Mulheres em Pixinguinha retorna aos palcos celebrando 30 anos de trajetória

Três décadas depois de sua criação, o projeto Mulheres em Pixinguinha retorna aos palcos em clima de celebração, memória e reverência à música brasileira. No dia 21 de junho, às 11h, no histórico Salão Assyrio (Theatro Municipal do Rio de Janeiro), no Centro do Rio, o espetáculo reúne a cantora Georgia Szpílman, a saxofonista Daniela Spielmann, a pianista Sheila Zagury e a percussionista Clarice Magalhães em uma apresentação comemorativa que marca os 30 anos de um dos projetos mais singulares dedicados à obra de Pixinguinha.

Criado nos anos 1990, o espetáculo nasceu com uma proposta ousada e pioneira: revisitar a obra de Pixinguinha sob uma perspectiva feminina. Em um universo historicamente dominado por homens, quatro mulheres ocuparam o centro do palco para reinterpretar e ressignificar a música de um dos maiores nomes da cultura brasileira. Trinta anos depois, o projeto continua com uma atmosfera atual e reafirma sua relevância artística e simbólica, além de apresentar – e presentear – para uma nova geração a obra de um mestre da música brasileira.
Mulheres em Pixinguinha é uma experiência cênico-musical. A exibição recria a atmosfera da antiga casa do compositor: móveis cobertos por lençóis brancos, a icônica cadeira de balanço, fotografias, piano e objetos que parecem guardar a memória viva de Pixinguinha. Aos poucos, o cenário ganha vida ao som do grupo, em uma espécie de ritual poético que faz o compositor “voltar” ao palco através da música.

O repertório atravessa clássicos eternizados na trajetória da música brasileira, como Carinhoso, Rosa, Lamentos, Ingênuo, Mundo Melhor e Naquele Tempo, além da rara Valsa Triste. Todos os arranjos foram desenvolvidos pelo próprio grupo, resultado de extensa pesquisa sobre as influências musicais de Pixinguinha — do choro ao samba, das bandas sacras às referências eruditas que dialogam até com Bach.

Ao longo de três décadas, as cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, Belo Horizonte, Cataguases, São Paulo, Recife, Fortaleza, Maceió e Salvador​ receberam o projeto, que acumulou histórias marcantes pelo Brasil. Passou por espaços emblemáticos como o Teatro Sérgio Porto (RJ), circuitos do SESC São Paulo e Clube do Choro de Brasília.

“Um momento especialmente simbólico aconteceu durante a gravação da música Rosa, no estúdio da CPC-UMES, em São Paulo. Na ocasião, o seresteiro Seu Adauto realizou sua última gravação em vida, falecendo no dia seguinte. O episódio transformou aquele registro em uma memória afetiva e histórica para o grupo”, lembra Szpílman.

O espetáculo celebra também a permanência feminina na música instrumental brasileira. Em um cenário ainda marcado pela desigualdade de gênero, Mulheres em Pixinguinha tornou-se referência de resistência artística, excelência musical e pioneirismo. Quando quatro mulheres sobem ao palco para reinterpretar sua obra, também estão contando a história da presença feminina na música brasileira.

“Durante 30 anos, mostramos que a música de Pixinguinha também pode ser narrada pela sensibilidade feminina, sem perder sua essência popular e sofisticada. Uma das minhas paixões sempre foi o choro e a obra de Pixinguinha, desde muito nova. Quando garota, não se estudava a música popular como hoje em dia e meu contato com o choro foi através das obras de Nazareth, mas o Pixinguinha não me saía da cabeça! Até que começamos a fazer Mulheres em Pixinguinha. Muito depois, fiquei sabendo por familiares que o Pixinguinha era muito amigo de um tio-avô meu, o querido tio Lulu. Ele era ginecologista da esposa do mestre e ficaram tão amigos que o Pixinguinha até tocou no casamento de uma outra tia minha (como um presente), para minha surpresa e deleite”, destaca Sheila Zagury.

“Como professora do CEFET-RJ e musicista que há décadas atua na formação de jovens, percebo algo muito bonito: Pixinguinha continua chegando às novas gerações com enorme força e emoção. Ao longo desses 30 anos do espetáculo Mulheres em Pixinguinha, levei sua música para salas de aula, rodas, ensaios e palcos, e é impressionante perceber como os jovens se reconhecem nessa sonoridade tão brasileira, sofisticada e afetiva. Seja através do choro, das gafieiras, das trilhas do imaginário brasileiro ou da liberdade de improvisação presente em sua obra, Pixinguinha continua vivo, atual e profundamente comunicativo. Sua música atravessa o tempo porque fala de identidade, de encontro e de emoção. E isso segue tocando quem escuta hoje, da mesma forma que tocava há décadas atrás”, explica Daniela Spielmann.

“Quando a gente se deu conta de que o projeto já completa 30 anos, veio um sentimento muito forte, porque a emoção continua como se fosse a estreia. A obra do Pixinguinha permanece viva, fresca, contemporânea. Fizemos uma pesquisa profunda sobre a vida e a música dele, trazendo influências que iam do ambiente familiar aos sons que ele ouvia ainda menino, escondido para acompanhar as rodas de samba dentro de casa. E o show traduz isso de uma forma muito própria: não é apenas uma roda de choro, é uma experiência cênica, teatral, elegante. A cada apresentação, vamos ‘desnudando’ a casa de Pixinguinha no palco, revelando memórias, sons e histórias. E o mais bonito é perceber que essa música atravessa gerações. A gente segue levando essa obra adiante e vendo novas gerações se encantarem por ela”, acrescenta Georgia Szpílman.

