Espanha apresenta sua programação como País Convidado de Honra da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026

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Com cerca de 50 autores e uma ampla programação cultural, o país participa da 28.ª edição do evento, de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi

A Espanha apresenta sua programação como País Convidado de Honra da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026, que acontece de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi. Sob o conceito «Confluências», a participação espanhola reunirá, no maior evento literário da América Latina, cerca de 50 autores e uma ampla programação de literatura, exposições, música, oficinas e atividades profissionais, com o objetivo de aproximar a criação contemporânea espanhola do público brasileiro e reforçar os vínculos entre os dois mercados editoriais.

A iniciativa é coordenada pela Direção-Geral do Livro, do Cômic e da Leitura do Ministério da Cultura da Espanha, em colaboração com a Acción Cultural Española (AC/E), o Instituto Cervantes, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e a Federação de Câmaras de Editores da Espanha (FGEE).

O ministro da Cultura da Espanha, Ernest Urtasun, estará presente na inauguração do pavilhão, no dia 4 de setembro. Também participarão do ato a diretora-geral do Livro, do Cômic e da Leitura, María José Gálvez; a diretora de Programação da Acción Cultural Española (AC/E), Inmaculada Ballesteros; o diretor do Instituto Cervantes, Luis García Montero; e a curadora da Bienal, Marta Sanz, entre outros.

A literatura como ponto de encontro

Com curadoria da escritora Marta Sanz, a programação literária foi estruturada a partir da ideia de convergência entre culturas distintas, mas com inúmeros pontos de encontro. Inspirado na obra paisagística de Roberto Burle Marx, o conceito utiliza a imagem dos mosaicos do artista como metáfora para representar a diversidade cultural e o intercâmbio permanente de experiências entre os dois países.

A delegação reunirá cerca de 50 autores, entre eles alguns já conhecidos do público brasileiro e com obras traduzidas para o português, como Bernardo Atxaga, Xesús Fraga, Alana S. Portero, Sabina Urraca, María Folguera, Katixa Agirre, Berta Dávila, Carlos Zanón, Elena Medel, Elvira Navarro e Rosario Izquierdo, ao lado de outras vozes menos conhecidas da literatura contemporânea espanhola.

Ao longo dos dez dias, serão realizados cerca de 30 encontros, nos quais serão abordadas questões como memória democrática, identidade, deslocamentos, ecologia, autoficção, a escrita do espaço, a revisão histórica, as novas narrativas, o terror e as transformações sociais. Mais do que apresentar uma seleção da literatura que se produz atualmente na Espanha, a programação permitirá aos leitores brasileiros conhecer, por meio desses encontros, autores que ainda não têm presença ampla no Brasil, ampliando as possibilidades de tradução, publicação e intercâmbio entre os dois mercados.
A programação dará também protagonismo à diversidade linguística, com atividades em torno da criação em castelhano, catalão, basco e galego, e de gêneros como o romance, a poesia, a dramaturgia, o ensaio, o cômic e a literatura infantojuvenil.

Além da agenda no Distrito Anhembi, parte dos escritores participará de atividades paralelas em centros do Instituto Cervantes de diferentes cidades brasileiras, com oficinas, conferências, leituras e encontros com o público.

Pavilhão inspirado em Roberto Burle Marx

Com aproximadamente 500 metros quadrados, o Pavilhão da Espanha será o principal espaço de representação do país durante a Bienal.

Projetado pelo estúdio PeiPe Estudio SL, o projeto parte dos mosaicos de Roberto Burle Marx para traduzir visualmente o conceito de “Confluências”. Formas orgânicas e um percurso contínuo conduzem os visitantes por um espaço que simboliza a pluralidade da produção espanhola e suas conexões com o Brasil.

O pavilhão contará com uma exposição de livros, um auditório para debates e apresentações culturais, uma área destinada ao setor editorial e um espaço dedicado à negociação internacional de direitos autorais.

Exposições, música e programação cultural

A programação cultural ampliará o diálogo literário a outras linguagens. O pavilhão receberá oito recitais de poesia contemporânea espanhola e uma homenagem a José Manuel Caballero Bonald, em razão do centenário de seu nascimento.

Também apresentará uma instalação com 20 fotografias de Palmira Puig e Marcel Giró, como extensão da exposição “Palmira Puig / Marcel Giró — Humanismo na Fotografia Modernista Brasileira”, que será apresentada em São Paulo no Instituto Cervantes. A mostra recupera a trajetória dos dois profissionais e a conexão entre o exílio republicano espanhol e o desenvolvimento da fotografia moderna no Brasil.

A música também integra a programação, com apresentações da cantora Sheila Blanco, responsável por inaugurar as atividades do pavilhão e, posteriormente, por apresentar um espetáculo dedicado às mulheres da Geração de 27. O saxofonista e compositor Carles Margarit participa com uma apresentação que aproxima o jazz e a poesia.

A agenda inclui ainda atividades dedicadas ao cômic, oficinas de escrita criativa e tradução, e propostas voltadas a crianças e jovens.

Setor editorial e cooperação internacional

A aproximação entre os mercados editoriais brasileiro e espanhol será um dos eixos da participação espanhola. Além de colocar os leitores em contato com novos autores, a presença do país gerará oportunidades para que obras e escritores avancem em processos de tradução, publicação, circulação e aquisição de direitos nos dois mercados.

Editoras, agentes literários e profissionais de diferentes áreas da cadeia do livro participarão de encontros profissionais, rodadas de negociação e debates sobre a compra e venda de direitos autorais, com o objetivo de impulsionar novas parcerias e ampliar a circulação internacional de obras brasileiras e espanholas.

Também estarão presentes entidades como a Federação Nacional de Associações de Distribuidores de Edições (FANDE), a Confederação Espanhola de Câmaras e Associações de Livreiros (CEGAL) e a Federação de Câmaras de Editores da Espanha (FGEE), que organizarão painéis sobre os desafios e as perspectivas do setor.

