Entre Brasil e Estados Unidos: as diferenças no sistema educacional

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Para famílias que planejam viver nos Estados Unidos, a escolha de um imóvel envolve muito mais do que metragem, localização ou potencial de valorização. Quando há filhos em idade escolar, a qualidade e a localização das escolas passam a ocupar um lugar estratégico na decisão de onde morar.

O sistema educacional americano possui características diferentes das encontradas no Brasil. Nos Estados Unidos, a educação básica é organizada de forma descentralizada, com significativa participação dos estados e dos distritos escolares na gestão das escolas. A rede pública atende à maioria dos estudantes e, em muitas comunidades, o endereço da família está diretamente relacionado à escola pública que a criança poderá frequentar.

No Brasil, embora também exista uma ampla rede pública de ensino e a organização da educação envolva União, estados e municípios, a matrícula não funciona necessariamente pelo mesmo modelo de vinculação territorial observado em muitos distritos americanos. Além disso, o país possui uma forte presença da rede privada, especialmente entre famílias que buscam determinadas propostas pedagógicas, infraestrutura ou características específicas de ensino.

Outra diferença está na própria organização das etapas escolares. No Brasil, a educação básica é formada por educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Nos Estados Unidos, a estrutura varia conforme o estado e o distrito, mas, de maneira geral, os estudantes percorrem 12 anos de educação básica antes do ensino superior.

Para as famílias brasileiras que se mudam para os Estados Unidos, compreender essas diferenças é fundamental. A adaptação não envolve apenas a língua ou a mudança de currículo, mas também uma nova relação entre moradia, comunidade e escola.

Um dos pontos que mais chama a atenção é justamente a importância do distrito escolar. Dois imóveis relativamente próximos podem estar vinculados a escolas diferentes, com características, programas e indicadores distintos. Por isso, antes de fechar um negócio, é recomendável verificar quais escolas atendem ao endereço do imóvel e quais são as regras locais de matrícula.

No Brasil, a escolha da residência e da escola também pode estar relacionada, sobretudo quando a família opta pela rede privada. No entanto, nos Estados Unidos, para quem pretende utilizar a rede pública, o distrito escolar pode assumir um peso ainda maior na decisão imobiliária.

Essa dinâmica transforma a pesquisa educacional em uma etapa relevante da compra ou do aluguel de um imóvel. Além de analisar localização, infraestrutura, mobilidade e perspectivas de valorização, famílias com crianças precisam considerar o ambiente educacional oferecido pela região.

Para brasileiros que planejam construir uma nova vida nos Estados Unidos, conhecer as particularidades dos dois sistemas permite uma mudança mais planejada. Nesse contexto, a escolha do imóvel deixa de ser apenas uma decisão patrimonial e passa a integrar um planejamento mais amplo, que envolve educação, qualidade de vida e projeto familiar.

 

Projeto Ópera Aberta no Museu Nacional de Belas Artes com apoio do Theatro Municipal

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Uma ópera do século XVII sobre um duelo mortal, dentro das Grandes Galerias do Museu Nacional de Belas Artes, em diálogo com esculturas em aço de Siwaju Lima.”Il Combattimento di Tancredi e Clorinda”, de Claudio Monteverdi, é o projeto Ópera Aberta com o apoio do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e realização do Museu Nacional de Belas Artes. Última apresentação no dia 26 de setembro, sábado, 19h. Entrada franca.

Serviço:
Projeto Ópera Aberta
Il Combattimento di Tancredi e Clorinda”, de Claudio Monteverdi,
Data: 26 de setembro, sábado, 19h
Local: Museu Nacional de Belas Artes – Av. Rio Branco,nº 199
Entrada gratuita – distribuição a partir das 18h30 no acesso principal do MNBA (Av. Rio Branco, 199)
Duração: 40 min
Classificação: 12 anos

 

MPRJ obtém decisão para que ILPI Nossa Senhora das Dores, em Cascadura, seja desmobilizada e transfira idosos acolhidos

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Pessoa Idosa da Capital, obteve, nesta terça-feira (22/09), decisão liminar para que o Município do Rio de Janeiro e a Santa Casa da Misericórdia apresentem um plano de desmobilização do Hospital Nossa Senhora das Dores, em Cascadura, na Zona Norte. A unidade, que atualmente tem 13 pessoas acolhidas, deve também suspender novas admissões.

