Entre ruas, muros e memórias: Agrade Camíz apresenta “Nome Próprio” no Rio

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Nascida e criada no Rio de Janeiro, Agrade Camíz parte de experiências relacionadas aos espaços em que cresceu, especialmente o Jacaré e os subúrbios da cidade. Referências à arquitetura, às ruas e aos deslocamentos cotidianos aparecem em seu trabalho não como representações literais, mas como elementos que estruturam a própria pintura. Portões, janelas, muros, fachadas e outras formas presentes em sua memória tornam-se pontos de partida para investigar relações entre interior e exterior, proximidade e distância, proteção e exposição.

A experiência da artista com o grafite também é fundamental para essa construção. Seu trabalho se desenvolve a partir da sobreposição e da intervenção, fazendo com que cada gesto altere aquilo que já estava presente na tela. Campos de cor, linhas, texturas e inscrições se organizam em composições que permanecem abertas à transformação

Nome Próprio, de Agrade Camíz
A Gentil Carioca | Rua Gonçalves Lédo, 11/17, sobrado – Centro
Abertura: sábado, 19 de setembro de 2026, das 18h às 23h
De 19 de setembro a de 2026
De segunda a sexta, das 12h às 18h. Sábado, das 12h às 16h
Entrada gratuita

 

Icaraí vira palco do vôlei de praia com estreia de novo circuito carioca em Niterói

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A Praia de Icaraí será o ponto de encontro do vôlei de praia no Rio de Janeiro. Entre os dias 11 e 13 de setembro, Niterói recebe a primeira etapa do Circuito Carioca de Vôlei de Praia, nova competição que chega à cidade com uma proposta que vai além das quadras: reunir atletas, revelar talentos, estimular a prática esportiva e aproximar famílias e estudantes da modalidade.

Com o Museu de Arte Contemporânea (MAC) como cenário, o evento terá três dias de programação gratuita, reunindo competição, formação esportiva, inclusão e entretenimento. A iniciativa é do Instituto Faça a Sua Parte (FASPAR), em parceria com o Ministério do Esporte, e conta com a Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), como parceira local.

A estreia do circuito em Niterói reforça a vocação da cidade para receber grandes eventos esportivos e movimenta um dos principais cartões-postais do município.

“Niterói tem uma identidade muito ligada ao esporte e à sua orla. Trazer a estreia do Circuito Carioca de Vôlei de Praia para Icaraí significa unir competição, lazer, formação e ocupação positiva do espaço público. É uma oportunidade de colocar atletas em evidência, despertar novos talentos e permitir que a população viva o esporte de perto”, afirma o secretário municipal de Esporte e Lazer, Luiz Carlos Gallo.

Do primeiro saque à competição

O circuito foi pensado para reunir diferentes públicos em uma mesma experiência. A programação contempla categorias masculinas e femininas, com participantes dos níveis iniciante ao avançado, além de atletas masters e convidados.

Na sexta-feira (11), primeiro dia do evento, o foco será a formação e a integração com a comunidade. Estudantes da rede de ensino participarão de atividades orientadas, oficinas e vivências esportivas.

Nos dias 12 e 13, sábado e domingo, será a vez de a competição tomar conta da arena, com torneios, disputas e finais.

A programação estudantil terá ainda o Aquecimento Festival de Praia JEN 2026, iniciativa desenvolvida pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Niterói em parceria com o FASPAR. A ação integra o Circuito Carioca e o projeto Esporte é Show, criando novas oportunidades para que os alunos tenham contato com diferentes modalidades esportivas.

Uma grande arena à beira-mar

Para receber o circuito, Icaraí contará com uma estrutura especialmente montada para o evento, composta por uma arena principal, cinco quadras auxiliares e quatro miniquadras, além de arquibancadas, áreas de convivência, expositores e espaço de alimentação.

A programação também contará com DJ, locutor e cerimonialista, garantindo a interação com o público durante as partidas, entrevistas, chamadas e cerimônias de premiação.

A proposta é transformar a arena em um grande espaço de convivência esportiva, reunindo atletas, estudantes, famílias e admiradores do vôlei de praia.

“Mais do que sediar uma competição, queremos proporcionar uma experiência. Queremos que uma criança possa assistir a uma partida, encantar-se com o vôlei de praia e pensar em começar a praticar. Esse é o legado que eventos como esse podem deixar: inspiração, oportunidade e acesso ao esporte”, ressalta Gallo.

Circuito segue para a Região dos Lagos

Após a estreia em Niterói, o Circuito Carioca de Vôlei de Praia terá uma segunda etapa, prevista para dezembro, na Região dos Lagos. O município e o local ainda serão definidos pela organização.