“Ando com um santinho de São Pixinguinha na carteira, para mim ele representa o que há de mais original na música popular brasileira, a genialidade que vem da mistura de influências. Aprendi isso como instrumentista e passo isso para meus alunos e alunas”, define Clarice Magalhães.
Com humor, delicadeza, virtuosismo e forte apelo cênico, Mulheres em Pixinguinha transforma cada apresentação em uma viagem emocional pela história do choro e da música popular brasileira.

Sobre as artistas do projeto

Georgia Szpílman – Cantora, a soprano destaca-se pela versatilidade. Iniciou a carreira nos musicais West Side Story, Revivendo Glenn Miller, Sapateando Duke Ellington e, recentemente, Sinatra Olhos Azuis. Possui vasta experiência camerística e dedica-se , pincipalmente, ao canto lírico. Tem atuado como solista em grandes produções como: Turandot (Liú), As Bodas de Fígaro (Condessa), Electra, Fosca (papel título), Viúva Alegre (Valentina), Cavaleria Rusticana (Lola), Norma (Clotilde), Carmen (Mercedes), La Traviata (Flora). Participou do Festival Internacional de Mulheres Compositora com obras de Jocy de Oliveira e na série Palavras Brasileiras – Momentos da História do Brasil em Música. Na Alemanha, apresentou-se com árias de Wagner, Lieds e canções de Villa-Lobos.

Sheila Zagury – Estudou piano erudito com Hermínia Roubaud, Maria Helena de Andrade, Daisy de Lucca, no Brasil, e, na França, com Victoria Melki, na École de Musique Alfred Cortot. Teve aulas com Antônio Adolfo, Tomás Improta e Luiz Eça. Fez bacharelado em Piano na Escola de Música da UFRJ e Licenciatura pela UNI-RIO, onde terminou o Mestrado em Musicologia em 1996, com grau máximo sua tese a respeito de Música Popular Brasileira. Integrou a Rio Jazz Orchestra e atualmente integra a Orquestra Lunar. Leciona na Escola de Música da UFRJ, nas cadeiras de Percepção Musical e piano popular.

Daniela Spielmann – Foi saxofonista da banda do programa “Altas Horas” (TV Globo), com Serginho Groisman. Estudou saxofone com vários músicos, como Juarez Araújo, Eduardo Neves e Idriss Boudria. Estudou na escola Americana Berklee, onde se aperfeiçoou no seu instrumento. Já se apresentou com Moreira da Silva, Carmem Costa, Mauro Diniz, Zé Keti e Nelson Sargento, entre outros. É integrante do conjunto de choro Rabo de Lagartixa. Atuou no CD “Tributo a Tim Maia” e também no Free Jazz, com a Orquestra de Vitor Santos. Professora de música do CEFET.

Clarice Magalhães – Idealizadora e gestora da Casa do Pandeiro, espaço cultural que inaugurou em 2024. Atuante nas rodas de samba e de choro com seu pandeiro há mais de 25 anos, tocou em dezenas de bailes, festivais de música e shows dentro e fora do Brasil. Em 2008 formou-se no Bacharelado em Música Popular Brasileira na UNIRIO. Desde 2005 se dedica também ao ensino do pandeiro. Em 2019 lançou seu método desenvolvido no Programa de Mestrado Profissional da UNIRIO e um canal no YouTube que hoje possui mais de 8 mil seguidores. Desde 2011 é regente da Orquestra de Pandeiros Tum Tá Que Tá, formada por seus alunos e alunas. Atualmente, integra o Quarteto Urubatan, grupo de choro e samba.

SERVIÇO
Mulheres em Pixinguinha – 30 anos
Com: Georgia Szpílman, Daniela Spielmann, Sheila Zagury e Clarice Magalhães
Data: 21 de junho – domingo
Horário: 11h
Local: Salão Assyrio – Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia), através do link https://feverup.com/m/657541 ou na bilheteria do Theatro
Endereço: Praça Floriano, S/Nº — Centro, Rio de Janeiro
Classificação: Livre

Grande exposição indígena reúne 35 obras de oito artistas no MAC Niterói

Mostra propõe uma releitura da história da Baía de Guanabara a partir das cosmologias indígenas e reúne artistas de sete povos originários no MAC Niterói

“Ohpeko Dihtara_Travessias da Guanabara” tem concepção de Daiara Tukano e foi inaugurada nesta sexta-feira, 13 de junho. Com curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, a mostra integra o projeto Encontro com Arariboia e ficará aberta até 23 de agosto de 2026.

O Ministério da Cultura, a Prefeitura de Niterói, a Secretaria Municipal das Culturas e a Petrobras apresentam a exposição no Museu de Arte Contemporânea (MAC Niterói). A abertura ao público acontece em 13 de junho, às 13h. A visitação será realizada de terça a domingo, das 10h às 18h.

Com concepção de Daiara Tukano e curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, a exposição reúne oito artistas indígenas de sete povos diferentes e quatro regiões do Brasil. São 35 obras em linguagens como pintura, vídeo arte e produções têxteis. Participam da mostra, além de Daiara e Denilson, os artistas Gustavo Caboco, Naine Terena, Kaya Agari, Yaka Huni Kuin, Rita Huni Kuin e Renata Tupinambá (Aratykyra).