Ao reunir literatura, artes visuais, música, encontros entre autores e uma programação voltada tanto ao público quanto ao setor editorial, a participação da Espanha na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026 transforma o livro em um ponto de encontro entre os dois países, fortalecendo o intercâmbio cultural, a circulação de ideias e os vínculos entre Brasil e Espanha.

Serviço

Evento: Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Data: 4 a 13 de setembro de 2026
Local: Distrito Anhembi – São Paulo
Público estimado: mais de 700 mil visitantes
Expositores: 269

 

Exposição Amazônicas: Poéticas femininas chega ao CCBB RJ na próxima quarta-feira

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Inaugurada na semana do Dia da Amazônia, mostra terá obras de artistas mulheres do Pará, Acre e Amazonas, e também será apresentada no metaverso, com experiência imersiva

A Amazônia é um território historicamente marcado por mulheres protagonistas, pioneiras e fundamentais para a formação cultural do Brasil. Partindo desta ideia, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) na próxima quarta-feira, dia 2 de setembro de 2026, apresentando a potência da arte contemporânea produzida por mulheres, de diferentes gerações, oriundas dos estados do Pará, Acre e Amazonas. A mostra será inaugurada na semana em que se comemora o Dia da Amazônia, instituído em 2007 e celebrado no dia 5 de setembro, reforçando a importância da Amazônia e estimulando a conscientização sobre sua preservação.

Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra, que tem curadoria e direção artística de Sissa Aneleh, reunirá 80 obras de 21 artistas contemporâneas da região Norte do país e ocupará todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, depois de ter sido apresentada em Belém, Fortaleza e Brasília. Um espaço imersivo no metaverso, com realidade aumentada, ampliará a experiência do público, através de óculos 3D. A exposição foi aprovada na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB.

“Nesta exposição afirmamos que a Amazônia é o verdadeiro ventre do Brasil e do mundo. Para tanto, seguimos no reconhecimento deste território mágico, ancestral e poderoso, não apenas como motivo, tema ou suporte, mas como energia elementar da encantaria, da força estética e artística das mulheres”, afirma a curadora Sissa Aneleh, que há 16 anos pesquisa mulheres da arte amazônica.

A exposição apresentará um amplo panorama da arte produzida por mulheres da região amazônica, desde a década de 1970 até os dias de hoje. São trabalhos feitos em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte, das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

Dividida em quatro núcleos temáticos – Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas –, a mostra traz trabalhos cujas temáticas abordam questões de gênero, regionalismo, identidade nacional e diversidade. “O conceito da exposição, com base temática e histórica, tece interpretação de gêneros das obras de arte demonstrando os estilos e as temáticas predominantes nas artes de mulheres que constroem historicamente a arte produzida no Norte do Brasil. A pluralidade das temáticas e narrativas abordam o artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica-indígena-afrobrasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, arte do afeto, biografias e ancestralidades femininas, completando-se com a História das Mulheres”, diz a curadora.

A exposição conta com recursos de acessibilidade, como obra tátil, audiodescrição de obras e intérprete de libras. Ao longo do período da mostra, serão realizadas visitas guiadas com a curadora e palestra com algumas artistas. Além disso, também será lançado o catálogo da mostra.

EXPERIÊNCIA IMERSIVA E OBRA COLETIVA

Ampliando a experiência do público, a exposição contará com o Espaço Petrobras Amazônicas, um cenário conceitual com realidade expandida (XR), realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), no qual o público utilizará óculos 3D para vivenciar uma visitação espacial imersiva e assistir filme em realidade virtual. Será possível ter uma visão em 360 graus, cenário em realidade aumentada e visualizar algumas obras de forma totalmente imersiva e inovadora.

Como parte da exposição, haverá, ainda, a obra coletiva em vídeo “Mensagem para a Amazônia”, que está sendo construída ao longo da itinerância da exposição com a participação do público. “É um convite para deixar uma mensagem do público sobre a importância da preservação ambiental”, diz a curadora.

NÚCLEOS EM EXPOSIÇÃO

A exposição estará dividida em quatro núcleos temáticos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas.

No núcleo “Materialidades Ancestrais” estarão obras nas quais a ancestralidade se manifesta por meio da matéria, como, por exemplo, nas cerâmicas táteis da artista Lise Lobato, que constroem um vocabulário simbólico que remete a ciclos de vida, nascimento, transformação e espiritualidade. Também neste núcleo estarão obras da série “Revoltosas”, de Cristiane Martins, que apresentam figuras escultóricas que dialogam com mitologias indígenas, feminilidade ancestral e forças simbólicas da floresta. “Neste núcleo, a arte se constrói como herança viva, onde cada material carrega história, cada forma carrega memória e cada obra se torna um elo entre passado e presente”, afirma a curadora Sissa Aneleh.

“Gravura Feminina” reunirá obras que utilizam as técnicas da gravura como instrumento de expressão, memória e identidade das mulheres. As xilogravuras de Elieni Tenório dialogam com o corpo feminino, suas medidas simbólicas, seus limites e sua presença no espaço social. Já as obras de Maria Auxiliadora Zuazo constroem um imaginário poético onde feminino, natureza e liberdade se entrelaçam, criando figuras híbridas que transitam entre o humano e o simbólico. Também neste núcleo estarão gravuras de Elaine Arruda, que exploram texturas, densidades e abstrações que transformam a superfície em campo sensível de experimentação estética. “Neste núcleo, a imagem impressa se transforma em território de permanência, resistência, construção identitária e registro das técnicas artísticas usadas pelas mulheres que dominam a gravura no Brasil”, diz a curadora.

