Primeira transmissão de rádio no Brasil completa 104 anos

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Em 1923, o Rio ganhou a sua primeira emissora de rádio, a Rádio Sociedade Rio de Janeiro, fundada por Edgard Roquette Pinto

Companheiro fiel de muita gente há tanto tempo, o rádio segue firme e forte como um dos veículos de comunicação com maior relevância e credibilidade do mercado. Segundo dados da Kantar Ibope Media, o rádio atinge 83% da população das grandes cidades brasileiras. Os ouvintes escutam, em média, quatro horas de rádio por dia, entre o tempo no trânsito e no trabalho.

Essa história consolidada e de sucesso entre o rádio e a população brasileira começou há 104 anos. Ouvimos as primeiras vozes dentro da latinha no dia 7 de setembro de 1922, durante a comemoração ao centenário da Independência do Brasil, no governo de Epitácio Pessoa. Com apenas 80 receptores, os cariocas puderam ouvir o discurso do presidente, realizado na Praça XV.

Em 1923, o Rio ganhou a sua primeira emissora de rádio. Fundada por Edgard Roquette Pinto — considerado o Pai da Radiodifusão — entrou no ar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A programação incluía cursos e palestras científicas sobre diversos temas, notícias e música, com transmissão de cantores líricos e canções brasileiras.

Após o pontapé inicial, outras emissoras foram surgindo e algumas acumulam anos de tradição, como a Rádio Globo, uma jovem senhora de 81 anos, e a Rádio Tupi, que vai completar 91 anos em setembro.

Alerj nas ondas do rádio

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) entende a importância do rádio como ferramenta de informação e comunicação com a população fluminense. Por isso, conta com a Rádio Alerj. Fundada em 30 de junho de 2022, em uma parceria com a Rádio Senado, pode ser sintonizada no canal 105.9 FM do dial.

A emissora apresenta, de segunda a quinta-feira e aos fins de semana, das 9h às 13h, e às sextas-feiras, das 15h às 19h, conteúdos produzidos especialmente para o público do estado do Rio de Janeiro.

A programação conta com nomes de peso e combina informação, prestação de serviço, cultura e entretenimento, abordando temas relacionados ao cotidiano da população, aos direitos do consumidor, às atividades do Parlamento e à cultura musical brasileira.

Mais do que um veículo de transmissão, a Rádio Alerj representa uma importante ferramenta de comunicação pública, aproximando a Assembleia da sociedade.

Experiência e renovação

Uma das coisas mais fascinantes do rádio é unir diversas gerações. A experiência de quem já acumula bagagem de longos anos, com o frescor, a curiosidade e a potência dos mais jovens.

Com 40 anos de carreira, o comunicador Fernando Ribeiro, o Cabeção, faz parte do time dos veteranos. Atualmente, apresenta o programa Papo Cabeça, na TV Alerj e integra o time de redes sociais da Casa. Ele começou como DJ da Furacão 2000 e participava da Rádio Antena 1. Em 1992, ganhou seu primeiro programa, na Rádio Costa Verde. Mas, a história com o rádio começou bem antes.

“A primeira vez que falei no microfone de uma rádio foi em 1982. Meu irmão, que também era DJ, estava dando uma entrevista no Clube do Som da Rádio Panorama e me chamou para participar. Nunca mais esqueci”, relembra. Cabeção também foi comunicador da FM O Dia, sendo referência no segmento popular.

Os jovens também estão ocupando os microfones. Na contramão de quem afirma que o rádio vai acabar, o comunicador Ryan Lobo, de 30 anos, mostra que a latinha se renova sempre. Comandando um programa diário na Rádio Globo, o amor pelo rádio vem de berço. “A minha primeira lembrança do rádio vem do meu avô, que ficava o dia inteiro ouvindo Rádio Globo no radinho de pilha, sentado no sofá, enquanto assistia televisão. Inclusive, ele ouvia rádio na hora de dormir”, conta.

Apesar de jovem, Ryan já tem uma carreira consolidada no dial carioca. “A minha história no rádio começou com uma oportunidade que tive enquanto fazia faculdade, na BandNews FM, em 2018. A emissora estava com vagas e eu me candidatei, passei no processo seletivo e fiquei como estagiário por um ano e meio, vindo a ser efetivado como repórter, cargo que ocupei por 2 anos na Band. Já são 8 anos de rádio”, diz.

