Anna Bella Geiger e Raquel Saliba inauguram a exposição “Avesso”, no Museu Histórico da Cidade

Unidas pela potência da arte e por laços de amizade, Anna Bella Geiger e Raquel Saliba ocupam duas salas do Museu Histórico da Cidade a partir de 1º de março, sob curadoria de Shannon Botelho. No segundo pavimento do casarão, a exposição conjunta “Avesso” propõe um campo de diálogo entre as obras de Geiger e as esculturas de Saliba, revelando camadas, contrastes e afinidades. No primeiro pavimento (térreo), Raquel apresenta a individual “Bashar: nós humanos” reunindo esculturas recentes em diferentes técnicas na cerâmica e instalações que ampliam sua investigação material e espacial.

“Bashar: nós humanos”
“No presente, marcado pela crença em uma subjetividade autossuficiente e pelo enfraquecimento das lógicas comunitárias, a obra de Raquel Saliba sinaliza um gesto de atenção ao que ainda nos constitui. Suas figuras não celebram o indivíduo isolado, mas evocam a condição compartilhada do existir. Bashar — que significa humanidade — nomeia este encontro de corpos que, feitos de barro, carregam a memória do tempo, das diferenças e da vida em comum. Entre nascimento e desgaste, permanência e transformação, as obras aqui expostas nos lembram que a humanidade é constituída, antes de tudo, pelas relações que estabelece e pelos vestígios sensíveis que lega à eternidade”.
Shannon Botelho, 2026.

Cerâmica e bronze se transformam em instigantes peças escultóricas nas mãos de Raquel Saliba. Nascida em Itaúna, Minas Gerais, formada em Psicologia, a artista dedica-se exclusivamente à arte há 15 anos, movida por um fascínio singular por técnicas ancestrais e processos primordiais. Entre elas estão a queima Anagama — queima japonesa — e a Obvara, método de queima cerâmica originado no Leste Europeu no século XII, que consiste em retirar a peça incandescente do forno. Raquel também experimenta o uso de gás em fornos híbridos combinados com lenha. Em uma de suas séries mais recentes, deixou que a ação do mar oxidasse algumas peças, resultando em superfícies que alternam entre o reluzente e o rústico.

“Meu fascínio pelo figurativo e pela cerâmica vem da história do nosso (ante)passado. A cerâmica é um dos vestígios culturais utilizados pela arqueologia para reconstruir narrativas históricas anteriores à escrita”, afirma a artista.

Habitantes do imaginário de Raquel, seus seres — sem gênero definido — moldados em argila ou barro, podem atingir dois metros de altura.

Saiba mais sobre Raquel Saliba

Raquel Saliba já morou em diferentes partes do mundo, o que possibilitou que ela fizesse vários cursos e exposições como no Carrossel do Louvre (maio de 2018), por exemplo. Residindo atualmente no Rio de Janeiro, ela vem se dedicando cada vez mais às esculturas em cerâmica, bronze e outras matérias. Parte de sua formação artística: Curso Objeto e Poema 2025 e 2026 com Xico Chaves no Parque Lage; Colagem com Pedro Varela em 2024; O Processo Criativo com Charles Watson em 2020 no Parque Lage; Encontros e Reflexões, com Iole de Freitas, 2019, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil; exposição coletiva A Cara do Rio (Centro Cultural dos Correios), 2018; curso Conversando sobre esculturas objeto etc. e tal com Joao Goldberg, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil em 2016 e 2017; cursos de escultura e cerâmica no Morley College, Londres, Reino Unido 2014 e 2015; cursos de escultura no Heatherley School of Art, Londres, Reino Unido em 2015; workshop “O inconsciente na argila”, com Sandy Brown, Inglaterra, junho de 2015; cursos de Cerâmica e Escultura na UAL (University Arts of London), professor Timothy Harker, Londres, Reino Unido em 2013; Centro de Artes de Fremantle, Austrália Ocidental 2003.

“Avesso”

“Os trabalhos de Anna Bella Geiger apresentados em ‘Avesso’ foram realizados a partir dos anos 1960. Neles, a artista desloca a imagem de um campo compositivo para um campo orgânico, fazendo da superfície uma espécie de pele tensionada, onde cortes, cavidades e dobras insinuam um interior que insiste em emergir. Mais do que um gesto expressionista, trata-se de uma investigação estrutural da imagem: Geiger expõe o avesso, desestabiliza o plano e transforma a matéria em linguagem crítica. Ao afirmar uma poética centrada no corpo em um sistema historicamente regulado por narrativas masculinas de autonomia e universalidade, a artista tensiona os limites da imagem e inscreve, de modo não panfletário, uma presença feminina que reivindica espaço na redefinição da arte e de seus discursos.

