Cia Bachiana Brasileira faz homenagem aos 275 anos de vida póstuma de Bach no BNDES, na próxima sexta, dia 12

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Música para Cordas é o Concerto da Orquestra Bachiana Brasileira que fará uma única apresentação no dia 12 de setembro, às 19h, na Série Sextas Instrumentais, do BNDES, sob a direção do maestro Ricardo Rocha.

O concerto será uma homenagem aos 275 anos de morte de Bach, o maior gênio da música de todos os tempos e o compositor que mais tem crescido em termos de popularidade e volume de obras executadas no mundo inteiro, especialmente do século XX até hoje. “Este evento representa um gesto não de memorial à sua ausência, mas de uma singela celebração de sua presença entre nós, de brinde à sua vida póstuma’ – ressalta o maestro Ricardo Rocha.

Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis através do site https://www.bndes.gov.br/espacobndes

Sociedade Musical Bachiana Brasileira

SMBB é uma associação civil, de caráter privado, sem fins lucrativos, tornada Bem de Utilidade Pública Federal. Seu objetivo é a produção e a realização de atividades de música clássica, tais como: concertos, recitais, óperas, musicais, gravações, festivais, cursos de extensão, assim como seminários de música, aulas e atividades similares, realizados com alto padrão de qualidade e profissionalismo, nos quais todos os recursos auferidos são reinvestidos em prol de novos eventos musicais e de seu próprio desenvolvimento e expansão.

Sobre o maestro Ricardo Rocha: acesse https://ricardo-rocha.mozellosite.com/

Cia. Bachiana Brasileira

Coro, Orquestra e Solistas – Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro – Corpo artístico da SMBB, a Cia. Bachiana Brasileira configura a expressão de uma atitude cujas consequências estéticas constituem a sua meta e o seu principal diferencial. Desde 1999, desenvolve projetos com repertório, elenco e tempo de realização definidos para cada produção, buscando, de forma disciplinada e perseverante, uma sonoridade própria na execução da música de concerto, nacional e estrangeira. O alto padrão de qualidade com que executa do colonial brasileiro e barroco europeu à música contemporânea explica a posição ímpar que a Cia. Bachiana Brasileira ocupa hoje no cenário musical brasileiro, como atestam o recebimento do 1º Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, em 2009 e as distinções do jornal O Globo, que apontou concertos da Cia. Bachiana Brasileira entre os 10 melhores de cada ano em 2007, 2008 e 2011.

 

REPERTÓRIO

1 – J. S. Bach

– Concerto para dois violinos BWV 1043……………….. 17’

– Vivace

– Largo ma non tanto

– Allegro

2 – Edvard Grieg

– Holberg Suite…………………………………………………….. 21’

– Prelude

– Sarabande

– Gavotte

– Air

– Rigaudon

3 – J. S. Bach

– Suite em si menor BWV 1067…………………………….. 22’

– Ouverture

– Rondeau

– Sarabande

– Bourrée I & II

– Polonaise

– Menuet

– Badinerie (Battinerie)

 

SOLISTAS: Gabriela Queiroz e Priscila Rato, Violinos; Alexis Angulo, Flauta;

Contínuo: Emília Valova, Violoncelo; Eduardo Antonello, Cravo

Gabriela Queiroz – 1º violino

Priscila Rato – 2º violino

Alexis Angulo – flauta

Serviço:

Sextas Instrumentais – Música para Cordas Com a Cia. Bachiana Brasileira

Data: 12 de setembro – sexta-feira Horário: 19h

Local: Espaço Cultural BNDES

Endereço: Av. República do Chile, 100 – Centro, ao lado do metrô estação Carioca

Classificação: Livre

Duração: 1h sem intervalo

Ingressos: gratuitos

Reservas no site do Espaço Cultural BNDES https://www.bndes.gov.br/espacobndes – sujeito a lotação

Acompanhe as plataformas virtuais da Cia. Bachiana Brasileira

Instagram: @cia.bachiana Facebook: Cia.Bachiana Brasileira YouTube: Cia. Bachiana Brasileira

Foto: Daniel Ebendinger

AVA Galleria promove exposição comemorativa dos 150 anos do Jockey Club de São Paulo e dos 130 anos de amizade Brasil-Japão

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A AVA Galleria promove uma exposição especial, em homenagem aos 150 anos do Jockey Club de São Paulo, com curadoria de Edson Cardoso, destacando a importância histórica desse patrimônio cultural, não só para a identidade de São Paulo, mas de todo o Brasil, além de celebrar os 130 anos de amizade entre Brasil e Japão.

A mostra faz parte de uma série de exposições durante o ano de 2025, reunindo a arte de renomados artistas nacionais e descendentes de japoneses, confirmando a relevância artística do local, além conscientizar o público sobre o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação de 1895, e como marco humano a chegada dos primeiros imigrantes japoneses em 1908, que estabeleceram a maior comunidade japonesa fora do Japão.

Entre os artistas convidados estão Adriana D’Ferraz, Alice Yokote, André Itimura, Elza Suzuki, Estela Simomoto, Felipe Garcia, Fernando Saiki, Hanne Hansel, Junko Tsuchiya, Monica Ishiba, Victor Honda e Yasmin Komori.

O Jockey Club de São Paulo é parte integrante da história da cidade. Sua fundação se deu em 14 de março de 1875, com o nome de Club de Corridas Paulistano. A primeira corrida oficial aconteceu em 29 de outubro de 1876, no Hipódromo da Mooca, na rua Bresser, com apresentação de banda de música e presença de um grande público. Os dois únicos cavalos inscritos, Macaco e Republicano, tiveram a honra de inaugurar as raias instaladas nas colinas da Zona Leste da Capital. Apesar do favoritismo de Republicano, Macaco levou o primeiro prêmio. Agora a arte celebra o Jockey para misturar a essência de determinação e persistência dos cavalos com as cores vivas e estilos diversos das obras, confirmando a liberdade que ambos transmitem.

A abertura acontece no dia 05 de setembro , às 17h, e pode ser visitada até o dia 28 de setembro, de sexta a domingo, das 14h às 19h, no Jockey Club de São Paulo.

No dia 06 de setembro ocorre a 31ª Copa Japão de Turfe, reafirmando como culturas tão distantes geograficamente, podem ser tão próximas do ponto de vista cultural, histórico e artístico.

