Exposição “Aonde eu queria estar”, de Marjô Mizumoto, na Gávea

A Galeria Anita Schwartz inaugura a exposição Aonde eu queria estar, de Marjô Mizumoto. A mostra reúne dez pinturas em grande formato — com telas que chegam a 2,5 metros de altura — e marca o primeiro solo da artista paulistana no Rio de Janeiro.

Formado majoritariamente por trabalhos inéditos concebidos para a individual o conjunto apresenta cenas do cotidiano doméstico, encontros familiares e momentos de lazer que, na pintura de Marjô, ganham densidade emocional e força visual. São imagens construídas a partir de fotografias do dia a dia, reorganizadas em composições que suspendem o tempo e transformam o banal em matéria pictórica.

As pinturas operam a partir de uma contenção do tempo. Ele não avança, se concentra. Pequenos gestos, situações corriqueiras e encontros íntimos são deslocados de sua função cotidiana e passam a ocupar o centro da cena, acentuados por escolhas cromáticas, enquadramentos e elementos simbólicos que ampliam seus sentidos. O resultado são imagens que parecem familiares à primeira vista, mas que, pouco a pouco, instauram um leve estranhamento e convidam o olhar a permanecer.

As cenas não se fecham em um único significado. Sugerem o que veio antes e o que pode vir depois, ativando a memória e a experiência do espectador. Ao reunir referências de diferentes tempos, como infância, vida adulta, memórias pessoais e imagens coletivas, a artista cria composições em que passado e presente coexistem no mesmo plano.

A curadora Vanda Klabin, que assina o texto de apresentação da mostra, destaca que Mizumoto “manipula a linguagem imagética, fortemente figurativa, por meio de dispositivos narrativos, direcionando o olhar para o universo de fragmentos do cotidiano doméstico atuantes em sua órbita poética”. Para Vanda, a artista parte de imagens reconhecíveis da vida comum que, “ao serem inflamadas por uma iconografia pulsante, fazem com que acontecimentos banais ou efêmeros adquiram uma densidade visual inesperada, por vezes tornando estranhas representações outrora familiares”.

A pintura é o território central de Marjô, formada em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), desde o início de sua trajetória, em 2008. Ao longo de quase duas décadas de percurso, um eixo permanece constante: o interesse pelas relações humanas. “O que sempre ficou no meu trabalho são as relações. Eu sinto que é algo silencioso, mas uma das coisas mais importantes da vida”, afirma. Se antes sua atenção recaía mais sobre o indivíduo isolado, hoje o foco se desloca para aquilo que acontece entre as pessoas, como o cuidado, a convivência e o tempo compartilhado.

Esse deslocamento se intensifica após a experiência da maternidade, que passa a atravessar de forma decisiva a sua pesquisa pictórica. “Eu comecei a entender minha pintura muito mais a partir das relações do que do indivíduo em si. Aprendi a cuidar e meu olhar foi para esse lugar do cuidado”, comenta a artista. Mesmo quando retrata uma única figura, a cena sugere uma presença fora do quadro, como se o observador também estivesse implicado naquele momento.

Nesse contexto, Aonde eu queria estar pode ser lida a partir de um deslocamento crítico da representação da maternidade. Em vez de reiterar a mulher como figura central e naturalizada do cuidado, Mizumoto redistribui esse papel dentro da cena. Em algumas pinturas, a figura masculina assume gestos de atenção e cuidado doméstico, presença ainda rara na história da arte. Ao mesmo tempo, a artista se ausenta como personagem para ocupar o lugar de quem observa e registra, influenciada por uma memória forte familiar: “Meu pai nunca aparecia nas fotos porque era ele quem fotografava”, relembra. Ao assumir esse ponto de vista, Marjô desloca a maternidade de um lugar idealizado e afirma a possibilidade de a mulher se retirar da cena para existir como olhar e autoria.

Esse gesto de afastamento como personagem se desdobra diretamente no modo como a artista constrói suas imagens. O processo de trabalho envolve a combinação de múltiplas imagens e referências afetivas, reunidas em uma única cena. “Eu tiro muitas fotos durante o dia e depois construo a pintura a partir delas. Não é a reprodução da foto, é uma cena construída, quase como um frame de um filme”, explica Marjô. Essa operação cria um campo aberto à projeção do espectador, que frequentemente reconhece nas imagens fragmentos de sua própria memória.

Segundo Vanda Klabin, “ao remover imagens de sua natureza cotidiana e ampliar seus sentidos por meio de uma narrativa parcial, Marjô interrompe o fluir do tempo e redireciona o observador para novos eixos de leitura e significado”. Nesse processo, o trivial torna-se objeto de investigação plástica e as cenas deixam de ser fugazes para se consolidarem como composições visuais autônomas.

