Primeira transmissão de rádio no Brasil completa 104 anos

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Em 1923, o Rio ganhou a sua primeira emissora de rádio, a Rádio Sociedade Rio de Janeiro, fundada por Edgard Roquette Pinto

Companheiro fiel de muita gente há tanto tempo, o rádio segue firme e forte como um dos veículos de comunicação com maior relevância e credibilidade do mercado. Segundo dados da Kantar Ibope Media, o rádio atinge 83% da população das grandes cidades brasileiras. Os ouvintes escutam, em média, quatro horas de rádio por dia, entre o tempo no trânsito e no trabalho.

Essa história consolidada e de sucesso entre o rádio e a população brasileira começou há 104 anos. Ouvimos as primeiras vozes dentro da latinha no dia 7 de setembro de 1922, durante a comemoração ao centenário da Independência do Brasil, no governo de Epitácio Pessoa. Com apenas 80 receptores, os cariocas puderam ouvir o discurso do presidente, realizado na Praça XV.

Em 1923, o Rio ganhou a sua primeira emissora de rádio. Fundada por Edgard Roquette Pinto — considerado o Pai da Radiodifusão — entrou no ar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A programação incluía cursos e palestras científicas sobre diversos temas, notícias e música, com transmissão de cantores líricos e canções brasileiras.

Após o pontapé inicial, outras emissoras foram surgindo e algumas acumulam anos de tradição, como a Rádio Globo, uma jovem senhora de 81 anos, e a Rádio Tupi, que vai completar 91 anos em setembro.

Alerj nas ondas do rádio

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) entende a importância do rádio como ferramenta de informação e comunicação com a população fluminense. Por isso, conta com a Rádio Alerj. Fundada em 30 de junho de 2022, em uma parceria com a Rádio Senado, pode ser sintonizada no canal 105.9 FM do dial.

A emissora apresenta, de segunda a quinta-feira e aos fins de semana, das 9h às 13h, e às sextas-feiras, das 15h às 19h, conteúdos produzidos especialmente para o público do estado do Rio de Janeiro.

A programação conta com nomes de peso e combina informação, prestação de serviço, cultura e entretenimento, abordando temas relacionados ao cotidiano da população, aos direitos do consumidor, às atividades do Parlamento e à cultura musical brasileira.

Mais do que um veículo de transmissão, a Rádio Alerj representa uma importante ferramenta de comunicação pública, aproximando a Assembleia da sociedade.

Experiência e renovação

Uma das coisas mais fascinantes do rádio é unir diversas gerações. A experiência de quem já acumula bagagem de longos anos, com o frescor, a curiosidade e a potência dos mais jovens.

Com 40 anos de carreira, o comunicador Fernando Ribeiro, o Cabeção, faz parte do time dos veteranos. Atualmente, apresenta o programa Papo Cabeça, na TV Alerj e integra o time de redes sociais da Casa. Ele começou como DJ da Furacão 2000 e participava da Rádio Antena 1. Em 1992, ganhou seu primeiro programa, na Rádio Costa Verde. Mas, a história com o rádio começou bem antes.

“A primeira vez que falei no microfone de uma rádio foi em 1982. Meu irmão, que também era DJ, estava dando uma entrevista no Clube do Som da Rádio Panorama e me chamou para participar. Nunca mais esqueci”, relembra. Cabeção também foi comunicador da FM O Dia, sendo referência no segmento popular.

Os jovens também estão ocupando os microfones. Na contramão de quem afirma que o rádio vai acabar, o comunicador Ryan Lobo, de 30 anos, mostra que a latinha se renova sempre. Comandando um programa diário na Rádio Globo, o amor pelo rádio vem de berço. “A minha primeira lembrança do rádio vem do meu avô, que ficava o dia inteiro ouvindo Rádio Globo no radinho de pilha, sentado no sofá, enquanto assistia televisão. Inclusive, ele ouvia rádio na hora de dormir”, conta.

Apesar de jovem, Ryan já tem uma carreira consolidada no dial carioca. “A minha história no rádio começou com uma oportunidade que tive enquanto fazia faculdade, na BandNews FM, em 2018. A emissora estava com vagas e eu me candidatei, passei no processo seletivo e fiquei como estagiário por um ano e meio, vindo a ser efetivado como repórter, cargo que ocupei por 2 anos na Band. Já são 8 anos de rádio”, diz.

Entrando todos os dias na casa e no trabalho de tanta gente, os dois acumulam lembranças inesquecíveis. Para Cabeção, o momento mais marcante da carreira foi uma entrevista com o Padre Marcelo Rossi. “Ele tem uma energia que não tem como descrever. A sensação é que eu estava flutuando”, recorda.

