O prefeito Rodrigo Neves visitou, neste sábado (25), o Museu Antônio Parreiras, no Ingá, na companhia do deputado federal Áureo Ribeiro. Durante o encontro, eles discutiram sobre uma parceria entre Prefeitura e Estado para iniciar o Circuito dos Museus e também para a conclusão da reforma do ateliê, com investimento de R$ 1,5 milhão do Município.
“Visitamos hoje essa joia que é o Museu Antônio Parreiras. Um lugar histórico e cultural de Niterói que foi reaberto e está lindo. Vale a pena conhecer esse espaço, que fica nesse cantinho do Ingá, próximo a São Domingos. Estamos analisando uma parceria para criar o Circuito dos Museus, que vai incluir o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Janete Costa, a Ilha da Boa Viagem (municipais) e os museus Antônio Parreiras e do Ingá, do Governo do Estado”, destacou o prefeito Rodrigo Neves.
Durante a visita, o prefeito esteve no ateliê de Antônio Parreiras, que está em obras. O investimento municipal para a conclusão dos trabalhos é de R$ 1,5 milhão.
“Estou muito feliz de estar hoje com o prefeito Rodrigo Neves nesse museu tão importante do Brasil. Estamos visitando esse equipamento público que recebeu um investimento de R$ 6 milhões do Governo do Estado. Estamos na segunda etapa da obra, com a instalação do elevador. É uma obra belíssima. Hoje estamos elaborando, com o prefeito, uma rota de visita aos museus de Niterói, que é um espetáculo. Tenho certeza de que essa parceria do Governo do Estado com a Prefeitura de Niterói vai beneficiar quem gosta de arte e cultura”, disse o deputado Áureo Ribeiro.
A obra do museu Antônio Parreiras está prevista para ser concluída em fevereiro. A inauguração vai contar com saraus.
A visita também contou com a presença da primeira-dama do município, Fernanda Sixel, do vereador Leandro Portugal, do vice-presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro (Funarj), Carlos Janan, e de Fátima Henrique, diretora do Museu Antônio Parreiras.
Edital Novíssimos 2026/2027 seleciona propostas para exposições de artistas contemporâneos brasileiros ou residentes no país
O Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) abre inscrições para a 49ª Edição do Salão de Artes Visuais da Galeria de Arte IBEU, que selecionará artistas de todo o país para integrar a programação de exposições do biênio 2026-2027.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 16 de novembro de 2025, por meio do formulário disponível no site https://portal.ibeu.org.br/ibeu-cultural/edital/. O resultado está previsto para ser divulgado em 12 de janeiro de 2026, também no site da instituição.
A chamada pública é voltada a artistas individuais, brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil há pelo menos dois anos, maiores de 18 anos, interessados em ocupar o espaço expositivo Galeria de Arte IBEU, localizado no bairro Jardim Botânico.
O edital busca projetos que dialoguem com ao menos um dos eixos curatoriais definidos pela Comissão Cultural do IBEU: Memória, História e Territorialidade; Conexões Transculturais entre Brasil e EUA; Arte e Tecnologia; Arte e Sustentabilidade; Experimentações e Novos Suportes; e Arte Interativa.
“Este salão é uma das mais tradicionais portas de entrada para novos artistas no circuito carioca e uma oportunidade de diálogo com temas contemporâneos que unem arte, ciência, tecnologia e cultura”, destaca a equipe da Comissão Cultural do IBEU.
Mais do que uma nova edição, este Edital Novíssimos 2026/2027 representa uma retomada importante para a Galeria de Arte IBEU, que volta a abrir uma convocatória pública após os anos de interrupção causados pela pandemia. A iniciativa reafirma o compromisso da instituição com a democratização do acesso e a valorização da arte contemporânea, fortalecendo sua missão de fomentar a diversidade de linguagens e expressões artísticas no cenário brasileiro.
Serviço: Edital Novíssimos 2026/2027 Inscrições: até 16 de novembro de 2025 Local das exposições: Galeria de Arte IBEU – Rua Maria Angélica, 168, Jardim Botânico, Rio de Janeiro Mais informações e edital completo: https://portal.ibeu.org.br/ibeu-cultural/edital/ Contato:l-cultural@ibeu.org.br
Entre os dias 21 de outubro e 16 de novembro, o Museu Janete Costa de Arte Popular, no Ingá, será palco para o olhar criativo e curioso das crianças e estudantes da Rede Municipal de Educação de Niterói. A 11ª Mostra dos Projetos Educacionais Instituintes apresenta produções artísticas desenvolvidas nas escolas, em uma exposição que revela a potência da infância e da educação pública como lugar de criação, descoberta e expressão. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 10h às 17h.
Nesta edição, 32 escolas de Ensino Fundamental e 44 Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEIs) participam da mostra, apresentando projetos desenvolvidos no âmbito da política “Uma Rede Inteira pela Alfabetização e Inclusão”. As obras, que incluem instalações, maquetes, painéis, desenhos e outras linguagens, traduzem o cotidiano das escolas e dos territórios, unindo arte, ciência e cultura em produções que expressam o olhar das crianças sobre o mundo.