A dimensão relacional atravessa também a escala das obras. Executadas em grandes formatos, as pinturas ampliam a intimidade da cena e a projetam no espaço expositivo, criando uma relação de proximidade física com o público. O que poderia permanecer restrito ao âmbito privado, como a casa, a família, o descanso e a infância, ganha dimensão pública e simbólica.
As obras reunidas em Aonde eu queria estar abordam infância, vida familiar, lazer e trabalho, combinando humor, delicadeza e tensão. Para a artista, a pintura também carrega uma dimensão de permanência: “Eu sinto que a pintura tem esse momento de eternizar. É uma forma de manter vivo um instante que, na vida, passaria muito rápido”.
Anita Schwartz apresenta um conjunto de trabalhos que reafirma a potência da pintura figurativa como espaço de memória, afeto e experiência compartilhada, a partir de um olhar feminino atento às dinâmicas do cuidado e da vida cotidiana.

Serviço
Exposição | Aonde eu queria estar
De 5 de março a 18 de abril
Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 12h às 18h
Local: Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, 22470-100, Rio de Janeiro – RJ

Principais meios de transmissão: vôlei Chinês no Brasil

Com base nas informações disponíveis para o calendário esportivo de 2026, a Rede Globo e o sportv2 possuem os direitos de transmissão das principais competições internacionais, incluindo a Liga das Nações (VNL) e eventos na China.

No entanto, não há uma grade fixa dedicada exclusivamente à Superliga Chinesa de clubes na TV aberta (Rede Globo).

As transmissões de voleibol chinês no Grupo Globo em 2026 focam principalmente na seleção chinesa em competições internacionais e em jogos de brasileiras.

TV Globo: Jogos selecionados da seleção brasileira (VNL e Mundiais).
sportv2: Transmissor principal da VNL 2026 masculina e feminina.
ge.globo/GE TV: Tempo real e possíveis transmissões no YouTube, com foco na Superliga 25/26 e conteúdos selecionados.

Recomenda-se acompanhar a grade de programação oficial do SporTV e ge.globo próximo às datas mencionadas, pois a tabela detalhada da VNL 2026 com horários exatos é divulgada perto do início da competição (junho de 2026).

Grupo internacional traz instrumentos de época e música renascentista portuguesa ao Teatro da UFF

O Centro de Artes UFF apresenta, no próximo dia 5 de maio, às 19h, um concerto de relevância internacional que une performance artística e rigor acadêmico: “Que he o que vejo?”, projeto financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) de Portugal, que propõe uma imersão na sonoridade da música e da língua portuguesa do século XVI. O espetáculo, que integra a série Música de Câmara, traz diretamente do Porto para Niterói os músicos Ananda Roda, Thiago Vaz, Irene Brigitte e Teodora Tommasi. O grupo apresenta um repertório baseado em profundas pesquisas linguísticas, resgatando a pronúncia histórica do português quinhentista, além do latim e do castelhano da época. A autenticidade sonora é garantida pelo uso de réplicas de instrumentos históricos, que permitem a recriação fiel dos timbres e articulações originais. Como parte da programação, os músicos realizarão uma palestra às 17:30. O encontro é uma oportunidade para que o público conheça detalhes do processo de pesquisa, a construção do repertório e curiosidades sobre a restauração da língua e dos instrumentos antigos. Se você aprecia história, literatura e música de qualidade, este é o seu evento!

· Evento: Concerto “Que he o que vejo?” (Série Música de Câmara)

· Data: 5 de maio (terça-feira)

· Palestra (17:30): Que he o que vejo? – variedade linguística dos cancioneiros portugueses, por Irene Brigitte

· Início do concerto: 19h

· Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói.

· Ingressos: R$20 e R$10 (meia). Preço único promocional: R$ 10. As vendas podem ser realizadas pelo site ingressosuff.com.br ou na bilheteria do Teatro da UFF

Mano Penalva apresenta nova individual na Portas Vilaseca, em Botafogo

Até 9 de maio, a Portas Vilaseca apresenta “Manejo”, nova individual do artista Mano Penalva, com texto crítico do curador e historiador da arte Renato Menezes. A mostra reúne um conjunto de objetos, esculturas, instalações e ready-mades que investigam as relações entre técnica, cultura popular, alimentação, linguagem e economia cotidiana no Brasil.

O nome da exposição origina-se da instalação que ocupa o terceiro andar da galeria. Intitulada “Manejo”, a obra é composta por sessenta caixas de feira pintadas, empilhadas como totens, evocando a ideia de manejo como prática que combina repetição, experiência e intuição. Ao organizar esses engradados — objetos cotidianos de circulação e transporte — Mano Penalva transforma um elemento ordinário em suporte para uma leitura simbólica do Brasil, como se recompusesse o país a partir de seus materiais mais comuns.

