Lucas Simões transforma referências da arquitetura e da cultura popular em individual na Casa Triângulo

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Com textos críticos de Pollyana Quintella e Ciro Miguel, a exposição Lava- Olhos de Emergência aproxima Brasília, o tecnobrega e a mitologia antiga por meio das formas

Uma forma nunca permanece exatamente a mesma quando muda de lugar: carrega consigo sua origem, mas também tudo aquilo que foi acrescentado a ela ao longo do caminho. É nesse trânsito que Lucas Simões encontra o ponto de partida para Lava-Olhos de Emergência, nova exposição que a Casa Triângulo inaugura em 26 de setembro. Acompanhada de textos de Pollyana Quintella e Ciro Miguel, a mostra reúne esculturas e instalações nas quais o artista trabalha com referências da arquitetura moderna, da cultura contemporânea e de mitologias antigas para observar como formas conhecidas acumulam histórias, usos e significados ao longo do tempo.

Há mais de dez anos, Simões desenvolve uma pesquisa em torno das relações entre matéria, forma e memória. Concreto, aço, imagens e estruturas carregam marcas de seus usos e contextos, e o artista trabalha justamente sobre essas camadas.

Uma das referências para o artista é uma fotografia de Mário Fontenelle, realizada em julho de 1957 durante a construção de Brasília. A imagem registra o cruzamento ainda em terra batida dos eixos Monumental e Rodoviário sobre a vegetação do Cerrado, seguindo o desenho de Lúcio Costa para o Plano Piloto. O encontro das duas linhas, pensado como um gesto de marcação do território, inspira uma das esculturas da exposição: uma estrutura diagonal suspensa que atravessa a galeria e alterna entre opacidade e transparência.

A arquitetura moderna brasileira também está na origem da obra Aparelhagem, políptico que subverte a silhueta das colunas do Palácio da Alvorada, de Oscar Niemeyer. Ao longo das décadas, essa forma deixou de pertencer apenas à arquitetura e passou a aparecer em fachadas, portões, móveis, logotipos e outras construções pelo país. Simões acompanha esse percurso até as aparelhagens das festas de tecnobrega do Pará, grandes estruturas de som e luz montadas sobre carretas. A escultura aproxima, assim, a geometria criada por Niemeyer de uma forma que foi incorporada e transformada pela cultura popular.

Durante o processo de criação de Luscofusco, o artista trabalha com a reprodução de imagens encontradas em livros de arte e arquitetura. As imagens são escaneadas, impressas, reduzidas e novamente reproduzidas até que a referência original se torne quase um vestígio.

O título Lava-Olhos de Emergência vem de um equipamento utilizado em laboratórios e oficinas para lavar os olhos em situações de emergência. A expressão funciona também como uma chave para a exposição: diante de formas que já foram vistas em incorporadas, as operações do artista interrompem a familiaridade e fazem com que elas sejam percebidas novamente. Ver, nesse caso, não significa apenas reconhecer, mas também desconfiar daquilo que parece imediatamente conhecido.

Essa relação entre diferentes tempos atravessa a exposição. Formas da arquitetura moderna, da cultura popular e de mitologias antigas são deslocadas de seus contextos e ganham novos sentidos. Em Lava-Olhos de Emergência, Lucas Simões acompanha essas transformações, revelando como as formas continuam a se modificar quando atravessam diferentes tempos e histórias.

Serviço
Lava-Olhos de Emergência
Textos Críticos: Pollyana Quintella e Ciro Miguel
Abertura: 26 de setembro
Período da exposição: 26 de setembro a 07 de novembro de 2026

Local:
Casa Triângulo
Endereço: Rua Estados Unidos 1324, Jardins, São Paulo

Horário de funcionamento: de terça a sexta das 10h às 19h e sábado das 10h às 17h

Site: www.casatriangulo.com

 

Museu do Amanhã inaugura jardim gratuito com esculturas de Amílcar de Castro e Carlos Vergara

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Novo espaço gratuito na área externa do museu reúne oito esculturas diante da Baía de Guanabara e estreia obra inédita de Carlos Vergara

O Museu do Amanhã inaugura em 17 de setembro seu novo Jardim de Esculturas, na área externa da instituição, na Praça Mauá. Aberto gratuitamente ao público, o espaço foi concebido como um passeio entre arte, vegetação, arquitetura e a paisagem da Baía de Guanabara. A abertura integra a primeira Semana de Arte do Rio, mas as obras permanecerão no local por pelo menos um ano, estabelecendo uma nova frente de programação artística do museu.