Para o secretário municipal de Educação, Bira Marques, a mostra é um dos momentos mais inspiradores do calendário escolar.
“Nossas crianças e professores mostram que aprender também é criar. Cada projeto nasce do cotidiano da escola e ganha forma como arte, expressando as identidades, os afetos e as descobertas de cada turma. É uma alegria ver o museu acolher a produção artística das nossas escolas e dar visibilidade à força criativa da rede pública”, afirmou o secretário.
Esta é a terceira vez que o Museu Janete Costa recebe a exposição dos Projetos Educacionais Instituintes. A iniciativa fortalece a identidade das unidades escolares e promove práticas pedagógicas inovadoras, conectadas à vida dos estudantes e ao compromisso de Niterói com uma educação integral, inclusiva, antirracista e socialmente referenciada.
Festa Literária Internacional de Niterói termina neste domingo
Em três dias de Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN), cerca de 15 mil pessoas passaram pelo Reserva Cultural, em São Domingos. Neste sábado (18), o evento seguiu com atrações para crianças, jovens e adultos, com destaque para a palestra de Monja Coen e as mesas com a participação de Edney Silvestre, Thalita Rebouças, MV Bill, Caco Barcellos e Raphael Montes.
Organizada pela Prefeitura de Niterói, a FLIN foi tomada por famílias, que levaram filhos e netos para um passeio pelo universo da literatura. O Espaço Nikitinhos ofereceu brincadeiras, contação de histórias e oficinas para animar a garotada. O grupo Violúdico botou os pequenos para soltarem a criatividade com uma apresentação interativa.
A auxiliar administrativa Ana Paula Santos, moradora do Fonseca, foi com o marido e os três filhos conferir a programação da FLIN.
“É muito bom trazer meus filhos para um contato tão próximo com os livros. A área infantil tem bastante coisa, eles ficam correndo, pulando e brincando com as outras crianças e passam um tempo longe do celular”, disse ela.
Ícone da literatura jovem no Brasil, a escritora Thalita Rebouças comemora 25 anos de carreira sem perder o entusiasmo. Ela participou da mesa “Falando sério sobre criatividade”, no Palco Darcy Ribeiro, que ficou lotado. Na sequência, distribuiu autógrafos, sorrisos e muito carinho para os fãs que formaram uma longa fila na área reservada para o encontro entre autores e leitores.
“Todo evento que estimula o hábito da leitura tem o meu aplauso. Esse tipo de evento a gente tem que prestigiar porque é imperdível. É a minha chance de conhecer os leitores, abraçar, dar beijo e autografar”, destacou Thalita Rebouças.
Da busca pelo equilíbrio às tramas de suspense e terror – A Sala Nelson Pereira dos Santos recebeu a palestra “Entre o caos e a calma ― Como cultivar o equilíbrio”, com a zen budista Monja Coen. Com uma linguagem leve, ela convidou a plateia a refletir e buscar a paz interior.
A Arena FLIN e o Palco Darcy Ribeiro movimentaram a festa literária com mesas como “Da vida à escrita”, com Edney Silvestre e Leilane Neubarth; “Sobre aquilo que não sabemos”, com Zélia Duncan e Eucanaã Ferraz, e “Cultura periférica no centro do debate”, com MV Bill e Rene Silva. Outro destaque foi a palestra “Narrativas reais ― O poder das histórias que transformam”, com Caco Barcellos.
Raphael Montes ― expoente do terror e suspense nacional ― lotou a Sala Nelson Pereira dos Santos com a mesa “Conectar leitores”. A Arena FLIN abriu espaço para o “Angu de grilo” comandado pelas jornalistas Flávia Oliveira e Isabela Reis, enquanto o Palco Darcy Ribeiro sediou a mesa “Histórias de improviso”, com os rappers MC Marechal e Major RD. Fechando o sábado, MC Marechal levou a Batalha do Conhecimento ao Palco Darcy Ribeiro.
A FLIN 2025 termina neste domingo (19), às 21h30. A grade de programação pode ser consultada no site https://sites.niteroi.rj.gov.br/flin . Para entrar na Sala Nelson Pereira dos Santos, haverá distribuição de senhas duas horas antes do início de cada atração, enquanto o acesso à Arena FLIN é por ordem de chegada (sujeito a lotação). Os demais espaços são de trânsito livre.
Equipamento será instalado no icônico prédio em forma de rolo de filme projetado por Oscar Niemeyer
A Prefeitura de Niterói deu início ao desenvolvimento do projeto para a criação do Museu do Cinema Brasileiro, que será instalado no prédio em formato de rolo de filme, no Reserva Cultural, complexo que abriga também a Sala Nelson Pereira dos Santos, em São Domingos. A iniciativa foi discutida em reunião, nesta segunda-feira (13), entre o prefeito Rodrigo Neves e especialistas reconhecidas na área de museologia e economia criativa, como a cineasta Daniela Thomas, responsável pela concepção do Museu do Futebol, e Deca Farrouco, que atuou em projetos como os do Museu da Língua Portuguesa e do Museu do Amanhã. Também participaram da reunião a vice-prefeita Isabel Swan, o secretário municipal de Economia Criativa, André Diniz, e o secretário Executivo, Felipe Peixoto.