Nas ripas das caixas surgem pares de nomes pintados em cores vibrantes — José/Macaxeira, João/Maniva, Silva/Aipim, Santos/Mandioca — aproximando duas linhagens fundamentais da cultura brasileira: de um lado, nomes e sobrenomes amplamente difundidos na população; de outro, os diferentes nomes da Manihot esculenta, raiz ancestral cultivada há milênios e base alimentar em várias regiões do país. Ao cruzar nomes humanos e nomes vegetais, a obra conecta alimento, linguagem e identidade cultural, revelando a diversidade de histórias e tradições que atravessam a formação brasileira.

Segundo Menezes, este campo de observação remete à tradição artesanal e dialoga simbolicamente com a figura de Dédalo, artesão responsável pela construção do labirinto que aprisionava o Minotauro. Assim como no mito, as obras de Penalva sugerem que a técnica raramente se desenvolve de maneira direta: ela se constrói em percursos sinuosos, feitos de tentativa, improviso e aprendizado prático.

Entre os demais trabalhos apresentados está “Um tanto e meio” (2020), obra composta por duas latas metálicas de tamanhos diferentes posicionadas sobre uma base de madeira crua. O gesto simples retoma a tradição moderna do ready-made para refletir sobre sistemas informais de medida presentes na linguagem cotidiana. Expressões como “um tanto”, “um pouco” ou “um bocado” aparecem como indicadores flexíveis de quantidade, que substituem a precisão numérica por uma lógica baseada na experiência sensível.

Essa investigação continua em “Dúzia” (2022), instalação formada por prateleiras de madeira e ovos de madeira tingida organizados na parede. Ao deslocar o sentido habitual da palavra “dúzia”, o trabalho transforma um número fixo em um marcador impreciso e contextual, sugerindo formas populares de contagem que escapam à rigidez dos sistemas matemáticos.

A relação entre comida, cultura e linguagem atravessa diversos trabalhos presentes na exposição. Em “Natureza-morta – Jardim sintético” (2016), pratos de barro recebem farinha, carne de charque e rapadura dispostas em uma composição que evoca tanto jardins japoneses quanto práticas rituais de oferenda. O trabalho estabelece um diálogo entre tradição pictórica, cultura alimentar e religiosidade.

Outro destaque é “Peão”, instalação em que uma panela de pressão gira continuamente sobre o próprio eixo, evocando simultaneamente o movimento do pião e o giro do relógio. A obra sugere uma reflexão sobre o tempo da comida, a espera e a urgência da fome, ideia frequentemente associada à frase do sociólogo Herbert de Souza: “quem tem fome, tem pressa”. O trabalho dialoga formalmente com as obras da série “Ventana”, como Coivara, Moenda, Amanho, Maniva e Komorebi, nas quais estruturas circulares funcionam como uma espécie de partitura visual. Nesses trabalhos, o círculo aparece como forma simbólica ligada ao ciclo, seja do preparo do alimento, do trabalho manual ou do tempo, sugerindo também um campo gráfico aberto a múltiplas interpretações.

Ao reunir referências que atravessam diferentes campos da cultura e da experiência cotidiana, “Manejo” propõe uma reflexão sobre formas de conhecimento produzidas no dia a dia e transmitidas pela experiência. Nas obras de Mano Penalva, o gesto manual, o improviso e a sabedoria prática tornam-se ferramentas para pensar sistemas de valor, modos de vida e processos culturais no Brasil. Ao mesmo tempo, o artista mobiliza elementos recorrentes da geometria, como o círculo, a repetição e a organização modular, aproximando práticas populares e cultura material de debates mais amplos da arte contemporânea.

Serviço

Manejo – Mano Penalva
Texto: Renato Menezes
Abertura: 26.03 | 19h
Período da exposição: 26.03 – 09.05.2026
Visitação: de terça a sexta, das 11h-19h; sábados, das 11h-17h
Portas Vilaseca – Rua Dona Mariana, 137, casa 2 – Botafogo, Rio de Janeiro
Entrada gratuita

“Um rio em mim” de Manoela Medeiros na Nara Roesler

Nara Roesler Rio de Janeiro tem o prazer de convidar para exposição “Um rio em mim”, com trabalhos inéditos, criados para o evento, pela artista Manoela Medeiros, conhecida por seu processo de escavação na pintura. Vivendo desde 2012 durante longos períodos na França onde tem consolidado sua carreira junto a outros jovens artistas, Manoela Medeiros mora no Rio de Janeiro, onde também tem seu ateliê. Sua relação com a França teve início em Paris, para onde foi cursar a École des Beaux Arts, tendo retornado repetidas vezes à capital francesapara participar de residências artísticas, como a da Cité des Arts, em 2019. Desde 2021 fica também baseada em Marselha, quando foi selecionada para uma bolsa oferecida pela prefeitura da cidade. No ano passado, fez uma individual na Palo Gallery, em Nova York, que ganhou elogiosa crítica na prestigiosa revista Artforum.