Na ação civil pública, o MPRJ ressalta que o hospital passou a funcionar exclusivamente como uma Instituição de Longa Permanência (ILPI) para idosos em julho de 2024, sem ter obtido as licenças e registros necessários. Entre as irregularidades estão a ausência de alvará de funcionamento como ILPI, licenciamento sanitário, certificado do Corpo de Bombeiros e inscrição no Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (COMDEPI). Ainda segundo o Ministério Público, os idosos ficam em locais sem a configuração de dormitórios prevista para uma instituição de longa permanência.

Na decisão, o Juízo da 1ª Vara Especializada em Pessoas Idosas da Comarca da Capital determinou, entre outras medidas, que seja implementado, em até 15 dias, um plano de desmobilização da unidade com equipes técnicas das secretarias de Saúde e de Assistência Social acompanhando o caso. A prefeitura deverá ainda reservar vagas para os idosos por meio da Central Única de Regulação de Vagas para Adultos, Pessoas Idosas e Famílias (CURVAIF). Já a Santa Casa deverá suspender imediatamente e definitivamente novas admissões de idosos na ILPI Hospital Nossa Senhora das Dores.

 

Primavera dos Museus tem programação especial no Museu Casa Santos Dumont

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Atividades celebram os 120 anos do voo do 14-Bis, com palestras, debates e apresentações sobre história, ciência, tecnologia e inovação

A história da aviação e o legado de Santos Dumont serão os destaques da programação especial da 20ª edição da Primavera dos Museus em Petrópolis. Ao longo da semana, o Museu Casa Santos Dumont promoverá visitas guiadas mediante agendamento. Entre os dias 23 e 25 de setembro, o evento “Conversando com Dumont” contará com uma série de atividades em comemoração aos 120 anos do voo do 14-Bis.

“Celebrar o legado de Santos Dumont é valorizar a história de Petrópolis e reconhecer a importância da ciência, da educação e da inovação para o desenvolvimento da nossa sociedade”, destacou o prefeito Hingo Hammes.

A roda de conversa será realizada na Universidade Católica de Petrópolis (UCP), no campus Barão do Amazonas, no Centro, local onde funcionou um hotel no qual Santos Dumont se hospedava. O evento vai reunir pesquisadores, especialistas, estudantes e representantes de instituições ligadas à memória do inventor.

A iniciativa busca aproximar diferentes gerações do legado de Santos Dumont, promovendo o diálogo entre memória, educação, ciência e tecnologia, além de destacar a contribuição do inventor para a história da aviação.

“Os museus são espaços vivos de conhecimento, memória e troca de experiências. Com essa programação, queremos estimular o interesse pela história de Santos Dumont e mostrar como seu legado continua inspirando a educação, a pesquisa e a inovação”, afirmou o diretor do Instituto Municipal de Cultura (IMC), Adenilson Honorato.

Veja a programação completa:

De 22 a 25 de setembro – visitas guiadas com agendamento ao Museu Casa Santos Dumont

De 23 a 25 de setembro – Conversando com Dumont – 120 anos do voo do 14-Bis
Local: Salão Nobre da Universidade Católica de Petrópolis – Campus Barão do Amazonas, 124- Centro.

23/09 – Quarta-feira

18h30 – Abertura – auditório 1:
Palestrante: Sr. Ricardo Magalhães – Diretor Executivo do Instituto Cultural Santos Dumont – SP
Tema: “14-Bis é mesmo o 1º Avião do Mundo?”
Convidado Especial: Sr. Alberto Dodsworth Wanderley – Sobrinho Bisneto de Santos Dumont.
Mediador: Professor Bruno Tamancoldi – Escritor e Professor De História

24/09 – Quinta-feira

14h – Auditório 3:
Palestrante: Vanderci Pessotti Filho Professor e Pesquisador
Tema: “Asas da Imaginação” Dumont – SP.

