Em junho de 2026, a Prefeitura de Duque de Caxias, através da Secretaria Municipal de Saúde, colocou em funcionamento o programa Visão Caxiense, projeto que descentraliza o atendimento oftalmológico, oferecendo consultas, exames, diagnóstico precoce e tratamento especializado mais perto da população.
O maior diferencial do Visão Caxiense é oferecer gratuitamente óculos para os pacientes que necessitarem de correção visual. Após a consulta, o paciente escolhe a armação e receberá os óculos completo, lente e armação gratuitamente, assim que estiverem prontos.
No último sábado, 01/08, aconteceu a cerimônia de entrega dos primeiros 1.300 óculos prontos para uso dos pacientes. O evento, que contou com as presenças do Prefeito Netinho Reis; da Secretaria Municipal de Saúde, Dra. Célia Serrano; entre outras autoridades, foi realizado no espaço da Nova Arena da Baixada, à margem da Rodovia Washington Luíz, altura de Santa Cruz da Serra. A previsão do programa é entregar 33 mil óculos ao longo dos próximos 12 meses.
O Visão Caxiense foi criado para fortalecer a rede municipal de saúde e contribuir para a redução da demanda do Hospital do Olho Júlio Cândido de Brito, referência em oftalmologia na Baixada Fluminense. Outro diferencial do Visão Caxiense é o acompanhamento integral do paciente, desde o diagnóstico até o tratamento, garantindo uma assistência contínua e humanizada.
Os números registrados no primeiro mês de atividades, confirmam a importância do programa para o cidadão duque-caxiense, com mais de 8.700 pessoas atendidas nos seguintes serviços:
– Exame de Refração: 7.099 atendimentos;
– Exame de Catarata: 653 atendimentos;
– Capsulotomia: 243 atendimentos;
– Outras patologias 753 atendimentos;
Como participar?
O atendimento é destinado exclusivamente aos pacientes regulados pela Secretaria Municipal de Saúde. O agendamento pode ser realizado pelo WhatsApp 0800 000 3627 ou por encaminhamento da unidade de saúde mais próxima da residência do paciente, garantindo um fluxo organizado e mais ágil. No momento, a carreta do Visão Caxiense está localizada na Rua Dois, Jardim Primavera e o funcionamento é de segunda a sábado, das 8h às 16h. O Visão Caxiense será itinerante, percorrendo diferentes bairros de Duque de Caxias, para ampliar ainda mais o acesso da população aos serviços oftalmológicos especializados e promover mais saúde, prevenção e qualidade de vida.
Para destacar a beleza, a vulnerabilidade e os desafios da chamada “savana tropical”, a artista Flavia Daudt, juntamente com a fotógrafa documental e curadora de arte ecológica Ana Paula Freitas Valle, idealizaram a mostra “Ser(tão): imersão no Cerrado”, que ocupa o Museu do Jardim Botânico. Especializada em arte ambiental, a dupla visita o bioma desde 2021, registrando a exuberância da fauna, a flora, apesar da deterioração e a contaminação de solos, matas e rios. A partir do material, são produzidas fotocolagens e instalações conceituais.
Ser (Tão): Imersão no Cerrado
Museu do Jardim Botânico – Jardim Botânico – Acesso pela Rua Jardim Botânico, 1008
Abertura: 10h às 17h
Visitação: de 23 de maio a 3 de novembro de 2026
Funcionamento: de quinta a terça-feira (fechado às quartas-feiras), das 10h às 18h, com a última entrada às 17h
Entrada gratuita mediante retirada de ingresso pelo site https://jbrj.eleventickets.com/#!/home
Aliança institucional reúne as três principais entidades representativas do setor para ampliar a competitividade das empresas fluminenses, fortalecer a interlocução com os poderes públicos e impulsionar o desenvolvimento econômico baseado em tecnologia e inovação
O Rio de Janeiro deu um passo histórico para fortalecer seu ecossistema de tecnologia e inovação. Assespro-RJ, Riosoft e TI Rio oficializaram, nesta quinta-feira (6), durante o painel “Liderança organizada para um Rio mais inteligente”, no Rio Innovation Week, a criação de uma aliança institucional que reúne as três principais entidades representativas do setor com o propósito de construir uma agenda estratégica comum para impulsionar a inovação, ampliar a competitividade das empresas fluminenses e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Estado.