Sob o eixo curatorial A cidade entre o jardim e a Baía, o primeiro ciclo reúne oito esculturas de Amílcar de Castro, Carlos Vergara, Siwaju e José Resende. A seleção atravessa diferentes momentos da produção brasileira e aproxima trabalhos históricos, modernos e contemporâneos a um território marcado pela relação entre cidade, água e memória. “Todos os artistas selecionados, de alguma maneira, têm na sua escultura uma forma de olhar para a cidade do Rio de Janeiro e para a sua história, a partir desse recorte territorial da Baía e do Museu do Amanhã”, afirma Camila Oliveira, curadora adjunta do museu.

Amílcar de Castro ocupa parte central do conjunto com quatro esculturas em aço. Uma delas recebe o visitante na entrada, formada pelo corte e pela dobra de uma chapa que cria um portal geométrico. Em outra, uma abertura assume a escala de uma janela, enquadrando árvores, corpos e céu conforme o público avança pelo jardim. Há ainda uma figura de grandes dimensões que remete a um caminhante diante da Baía de Guanabara e uma peça marcada por uma fresta curva, que recorta a paisagem em um fragmento. As obras pertencem ao acervo do IPAC-Brasília.

Carlos Vergara apresenta duas peças da série Natureza Inventada, realizadas em aço corten. As chapas recortadas evocam formas vegetais sem reproduzir literalmente folhas, galhos ou troncos, enquanto pequenas aberturas circulares sugerem olhos voltados para quem percorre o espaço. Entre elas está Natureza Inventada, n13, obra inédita realizada entre 2018 e 2026 especialmente para o jardim. Siwaju participa com ATMOS ISINMI: em memória a João Cândido, também em aço corten, que homenageia João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata. Já José Resende apresenta Vênus reclinada, que retoma a tradição da figura da Vênus a partir das relações entre matéria, gravidade e repouso.

O projeto resulta de uma parceria com o IPAC, responsável pela guarda de parte significativa das obras, além de colaborações com o Ateliê Carlos Vergara, a galeria A Gentil Carioca e os acervos particulares de Camila e Álvaro Piquet. Mais do que uma extensão expositiva, o jardim foi pensado como área de convivência, com quiosque de alimentos e bebidas e acesso livre para visitantes do museu ou passantes da Praça Mauá. “O Jardim de Esculturas nasce do nosso compromisso em democratizar cada vez mais o acesso ao Museu do Amanhã”, afirma Cristiano Vasconcelos, diretor executivo da instituição. “É um espaço totalmente gratuito, pensado para que qualquer pessoa possa fazer parte dele, não apenas visitá-lo.”

Barroco se reinventa na arte brasileira em exposição com curadoria de Lilia Schwarcz

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Exposição com curadoria de Lilia Schwarcz e expografia de Daniela Thomas. A mostra reúne obras históricas e contemporâneas em torno do barroco brasileiro, propondo um olhar sobre a permanência dessa linguagem na cultura visual do país e sobre as formas como ela continua a se transformar no presente.

Participam: Adriana Varejão, Alberto da Veiga Guignard, Antônio Francisco Lisboa, Alfredo Volpi, Ana Elisa Egreja, André Griffo, Anna Bella Geiger, Ayrson Heráclito, Barrão, Beatriz Milhazes, Caio Reisewitz, Dalton Paula, David Almeida, Eustáquio Neves, GTO, J. Cunha, Jaime Lauriano, José Adário, Laís Amaral, Lídia Lisboa, Lorenzo Sabatini, Mano Wladimir, Mário Cravo, Miguel Rio Branco, Miriam Inez da Silva, Nadia Taquary, Nelson Leirner, Rosana Paulino, Rubem Valentim, Sandra Gamarra, Silvana Mendes, Sonia Gomes, Tadáskia, Tarsila do Amaral, Tunga, Vik Muniz, entre outros.