“Um rio em mim” é a primeira mostra individual da artista na Nara Roesler Rio de Janeiro, e suas mais recentes coletivas na cidade foram como “Rasura”, com curadoria de Victor Gorgulho, também na Nara Roesler Rio de Janeiro, em 2026; “Hábito-habitante”, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em 2021, e “Superfícies sensíveis”, na Caixa Cultural, em 2018.

Para Manoela Medeiros, tanto as paredes como as suas pinturas são como um “repositório de sedimentos arquitetônicos”. Parte de seu gesto consiste em subtrair camadas sobrepostas, criando composições “a partir da retirada de material que antes cobria a superfície da obra”. “A arqueologia não é vista como um tema, mas como um método de trabalho”, explica. A artista escava as superfícies de suas pinturas – e muitas vezes também as paredes do espaço expositivo –, “revelando as camadas de cores e materiais utilizados, recobertos e, assim, esquecidos ao longo do tempo”. Manoela Medeiros opera em um “espaço liminar entre a construção e a destruição com um gesto que beira o de um pintor-pedreiro-arqueólogo”.

“As obras são marcadas por imperfeições, desgastes e descontinuidades”, diz. Do gesto brutal e eminentemente físico/corpóreo emergem formas sensíveis e delicadas que lembram elementos naturais como plantas, folhas, com cores mais pronunciadas, outras já trazem o caráter mais abstrato da matéria desbotada e rachada.

Manoela Medeiros ressalta que nesta mostra na Nara Roesler Rio de Janeiro “foi a primeira vez em que o processo de criação aconteceu de forma bastante orgânica e livre”. “Dessa vez,foi o processo no ateliê que ditou mais as obras da exposição. Fui fazendo livremente, principalmente pinturas escavadas, e a partir delas formando um conjunto e sua conversa”.Os trabalhos que estarão em “Um rio em mim”terão três formatos: 150 x 120 cm: 130 x160cm, e 50 x 70 cm.Ela acrescenta que provavelmente irá decidir definitivamente quais obras irão ou não entrar no espaçosomente durante a montagem da exposição. “Busco trabalhar de forma mais intuitiva e aberta”, afirma.

LIMIAR ENTRE NATUREZA E CULTURA

Manoela Medeiros diz que seu trabalho “está em um limiar entre natureza e cultura”. “O que me interessa não é exatamente a arquitetura em si, mas o entorno, onde as coisas estão inseridas. Então, seja a arquitetura do espaço expositivo onde realizo trabalhos site specifics [feitos para o local], ou uma ruína abandonada, local onde coleto fragmentos de paredes – matéria-prima essa que é utilizada em trabalhos –, o ambiente onde sujeito e coisas se encontram e as relações que são tecidas entre eles são o que me interessam”.

Sua pintura feita do mesmo material arquitetônico da parede traz de forma quase-escultórica imagens de elementos naturais onde ela salienta que “a natureza surgiu em sua pesquisa nessa dualidade que é a ruína”. “Uma arquitetura construída e ao mesmo tempo uma arquitetura destruída, que é pouco a pouco invadida e devolvida à natureza. Essa espécie de suspensão, esse lugar entre duas coisas, ou não-lugar, que na verdade nada mais é do que um ateliê vivo, é o que me interessa”.

Em seu processo criativo, a artista comenta: “No ateliê procuro não antecipar o que irei trabalhar. As decisões acontecem de forma livre e no presente. Nunca sei onde uma pintura vai me levar, pois não costumo trabalhar com esboços prévios. Cada camada é uma camada de decisão daquele instante. O que rege muitas vezes é a preferência por alguma paleta ou tonalidade. Por exemplo, tenho trabalhado principalmente em uma paleta um pouco mais lavada e clara”.

A recente maternidade influenciou principalmente no tempo dedicado ao trabalho e em estar cada vez mais aberta a espontaneidade, mas ela conta que sua expectativa com esta exposição “é a de continuar experimentando de forma livre”.

SOBRE MANOELA MEDEIROS

Em seu trabalho, Manoela Medeiros (1991, Rio de Janeiro) articula uma abordagem da pintura que ultrapassa a especificidade de seu próprio meio, utilizando recursos da escultura, da performance e da instalação. Nessa perspectiva híbrida do pictórico, Medeiros interroga os meios artísticos além de seus formatos convencionais, onde pinturas e instalações in situ servem para explorar as relações entre espaço, tempo e a corporeidade da arte e do espectador.

Intervindo muitas vezes de maneira direta nos espaços expositivos, Medeiros concebe suas obras a partir de detalhes do lugar, sejam eles materiais, elementos estruturais ou até mesmo sua relação com a iluminação, natural e artificial. Sua prática introduz no espaço uma organicidade ao expor suas entranhas, ou estruturas, fazendo da arquitetura não apenas uma estrutura, mas um corpo específico em si mesmo na experiência da arte.