A iniciativa nasceu do entendimento de que os desafios enfrentados pelo setor exigem cada vez mais articulação, cooperação e representatividade. Ao unir competências e experiências complementares, as entidades passam a atuar de forma coordenada na defesa de pautas estratégicas, preservando a autonomia, a identidade institucional e a governança de cada organização.
O Estado do Rio de Janeiro possui mais de 30 mil empresas de TI e reúne alguns dos principais ativos brasileiros em ciência, tecnologia e inovação. São universidades e centros de pesquisa de excelência, ambientes de inovação consolidados, empresas de diferentes portes, startups, parques tecnológicos e profissionais altamente qualificados. Ao mesmo tempo, ainda existem desafios relacionados à integração desse ecossistema, à ampliação do acesso a recursos para inovação e ao fortalecimento da representação institucional do setor nos espaços de decisão.
A nova aliança pretende transformar esse potencial em resultados concretos por meio de uma atuação conjunta junto às empresas, aos ecossistemas regionais, às instituições de ensino e pesquisa, aos órgãos públicos e às agências de fomento. O objetivo é ampliar a capacidade de articulação do setor, acelerar projetos estruturantes e fortalecer o posicionamento do Rio de Janeiro como um dos principais polos de tecnologia e inovação do país.
“A inovação acontece pela colaboração. Ao unirmos nossas competências e nossa capacidade de representação, criamos uma agenda permanente em favor das empresas, do empreendedorismo, da pesquisa, da formação de talentos e do desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Esta aliança representa um compromisso com o futuro da economia fluminense”, afirmou Robert Janssen, presidente da Federação da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-RJ).
Entre as prioridades definidas pelas entidades estão ampliar a articulação institucional junto às Prefeituras e ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Ministérios, Congresso Nacional e demais órgãos do Governo Federal, responsáveis pelas políticas de tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico; fortalecer a interlocução com instituições de fomento, ampliando o acesso das empresas e dos ecossistemas fluminenses a programas, editais e mecanismos de financiamento; integrar empresas, universidades, centros de pesquisa, ambientes de inovação e lideranças das diferentes regiões do Estado; apoiar iniciativas já existentes, ampliar seu alcance territorial e reduzir a fragmentação das ações voltadas ao desenvolvimento tecnológico; produzir estudos, indicadores e inteligência setorial que subsidiem políticas públicas e decisões estratégicas; estimular a formação e retenção de talentos, a geração de negócios, a atração de investimentos e o aumento da competitividade das empresas; e defender condições regulatórias, tributárias e institucionais que favoreçam o crescimento sustentável do setor de tecnologia e inovação.
Outro eixo importante da atuação será fortalecer a integração entre a capital e os diferentes polos tecnológicos do interior do Estado, promovendo maior conexão entre empresas, universidades, ambientes de inovação e vocações econômicas regionais.
Como uma das primeiras iniciativas da agenda conjunta, a aliança promoverá encontros institucionais com candidatos e pré-candidatos aos poderes Executivo e Legislativo. A proposta é apresentar a relevância econômica e social do setor de tecnologia, compartilhar as principais demandas das empresas, conhecer as propostas dos participantes e estabelecer canais permanentes de diálogo com futuros representantes do Estado do Rio de Janeiro.
Esses encontros serão realizados com absoluta independência político-partidária, pluralidade e respeito à legislação eleitoral, sem representar apoio, preferência ou adesão a qualquer candidatura.
A execução das ações será conduzida por meio de uma agenda comum, construída de forma colaborativa pelas três entidades. Projetos, posicionamentos institucionais e iniciativas conjuntas serão definidos de maneira compartilhada, com objetivos, responsabilidades e resultados previamente estabelecidos.
Mais do que uma união institucional, a iniciativa representa um movimento para consolidar uma visão de futuro para o Estado. Ao conectar empresas, academia, governos, centros de pesquisa e ambientes de inovação, Assespro-RJ, Riosoft e TI Rio reafirmam o compromisso de fazer da tecnologia um dos principais vetores do desenvolvimento econômico, da geração de empregos qualificados, da competitividade empresarial e da inovação no Rio de Janeiro.
A Festa em Cariacica/ES foi um maior agito com a presença do influenciador digital e ex-jogador de futebol, Thiago Capixaba, do cantor Elias Wagner e da promotora Nick.
