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Projeto social que transforma vidas por meio da música ganha reforço Neltur e amplia intercâmbio cultural internacional
Alunos da Orquestra da Grota embarcam para uma experiência internacional que une música, educação e intercâmbio cultural. Com apoio da Neltur, órgão da Prefeitura de Niterói, os jovens embarcam na próxima sexta -feira(08) para participar de um workshop e concerto na Alemanha, no próximo dia 10 de maio, na Escola de Música Mitte.
Fundada em 1995 e sediada na comunidade da Grota do Surucucu, a Orquestra da Grota é mantida pelo Espaço Cultural da Grota (ECG) e se consolidou como uma importante iniciativa de inclusão social. O projeto utiliza o ensino da música clássica como ferramenta de transformação, oferecendo formação gratuita para crianças e jovens de comunidades e criando oportunidades que vão além do ambiente local.
“Apoiar iniciativas como a Orquestra da Grota é investir não apenas na cultura e na transformação social, mas também na promoção internacional de Niterói. Esses jovens levam para a Alemanha o talento, a criatividade e a identidade cultural da nossa cidade, fortalecendo a imagem de Niterói como um destino turístico inovador, inclusivo e culturalmente vibrante”, declarou o presidente da Neltur, André Bento.
O apoio Municipal reflete a visão estratégica do prefeito Rodrigo Neves de promover internacionalmente a imagem da cidade. A Alemanha é um mercado estratégico para o turismo brasileiro e de Niterói. Em 2025, os alemães ocuparam o 5º lugar entre os visitantes internacionais atendidos nos Centros de Atendimento ao Turista de Niterói.
“Esse intercâmbio mostra ao mundo que Niterói produz cultura de excelência e que investir em nossos jovens também é promover o futuro do turismo da cidade.” observou André Bento.
A apresentação na Alemanha será realizada em parceria com o grupo brasileiro Som Doce da Grota e também contará com um workshop voltado para estudantes a partir de 11 anos. A proposta é promover uma imersão na música brasileira, com foco na prática coletiva, no desenvolvimento rítmico e no diálogo entre diferentes culturas.
Durante o concerto, o grupo vai apresentar o arranjo de uma composição de Lundu (dança e canto de origem africana que serviu de base para a música popular brasileira) que foi recolhida por Carl Friedrich Phillip von Martius, um dos mais importantes pesquisadores alemães do século XIX.
“O von Martius recolheu 20 melodias aqui no Brasil, inclusive esse Lundu. No museu de antropologia de Itaipu tem o registro da presença dele em nossa região. O Carlos Rodrigues, que faz parte do nosso grupo, fez o arranjo que tocaremos lá.” Explicou Lenora Mendes, professora que faz parte da comitiva para a Alemanha.
Ao longo de três décadas de atuação — celebradas em 2025 — a Orquestra da Grota formou gerações de músicos e ampliou sua presença para cidades como São Gonçalo, Itaboraí e Nova Friburgo. Seus integrantes já se apresentaram em importantes espaços culturais, como o Theatro Municipal de Niterói e o Solar do Jambeiro, consolidando o projeto como referência em educação musical e impacto social.
Michelle Silva, de 33 anos, iniciou no projeto ainda criança e trilhou seu caminho pessoal e profissional através do que vivenciou na Orquestra. Ela afirmou que o apoio da Prefeitura de Niterói foi fundamental para viabilizar a apresentação na Alemanha.
“Sem dúvidas o investimento da prefeitura possibilitou essa viagem. Sem essa ajuda,esse sonho seria colocado na gavetinha, como muitos outros”, disse.
A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Niterói com políticas públicas voltadas à inclusão de jovens por meio da cultura. Ao investir na formação artística e em experiências internacionais, o Município amplia horizontes e fortalece trajetórias que começam dentro das comunidades e alcançam o mundo.
“ Eu estou aqui há 10 anos e é muito bom ter oportunidades de ir pra lugares novos. Eu costumo dizer para as pessoas que eu não sei o que seria da minha vida se eu não tivesse vindo da Grota. Isso mudou completamente a minha vida.” disse, emocionada, a percussionista Lari Reis.
Mais do que uma viagem, a participação no intercâmbio representa a continuidade de um trabalho que une educação, cidadania e cultura — mostrando como a música pode abrir caminhos e conectar realidades distintas.
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O Espaço Cultural Correios Niterói apresenta a mostra inédita “No Meio do Azul Havia um Futuro”, da artista visual Cris Duarte. Em cartaz até o dia 6 de junho, a exposição reúne nove obras, entre pinturas e vídeo, produzidas nos últimos seis anos. O projeto utiliza o Oceano Atlântico como ponto de partida para debater temas como memória, travessia e preservação ambiental, destacando o mar como um elemento central na formação da cultura brasileira.
Segundo a curadora Mariana Bahia, também idealizadora do Instituto Vozes do Mundo, a exposição parte da ideia de que “o Atlântico é um símbolo importante para pensar a formação do nosso país” e se apresenta não apenas como limite geográfico, mas como “um espaço de travessia, de encontro, de deslocamento, que ajudam a moldar a cultura como um todo”.
Nesse contexto, as obras constroem um olhar sobre o mar como um arquivo vivo. “A água traz memória, tensiona nosso olhar sobre a vida, recria e cria imaginários e futuros possíveis”, aponta a curadoria, que propõe a exposição como um espaço de reflexão coletiva. “Não é apenas sobre pensar a paisagem, mas, sobretudo, um espaço de reflexão para criarmos o futuro que desejamos“.
A exposição marca uma fase de maturidade na trajetória de Cris Duarte, unindo sua expressão plástica a um sólido ativismo ambiental. Além de artista, Cris é a mente por trás do projeto “Cidades na Década do Oceano”, chancelado pela ONU, e atua ativamente como colaboradora da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.
Radicada em Niterói, sua relação com o mar atravessa toda a produção. “O mar é meu primeiro espelho e meu horizonte constante. Para mim, o oceano não é um cenário, é um organismo vivo do qual faço parte”, afirma. Na sua prática, pintar o azul é também um gesto de investigação e cuidado: “é um ato de autoconhecimento e de cuidado com a nossa origem”.
Ao articular arte e ciência, seu trabalho busca ampliar a percepção sobre a urgência ambiental. “Enquanto pesquisadores trazem dados sobre a saúde dos oceanos, eu busco trazer a empatia”, diz. Nesse sentido, sua produção atua como uma tradução sensível da ciência, “transformando a urgência da conservação em um desejo profundo de proteção”.
A escolha da pintura como linguagem também é central nesse processo. “Ela exige a pausa que o mundo atual perdeu”, afirma a artista, ao destacar a possibilidade de reunir, em uma mesma imagem, diferentes camadas do ambiente. Em uma das obras inéditas, por exemplo, “divido o espaço entre o esplendor de um pôr do sol e a explosão de vida subaquática”, criando uma visualidade que, segundo ela, busca “cicatrizar visualmente o que está ferido no meio ambiente”.