Por sua vez, Raquel Saliba apresenta um conjunto de corpos femininos que discutem a condição da mulher não apenas no contexto das violências físicas, mas também nas formas de negação da individualidade e da plenitude do ser produzidas por uma lógica patriarcal e por agressões simbólicas naturalizadas. Corpos acéfalos, reduzidos a troncos, instauram um discurso contundente sobre a experiência feminina no contemporâneo: a supressão da identidade como mecanismo de controle. Uma obra de caráter instalativo sintetiza a narrativa: cabides sustentam troncos femininos como se fossem mercadorias expostas, evocando a objetificação do corpo da mulher — transformado em produto, disponível ao consumo. Contudo, nesses corpos aparentemente destituídos de identidade reside uma força latente: se denunciam a redução e as violências, também afirmam autonomia, beleza e potência expressiva”, diz Sannon Botelho.

De Anna Bella Geiger foram selecionadas gravuras em metal, telas em guache e nanquim sobre papel, obras em técnica mista, objetos escultóricos. O recorte é mapeado a partir da produção dos anos 1960 e chega a trabalhos mais recentes, explorando volume, textura e espaço.

Já Raquel Saiba expõe delicados torsos femininos em cerâmica, submetidos a diferentes técnicas de queima ou moldados com tecidos ou transformados pela ação do mar depois de algum períodos de submersão. Alguns estarão suspensos em um conjunto de instalações que flutuam no ambiente, presos por fios de metal a armações de ferro; outros, “protegidos” por redomas de vidro ou agrupados, ostentando medidas diversas.

“Para mim, como mulher, o feminino é forte. Está e estará sempre presente no meu trabalho. Como escultora, gostaria de abrir mais portas para outras mulheres, especialmente aquelas que vivem sob opressão, preconceito e diferentes formas de violência. A intimidação das mulheres ainda é muito grande, sobretudo entre as que lutam por independência e liberdade”, define Raquel Saliba.

Serviço
“Avesso” – exposição de Anna Bella Geiger e Raquel Saliba (2º pavimento)
“Bashar: nós humanos” – individual de Raquel Saliba (1º pavimento)
Curadoria: Shannon Botelho
Visitação: de 3 de março a 3 de maio de 2026
Local: Museu Histórico da Cidade
Endereço: Est. Santa Marinha, s/nº – Gávea, Rio de Janeiro
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 16h

Marcos Duprat revela Seu ‘Mundo Interior’ na Casa de Cultura Laura Alvim

Após 48 anos de carreira na diplomacia, Marcos Duprat se dedica integralmente à pintura e apresenta sua nova exposição, “Matéria e Luz”, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. A mostra, que ficará em cartaz até o dia 3 de maio, reúne 32 obras que refletem suas experiências e a luz dos diversos lugares onde trabalhou, como Washington, Lima, e Tel Aviv.

Duprat, agora com 81 anos, dedica-se ao seu ateliê na zona sul, onde utiliza sua técnica de veladura para captar a luz e a difusão dos reflexos na água. “Uma tela pode me ocupar até dois meses de trabalho. Isso exige paciência, pois não consigo me submeter à pressa do mercado”, afirma o artista. Ele menciona que a atualidade imediatista contrasta com sua abordagem atemporal da arte.

Na varanda da Casa de Cultura, as obras se debruçam sobre a movimentada Avenida Vieira Souto, trazendo à tona sua série “Horizontes” (2025) e o díptico “Águas” (2023). Duprat reflete sobre como o mercado de arte brasileiro evoluiu, destacando uma época mais amigável, onde o convívio entre artistas era incentivado. “O ambiente era ótimo, todos se encontravam e trocavam ideias”, lembra.

Influências e Formação Artística

Entre os encontros marcantes na trajetória de Duprat está o Atelier Livre do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Ali, nos anos 60, teve aulas com mestres como Fayga Ostrower e Aluísio Carvão. Sua formação artística continuou em Washington, onde obteve um mestrado na American University, enquanto trabalhava na diplomacia. Uma das obras apresentadas na mostra, “Figura em interior” (1977), remete à sua primeira exposição na capital americana.

Duprat menciona que seus professores eram influenciados pelo movimento abstrato-expressionista, mas o encorajaram a seguir seu próprio caminho. “Eles me diziam para fazer o que achasse bom. Mesmo De Kooning, que era uma referência, trabalhava com modelo vivo. As linhas de tensão do corpo humano são fundamentais para o aprendizado. Criar uma figura em pé, por exemplo, é um grande desafio”, explica.