Serviço

Circuito Carioca de Vôlei de Praia – 1ª etapa

Data: 11, 12 e 13 de setembro de 2026
Local: Praia de Icaraí – Niterói/RJ
Participação: gratuita
Programação: atividades educacionais, vivências esportivas, torneios, finais e atrações para o público
Instagram: @institutofaspar
 

Ocupação Itaú Cultural homenageia Anísio Teixeira e sua trajetória de educador

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Exposição reúne cerca de 150 documentos, fotografias, objetos e depoimentos e percorre da vida familiar às políticas públicas que marcaram a educação brasileira

Em 1927, depois de passar uma temporada nos Estados Unidos, Anísio Teixeira (1900–1971) retornava ao Brasil quando tomou uma decisão que definiria sua trajetória. Durante a viagem de volta, escreveu ao pai, Deocleciano Teixeira, comunicando que pretendia dedicar sua vida à educação. O contato com as ideias do filósofo norte-americano John Dewey, um dos principais formuladores da Escola Nova, havia contribuído para essa escolha.

Quase um século depois, o episódio abre caminho para uma exposição dedicada ao educador no Itaú Cultural, em parceria com o Itaú Social. A Ocupação Anísio Teixeira inaugura em 2 de setembro, às 19h30, e permanece em cartaz até 15 de novembro, reunindo cerca de 150 itens entre cartas, fotografias, documentos, publicações, objetos pessoais e depoimentos de familiares e pessoas que conviveram com ele.

Reconhecido em 2024 como Patrono da Escola Pública Brasileira, Anísio Teixeira foi um dos principais formuladores das políticas educacionais brasileiras no século 20. Participou do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, atuou na administração pública, esteve ligado à criação e consolidação de instituições de pesquisa e formação e desenvolveu experiências que anteciparam conceitos hoje associados à educação integral.

Nascido em Caetité, na Bahia, em 12 de julho de 1900, Anísio estudou Direito e posteriormente dedicou-se à educação, à administração pública e à produção intelectual. A formação religiosa também fez parte de sua juventude: por influência do pai, chegou a considerar a possibilidade de ingressar na Companhia de Jesus.

Sua concepção de escola estava relacionada a uma formação que ultrapassasse a transmissão de conteúdos. Em “Uma experiência de educação primária integral no Brasil”, publicado em 1962, escreveu: “A filosofia da escola visa oferecer à criança um retrato da vida em sociedade, com as suas atividades diversificadas e o seu ritmo de preparação e execução, dando-lhe experiências de estudo e de ação responsáveis”.

A ideia de educação integral atravessa parte importante de sua atuação e aparece como um dos eixos da exposição.

Para Valéria Toloi, gerente de Formação e Fomento do Itaú Cultural, a permanência desse debate motivou a realização da mostra. “Essa é uma das razões que nos estimulou a organizar essa exposição. Toda a construção e articulação de Anísio em torno do tema permanece vivo e pede amplificação ainda hoje”, afirma.

A exposição também procura apresentar aspectos menos conhecidos de sua vida pessoal. A curadoria pesquisou documentos do arquivo da família Teixeira e do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, onde está preservada a maior parte de seu arquivo pessoal.
 

‘Nossa Arte — Novos Olhares’ apresenta um painel da arte espontânea atual

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Com curadoria de Fabio Szwarcwald, Paulo Tavares e Peralta, mostra reúne 20 artistas de diferentes gerações e regiões e questiona as fronteiras entre arte contemporânea e arte popular

Em um país onde a produção artística ainda costuma ser interpretada a partir de poucos centros de consagração, Nossa Arte — Novos olhares sobre a pintura brasileira contemporânea propõe uma mudança de perspectiva: olhar para outros territórios, outros repertórios e outras formas de fazer arte.

A exposição inaugura em 9 de setembro de 2026, às 18h, na Z42 Arte, no Cosme Velho, no Rio de Janeiro, reunindo 20 artistas de diferentes gerações e regiões do Brasil, com curadoria de Fabio Szwarcwald, Paulo Tavares e Peralta. Em cartaz até 31 de dezembro, a coletiva apresenta uma pintura que nasce, em grande parte, distante dos circuitos tradicionais de formação, crítica e legitimação artística.

O mapa construído pela exposição percorre Amazonas, Pará, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Participam Ademilson Felipe, Ágatha Porciúncula, Amomm H. de Deus, Duarte Yanomami, Eli Bacelar, Gê Guevara, Graciete Borges, Helena Rodrigues, José Carlos de Oliveira, Maria José Batista, Matheus Matias, Rhuan, Rodorigo, Seo Antônio Ferreira, Tercília dos Santos, Valques Pimenta, Waldecy de Deus, Wilson dos Santos Formiga, Zayre e Zezim.
 

Exposição reúne Bel Barcellos e Maria Fernanda Lucena em diálogo entre memória e imaginário

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A exposição Entre o cá e o lá reúne as artistas Bel Barcellos e Maria Fernanda Lucena a partir de um território comum: a investigação sensível da existência e de suas camadas emocionais. Suas pesquisas se debruçam sobre as experiências íntimas para desvelarem narrativas que entrelaçam memória, realidade e o imaginário.

