Sextas lúdicas na Oficina do Parque

Com as férias escolares se aproximando, a dica é a atividade ‘Sextas lúdicas’, promovida pela Oficina do Parque, uma Organização da Sociedade Civil (OSC) fundada em janeiro de 2003, com sede no bairro Maceió, em Niterói (RJ).

A partir do dia 10 de janeiro de 2025, sempre às sextas, até 27 de fevereiro de 2026, a criançada de todas as idades vai ter uma programação intensa, como gincana com jogos educativos; oficina de brinquedos, com reúso de materiais recicláveis; contação de histórias; entre outras brincadeiras.

O objetivo da Oficina do Parque é promover o desenvolvimento humano e comunitário, por meio da articulação entre cultura, educação, tecnologia e sustentabilidade, contribuindo para a construção de sociedades mais justas, criativas e participativas.

A organização atua em territórios populares com estratégias metodológicas inovadoras, valorizando o protagonismo social, a diversidade e a transformação das realidades locais a partir do fortalecimento dos vínculos comunitários.

Serviço: ‘Sextas lúdicas’
Período: De 10 de Janeiro de 2025 a 27 de fevereiro de 2025, sempre às sextas
Horário: das 9h às 11h ou das 14h às 16h
Faixa etária: a partir dos 7 anos
Gincana com jogos educativos
Oficina de brinquedos (artesanato Infantil , com reuso de materiais )
Contação de histórias
Inscrições no local (Oficina do Parque), das 9h às 17h: Rua Demétrio de Freitas, 150 – Maceió, Niterói – de 5 a 8 de janeiro
Mais informações: (21) 96545-5012 ou na secretaria da Oficina do Parque
Atividade gratuita

Prefeitura de Niterói abre inscrições para colônia de férias do Nasce-Tibau

Programação terá atividades culturais e esportivas com foco na sustentabilidade

A Prefeitura de Niterói abre, nesta segunda-feira (05), as inscrições para a colônia de férias gratuita do Núcleo Avançado de Sustentabilidade, Cultura e Esporte (Nasce-Tibau), que oferece atividades culturais e esportivas com foco na sustentabilidade para todas as idades. A programação acontece de 19 a 23 e de 26 a 30 de janeiro. Os interessados devem fazer o cadastro pelo WhatsApp (21) 98775-5721, das 9h às 17h, ou presencialmente no Núcleo. O projeto é desenvolvido pela Prefeitura de Niterói, por meio da Administração Regional da Região Oceânica, e é gerido pelo Instituto Viva Mais.

Entre as atividades, estão: futebol, vôlei, percussão, trilha, entre outras, com direito a lanche especial. O objetivo é a valorização da cultura local e o desenvolvimento sustentável de comunidades específicas. Por meio de atividades cuidadosamente planejadas, o Nasce-Tibau resgata tradições, incentiva a economia criativa, fortalece os laços comunitários e promove a autonomia dos moradores.

O projeto é parte do Parque Orla Piratininga (POP) Alfredo Sirkis e está restaurando o ecossistema da Ilha do Tibau. O local é dedicado ao esporte e ao lazer e integra o conjunto de ações do município para a recuperação ambiental da Lagoa de Piratininga. A cada dia, vem melhorando a estrutura ambiental da ilha, com o plantio de espécies nativas. As ações de recuperação incluem paisagismo, iluminação pública, requalificação de vias e acessos existentes, além da implantação de um campo de grama sintética e de uma quadra de vôlei de areia.

Serviço:
Colônia de Férias do Nasce-Tibau
Datas: 19 a 23 de janeiro e de 26 a 30 de janeiro
Horário: das 8h30 às 12h
Inscrições: a partir de segunda-feira (05), pelo WhatsApp (21) 98775-5721, das 9h às 17h, ou presencialmente no projeto
Local: Ilha do Tibau – Piratininga
Atividades gratuitas