18h30 – Auditório 1:
Palestrantes: Os Engenheiros Mecânicos Maurício Ogawa (INVOZ) e Thiago Tomaz de Barros (GE Celma)
Tema: “Inovação e Aviação”
Mediador: Professor e Engenheiro Mecânico Alexandre Sheremetieff – Centro de Engenharia e Computação da UCP

25/09 – Sexta-feira

14h – Auditório 3:
Apresentação e conversa– Equipe Asas – Firjan Sesi – Petrópolis
Tema: “A Robótica e a inovação inspiradas por Santos Dumont” – Criação dos próprios
Alunos da Instituição.

16h – Auditório 3:
Palestrante: Dr. Júlio César Sachet – Museu Asas de um Sonho – Itu – SP.
Tema: “História da Aviação e Atualidades”

18h30 – Auditório 1:
Encontro dos representantes dos Centros de Memória de Santos Dumont, das
Cidades: Santos Dumont-MG/ Rio das Flores-RJ/ Dumont-SP/ Foz do Iguaçu-PR/ Petrópolis-RJ (Encerramento).
Mediadora: Beatriz Barcelos Dias da Silva – Superintendência de Museus do Estado do RJ.

Centro de Memória do MPRJ recebe alunos de Ricardo de Albuquerque para visita guiada

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recebeu um grupo de estudantes do 8º ano da Escola Municipal Alexandre Farah, de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio, para uma visita guiada ao Centro de Memória Procurador de Justiça João Marcello de Araújo Júnior (CDM/MPRJ). Os alunos conheceram a exposição “Congressos e Encontros: em Construção da Cidadania” na terça-feira (15/09).

A recepção foi conduzida pelo responsável técnico do memorial, Deivson Sabadini, pela historiadora Beatriz Oliveira e pela estagiária de História Samara Tarouquela, que apresentaram as atividades desenvolvidas pelo Centro de Memória e o papel do Ministério Público na sociedade. A partir da exploração do espaço, que possui um painel representativo do antigo Tribunal do Júri, os estudantes puderam conhecer um pouco mais sobre a atuação do MPRJ nos tribunais, com destaque para casos emblemáticos dos quais a instituição participou, como os de Ângela Diniz e Daniella Perez.

De forma interativa, a visita também abordou os Três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), permitindo aos estudantes compreenderem e relacionarem as atribuições de cada um. A programação contou ainda com uma atividade prática, conduzida pelas estagiárias Nicolle Santos e Fernanda Vermersch. Na dinâmica, quatro alunos se voluntariaram para participar de uma simulação das etapas de doação, higienização e acondicionamento de documentos, semelhante ao trabalho realizado na Reserva Técnica do Centro de Memória.

A visita guiada reforça o papel educativo do CDM/MPRJ e sua proposta de aproximar a sociedade da história e da atuação do Ministério Público. As instituições de ensino interessadas em realizar visitações podem fazer o agendamento pelo e-mail memoria@mprj.mp.br.

Jose Dávila cria esculturas em diálogo com a arquitetura da galeria Nara Roesler

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Jose Dávila (1974, Guadalajara, México) criou, especialmente para o espaço da galeria, oito esculturas com mármore travertino, concreto, metal, vidro, madeira e bronze que são apoiados, equilibrados ou aproximados com o mínimo de intervenção sobre suas formas.

Para o artista, uma pedra encontrada na paisagem possui uma configuração escultórica. “São esculturas antes da escultura”, afirma. Sem opor o mundo natural ao mundo industrializado, o artista busca a capacidade de reconhecer as formas primárias e, a partir de gestos mínimos e cores sutis, encontrar sua poesia. Além das esculturas, estará na exposição a pintura “The fact of constantlyreturningto the same point orsituation” (2025).

Para desenvolver as esculturas, Dávila estudou tudo milimetricamente, criando protótipos, de modo a ter a ideia mais aproximada possível do espaço que utilizará. Ele reproduziu em seu ateliê, em Guadalajara, o espaço da galeria em escala real, e passou a trabalhar dentro dele. As dimensões e proporções das obras respondem diretamente à arquitetura.

