Regência como Arte com o maestro Ricardo Rocha na Escola de Música Villa-Lobos

Um dos maiores nomes da cena contemporânea da música de concerto no Brasil, com 40 anos de trajetória nacional e internacional, o maestro Ricardo Rocha, fundador e diretor musical da Cia. Bachiana Brasileira, vai ministrar o Curso Regência como Arte, na Escola de Música Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Serão sete encontros nos meses de março (14,21 e 28) e abril (4,11,18 e 25), sempre aos sábados, das 10h às 14h30. Podem participar alunos ativos em regência e ouvintes. Informações e Inscrições: (21)3556-8404 ou através do site https://www.emvilla-lobos.com/regencia

O trabalho de um maestro vai muito além da sua capacidade e preparo para a análise de partituras de porte sinfônico — sejam elas de orquestra, coro ou banda — ou mesmo do necessário domínio da técnica gestual para a condução e interpretação de um texto musical. Esse é o papel do diretor musical. No entanto, como o seu instrumento não responde ao toque direto dos dedos sobre teclas, à pressão dos arcos sobre as cordas, ao sopro das madeiras e metais ou aos golpes na percussão, o que entra em jogo é a busca pela resposta sonora conjunta de músicos diversos e singulares do ponto de vista etário, social, sexual, religioso, técnico e filosófico.

Este é o diferencial na formação de Ricardo Rocha: a demanda por uma habilidade específica de liderança. Ela exige não só maturidade no conhecimento da natureza humana, como também a empatia necessária para que seja aberto o “santuário do espírito” de cada músico. Ao fazê-lo, o instrumentista entrega ao maestro, em confiança, não apenas o som do instrumento que toca, mas a sonoridade própria de sua alma — aquele som individual cultivado desde os primórdios de sua formação.

“Essa é a razão pela qual cada maestro extrai um som diferente diante de um mesmo conjunto e com uma mesma partitura: o grupo reflete, sinergicamente, o amálgama resultante dos sons de cada indivíduo. Este é o mistério da Regência. Ela não se resume à maneira como o regente pontua o discurso musical (como um ator lendo um texto), mas ao fato de que o timbre do conjunto muda conforme o maestro, ganhando uma personalidade sonora que é a própria voz do regente. É um processo rigorosamente empático e espiritual, que não se pode aprender em livros ou produzir mecanicamente. Aqui se discerne a diferença sutil entre o maestro, que orienta e conduz, e o regente, que aponta a direção e a induz. São qualidades distintas que precisam caminhar juntas” – ressalta Ricardo Rocha.

Assim, este curso de introdução à Regência Coro-Orquestral é inédito. Ele não se reduz às questões de uma técnica gestual eficiente ou à análise de padrões musicais; antes, ele também se compromete a abordar as questões subliminares e sutis entre a condução e a indução.
Esta é a “caixa de surpresas” a ser revelada por essa Escola de Regência aos que tiverem interesse em conhecê-la. O curso é aberto a jovens iniciantes, profissionais e professores de regência, sem restrição de idade.

Sobre o maestro Ricardo Rocha
https://ricardo-rocha.mozellosite.com
Matérias e atividades contempladas:
Fundamentos de Regência e Técnica gestual
Análise estrutural das obras
Regência com piano
Aspectos teóricos em geral, em especial sobre liderança
Ensaios realizados com alunos ativos e assistência de ouvintes

Aulas teóricas e regência com piano
Aspectos teóricos:
– Dados sobre o compositor, a obra e o estilo de época;

Análise estrutural
– Abordagem da partitura do todo para a parte
– Identificação de padrões: temas, motivos principais, seções
– Identificação e nomeação de cada evento
– Mapeamento: criação gráfica, em papel, das seções e subseções da obra para a configuração da sua arquitetura

Regência: – Técnica gestual
– Análise de soluções de Regência para os principais trechos
– Regência com piano
– Batuta: ferramenta de clareza e direção; técnica de uso

Obras para as oficinas: Um painel didático
Regência orquestral binária
1 – Beethoven, Sinfonia No.1 in C major, Op.21 – Primeiro movimento