Serviço
Exposição: No Meio do Azul Havia um Futuro
Artista: Cris Duarte
Período: até 6 de junho de 2026
Local: Espaço Cultural Correios de Niterói
Endereço: Av. Visconde do Rio Branco, 481 – Centro – Niterói (RJ)
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A mostra “Suor e Dignidade: A Poética do Trabalho na Obra de Portinari”, com visitação gratuita, fica disponível no Centro Cultural do tribunal até 26/5. A exposição reúne 15 quadros que propõem reflexões sobre o trabalho e seus impactos ambientais
O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) inaugura, em seu Centro Cultural, a exposição “Suor e Dignidade: A Poética do Trabalho na Obra de Portinari” nesta quarta-feira (6/5), às 14h30. A mostra reúne 15 réplicas de quadros de Cândido Portinari que celebram a força do(a) trabalhador(a) brasileiro(a) e propõem reflexões sobre o trabalho e seus impactos ambientais. A visitação é gratuita e seguirá até 26/5.
O Centro Cultural do TRT-RJ fica no prédio-sede da instituição, localizado na Avenida Presidente Antônio Carlos, 251 – com entrada pela Rua da Imprensa, s/nº – Centro, Rio de Janeiro/RJ. A mostra é promovida em parceria com o Programa Trabalho Seguro do TRT-RJ e com o Projeto Portinari.
A exposição do artista plástico Cândido Portinari (1903-1962), um dos maiores intérpretes da alma brasileira, está organizada em cinco blocos narrativos que capturam desde o labor histórico nas caravelas do descobrimento do Brasil até a vida nas favelas e a exaustão rítmica dos batedores de arroz.
Durante o percurso, o(a) espectador(a) é convidado(a) a ver que, mesmo em momentos de profunda dor e escassez, Portinari apresenta a dignidade do ser humano e afirma que o trabalho possui papel fundamental para a construção de um mundo mais justo e harmônico.
Leia abaixo um pouco sobre cada um dos cinco blocos narrativos da exposição.
Bloco 1: o encontro de mundos diferentes e a relação com o trabalho
No interior da nau, o trabalho é retratado como um esforço necessário para vislumbrar “um novo mundo”, contrastando com a visão da costa, onde indígenas representam uma existência pautada pela integração com o território.
O encontro de perspectivas revela duas realidades: a labuta como uma ferramenta de conquista e domínio técnico sobre o mar; e o impacto de uma nova ordem que ameaça uma cosmologia ancestral.
Bloco 2: rostos e contrastes da urbanidade
No segundo bloco, o(a) espectador(a) deixa as caravelas para encarar o Brasil que se estabelece e se adensa nas cidades. As obras “Cabeça de Negro” e “Favela” formam um diálogo sobre a presença humana nos espaços de convivência e resistência.
Em “Cabeça de Negro”, Portinari apresenta a dignidade em sua forma mais pura: o retrato de um homem cujo olhar firme atravessa o(a) espectador(a), projetando uma serenidade que contrasta com a dureza de sua realidade social. Já na obra “Favela”, a complexidade do trabalho e da vida comunitária é revelada em cores e formas que apresentam uma estrutura de beleza e sobrevivência. O “suor” ganha um rosto e um endereço, reafirmando que a poética do trabalho está intrinsecamente ligada à alma de quem o executa.
Bloco 3: a lida da terra e do mar
As obras “Batedores de Arroz”, “Arrastão” e “Homem Inclinado” mostram a exaustão e a plasticidade do trabalho braçal no cotidiano brasileiro. Portinari imortaliza o gesto do trabalhador rural e do pescador, transformando o esforço repetitivo em uma coreografia de sobrevivência onde o corpo é a principal ferramenta de transformação.
Ao observar o “Homem Inclinado”, é possível perceber como a curvatura da coluna e o peso dos membros inferiores simbolizam a gravidade da lida, enquanto em “Arrastão” o trabalho se manifesta como uma força coletiva essencial que extrai do mar o sustento. A poética do trabalho é apresentada em sua forma mais crua, celebrando a resiliência daqueles que, sob o sol, trabalham pelo sustento e o direito de viver.
Bloco 4: o trabalho da sobrevivência e a dor do êxodo
No quarto bloco, o(a) espectador(a) é confrontado(a) com a trágica condição humana que luta contra a escassez retratada em “Seca”, “Cangaceiro”, “Mulher do Pilão”, “Retirante Morrendo” e o icônico painel “Retirantes”.
Nestas telas, o trabalho é a própria manutenção da vida diante de um cenário hostil, onde a dignidade resiste mesmo na fragilidade extrema dos corpos deformados pela fome. A figura da “Mulher do Pilão” e o olhar severo do “Cangaceiro” representam diferentes facetas da resistência sertaneja, enquanto o grupo de “Retirantes” personifica o drama social do migrante que carrega consigo apenas o suor de sua história e a esperança de um novo chão.
Bloco 5: o clamor universal pela paz
No último bloco, “Guerra” e “Paz”, acompanhados pela figura do “Homem” em oração, sintetizam a visão de mundo onde o trabalho humano deve, em última instância, servir à construção de um mundo sem conflitos.
Enquanto em “Guerra” é possível ver o sofrimento e o caos decorrentes do desequilíbrio social, o painel “Paz” surge como uma celebração do trabalho harmônico, do lazer e da infância, elementos fundamentais para a dignidade plena.
O “Homem” de joelhos, com as mãos ao peito e o olhar voltado para o alto, simboliza o desejo universal de justiça e a esperança de que o suor do rosto resulte sempre em pão e harmonia, e nunca em destruição.
Serviço
Exposição: “Suor e Dignidade: A Poética do Trabalho na Obra de Portinari”
Abertura: 6/5 (quarta-feira), às 14h30
Período: até 26/5
Horário: segunda a sexta, das 9h às 16h
Local: Centro Cultural do TRT-RJ (Av. Presidente Antônio Carlos, 251 – entrada pela Rua da Imprensa, s/nº – Centro, Rio de Janeiro/RJ)
Entrada gratuita
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Vocalista do Barão Vermelho promete botar todo mundo pra ouvir, dançar e cantar junto, em noite que terá participação também da banda Bloody Mary e do DJ Marcelo Paes
Difícil vai ser alguém conseguir ficar sentado na edição 2026 do evento “Geração 80”, que acontece no próximo dia 16 de maio, no Praia Clube São Francisco, na Zona Sul de Niterói. À frente do show principal estará o multi-instrumentista e vocalista do Barão vermelho, Rodrigo Suricato, que promete revisitar grandes sucessos que ultrapassaram a década de 1980 e permanecem hits até hoje. Ele divide a noite com a banda Bloody Mary e com o DJ Marcelo Paes dois nomes que têm como característica principal de suas apresentações lotar as “pistas de dança”. Mais anos 80, impossível.