Parte das obras foi produzida especialmente para a exposição, enquanto outras pertencem a acervos representados pelas galerias A Gentil Carioca, Almeida & Dale e Carmo Johnson Projects. O Instituto MECA também apoiou residências artísticas para Yaka Huni Kuin e Kaya Agari.

A exposição integra o projeto Encontro com Arariboia, lançado em março de 2026 com um seminário que reuniu lideranças indígenas de diversas regiões do país para discutir memória, ancestralidade e futuro dos povos originários.

Sobre a exposição

“Ohpeko Dihtara” significa “lago de leite” na língua tukano e remete ao berço da criação da humanidade segundo a cosmologia desse povo. Associado à Baía de Guanabara, o conceito da mostra relaciona origem, deslocamento, transformação e resistência indígena diante da colonização e de seus impactos contemporâneos.

A exposição propõe uma releitura da história brasileira a partir de uma perspectiva indígena, deslocando a centralidade da narrativa colonial e destacando a Baía de Guanabara como território ancestral ainda vivo. Todos os textos da mostra serão apresentados em português e também traduzidos para o nheengatu.

Sobre o projeto Encontro com Arariboia

Segundo Daiara Tukano, a região da Baía de Guanabara é um local sagrado para os povos indígenas. O projeto busca promover escuta, articulação de saberes e fortalecimento das identidades indígenas, revisitando a trajetória histórica do cacique Arariboia e sua relação com a fundação de Niterói.

Serviço

Exposição: Ohpeko Dihtara_Travessias da Guanabara
Local: MAC Niterói
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem, Niterói (RJ)
Período: 13 de junho a 23 de agosto de 2026
Horário: Terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30)
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Quartas-feiras: entrada gratuita
Classificação: Livre

Casa Museu Eva Klabin recebe exposição “Nossa América” que aproxima a arte contemporânea latino-americana de seu acervo histórico

Com curadoria de Camilla Rocha Campos e Claudia Jaguaribe, mostra reúne cerâmicas, fotografias, grafismos e obras contemporâneas e ancestrais ligadas a diferentes tradições das Américas

A Casa Museu Eva Klabin inaugurou no dia 11 de junho (quinta-feira), a exposição “Nossa América”, com produções visuais que atravessam objetos, vegetações, animais, espíritos e paisagens do continente ao longo de séculos, propondo um presente que mantém o ancestral e o contemporâneo vivos. Assinam a curadoria Camilla Rocha Campos, diretora artística da Casa Museu Eva Klabin; e Claudia Jaguaribe, artista visual e fotógrafa carioca, formada pela Boston University, cuja trajetória investiga as relações entre paisagem, território, meio ambiente e construção da imagem contemporânea. “Nossa América” está aberta à visitação gratuita até 6 de setembro, de quarta-feira a domingo, das 14h às 18h.

A exposição parte da ideia de que as imagens e objetos não pertencem apenas ao passado, nem devem ser vistos como documentos arqueológicos ou registros isolados de uma tradição. Eles aparecem como presenças ativas, capazes de construir leituras próprias sobre a história, o território e as relações entre humanos, natureza e espiritualidade. O percurso propõe um olhar para a produção visual latino-americana, a partir do acervo de arte andina da Casa Museu Eva Klabin, como um campo de pensamento, no qual formas, matérias e símbolos seguem disputando sentidos no presente.

Orientada pela noção de temporalidade ch’ixi, formulada pela socióloga boliviana Silvia Rivera Cusicanqui, a exposição se estende a campos de coexistência, em que o ancestral e o contemporâneo não se sucedem, mas se mantêm em tensão. Desta forma, cerâmicas, grafismos, pinturas e imagens fotográficas não são evocadas como vestígios de um passado apenas, mas, sobretudo, como presenças que respiram e seguem moldando o agora. “Nossa América” reconhece a coexistência de múltiplas temporalidades e celebra a força própria das narrativas visuais das Américas, que se expressam com total autonomia.

A pluralidade de “Nossa América” ganha forma em obras de artistas e coletivos como Ateliê Arte Mangue Marajó, coletivo de ceramistas da Ilha do Marajó; Billy Hare, fotógrafo peruano; Cisco Merel, artista panamenho que trabalha a abstração a partir da arquitetura e dos contrastes sociais; Emilia Estrada, argentina radicada no Rio; Gabriella Marinho, que desenvolve pesquisa com barro, argila e terra; Jaider Esbell, artista Macuxi; Julia Isidrez, ceramista paraguaia ligada a uma tradição de matriz Guarani; Laíza Ferreira, artista visual e educadora que investiga relações entre corpo, botânica, memória e arquivo; Martín Chambi, referência da fotografia andina; Olinda Silvano, artista Shipibo-Konibo e maestra do kené; Uýra, artista de Santarém radicada em Manaus; Yael Martínez, fotógrafo documental e artista visual mexicano, membro pleno da Magnum Photos, que aborda violência, ausência e memória a partir de intervenções em suas imagens; Yaka Huni Kuin, integrante do MAHKU; entre outros nomes e produções vinculadas a diferentes povos e territórios das Américas.