Realização: AVA Galleria e Jockey Club de São Paulo

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Apoio: ICELA / PR Comunicação / Arte Vida Arte

Comissão de Cultura da Câmara de Niterói lamenta a morte de Silvio Tendler

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A Comissão de Cultura, Comunicação e Patrimônio Histórico da Câmara Municipal de Niterói, presidida pelo vereador Leonardo Giordano, manifesta profundo pesar pelo falecimento do cineasta Silvio Tendler, ocorrido na manhã desta sexta-feira (5/9), aos 75 anos. Reconhecido como uma das vozes mais importantes da cultura brasileira e consagrado como o maior documentarista do país, Tendler dedicou quase seis décadas ao cinema, transformando a sétima arte em instrumento de reflexão, denúncia e luta pelo fortalecimento do Estado Democrático de Direito.

O presidente da Comissão de Cultura, Comunicação e Patrimônio Histórico, Leonardo Giordano destacou:

“Silvio Tendler foi um dos grandes nomes da cultura brasileira e o maior documentarista do país. Um artista profundamente comprometido com a democracia e a justiça social, que deu voz aos que lutaram por um Brasil mais justo e construiu um patrimônio inestimável para a memória coletiva do nosso povo. Mais do que um cineasta, Silvio foi um ativista que acreditava no poder transformador da arte e mostrou que a cultura é essencial para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito. Sua partida deixa uma lacuna imensa, mas sua obra seguirá como referência e inspiração para todos nós.”

Conhecido como o “cineasta dos sonhos interrompidos”, ele deu voz a personagens que marcaram a história política do Brasil, como Juscelino Kubitschek, João Goulart, Carlos Marighella, Leonel Brizola e Castro Alves. Sua obra contribuiu para tornar visíveis as injustiças sociais e para reforçar valores de democracia, igualdade e cidadania, utilizando o cinema como ferramenta de educação, conscientização e transformação social.

Com mais de 80 documentários produzidos e cerca de 60 prêmios recebidos, Tendler consolidou um legado único na preservação da memória histórica, reunindo mais de 80 mil títulos sobre a história do Brasil e do mundo. Seu trabalho não apenas registrou fatos, mas também deu simbolismo político a lutas sociais, inspirando reflexão sobre direitos humanos e justiça social, e fortalecendo a importância da cultura como instrumento de resistência e esperança.

A Comissão de Cultura, Comunicação e Patrimônio Histórico se solidariza com familiares, amigos e todos que foram tocados por sua obra e legado. Silvio Tendler deixa uma contribuição que transcende o cinema, fortalecendo a memória, a consciência política e a luta por uma sociedade mais justa. Como ele mesmo dizia: “Sou um utopista e acredito que a vida vai melhorar. Desistir, jamais.”

Foto: Leo Martins

Estrela no pulso: Crônica de Alberto Araújo a Leda Mendes Jorge

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Na noite de 28 de agosto de 2025, a Casa da Amizade não era apenas reflexo de suas próprias luzes. Estava iluminado por algo mais profundo, o calor da fraternidade, a força da palavra e a chama da cultura. Estávamos reunidos na 5ª Reunião do Rotary Club de Niterói em conjunto com a Academia Brasileira Rotária de Letras, celebrando a beleza da amizade e o compromisso de servir.
As vozes se entrelaçavam em discursos emocionantes, e cada gesto parecia semear esperança. O lema da noite acolhido em mim ressoava a todo instante em meu coração: “A palavra quando semeada em fraternidade floresce em cultura e transforma a sociedade.”

Foi então que, em meio a tudo isso, meus olhos se detiveram em um detalhe. Sentada à nossa mesa, Leda Mendes Jorge sorria, envolta na serenidade dos que trazem consigo a luz da experiência. E em seu pulso, vi algo que cintilava de modo diferente. Uma pulseira, pedras brilhantes tecidas em arte, pedras que lembravam estrelas, cores que dançavam como notas de uma música silenciosa.

Naquele instante, compreendi que não era apenas uma joia. Era uma metáfora da própria noite.
O vermelho ardia como o coração da amizade.
O azul refletia o infinito do céu que nos cobre.
O dourado era o sol que, mesmo ausente, continua a iluminar.

Olhei demoradamente e pensei: a pulseira era um círculo, como o tempo que nos envolve e retorna. Era também corrente, como o laço invisível que une os que servem e os que sonham. Cada pedra parecia guardar uma memória, cada brilho falava de uma história.

Enquanto as falas ecoavam no salão, enquanto o Rotary e a ABROL semeavam letras e afetos, eu via naquela pulseira uma poesia silenciosa. E compreendi que a beleza das noites eternas não está apenas nas palavras que ouvimos, mas nos detalhes que guardamos dentro da alma.

Assim, para mim, a pulseira de Leda não foi apenas ornamento. Foi símbolo. Foi lembrança. Foi estrela no pulso de uma companheira, iluminando discretamente uma noite que se fez inesquecível.

Foto: Christiane Victer
Crônica de ©️ Alberto Araújo

MAC Niterói inaugura exposição individual de Edo Costantini

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O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói) inaugura, neste sábado (6), a primeira exposição individual de Edo Costantini no Brasil. Com curadoria de Nicolas Martin Ferreira e texto crítico de Paulo Herkenhoff, a mostra reúne uma década de produção do artista, incluindo fotografias, vídeo, música e esculturas em bronze — estas últimas criadas em colaboração com a artista Delfina Braun e a arquiteta Delfina Muniz Barreto.

A exposição traz cerca de 20 fotografias de grande formato, realizadas entre 2013 e 2025 nas florestas de Katonah-Bedford Hills, em Nova York, onde Edo vive e trabalha. Suas imagens etéreas exploram o sublime na natureza e refletem sobre o fluxo do tempo e a existência humana.

Entre os destaques, estão a instalação de escultura sonora “Opium Whispers” e o filme “Last Survivors”, de 30 minutos, projetado em uma das paredes principais do museu. Produzido durante a pandemia, o longa é narrado pela atriz islandesa Hera Hilmar e combina roteiro de Costantini e Martín Hadis com trilha sonora original composta pelo artista em seu projeto musical The Orpheists. O trabalho propõe uma reflexão sobre resiliência, perda e transcendência.

As esculturas em bronze apresentadas no MAC celebram a beleza e os ritmos da natureza. Inspiradas em cogumelos e no micélio — rede subterrânea vital para o equilíbrio dos ecossistemas —, as obras evocam tanto a força invisível da vida quanto metáforas de cura e renovação.