Com trajetórias que têm em comum a passagem pelas artes cênicas como figurinistas, suas práticas, embora distintas, também se aproximam pelo fazer manual e pela atenção ao tempo do gesto: Maria Fernanda, por meio da pintura, das colagens e dos objetos; Bel, pelo bordado, cerâmica e pintura.

A exposição propõe um encontro entre diferentes linguagens e sensibilidades, onde marcas, costuras, pinceladas e sobreposições dão forma ao que é subjetivo e imaterial. Um convite para que o espectador atravesse essas imagens e reconheça, nelas, fragmentos de suas próprias memórias e emoções.

Visitação: 29/08/26 à 08/10/26
Segunda-feira, Terça-feira, Quarta-feira, Quinta-feira, Sexta-feira das 14:00h às 18:00h
sábados sob agendamento
Estrada da Gávea, 712 – São Conrado
 

Exposição Amazônicas: Poéticas femininas chega ao CCBB RJ na próxima quarta-feira

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Inaugurada na semana do Dia da Amazônia, mostra terá obras de artistas mulheres do Pará, Acre e Amazonas, e também será apresentada no metaverso, com experiência imersiva

A Amazônia é um território historicamente marcado por mulheres protagonistas, pioneiras e fundamentais para a formação cultural do Brasil. Partindo desta ideia, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) na próxima quarta-feira, dia 2 de setembro de 2026, apresentando a potência da arte contemporânea produzida por mulheres, de diferentes gerações, oriundas dos estados do Pará, Acre e Amazonas. A mostra será inaugurada na semana em que se comemora o Dia da Amazônia, instituído em 2007 e celebrado no dia 5 de setembro, reforçando a importância da Amazônia e estimulando a conscientização sobre sua preservação.

Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra, que tem curadoria e direção artística de Sissa Aneleh, reunirá 80 obras de 21 artistas contemporâneas da região Norte do país e ocupará todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, depois de ter sido apresentada em Belém, Fortaleza e Brasília. Um espaço imersivo no metaverso, com realidade aumentada, ampliará a experiência do público, através de óculos 3D. A exposição foi aprovada na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB.

“Nesta exposição afirmamos que a Amazônia é o verdadeiro ventre do Brasil e do mundo. Para tanto, seguimos no reconhecimento deste território mágico, ancestral e poderoso, não apenas como motivo, tema ou suporte, mas como energia elementar da encantaria, da força estética e artística das mulheres”, afirma a curadora Sissa Aneleh, que há 16 anos pesquisa mulheres da arte amazônica.

A exposição apresentará um amplo panorama da arte produzida por mulheres da região amazônica, desde a década de 1970 até os dias de hoje. São trabalhos feitos em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte, das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

Dividida em quatro núcleos temáticos – Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas –, a mostra traz trabalhos cujas temáticas abordam questões de gênero, regionalismo, identidade nacional e diversidade. “O conceito da exposição, com base temática e histórica, tece interpretação de gêneros das obras de arte demonstrando os estilos e as temáticas predominantes nas artes de mulheres que constroem historicamente a arte produzida no Norte do Brasil. A pluralidade das temáticas e narrativas abordam o artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica-indígena-afrobrasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, arte do afeto, biografias e ancestralidades femininas, completando-se com a História das Mulheres”, diz a curadora.

A exposição conta com recursos de acessibilidade, como obra tátil, audiodescrição de obras e intérprete de libras. Ao longo do período da mostra, serão realizadas visitas guiadas com a curadora e palestra com algumas artistas. Além disso, também será lançado o catálogo da mostra.

EXPERIÊNCIA IMERSIVA E OBRA COLETIVA

Ampliando a experiência do público, a exposição contará com o Espaço Petrobras Amazônicas, um cenário conceitual com realidade expandida (XR), realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), no qual o público utilizará óculos 3D para vivenciar uma visitação espacial imersiva e assistir filme em realidade virtual. Será possível ter uma visão em 360 graus, cenário em realidade aumentada e visualizar algumas obras de forma totalmente imersiva e inovadora.

Como parte da exposição, haverá, ainda, a obra coletiva em vídeo “Mensagem para a Amazônia”, que está sendo construída ao longo da itinerância da exposição com a participação do público. “É um convite para deixar uma mensagem do público sobre a importância da preservação ambiental”, diz a curadora.

NÚCLEOS EM EXPOSIÇÃO

A exposição estará dividida em quatro núcleos temáticos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas.

No núcleo “Materialidades Ancestrais” estarão obras nas quais a ancestralidade se manifesta por meio da matéria, como, por exemplo, nas cerâmicas táteis da artista Lise Lobato, que constroem um vocabulário simbólico que remete a ciclos de vida, nascimento, transformação e espiritualidade. Também neste núcleo estarão obras da série “Revoltosas”, de Cristiane Martins, que apresentam figuras escultóricas que dialogam com mitologias indígenas, feminilidade ancestral e forças simbólicas da floresta. “Neste núcleo, a arte se constrói como herança viva, onde cada material carrega história, cada forma carrega memória e cada obra se torna um elo entre passado e presente”, afirma a curadora Sissa Aneleh.