Um Último Homenagem a Antônio Cicero

Uma das figuras que marcou a vida de Duprat foi o poeta e compositor Antônio Cicero. O texto de apresentação da exposição, escrito por Cicero e adaptado para a mostra, serve como uma homenagem ao amigo, que faleceu em um procedimento de morte assistida na Suíça. “Falamos sobre trazer seu texto para a exposição como uma forma de manter sua presença viva aqui”, conta Duprat.

Ele relembra o momento em que conheceu Cicero em Washington, onde este fazia doutorado em filosofia. Duprat recorda da jovem Marina Lima, irmã de Cicero, que já mostrava talento e interesse pela música. “Antonio sempre foi uma pessoa lúcida, mesmo enfrentando problemas de saúde. O texto dele capta com precisão meu ‘mundo interior’, refletindo a introspecção que é crucial para a pintura”, revela.

Introspecção e Representação Artística

Duprat destaca que suas obras não carregam necessariamente uma tensão social ou ideológica. Para ele, a arte deve falar de forma humana e íntima. “O que faço é simples, não busca chocar à primeira vista. Cada um pode encontrar seu próprio significado nas minhas telas”, conclui. Assim, a exposição “Matéria e Luz” se apresenta não apenas como um recorte da trajetória de Duprat, mas como um convite à contemplação e à introspecção.

Museu Bispo do Rosario, no RJ, recebe exposição ‘Casa Própria’

O Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea apresenta, entre os dias 21 de março e 9 de maio, a exposição Casa Própria, primeira individual de Ana Hortides na instituição. Com curadoria de Pollyana Quintella e produção da Atelier Produtora, a mostra reúne um conjunto de trabalhos produzidos ao longo dos últimos anos de pesquisa da artista, incluindo obras inéditas, e propõe uma reflexão sobre a casa como espaço simbólico, político e afetivo.

Ana Hortides’Raios’ série Platibanda 2025. Concreto e cerâmica 70 x 70 x 7 cm
A partir de referências diretas à arquitetura do subúrbio carioca, Ana Hortides desenvolve uma investigação plástica que transforma elementos recorrentes da construção civil popular em matéria artística. Cimento, azulejos, pisos e fragmentos cerâmicos aparecem em esculturas, instalações e pinturas que deslocam esses materiais de seu uso funcional, criando estruturas que tensionam noções de permanência, improviso e pertencimento.

Sobre a artista Ana Hortides
Oriunda de Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a artista estabelece uma relação direta entre sua trajetória pessoal e os modos de construção presentes nas periferias urbanas.

Escadas, lajes, fachadas e platibandas, frequentemente associadas ao trabalho informal e ao saber prático de pedreiros e construtores populares, surgem na exposição como formas autônomas, deslocadas de suas funções originais para se afirmarem como linguagem visual e discurso crítico.

Sobre a exposição do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea

A exposição ocupa a galeria Carlos Miguel do Museu Bispo do Rosario reunindo obras das séries Casa 15 (2020-2026), Platibanda (2024-2026) e To and fro (2026). Em Casa Própria, Hortides investiga os padrões ornamentais que marcam as fachadas das casas populares brasileiras, especialmente o uso de cacos cerâmicos e pisos coloridos aplicados de forma manual. Essas composições, muitas vezes nomeadas pela artista como “padrão” ou “raios”, compõem um repertório visual que atravessa o cotidiano urbano e ganha densidade poética no espaço expositivo.

Serviço
Exposição ‘Casa Própria’, de Ana Hortides
Curadoria: Pollyana Quintella
Local: Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea
Endereço: Edifício Sede da Colônia Juliano Moreira – Estr. Rodrigues Caldas, 3400. Taquara, Rio de Janeiro.
Período: de 21 de março a 09 de maio de 2026.
Visitação: de terça a sábado, das 9h às 17h.
Classificação: livre.
Entrada Gratuita.
Acessibilidade: audiodescrição e intérpretes de Libras.

“Niterói de Todos os Ângulos” revela a força do tecido acrobático no Parque da Cidade

Mostra tem apoio da Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL)

Niterói é cenário de arte, movimento e sensibilidade com a abertura da exposição fotográfica “Niterói de Todos os Ângulos”, que estreou nesta terça-feira (07) no Parque da Cidade, um dos cartões-postais mais emblemáticos do município.

A mostra propõe um novo olhar sobre o tecido acrobático, reunindo imagens que capturam a beleza, a técnica e a expressividade dessa prática que transita entre o esporte e a arte.

