tropeognathusmesembrinus” (2026), um gigante pterossauro, feito de polímero infundido com cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, devastado por um incêndio em 2018, fato que mobilizou Vik Muniz para o levantamento de recursos para sua reconstrução. Da série “Museu de Cinzas”, a escultura, totalmente inédita, vai “pairar” no ar, com seus 8,20 metros de envergadura, calculada de uma ponta à outra das asas, e 2,55 metros de comprimento, e poderá ser vista também por cima a partir do segundo andar. Cobrindo o chão da Rotunda, estará um tapete redondo com dez metros de diâmetro, estampado com a imagem da famosa obra do artista “Medusa Marinara” (1997), em que o mito greco-romano foi desenhado com molho de tomate. A obra original “Medusa Marinara”, impressão em jato de tinta em papel archival, com 1,70 metro de diâmetro, integra a exposição no primeiro andar.

OUTROS DESTAQUES
Integram também “Vik Muniz – A Olho Nu”no CCBB Rio de Janeiro, da série “Relicário”, as obras “Herói”,um conjunto com dez esculturas em mármore escuro, que se assemelham a pinos de boliche, “Dardos”, em impressão em jatode tinta em papel archival e dardos; e “O segredo”, escultura em técnica mista, na forma de um sino. A série “Relicário” marca um ponto de inflexão na trajetória de Vik Muniz, e é reconhecida pelo próprio artista como um marco em sua produção: foi a partir dela que a compreensão do objeto como imagem se consolidou. O interesse do artista pela fotografia surgiu durante o processo de documentação das esculturas desta série. Nela, as obras exploram intencionalmente a ambiguidade das matérias-primas: o público tem suas expectativas subvertidas, ao se deparar com objetos reconhecíveis produzidos com materiais inesperados. Essa relação paradoxal entre escultura e matéria confere às esculturas um forte caráter irônico e crítico.

É destaque ainda “Família”, da série “Álbum”, um retrato de Vik Muniz na infância, junto de seus pais.

Para esta mostra no CCBB Rio de Janeiro foram restauradas as esculturas em bronze “Nuvem nuvem 1” e “Nuvem 2”, da série “Primeiros Trabalhos”, ambas de 1997, e a escultura “A coisa” (1989), série “Relicário”, em técnica mista.

O artista recriou seis esculturas, a partir de seus originais: “Pódio de balanço” (1988/2026), “⁠Museu de pássaros (1990/2026), “Ética quântica (Infância)”, (1989/2026), e “⁠Flying Dutchman” (1991/2026), da série “Primeiros Trabalhos”; “⁠O grande livro” (1990/2026) e “⁠Mala de mármore (2010/2026), da série “Relicário”.

Dois outros trabalhos que entraram na exposição foram as esculturas “Capacete” (1989/2026) e “Fotografia histórica”, novas edições, 1989/2026, da série “Primeiros Trabalhos”

“Vik Muniz é um verdadeiro ícone das artes plásticas brasileiras. Sua estética única, marcada pela utilização de materiais inusitados para a construção de imagens sublimes, fez com que se tornasse igualmente querido entre especialistas e visitantes. Receber a maior retrospectiva já feita de um criador tão importante e popular reforça a nossa vocação em trazermos a cultura para perto das pessoas, para que todos sejam inspirados por ela”, comenta Sueli Voltarelli, Gerente Geral do CCBB Rio,acrescentando que “em meio ao surgimento de novas tecnologias, Muniz nos faz refletir sobre o papel da imaginação humana como matéria-prima primordial da arte.”

ILUSIONISTA
“Vik Muniz é um ilusionista — um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais. Suas obras possuem camadas que tensionam diferentes questões de cunho poético — aspectos formais e processuais — e político, abordagens e relações que estabelece com o sistema da arte”, afirma Daniel Rangel.

O curador explica que a exposição “Vik Muniz – A olho nu” “propõe um passeio pela produção do artista, desde suas obras tridimensionais, criadas antes do uso da câmera fotográfica, até suas séries de fotos mais conhecidas e as mais recentes. O recorte apresentado inclui esculturas, objetos e mais de uma centena de fotografias nas quais deslocamento de funções e reconfigurações de objetos do mundo estão evidentes e servem como fio condutor da seleção”.

Único filho de mãe mineira e pai cearense, Vik Muniz nasceu em São Paulo, em 1961. Seu pai trabalhava como garçom, e não poupou esforços para apoiar o talento do filho. Aos 22 anos, apenas com o dinheiro da passagem e muita vontade de perseguir seu sonho de ser artista, Vik Muniz foi para Nova York, onde passou a trabalhar e a ser reconhecido, e onde mantém casa e ateliê. O artista também tem casa e ateliê em Salvador, mas é no Rio onde fica baseado, e para onde trouxe seus pais para morarem perto. Seu pai faleceu em maio do ano passado, e esta retrospectiva é dedicada a ele.

Apesar de ser um viajante inveterado mundo afora, onde suas obras pertencem às mais prestigiosas coleções – Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Museum of Contemporary Art, Tóquio; Solomon R. Guggenheim Museum, e Museum of American Art, em Nova York, Estados Unidos; e Tate Gallery, Londres, para mencionar apenas algumas – Vik Muniz se mantém apaixonado pela cultura popular, por suas origens. Sobre este aspecto da exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, o curador Daniel Rangel comenta:

“Esse conjunto aproxima a produção de Vik do universo (pop)ular – seja pela utilização de elementos do cotidiano, pela forma como os organiza ou pelas imagens que produz. Uma amálgama de temas, cores e materiais que pode ser observada em feiras livres, nas ruas e calçadas, nos bairros e festas populares, nas gambiarras, nos filmes da televisão e na liberdade das composições.”

Outro aspecto bastante relevante da mostra no CCBB Rio de Janeiro é o envolvimento e o entusiasmo de Vik Muniz pelo projeto, que permite com que o artista possa ver reunida obras que abrangem o arco cronológico de sua trajetória. E, principalmente, o de estarem juntas não apenas as fotografias que o tornaram mundialmente famoso, mas também as esculturas e objetos, com que começou sua produção. Este fato empolgou de tal forma o artista que fez com que ele se dedicasse não apenas a criar novas obras, como a realizar ideias que por alguma razão não havia podido concretizar antes. É o caso das inéditas “O segredo”, “Herói” e “Dardos”.