Ryan relembra o dia em que deu seu primeiro furo de reportagem, em um programa de alcance nacional. “O caso foi abordado pelo Datena no Brasil Urgente. Uma idosa de 95 anos, que havia quebrado o braço, foi para o hospital retirar o gesso e o gesseiro acabou passando o equipamento na pele. Ela chegou a informá-lo por algumas vezes que estava machucando, mas ele não levou a sério e causou uma grande lesão. Eu peguei esse caso no Twitter, vi a denúncia da neta dela, entrei em contato, apurei, fiz a matéria e ela conseguiu a repercussão que precisava para que o funcionário e o hospital pagassem por aquilo”, recorda.

É claro que comandar um programa diário coleciona momentos divertidos. O imprevisível que só o ao vivo proporciona é o que torna a profissão ainda mais dinâmica e divertida. O radialista nunca sabe o que virá do entrevistado. E foi exatamente o que aconteceu em uma entrada ao vivo do Ryan, na Central do Brasil. “Recentemente, fazendo um povo fala sobre a Copa, abordei um homem que estava completamente bêbado, perguntando a ele quem faria os gols do Brasil na estreia da Copa do Mundo. Ele conseguiu responder ‘Vini Junior’, mas depois não conseguiu mais pronunciar os nomes dos outros jogadores. Eu tive que usar o improviso, dar uma descontraída e encerrar a minha participação”, conta, rindo.

Já a lembrança mais marcante de Cabeção foi no Ano Novo de 1996, na Rádio RPC. “Engraçado e inesperado foi o Réveillon ao vivo na RPC. A maioria das rádios grava a passagem do ano. Nós fizemos uma festa de verdade, com comida e bebida e todos os DJs que tinham programa na Rádio. Uma loucura”, recorda, animado.

O futuro do rádio

Da primeira transmissão de rádio no Brasil até hoje, muita coisa mudou. Com a chegada da internet, o rádio se adaptou e é possível ouvir e ver a programação da sua emissora preferida na palma da sua mão ou na tela do computador.

Ryan e Cabeção apostam que o veículo vai seguir se reinventando, acompanhando a tecnologia e mantendo seu posicionamento de relevância dentro do mercado. “Eu imagino o futuro do rádio bem constante, em uma crescente. Há pesquisas que mostram que a credibilidade do rádio está à frente de qualquer outro veículo de comunicação. Além disso, o rádio é o veículo que permite uma aproximação maior entre os comunicadores e os ouvintes. Nenhum outro veículo de comunicação consegue causar a sensação de pertencimento que o rádio é capaz. Sendo assim, vejo o rádio cada vez mais forte, moderno, atualizado e adaptado às novas realidades”, afirma Ryan.

“O Rádio sempre ‘dança conforme a música’. Sempre acompanha a evolução do mercado. As rádios hoje também estão nas plataformas digitais. No futuro eu aposto em rádios mais segmentadas, direcionadas para um público específico”, conclui Cabeção.

Seja no bom e velho modelo a pilha ou em um aplicativo no celular, o rádio segue forte e vivo, levando informação, música, entretenimento e companhia para tanta gente, mundo afora. Vida longa ao rádio!

 

Prefeitura de Meriti realiza obras de drenagem e pavimentação no Morro do Coqueirinho

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Ação no Jardim Sumaré prepara quatro ruas para receberem pavimentação asfáltica.

As equipes da Secretaria Municipal de Obras de São João de Meriti iniciaram o processo de assentamento de meios-fios em quatro ruas do Morro do Coqueirinho, no bairro Jardim Sumaré. A localidade passa por uma ampla intervenção de infraestrutura e, em breve, receberá pavimentação asfáltica.

As vias contempladas nesta fase são as ruas Tulipa, Anita Garibaldi, Haiti e Bolívar de Carvalho. A Secretaria Municipal de Obras já concluiu as etapas de manilhamento , garantindo o correto escoamento das águas da chuva; e a aplicação de fresa asfáltica para regularizar e nivelar o solo.

O secretário municipal de Obras, Pedro Basílio destacou a importância das melhorias no bairro. “Nosso compromisso é levar dignidade e acessibilidade para todas as regiões de São João de Meriti, principalmente áreas que aguardavam por essas melhorias há anos. O trabalho no Morro do Coqueirinho foi planejado etapa por etapa: começamos pela drenagem com o manilhamento, preparamos a base com a fresa e agora estamos avançando com o meio-fio para deixar tudo pronto para o asfalto. É mais qualidade de vida e valorização para os moradores do Jardim Sumaré”, disse.

As obras fazem parte do cronograma de urbanização e melhorias viárias do município.

Restauração do antigo Cinema Icaraí avança

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Prefeito Rodrigo Neves fez nova vistoria técnica no local nesta quinta-feira (3)

Um dos espaços que é referência para a cultura de Niterói está cada vez mais perto de voltar a funcionar. A restauração do antigo Cinema Icaraí avança e vai devolvendo à paisagem da orla o belo prédio em estilo art déco, construído na década de 1940, que marcou gerações de moradores da cidade. Depois de pronto, o imóvel irá abrigar o Cine Concerto Sérgio Mendes, um moderno equipamento cultural com salão de concertos, salas de cinema, restaurante e áreas de convivência com vista para a Baía de Guanabara.