Jose Dávila – Natural forms
Nara Roesler RJ | Rua Redentor, 241, Ipanema
Abertura: 10 de setembro de 2026, das 18h às 21h
De 11 de setembro a 8 de novembro de 2026
De segunda a sexta, das 10h às 18h, sábado, das 11h às 15h.
Entrada gratuita

Niterói reúne cerca de 5 mil pessoas em nova edição do Niterói Bike Fest no Caminho Niemeyer

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Ação promovida pela ACERJ e patrocinada pela Prefeitura integra o calendário municipal de incentivo à mobilidade limpa e ao cicloativismo

A cidade de Niterói foi palco de mais uma edição do Niterói Bike Fest, reunindo cerca de 5 mil pessoas em uma programação voltada ao esporte, ao lazer e à promoção da mobilidade sustentável na cidade. O grande destaque do evento foi o tradicional Pedal do Dia Mundial Sem Carro, considerado o passeio ciclístico mais antigo em operação no Brasil, que levou centenas de ciclistas às ruas da cidade para conscientizar a população sobre o uso do transporte ativo e de formas mais limpas de deslocamento.

O percurso do Pedal partiu do Caminho Niemeyer e seguiu pela Boa Viagem, Estrada da Fróes, Skate Park e São Francisco, retornando ao ponto de partida. Além do passeio, o público presente pôde aproveitar gincanas com distribuição de brindes, sorteios, oficinas educativas promovidas pela Escola Bike Anjo e um espaço dedicado ao suporte técnico e reparos básicos em bicicletas.

“O evento foi lindo e reuniu milhares de pessoas apaixonadas por bicicleta. O Niterói Bike Fest mostrou, mais uma vez, que Niterói é, de fato, a cidade mais amiga da bicicleta na América Latina. Foram cerca de 5 mil pessoas reunidas para celebrar e reforçar a importância desse modal como uma alternativa sustentável, democrática e cada vez mais presente na mobilidade da cidade.”, ressaltou Filipe Simões, coordenador do Niterói de Bicicleta.

Em 2025, o Niterói Bike Fest consolidou ainda mais sua relevância no calendário municipal ao integrar a programação oficial do Bicicultura, o maior encontro brasileiro de mobilidade por bicicleta e cicloativismo, realizado em Niterói com a presença de entidades nacionais como a União de Ciclistas do Brasil (UCB). O Niterói Bike Fest é uma realização da Associação de Ciclistas do Estado do Rio de Janeiro (ACERJ), patrocinado pela Prefeitura de Niterói, por meio do programa Niterói de Bicicleta, e conta com o apoio da Nittrans.

A Prefeitura de Niterói tem investido continuamente na ampliação da malha cicloviária, em campanhas educativas e em infraestruturas ciclo inclusivas por todo o município. A consolidação de eventos como o Bike Fest reforça o papel de Niterói como referência nacional em políticas públicas de mobilidade urbana sustentável, incentivo ao transporte ativo e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Foto: Luciana Carneiro

Secretaria de Saúde divulga cartilha com orientações para proteção dos efeitos do El Niño

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Cuidados incluem medidas para enfrentar períodos de calor intenso e tempestades no Estado do Rio

A próxima temporada de primavera-verão será marcada por um El Niño forte, com períodos de calor intenso intercalados com tempestades no Estado do Rio. Para esse período, a Secretaria de Estado de Saúde elaborou uma cartilha com orientações para ajudar a população a se proteger dos impactos do fenômeno.

O material reúne recomendações para reduzir os riscos à saúde durante os períodos de calor intenso e de chuvas fortes. As orientações consideram também o monitoramento realizado pela Saúde estadual há cerca de dois anos, por meio do Centro de Inteligência em Saúde. Idosos, crianças e pessoas acamadas estão entre os grupos que exigem maior atenção, já que estudos apontam aumento da mortalidade durante períodos de calor excessivo.

Para os idosos, a cartilha orienta manter os ambientes arejados e, sempre que possível, criar abrigos térmicos em casa, com ar-condicionado ou ventilador. Como a sensação de sede diminui com a idade, é importante beber água regularmente, mesmo sem sentir sede. Para quem mora sozinho, familiares devem reforçar o contato, com visitas ou ligações diárias. Também é recomendado o uso de repelente, inseticida ou telas nas janelas para evitar mosquitos.

Trabalhadores expostos a altas temperaturas, como ambulantes, profissionais que atuam nas ruas e aqueles que trabalham próximos a fornos ou em confecções têxteis, devem beber água constantemente e evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h.