O prefeito Rodrigo Neves destacou que Niterói tem papel pioneiro na história do audiovisual brasileiro: foi uma das primeiras cidades do país a abrigar uma faculdade de cinema, criada por Nelson Pereira dos Santos, referência nacional e que dá nome à sala de espetáculos localizada no Reserva Cultural. Segundo ele, o novo museu vai aprofundar esse vínculo histórico ao celebrar a trajetória do cinema brasileiro e os avanços das novas tecnologias no setor.
“Niterói sempre esteve à frente na formação cultural do país. E agora vamos consolidar esse legado com o Museu do Cinema Brasileiro. Será mais um passo para fortalecer nossa economia criativa, gerar oportunidades e revitalizar o Centro da cidade”, disse ele.
Para o secretário de Economia Criativa, André Diniz, o projeto representa um marco estratégico para a cidade.
“Este museu traduz a identidade de Niterói: uma cidade que produz, pensa e respira cultura. Estamos falando de um equipamento que vai além da memória — será um espaço vivo, formador, que integra educação, inovação e participação popular. Teremos um diálogo direto com a UFF, com o setor audiovisual, com escolas e com os novos criadores de conteúdo. É um projeto que valoriza o passado, mas olha firmemente para o futuro de uma economia criativa sustentável e transformadora”, afirmou Diniz.
A proposta é que o museu tenha caráter interativo e tecnológico, utilizando recursos digitais e imersivos para aproximar o público das diferentes linguagens do audiovisual contemporâneo, da película às plataformas digitais, incentivando a experiência e a experimentação.
“As pessoas hoje se relacionam com o mundo por meio das telas. Um museu do cinema precisa dialogar com essa forma de ver e interagir”, observou Daniela Thomas.
O projeto entrará agora na fase de estudos e desenvolvimento, com previsão de implantação em 2028, integrando-se ao conjunto de equipamentos culturais do Caminho Niemeyer.
“Não poderia haver lugar mais simbólico que Niterói, ao lado da UFF e da história do cinema nacional. Vamos celebrar a brasilidade e inovar”, acrescentou Deca Farrouco.
Mais de 60 atrações gratuitas e 108 autores confirmados no Reserva Cultural de Niterói
Entre os dias 16 e 19 de outubro, a partir das 9h, Niterói será palco da terceira edição da Festa Literária Internacional de Niterói (Flin), um dos maiores eventos literários do estado. Realizada no Reserva Cultural de Niterói, a festa reunirá mais de 60 atrações gratuitas, entre mesas de debate, lançamentos, performances, leituras dramatizadas, contações de histórias e apresentações musicais.
Com curadoria de Vilma Piedade, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Elisa Ventura, a Flin 2025 homenageia o antropólogo Darcy Ribeiro (1922–1997) e presta tributo ao escritor Luis Fernando Verissimo (1936–2025). A programação inclui uma mesa especial com Fernanda Verissimo, filha do autor, o ator Diogo Villela e o jornalista Arthur Dapieve.
Entre os convidados de destaque estão Conceição Evaristo, referência da literatura afro-brasileira; Mia Couto, premiado escritor moçambicano; Itamar Vieira Junior, autor de Torto Arado; Ana Maria Gonçalves, membro da Academia Brasileira de Letras; Nei Lopes, sambista e intelectual da cultura negra; Thalita Rebouças, ícone da literatura juvenil; Monja Coen, referência do budismo no Brasil; e Raphael Montes, autor de sucesso internacional.
Outros nomes conhecidos também marcam presença, como Miguel Falabella, Zeca Camargo, Miriam Leitão, Felipe Pena, Edney Silvestre, Caco Barcellos, Antonio Torres e Rosiska Darcy.
A Flin é uma realização da Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN), sob a presidência de Micaela Costa, que ressalta o papel da literatura como espaço de escuta e transformação social.
A entrada para todas as atividades é gratuita, e a programação é voltada para públicos de todas as idades, com espaços dedicados a crianças, jovens, educadores e leitores de todas as áreas.
108 autores confirmados
A Fundação de Arte de Niterói ampliou o número total de autores independentes selecionados e convidados para participar da ocupação literária da Flin 2025, fortalecendo o cenário literário da cidade e promovendo o intercâmbio entre autores locais e nacionais. Na lista, estão escritores de cidades vizinhas, como as integrantes do Coletivo Escritoras Vivas, de São Gonçalo: Cyntia Fonseca e Jaqueline Brito.