A pintura se apresenta como linguagem central e imagética da experiência amazônica feminina no núcleo “Amazônia Pictórica”. As obras de Elieni Tenório exploram identidade, subjetividade e construção do feminino como experiência íntima e simbólica. Já as pinturas de Nina Matos constroem narrativas visuais que atravessam memória, deslocamento e afetividade. Haverá, ainda, obras de Sanchris, que criam paisagens simbólicas de reconstrução, memória e reinvenção existencial do corpo feminino diverso. Artistas como Rita Loureiro, Lise Lobato, Bárbara Savannah, Rafaela Moreira, Auá Mendes e Wɨra Tini ampliam esse território pictórico com narrativas que dialogam com cotidiano, território, espiritualidade, pertencimento e identidade amazônica. “Neste núcleo, a Amazônia não é paisagem: é experiência imagética, memória, símbolo e linguagem”, afirma Sissa Aneleh.

O quarto e último núcleo, “Performáticas”, apresenta o corpo como suporte e temática central da criação. Aqui estarão as fotoperformances de Renata Aguiar, que resgatam mitologias femininas, espiritualidades e narrativas ancestrais do território amazônico, assim como obras de Keila-Sankofa, que exploram identidade, memória, ancestralidade e corpo como arquivo vivo. Também neste espaço será apresentada a série “Mênstrua, Monstro, Monstra, Mostarda”, de Lúcia Gomes, que transforma o corpo feminino em território político, simbólico e discursivo, rompendo silêncios e tabus. As obras de Rafa Bqueer, Val Sampaio, Rafaela Kennedy e Wɨra Tini ampliam esse campo performático, onde o corpo se torna linguagem, gesto político, território de resistência e poética visual.

“Neste núcleo, a arte acontece no corpo, no gesto, na presença e na experiência”, ressalta a curadora.

PROGRAMAÇÕES COMPLEMENTARES

Como parte da exposição, serão realizadas oficinas presenciais de economia criativa, voltadas para o desenvolvimento profissional de mulheres em áreas técnicas e artísticas das artes visuais e plásticas. Além disso, também haverá uma programação formativa em economia criativa do programa Avanço das Mulheres do museu, que objetiva o desenvolvimento de carreira e mais atuação de mulheres no setor cultural nas áreas de produção executiva, projetos coletivos de arte e produção de exposições de artes visuais.

Haverá, ainda, uma programação educativa voltada para o público infanto-juvenil com a realização da atividade “Sons da Natureza”, para criação de memória sensorial, vivência lúdica com réplicas de esculturas da exposição inspiradas em sementes e sons de animais do Marajó. Durante toda a temporada, serão realizadas visitas mediadas para escolas públicas e privadas, grupos diversos e programação educativa inspirada no projeto. “Essas oficinas de economia criativa foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos. Também oferecemos ao público infanto-juvenil atividades com esculturas sonoras inspiradas na natureza amazônica que podem ser tocadas e ouvidas, almejando outras formas sensíveis de conscientização ambiental por meio da arte com a Amazônia brasileira em suas mãos”, ressalta Sissa Aneleh.

SOBRE A PETROBRAS

O Programa Petrobras Cultural tem a brasilidade como eixo central, refletida nas temáticas, origens, curadorias e narrativas dos projetos apoiados em todo o país. A exposição tem patrocínio exclusivo da Petrobras e apresentação do Ministério da Cultura.

SOBRE A CURADORA

Sissa Aneleh é fundadora e diretora do Museu das Mulheres, Mestra e doutora em Artes, historiadora de arte, diretora artística, curadora e produtora executiva. Trabalha há mais de 15 anos na área artística, dirigiu projetos aprovados pela Petrobras, CCBB, Caixa Cultural, Fundo de Apoio à Cultura do DF e Goethe Institut. Faz a direção executiva e artística da programação expositiva, audiovisual e educativa do museu, além da coordenação editorial da editora do Museu das Mulheres. Realizou a curadoria de mais de 17 exposições, incluindo 2 circulações internacionais de exposição do museu com artistas brasileiras na Alemanha, passando pelo Museu de Arte de Bochum, Centro de Cultura de Manheim, Bienal de Arte de Bochum e Festival de Berlim. Diretora Artística e Curadora da exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará no CCBB São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro – 2025 a 2026. Possui pesquisas de arte voltadas para história da arte, mulheres artistas, arte brasileira, arte decolonial, cinema autoral feminino e poéticas curatoriais.

SOBRE O CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.

SOBRE O MUSEU DAS MULHERES

O Museu das Mulheres (Museu DAS), sediado em Brasília, é o primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Com execução de projetos diversos em espaços físicos no Brasil e no mundo, lança experiências em ambientes espaciais e interativos – com Realidade Expandida (XR), Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) – e, por extensão, tem salas expositivas no Metaverso. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, acervo e editora própria.

Serviço: Amazônicas: Poéticas Femininas

2 de setembro a 16 de novembro de 2026

Curadoria: Sissa Aneleh

CCBB Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ)

(21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).

Entrada gratuita.

Ingressos retirados no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB

Classificação indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Mais informações em bb.com.br/cultura

 

‘Entre Órbitas’ transforma fotografia em matéria, superfície e mistério

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Luciana Rique fotografa o mundo para fazê-lo desaparecer. Diante de sua câmera, aquilo que está à vista perde contorno, escala e gravidade. Luzes se tornam corpos, superfícies sugerem paisagens, formas parecem flutuar em um espaço cuja localização não podemos precisar. “Nada é o que parece quando a Luciana fotografa”, diz o curador Eder Chiodetto. Se a fotografia nasceu historicamente associada à capacidade de registrar o visível, a artista carioca parece interessada no movimento inverso: “Em geral, os fotógrafos atuam para revelar algo do mundo. A Luciana fotografa para ocultar a aparência do mundo”, observa.