No bate papo, em entrevista de Thiago Capixaba, foi retirada uma foto de Elias Wagner pela sua história que representa a música. O Show do Filho Que Foi Do Seu Filho.
O Conselho Comunitário de Segurança de Niterói (CCS Niterói), representado por sua presidente, Renata Cardoso, participou de uma importante visita institucional às novas instalações e à estrutura remodelada do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ). O encontro reuniu presidentes dos Conselhos Comunitários de Segurança (CCS) de diversas regiões do estado.
Integração, Dados e Transparência
A agenda teve como foco principal aproximar os líderes comunitários da nova liderança do ISP-RJ e da Coordenadoria dos CCS, fortalecendo o diálogo entre a sociedade civil organizada e os órgãos de análise e inteligência em segurança pública.
Durante a visita, os representantes puderam conhecer de perto a moderna infraestrutura do instituto, voltada ao processamento e análise estatística de dados criminais, pilar fundamental para o planejamento das ações operacionais das forças de segurança do Estado.
”A segurança pública eficiente se constrói com dados precisos e participação comunitária. Conhecer a nova estrutura do ISP e estreitar laços com a nova coordenação reafirma o compromisso do CCS Niterói em levar as reais demandas da população para a mesa de decisões estaduais”, explica Renata Cardoso, Presidente do CCS Niterói.
Com curadoria de Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff, a mostra apresenta um conjunto amplo e heterogêneo de produções que operam como formas de pensamento, conectando imagem, matéria e narrativa.
Pinturas, fotografias, esculturas, objetos, mantos, instalações e artefatos históricos compõem um panorama plural de linguagens e cosmologias, reunindo criações de diversos povos originários da América Latina.
Ao confrontar leituras universalizantes, o projeto inscreve essas produções no campo expandido da arte contemporânea, em diálogo direto com disputas territoriais, institucionais e epistemológicas do presente.
Coletiva se constrói também como desdobramento da exposição Adiar o fim do mundo, apresentada em 2025 na FGV Arte e orientada pelas reflexões de Ailton Krenak, deslocando o foco do diagnóstico da crise para a afirmação de práticas e presenças que persistem e transformam mundos.
Eu chorei rios: arte dos povos originários da América, coletiva
FGV Arte | Praia de Botafogo, 190 – Botafogo
Abertura: 6 de maio de 2026, das 19h às 21h
Até 20 de setembro de 2026.
De terça a sexta, das 10h às 20h
Sábados e domingos, das 10h às 18h
Entrada gratuita
Escrito em 1954, “A Bruxinha que Era Boa” faz curta temporada de 08 de agosto e 13 de setembro com novidades
Fundado em 1951 por um grupo liderado pela então jovem mineira Maria Clara Machado, O Tablado faz parte da história cultural do Brasil. Para celebrar os 75 anos dessa linda trajetória, a instituição abre a programação especial revisitando um clássico infantil: “A Bruxinha que Era Boa”. As sessões acontecem aos sábados e domingos, às 17h, em curta temporada de 8 de agosto a 13 de setembro, no teatro O Tablado, na Lagoa.
Escrita em 1954 por Maria Clara Machado e premiada no Distrito Federal em 1955, “A Bruxinha que Era Boa” foi encenada pela primeira vez em O Tablado em 1958, retornando em 1999 e 2014. Tornou-se um dos grandes clássicos do teatro infantil brasileiro. Ao lado de “Pluft, o Fantasminha”, é uma das peças mais montadas por grupos profissionais e amadores em todo o país. Com direção e adaptação de Cacá Mourthé, a nova montagem conta com novidades, como nas músicas originais assinadas por Lincoln Vargas.
O espetáculo apresenta Ângela, uma bruxinha diferente que estuda na Escola de Maldades da Floresta, onde todos querem ganhar a fabulosa vassourinha a jato, prêmio de bruxa mais malvada. Ângela quer muito ganhar a vassoura a jato, pois o que mais gosta de fazer é voar pela floresta, por cima das árvores e perto das nuvens. O problema é que a bruxinha não sabe fazer maldades e ainda ajuda o menino Pedrinho, um jovem lenhador, a escapar das maldades de suas amigas, o que a faz ser presa na Torre de Piche. O novo amigo Pedrinho é o único que pode ajudá-la a escapar e ganhar a vassoura a jato.