Novos barrocos, coletiva
Flexa | Dias Ferreira, 214 Leblon
Abertura: 17 de setembro de 2026, das 18h às 21h
De 17 de setembro a 19 de dezembro de 2026
De segunda a sexta, 10h às 19h
Sábado, das 13h às 18h
Entrada gratuita

Artur Barrio apresenta desenhos inéditos em exposição na Galeria Inox

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Na mostra, Artur Barrio apresenta uma série inédita de desenhos produzida entre 2022 e 2024. Nessas obras, Barrio investiga a relação dos objetos com o tempo, além da relação espacial dos objetos entre si. Unindo itens coletados por ele, acumulados durante os anos, gera encontros que dificilmente aconteceriam. Uma escultura estará exposta, além dos desenhos, como um objeto central, convidando o espectador a participar do trabalho ao juntar-se a esses seres inanimados.

Artur Barrio nasceu em Porto, Portugal, em 1945. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1955 e residiu posteriormente em diversos países na Europa e na África, retornando ao Rio em 1994, onde vive e trabalha desde então. Foi vencedor do prestigiado Prêmio Velázquez em 2011 e representou o Brasil na 54a Bienal de Veneza no mesmo ano.

Seu extenso currículo inclui ainda a 11a Documenta de Kassel (2002), a Bienal da Coréia do Sul (Kwangju, 2000) e a Bienal de Havana (1984), além de diversas participações na Bienal de São Paulo (2013, 2010, 2004, 1998, 1996, 1994, 1985, 1983 e 1981). Já realizou individuais em instituições como: Museo Reina Sofía, Museu de Serralves, Museo Tamayo, Palais de Tokyo, FRAC e MAM Rio, entre muitas outras.

Suas obras integram importantes coleções públicas, como: MoMA, Centre Pompidou (Paris), SMAK (Gent), Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Inhotim, MAM Rio e Pinacoteca de São Paulo, entre outras.

Jogo de sombras em uma noite chuvosa, de Artur Barrio
Galeria Inox | Av. Atlântica, 4240 – Subsolo 101 – Copacabana
Abertura: sábado, 17 de setembro de 2026, às 17h
De 21 de setembro a 16 de outubro de 2026
De segunda a sexta, das 12h às 19h
Entrada gratuita

Nova exposição de Marcelo Lamarca investiga a natureza como força viva

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Nesta mostra, o artista carioca radicado em Cascais apresenta conjunto de pinturas diz sobre o mistério, o sonho, a neblina que esconde e revela, é sobre o que se modifica todo o tempo, a natureza ocupando seu espaço e a pintura que parece estar em movimento constante, como um organismo vivo. O artista usa tinta acrílica principalmente, mas inclui gaze, folha de ouro e elementos orgânicos como areia, madeira e folha seca para adicionar mais textura, instigando a curiosidade do espectador, que também pode experimentar a calma de uma contemplação.

Lamarca avalia que seus trabalhos propõem uma inversão de autoria: “a natureza deixa de ser cenário e passa a organizar a arquitetura, a memória e o corpo. Se este cenário era tratado como background, ele agora passa a protagonista, sai da tela e busca o observador para seu universo. Ali a árvore tem uma identidade, atribui o artista, “é como se ela fosse uma presença que a difere de outra árvore ou de outra planta da cena”

Refloresta, de Marcelo Lamarca
FEMALUMA Rio | Rua Alberto Ribeiro 4, Horto
Abertura: domingo, 13 de setembro, 16 às 20h
Em cartaz até 11 de dezembro de 2026
De terça a sexta, das 11h às 18h, sábado das 12h às 15h
Entrada gratuita

 

Três gerações, um olhar: Leontina, Milton e Alexandre Dacosta se encontram em exposição inédita

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A Galeria de Arte Ipanema celebra seus 61 anos de atividade com a exposição: “Leontina, Milton e Alexandre — A Transmissão do Olhar”, que reúne pela primeira vez obras de Maria Leontina, Milton Dacosta e Alexandre Dacosta, mãe, pai e filho. A mostra estabelece um diálogo entre três gerações ligadas pela pintura e pela experiência familiar, revelando não apenas continuidades e diferenças entre suas linguagens, mas também a permanência de um olhar transmitido, transformado e reinventado ao longo do tempo.