É desse território incerto, entre o que existe e o que apenas parece existir, que nasce Entre Órbitas, terceira exposição individual de Luciana Rique, que será inaugurada no dia 17 de setembro de 2026, às 19h, na Casa Proeza, no Centro do Rio, durante a ArtRio. Com curadoria de Eder Chiodetto, que acompanha a pesquisa da artista desde 2022, a mostra reunirá cerca de 35 obras e marca um novo momento de uma investigação que tem a fotografia como ponto de partida, mas progressivamente ultrapassa seus limites.

Se nas exposições anteriores, Entreato (2023) e Sólido Volátil (Rio de Janeiro, 2024; São Paulo, 2025), Luciana já tensionava a imagem fotográfica ao colocá-la em relação com diferentes suportes e materiais, agora esse movimento se radicaliza. Fotografias passam a conviver com chapas de ferro, folhas de ouro, carvão e papéis artesanais coreanos. Em determinados conjuntos, torna-se difícil distinguir onde termina a fotografia e começam o desenho, a superfície ou a matéria em estado bruto.

As imagens partem de situações encontradas no mundo, mas raramente permitem reconhecer aquilo que esteve diante da câmera. Luciana procura cantos, frestas, incidências de luz e sombra, e trabalha com o desfoque e o movimento do próprio aparelho. “Uso a câmera como um pincel”, afirma. “Não quero fotografar a coisa dada, quero que tenha algum mistério.” Eder define o resultado como uma “iconografia de atmosferas”, situada numa zona intermediária entre figuração e abstração.

 

Isaque Alves leva ‘In Concert’ ao Theatro Municipal de Niterói em uma celebração da música, da arte e da inclusão

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A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, realiza o projeto ‘Isaque Alves In Concert’, com o pianista Isaque Alves, nos dias 1º e 2 de setembro, no Theatro Municipal de Niterói. Trata-se de um espetáculo que convida o público a uma experiência imersiva pela música e pela arte.

A programação começa na terça-feira (1º), com ensaio aberto ao público às 9h30. Na quarta-feira (2), o público poderá acompanhar duas sessões de ensaio aberto, às 14h e às 17h30, e a apresentação oficial do concerto, às 19h.

Com um repertório que percorre diferentes momentos da música erudita, da tradição clássica à produção contemporânea, o espetáculo reúne piano e músicos de cordas, além da participação de bailarinos em cena. A proposta é criar uma experiência sensorial em que música e movimento dialogam para aproximar a arte de diferentes públicos.

“Minha vida se resume em música. Dedico minha vida a isso e o que eu mais desejo é que uma porcentagem do amor que sinto pela música alcance a alma e o coração de todos. Que as pessoas possam perceber que, independentemente da cor ou do status na sociedade, a música tem o poder de unir todo mundo”, afirma Isaque.

O projeto também tem como compromisso a acessibilidade. Durante as apresentações, serão distribuídos balões para que pessoas com deficiência possam sentir as vibrações do concerto, além da presença de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todos os momentos do espetáculo que tenham conteúdo falado.

Residente em Niterói, Isaque Alves da Silva é considerado um dos jovens talentos da música erudita brasileira. Sua relação com o piano começou aos 9 anos e, em apenas três meses de estudos, surpreendeu professores e espectadores ao interpretar uma obra de Johann Sebastian Bach. Um vídeo dessa apresentação ganhou grande repercussão nas redes sociais e chamou atenção do público e da imprensa para o talento do jovem músico.

Em 2018, Isaque estudou por dois semestres na Escola de Música da UFRJ, ampliando sua formação pianística. Sua trajetória também foi marcada pelo encontro com o maestro e pianista João Carlos Martins, uma das maiores referências da música clássica no Brasil. A partir desse contato, passou a receber orientação artística do maestro, experiência que se tornou fundamental para seu desenvolvimento musical e humano.

O talento de Isaque também ganhou destaque em programas de televisão, como ‘Mais Você’, da TV Globo, Programa Silvio Santos e Eliana, do SBT, além de reportagens em veículos como Record, Band e O Globo. Em uma das participações mais marcantes, Ana Maria Braga apresentou a história do jovem pianista e conversou também com João Carlos Martins, em uma homenagem ao talento de Isaque.

Posteriormente, o músico iniciou estudos com a pianista Linda Bustani, dando continuidade ao aprimoramento técnico e interpretativo.

Para Isaque, o concerto representa uma nova etapa em sua trajetória. “Esse projeto é mais do que mais uma apresentação. Representa esperança e expectativa. Será o início de uma nova fase após anos de preparo, um recomeço”, destaca.

Com técnica, sensibilidade artística e dedicação aos estudos, Isaque representa uma nova geração de intérpretes da música clássica brasileira. Seu objetivo é seguir construindo uma carreira sólida e compartilhar com o público a emoção que encontra na música.

“Eu diria que minha motivação é o amor. Mas o amor não se sustenta sozinho: exige atenção, cuidado, carinho e, na música, acrescentamos a disciplina. É isso que mantém minha motivação firme. Também existem os sonhos, que nunca vou deixar de lado. Um deles é ser um grande intérprete de Chopin”, conta o pianista.

O projeto é uma iniciativa via edital do ISS da Secretaria Municipal das Culturas da Prefeitura de Niterói.

