Câmeras do CISP ajudam Polícia Civil a prender motorista que atropelou seis jovens e fugiu em Niterói

A Sistema inteligente de cercamento eletrônico permitiu rastrear o veículo, identificar a rota do acusado

Cinco imagens captadas pelo sistema de cercamento eletrônico do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), da Prefeitura de Niterói, foram decisivas para auxiliar a investigação da Polícia Civil que resultou na prisão preventiva de Hugo Braz de Oliveira Lima, suspeito de atropelar seis jovens e fugir sem prestar socorro após o acidente ocorrido na noite de 8 de maio, na Estrada Caetano Monteiro, próximo ao Fórum do Largo da Batalha. Os registros mostram o veículo passando por diferentes pontos da cidade, permitindo que os investigadores reconstruíssem o trajeto percorrido pelo motorista logo após o crime.

As imagens, geradas pelo sistema de cercamento eletrônico, foram disponibilizadas pelo CISP à equipe da 79ª Delegacia de Polícia (Jurujuba), responsável pela investigação. A partir da identificação dos primeiros registros, os guardas municipais que atuam no Centro Integrado de Segurança Pública ampliaram as buscas por outras câmeras do sistema de monitoramento pelas quais o veículo pudesse ter passado, permitindo rastrear novos deslocamentos e reunir mais elementos para a investigação.

O trabalho possibilitou identificar rapidamente o automóvel utilizado no atropelamento, localizar o condutor e fornecer informações fundamentais para o avanço das diligências e para o pedido de prisão preventiva.

O Centro Integrado de Segurança Pública da Prefeitura conta com mais de 800 câmeras espalhadas por Niterói. Desse total, cerca de 120 integram o sistema inteligente de cercamento eletrônico, tecnologia capaz de identificar veículos por meio da leitura automática de placas e também por características como modelo, cor, adesivos, avarias e outros elementos visuais. O sistema cruza essas informações em segundos e rastreia a circulação do automóvel por diferentes pontos da cidade, mesmo quando a placa não pode ser identificada integralmente.

Foi esse trabalho que permitiu localizar cinco registros do veículo após o atropelamento, reconstruir sua rota e fornecer à Polícia Civil informações técnicas que subsidiaram a investigação.

O secretário de Ordem Pública de Niterói, Gilson Chagas, destacou que o Cisp é um importante aliado das forças de segurança. Segundo ele, sempre que solicitado, o setor de inteligência do Centro e os guardas municipais realizam a busca das imagens com base nas informações repassadas pelos investigadores e encaminham todo o material à Polícia Civil.

“A partir desse trabalho técnico, a Polícia Civil desenvolve uma investigação criteriosa, que resulta em prisões como esta. Essa integração entre a Prefeitura e as forças de segurança é fundamental para dar respostas rápidas à população e fortalecer o combate à criminalidade”, afirmou o secretário.

Com base nas provas reunidas, o delegado Marcelo Machado representou pela prisão preventiva do acusado. O mandado foi expedido pelo Poder Judiciário na última sexta-feira e cumprido neste domingo por policiais da 79ª DP, com apoio de equipes do Niterói Presente.

Segundo a Polícia Civil, o investigado responderá por sete tentativas de homicídio qualificado, sete crimes de omissão de socorro, fuga do local do acidente para escapar da responsabilidade penal e condução de veículo sob efeito de álcool ou de substância psicoativa.

O preso foi encaminhado para a sede da 79ª DP, onde passou pelos procedimentos de praxe e permanece à disposição da Justiça.

“Felippe Moraes: Composição Aleatória” no MAC Niterói

O MAC Niterói apresenta a exposição “Felippe Moraes – Composição Aleatória”, que ocupa a praça do museu com três esculturas sonoras interativas de grandes proporções, convidando o público a produzir música de forma coletiva. Com entrada gratuita, a mostra conta com texto da curadora libanesa Amanda Abi Khalil e segue até 23 de agosto de 2026.

Na exposição, o artista apresenta a série Composição Aleatória #2 (2024), composta por três esculturas monumentais que funcionam como instrumentos musicais coletivos. As obras convidam o público a se sentar em pares e a balançar nas estruturas, acionando doze sinos suspensos, organizados segundo a escala dodecafônica, sistema musical baseado na premissa de igualdade entre todas as notas da escala cromática.

Derivada da obra Composição Aleatória (2019), apresentada pela primeira vez na exposição Solfejo, no Centro Cultural FIESP, em São Paulo, a série se aprofunda na ideia de música como acontecimento imprevisível e relacional. Cada ativação gera uma situação sonora única, moldada pelos movimentos arbitrários dos corpos, pelo vento, pela maresia e pela interação entre visitantes. Não há partitura fixa, nem repetição possível: a obra se afirma como uma composição sempre provisória e coletiva. As esculturas já passaram por importantes centros culturais no Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Friburgo e Brasília.

A exposição marca o retorno de Felippe Moraes ao MAC Niterói para celebrar uma década de pesquisas e intervenções que tensionam a arquitetura icônica de Oscar Niemeyer, seu simbolismo e sua relação direta com a paisagem e a cidade. Desde 2016, o artista desenvolve uma sequência de projetos concebidos para os espaços externos do museu, entre eles “Progressão” (2016), realizada durante os Jogos Olímpicos, quando instalou 26 bandeiras em tons de cinza ao longo da rampa do edifício, e “Samba Exaltação” (2021), mostra criada especialmente para os 25 anos do MAC, com sete neons que incorporavam versos de sambas tradicionais à arquitetura modernista.

Em 2022, Moraes expandiu essa investigação com a curadoria do “Projeto Mirante”, ocupando simultaneamente a praça, a rampa e a bilheteria do museu, criando três exposições simultâneas que diluíram fronteiras institucionais e estabeleceram um contato direto com o público visitante.

Ao instalar as esculturas na praça do MAC Niterói, Felippe Moraes coloca em diálogo a geometria rigorosa das formas, a instabilidade do som e a vastidão da paisagem marítima, criando um ambiente de criação livre, lúdica e sensorial, no qual arquitetura, corpo e território vibram em uníssono.

Para o artista: “Historicamente, as pessoas se sentem distanciadas das instituições de arte. O MAC Niterói não é diferente, com o agravante de estar em diálogo constante com uma paisagem arrebatadora e uma arquitetura tão potente que, muitas vezes, eclipsam as coleções e programações. Ao ocupar a praça do museu, busco ativar esse espaço de encontro, onde a arte e as pesquisas curatoriais ganham forma ao entrar em contato direto com os visitantes. É uma proposta de museu verdadeiramente público: aquele que se abre para a cidade, transforma os cidadãos e também se deixa transformar por eles.”