Entre abstração, construção geométrica, figuração, cor, gesto e matéria, as obras percorrem diferentes, do moderno ao contemporâneo, tendo a pintura como território comum de investigação. Ao celebrar simultaneamente a trajetória da galeria e a história de uma família profundamente vinculada à arte, a exposição propõe pensar a criação não como herança passiva, mas como um processo de transmissão, ruptura e reinvenção — em que cada geração recebe um olhar e, ao transformá-lo, inaugura outro.

Leontina, Milton e Alexandre – A transmissão do olhar
Galeria de Arte Ipanema | R. Aníbal de Mendonça, 27 – Ipanema
Abertura: quinta, 10 de setembro, às 10h
De segunda a sexta, das 10 às 19h, e sábado, das 11 às 15h.
Entrada gratuita

 

Casa Museu Eva Klabin coloca passado e arte contemporânea em diálogo

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Uma casa que se transforma em museu. Objetos criados para determinadas funções que, séculos depois, passam a integrar uma coleção. Elementos arquitetônicos retirados de seus lugares de origem e incorporados a outros espaços. Obras cuja matéria, aparência e significado se modificam com o tempo. É a partir desses movimentos que a Casa Museu Eva Klabin apresenta “Hipertelia – Marés de Mudanças”, com curadoria de Camilla Rocha Campos que coloca obras de Andréa Hygino, Antonio Obá, Daniela Seixas, Juliana dos Santos, Lia Rodrigues, Marcus Deusdedit, Rosângela Rennó e Suzanne Jackson em diálogo com obras e objetos da coleção reunida por Eva Klabin (1903–1991).

Com cerca de 50 trabalhos e ocupando o primeiro andar da casa, a exposição parte da ideia de que objetos, obras e espaços podem ultrapassar as finalidades para as quais foram concebidos e adquirir outras funções e sentidos. A montagem torna esse processo visível: peças da coleção serão deslocadas de suas posições habituais, elementos da arquitetura ganharão novas configurações e ambientes da casa serão reorganizados a partir da presença dos trabalhos contemporâneos.

Hipertelia – Marés de Mudanças, coletiva
Casa Museu Eva Klabin | Praça Benedito Cerqueira, nº 0 Lagoa
Abertura pública: 12 de setembro de 2026
Até 13 de dezembro de 2026
De quarta-feira a domingo, das 14h às 18h
Entrada gratuita

 

Rafael Alonso transforma novo ateliê em ponto de partida para uma nova fase da pintura

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Com texto de Luna Grimberg, a mostra reúne um conjunto inédito de pinturas realizadas em seu novo ateliê, instalado na antiga casa da pintora Lucia Laguna, no bairro do Rocha, Zona Norte do Rio de Janeiro. A mudança de endereço marca também uma inflexão significativa na trajetória do artista, revelando um momento de renovação poética e formal.

A casa, seus quintais e a vizinhança característica dos subúrbios cariocas — marcada por construções em constante transformação e soluções arquitetônicas informais — passam a integrar diretamente o campo de observação do artista. Estes entornos constituem uma nova experiência do cotidiano e reorganizam o seu modo de olhar e de pintar.

As obras, inéditas, apontam para uma sensível transformação em relação à produção anterior de Alonso. Agora em formatos menores, convidam a uma aproximação mais íntima, instaurando um ritmo de observação pausado e silencioso.