Ao inverter a lógica tradicional das histórias de bruxas, a obra revela como a bondade pode ser vista como defeito em ambientes tóxicos, abordando temas como diferença, preconceito, bullying e a coragem de ser quem se é. Ambientado em uma floresta viva e mágica, o espetáculo trata o embate entre bem e mal sem maniqueísmo, com humor e poesia. Uma obra que atravessa gerações, ensinando que ser bom não é ser ingênuo — e que a imaginação pode ser um gesto de cuidado.
– Até hoje, aquela bruxinha ainda age. Ainda sopra boas mensagens. Um teatro como feitiço do bem. São as magias de Maria Clara Machado – destaca Cacá Mourthé.
Marco da cultura nacional
Considerado Patrimônio Cultural da cidade do Rio de Janeiro e tombada pela Prefeitura carioca, com atividades artísticas reconhecidas pelo Governo Federal, O Tablado é uma escola de teatro com cerca de 700 alunos e mais de 20 professores, atuante na formação cultural de cidadãos de todo o Brasil. Foi fundado em 1951 por Maria Clara Machado, autora de 23 peças infantis, entre elas “A bruxinha que era boa”, “A menina e o vento”, “O rapto das cebolinhas”, “O cavalinho azul” e “Pluft, O Fantasminha”, premiadas nacional e internacionalmente e traduzidas para diversos idiomas.
Em 75 anos, O Tablado se tornou referência na formação de plateias sensíveis e de profissionais de teatro – cenógrafos, figurinistas, iluminadores, atores e diretores, a exemplo de Hamilton Vaz Pereira, Wolf Maya, Cininha de Paula, Claudia Abreu, Ingrid Guimarães, Louise Cardoso, Malu Mader, Du Moscovis, Leonardo Brício, Andréa Beltrão, Fernanda Torres, Rubens Corrêa, Drica Moraes, Jaqueline Laurence, Mateus Solano e Gregório Duvivier, entre muitos outros.
Serviço:
Temporada de “A Bruxinha que era boa”: de 8 de agosto a 13 de setembro
Sessões: sábados e domingos, às 17h
Local: Teatro O Tablado – Avenida Lineu de Paula Machado, 795, Lagoa, Rio de Janeiro – RJ
Ingressos: de R$ 40 a R$ 80, vendas no site https://bileto.sympla.com.br/event/123789/d/399624
Classificação etária: livre
Site: https://www.otablado.com.br/
Rede social: https://www.instagram.com/teatrotablado
Ficha técnica:
Autora: Maria Clara Machado
Direção Geral e Adaptação: Cacá Mourthé
Música Original: Lincoln Vargas
Cenografia: Julia Marina
Figurinista: Elisa Faulhaber
Iluminação: Rodrigo Belay
Assistente de Direção e Preparadora Corporal: Julianna Firme
Direção Musical: Lincoln Vargas
Assistentes de direção musical: Caio Paranaguá e Ney Feijó
Músicos: Ney Feijó e Cecília Brandão
Desenho de Som: Leandro Lobo
Operadores de Som: Caio Paranaguá e Maria Clara Reis
Assistentes de cenografia: Rayane Da Vinha e Gabriel Andrade
Cenotécnico: Guilherme Tommasi (GT Cenografia)
Equipe de cenotecnia: Gaúcho (João Pedro Gerônimo),
Marcus Pugliese e Edson Patrício Leôncio
Aderecista: Alex Grilli e Eline Santos
Figurinista Assistente: Luna Jatobá
Assistente de figurino: Teo Canoro
Caracterização: Lucas Raibolt e Arthur Dias
Costureira: Riso Monteiro
Perucas: Marcia Elias (Bruxo-Chefe, Bruxa Instrutora e Bruxa Fedelha) e
Lucas Raibolt (Bruxa Caolha, Bruxa Fredegunda, Bruxa Fedorosa e Vice-Bruxo)
Assistência de Iluminação: Jirllan Cavagna
Montagem de luz: Jirllan Cavagna, Vitor Hugo Guimarães e Vicente Velloso
Responsável técnico de iluminação e operador de luz: Vicente Velloso
Direção de palco: Kinho Andrade
Contrarregras: Victor Hugo Ribeiro, Francisco Vasconcelos e Nabuco
Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho
Social Media e Gestor de Tráfego: Hernane Cardoso
Design Gráfico: Luana Manuel
Fotos e Produção Audiovisual: Hernane Cardoso
Controler financeiro: Janaina Santos
Bilheteria: Elisa Nunes e Zé Helou