Segundo o produtor cultural Paulinho Nethelland, idealizador do evento, o que começou como uma festa para reunir “colegas de colégio”, hoje já faz parte do calendário festivo de Niterói. “Neste ano, com Suricato, a festa se tornou show de um dos grandes talentos do rock brasileiro, com uma carreira reconhecida antes mesmo de se tornar vocalista do Barão Vermelho. Agora, imagina poder reviver a história musical dos anos 80 e 90 com tudo o que tem de bom, mas sem os sufocos que a gente costumava passar, graças à estrutura que envolve o evento”, instiga Paulinho, fazendo questão de frisar que tudo está sendo preparado com o maior cuidado, em ambiente climatizado, serviço de bar com atendimento personalizado, entre outras “regalias”.
Quem já foi a outras edições do Geração 80 sabe que sua principal característica é a pista cheia e animada porque a música não para. Entre os dois shows da noite, O DJ e VJ Marcelo Paes garantirá o ritmo nas alturas com vídeos e clipes de artistas e sucessos os mais diversos num grande painel de LED. Isso sem falar nos ambientes instagramáveis e outras atrações.
“A ideia não é só uma celebração do passado. Se preparem porque sou um roqueiro assumido”, garante Rodrigo Suricato, num spoiler do que se pode esperar da edição 2026 do Geração 80.
Rodrigo Suricato, the guitarman
O músico carioca, vocalista do Barão Vermelho, uma das mais importantes bandas da história do rock brasileiro, canta, compõe e é multi-instrumentista. Reconhecido com o Grammy Latino de melhor guitarrista brasileiro, chegou ao grande público com a banda “Suricato” depois da participação no programa musical no Superstar da Rede Globo, em 2014. Com a banda participou de festivais como Rock in Rio e Lollapalooza.
Suricato começou a carreira cantando em bares e rodou o Brasil acompanhando nomes como Maria Gadú, Leandro Léo, Isabella Taviani, Tiago Iorc, Leoni, Paulinho Moska, Ritchie, Lia Sabugos, Tarzy Szpilman e Big Gilson, entre outros, até assumir o vocal e a guitarra do Barão Vermelho.
Bloody Mary, pop rock pra cantar junto
A banda Bloody Mary tem mais de uma década de estrada, enchendo as pistas e os espaços de show Brasil afora, num mix de hits retrô, que vão dos Beatles e Elvis até Kate Perry e Lady Gaga, sem falar nos sucessos nacionais. No comando da banda está a voz inconfundível e contagiante de Mariana Oliveira, vocalista do grupo.
Serviço Festa Geração 80
Data: 16 de maio de 2026
Horário: 20h30
Local: Praia Clube São Francisco (Estrada Leopoldo Fróes, 700 – São Francisco)
Ingressos: www.guicheweb.com.br/geracao80
Pintura, palavra e cor convergem em nova individual de Luciano Figueiredo na Anita Schwartz, celebrando 60 anos de uma trajetória que moldou a cultura brasileira.
São seis décadas de produção contínua, e Luciano Figueiredo ainda apresenta trabalho inédito. A Anita Schwartz Galeria de Arte, na Gávea, inaugura no dia 5 de maio de 2026, às 19h, a exposição Por toda parte escreverei o teu nome, mostra individual com curadoria de Luiz Chrysóstomo que reúne obras recentes e abre um novo núcleo dentro da pesquisa do artista.
As composições apresentadas na mostra articulam pintura, palavra, cor e linguagem gráfica com uma precisão formal que é marca registrada de Figueiredo. Não se trata de retrospectiva — o foco está no presente, no que o artista investiga agora, neste momento específico de sua trajetória.
Uma trajetória que atravessa mundos
Nascido em Fortaleza em 1948 e radicado no Rio de Janeiro, Luciano Figueiredo iniciou sua produção em 1966. Desde então, construiu uma presença rara na cultura brasileira: artista plástico, designer gráfico, poeta, cenógrafo e pensador crítico, transitou entre disciplinas sem jamais pertencer de forma exclusiva a nenhuma delas.
Ao longo dessas seis décadas, manteve interlocução direta com figuras que definiram o imaginário cultural do país. Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Caetano Veloso, Waly Salomão e Gal Costa estão entre os nomes com quem construiu relações de trabalho e afinidade intelectual. Essa rede não é apenas biográfica — ela está inscrita na textura de sua obra.
Navilouca e a iconografia da música brasileira
Dois marcos ajudam a entender o alcance de sua atuação. O primeiro é a revista Navilouca, publicação experimental dos anos 1970 que se tornou um documento decisivo na confluência entre poesia, arte e contracultura. Figueiredo foi coautor do projeto gráfico ao lado de Oscar Ramos — um trabalho que hoje é estudado como referência na história do design editorial brasileiro.
O segundo são as capas de discos que assinou ao longo dos anos, peças que ajudaram a moldar visualmente a música popular brasileira contemporânea. Nesse campo, forma e conteúdo dialogavam com a mesma intensidade que marca sua produção nas artes plásticas.
Por toda parte escreverei o teu nome
O título da exposição já diz algo sobre o método. Há uma insistência, uma repetição que não é redundância — é construção. A palavra que retorna, a cor que persiste, a forma que se refaz. Nesse sentido, a mostra parece uma síntese natural de quem passou sessenta anos desenvolvendo uma linguagem própria com disciplina e coerência.
A curadoria de Luiz Chrysóstomo organiza esse novo momento sem transformá-lo em balanço ou celebração nostálgica. A proposta é olhar para o que Luciano Figueiredo está fazendo agora — e o que ele está fazendo, como sempre, é ampliar os limites do que a pintura pode dizer.
Serviço
Exposição: Por toda parte escreverei o teu nome
Artista: Luciano Figueiredo
Curadoria: Luiz Chrysóstomo
Abertura: 5 de maio de 2026, às 19h
Local: Anita Schwartz Galeria de Arte — Gávea, Rio de Janeiro
Mostra “Além da Fantasia” tem 218 obras originais, entre pinturas e ilustrações, de um dos mais importantes artistas da cultura pop. Uma sala imersiva proporcionará experiência sensorial para o público
Chegou ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro a maior exposição da carreira do artista japonês Yoshitaka Amano, um dos grandes ícones da cultura pop mundial. Com 218 obras originais, incluindo trabalhos inéditos, a mostra “Yoshitaka Amano – Além da Fantasia” apresenta pinturas e ilustrações de um dos mais celebrados artistas da atualidade. Com curadoria e idealização de Antonio Curti, a mostra ocupa todas as salas do segundo andar do CCBB RJ e incluirá um espaço imersivo, que completará a experiência do público por meio da tecnologia. Esta será uma oportunidade para o público ver de perto a obra deste aclamado artista. “Os visitantes poderão conhecer obras nunca exibidas, incluindo grandes peças em alumínio – algo que só pode ser plenamente apreciado ao ver o trabalho original, pessoalmente”, afirma o artista, que está muito animado com a exposição. “Fico verdadeiramente feliz em ver uma nova mostra sendo realizada no Brasil, depois da exposição em São Paulo, em 2024. É uma honra ter essa oportunidade, especialmente com o projeto se expandindo de maneira tão significativa. Estou ansioso por isso”.