“Gravura Feminina” reunirá obras que utilizam as técnicas da gravura como instrumento de expressão, memória e identidade das mulheres. As xilogravuras de Elieni Tenório dialogam com o corpo feminino, suas medidas simbólicas, seus limites e sua presença no espaço social. Já as obras de Maria Auxiliadora Zuazo constroem um imaginário poético onde feminino, natureza e liberdade se entrelaçam, criando figuras híbridas que transitam entre o humano e o simbólico. Também neste núcleo estarão gravuras de Elaine Arruda, que exploram texturas, densidades e abstrações que transformam a superfície em campo sensível de experimentação estética. “Neste núcleo, a imagem impressa se transforma em território de permanência, resistência, construção identitária e registro das técnicas artísticas usadas pelas mulheres que dominam a gravura no Brasil”, diz a curadora.

A pintura se apresenta como linguagem central e imagética da experiência amazônica feminina no núcleo “Amazônia Pictórica”. As obras de Elieni Tenório exploram identidade, subjetividade e construção do feminino como experiência íntima e simbólica. Já as pinturas de Nina Matos constroem narrativas visuais que atravessam memória, deslocamento e afetividade. Haverá, ainda, obras de Sanchris, que criam paisagens simbólicas de reconstrução, memória e reinvenção existencial do corpo feminino diverso. Artistas como Rita Loureiro, Lise Lobato, Bárbara Savannah, Rafaela Moreira, Auá Mendes e Wɨra Tini ampliam esse território pictórico com narrativas que dialogam com cotidiano, território, espiritualidade, pertencimento e identidade amazônica. “Neste núcleo, a Amazônia não é paisagem: é experiência imagética, memória, símbolo e linguagem”, afirma Sissa Aneleh.

O quarto e último núcleo, “Performáticas”, apresenta o corpo como suporte e temática central da criação. Aqui estarão as fotoperformances de Renata Aguiar, que resgatam mitologias femininas, espiritualidades e narrativas ancestrais do território amazônico, assim como obras de Keila-Sankofa, que exploram identidade, memória, ancestralidade e corpo como arquivo vivo. Também neste espaço será apresentada a série “Mênstrua, Monstro, Monstra, Mostarda”, de Lúcia Gomes, que transforma o corpo feminino em território político, simbólico e discursivo, rompendo silêncios e tabus. As obras de Rafa Bqueer, Val Sampaio, Rafaela Kennedy e Wɨra Tini ampliam esse campo performático, onde o corpo se torna linguagem, gesto político, território de resistência e poética visual.

“Neste núcleo, a arte acontece no corpo, no gesto, na presença e na experiência”, ressalta a curadora.

PROGRAMAÇÕES COMPLEMENTARES

Como parte da exposição, serão realizadas oficinas presenciais de economia criativa, voltadas para o desenvolvimento profissional de mulheres em áreas técnicas e artísticas das artes visuais e plásticas. Além disso, também haverá uma programação formativa em economia criativa do programa Avanço das Mulheres do museu, que objetiva o desenvolvimento de carreira e mais atuação de mulheres no setor cultural nas áreas de produção executiva, projetos coletivos de arte e produção de exposições de artes visuais.

Haverá, ainda, uma programação educativa voltada para o público infanto-juvenil com a realização da atividade “Sons da Natureza”, para criação de memória sensorial, vivência lúdica com réplicas de esculturas da exposição inspiradas em sementes e sons de animais do Marajó. Durante toda a temporada, serão realizadas visitas mediadas para escolas públicas e privadas, grupos diversos e programação educativa inspirada no projeto. “Essas oficinas de economia criativa foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos. Também oferecemos ao público infanto-juvenil atividades com esculturas sonoras inspiradas na natureza amazônica que podem ser tocadas e ouvidas, almejando outras formas sensíveis de conscientização ambiental por meio da arte com a Amazônia brasileira em suas mãos”, ressalta Sissa Aneleh.

SOBRE A PETROBRAS

O Programa Petrobras Cultural tem a brasilidade como eixo central, refletida nas temáticas, origens, curadorias e narrativas dos projetos apoiados em todo o país. A exposição tem patrocínio exclusivo da Petrobras e apresentação do Ministério da Cultura.