Administração: Janaina Santos e Luana Manuel
Assistentes de produção: Jovi Gonçalves, Elisa Nunes e Kinho Andrade
Direção de produção: Luana Manuel
Realização: O Tablado
Elenco:
Bruxinha Ângela – Luiza Kosovski
Bruxinha Caolha – Beatriz Linhales
Bruxinha Fredegunda – Helena Alpino
Bruxinha Fedorosa – Bruna Zordan
Bruxinha Fedelha – Maria Repetto
Bruxa-Chefe – Grila Grimaldi
Bruxo Belzebu Terceiro – Samuel Valladares
Vice-Bruxo – Rodrigo Barcelos
Pedrinho – Gabriel Wotzik
Stand-in: Julianna Firme
Seres da Floresta: Antônia do Vale, Beatriz Ferreira, Dhulia Vitória, Emmanuel Roque, Gabriel Netto, Jovi Gonçalves e Maria Paiva
Muito além do quibe e da esfiha, a culinária síria e libanesa revela uma gastronomia rica em história, ingredientes frescos e receitas que atravessam gerações. Marcada pelo uso de ervas aromáticas, azeite de oliva, especiarias como zaatar e sumac, além do tradicional molho de alho conhecido como toum, essa cozinha vem conquistando um público cada vez maior no Brasil.
Pratos como homus, tabule, falafel e shawarma já fazem parte do cotidiano de muitos brasileiros, a ponto de, muitas vezes, serem vistos apenas como “comida árabe”. No entanto, cada receita carrega influências culturais próprias e representa tradições preservadas em diferentes países do Oriente Médio, especialmente na Síria e no Líbano.
Nos últimos anos, um movimento de valorização da autêntica comida de rua da região tem ganhado espaço nas grandes cidades brasileiras. A proposta é oferecer refeições rápidas, preparadas na hora, sem abrir mão da qualidade dos ingredientes e dos sabores originais.
É nesse cenário que o Toum, em Botafogo, se destaca como um dos novos endereços dedicados à gastronomia do Oriente Médio no Rio de Janeiro. Inaugurado recentemente, o restaurante aposta na tradicional comida de rua libanesa, trazendo um cardápio enxuto, acessível e preparado na hora.
O nome da casa faz referência ao famoso toum, um creme de alho leve e aerado considerado um dos grandes símbolos da culinária libanesa. Presente em diversos preparos, o molho acompanha carnes, shawarmas, sanduíches e outras especialidades da região.
Com poucas mesas na calçada e banquetas no balcão, o restaurante reproduz o clima descontraído das lanchonetes de rua encontradas em cidades do Oriente Médio. A proposta é oferecer refeições práticas para quem está de passagem pelo bairro, sem abrir mão da autenticidade dos temperos e das receitas tradicionais.
O cardápio reúne shawarmas de carne e frango, sanduíches, wraps, burgers inspirados na culinária libanesa e opções vegetarianas, como o tradicional falafel. Um dos destaques é o wrap de bife preparado no estilo shawarma, além do sanduíche de tiras de frango, servido em pão macio e acompanhado pelos tradicionais molhos da casa.
As batatas fritas também recebem um toque especial e podem ser servidas na versão tradicional ou temperadas com zaatar e sumac, especiarias bastante utilizadas na gastronomia síria e libanesa.
Outro diferencial do Toum é a proposta de oferecer uma refeição leve e democrática. A casa não comercializa bebidas alcoólicas, reforçando um ambiente voltado para famílias, grupos de amigos e apreciadores da culinária do Oriente Médio que buscam uma experiência gastronômica centrada nos sabores e na tradição.
Ao unir receitas clássicas com uma apresentação contemporânea e informal, o Toum mostra como a culinária síria e libanesa continua se reinventando sem perder sua essência. Para quem deseja conhecer os verdadeiros sabores do Oriente Médio, o restaurante oferece uma oportunidade de experimentar a autêntica comida de rua da região em pleno bairro de Botafogo.