Regência coro-orquestral temária
2 – Bach, Coral da Cantata BWV 147, “Jesus, alegria dos Homens”

Regência orquestral quaternária (binária composta)

3- Villa-Lobos, Prelúdio da Bachianas Brasileiras n.4
4 – Sibelius, Poema Sinfônico para orquestra, opus 26

Regência coro-orquestral quaternária (binária composta)

5- Mendelssohn, Oratório ‘Elias’, coro 29

Regência orquestral em 6/8 (binária composta)

6- Schubert, Sinfonia No. 5 in Si b maior, D 485 – Segundo movimento
Obs.: Todas essas obras poderão ser baixadas gratuitamente do site IMSLP, até por serem partes ou movimentos de um volume maior. No entanto, os interessados em colocarem o “Finlândia” em seu repertório, única obra completa de nosso programa, sugerimos que adquiram a partitura impressa da Editora Breitkopf & Härtel, que é que usaremos (pode ser outra!). A livraria MUSIMED, de Brasília, deve tê-la. Entretanto, a mesma poderá ser de outra editora.

Matérias e atividades contempladas:
Fundamentos de Regência e Técnica gestual
Análise estrutural das obras
Regência com piano
Aspectos teóricos em geral, em especial sobre liderança
Ensaios realizados com alunos ativos e assistência de ouvintes

– Taxa de inscrição: R$ 100,00 – Categorias:
. Ouvintes: + 2 de R$ 100, (total R$ 300)
. Ativos, até 12: + 2 de R$ 250 (total R$600)
. Vagas como contrapartida para a EMVL: 2

– Certificados:
. Todos os participantes do curso A Regência como Arte, uma oficina de Iniciação à Regência Coro-Orquestral em 7 aulas com um mínimo de 75% de presença, terão direito ao Certificado de sua participação no curso.

. O certificado tem validade como curso de extensão universitária, distingue a categoria do participante (ativo/ ouvinte), descreve as obras trabalhadas e registra a carga horária, as datas e o local do evento, sendo assinados pelo Maestro, devidamente qualificado no impresso.

Serviço:
Regência como Arte – Curso em 7 aulas com o maestro Ricardo Rocha
Inscrições abertas
Local: Escola de Música Villa-Lobos
Endereço: Rua Ramalho Ortigão,nº 9 – Centro, Rio de Janeiro
Informações e Inscrições:(21)3556-8404 ou através do site https://www.emvilla-lobos.com/regencia

Realização: Escola de Música Villa-Lobos | FUNARJ | Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro
Apoio: Leia Brasil – Organização Não Governamental De Promoção Da Leitura

Jovens de Fernando de Noronha recebem capacitação gratuita sobre produção cinematográfica

Iniciativa acontece no Lab Noronha nos dias 26 e 27 de fevereiro como prévia do Festival de cinema Noronha 2B, que acontece de 3 a 6 de março

De 3 a 6 de março de 2026, o arquipélago pernambucano Fernando de Noronha se transforma na capital nacional das film commissions com a realização do terceiro fórum Noronha 2B. O festival de cinema reúne profissionais do setor audiovisual, gestores públicos, produtores e representantes de film commissions do Brasil e do exterior, além de promover uma programação aberta ao público, com projeções de filmes ao ar livre, apresentações musicais, mesas de debate, oficinas e masterclasses. Todas as atividades são gratuitas.

Antes da abertura oficial, no entanto, o festival começa pela base. Nos dias 26 e 27 de fevereiro, o Noronha 2B realiza o laboratório Olhar de Dentro, uma oficina de documentário voltada a jovens moradores da ilha. A iniciativa acontece no Lab Noronha em parceria com a Escola de Referência em Ensino Médio Arquipélago Fernando de Noronha e o próprio Lab Noronha.

Ministrada pelo cineasta Jeferson Vainer com participação especial do cineasta e diretor cultural Zeca Brito, a oficina propõe uma imersão prática nos fundamentos do audiovisual, percorrendo as principais etapas da produção cinematográfica, da construção de roteiro à captação de imagem e som. Mais do que ensinar técnica, a proposta é convidar os participantes a exercitar a escuta e a narrativa documental a partir da realidade que os cerca.