Nesta quinta-feira (3), o prefeito Rodrigo Neves fez mais uma vistoria técnica no local, acompanhado da secretária das Culturas, Julia Pacheco; da secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa; do presidente da Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION), Antonio Lourosa; do administrador regional de Icaraí, Raphael Costa; de outros integrantes da Prefeitura e de representantes da empresa executora das obras.

“É uma obra complexa, de um patrimônio histórico tombado, que acompanhamos passo a passo. É um serviço minucioso dos operários e engenheiros que estão trabalhando no local. Já foram implantadas dezenas de vigas de aço para reforçar a estrutura e agora começa o processo de restauração das paredes”, explicou Rodrigo Neves.

Com investimento total de R$ 45,7 milhões, o Cine Concerto Sérgio Mendes vai funcionar como um grande centro de entretenimento, cultura, lazer e gastronomia para todos os moradores e visitantes de Niterói. Serão duas salas de cinema, um salão de concertos destinado à Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (UFF), dois restaurantes, piano bar, rooftop com vista para a Praia de Icaraí e diversos espaços de convivência. A restauração da fachada representa uma das etapas mais aguardadas da obra e devolve ao prédio sua identidade arquitetônica original, integrando a preservação do patrimônio histórico e arquitetura contemporânea.

Praça Getúlio Vargas será integrada ao novo complexo cultural

A Praça Getúlio Vargas, em Icaraí, também está em obras. Após passar por uma reurbanização completa, o local vai formar um conjunto integrado com o novo Cine Concerto Sérgio Mendes.

Está prevista a transformação de mais de 5,5 mil metros quadrados em um espaço aberto, acessível e voltado à convivência, eliminando as grades existentes e ampliando a conexão visual com a Praia de Icaraí e a Baía de Guanabara.

Desenvolvido pelo escritório Burle Marx, o projeto preserva as árvores históricas e contempla novos jardins, áreas de permanência, pergolados, playground acessível, academia ao ar livre, espaço pet, iluminação em LED, monitoramento por câmeras, áreas para feiras e eventos culturais e a completa requalificação dos passeios do entorno. A proposta é integrar patrimônio histórico, paisagismo e vida urbana em um único espaço público.

Foto: Lucas Benevides

Muito além do Ipiranga: o Rio de Janeiro na Independência do Brasil

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Cidade foi palco de acontecimentos decisivos para a separação de Portugal e para a construção do novo Estado brasileiro; atual Palácio Tiradentes guarda parte dessa memória

Quando se fala em Independência do Brasil, a imagem mais lembrada é a do grito de “Independência ou Morte”, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, no dia 7 de setembro de 1822. Mas a construção da independência brasileira começou muito antes e teve no Rio de Janeiro um de seus principais centros políticos, culturais e institucionais.

Capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815 com a aclamação de Dom João VI como rei, o Rio de Janeiro já era uma das cidades mais importantes da América Portuguesa desde 1763, quando se tornou sede do Vice-Reinado do Brasil. Desde o final do século XVIII, a cidade concentrava decisões políticas e passou a ser também um importante espaço de circulação de ideias que defendiam a emancipação do país.

Segundo o historiador da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Liborio, compreender a Independência exige olhar para além do episódio do Ipiranga. “Olhar para além do grito é buscar uma história que conte algo a mais do que os ‘grandes feitos’ de nomes de envergadura da nossa história política. Pensar nas ruas e espaços do Rio é, de certa forma, pensar em como cada linha da história do nosso país foi escrita, entre edifícios, ruas, tumultos, conciliações e efervescência política”, disse.

Um processo que começou antes do 7 de setembro

A Independência não surgiu de forma repentina em 1822. Antes mesmo desse período, diferentes movimentos demonstravam a circulação de ideias iluministas e de contestação ao domínio português.

Entre eles estão a Conjuração Mineira, em 1789, que envolveu Vila Rica e também o Rio de Janeiro; a Conjuração Baiana, de 1798, em Salvador; e a Revolução Pernambucana, de 1817, em Recife.

No Rio de Janeiro, a influência política da cidade cresceu ainda mais ao longo do início do século XIX. A Revolução Liberal do Porto, em 1820, provocou o retorno de D. João VI a Portugal, em 1821. Seu filho, D. Pedro, permaneceu no Brasil como Príncipe Regente, com sede de governo no Rio de Janeiro.

A cidade também se tornou espaço importante para a circulação de jornais e ideias políticas. Periódicos como o Correio do Rio de Janeiro e o Revérbero Constitucional Fluminense defendiam posições favoráveis à separação de Portugal e discutiam temas como a necessidade de uma Constituição e diferentes concepções sobre o futuro político do Brasil.

O Dia do Fico nasceu nas ruas do Rio

Um dos episódios mais emblemáticos desse processo aconteceu no coração do Rio de Janeiro.