II Festival Internacional Goitacá de Cinema abre inscrições para o Programa de Formação e leva mentoria do Paradiso Multiplica a cineastas do Interior Fluminense

Inscrições seguem abertas até dia 15 de julho e devem ser feitas pela internet

O II Festival Internacional Goitacá de Cinema abre inscrições até dia 10 de julho para dois eixos de sua programação: o Programa de Formação, dedicado à capacitação em audiovisual por meio de cursos e minicursos abertos ao público, e o Cine Market Goitacá, ambiente voltado ao desenvolvimento de projetos, à qualificação de realizadores e à conexão com o mercado audiovisual.

Nesta edição, o Cine Market Goitacá apresenta uma novidade: uma chamada de mentorias de projetos realizada em parceria com o Paradiso Multiplica, iniciativa do Projeto Paradiso voltada à formação e ao fortalecimento da cadeia audiovisual brasileira.

Enquanto o Programa de Formação é destinado a estudantes, professores e interessados em cinema, o Cine Market Goitacá selecionará realizadores do interior fluminense com projetos de curta-metragem em desenvolvimento para participar de mentorias e atividades voltadas ao mercado audiovisual. Juntos, os dois eixos reforçam o compromisso do festival com a descentralização do acesso à formação, à qualificação profissional e ao fortalecimento da produção audiovisual no interior do estado.

Atividades acontecem durante o festival, entre os dias 6 e 11/08, em Campos dos Goytacazes e São João da Barra

“O Festival Internacional Goitacá de Cinema nasce como uma relevante janela de exibição e, ao mesmo tempo, se afirma como um espaço de formação em cinema e audiovisual, incluindo processos de qualificação para o mercado. A parceria com o Projeto Paradiso, por meio do Paradiso Multiplica com o nosso Cine Market Goitacá, pretende elevar o patamar técnico dos projetos e dos realizadores do interior fluminense, tornando-os mais competitivos. Unir grandes profissionais do mercado nacional a projetos que germinam na região é um dos grandes objetivos do evento, gerando novas produções e estimulando o mercado no interior”, afirma Fernando Sousa, diretor da Quiprocó Filmes e idealizador do festival.

Cine Market Goitacá estreia chamada de mentorias em parceria com o Paradiso Multiplica
A principal novidade desta edição é a chamada de mentorias do Cine Market Goitacá, viabilizada por meio do Paradiso Multiplica, programa do Projeto Paradiso voltado à formação e ao desenvolvimento de profissionais do audiovisual.

A convocatória é destinada a realizadores do interior fluminense com projetos de curta-metragem em fase de desenvolvimento.

Serão selecionados até três projetos. Cada um receberá uma mentoria individual on-line, com duração de uma hora, conduzida por um profissional apoiado pelo Projeto Paradiso antes do início das atividades presenciais do festival. Durante o II Festival Internacional Goitacá de Cinema, os participantes também deverão participar de uma masterclass presencial voltada ao desenvolvimento de projetos e ao mercado audiovisual.

A iniciativa busca ampliar o acesso de novos talentos ao circuito profissional do audiovisual e fortalecer a produção independente realizada fora dos grandes centros.

As inscrições para as mentorias seguem abertas até 15 de julho até às 18h. As inscrições são gratuitas e estarão abertas por meio do formulário eletrônico disponível no link https://forms.gle/w1RDrZq3c9cXVNQ18.

Programa de Formação oferece quatro cursos e minicursos
O II Festival Internacional Goitacá de Cinema, em parceria com a Diretoria de Cultura e a Escola de Extensão da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), promove o Programa de Formação, eixo central do evento e que reafirma o seu o compromisso com a democratização do conhecimento, a qualificação profissional e o fortalecimento da cadeia audiovisual brasileira. Trata-se de um espaço voltado a fomentar a formação técnica e a troca de conhecimento, bem como a estimular o fortalecimento do mercado do cinema e do audiovisual no interior fluminense. As atividades formativas são dirigidas tanto a profissionais que estão dando seus primeiros passos no cinema quanto a realizadores experientes, com o objetivo de incentivar a qualificação e o intercâmbio entre agentes de diversos segmentos do setor e áreas afins.

Link para inscrição: https://www.sympla.com.br/evento/ii-festival-internacional-goitaca-de-cinema-programa-de-formacao/3457211

PROGRAMAÇÃO DO PROGRAMA DE FORMAÇÃO

Minicurso Técnicas documentais para contar histórias que transformam
Instrutora: Tatiana Cantalejo
Dia: 06 e 07/08
Horário: 9h às 13h
Local: Sala Goitacá

Curso Popular de Audiovisual
Instrutores: Wescley Di Luna / Fabi Melo
Dia: 05 a 08/08
Horário: 14h às 18:30h, nos dias 05 e 06; 13h às 18h no dia 7; e 14h às 18h, no dia 8
Local: Instituto Mulheres em Ação – Açu, São João da Barra/RJ

Minicurso Circuito de Festivais: Estratégias de distribuição para curtas-metragens
Instrutora: Julia Couto
Dia: 10 e 11/08
Horário: 9h às 13h
Local: Sala Coliseu

Minicurso Cinema autoral na prática: Roteiro, direção e produção executiva
Instrutoras: Ceci Alves / Alba Azevedo
Dia: 10 e 11/08
Horário: 9h às 13h
Local: Sala Catedral

O II Festival Internacional Goitacá de Cinema é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e pela Quiprocó Filmes. Conta com patrocínio da Ferroport, por meio da Lei Rouanet; patrocínio da GNA, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura; e patrocínio da Embratur.

Conta com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Conta ainda com a parceria educacional e cultural da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da UENF (PPGSP), Pro-reitoria de Extensão, Diretoria de Cultura da UENF, Centro de Ciências do Homem (CCH), do Cine Darcy e do Projeto Caminhos de Barro. Parceria comercial com Hotel Ramada. Parceria Institucional do Projeto Paradiso, do Pacto da Promoção da Equidade Racial, Costa Doce Convention & Visitors Bureau e CIDENNF. Tem a parceria de mídia Folha da Manhã, InterTV e Canal Curta.

Realização Quiprocó Filmes, Associação de Estudos da Cultura e Economia Criativa, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Sobre a Quiprocó Filmes:

A Quiprocó Filmes é uma produtora audiovisual independente que em 2026 completa 10 anos de história. Sediada no Rio de Janeiro e filial em Campos dos Goytacazes, buscamos provocar mudanças através de um olhar inquieto. Criamos imagens atentas às histórias, emoções e afetos, a partir de diferentes vozes, transformando a maneira com que as pessoas veem suas próprias vidas e os diferentes elementos da nossa cultura. Criamos conteúdo para cinema, TV e streaming. Produzimos conteúdo publicitário e institucional para organizações e empresas.