Dividida em sete núcleos temáticos – Tatsunoko, Final Fantasy, Candy Girl, Devaloka, Vampire Hunter D, Angel’s Egg e Colaborações – a mostra revela as múltiplas facetas do trabalho de Yoshitaka Amano.
“Yoshitaka Amano é uma lenda tanto no mundo da arte quanto no universo geek”, afirma o curador Antonio Curti. A exposição irá surpreender tanto quem acompanha o trabalho do artista, quanto quem nunca teve contato com a sua obra. “Para quem já conhece Amano, a mostra aprofunda o entendimento de sua trajetória e revela obras raras, processos e nuances que poucos tiveram a oportunidade de ver de perto. Para quem chega a ele pela primeira vez, é uma porta de entrada para um universo visual absolutamente singular, onde cada linha, cor e movimento carregam uma poética própria. A ideia é que todos, fãs ou iniciantes, encontrem aqui uma experiência que os conecte com a sensibilidade e a imaginação extraordinária desse artista”, afirma Curti.
A trajetória de Yoshitaka Amano começou na Tatsunoko, estúdio responsável por marcos da animação japonesa, mas foi com Final Fantasy que Amano marcou seu lugar na história. Ao criar o design de personagens, a identidade visual e o espírito estético da franquia de games, ele estabeleceu a base que moldou não apenas uma das séries de videogame mais conhecidas do mundo, mas também o imaginário de gerações de jogadores e artistas.
“Amano é um dos precursores em levar para os games o apuro estético de um verdadeiro artista visual. É um mercado que hoje movimenta um investimento bilionário mundo afora e um campo profissional em contínua ascensão, que atrai milhares de pessoas. Mas para além de proporcionar uma experiência única para uma legião de fãs e conhecedores de jogos, o nosso objetivo com a realização dessa exposição é nos conectar com diversos públicos e ampliar a percepção desse universo como espaço de arte, esporte e cultura”, afirma Sueli Voltarelli, Gerente Geral do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.
O trabalho de Amano une o mitológico, o fantástico e o surreal em uma estética que combina tradição japonesa com ecos do art nouveau, surrealismo e pop arte. “Suas criações habitam um espaço onírico onde natureza, tecnologia e fantasia se encontram, refletindo uma visão de mundo que dialoga com o passado e aponta para o futuro”, destaca o curador.
Entre as atmosferas góticas de Vampire Hunter D, a leveza estilizada de séries como Candy Girl e colaborações com personagens icônicos como Batman, Superman e Sandman, além de projetos para a DC Comics e para a Vogue Itália, sua versatilidade comprova a rara capacidade de transitar entre mundos sem perder identidade.
Para Fabricio Reis, diretor comercial e de produtos da BB Asset, apoiar a exposição é parte do compromisso da gestora para a promoção da arte e da cultura. “Nossa missão vai além da gestão de ativos, que é o nosso core business. Como líderes do setor, entendemos que temos o compromisso de contribuir para uma sociedade mais conectada ao conhecimento, justa e inclusiva. Por isso, apoiamos iniciativas que ampliam o acesso à arte, estimulam reflexões e proporcionam vivências enriquecedoras”.
Apresentada pelo Ministério da Cultura e com patrocínio da BB Asset por meio da Lei Rouanet, a exposição chega ao CCBB RJ após grande sucesso no CCBB BH, onde alcançou a marca de 118 mil visitantes. Após a temporada carioca, até 22 de junho de 2026, a mostra seguirá para o CCBB Brasília (DF).
NÚCLEOS TEMÁTICOS
A mostra estará dividida em sete núcleos temáticos:
Candy Girl
Neste núcleo serão apresentadas pinturas da série Candy Girl, em sua maioria feitas com tinta automotiva sobre painel de alumínio. Iniciada nos anos 2000, mistura fantasia, arte pop e surrealismo. As obras usam cores vibrantes e saturadas capazes de refletir a capacidade do artista de explorar temas de inocência, feminilidade e a complexidade do crescimento em um mundo imaginário. Além de reverenciar suas origens, ele traz influências da pop art, como Hello Kitty e Betty Boop, e segue os passos de artistas pop americanos como Andy Warhol e Roy Lichtenstein.
Tatsunoko
Em 1967, Amano encontrou na Tatsunoko Production o laboratório ideal para seu florescimento. Com apenas 15 anos, passou pelo treinamento e certificação do estúdio onde permaneceu até 1982. Nesse período, colaborou em produções que marcaram gerações, como Speed Racer, Gatchaman e Tekkaman: The Space Knight. Seu talento rapidamente chamou a atenção do fundador, Tatsuo Yoshida, que o promoveu de animador a character designer, uma função inédita à época, que unia arte e narrativa visual. Foi nesse período que Amano desenvolveu sua linguagem: personagens de traços longos e etéreos, mundos vibrantes e trágicos, uma estética que unia o design gráfico japonês às formas da arte ocidental.
Neste núcleo, portanto, estão as obras mais antigas da exposição, do início da trajetória de Amano. Os trabalhos possuem várias técnicas, que vão desde desenho sobre papel até pinturas em painéis de alumínio. Esse é o único núcleo que possui células de animação – folhas transparentes de acetato utilizadas na animação tradicional, onde personagens e objetos em movimento são desenhados e pintados à mão. Essas camadas transparentes são sobrepostas a um fundo fixo e fotografadas quadro a quadro para criar a ilusão de movimento, técnica padrão antes da era digital.
Angel’s Egg
Entre 1982 e 1986, Amano mergulha em uma fase experimental que culmina no filme Tenshi no Tamago (Angel’s Egg), criado em parceria com o visionário Mamoru Oshii (Ghost in the Shell). Ambos já tinham trabalhado juntos na Tatsunoko em algumas versões dos filmes de Lupin III que nunca viram a luz do dia. A animação, quase sem diálogos, é uma meditação sobre fé, solidão e criação, e foi relançada recentemente. Cada cena é uma pintura em movimento: uma arquitetura gótica submersa em penumbra, figuras frágeis e luminosas que caminham em um mundo sem tempo.