SOBRE A CURADORA

Sissa Aneleh é fundadora e diretora do Museu das Mulheres, Mestra e doutora em Artes, historiadora de arte, diretora artística, curadora e produtora executiva. Trabalha há mais de 15 anos na área artística, dirigiu projetos aprovados pela Petrobras, CCBB, Caixa Cultural, Fundo de Apoio à Cultura do DF e Goethe Institut. Faz a direção executiva e artística da programação expositiva, audiovisual e educativa do museu, além da coordenação editorial da editora do Museu das Mulheres. Realizou a curadoria de mais de 17 exposições, incluindo 2 circulações internacionais de exposição do museu com artistas brasileiras na Alemanha, passando pelo Museu de Arte de Bochum, Centro de Cultura de Manheim, Bienal de Arte de Bochum e Festival de Berlim. Diretora Artística e Curadora da exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará no CCBB São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro – 2025 a 2026. Possui pesquisas de arte voltadas para história da arte, mulheres artistas, arte brasileira, arte decolonial, cinema autoral feminino e poéticas curatoriais.

SOBRE O CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.

SOBRE O MUSEU DAS MULHERES

O Museu das Mulheres (Museu DAS), sediado em Brasília, é o primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Com execução de projetos diversos em espaços físicos no Brasil e no mundo, lança experiências em ambientes espaciais e interativos – com Realidade Expandida (XR), Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) – e, por extensão, tem salas expositivas no Metaverso. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, acervo e editora própria.

Serviço: Amazônicas: Poéticas Femininas

2 de setembro a 16 de novembro de 2026

Curadoria: Sissa Aneleh

CCBB Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ)

(21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).

Entrada gratuita.

Ingressos retirados no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB

Classificação indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Mais informações em bb.com.br/cultura

 

‘Entre Órbitas’ transforma fotografia em matéria, superfície e mistério

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Luciana Rique fotografa o mundo para fazê-lo desaparecer. Diante de sua câmera, aquilo que está à vista perde contorno, escala e gravidade. Luzes se tornam corpos, superfícies sugerem paisagens, formas parecem flutuar em um espaço cuja localização não podemos precisar. “Nada é o que parece quando a Luciana fotografa”, diz o curador Eder Chiodetto. Se a fotografia nasceu historicamente associada à capacidade de registrar o visível, a artista carioca parece interessada no movimento inverso: “Em geral, os fotógrafos atuam para revelar algo do mundo. A Luciana fotografa para ocultar a aparência do mundo”, observa.

É desse território incerto, entre o que existe e o que apenas parece existir, que nasce Entre Órbitas, terceira exposição individual de Luciana Rique, que será inaugurada no dia 17 de setembro de 2026, às 19h, na Casa Proeza, no Centro do Rio, durante a ArtRio. Com curadoria de Eder Chiodetto, que acompanha a pesquisa da artista desde 2022, a mostra reunirá cerca de 35 obras e marca um novo momento de uma investigação que tem a fotografia como ponto de partida, mas progressivamente ultrapassa seus limites.

Se nas exposições anteriores, Entreato (2023) e Sólido Volátil (Rio de Janeiro, 2024; São Paulo, 2025), Luciana já tensionava a imagem fotográfica ao colocá-la em relação com diferentes suportes e materiais, agora esse movimento se radicaliza. Fotografias passam a conviver com chapas de ferro, folhas de ouro, carvão e papéis artesanais coreanos. Em determinados conjuntos, torna-se difícil distinguir onde termina a fotografia e começam o desenho, a superfície ou a matéria em estado bruto.

As imagens partem de situações encontradas no mundo, mas raramente permitem reconhecer aquilo que esteve diante da câmera. Luciana procura cantos, frestas, incidências de luz e sombra, e trabalha com o desfoque e o movimento do próprio aparelho. “Uso a câmera como um pincel”, afirma. “Não quero fotografar a coisa dada, quero que tenha algum mistério.” Eder define o resultado como uma “iconografia de atmosferas”, situada numa zona intermediária entre figuração e abstração.

 

Isaque Alves leva ‘In Concert’ ao Theatro Municipal de Niterói em uma celebração da música, da arte e da inclusão

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A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, realiza o projeto ‘Isaque Alves In Concert’, com o pianista Isaque Alves, nos dias 1º e 2 de setembro, no Theatro Municipal de Niterói. Trata-se de um espetáculo que convida o público a uma experiência imersiva pela música e pela arte.

A programação começa na terça-feira (1º), com ensaio aberto ao público às 9h30. Na quarta-feira (2), o público poderá acompanhar duas sessões de ensaio aberto, às 14h e às 17h30, e a apresentação oficial do concerto, às 19h.

Com um repertório que percorre diferentes momentos da música erudita, da tradição clássica à produção contemporânea, o espetáculo reúne piano e músicos de cordas, além da participação de bailarinos em cena. A proposta é criar uma experiência sensorial em que música e movimento dialogam para aproximar a arte de diferentes públicos.

“Minha vida se resume em música. Dedico minha vida a isso e o que eu mais desejo é que uma porcentagem do amor que sinto pela música alcance a alma e o coração de todos. Que as pessoas possam perceber que, independentemente da cor ou do status na sociedade, a música tem o poder de unir todo mundo”, afirma Isaque.

O projeto também tem como compromisso a acessibilidade. Durante as apresentações, serão distribuídos balões para que pessoas com deficiência possam sentir as vibrações do concerto, além da presença de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todos os momentos do espetáculo que tenham conteúdo falado.