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SERVIÇO

Data do Festival: 06 a 11 de agosto de 2026.
Local: Campos dos Goytacazes e São João da Barra (RJ).
Custo: Programação e inscrições 100% gratuitas.

www.quiprocofilmes.com.br

Concurso da Polícia Militar do Piauí oferece 500 vagas para soldado e remuneração inicial de R$ 4,8 mil

Inscrições seguem até 22 de julho (quarta-feira) no site da Fundação Carlos Chagas. Certame também tem vaga para Oficial Capelão com subsídio inicial de R$ 9,7 mil

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Polícia Militar do Estado do Piauí (PMPI), que oferece 1.001 vagas para ingresso na corporação, sendo 500 imediatas e 500 para cadastro de reserva para o cargo de Praça PM (Soldado PM), além de uma vaga imediata para Oficial Capelão PM (1º Tenente QOCPM). Os interessados podem se inscrever até o dia 22 de julho no site da Fundação Carlos Chagas (FCC).

Para o cargo de Soldado PM, com subsídio inicial de R$ 4.896,84, é exigido curso superior completo, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Das vagas oferecidas, 375 são destinadas à ampla concorrência e 125 para candidatos negros e pardos, tanto para as vagas imediatas quanto para o cadastro de reserva. Entre os requisitos estão idade entre 18 e 35 anos, possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH), altura mínima de 1,60 metro para homens e 1,55 metro para mulheres, além de atender aos demais critérios do edital.

Já para o cargo de Oficial Capelão PM (1º Tenente QOCPM), o subsídio inicial é de R$ 9.793,54. Para concorrer, o candidato deve possuir graduação em Filosofia ou Teologia, ser sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana há pelo menos dois anos e atender aos demais requisitos previstos, incluindo autorizações das autoridades eclesiásticas competentes.

Como participar
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Candidato no site da Fundação Carlos Chagas, até as 23h59 do dia 22 de julho (horário de Brasília). O valor de inscrição é de R$ 120 para o cargo de Soldado PM e de R$ 130 para o cargo de Oficial Capelão PM. Para participar, o candidato deve preencher o formulário eletrônico de inscrição, indicar o cargo desejado, realizar o envio da fotografia exigida e efetuar o pagamento do boleto bancário até 23 de julho.

Provas
As provas objetiva e discursiva (redação) estão previstas para o dia 23 de agosto em Teresina (PI). Caso o número de inscritos exceda a capacidade dos locais disponíveis na capital, os candidatos poderão ser alocados em municípios próximos.

As provas objetivas terão duração de três horas e serão compostas por questões de múltipla escolha sobre conhecimentos básicos e específicos de cada cargo. Para Soldado PM, os conteúdos incluem Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Matemática Básica, Informática, Conhecimentos Gerais, Conhecimentos Regionais do Estado do Piauí, Legislação da Polícia Militar e Noções de Direito. Já para Oficial Capelão, os conteúdos englobam Língua Portuguesa, Direitos Humanos, Conhecimentos Regionais do Estado do Piauí, Legislação da Polícia Militar, Direito Constitucional e Conhecimentos Religiosos.

Além das provas objetiva e discursiva, os candidatos passarão por Teste de Aptidão Física (TAF) e Avaliação Psicológica, ambas de caráter eliminatório, conforme cronograma e regras estabelecidos no edital.

Sobre a Fundação Carlos Chagas (FCC)
A Fundação Carlos Chagas (FCC) é uma instituição de direito privado e sem fins lucrativos que, pelos relevantes serviços prestados à sociedade brasileira, foi declarada como de utilidade pública. Há mais de 60 anos, é reconhecida pela competência na atuação em duas grandes áreas: 1) concursos e processos seletivos e 2) pesquisa educacional. Com um trabalho pautado sempre pela qualidade, segurança e fidelidade na prestação de serviços, a FCC já realizou mais de 2,7 mil projetos, atendeu a 550 instituições e avaliou mais de 313 milhões de candidatos. Por meio de seu Departamento de Pesquisas Educacionais, dedica-se a programas de investigação sobre temas direta ou indiretamente relacionados a avaliação, políticas públicas, formação e trabalho docente, direitos sociais e relações etárias, de gênero e raciais.

Serviço
Concurso Público – Polícia Militar do Estado do Piauí (PMPI)
Vagas: 501 (500 para Soldado PM, 500 para cadastro de reserva e 1 para Oficial Capelão PM)
Inscrições: até 22 de julho (quarta-feira), no site da banca organizadora.
Valor da inscrição: R$ 120 para o cargo de Soldado PM, R$ 130 para o cargo de Oficial Capelão PM
Provas: 23 de agosto (domingo), em Teresina (PI).

Após 80 anos, “Salvator Rosa”, de Carlos Gomes, volta ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em nova montagem para celebrar os 117 anos da instituição

O palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro receberá, em julho, um dos acontecimentos mais importantes da temporada lírica de 2026. Ausente de seu repertório há 80 anos, a ópera Salvator Rosa, de Antonio Carlos Gomes, volta à cena em uma nova produção que celebra os 117 anos do mais emblemático teatro lírico do Brasil e presta uma homenagem aos 190 anos de nascimento e aos 130 anos de morte do principal nome da ópera brasileira no século XIX.

Com patrocínio oficial da Petrobras, a montagem reúne os três corpos artísticos do Theatro Municipal — Coro, Ballet e Orquestra Sinfônica —, sob a concepção e direção cênica de Julianna Santos e a direção musical e regência de Luiz Fernando Malheiro.

As apresentações acontecem nos dias 12 de julho (estreia, às 17h), 14 (sessão gratuita, às 19h), 15, 17 e 18 (às 19h). Os ingressos estão à venda na bilheteria do Theatro Municipal e pelo site oficial.

A última vez que Salvator Rosa foi encenada no palco do Municipal foi em 1946. Seu retorno representa o resgate de uma obra fundamental do repertório de Carlos Gomes e recoloca em cena um capítulo marcante da história da instituição, que comemora o aniversário no dia 14 de julho.

Com estreia mundial em 21 de março de 1874, no Teatro Carlo Felice, em Gênova, a ópera foi escrita sobre libreto de Antonio Ghislanzoni, inspirado no romance Masaniello, do escritor Eugène de Mirecourt. Dedicada ao engenheiro e abolicionista André Rebouças, a obra surgiu logo após a recepção pouco favorável de Fosca e marcou um novo momento na trajetória de Carlos Gomes.