Entrando todos os dias na casa e no trabalho de tanta gente, os dois acumulam lembranças inesquecíveis. Para Cabeção, o momento mais marcante da carreira foi uma entrevista com o Padre Marcelo Rossi. “Ele tem uma energia que não tem como descrever. A sensação é que eu estava flutuando”, recorda.

Ryan relembra o dia em que deu seu primeiro furo de reportagem, em um programa de alcance nacional. “O caso foi abordado pelo Datena no Brasil Urgente. Uma idosa de 95 anos, que havia quebrado o braço, foi para o hospital retirar o gesso e o gesseiro acabou passando o equipamento na pele. Ela chegou a informá-lo por algumas vezes que estava machucando, mas ele não levou a sério e causou uma grande lesão. Eu peguei esse caso no Twitter, vi a denúncia da neta dela, entrei em contato, apurei, fiz a matéria e ela conseguiu a repercussão que precisava para que o funcionário e o hospital pagassem por aquilo”, recorda.

É claro que comandar um programa diário coleciona momentos divertidos. O imprevisível que só o ao vivo proporciona é o que torna a profissão ainda mais dinâmica e divertida. O radialista nunca sabe o que virá do entrevistado. E foi exatamente o que aconteceu em uma entrada ao vivo do Ryan, na Central do Brasil. “Recentemente, fazendo um povo fala sobre a Copa, abordei um homem que estava completamente bêbado, perguntando a ele quem faria os gols do Brasil na estreia da Copa do Mundo. Ele conseguiu responder ‘Vini Junior’, mas depois não conseguiu mais pronunciar os nomes dos outros jogadores. Eu tive que usar o improviso, dar uma descontraída e encerrar a minha participação”, conta, rindo.

Já a lembrança mais marcante de Cabeção foi no Ano Novo de 1996, na Rádio RPC. “Engraçado e inesperado foi o Réveillon ao vivo na RPC. A maioria das rádios grava a passagem do ano. Nós fizemos uma festa de verdade, com comida e bebida e todos os DJs que tinham programa na Rádio. Uma loucura”, recorda, animado.

O futuro do rádio

Da primeira transmissão de rádio no Brasil até hoje, muita coisa mudou. Com a chegada da internet, o rádio se adaptou e é possível ouvir e ver a programação da sua emissora preferida na palma da sua mão ou na tela do computador.

Ryan e Cabeção apostam que o veículo vai seguir se reinventando, acompanhando a tecnologia e mantendo seu posicionamento de relevância dentro do mercado. “Eu imagino o futuro do rádio bem constante, em uma crescente. Há pesquisas que mostram que a credibilidade do rádio está à frente de qualquer outro veículo de comunicação. Além disso, o rádio é o veículo que permite uma aproximação maior entre os comunicadores e os ouvintes. Nenhum outro veículo de comunicação consegue causar a sensação de pertencimento que o rádio é capaz. Sendo assim, vejo o rádio cada vez mais forte, moderno, atualizado e adaptado às novas realidades”, afirma Ryan.

“O Rádio sempre ‘dança conforme a música’. Sempre acompanha a evolução do mercado. As rádios hoje também estão nas plataformas digitais. No futuro eu aposto em rádios mais segmentadas, direcionadas para um público específico”, conclui Cabeção.

Seja no bom e velho modelo a pilha ou em um aplicativo no celular, o rádio segue forte e vivo, levando informação, música, entretenimento e companhia para tanta gente, mundo afora. Vida longa ao rádio!

 

Prefeitura de Niterói decreta luto pela morte de Paulo Eduardo Gomes

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A Prefeitura de Niterói decreta luto oficial pelo falecimento de Paulo Eduardo Gomes. Ato assinado pelo Prefeito Rodrigo Neves será publicado no Diário Oficial desta terça-feira, 08/09. Vereador por vários mandatos em Niterói, Paulo Eduardo morreu no sábado (5), vítima de câncer.