Confira a lista completa:
Marcelo Aceti, Lili Balonecker, Áida King, Fernanda Cariello, Mário Gabriel Syntonia, Fernanda Marsico, Joselene Negra Black, Lucas Eklipse, Marcelo Antunes Alves da Costa, Melina Galete, Carmen Martins, Jorge Piri, Rosane Steinhagen, Débora Santos, Priscilla Litwak, Rafael A. F. Silva, Caio Vinícius, Léla Caixeta, Patrícia Schunk, Ingrid Macieira, Denise G. Porto, M. M. Froufe, Diogo Bogéa, Pedro Garrido, Cecília Rogers, Diego Domingues, Flávia Oliveira, Giovana Medina, Bianca Roriz, Lua Tebet, Rubem Baptista, Ronan Pereira, Mariah Coutinho, Liliam Sampaio Ramos, Patrícia Azaña, Michelle Bittencourt, Daniel Reis, Valéria Vianna, Marcus Leopoldino, Ângela Garrido, Thainá Albernaz, Carolina Lins, Silvia Prado dos Anjos, Camila Aguiar, Allexandre Carddoso, Vinícius Motta, Ricardo Fonseca, Giselle Baes, Robson Oliveira, Camila Ermida, Marcele Zveiter, Maria Julião dos Reis, Lucileia de Souza Baptista, João Vitor, Benjamim Lima, Roselany Junger da Silva, Lya Alves, Roberto Poeta, Júlio Bello Gervásio, Édipo Ferreira, Guilherme de Sousa, Márcia Veiga, Larissa Lair, Lucy Vargas, Letícia Cruz, Raphael Marron, Railson Barboza, Rodolfo Barbosa, Júlia Vita, Rene Ugalde, Bruna Santos, Thales Amaral, Beatriz F. Coelho Gomes, Dani Fritzen, Joseléa Galvão Ornellas, Rinaldo Martins de Oliveira, Simone S. Santos, Andressa Moraes Guimarães da Silva Torres, Gael Jardim, Denis Mello, Evelyn Almeida, Luciene Prado, Verônica França, Jones Alberto de Almeida, Pâmela Gadelha, Beatriz França, Luiza Leite Ferreira, Sol de Paula, Mairy Maz, Alessandra Oliveira, Alex Frechette, Milene Lopes, Cyntia Fonseca, Catharina Zanetti, Jaqueline Brito, Ana Hidalgo, Nietzsche Pop, Bruna Paiva, Iva França, Lucia Seixas, Marcelo Antunes Alves da Costa, Roselany Junger da Silva, Lya Alves, Rinaldo Martins de Oliveira, Rany Camara, Rosamares da Maia, Paulo Carvalhosa, Luciana Lage, Flora Soutello, Olga Tavares, Thiago Carvalho e Alice Leite.
Coletivo Escritoras Vivas: presença e representatividade
O Coletivo Escritoras Vivas é um movimento literário formado por mulheres que atuam na promoção da escrita de autoria feminina e na valorização da autoria de mulheres em diferentes territórios. O grupo desenvolve ações de formação, mentorias e produção literária desde 2021 em São Gonçalo, e, tal como em outros eventos, inclusive fora do estado do Rio de Janeiro, marca presença na Flin com duas autoras que integram a cena literária contemporânea local: a jornalista Cyntia Fonseca, autora de Coração de Cleópatra e Bloco de Notas (Mapa das Letras); e a professora, doutoranda em Literatura Comparada (UFF) Jaqueline Brito, autora de Memórias de um boteco (Patuá).
Datas: 16 a 19 de outubro de 2025 (quinta a domingo)
Local: Reserva Cultural de Niterói
Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos, Niterói (RJ)
Entrada: Gratuita
Realização: Prefeitura de Niterói e Fundação de Arte de Niterói (FAN)
Mostra já está em cartaz e reúne obras de Claudia Andujar, Aline Motta e peças da Coleção Eva Klabin em um percurso que conecta registros do tempo em linguagens de diferentes culturas
“Transformai as velhas formas do viver” chega à Casa Museu Eva Klabin em uma imersão que atravessa diferentes temporalidades artísticas. A proposta é usar imagens, formas e narrativas como testemunhos vivos que desenterram silêncios, ruínas e memórias. Sob a curadoria de Camilla Rocha Campos, a exposição reúne obras de Claudia Andujar, de Aline Motta e vasos rituais da Coleção Eva Klabin. A mostra, que já está em cartaz, permanece até o dia 14 de dezembro e pode ser visitada de quarta a domingo, das 14h às 18h.
“A mostra reúne obras de Claudia Andujar, Aline Motta e vasos rituais da coleção Eva Klabin, criando imagens e gestos que trazem o diálogo entre povos diaspóricos, indígenas e ancestrais com a presença, a água e a terra”, afirma a curadora Camilla Rocha Campos.
Obras que expandem a memória e o testemunho compõem o percurso curatorial. As fotografias de Claudia Andujar, um registro de sua convivência com os povos amazônicos, vão além do documento, transformam-se em vestígios de escuta radical e reconfiguração de linguagem. Paralelamente, Aline Motta mergulha em memória, território e ancestralidade; dessa forma, passado e futuro convergem em narrativas vitais para a compreensão do tempo presente.
Unidos por uma prática de resistência imagética e política, ambos os trabalhos se dedicam ao testemunho e à reconstrução. Essa lógica se manifesta em uma arquitetura forense da imagem, onde a arte se estabelece como evidência e o sensível se converte em documento vivo. Junto aos vasos rituais da coleção, fotografias, instalações e desenhos tecem uma trama de registros éticos, poéticos e materiais que articulam diferentes períodos. Desta forma, ‘Transformai as velhas formas do viver’ convida o público a vivenciar a arte como gesto de reconstrução e testemunho em um diálogo contínuo entre mundos e épocas.