Curso de Teatro de Verão da Academia de Botafogo está com inscrições abertas

Programa intensivo de aulas é dividido em crianças, adolescentes e adultos

O Curso de Teatro de Verão da Academia de Botafogo (@academiadeteatro), que inicia no dia 7 de janeiro (Crianças e Adolescentes) e 10 de janeiro (Adultos) e está com inscrições abertas com vagas limitadas, é dividido em turmas para crianças, adolescentes e adultos, em diferentes módulos. Cada especialidade é conduzida por um profissional com forte atuação prática e reconhecida experiência de mercado: Élcio Romar, ator de novelas como A Gata Comeu, Barriga de Aluguel e A Próxima Vítima (Interpretação Adultos); Luiz Antônio do Nascimento, o Buscapé de “O Cravo e a Rosa” (Interpretação Criancas & Adolescentes); Mari Amorim (Expressão Corporal & Consciência de Movimento), Diretora de Movimento da peça “Senhor Diretor”; e Priscila Camargo, atriz, narradora e especialista em voz e oralidade (Contação de Histórias). “A proposta é oferecer uma imersão de três meses com foco em interpretação, expressão corporal, consciência de movimento, contação de histórias e performance para crianças, adolescentes e adultos, contando com montagens de espetáculos após o período do curso”, afirma a produtora cultural Márcia Gomes, diretora de produção de nomes consagrados da cena artística.

A ideia do curso nasceu de uma inquietação profissional. Após mais de 30 anos atuando como produtora teatral e acompanhando de perto processos de formação artística, Márcia Gomes percebeu um esvaziamento técnico em cursos livres de teatro, que passaram a priorizar entretenimento e improviso em detrimento de base, método e compromisso com o trabalho do ator. “O que eu via era muita gente oferecendo teatro como passatempo. Eu sentia falta de um espaço onde o aluno fosse tratado com seriedade, independentemente da idade ou do objetivo profissional. Afinal, eu sou cria d‘O Tablado nos tempos de Maria Clara Machado”, explica Márcia.

A partir dessa constatação, surgiu o projeto de um curso intensivo de verão, presencial, com tempo determinado, estrutura clara e professores que atuam de fato no mercado artístico. O critério para a escolha dos docentes não foi pela popularidade, mas sim tendo como referências trajetória, consistência e capacidade pedagógica. “O convite aos professores partiu de uma pergunta simples: quem eu confiaria para formar alguém que amo? A resposta sempre foi gente que conhece o palco, que já errou, acertou, caiu e construiu carreira com trabalho”, revela a produtora.

Equipe de Professores

Élcio Romar (Interpretação Adultos): Além de uma longa carreira como ator em novelas como A Gata Comeu, Barriga de Aluguel, A Próxima Vítima, Zazá, Vila Madalena, Caras & Bocas e Belaventura, também é um dos dubladores mais respeitados do país. Romar é a voz oficial de nomes como Michael Douglas, Woody Allen e Dan Aykroyd, tendo dublado personagens emblemáticos em animações e séries, incluindo Snarf (Thundercats) e Victor Baxter (As Visões de Raven), além de ter trabalhos em videogames como League of Legends e The Witcher 3.

Luiz Antônio do Nascimento (Interpretação Crianças & Adolescentes): Ator, diretor e arte-educador, ficou marcado pelo papel de Buscapé na novela “O Cravo e a Rosa”. Depois da TV, consolidou carreira no teatro, criando e dirigindo espetáculos e fundando sua própria escola de artes, a L2 In Cena. Luiz dedica-se à formação de novos atores, com didática que une técnica, espontaneidade e desenvolvimento emocional.

Mari Amorim (Expressão Corporal & Consciência de Movimento): Atriz e performer especializada em corpo, movimento e presença cênica. Atua como diretora de movimento em espetáculos do circuito carioca, incluindo a peça “Senhor Diretor”, desenvolvendo trabalhos de consciência corporal, ritmo, gestualidade e energia cênica. No curso, conduz o treinamento físico que amplia o alcance expressivo do ator.

Priscila Camargo (Contação de Histórias): Atriz de diversas novelas (Ti Ti Ti, Sonho Meu, Direito de Amar, Final Feliz, entre outras), narradora e especialista em voz e oralidade, trabalha técnicas de narrativa, entonação, ritmo e construção imaginativa, habilidades essenciais para atores, educadores e comunicadores. Sua abordagem une precisão técnica e criatividade, ampliando a capacidade do aluno de sustentar atenção e emoção por meio da palavra.