Nos primeiros dias de janeiro de 1822, moradores da cidade foram convocados, por meio de um anúncio impresso, a comparecer à Rua da Ajuda, nº 137, para assinar uma petição em defesa da permanência de D. Pedro no Brasil, contrariando as determinações das Cortes Portuguesas para que retornasse à Europa.

Em 9 de janeiro, uma comitiva liderada por José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara, saiu da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, na atual Rua Uruguaiana, em direção ao encontro com o Príncipe Regente. O grupo levou uma petição com cerca de oito mil assinaturas.

A resposta de D. Pedro entrou para a história: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Diga ao povo que fico.”

A declaração foi feita no Paço da Cidade, atual Paço Imperial, no Centro do Rio. A memória do episódio permanece na região: uma placa esculpida por Rodolfo Bernardelli foi instalada na fachada da igreja em 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência do Brasil.

A própria janela do Paço Imperial de onde D. Pedro comunicou sua decisão à população também permanece preservada. Atualmente, sua grade está exposta no Museu Histórico Nacional.

Do Rio para a construção do novo Império

A Independência foi consolidada de maneira conciliatória, mantendo no Brasil o regime monárquico. E foi no Rio de Janeiro que ocorreram alguns dos principais atos simbólicos de construção do novo Estado.

Em 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, em cerimônia realizada no Campo de Santana (atual Praça da República), então um dos principais espaços cívicos e de manifestações públicas da cidade.

Pouco depois, em 1º de dezembro, foi sagrado e coroado como D. Pedro I na Capela Real e Imperial, atual Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro.

A independência, entretanto, não estava completamente consolidada. Em maio de 1823, foi instalada uma Assembleia Constituinte (no local onde hoje fica o Palácio Tiradentes) responsável pela elaboração da primeira Constituição brasileira.

Enquanto isso, a separação de Portugal ainda era disputada em outras regiões. Na Bahia, a Guerra de Independência, iniciada em 1822, terminou em 2 de julho de 1823 com a derrota das tropas portuguesas que resistiam à separação. A data passou a ser celebrada como marco da Independência da Bahia.

A importância dos personagens dessa luta também foi incorporada à paisagem carioca. Durante as comemorações do Centenário da Independência, em 1922, ruas de Ipanema foram rebatizadas em homenagem a nomes ligados à Guerra de Independência da Bahia, como Maria Quitéria, Joana Angélica, Barão de Jaguaripe, Visconde de Pirajá e Garcia D’Ávila.

A Constituição e o nascimento do Parlamento brasileiro

Em março de 1824, D. Pedro I outorgou a primeira Constituição do Brasil. A Carta consolidou o poder imperial e estabeleceu um Parlamento bicameral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

As atividades parlamentares tiveram início no Rio de Janeiro em 6 de maio de 1826. Em 2026, portanto, o Parlamento brasileiro completa 200 anos de funcionamento.

No mesmo processo de consolidação da independência, em 1825, Portugal reconheceu oficialmente a emancipação do Brasil por meio do Tratado do Rio de Janeiro, com mediação da Inglaterra.

O reconhecimento teve um custo financeiro para o novo país. O Brasil assumiu uma indenização de dois milhões de libras esterlinas a Portugal, em parte relacionada à permanência no país de bens e acervos trazidos pela Corte portuguesa durante sua transferência para o Brasil, em 1808.

O Palácio Tiradentes como fio condutor dessa história

No coração do Centro do Rio, o atual Palácio Tiradentes está diretamente ligado a esse período de transformação política.

Antes da construção do Palácio, o local era ocupado pelo edifício da Casa de Câmara e Cadeia, importante espaço da vida política e administrativa do Rio de Janeiro colonial.

Com a Independência e a necessidade de criar estruturas para os novos poderes do Estado brasileiro, o edifício passou por adaptações para receber a Assembleia Constituinte de 1823.

Foi ali que ocorreram os debates entre os parlamentares e D. Pedro I sobre os limites e as prerrogativas dos diferentes poderes. O conflito chegou ao ápice em 12 de novembro de 1823, durante a “Noite da Agonia”, quando tropas do imperador invadiram o recinto e a Assembleia Constituinte foi dissolvida.

O espaço voltaria a receber o Legislativo Imperial a partir de 1826, quando a Câmara dos Deputados iniciou suas atividades no Rio de Janeiro.

Décadas mais tarde, a construção do Palácio Tiradentes, inaugurado em 1926, buscou justamente evocar essa tradição parlamentar iniciada ainda no período colonial e consolidada durante o Império.

Essa memória está presente na própria arquitetura do edifício. Na fachada, o grupo escultórico “Independência”, realizado por Modestino Kanto, Armando Magalhães Corrêa e Hildegardo Leão Velloso, apresenta D. Pedro I caracterizado como um general romano, ladeado por José Bonifácio, o Patriarca da Independência, e pela alegoria da Liberdade.