SERVIÇO “Transformai as velhas formas do viver: um percurso de Claudia Andujar, Aline Motta e vasos rituais da Coleção Eva Klabin”
Visitação: Até 14/12 – Quarta a domingo, das 14h às 18h
Local: Casa Museu Eva Klabin (Av. Epitácio Pessoa, nº 2480 – Lagoa Rodrigo de Freitas)
Entrada gratuita
Classificação: Livre
Camilla Rocha Campos – Curadora
Curadora, escritora e consultora de arte contemporânea, Camilla Rocha Campos atuou como Coordenadora de Residência do MAM Rio e do Programa de Formação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Ela trabalhou como consultora para artes visuais no Museu do Amanhã, IPEAFRO, e em institutos internacionais sem fins lucrativos como a 0101 Art Platform, EhChO, Gasworks e Mondriaan Fonds. Com ampla atuação internacional, realizou curadorias e participações institucionais na Saastamoinen Foundation (Finlândia), Lugar a Dudas (Colômbia), Tabacalera Estancias (Espanha), Q21 Museums Quartier (Áustria), UKS (Noruega), Bamboo Curtain Studio (Taiwan), Arika (Escócia), dentre outros. Atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado na Goldsmiths University of London, no Reino Unido.
Claudia Andujar – Artista
Claudia Andujar nasceu em Neuchatel (Suíça), em 1931. Após a Segunda Guerra Mundial, imigrou para os EUA e, em 1955, imigrou para o Brasil. Desde então, a artista vive e trabalha em São Paulo. Nos anos 1970, Andujar recebeu bolsas da John Simon Guggenheim Foundation, e da Fundação de Apoio a Pesquisa (FAPESP), para fotografar e estudar a cultura Yanomami. De 1978 a 2000, Andujar trabalhou para a Comissão de Pró-Yanomami e coordenou a campanha para a demarcação do território Yanomami na Amazônia, criado em 1993. Em 2000, recebeu o Prêmio Anual de Liberdade Cultural [Fotografia] como defensora dos Direitos Humanos da Lannan Foundation, Novo México [EUA]. Após receber prêmios nacionais e internacionais, em 2023, Andujar recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Brasília, Brasília [Brasil], pelos anos de dedicação e defesa do povo Yanomami.
Aline Motta – Artista
Aline Motta nasceu em Niterói (RJ), em 1974, e mora em São Paulo. Combina diferentes técnicas e práticas artísticas em seu trabalho, como fotografia, vídeo, instalação, performance e colagem. De modo crítico, suas obras reconfiguram memórias, em especial as afro-atlânticas, e constroem novas narrativas que invocam uma ideia não linear do tempo. Foi contemplada com o Programa Rumos Itaú Cultural 2015/2016, com a Bolsa ZUM de Fotografia do Instituto Moreira Salles 2018, com 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça 2019 e com o Prêmio PIPA 2024. Recentemente participou de exposições importantes como “Histórias Feministas, artistas depois de 2000” – MASP, “Histórias Afro-Atlânticas”. Abriu sua exposição individual “Aline Motta: memória, viagem e água” no MAR/Museu de Arte do Rio em 2020. Em 2021 exibiu seus trabalhos em vídeo no New Museum (NY) no programa “Screen Series”. Em 2022 lançou seu primeiro livro “A água é uma máquina do tempo”, abriu exposição individual no átrio do Sesc Belenzinho e na sala de vídeo do MASP. Em 2023, expôs na 15a. Bienal de Sharjah (EAU), no MoMA Museum of Modern Art (NY) e na 35a Bienal de Arte de São Paulo
Sobre a Casa Museu Eva Klabin:
Uma das primeiras residências da Lagoa Rodrigo de Freitas, a Casa Museu Eva Klabin reúne mais de duas mil obras que cobrem um arco de tempo de cinco mil anos, desde o Antigo Egito (3000 a.c.) ao impressionismo, passando pelas mais diferentes civilizações. A coleção abrange pinturas, esculturas, mobiliário e objetos de arte decorativa e está em exposição permanente e aberta ao público na residência em que a colecionadora viveu por mais de 30 anos. A Casa oferece programação cultural variada, que inclui, além das visitas ao acervo, exposições temporárias de artistas contemporâneos, oficinas, cursos e conferências para adultos e crianças. Enquanto referência no calendário cultural do Rio de Janeiro, a programação musical conta com a série Concertos de Eva, com os Concertinhos de Eva, dedicados ao público infantil, e com os shows de Nova MPB no jardim.
Esta exposição faz parte da programação dos 30 anos da Casa Museu Eva Klabin, que será comemorado em todo ano de 2025. Espaço de troca de ideias e aprendizados no presente, a Casa Museu mantém um diálogo constante com o passado e encontra sua originalidade na combinação entre o clássico e o contemporâneo.