Direção

Iniciando sua paixão pela produção a partir de um curso de teatro em O Tablado, em 1991, Márcia Gomes possui uma trajetória sólida na produção teatral e na gestão de espetáculos, tendo atuado ao lado de artistas como Jorge Lafond, Fafy Siqueira, Sylvia Massari, Luiz Antônio do Nascimento, Silvio Guindane e diversos outros nomes marcantes da cena artística. Foi responsável, de 2012 a 2018, pela produção executiva do cantor Agnaldo Timóteo, além de ter dirigido o jornal Taí Negócios, experiência que reforça sua expertise em comunicação e coordenação de equipes.

Serviço

Informações e Inscrições: (21) 97145-9001 (WhatsApp)

Início das Aulas: 07 de janeiro (Kids/Teen) e 10 de janeiro (Adultos)

Duração: Três meses

Dias: Quartas e Sábados

Local: Rua Paulino Fernandes, 9, Botafogo

Mensalidades: Entre R$ 350 e R$ 450, com possibilidade de pagamento à vista com desconto (R$ 1.000 e R$ 1.200 para todo o ciclo)

Prefeitura de Niterói premia estudantes da rede municipal que fizeram desenhos sobre o futuro da cidade

https://niteroi.rj.gov.br/prefeitura-de-niteroi-anuncia-atracoes-musicais-e-esquema-especial-para-o-reveillon-2026/

Concurso fez parte das ações do plano estratégico Niterói Que Queremos 2050

A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME) e da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (SEPLAG), divulgou o resultado do II Concurso de Desenhos “Niterói do Amanhã”, iniciativa que integra o plano estratégico Niterói Que Queremos 2050. Ao todo, 227 crianças e adolescentes da Rede Municipal de Educação participaram da ação, envolvendo estudantes que expressaram, por meio da arte, suas visões sobre a cidade ideal do futuro.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou a importância da participação das novas gerações no planejamento da cidade.

“Queria parabenizar a vocês que participaram deste concurso. A gente está fazendo o plano (Niterói Que Queremos 2050) para o desenvolvimento de Niterói até 2050, que eu vou lançar depois do carnaval. A ideia é ter uma Niterói cada vez melhor. O prefeito tem que olhar para daqui a vários anos. Fiz isso em 2013 olhando para 2030. A gente conseguiu cumprir todas as metas. Conseguimos antecipar estas metas e por isso estou fazendo este plano até 2050. Em 2013, fizemos os desenhos com as crianças. Este ano, 15 mil cidadãos participaram da consulta sobre este plano de desenvolvimento. É uma alegria muito grande receber vocês. Se cada um fizer a sua parte e der a sua contribuição, a gente vai ter uma cidade melhor. Vocês fizeram desenhos lindos sobre o futuro de Niterói”, afirmou Rodrigo Neves.

O concurso contou com a participação de 25 unidades escolares, mobilizando alunos, professores e comunidades escolares em uma reflexão coletiva sobre planejamento urbano, sustentabilidade, inovação e inclusão social. No Grupo 1 (Ensino Fundamental 1), foram premiados Rosa Rodrigues Lima, da Escola Municipal Nossa Senhora da Penha, que conquistou o primeiro lugar; Gustavo Reis de Paula, da Escola Municipal Tiradentes, que ficou em segundo lugar; e Theo Vieira Nascimento, da Escola Municipal Paulo de Almeida Campos, que garantiu a terceira colocação.

Já no Grupo 2 (Ensino Fundamental 2), o primeiro lugar foi conquistado por Bernardo Roberto Santos Pereira, da Escola Municipal Honorina de Carvalho; o segundo lugar ficou com José Heitor Araújo Moreira, da mesma unidade; e o terceiro lugar foi alcançado por João Arthur Casanova Braga, também da Escola Municipal Honorina de Carvalho.

Os vencedores ganharam um computador. Os segundos colocados receberam jogos e uma caixa de som. E os estudantes que ficaram na terceira colocação ganharam jogos e um fone de ouvido.

