Os Pescadores de Pérolas estreia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no mês do aniversário

Saiba mais em: https://nqq2050.niteroi.rj.gov.br/

Julho é um mês de festa no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No dia 14, um dos maiores e mais importantes equipamentos culturais do país comemora 116 anos. E como de costume, a instituição está preparando uma variada programação gratuita para a população, incluindo o ensaio geral, às 19h, da ópera que não sobe ao palco da casa há duas décadas: Os Pescadores de Pérolas, de Georges Bizet, em homenagem aos 150 anos de falecimento do compositor. Com o Patrocínio Oficial Petrobras, a nova montagem vai contar com Coro e Orquestra Sinfônica do TMRJ, além de solistas renomados como Ludmilla Bauerfeldt, Michele Menezes, Carlos Ullán, Caio Duran, Vinícius Atique, Homero Velho, Murilo Neves e Leonardo Thieze. A Diretora Cênica Julianna Santos assina também a concepção do espetáculo. A Direção Musical e Regência ficam a cargo de Luiz Fernando Malheiro. A estreia da ópera será na quarta-feira, dia 16, às 19h. A temporada segue ainda nos dias 18 (sexta), 24 (quinta) e 26 (sábado), às 19h. No domingo, 20, será às 17h e no dia 22, às 14h, o Theatro vai abrir as portas para o Projeto Escola Arte Educação Petrobras.

 

Sinopse

Situada na ilha do Ceilão (atual Sri Lanka), a ópera conta uma história de renúncia e sacrifício, e da amizade entre dois homens, Nadir e Zurga, ameaçada pelo amor de ambos pela mesma mulher, uma sacerdotisa hindu, Leila, por sua vez dividida entre o seu amor por Nadir e seu voto de castidade.

“Completar 116 anos é motivo de muita festa e, mais uma vez, vamos abrir as portas do Theatro Municipal, na segunda-feira, 14 de julho, com várias atrações gratuitas e para encerrar o dia, o ensaio geral de O Pescador de Pérolas, com Coro e Orquestra Sinfônica da casa e um elenco de grandes solistas. Imperdível. Esperamos vocês” – comemora Clara Paulino, Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

“Nos 150 anos de falecimento de Georges Bizet, trazemos Os Pescadores de Pérolas, título que há 20 anos não é apresentado ao público do TMRJ. É uma alegria trazer de volta obra tão bela à nossa temporada artística oficial!”, diz Eric Herrero – Diretor Artístico Fundação Teatro Municipal RJ.

 Sobre Luiz Fernando Malheiro

É um dos principais nomes da ópera no Brasil com mais de 60 títulos regidos. É Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera. Foi diretor artístico do Teatro São Pedro de São Paulo e diretor de Ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Regeu as principais orquestras brasileiras e também no Festival de Ópera de La Coruña, Sinfônica de Miami, Sinfônica de Bari, Filarmônica Marchigiana, Ópera Nacional de Sófia, Sinfônica de Porto Rico, Teatro de Bellas Artes do México, entre outros. É o único brasileiro a ter regido integralmente O Anel do Nibelungo de Wagner.

 

Sobre Julianna Santos

É bacharel em Direção Teatral pela UFRJ e destaca-se como diretora cênica com ampla experiência em importantes casas e festivais de ópera no Brasil. Em 2025, dirigiu “As Bodas de Fígaro” de Mozart no renomado Theatro Amazonas, durante o 26º Festival Amazonas de Ópera. No ano anterior, comandou a montagem de “Cinderela” de Pauline Viardot no Theatro São Pedro, em São Paulo, e na versão itinerante em cidades do interior paulista, projeto que recebeu elogios da crítica especializada.

Em 2023, Julianna esteve à frente de produções relevantes como “Carmen” no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, “Cosi Fan Tutte” no Theatro Municipal de São Paulo, e a estreia mundial de “O Machete” de André Mehmari, consolidando sua presença nas principais temporadas líricas do país. Seu trabalho é reconhecido pela sensibilidade dramática e pela integração harmoniosa entre direção cênica e musical.

Entre seus destaques anteriores, figuram também a direção cênica de “O Barbeiro de Sevilha” (2022) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a colaboração como assistente de direção em montagens de “A Flauta Mágica” e “O Canto do Cisne”. Além disso, em 2021, foi curadora da Mostra de Cinema Ópera Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte, e dirigiu produções online para a temporada “Vozes Femininas” do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, demonstrando versatilidade em diferentes formatos de apresentação.

“A ópera Pescadores de Pérolas impressiona pela essência musical que evoca a memória, o sonho, universos distantes e uma mistura de presente, passado e futuro que resultam num momento suspenso. Conduzidos por essa força da narrativa musical, vemos a paixão de Nadir e Zurga por Leila desdobrarem-se em conflitos diluídos nesse tempo em que sonho, realidade e memória se confundem, criando um universo onírico. Dever versus paixão é um tema dominante. Na encenação um dos destaques é a potência do desejo feminino representado pela personagem Leila. A sacerdotisa, é antes de tudo uma mulher, que é objeto de desejo e de sacrifício, mas também é humana. Nessa condição vive a potência de seus sentimentos, dúvidas, conflitos, sofrimentos, fraqueza e força.” – destaca a diretora cênica da ópera, Julianna Santos.