Serviço
Toum – Comida de Rua Libanesa
📍 Rua General Polidoro, 58 – Botafogo – Rio de Janeiro (no espaço do antigo Shopping dos Sabores)
🕚 Segunda a sábado: das 11h às 21h30
🕧 Domingo: das 12h30 às 19h
📱 Instagram: @toum.restaurante
A culinária síria é um verdadeiro patrimônio cultural do Oriente Médio. Marcada por receitas transmitidas entre gerações, ela conquista paladares ao redor do mundo pela combinação harmoniosa de ervas frescas, azeite de oliva, especiarias aromáticas e ingredientes naturais. Mais do que uma refeição, cada prato carrega histórias, memórias e séculos de tradição.
Com forte influência mediterrânea e árabe, a gastronomia síria é conhecida pelo equilíbrio de sabores e pela diversidade de preparos. Entre os pratos mais tradicionais estão o quibe cru, preparado com carne fresca e trigo fino; o babaganuche, pasta de berinjela defumada; o homus; o falafel; as esfihas; a mjadra, feita com arroz, lentilhas e cebolas caramelizadas; além de doces típicos elaborados com massa filo, pistaches e águas florais, como a irresistível kunafa.
No Brasil, essa tradição encontrou terreno fértil graças à imigração sírio-libanesa, que trouxe consigo receitas, costumes e o hábito de reunir a família ao redor da mesa. No Rio de Janeiro, um dos maiores representantes dessa herança é o Restaurante Árabe Sírio e Libanês, localizado na Saara, tradicional polo comercial do Centro da cidade.
Fundado em 1967 pelo libanês Jawad Salim Ghazi, o restaurante preserva até hoje as receitas originais trazidas do Líbano pelo fundador, que chegou ao Brasil de navio aos 17 anos de idade. Atualmente, o estabelecimento é administrado por Jawad e sua filha, Luciana Ghazi, mantendo viva uma tradição familiar que atravessa gerações e faz do restaurante um dos mais antigos e tradicionais da gastronomia árabe no Rio de Janeiro e no Brasil.
A própria identidade visual da casa faz referência à sua história. A logomarca homenageia os navios que transportaram milhares de imigrantes libaneses para o Brasil, simbolizando a trajetória de Jawad e de tantas famílias que contribuíram para enriquecer a cultura e a gastronomia brasileira.
Instalado na Saara — região formada por 13 ruas e cerca de 1.200 estabelecimentos comerciais, considerada um dos centros comerciais mais tradicionais e movimentados da capital fluminense —, o restaurante recebe diariamente clientes em busca da autêntica culinária síria e libanesa.
Logo na entrada, um balcão repleto de quibes, esfihas e outras iguarias desperta a atenção de quem passa pelo local. No salão, de ambiente acolhedor e decorado com um grande painel que retrata a vida rural no Oriente Médio, é possível encontrar opções para diferentes ocasiões.
Entre os destaques estão o almoço executivo, que combina uma proteína e dois acompanhamentos — como quibe de forno, arroz com lentilhas e tabule —, além do tradicional rodízio, que permite experimentar diversas especialidades da casa. Outra sugestão é o Super Mix, servido para duas ou três pessoas, reunindo homus, pão árabe, caftas, arroz com lentilhas e cebola frita, tabule e charutinhos de folha de uva ou de repolho recheados.
Além do atendimento no restaurante, a casa também oferece buffet árabe para festas, eventos corporativos e reuniões, com cardápio que inclui desde salgados tradicionais até pratos completos, sobremesas típicas e serviço de garçons.
Ao longo de quase seis décadas de história, o Restaurante Árabe Sírio e Libanês acumulou reconhecimento da crítica especializada, sendo eleito diversas vezes como um dos melhores restaurantes árabes do Rio de Janeiro e do Brasil em publicações, suplementos gastronômicos e guias especializados.
Mais do que servir refeições, o restaurante preserva uma história de imigração, trabalho e tradição, proporcionando aos clientes uma verdadeira experiência gastronômica que transporta os sabores do Oriente Médio para o coração do Rio de Janeiro.