Engenheiro de Telecomunicações formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Eduardo ingressou na Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) após concluir a graduação. Na empresa, participou da fundação da Associação dos Empregados da Embratel, entidade que presidiu por três mandatos.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lamentou a morte de Paulo Eduardo Gomes.

“Recebemos com pesar a notícia do falecimento de Paulo Eduardo Gomes. Vereador por vários mandatos, Paulo Eduardo dedicou-se à vida pública e à defesa das causas em que acreditava. Embora tenhamos trilhado caminhos distintos e, muitas vezes, com posições divergentes, sempre reconheci a importância do debate e do respeito democrático. Nesse momento de sua partida, manifesto meus sentimentos e minha solidariedade aos seus familiares, amigos, companheiros de partido e a todos que conviveram com Paulo Eduardo”, disse o prefeito Rodrigo Neves.

Prefeitura de Meriti realiza obras de drenagem e pavimentação no Morro do Coqueirinho

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Ação no Jardim Sumaré prepara quatro ruas para receberem pavimentação asfáltica.

As equipes da Secretaria Municipal de Obras de São João de Meriti iniciaram o processo de assentamento de meios-fios em quatro ruas do Morro do Coqueirinho, no bairro Jardim Sumaré. A localidade passa por uma ampla intervenção de infraestrutura e, em breve, receberá pavimentação asfáltica.

As vias contempladas nesta fase são as ruas Tulipa, Anita Garibaldi, Haiti e Bolívar de Carvalho. A Secretaria Municipal de Obras já concluiu as etapas de manilhamento , garantindo o correto escoamento das águas da chuva; e a aplicação de fresa asfáltica para regularizar e nivelar o solo.

O secretário municipal de Obras, Pedro Basílio destacou a importância das melhorias no bairro. “Nosso compromisso é levar dignidade e acessibilidade para todas as regiões de São João de Meriti, principalmente áreas que aguardavam por essas melhorias há anos. O trabalho no Morro do Coqueirinho foi planejado etapa por etapa: começamos pela drenagem com o manilhamento, preparamos a base com a fresa e agora estamos avançando com o meio-fio para deixar tudo pronto para o asfalto. É mais qualidade de vida e valorização para os moradores do Jardim Sumaré”, disse.

As obras fazem parte do cronograma de urbanização e melhorias viárias do município.

Portugal ganha força entre os destinos de empresas brasileiras

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Investimento direto brasileiro no país chega a € 4,5 bilhões, maior nível desde 2021

Portugal vem conquistando mais espaço nos planos de internacionalização das empresas brasileiras. No primeiro trimestre de 2026, o investimento direto do Brasil no país chegou a € 4,5 bilhões, o maior volume registrado desde 2021. O movimento já pode ser percebido em decisões recentes de empresas brasileiras.

A Kikker, especializada em tecnologia para cadeias de suprimentos, escolheu Portugal para iniciar sua expansão pela Europa. A Darede, que atua no mercado de computação em nuvem, está no país desde 2024 e já atende aproximadamente 50 clientes, cerca de 75% deles pequenas e médias empresas. Depois de desenvolver sua carteira local, a Darede escolheu a região de Lisboa para coordenar a expansão pela Europa e pretende contratar mais dez profissionais até o fim de 2026. Os dois casos mostram como Portugal pode receber tanto empresas em sua primeira experiência internacional quanto negócios que já chegam com projetos mais amplos de crescimento.

“Portugal reúne possibilidades para empresas em diferentes estágios. A língua portuguesa, a proximidade cultural e a facilidade de comunicação tornam os primeiros movimentos mais simples para o empresário brasileiro. Ao mesmo tempo, existe um mercado próprio a ser desenvolvido. A empresa pode chegar para atender o consumidor português, estabelecer sua primeira operação internacional ou incluir o país em uma estratégia que alcance outros mercados”, afirma Renato Alves de Oliveira, diretor de Expansão e Negócios da Bicalho Consultoria e idealizador da Be International.

O momento econômico português também amplia esse campo de oportunidades. O Plano de Recuperação e Resiliência do país mobilizou aproximadamente € 22 bilhões em áreas como inovação, ciência, digitalização, competitividade, energia e saúde. Entre as iniciativas anunciadas estão € 800 milhões para incentivar a adoção de inteligência artificial pelas empresas e outros € 400 milhões voltados à reindustrialização, defesa, segurança e tecnologias avançadas.