No interior do prédio, a memória da formação do Brasil também está representada. No Plenário Barbosa Lima Sobrinho, uma das pinturas que compõem o ciclo “Os pontos cardeais da história do Brasil”, ao redor do vitral da cúpula, é intitulada “A Monarquia”.

A obra reúne referências a personagens e acontecimentos fundamentais para a formação do Estado brasileiro, entre eles D. Pedro I no momento do Grito do Ipiranga e José Bonifácio.

Uma independência que também passa pelo Rio

Mais de dois séculos depois, o 7 de setembro continua sendo associado ao gesto de D. Pedro às margens do Ipiranga. Mas a história da Independência brasileira é muito mais ampla.

Ela passa pelas ruas do Rio de Janeiro, pelas manifestações populares em defesa do Dia do Fico, pelos jornais que discutiam o futuro político do país, pelos atos de aclamação e coroação de D. Pedro I e pelos primeiros debates constitucionais e parlamentares.

E passa, também, pelo lugar onde hoje funciona o Palácio Tiradentes, um espaço que reúne, em sua arquitetura e em sua memória, diferentes capítulos da formação política do Brasil.

Da decisão de D. Pedro de permanecer no país à instalação do Parlamento brasileiro, o Rio de Janeiro esteve no centro da construção da Independência e dos primeiros passos do Brasil como nação soberana.

Conteúdo histórico: pesquisa e levantamento realizados por Douglas Liborio, historiador da Alerj, com base em registros do Diário do Rio de Janeiro (1822), O Paiz (1922) e obras de José Murilo de Carvalho, Lúcia Maria Bastos Neves, Armelle Enders e José Theodoro Mascarenhas Menck.

Comlurb prepara planejamento operacional especial de limpeza para o desfile de 7 de Setembro

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

A Comlurb preparou um planejamento operacional especial de limpeza na Avenida Presidente Vargas e ruas do entorno, para o Desfile Cívico de 7 de Setembro, nesta segunda-feira, que comemora os 204 anos da Independência do Brasil. O trabalho será iniciado a partir das 6h, com a pré-limpeza, e se estenderá até que todo o público deixe o evento.

A Companhia contará ao todo com 50 garis, que vão se revezar em turnos, na execução dos serviços de varrição, coleta e remoção de resíduos. Por último, será feita a limpeza hidráulica das pistas, com água de reuso, detergente e hipoclorito.

Entre equipamentos e veículos, serão disponibilizados caminhões compactadores para remoção dos resíduos, duas varredeiras de grande porte para auxiliar no serviço de varrição, e duas pipas d´água e duas vans motobomba com sistema de pressão para lavagem.

Serão disponibilizados contêineres ao longo da Avenida Presidente Vargas e pontos estratégicos do entorno, para facilitar o descarte correto de resíduos por parte do público presente.

 

MPRJ lança ‘Pacto das Torcidas’ no clássico entre Fluminense e Vasco no Maracanã

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Campanha inédita reúne torcidas dos quatro grandes clubes do Rio em compromisso para preservar o direito de torcer e a presença das organizadas nas arquibancadas

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) lança, neste sábado (05/09), durante o clássico entre Fluminense e Vasco da Gama, no Maracanã, a campanha “Pacto das Torcidas – Respeito garante nosso lugar na arquibancada”. A iniciativa, articulada pelo Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ), reúne torcidas organizadas de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco em um compromisso conjunto pela prevenção da violência e pela preservação da cultura das arquibancadas.

Antes da partida, representantes de torcidas organizadas de Fluminense e Vasco entrarão no gramado com a faixa da campanha e apresentarão a mensagem aos torcedores. A proposta é que a ação se repita nos próximos clássicos do futebol carioca, sempre com a participação das organizadas dos clubes envolvidos na partida.

O vídeo da campanha, gravado no Maracanã com representantes de torcidas organizadas, também será exibido nos telões do estádio antes e durante o clássico. A previsão é que o conteúdo passe a integrar a programação dos telões do Maracanã, São Januário e Nilton Santos, ampliando o alcance da mensagem ao longo da temporada.

A campanha conta com o apoio do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (BEPE), da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e das demais instituições envolvidas na realização dos jogos.

Compromisso construído com as torcidas
“As torcidas e a rivalidade fazem parte do futebol. A violência, não. O pacto mediado pelo Ministério Público mostra que as próprias torcidas podem ser protagonistas na construção de um ambiente de respeito, para que todos possam ir ao estádio, torcer e voltar para casa em segurança”, afirma o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira.

O Pacto das Torcidas é resultado de uma iniciativa inédita do GAEDEST/MPRJ, que reuniu, em junho, representantes de 12 torcidas organizadas dos quatro grandes clubes do Rio para discutir medidas de prevenção à violência nos estádios e em seus arredores.