Escrita em apenas seis meses, Salvator Rosa apresenta melodias mais diretas e grande força dramática, características que conquistaram rapidamente o público italiano. O sucesso foi imediato: entre 1876 e 1877 tornou-se uma das óperas escolhidas para abrir temporadas em diversos dos mais importantes teatros da Itália, consolidando-se entre as obras mais populares do compositor.

No Brasil, Salvator Rosa foi exibida, pela primeira vez, em 29 de julho de 1882, em Belém. Décadas depois, chegou ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde permaneceu ausente até esta aguardada remontagem, que devolve ao público uma das páginas mais expressivas da produção operística brasileira.

“Após reger Salvator Rosa em Manaus, dentro da cooperação entre o Festival Amazonas de Ópera e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, fico feliz em estar participando dessa recondução da linda ópera de Antônio Carlos Gomes ao repertório desta casa, onde tive a satisfação de reger Il Guarany e Condor, ambas em forma de concerto em anos anteriores. Nosso maior compositor do século dezenove precisa estar sempre presente nas programações dos nossos teatros”, afirma Luiz Fernando Malheiro, diretor musical e regente.

“Esta montagem convida o público a revisitar a Revolução Napolitana do século XVII por um olhar atual. As pinturas de Salvator Rosa deixam os museus e passam a integrar a narrativa da ópera: cada obra foi escolhida para dialogar com a dramaturgia, ampliando a força visual e emocional do espetáculo”, ressalta Julianna Santos, diretora cênica.


Sinopse

A ópera Salvator Rosa narra o romance entre o pintor italiano homônimo e Isabella, filha do opressor Duque d’Arcos. A trama mistura paixão com a revolta popular liderada por Masaniello contra a dominação espanhola em Nápoles no século XVII.

O SALVADOR ROSA NA OBRA DE CARLOS GOMES (por Bruno Furlanetto)
Antônio Carlos Gomes nasceu a 11 de julho de 1836, em Campinas, filho do escrivão e alfaiate Manoel José Gomes (1792-1868), conhecido como “Maneco Músico”. O adolescente Tonico costurou calças e paletós e aperfeiçoou seus estudos musicais sob a orientação do pai, que formou uma banda onde Tonico tocava rabeca, clarineta, flauta e piano, e o seu irmão Juca no violino e na clarineta. Aos 18 anos, bom acompanhador, compõe para o piano modinhas de sucesso e em estilo operístico italiano. Com o Juca efetua turnês por São Paulo e escreve o Hino à Mocidade Acadêmica, sucesso entre alunos da Faculdade de Direito. Apresenta-se, com sucesso, em vários concertos, tanto que convenceram-no a ir à Corte se aperfeiçoar no Conservatório. E lá se vai Tonico, onde desembarca no Rio de Janeiro, aos 23 anos. Matricula-se no Conservatório de Música dirigido por Francisco Manuel da Silva (o autor do Hino Nacional) tornando-se seu aluno. Compõe cantatas e, ainda estudante, ganha o cargo de diretor de orquestra e maestro na Ópera Nacional e Italiana do Teatro Lírico Fluminense. Neste Teatro, a 4 de setembro de 1861, é encenada, com êxito, sua primeira ópera ‘A noite do Castelo’ e, a 15 de setembro de 1863 a segunda, Joana de Flandres, “com feliz sucesso”. “Com feliz sucesso” escreveu Francisco Manuel para o diretor da Academia de Belas Artes, indicando Carlos Gomes para uma bolsa “para se aperfeiçoar na arte da composição musical”.

A legislação do Conservatório elegia, de cinco em cinco anos, o aluno “transcendente”, que era enviado à Europa para se aperfeiçoar. O aluno deveria fazer seus estudos “em qualquer conservatório da Itália”, daí nosso Tonico embarcar para Milão. Em fevereiro de 1864, aos 27 anos, Tonico tem o dissabor de ver recusada sua admissão ao Conservatório de Milão por ter passado da idade máxima. Consegue que o Diretor do Conservatório seja seu professor, mas não é aluno interno. Assim, depois de dois anos, presta exame perante uma comissão e em 1866, recebe o título de ”maestro” concedido aos compositores diplomados. Saído dos estudos, “Gomez” foi convidado a escrever as músicas da revista Se sa minga (“Nunca se sabe”), que obtém grande sucesso. É chamado para musicar outra revista, Nella luna , sem sucesso. O jovem compositor devia enviar ao Brasil “uma composição importante”, obrigação da bolsa concedida pelo Conservatório. Ele namorava um tema para uma “ópera nacional”: O Guarany, baseada no romance de José de Alencar. Em Milão, encontra uma tradução do romance em italiano. Entrega tal tarefa a Antonio Scalvini (autor de Se sa minga), mas os dois se desentenderam e o compositor então entrega o libreto ao amigo e poeta Carlo d’Ormeville. Assim, em fins de 1869, a ópera está pronta. A 19 de março de 1870 Il Guarany estreia em um Scala apinhado que lhe decreta um sucesso total, subindo à cena 46 vezes em três temporadas. Na Itália foi representada em 13 cidades e dela passou para 16 países, na Europa e nas Américas. No Brasil estreou a 2 de dezembro de 1870 no Teatro Lírico Fluminense e em nosso Municipal a 3 de agosto de 1914, onde teve, até hoje, 67 representações. Logo depois do triunfo de Il Guarany, Carlos Gomes lançou-se num novo projeto para se livrar do exotismo dos índios, e demonstrar que podia compor uma ópera “europeia”. Assim começa um I Moschettieri com D’Ormeville, no qual trabalha até abandoná-lo, quando aparece a oportunidade de trabalhar com um libretista célebre, Antonio Ghislanzoni, o parceiro de Verdi em várias obras-primas. Os novos parceiros escrevem Fosca (1873), que não chegou a ser um fracasso, mas um sucesso também não, como provam as várias revisões que Gomes fez na ópera, em 1878, pois a nova versão da ópera foi logo acusada de experimentalismo, até de wagnerismo! Não foram poucas as atribulações da ópera até sua aceitação, na nova forma, e chegar ao sucesso. Uma pena, pois, a ópera era, musicalmente, a mais bem acabada de Gomes – muitos afirmam ser o ponto alto de sua produção – influenciando Ponchielli e sua La Gioconda (1876): as semelhanças são muitas e não podem ser ignoradas. Logo depois, ainda em 1873, os dois novos amigos-sócios se puseram mãos-à-obra e escolheram como assunto da nova ópera o romance Masaniello Le Pecheur de Naples (1889), do francês Eugène de Mirecourt, popular folhetinista de assuntos pseudo-históricos e panfletista contra gente famosa. O assunto era uma revolta dos napolitanos (1647) contra os dominadores espanhóis, e receberia o título de seu herói, Salvator Rosa. A história é folhetinesca. Seu herói, o pintor e poeta siciliano, se envolve na revolta e se apaixona pela filha do próprio governador espanhol! Num tratamento livre, tipicamente romântico, a mocinha, quando vê que não pode se unir ao mocinho, se suicida, para desespero do pai duque-governador, enquanto Salvador Rosa termina tendo de seguir o pedido da suicida que, na hora da morte, lhe pede de continuar a viver para a sua arte. Um ano apenas depois do meio-fracasso de Fosca, uma obra composta “em seis meses como um desabafo” tornou-se a ópera de maior sucesso de Gomes, abrindo a temporada 1876-77 dos seis principais teatros italianos! A razão foi ter reduzido suas pretensões musicais e escrito uma ópera à francesa no velho estilo, de uma superficialidade musical cheia de melodias que lembravam a Nápoles do enredo. Isto foi ajudado pelo libreto de Ghislanzoni onde o interesse dramático está dividido num grande número de personagens principais que tem música muito colorida para satisfação do público. Gomes, não sabemos o porquê, nunca teve em boa consideração o Salvator, sua correspondência sobre ele foi sempre negativa, apesar do sucesso junto ao público: Vejamos os fatos: na estreia em Genova ele foi chamado à cena 36 vezes!. No Scala de Milão, em 1874, teve 15 récitas! No Rio de Janeiro em 28 de setembro 1876 foi a confirmação de ser o grande sucesso de sua carreira. Ouvindo-se a obra nota-se logo que o modelo de Gomes foi Verdi, o que é evidente em várias de suas “passagens” entre recitativos e melodias dos chamados “números fechados”, um estilo “conversação musical” num domínio total da “parola scenica’” ensinada pelo mestre. Quanto à orquestração, ela é tão bem cuidada quanto a de Fosca, se bem que mais simples. Visando conquistar o público com formas musicais mais acessíveis, em Salvator Rosa Carlos Gomes mostra ter atingido um estágio de maior maturidade na utilização de seus recursos expressivos.