“Esses investimentos apontam onde a economia portuguesa pretende crescer e quais setores deverão demandar novas tecnologias, serviços e soluções. Para a empresa brasileira, essa leitura permite enxergar oportunidades que vão além da proximidade cultural e identificar espaços concretos para estabelecer uma operação competitiva no país”, analisa Renato.

Estados Unidos continuam como o mercado de maior alcance

Em uma estratégia internacional mais ampla, os Estados Unidos continuam ocupando uma posição central para as empresas brasileiras. O país é o principal destino das operações de companhias brasileiras no exterior e também o maior mercado para as exportações nacionais de produtos manufaturados.

“Em uma análise geral, os Estados Unidos continuam sendo o mercado internacional mais robusto para empresas brasileiras que buscam escala. É uma economia com enorme poder de consumo, espaço para diferentes nichos e oportunidades em praticamente todos os setores. Portugal pode oferecer uma entrada internacional mais fluida, enquanto os Estados Unidos proporcionam uma dimensão de mercado difícil de encontrar em outros países. São possibilidades que podem fazer parte da mesma estratégia, de forma simultânea ou em etapas diferentes”, explica Renato.

A definição dessa rota precisa transformar a oportunidade percebida em um plano capaz de funcionar na realidade de cada mercado. “Seja em Portugal, nos Estados Unidos ou em qualquer outro mercado, a empresa precisa conhecer o público, a concorrência, a formação de preços, os canais de venda e as adaptações necessárias para que o produto brasileiro funcione naquele ambiente. Contar com orientação especializada ajuda a reunir essas informações, estruturar a entrada e conduzir a internacionalização de maneira mais segura e consistente”, conclui Renato Alves de Oliveira.

Quem é Renato Alves de Oliveira

Diretor de negócios e expansão da Bicalho Consultoria Legal, responsável pela articulação estratégica de internacionalização entre Brasil, Estados Unidos e Portugal;
CEO e idealizador da Be International, iniciativa voltada à integração empresarial global;
Executivo com experiência em estruturar modelos de entrada de mercado, parcerias estratégicas e governança de expansão para empresas e franquias brasileiras;
Bacharel em Administração de Empresas no Brasil;
Mestrando em Administração de Empresas pela Flórida Christian University, nos Estados Unidos;
Membro da International Christian Chamber of Commerce (ICCC) e do C12 Brasil.

Sobre a Bicalho Consultoria Legal

Empresa com ampla experiência em processos migratórios para os Estados Unidos e Portugal, com escritórios no Brasil, em Portugal e nos EUA. Oferece soluções para empresas, empreendedores e profissionais liberais, que incluem assessoria jurídica, consultoria nas áreas empresarial, tributária e trabalhista, além de planejamento patrimonial, auxiliando na internacionalização de negócios, carreiras e famílias. A consultoria conta com uma equipe experiente e multidisciplinar de profissionais e com avaliação pré-imigratória gratuita em seu site.

Restauração do antigo Cinema Icaraí avança

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Prefeito Rodrigo Neves fez nova vistoria técnica no local nesta quinta-feira (3)

Um dos espaços que é referência para a cultura de Niterói está cada vez mais perto de voltar a funcionar. A restauração do antigo Cinema Icaraí avança e vai devolvendo à paisagem da orla o belo prédio em estilo art déco, construído na década de 1940, que marcou gerações de moradores da cidade. Depois de pronto, o imóvel irá abrigar o Cine Concerto Sérgio Mendes, um moderno equipamento cultural com salão de concertos, salas de cinema, restaurante e áreas de convivência com vista para a Baía de Guanabara.

Nesta quinta-feira (3), o prefeito Rodrigo Neves fez mais uma vistoria técnica no local, acompanhado da secretária das Culturas, Julia Pacheco; da secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa; do presidente da Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION), Antonio Lourosa; do administrador regional de Icaraí, Raphael Costa; de outros integrantes da Prefeitura e de representantes da empresa executora das obras.

“É uma obra complexa, de um patrimônio histórico tombado, que acompanhamos passo a passo. É um serviço minucioso dos operários e engenheiros que estão trabalhando no local. Já foram implantadas dezenas de vigas de aço para reforçar a estrutura e agora começa o processo de restauração das paredes”, explicou Rodrigo Neves.