Participaram do encontro, pelo Botafogo, Fúria Jovem, Jovem e Loucos pelo Botafogo; pelo Flamengo, Raça Rubro-Negra, Urubuzada e Jovem Fla; pelo Fluminense, Young Flu, Força Flu e Bravo 52; e, pelo Vasco, Força Jovem, Ira Jovem e Mancha Negra.

Na ocasião, as organizadas assumiram compromissos relacionados à segurança dos jogos e concordaram em participar conjuntamente da campanha produzida pelo Ministério Público. A iniciativa decorre do reconhecimento de que as torcidas organizadas fazem parte da história e da cultura do futebol e podem exercer papel fundamental na construção de ambientes mais seguros. Por isso, a campanha não busca apagar as rivalidades, mas estabelecer um compromisso comum de respeito e preservação das arquibancadas.

“Nosso objetivo é preservar o direito de torcer e o próprio espetáculo. O Ministério Público atua pelo diálogo e pelo cumprimento dos acordos, mas também pela responsabilização quando esses compromissos são descumpridos. Este pacto busca fazer com que a mensagem de respeito chegue a cada integrante das torcidas e se transforme em um compromisso dentro e fora dos estádios”, destaca o coordenador do GAEDEST/MPRJ, promotor de Justiça Márcio Almeida.

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) pontua que a iniciativa reforça uma atuação histórica em defesa da convivência entre as torcidas e da preservação do futebol como espaço de respeito. “A união de todos faz do futebol carioca um modelo para o Brasil, que mantém a convivência respeitosa entre adversários e conta, inclusive, com setores de torcida mista”, enfatiza o presidente da FERJ, Rubens Lopes.
Responsável pelo planejamento e ações de segurança nos estádios e arredores em dias de jogos, o BEPE ressalta que uma atuação integrada é essencial para a garantia do direito de torcer. “A segurança nos estádios é resultado da parceria entre Ministério Público, forças de segurança, clubes, federações, torcedores e todos os demais atores envolvidos. Quando cada um assume a sua parcela de responsabilidade, todos ganham”, afirma o Coronel Aguiar, comandante do BEPE.

História e pertencimento
A narrativa da campanha conta que os clubes são constituídos por suas histórias e que as torcidas são parte essencial dessa construção, como espaços de paixão, identidade, pertencimento e representação. Representantes das organizadas dos quatro clubes aparecem juntos no Maracanã para assumir publicamente o compromisso. O filme termina com a mensagem que também estará presente na faixa levada aos clássicos: PACTO DAS TORCIDAS – RESPEITO GARANTE NOSSO LUGAR NA ARQUIBANCADA.

Atuação do GAEDEST/MPRJ

A campanha se soma à atuação permanente do GAEDEST/MPRJ na prevenção da violência no futebol. O Grupo mantém diálogo com clubes, torcidas organizadas e órgãos de segurança, celebra Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) para estabelecer regras e compromissos e acompanha seu cumprimento. Quando há violações ou reincidência em episódios de violência, o MPRJ também atua para responsabilizar os envolvidos e aplicar as sanções previstas nos acordos. A estratégia busca conciliar fiscalização e responsabilização com a construção de soluções que preservem o direito de torcer e a presença das organizadas nas arquibancadas.

 

Niterói terá esquema especial de trânsito para o desfile cívico-militar de 7 de Setembro

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Ação terá vias interditadas em vias do Centro

A Prefeitura de Niterói, por meio da NitTrans, vai realizar uma operação especial de trânsito para o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, nesta segunda-feira, que acontece na Avenida Ernani do Amaral Peixoto. A ação contará com interdições programadas em vias do Centro de Niterói, monitoramento das equipes de trânsito e apoio operacional.

A partir das 06h do dia 6 de setembro (domingo) até o final do evento fica proibido o estacionamento nas seguintes vias:

– Avenida Ernani do Amaral Peixoto, em toda a sua extensão

– Rua Evaristo da Veiga, em toda a sua extensão

– Rua Coronel Gomes Machado, no trecho compreendido entre a Rua Evaristo da Veiga e a Rua Visconde de Sepetiba

– Rua Marquês de Olinda, no trecho compreendido entre a Rua Coronel Gomes Machado e a Avenida Ernani do Amaral Peixoto.

Também no dia 06 de setembro, a partir das 6h até 14h do dia 07, o tráfego de veículos em 02 faixas de rolamento no lado direito de circulação de veículos da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, em frente à Câmara Municipal, será interditado para montagem da estrutura do palco.