Sobre Luiz Fernando Malheiro:
É um dos principais nomes da ópera no Brasil com mais de 60 títulos regidos. É Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera. Foi diretor artístico do Teatro São Pedro de São Paulo e diretor de Ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Regeu as principais orquestras brasileiras e também no Festival de Ópera de La Coruña, Sinfônica de Miami, Sinfônica de Bari, Filarmônica Marchigiana, Ópera Nacional de Sófia, Sinfônica de Porto Rico, Teatro de Bellas Artes do México, entre outros. É o único brasileiro a ter regido integralmente O Anel do Nibelungo de Wagner.

Sobre Julianna Santos
Diretora Cênica graduada pela UFRJ iniciou sua carreira em ópera em 2003 ainda na universidade. Atualmente atua como diretora cênica nos principais teatros de ópera do país. Em 2026, dirigiu a ópera Salvator Rosa de Carlos Gomes, no Teatro Amazonas, em parceria com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2025, dirigiu a ópera Os Pescadores de Pérolas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No mesmo ano, dirigiu As Bodas de Fígaro no Theatro Amazonas (26º Festival Amazonas de Ópera). Em 2024, a Cinderela do Theatro São Pedro foi levada em uma itinerância a cidades do interior de São Paulo, além de ser reapresentada na temporada anual do Theatro São Pedro. Em 2023, dirigiu a ópera Cosi Fan Tutte na abertura da programação do Theatro Municipal de São Paulo. No mesmo ano, dirigiu três óperas brasileiras contemporâneas, sendo elas: Piedade, de Joao Guilherme Ripper (25º Festival Amazonas de Ópera), O Machete, de André Mehmari (Theatro São Pedro – SP) e Contos de Julia, de Marcus Siqueira (Festival de Música Erudita – ES). Ainda em 2023, dirigiu as óperas Carmen (Theatro Municipal do Rio de Janeiro), A Medium (Teatro Padre Bento, Guarulhos), Cinderela (Theatro São Pedro, SP) e Sonho de uma Noite de Verão (Sala São Paulo). No mesmo ano, foi jurada do importante concurso Lapinha direcionado à cantores indígenas, pardos e pretos. Em 2022 dirigiu a estreia da ópera inédita Aleijadinho, de Ernani Aguiar, realizada em Ouro Preto e no Palácio das Artes (BH). Ainda em 2022, dirigiu a ópera Viva La Mamma, de Donizetti, no Theatro São Pedro. Em 2021, dirigiu juntamente com Maria Thais, a ópera The Rake’s Progress, no Theatro Municipal de São Paulo. No mesmo ano, dirigiu em Santos a ópera-vídeo O Telefone, bem como a ópera-filme Três Minutos de Sol para o Festival Amazonas de Ópera. Ainda em 2021, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro dirigiu a série vozes Femininas (Armida Abbandonata, Arianna a Naxos e Pierrot Lunaire). No festival Amazonas de Ópera dirigiu a premiada ópera “Alma” de Claudio Santoro (Revista Concerto – 2019), “Acis and Galatea ”de Haendel (2018) e “O Morcego” de Johann Strauss (2013). Em 2018 retorna a UFRJ para dirigir a Opera “A Flauta Mágica”, levada também ao Teatro Municipal de Niterói. Em 2017 dirigiu La Tragedie, de Carmen, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Durante quatro anos foi Diretora Cênica Residente no Theatro Municipal de São Paulo, onde foi responsável pela direção de remontagem das óperas La Bohème e Cavalleria Rusticana. Em 2019, foi Diretora Cênica colaboradora, na remontagem da opera Faust, no Teatro Municipal do Chile. Em 2012 visitou por cinco semanas a “Opera Company of Philadelphia, na ocasião trabalhando em coprodução com o Festival Amazonas de Ópera.