DETALHES DAS SÉRIES NOVAS NA MONTAGEM DO CCBB RIO DE JANEIRO

PRINCIPIA (1997–2002)
Na obra “Principia” (1997), técnica mista, 66 x 37,5 x 43,8cm, Vik Muniz investiga o estatuto da verdade associado à imagem fotográfica. Por meio de um visor estereoscópico acoplado – antigo equipamento que produz a ilusão de profundidade – o público vê fotografias que parecem documentar fenômenos complexos, como estruturas biológicas ou reações químicas. No entanto, uma observação mais atenta revela a natureza banal de seus componentes. Por exemplo: aquilo que parece ser um composto orgânico sofisticado, na verdade, é uma batata furada por palitos.A série discute que ver não é necessariamente compreender. Ou seja, toda imagem, por mais convincente que pareça, é sempre resultado de uma construção.

VERSO (2008/2012)
Desenvolvida ao longo de seis anos, a série envolveu pesquisa direta em acervos de instituições como Guggenheim, em Nova York, e Pinacoteca de São Paulo e MASP, em São Paulo, entre outras. Após fotografar a parte posterior de famosas obras de arte em museus, um time especializado de artesãos, artistas e especialistas em cópias de pinturas, reproduziu à perfeição molduras, arranhões, manchas, etiquetas etc. Com esta série, Vik Muniz desloca o olhar para aquilo que permanece oculto. Tradicionalmente associada à verificação de autenticidade, essa face “invisível” concentra marcas do tempo, etiquetas, carimbos, inscrições e vestígios de circulação institucional. São esses marcadores que narram a trajetória material da obra.

Em “Vik Muniz – A Olho Nu”, estão presentes três obras desta série: “Verso (Abaporu)” (2010), a partir da obra de Tarsila do Amaral, de 1928, atualmente exposta no Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires (MALBA), na Argentina; “Verso (Gioconda)” (2012), a partir da obra de Leonardo da Vinci, de 1503-1506, pertencente ao Museu do Louvre, em Paris; e “Verso (Noite Estrelada)”(2008), a partir da obra de Vincent van Gogh, de 1889, exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), nos EUA.

COLÔNIAS (2014–2016)
Desenvolvida durante uma residência no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, a série é uma colaboração entre Vik Muniz e o biólogo Tal Danino, que articula arte e biotecnologia na construção de imagens.

As obras são produzidas a partir de células vivas, como células hepáticas e células-tronco. O processo envolve a criação de uma matriz, a transferência do desenho para uma superfície adesiva, seguido pela fixação e o crescimento controlado das células. Posteriormente, elas são registradas por microscopia. As imagens finais são ampliações fotográficas desses arranjos microscópicos.

Ao submeter sistemas biológicos, que são intrinsecamente dinâmicos e imprevisíveis, a esquemas formais predefinidos, a série aproxima o gesto artístico e o método científico. Nesse contexto, a imagem é o resultado de uma negociação entre intenção e comportamento espontâneo da matéria.Ao longo de sua trajetória, Vik Muniz tem explorado a capacidade das imagens de reorganizar a percepção humana a partir de materiais inesperados. Em “Colônias”, ele amplia a discussão sobre representação para o campo da própria constituição do visível. Entre arte e ciência, a série reafirma a imagem como construção: não apenas simbólica, mas também biológica.

VEÍCULOS MNEMÔNICOS (2014/2026)
O ponto de partida são os carrinhos da marca Matchbox, criada em 1953. As miniaturas ficaram famosas por suas reproduções realistas e detalhadas em metal. O nome vem do inglês “caixa de fósforos”: as primeiras peças eram vendidas em embalagens que simulavam esse formato. As obras desta série são reproduções em tamanho real destes carrinhos de brinquedo: o que antes cabia na palma da mão, reaparece como objeto escultórico em escala humana.

Ao realizar esse “salto de escala”, Vik Muniz destaca a maneira com que a memória opera por distorções: ampliando, condensando e reconfigurando experiências. A superfície dos veículos preserva marcas de uso, como lascas de tinta e desgastes, que remetem ao tempo inscrito no objeto original. Isso demonstra que não se trata de idealizar o passado, mas de reconstruí-lo com suas falhas, sugerindo que a memória não é um arquivo intacto, e sim um campo de recomposição contínua. O uso de brinquedos, e a tensão entre objeto, imagem e memória, presente em outros trabalhos da exposição, se dá em “Mnemonic Vehicle No.1 (Ferrari Berlinetta” (2014/2026) no encontro direto com o objeto, ativando a memória por meio da experiência espacial.

MUSEU DE CINZAS (2019-2026)
O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, abrigava um dos maiores acervos da América Latina até ser destruído por um incêndio em 2018. A instituição era uma das favoritas de Vik Muniz e serviu de inspiração para a criação desta série.Nela, o artista recria a imagem de artefatos pertencentes à coleção do Museu, utilizando cinzas recolhidas no local da tragédia e fotografando-as na sequência. Então, as obras apresentam, simultaneamente, o passado da imagem e sua materialidade atual.

Nesta exposição estão presentes, além de “Tropeognathusmesembrinus” (2026), duas fotografias desta série: “Museu Nacional” (2019), uma reconstituição da antiga fachada da instituição; e “Luzia” (2019), uma reconstituição do fóssil humano mais antigo já encontrado no Brasil.

OS ARQUIVOS DE WEIMAR (2004)
Para Vik Muniz, esta instalação é um repositório que abriga (e fermenta) a paranoia, de todas as épocas e de todos os lugares. Na obra, o artista mistura fotos de fotografias encontradas e fotos de documentos com fotos que ele mesmo produziu. Cabe ao público tentar identificar quais são as imagens reais e quais são as “de mentira”.

Vik Muniz iniciou esse inventário durante uma viagem à históricacidade de Weimar, na Alemanha, conhecida por ser berço do Classicismo Alemão e do movimento Bauhaus. Weimar também foi a capital da primeira democracia alemã (1919-1933), um período de grande efervescência cultural e instabilidade política, que terminou com a ascensão do nazismo. Weimar abriga o complexo de memórias do campo de concentração de Buchenwald, marcando o paradoxo entre a cultura artística e o horror nazista. Mesmo antes disso, o artista já havia experimentado a sensação de estar em uma conjuntura de paranoia, pois vivia em Nova York em 2001, quando ocorreram os ataques terroristas às Torres Gêmeas. O clima de desconfiança e tensão se arrastou pelos anos seguintes e Muniz seguiu completando esse “fichário de vestígios”.

PRIMEIROS TRABALHOS (1987/2026)
A trajetória de Vik Muniz no campo das artes visuais começa com a escultura. Suas primeiras investigações artísticas foram marcadas por influências ligadas à Pop Art, Minimalismo, Arte Povera, Happening, Fluxus e Op Art. O artista inicia sua pesquisa com objetos físicos, explorando conceitos fundamentais como: escala, massa e volume. E, desde então, seu interesse está na análise de como as propriedades materiais se relacionam com os mecanismos da percepção humana.