Através de procedimentos arqueológicos, Medeiros torna visível aquilo que muitas vezes subjaz, nutrindo-se da ideia de ruína, um índice espacial da passagem do tempo. A artista escava as superfícies, como as paredes do espaço expositivo, para trazer à tona as diferentes cores e materiais que ali foram aplicados e que permaneciam esquecidos. Desse modo, Medeiros visa refundar nossa experiência temporal ao expor, simultaneamente, suas sucessivas camadas, cada qual portadora da memória do momento em que foi aplicada, deixando-as coexistir e interpenetrar-se. Medeiros opera entre a construção e a destruição, mostrando sua complementaridade, mais do que seu antagonismo.

Manoela Medeiros vive e trabalha no Rio de Janeiro e em Marselha. Estudou na École Des Beaux-Arts, em Paris, e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro. Exposições individuais incluem: “Tropical Still life” na Palo, New York (2025), “Comment naissent les formes”, Double V, Marselha, Franca (2025) “O carnaval da substância”, naNara Roesler (2022), São Paulo; “Concerto a céu aberto”, na Kubik (2020), Portugal; “L’être dissout dans le monde”, na Chloé Salgado (2019), em Paris; “Poeira varrida”, na Fortes D’Aloia & Gabriel (2017), em São Paulo. Entre exposições coletivas encontram-se: “Rasura”, com curadoria de Victor Gorgulho (2026), Afirmacao, La Fab, Paris (2023), “Arqueologias no presente”, na Nara Roesler (2021), em São Paulo; “Recyclage / Surcyclage”, na Fondation Villa Datris (2020), na L’Isle-sur-la-Sorgue, França; “Reservoir”, no 019 (2020), em Ghent, Bélgica; “Vivemos na melhor cidade da América do Sul”, na Fundação Iberê Camargo (FIC) (2018), em Porto Alegre; “Espaces témoins”, na Praz Delavallade (2018), em Paris; 67ème Prix Jeune Création, Thaddaeus Ropac (2017), em Paris, França; 62ème Salon Montrouge (2017), em Paris; “In Between”, na Bergamin & Gomide (2016), em São Paulo; 11º Abre Alas, A Gentil Carioca, (2015), no Rio de Janeiro, entre outras.

SOBRE NARA ROESLER

Nara Roesler organizou sua primeira exposição de arte contemporânea em 1976 em Recife, em sua galeria, que se chamava Gatsby. Em 1986, mudou-se para São Paulo, onde integrou a Montesanti Galleria até 1989, quando o espaço passou a se chamar Montesanti Roesler. Em 1993, ganha o nome Nara Roesler. Atualmente, Nara Roesler é uma das maiores galerias do Brasil, reconhecida por desempenhar um papel fundamental na promoção e internacionalização de seus mais de 50 artistas. Com sede em São Paulo, Nara Roesler expandiu sua atuação para o Rio de Janeiro em 2014, e em 2015, tornou-se a primeira galeria brasileira a ter um espaço no exterior, ao inaugurar uma unidade em Nova York, reforçando seu compromisso com a difusão da arte nacional no cenário global.

Com o objetivo de fomentar consistentemente a prática curatorial e a pesquisa crítica, criou, em 2002, o Roesler Hotel, um programa que promoveu o intercâmbio entre curadores e artistas estrangeiros e brasileiros. Em 2011, foi a primeira galeria de arte contemporânea a criar uma editora, a Nara Roesler Books, que já publicou mais de 30 títulos.

Ao longo de sua trajetória, a Nara Roesler tem contribuído significativamente para o desenvolvimento das carreiras de seus artistas, oferecendo suporte contínuo e plataformas de destaque para a apresentação de seus trabalhos, incluindo-os em importantes instituições, bem como em relevantes coleções privadas, tanto no Brasil quanto no exterior. Seu programa inclui nomes consagrados, como Abraham Palatnik, Amelia Toledo, Antonio Dias, Artur Lescher, Daniel Buren, Heinz Mack, Julio Le Parc, Lucia Koch, Tomie Ohtake, Vik Muniz, e uma nova geração de artistas reconhecidos, como André Griffo, Bruno Dunley, Jaime Lauriano, Jonathas de Andrade e JR.