 

Elenco principal:

Nadir – Carlos Ullán – dias 14 (geral aberto/aniversário), 16, 20, 24 / Caio Duran – dias 18, 22, 26

Leila – Ludmilla Bauerfeldt – dias 14 (geral aberto/aniversário), 16, 20, 24 / Michele Menezes – dias 18, 22, 26

Zurga – Vinícius Atique – dias 14 (geral aberto/aniversário), 16, 20, 24 / Homero Velho – dias 18, 22, 26

Nourabad – Murilo Neves – dias 14 (geral aberto/aniversário), 16, 20, 24 / Leonardo Thieze – dias 18, 22, 26

Ficha Técnica:

Os Pescadores de Pérolas, Georges Bizet – 150 anos de morte

Coro e Orquestra do TMRJ

Cenografia e Figurinos: Desirée Bastos

Iluminação: Paulo Ornellas

Coreografia: Bruno Fernandes e Mateus Dutra

Concepção e Direção Cênica: Julianna Santos

Direção Musical e Regência: Luiz Fernando Malheiro

Direção Artística TMRJ: Eric Herrero

Presidente da Fundação Teatro Municipal: Clara Paulino

 

Serviço:

Datas: 14 de julho (aniversário do Theatro – programação gratuita); 16,18,24 e 26, às 19h/ Dia 20, às 17h/ Dia 22, às 14h (Projeto Escola)

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro

Duração: 1h45 + intervalo

Classificação: 12 anos

 

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$90 (ingresso individual)

Plateia e Balcão Nobre – R$80

Balcão Superior e Lateral – R$50

Galeria Central e Lateral– R$20

Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro

Antes de cada espetáculo, haverá uma palestra gratuita sobre a obra e suas curiosidades com a presença de um intérprete de libras

Patrocinador Oficial Petrobras

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM

Realização Institucional: Associação dos Amigos do Teatro Municipal, Fundação Teatro Municipal, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Governo do Estado do Rio de Janeiro

 

O Centro Cultural Correios RJ apresenta a exposição “VLADIMIR MACHADO – 50 ANOS DE ARTE”,

 

 
Com curadoria de Ricardo A.B. Pereira (EBA/UFRJ), a mostra transita entre o realismo fantástico, o surrealismo e a arte contemporânea
 
 

O Centro Cultural Correios RJ apresenta a exposição “VLADIMIR MACHADO – 50 ANOS DE ARTE”, trazendo pinturas, gravuras e desenhos produzidos pelo artista plástico e professor de pintura que teve sua carreira interrompida pelo Alzheimer.  Seus trabalhos mostram um interesse inabalável na figuração e na arte contemporânea.



Sua obra pode ser dividida por temas que revelam claramente questões relativas à sua vida pessoal e familiar, bem como assuntos de alcance histórico, cultural e universal, tendo se aprofundado em todos eles. A mostra leva o espectador a se deixar levar pelas mensagens dos três gêneros artísticos em que Vladimir trabalhou, e que estão totalmente interligados – Pintura, Desenho e Gravura. No contexto da pintura e do desenho, as obras estarão classificadas por temas. No caso da gravura, classificadas por técnicas.

Com curadoria do Professor Dr. Ricardo A. B. Pereira (EBA/UFRJ), as obras partem de um realismo fantástico, passando pelo surrealismo, e as figuras mitológicas são traduzidas de forma contemporânea, tendo como referência primordial a linguagem clássica. A mostra, no Centro Cultural Correios RJ, 3º andar, pode ser visitada até o dia 24 de junho.

Sobre Vladimir Machado

Pintor, desenhista, gravador e cenógrafo.

Natural do Rincão dos Alves, Jaguari,RS, 1951.

Na década de 70, tornou-se bacharel em pintura pela Escola de Belas-Artes da UFRJ. Neste mesmo período estudou pintura com Píndaro Castelo Branco, gravura em metal com Adir Botelho e serigrafia e pintura mural em afresco, no ateliê de José Moraes. Além disso, realiza a cenografia do filme O Poderoso Patrão e produz pinturas para os filmes As Musculaturas do Arco do Triunfo e Franz Kafka. Em 1986, leciona Análise da Forma, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Silva e Souza e Pintura na Escola de Belas-Artes da UFRJ. Em 1992, realizou um painel para a Biblioteca do Departamento de Bioquímica desta última instituição. Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Salão Nacional de Belas-Artes, no MEC, Rio de Janeiro, 1972; Salão Universitário – Funarte, Rio de Janeiro, 1975 (Premiado); Valores Novos, no Instituto Brasil-Estados Unidos, Rio de Janeiro, 1975; Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ, 1979; Pinturas e Desenhos, na Galeria Sesc Paulista, São Paulo, 1983/1986; First Art Exposition Brazil Holland, na World Trade Center, Amsterdam, Holanda, 1987; L´Homme Et Ses Croyances, na Inter Art Galerie, Paris, França, 1988; 3 Artistas, no MAM/Resende, 1994. Do início dos anos 70 até 2018, quando produziu seus últimos desenhos, já afetado pela doença, o artista foi um profundo pesquisador da linguagem pictórica, cujos fundamentos aprendeu na Escola de Belas Artes da UFRJ – onde trabalhou de meados dos anos 80 até sua aposentadoria como Professor Adjunto em 2015 -, fundamentos que embasaram sua poderosa verve criativa. De 1992 a 1995, fez Mestrado em Artes Visuais, História e Crítica da Arte, na Escola de Belas Artes da UFRJ. Entre 1998 e 2002, fez Doutorado em História Social (Conceito CAPES 6), pela Universidade de São Paulo, USP, Brasil. 

Sobre a curadoria

Prof.  Dr. Ricardo A.B. Pereira é pintor, ceramista e xilogravador. Graduado em Pintura – EBA-UFRJ. Mestre em Artes Visuais – História e Crítica da Arte – PPGAV-EBA-UFRJ. Doutor em Artes Visuais – História e Crítica da Arte – PPGAV-EBA-UFRJ. Coordenador do Curso de Pintura – EBA-UFRJ. Professor de Pintura – EBA-UFRJ. Administrador da Galeria Macunaíma – Pintura-EBA-UFRJ. A Arte pode melhorar o mundo.