Em paralelo à exposição, será lançado um catálogo bilíngue em capa dura, com 110 páginas, reproduções das obras e textos críticos de Ferreira, Herkenhoff e Barbara Golubicki, oferecendo múltiplas perspectivas sobre a trajetória de Costantini.

Sobre o artista

Eduardo Francisco Costantini (Edo) nasceu em Buenos Aires, em 1976, e atualmente vive em Nova York. Fotógrafo, cineasta, compositor e fundador do coletivo artístico KOLAPSE, Edo tem trabalhos exibidos em galerias e feiras internacionais como arteBA, Praxis Gallery (NY), Mario Cohen Fine Art Gallery (SP) e Silvia Cintra + Box 4 (RJ). Foi produtor de filmes premiados, como Tropa de Elite (Urso de Ouro em 2008).

Sobre as colaboradoras

Delfina Braun é artista argentina radicada em Nova York, com pesquisa voltada para a relação entre natureza, cura e psique humana.

Delfina Muniz Barreto é arquiteta e artista argentina, com trabalhos em escultura, instalação e design, explorando formas orgânicas e memórias ligadas à natureza.

Programa Niterói Audiovisual (NAV) oferece Oficina de Teatro gratuita com Christovam Neto

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Aulas vão acontecer nos dias 9 e 11 de setembro, no Solar Notre Rêve

A Prefeitura de Niterói, através do Programa Niterói Audiovisual (NAV), vai promover uma Oficina de Teatro gratuita com o ator, diretor e professor Christovam Neto, nos dias 09 e 11 de setembro. A atividade, com vagas limitadas, integra a série de oficinas do programa e será realizada no Solar Notre Rêve (antiga Casa Norival de Freitas), no Centro da cidade. As inscrições podem ser feitas no link https://shre.ink/OficinadeTeatroChristovamNeto.

A iniciativa é desenvolvida em cooperação com a UNESCO e visa aprimorar habilidades e técnicas, fomentar a criatividade e valorizar o setor audiovisual da cidade. A escolha do Solar Notre Rêve para sediar as oficinas reforça a importância da valorização do patrimônio cultural de Niterói.

A oficina busca integrar a arte cênica às práticas educativas, oferecendo formação e desenvolvimento em interpretação teatral. Serão exploradas diferentes técnicas e exercícios em duas sessões de capacitação de 4 horas diárias, com foco na experiência coletiva e integrada. As atividades abordarão exercícios vocais (respiração, dicção, ritmo), exercícios físicos (coordenação, resistência, movimento e dança) e exercícios de interpretação (atenção, empatia, expressão corporal, transformação de textos em cenas e exploração de tensão dramática). Haverá também discussões em grupo sobre os aprendizados.

O objetivo é estimular a criatividade, promover a comunicação, a expressão e a autoconfiança dos participantes, alinhando-se às tendências contemporâneas das artes cênicas.

Sobre o Niterói Audiovisual (NAV) – O NAV tem como pilares o fomento à produção, a valorização da memória audiovisual, a capacitação profissional, a inovação tecnológica e o fortalecimento da economia criativa e do turismo cultural. A proposta é transformar o setor audiovisual em motor de desenvolvimento sustentável, gerando impacto direto na economia, na cultura e na educação.

 

Serviço:

Oficina de Teatro com Christovam Neto

Data: 09 e 11 de setembro de 2025

Horário: 14h às 18h

Local: Sola Notre Rêve (antiga Casa Norival de Freitas) – Rua Maestro Felício Toledo, 474 – Centro, Niterói

Valor: Gratuito

Vagas: Limitadas

Inscrições: https://shre.ink/OficinadeTeatroChristovamNeto

 

Fotos: Leonardo Simplício

 

O Centro Cultural Correios RJ apresenta a exposição “VLADIMIR MACHADO – 50 ANOS DE ARTE”,

 

 
Com curadoria de Ricardo A.B. Pereira (EBA/UFRJ), a mostra transita entre o realismo fantástico, o surrealismo e a arte contemporânea
 
 

Centro Cultural Correios RJ apresenta a exposição “VLADIMIR MACHADO – 50 ANOS DE ARTE”, trazendo pinturas, gravuras e desenhos produzidos pelo artista plástico e professor de pintura que teve sua carreira interrompida pelo Alzheimer.  Seus trabalhos mostram um interesse inabalável na figuração e na arte contemporânea.



Sua obra pode ser dividida por temas que revelam claramente questões relativas à sua vida pessoal e familiar, bem como assuntos de alcance histórico, cultural e universal, tendo se aprofundado em todos eles. A mostra leva o espectador a se deixar levar pelas mensagens dos três gêneros artísticos em que Vladimir trabalhou, e que estão totalmente interligados – Pintura, Desenho e Gravura. No contexto da pintura e do desenho, as obras estarão classificadas por temas. No caso da gravura, classificadas por técnicas.

Com curadoria do Professor Dr. Ricardo A. B. Pereira (EBA/UFRJ), as obras partem de um realismo fantástico, passando pelo surrealismo, e as figuras mitológicas são traduzidas de forma contemporânea, tendo como referência primordial a linguagem clássica. A mostra, no Centro Cultural Correios RJ, 3º andar, pode ser visitada até o dia 24 de junho.

Sobre Vladimir Machado

Pintor, desenhista, gravador e cenógrafo.

Natural do Rincão dos Alves, Jaguari,RS, 1951.