No dia 07 setembro, das 05h às 13h, o tráfego será totalmente interditado nos seguintes trechos:

– Avenida Jansen de Mello, pista sentido Icaraí

– Avenida Marquês do Paraná, pista sentido Icaraí

– Avenida Ernani do Amaral Peixoto

– Rua Coronel Gomes Machado, no trecho compreendido entre a Rua Visconde de Sepetiba e a Avenida Marquês do Paraná

– Rua Evaristo da Veiga

– Rua Senador Nabuco

– Rua Marquês de Olinda, no trecho compreendido entre a Rua Eusébio de Queirós e a Rua Coronel Gomes Machado

No dia 07 setembro, das 6h às 13h, devido ao estacionamento de veículos oficiais e dos ônibus que irão transportar os participantes civis e militares, serão delimitadas as vagas e proibido o acesso de outros veículos nos seguintes pontos:

– Rua Visconde Sepetiba, entre a Avenida Ernani do Amaral Peixoto e a Rua Coronel Gomes Machado

– Avenida Visconde do Rio Branco, nas vagas ao lado da Concha Acústica; Rua Doutor Celestino, nas vagas a partir do antigo Fórum

Na Rua Coronel Gomes Machado, entre a Rua Visconde de Sepetiba e a Avenida Marquês do Paraná, será estacionamento de 08 (oito) viaturas dos militares da reserva do Exército que integrarão o comboio do desfile militar.

 

Estado realiza cessão de área do Caio Martins à Prefeitura de Niterói para obras de macrodrenagem e implantação de parque público

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

A Prefeitura de Niterói e o Governo do Estado do Rio de Janeiro formalizaram, nesta quarta-feira (2), a cessão de uma área de aproximadamente 25 mil metros quadrados do Estádio do Caio Martins para o município. A parcela corresponde ao campo de futebol, incluindo arquibancadas e vestiários, e será utilizada para a construção de um reservatório subterrâneo e de um parque público voltado ao esporte, ao lazer e à convivência das famílias.

O documento foi assinado pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e pelo governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro. A cessão viabilizará o início das obras do reservatório previsto no projeto de macrodrenagem de Icaraí, Santa Rosa e Largo do Marrão. A intervenção, que será executada pela Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION), tem o objetivo de solucionar os alagamentos que atingem a região há mais de 50 anos, principalmente no entorno da Avenida Roberto Silveira e do Largo do Marrão.

O prefeito apresentou o cronograma das intervenções. A previsão é que a obra do reservatório comece ainda este ano, com prazo estimado de um ano e meio. Na sequência, será implantado o parque público. De acordo com Rodrigo Neves, a expectativa é solucionar um problema histórico de alagamentos na região.

“Queremos iniciar a obra do reservatório este ano. Com esse projeto, elaborado ao longo de 2025, conseguiremos resolver um problema de enchentes de décadas nos bairros de Santa Rosa e Icaraí, que afeta o conjunto da nossa cidade”, afirmou Rodrigo Neves.

O prefeito destacou a importância histórica da assinatura e a relação afetiva dos niteroienses com o Caio Martins.

“Essa assinatura era esperada há mais de uma década pela população. O Caio Martins é muito importante para a memória afetiva de Niterói, dos niteroienses e dos botafoguenses. O espaço ficou muito abandonado nos últimos anos, degradado e com risco de queda do muro e das arquibancadas. Com a cessão, poderemos construir, na área do campo, um grande parque de convivência voltado ao esporte e aberto às famílias. Embaixo dele, faremos um reservatório com capacidade para 80 milhões de litros de água, semelhante ao construído na Praça da Bandeira. Com essa obra, vamos enfrentar um problema de mais de 50 anos na Avenida Roberto Silveira, no Largo do Marrão e em outras áreas que sofrem com alagamentos durante as chuvas mais fortes. O projeto já está em fase de contratação, e essa cessão viabiliza esse plano tão importante para Niterói”, ressaltou Rodrigo Neves.

Em seguida, o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, parabenizou a iniciativa da Prefeitura e destacou a importância da cooperação entre os governos estadual e municipal.

“Como cidadão, agradeço essa iniciativa do prefeito Rodrigo Neves e, como governador em exercício, parabenizo o prefeito. A área estava degradada e era muito importante dar uma destinação pública ao espaço. A proposta da Prefeitura de Niterói é a ideal: construir um parque esportivo que permitirá à comunidade aproveitar benefícios nas áreas da saúde, da educação e do esporte. Além disso, teremos uma solução importante para os dias de chuva, com um grande reservatório no subsolo para armazenar a água”, afirmou Ricardo Couto de Castro.

O governador em exercício também ressaltou que a parceria institucional deve estar acima das diferenças políticas.

“As administrações precisam caminhar juntas, independentemente de bandeiras ou posições políticas. Temos que pensar na população. Essa assinatura representa o início de outras ações que ainda virão dentro dessa parceria voltada ao bem comum”, acrescentou.

Macrodrenagem – O projeto prevê a implantação de aproximadamente seis quilômetros de novas redes de drenagem, incluindo grandes galerias, com dimensões de 5 metros por 2 metros, nas ruas Presidente Backer e Lopes Trovão. Também serão realizadas intervenções no quadrilátero formado pelas ruas Paulo César, Santa Rosa, Mariz e Barros e pela Avenida Roberto Silveira, além de áreas do Jardim Icaraí e de Santa Rosa.