Residente em Niterói, Isaque Alves da Silva é considerado um dos jovens talentos da música erudita brasileira. Sua relação com o piano começou aos 9 anos e, em apenas três meses de estudos, surpreendeu professores e espectadores ao interpretar uma obra de Johann Sebastian Bach. Um vídeo dessa apresentação ganhou grande repercussão nas redes sociais e chamou atenção do público e da imprensa para o talento do jovem músico.

Em 2018, Isaque estudou por dois semestres na Escola de Música da UFRJ, ampliando sua formação pianística. Sua trajetória também foi marcada pelo encontro com o maestro e pianista João Carlos Martins, uma das maiores referências da música clássica no Brasil. A partir desse contato, passou a receber orientação artística do maestro, experiência que se tornou fundamental para seu desenvolvimento musical e humano.

O talento de Isaque também ganhou destaque em programas de televisão, como ‘Mais Você’, da TV Globo, Programa Silvio Santos e Eliana, do SBT, além de reportagens em veículos como Record, Band e O Globo. Em uma das participações mais marcantes, Ana Maria Braga apresentou a história do jovem pianista e conversou também com João Carlos Martins, em uma homenagem ao talento de Isaque.

Posteriormente, o músico iniciou estudos com a pianista Linda Bustani, dando continuidade ao aprimoramento técnico e interpretativo.

Para Isaque, o concerto representa uma nova etapa em sua trajetória. “Esse projeto é mais do que mais uma apresentação. Representa esperança e expectativa. Será o início de uma nova fase após anos de preparo, um recomeço”, destaca.

Com técnica, sensibilidade artística e dedicação aos estudos, Isaque representa uma nova geração de intérpretes da música clássica brasileira. Seu objetivo é seguir construindo uma carreira sólida e compartilhar com o público a emoção que encontra na música.

“Eu diria que minha motivação é o amor. Mas o amor não se sustenta sozinho: exige atenção, cuidado, carinho e, na música, acrescentamos a disciplina. É isso que mantém minha motivação firme. Também existem os sonhos, que nunca vou deixar de lado. Um deles é ser um grande intérprete de Chopin”, conta o pianista.

O projeto é uma iniciativa via edital do ISS da Secretaria Municipal das Culturas da Prefeitura de Niterói.

Repertório:
– Fantaisie-Impromptu in C-sharp minor, Op. 66
– Polonaise in A-flat major, Op. 53 (“Heroic”)
– Étude in C minor, Op. 10, No. 12 (“Revolutionary”)
– Étude in C-sharp minor, Op. 10, No. 4
– Étude in C minor, Op. 25, No. 12 (“Ocean”)
– Étude in A-flat major, Op. 25, No. 1 (“Aeolian Harp”)
– Grande Valse Brillante in E-flat major, Op. 18
– Waltz in D-flat major, Op. 64, No. 1 (“Minute Waltz”)
– Scherzo No. 2 in B-flat minor, Op. 31
– Ballade No. 1 in G minor, Op. 23
– Nocturne in F minor, Op. 55, No. 1
– Nocturne in B-flat minor, Op. 9, No. 1
– Prelude No. 2 in C minor, BWV 847 (from The Well-Tempered Clavier, Book 1)
– Por una cabeza (Carlos Gardel) [com quarteto de cordas]
– Ária da 4ª Corda / Air on the G String, BWV 1068 (J. S. Bach) [com quarteto de cordas]
– Bachianas Brasileiras No. 4 (Heitor Villa-Lobos) [com quarteto de cordas]
– Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu) [com quarteto de cordas]

Serviço
Isaque Alves In Concert
Isaque Alves ao piano, com participação de músicos convidados de cordas e sopros e bailarinos.
Datas:
1º de setembro (terça-feira) – ensaio aberto ao público, às 9h30
2 de setembro (quarta-feira) – ensaios abertos ao público, às 14h e às 17h30; apresentação oficial às 19h
Local: Theatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro – Niterói
Duração: 80 minutos
Entrada: gratuita
Ingressos: retirada de 1 ingresso por pessoa na bilheteria, 1 hora antes do início do espetáculo
345 lugares

 

Projeto Maravilha leva ‘Parênteses’, de Carlos Vergara, ao Aterro do Flamengo

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No dia 13 de setembro de 2026, o Projeto Maravilha inicia uma nova etapa com a instalação de Parênteses, escultura de Carlos Vergara, no Aterro do Flamengo. Criada originalmente para a primeira edição do projeto, em 2024, e apresentada no Bosque das Artes do Parque Bondinho Pão de Açúcar®, a obra passará a ocupar, durante um ano, uma área ao lado do restaurante Assador, em um dos pontos mais icônicos da orla carioca, de frente para o Pão de Açúcar. A chegada da obra ao local amplia o acesso do público a uma escultura monumental de um dos nomes centrais da arte brasileira contemporânea.