Na década de 70, tornou-se bacharel em pintura pela Escola de Belas-Artes da UFRJ. Neste mesmo período estudou pintura com Píndaro Castelo Branco, gravura em metal com Adir Botelho e serigrafia e pintura mural em afresco, no ateliê de José Moraes. Além disso, realiza a cenografia do filme O Poderoso Patrão e produz pinturas para os filmes As Musculaturas do Arco do Triunfo e Franz Kafka. Em 1986, leciona Análise da Forma, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Silva e Souza e Pintura na Escola de Belas-Artes da UFRJ. Em 1992, realizou um painel para a Biblioteca do Departamento de Bioquímica desta última instituição. Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Salão Nacional de Belas-Artes, no MEC, Rio de Janeiro, 1972; Salão Universitário – Funarte, Rio de Janeiro, 1975 (Premiado); Valores Novos, no Instituto Brasil-Estados Unidos, Rio de Janeiro, 1975; Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ, 1979; Pinturas e Desenhos, na Galeria Sesc Paulista, São Paulo, 1983/1986; First Art Exposition Brazil Holland, na World Trade Center, Amsterdam, Holanda, 1987; L´Homme Et Ses Croyances, na Inter Art Galerie, Paris, França, 1988; 3 Artistas, no MAM/Resende, 1994. Do início dos anos 70 até 2018, quando produziu seus últimos desenhos, já afetado pela doença, o artista foi um profundo pesquisador da linguagem pictórica, cujos fundamentos aprendeu na Escola de Belas Artes da UFRJ – onde trabalhou de meados dos anos 80 até sua aposentadoria como Professor Adjunto em 2015 -, fundamentos que embasaram sua poderosa verve criativa. De 1992 a 1995, fez Mestrado em Artes Visuais, História e Crítica da Arte, na Escola de Belas Artes da UFRJ. Entre 1998 e 2002, fez Doutorado em História Social (Conceito CAPES 6), pela Universidade de São Paulo, USP, Brasil. 

Sobre a curadoria

Prof.  Dr. Ricardo A.B. Pereira é pintor, ceramista e xilogravador. Graduado em Pintura – EBA-UFRJ. Mestre em Artes Visuais – História e Crítica da Arte – PPGAV-EBA-UFRJ. Doutor em Artes Visuais – História e Crítica da Arte – PPGAV-EBA-UFRJ. Coordenador do Curso de Pintura – EBA-UFRJ. Professor de Pintura – EBA-UFRJ. Administrador da Galeria Macunaíma – Pintura-EBA-UFRJ. A Arte pode melhorar o mundo.

Críticas

“Não basta ter talento, a pintura se conquista. É o caso de Vladimir. Quem acompanha seu trabalho vem sendo gratificado por uma trajetória que nos prepara um artista. É importante pelas qualidades que sempre mostrou e agora pela seriedade com que vem construindo sua base profissional. Seus resultados hoje não mais são ocasionais e ainda nos surpreende com a maneira metódica, sistemática e, volto a insistir, séria com que investe em sua obra, que já atinge a sensibilidade e inteligência das pessoas que a descobrem”. (Carlos Scliar)

“O artista na realidade não se preocupou apenas com uma sequência de cenas de que participam figuras juvenis. Está na verdade, igualmente empenhado em solucionar problemas de espaço e de tempo, pois andou estudando teorias artísticas e empenhou-se em especulações filosóficas. E imprimiu a seu realismo um caráter meio fantástico, retirando de vários quadros uma conotação apenas ligada à fotografia. Procurou dar a alguns deles uma dimensão metafísica com um enfoque pessoal, o que é raro num pintor jovem”. (Antonio Bento)

Acervos

Acervo Artístico da Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia MG
Coleção Paschoal Carlos Magano – Aldeia de Arcozelo RJ
IBAC – Instituto Brasileiro de Arte e Cultura – Rio de Janeiro RJ
Museu de Arte Moderna – MAM/Resende – Resende RJ
Museu de Arte de Santa Catarina – Masc – Florianópolis SC
Museu de Gravura Brasileira da Fundação Átila Taborda Basé – Rio Grande do Sul
Museu Dom João VI – Escola de Belas Artes – Rio de Janeiro RJ

Exposições Individuais

1976 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Morada
1978 – Rio de Janeiro RJ – Prelúdios II – Pinturas e Desenhos, na Funarte. Galeria Macunaíma
1978 – Santos SP – Prelúdios, na Galeria da AMS
1983 – São Paulo SP – Vladimir: desenhos, pinturas, na Galeria Sesc Paulista
1985 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Sala Cândido Portinari do Centro Cultural da UERJ
1986 – Florianópolis SC – Individual, no Masc. Galeria Casa da Cultura
1986 – São Paulo SP – Desenhos e Pinturas, na Galeria Sesc Paulista
1988 – Uberlândia MG – Individual, na Galeria de Arte e Acervo da Universidade Federal de Uberlândia
1989 – Brasília DF – Individual, na Galeria de Arte Dreer
1994 – Uberlândia MG – Vladimir Machado: ricordo di Pompei – pinturas, na Galeria Elizabeth Nasser
1996 – Rio de Janeiro RJ – Individual, no Espaço Cultural Banerj
1999 – Rio de Janeiro RJ – Vladimir: pinturas – Ricordo di Pompei II, no Espaço Cultural dos Correios
2004- Rio de Janeiro RJ – Pompéia Fluminense, no Centro Cultural dos Correios
2007 – Rio de janeiro RJ – Banhistas de Copacabana, no Espaço Mário de Mendonça – ARTE
2008 – Rio de Janeiro RJ – Banhistas de Copacabana, na Galeria de Arte do IBEU

2012 – Rio de Janeiro/RJ – Pinturas, no Espaço Cultural M.D. Gotlieb
2017 – Rio de Janeiro, RJ – Copacabana – Espaço Cultural M.D. Gotlieb
2019 – Rio de Janeiro/RJ – “Naturezas Mortas, Memórias Vivas”, no Espaço Cultural M.D. Gotlieb