Serviço
Restaurante Árabe Sírio e Libanês
📍 Rua Senhor dos Passos, 217 – Saara – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
🕚 Segunda a sexta-feira: das 11h às 16h30
🕚 Sábados: das 11h às 15h
📞 (21) 2224-1629
📱 WhatsApp: (21) 97434-3624
✉️ [contato@sirioelibanes.com.br](mailto:contato@sirioelibanes.com.br)
Festival gratuito reúne nomes como Fernanda Montenegro, Valter Hugo Mãe, Ana Maria Gonçalves, Emicida, Conceição Evaristo, Lilia Schwarcz, Jeferson Tenório, Eliana Alves Cruz e Ondjaki, em uma programação que espera receber 30 mil leitores
Toda palavra nasce de um território. Carrega memórias, afetos, ancestralidades, disputas e formas próprias de enxergar o mundo. É a partir dessa ideia que a Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) realiza sua edição de 2026 com o tema Territórios das Palavras. Entre os dias 13 e 16 de agosto, o Reserva Cultural de Niterói será ocupado por escritores, artistas, pesquisadores, educadores e leitores em quatro dias de programação gratuita inspirada no pensamento da antropóloga, filósofa e ativista mineira Lélia Gonzalez (1935-1994), homenageada desta edição. O evento é realizado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN).
Com expectativa de receber 30 mil pessoas, a FLIN reafirma sua vocação como um dos principais encontros literários do país ao promover um diálogo entre literatura, música, teatro, audiovisual, jornalismo, cultura popular e produção acadêmica. Mais do que uma festa literária, a edição de 2026 propõe um espaço de circulação de ideias, encontros e reflexão sobre os diferentes territórios da palavra, reunindo autores nacionais e internacionais, artistas, intelectuais, estudantes, professores, pequenas editoras e novos leitores em torno de uma programação plural e acessível.
“A FLIN vem se consolidando como uma das mais importantes festas literárias do país, reafirmando Niterói como uma cidade que valoriza a cultura, a literatura, o pensamento e a democracia. É mais do que um evento, é um ato de valorização das nossas raízes, da nossa gente e da potência criativa das comunidades. Receber autores e artistas de tamanha relevância é motivo de orgulho, mas o que mais nos emociona é ver a população participando. É fundamental garantir que todos tenham acesso ao conhecimento, à arte e à leitura”, ressalta o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
A escolha de Lélia Gonzalez orienta toda a construção da programação. Referência incontornável do pensamento brasileiro, a intelectual desenvolveu conceitos como amefricanidade e pretuguês, fundamentais para compreender as contribuições das matrizes africanas e indígenas na formação da identidade brasileira e latino-americana. Seu legado inspira mesas que atravessam literatura, relações raciais, feminismos, memória, educação, oralidade, diversidade, políticas culturais e formação de leitores.
“Escolher Lélia Gonzalez como homenageada é reconhecer a força de uma das maiores intelectuais brasileiras e trazer seu pensamento para o centro das conversas que queremos provocar na FLIN. Territórios das Palavras nasce da compreensão de que toda narrativa parte de um lugar, de uma experiência e de uma história. Queremos que a festa seja um espaço na qual diferentes vozes se encontrem, sejam ouvidas e ampliem nosso olhar sobre o país e sobre nós mesmos”, afirma Micaela Costa, presidenta da Fundação de Arte de Niterói (FAN).
Literatura em diálogo com música, teatro e pensamento
A edição de 2026 reúne algumas das principais vozes da literatura e da cultura contemporâneas. Um dos momentos mais aguardados da programação ocorre no encerramento da festa, no domingo, dia 16, quando a atriz imortal da ABL Fernanda Montenegro apresenta a leitura dramática Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir, espetáculo que passou por temporadas de sucesso no Rio de Janeiro e em São Paulo. A leitura dramática aborda a visão libertária de Simone de Beauvoir (1908-1986) sobre o feminismo, além de sua ligação de vida com o filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980).
“Fui jovem numa época emblemática. Sou de uma geração que se pronunciava e ia às ruas para pensar e sentir. Devemos refletir sobre o nosso cotidiano cada vez mais saturado de esperanças não realizadas, pela desinteligência e, infelizmente, pela brutalidade. Neste sentido, esta leitura oferece também uma oportunidade para que o público jovem conheça um pouco mais sobre a paixão, a energia, a audácia e as contradições humanas de Simone de Beauvoir, uma das pensadoras mais influentes do século 20”, afirma Fernanda Montenegro.
Uma galeria de grandes nomes da literatura vai dar o ar de sua graça na FLIN, como Emicida, Ana Maria Gonçalves, Eliana Alves Cruz, Jeferson Tenório, Conceição Evaristo, Lilia Schwarcz, Ana Maria Machado, Rosiska Darcy, Ruy Castro, Cidinha da Silva, Luiz Antonio Simas, Tatiana Salem Levy, Mariana Salomão Carrara e duas vozes internacionais: os angolanos Ondjaki e Valter Hugo Mãe, cujo mais recente livro foi o campeão de vendas na Flip 2026.