Críticas

“Não basta ter talento, a pintura se conquista. É o caso de Vladimir. Quem acompanha seu trabalho vem sendo gratificado por uma trajetória que nos prepara um artista. É importante pelas qualidades que sempre mostrou e agora pela seriedade com que vem construindo sua base profissional. Seus resultados hoje não mais são ocasionais e ainda nos surpreende com a maneira metódica, sistemática e, volto a insistir, séria com que investe em sua obra, que já atinge a sensibilidade e inteligência das pessoas que a descobrem”. (Carlos Scliar)

“O artista na realidade não se preocupou apenas com uma sequência de cenas de que participam figuras juvenis. Está na verdade, igualmente empenhado em solucionar problemas de espaço e de tempo, pois andou estudando teorias artísticas e empenhou-se em especulações filosóficas. E imprimiu a seu realismo um caráter meio fantástico, retirando de vários quadros uma conotação apenas ligada à fotografia. Procurou dar a alguns deles uma dimensão metafísica com um enfoque pessoal, o que é raro num pintor jovem”. (Antonio Bento)

Acervos

Acervo Artístico da Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia MG
Coleção Paschoal Carlos Magano – Aldeia de Arcozelo RJ
IBAC – Instituto Brasileiro de Arte e Cultura – Rio de Janeiro RJ
Museu de Arte Moderna – MAM/Resende – Resende RJ
Museu de Arte de Santa Catarina – Masc – Florianópolis SC
Museu de Gravura Brasileira da Fundação Átila Taborda Basé – Rio Grande do Sul
Museu Dom João VI – Escola de Belas Artes – Rio de Janeiro RJ

Exposições Individuais

1976 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Morada
1978 – Rio de Janeiro RJ – Prelúdios II – Pinturas e Desenhos, na Funarte. Galeria Macunaíma
1978 – Santos SP – Prelúdios, na Galeria da AMS
1983 – São Paulo SP – Vladimir: desenhos, pinturas, na Galeria Sesc Paulista
1985 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Sala Cândido Portinari do Centro Cultural da UERJ
1986 – Florianópolis SC – Individual, no Masc. Galeria Casa da Cultura
1986 – São Paulo SP – Desenhos e Pinturas, na Galeria Sesc Paulista
1988 – Uberlândia MG – Individual, na Galeria de Arte e Acervo da Universidade Federal de Uberlândia
1989 – Brasília DF – Individual, na Galeria de Arte Dreer
1994 – Uberlândia MG – Vladimir Machado: ricordo di Pompei – pinturas, na Galeria Elizabeth Nasser
1996 – Rio de Janeiro RJ – Individual, no Espaço Cultural Banerj
1999 – Rio de Janeiro RJ – Vladimir: pinturas – Ricordo di Pompei II, no Espaço Cultural dos Correios
2004- Rio de Janeiro RJ – Pompéia Fluminense, no Centro Cultural dos Correios
2007 – Rio de janeiro RJ – Banhistas de Copacabana, no Espaço Mário de Mendonça – ARTE
2008 – Rio de Janeiro RJ – Banhistas de Copacabana, na Galeria de Arte do IBEU

2012 – Rio de Janeiro/RJ – Pinturas, no Espaço Cultural M.D. Gotlieb
2017 – Rio de Janeiro, RJ – Copacabana – Espaço Cultural M.D. Gotlieb
2019 – Rio de Janeiro/RJ – “Naturezas Mortas, Memórias Vivas”, no Espaço Cultural M.D. Gotlieb

Exposições Coletivas

1972 – Rio de Janeiro RJ – Salão Nacional de Belas Artes, no MEC
1975 – Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Universitário – Funarte – premiado em desenho e em gravura
1975 – Rio de Janeiro RJ – Valores Novos, no Instituto Brasil-Estados Unidos
1977 – Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Carioca de Arte – Funarte
1977 – São Domingos (República Dominicana) – Jóvenes Grabadores Brasileños y Dominicanos, na Galeria Chasseriau
1978 – Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Carioca de Arte – Funarte
1979 – Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1986 – Amsterdã (Holanda) – Projeto Vale a Pena Sonhar, do artista plástico holandês Menno Van Der Velde, na Galeria Makkon
1986 – Rio de Janeiro RJ – Futebol, na Galeria Basílio
1987 – Amsterdã (Holanda) – First Art Exposition Brasil-Holland, no World Trade Center
1987 – Paris (França) – 100 Anos de Villa Lobos – Peintres Brésiliens, na Inter-Art Galerie
1987 – Rio de Janeiro RJ – 100 Anos de Villa Lobos – Peintres Brésiliens, na Galeria Basílio
1987 – São Paulo SP – 100 Anos de Villa Lobos – Peintres Brésiliens, no Espaço Cultural Citicorp Center
1988 – Paris (França) – L’Homme et ses croyances, na Inter-Art Galerie
1992 – Rio de Janeiro RJ – Artistas Contemporâneos, na Galeria do Instituto Cultural Brasil-Argentina/Centro Empresarial Rio
1992 – Rio de Janeiro RJ – EBA Mostra Mestre, na Escola de Belas Artes
1992 – Rio de Janeiro RJ – O Rio que eu vejo, no Espaço BNDES
1993 – Rio de Janeiro RJ – Pinturas, na UFRJ
1993 – Rio de Janeiro RJ – Projeto Arte Sesc – 5 Artistas Contemporâneos, no Sesc
1993 – Rio de Janeiro RJ – Projeto Paixão do Olhar da Cidade do Rio de Janeiro
1994 – Resende RJ – 3 Artistas, no MAM/Resende
1995 – La Neuf (Bélgica) – 7 Peintres Brésiliens, no Musée Louvain
1998 – Rio de Janeiro RJ – Natureza Morta?, no Sesc/Copacabana
1999 – Buenos Aires (Argentina) – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo comum para todos
1999 – Montevidéu (Uruguai) – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo comum para todos
1999 – Brasília DF – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo común para todos
1999 – Nova York – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo comum para todos, no Salão de Exposições da Organização das Nações Unidas
1999 – Rio de Janeiro RJ – Poemas Visitados Versão Preto e Branco, na Galeria Sesc Copacabana
2000 – Rio de Janeiro RJ – Pintando com los niños – artistas do Chile e do Brasil, na Casa das Ruínas/Santa Teresa
2001 – Rio de Janeiro RJ – Visões do Rio, na Fundação Calouste Gulbenkian