Sair do próprio caminho e deixar o mundo entrar, de Rafael Alonso
Athena | Rua Estácio Coimbra 50, Botafogo, Rio de Janeiro
Abertura: terça, 15 de setembro 2026, das 16h às 19h
Horário: de terça a sexta: 11h às 19h | Sábado: 12h às 17h
Entrada gratuita

 

IV Festival Oficina da Ópera reúne novos talentos de bastidores e cantores renomados da ópera

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Paixão, vingança, poder e humor ocupam o palco principal e o Salão Assyrio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro durante o IV Festival Oficina da Ópera, que acontece de 11 a 20 de setembro. Com o patrocínio oficial Petrobras, em sua quarta edição, o projeto reúne três títulos de diferentes períodos e estilos — Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni; Cenas da Coroação de Poppea, de Claudio Monteverdi; e Il Campanello, de Gaetano Donizetti — em uma programação dedicada à formação e à atuação de novos artistas no universo da ópera como diretores, iluminadores, cenógrafos, iluminadores, reunindo, ao mesmo tempo, nomes consagrados da ópera.

“Acho que o festival é um laboratório fantástico para você fazer! É uma oportunidade de se engajar, de estudar e de pensar em um conceito. Esta é a quarta edição de que participo como diretor cênico, e o festival me ajudou a crescer muito como profissional. Passei a ter um olhar diferenciado para a equipe criativa, para as necessidades de adaptar uma produção e para o diálogo com os artistas. Também entendi como colocar em prática esse novo olhar em uma obra. E este ano tem mais!”, celebra o diretor cênico de Cavalleria Rusticana, Daniel Salgado.

A programação começa no palco principal com Cavalleria Rusticana, uma das obras mais conhecidas do verismo italiano, nos dias 11 e 12/9, às 19h, e 13/9, às 17h. A ópera de Mascagni acompanha Santuzza, mulher abandonada por Turiddu, que descobre seu envolvimento com Lola, esposa de Alfio. Ferida pela rejeição, ela revela a traição ao marido de Lola, desencadeando uma sequência de ciúme e vingança que culmina em um duelo fatal.

No Salão Assyrio, o público poderá assistir ao espetáculo Cenas da Coroação de Poppea, centrado em uma disputa em que amor e poder caminham lado a lado. O imperador Nero abandona a imperatriz Ottavia para se casar com Poppea, sua amante, que será coroada como a nova imperatriz de Roma. Escrita no século XVII, a obra é considerada um marco na história da ópera e chama atenção pela complexidade de seus personagens e conflitos.

Também no Salão Assyrio, Il Campanello leva o festival para o terreno da comédia. Em um ato, a ópera acompanha a noite de núpcias de um velho farmacêutico, que se casa com a jovem Serafina. O casamento, porém, não sai como planejado: Enrico, apaixonado por Serafina, decide atrapalhar a noite e passa a tocar insistentemente a campainha da farmácia, recorrendo a diferentes disfarces para importunar o noivo.

O elenco das três óperas é formado por cantores do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com destaque para Fernanda Schleder, Carolina Morel, Michele Menezes, Ivan Jorgensen, Geilson Santos e Herbert Campos, além dos cantores convidados Inácio de Nonno, Denise de Freitas e Paulo Mandarino.

Ficha técnica e elenco Cavalleria Rusticana:

Coro e OSTM
Palco Principal
Cenografia: Vinícius Lugon
Figurinos: Fael di Rocca
Iluminação: Jonas Soares
Concepção e Direção Cênica: Daniel Salgado
Direção Musical e Regência: Natalia Salinas
Classificação: 14 anos

Solistas: 11 e 13 de setembro / 12 de setembro
Santuzza: Denise de Freitas (convidada) / Fernanda Schleder
Turiddu: Paulo Mandarino (convidado) / Ivan Jorgensen
Alfio: Inácio de Nonno (convidado) / Fernando Lorenzo
Lola: Lara Cavalcanti / Mariana Gomes
Mamma Lucia: Andressa Inácio / Simone Chaves
Uma mulher do povo: Eliane Lavigne