Ao promover esse encontro, a exposição torna-se também um convite para a expansão dos horizontes de sua própria vitrine, a Casa Museu Eva Klabin, ampliando o vocabulário de suas raízes mais clássicas e afirmando as produções latino-americanas como modos próprios e persistentes de conceber o mundo.

Esta é uma exposição organizada pela Casa Museu Eva Klabin, com o apoio de Everaldo Molduras. A Mostra tem como fornecedores oficiais a ArtQuality e a Peppermint Eventos e conta com a parceria de mídia da Revista Piauí.

SERVIÇO “Nossa América”
Abertura: 11/06 (quinta-feira), das 18h às 21h
Visitação: 11/06 a 06/09 – Quarta a domingo, das 14h às 18h
Local: Casa Museu Eva Klabin (Av. Epitácio Pessoa, nº 2480 – Lagoa Rodrigo de Freitas) – Rio de Janeiro – RJ
Entrada gratuita
Classificação: Livre
Informações: evaklabin.org.br
Instagram: @casamuseuevaklabin

Sobre Camilla Rocha Campos (curadora)
Diretora Artística da Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro), é curadora, escritora e membro do conselho do Pipa Prize. Atua como consultora em artes visuais no Museu do Amanhã, IPEAFRO e em instituições internacionais sem fins lucrativos, como EhChO e Gasworks. Foi Diretora Artística da Residência Internacional CAPACETE e coordenadora de residências no MAM Rio e do Programa de Formação da EAV Parque Lage. Com trajetória internacional, realizou projetos na Saastamoinen Foundation, Lugar a Dudas, Q21, UKS, Bamboo Curtain Studio e Arika. Atualmente, Camilla desenvolve doutorado na Goldsmiths, University of London, no Reino Unido.

Sobre Claudia Jaguaribe (curadora)
Claudia Jaguaribe é artista visual e fotógrafa carioca. Vive e trabalha entre São Paulo e Rio de Janeiro. Formada em História da Arte, Artes Plásticas e Fotografia pela Boston University (EUA), desenvolve uma trajetória marcada pela investigação das relações entre paisagem, território, meio ambiente e os processos de construção da imagem contemporânea. Sua produção articula questões ligadas à representação do real, explorando a fotografia não apenas como registro, mas como dispositivo conceitual capaz de produzir múltiplas camadas de leitura. Ao tensionar os limites entre realidade e subjetividade, suas obras estimulam novas formas de percepção, criando narrativas que desafiam o olhar e expandem a compreensão do que é visto. A pesquisa de Jaguaribe também se dedica à materialidade da fotografia e à constante reinvenção de seus suportes e linguagens. Seus trabalhos frequentemente ultrapassam os formatos tradicionais da imagem fotográfica, transformando-se em fotoesculturas, instalações, vídeos e projetos que incorporam recursos digitais e plataformas online. Essa experimentação amplia o campo da fotografia e questiona seus próprios fundamentos, aproximando-a de outras práticas da arte contemporânea. Desde o início de sua carreira, sua produção mantém estreita relação com a pesquisa editorial. Muitas de suas séries encontram no livro de artista e no fotolivro sua forma definitiva de expressão. Autora de mais de vinte publicações, reconhecidas pela singular integração entre fotografia, design gráfico e narrativa visual, cofundou, em 2013, a Editora Madalena, dedicada à publicação e difusão de fotolivros de artistas brasileiros e internacionais. Sua obra integra importantes coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior, entre elas o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Inhotim, o Itaú Cultural, o Instituto Moreira Salles, o Victoria and Albert Museum, a Maison Européenne de la Photographie, o Istituto Italo-Latino Americano e o Hangar Centro de Investigação Artística, entre outras instituições de destaque.

Sobre a Casa Museu Eva Klabin:
Uma das primeiras residências da Lagoa Rodrigo de Freitas, a Casa Museu Eva Klabin reúne mais de duas mil obras que cobrem um arco de tempo de cinco mil anos, desde o Antigo Egito (3000 a.C.) ao impressionismo, passando pelas mais diferentes civilizações. A coleção abrange pinturas, esculturas, mobiliário e objetos de arte decorativa e está em exposição permanente e aberta ao público na residência em que a colecionadora viveu por mais de 30 anos. A Casa oferece programação cultural variada, que inclui, além das visitas ao acervo, exposições temporárias de artistas contemporâneos, oficinas, cursos e conferências para adultos e crianças. Enquanto referência no calendário cultural do Rio de Janeiro, a programação musical conta com a série Concertos de Eva, com os Concertinhos de Eva, dedicados ao público infantil, e com o programa Pôr do Sol, shows da nova MPB no jardim. A Casa Museu se mantém no ano de 2026 como espaço de troca de ideias e aprendizados no presente, mantendo um diálogo constante com o passado e encontrando sua originalidade na combinação entre o clássico e o contemporâneo.

Roberto Carlos fará show na Arena Niterói no dia 27 de junho

Ingressos começam a ser vendidos nesta quarta (10) para apresentação que marcará um dos primeiros grandes eventos do novo equipamento multiuso da cidade

Niterói receberá um dos maiores nomes da música brasileira ainda este mês. O cantor Roberto Carlos se apresentará no dia 27 de junho, às 20h30, na Arena Niterói, novo equipamento multiuso da Prefeitura de Niterói, localizado no Parque Poliesportivo da Concha Acústica, em São Domingos. Os ingressos para o espetáculo começam a ser vendidos nesta quarta-feira (10), ao meio-dia pelo site da Eventim Brasil e às 14h na bilheteria oficial na Sala Nelson Pereira dos Santos.