Repertório:
– Fantaisie-Impromptu in C-sharp minor, Op. 66
– Polonaise in A-flat major, Op. 53 (“Heroic”)
– Étude in C minor, Op. 10, No. 12 (“Revolutionary”)
– Étude in C-sharp minor, Op. 10, No. 4
– Étude in C minor, Op. 25, No. 12 (“Ocean”)
– Étude in A-flat major, Op. 25, No. 1 (“Aeolian Harp”)
– Grande Valse Brillante in E-flat major, Op. 18
– Waltz in D-flat major, Op. 64, No. 1 (“Minute Waltz”)
– Scherzo No. 2 in B-flat minor, Op. 31
– Ballade No. 1 in G minor, Op. 23
– Nocturne in F minor, Op. 55, No. 1
– Nocturne in B-flat minor, Op. 9, No. 1
– Prelude No. 2 in C minor, BWV 847 (from The Well-Tempered Clavier, Book 1)
– Por una cabeza (Carlos Gardel) [com quarteto de cordas]
– Ária da 4ª Corda / Air on the G String, BWV 1068 (J. S. Bach) [com quarteto de cordas]
– Bachianas Brasileiras No. 4 (Heitor Villa-Lobos) [com quarteto de cordas]
– Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu) [com quarteto de cordas]

Serviço
Isaque Alves In Concert
Isaque Alves ao piano, com participação de músicos convidados de cordas e sopros e bailarinos.
Datas:
1º de setembro (terça-feira) – ensaio aberto ao público, às 9h30
2 de setembro (quarta-feira) – ensaios abertos ao público, às 14h e às 17h30; apresentação oficial às 19h
Local: Theatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro – Niterói
Duração: 80 minutos
Entrada: gratuita
Ingressos: retirada de 1 ingresso por pessoa na bilheteria, 1 hora antes do início do espetáculo
345 lugares

 

Capacitação em odontologia para gestantes fortalece a linha de cuidado integral na rede pública de Niterói

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A Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal de Saúde, realizou, no auditório dos Núcleos Internos de Educação em Saúde (NIEPS), no Centro, uma capacitação para o atendimento odontológico às gestantes. O evento foi voltado para profissionais que compõem as equipes de Atenção Primária da rede municipal de saúde de Niterói.
A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, destacou a importância do cuidado integral e seguro durante o pré-natal.

“Cuidar da saúde bucal da gestante é um passo fundamental para garantir uma gravidez saudável e segura para mãe e bebê. Capacitar nossos profissionais é investir diretamente na qualidade da assistência prestada à nossa população”, explicou a secretária.

A capacitação teve duas palestras. A primeira foi do especialista em Estomatologia e professor da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Wagner Chagas. Ele falou sobre o tema “Terapêutica medicamentosa na gestação e lactação, o que o cirurgião dentista precisa saber”.

Em seguida, foi a vez da cirurgiã-dentista Glória Barros, especialista em Odontologia Hospitalar e Saúde da Família pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e servidora pública da Fundação Municipal de Saúde de Niterói.

“Garantir um atendimento odontológico humanizado e de qualidade à gestante passa, necessariamente, por entender o letramento em saúde. Precisamos nos certificar de que as futuras mamães compreendam as orientações e tenham acesso pleno aos serviços, fortalecendo o cuidado integral desde o pré-natal”, afirmou Glória Barros.

A rede pública de Niterói oferece atendimento odontológico gratuito por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Policlínicas Regionais e módulos do Programa Médico de Família (PMF). Os serviços incluem prevenção, limpezas, restaurações, extrações e atendimento infantil ou adulto, com encaminhamento para especialistas quando necessário.
 

Rodrigo Neves recebe Ordem do Mérito Comercial Estácio de Sá

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Comenda da Fecomércio-RJ reconhece trajetórias marcadas pela responsabilidade pública e pelo empreendedorismo

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, teve seu trabalho na gestão municipal reconhecido pela Fecomércio-RJ. Nesta quarta-feira (26), ele recebeu a Ordem do Mérito Comercial Estácio de Sá das mãos de Antonio Florencio de Queiroz Junior, presidente da Fecomércio e grão-mestre da Ordem, em cerimônia no Rio de Janeiro.

A comenda, que leva o nome do fundador da cidade do Rio de Janeiro, reconhece trajetórias que contribuem de forma significativa para o fortalecimento do comércio, da livre iniciativa e do desenvolvimento social e econômico do país, prestando relevantes serviços para a comunidade. A honraria evoca valores como dedicação, coragem, responsabilidade pública e contribuição efetiva para a construção de uma sociedade mais forte e mais próspera.

O prefeito Rodrigo Neves estava acompanhado da irmã, Adriana; da filha mais velha, Mayara, e do neto, Vicente.

“É uma honra receber essa medalha. Nós acreditamos muito no setor privado, no desenvolvimento das pequenas e médias empresas, na força do comércio em Niterói e no estado do Rio”, disse ele.

Antonio Florencio de Queiroz Junior ressaltou a importância de administradores públicos que fazem políticas de estado, olhando para o futuro.

“Na época da pandemia, a gestão de Rodrigo Neves foi um exemplo para o Brasil inteiro. Um bom número de empresas de Niterói está com as portas abertas, hoje, mantendo esses empregos, por conta das medidas adotadas pela Prefeitura naquela época. Sabemos que não foi fácil. Queremos que Niterói seja para nós um modelo e um exemplo, como é para o resto do país”, afirmou ele.

Compareceram ao evento o chanceler da Ordem do Mérito Comercial Estácio de Sá, Pedro José Maria Fernandes Belo; o conselheiro de ética da Ordem, Nestor Porto de Oliveira Neto; autoridades estaduais, como o secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, e vários representantes da Indústria e Comércio. Entre as autoridades municipais de Niterói, estavam a chefe de gabinete da Prefeitura, Marcilene Souto; o secretário Executivo Felipe Peixoto; Luiz Paulino Moreira Leite, secretário de Desenvolvimento Econômico; Marcele Sardinha, secretária de Habitação e Regularização Fundiária; Claudia Almeida, secretária de Direitos Humanos; Elissa Rasma, secretária de Planejamento; Rubia Secundino, secretária de Administração; Carlos Krykhtine, secretário de Urbanismo; Rodrigo Ramalho, secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia; Bira Marques, secretário de Educação, e André Bento, presidente da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur).