O estudante Bernardo Roberto Santos Pereira, de 15 anos, vencedor do concurso no Grupo 2, disse que é muito importante pensar no futuro de Niterói. “Quando eu fiz esse desenho, pensei na preservação das praias e da natureza, no turismo da cidade e nas comunidades. Desenho desde criança. Minha irmã mais velha também desenha e eu vou me aperfeiçoando”, afirmou Bernardo Roberto.

A cerimônia de premiação foi realizada no gabinete do prefeito Rodrigo Neves, reunindo a vice-prefeita Isabel Swan, secretários, estudantes, profissionais da educação e familiares em um momento de reconhecimento e valorização da criatividade e do protagonismo estudantil.

O secretário municipal de Educação, Bira Marques, reforçou o papel da escola como espaço de formação cidadã.

“Esse concurso mostrou o quanto nossos estudantes têm sensibilidade, criatividade e visão crítica sobre a cidade. A escola pública é um espaço fundamental para incentivar a participação cidadã e o olhar para o futuro”, destacou Bira Marques.

A secretária municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Isadora Modesto, ressaltou que a iniciativa fortalece o caráter participativo do planejamento de longo prazo.

“O Niterói Que Queremos é um plano construído com participação social e visão estratégica. Iniciativas como este concurso reforçam que planejar o futuro da cidade é um exercício coletivo, que envolve criatividade, inovação e o olhar das novas gerações. É assim que fortalecemos um planejamento de longo prazo, com base em evidências e diálogo com a sociedade”, reforçou Isadora Modesto.

O Niterói Que Queremos (NQQ) é o plano estratégico de longo prazo da cidade. Estruturado em sete áreas de resultado, o plano orienta o planejamento municipal de curto e médio prazos com base em evidências, participação social e visão estratégica.

Fotos: Lucas Benevides

Universidade Federal de Santa Catarina recebe fundadores da Electric Hydrogen para debater tecnologias avançadas para produção de hidrogênio verde no Brasil

Palestras de Raffi Garabedian (CEO) e Dave Eaglesham (CTO) no Laboratório Fotovoltaica da UFSC, em Florianópolis, mostram o potencial competitivo das renováveis brasileiras para viabilizar mercado de hidrogênio verde no País  

O Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, recebeu, na última semana, os executivos Raffi Garabedian (CEO) e Dave Eaglesham (CTO), cofundadores da Electric Hydrogen, fabricante norte-americana de eletrolisadores avançados PEM de escala industrial, para uma apresentação sobre as novas tecnologias para alavancar os mercados de hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis no Brasil.

Em visita ao Brasil, os fundadores da empresa destacaram o potencial competitivo das fontes renováveis brasileiras para a produção do hidrogênio verde, de forma a apoiar o processo de descarbonização da indústria pesada e de setores estratégicos da economia.

O encontro na UFSC (www.fotovoltaica.ufsc.br) contou com a presença de cerca de 60 pessoas, entre pesquisadores, empresários, autoridades e agentes do setor elétrico brasileiro. Os participantes puderam acompanhar os detalhes da tecnologia avançada de eletrólise PEM (membrana de troca de prótons) da Electric Hydrogen (https://eh2.com) que chega ao Brasil. A solução é considerada a mais eficiente do mundo, que permite a produção de hidrogênio em larga escala e com menor custo, bem como viabilizar a fabricação nacional de amônia verde e uma cadeia de suprimentos de fertilizantes segura e descarbonizada.

Sob a liderança do Professor Ricardo Rüther, o laboratório é referência em pesquisa de energia solar e opera diversos sistemas de teste com tecnologia da First Solar, empresa onde Raffi e Dave também atuaram como CTOs. Da mesma forma que o laboratório da UFSC promoveu inovações no setor fotovoltaico, contribuindo para redução de custos e aumento de eficiência, essa tradição de inovação se expande para a produção de hidrogênio e amônia verdes a partir das soluções da Electric Hydrogen, abrindo caminho para produzir o hidrogênio verde com mais competitividade e em grande escala.