A apresentação integra a turnê “Eu ofereço flores”, inspirada no EP lançado pelo artista em 2024, e reunirá sucessos que marcaram diferentes gerações ao longo de mais de seis décadas de carreira. O show será um dos primeiros grandes eventos realizados na Arena Niterói, que será inaugurada neste mês para ampliar a capacidade da cidade de receber atrações esportivas, culturais e de entretenimento de porte nacional e internacional.

A Arena Niterói é um espaço moderno, climatizado e com tratamento acústico, preparado para sediar competições esportivas, shows, exposições e eventos de grande porte. O equipamento é a primeira grande arena indoor da região da Baía de Guanabara fora da capital fluminense e faz parte do projeto de revitalização do Parque Poliesportivo da Concha Acústica, que também inclui campo de futebol de grama sintética com dimensões oficiais, quadra poliesportiva, palco para eventos, quadras de tênis e volei de praia e pista de caminhada.

Além da estrutura voltada ao esporte, a arena reforça a estratégia da Prefeitura de impulsionar a economia criativa, o turismo e a revitalização da região central da cidade, atraindo grandes eventos e ampliando as opções de lazer para moradores e visitantes. A expectativa é que o novo equipamento se consolide como um dos principais palcos para eventos do estado do Rio de Janeiro.

Serviço
Show Roberto Carlos – Turnê “Eu ofereço flores”
Data: 27 de junho de 2026 (sábado)
Horário: 20h30
Abertura dos portões: 18h30
Local: Arena Niterói – Avenida Visconde do Rio Branco 679, São Domingos

Venda de ingressos
Início das vendas: 10 de junho, ao meio-dia
Online: Eventim Brasil
Bilheteria oficial: Sala Nelson Pereira dos Santos
Avenida Visconde do Rio Branco 880, São Domingos
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 14h às 19h

Classificação etária: 18 anos. Menores de idade somente acompanhados dos responsáveis legais.

Mais informações:
Site oficial de Roberto Carlos: www.robertocarlos.com
Central de Atendimento Eventim: https://www.robertocarlos.com/agenda/show-niteroi-rj-2/

Banda Peyote lança seu novo single ‘True Crime’, com participação especial de Sergio Guizé, no dia 19 de junho, em todas as plataformas, pela Caravela Records

A banda Peyote lança seu novo single ‘True Crime’, um pop folk com participação especial de Sergio Guizé. A canção fala sobre a violência na cidade do Rio de Janeiro pela perspectiva das mães aflitas que não sabem se seus filhos voltam para casa e sobre o valor da vida dos nossos jovens. Ao mesmo tempo, a música também nos faz refletir sobre o futuro de uma cidade, onde crianças e jovens cheios de talento, têm suas vidas desperdiçadas e banalizadas diariamente no cenário que vivemos. A faixa tem ainda a participação de Glauco Mendes, baterista de bandas como Lagum e Tianastacia, a qual integrou por muitos anos, entre outras.

“True Crime” será lançada no dia 19 de junho, em todas as plataformas, pela Caravela Records.

Peyote é uma banda feminina, feminista, rock n roll, pop rock, punk, reggae, eclética, disruptiva, ousada, cheia de coragem para ir contra muitas barreiras que as mulheres encontram, para seguir seus sonhos e contagiar seu público para que também se transforme em suas versões mais potentes e felizes! Lançou seu 1º álbum autoral em 2002, mas já com muita personalidade, com canções que falavam de amor e suas descobertas, arranjos ousados e lindas participações (como Milton Guedes na faixa Coleção). Atualmente, apresenta o álbum O que você nasceu pra ser? com faixas como Preciso Voltar Pra Casa e Fé na Vida, com participação de Luis Carlinhos.

Faz diversos shows em locais emblemáticos da cena carioca, já lançaram diversos singles e o álbum ‘O Que Você Nasceu Para Ser’. Parceiras de tantas composições, tiveram que desistir da música por várias questões, até decidir viver dela. Foi muita dedicação e trabalho. E mulheres, mães, madrastas que são, querem dar o exemplo de quem nunca desiste para os nossos filhos. É sonhar grande e trabalhar pra isso!

Ficha técnica

Andrea Barça – vocais

Sergio Guizé – vocais

Isabella Castilho – violão e guitarra

Adriana Freitas – violão e baixo

Glauco Mendes – bateria

Mixagem e masterização – Leandro Moreira Pinto

Letra

Andrea Fernandes/Isabella Castilho

Arranjo Banda Peyote

True Crime

Drown in the city ́s chaos

In a poor community in the hill

We are all prisoners that live in constant fear

With homes in pieces with no will

Raising kids alone,

She drinks a beer in a Friday night

But she found herself in wrong place and time, she plays a game with her life

Mothers look for their kids that were recruited by crime

She never knows if they’ll come back home alive

Was it all real or happening in her mind

Forgotten by the system to keep on fighting

Should we find happiness in Carnival

Who never received any love at all

Chorus:

As if there weren’t dreamers

As if there weren’t poets

As if there weren’t someone’s kids

Lost in prisons or left in the streets

Locked in thick walls

Looking for protection

While she sings her life, nobody cares about

Just empty minds with no action

Who would risk their life to save the mother

Would she be allowed to have fun?