Nesse núcleo haverá obras do início da carreira do artista, datadas de 1985. São desenhos com tinta acrílica sobre papel e sobre tela, que deram origem ao filme, que consolidou Amano como um poeta visual, alguém que não precisa de palavras para narrar. É, talvez, sua obra mais espiritual, um sonho desenhado em luz.
Devaloka
Obras em grandes dimensões fazem parte deste núcleo, incluindo painéis de alumínio pintados com tinta automotiva e desenhos sobre papel. A única obra tridimensional feita pelo artista também estará neste núcleo: uma pintura políptica feita sobre um biombo japonês. Em Devaloka, palavra sânscrita para “mundo dos deuses”, Amano dá forma ao seu próprio cosmos. Cores incandescentes, figuras aladas, templos imaginários e constelações de ouro se misturam em um cenário que parece flutuar entre o físico e o espiritual. Cada pintura é um portal para o divino: deuses, anjos, espíritos e entidades híbridas habitam esse universo onde o tempo se dissolve. Devaloka é mais do que uma série de obras, é uma cosmogonia pessoal. Amano se torna, aqui, não apenas um artista, mas um criador de mundos, reinventando o mito à sua própria imagem. Essa fase sintetiza tudo o que o define: a fusão entre técnica e transcendência, tradição e futuro, corpo e sonho.
Final Fantasy
Esse será o maior núcleo da exposição, com pinturas e desenhos cobrindo os 16 jogos de Final Fantasy, bem como artes originais inspiradas nos jogos. A obra Monster será exposta pela primeira vez.
Desde 1987, Amano é o arquiteto visual de Final Fantasy, franquia que revolucionou os videogames e redefiniu o conceito de fantasia moderna. Seu traço deu forma a heróis e heroínas eternos, criaturas etéreas e mundos inteiros, criando uma mitologia contemporânea que une poesia visual e tecnologia. Seu estilo distintivo, caracterizado por linhas fluidas, cores vibrantes e uma fusão de elementos fantásticos com a tradição japonesa, ajudou a criar um visual icônico que se tornou sinônimo da franquia. Ele trouxe para os jogos um senso de grandeza e melancolia raramente visto no gênero, elevando o jogo ao status de obra de arte.
Vampire Hunter D
Esse núcleo possui artes originais do anime Vampire Hunter D, incluindo cinco obras que serão expostas pela primeira vez. No sombrio universo de Vampire Hunter D, Amano se une ao escritor Hideyuki Kikuchi para criar um épico gótico que mistura ficção científica, horror e poesia trágica. Suas ilustrações capturam o silêncio e a elegância do protagonista, um vampiro solitário que caça sua própria espécie, com uma beleza melancólica e enigmática. A estética de Amano para Vampire Hunter D é cinematográfica: sombras densas, detalhes barrocos e contrastes sutis entre o grotesco e o sublime. Essa colaboração consolidou Amano como um dos maiores ilustradores do gênero fantástico. Sua arte deu à série uma dimensão mítica, transformando-a em referência estética para toda uma geração de artistas e diretores de animação.
Colaborações
De Sandman, de Neil Gaiman, à Vogue Itália, passando por Magic: The Gathering, DC Comics e outras parcerias internacionais, Amano expande continuamente suas fronteiras criativas. Sua arte habita tanto galerias quanto revistas, capas de livros, cartas colecionáveis e universos digitais, sempre com a mesma assinatura etérea e inconfundível. Para Sandman: Dream Hunters, Amano criou imagens que capturam o tom onírico e sombrio da narrativa de Gaiman, transformando o quadrinho em um conto visual de rara delicadeza. Na DC Comics, reinterpretou ícones como Batman e Mulher-Gato sob a ótica de um artista japonês que enxerga o herói como arquétipo mitológico. Sua colaboração com Magic: The Gathering trouxe novas dimensões visuais ao jogo, enquanto sua participação na campanha histórica da Vogue Itália em 2020 marcou a primeira edição da revista sem modelos, substituídas por ilustrações que redefiniram o conceito de beleza feminina.
Esse núcleo contém desenhos, pinturas e objetos, como revistas em quadrinhos e cartas de jogos, que foram ilustrados por Amano para diferentes empresas.
EXPERIÊNCIA IMERSIVA
Como parte da exposição, uma sala imersiva, desenvolvida em parceria com a AYA Studio, convidará o visitante a adentrar a obra de Amano por meio da tecnologia. Treze obras da série Devaloka foram escolhidas para dar vida à imersão. Neste trabalho, Amano sintetiza todas as suas influências artísticas em uma mitologia pessoal, onde referências orientais e ocidentais convergem.
“Cores incandescentes aplicadas sobre painéis de alumínio com tinta automotiva metálica, figuras aladas, deuses e demônios, criaturas psicodélicas e elementos de ficção científica compõem um universo onde o tempo se dissolve entre o material e o espiritual”, conta Felipe Sztutman, diretor executivo da exposição. O desafio, segundo ele, não era animar, mas revelar o que já existe latente nessas obras: ondas que se expandem, serpentes que circulam, personagens que respiram. “Essa experiência partiu de um estudo técnico sobre como expandir as ilustrações além do suporte bidimensional. Cada imagem foi digitalizada, recortada, separada em camadas e transformada em movimento, sempre respeitando a fluidez do traço original e a intensidade poética que o caracteriza”, ressalta Sztutman.
SOBRE O ARTISTA
Yoshitaka Amano, que vive hoje em Tóquio, nasceu em 1952, na província de Shizuoka, aos pés do Monte Fuji, no Japão. Criado em uma família modesta, era o mais novo de quatro irmãos. Seu pai, Yoshio Amano, era artesão e dominava as técnicas tradicionais de laca em madeira, um ofício que utiliza pigmentos intensos de preto, vermelho e dourado, cores que se tornaram uma marca essencial na obra do artista.
Desde a infância, Amano é fascinado por histórias e personagens. Passava horas copiando as criações de Osamu Tezuka, o lendário autor de Astro Boy e pioneiro do mangá moderno. Em 1967, aos 15 anos, passa por um treinamento e certificação ao ingressar na Tatsunoko Production, um dos estúdios mais inovadores do Japão. Lá, iniciou uma trajetória que o transformaria em um dos artistas mais influentes do universo pop, quadrinhos e games da atualidade.
SOBRE O CCBB RJ
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.
SOBRE A BB ASSET
A BB Asset, empresa do Banco do Brasil, é responsável pela gestão de mais de 1200 fundos de investimento para 2 milhões de pessoas que buscam realizar seus sonhos. Líder nacional no setor de fundos de investimento, detém aproximadamente 19% do mercado e administra um patrimônio líquido de cerca de R$ 1,8 trilhão*. Além disso, é reconhecida pela qualidade de sua gestão com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Rating e Moody’s. Nossas soluções de investimento estão disponíveis para atender a ampla variedade de objetivos de nossos clientes. Como líder de mercado, entendemos nossa responsabilidade na atuação em prol dos desenvolvimentos ambiental, social, de governança corporativa e cultural. Com o objetivo de agregar valor à sociedade, a BB Asset patrocina iniciativas como a exposição “Além da Fantasia”. Porque, além de gerir ativos financeiros, investir em arte e cultura – para a maior gestora de fundos do Brasil – também é melhorar a vida das pessoas! E esse é o nosso propósito! BB Asset: invista com quem é líder.