2013 – Rio de Janeiro, RJ – “Pintura em Quatro Vias” – Espaço Cultural M.D. Gotlieb, Copacabana/RJ
2017 – “Escola de Belas Artes 200 Anos – Docência, Pesquisa, Multiplicidade nos Cursos de Pintura e Gravura” – Centro Cultural Light – RJ (coletiva com professores e alunos).
2019 – “Orientações – Pintura e Gravura Contemporâneas”, organizada pelo Departamento Belas Artes Base da EBA-UFRJ Centro Cultural Correios – RJ (coletiva com professores e estudantes).

Serviço

Exposição: “Vladimir Machado – 50 anos”
Artista: Vladimir Machado 
Instagram: @vladimir_machado_artista
Curadoria: Prof. Dr. Ricardo A.B. Pereira
Visitação: 18 de maio a 24 de junho de 2023
Realização:
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
Instagram: @paulasoaresramagem
Local: Centro Cultural Correios RJ –  3º andar
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Tel: (21) 2253-1580
De terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada: gratuita
Classificação: livre
 

Como chegar: metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção a Rua da Alfândega); ônibus (saltar em
pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na
Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio
Branco/Uruguaiana).
Informações: (21) 2253-1580 / E-mail: centroculturalrj@correios.com.br
A unidade conta com acesso para pessoas cadeirantes 
 
 

A Galeria E.Mardine Arte apresenta a exposição ‘Os Mardines’, no Shopping Cassino Atlântico, trazendo uma correspondência plástica entre pai e filho, a partir de 16 de junho

 
 
 
 
A Galeria E.Mardine Arte abre a exposição “Os Mardines”, com pinturas dos artistas Edson Mardine e Edson Mardine Junior,  pai e filho, trazendo uma correspondência plástica, uma união de raízes profundas baseadas na admiração mútua, porém respeitando cada aprendizado individual em suas obras. Formas geométricas de cores marcantes ao lado de abstratos azuis que lembram o movimento do mar, obras inéditas e outras pertencentes ao acervo, estarão expostas nos corredores e na galeria 309, no 3º piso do Shopping Cassino Atlântico, com curadoria de Luiz Antonelli, a partir de 16 de junho.
 
 

Texto crítico – “O Mar que os une”


Edson Mardine

Por toda a história, assistimos a vidas que compuseram potentes obras. A arte sobrevive a diferentes formações, a mãos, olhares, espíritos de tempo. Hoje, encontramos olhares que se mostram cada vez mais atentos a identidades que incorporaram, sobretudo, a ideia de liberdade como força da alma do artista.

Deparamo-nos com a obra de Edson Mardine, artista que iniciou sua carreira no campo dos empreendimentos, sem perder de vista o interesse pelo universo da arte. Ao longo de seus 80 anos, colecionou diversas viagens pelo mundo e, com seu olhar atento, construiu um vasto capital cultural. Na busca por uma experiência com a visualidade, alimentou sua presença em acervos de museus de países pelos quais andou e suas culturas.

O interesse pelas artes o transformou em um colecionador que vem adquirindo obras importantes da nossa história ao longo de seis décadas. Em termos curatoriais, seu olhar artístico para composição de acervo é fascinante: sua coleção é plural e extensa, exibindo o diálogo forte entre as obras que, juntas, assumem um sentido poderoso. Neste acervo, encontramos autorias que exibem trabalhos conectados a uma plasticidade figurativa incorporada de noções das modernidades que eclodiram ao longo de diferentes períodos, tais como Anita Malfatti, Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall, ou de artistas que fluíram por uma perspectiva mais abstrata, como Burle Marx.

Percebemos como a conexão com o mundo dos leilões e o exercício de pensar uma coleção atuaram na consolidação do olhar do artista em sentidos mais amplos, funcionando como uma espécie de formação do olhar. Elemento percebido nas conexões que sua produção apresenta com tradições de representação. Mardine se transforma em um colecionador plástico, mas não só: coleciona também experiências de vida e memória, uma árvore genealógica permeada de diálogos com culturas distintas, compondo uma identidade artística consistente.

Em termos estéticos, notamos em seu trabalho o apreço por uma pincelada forte que se desenvolve de modo alongado ou breve, culminando numa força vigorosa da ação em tela. Este elemento iconográfico nos aponta movimentos que se inserem em tradições mais abstratas, sem, no entanto, se distanciar de uma ideia de composição muito presente nas pinturas de artistas que nascem de uma formação acadêmica e se dedicam ao gênero de representações de paisagem, por exemplo. Essa combinação de perspectivas e influências remonta a um diálogo entre o mundo figurativo e o abstrato.

É importante destacar essa força como o elemento que nos guia e conduz nosso olhar por sua extensa produção; por mais que sua obra apresente uma pincelada mais solta, não é a geometria que sustenta a sua pintura, e sim a fluência do nascimento das formas. Nesse ponto, não podemos perder de vista como o pensamento construído enquanto colecionador reflete em suas obras de arte, reafirmando a ideia de aproximação do espaço entre dois mundos: o tangível e o sensível.