Com investimento total de R$ 45,7 milhões, o Cine Concerto Sérgio Mendes vai funcionar como um grande centro de entretenimento, cultura, lazer e gastronomia para todos os moradores e visitantes de Niterói. Serão duas salas de cinema, um salão de concertos destinado à Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (UFF), dois restaurantes, piano bar, rooftop com vista para a Praia de Icaraí e diversos espaços de convivência. A restauração da fachada representa uma das etapas mais aguardadas da obra e devolve ao prédio sua identidade arquitetônica original, integrando a preservação do patrimônio histórico e arquitetura contemporânea.

Praça Getúlio Vargas será integrada ao novo complexo cultural

A Praça Getúlio Vargas, em Icaraí, também está em obras. Após passar por uma reurbanização completa, o local vai formar um conjunto integrado com o novo Cine Concerto Sérgio Mendes.

Está prevista a transformação de mais de 5,5 mil metros quadrados em um espaço aberto, acessível e voltado à convivência, eliminando as grades existentes e ampliando a conexão visual com a Praia de Icaraí e a Baía de Guanabara.

Desenvolvido pelo escritório Burle Marx, o projeto preserva as árvores históricas e contempla novos jardins, áreas de permanência, pergolados, playground acessível, academia ao ar livre, espaço pet, iluminação em LED, monitoramento por câmeras, áreas para feiras e eventos culturais e a completa requalificação dos passeios do entorno. A proposta é integrar patrimônio histórico, paisagismo e vida urbana em um único espaço público.

Foto: Lucas Benevides

Três gerações, um olhar: Leontina, Milton e Alexandre Dacosta se encontram em exposição inédita

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A Galeria de Arte Ipanema celebra seus 61 anos de atividade com a exposição: “Leontina, Milton e Alexandre — A Transmissão do Olhar”, que reúne pela primeira vez obras de Maria Leontina, Milton Dacosta e Alexandre Dacosta, mãe, pai e filho. A mostra estabelece um diálogo entre três gerações ligadas pela pintura e pela experiência familiar, revelando não apenas continuidades e diferenças entre suas linguagens, mas também a permanência de um olhar transmitido, transformado e reinventado ao longo do tempo.

Entre abstração, construção geométrica, figuração, cor, gesto e matéria, as obras percorrem diferentes, do moderno ao contemporâneo, tendo a pintura como território comum de investigação. Ao celebrar simultaneamente a trajetória da galeria e a história de uma família profundamente vinculada à arte, a exposição propõe pensar a criação não como herança passiva, mas como um processo de transmissão, ruptura e reinvenção — em que cada geração recebe um olhar e, ao transformá-lo, inaugura outro.

Leontina, Milton e Alexandre – A transmissão do olhar
Galeria de Arte Ipanema | R. Aníbal de Mendonça, 27 – Ipanema
Abertura: quinta, 10 de setembro, às 10h
De segunda a sexta, das 10 às 19h, e sábado, das 11 às 15h.
Entrada gratuita

 

Casa Museu Eva Klabin coloca passado e arte contemporânea em diálogo

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Uma casa que se transforma em museu. Objetos criados para determinadas funções que, séculos depois, passam a integrar uma coleção. Elementos arquitetônicos retirados de seus lugares de origem e incorporados a outros espaços. Obras cuja matéria, aparência e significado se modificam com o tempo. É a partir desses movimentos que a Casa Museu Eva Klabin apresenta “Hipertelia – Marés de Mudanças”, com curadoria de Camilla Rocha Campos que coloca obras de Andréa Hygino, Antonio Obá, Daniela Seixas, Juliana dos Santos, Lia Rodrigues, Marcus Deusdedit, Rosângela Rennó e Suzanne Jackson em diálogo com obras e objetos da coleção reunida por Eva Klabin (1903–1991).

Com cerca de 50 trabalhos e ocupando o primeiro andar da casa, a exposição parte da ideia de que objetos, obras e espaços podem ultrapassar as finalidades para as quais foram concebidos e adquirir outras funções e sentidos. A montagem torna esse processo visível: peças da coleção serão deslocadas de suas posições habituais, elementos da arquitetura ganharão novas configurações e ambientes da casa serão reorganizados a partir da presença dos trabalhos contemporâneos.