Para as chuvas, o cuidado é antes, durante e depois

Além dos cuidados relacionados ao calor, a cartilha reúne orientações para os períodos de chuva intensa, com recomendações que devem ser adotadas antes, durante e após os temporais.

Antes de períodos de chuva forte, é importante acompanhar a previsão do tempo e as orientações da Defesa Civil. Quem vive em áreas de risco deve conhecer as rotas de fuga. Também é recomendado manter ralos, calhas e terrenos limpos; eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti; guardar documentos e medicamentos em local protegido da umidade; e manter a vacinação em dia, especialmente contra o tétano.

Durante a chuva, é preciso ficar atento a sirenes, alertas e sinais de deslizamento, como estalos, rachaduras e inclinação de árvores e postes. Em caso de risco, a orientação é deixar o local e procurar um lugar seguro. A população também deve desligar a energia elétrica e nunca entrar em contato com água ou lama de enchentes.

Após as chuvas, na limpeza dos locais afetados, devem ser utilizadas botas de borracha, luvas, máscara e roupas compridas, com atenção para animais peçonhentos. A casa deve ser ventilada, com gás e energia desligados. A lama deve ser retirada ainda úmida, seguida de lavagem com água e sabão e desinfecção com 1 copo (200 ml) de água sanitária para 10 litros de água.

Alimentos atingidos pela enchente e materiais porosos, como colchões, sofás e tapetes, devem ser descartados. Em caso de ferimentos, é recomendado lavar o local com antisséptico e procurar atendimento de saúde se houver febre, diarreia ou dores.

Reservatórios de água devem permanecer tampados e os cuidados contra o Aedes aegypti devem ser reforçados.

Mostra na Pinakotheke revisita movimento artístico que levou o preto e branco ao Salão de 1954

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A Pinakotheke Rio de Janeiro apresenta a exposição “Revolta em Preto e Branco”, que revisita o histórico Salão Preto e Branco, em 1954, realizado pelo Ministério da Educação, no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Shannon Botelho, estudioso do assunto, a coletiva reúne 61 obras de 50 artistas, oito delas que efetivamente participaram da exposição de 1954, e “que hoje podem ser vistas novamente juntas”, destaca Max Perlingeiro, diretor da Pinakotheke: “Natureza-morta”, de Iberê Camargo; “Peixe”, de Tomás Santa Rosa; “Composição”, de Aldo Bonadei; “Triângulo preto”, de Danilo Di Prete; “Luares sobre a cidade negra”, de Antonio Bandeira; “Sem título”, de Ione Saldanha; “Svolvær”, de Frank Schaeffer; e “Acampamento de oleiro”, de Glauco Rodrigues.

Durante a retomada desenvolvimentista do Brasil, durante a gestão de Getúlio Vargas, eleito em 1950, os artistas enfrentaram a escassez de material de trabalho, uma vez que em grande parte era importado, e não estava contemplado em meio às prioridades de investimento em infraestrutura do governo federal. Os artistas, dentro de um sistema mais consolidado diante do estabelecimento de museus de arte moderna, se articularam então em um movimento de protesto que culminou na decisão de participarem do III Salão Nacional de Arte Moderna, em 1954, só usando materiais e tintas em preto e branco.

Revolta em Preto e Branco, coletiva
Pinakotheke Rio de Janeiro | Rua São Clemente 300, Botafogo
De 11 de setembro a 21 de novembro de 2026
Segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábados das 10h às 16h.
Entrada gratuita

Natação acompanha diferentes fases da vida e reúne benefícios para corpo e mente

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Da infância à terceira idade: Paulo Hage destaca os benefícios da natação para diferentes fases da vida

De bebês a idosos, a natação pode acompanhar diferentes momentos da vida e contribuir para o desenvolvimento motor, o condicionamento físico e a socialização. Para o educador físico Paulo Hage, que há mais de 40 anos atua na área, a atividade também pode ser uma forma de criar uma relação positiva com o movimento desde os primeiros meses de vida.

Com uma trajetória dedicada ao esporte, Hage começou a se aproximar da área ainda no final dos anos 1970, quando cursou Biologia Marinha e decidiu que seguiria uma carreira relacionada à atividade física. Na década seguinte, iniciou a graduação em Educação Física e, ao longo da carreira, acumulou especializações no Brasil e no exterior, incluindo formações voltadas ao trabalho com bebês em cursos realizados na Áustria e na Alemanha.