As obras que exibem abstrações azuis, quando colocadas juntas, refletem um grupo poderoso de telas que apontam para significados sólidos e pensam a força da tradição de pintores que vieram antes dele – e, mais uma vez, notamos a força da influência das modernidades. Na acrílica sobre a tela, a mistura do azul vai ganhando gradações intensas e variadas que, ao se fundir a tons mais claros e escuros, encontram verdes ou, ainda, outras feições cromáticas, ultrapassando a racionalidade que ganha significado inserida na ideia de certa frieza emitida pelo tom azul. Os sentidos reverberam e invadem um universo mais etéreo e espiritual que é apresentado por meio das cores artificiais, aludindo a mundos imaginados, ao mundo dos sonhos e dos símbolos que beira a significações de uma mística, transformando formas visivelmente abstratas em sentidos capazes de ultrapassar o mundo do que pode ser visto.

Chegamos ao território fértil da abstração e sua capacidade de representar o invisível, de tangenciar o mundo sensível, de ultrapassar tudo o que pode ser visto e nos colocar diante da ideia cuja forma possível de expressão, muitas vezes, não pode ser encontrada no campo das palavras. Estamos falando de sentimentos vislumbrados em tela. A pincelada que desliza sobre a tela toca outra pincelada que a sobrepõe e forma, nesse movimento, um emaranhado de sentidos que fluem e impactam à maneira como respiramos ou sutilmente nos portamos diante da imagem. Todas essas pequenas sutilezas são atravessadas em nosso corpo.

Aqui evoco Arthur Rimbaud, que nos lembra: “Il s’agit d’arriver à l’inconnu par le dérèglement de tous les sens”. O poeta simbolista francês nos comunica, por meio de seu pensamento filosófico e, por que não, psicanalítico, aquilo que a arte clama por dizer; traduzindo: trata-se, portanto, de atingir o desconhecido pelo desregramento de todos os sentidos.

E, nesse mar de pinceladas desregradas, formatamos, enquanto observadores, figurações construídas a partir da nossa capacidade individual de dialogar com as cenas, ou melhor, com as pinceladas, ou melhor ainda, com a representação do mar. Nosso olhar armado de uma subjetividade própria captura a ideia de furor e movimento; da ação; da correnteza do mar, capaz de conduzir corpos, ou dos céus e seus mistérios… vá saber. A aproximação dessas duas produções plásticas conecta não somente pinceladas, mas, sobretudo, aproxima os cursos de duas vidas.

Mardine Júnior

Até o início dos anos 60, as obras de arte pertenciam a basicamente duas categorias: pintura e escultura. Michael Archer aponta que, durante essa década, outros formatos desafiavam esse “duopólio”; na atualidade, é possível perceber como essas práticas exerceram força sobre o universo das formas, levando a expressão artística contemporânea a um espectro amplo.

O pensamento artístico de Mardine Júnior nasce da amplitude desse mar de influências contemporâneas que se tornaram solo fértil da consolidação de um gosto que o acompanha por diferentes fases da vida. Na infância, já se aventurava pelo campo da abstração e construía um universo lúdico próprio por meio de experimentações plásticas de formas abstratas. No início da fase adulta, flertou com o universo da música, sem, no entanto, se desconectar do interesse pelas experiências plásticas.

Iniciou sua carreira com a formação em Direito e, posteriormente, se aprofundou nos estudos sobre filosofia, o que proporcionou um pensamento intelectual que o levou a uma carreira no campo dos empreendimentos. Mantendo seu interesse pelo universo das artes, cultivou como hábito longas caminhadas por museus de diferentes lugares do mundo, ampliando seu capital cultural. Transformou-se em um colecionador de importantes obras de arte e reúne um coerente e forte grupo em sua coleção que também funciona como uma espécie de força motriz na direção da formação de seu olhar artístico.

Em meio ao mar revolto em que o mundo se transformou durante o período pandêmico, o infortúnio culminou em uma união de Mardine Júnior e seu pai, que, juntos, compartilhando do mesmo ateliê, uniram a força de suas pinceladas expressivas e viscerais. Esse ato é responsável por despertar o retorno das mãos do artista para o universo da criação. Passou a se dedicar a explorar o mundo da abstração, voltado para experimentações que visam um aprofundamento em estruturas geométricas e desenhos que apresentam um grafismo forte. A partir de técnica mista, experimenta a força da acrílica sobre a tela, revelando uma produção que exibe um diálogo cromático de tons ocre, cores primitivas nascendo de pinceladas mais curtas, por vezes extensas.

Inserido no universo geométrico, o artista retoma o sentindo de outro tipo de mar: o mar do concreto que impera pelos contornos das ruas das cidades e exibe formas rígidas, o mar das estruturas de grades, o mar das ruas e de pessoas que nelas transitam. Em seu trabalho, é possível perceber um interesse por movimentos artísticos que se aprofundaram em uma abstração específica de um aspecto matemático das formas, conectado, por exemplo, ao vanguardismo exibido pelos artistas da Bauhaus e suas conexões com o universo da arquitetura.

Como um flâneur, termo derivado do pensamento do poeta Baudelaire, o artista se apresenta como uma figura andante pelas multidões; flanante, explora o espaço urbano e dele extrai observações. Nessas explorações, seu olhar artístico se faz guia de seu espírito e o leva ao interesse por objetos que se fundem a suas produções, reverberando na mistura da técnica.