A exposição apresenta registros impactantes que exploram diferentes perspectivas — do alto, do movimento e da emoção — valorizando o corpo em cena e sua interação com paisagens icônicas da cidade.

Com o tema voltado ao tecido acrobático, a exposição convida o público a enxergar Niterói sob novas óticas, onde arte e esporte se encontram em composições visuais únicas, tendo como cenário um dos pontos mais visitados da cidade.

O evento conta com o apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), fortalecendo o incentivo a iniciativas que promovem cultura, bem-estar e ocupação criativa dos espaços urbanos.

“O esporte também é expressão artística. Projetos como o “Niterói de Todos os Ângulos” ampliam o olhar da população sobre modalidades como o tecido acrobático e mostram o potencial da nossa cidade como palco de experiências culturais inovadoras”, afirma o secretário municipal de Esporte e Lazer de Niterói, Luiz Carlos Gallo.

A exposição reforça o papel de Niterói como cidade que valoriza a integração entre cultura e esporte, promovendo experiências acessíveis e inspiradoras para toda a população.

SERVIÇO:
Exposição: Niterói de Todos os Ângulos
Local: Parque da Cidade — Niterói (RJ)
Entrada: Gratuita

Governo do Estado inaugura exposição com 60 artistas do RJ e reforça acesso gratuito à cultura

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, inaugura na próxima quinta-feira (09/04) duas novas exposições na Casa Brasil, no Centro do Rio. Com entrada gratuita, entram em cartaz a coletiva Casa Fluminense e a individual Cada Cabeça é um Mundo, da artista Melissa Oliveira. O espaço é vinculado ao Governo do Rio, em parceria com o Ministério da Cultura e a Petrobrás, consolidando o acesso público à produção artística.

As mostras reúnem 97 obras de 60 artistas de diferentes regiões do estado e dão continuidade à programação do espaço, que já recebeu mais de 80 mil visitantes em quatro meses com exposições anteriores.

– Celebramos este novo momento da Casa Brasil com uma grande ocupação da cultura do nosso estado, que é tão rica e potente. O apoio da Petrobras tem sido fundamental para abrir as portas para a arte fluminense, reforçando a valorização do nosso fazer cultural, nossa identidade e representa que o Rio de Janeiro ganha mais uma casa para a cultura fluminense – destaca Danielle Barros, Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

Valorização da Cultura do Estado do Rio

A exposição coletiva “Casa Fluminense” apresenta múltiplos olhares sobre o estado do Rio, abordando temas como identidade, diversidade, turismo e tradições. Com curadoria de Aliã Guajajara Waimiri, Cadu, Jocelino Pessoa, Marcelo Campos e Tania Queiroz, a mostra reúne artistas de cidades como Rio de Janeiro, Niterói, Campos dos Goytacazes, Volta Redonda, Paraty, Maricá e Teresópolis.

Já “Cada Cabeça é um Mundo”, de Melissa Oliveira, o público tem acesso a uma série fotográfica sobre o cotidiano das barbearias em comunidades cariocas. Natural do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, a artista retrata profissionais que movimentam a economia criativa em territórios como Jacaré, Manguinhos e Chatuba.

Roda de conversa

Além das exposições, a programação inclui a ação “Conversas de Casa”, encontro que reúne participantes de cursos livres realizados em parceria com a Escola sem Sítio, promovendo troca de experiências e processos criativos.

– Casa Fluminense e Cada Cabeça é um Mundo dão continuidade ao momento de consolidação e expansão da nova fase da Casa Brasil, após a potência das primeiras exposições, que levaram mais de 80 mil visitantes ao nosso equipamento cultural. Com o patrocínio oficial da Petrobras, a Casa Brasil articula diferentes linguagens, públicos e perspectivas em torno de uma proposta conceitual consistente. Somos a casa da arte brasileira e também fluminense – conta Tania Queiroz, diretora da Casa Brasil.

Vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, a Casa Brasil passa por um processo de reestruturação que inclui nova identidade e ampliação da programação. O projeto é realizado em parceria com a V ARTE e o Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobras, dentro do Programa Petrobras Cultural.

Localizada no Corredor Cultural do Centro do Rio, a Casa Brasil se consolida como um dos principais espaços de difusão da produção artística contemporânea no estado. Esse reposicionamento integra um projeto de reestruturação contemplado no edital Novos Eixos da Petrobras, na linha Ícones da Cultura Brasileira, dentro do Programa Petrobras Cultural. As exposições ficam em cartaz até 8 de julho, com visitação de terça a domingo, das 10h às 17h.