O eixo central do laboratório é a memória da ilha. Os próprios jovens irão escolher duas personalidades memoráveis de Fernando de Noronha, figuras cuja trajetória represente os saberes e a identidade do arquipélago. A partir dessa escolha, serão produzidos minidocumentários que integrarão a programação oficial do Noronha 2B, colocando o olhar da juventude no centro da narrativa do festival.

A programação formativa se amplia no dia 2 de março com a oficina A Ilha Conta, conduzida pela gestora cultural Mariana Abascal. Voltada à comunidade, a atividade aborda os fundamentos da produção cultural e apresenta os bastidores que sustentam a realização de projetos e eventos no setor audiovisual.

Ao antecipar sua agenda com ações gratuitas de formação, o Noronha 2B reforça um posicionamento claro: Fernando de Noronha não é apenas cenário para eventos. É território de produção cultural, memória e identidade. Ao integrar jovens ilhéus à programação e valorizar histórias locais, o festival amplia seu diálogo com a comunidade e consolida uma edição que começa pela escuta.

Durante os dias 3 a 6 de março, além da programação aberta ao público, o evento também promove o N2B WIP LAB, mercado audiovisual e laboratório de projetos voltado a profissionais do setor, fortalecendo conexões entre cinema, território e desenvolvimento regional.

Laboratório de preservação audiovisual da UFF resgata as primeiras obras do cineasta Guilherme de Almeida Prado

O projeto restaurou seis longa-metragens do artista, da década de 1970, e os disponibiliza gratuitamente para o público

O Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (Lupa-UFF) acaba de disponibilizar, para exibição gratuita, quatro filmes do cineasta Guilherme de Almeida Prado. Após um longo trabalho de digitalização e restauração, as películas estão disponíveis no site do projeto dos filmes Super 8 do artista.

 

O projeto tem como objetivo capturar os primeiros passos do cineasta paulista, ainda na década de 1970, que posteriormente dirigiu mais de uma dezena de longas-metragens. A iniciativa contou com a participação ativa de Guilherme, que preservou os rolos de filmes Super 8, formato cinematográfico desenvolvido nos anos 1960 como um aperfeiçoamento do antigo formato 8 mm, em sua coleção pessoal. Conduzidos para o Lupa pelo pesquisador Fábio Vellozo, todos os rolos foram inspecionados, higienizados e digitalizados em 2K de resolução. O site ainda traz uma série de textos inéditos que contextualizam a produção do cineasta.

 

O acervo é composto pelos filmes “Monótonus” (1972-1973), “Sistema de lazer” (1974), “Varal” (1974) e “São Paulo pode parar?” (1974). Além destes, em breve, mais duas obras estarão disponíveis:  “Mentes em fuga para um paraíso” (1973) e “Exercício de espera” (1976), que também passaram por um processo de restauração digital, mas só poderão ser acessadas no site após exibição em festivais. Os últimos foram resgatados de danos físicos, encolhimento e descoramento.

 

O trabalho do Lupa permite que o público assista a estas obras raras — muitas delas cópias únicas — com uma qualidade fiel à sua concepção original, revelando as primeiras experimentações estéticas do diretor.

 

Para abordar com mais profundidade o projeto e o trabalho do laboratório, o professor Rafael de Luna Freire, do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF, está disponível para conceder entrevistas.

 

Sobre o Lupa 

O Lupa é um laboratório multiusuário, vinculado ao Departamento de Cinema e Vídeo da UFF. Um dos seus objetivos principais é atuar como um arquivo dedicado à preservação da produção e a cultura audiovisual amadora do estado do Rio de Janeiro. Assim, possui um vasto acervo de obras realizadas desde os anos 1920, que incluem filmes familiares, universitários, institucionais, documentários, publicitários, entre outros.