A instalação integra as celebrações pelos 60 anos do Aterro, completados em 2025, e marca a expansão do Projeto Maravilha para a paisagem urbana do Rio. Idealizado por Fabio Szwarcwald, com curadoria de Ulisses Carrilho, o programa foi criado para aproximar arte contemporânea, natureza, cidade e tecnologia, comissionando obras de grande formato de artistas com larga trajetória. Atualmente, o Bosque das Artes recebe Typus Terra Incognita, escultura de Anna Bella Geiger, apresentada na segunda edição do Maravilha. A convivência entre a obra de Geiger, no alto do Pão de Açúcar, e Parênteses, agora instalada no Parque do Flamengo, estabelece uma continuidade entre as duas edições do programa.

“Ao completar 60 anos, o Parque recebe uma obra de grandes dimensões de Carlos Vergara, que inaugurou o Projeto Maravilha. Parênteses passa a emoldurar a paisagem carioca, popularizando a linguagem de um artista que conhece muito bem a cidade que o acolheu”, observa Lucas Padilha, Secretário Municipal de Cultura do Rio.

Idealizado por Lota Macedo Soares, com paisagismo de Roberto Burle Marx e arquitetura de Affonso Eduardo Reidy, o Aterro constitui uma das mais importantes paisagens modernas do país e um espaço decisivo da vida pública carioca. Entre a Baía de Guanabara, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Marina da Glória, o parque acolheu, ao longo de sua história, experiências fundamentais da arte brasileira, como o happening Apocalipopótese, proposto por Hélio Oiticica no final dos anos 1960, e os Domingos da Criação, do crítico Frederico Morais, em 1971. É nesse território de convivência, lazer, esporte, cultura e intensa circulação cotidiana de moradores e turistas que Parênteses passa a se inserir.

A abertura será marcada por uma apresentação do Grêmio Recreativo Cacique de Ramos, com o qual Vergara mantém uma relação de décadas. Entre 1972 e 1976, o artista acompanhou o bloco e realizou a série fotográfica Carnaval, conjunto importante de sua trajetória, posteriormente apresentado na Bienal de Veneza de 1980. Naquele período, Vergara reconheceu no desfile “caciqueano” uma expressão estética original e política da cultura popular carioca. Desde então, tornou-se um incentivador das atividades da instituição, chegando a desenhar camisas para o bloco nos anos 2000. A presença do Cacique na inauguração materializa, no espaço público do Parque do Flamengo, a relação histórica entre a obra de Vergara e o carnaval.
 

CineSolar, cinema ao ar livre movido a energia solar, exibe ‘Divertida-Mente 2’ em Parelhas e Parazinho com entrada e pipoca de graça

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

O primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil chega ao Rio Grande do Norte, em Parelhas, no dia 26 de agosto com atrações para toda as famílias

O CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, será vivenciado ao ar livre no Rio Grande do Norte, nas cidades de Parelhas, no dia 26 de agosto. Com acesso gratuito e livre para todas as idades, a sessão de cinema aborda temas como sustentabilidade, ciências e tecnologia e, na telona, serão exibidos curtas-metragens e a animação “Divertida-Mente 2”. Os filmes contam com recursos de acessibilidade e, durante o evento, haverá distribuição de pipoca.

O protagonista do projeto é o furgão do CineSolar, uma estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz. O veículo é adaptado com placas fotovoltaicas no teto e carrega todo o cinema: cadeiras, banquetas, sistemas de conversão e armazenamento de energia, som, projeção e a própria tela. Com luzes coloridas, decoração de material reciclado e objetos interativos (como laser e bola de plasma), o espaço ensina, de forma lúdica, como a luz do sol se transforma em energia elétrica.

“Acreditamos que a arte e o cuidado com o meio ambiente transformam vidas. Por isso, o CineSolar oferece acesso gratuito a um cinema movido a energia solar e ao ar livre. A ideia é trazer consciência ambiental de forma leve e lúdica. Nossa sessão vai além de assistir a filmes, é sobre viver momentos que conectam pessoas, histórias e sonhos”, diz Cynthia Alario, idealizadora do CineSolar.

O circuito do CineSolar no Rio Grande do Norte conta com patrocínio da Elera Renováveis e apoio da Prefeitura Municipal de Parelhas, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e da Parazinho. A realização é da Brazucah Produções.

“Investir em projetos sociais é uma forma de fortalecer o vínculo com as comunidades e ampliar o acesso a experiências culturais enriquecedoras. Além de proporcionar momentos de lazer e entretenimento, a iniciativa estimula reflexões e contribui para a construção de uma sociedade mais consciente, gerando valor em longo prazo”, afirma Mauricio Vasconcelos, Gerente de ESG e Responsabilidade Social.