Hipertelia – Marés de Mudanças, coletiva
Casa Museu Eva Klabin | Praça Benedito Cerqueira, nº 0 Lagoa
Abertura pública: 12 de setembro de 2026
Até 13 de dezembro de 2026
De quarta-feira a domingo, das 14h às 18h
Entrada gratuita

 

Muito além do Ipiranga: o Rio de Janeiro na Independência do Brasil

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Cidade foi palco de acontecimentos decisivos para a separação de Portugal e para a construção do novo Estado brasileiro; atual Palácio Tiradentes guarda parte dessa memória

Quando se fala em Independência do Brasil, a imagem mais lembrada é a do grito de “Independência ou Morte”, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, no dia 7 de setembro de 1822. Mas a construção da independência brasileira começou muito antes e teve no Rio de Janeiro um de seus principais centros políticos, culturais e institucionais.

Capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815 com a aclamação de Dom João VI como rei, o Rio de Janeiro já era uma das cidades mais importantes da América Portuguesa desde 1763, quando se tornou sede do Vice-Reinado do Brasil. Desde o final do século XVIII, a cidade concentrava decisões políticas e passou a ser também um importante espaço de circulação de ideias que defendiam a emancipação do país.

Segundo o historiador da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Liborio, compreender a Independência exige olhar para além do episódio do Ipiranga. “Olhar para além do grito é buscar uma história que conte algo a mais do que os ‘grandes feitos’ de nomes de envergadura da nossa história política. Pensar nas ruas e espaços do Rio é, de certa forma, pensar em como cada linha da história do nosso país foi escrita, entre edifícios, ruas, tumultos, conciliações e efervescência política”, disse.

Um processo que começou antes do 7 de setembro

A Independência não surgiu de forma repentina em 1822. Antes mesmo desse período, diferentes movimentos demonstravam a circulação de ideias iluministas e de contestação ao domínio português.

Entre eles estão a Conjuração Mineira, em 1789, que envolveu Vila Rica e também o Rio de Janeiro; a Conjuração Baiana, de 1798, em Salvador; e a Revolução Pernambucana, de 1817, em Recife.

No Rio de Janeiro, a influência política da cidade cresceu ainda mais ao longo do início do século XIX. A Revolução Liberal do Porto, em 1820, provocou o retorno de D. João VI a Portugal, em 1821. Seu filho, D. Pedro, permaneceu no Brasil como Príncipe Regente, com sede de governo no Rio de Janeiro.

A cidade também se tornou espaço importante para a circulação de jornais e ideias políticas. Periódicos como o Correio do Rio de Janeiro e o Revérbero Constitucional Fluminense defendiam posições favoráveis à separação de Portugal e discutiam temas como a necessidade de uma Constituição e diferentes concepções sobre o futuro político do Brasil.

O Dia do Fico nasceu nas ruas do Rio

Um dos episódios mais emblemáticos desse processo aconteceu no coração do Rio de Janeiro.

Nos primeiros dias de janeiro de 1822, moradores da cidade foram convocados, por meio de um anúncio impresso, a comparecer à Rua da Ajuda, nº 137, para assinar uma petição em defesa da permanência de D. Pedro no Brasil, contrariando as determinações das Cortes Portuguesas para que retornasse à Europa.

Em 9 de janeiro, uma comitiva liderada por José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara, saiu da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, na atual Rua Uruguaiana, em direção ao encontro com o Príncipe Regente. O grupo levou uma petição com cerca de oito mil assinaturas.

A resposta de D. Pedro entrou para a história: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Diga ao povo que fico.”

A declaração foi feita no Paço da Cidade, atual Paço Imperial, no Centro do Rio. A memória do episódio permanece na região: uma placa esculpida por Rodolfo Bernardelli foi instalada na fachada da igreja em 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência do Brasil.

A própria janela do Paço Imperial de onde D. Pedro comunicou sua decisão à população também permanece preservada. Atualmente, sua grade está exposta no Museu Histórico Nacional.

