Mostra propõe uma releitura da história da Baía de Guanabara a partir das cosmologias indígenas e reúne artistas de sete povos originários no MAC Niterói
“Ohpeko Dihtara_Travessias da Guanabara” tem concepção de Daiara Tukano e foi inaugurada nesta sexta-feira, 13 de junho. Com curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, a mostra integra o projeto Encontro com Arariboia e ficará aberta até 23 de agosto de 2026.
O Ministério da Cultura, a Prefeitura de Niterói, a Secretaria Municipal das Culturas e a Petrobras apresentam a exposição no Museu de Arte Contemporânea (MAC Niterói). A abertura ao público acontece em 13 de junho, às 13h. A visitação será realizada de terça a domingo, das 10h às 18h.
Com concepção de Daiara Tukano e curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, a exposição reúne oito artistas indígenas de sete povos diferentes e quatro regiões do Brasil. São 35 obras em linguagens como pintura, vídeo arte e produções têxteis. Participam da mostra, além de Daiara e Denilson, os artistas Gustavo Caboco, Naine Terena, Kaya Agari, Yaka Huni Kuin, Rita Huni Kuin e Renata Tupinambá (Aratykyra).
Parte das obras foi produzida especialmente para a exposição, enquanto outras pertencem a acervos representados pelas galerias A Gentil Carioca, Almeida & Dale e Carmo Johnson Projects. O Instituto MECA também apoiou residências artísticas para Yaka Huni Kuin e Kaya Agari.
A exposição integra o projeto Encontro com Arariboia, lançado em março de 2026 com um seminário que reuniu lideranças indígenas de diversas regiões do país para discutir memória, ancestralidade e futuro dos povos originários.
Sobre a exposição
“Ohpeko Dihtara” significa “lago de leite” na língua tukano e remete ao berço da criação da humanidade segundo a cosmologia desse povo. Associado à Baía de Guanabara, o conceito da mostra relaciona origem, deslocamento, transformação e resistência indígena diante da colonização e de seus impactos contemporâneos.
A exposição propõe uma releitura da história brasileira a partir de uma perspectiva indígena, deslocando a centralidade da narrativa colonial e destacando a Baía de Guanabara como território ancestral ainda vivo. Todos os textos da mostra serão apresentados em português e também traduzidos para o nheengatu.
Sobre o projeto Encontro com Arariboia
Segundo Daiara Tukano, a região da Baía de Guanabara é um local sagrado para os povos indígenas. O projeto busca promover escuta, articulação de saberes e fortalecimento das identidades indígenas, revisitando a trajetória histórica do cacique Arariboia e sua relação com a fundação de Niterói.
Serviço
Exposição: Ohpeko Dihtara_Travessias da Guanabara
Local: MAC Niterói
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem, Niterói (RJ)
Período: 13 de junho a 23 de agosto de 2026
Horário: Terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30)
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Quartas-feiras: entrada gratuita
Classificação: Livre
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