Foto: Evelen Gouvêa

 

MPRJ obtém condenação de homem a 45 anos por feminicídio em Cordeiro

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve, na terça-feira (25/08), a condenação de Leandro dos Reis Gomes a 45 anos de reclusão pelo feminicídio de Gleice Pereira dos Santos. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cordeiro. De acordo com a Promotoria, a pena é considerada a maior já aplicada pela Justiça na comarca e deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O crime aconteceu em 20 de setembro de 2025, no município de Macuco/RJ. Leandro atacou sua companheira a facadas no quarto da residência do casal, após o fim do relacionamento. O ataque foi presenciado pelos filhos adolescentes da vítima, que tentaram intervir. Gleice chegou a ser socorrida, mas faleceu a caminho do hospital em decorrência de lesões no coração e no fígado. Após o crime, o agressor fugiu do local, mas foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar horas depois, em um bar da região.

O Conselho de Sentença reconheceu, por maioria, as causas de aumento de pena requeridas pelo MPRJ. A sentença destacou que a vítima deixou quatro filhos menores de 18 anos e que o filho mais novo, de apenas sete anos e filho do próprio acusado, presenciou a prática criminosa e passou a sofrer intenso sofrimento psicológico, com prejuízos ao seu desenvolvimento.
Além da reincidência do réu, foi reconhecido o emprego de meio cruel, em razão das inúmeras perfurações provocadas com instrumento perfurocortante, que causaram sofrimento desnecessário e atroz à vítima. O Juízo ainda manteve a prisão preventiva do acusado.

 

Niterói recebe TEA Global Congress 2026 com 17 mil inscritos e mais de 160 palestrantes

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Prefeito participa da abertura de encontro internacional com especialistas e participantes do Brasil e do exterior para debates sobre autismo e inclusão

Niterói recebe, nesta quinta (27) e sexta-feira (28), a segunda edição do TEA Global Congress, encontro internacional dedicado ao debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Realizado no Caminho Niemeyer, o evento reúne 17 mil inscritos e mais de 160 palestrantes nacionais e internacionais em dois dias de programação sobre saúde, educação, ciência, trabalho, tecnologia, inclusão, acessibilidade, políticas públicas e direitos das pessoas com deficiência.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, participou da abertura institucional do congresso nesta quinta-feira (27) e destacou a importância da troca de experiências e da construção de políticas públicas voltadas à inclusão.

“Quando assumi meu primeiro mandato, eram cerca de 150 crianças com deficiência e com transtorno do espectro autista na Rede Municipal de Educação. Hoje, estamos chegando a quase 3 mil. Por trás desses números, estamos falando de crianças e de famílias. Também incluímos as famílias atípicas na Moeda Arariboia, porque essas famílias têm muito mais desafios e precisam desse apoio. Criamos ainda o CAIS, que é a porta de entrada para o atendimento, mas entendemos que não basta ter apenas um equipamento. Toda a rede de Educação, Saúde e Assistência Social precisa estar preparada para acolher e promover a inclusão das pessoas autistas. Sabemos que ainda temos desafios, e encontros como este congresso nos ajudam a avançar ainda mais”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

Conhecimento e inclusão – Organizado pelo Instituto Oceano Azul, o TEA Global Congress 2026 foi estruturado para aproximar a produção científica da sociedade e ampliar o acesso ao conhecimento técnico e à informação qualificada. A programação reúne especialistas, pesquisadores, profissionais, gestores públicos, pessoas autistas e familiares, ampliando a discussão sobre o autismo para além dos aspectos clínicos.

“Estar aqui hoje, abrindo a segunda edição deste evento com 17 mil inscritos, é unir propósitos. A causa demanda muita atenção e cuidado e o nosso lema é trazer conhecimento de forma acessível para as pessoas. Niterói está sendo sede de um congresso internacional e só tenho a agradecer todo o apoio. Inúmeras instituições, coletivos, pessoas e voluntários uniram esse propósito para a gente realizar a segunda edição do TEA Global Congress”, afirmou Renata Esteves.

A secretária de Estado da Mulher e Políticas Inclusivas, Bianca Pacheco, chamou atenção para a necessidade de ampliar o debate sobre a inclusão para as diferentes fases da vida. Ela destacou que o Governo do Estado atua de forma transversal, envolvendo áreas como Saúde, Educação e Transporte, e ressaltou a importância de pensar também em políticas voltadas às famílias e aos responsáveis pelas pessoas com deficiência.

“Depois de mais de 20 anos trabalhando e pesquisando na área da deficiência, vejo aquelas crianças que conheci lá atrás chegando à vida adulta. E essa é uma provocação que sempre faço: como vamos olhar para essas pessoas nessa fase da vida? A inclusão não pode mais ser uma exceção bonita, ela precisa ser uma forma natural de a gente viver. Precisamos falar não só da pessoa com deficiência, mas também dos seus responsáveis”, destacou Bianca Pacheco.

A diretora da Society for Brain Mapping and Therapeutics (SBMT) e representante da Federação Brasileira de Epilepsia, Ana Isabel, destacou o crescimento do congresso desde a primeira edição e a expectativa de ampliar ainda mais o alcance do encontro nos próximos anos. A entidade internacional chancela o TEA Global Congress desde o ano passado.

“Fiquei muito feliz de ouvir que os números estão crescendo. No ano passado, começamos falando em um evento para 150 pessoas, passamos para 300, 500 e chegamos a 15 mil. Este ano, quando a Renata Esteves falou comigo, eu disse que iríamos superar esse número, e conseguimos. Para o próximo ano, vamos trabalhar para alcançar um público ainda maior”, afirmou Ana Isabel.

Durante a abertura, Ana Isabel entregou ao prefeito Rodrigo Neves uma medalha da Society for Brain Mapping and Therapeutics (SBMT). Segundo ela, a honraria é concedida pela entidade internacional a um grupo restrito de homenageados. Ao fim da abertura institucional, as autoridades presentes também receberam, do Instituto Oceano Azul, o selo “Autoridades Parceiras da Inclusão”.