Serviço
Exposição “Manoela Medeiros – “Um rio em mim”
Até: 9 de maio de 2026

Entrada gratuita

Nara Roesler
Rua Redentor, 241, Ipanema, Rio de Janeiro, CEP 22421-030
Segunda a sexta, das 10h às 18h
Sábado, das 11h às 15h

Telefone: 21 3591 0052
info@nararoesler.art
https://nararoesler.art/

Andréia Pedroso apresenta o show Cheia de Bossa, numa edição especial em homenagem a Edu Lobo, no Little Club/Beco das Garrafas

A cantora carioca Andréia Pedroso, intérprete da MPB e da Bossa Nova, apresenta o show CHEIA DE BOSSA, numa edição especial em homenagem a Edu Lobo, no próximo dia 18 de abril (sábado), no Little Club/Beco das Garrafas, berço da Bossa Nova e palco de muitas histórias de nossa cultura musical.

Para esta edição “Edulobianas”, Andreia estará acompanhada por Henrique Ayres (violão), Zé Luiz Maia (baixo) e Marcio Bahia (bateria).

Sobre Andreia Pedroso

Cantora carioca, intérprete, letrista e compositora da MPB. Mestre em Educação Musical pela Escola de Música da UFRJ, licenciada em Educação Artística pela Universidade Metodista/ BENNETT, no Rio de Janeiro. Curso de Letras Português-Literaturas pela Faculdade de Letras da UFRJ (incompleto). Curadora e Preparadora vocal no projeto PreparaVoz – Oficina de Canto – realizada no Centro da Música Carioca Artur da Távola/ SMC (2019-2021), do Voz em Canto Oficina de Canto – realizada no Atelier Geraldo Aguiar (2023)e Preparadora vocal da bateria TIM e das Oficinas de Canto da COART/ UERJ (2001-2003).

Serviço

Show: Cheia de Bossa

Data: 18 de abril de 2026

Horário: 20h

Assessoria de Imprensa – Paula Ramagem

Ingressos: R$ 60,00 (no local)

Local: Little Club/Beco das Garrafas

Rua Duvivier, 37 – Copacabana, RJ

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Classificação Livre

Niterói recebe Caminhada de Conscientização sobre o Autismo neste domingo (12)

Niterói recebe, neste domingo (12), a 11ª Caminhada de Conscientização sobre o Autismo, iniciativa que reforça a importância da inclusão, do respeito e da visibilidade das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A concentração está marcada para 9h, na Praia de Icaraí, próximo à Rua Mariz e Barros, com início da caminhada às 9h30 e encerramento às 11h30, na Reitoria da UFF.

“A Caminhada pelo Autismo é um ato de visibilidade e respeito. Quando ocupamos as ruas, reforçamos que as pessoas com deficiência têm direito a estarem em todos os espaços. Dar visibilidade é combater o preconceito e fortalecer a inclusão”, destacou a Coordenadora de Acessibilidade de Niterói, Camila Rodrigues.

A ação contará com uma estrutura pensada para garantir acolhimento, conforto e bem-estar a todos os participantes. Ao longo do percurso e ao final do trajeto, será disponibilizada uma rede de apoio com diversos serviços, incluindo distribuição de água, tenda de escuta com profissionais especializados, suporte e orientações para famílias e participantes.

A programação também inclui atividades de lazer inclusivo, com ações recreativas e brinquedos adaptados para as crianças, além de atividades culturais. Outro destaque é a feira solidária, que contará com exposição de artesanato local e opções de gastronomia para toda a família.

A Caminhada de Conscientização sobre o Autismo é uma realização coletiva da AMES, da Ong Casa Atípica, do Lions Club Niterói Fonseca, da Onã Acessibilidade e o Pais Além do Espectro.

A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Niterói, da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (COMPED), da Águas de Niterói, do Centro Universitário IBMR, além de organizações e projetos como Voz Atípica, Feira Atípica Cultural, Autistas Adultos Niterói, Instituto Autismo Rede de Apoio, NitDown, Casa Girassol, TransformA, Estímulo, entre outros, que fortalecem a construção de uma cidade mais inclusiva, acolhedora e diversa.

Serviço: Caminhada de Conscientização sobre o Autismo
Data: Domingo, 12/04
Horas: De 9h30 às 11h30
Local: Praia de Icaraí, próximo à Rua Mariz e Barros

Poesia de pessoas em situação de rua é atração no Parque Glória Maria

Levantamento do Data Rio aponta que 8.195 pessoas vivem nas ruas da cidade

A primeira revista de poesia produzida por pessoas em situação de rua no Brasil será lançada no Rio de Janeiro com a exposição “Da Calçada”. A iniciativa é da Imprensa da Cidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. Neste fim de semana, nos dias 11 e 12, o Parque Glória Maria, em Santa Teresa, será palco de uma programação voltada à cultura, arte e acolhimento. A distribuição das revistas será gratuita, assim como a entrada no evento.

Presidente da Imprensa da Cidade do Rio de Janeiro, Pedro Geromilich, conhecido como Pedro do Livro, destaca o sucesso do projeto.