Nas obras desta série, observa-se a presença inicial de temas que seriam aprofundados ao longo de sua carreira, como a construção de ilusões visuais e o jogo entre as dimensões bi e tridimensional na expectativa da experiência estética.

As novidades na exposição no CCBB Rio, em relação às mostras realizadas em Recife e em Salvador em 2025, na série “Primeiros Trabalhos” são as novas edições de três obras: “Capacete”, “Fotografia histórica” e “Ética quântica (Infância)”todas[1989/2026], e as novas versões de “Pódio de balanço” (1988/2026), “⁠Museu de pássaros (1990/2026), “Ética quântica (Infância)” [1989/2026] e “⁠Flying Dutchman” (1991/2026), além das edições originais de “Nuvem 1” e “Nuvem 2” (1997).

LINHA DO TEMPO
No final do percurso da exposição, o público verá uma Linha do Tempo sobre a trajetória de Vik Muniz, que inclui monitores de vídeo para se ver as obras “Shadowgrams”, “Imagens de linha”, “Imagens de Arame”, e uma entrevista feita com o artista.

ITINERÂNCIA
Em setembro de 2026 “Vik Muniz – A Olho Nu” seguirá para o CCBB Brasília e em março de 2027 para o CCBB Belo Horizonte.

SOBRE VIK MUNIZ
Vik Muniz nasceu em 1961, em São Paulo, de pais imigrantes do Ceará e de Minas. Ele tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador, e sua obra questiona e tensiona os limites da representação. Apropriando-se de matérias-primas como açúcar, feijão, chocolate e até lixo, o artista meticulosamente compõe paisagens, retratos e imagens icônicas retiradas da história da arte e do imaginário da cultura visual, propondo outros significados para esses materiais e para as representações criadas.Ele é regularmente convidado como palestrante, professor visitante e artista residente em instituições de ensino de prestígio, como a Universidade Harvard, o MIT, a Universidade de Princeton, Yale, a Sorbonne, Oxford, o Bard College, a Conferência TED e o Fórum Econômico Mundial. “Waste Land”, documentário sobre seu trabalho colaborativo no aterro sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, foi indicado ao Oscar em 2010. “Vik Muniz: Fotografia, Mente e Matéria”, publicado pela Aperture em 2025, é sua publicação mais recente. Vik Muniz também se destaca pelos projetos sociais que coordena, partindo da arte e da criatividade como fator de transformação em comunidades brasileiras e criando, ainda, trabalhos que buscam dar visibilidade a grupos marginalizados na nossa sociedade.Em reconhecimento a essas contribuições, foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. Ele fundou a Escola Vidigal, que oferece atividades extracurriculares em arte, design e tecnologia para crianças da favela Vidigal, no Rio de Janeiro, e abriu o Lugar Comum, uma galeria de arte contemporânea instalada no Mercado São Joaquim, um mercado tradicional de alimentos em Salvador, Bahia

Suas obras integram acervos como: Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Museum of Contemporary Art, Tóquio; Solomon R. Guggenheim Museum, e Museum of American Art, em Nova York, Estados Unidos; e Tate Gallery, Londres.

A relação de suas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, pode ser vista aqui: gnr_vik-muniz_cv.pdf. Vik Muniz é representado pela galeria Nara Roesler.

SOBRE DANIEL RANGEL
Daniel Rangel é mestre em Artes Visuais pela USP, onde cursa o doutorado em poéticas visuais, e bacharel em Comunicação pela UCSal. Curador, pesquisador e gestor cultural com mais de duas décadas de atuação, dirige o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC-BAHIA) e é sócio da N+1 Arte Cultura. Foi curador-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia (2021–2023), diretor artístico do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e diretor da Diretoria de Museus da Secult-BA.

Assina a curadoria de “Vik Muniz – A olho nu”, maior retrospectiva do artista; “REVER”_Augusto de Campos, no Sesc Pompeia, eleita melhor exposição individual de artista brasileiro (revista “Select/Celeste”); “Palavra em Movimento”, sobre Arnaldo Antunes, vencedora do APCA 2015; e “Mynameis Ivald Granato”, premiada no Arcanjo de Cultura. Participou de bienais e festivais no Brasil e no exterior, como a 8ª Bienal de Curitiba, as Bienais de Cerveira (Portugal), o Festival Art.br em Nova York e o World BiennialForum.

É autor e organizador de publicações como “Klaxon em Revista”, “Making Biennials in Contemporary Times”, “Luzescrita”, “ReadyMade in Brasil” e “Afonso Tostes: entre a cidade e a natureza”. Também realizou curadorias individuais de nomes como Tunga, Waltercio Caldas, José Resende, Carlito Carvalhosa, Ayrson Heráclito e Rodrigo Braga, além de mostras coletivas como “O Museu de Dona Lina”, “Encruzilhada, Utopias e Distopias” e “Poesis in Praxis”.

SOBRE O CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL RIO DE JANEIRO
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.

Serviço:
Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ  

20 de maio de 2026 a 7 de setembro de 2026

Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças.

Entrada gratuita, com retirada na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura

Contato: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

Palácio Tiradentes, sede histórica da Alerj, poderá se tornar Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Imaterial do Rio

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O Palácio Tiradentes, que completou 100 anos em 2026, poderá ser reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. É o que propõe o Projeto de Lei 3.523/24, de autoria da deputada Verônica Lima (PT), aprovado, em segunda discussão, pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (20/05). O texto seguirá para análise do governador, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.

Localizado na Praça XV, no Centro da capital fluminense, o edifício é um dos principais marcos da história política brasileira e atual sede histórica do Parlamento fluminense. Inaugurado em 6 de maio de 1926, o prédio foi construído no local onde funcionava a antiga cadeia em que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, permaneceu preso antes de ser executado. Até 2021, o Palácio também abrigou a sede oficial da Alerj.

“Esse espaço tem uma importância histórica, cultural e simbólica para a democracia brasileira e para a memória política do Estado”, justificou a deputada Verônica Lima.

O edifício possui cerca de três mil metros quadrados e 45 metros de altura, destacando-se entre construções históricas do Rio Antigo, como o Paço Imperial, erguido na primeira metade do século XVIII. O Palácio Tiradentes foi projetado pelos arquitetos Archimedes Memória, cearense, e Francisco Couchet, franco-suíço, sendo considerado por historiadores como o primeiro parlamento formal da República. O prédio ainda possui grandes cúpulas, vitrais, mármores e inovações para a época, como o concreto armado.