Exposições Coletivas

1972 – Rio de Janeiro RJ – Salão Nacional de Belas Artes, no MEC
1975 – Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Universitário – Funarte – premiado em desenho e em gravura
1975 – Rio de Janeiro RJ – Valores Novos, no Instituto Brasil-Estados Unidos
1977 – Rio de Janeiro RJ – 1º Salão Carioca de Arte – Funarte
1977 – São Domingos (República Dominicana) – Jóvenes Grabadores Brasileños y Dominicanos, na Galeria Chasseriau
1978 – Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Carioca de Arte – Funarte
1979 – Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1986 – Amsterdã (Holanda) – Projeto Vale a Pena Sonhar, do artista plástico holandês Menno Van Der Velde, na Galeria Makkon
1986 – Rio de Janeiro RJ – Futebol, na Galeria Basílio
1987 – Amsterdã (Holanda) – First Art Exposition Brasil-Holland, no World Trade Center
1987 – Paris (França) – 100 Anos de Villa Lobos – Peintres Brésiliens, na Inter-Art Galerie
1987 – Rio de Janeiro RJ – 100 Anos de Villa Lobos – Peintres Brésiliens, na Galeria Basílio
1987 – São Paulo SP – 100 Anos de Villa Lobos – Peintres Brésiliens, no Espaço Cultural Citicorp Center
1988 – Paris (França) – L’Homme et ses croyances, na Inter-Art Galerie
1992 – Rio de Janeiro RJ – Artistas Contemporâneos, na Galeria do Instituto Cultural Brasil-Argentina/Centro Empresarial Rio
1992 – Rio de Janeiro RJ – EBA Mostra Mestre, na Escola de Belas Artes
1992 – Rio de Janeiro RJ – O Rio que eu vejo, no Espaço BNDES
1993 – Rio de Janeiro RJ – Pinturas, na UFRJ
1993 – Rio de Janeiro RJ – Projeto Arte Sesc – 5 Artistas Contemporâneos, no Sesc
1993 – Rio de Janeiro RJ – Projeto Paixão do Olhar da Cidade do Rio de Janeiro
1994 – Resende RJ – 3 Artistas, no MAM/Resende
1995 – La Neuf (Bélgica) – 7 Peintres Brésiliens, no Musée Louvain
1998 – Rio de Janeiro RJ – Natureza Morta?, no Sesc/Copacabana
1999 – Buenos Aires (Argentina) – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo comum para todos
1999 – Montevidéu (Uruguai) – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo comum para todos
1999 – Brasília DF – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo común para todos
1999 – Nova York – Cultura y Solidaridad en el Mercosur: Un cielo comum para todos, no Salão de Exposições da Organização das Nações Unidas
1999 – Rio de Janeiro RJ – Poemas Visitados Versão Preto e Branco, na Galeria Sesc Copacabana
2000 – Rio de Janeiro RJ – Pintando com los niños – artistas do Chile e do Brasil, na Casa das Ruínas/Santa Teresa
2001 – Rio de Janeiro RJ – Visões do Rio, na Fundação Calouste Gulbenkian

2013 – Rio de Janeiro, RJ – “Pintura em Quatro Vias” – Espaço Cultural M.D. Gotlieb, Copacabana/RJ
2017 – “Escola de Belas Artes 200 Anos – Docência, Pesquisa, Multiplicidade nos Cursos de Pintura e Gravura” – Centro Cultural Light – RJ (coletiva com professores e alunos).
2019 – “Orientações – Pintura e Gravura Contemporâneas”, organizada pelo Departamento Belas Artes Base da EBA-UFRJ Centro Cultural Correios – RJ (coletiva com professores e estudantes).

Serviço

Exposição: “Vladimir Machado – 50 anos”
Artista: Vladimir Machado 
Instagram: @vladimir_machado_artista
Curadoria: Prof. Dr. Ricardo A.B. Pereira
Visitação: 18 de maio a 24 de junho de 2023
Realização:
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
Instagram: @paulasoaresramagem
Local: Centro Cultural Correios RJ –  3º andar
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Tel: (21) 2253-1580
De terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada: gratuita
Classificação: livre
 

Como chegar: metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção a Rua da Alfândega); ônibus (saltar em
pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na
Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio
Branco/Uruguaiana).
Informações: (21) 2253-1580 / E-mail: centroculturalrj@correios.com.br
A unidade conta com acesso para pessoas cadeirantes 
 
 

A Galeria E.Mardine Arte apresenta a exposição ‘Os Mardines’, no Shopping Cassino Atlântico, trazendo uma correspondência plástica entre pai e filho, a partir de 16 de junho

 
 
 
 
A Galeria E.Mardine Arte abre a exposição “Os Mardines”, com pinturas dos artistas Edson Mardine e Edson Mardine Junior,  pai e filho, trazendo uma correspondência plástica, uma união de raízes profundas baseadas na admiração mútua, porém respeitando cada aprendizado individual em suas obras. Formas geométricas de cores marcantes ao lado de abstratos azuis que lembram o movimento do mar, obras inéditas e outras pertencentes ao acervo, estarão expostas nos corredores e na galeria 309, no 3º piso do Shopping Cassino Atlântico, com curadoria de Luiz Antonelli, a partir de 16 de junho.
 
 

Texto crítico – “O Mar que os une”


Edson Mardine

Por toda a história, assistimos a vidas que compuseram potentes obras. A arte sobrevive a diferentes formações, a mãos, olhares, espíritos de tempo. Hoje, encontramos olhares que se mostram cada vez mais atentos a identidades que incorporaram, sobretudo, a ideia de liberdade como força da alma do artista.

Deparamo-nos com a obra de Edson Mardine, artista que iniciou sua carreira no campo dos empreendimentos, sem perder de vista o interesse pelo universo da arte. Ao longo de seus 80 anos, colecionou diversas viagens pelo mundo e, com seu olhar atento, construiu um vasto capital cultural. Na busca por uma experiência com a visualidade, alimentou sua presença em acervos de museus de países pelos quais andou e suas culturas.

O interesse pelas artes o transformou em um colecionador que vem adquirindo obras importantes da nossa história ao longo de seis décadas. Em termos curatoriais, seu olhar artístico para composição de acervo é fascinante: sua coleção é plural e extensa, exibindo o diálogo forte entre as obras que, juntas, assumem um sentido poderoso. Neste acervo, encontramos autorias que exibem trabalhos conectados a uma plasticidade figurativa incorporada de noções das modernidades que eclodiram ao longo de diferentes períodos, tais como Anita Malfatti, Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall, ou de artistas que fluíram por uma perspectiva mais abstrata, como Burle Marx.

Percebemos como a conexão com o mundo dos leilões e o exercício de pensar uma coleção atuaram na consolidação do olhar do artista em sentidos mais amplos, funcionando como uma espécie de formação do olhar. Elemento percebido nas conexões que sua produção apresenta com tradições de representação. Mardine se transforma em um colecionador plástico, mas não só: coleciona também experiências de vida e memória, uma árvore genealógica permeada de diálogos com culturas distintas, compondo uma identidade artística consistente.

Em termos estéticos, notamos em seu trabalho o apreço por uma pincelada forte que se desenvolve de modo alongado ou breve, culminando numa força vigorosa da ação em tela. Este elemento iconográfico nos aponta movimentos que se inserem em tradições mais abstratas, sem, no entanto, se distanciar de uma ideia de composição muito presente nas pinturas de artistas que nascem de uma formação acadêmica e se dedicam ao gênero de representações de paisagem, por exemplo. Essa combinação de perspectivas e influências remonta a um diálogo entre o mundo figurativo e o abstrato.