Niterói será base de apoio para uma das maiores corridas a vela do mundo: Sail GP é considerado a Fórmula 1 dos mares

Evento acontecerá na Baía de Guanabara nos dias 11 e 12 de abril e toda a logística será montada no Caminho Niemeyer para delegações de diversos países

A Baía de Guanabara será palco de um espetáculo de velocidade e tecnologia inédito na América do Sul. Nos dias 11 e 12 de abril, a capital fluminense recebe o Enel Rio Sail Grand Prix, quarta etapa da temporada 2026 do Rolex Sail GP Championship, o campeonato mundial da categoria mais veloz da vela. Niterói será base logística do evento: o Caminho Niemeyer será a sede do apoio técnico para as regatas. O Sail GP é considerado a Fórmula 1 dos mares.

“Essa é uma das maiores competições de vela do mundo que, pela primeira vez, acontece na América do Sul. É muito importante para Niterói fazer parte deste evento com o Caminho Niemeyer servindo de base de apoio logístico para os competidores. Niterói é a cidade da vela. Temos vários e várias atletas que conquistaram medalhas olímpicas. A relação da cidade com os esportes marítimos é muito forte. Por isso vamos participar do Sail GP”, explicou o prefeito Rodrigo Neves.

O Sail GP é conhecido globalmente pela alta performance de seus catamarãs F50, embarcações de última geração que atingem velocidades de até 100 km/h. Com um formato dinâmico, a competição reúne os melhores atletas do mundo em regatas curtas e intensas.

O grande destaque da etapa é a bicampeã olímpica Martine Grael. Líder do time brasileiro desde 2024, Martine fez história como a primeira mulher a assumir essa função na liga e permanece como a única mulher no comando de uma equipe no circuito atual.

“Competir na Baía de Guanabara é algo muito especial. É um lugar que faz parte da nossa história na vela e poder finalmente disputar uma etapa do SailGP em casa, com a torcida acompanhando de perto, é uma motivação enorme”, afirma Martine Grael.

A equipe brasileira chega ao Rio em um momento de ascensão após sua melhor performance na temporada na etapa anterior, em Sydney. Além de Martine, o time conta com talentos nacionais como Marco Grael, Mateus Isaac e Breno Kneipp, apoiados por uma equipe técnica internacional de elite.

Além do Brasil, os países representados no Sail GP são: Austrália, Espanha, Canadá, Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Estados Unidos. A temporada 2026 já teve duas etapas na Austrália e uma na Nova Zelândia. Até o fim do ano, o campeonato terá 13 Grandes Prêmios, o maior calendário já realizado pelo Sail GP.

Theresa da Costa apresenta o show ‘Elton por Mim’, trazendo clássicos eternos do artista, no Teatro Grajaú, dia 18 de abril

A cantora Theresa da Costa apresenta o show ‘Elton por Mim’, no próximo dia 18 de abril, no Teatro Grajaú, interpretando clássicos eternos do artista em versões que revelam novas camadas de emoção — unindo teatralidade, interpretação vocal e um toque de intimismo que convida o público a reviver memórias e sentimentos. O show é uma viagem afetiva pelo universo de Elton John, com arranjos cuidadosamente elaborados para piano e Cello, e momentos de pura conexão entre artista e plateia.

Sobre Theresa da Costa

Theresa da Costa é cantora, atriz, bailarina e fisioterapeuta, com trajetória marcada pela união entre arte e sensibilidade humana. Como intérprete, se destaca pela expressividade cênica e pelo timbre suave e emocional que transita entre o pop, o soft belt e o semi- lírico. Nos palcos, apresenta projetos próprios, homenageando grandes nomes da música nacional e internacional, sempre com identidade própria e presença marcante.

Instagram: @theresadacosta.art

YouTube: https://www.youtube.com/@Theresadacosta

Ficha Técnica

Theresa da Costa no show Elton Por Mim

Idealização / Voz e Performance / Roteiro – Theresa da Costa

Direção cênica e de movimento – Paulo Marques

Direção Musical / Arranjos para Piano e Cello / Piano – Isaías Alves

Cello – Gibran Moraes

Preparação Vocal – Jardel Maia

Projeto Gráfico – Martelo Marketing

Figurino – Paulo Marques

Fotografia – Mauricio Maia

Direção Geral – Theresa da Costa

Recepção/ bilheteria – Staine Motta

Assessoria de Imprensa – Paula Ramagem

Produção – Butterfly Produções

Co – produção – Juliana Torrez

Serviço

Show: Elton por Mim

Artista: Theresa da Costa

Local : Teatro Grajaú

Grajaú Tênis Clube – Av. Engenheiro Richard, 83 – Tijuca

Data:18 de abril de 2026, às 19h

Ingressos pelo Sympla LINK https://www.sympla.com.br/evento/theresa-da-costa-apresenta-elton-por-mim/3339376?share_id=whatsapp