“Até então, o Legislativo funcionava em prédios improvisados e inadequados. Nunca havia tido uma sede própria pensada especificamente para essa função”, explicou o historiador e servidor da Alerj Douglas Liborio.

Visite o Palácio

A proposta também autoriza o poder público a promover atividades de preservação histórica e incentivo cultural no espaço, inclusive em parceria com entidades da sociedade civil.

Atualmente, o Palácio Tiradentes conta com uma exposição permanente e recebe visitas guiadas gratuitas, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Os agendamentos podem ser feitos neste link.

Durante a visita, o público pode acompanhar os principais acontecimentos que marcaram a história do edifício e conhecer um dos mais importantes símbolos da democracia brasileira e da arquitetura da Belle Époque carioca.

“O Caminho do Ouro”, na a.thebaldigaleria, no CasaShopping

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Belo Horizonte, Uberaba e Juiz de Fora se encontram no Rio de Janeiro na exposição O Caminho do Ouro” que será inaugurada na a.thebaldigaleria, no CasaShopping. Mais do que a origem geográfica em comum, Mais do que a origem geográfica em comum, os artistas mineiros Hélio Siqueira, Paulo Miranda, Paulo Torres e Petrillo compartilham nesta coletiva investigações que partem de matéria e memória das terras de Minas Gerais, estabelecendo um percurso sensível entre tradição e contemporaneidade.

Reunindo trabalhos inéditos de produção recente, a mostra foi concebida por Edson Thebaldi, marchand à frente da galeria que celebra 40 anos de trajetória este ano. O conjunto de obras atravessa diferentes linguagens como técnica mista utilizando pigmentos naturais, colagem, carvão e pastel oleoso sobre lona e sobre papel, esculturas em cerâmica em alta temperatura submetidas a fornos com queima a lenha e têmpera acrílica com pigmentos minerais, terra e concreto retirado das calçadas das cidades.

Hélio Siqueira apresenta a série de objetos “Bilhas”, uma alusão às cerâmicas utilizadas na antiguidade como reservatórios de água. Algumas com formas próxima às configurações dos antigos objetos e outras que partem dessa referência, mas caminhas para objetos contemporâneos que discutem a cerâmica contemporânea e se colocam como objetos artísticos e se mesclam a formas de minha vivência de infância na roça. Potes, castiçais, moendas, pilões e solitários que povoavam a vida e enfeitavam as casas nas fazendas.

Todas as peças foram feitas em cerâmica de alta temperatura, queimadas à lenha em fornos Anagama e Novorigama em ciclos de até 72 horas ininterruptas de fogo.

A paisagem é o ponto de partida para uma investigação sensível sobre memória e tempo nas obras produzidas por Paulo Miranda para a exposição. Suas pinturas apresentam cenas de entardecer em transformação: brancos que se tingem de nuances amareladas e contrastam com os pretos evidenciando luz e sombra, verdes que se adensam em tons oliva e fundos terrosos, e azuis que lentamente se aprofundam até atingir tonalidades índigo. Em alguns momentos, a atmosfera se aproxima do noturno, reduzindo o campo de visão e criando áreas de respiro que parecem flutuar, convidando o olhar a percorrer a imagem em constante descoberta.

Áreas acinzentadas surgem como infiltrações dessa matéria densa, apontando para novos percursos, caminhos que remetem ao minério, ao carvão e ao pó.

Destaque da mostra, a obra “Terra Vermelha” organiza-se como um tríptico em que o movimento é elemento central. Suas partes sugerem o deslocamento do solo, evocando placas tectônicas e um tempo em permanente tensão, onde a composição irradia energia em tons de vermelho e laranja.

A busca por novos horizontes é o eixo que atravessa os trabalhos de Paulo Torres desenvolvidos para a coletiva. Em meio ao mar de concreto e asfalto que define a paisagem urbana contemporânea, o artista investiga aquilo que se oculta sob as camadas do tempo: cores veladas, marcas, desgastes e vestígios que a cidade acumula silenciosamente todos os dias.

Linhas, ângulos e geometrias emergem como elementos estruturais dessa pesquisa, revelando a tensão constante entre permanência e transformação. O gesto artístico ultrapassa o ateliê e se inscreve diretamente no espaço urbano. Ao colar telas em ruas, viadutos, muros e calçadas, o artista extrai da cidade sua epiderme, apropriando-se de fragmentos que carregam histórias anônimas e camadas invisíveis. Esses vestígios são então reorganizados, transformados em paisagens que não representam a cidade, mas a reinterpretam sob um olhar singular.

Nesta nova série de obras expostas na a.thebaldigaleria, o artista visual Petrillo dá continuidade à sua investigação sobre a paisagem. Desta vez, investiga e se volta para as jazidas e a topografia mineira, que servem como pretexto dialético para a construção imagética das obras. Longe de um compromisso com uma representação naturalista, ele sugere a reinvenção do território por meio de uma abordagem lúdica e singular, criando uma nova proposição de espaços – lugares.

Seu trabalho lança um olhar único sobre a espacialidade, elaborando novas geografias visuais: montanhas e serras são recriadas de forma onírica, em composições que evocam tanto memória e quanto imaginação. Nas obras, uma paleta marcada por tonalidades terrosas e neutras, reforça a materialidade das superfícies e dialoga com as faturas plásticas presentes nas obras, consolidando a poética desta série, profundamente inspirada no relevo e nas jazidas das paisagens das Minas Gerais.

Serviço: 21 de maio até 14 de junho de 2026 / Local: a.thebaldigaleria Endereço: Av. Ayrton Senna, 2150 – lojas F e M – bloco G – Barra da Tijuca

Ana Holck completa 25 anos de trajetória com exposição na Maneco Müller: Multiplo

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Mostra apresentará a mais recente produção da artista, com obras inéditas em cerâmica e metal, feitas este ano

Para marcar os 25 anos de trajetória da artista Ana Holck, foi inaugurada no dia 21 de maio de 2026 a exposição “Imprevistos”, na galeria Maneco Müller: Multiplo, com a mais recente produção da artista carioca. São apresentadas cerca de 16 obras inéditas, produzidas este ano, em um desdobramento da pesquisa da artista com a cerâmica e o aço inox. Os novos trabalhos trazem elementos inéditos, como novas formas e a introdução de cores no barro, algo nunca antes utilizado pela artista. Ana Holck é uma das mais destacadas artistas de sua geração e ao longo de mais de duas décadas de atuação construiu uma carreira consolidada no meio da arte.