Elencos:
12, 15 e 18 de julho/14 e 17 de julho
Salvator Rosa: Marcello Vannucci /Enrique Bravo
Isabella: Marly Montoni /Marianna Lima
Gennariello: Carolina Morel /Maria Gerk
Masaniello: Vinícius Atique/Johnny França
Il Duca d’Arcos: Savio Sperandio/Licio Bruno
Corcelli: Murilo Neves/Leonardo Thieze
Conde Badajos: Geilson Santos/Ivan Jorgensen
Fernandez: Ricardo Gaio/Jessé Bueno
Bianca: Gabriele de Paula/Magda Belloti
Suora Ines: Lara Cavalcanti/Carla Rizzi
Fra Lorenzo: Patrick Oliveira/Ciro d’Araújo

Ficha Técnica:
Coreografia: Hélio Bejani, Márcia Jaqueline e Rodolfo Saraiva
Direção de Movimento: Mônica Barbosa
Design Gráfico: Carla Marins
Cenografia: Renato Theobaldo
Figurinos: Marcelo Marques
Iluminação: Paulo Ornellas
Concepção e Direção Cênica: Julianna Santos
Direção Musical e Regência: Luiz Fernando Malheiro
Direção Artística da Temporada 2026: Eric Herrero
Presidente da Fundação Teatro Municipal: Clara Paulino

Serviço:
Salvator Rosa – Antonio Carlos Gomes
Com Coro, Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Marechal Floriano S/Nº – Centro
Datas e horários:
12/7 (estreia) –17h
14/7 (Theatro Municipal do Portas Abertas – programação gratuita) – às 19h
15/7, 17/7 e 18/7, às 19h
Duração: 3h com 1 intervalo
Classificação: 14 anos

Ingressos: Frisas e Camarotes – R$90 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$80
Balcão Superior e Lateral – R$50
Galeria Central e Lateral – R$20
Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro. A venda do terceiro lote será no dia 6 de julho e a partir do dia 7 serão disponibilizados os ingressos gratuitos para a ópera do dia 14 (direito a 2 ingressos por cpf).
Acessibilidade
Palestras Gratuitas antes dos espetáculos
Patrocinador Oficial Petrobras
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio Nova Paradiso, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal e Associação dos Amigos do Teatro Municipal
Lei de incentivo à cultura

Saúde de Meriti inicia a 2ª edição do Vacina na Mochila em creches municipais

Ação da Prefeitura levará equipes de imunização às unidades de educação infantil para atualizar cadernetas de vacinação e ampliar a cobertura vacinal das crianças

A Prefeitura de São João de Meriti, através da Secretaria Municipal de Saúde, dará início, na próxima segunda-feira (06-07), à 2ª edição do programa Vacina na Mochila, iniciativa que leva equipes de imunização às creches municipais para verificar as cadernetas de vacinação das crianças e atualizar as doses que estiverem em atraso, mediante autorização dos responsáveis.

A abertura da ação será na Creche Municipal Maria Alves Lavouras, localizada na Rua Olaria, s/nº, no Centro, marcando o início da programação que seguirá ao longo do mês de julho nas unidades de educação infantil do município.

O objetivo da iniciativa é ampliar a cobertura vacinal infantil, facilitar o acesso às vacinas e reforçar a importância da imunização como uma das principais formas de prevenção contra diversas doenças.

Durante a semana, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde visitarão as creches para conferir as cadernetas de vacinação. Os responsáveis receberão um termo de autorização, que deverá ser preenchido e devolvido à unidade para que, caso haja necessidade, as vacinas em atraso sejam aplicadas conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

A ação fortalece o trabalho intersetorial entre as secretarias municipais de Saúde e de Educação, levando mais comodidade às famílias e contribuindo para que as crianças permaneçam protegidas contra doenças imunopreveníveis.

Italínea Resiliens Icaraí promove encontro para casais de profissionais da área de arquitetura e design

Evento celebrou o mês dos namorados com Happy Hour e transmissão do jogo da Seleção Brasileira

A Italínea Resiliens Icaraí promoveu o evento “Amor em Campo: Casal que Joga Junto, Vence Junto”, reunindo convidados em uma programação especial voltada à celebração do mês dos namorados. O encontro aconteceu no showroom da marca, em Icaraí, e proporcionou uma experiência de integração entre clientes, parceiros e convidados.

Com o conceito inspirado no trabalho em equipe — tanto nos relacionamentos quanto na construção de um lar — o evento combinou momentos de confraternização com a transmissão do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, criando um ambiente de descontração e convivência.

A proposta foi destacar valores como parceria, união e colaboração, elementos que fazem parte tanto da vida a dois quanto da filosofia da empresa.

Sobre a Italínea Resiliens Icaraí
A Italínea Resiliens Icaraí atua no segmento de móveis planejados, oferecendo soluções personalizadas para ambientes residenciais e corporativos. Localizada em Icaraí, Niterói, a empresa busca aliar design, funcionalidade e atendimento especializado, promovendo iniciativas que valorizam a convivência, a qualidade de vida e a criação de espaços que traduzem a identidade de cada cliente.

Créditos
Italínea Resiliens Icaraí
Rua Lemos Cunha, 497 – Icaraí – Niterói (RJ)
Menu: Personal Chef Larissa Rodrigues
Fotos e vídeos: Toni Coutinho

Prefeitura de Niterói lança 4º Edital de Fomento à Economia Solidária com investimento de R$ 3 milhões

Programa fortalece cooperativas, associações e coletivos produtivos e amplia recursos para geração de trabalho e renda no município

A Prefeitura de Niterói lançou, nesta sexta-feira (03), o 4º Edital de Fomento à Economia Solidária, em cerimônia realizada na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural, em São Domingos. Coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária, a iniciativa contará com investimento de R$ 3 milhões, valor R$ 1 milhão superior ao destinado nas edições anteriores.

“É uma honra representar o prefeito neste lançamento, que reafirma o compromisso da Prefeitura de Niterói com uma política pública que transforma vidas. A economia solidária gera oportunidades, fortalece o empreendedorismo coletivo, promove inclusão e garante mais dignidade para centenas de famílias. Com um investimento recorde de R$ 3 milhões, ampliamos nosso apoio a quem produz, empreende e movimenta a economia local. Assim como a Moeda Social Arariboia, este edital demonstra que investir nas pessoas cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento, gera trabalho, renda e faz Niterói seguir avançando com justiça social e prosperidade”, afirmou o secretário Executivo Felipe Peixoto.

O 4º Edital de Fomento à Economia Solidária tem como objetivo fortalecer a geração de trabalho e renda no município por meio do apoio a cooperativas, associações e coletivos produtivos que atuam de forma autogestionária, sustentável e coletiva. Poderão participar empreendimentos cadastrados na Casa Paul Singer e organizados no Fórum de Economia Solidária de Niterói.

O secretário municipal de Assistência Social e Economia Solidária, Elton Teixeira, destacou a importância da iniciativa.