Inteira: R$ 40,00 / Meia: R$ 20,00 / Valor promocional: R$ 25,00 (em 3 lotes)

Sistema ShotSpotter registra sequência de disparos e auxilia ação das forças de segurança em Niterói

Tecnologia do Cisp e denúncias anônimas ajudaram a direcionar ação da Polícia Militar na região da Pedra do Urubu na Zona Norte

O sistema ShotSpotter, tecnologia de identificação acústica de disparos integrada ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) da Prefeitura de Niterói, registrou uma sequência de ocorrências com tiros em diversos pontos da Zona Norte da cidade durante a madrugada. A ferramenta permitiu, mais uma vez, o acionamento de policiais do 12º Batalhão da Polícia Militar. Os alertas foram detectados entre 3h38:10 e 4h07:36, em um período aproximado de 29 minutos.

A Operação da Polícia Militar nas primeiras horas da manhã resultou na apreensão de quatro fuzis e duas pistolas na região da Pedra do Urubu, no Fonseca, em Niterói.

Com base nos alertas tecnológicos e também em informações do Disque Denúncia, policiais do 12º BPM intensificaram o patrulhamento e realizaram incursões nas comunidades do Fonseca, Santo Cristo, Coreia e Palmeira. A operação contou ainda com apoio de equipes do 7º BPM e do 1º BPM.
Segundo a corporação, a denúncia de número apontava que criminosos armados com fuzis estariam atuando diariamente no acesso à Travessa Santo Cristo, nas comunidades da Palmeira e Santo Cristo, onde comercializariam entorpecentes e intimidariam moradores, com relatos inclusive de agressões e expulsões de residentes de suas casas.

O sistema ShotSpotter, tecnologia de identificação acústica de disparos integrada ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) da Prefeitura de Niterói, registrou uma sequência de ocorrências com tiros em diversos pontos da Zona Norte da cidade durante a madrugada. A ferramenta permitiu, mais uma vez, o acionamento de policiais do 12º Batalhão da Polícia Militar. Os alertas foram detectados entre 3h38:10 e 4h07:36, em um período aproximado de 29 minutos.

De acordo com os registros técnicos, foram identificados 10 incidentes distintos, concentrados em uma mesma área geográfica, envolvendo pontos como Rua Riodades, Travessa Carreteiro, Travessa Santo Cristo e Rua São Januário.

A primeira detecção ocorreu às 3h38:10, na Rua Riodades. Na sequência, entre 3h38:19 e 3h38:44, o sistema registrou múltiplos disparos na Travessa Carreteiro. Novos alertas foram detectados entre 3h39:19 e 3h41:36, novamente na Rua Riodades.

Por volta de 3h45, foi registrada a maior concentração de disparos, com ocorrências praticamente simultâneas na Rua Riodades e na Travessa Santo Cristo.

Posteriormente, entre 3h47:54 e 3h48:46, o sistema identificou disparos isolados na Rua São Januário e um novo registro na Rua Riodades. O último evento foi detectado às 4h07:36, novamente na Rua Riodades.

Os relatórios indicam aproximadamente 34 disparos detectados, sendo cerca de 24 com marcação individual visível nos registros do sistema.

O ShotSpotter é um sistema de detecção acústica que utiliza sensores instalados em pontos estratégicos da cidade, nas zonas Norte e Sul, para identificar o som característico de disparos de arma de fogo. Quando um tiro é detectado, o alerta é enviado automaticamente ao CISP, onde operadores — agentes da Guarda Municipal — analisam as informações e repassam os dados às forças policiais em questão de segundos, permitindo o direcionamento mais rápido das equipes para a área indicada.

A análise espacial dos registros aponta maior recorrência de detecções na Rua Riodades, enquanto os demais eventos ocorreram em vias próximas.

De acordo com os parâmetros técnicos do próprio sistema, a contagem de disparos deve ser considerada aproximada, podendo haver variações em razão de fatores como sobreposição de sons, características do ambiente urbano ou obstruções físicas que interfiram na detecção.

Os dados do ShotSpotter são utilizados como ferramenta inicial de monitoramento e análise, podendo ser posteriormente correlacionados com outras informações operacionais das forças de segurança.