Cenas da Coroação de Poppea – Cláudio Monteverdi (1567 – 1643)
Ensemble OSTM e solistas convidados
Salão Assyrio
Cenografia: Clara Velasco
Figurinos: Nícolas Rodrigues (in memoriam), Marcelo Marques (supervisão), Caio Santos
Iluminação: Jonas Bastos
Concepção e Direção Cênica: Ana Vanessa
Direção Musical e Regência: Jésus Figueiredo
Classificação: 14 anos

Solistas:
Poppea: Carolina Morel
Nerone: Hebert Campo
Ottavia: Carla Rizzi
Arnalta: Geilson Santos
Seneca: Leonardo Thieze
Discípulos de Seneca: João Campelo, Guilherme Gonçalves e Cicero Pires

Il Campanello – Gaetano Donizetti (1797 – 1848)
Ensemble OSTM e solistas convidados
Salão Assyrio
Cenografia: Victor Aragão
Figurinos: Renan Garcia
Iluminação: Chabu
Concepção e Direção Cênica: Pedro Rothe
Direção Musical e Regência: Felipe Prazeres
Classificação: Livre

Solistas:
Don Annibale: Patrick Oliveira
Enrico: Flávio Mello
Serafina: Michele Menezes
Mamma Rosa: Eliane Lavigne
Spiridione: Jessé Bueno
Convidados: Paloma Lima, Katya Kazzaz, Helena Lopes, Luzia Rohr, Ossiandro Brito, Celso Mariano, Jorge Costa, Jorge Mathias

Ficha técnica:
Design Gráfico: Carla Marins
Direção Artística Temporada de 2026: Eric Herrero
Presidente da Fundação Teatro Municipal: Clara Paulino

Serviço
Temporada 2026: “IV Festival Oficina da Ópera”
De 11 a 20 de setembro

Datas e horários:
Cavalleria Rusticana: 11 e 12/9, às 19h; 13/9, às 17h (Palco principal – duração 1h15)
Cenas da Coroação de Poppea: 16 e 17/9, às 19h (Assyrio – duração:1h10)
Il Campanello: 18/9, às 14h; 19/9, às 16h e 20/9, às 11h (Assyrio – duração: 55 minutos)

Ingressos:
Salão Assyrio: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)
Palco principal:
Frisas e Camarotes – R$90 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$80
Balcão Superior e Lateral – R$50
Galeria Central e Lateral – R$20

Acessibilidade
Palestra gratuita antes dos espetáculos
Patrocinador Oficial Petrobras
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Nova Paradiso, Fever
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Lei de Incentivo à Cultura
Realização: Ministério da Cultura

 

Exposição de Renata Leoa coloca a Zona Oeste no mapa da arte carioca

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A mostra, realizada na Sala Cubo da galeria, reúne uma série inédita de pinturas dedicadas às paisagens da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Partindo de uma investigação sobre a história da pintura de paisagem no Brasil, a artista propõe um deslocamento do olhar para um território feito ausente na memória visual da cidade.

Desde o período colonial, a pintura de paisagem esteve profundamente ligada aos processos de exploração e ocupação do território nacional. Produzidas em grande parte para documentar expedições europeias, essas imagens registravam a geografia e afirmavam domínio, conhecimento e poder sobre as terras conquistadas. Ao revisitar essa tradição, Renata Leoa se pergunta quais paisagens foram consideradas dignas de serem representadas e, sobretudo, quais permaneceram à margem da história da arte.

Em sua pesquisa, a artista encontrou uma produção concentrada nas antigas fazendas coloniais e nas estruturas econômicas que delas derivaram. Embora relevantes, essas representações não dão conta da diversidade de um território marcado por múltiplas experiências, paisagens e formas de habitar. Assim, Leoa pinta a presença da Zona Oeste na iconografia carioca.

Onde brilha a nossa luz, de Renata Leoa
Athena | Rua Estácio Coimbra 50, Botafogo, Rio de Janeiro
Abertura: terça, 15 de setembro 2026, das 16h às 19h
Horário: de terça a sexta: 11h às 19h | Sábado: 12h às 17h
Entrada gratuita