Do Rio para a construção do novo Império

A Independência foi consolidada de maneira conciliatória, mantendo no Brasil o regime monárquico. E foi no Rio de Janeiro que ocorreram alguns dos principais atos simbólicos de construção do novo Estado.

Em 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, em cerimônia realizada no Campo de Santana (atual Praça da República), então um dos principais espaços cívicos e de manifestações públicas da cidade.

Pouco depois, em 1º de dezembro, foi sagrado e coroado como D. Pedro I na Capela Real e Imperial, atual Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro.

A independência, entretanto, não estava completamente consolidada. Em maio de 1823, foi instalada uma Assembleia Constituinte (no local onde hoje fica o Palácio Tiradentes) responsável pela elaboração da primeira Constituição brasileira.

Enquanto isso, a separação de Portugal ainda era disputada em outras regiões. Na Bahia, a Guerra de Independência, iniciada em 1822, terminou em 2 de julho de 1823 com a derrota das tropas portuguesas que resistiam à separação. A data passou a ser celebrada como marco da Independência da Bahia.

A importância dos personagens dessa luta também foi incorporada à paisagem carioca. Durante as comemorações do Centenário da Independência, em 1922, ruas de Ipanema foram rebatizadas em homenagem a nomes ligados à Guerra de Independência da Bahia, como Maria Quitéria, Joana Angélica, Barão de Jaguaripe, Visconde de Pirajá e Garcia D’Ávila.

A Constituição e o nascimento do Parlamento brasileiro

Em março de 1824, D. Pedro I outorgou a primeira Constituição do Brasil. A Carta consolidou o poder imperial e estabeleceu um Parlamento bicameral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

As atividades parlamentares tiveram início no Rio de Janeiro em 6 de maio de 1826. Em 2026, portanto, o Parlamento brasileiro completa 200 anos de funcionamento.

No mesmo processo de consolidação da independência, em 1825, Portugal reconheceu oficialmente a emancipação do Brasil por meio do Tratado do Rio de Janeiro, com mediação da Inglaterra.

O reconhecimento teve um custo financeiro para o novo país. O Brasil assumiu uma indenização de dois milhões de libras esterlinas a Portugal, em parte relacionada à permanência no país de bens e acervos trazidos pela Corte portuguesa durante sua transferência para o Brasil, em 1808.

O Palácio Tiradentes como fio condutor dessa história

No coração do Centro do Rio, o atual Palácio Tiradentes está diretamente ligado a esse período de transformação política.

Antes da construção do Palácio, o local era ocupado pelo edifício da Casa de Câmara e Cadeia, importante espaço da vida política e administrativa do Rio de Janeiro colonial.

Com a Independência e a necessidade de criar estruturas para os novos poderes do Estado brasileiro, o edifício passou por adaptações para receber a Assembleia Constituinte de 1823.

Foi ali que ocorreram os debates entre os parlamentares e D. Pedro I sobre os limites e as prerrogativas dos diferentes poderes. O conflito chegou ao ápice em 12 de novembro de 1823, durante a “Noite da Agonia”, quando tropas do imperador invadiram o recinto e a Assembleia Constituinte foi dissolvida.

O espaço voltaria a receber o Legislativo Imperial a partir de 1826, quando a Câmara dos Deputados iniciou suas atividades no Rio de Janeiro.

Décadas mais tarde, a construção do Palácio Tiradentes, inaugurado em 1926, buscou justamente evocar essa tradição parlamentar iniciada ainda no período colonial e consolidada durante o Império.

Essa memória está presente na própria arquitetura do edifício. Na fachada, o grupo escultórico “Independência”, realizado por Modestino Kanto, Armando Magalhães Corrêa e Hildegardo Leão Velloso, apresenta D. Pedro I caracterizado como um general romano, ladeado por José Bonifácio, o Patriarca da Independência, e pela alegoria da Liberdade.

No interior do prédio, a memória da formação do Brasil também está representada. No Plenário Barbosa Lima Sobrinho, uma das pinturas que compõem o ciclo “Os pontos cardeais da história do Brasil”, ao redor do vitral da cúpula, é intitulada “A Monarquia”.

A obra reúne referências a personagens e acontecimentos fundamentais para a formação do Estado brasileiro, entre eles D. Pedro I no momento do Grito do Ipiranga e José Bonifácio.