Dinâmica

De posse das informações, as equipes seguiram até a localidade conhecida como Pedra do Urubu, onde se depararam com diversos homens armados. Após a intervenção policial, os suspeitos fugiram pela área de mata.
No local, os policiais apreenderam quatro fuzis — três de calibre 5.56 e um de calibre 7.62 — além de duas pistolas calibre 9mm e um radiotransmissor utilizado para comunicação entre criminosos.

Até o momento, seis suspeitos foram identificados como envolvidos na ocorrência, mas ainda não tiveram a identidade confirmada. A ocorrência segue em andamento e o material apreendido será encaminhado para a delegacia da área para registro e investigação.

Imigração e crescimento econômico nos Estados Unidos: uma relação estrutural

Por: Vinícius Bicalho

O debate sobre imigração nos Estados Unidos costuma ser conduzido sob perspectivas políticas, sociais e de segurança. No entanto, há um aspecto frequentemente subestimado, mas essencial: o papel da imigração como variável estrutural para o crescimento econômico do país.

Do ponto de vista econômico, o crescimento de longo prazo está diretamente relacionado à expansão da força de trabalho e ao aumento da produtividade. Nesse contexto, a dinâmica demográfica assume papel central.

Queda da natalidade e mudança demográfica

Assim como outras economias desenvolvidas, os Estados Unidos vêm registrando uma redução consistente na taxa de natalidade nas últimas décadas. Atualmente, o país opera abaixo do nível de reposição populacional, estimado em aproximadamente 2,1 filhos por mulher. Esse cenário resulta em dois movimentos simultâneos:

Envelhecimento progressivo da população

Redução relativa da população em idade economicamente ativa

As consequências desse processo são amplamente documentadas na literatura econômica: desaceleração do crescimento potencial, aumento da pressão sobre sistemas previdenciários e redução da oferta de mão de obra.

Imigração como fator de compensação

Historicamente, os Estados Unidos mitigaram esses efeitos por meio da imigração. O fluxo migratório tem desempenhado papel relevante na recomposição da força de trabalho e na sustentação do crescimento populacional.

Dados recentes indicam que:

A imigração responde por parcela significativa do crescimento populacional americano

Uma fração relevante da expansão da força de trabalho nas últimas décadas está associada a trabalhadores imigrantes

Sem o componente migratório, o crescimento demográfico dos Estados Unidos seria substancialmente reduzido

Em termos econômicos, a imigração atua como mecanismo de ajuste, compensando a queda na taxa de natalidade e contribuindo para a manutenção da base produtiva do país.

Desaceleração recente e fatores associados

Informações divulgadas pelo U.S. Census Bureau apontam que o crescimento populacional dos Estados Unidos desacelerou recentemente, alcançando aproximadamente 0,5% no período mais recente analisado.

Entre os fatores que explicam esse movimento, destaca-se a redução da imigração líquida. Em um cenário de baixa natalidade, a diminuição dos fluxos migratórios passa a ter impacto direto sobre a dinâmica populacional.

Paralelamente, políticas mais restritivas em relação à imigração, especialmente no combate à imigração irregular, têm contribuído para a redução da entrada de novos trabalhadores estrangeiros.

Possíveis impactos econômicos

A redução do crescimento populacional, combinada com a diminuição da imigração, pode gerar efeitos relevantes no médio e longo prazo:
Mercado de trabalho com menor oferta de trabalhadores em determinados setores
Desaceleração do crescimento do consumo interno;
Limitação do potencial de expansão do produto interno bruto;
Estudos econômicos indicam que a manutenção de níveis adequados de imigração é um dos fatores necessários para sustentar taxas históricas de crescimento nos Estados Unidos.

Além disso, a imigração também está associada à inovação, ao empreendedorismo e à diversificação da força de trabalho, elementos que contribuem para a competitividade econômica.

Perspectiva comparada

Experiências internacionais reforçam essa análise. Países que enfrentaram declínio populacional ou envelhecimento acelerado, como Japão e diversas economias europeias, registraram redução no dinamismo econômico ao longo do tempo. Os Estados Unidos, por sua vez, historicamente se diferenciaram por sua capacidade de atrair imigrantes e renovar sua base demográfica.

Considerações finais

A discussão sobre imigração envolve múltiplas dimensões legítimas, incluindo segurança, legalidade e políticas públicas. No entanto, sob a ótica econômica, os dados indicam que a imigração desempenha papel relevante na sustentação do crescimento dos Estados Unidos.

Em um cenário de baixa natalidade e envelhecimento populacional, o fluxo migratório tende a se consolidar como um dos principais instrumentos de equilíbrio demográfico e econômico.
Assim, políticas migratórias mais restritivas, embora possam atender a determinados objetivos de controle, devem ser analisadas também à luz de seus potenciais efeitos sobre o crescimento econômico no médio e longo prazo.