Professora da Rede Municipal de Teresópolis é destaque no Prêmio Educador Transformador

Cristina Kenupp foi contemplada com o 2º lugar por projeto voltado para educação inclusiva

Com o projeto ‘O que os dedos sentem, o coração preenche!’, a professora da Rede Municipal de Ensino de Teresópolis, Cristina Kenupp, foi contemplada com o 2º lugar estadual na categoria ‘Inclusão e Sustentabilidade na Educação’ do Prêmio Educador Transformador 2026, iniciativa do Sebrae, Instituto Significare e Bett Brasil (Feira Educacional). A premiação destaca professores e gestores de instituições de ensino que buscam inovar na Educação.

O projeto de Cristina Kenupp tem como objetivo desenvolver a percepção tátil, a imaginação e o vínculo emocional de crianças com deficiência visual por meio da arte acessível, utilizando o sistema Braile como base para a criação de imagens inspiradas em histórias consagradas e livros de pintura adaptados. A professora explica que na ausência da visão, os demais sentidos tornam-se pontes para o mundo. A sensibilidade tátil, em especial, precisa ser estimulada para que crianças com deficiência visual desenvolvam não apenas a leitura tátil, mas também a imaginação, a expressão artística e a autonomia.

“O que a gente propõe é o estímulo e o fortalecimento do Sistema Braille como modo de escrita e leitura tátil, integrando-o à arte e à literatura infantil. Ao transformar pontos Braille em formas visuais e narrativas, criamos experiências sensoriais que permitem às crianças explorarem histórias e imagens com os dedos e com o coração. No projeto, apresentei livros escritos por alunas da Escola Municipal Vera Pedrosa”, explica Cristina Kenupp, pontuando que a iniciativa tem como público-alvo crianças com deficiência visual, entre 6 e 12 anos, em escolas públicas ou instituições inclusivas.

“Na Educação Inclusiva, cada passo é uma conquista para os alunos, para os professores e para todos que caminham juntos nesse processo de descobertas. Nossa intenção é ampliar o horizonte das crianças e multiplicar suas possibilidades. O resultado vai muito além da sala de aula: é autonomia, confiança e vida em movimento!”, comenta, emocionada, a professora.

Na Escola Municipal Vera Pedrosa, Cristina realiza um trabalho formidável com alunos que possuem deficiência visual, como a Emily, de 8 anos, que cursa o 1º ano. O projeto também está presente nas demais escolas da Rede Municipal que atendem estudantes com deficiência visual e/ou auditiva.

‘O que os dedos sentem, o coração preenche!’

A metodologia usada pela professora no ensino aos alunos com deficiência visual e/ou auditiva inclui atividades lúdicas para reconhecimento dos pontos Braille; seleção de contos infantis com forte apelo visual e emocional; adaptação das imagens para o sistema Braille em relevo; pintura com tintas texturizadas e materiais sensoriais (gel, areia, algodão, etc.); leitura oral das histórias enquanto as crianças exploram as imagens com os dedos e estímulo à criação de narrativas próprias; e mostra dos trabalhos em espaço acessível, com legendas em Braille e audiodescrição, com a participação das famílias e da comunidade escolar.

A professora destaca que o projeto tem como metas o fortalecimento do uso do Braille como ferramenta de leitura e escrita; a ampliação das possibilidades de expressão e aprendizagem para crianças com deficiência visual; e a sensibilização da comunidade escolar sobre a importância da acessibilidade e da inclusão.

Cristina Kenupp é Doutora e Mestre em Educação (Unesa), especialista em Libras, Educação Especial e Psicopedagogia. Professora de Educação Inclusiva na Faetec e itinerante na Prefeitura de Teresópolis, atuando na inclusão de estudantes com surdez, deficiência visual e surdocegueira. Membro do Grupo de Pesquisa em Surdocegueira do Núcleo de Atendimento Educacional para Pessoas com Surdocegueira (GEPES/NAEPS).

Fotos: Jorge Maravilha

Espaço Tápias de portas abertas para semana especial com aulas gratuitas na Barra da Tijuca

Entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026, um dos principais endereços no Rio de Janeiro dedicado à dança e artes em geral, o Espaço Tápias realiza a Semana de Portas Abertas, iniciativa que oferece aulas gratuitas ao público interessado em conhecer de perto os cursos anuais e o coletivo artístico, para ocupar o espaço ao longo do ano. A ação acontece na sede da instituição, na Barra da Tijuca, e integra sua política permanente de democratização do acesso à arte e à formação em dança.