Dessa narrativa, nasce a obra que se transformou numa espécie de norte para essa curadoria. O conjunto de sancas nos faz lembrar da força compositiva tão presente nas obras de artistas do movimento decadentista do fin-de-siècle. A presença do tempo ganha vida e força, dialogando com o ocre, marrom, dourado e com pinceladas soltas do plano de fundo sépia. As estruturas da composição estão presentes e exibem o vigor geométrico que se dilui e se conecta ao pensamento de quem observa. Mais uma vez, percebemos a aparência da abstração como fio condutor do mar de percepções e protagonista do diálogo das formas.

Ao observar a vastidão de sua produção, notamos que os tons terrosos vão aumentando a sua temperatura, e a consolidação no universo cromático se dá sem perder de vista uma espiritualidade invisível na vidência das formas. A forma repete a estrutura compositiva de grades e conecta os aspectos geométricos a símbolos que ultrapassam a cena, dialogando, assim, com a obra de seu pai, com os sentimentos subjetivos de quem observa, por meio da forma que se modifica e passa a representar cores mais diversas e plurais.

Historiadores da arte escrevem sobre a existência de uma vida própria das obras. Neste pensamento, as mãos do artista ganham uma espécie de força de uma inteligência própria, o que amplia o universo da arte, uma vez que não estamos mais falando apenas do pensamento e intenção dos artistas, e sim do pensamento da obra enquanto sujeito e do que esse coletivo de indivíduos plásticos pode, junto, representar.

As obras de arte emitem sinais em seu universo particular e se comunicam entre si, estabelecem diálogos, e nós, como público, assistimos ao poder dessas imagens em imprimir sentimentos em cena. E assim, portanto, passamos a interpretar e discorrer acerca do pensamento do objeto e das emoções que ele suscita em nós. A inteligência das mãos dos artistas constrói narrativas abstratas que conectam a arte a um histórico.

Nesta exposição, temos a oportunidade de observar, lado a lado, um diálogo formidável entre a produção plástica de dois artistas. Por meio do fluir da força da cor, da abstração, da pincelada visceral capaz de colocar sentimentos em forma, somos conduzidos ao movimento que se constrói e deságua num mundo próprio criado por pai e filho, que faz parte desse MAR que os une – pelo nome, pela arte, pelo sangue e pela vida.

Brenda Martins de Oliveira


Sobre  Edson Mardine


Edson Mardine inaugura sua carreira no campo dos empreendimentos e se dedica ao longo de seus 80 anos como colecionador de arte. Seu interesse pelo universo da arte o levou a variados museus por diversos países do mundo o que colaborou ricamente para a construção de um olhar apurado, uma coleção de arte plural e consistente com nomes de grande importância para a historiografia da arte.

O olhar artístico que começou a ser construído, enquanto colecionador, culminou em um artista plástico de produção voraz e pinceladas viscerais. A partir da acrílica sobre tela é possível perceber uma técnica que se aproxima das experimentações plásticas de artistas contemporâneos, sem perder de vista a força de um histórico de pintura que se inserem em diferentes tradições, sobretudo, a de representações de paisagens.

Nesta exposição o artista apresenta 10 obras em acrílico sobre tela, que refletem a força de sua pincelada abstrata, nos conduzindo a narrativas próprias em diálogo com nossas emoções. Além dessas, serão expostas  mais 20 obras que fazem parte do acervo da galeria.

Sobre Edson Mardine Junior



Mardine Júnior inicia sua carreira a partir da formação em Direito e, posteriormente, especialização em Filosofia, permitindo-lhe um pensamento intelectual e o levando a construir uma carreira no campo dos empreendimentos. O gosto pela arte sempre o acompanhou em diferentes fases da vida. Ainda quando criança, o artista já se aventurava pelo campo da abstração e construía um universo lúdico próprio por meio de experimentações plásticas de formas abstratas, o que na fase adulta o levou para uma imersão maior no universo da música.

O gosto pela abstração e o apreço pelo colecionismo são características que herdou do pai, uma vez que o artista, da mesma forma, constrói um olhar artístico apurado a partir de diversas visitas a importantes acervos museológicos em vários países. Sendo um colecionador de obras de importantes nomes da nossa historiografia da arte.

Como artista plástico,suas produções nascem do interesse por movimentos artísticos que se aprofundaram na abstração e geometrização de formas, como a Bauhaus e suas conexões com a arquitetura. O artista retoma seu contato com a pintura durante a pandemia no ateliê ao lado do pai. Apresentando uma similar força visceral visível em suas pinceladas, no entanto, se dedicando a explorar com mais profundidade o universo da geometrização dos desenhos que apresentam um grafismo forte. Por meio de técnicas mistas e sobretudo, acrílico sobre tela, observamos nesta exposição 10 obras que apresentam um formidável diálogo cromático, perceptível em outras 20 obras do artista que também fazem parte do acervo da galeria.

Exposições individuais

Galeria Maria de Lourdes Mendes de Almeida – Ipanema RJ (Cândido Mendes) – 19 de janeiro a 28 de abril

Pequena Galeria, Rua da Assembléia 10 – Centro RJ (Cândido Mendes) – 15 de março a 15 de junho

Sobre o Shopping Cassino Atlântico



O Cassino Atlântico era um dos cassinos que ficavam na praia de Copacabana. Durante a década de 1930, jogos de bacará, campista, roleta, black jack e carteado atraíam a sociedade carioca e pessoas de outras cidades (do Brasil e do mundo) ao local. O prédio do antigo Cassino Atlântico foi demolido nos anos 1970 para dar lugar ao novo hotel. Muitos momentos históricos foram vividos no Cassino, entre eles, os shows de Carmem Miranda, que era presença certa no local.