Uma independência que também passa pelo Rio

Mais de dois séculos depois, o 7 de setembro continua sendo associado ao gesto de D. Pedro às margens do Ipiranga. Mas a história da Independência brasileira é muito mais ampla.

Ela passa pelas ruas do Rio de Janeiro, pelas manifestações populares em defesa do Dia do Fico, pelos jornais que discutiam o futuro político do país, pelos atos de aclamação e coroação de D. Pedro I e pelos primeiros debates constitucionais e parlamentares.

E passa, também, pelo lugar onde hoje funciona o Palácio Tiradentes, um espaço que reúne, em sua arquitetura e em sua memória, diferentes capítulos da formação política do Brasil.

Da decisão de D. Pedro de permanecer no país à instalação do Parlamento brasileiro, o Rio de Janeiro esteve no centro da construção da Independência e dos primeiros passos do Brasil como nação soberana.

Conteúdo histórico: pesquisa e levantamento realizados por Douglas Liborio, historiador da Alerj, com base em registros do Diário do Rio de Janeiro (1822), O Paiz (1922) e obras de José Murilo de Carvalho, Lúcia Maria Bastos Neves, Armelle Enders e José Theodoro Mascarenhas Menck.

Comlurb prepara planejamento operacional especial de limpeza para o desfile de 7 de Setembro

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A Comlurb preparou um planejamento operacional especial de limpeza na Avenida Presidente Vargas e ruas do entorno, para o Desfile Cívico de 7 de Setembro, nesta segunda-feira, que comemora os 204 anos da Independência do Brasil. O trabalho será iniciado a partir das 6h, com a pré-limpeza, e se estenderá até que todo o público deixe o evento.

A Companhia contará ao todo com 50 garis, que vão se revezar em turnos, na execução dos serviços de varrição, coleta e remoção de resíduos. Por último, será feita a limpeza hidráulica das pistas, com água de reuso, detergente e hipoclorito.

Entre equipamentos e veículos, serão disponibilizados caminhões compactadores para remoção dos resíduos, duas varredeiras de grande porte para auxiliar no serviço de varrição, e duas pipas d´água e duas vans motobomba com sistema de pressão para lavagem.

Serão disponibilizados contêineres ao longo da Avenida Presidente Vargas e pontos estratégicos do entorno, para facilitar o descarte correto de resíduos por parte do público presente.

 

Corpo de Bombeiros reforça segurança no Rock in Rio 2026

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Atuação contará com drones, ambulâncias, picapes e viaturas de combate a incêndio e salvamento

O Corpo de Bombeiros reforça a segurança no entorno do Rock in Rio 2026 com uma operação especial durante os dias de festival. O Plano Tático Operacional prevê o emprego de 140 militares, divididos em duas forças-tarefa posicionadas em pontos estratégicos próximos à Cidade do Rock. Bombeiros de três unidades operacionais também permanecerão de sobreaviso.

A atuação contará com drones, ambulâncias, picapes e viaturas de combate a incêndio e salvamento, incluindo uma unidade para atendimento a incidentes com múltiplas vítimas, duas plataformas mecânicas com alcance de até 42 metros e um caminhão-tanque para provisionamento extra de água.

A coordenação será realizada a partir da Central de Órgãos Públicos, instalada na Arena Carioca 1, que reunirá representantes dos órgãos envolvidos na operação.

Simulado na roda gigante

Durante a semana, o Corpo de Bombeiros realizou um simulado de socorro na roda-gigante com 10 militares, incluindo especialistas em salvamento em altura, que participaram de um exercício, reproduzindo o resgate de uma vítima em uma das gôndolas. A atividade também avaliou procedimentos, equipamentos, integração das equipes e o tempo-resposta dos militares.

Fiscalização antecede a abertura dos portões

O trabalho também incluiu a fiscalização das estruturas do evento. As equipes vistoriam saídas de emergência, palco, roda-gigante e dispositivos de segurança, além dos postos médicos e ambulâncias contratados pela organização. As equipes também orientam os responsáveis sobre eventuais adequações e verificam as rotas de acesso para as viaturas de emergência no entorno do festival.