“Essa é a primeira revista de poesias escrita por pessoas em situação de rua, um trabalho incrível que foi conduzido pela ex Secretária Martha Rocha e pela atuação de Leo Motta nas oficinas. É um legado de assistência que reflete a gestão Eduardo Cavaliere, à frente da Prefeitura do Rio”.

Leo Motta, de 44 anos, palestrante e escritor que já viveu em situação de rua, ressalta que a arte floresce mesmo nos contextos mais invisibilizados. De acordo com ele, a revista nasceu a partir de 41 oficinas realizadas com cerca de 640 participantes em situação de vulnerabilidade social.

“Os 46 poemas foram escritos por pessoas acolhidas pela Secretaria de Assistência Social. A ideia é ampliar cada vez mais esse projeto que transforma vidas. Eu mesmo vivi nas ruas, e foi a poesia que me permitiu escrever três livros e mudar minha trajetória”, afirmou.

A programação contará com a presença dos autores e será aberta ao público. No dia 12, o encerramento será marcado pelo Sarau Poético Marquises, quando os participantes apresentarão textos que traduzem resistência, expressão e humanidade. A proposta reforça que a poesia não tem fronteiras: nasce na rua, ganha voz nas pessoas e encontra sentido em cada olhar atento.

Prefeitura de Niterói fortalece ciclismo ao sediar etapa internacional de downhill no Parque da Cidade

Competição da Union Cycliste Internationale (UCI) reúne atletas entre os dias 10 e 12 de abril

Niterói vai receber o Continental Series Downhill (DHI), entre os dias 10 e 12 de abril, no Parque da Cidade, em São Francisco. Com patrocínio da Prefeitura de Niterói, por meio da Coordenadoria Niterói de Bicicleta, o campeonato integra o calendário oficial da Union Cycliste Internationale (UCI), principal entidade do ciclismo mundial, e coloca a cidade no circuito de uma das mais importantes etapas da modalidade na América Latina em 2026.

“Niterói tem uma tradição forte no ciclismo, seja na mobilidade, seja no esporte de bicicleta. O Parque da Cidade sempre foi um espaço importante para o downhill e para a formação de atletas. Receber uma etapa internacional desse porte reconhece essa história. O esporte ajuda a fortalecer a cultura da bicicleta, porque inspira, engaja e amplia o olhar das pessoas sobre o que a bike representa na cidade. É essa combinação entre esporte, lazer e mobilidade que sustenta uma política pública consistente, construída ao longo dos últimos anos sob a liderança do prefeito Rodrigo Neves”, afirmou o coordenador do Niterói de Bicicleta, Filipe Simões.

A prova de Downhill Individual (DHI) é conhecida pela alta velocidade e elevado nível técnico, desafiando atletas em um percurso de descida com terreno acidentado. O trajeto inclui obstáculos naturais e artificiais, como jardins de pedras (rock gardens), saltos em rampas, gaps, drops e curvas técnicas, exigindo precisão, habilidade e controle dos competidores.

Caio Vieira Werneck, destaque da elite do downhill, que conquistou em 2023 o Pan-Americano e o Campeonato Brasileiro na categoria Júnior, destaca a emoção de participar do evento.

“Estou muito feliz de ter essa competição no meu quintal, o Parque da Cidade. É uma oportunidade enorme e estou motivado para defender com garra o título dessa pista. Fiz meu nome na Júnior, sendo campeão Pan-Americano no Peru e brasileiro no sul do Brasil. Estou trabalhando para conquistar mais títulos na categoria elite. Essa prova no Parque da Cidade terá um significado muito importante na minha carreira como atleta profissional”, celebrou Caio.

A programação começa nesta sexta-feira (10), com treinos oficiais e reconhecimento de pista pelos atletas. No sábado (11), acontecem os treinos cronometrados e as classificatórias (seeding run), etapa que define a ordem de largada e o ranqueamento dos competidores para a final. No domingo (12), serão realizadas as descidas decisivas, seguidas pela cerimônia de premiação.

O evento reforça o posicionamento de Niterói como referência na promoção do esporte e na realização de competições de alto nível, além de incentivar o uso da bicicleta e o desenvolvimento do ciclismo na cidade e na região.

Foto: Damares Farias

Exposição na Casa Museu Eva Klabin revela peças do acervo pessoal da colecionadora

A compreensão da beleza como experiência cotidiana atravessa a trajetória de Eva Klabin e estrutura a exposição “Beleza habitada: Eva Klabin, moda e memórias”, que abre o calendário de 2026 da Casa Museu Eva Klabin, no Rio de Janeiro. A mostra propõe uma leitura integrada entre arte, moda, mobiliário, objetos do cotidiano e vida social. Com entrada gratuita, a exposição permanece até 24 de maio. A visitação acontece de quarta a domingo, das 14h às 18h.