“Sua prática se desdobra por meio de uma investigação contínua de estruturas espaciais, tensões materiais e a dimensão experiencial da escultura. Trabalhando principalmente com materiais como metal e porcelana, Holck constrói ambientes que desafiam a estabilidade da forma, ao mesmo tempo que ativam a percepção e a presença corporal do espectador”, afirma a crítica e curadora de arte Daniela Labra, que assina o texto da exposição e há mais de uma década acompanha o trabalho da artista.

Na mostra, serão apresentadas obras da nova série “Desajustados”, iniciada este ano, além de trabalhos inéditos das séries “Entroncados” e “Grades”, também produzidos este ano. As esculturas dialogam entre si, não só pelo fato de todas utilizarem a cerâmica como base, mas também por suas formas, ritmo e construção. Além disso, pela primeira vez, as obras trazem elementos de cor. “Uma coisa muito nova que une esses trabalhos é a presença da cor. Comecei com a porcelana, sempre branca, cheguei a usar também a preta, mas cor, é a primeira vez”, conta a artista, que usa tons suaves e rebaixados, muitas vezes mesclando duas cores de tons similares na mesma obra. “Utilizo mais a cor como um marcador de tempo e espaço. Tem um ritmo que está sendo dado por essas cores, que eu chamo de ‘não-cores’, pois não são tons fortes, são nuances de cor”, explica a artista, que usa um tipo de barro canadense chamado “Gres”, que já vem com as cores de fábrica.

Inquieta, a artista encontrou na cerâmica uma nova forma de trabalhar. “Quando fui para a cerâmica, foi muito prazeroso assumir o controle da produção, pois até então eu terceirizava muito, fazia maquete, croquis e outra pessoa executava. O fato de estar com a mão na massa propicia um potencial muito grande de mudança dentro do trabalho, de transformações da linguagem”, conta a artista, que é formada em arquitetura e urbanismo e traz características de sua formação para o fazer artístico. “Trabalho muito com módulo e repetição, que foi uma forma que encontrei para expandir o tamanho da obra na cerâmica, e também são elementos que tem a ver com a arquitetura, com o minimalismo, com a ideia de repetição, serialidade, que são elementos caros ao meu trabalho de antemão”.

Apesar de utilizar um material bruto e maleável, Ana Holck o subverte, transformando a porcelana em tubos de bitolas regulares, pré-estabelecidas, através de uma prensa chamada extrusora. “O meu trabalho tem muita composição, muita montagem. É um trabalho de cerâmica, mas não da forma convencional, que tem o toque da mão, a expressividade toda. É mais minimalista no sentido que eu uso a extrusora para fazer os tubos que compõem o trabalho”, diz a artista. “Ana Holck possui um amplo conhecimento, seja técnico, conceitual ou histórico, que também é transdisciplinar. Seu trabalho dialoga criticamente com o discurso escultórico contemporâneo, mantendo ao mesmo tempo uma forte qualidade poética e experiencial”, ressalta Daniela Labra.

SÉRIES EM EXPOSIÇÃO
A exposição apresentará conjuntos de trabalhos que dialogam entre si. Na nova série “Desajustados”, tubos de cerâmica, com cores variadas, interligados pelo aço inox, trazem a sensação de movimento e ritmo. “Eles possuem duas cores e imprimem um ritmo através delas. É uma composição lúdica de linhas e retas”, afirma a artista.

Estes trabalhos dialogam diretamente com os da série “Entroncados”, que também são feitos de cerâmica e metal. Se nos “Desajustados” a cerâmica expande através de um núcleo de metal, nos “Entroncados” é a fita de aço inox que expande a partir do núcleo de cerâmica. “Um é um pouco o inverso do outro. Um é reto, o outro é curvo. Eles são meio complementares”, ressalta a artista.

Completam a exposição obras da série “Grades”, feitas em cerâmica, também com cores. Inéditas, essas obras remetem aos primeiros trabalhos da artista na cerâmica, há quase dez anos. “A grade é um elemento constante na minha obra e permeia o meu trabalho, estando presente em muitas obras. É algo muito ligado a projeto, planejamento, uma estrutura universal. Já tinha usado grades nas pontes que fazia com fitas, nas instalações em vinil e na série ‘Canteiros de obras’. A minha grade sempre tem uma espacialidade”, diz a artista. “Quando comecei na cerâmica era tudo muito novo para mim, então senti necessidade de ir para um assunto familiar, que era a grade”, conta. Essas novas grades possuem uma tridimensionalidade, sendo algumas com sobreposições e outras oblíquas, e também possuem cores, assim como as demais obras da exposição.

SOBRE A ARTISTA
Ana Holck (Rio de Janeiro, 1977) é formada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/UFRJ (2000), com Mestrado em História pela PUC-Rio (2003) e Doutorado em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ (2011). Inicia sua trajetória nos anos 2000, com instalações de grande formato, entre as quais, Elevados, no Paço Imperial (2005), Bastidor, no CCBB RJ (2010) e Splash, no SESC Pinheiros (2010). Entre suas mais recentes mostras individuais estão Ensaios Lineares, na Pinakotheke Cultural, Rio de Janeiro, e Deslocamentos Orbitais, na Zipper Galeria, São Paulo, ambas em 2024, e Entroncados, Enroscados e Estirados, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, em 2023. Entre as coletivas estão: O Espetáculo da Coerência (2026), na Maneco Muller Multiplo, Rio de Janeiro; Elas (2025), no MAC Niterói, Rio de Janeiro; Entre Elas (2025), na Amelie Maison D’Art, Paris; O Mistério das Coisas Por Baixo das Pedras e dos Seres (2024), no Museu Histórico da Cidade, Rio de Janeiro; Qual o tema (2024), na mul.ti.plo Espaço Arte, Rio de Janeiro, entre outras. Possui obras nos acervos do Itaú Cultural, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM Rio, MAM São Paulo, MAC Niterói, entre outros.

SOBRE A GALERIA
A Maneco Müller: Multiplo é mais que uma galeria onde as obras ficam expostas para a apreciação do público; pretende-se um ambiente de encontro com a arte contemporânea. Aqui, artistas consagrados e novos talentos oferecem o melhor de sua produção em múltiplos e obras em papel, objetos e pinturas, além de projetos especiais. A ideia é que o espaço crie as condições para que os olhares do público encontrem formas singulares de se relacionar com a arte.