É importante destacar essa força como o elemento que nos guia e conduz nosso olhar por sua extensa produção; por mais que sua obra apresente uma pincelada mais solta, não é a geometria que sustenta a sua pintura, e sim a fluência do nascimento das formas. Nesse ponto, não podemos perder de vista como o pensamento construído enquanto colecionador reflete em suas obras de arte, reafirmando a ideia de aproximação do espaço entre dois mundos: o tangível e o sensível.

As obras que exibem abstrações azuis, quando colocadas juntas, refletem um grupo poderoso de telas que apontam para significados sólidos e pensam a força da tradição de pintores que vieram antes dele – e, mais uma vez, notamos a força da influência das modernidades. Na acrílica sobre a tela, a mistura do azul vai ganhando gradações intensas e variadas que, ao se fundir a tons mais claros e escuros, encontram verdes ou, ainda, outras feições cromáticas, ultrapassando a racionalidade que ganha significado inserida na ideia de certa frieza emitida pelo tom azul. Os sentidos reverberam e invadem um universo mais etéreo e espiritual que é apresentado por meio das cores artificiais, aludindo a mundos imaginados, ao mundo dos sonhos e dos símbolos que beira a significações de uma mística, transformando formas visivelmente abstratas em sentidos capazes de ultrapassar o mundo do que pode ser visto.

Chegamos ao território fértil da abstração e sua capacidade de representar o invisível, de tangenciar o mundo sensível, de ultrapassar tudo o que pode ser visto e nos colocar diante da ideia cuja forma possível de expressão, muitas vezes, não pode ser encontrada no campo das palavras. Estamos falando de sentimentos vislumbrados em tela. A pincelada que desliza sobre a tela toca outra pincelada que a sobrepõe e forma, nesse movimento, um emaranhado de sentidos que fluem e impactam à maneira como respiramos ou sutilmente nos portamos diante da imagem. Todas essas pequenas sutilezas são atravessadas em nosso corpo.

Aqui evoco Arthur Rimbaud, que nos lembra: “Il s’agit d’arriver à l’inconnu par le dérèglement de tous les sens”. O poeta simbolista francês nos comunica, por meio de seu pensamento filosófico e, por que não, psicanalítico, aquilo que a arte clama por dizer; traduzindo: trata-se, portanto, de atingir o desconhecido pelo desregramento de todos os sentidos.

E, nesse mar de pinceladas desregradas, formatamos, enquanto observadores, figurações construídas a partir da nossa capacidade individual de dialogar com as cenas, ou melhor, com as pinceladas, ou melhor ainda, com a representação do mar. Nosso olhar armado de uma subjetividade própria captura a ideia de furor e movimento; da ação; da correnteza do mar, capaz de conduzir corpos, ou dos céus e seus mistérios… vá saber. A aproximação dessas duas produções plásticas conecta não somente pinceladas, mas, sobretudo, aproxima os cursos de duas vidas.

Mardine Júnior

Até o início dos anos 60, as obras de arte pertenciam a basicamente duas categorias: pintura e escultura. Michael Archer aponta que, durante essa década, outros formatos desafiavam esse “duopólio”; na atualidade, é possível perceber como essas práticas exerceram força sobre o universo das formas, levando a expressão artística contemporânea a um espectro amplo.

O pensamento artístico de Mardine Júnior nasce da amplitude desse mar de influências contemporâneas que se tornaram solo fértil da consolidação de um gosto que o acompanha por diferentes fases da vida. Na infância, já se aventurava pelo campo da abstração e construía um universo lúdico próprio por meio de experimentações plásticas de formas abstratas. No início da fase adulta, flertou com o universo da música, sem, no entanto, se desconectar do interesse pelas experiências plásticas.

Iniciou sua carreira com a formação em Direito e, posteriormente, se aprofundou nos estudos sobre filosofia, o que proporcionou um pensamento intelectual que o levou a uma carreira no campo dos empreendimentos. Mantendo seu interesse pelo universo das artes, cultivou como hábito longas caminhadas por museus de diferentes lugares do mundo, ampliando seu capital cultural. Transformou-se em um colecionador de importantes obras de arte e reúne um coerente e forte grupo em sua coleção que também funciona como uma espécie de força motriz na direção da formação de seu olhar artístico.

Em meio ao mar revolto em que o mundo se transformou durante o período pandêmico, o infortúnio culminou em uma união de Mardine Júnior e seu pai, que, juntos, compartilhando do mesmo ateliê, uniram a força de suas pinceladas expressivas e viscerais. Esse ato é responsável por despertar o retorno das mãos do artista para o universo da criação. Passou a se dedicar a explorar o mundo da abstração, voltado para experimentações que visam um aprofundamento em estruturas geométricas e desenhos que apresentam um grafismo forte. A partir de técnica mista, experimenta a força da acrílica sobre a tela, revelando uma produção que exibe um diálogo cromático de tons ocre, cores primitivas nascendo de pinceladas mais curtas, por vezes extensas.

Inserido no universo geométrico, o artista retoma o sentindo de outro tipo de mar: o mar do concreto que impera pelos contornos das ruas das cidades e exibe formas rígidas, o mar das estruturas de grades, o mar das ruas e de pessoas que nelas transitam. Em seu trabalho, é possível perceber um interesse por movimentos artísticos que se aprofundaram em uma abstração específica de um aspecto matemático das formas, conectado, por exemplo, ao vanguardismo exibido pelos artistas da Bauhaus e suas conexões com o universo da arquitetura.

Como um flâneur, termo derivado do pensamento do poeta Baudelaire, o artista se apresenta como uma figura andante pelas multidões; flanante, explora o espaço urbano e dele extrai observações. Nessas explorações, seu olhar artístico se faz guia de seu espírito e o leva ao interesse por objetos que se fundem a suas produções, reverberando na mistura da técnica.

Dessa narrativa, nasce a obra que se transformou numa espécie de norte para essa curadoria. O conjunto de sancas nos faz lembrar da força compositiva tão presente nas obras de artistas do movimento decadentista do fin-de-siècle. A presença do tempo ganha vida e força, dialogando com o ocre, marrom, dourado e com pinceladas soltas do plano de fundo sépia. As estruturas da composição estão presentes e exibem o vigor geométrico que se dilui e se conecta ao pensamento de quem observa. Mais uma vez, percebemos a aparência da abstração como fio condutor do mar de percepções e protagonista do diálogo das formas.