Também participaram da abertura o representante do Instituto Oceano Azul, Rafael Vitor; o presidente da OAB Niterói, Pedro Gomes; o coordenador do TEA Global Congress, Riezo Almeida; a desembargadora Regina Passos, representando o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ); o subsecretário estadual de Políticas Inclusivas, Geraldo Nogueira; a coordenadora do Escritório de Políticas Transversais de Niterói, Carla Tavares; o secretário municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia, Rodrigo Ramalho; a coordenadora de Acessibilidade de Niterói, Camila Rodrigues; e a secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows.

Programação – O TEA Global Congress segue nesta sexta-feira (28), no Caminho Niemeyer. Com participantes de diferentes regiões do Brasil e de outros países, o encontro promove debates e a troca de experiências sobre ciência, inovação, inclusão e políticas públicas relacionadas ao autismo. A proposta é reunir diferentes áreas do conhecimento e setores da sociedade para discutir os desafios e avanços na garantia de direitos, na inclusão e na qualidade de vida das pessoas autistas e de suas famílias.

Foto: Lucas Benevides

 

Projeto Maravilha leva ‘Parênteses’, de Carlos Vergara, ao Aterro do Flamengo

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No dia 13 de setembro de 2026, o Projeto Maravilha inicia uma nova etapa com a instalação de Parênteses, escultura de Carlos Vergara, no Aterro do Flamengo. Criada originalmente para a primeira edição do projeto, em 2024, e apresentada no Bosque das Artes do Parque Bondinho Pão de Açúcar®, a obra passará a ocupar, durante um ano, uma área ao lado do restaurante Assador, em um dos pontos mais icônicos da orla carioca, de frente para o Pão de Açúcar. A chegada da obra ao local amplia o acesso do público a uma escultura monumental de um dos nomes centrais da arte brasileira contemporânea.

A instalação integra as celebrações pelos 60 anos do Aterro, completados em 2025, e marca a expansão do Projeto Maravilha para a paisagem urbana do Rio. Idealizado por Fabio Szwarcwald, com curadoria de Ulisses Carrilho, o programa foi criado para aproximar arte contemporânea, natureza, cidade e tecnologia, comissionando obras de grande formato de artistas com larga trajetória. Atualmente, o Bosque das Artes recebe Typus Terra Incognita, escultura de Anna Bella Geiger, apresentada na segunda edição do Maravilha. A convivência entre a obra de Geiger, no alto do Pão de Açúcar, e Parênteses, agora instalada no Parque do Flamengo, estabelece uma continuidade entre as duas edições do programa.

“Ao completar 60 anos, o Parque recebe uma obra de grandes dimensões de Carlos Vergara, que inaugurou o Projeto Maravilha. Parênteses passa a emoldurar a paisagem carioca, popularizando a linguagem de um artista que conhece muito bem a cidade que o acolheu”, observa Lucas Padilha, Secretário Municipal de Cultura do Rio.

Idealizado por Lota Macedo Soares, com paisagismo de Roberto Burle Marx e arquitetura de Affonso Eduardo Reidy, o Aterro constitui uma das mais importantes paisagens modernas do país e um espaço decisivo da vida pública carioca. Entre a Baía de Guanabara, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Marina da Glória, o parque acolheu, ao longo de sua história, experiências fundamentais da arte brasileira, como o happening Apocalipopótese, proposto por Hélio Oiticica no final dos anos 1960, e os Domingos da Criação, do crítico Frederico Morais, em 1971. É nesse território de convivência, lazer, esporte, cultura e intensa circulação cotidiana de moradores e turistas que Parênteses passa a se inserir.

A abertura será marcada por uma apresentação do Grêmio Recreativo Cacique de Ramos, com o qual Vergara mantém uma relação de décadas. Entre 1972 e 1976, o artista acompanhou o bloco e realizou a série fotográfica Carnaval, conjunto importante de sua trajetória, posteriormente apresentado na Bienal de Veneza de 1980. Naquele período, Vergara reconheceu no desfile “caciqueano” uma expressão estética original e política da cultura popular carioca. Desde então, tornou-se um incentivador das atividades da instituição, chegando a desenhar camisas para o bloco nos anos 2000. A presença do Cacique na inauguração materializa, no espaço público do Parque do Flamengo, a relação histórica entre a obra de Vergara e o carnaval.
 

CineSolar, cinema ao ar livre movido a energia solar, exibe ‘Divertida-Mente 2’ em Parelhas e Parazinho com entrada e pipoca de graça

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O primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil chega ao Rio Grande do Norte, em Parelhas, no dia 26 de agosto com atrações para toda as famílias

O CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, será vivenciado ao ar livre no Rio Grande do Norte, nas cidades de Parelhas, no dia 26 de agosto. Com acesso gratuito e livre para todas as idades, a sessão de cinema aborda temas como sustentabilidade, ciências e tecnologia e, na telona, serão exibidos curtas-metragens e a animação “Divertida-Mente 2”. Os filmes contam com recursos de acessibilidade e, durante o evento, haverá distribuição de pipoca.

O protagonista do projeto é o furgão do CineSolar, uma estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz. O veículo é adaptado com placas fotovoltaicas no teto e carrega todo o cinema: cadeiras, banquetas, sistemas de conversão e armazenamento de energia, som, projeção e a própria tela. Com luzes coloridas, decoração de material reciclado e objetos interativos (como laser e bola de plasma), o espaço ensina, de forma lúdica, como a luz do sol se transforma em energia elétrica.

“Acreditamos que a arte e o cuidado com o meio ambiente transformam vidas. Por isso, o CineSolar oferece acesso gratuito a um cinema movido a energia solar e ao ar livre. A ideia é trazer consciência ambiental de forma leve e lúdica. Nossa sessão vai além de assistir a filmes, é sobre viver momentos que conectam pessoas, histórias e sonhos”, diz Cynthia Alario, idealizadora do CineSolar.

