Luiz Eduardo Soares, Marcelo Jasmin e Miguel Lago realizam de debates na Fundação Casa de Rui Barbosa

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A programação de setembro do ciclo Mutações – Constelações do Imaginário segue com uma nova rodada de conferências entre os dias 16 e 18 de setembro, sempre às 18h, no auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa. O evento reúne intelectuais e pesquisadores de destaque para refletir sobre os desafios contemporâneos, explorando a relação entre imaginação, política, história e cultura.

Na terça-feira, 16 de setembro, o historiador e cientista político Marcelo Jasmin apresenta a conferência “Imaginário democrático e imaginação em Tocqueville”. O encontro revisita a obra clássica A Democracia na América (1835), de Alexis de Tocqueville, para discutir como a crença na igualdade moldou hábitos, costumes e instituições democráticas no Ocidente. A análise propõe um olhar sobre o papel do imaginário democrático como força histórica e cultural, bem como os desafios para a construção de futuros mais igualitários no século XXI.

Na quarta-feira, 17 de setembro, o antropólogo e escritor Luiz Eduardo Soares ministra “Prefigurações imaginárias do horror e a harmonização da máscara fascista”. A palestra investiga as origens filosóficas e narrativas do autoritarismo, traçando um paralelo entre o pensamento de Hobbes e o neofascismo contemporâneo. A reflexão aborda o fascismo como fenômeno cultural e ideológico, marcado pela promessa de restaurar uma ordem idealizada, mas que reforça dinâmicas de violência, exclusão e destruição social e ambiental.

Encerrando a semana, na quinta-feira, 18 de setembro, o cientista político Miguel Lago apresenta “Tradição para o futuro”. A conferência analisa a crise de imaginação política do presente, destacando a tradição brasileira, o catolicismo popular e os movimentos messiânicos como fontes históricas de resistência e inspiração. A partir de figuras como Antônio Conselheiro e Padre Cícero, Lago propõe uma reflexão sobre a importância de recuperar experiências coletivas para projetar novos horizontes de transformação social.

O ciclo Mutações – Constelações do Imaginário tem como objetivo promover um espaço de debate interdisciplinar, reunindo pesquisadores e pensadores para discutir questões do mundo contemporâneo. A participação presencial será limitada à capacidade do auditório (280 lugares), com entrada por ordem de chegada. Recomenda-se chegar com antecedência para garantir lugar.

Acompanhe ao vivo pelo YouTube da Fundação: https://www.youtube.com/@canalfcrb

Sobre o Mutações

O programa Mutações nasceu em 2007 com o objetivo de oferecer um espaço singular de reflexão diante das rápidas e profundas transformações que impactam a cultura e a sociedade. Idealizado por Adauto Novaes, filósofo e jornalista, o projeto propõe estabelecer, em meio às mutações do nosso tempo, formas potentes de pensar, estimulando o pensamento crítico e o diálogo entre ideias em um contexto marcado por incertezas e reconfigurações. A realização é da Fundação Casa de Rui Barbosa, por meio do Instituto Rui Barbosa de Altos Estudos em Cultura (IRBæc), em parceria com a produtora Artepensamento.

Sobre Marcelo Jasmin

Historiador, mestre e doutor em ciência política e professor do Departamento de História da PUC-Rio e do IUPERJ, onde ensina Teoria Política e História do Pensamento Político e Social. Publicou os livros: Alexis de Tocqueville: a historiografia como ciência da política (Access) e Racionalidade e história na teoria política (Editora da UFMG) e vários artigos e capítulos sobre as relações entre história e teoria política.

Sobre Luiz Eduardo Soares

Escritor, antropólogo e cientista político, professor da pós-graduação em Literatura da UFRJ e titular da Cátedra Patrícia Acioli, vinculada ao Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, bolsista Pesquisador Visitante Emérito da FAPERJ e ex-professor da UERJ, do IUPERJ e da UNICAMP. Foi visiting scholar nas universidades Harvard, Columbia, Virginia e Pittsburgh. Publicou 27 livros, dos quais os mais recentes são: Desmilitarizar: segurança pública e direitos humanos (Boitempo, 2019), O Brasil e seu Duplo (Todavia, 2019), Dentro da noite feroz; o fascismo no Brasil (Boitempo, 2020), Escolha sua distopia – ou pense pelo avesso (Alta books, 2025) e os romances 2066, com Rafael Coutinho (Narval, 2022), Enquanto anoitece (Todavia, 2023) e Crânio de vidro do selvagem digital (Brasa, 2024). Foi secretário nacional de Segurança Pública, subsecretário e coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro, e secretário municipal de Prevenção da Violência em Porto Alegre e Nova Iguaçu.

Sobre Miguel Lago

Cientista político, deu cursos sobre a interseção entre democracia, saúde e tecnologia na School of International and Public Affairs (SIPA) da Universidade de Columbia (2018-2022), na Sciences Po Paris (2017-2018) e na T.H. Chan School of Public Health da Universidade de Harvard (desde 2023). Publicou artigos em diversos jornais: The New York Times, Le Monde, El País e Revista Piauí. É também co-autor dos livros Linguagem da Destruição, com Heloisa Starling e Newton Bignotto, Do que falamos quando falamos de Populismo, com Thomás Zicman de Barros – ambos pela Companhia das Letras – e Construção de um Estado para o Século XXI, com Francisco Gaetani, pela editora Cobogó. Em 2019 foi premiado com o World’s 100 Most Influential People in Digital Government.


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