*Dados do ranking da ANBIMA de outubro de 2025.
Serviço “Yoshitaka Amano – Além da Fantasia”
22 de abril a 22 de junho de 2026
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (2º andar)
Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças-feiras.
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita
Ingressos disponíveis na bilheteria física ou pelo site do CCBB – bb.com.br/cultura.
Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil
Patrocínio: BB Asset
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Em 2026, um dos álbuns mais icônicos e provocadores da música brasileira completa 40 anos. Cabeça Dinossauro, lançado pelos Titãs em 1986, transformou a banda e o próprio rock nacional ao romper padrões, desafiar o conservadorismo e traduzir, em som e fúria, o espírito de um país em transição. O Brasil tentava reaprender o significado de liberdade depois de duas décadas de censura e autoritarismo, e o álbum virou o retrato cru de uma geração inconformada. Quatro décadas depois, em um país novamente atravessado por polarização e intolerância, o grito de Cabeça Dinossauro volta a soar necessário e atual. É essa força de expressão — de resistir, de questionar e de pensar o presente — que os Titãs Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto pretendem reacender com a turnê “Titãs – Cabeça Dinossauro 40 anos”, que tem estreia marcada para 28 de março de 2026, no Espaço Unimed, em São Paulo, em uma realização da 30e, maior companhia de entretenimento ao vivo do país, e apresentado pelo Itaú. A tour também tem passagem confirmada por: Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba.
“Cabeça Dinossauro marcou a nossa carreira e a história do rock nacional, não há como negar. Inventamos ali o nosso vocabulário – riffs fortes, vocais gritados, letras sintéticas e precisas, etc. Isso, somado à temática das canções, deixou uma marca profunda na nossa trajetória”, conta Sérgio Britto. Tony Bellotto comemora o acontecimento. “É emocionante celebrar um álbum que permanece atual depois de 40 anos”. “Cabeça Dinossauro, Pança de Mamute, Espírito de Porco’. Dessa pequena e poderosa letra composta em 1986 nasceu o título de um dos álbuns mais lembrados e celebrados da nossa história. Cabeça Dinossauro está fazendo 40 anos e é com imenso prazer que comemoraremos com nosso público essa data tão especial”, completa Branco Mello.
Lançado em meio ao processo de redemocratização do Brasil, Cabeça Dinossauro foi um divisor de águas. O país tentava se reencontrar após duas décadas de ditadura, enfrentando uma crise econômica e social profunda. Em um cenário em que a democracia ainda era uma promessa frágil, os Titãs lançaram um álbum que abordava censura, fé, violência e poder com uma crueza inédita. Com faixas como “Polícia”, “Igreja”, “Bichos Escrotos” e “AAUU”, a banda confrontou a hipocrisia e o autoritarismo de uma sociedade em busca de identidade. Produzido por Liminha, Vitor Farias e Pena Schmidt, o trabalho se destacou pelo som agressivo, pela estética minimalista e pelas letras que ecoavam o grito de uma juventude que queria ser ouvida.
A recepção da crítica foi explosiva. Cabeça Dinossauro foi descrito como “violento”, “áspero” e “revolucionário” por jornais e revistas da época. Adjetivos que, longe de reduzir sua potência, o consagraram como um marco da cultura nacional. Décadas depois, o álbum figura em praticamente todas as listas dos maiores álbuns da história do rock brasileiro e permanece atual em sua mensagem de inconformismo.
“Construímos um forte vínculo com todos os músicos durante a turnê Titãs Encontro, que revolucionou o mercado de entretenimento ao vivo no Brasil. E não poderíamos deixar passar um marco tão importante da música brasileira: as quatro décadas do álbum Cabeça Dinossauro. Foi então que nos reunimos com os Titãs Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto para pensar em uma celebração à altura do álbum”, afirma Alexandre Wesley, VP Global Music Promoter da 30e.
“Celebrar os 40 anos de Cabeça Dinossauro é reconhecer um dos discos mais transformadores da história da música brasileira e o legado dos Titãs como uma banda que deu voz a diferentes gerações. Estar presente nesse momento reforça a forma como o Itaú se relaciona com a música ao longo de seus 100 anos: não como um espectador, mas como um agente que atua na construção de acesso e de facilidades, viabilizando experiências e encontros que ficam na memória. A pré-venda exclusiva e as condições especiais para nossos clientes fazem parte desse papel de facilitador de jornada, sempre com o objetivo de gerar principalidade e estar ao lado das pessoas nos momentos que ajudam a contar a história do Brasil”, afirma Rodrigo Montesano, Superintendente de Experiências e
Conexões de Marcas do Itaú – O espetáculo terá direção de Otávio Juliano, profissional renomado que também assinou o show do Titãs Encontro e trabalhou com nomes importantes da música brasileira, entre eles Caetano Veloso e Maria Bethânia.
TITÃS – CABEÇA DINOSSAURO 40 ANOS RJ
Sábado – 9 de Maio
Show às 21h
Casa abre às 19h
QUALISTAGE
Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ
A partir de R$ 97,50
Venda: https://www.eventim.com.br/event/titas-cabeca-dinossauro-40-anos-qualistage-21101492/
Bilheteria Oficial: Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ /
De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h – Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.
Classificação: 16 anos
Capacidade: 9 mil pessoas em pé ou 3.500 sentada
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro traz de volta ao palco principal, o balé La Fille Mal Gardée, um dos títulos mais tradicionais do repertório clássico. A obra que ficou 20 anos fora da programação do Ballet e da Orquestra da casa, teve nova montagem apresentada em 2024, e agora, com o Patrocínio Oficial Petrobras, chega em mais uma temporada com dois atos, no mês de maio. A concepção e coreografia é de Ricardo Alfonso. A regência de Jésus Figueiredo, com supervisão artística de Hélio Bejani e Jorge Teixeira. As récitas serão nos dias 13/5 (Ensaio Geral), 14 (estreia), 15, 16, 20, 21 22 e 23, às 19h | 17 e 24, às 17h | 19, às 14h (Projeto Escola). Os ingressos estarão disponíveis a partir do dia 4 de maio (3º lote), através do site theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.
Criado no século XVIII, o balé estreou em julho de 1789 no Grand Théâtre de Bordeaux. Desde então, a obra vem sendo remontada por diferentes gerações de coreógrafos. Um dos principais nomes a revisitar o título foi Marius Petipa, que apresentou sua versão em 1885, em São Petersburgo. Ao longo do século XX, novas montagens mantiveram o balé em circulação nos principais palcos internacionais.