Hoje, seu público reúne pessoas de diferentes perfis e idades, dos quatro meses aos 90 anos. Entre os alunos estão profissionais liberais, empresários e senhoras da sociedade. Em Niterói, o professor divide sua rotina entre o Clube Português, onde combina atividades de academia e piscina, e o Clube Central de Icaraí, onde conduz turmas de natação e hidroginástica.

No Clube Central, tradicional instituição social e esportiva de Niterói, a natação divide espaço com outras modalidades e atividades de lazer. As aulas de Hage são conhecidas pelo clima descontraído e pela energia das turmas, especialmente nas atividades de natação e hidroginástica.

Benefícios começam na infância

Entre os pais que procuram a natação para os filhos, uma das principais dúvidas é sobre os benefícios da atividade e a idade adequada para começar. Na infância, a prática pode contribuir para o desenvolvimento da coordenação motora, do equilíbrio e da percepção corporal.

Por envolver diferentes grupos musculares e ser realizada na água, a natação também oferece uma atividade física com menor impacto sobre as articulações. Para crianças, pode ser uma maneira lúdica de se movimentar, desenvolver resistência e adquirir hábitos relacionados à prática esportiva.

Outro aspecto trabalhado nas aulas é a respiração. A criança aprende gradualmente a controlar a respiração durante os movimentos, o que contribui para o desenvolvimento da capacidade cardiorrespiratória e para a resistência física.

A prática em grupo também favorece a convivência com outras crianças. As aulas podem estimular a socialização, o respeito aos limites individuais e a construção de vínculos.

Paulo Hage e sua aluna Sara

Natação também é questão de segurança

Aprender a nadar pode ainda representar uma habilidade importante para situações envolvendo piscinas, praias e outros ambientes aquáticos. No entanto, Hage ressalta que saber nadar não significa estar livre do risco de afogamento.

A aprendizagem da natação deve ser encarada como uma ferramenta de prevenção, mas nunca substitui a supervisão de adultos. Crianças precisam ser acompanhadas de perto em ambientes aquáticos, mesmo quando já possuem alguma habilidade de nado.

Cada idade, uma abordagem

Na natação infantil, as atividades precisam acompanhar o estágio de desenvolvimento da criança. Nos primeiros anos, o objetivo não é simplesmente ensinar os movimentos dos diferentes estilos de nado, mas promover uma adaptação gradual ao ambiente aquático.

Dos 6 meses aos 2 anos, por exemplo, as atividades são voltadas principalmente à adaptação à água, à exploração dos movimentos e à construção de confiança no ambiente aquático. A participação dos responsáveis é importante nessa fase.

Entre 3 e 4 anos, as crianças começam a desenvolver deslocamentos mais estruturados na água, enquanto dos 5 aos 6 anos podem avançar para movimentos relacionados aos diferentes estilos de nado, coordenação dos braços e respiração.

A partir dos 7 anos, o trabalho pode se concentrar no aperfeiçoamento das técnicas e dos diferentes estilos, de acordo com o desenvolvimento e a experiência de cada criança.

Mais do que estabelecer uma idade exata para que todos aprendam a nadar, a orientação é respeitar o ritmo individual. O contato com a água deve acontecer de maneira segura, progressiva e adequada à faixa etária.

Uma atividade para a vida toda

A experiência de Paulo Hage mostra que a relação com a água não precisa terminar na infância. Ao longo de sua carreira, o professor acompanhou alunos em diferentes etapas da vida e observa que a atividade pode assumir objetivos distintos conforme a idade.

Para crianças, pode representar descoberta, desenvolvimento motor e socialização. Para adultos, pode ser uma forma de manter uma rotina de exercícios e trabalhar condicionamento físico. Já para pessoas mais velhas, atividades aquáticas como a hidroginástica podem integrar uma rotina de movimento com menor impacto nas articulações.

Com alunos que vão dos quatro meses aos 90 anos, Hage resume uma das principais características da modalidade: a natação pode ser adaptada a diferentes corpos, idades e objetivos. O mais importante, segundo a proposta de seu trabalho, é que a prática seja orientada por profissionais capacitados e respeite as características e os limites de cada aluno.