The burden that she carries, the guilty in her mind

She never knows what she will find

She saw kids at traffic lights juggling to survive

Their dreams being smashed by the drug fight

In the news people stops to watch a true crime

She saw heroes risking their lives to save others from the war

Killing each other, they can never go far

Running away for a new place to hide

Flashlights of my life

Choices to survive in your eyes

Flashlights of my wasted time

Chances to survive at your hands and mind

As if there weren’t dreamers

As if there weren’t poets

As if there weren’t someone’s kids

Lost in prisons or left in the streets Lost in prisons or left in the streets

Redes

Instagram: https://www.instagram.com/peyotebanda/

Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2jlDdJ58pw1y20cCSrmbPF?si=oQeP4AMkQc2TnT7l2aLseQ

YouTube: https://www.youtube.com/@bandapeyote

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Selo: Caravela Records

Com exposição inspirada em best-seller de Stefano Mancuso, Sesc RJ abre galeria de artes nos arredores da Candelária

Mostra “Revolução das Plantas” reúne fotografias, instalações, pinturas e gravuras e pode ser vista até outubro

O Sesc RJ inaugurou, nesta terça-feira (09/06), a exposição “Revolução das Plantas”, inspirada no best-seller homônimo do escritor e neurobiólogo italiano Stefano Mancuso. A mostra marca a abertura da VÃO, a galeria de arte do Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ (CCCS), localizada na Avenida Presidente Vargas, 62, próxima à Candelária, no Centro do Rio.

Com curadoria de Marcelo Campos, a exposição reúne fotografias, instalações, pinturas e gravuras dos artistas Ana Kemper, Beta Azevedo, Castiel Vitorino Brasileiro, Isa Muriá, Luiz Zerbini, Moara Tupinambá, Renata Padovan e Rosana Palazyan. As obras apresentadas transitam entre natureza e tecnologia. A visitação gratuita poderá ser feita de terça a sábado, das 10h às 17h, até 10 de outubro.

Localizada no térreo do edifício, a galeria VÃO passa a integrar o corredor cultural da região, ao lado de espaços como o CCBB, a Casa Brasil e o Centro Cultural Correios. O local também está próximo ao MAR e ao Museu do Amanhã, conectados pela Orla Conde.

“A galeria nasce do desejo institucional de criar um espaço que cultive, na mesma proporção, a mediação e divulgação do conhecimento científico, a fruição artística e a reflexão crítica, fios costurados a partir do diálogo entre os programas Cultura e Educação do Sesc RJ, no intuito de pensar mundos contemporâneos nos quais caibam outros mundos, bem como as diversas formas de habitá-los”, comenta Moises Nascimento, coordenador do CCCS.

Stefano Mancuso no Brasil

Autor de obras como “Revolução das Plantas”, que o tornou referência global no debate sobre outras formas de inteligência e organização coletiva, Mancuso é professor da Universidade de Florença e um dos pesquisadores mais reconhecidos do mundo no campo da neurobiologia vegetal. Suas pesquisas sobre inteligência, memória e comunicação das plantas redefiniram o modo como a ciência compreende o reino vegetal. Em sua primeira visita ao Brasil, Mancuso participou da abertura da exposição nesta terça-feira (9), onde também ministrou uma palestra.

O Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ (CCCS) é uma iniciativa da instituição dedicada à mediação do conhecimento em sua dimensão plural, ao encontro entre ciência e arte, entre a produção acadêmica e a experiência pública. O espaço irá oferecer uma programação contínua de cursos, mediações, encontros, exposições e atividades baseadas na interseção entre ciências e humanidades.

SERVIÇO
Exposição “Revolução das Plantas”
Visitação: 10/06 a 10/10/2026, de terça a sábado, das 10h às 17h
Local: VÃO – Galeria de artes do Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ
Endereço: Av. Presidente Vargas, 62, Centro – Rio de Janeiro
Entrada gratuita

Amazônia inspira nova exposição no Museu do Jardim Botânico

Mostra sobre a Amazônia reúne experiências interativas, saberes tradicionais e debates sobre bioeconomia e conservação ambiental no RJ

A Amazônia e seus desafios para o desenvolvimento sustentável são o tema central da exposição “BioOCAnomia Amazônica”, que foi aberta ao público no dia 4 de junho, no Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Concebida pelo SESI Lab e inédita na cidade, a mostra tem entrada gratuita e propõe uma imersão em temas como biodiversidade, inovação, mudanças climáticas e valorização dos conhecimentos tradicionais.

Dividida em cinco áreas temáticas: “A floresta e o mundo”, “Saberes amazônicos”, “Bioeconomia”, “Indústria e inovação” e “Direitos da floresta”, a exposição apresenta a bioeconomia como uma alternativa para conciliar conservação ambiental e desenvolvimento econômico. Logo na entrada, o visitante é convidado a refletir sobre a importância do bioma para o equilíbrio climático global e sobre problemas que afetam a região, como desmatamento, queimadas, mineração e desigualdades sociais.

A experiência combina recursos interativos, jogos educativos e ambientes imersivos que aproximam ciência, cultura e tecnologia. Toda a cenografia foi desenvolvida com materiais sustentáveis, incluindo chapas plásticas recicladas e subprodutos da agroindústria. O projeto integra iniciativas voltadas à divulgação de soluções baseadas na conservação da natureza e em práticas produtivas sustentáveis.