Para os fundadores da Electric Hydrogen, foi inspirador conhecer de perto o trabalho do Professor Rüther e sua equipe na integração de renováveis com hidrogênio e fertilizantes verdes. “O futuro da agricultura sustentável no Brasil está sendo construído agora”, dizem.

O evento na UFSC marca também a chegada oficial da empresa ao Brasil e aos mercados latino-americanos, com a atuação da executiva brasileira Maria Gabriela da Rocha Oliveira como gerente geral da fabricante na região. A aposta da companhia é alavancar o hidrogênio verde a partir tecnologia HYPRPlant e, assim, contribuir em projetos que promovam a redução das emissões de poluentes em setores de difícil descarbonização, como fertilizantes nitrogenados, combustível sustentável de aviação (SAF), siderurgia e produção de metanol, entre outros.
 


Sobre o Professor Ricardo Ruther

Ricardo Rüther é Professor Titular na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando principalmente nas áreas de energia solar fotovoltaica, armazenamento de energia eletroquímica, mobilidade elétrica e hidrogênio verde. Atualmente ele coordena o Laboratório de Energia Solar Fotovoltaica (FOTOVOLTAICA/UFSC), um grupo estratégico de pesquisa dedicado ao avanço de tecnologias solares e sistemas energéticos sustentáveis.

Graduado em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1989, Ricardo Rüther obteve o mestrado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pela mesma instituição em 1991. Em 1995, concluiu o doutorado em Electrical & Electronic Engineering pela The University of Western Australia e, na sequência, realizou pós-doutorado em Sistemas Solares Fotovoltaicos no Fraunhofer Institute for Solar Energy Systems, na Alemanha, entre 1995 e 1996. Ao longo de sua trajetória acadêmica, também atuou como professor visitante e palestrante internacional em cursos e programas acadêmicos na Europa.

Rüther é reconhecido por sua contribuição pioneira à energia solar no Brasil, incluindo a instalação de um dos primeiros sistemas fotovoltaicos em uma universidade brasileira e sua longa trajetória de pesquisa, ensino e desenvolvimento tecnológico.

Conheça os fundadores da Electric Hydrogen

Raffi Garabedian

É fundador e CEO da Electric Hydrogen. Antes de criar a EH2, atuou como Chief Technology Officer da FirstSolar, onde liderou o avanço tecnológico que permitiu à empresa tornar-se a primeira do mundo a atingir custos solares abaixo de 1 dólar por watt, marco que transformou a competitividade global da energia fotovoltaica. Engenheiro pelo Rensselaer Polytechnic Institute, Raffi acumula mais de 30 anos de experiência em inovação industrial, fotovoltaicos, eletrônica de potência e sistemas energéticos avançados. Na empresa, ele lidera a estratégia para produzir hidrogênio renovável a paridade de custo com combustíveis fósseis por meio de plantas de eletrólise totalmente integradas e de alta densidade de potência.

Dave Eaglesham

É cofundador e Chief Technology Officer da Electric Hydrogen. Físico de formação e ex-pesquisador dos Bell Labs, Dave foi o primeiro CTO da FirstSolar, tendo estado na empresa desde os primeiros anos. Ele desempenhou papel central no desenvolvimento das tecnologias e processos que possibilitaram à FirstSolar escalar sua manufatura, reduzir custos drasticamente e tornar-se líder global em energia solar. Após, Dave atuou na Breakthrough Energy Ventures, onde aprofundou análises sobre eletrólise e identificou que apenas uma ruptura radical em design e integração permitiria ao hidrogênio verde atingir paridade com o fóssil. Na EH2, ele lidera a visão científica por trás dos stacksPEM de altíssima potência e da planta integrada HYPRPlant, além do modelo avançado de custo EH2-LCOH+TM.

Sobre a Electric Hydrogen

A Electric Hydrogen fabrica, entrega e comissiona os eletrolisadores mais potentes do mundo para tornar projetos de hidrogênio limpo economicamente viáveis no cenário atual. O HYPRPlant completo da empresa inclui todos os componentes do sistema necessários para transformar água e eletricidade no hidrogênio limpo de menor custo. A Electric Hydrogen conta com uma equipe de mais de 300 pessoas nos Estados Unidos e na Europa. A empresa foi fundada em 2020 e tem sede em Devens, Massachusetts. Para mais informações sobre como indústrias críticas aproveitam a tecnologia avançada de PEM, acesse https://eh2.com/.