Ao observar a vastidão de sua produção, notamos que os tons terrosos vão aumentando a sua temperatura, e a consolidação no universo cromático se dá sem perder de vista uma espiritualidade invisível na vidência das formas. A forma repete a estrutura compositiva de grades e conecta os aspectos geométricos a símbolos que ultrapassam a cena, dialogando, assim, com a obra de seu pai, com os sentimentos subjetivos de quem observa, por meio da forma que se modifica e passa a representar cores mais diversas e plurais.

Historiadores da arte escrevem sobre a existência de uma vida própria das obras. Neste pensamento, as mãos do artista ganham uma espécie de força de uma inteligência própria, o que amplia o universo da arte, uma vez que não estamos mais falando apenas do pensamento e intenção dos artistas, e sim do pensamento da obra enquanto sujeito e do que esse coletivo de indivíduos plásticos pode, junto, representar.

As obras de arte emitem sinais em seu universo particular e se comunicam entre si, estabelecem diálogos, e nós, como público, assistimos ao poder dessas imagens em imprimir sentimentos em cena. E assim, portanto, passamos a interpretar e discorrer acerca do pensamento do objeto e das emoções que ele suscita em nós. A inteligência das mãos dos artistas constrói narrativas abstratas que conectam a arte a um histórico.

Nesta exposição, temos a oportunidade de observar, lado a lado, um diálogo formidável entre a produção plástica de dois artistas. Por meio do fluir da força da cor, da abstração, da pincelada visceral capaz de colocar sentimentos em forma, somos conduzidos ao movimento que se constrói e deságua num mundo próprio criado por pai e filho, que faz parte desse MAR que os une – pelo nome, pela arte, pelo sangue e pela vida.

Brenda Martins de Oliveira


Sobre  Edson Mardine


Edson Mardine inaugura sua carreira no campo dos empreendimentos e se dedica ao longo de seus 80 anos como colecionador de arte. Seu interesse pelo universo da arte o levou a variados museus por diversos países do mundo o que colaborou ricamente para a construção de um olhar apurado, uma coleção de arte plural e consistente com nomes de grande importância para a historiografia da arte.

O olhar artístico que começou a ser construído, enquanto colecionador, culminou em um artista plástico de produção voraz e pinceladas viscerais. A partir da acrílica sobre tela é possível perceber uma técnica que se aproxima das experimentações plásticas de artistas contemporâneos, sem perder de vista a força de um histórico de pintura que se inserem em diferentes tradições, sobretudo, a de representações de paisagens.

Nesta exposição o artista apresenta 10 obras em acrílico sobre tela, que refletem a força de sua pincelada abstrata, nos conduzindo a narrativas próprias em diálogo com nossas emoções. Além dessas, serão expostas  mais 20 obras que fazem parte do acervo da galeria.

Sobre Edson Mardine Junior



Mardine Júnior inicia sua carreira a partir da formação em Direito e, posteriormente, especialização em Filosofia, permitindo-lhe um pensamento intelectual e o levando a construir uma carreira no campo dos empreendimentos. O gosto pela arte sempre o acompanhou em diferentes fases da vida. Ainda quando criança, o artista já se aventurava pelo campo da abstração e construía um universo lúdico próprio por meio de experimentações plásticas de formas abstratas, o que na fase adulta o levou para uma imersão maior no universo da música.

O gosto pela abstração e o apreço pelo colecionismo são características que herdou do pai, uma vez que o artista, da mesma forma, constrói um olhar artístico apurado a partir de diversas visitas a importantes acervos museológicos em vários países. Sendo um colecionador de obras de importantes nomes da nossa historiografia da arte.

Como artista plástico,suas produções nascem do interesse por movimentos artísticos que se aprofundaram na abstração e geometrização de formas, como a Bauhaus e suas conexões com a arquitetura. O artista retoma seu contato com a pintura durante a pandemia no ateliê ao lado do pai. Apresentando uma similar força visceral visível em suas pinceladas, no entanto, se dedicando a explorar com mais profundidade o universo da geometrização dos desenhos que apresentam um grafismo forte. Por meio de técnicas mistas e sobretudo, acrílico sobre tela, observamos nesta exposição 10 obras que apresentam um formidável diálogo cromático, perceptível em outras 20 obras do artista que também fazem parte do acervo da galeria.

Exposições individuais

Galeria Maria de Lourdes Mendes de Almeida – Ipanema RJ (Cândido Mendes) – 19 de janeiro a 28 de abril

Pequena Galeria, Rua da Assembléia 10 – Centro RJ (Cândido Mendes) – 15 de março a 15 de junho

Sobre o Shopping Cassino Atlântico



O Cassino Atlântico era um dos cassinos que ficavam na praia de Copacabana. Durante a década de 1930, jogos de bacará, campista, roleta, black jack e carteado atraíam a sociedade carioca e pessoas de outras cidades (do Brasil e do mundo) ao local. O prédio do antigo Cassino Atlântico foi demolido nos anos 1970 para dar lugar ao novo hotel. Muitos momentos históricos foram vividos no Cassino, entre eles, os shows de Carmem Miranda, que era presença certa no local.


O Shopping Cassino Atlântico foi criado há cerca de 40 anos e abriga, em sua maior parte, lojas de antiguidades e galerias de arte, que trazem artistas consagrados no Brasil e no exterior. Passada a pandemia, o local reinventou-se e apostou na diversificação, com restaurantes, coffee shop, eventos em seus corredores, abertos aos hóspedes do hotel e ao público em geral. Sofisticação e conforto, entre o mar e a arte, em um só local, que vai agradar aos mais exigentes!

Instagram: @cassinoatlanticoshopping 

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Serviço

Exposição: ‘Os Mardines’

Nome dos artistas: Edson Mardine e Edson Mardine Junior

Curadoria: Luiz Antonelli

Apresentação critica: Brenda Martins
Coordenação técnica: Beth Padula
Coordenação de Acervo: Jéssica Matta

Fotografia e marketing: Estação Criativa

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Data de abertura: 16 de junho a partir das 17h

Data de visitação: 17 de junho a 15 de julho de 2023

Local: Galeria E.Mardine Arte (loja 309) e corredores – 3º piso

Instagram: https://www.instagram.com/emardinearte/

Site:  https://emardinearte.com.br/

Shopping Cassino Atlântico – Av. Atlântica, 4.240 – Copacabana, RJ

De segunda a sexta, das 9h às 18h e sábado das 9h às 17h.