Durante cinco dias, artistas e professores apresentam suas metodologias em aulas abertas, proporcionando uma imersão nas diferentes linguagens e práticas desenvolvidas no espaço — com ênfase na dança contemporânea e em seus múltiplos desdobramentos. A proposta é permitir que novos alunos experimentem a vivência artística antes de ingressar nas turmas regulares.

Com vagas limitadas, a programação deve ser consultada previamente via WhatsApp (21 97279-9684). Além das aulas gratuitas, o Espaço Tápias oferece a possibilidade de bolsas de até 100%, de acordo com o perfil do candidato e a disponibilidade de cada turma — reforçando o compromisso da instituição com inclusão e formação de novos talentos.

Um polo de criação e formação na dança contemporânea

Inaugurado em 30 de abril de 2022, na Avenida Armando Lombardi, o Espaço Tápias nasceu com o propósito de transformar vidas por meio da arte. Sob direção de Giselle Tápias e Flávia Tápias, nomes reconhecidos nacionalmente e internacionalmente, o centro cultural consolidou-se como um núcleo de incentivo à criação, à pesquisa e à circulação da dança contemporânea no Brasil.

A estrutura conta com salas destinadas a aulas e ensaios, além da Sala Maria Thereza Tápias, voltada para espetáculos, encontros e apresentações artísticas. O espaço também acolhe artistas e professores independentes, fomentando um ambiente colaborativo de experimentação e intercâmbio.

A Semana de Portas Abertas representa não apenas uma oportunidade de conhecer cursos, mas de entrar em contato com um ecossistema artístico que articula formação, produção e difusão cultural.

Serviço
Semana de Portas Abertas – Espaço Tápias
📅 23 a 27 de fevereiro de 2026
📍 Av. Armando Lombardi, 175 – 2º andar – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
📞 Informações e inscrições: (21) 97279-9684 – WhatsApp

A iniciativa conta com patrocínio do Instituto Cultural Vale e da ENGIE, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com realização do Ministério da Cultura – Governo Federal.

Livro sobre Anísio Teixeira será lançado

Com organização do professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenador-geral do Fórum Estadual de Educação do RJ (FEE/RJ) e presidente do Fórum Nacional de Gestão Democrática da Educação (FORGEDE), Waldeck Carneiro, será lançado nesta segunda-feira (23/02), às 18h, na Livraria Blooks, em Botafogo, mais um título da Coleção “Diálogos com Pensadores da Educação Brasileira”. O homenageado da vez é o gestor, professor e estadista da educação Anísio Teixeira com a obra “Educação e Democracia em Anísio Teixeira”, com dezoito autores, prefácio do sociólogo e filósofo Luiz Antônio Cunha, pósfácio da professora titular da UERJ e da UFF Nilda Alves e com depoimento de Clarice Nunes, Doutora em Ciências Humanas, dedicada à História da Educação.

Sobre a Coleção “Diálogos com Pensadores da Educação Brasileira”

Publicada pela Nitpress, a coleção reúne estudos aprofundados sobre grandes nomes da educação no Brasil. Com forte base acadêmica, a coleção foca em figuras centrais, incluindo Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes e Anísio Teixeira, visando revisitar e atualizar suas obras. A coleção, que também se prepara para destacar pensadoras da educação, é descrita como uma coletânea de alto nível intelectual.

Volumes e Destaques da Coleção:

• Vol. 1 – Diálogos com Paulo Freire (2021/2022): Lançado no centenário de Freire, analisa o patrono da educação com textos de diversos pesquisadores;

• Vol. 2 – Tributo ao Centenário de Darcy Ribeiro (2022/2023): Foca no educador e antropólogo como pensador, político e gestor;

• Vol. 3 – Florestan Fernandes: Volume dedicado ao sociólogo e pensador da educação;

• Vol. 4 – Educação e Democracia em Anísio Teixeira (2025/2026): Analisa o pensador, gestor e estadista da educação.