Além de comercializar obras selecionadas a partir de critérios estéticos de extraordinária densidade artística, a Maneco Müller : Multiplo ainda realiza permanente trabalho de pesquisa no sentido de identificar e divulgar novos trabalhos. Por seu engajamento na circulação da arte e pela recusa em tomá-la como produto, a galeria vem se consolidando como um espaço que investe no lançamento de edições exclusivas, um lugar que cultiva preciosidades. Renovar a reflexão e a fruição estética, atrair não especialistas, despertar novos colecionadores, enriquecer coleções já estruturadas: com os múltiplos e as obras em outros formatos de grandes artistas brasileiros e estrangeiros, a Maneco Müller : Multiplo espera tão somente desafiar o olhar do público e promover encontros em torno da arte contemporânea.

Serviço

Ana Holck – Imprevistos

Abertura: 21 de maio de 2026, das 18h às 21h
Exposição: até 17 de julho de 2026

Maneco Müller: Múltiplo (MMM Galeria)
Rua Dias Ferreira, 417, sala 206 | Leblon

De segunda a sexta, das 10h às 18h30
Sábado com hora marcada: (21) 2294-8284

A arte da palhaçaria rompe as telas e convida ao riso presencial

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Apresentação circense nas unidades do SESC em Niterói e São Gonçalo contará com libras e audiodescrição

A arte milenar do circo percorre o estado do Rio de Janeiro neste mês de maio e leva o espetáculo solo “Viva!” às unidades do SESC, incluindo São Gonçalo (dia 19, às 10h) e Niterói (dia 23, às 16h). O Palhaço Mixuruca une malabarismo, equilibrismo, canto e dança em um roteiro formado por atrações circenses, números musicais e muitas brincadeiras interativas com a plateia. De estética colorida e grandiosa, a montagem convida o respeitável público a se distrair fora das telas dos aparelhos eletrônicos e a sentir o calor humano transmitido pela diversão ao vivo e a cores – ou seja, todo mundo de corpo e alma entregues ao momento presente.

O título exclama uma comemoração e ao mesmo tempo um convite à vida real e presencial. “Atualmente há a ilusão de que a felicidade pode estar no consumo, na compra rápida – um estímulo que a tecnologia hoje oferece. Mas será que isso é o bastante para ser feliz? Se for possível esquecer dessa necessidade que existe do artifício da posse, o Palhaço Mixuruca segue feliz da vida”, questiona.

O SESC SG fica na Av. Pres. Kennedy 755, Estrela do Norte e o SESC Niterói na R. Padre Anchieta 56, São Domingos. A duração é de 45 minutos, e a classificação indicativa é livre. Ingressos a R$ 15 (inteira), R$ 7,50 (meia), R$ 5 (credencial plena) e gratuitos para PCG. Em Niterói, gratuidade para estudantes da rede pública até 16 anos e acessibilidade com intérprete de libras; em São Gonçalo, acessibilidade por meio de audiodescrição.

Com o talento de quem nasceu no picadeiro, Júnior Silveira diverte e emociona o público. Nascido em Morada Nova, no Ceará, quando o circo itinerante do Palhaço Biribinha, seu pai, passava pela cidade, o artista cresceu e formou família em Arapiraca (AL). Ele agora volta ao Rio após dois anos, para realizar apresentações viabilizadas pelo Edital de Cultura SESC RJ Pulsar. “Tenho muita honra, cuidado e respeito por ser neto e filho de palhaços. É algo muito sagrado. Minha missão e profissão são os pontos principais da minha vida, que me dão o privilégio de também ser marido, ser pai, ser filho. Não sei como seria possível seguir sem o circo”, afirma ele, que iniciou carreira aos seis anos na arte da palhaçaria.

Oriundo de uma família de artistas, herdou, da família do pai, Teófanes Antônio Leite da Silveira, a arte circense tradicional, e da família da mãe, Olga Soares da Silveira, a veia musical. Júnior é casado com Camila Silveira, sonoplasta de seus espetáculos, com quem tem um casal de filhos. Já são 40 anos acumulando experiências nos palcos dos mais importantes festivais, programas e projetos por todo o Brasil. Em seu repertório individual, desenvolveu os espetáculos “A Harmonia do Diferente” (2025), “Viva!” (2020), “O Circo do Mixuruca” (2017), “As aventuras de Mixuruca pelo Folclore brasileiro” (2014) e “Uma história de circo” (2013).

Aprendiz Musical comemora 25 anos com Theatro Municipal lotado em Niterói para marcar o lançamento oficial do álbum “Choro Sinfônico”

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Concerto teve repertório inédito inspirado em grandes nomes do gênero e participação especial dos solistas Cristóvão Bastos e Antonio Rocha

O programa Aprendiz Musical, da Prefeitura de Niterói, chega aos 25 anos em grande estilo. Como parte das comemorações, o público compareceu em peso ao Theatro Municipal de Niterói para o concerto que marcou o lançamento oficial do álbum digital “Choro Sinfônico”, na sexta-feira (15).

As Orquestras Sinfônica e de Sopros do Aprendiz Musical encantaram a plateia com um repertório inédito, inspirado em nomes fundamentais do gênero, como Altamiro Carrilho, Pixinguinha, Benedito Lacerda, Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazareth. A apresentação teve participação especial dos renomados solistas Cristóvão Bastos e Antonio Rocha. O disco já está disponível no Spotify.

“É um orgulho muito grande acompanhar a evolução desses jovens, que inspiram outras pessoas. O Aprendiz Musical já é o maior programa de iniciação musical do Brasil e sempre digo que não é gasto, é um investimento que a Prefeitura de Niterói tem feito nessa juventude. A educação, a cultura e a música são ferramentas muito importantes para o desenvolvimento da cidade, das famílias e das comunidades”, enfatizou o prefeito Rodrigo Neves.

Atualmente, cerca de dez mil alunos fazem parte do Aprendiz Musical, em um modelo estruturado que integra educação, cultura e cidadania.

“É um programa de altíssimo nível, com orquestras de excelência, que oferece aos participantes todo o suporte. Além de receberem os instrumentos durante as aulas e ganharem bolsas de estudo, os jovens têm acesso à assistência social e psicológica, incluindo ainda o custeio das viagens durante as apresentações no Brasil e no exterior’, destacou João Carino, gestor do Aprendiz Musical.

Aline Gouveia, moradora do Sapê, era só sorrisos após ver o filho se apresentar no Municipal.

“O trabalho que eles fazem com esses meninos, tanto na parte musical quanto no apoio pedagógico e psicológico, é incrível. Para o meu filho está sendo muito bom. A emoção de mãe não acaba nunca, quero estar sempre na plateia e vou chorar todas as vezes que assistir meu filho tocando”, disse ela.

O programa Aprendiz Musical é realizado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Economia Criativa e Ações Estratégicas, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.