Toda a água captada pelas novas redes será direcionada ao reservatório subterrâneo no Caio Martins, com capacidade para 80 milhões de litros. O sistema terá bombas responsáveis por armazenar a água e liberar, de forma controlada, o fluxo para o Rio Icaraí. A obra ampliará em mais de dez vezes a capacidade atual de drenagem da região.

Sobre o reservatório, será construído um parque municipal aberto ao público, com áreas esportivas, espaços de convivência, lazer para as famílias e parcão. A Prefeitura também pretende atuar, em parceria com o Governo do Estado, na modernização do ginásio e do parque aquático, que permanecem sob gestão estadual.

Foto: Evelen Gouvêa

 

Mães solo poderão ter 10% das vagas reservadas nas escolas técnicas publicas do estado do Rio de Janeiro

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Mães solo poderão ter reserva de 10% das vagas oferecidas em processos seletivos para ingresso nas Escolas Técnicas Públicas da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. A determinação consta no Projeto de Lei 3.248/24, que foi aprovado em segunda discussão pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira (02/09) e seguirá para o Governo do Estado, que terá prazo de até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.

A medida considera mães solo as mulheres provedoras de famílias monoparentais, com dependentes de até 18 anos, registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

A reserva das vagas deverá constar expressamente nos editais dos processos seletivos, que deverão especificar o total correspondente a cada curso e turma. Para concorrer, a candidata deverá apresentar, no ato da inscrição, certidões e documentos que comprovem sua condição de provedora de família monoparental, além de indicar a opção pelo sistema de cotas.

O texto estabelece que as mães solo concorrerão simultaneamente às vagas reservadas e às de ampla concorrência. Caso sejam aprovadas dentro do número de vagas oferecido pela ampla concorrência, não serão computadas na reserva. Em casos de desistência, a vaga será preenchida pela candidata cotista posteriormente classificada. Além disso, caso não haja mães solo aprovadas em número suficiente para ocupar as vagas reservadas, as remanescentes serão revertidas para a ampla concorrência e preenchidas pelos demais candidatos aprovados.

Segundo dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11 milhões de mulheres no Brasil são as únicas responsáveis pelos cuidados com seus filhos e filhas, sendo que 63% dessas famílias chefiadas por mulheres vivem abaixo da linha da pobreza.

 

MPRJ obtém na Justiça falência do Grupo Refit

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ), em atuação conjunta com a 4ª Promotoria de Justiça de Massas Falidas da Capital, obteve, nesta segunda-feira (31/08), a decretação da falência das empresas que compõem o Grupo Refit, dono da antiga Refinaria de Manguinhos, na Zona Norte do Rio.

O pedido de conversão da recuperação judicial da Refinaria de Petróleos de Manguinhos S.A. (Refit) em falência foi apresentado pelo GAESF/MPRJ em maio deste ano. No documento, o Ministério Público sustentou que, após quase dez anos de recuperação judicial, a Refit não alcançou a reestruturação econômico-financeira prevista na legislação. Segundo o MPRJ, o passivo fiscal da empresa aumentou de cerca de R$ 5 bilhões para aproximadamente R$ 25,7 bilhões, evidenciando a ineficácia do processo. A manifestação também aponta inadimplência tributária recorrente: mais de 80% dos tributos devidos entre 2022 e 2024 não foram pagos, o que caracteriza a empresa como devedora contumaz.

Segundo a decisão da 5ª Vara Empresarial, apoiada em manifestação favorável da 4ª Promotoria de Justiça de Massas Falidas da Capital, investigações e operações realizadas ao longo dos anos apontaram indícios de irregularidades envolvendo as empresas do grupo.

Reunião sobre o setor de combustíveis

Ainda nesta segunda-feira, o GAESF/MPRJ promoveu uma reunião com o secretário de Estado de Fazenda, Guilherme Mercês, para alinhar estratégias de atuação relacionadas ao setor de combustíveis. Durante o encontro, conduzido pelo coordenador do grupo, o promotor de Justiça Décio Alonso, foram debatidas medidas de inteligência e planejamento fiscal, além do aprimoramento da cooperação entre as instituições. A integração entre os órgãos busca identificar com maior rapidez possíveis irregularidades no setor de combustíveis e fortalecer estratégias de fiscalização e responsabilização de devedores.

“A parceria com a Secretaria de Estado de Fazenda integra as frentes administrativo-fiscal e penal, garantindo ações muito mais céleres e eficazes. Essa sinergia protege os empresários cumpridores de suas obrigações contra a concorrência desleal e assegura que o contribuinte honesto não seja penalizado pelos custos do crime fiscal”, afirmou o coordenador do GAESF/MPRJ, Décio Alonso.

Participaram da reunião, pelo MPRJ, os promotores de Justiça Renata Mello Chagas, Rafael Dopico, Roberta Jorio, Alexander Véras, Débora Becker e Rafael Andrade. Também esteve presente o auditor fiscal Lucas Salvetti, chefe de gabinete da SEFAZ/RJ.