Segundo Grazielle Giacomo, gerente técnica do Museu do Jardim Botânico, a exposição reforça o compromisso da instituição com temas ligados à biodiversidade e ao futuro. Já a superintendente de Cultura do SESI, Cláudia Ramalho, destaca que a itinerância da mostra amplia o alcance de discussões sobre desenvolvimento sustentável, ciência, inovação e preservação ambiental para diferentes regiões do país.

O desenvolvimento da exposição contou com a participação de cientistas, consultores especializados, universidades da região amazônica e instituições ligadas a inovação e sustentabilidade. A realização no Rio de Janeiro faz parte do projeto SESI Lab Itinerante, criado para levar exposições e atividades educativas a novos públicos. Além da “BioOCAnomia Amazônica”, os visitantes poderão conferir no mesmo circuito a exposição “Ser(Tão): Imersão no Cerrado”, que apresenta instalações, fotocolagens e experiências sensoriais inspiradas na biodiversidade e nos desafios enfrentados pelo Cerrado brasileiro.

BioOCAnomia Amazônica
Museu do Jardim Botânico
Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico – Rio de Janeiro

Visitação: 4 de junho a 3 de novembro de 2026
Funcionamento: de quinta a terça-feira (fechado às quartas-feiras), das 10h às 18h, com última entrada às 17h.

* Há bicicletários e estacionamento exclusivo para pessoas com severas deficiências de locomoção (veículos adesivados); é permitida a entrada de carros para embarque e desembarque de pessoas com dificuldades de locomoção.

Portugal recebe pela quinta vez uma exposição de Cocco Barçante

O artista plástico, embaixador de Turismo do RJ e diretor do Museu de Artesanato do Estado do RJ, Cocco Barçante realiza pela quinta vez, em Lisboa,uma exposição para promover o artesanato fluminense em conjunto com artesãos portugueses.

O evento,que acontece de 04 de junho a 5 de julho, na galeria Arte Graça comemora 50 anos de carreira do artista e tem mais uma vez ,apoio da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ, presidida por Constança Carvalho,que vê no evento uma oportunidade única de divulgar nosso artesanato no exterior.

Portugal recebe pela quinta vez uma exposição de Cocco BarçanteO vice presidente executivo dos Embaixadores do RJ, Bayard Do Coutto Boiteux, deixa bem claro ,que é um esforço quase que individual de Cocco, com alguns poucos apoios e que é a maior promoção do artesanato,no exterior ,nos últimos anos,.Entre os artesãos brasileiros prersentes,Maria das Artes de três Rios,Cris Santos de Niterói, Camilo Moreira de Petrópolis,Miriam Freitas do Rio de Janeiro, Florart de Rio das Flores,Amaral de Magé e Bordando o Futuro, de Itaperuna.

A exposição Brasil Original ,50+ Arte, tem curadoria de Lucimar Cunha,secretária de Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Niteroi e inclui também um grupo de portugueses,como por exemplo Joaquim Pinto de Barcelos, Alberto Castro do Porto, Nélia Farto de Peniche e Raquel Moita de caldas de Rainha.

“Uma exposição que celebra o Brasil, seu povo,sua cultura,que sempre acolheu e acolhe o mundo. As peças expostas mostram o nosso país como acolhedor, inclusive com a melhor política para receber refugiados”, diz Cocco.Tento consolidar nesta exposição a relação entre a cultura brasileira e o artesanato fluminense. Fortaleço a relação sentimental e religiosa, de nossos dois países, através da fé em Santo Antônio,conclui o artista, que aproveita para lançar o livro sobre o Museu do Artesanato, do professor Alexandre Guimaraes,que se inspirou em sua obra.

O evento tem também o apoio do Governo do Estado do RJ,da Prefeitura Municipal de Três Rios, Faeterj Petrópolis, Junta de Freguesia de São Vicente, da empresa de tecnologia Quipo Tech e da galeria Arte Graça.

Exposição ‘Pintura Italiana Hoje. Uma nova cena’ estreia no Rio de Janeiro com obras de 27 artistas

Jovens artistas se destacam no Belpaese e no mundo mostrando talento com pincéis e telas. Assim é o projeto “Pintura Italiana Hoje. Uma nova cena”, exposição que acaba de estrear no Polo Cultural do Consulado Italiano do Rio e fica em cartaz até setembro. É uma promoção do Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional (MAECI), com apoio de mídia de Comunità. O projeto da Triennale di Milano já esteve em outros pontos da América Latina. Passou por Buenos Aires, Brasília e após a etapa da Cidade Maravilhosa vai para a Cidade do México.

A mostra tem assinatura de 27 pintores: Beatrice Alici, Bea Bonafini, Roberto de Pinto, Alice Faloretti, Alessandro Fogo, Andrea Fontanari, Giorgia Garzilli, Genuardi/Ruta (dupla formada por Antonella Genuardi e Leonardo Ruta), Emilio Gola, Cecilia Granara, Diego Gualandris, Viola Leddi, Giulia Mangoni, Andrea Martinucci, Pietro Moretti, Ismaele Nones, Jem Perucchini, Edoardo Piermattei, Aronne Pleuteri, Giuliana Rosso, Davide Serpetti, Mario Silva, Sofia Silva, Marta Spagnoli, Maddalena Tesser e Eva Chiara Trevisan.