*Sobre Anísio Teixeira*

Oficialmente reconhecido, no dia 15 de outubro de 2024, Dia do Professor, como “Patrono da Escola Pública Brasileira”, Anísio Teixeira esteve, durante doze anos, à frente de uma instituição que tem hoje o seu nome: o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O educador foi um dos criadores da escola pública no Brasil e defensor da democratização do ensino e da transformação social por meio da educação. Sempre defendeu a criação de uma rede de ensino que atendesse a todos, desde os primeiros anos nas escolas até a formação universitária.

Nascido em 1900, em Caetité (BA), Anísio Teixeira formou-se em direito pela Universidade do Rio de Janeiro, estado do qual foi secretário de Educação. Jurista, intelectual e escritor, foi muito atuante na década de 1930, quando o país vivia o auge de um debate em prol da universalização da escola pública, laica, gratuita e obrigatória. Na época, integrou o grupo de educadores responsáveis pelo Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que propunha a reforma do sistema de ensino brasileiro.

Defendia uma educação construtivista, na qual os alunos atuariam como agentes transformadores da sociedade. Manifestava constantemente preocupação com uma educação que fosse “livre de privilégios”, e se dizia contra a educação como “processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância”, motivo pelo qual se dizia inconformado com a alta taxa de analfabetismo do país.

Entre o seu legado, está a criação da Universidade do Distrito Federal, em 1935, durante sua passagem pela Secretaria de Educação da Bahia, em 1950; e a fundação da Escola Parque (Centro Educacional Carneiro Ribeiro), em Salvador – instituição considerada pioneira por trazer, em sua gênese, a proposta revolucionária de educação profissionalizante e integral, voltada para as populações mais carentes.

Foi também foi um dos idealizadores do projeto que resultou na criação da Universidade de Brasília (UnB), inaugurada em 1961, da qual veio a ser reitor em 1963. Foi convidado para assumir o Inep após a morte prematura de Murilo Braga em acidente aéreo. Para assumir o novo cargo, deixou a Campanha de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.

Durante o Regime Militar, em 1964, foi para os Estados Unidos, para lecionar nas universidades de Colúmbia e da Califórnia. De volta ao Brasil, em 1966, tornou-se consultor da Fundação Getúlio Vargas.

Bacia Escola consolida tecnologia social para gestão sustentável da água no estado do Rio

 

O projeto atua em Bom Jardim e Angra dos Reis e já contabiliza mais de 7 mil participações diretas em mais de 250 atividades ao longo da sua existência


Desenvolvida a partir do diálogo entre universidade e comunidades locais, a tecnologia social Bacia Escola vem se consolidando como uma estratégia estruturante para a gestão sustentável dos recursos hídricos no estado do Rio de Janeiro. Criada em 2017 no âmbito da Universidade Federal Fluminense (UFF), a iniciativa utiliza a bacia hidrográfica como unidade de referência para integrar educação ambiental, ciência cidadã, prevenção de desastres e fortalecimento da governança comunitária.

 

Atualmente, o projeto está implantado em duas regiões estratégicas: a Bacia Escola do Retiro, em Angra dos Reis, e a Bacia Escola da Barra de Santa Tereza, em Bom Jardim. Nos dois territórios, a água funciona como eixo articulador de ações participativas que resultaram em avanços concretos, como melhorias no saneamento básico, no abastecimento de água, na educação ambiental e na organização comunitária para a tomada de decisões sobre o uso do território.

 

Ao longo de quase uma década, a Bacia Escola já contabiliza mais de 7 mil participações diretas em mais de 250 atividades, envolvendo alunos de escola pública, estudantes universitários , professores e moradores locais. As ações incluem aulas-passeio, monitoramento ambiental participativo, implantação de sistemas de saneamento ecológico e práticas sustentáveis, além da construção coletiva de Planos de Ação Comunitários voltados à resiliência socioambiental e à adaptação às mudanças climáticas.