Ingressos a preço popular no Centro da Música Carioca Artur da Távola
A cantora e violonista Luísa Lacerda faz show “O Canto e a Asa”, no dia 16 de outubro de 2025, quinta-feira, às 19h, no Centro da Música Carioca Artur da Távola, divulgando seu último álbum (2024). Acompanhada de Lucas Gralato (violão), Elísio Freitas (guitarra e baixo) e Diego Zangado (bateria e percussão).
A artista segue mantendo a iniciativa de interpretar um repertório formado por canções de uma nova safra de compositores e compositoras da MPB no país, reafirmando a riqueza cultural da música brasileira. Além das canções autorais do álbum, Luísa interpreta os sucessos de sua carreira.
Aos 12 anos de idade começou a aprender violão orientada por seu pai, o músico André Lacerda. Desde 2016 realiza apresentações solo em espaços pelo Brasil afora e também no exterior.
Este projeto é realizado através do Edital Fluxos Fluminenses que conta com o apoio do Governo Federal, do Ministério da Cultura, da Política Nacional Aldir Blanc, do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
Serviço
Data: 16/10, 5ª feira
Hora: 19h
Show: O Canto e a Asa
Com a cantora e violonista Luísa Lacerda
Acompanhada de Lucas Gralato (violão), Elísio Freitas (guitarra e baixo) e Diego Zangado (bateria e percussão).
Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola
Endereço: Rua Conde de Bonfim 824, Tijuca, Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3238-3831
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) Classificação: Livre
“Upcycled Factory’ é a primeira exposição individual do artista EZO, em Nova York, reconhecido por transformar materiais descartados em potentes comentários sociais e poesia visual, com curadoria de Alcinda Saphira e co-curadoria Mariana Bahia, na Galeria Saphira & Ventura. O lixo urbano atravessa o Atlântico e renasce nas mãos do artista visual contemporâneo EZO, natural de Nilópolis, subúrbio do Rio de Janeiro.
“O trabalho de EZO se alinha perfeitamente à visão contemporânea da galeria, abordando temas como vida urbana, identidade e cultura de rua. Sua estética – que mescla objetos descartados e a realidade cotidiana dos subúrbios do Rio – oferece uma perspectiva nova e inovadora”, observa Alcinda Saphira, curadora da Galeria Saphira & Ventura.
A escolha de apresentar o trabalho de Ezo em Nova York reflete uma valorização do talento dele, que emerge de contextos culturais específicos, uma geometria elegante e trabalha com cores vibrantes mas que possuem uma ressonância universal. Este momento é importante para destacar a diversidade de vozes na arte contemporânea, especialmente aquelas oriundas do subúrbio carioca, que muitas vezes permanecem à margem dos circuitos tradicionais. Além disso, a galeria busca fortalecer a troca cultural entre o Brasil e Nova York, promovendo um diálogo entre diferentes realidades urbanas e culturais.
O público de Nova York, com sua vasta experiência em narrativas urbanas e culturais diversas, se identifica com o trabalho de Ezo ao reconhecer elementos universais de urbanidade, resistência e identidade.
A estética e as histórias transmitidas por Ezo refletem experiências comuns às cidades globais—como a busca por expressão, pertencimento e transformação social—mesmo que suas referências específicas sejam do subúrbio carioca. Assim, seu trabalho serve como uma ponte que conecta diferentes realidades urbanas, promovendo empatia e compreensão.
A galeria identifica em EZO uma voz autêntica, com relevância global e potencial de diálogo entre comunidades urbanas distintas. O momento atual da cena de Nova York valoriza perspectivas de periferia, imaginação urbana e crítica social, tornando a exposição de EZO particularmente oportuna para ampliar a pluralidade de vozes na programação.
A exposição acontece de 01 a 15 de outubro, com abertura no dia 02, das 18h às 20h. Entre os dias 19 e 30 de setembro, ocorre a residência imersiva do artista, na Saphira & Ventura. No dia 9, Ezo se encontra com o jornalista e crítico Peter Ortega, que vai falar sobre o trabalho do artista, com a presença de outros curadores e artistas, público e imprensa.
Sobre Ezo
Ezo reescreve o que foi descartado. CDs, discos de vinil, disc lasers e toldos, reaparecem como superfícies de cor e textura, revelando camadas de memória urbana. Sua prática do reuso transforma precariedade em potência, crítica em beleza, gesto político em poética visual. O que a cidade abandona, o artista reconfigura como narrativa e corpo, devolvendo à matéria um sentido de permanência. Aqui, o público é convidado a ver de perto as cicatrizes dos materiais, fragmentos que se tornam imagem, resíduos que se tornam futuro. Uma estética de sobrevivência que insiste em criar beleza.
Instagram: @ezo_art_,
Serviço
Exposição: Upcycled Factory
Artista: Ezo
Curadoria: Alcinda Saphira ( NY)
Co=curadoria: Mariana Bahia
Produção: Mariana Lemos
Período exposição: 01 a 15 de outubro
Abertura : 2 de outubro, das 18h às 20h
Residência imersiva: 19 a 30 de setembro
Dia 9 de outubro
Encontro com o Crítico e jornalista Peter Ortega: 09 de outubro
“Bizet e seus Contemporâneos” terá regência do maestro Felipe Prazeres, em homenagem aos 150 anos da morte do compositor francês
Neste sábado (11), a Ópera de Paris apresenta o concerto “Bizet e seus Contemporâneos”, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, às 19h. Com regência de Felipe Prazeres, maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e maestro associado da Orquestra Petrobras Sinfônica, o espetáculo integra a programação oficial da Temporada França-Brasil 2025.