“Estou entusiasmado por receber em nossa Casa d’Italia no Rio de Janeiro justamente no dia em que a República Italiana comemora 80 anos, graças ao excelente trabalho realizado pelo nosso Istituto Italiano de Cultura (IIC), esta extraordinária exposição de pintura”, disse o Cônsul-Geral da Itália no Rio de Janeiro, Massimiliano Iacchini, ressaltando os esforços do IIC, dirigido por Marco Marica.

“Com o Istituto do Rio decidimos promover no Rio o projeto MAECI / Triennale di Milano, pois a arte pictórica representa valor cultural e de excelência fundamental, capaz de unir os povos, sobretudo quando se envolvem nessas iniciativas novas gerações de artistas italianos.”

O diplomata destacou ainda “a vinda da artista ítalo-brasileira Giulia Mangoni, que nos permite valorizar o especial vínculo cultural e a histórica relação de amizade entre os dois países.”

Comunità conversou com Giulia Mangoni. Além de pintora na mostra, ela é produtora do site-specific – “específico para o local”; ou seja, descreve obra de arte, performance, intervenção ou design criados exclusivamente para determinado ambiente. Dialoga diretamente com arquitetura, história, paisagem ou dinâmica social do espaço, tornando-se parte dele. Nascida na região do Lácio, Itália Central, fluente em português, Giulia fala sobre a mostra: “Sou filha de pai italiano, Camillo Mangoni, e mãe brasileira, carioca, Isa Grael. Nasci em Isola del Liri, província de Frosinone. Esta exposição é pequena parte itinerante de exposição maior curada por Damiano Gullì, Triennale, com mais de 100 artistas da pintura contemporânea italiana. Foi uma das primeiras grandes exposições que mapearam a cena italiana. E havia muitos jovens na cena emergente. Houve a seleção de pintores de menos de 35 anos.”

Ela também comentou sobre destaques da mostra: “Não é só pintura que se refere ao passado, à história da arte italiana. Há escolas diferentes, pensamentos diferentes, mas têm em comum respeito matérico pela pintura.”

A PINTURA ITALIANA HOJE. UMA NOVA CENA
Local: Polo Cultural ItaliaNoRio
Av. Pres. Antônio Carlos, 40 (térreo) – Centro – Rio de Janeiro
De 4 de junho a 26 de setembro de 2026
Funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 19h; aos sábados, das 10h às 17h
Apoio de mídia: Comunità Italiana
Mostra idealizada pela Triennale Milano
Curadoria: Damiano Gullì
Promovida pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional
Colaboração do Consulado-Geral da Itália no Rio de Janeiro, Istituto Italiano de Cultura, Istituto Europeo di Design
Realizada pelo Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet, com o patrocínio de Ternium, Tenaris, Grupo Autoglass, Vale, TIM Brasil, Generali Seguros, Saipem do Brasil e Leonardo do Brasil

Festa Luís de Camões celebra a cultura portuguesa com música, teatro, dança e tradição em Piratininga

A tradicional Festa Luís de Camões chega à sua 8ª edição nos dias 13 e 14 de junho de 2026, transformando a Praça do Descobrimento, em Piratininga, em um grande encontro de celebração da cultura portuguesa e das tradições que unem Brasil e Portugal.

Com entrada franca e campanha solidária de arrecadação de alimentos, o evento reúne atrações musicais, teatro, grupos folclóricos, apresentações culturais e gastronomia típica, oferecendo ao público uma programação diversificada para toda a família.

Realizada pela Caravela Brasileira em parceria com o Restaurante Seu Antônio, a festa busca preservar e difundir o legado cultural português, promovendo o intercâmbio entre diferentes manifestações artísticas e fortalecendo os laços históricos entre os dois países.

Além da programação cultural, o público poderá desfrutar de pratos tradicionais da culinária portuguesa, espaços de convivência e atividades voltadas para todas as idades, em um ambiente acolhedor e repleto de história.

SERVIÇO

Local: Praça do Descobrimento – Piratininga – Niterói/RJ
Datas: 13 e 14 de junho de 2026
Horário: Das 12h às 23h
Entrada Franca
Ação Solidária: Doação voluntária de 1kg de alimento não perecível

PROGRAMAÇÃO OFICIAL

SÁBADO – 13 DE JUNHO

12h – DJ Cajú
13h – Peça Procurando Araribóia
14h – Lekolé
15h – Concertina Fernando Santos
17h – Marcos Sabino
18h – Grupo AfroChoro
19h – Brasil x Marrocos
21h – Amelinha

DOMINGO – 14 DE JUNHO

12h – DJ Cajú
13h – Lekolé
14h – Rancho Folclórico Luís de Camões do Clube Português
15h30 – Folia de Reis Estrela do Oriente de Macaé
17h – Grupo Pé Descalço
18h – Bia Bedran
19h – Grupo Biguá
20h – Pereira da Viola
21h – Sinfônica Ambulante

A Festa Luís de Camões já se consolidou como um dos principais
encontros de valorização da cultura portuguesa em Niterói, reunindo
música, arte, tradição e gastronomia em uma experiência que celebra a
diversidade cultural e o convívio entre famílias, moradores e
visitantes da cidade.