 

Além das atividades diretamente relacionadas ao saneamento, o projeto também incorpora práticas sustentáveis no próprio campus universitário. Entre elas estão a compostagem dos resíduos vegetais da manutenção, que antes eram destinados ao aterro sanitário e hoje são reaproveitados nas hortas agroecológicas. Na moradia estudantil, um biodigestor transforma restos de alimentos em biogás, utilizado no fogão da própria moradia, e em biofertilizante líquido, aplicado nas hortas.

 

“As ações não melhoram apenas a saúde dos moradores locais, mas beneficiam também todos os usuários desses territórios, como os frequentadores da praia do Retiro, e futuramente a população atendida pelo córrego Santa Tereza, em Bom Jardim”, explica Anderson Mululo Sato, professor do Instituto de Educação de Angra dos Reis da UFF e coordenador do projeto. Segundo ele, o avanço dessas iniciativas contribui para reduzir conflitos pelo uso da água e fortalecer modelos de governança comunitária.

 

“Quando falamos em sustentabilidade, estamos nos referindo também à  prevenção de desastres, seja por falta ou por excesso de água, e de um modelo de governança que nasce do diálogo entre saberes acadêmicos e comunitários”, finaliza o pesquisador.

 

 

 

Prefeitura de Niterói abre inscrições para novos cursos de gastronomia no Fonseca

Escola de Gastronomia Popular Nédio José Mocellin oferece 96 vagas gratuitas até 19 de fevereiro

A Prefeitura de Niterói está com inscrições abertas para novas turmas da Escola de Gastronomia Popular Nédio José Mocellin, no Fonseca, ampliando a oferta de formação profissional gratuita na área de alimentação. Ao todo, são 96 novas vagas destinadas a moradores da cidade, com prioridade para beneficiários da Moeda Arariboia. As inscrições ficam abertas até a próxima segunda-feira, dia 19 de fevereiro, e devem ser realizadas exclusivamente pelo site https://niteroi.rj.gov.br/escoladegastronomia.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária (Semases), em parceria com o Senac RJ, e tem como objetivo promover inclusão produtiva, geração de renda e qualificação profissional para a população em situação de vulnerabilidade social e para o público em geral.

As aulas começam a partir do dia 24 de fevereiro e serão realizadas na sede da Escola de Gastronomia Popular, localizada acima do Restaurante Popular de Niterói, no bairro do Fonseca.

Nesta nova etapa, serão oferecidos quatro cursos voltados à formação prática e ao mercado de trabalho: Técnicas para Ajudante de Cozinha, Assistente de Confeitaria, Bolos e Geleias e Cozinha Profissional – Técnicas Clássicas. Cada candidato poderá se inscrever em apenas um curso, sendo necessário ter mais de 18 anos.

Desde sua inauguração, em fevereiro de 2025, a Escola de Gastronomia Popular já contabiliza resultados expressivos, com mais de 1.200 matrículas realizadas, 21 cursos ofertados, 52 turmas formadas e centenas de certificados emitidos, consolidando-se como uma importante política pública de qualificação profissional em Niterói.

O processo de seleção será feito por sorteio, caso o número de inscritos ultrapasse o total de vagas. O resultado preliminar será divulgado no dia 17 de fevereiro, no site da Prefeitura e nas redes sociais institucionais. As matrículas presenciais ocorrerão entre os dias 18 e 23 de fevereiro, mediante apresentação de documentação.

Serviço: Escola de Gastronomia Popular Nédio José Mocellin
Local: Alameda São Boaventura, 1066 – Fonseca
Inscrições: até 19 de fevereiro (https://niteroi.rj.gov.br/escoladegastronomia)
Resultado: 17/02
Matrículas: entre os dias 18 e 23/02, das 9h às 17h, na Escola de Gastronomia

Cursos oferecidos:

Técnicas para ajudante de cozinha | Início: 06/03 | Terça e quinta (Tarde)
Assistente de Confeitaria | Início: 06/03 | Segunda, quarta e sexta (Tarde)
Bolos e Geleias | Início: 10/03 | Terça e Quinta (Manhã)
Cozinha Profissional Técnicas Clássicas | Início 02/03 | Segunda, quarta e sexta (Manhã)

Calendário Escolar no período de Carnaval

A Prefeitura de Búzios, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (SEMED), informa à comunidade escolar as alterações no calendário letivo em razão do feriado de Carnaval. Conforme decreto municipal, será ponto facultativo no dia 13 de fevereiro. Além disso, haverá recesso escolar nos dias 19 e 20 de fevereiro.