A literatura dialoga ainda com outras linguagens artísticas. A música está representada por Teresa Cristina, MC Marechal, Tati Quebra Barraco e Michael Sullivan. O teatro, a televisão e o cinema também integram a programação, com participações dos atores Paulo Betti, Fabiana Karla e Dadá Coelho, além da diretora de cinema e TV Rosane Svartman, aproximando diferentes formas de criação e narrativa.
A programação também traz intelectuais, pesquisadores e comunicadores que fortalecem o diálogo entre literatura e sociedade. Participam da edição Jessé Souza, sociólogo e um dos principais intérpretes das desigualdades brasileiras; Ynaê Lopes dos Santos, historiadora especializada em escravidão e relações raciais; as jornalistas Ana Paula Araújo, Carol Raimundi e Luciana Barreto; Giovanna Heliodoro, pesquisadora e influenciadora que debate gênero, raça e direitos humanos; Geni Núñez, ativista indígena guarani; Laura Pires, escritora e professora, com foco em relações interpessoais, comunicação e saúde social, e Midiã Noelle, jornalista e pesquisadora, que atua na interseção entre comunicação e justiça racial.
FLIN plural
A pluralidade da FLIN 2026 se completa com escritores, poetas, criadores de conteúdo e comunicadores que vêm renovando a cena literária e cultural brasileira, como Jout Jout, jornalista e Youtuber, Déia Freitas, criadora e apresentadora do podcast Não Inviabilize, um dos maiores fenômenos de narrativas em áudio do país; Stefano Volp, escritor reconhecido por romances que destacam identidade, pertencimento e juventude; Pedro Salomão, escritor, palestrante e uma das vozes contemporâneas que abordam questões humanas com sensibilidade, criatividade e profundidade, Gabi Oliveira, comunicadora, escritora e criadora do podcast Afetos.
Entre as atrações também estão Carol Loback, atriz, criadora de conteúdo e podcaster; Jeovanna Vieira, escritora dedicada às narrativas negras e às literaturas afro diaspóricas; Igor Pires, poeta, escritor e criador de conteúdo literário; Renata Andrade e Thaís Pontes, autoras roteiristas e cocriadoras da série Encantado’s da TV Globo; e Carlos Ruas, criador das tirinhas Um sábado qualquer, que trabalha humor e religião de uma forma divertida, trazendo debate e reflexão sobre o assunto.
ABL e Biblioteca Nacional fortalecem a edição
Este ano, a Festa Literária Internacional de Niterói inaugura sua articulação com duas instituições essenciais às letras. A Academia Brasileira de Letras (ABL) e a Biblioteca Nacional apoiam a realização do festival e participam da programação, com a presença de 14 acadêmicos da ABL, distribuídos em diferentes mesas ao longo dos quatro dias, além de um encontro especial dedicado à Academia. Antônio Carlos Secchin, Antônio Torres, Geraldo Carneiro, Godofredo de Oliveira Neto, João Almino, Paulo Henriques Britto e Ricardo Cavaliere são esperados na FLIN.
A curadoria como um todo é assinada por Vilma Piedade, Elisa Ventura, MC Marechal, Edu Krieger, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Jackson Jacques, coordenador-geral da FLIN. O coletivo apostou em diferentes perspectivas da literatura, da música, da pesquisa e das artes para construir uma programação que dialoga com o Brasil contemporâneo, convidando autores consagrados, novas vozes, pesquisadores, professores, estudantes, pequenas editoras e leitores.
Com programação totalmente gratuita, tradução em Libras e audiodescrição em diversas atividades, a FLIN reafirma seu compromisso com uma cultura pública, democrática e acessível. A edição de 2026 também promove ações voltadas à formação de leitores, recebe estudantes da rede pública de ensino e desenvolve iniciativas de sustentabilidade, reforçando seu papel como política cultural de fomento à leitura e à circulação de ideias.
A FLIN 2026 tem patrocínio da Águas de Niterói e apoio da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Academia Brasileira de Letras (ABL), da Biblioteca Nacional e da Ecovias Ponte.
Serviço
Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026
De 13 a 16 de agosto
Reserva Cultural Niterói
Av. Visconde do Rio Branco 880, São Domingos
Entrada: Gratuita