O circuito do CineSolar no Rio Grande do Norte conta com patrocínio da Elera Renováveis e apoio da Prefeitura Municipal de Parelhas, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e da Parazinho. A realização é da Brazucah Produções.

“Investir em projetos sociais é uma forma de fortalecer o vínculo com as comunidades e ampliar o acesso a experiências culturais enriquecedoras. Além de proporcionar momentos de lazer e entretenimento, a iniciativa estimula reflexões e contribui para a construção de uma sociedade mais consciente, gerando valor em longo prazo”, afirma Mauricio Vasconcelos, Gerente de ESG e Responsabilidade Social.

PROGRAMAÇÃO

Parelhas/RN

Sessões de Cinema
(filmes com recursos de acessibilidade)
Data: Quarta-feira (26/08)
Horários: 18h – 1ª sessão: curtas-metragens
18h30 – 2ª sessão: ‘Divertida-Mente 2’
Entrada: livre – não precisa de ingresso
Atração: pipoca de graça e visita ao furgão do CineSolar
Local: Praça Félix Gomes (Praça do Avião) – Centro – Parelhas/RN

SINOPSES

1ª sessão: curtas-metragens

‘Economia Circular’ – Direção: Martín Caparros e Javier Estrada – Uruguai/2023 – Documentário/Live Action – Duração: 6 min 30 seg
Em Escola Circular, cada episódio acompanha um grupo de crianças que, a partir de um problema real em sua escola, embarca em uma investigação sobre nossa relação com o meio ambiente. A série inspira meninos e meninas a descobrir que sua própria experiência pode ser transformadora.

‘Chuva’ – Direção: Vanessa Fort – Brasil/2024 – Animação – Duração: 3 min 45 seg
Chuva é um curta-metragem audiovisual que tem como objetivo acompanhar crianças e suas famílias na superação de seus medos após as consequências da crise climática. Através de ilustrações feitas por crianças, Aurora nos mostra o lugar onde vive com sua família e como uma grande tempestade os afetou.

‘Gatopédia – Ep5 Água’ – Direção: Lucas Palacios – Argentina/2023 – Animação – Duração: 6 min 43 seg
Evaristo é um gato sabe-tudo que nos explica, com muito humor e memes, como funcionam aquelas coisas que sempre consideramos óbvias. Você já se perguntou como a eletricidade chega à sua casa ou como é possível enviar uma mensagem do seu telefone e ela chegar exatamente para quem você quiser? Evaristo tem essas e muitas outras respostas.

‘Sonhos Voadores’ – Direção: Luiz do Futuro, Marcus Vasconcelos e Vanessa Fort – Brasil/2025 – Animação – Duração: 5 min 14 seg
O curta-metragem narra a história de um menino afrodescendente que sonha em ser astronauta. A narrativa propõe uma viagem na qual se recupera a importância dos conhecimentos ancestrais e o valor da música e da dança como formas de celebração e resistência compartilhadas que sustentam o percurso. A proposta convida a ultrapassar os limites do possível e a reafirmar que os sonhos não têm dono.

2ª Sessão

‘Divertida-Mente 2’ – Direção: Kelsey Mann, EUA, 2024, livre, Aventura, Animação, Comédia, Família, 1h34m
Acessibilidade: MLoad
Com um salto temporal, Riley se encontra mais velha, passando pela tão temida adolescência. Junto com o amadurecimento, a sala de controle também está passando por uma adaptação para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções. As já conhecidas, Alegria, Raiva, Medo, Nojinho e Tristeza não têm certeza de como se sentir quando novos inquilinos chegam ao local.

Sobre o CineSolar
Lançado em 2013 pela Brazucah Produções, o CineSolar é o primeiro cinema itinerante do Brasil movido a energia solar e transforma espaços públicos e abertos em salas de cinema. Já realizou 3300 sessões gratuitas, com exibição de 314 longas e curtas-metragens, para cerca de 500 mil pessoas em mil cidades brasileiras de 23 estados e do Distrito Federal. Também promoveu mais de 850 oficinas de audiovisual para estudantes, com temas de sustentabilidade.
O projeto, que cumpre 10 dos 17 ODS, já percorreu mais de 400 mil quilômetros pelo país e atua com o objetivo de democratizar o acesso às produções audiovisuais, principalmente as nacionais, promover ações e práticas sustentáveis, a inclusão social e difundir a tecnologia da geração de energia solar.
O CineSolar já gerou mais de 4 milhões de watts e, em parceria com a Ecooar, realiza ações ambientais compensando 79,21 toneladas de CO2e, em 10 anos, através do plantio de árvores nativas e da certificação de créditos de carbono, com a manutenção de florestas em áreas de preservação permanente, em Garça (SP).
Também promove ações em conjunto com a Unesco no Brasil e a Unipaz (Universidade Internacional da Paz). Integra a Solar World Cinema, uma rede internacional de cinemas itinerantes movidos a energia solar, e conta com a parceria solar da Clarios – com a bateria Heliar e a Freedom Estacionária, da EnergySeg Engenharia e da Ecori Energia Solar. Saiba mais em: linktr.ee/cine.solar.

Sobre a Elera Renováveis
Com 28 anos de atuação no setor elétrico brasileiro, a Elera Renováveis é uma das maiores empresas de energia 100% renovável do país. A companhia opera um portfólio diversificado, nas fontes solar, eólica e hídrica, com ativos de geração localizados em dez estados brasileiros, e que somam 3,5 GW de capacidadeinstalada.No estado do Rio Grande do Norte, em que está presente há mais de dez anos, possui cerca de 400 MW de capacidade instalada,distribuída entre o Complexo Eólico Renascença e o Complexo Eólico Seridó.