IV Encontro de Corais reúne grupos de Niterói e do Rio na Sala Nelson Pereira dos Santos

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Evento gratuito celebra a música coral e promove integração entre grupos de diferentes cidades do estado

Niterói recebe, entre os dias 15 e 17 de maio, o IV Encontro de Corais, na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural. Com entrada gratuita, o evento vai reunir grupos de diferentes municípios do estado em três dias de apresentações abertas ao público, celebrando a música coral, a convivência e a valorização da cultura.

O encontro tem apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa Idosa e da Fundação de Arte de Niterói (FAN). Participam do evento corais de Niterói, Rio de Janeiro, Araruama e Nova Friburgo. Entre os destaques da programação está o Coral Avós do Canto, de Niterói, que se apresenta nos três dias do encontro e representa o trabalho desenvolvido pela cidade na promoção do envelhecimento ativo e da inclusão cultural da população idosa.

“O Encontro de Corais representa muito mais do que apresentações musicais. Ele reafirma o compromisso da atual gestão com políticas públicas que valorizam as pessoas idosas e incentivam o envelhecimento ativo. É um espaço de convivência, integração e valorização por meio da cultura. O Coral Avós do Canto simboliza esse trabalho desenvolvido em Niterói, mostrando como a música fortalece vínculos, promove bem-estar e garante protagonismo à nossa população idosa. Seguimos construindo projetos para essa geração, que é tão importante, ativa e representativa para a cidade”, destacou o secretário municipal da Pessoa Idosa e Envelhecimento Saudável, José Antônio Fernandes (Zaf).

A programação começa na sexta-feira (15), às 19h, com apresentações do Coral Avós do Canto, Coral do IBGE, Encanto Coral, Madrigal Júlia Cortines, Coral dos Associados da AMBEP, Amantes da Música e Outono Feliz.

No sábado (16), às 18h, sobem ao palco o Coral Avós do Canto, Coral da Associação Bosque Marapendi, Coral Riviera Dei Fiori, Madrigal da Ilha do Governador, Paradox Coral, Coral da ETE Henrique Lage e Coral da ATAERJ.

Encerrando o evento, no domingo (17), às 16h, se apresentam o Coral Avós do Canto, Coral M&C, Coro Canto da Paz, Coral Moisés Kawa, Coral do Museu da República, Belo Canto e Oficina Coral da UFF.

A entrada é gratuita, e os ingressos serão liberados 30 minutos antes do início de cada apresentação, sujeitos à lotação da sala.

Serviço – IV Encontro de Corais de Niterói

15/05 (sexta-feira), às 19h
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos

16/05 (sábado), às 18h
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos

17/05 (domingo), às 16h
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos

Entrada gratuita

Galeria Dobra/Artnova apresenta a exposição ‘Os Mardines – o elo que nos une’, trazendo três gerações de artistas, na Fábrica Bhering

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A Galeria Dobra/Artnova apresenta a exposição ‘Os Mardines – o elo que nos une’ , com curadoria de Marcelo Rezende, trazendo três gerações, com pinturas e esculturas, nos conduzindo a narrativas próprias em diálogo com nossas emoções.

Edson Mardine apresenta pinturas abstratas, fruto de uma trajetória de décadas. Edson Mardine Junior (filho) traz duas esculturas e Beatriz Mardine (neta), duas aquarelas.

A exposição pode ser visitada até o dia 30, às quintas e sextas., das 12h30 às 17h, e aos sábados, das 10h às 18h, na Rua Orestes, 28 , 2. andar – Santo Cristo – RJ.

Sobre Edson Mardine
Por toda a história, assistimos a vidas que compuseram potentes obras. A arte sobrevive a diferentes formações, mãos, olhares e espíritos de tempo. Hoje, encontramos olhares que se mostram cada vez mais atentos a identidades que incorporaram, sobretudo, a ideia de liberdade como força da alma do artista.

Deparamo-nos com a obra de Edson Mardine, artista que iniciou sua carreira no campo dos empreendimentos, sem perder de vista o interesse pelo universo da arte. Ao longo de seus mais de 80 anos, colecionou diversas viagens pelo mundo e, com seu olhar atento, construiu um vasto capital cultural. Na busca por uma experiência com a visualidade, alimentou sua presença em acervos de museus de países pelos quais andou e suas culturas.

Em termos estéticos, notamos em seu trabalho o apreço por uma pincelada forte que se desenvolve de modo alongado ou breve, culminando numa força vigorosa da ação em tela. Este elemento iconográfico nos aponta movimentos que se inserem em tradições mais abstratas, sem, no entanto, se distanciar de uma ideia de composição muito presente nas pinturas de artistas que nascem de uma formação acadêmica e se dedicam ao gênero de representações de paisagem, por exemplo. Essa combinação de perspectivas e influências remonta a um diálogo entre o mundo figurativo e o abstrato.

É importante destacar essa força como o elemento que nos guia e conduz nosso olhar por sua extensa produção; por mais que sua obra apresente uma pincelada mais solta, não é a geometria que sustenta a sua pintura, e sim a fluência do nascimento das formas. Nesse ponto, não podemos perder de vista como o pensamento construído enquanto colecionador reflete em suas obras de arte, reafirmando a ideia de aproximação do espaço entre dois mundos: o tangível e o sensível.

Os sentidos reverberam e invadem um universo mais etéreo e espiritual que é apresentado por meio das cores artificiais, aludindo a mundos imaginados, ao mundo dos sonhos e dos símbolos que beira a significações de uma mística, transformando formas visivelmente abstratas em sentidos capazes de ultrapassar o mundo do que pode ser visto.

Como nos lembra Arthur Rimbaud: “Il s’agit d’arriver à l’inconnu par le dérèglement de tous les sens”. O poeta simbolista francês nos comunica, por meio de seu pensamento filosófico e, por que não, psicanalítico, aquilo que a arte clama por dizer; traduzindo: trata-se, portanto, de atingir o desconhecido pelo desregramento de todos os sentidos.

Sobre Edson Mardine Junior
Mardine Júnior inicia sua carreira a partir da formação em Direito e, posteriormente, especialização em Filosofia, permitindo-lhe um pensamento intelectual e o levando a construir uma carreira no campo dos empreendimentos. O gosto pela arte sempre o acompanhou em diferentes fases da vida. Ainda quando criança, o artista já se aventurava pelo campo da abstração e construía um universo lúdico próprio por meio de experimentações plásticas de formas abstratas, o que na fase adulta o levou para uma imersão maior no universo da música.

O gosto pela abstração e o apreço pelo colecionismo são características que herdou do pai, uma vez que o artista, da mesma forma, constrói um olhar artístico apurado a partir de diversas visitas a importantes acervos museológicos em vários países. Sendo um colecionador de obras de importantes nomes da nossa historiografia da arte.