PROGRAMAÇÃO

Parelhas/RN

Sessões de Cinema
(filmes com recursos de acessibilidade)
Data: Quarta-feira (26/08)
Horários: 18h – 1ª sessão: curtas-metragens
18h30 – 2ª sessão: ‘Divertida-Mente 2’
Entrada: livre – não precisa de ingresso
Atração: pipoca de graça e visita ao furgão do CineSolar
Local: Praça Félix Gomes (Praça do Avião) – Centro – Parelhas/RN

SINOPSES

1ª sessão: curtas-metragens

‘Economia Circular’ – Direção: Martín Caparros e Javier Estrada – Uruguai/2023 – Documentário/Live Action – Duração: 6 min 30 seg
Em Escola Circular, cada episódio acompanha um grupo de crianças que, a partir de um problema real em sua escola, embarca em uma investigação sobre nossa relação com o meio ambiente. A série inspira meninos e meninas a descobrir que sua própria experiência pode ser transformadora.

‘Chuva’ – Direção: Vanessa Fort – Brasil/2024 – Animação – Duração: 3 min 45 seg
Chuva é um curta-metragem audiovisual que tem como objetivo acompanhar crianças e suas famílias na superação de seus medos após as consequências da crise climática. Através de ilustrações feitas por crianças, Aurora nos mostra o lugar onde vive com sua família e como uma grande tempestade os afetou.

‘Gatopédia – Ep5 Água’ – Direção: Lucas Palacios – Argentina/2023 – Animação – Duração: 6 min 43 seg
Evaristo é um gato sabe-tudo que nos explica, com muito humor e memes, como funcionam aquelas coisas que sempre consideramos óbvias. Você já se perguntou como a eletricidade chega à sua casa ou como é possível enviar uma mensagem do seu telefone e ela chegar exatamente para quem você quiser? Evaristo tem essas e muitas outras respostas.

‘Sonhos Voadores’ – Direção: Luiz do Futuro, Marcus Vasconcelos e Vanessa Fort – Brasil/2025 – Animação – Duração: 5 min 14 seg
O curta-metragem narra a história de um menino afrodescendente que sonha em ser astronauta. A narrativa propõe uma viagem na qual se recupera a importância dos conhecimentos ancestrais e o valor da música e da dança como formas de celebração e resistência compartilhadas que sustentam o percurso. A proposta convida a ultrapassar os limites do possível e a reafirmar que os sonhos não têm dono.

2ª Sessão

‘Divertida-Mente 2’ – Direção: Kelsey Mann, EUA, 2024, livre, Aventura, Animação, Comédia, Família, 1h34m
Acessibilidade: MLoad
Com um salto temporal, Riley se encontra mais velha, passando pela tão temida adolescência. Junto com o amadurecimento, a sala de controle também está passando por uma adaptação para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções. As já conhecidas, Alegria, Raiva, Medo, Nojinho e Tristeza não têm certeza de como se sentir quando novos inquilinos chegam ao local.

Sobre o CineSolar
Lançado em 2013 pela Brazucah Produções, o CineSolar é o primeiro cinema itinerante do Brasil movido a energia solar e transforma espaços públicos e abertos em salas de cinema. Já realizou 3300 sessões gratuitas, com exibição de 314 longas e curtas-metragens, para cerca de 500 mil pessoas em mil cidades brasileiras de 23 estados e do Distrito Federal. Também promoveu mais de 850 oficinas de audiovisual para estudantes, com temas de sustentabilidade.
O projeto, que cumpre 10 dos 17 ODS, já percorreu mais de 400 mil quilômetros pelo país e atua com o objetivo de democratizar o acesso às produções audiovisuais, principalmente as nacionais, promover ações e práticas sustentáveis, a inclusão social e difundir a tecnologia da geração de energia solar.
O CineSolar já gerou mais de 4 milhões de watts e, em parceria com a Ecooar, realiza ações ambientais compensando 79,21 toneladas de CO2e, em 10 anos, através do plantio de árvores nativas e da certificação de créditos de carbono, com a manutenção de florestas em áreas de preservação permanente, em Garça (SP).
Também promove ações em conjunto com a Unesco no Brasil e a Unipaz (Universidade Internacional da Paz). Integra a Solar World Cinema, uma rede internacional de cinemas itinerantes movidos a energia solar, e conta com a parceria solar da Clarios – com a bateria Heliar e a Freedom Estacionária, da EnergySeg Engenharia e da Ecori Energia Solar. Saiba mais em: linktr.ee/cine.solar.

Sobre a Elera Renováveis
Com 28 anos de atuação no setor elétrico brasileiro, a Elera Renováveis é uma das maiores empresas de energia 100% renovável do país. A companhia opera um portfólio diversificado, nas fontes solar, eólica e hídrica, com ativos de geração localizados em dez estados brasileiros, e que somam 3,5 GW de capacidadeinstalada.No estado do Rio Grande do Norte, em que está presente há mais de dez anos, possui cerca de 400 MW de capacidade instalada,distribuída entre o Complexo Eólico Renascença e o Complexo Eólico Seridó.