“La Fille Mal Gardée é um ballet de repertório que encanta a todos. Unindo o clássico com o cômico, está entre os mais pedidos pelo nosso público e por isso está de volta na temporada de 2026, que tem o patrocínio oficial da Petrobras. Não perca a oportunidade de assistir ao Corpo de Baile e a Orquestra Sinfônica do TMRJ. Esperamos você!”, ressalta a Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Clara Paulino.
“La Fille Mal Gardée é uma obra atemporal do repertório clássico mundial, que continua a encantar plateias de todas as idades ao redor do mundo. Com coreografias vibrantes e personagens cativantes, esta versão do coreógrafo uruguaio Ricardo Alfonso, vem proporcionar aos nossos bailarinos a oportunidade de evidenciar o papel primordial da expressão facial, para além da gestualidade, na comunicação das diferentes emoções dos personagens e enfatizar a interpretação como ferramenta principal para fazer o público compreender a história e comover-se com ela”, afirma Hélio Bejani, Diretor do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
“É uma grande honra fazer a direção musical e a regência deste balé, ao lado da Orquestra Sinfônica e do Balé do Theatro Municipal. A partitura de La Fille Mal Gardée tem uma história musical muito curiosa: nasceu no século XVIII como uma colagem de diferentes músicas e, ao longo do tempo, foi sendo retrabalhada por vários compositores até chegar à forma que conhecemos hoje. Essa trajetória dá à ela uma leveza e um frescor muito próprios, sempre a serviço da cena, e que continua conquistando o público”, destaca o maestro Jésus Figueiredo.
Sinopse:
Ato 1 – Narra o romance de Lisa, filha de Simone, uma rica proprietária de uma fazenda, com um camponês chamado Colas. Este é despedido, pois Simone pretende casar sua filha com Alan, filho do rico Thomas. Em um encontro em pleno campo para reunir o gado, todos os personagens se definem. Lisa e Colas declaram seu grande amor. Alan brinca infantilmente e a viúva namora Tomás. Tudo é interrompido por uma tempestade.
Ato 2 – A viúva continua preparando Lisa para o casamento e a filha finge consentir para afastar a desconfiança da mãe. Chegam Tomás, a mãe Simone e Alana no momento em que Lisa está experimentando o vestido de noiva. Enquanto os três tratam do casamento, a viúva entrega a chave do quarto de Lisa para Alan. Quando ele abre a porta do quarto, encontra Lisa nos braços de Colas, mas o destino premia os dois jovens que finalmente se casam com as bênçãos da mãe, a ira do velho Tomás e a indiferença infantil de Alan.
Sobre Jésus Figueiredo
Maestro Jésus Figueiredo é mestre pela Haute École de Musique de Genève (Suíça), com especialização em música antiga, regência, órgão e cravo. Atualmente é maestro colaborador da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde atua na preparação de óperas, concertos e regência de balés.
Foi maestro titular do Coro do Theatro Municipal por vários anos, participando de inúmeras produções operísticas. Entre as óperas que regeu destacam-se Orfeo (Monteverdi), Dido and Aeneas (Purcell), O Chalaça (Mignone), La Serva Padrona (Pergolesi), L’elisir d’amore (Donizetti), La tragédie de Carmen (Bizet/Brook), Theodora (Handel) e Rei Arthur (Purcell). Recebeu o Prêmio APCA pela preparação do coro em Don Quixote, de Massenet, O Colombo e Lo Schiavo, de Carlos Gomes, e esta última com destaque internacional pela crítica especializada.
Na regência de balés, conduziu títulos como O Quebra-Nozes, Don Quixote, O Corário, Giselle, Les Sylphides, Copélia, Raymonda, Le Spectre de la Rose e Catulli Carmina, com companhias como o Balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e a Cia Brasileira de Balé. Em 2022, regeu a estreia mundial do balé Macunaíma, de Ronaldo Miranda, transmitido pela TV Brasil.
Vencedor do Concurso Nacional de Ópera de San Juan (Argentina, 2010), já regeu diversas orquestras no Brasil, Argentina e Suíça. Desde 2022, dirige o Ensemble Gravidades, com o qual vem divulgando repertórios barrocos e brasileiros na Europa. É também diretor musical da Associação de Canto Coral.
Sobre Ricardo Alfonso
Formado pela Escola Nacional de Dança de Montevidéu, Uruguai, em 1986 ingressou no Corpo de Dança SODRE de Montevidéu, Uruguai, onde participou de todos os trabalhos por ela apresentados, como Giselle, Lago dos Cisnes, Coppélia, Baile de Graduados, Interpley, Mozartíssimo, As Quatro Estações, Carmina Burana, Dom Quixote, Gayané, etc.
Para o Ballet Hoy, dirigido por Ines Camou, Alfonso cria as suas primeiras coreografias profissionais. Com a Sociedade Uruguaia Pró-Ópera e Ballet Hoy, Alfonso intervém na encenação de Maria de Buenos Aires (Piazzolla-Ferrer) como assistente de direção cênica e coreógrafo e interpretando um dos personagens principais (El Gato); em Evita como dançarino e coreógrafo, e em Jesus Christ Superstar como dançarino.
Em 1994, juntamente com o Ballet Hoy, apresentou Sonata (Bach) e Entre Azul y Verdi (G.Verdi), obra que passou a fazer parte do repertório do Ballet SODRE.
O jornal EL País de Montevidéu considera a sua obra Entre Azul y Verdi como uma das “melhores obras coreográficas dos últimos tempos”, considerando Alfonso a “revelação coreográfica do ano”.
No Brasil, ele trabalha ao lado de Maria Waleska Van Helden, participando de diversas edições do Dança Alegre Alegrete, prestigiado evento brasileiro de dança. Em Santa Fé, junto com outros profissionais, fundou a TAIARTE, assumindo a direção de seu próprio grupo, o Ballet Contemporâneo de Santa Fé, para o qual criou Opus 3, Solo Vivaldi, Aires y Danzas Antiguas, Brahms para 10 bailarinos, Estrofas al Viento, entre outros.