Com curadoria de Helena Severo e Brunno Almeida Maia, e expografia de Leandro Leão, a exposição apresenta, pela primeira vez ao público, um amplo conjunto de peças do acervo pessoal de Eva Klabin — entre roupas, acessórios, objetos íntimos e documentos — articulado às obras de arte da coleção permanente da Casa. Roupas, chapéus, sapatos, luvas, cartas, convites, menus, listas de convidados, livros de ouro, recortes de imprensa e registros sonoros de amigos e familiares convivem nos ambientes da residência, reafirmando a moda como linguagem artística e parte constitutiva de uma experiência estética moderna.

A mostra é organizada em cinco eixos curatoriais, que articulam colecionismo, vida social, cultura e moda como dimensões sempre presentes na trajetória de Eva Klabin. O eixo “Afinidades sensíveis” parte da herança modernista do século XX e apresenta a coleção como uma constelação de formas, materiais e linguagens — da arquitetura e do mobiliário às vestimentas, louças e obras de arte — relacionadas por aproximações formais, cromáticas e sensíveis, afirmando a moda como elemento ativo desse campo estético integrado.

A casa surge como espaço de encontros, trocas e diplomacia cultural em “Modos de existir: Eva Klabin e o seu tempo”. O núcleo destaca episódios emblemáticos da vida social da colecionadora, como o jantar oferecido ao banqueiro e filantropo David Rockefeller, na década de 1970, cuja ambiência é recriada a partir de documentos, pratarias, louças e arranjos concebidos por Roberto Burle Marx. O eixo aborda ainda o cotidiano íntimo de Eva, seus hábitos culturais, a realização de eventos musicais em sua residência e as viagens de formação realizadas ao lado de sua irmã, Ema Klabin.

O eixo “Modos de colecionar” apresenta a trajetória de Eva Klabin como colecionadora ao longo de mais de quatro décadas, desde as primeiras aquisições realizadas em 1947, com Pietro Maria Bardi, até as últimas peças adquiridas antes de seu falecimento. O conjunto reúne obras e objetos de diferentes períodos e geografias, propondo uma leitura ampliada da história da arte, do Antigo Egito à arte moderna. A coleção de indumentárias integra esse núcleo como parte do mesmo gesto colecionador, afirmando um guarda-roupa vívido, coerente e sensível.

Em “A linguagem secreta dos objetos”, o foco recai sobre fragmentos da cultura material que expressam memória, subjetividade e formação identitária. Objetos pessoais como chapéus, luvas, sapatos, cadernetas, diários, documentos e correspondências revelam gestos, hábitos e modos de viver no mundo. Entre os destaques estão criações de nomes como Pierre Cardin, Chanel, Salvatore Ferragamo e Charles Jourdan, além de peças de chapelaria assinadas por Rose Valois e Gilbert Orcel, cujas obras integram também acervos internacionais.

Já o eixo “O visível, o invisível: a moda como arte” afirma a moda como linguagem artística e campo de criação. Essas criações, associadas à modernidade do século XX, convivem com um núcleo especialmente dedicado à modista carioca Zulnie David, principal responsável pelas roupas de Eva Klabin entre as décadas de 1940 e 1980. Christian Dior, Coco Chanel, Jean Patou e Marie Martine também figuram entre os nomes que estruturam o eixo. Ao evidenciar sua produção e colocá-la em diálogo com a alta-costura internacional, a exposição propõe uma revisão crítica da história da moda no Brasil, problematizando processos de visibilidade e apagamento histórico e reafirmando a moda como prática artística.

O percurso expositivo reúne obras da coleção permanente da Casa Museu Eva Klabin, peças emprestadas de outros acervos, fotografias de arquivo, indumentárias, objetos pessoais e ampla documentação histórica. Ao todo, são apresentados mais de 130 itens de moda e acessórios, articulados a cartas, convites, menus, listas de convidados, livros de ouro, recortes de imprensa e materiais audiovisuais com depoimentos de amigos e familiares, ampliando as camadas de leitura sobre a trajetória de Eva Klabin.

Alinhada ao conceito de resíduo zero, a exposição prevê a doação dos tecidos para instituições de ensino de moda e o reaproveitamento das demais estruturas em futuras iniciativas da Casa Museu Eva Klabin. “Beleza habitada: Eva Klabin, moda e memórias” conta ainda com programação educativa, cursos, palestras e bate-papos pensados por Simone Ckless, estilista e fundadora do Laboratório Carioca de Moda, além de workshops, apresentações musicais e a publicação de catálogo digital.

SERVIÇO
“Beleza Habitada: Eva Klabin, moda e memórias”
Visitação: 31/01 a 24/05 – Quarta a domingo, das 14h às 18h
Local: Casa Museu Eva Klabin (Av. Epitácio Pessoa, nº 2480 – Lagoa Rodrigo de Freitas) – Rio de Janeiro – RJ
Entrada gratuita
Classificação: Livre