 

 

 

A exposição “Vladimir Machado – 50 anos de arte” traz os três gêneros artísticos do artista – pintura, desenho e gravura, no Centro Cultural Correios RJ

 



 
Com curadoria de Ricardo A.B. Pereira (EBA/UFRJ), a mostra transita entre o realismo fantástico, o surrealismo e a arte contemporânea
 
 

Centro Cultural Correios RJ apresenta a exposição “VLADIMIR MACHADO – 50 ANOS DE ARTE”, trazendo pinturas, gravuras e desenhos produzidos pelo artista plástico e professor de pintura que teve sua carreira interrompida pelo Alzheimer.  Seus trabalhos mostram um interesse inabalável na figuração e na arte contemporânea.



Sua obra pode ser dividida por temas que revelam claramente questões relativas à sua vida pessoal e familiar, bem como assuntos de alcance histórico, cultural e universal, tendo se aprofundado em todos eles. A mostra leva o espectador a se deixar levar pelas mensagens dos três gêneros artísticos em que Vladimir trabalhou, e que estão totalmente interligados – Pintura, Desenho e Gravura. No contexto da pintura e do desenho, as obras estarão classificadas por temas. No caso da gravura, classificadas por técnicas.


Com curadoria do Professor Dr. Ricardo A. B. Pereira (EBA/UFRJ), as obras partem de um realismo fantástico, passando pelo surrealismo, e as figuras mitológicas são traduzidas de forma contemporânea, tendo como referência primordial a linguagem clássica. A mostra, no Centro Cultural Correios RJ, 3º andar, pode ser visitada até o dia 24 de junho.

Flávia Fernandes abre a exposição ‘Táctil’ para o Espaço Cultural Correios Niterói com curadoria da Tartaglia Arte, trazendo pinturas-objeto e experiências sensoriais

 
 
Mostra apresenta instalações que podem ser tocadas, uma delas inédita, convidando o espectador a passear em um jardim de cores e texturas criadas e cultivadas pela artista
 
 
 
A  artista plástica Flávia Fernandes abre a exposição ‘TÁCTIL’, no Espaço Cutural Correios Niterói/RJ, com curadoria de Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez, da Tartaglia Arte di Roma, a partir de 20 de junho, apresentando duas instalações, pinturas-objeto em fibra de vidro e resina, e pinturas de acrílico sobre tela. O que se toca ou o que se quer alcançar é o tema dessa mostra, que convida o  espectador  a passear neste jardim de cores e texturas criados e cultivados pela artista.
 
 
A exposição “Táctil” traz instalações com objetos inflados, colunas transparentes e coloridas que convidam ao toque pela maciez do material; pinturas-objeto em fibra de vidro e resina, com cores e forma que lembram a natureza;  e algumas pinturas de acrílico sobre tela que, apesar de abstratas, foram baseadas na mata nativa próxima ao atelier, com seus galhos e folhas que se entrelaçam, criando formas e cor.

 

 
Sobre a exposição 
 
              
“A exposição TÁCTIL consta de duas instalações, pinturas-objeto em fibra de vidro e resina e algumas pinturas de acrílico sobre tela.

Como um mundo colorido que a criança vê quando coloca o papel celofane sobre seus olhos, o trabalho inflado é uma coluna  colorida, onde o espaço interno, ambiente do entorno e pessoas, também se tornam coloridos, e convidam ao toque pela maciez do material. Dentro, existe uma agulha que é um objeto perfurante oposto ao material que o rodeia.

A instalação espaço tempo (INÉDITA) é uma escultura em isopor,  com uma projeção da superfície da água, como se a pessoa estivesse dentro do mar, olhando o fundo e a superfície ao mesmo tempo.


As pinturas-objeto foram realizadas em fibra de vidro e resina de textura irregular, com formas e cores que remetem à natureza. A fluidez transluzente dada pela resina, tenta se equivaler a resina das próprias árvores, resultando na criação de um jardim que cresce sozinho, organicamente sem controle, como o material aqui utilizado.
Nas pinturas sobre tela, a construção, ora se faz pela própria manipulação da matéria densa usada, ora pelo gesto da artista sobre essa mesma matéria.  Apesar de abstratas, foram baseadas na estrutura da mata nativa próxima ao atelier, com suas folhas e galhos de árvores que se entrelaçam e se sobrepõem, criando massas de forma e cor. Outras remetem a luz natural. Ao ver as obras dessa exposição, o espectador é convidado a passear nessa mata/mar de cores e texturas criados e cultivados pela artista.”

(Flávia Fernandes)

 
Sobre Flávia Fernandes

 
 
Flávia Fernandes, artista, fez Escola Brasil, é Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e formada em Artes Plásticas pela FAAP/ SP. Está radicada em Florianópolis, onde sua arte está voltada para pintura, gravura, instalações, intervenções e vídeos. Desde 2001 vem realizando intervenções artísticas na paisagem natural e urbana, em vários lugares públicos, como o Largo Victor Meirelles em Florianópolis, Largo São Bento em São Paulo, Bayenale Sao Francisco/USA, Universidade de Edinburgo, Alberoni, Veneza e Costão da Joaquina, Florianópolis.
 
 
Participou da Expo Transfronteira da Arte Contemporanea da 39ª Bienal Internacional de Sao Paulo e da Área 10 da London Biennale, em Londres. Ministra aulas de arte e faz algumas curadorias como a dos seis Festivais de Artes Plásticas de Governador Celso Ramos/SC, e a do Grupposinestetico – Sinesteticamente ad ognii costo, no MIS Florianopolis/SC.  Expõe desde 1975 no Brasil e no exterior, e possui obras em várias coleções públicas e acervos, como Pinacoteca do Estado de SP, Museu de Arte de Santa Catarina e Embaixada Brasileira em Roma, Itália, entre outros.  Suas obras também podem ser encontradas em Coleções particulares em Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Alemanha, Itália e Nova York.
 
 
Em 2021, ‘TACTIL’ participou da exposição Arte Contemporânea Feminina, individual ao lado de outras quatro artistas, no Centro Cultural Correios RJ  dos Correios do Rio de Janeiro, e da  
Mostra de gravuras com Ajit Seal na Galeria ARTS PRIVILEGE em Mumbai, India.

 
 
“Espero que as pessoas que visitem “Táctil” se emocionem e se encantem. Afinal, a obra de arte deve provocar encantamento”, finaliza Flávia Fernandes