Quem é Vinícius Bicalho

– Advogado licenciado nos EUA, Brasil e Portugal;
– Sócio fundador da Bicalho Legal Consulting P.A.;
– Mestre em direito nos EUA pela University of Southern California;
– Mestre em direito no Brasil pela Faculdade de Direito Milton Campos (MG);
– Membro da AILA – American Immigration Lawyers Association;
– Responsável pelo Guia de Imigração da AMCHAM;
– Professor de Pós-graduação em direito migratório;
– O único advogado brasileiro citado na lista de “profissionais confiáveis” dos principais jornais americanos, como The New York Times, The Wall Street Journal, The Washington Post, USA Today e The Los Angeles Times.

Sobre a Bicalho Consultoria Legal
Empresa com ampla experiência em processos migratórios para os Estados Unidos e Portugal, com escritórios no Brasil, em Portugal e nos EUA. Oferece soluções para empresas, empreendedores e profissionais liberais, que incluem assessoria jurídica, consultoria nas áreas empresarial, tributária e trabalhista, além de planejamento patrimonial, auxiliando na internacionalização de negócios, carreiras e famílias. A consultoria conta com uma equipe experiente e multidisciplinar de profissionais.

Mais informações disponíveis:
no site https://bicalho.com e nas redes sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/bicalhoconsultoria/ – @biccalhoconsultoria
@BicalhoConsultoriaLegal (YouTube) e Bicalho Consultoria Legal (Facebook).

Galeria de Arte IBEU recebe a 49ª edição da coletiva Novíssimos

No coração do Jardim Botânico, a Galeria de Arte IBEU reafirma seu papel como um dos principais termômetros da arte emergente no Rio de Janeiro. O espaço abre as portas para a 49ª edição da Novíssimos, a exposição coletiva mais tradicional do país dedicada a novos talentos até 8 de maio. A seleção dos participantes deste ano foi resultado de um concorrido edital, ocorrido em novembro de 2025, que recebeu 115 inscrições.

Pela primeira vez sob curadoria de Bruno Miguel, a mostra reúne 13 nomes que mapeiam diferentes trajetórias. O panorama abrange desde a presença da artista Makh Hanamakh — nascida em Tóquio e radicada no Rio — até a força da produção fluminense com Beth Rocha, Bruna Manarelli, Carolina Amorim, Claudia Castro Barbosa, Patrícia Peixoto, Fogo e Ian Raposo. A seleção se completa com o olhar de Eduardo Baltazar (Niterói), Marcelo Rezende (São Gonçalo), Renan Henrique Carvalho (Espírito Santo), a recifense Ana Leal e o paulista João Buson.

“Tenho a certeza de que muitas carreiras ainda terão esse “novo velho” salão como etapa importante dos seus desenvolvimentos artísticos. Assim como foi para mim e para tantos outros”, comenta Bruno Miguel.

Apresentando um diálogo entre múltiplas linguagens, a exposição inclui pintura, fotografia, desenho, objetos e instalações. Mais do que uma mostra, a Novíssimos funciona como um salão de premiação: ao final da temporada, um dos participantes será eleito pela Comissão de Seleção do IBEU para realizar uma mostra individual na galeria.

Um legado de fomento às artes

O vínculo do Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) com o universo das artes visuais começou em 1940, na antiga sede da Rua México, com uma mostra de águas-fortes de Carlos Oswald. Esse pioneirismo se expandiu em 1960, com a abertura Galeria de Arte IBEU, no bairro de Copacabana, espaço que recebeu nomes como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari e Iberê Camargo.

Dois anos depois, em junho de 1962, a coletiva Novíssimos foi criada com a objetivo de revelar e incentivar novos valores da arte contemporânea. Desde então, a mostra passou a integrar de forma permanente a programação da instituição e do calendário artístico da cidade. Em 2017, ano em que o IBEU celebrou seus 80 anos, foi inaugurada a nova Galeria de Arte IBEU, no bairro do Jardim Botânico, este é o espaço que certamente ficará na memória dos participantes desta edição.

Serviço:

Exposição: Novíssimos 2026

Curadoria: Bruno Miguel

Local: Galeria de Arte IBEU – Rua Maria Angélica, 168 – Jardim Botânico- Rio de Janeiro

Visitação: até 08 de maio de 2026

Horários: Segunda a quinta, das 13h às 19h | Sexta, das 12h às 18h

Entrada: Gratuita