O programa “Bizet e seus Contemporâneos” exibe uma seleção de romances, melodias, peças líricas e duetos, revelando diferentes facetas da obra de Georges Bizet (1838-1875) para além das mais conhecidas. São 15 composições do autor, todas da segunda metade do século XIX, colocadas em diálogo com obras de seus contemporâneos Massenet, Gounod e Saint-Saëns. O concerto, que estreou no Palais Garnier em janeiro deste ano, foi calorosamente recebido pelo público francês. O repertório será interpretado pelo corpo de residentes da Ópera de Paris, formado por solistas de diversas partes do mundo. Amandine Portelli (França), Antoine Dutaillis (França), Bergsvein Toverud (Estados Unidos e Noruega), Clemens Frank (Áustria), Daria Akulova (Ucrânia), Isobel Anthony (Estados Unidos), Lorena Pires (Brasil), Luis Felipe Sousa (Brasil) e Sima Ouahman (França) compõem o elenco internacional da temporada.
No dia 26 de setembro, a Ópera de Paris apresentou o recital “Mélodies françaises, Melodias brasileiras” no Teatro Firjan Sesi, no centro do Rio de Janeiro. Os artistas da Academia interpretaram canções que propõem o diálogo entre melodias francesas e brasileiras, celebrando os 200 anos de relações entre os dois países. No repertório, estão obras de Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga, Reynaldo Hahn, Francis Poulenc, entre outros artistas consagrados em ambos os países. Juntaram-se aos artistas em residência na Academia dois convidados brasileiros: o pianista Ramon Theobald e a cantora Juliana Kreling.
Sobre a Academia da Ópera Nacional de Paris:
Criada em 2015, a Academia da Ópera Nacional de Paris concentra suas missões em três eixos: transmissão, formação e criação. A Academia se organiza em duas áreas: a área de formação profissional, destinada a jovens artistas e artesãos, e a seção de educação artística e cultural, com diversos programas e uma programação destinada ao público jovem. A cada temporada, cerca de trinta artistas de todo o mundo ingressam no programa de residência da Academia para aprimorar suas habilidades na Ópera de Paris. Os artistas participam de produções na Ópera Bastilha e no Palais Garnier, além da programação de concertos, recitais e espetáculos. A Academia também oferece um percurso de treinamento avançado em artes e ofícios para jovens artesãos que desejam aprender as habilidades e técnicas específicas dos ateliês da Opéra de Paris. Os programas de educação artística e cultural da Academia (L’Opéra en Guyane, OpérApprentis, L’Opéra pour moi aussi, Dix Mois d’École et d’Opéra, ADO – Apprentissage de l’Orchestre, etc.), desenvolvidos em escala nacional, permitem que uma ampla gama de públicos descubra ativamente o mundo da ópera e do balé. Além disso, sua programação concebida especialmente para o público jovem, a partir de 6 meses de idade, permite que cerca de 20.000 novos espectadores a cada temporada conheçam obras, artistas e companhias de todo o mundo, com atenção especial ao público com deficiência e cerca de trinta apresentações escolares.
SERVIÇO: “Bizet e seus Contemporâneos”
Data: 11/10, às 19h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, S/N – Centro, Rio de Janeiro
Capacidade: 2.361
Tempo de duração: 1h30min
Ingressos:
Frisas e Camarotes – R$60,00
Plateia e Balcão Nobre – R$40,00
Balcão Superior e Lateral – R$30,00
Galeria Central e Lateral– R$15,00
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Amandine Portelli – França – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos
Iniciou sua formação artística na dança clássica e descobriu o canto aos 8 anos no Coro de Meninas da Maîtrise de Bordeaux, tornando-se rapidamente solista. Estudou canto no Conservatório de Bordeaux com Maryse Castets e, desde 2020, tem se apresentado sob a direção de nomes como Salvatore Caputo e Raphaël Pichon. Estreou na Ópera Garnier em L’Enfant et les Sortilèges. Vencedora de concursos internacionais, ingressou na Academia da Ópera Nacional de Paris em 2024.
Antoine Dutaillis – França (pianista) – Mélodies françaises, Melodias brasileiras
Antoine Dutaillis é pianista, maestro e preparador vocal francês. Formou-se com distinção em regência no Conservatório de Paris e foi assistente de maestros como Alexandre Bloch, Alain Altinoglu e Semyon Bychkov. Como pianista, trabalha com solistas e instituições renomadas, além de atuar em projetos educativos e inclusivos. Ingressou na Academia da Ópera de Paris em setembro de 2024, e estreia como maestro convidado com as orquestras de Lille e da Picardia na temporada 24/25.