O Shopping Cassino Atlântico foi criado há cerca de 40 anos e abriga, em sua maior parte, lojas de antiguidades e galerias de arte, que trazem artistas consagrados no Brasil e no exterior. Passada a pandemia, o local reinventou-se e apostou na diversificação, com restaurantes, coffee shop, eventos em seus corredores, abertos aos hóspedes do hotel e ao público em geral. Sofisticação e conforto, entre o mar e a arte, em um só local, que vai agradar aos mais exigentes!

Instagram: @cassinoatlanticoshopping 

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Serviço

Exposição: ‘Os Mardines’

Nome dos artistas: Edson Mardine e Edson Mardine Junior

Curadoria: Luiz Antonelli

Apresentação critica: Brenda Martins
Coordenação técnica: Beth Padula
Coordenação de Acervo: Jéssica Matta

Fotografia e marketing: Estação Criativa

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Data de abertura: 16 de junho a partir das 17h

Data de visitação: 17 de junho a 15 de julho de 2023

Local: Galeria E.Mardine Arte (loja 309) e corredores – 3º piso

Instagram: https://www.instagram.com/emardinearte/

Site:  https://emardinearte.com.br/

Shopping Cassino Atlântico – Av. Atlântica, 4.240 – Copacabana, RJ

De segunda a sexta, das 9h às 18h e sábado das 9h às 17h.

 

 

 

A exposição “Vladimir Machado – 50 anos de arte” traz os três gêneros artísticos do artista – pintura, desenho e gravura, no Centro Cultural Correios RJ

 



 
Com curadoria de Ricardo A.B. Pereira (EBA/UFRJ), a mostra transita entre o realismo fantástico, o surrealismo e a arte contemporânea
 
 

O Centro Cultural Correios RJ apresenta a exposição “VLADIMIR MACHADO – 50 ANOS DE ARTE”, trazendo pinturas, gravuras e desenhos produzidos pelo artista plástico e professor de pintura que teve sua carreira interrompida pelo Alzheimer.  Seus trabalhos mostram um interesse inabalável na figuração e na arte contemporânea.



Sua obra pode ser dividida por temas que revelam claramente questões relativas à sua vida pessoal e familiar, bem como assuntos de alcance histórico, cultural e universal, tendo se aprofundado em todos eles. A mostra leva o espectador a se deixar levar pelas mensagens dos três gêneros artísticos em que Vladimir trabalhou, e que estão totalmente interligados – Pintura, Desenho e Gravura. No contexto da pintura e do desenho, as obras estarão classificadas por temas. No caso da gravura, classificadas por técnicas.


Com curadoria do Professor Dr. Ricardo A. B. Pereira (EBA/UFRJ), as obras partem de um realismo fantástico, passando pelo surrealismo, e as figuras mitológicas são traduzidas de forma contemporânea, tendo como referência primordial a linguagem clássica. A mostra, no Centro Cultural Correios RJ, 3º andar, pode ser visitada até o dia 24 de junho.

Flávia Fernandes abre a exposição ‘Táctil’ para o Espaço Cultural Correios Niterói com curadoria da Tartaglia Arte, trazendo pinturas-objeto e experiências sensoriais

 
 
Mostra apresenta instalações que podem ser tocadas, uma delas inédita, convidando o espectador a passear em um jardim de cores e texturas criadas e cultivadas pela artista
 
 
 
A  artista plástica Flávia Fernandes abre a exposição ‘TÁCTIL’, no Espaço Cutural Correios Niterói/RJ, com curadoria de Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez, da Tartaglia Arte di Roma, a partir de 20 de junho, apresentando duas instalações, pinturas-objeto em fibra de vidro e resina, e pinturas de acrílico sobre tela. O que se toca ou o que se quer alcançar é o tema dessa mostra, que convida o  espectador  a passear neste jardim de cores e texturas criados e cultivados pela artista.
 
 
A exposição “Táctil” traz instalações com objetos inflados, colunas transparentes e coloridas que convidam ao toque pela maciez do material; pinturas-objeto em fibra de vidro e resina, com cores e forma que lembram a natureza;  e algumas pinturas de acrílico sobre tela que, apesar de abstratas, foram baseadas na mata nativa próxima ao atelier, com seus galhos e folhas que se entrelaçam, criando formas e cor.

 

 
Sobre a exposição 
 
              
“A exposição TÁCTIL consta de duas instalações, pinturas-objeto em fibra de vidro e resina e algumas pinturas de acrílico sobre tela.

Como um mundo colorido que a criança vê quando coloca o papel celofane sobre seus olhos, o trabalho inflado é uma coluna  colorida, onde o espaço interno, ambiente do entorno e pessoas, também se tornam coloridos, e convidam ao toque pela maciez do material. Dentro, existe uma agulha que é um objeto perfurante oposto ao material que o rodeia.

A instalação espaço tempo (INÉDITA) é uma escultura em isopor,  com uma projeção da superfície da água, como se a pessoa estivesse dentro do mar, olhando o fundo e a superfície ao mesmo tempo.


As pinturas-objeto foram realizadas em fibra de vidro e resina de textura irregular, com formas e cores que remetem à natureza. A fluidez transluzente dada pela resina, tenta se equivaler a resina das próprias árvores, resultando na criação de um jardim que cresce sozinho, organicamente sem controle, como o material aqui utilizado.
Nas pinturas sobre tela, a construção, ora se faz pela própria manipulação da matéria densa usada, ora pelo gesto da artista sobre essa mesma matéria.  Apesar de abstratas, foram baseadas na estrutura da mata nativa próxima ao atelier, com suas folhas e galhos de árvores que se entrelaçam e se sobrepõem, criando massas de forma e cor. Outras remetem a luz natural. Ao ver as obras dessa exposição, o espectador é convidado a passear nessa mata/mar de cores e texturas criados e cultivados pela artista.”