“Hoje é um dia muito importante para a economia solidária de Niterói. Com o lançamento do quarto edital de fomento, chegamos à marca de R$ 9 milhões investidos no fortalecimento dos empreendimentos solidários. São R$ 3 milhões em recursos não reembolsáveis para que os coletivos possam investir em equipamentos, infraestrutura e no crescimento de seus negócios. Esse é o resultado de uma política pública construída ao longo dos últimos anos, a partir do Marco Regulatório da Economia Solidária e da criação da Moeda Social Arariboia”, explicou Elton.

A política pública é considerada pioneira no país por utilizar recursos provenientes da circulação da Moeda Social Arariboia para fomentar empreendimentos da economia solidária, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento local e fortalecimento da economia do município.

Nas três primeiras edições, os editais contemplaram 80 associações, cooperativas e coletivos, beneficiando diretamente mais de 600 pessoas. Entre os grupos apoiados estão associações de pescadores e marisqueiros, cooperativas de catadores de materiais recicláveis e coletivos de artesanato, gastronomia e agroecologia.

Os investimentos permitiram que pescadores fortalecessem a atividade artesanal com a aquisição de embarcações e melhorias na infraestrutura de beneficiamento do pescado. Agricultores ampliaram a produção e a comercialização de seus produtos; catadores passaram a desenvolver suas atividades com mais segurança; grupos da gastronomia conquistaram maior estrutura e formalização; e artesãos expandiram sua capacidade produtiva e passaram a contar com espaços próprios de trabalho.

A artesã Carmen Brasil, de 61 anos, contou que o apoio recebido por meio do edital fortaleceu o trabalho do coletivo e possibilitou melhorias importantes para o desenvolvimento do empreendimento.

“O edital fez muita diferença para o nosso coletivo. Além de fortalecer a relação entre os integrantes, tivemos acesso à capacitação, qualificação e melhores condições de trabalho. No meu caso, consegui adquirir um notebook e um tablet, equipamentos que eram essenciais para organizar o meu trabalho e ampliar a divulgação nas redes sociais. Sou artesã e produzo ecobags feitas à mão e luminárias criadas a partir da ressignificação de garrafas de vidro. Por isso, incentivo outros artesãos a participarem. É uma oportunidade que transforma o trabalho e fortalece a economia solidária”, ressaltou.

O edital integra a estratégia da Prefeitura de Niterói de articular políticas de transferência de renda, combate à pobreza, inclusão produtiva e desenvolvimento econômico local. A circulação da Moeda Social Arariboia gera recursos que retornam para a cidade na forma de investimentos em trabalhadores, produtores e empreendimentos locais.

Com a quarta edição do programa, a Prefeitura amplia o alcance da política pública e reafirma a economia solidária como instrumento de desenvolvimento social, econômico e territorial.

Foto: Evelen Gouvêa

Artista transforma mel, cera e própolis em obras inéditas em exposição no Rio de Janeiro

O artista transdisciplinar Ricardo Siri inaugurou no sábado, 27, às 10h, no Museu Histórico da Cidade, na Gávea, no Rio de Janeiro, a exposição inédita “PRO-POLIS”, que apresenta cerca de 30 obras produzidas com mel, cera de abelha e própolis. Com curadoria de Fernanda Lopes, a mostra marca o resultado de uma pesquisa iniciada há cerca de oito anos, quando o artista passou a estudar e criar abelhas nativas brasileiras, atividade que lhe rendeu, inclusive, o reconhecimento como produtor do terceiro melhor mel do Brasil. (Foto: Divulgação)

As pinturas e esculturas estabelecem um diálogo entre arte, natureza, ciência e tecnologia, explorando materiais produzidos pelas abelhas como elementos centrais da criação artística. Segundo Siri, a proposta é revelar os processos coletivos presentes tanto na vida das colmeias quanto na organização da sociedade.

“Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma o artista.

Para a curadora Fernanda Lopes, a exposição propõe uma reflexão sobre coexistência e cuidado a partir dos próprios materiais utilizados pelas abelhas.

“Em PRO-POLIS, Ricardo Siri transforma materiais produzidos pelas abelhas em dispositivos de pensamento. Seu interesse não está em representar a natureza, mas em trabalhar a partir dela. Os materiais carregam histórias, geografias e relações ecológicas complexas”, destaca.

Entre os destaques da mostra estão pinturas abstratas produzidas com própolis, substância utilizada pelas abelhas para proteger a colmeia. Nas obras, o material assume o papel de pigmento natural, criando superfícies em diferentes tonalidades de marrom, verde e vermelho. Algumas peças utilizam ainda geoprópolis — mistura de terra e própolis produzida por espécies como a mandaçaia — ampliando o diálogo entre arte, território e biologia.

A geometria característica das colmeias também aparece em uma série de trabalhos confeccionados com folhas de cera de abelha moldadas pelo artista. Em “Estudos para Movimento Mel Concreto”, Siri faz referência ao Movimento Neoconcreto, utilizando estruturas hexagonais inspiradas na organização das abelhas. Formado em engenharia civil, o artista afirma que a geometria é um elemento recorrente em sua produção.

Outra série presta homenagem ao pintor holandês Piet Mondrian. Batizadas de “Meldrian”, as obras reproduzem a linguagem visual do artista utilizando exclusivamente mel e ceras naturais de diferentes espécies de abelhas, sem adição de pigmentos artificiais. Durante suas pesquisas, Siri constatou que cada espécie produz ceras com colorações próprias, que podem variar até mesmo dentro de uma mesma colmeia.

A tecnologia também integra a exposição. O artista desenvolveu QR Codes produzidos com folhas de cera que podem ser escaneados por celulares e direcionam o visitante para conteúdos sobre as colmeias responsáveis pela produção daquele material. Em outras pinturas, os códigos aparecem camuflados em composições geométricas feitas com própolis e pigmentos extraídos de flores e plantas cultivadas em seu quintal, como urucum, café e bougainville. Ao serem fotografadas, as imagens revelam conteúdos ocultos relacionados ao universo das abelhas.

“A ideia é provocar um novo olhar sobre a obra. As pessoas fotografam muito nas exposições. Então resolvi transformar esse hábito em parte da experiência e, de certa forma, polinizar as pessoas”, explica o artista.

A exposição também aborda questões ligadas à migração. Em uma série de mapas-múndi produzidos com cera de abelhas estrangeiras presentes no Brasil, Siri presta homenagem tanto às espécies introduzidas no país quanto aos imigrantes que ajudaram a construir sua história familiar.