Dessa forma, as unidades da rede municipal de ensino retomarão as atividades regulares no dia 23 de fevereiro. A SEMED orienta pais, responsáveis, estudantes e profissionais da Educação a ficarem atentos às datas e reforça que o planejamento segue garantindo o cumprimento do calendário letivo anual.

Em caso de dúvidas, a Secretaria permanece à disposição da comunidade escolar.

Prefeitura de Niterói firma parceria com Governo Federal para implantar programa Mais Ciência na Escola

Saiba mais em: https://visit.niteroi.br/carnaval-niteroi-2026-ordem-dos-desfiles-no-caminho-niemeyer/

Iniciativa vai criar laboratórios em 12 escolas da rede municipal de Ensino Fundamental II

A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Educação, firmou uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para implantar o programa Mais Ciência na Escola na rede municipal de ensino. A iniciativa vai contemplar 12 escolas de Ensino Fundamental II, com a criação de laboratórios de ciências e tecnologia dentro das unidades, fortalecendo a educação científica e o letramento digital dos estudantes do município. A iniciativa tem previsão de início em 2026.

Com a implantação do programa, as escolas passarão a contar com espaços permanentes voltados à experimentação científica, à cultura maker e ao desenvolvimento de projetos interdisciplinares. Os novos laboratórios serão estruturados a partir de experiências já consolidadas na rede municipal, principalmente as desenvolvidas nos clubes do Centro de Formação Darcy Ribeiro, no Barreto, que se tornaram referência em práticas inovadoras de ensino.

“Essa parceria reforça o compromisso de Niterói com uma educação pública de qualidade, conectada com o presente e preparada para o futuro. O programa Mais Ciência na Escola amplia o acesso dos alunos da rede municipal a laboratórios e práticas pedagógicas voltadas à tecnologia e à inovação, fortalecendo o aprendizado dos estudantes”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

O Mais Ciência na Escola é desenvolvido pelos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Além da infraestrutura, ele prevê planos de atividades pedagógicas, formação continuada de professores e concessão de bolsas para docentes e estudantes, fortalecendo a parceria entre as escolas e instituições científicas, tecnológicas e de inovação. As ações estão alinhadas às competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e contribuem para a implementação da Política Nacional de Educação Digital (PNED).

Para o secretário municipal de Educação, Bira Marques, a chegada do programa fortalece um trabalho que já vem sendo desenvolvido no município.

“Niterói já investe em inovação educacional, com ações estruturadas nas áreas de ciência, tecnologia e linguagens, especialmente por meio dos clubes implantados no Centro de Formação Darcy Ribeiro. O Programa Mais Ciência se soma a essa trajetória, amplia o alcance dessas iniciativas e garante que todos os alunos do Ensino Fundamental II tenham acesso a um aprendizado prático dentro das suas próprias escolas”, destacou.

Excelência Pedagógica – Referência no município, o Centro de Formação Darcy Ribeiro concentra iniciativas como o Clube de Linguagens, o Clube de Inovação e o Clube Maker, com atividades voltadas à ciência, tecnologia, robótica, programação e cultura maker para os estudantes da Rede Municipal de Educação. Nos espaços, são desenvolvidas ações que incentivam o protagonismo estudantil, a criatividade, o pensamento crítico e a aprendizagem prática, além de promover a formação continuada de professores e a produção de conteúdos pedagógicos inovadores.

O Centro de Formação também conta com um estúdio para gravação de podcasts e videoaulas, ampliando a produção de conteúdos pedagógicos e fortalecendo práticas inovadoras de ensino e experiências.

Foto: Léo Fonseca