Como artista plástico,suas produções nascem do interesse por movimentos artísticos que se aprofundaram na abstração e geometrização de formas, como a Bauhaus e suas conexões com a arquitetura. Nesta exposição traz 2 esculturas.

Sobre Beatriz Mardine
Violinista e cirurgiã dentista , desde cedo explora a percepção do tempo na música e do espaço em formas plásticas aprimoradas na escola de artes visuais do Parque Lage .

Instagram: @beatrizmardine
Site: emardinearte.com.br
@galeriadobra @artnova.net.br

Lisboa ganha exposição imperdível com Dior, McQueen e obras-primas

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A Fundação Calouste Gulbenkian apresenta, até 21 de junho de 2026, uma das exposições mais ambiciosas dos últimos anos ao reunir, em um mesmo espaço, cerca de 100 obras de sua coleção e aproximadamente 140 criações de alta-costura assinadas por alguns dos maiores nomes da moda internacional.

Batizada de Arte & Moda, a mostra ocupa a Galeria Principal da sede da Fundação, em Lisboa, e propõe um diálogo entre arte e moda por meio de conexões estéticas, históricas e simbólicas construídas ao longo dos séculos.

Entre os destaques estão peças de Christian Dior, Cristóbal Balenciaga, Yves Saint Laurent, Gianni Versace, Jean Paul Gaultier, Vivienne Westwood, Guo Pei e Alexander McQueen. A produção portuguesa também ganha espaço com criações da dupla Alves/Gonçalves, José António Tenente, Maria Gambina, Nuno Gama e Nuno Baltazar.

Os interessados podem aproveitar a exposição de domingo a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 21h. O espaço fecha às terças-feiras.

O ingresso normal custa 8 euros, com gratuidade e descontos para públicos específicos, incluindo jovens, idosos, menores de 18 anos e portadores de cartões culturais. Aos domingos, a entrada é gratuita a partir das 14h, conforme as regras da instituição.

Com curadoria de Eloy Martínez de la Pera Celada, especialista espanhol na relação entre arte e moda, a exposição apresenta Gulbenkian como um verdadeiro “colecionador da beleza”.

O percurso revela ainda como ele e sua esposa acompanhavam as transformações estéticas de seu tempo, demonstrando interesse tanto pelas belas-artes quanto pelo universo do vestuário e do design.

Calouste Sarkis Gulbenkian foi um colecionador de arte e filantropo de origem armênia, nascido no Império Otomano. Ao longo da vida, reuniu uma coleção singular, considerada uma das mais importantes do mundo, com mais de seis mil peças que vão do Egito Antigo à arte moderna europeia, passando pela arte islâmica, pelo Renascimento italiano, pela arte francesa do século XVIII e pelos grandes mestres da pintura. Naturalizado britânico em 1902, morreu em Lisboa, em 1955. Em testamento, determinou que fosse criada na capital portuguesa uma fundação internacional com seu nome.

Segundo o curador, foram quatro anos de trabalho para reunir 140 peças de alta-costura capazes de dialogar com obras de mestres como Rembrandt, Peter Paul Rubens, Claude Monet e Edgar Degas, além de esculturas, peças arqueológicas e artes decorativas do acervo Gulbenkian. “Precisávamos ter moda que fosse ao nível das obras de arte. Moda que pudesse dialogar com Rubens, com Carpaccio e com as peças egípcias.”

Serviço

Local: Fundação Calouste Gulbenkian
Endereço: Avenida de Berna, 45 A, Lisboa

Período: de 18 de abril a 21 de junho de 2026

Horários:
Domingo a sexta-feira: 10h às 18h
Sábado: 10h às 21h
Fechado às terças-feiras

Ingresso: 8 euros

Descontos:
25% – menores de 30 anos
20% – Lisboa Card e Cartão Ciência Viva
10% – maiores de 65 anos, Lisbon Sightseeing e City Sightseeing

A arte fotográfica em preto e branco

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Exposição gratuita em Niterói traz a beleza do contraste entre luz e sombra a paisagens do cotidiano

A beleza estética das imagens em preto e branco é o tema da recém-aberta exposição fotográfica “Texturas”, em cartaz até 30 de julho na Galeria FastFrame Niterói. Antonio Schumacher, fotógrafo das obras e também proprietário da galeria, divide com o público o seu olhar apurado sobre a admirável poesia que reside nos contornos que delineiam o contraste entre sombra e luz, destacando formas, traços e superfícies. Em 16 quadros com montagem em caixa aberta flutuante, de 50 cm x 50 cm, feitos em molduras com madeira sustentável (de reflorestamento) 3×2 preta e impressão fine art com papel Canson Mate, o artista registrou cenas cotidianas, mas por ângulos pessoais de observação, cujos detalhes especialmente belos a correria da rotina muitas vezes torna despercebidos.

“A fotografia é um grande amor, mas sempre fui apaixonado por fotos em preto e branco, que realçam a percepção das texturas da imagem, trazendo uma experiência visual que desperta emoções,interpretação e memórias. A verdadeira textura da fotografia está na forma particular como ela toca cada pessoa”, explica Schumacher, profissional com mais de 15 anos de atuação profissional, reconhecido por sua sensibilidade aguçada na captura de imagens que transcendem o óbvio. O livro “Niterói em Fatos e Fotos” (DB Editora, 2020), considerado pela Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur) o maior cartão de visitas da cidade, foi realizado exclusivamente com fotografias do artista, que também já realizou outras exposições na cidade, como “Ponte Rio-Niterói: 50 anos” no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, ao lado de outros fotógrafos, e outra exclusiva de suas obras no Corredor das Artes, na sede da Prefeitura.

A proposta de “Texturas” é provar como a ausência de cor pode intensificar a percepção dos elementos visuais ao evidenciar nuances, profundidades e detalhes que despertam novas interpretações. Cada imagem foi cuidadosamente selecionada pela força estética do preto e branco e sua capacidade de transformar o simples em extraordinário. A mostra também reforça o papel da fotografia como expressão artística atemporal, onde luz e composição assumem protagonismo absoluto. O visitante é convidado a desacelerar o olhar e mergulhar em uma experiência contemplativa, percebendo as diferentes camadas de significado presentes em cada quadro. “Estou me sentindo realizado com essa exposição, e convido todos a vir visitar e contemplar”, exclama Schumacher.

A galeria fica na Avenida Rui Barbosa 355, no bairro de São Francisco, e funciona de segunda a sexta, das 9h às 19h e aos sábados das 9h às 14h. A entrada é gratuita.