Bergsvein Toverud – Estados Unidos e Noruega – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos
O tenor americano-norueguês Bergsvein Toverud é mestre pela Eastman School of Music e bacharel pela Universidade Furman. Foi premiado pela George and Nora London Foundation e pelo concurso Laffont do Metropolitan Opera em 2023. Ingressou na Academia da Ópera Nacional de Paris em setembro de 2024.
Clemens Frank – Áustria – Bizet e seus Contemporâneos
Clemens Frank estudou canto na Universidade de Música de Viena, onde concluiu o bacharelado com distinção e iniciou o mestrado em Vocal Performance. Venceu os concursos Zukunftsstimmen e Lions Music Award Áustria, e foi finalista do SWR Junge Opernstars 2024. É bolsista do fundo Anny Felbermayr. Em setembro de 2024, ingressou na Academia da Ópera Nacional de Paris.
Daria Akulova – Ucrânia – Bizet e seus Contemporâneos
Nascida em Dnipro, na Ucrânia, Daria Akulova iniciou-se no canto e nas artes dramáticas aos 5 anos. Formada em canto e piano, venceu o concurso nacional B. Gmyrya em 2016. Estudou na Academia Tchaikovsky de Kiev, onde obteve graduação e mestrado. Em 2022, recebeu bolsa presidencial e venceu o Concurso Internacional de Música de Lugano. Participou de concertos na Suíça, Itália, Bulgária e Ucrânia. Em 2024, ingressou na Academia da Ópera de Paris.
Isobel Anthony – Estados Unidos – Bizet e seus Contemporâneos
A soprano Isobel Anthony estreou na Lyric Opera de Chicago e na Santa Fe Opera, com destaque para The Righteous, de Gregory Spears, e Der Rosenkavalier, de Strauss. Participou de estreias mundiais de compositores contemporâneos na Bienen School of Music. É mestra em canto e ópera pela Northwestern University e bacharel em Linguística pela Universidade de Yale. Em setembro de 2024, passou a integrar a Academia da Ópera Nacional de Paris.
Lorena Pires – Brasil – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos
A soprano Lorena Pires é bacharel em Canto pela Faculdade de Música do Espírito Santo. Estreou profissionalmente em 2019 e, desde então, vem interpretando papéis como Zweite Dame (Die Zauberflöte), Arbace (Catone in Utica), Lauretta (Gianni Schicchi) e Anna (Nabucco). Em 2024, fez sua estreia internacional no Uruguai com a Camerata Antiqua de Curitiba. Premiada em concursos nacionais, é considerada o novo destaque da cena lírica brasileira. Participou de recital na Ópera de Paris em abril de 2025 e fará seu debut como Clara em Porgy and Bess no Theatro Municipal de São Paulo. Ingressa como residente na Academia da Ópera Nacional de Paris em setembro de 2025.
Luis Felipe Sousa – Brasil – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos
Natural do Brasil, Luis-Felipe Sousa é formado em canto lírico pela Universidade de São Paulo e mestre em musicologia e interpretação pela Unicamp, onde atuou no Ópera Studio e no coro contemporâneo de Campinas. Iniciou sua carreira como solista na companhia Minaz, em Ribeirão Preto, e desde então interpretou papéis como Figaro, Don Basilio, Seneca e Simone. Premiado em diversos concursos nacionais e internacionais, apresentou-se no Brasil e na Europa, incluindo Itália, Alemanha, Áustria e Luxemburgo. Ingressou na Academia da Ópera Nacional de Paris em 2023, onde atuou em Street Scene, L’Isola Disabitata e L’Enfant et les Sortilèges.
Sima Ouahman – França – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos
Nascida em Paris e radicada em Bordeaux, a soprano irano-marroquina Sima Ouahman iniciou seus estudos musicais aos sete anos no Conservatório de Bordeaux. Descobriu o canto lírico na classe de Maryse Castets e aperfeiçoou-se com mestres como Claudia Visca e Béatrice Uria Monzon. Integrou a Academia da Ópera Nacional de Paris em 2023. Em 2025, recebeu o Prêmio Lírico da AROP.
A soprano brasileira Juliana Kreling iniciou seus estudos aos 8 anos no projeto Vale Música, em Belém, e estreou aos 18 como Serpina em La Serva Padrona, no Theatro da Paz. Atuou em produções como Suor Angelica, Amahl and the Night Visitors e As Bodas de Fígaro. Estudou na UNICAMP e no Conservatório Leo Kestenberg, em Berlim, além de integrar o estúdio de ópera de Carlos Montané, nos EUA. Cantou as Bachianas nº5 ao lado de David Chew. Atualmente, cursa canto na Universidade Mozarteum de Salzburgo com Michèle Crider e se apresenta como solista em igrejas e salas de concerto na Áustria.
Ramon Theobald – Brasil (artista convidado) – Mélodies françaises, Melodias brasileiras
Natural do Brasil, Ramon Theobald é formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com passagem pela Hochschule für Musik de Karlsruhe por meio de bolsa do DAAD. Trabalhou com artistas como Jessica Pratt, Lawrence Brownlee, Lisette Oropesa e Yusif Eyvazov. Premiado em diversos concursos no Brasil, apresentou recitais no país e na Alemanha. Integrou a Academia da Ópera Nacional de Paris de 2021 a 2023.