(Flávia Fernandes)

 
Sobre Flávia Fernandes

 
 
Flávia Fernandes, artista, fez Escola Brasil, é Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e formada em Artes Plásticas pela FAAP/ SP. Está radicada em Florianópolis, onde sua arte está voltada para pintura, gravura, instalações, intervenções e vídeos. Desde 2001 vem realizando intervenções artísticas na paisagem natural e urbana, em vários lugares públicos, como o Largo Victor Meirelles em Florianópolis, Largo São Bento em São Paulo, Bayenale Sao Francisco/USA, Universidade de Edinburgo, Alberoni, Veneza e Costão da Joaquina, Florianópolis.
 
 
Participou da Expo Transfronteira da Arte Contemporanea da 39ª Bienal Internacional de Sao Paulo e da Área 10 da London Biennale, em Londres. Ministra aulas de arte e faz algumas curadorias como a dos seis Festivais de Artes Plásticas de Governador Celso Ramos/SC, e a do Grupposinestetico – Sinesteticamente ad ognii costo, no MIS Florianopolis/SC.  Expõe desde 1975 no Brasil e no exterior, e possui obras em várias coleções públicas e acervos, como Pinacoteca do Estado de SP, Museu de Arte de Santa Catarina e Embaixada Brasileira em Roma, Itália, entre outros.  Suas obras também podem ser encontradas em Coleções particulares em Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Alemanha, Itália e Nova York.
 
 
Em 2021, ‘TACTIL’ participou da exposição Arte Contemporânea Feminina, individual ao lado de outras quatro artistas, no Centro Cultural Correios RJ  dos Correios do Rio de Janeiro, e da  
Mostra de gravuras com Ajit Seal na Galeria ARTS PRIVILEGE em Mumbai, India.

 
 
“Espero que as pessoas que visitem “Táctil” se emocionem e se encantem. Afinal, a obra de arte deve provocar encantamento”, finaliza Flávia Fernandes

Cultura e entretenimento: ‘Festival di Teresa’ celebra bicentenário da Imperatriz Teresa Cristina em Teresópolis

 

Programação acontece de 8 a 12 de junho e contará com música e danças típicas, teatro, cinema, desfiles e exposições

 

Teresópolis, 30 de maio de 2022 – Para celebrar os 200 anos da Imperatriz Teresa Cristina, Teresópolis se transformará em um pedaço da Itália entre os dias 8 e 12 de junho, com a realização do ‘Festival di Teresa’. Desenvolvido pela MOX Produções, com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, e do Consulado Geral da Itália no Rio de Janeiro, o projeto será promovido no Palácio Teresa Cristina, sede da Prefeitura, Espaço Cultural Higino, a Casa de Cultura Adolpho Bloch e a Casa da Memória Arthur Dalmasso. Além da programação nesses locais, a Avenida Oliveira Botelho, no Alto, será fechada ao trânsito para receber grande parte da estrutura do festival, que terá entrada gratuita. Passarelas, palcos, telões, e mais de 20 restaurantes com pratos da culinária italiana vão movimentar a cidade. O público poderá assistir a shows de música e danças típicas, intervenções de grupo de teatro motorizado inspirado na ‘Comédia Dell´arte’, palhaços, músicos solos, teatro e dança solos.

“Temos que valorizar a importante contribuição cultural da Imperatriz Teresa Cristina para o país e para Teresópolis. Iniciamos esse resgate em 2019, ao criar a Medalha Imperatriz Teresa Cristina para homenagear as pessoas que prestam relevantes serviços ao município e, na abertura do festival, vamos fazer a entrega da medalha a personalidades que contribuem para a preservação da memória da imperatriz. Será uma bela programação. Convido a todos, teresopolitanos e visitantes, para prestigiar esse grande evento”, frisa o Prefeito Vinicius Claussen. A secretária de Cultura, Cléo Jordão, complementa: “O ‘Festival di Teresa’ comemora o ano do bicentenário de nossa Imperatriz Teresa Cristina e sua origem italiana. Focado em atrativos da Itália, com objetivo de divulgar a história e a cultura para nosso povo e turistas. O evento contará com shows musicais, dança, gastronomia, cinema e muita diversão”.

 

No dia 7, às 19h, na Casa de Cultura Adolpho Bloch, acontece a premiação do concurso temático ‘Soarte Festival di Teresa’. A abertura oficial do evento será na Prefeitura, no dia 8, a partir das 20h. Na ocasião, será entregue a ‘Medalha Imperatriz Teresa Cristina’ a personalidades que contribuem para a preservação da memória da homenageada. No Espaço Cultural Higino haverá exibição de filmes ligados à Itália, com mostras de curtas, longas e documentários, desfiles de modas, apresentações de camerata e exposição. Também estão na programação intervenções teatrais durante as comemorações. Na Casa de Cultura Adolpho Bloch e na Casa da Memória Arthur Dalmasso, o público também poderá apreciar exposições sobre a figura da Imperatriz. A programação completa segue em anexo.

Criação da MOX Produções, o ‘Festival di Teresa’ tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e da Enel. De acordo com a organização do evento, o festival deve gerar cerca de 800 empregos entre diretos e indiretos durante os cinco dias de evento e a expectativa é de que mais de 50 mil visitantes passem pela cidade.

Quem foi Teresa Cristina?

Teresa Cristina de Bourbon foi a terceira imperatriz do Brasil e reinou ao lado de D Pedro II durante 46 anos. Considerada “Mãe dos Brasileiros”, chegou ao país há 177 anos, a bordo da Fragata Constituição, acompanhada por uma grande comitiva que reunia artistas, artesãos e intelectuais. Figura doce, religiosa e culta, trouxe grandes contribuições para os brasileiros.  Teresa Cristina nutria grande amor pelo Brasil e Teresópolis foi nomeada em homenagem a ela.