A maior parte dos materiais utilizados na exposição é proveniente do próprio meliponário do artista, dedicado à criação de abelhas nativas brasileiras. A mostra permanece em cartaz no Museu Histórico da Cidade e convida o público a refletir sobre as relações entre arte, ecologia, memória e convivência coletiva.

Serviço
Exposição “PRO-POLIS”, de Ricardo Siri
Abertura: 27 de junho de 2026, às 10h
Exposição: até 22 de agosto de 2026
Museu Histórico da Cida (MHC) [3º andar]
Estrada Santa Marinha, s/n – Gávea – Rio de Janeiro – RJ
De terça a domingo, das 9h às 16h.
Entrada gratuita
Curadoria: Fernanda Lopes

Prefeitura de Niterói firma parceria com a ONU-Habitat para fortalecer o Programa Vida Nova no Morro

Cooperação internacional apoia a transformação das favelas com planejamento participativo, habitação digna e desenvolvimento urbano sustentável

A Prefeitura de Niterói deu mais um passo na consolidação de uma política pública inovadora para a melhoria da qualidade de vida nas comunidades com a assinatura, nesta quarta-feira (1º), de um acordo de contribuição com a ONU-Habitat, agência das Nações Unidas especializada em desenvolvimento urbano sustentável.

A parceria marca o início de uma cooperação internacional que vai fortalecer a implementação do Programa Vida Nova no Morro, voltado para transformação das 83 favelas do município por meio de ações integradas de urbanização, habitação, fortalecimento comunitário, desenvolvimento social e segurança cidadã.

“O Vida Nova no Morro representa um novo passo na transformação das comunidades de Niterói. Depois de grandes investimentos em contenção de encostas, infraestrutura, saneamento e espaços públicos, agora vamos levar melhorias também para o interior das casas, promovendo mais segurança, dignidade e qualidade de vida para as famílias. Essa parceria com a ONU-Habitat e o BID nos permitirá realizar um diagnóstico técnico das moradias e iniciar, ainda este ano, as primeiras intervenções. Nossa meta é alcançar as 83 comunidades da cidade, reduzindo desigualdades e consolidando Niterói como uma referência em desenvolvimento urbano e inclusão social para o Brasil e a América Latina”, destacou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

A cooperação terá duração de 20 meses e representa o início da implementação do Programa Vida Nova no Morro em 20 comunidades. Nesse período, serão desenvolvidos diagnósticos sociais e habitacionais, oficinas participativas e ações de mobilização comunitária que vão subsidiar o planejamento das intervenções, colocando os moradores no centro da construção das políticas públicas.

O acordo reúne a experiência internacional da ONU-Habitat em planejamento urbano sustentável e participação social com o conhecimento acumulado pela gestão municipal sobre os territórios. O objetivo é fortalecer a capacidade do município de desenvolver soluções inovadoras voltadas à habitação digna, redução das desigualdades e promoção de cidades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis.

“Essa parceria com Niterói reúne três prioridades que hoje orientam o trabalho do ONU-Habitat: coloca a moradia adequada no centro da ação, demonstra que políticas públicas melhores começam com melhores dados e maior participação social, e reafirma o valor das parcerias. Nosso compromisso é apoiar Niterói na construção de soluções que possam melhorar a vida das pessoas hoje e, ao mesmo tempo, inspirar melhores políticas urbanas para o Brasil e para o mundo”, afirma Elkin Velásquez, diretor regional do ONU-Habitat para América Latina e Caribe.

A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcele Sardinha, reforçou que a cooperação representa um marco para a política habitacional.

“Ao unir a credibilidade e a experiência internacional da ONU-Habitat ao compromisso da Prefeitura com as comunidades, estamos avançando ainda mais na construção de uma política pública baseada na escuta da população, em dados e informações técnicas e na participação social. O Vida Nova no Morro avança para promover dignidade, reduzir desigualdades e garantir que o desenvolvimento urbano aconteça com inclusão, sustentabilidade e respeito às pessoas que vivem nos territórios, conforme previsto no Planejamento Estratégico Niterói Que Queremos 2050”, explicou a secretária.

Entre as ações previstas estão a elaboração de diagnósticos técnicos e sociais detalhados, a construção de um Mapa Rápido Participativo (MRP), a realização de oficinas comunitárias e a adoção de metodologias reconhecidas internacionalmente para ampliar a participação popular no planejamento urbano. Além disso, a parceria permite que o município desenvolva políticas públicas baseadas em dados qualificados, considerando recortes por idade, gênero e raça.

A cooperação também vai apoiar a elaboração do plano de ação para as intervenções previstas na comunidade do Caniçal, na Região Oceânica, dentro do contexto do financiamento do Novo PAC, fortalecendo o Trabalho Técnico Social e ampliando o diálogo com a população durante todo o processo de transformação urbana. O financiamento para o Caniçal está em análise e tramitação junto à Caixa Econômica Federal.

O Vida Nova no Morro é coordenado pela Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária em conjunto com o Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados e faz parte das políticas de habitação, urbanização, desenvolvimento social, gestão de riscos, adaptação às mudanças climáticas e segurança pública. Desenvolvido em cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o programa passa agora a contar também com a expertise internacional da ONU-Habitat.

A proposta é reduzir o déficit e a inadequação habitacional nas 83 comunidades de Niterói, promovendo melhorias urbanas, fortalecimento comunitário e desenvolvimento socioeconômico, respeitando as características e potencialidades de cada território.

Cidade para Mulheres – Desenvolvida pela ONU-Habitat, a iniciativa promove a participação feminina na construção das políticas urbanas. A ação permitirá que mulheres das comunidades contribuam diretamente com diagnósticos sobre segurança, mobilidade e uso dos espaços públicos, incorporando suas perspectivas ao planejamento das intervenções.

“Construir uma cidade mais justa também significa ouvir quem vive seus espaços diariamente. A metodologia Cidade para Mulheres reforça um princípio que já orienta o Niterói por Elas: as mulheres precisam participar da construção das políticas públicas e do planejamento urbano, porque suas experiências tornam a cidade mais segura, acolhedora e inclusiva para todos”, disse Fernanda Neves, primeira-dama e coordenadora do Niterói por Elas.

A ONU-Habitat é o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos e a principal agência internacional dedicada à promoção de cidades mais inclusivas, resilientes, seguras e sustentáveis. O programa está presente em mais de 90 países. A instituição atua em parceria com governos e organizações para desenvolver soluções voltadas ao planejamento urbano, habitação adequada, redução de desigualdades e fortalecimento da governança, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Nova Agenda Urbana.

Foto: Lucas Benevides