No Ballet del Sur, sob a direção de Violeta Janeiro, Alfonso é professor e coreógrafo onde encena obras como: Entre Azul y Verdi, Canon, Sonata, Opus 64, Acto de las Sombras de Bayadere, Gayané e La Fille Mal Gardée. Juntamente com o Prof. Edgardo Blumberg, realiza Seminários de História da Dança e da Música para a Dança, desde a Antiguidade até o Século XIX, no Instituto Superior de Música, da Faculdade de Letras e Ciências da Universidade Nacional do Litoral. De 2010 a 2021 foi Diretor Principal do Ballet del Sur de Bahia Blanca. Obras que apresentou: Dom Quixote, Carmina Burana, Lago dos Cisnes, La Fille Mal Gardée, Cinderela, Giselle, La Sylphide, Las Silfides, Gayane, Cantares, Adaggietto, Tangos en Gris, Carnaval dos Animais, Ato das Sombras de La Bayadere, Retrato in memoriam: Edith Piaf, Mozartissimo, As 4 Estações, Opus 64, Entre Azul e Verdi, Concerto, Opus 3, Stabat Mater, Ares e Danças Antigas, Estâncias ao Vento, Sempre Buenos Aires, Memórias de um Lugar Amado , Suíte Napoli, Suíte Raymonda, On Target, Rodeio, A Visita de Terpsicore, Pas de Deux de Sylvia, Pas de Deux de Tchaikovsky, La Source Pas de Deux, A Morte do Cisne. Passeios a Buenos Aires (Gala Internacional de Buenos Aires, La Sylphide com Ludmila Pagliero), A Frutillar, Chile (Giselle com Marianela Nuñez, La Sylphide com Ludmila Pagliero), Dança Alegre Alegrete, Brasil, Guamini, Necochea, Mar del Silver com Iñaki Urlezaga em sua despedida do palco. Rodolfo Lastra Belgrano, Oscar Araiz, Domingo Vera, Liliana Belfiore, Sabrina Streiff, Gigi Caciuleanu são alguns dos coreógrafos convidados durante sua gestão. Em 2015, Alfonso foi o vencedor do Prêmio Máscara concedido pela Prefeitura de Santa Fé em reconhecimento à sua carreira. Em 2016 foi jurado do Prêmio Escenário do jornal UNO, de Santa Fé e de 2017 até o momento, jurado do Bahia Blanca do “Prêmio Federal Hugo”. Em 2019, o Ballet del Sur recebeu a Menção ao Mérito dos Prêmios Konex por estar entre as cinco melhores companhias da Argentina nos últimos 10 anos, período que coincide com a gestão de Alfonso como Diretor Principal. Em 2023, apresentou sua versão de La Fille Mal Gardée no Ballet Nacional SODRE, em Montevidéu, Uruguai. Desde dezembro deste ano é Coordenador do Teatro Municipal e Produção Artística 1º de Mayo da cidade de Santa Fé, Argentina.
Datas elenco:
Dias 14/5 (estreia), 16 e 21
Juliana Valadão e Cícero Gomes
Dias 13/5 (geral), 17 e 23
Marcela Borges e Alyson Trindade
Dias 15/5, 20 e 24
Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer
Dias 19/5 (Projeto Escola) e 22/5
Tabata Salles e Owdrin Kaew
Ficha Técnica:
Concepção e Coreografia: Ricardo Alfonso
Supervisão Artística: Hélio Bejani e Jorge Texeira
Coordenação de Remontagem: Jorge Texeira
Ensaiadores: Jorge Texeira, Mônica Barbosa, Celeste Lima e Filipe Moreira
Cenografia: Manoel dos Santos
Figurinos: Tania Agra
Iluminação: Paulo Ornellas
Regente: Jésus Figueiredo
Design Gráfico: Carla Marins
Direção Geral: Hélio Bejani
Direção Artística Temporada 2026: Eric Herrero
Presidente FTM: Clara Paulino
Serviço:
La Fille Mal Gardée
Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal
Dias: 13/5, às 19h (Ensaio Geral) | 14 (estreia), 15, 16, 20, 21 22 e 23/5, às 19h | 17 e 24/5, às 17h | 19/5, às 14h (Projeto Escola)
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro
Duração: 1h45 + intervalo
1º ato – 50 min
2º ato – 35 min
Ingressos:
Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$80,00
Balcão Superior e Lateral – R$50,00
Galeria Central e Lateral– R$30,00
Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.
Palestras gratuitas antes dos espetáculos
Classificação: Livre
Patrocinador Oficial @Petrobras
Onde tem Patrocínio Petrobras, tem Governo do Brasil
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Amadança
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Lei de Incentivo à Cultura
Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do Lado do Povo Brasileiro
Antes dos shows, representantes da dança abordaram o Projeto de Lei 4.768/2016 que dispõe a regulamentação da profissão
A Prefeitura de São João de Meriti, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, realizou na quarta-feira (29/04), um Festival de Dança para celebrar o Dia Internacional da Dança. O palco da atração foi no Centro Cultural Meritiense, em Jardim Meriti, e contou com 10 apresentações.
Com ritmos do jongo ao ballet, passando por charme, dança afro e dança ministerial, por exemplo, os movimentos foram apresentados por alunos do próprio Centro Cultural e dançarinos de grupos e companhias de dança da cidade, convidados a prestigiar a data.
Antes do festival, houve a composição da mesa do encontro que contou com a participação de representantes e produtores culturais e dançarinos profissionais que contextualizaram a dança no cenário socioeconômico-cultural, abordando os desafios enfrentados para fomentar a expressão artística e as políticas públicas de investimento.
Os participantes também comentaram sobre o avanço na área com o Projeto de Lei 4.768/16, que garante o reconhecimento profissional, regulamentando, desta forma, os direitos trabalhistas para funções como professores, coreógrafos entre outras inerentes à dança.
O subsecretário municipal de Eventos, Waguinho Júnior, destacou o impacto positivo que a dança trás para a cultura no município. “Aqui temos diversidade e isso demonstra os talentos que São João de Meriti tem e nós precisamos cada vez mais incentivar a arte, que tem uma importância gigantesca no fomento cultural meritiense”, observou o subsecretário.
Vozes do palco
Um dos convidados do evento, Anderson Dionísio, solista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, elogiou a iniciativa da Prefeitura e reconheceu o poder transformador da dança, especialmente em ajudar crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade social.
“A dança salva e a dança cura. Já fui professor em projetos sociais e consegui ajudar muitos alunos. E esse evento é muito importante. Pode ser que uma criança, um jovem, ou até um adulto mesmo se interesse e queira se tornar um profissional da dança. E isso é um legado que fica”, expôs Anderson.
Corroborando com Anderson na questão da cura e, também, aluna de dança do Centro Cultural Meritiense, a jovem Isabel Alves, 16 anos, ressaltou o benefício conquistado após se dedicar à dança. “Depois que eu comecei a dançar me sinto melhor. Minha autoestima melhorou muito”, disse Isabel.
Histórico da data
O Dia Internacional da Dança é comemorado anualmente em 29 de abril porque é a data de nascimento de Jean-Georges Novarre, bailarino francês que viveu no século XVIII e que revolucionou a forma de se expressar através da dança ao publicar a obra Cartas Sobre a Dança, já expondo elementos do ballet dos dias de hoje.
A celebração foi instituída em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).