Mais de um milhão de pessoas foram afetadas por conflitos de mineração no Brasil em 2024

 

Os embates por terra e por água continuaram entre os mais recorrentes: 57% e 32% ocorrências, respectivamente

O Relatório de Conflitos da Mineração de 2024, lançado no final deste ano, apresenta os principais resultados do monitoramento dos embates minerários no Brasil referente ao último ano. Entre os dados de destaque, é possível apontar a média de 2,4 conflitos registrados por dia em 2024. O levantamento identificou 875 ocorrências de conflito em 736 localidades, distribuídas por todos os estados do país, com exceção do Distrito Federal. Ao menos um milhão e 57 mil pessoas foram afetadas.

 

De acordo com o professor de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador da pesquisa, Luiz Jardim Wanderley, apesar do alto índice, o número de afetados foi, aproximadamente, duas vezes menor, no comparativo com 2023. Em contrapartida, houve ampliação espacial dos conflitos: 329 novas localidades foram registradas, o que corresponde a 44,7% do total de áreas registradas. 

 

Além disso, dos 26 estados com registros, os que mais concentraram ocorrências foram Minas Gerais (35,2%), Pará (17,8%), Bahia e Alagoas (6,9%). Minas Gerais também liderou o número de pessoas atingidas (77%), seguido por Pará (8%) e Alagoas (6,5%). 

 

Grupos afetados 

 

Já no tocante às principais categorias sociais atingidas pela mineração, o relatório, produzido pelo Observatório dos Conflitos da Mineração no Brasil, apontou os pequenos proprietários rurais (13,3%), indígenas (12,3%), população urbana (10,6%) e trabalhadores (8,7%). Nesse cenário, ao menos 87.129 indígenas estiveram envolvidos em 108 ocorrências de conflitos em 69 áreas, sendo 51,9% deles contra garimpeiros, 32,4% com alguma mineradora internacional, com ênfase  para a Potássio do Brasil, Hydro e SIGMA. 

 

Os quilombolas também se destacam entre os que mais sofreram com a mineração: 48 registros em 41 localidades, englobando ao menos 18.760 pessoas. As principais empresas envolvidas nos conflitos são Hydro (18,2%), Aura Minerals (13,6%) e Sigma Mineração (9,1%). As ocorrências com populações tradicionais nesse contexto somam 245 em 134 localidades, com o envolvimento de ao menos 136.789 pessoas, no Pará (50%), Espírito Santo (16,7%) e Amazonas (9,1%).

 

O coordenador revela que o estudo se dedicou a analisar também os biomas com maior registro de ocorrências. O primeiro lugar foi ocupado pela Mata Atlântica (46%), seguido da Amazônia (32%), Cerrado (11%) e Caatinga (9%).

 

Índice de reações 

 

Foram mapeadas, ao longo do último ano, 168 reações diretas às violações, com destaque para Minas Gerais (73), Pará (16) e Alagoas (14). Maceió registrou 13 ocorrências relacionadas à reação, seguida por Belo Horizonte (12). As categorias com mais ações de resistência foram as Indígenas, com 29 ocorrências, pequenos proprietários rurais (25), população urbana (25), atingidos (22) e quilombolas (21).

 

Entre os casos de violências extremas, o levantamento apontou para: invasões (101); intimidação (58); morte de trabalhadores (32 ocorrências); ameaça de morte (19); trabalho escravo (19); expulsões (14); assédio (13); violência armada (9); criminalização (5); agressão (3); violência física (2); sequestro (1); e tentativa de assassinato (1).

 

As mineradoras 

 

As maiores violadoras entre as 150 empresas mapeadas foram a Vale S.A. e a Samarco-Vale-BHP, com 96 ocorrências cada, seguidas pela Braskem (43), Hydro (36), Belo Sun Mining Ltda (20), Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (17), Anglo American (16), Companhia Siderúrgica Nacional (16), Mineração Vale Verde (12) e SIGMA (12). Somando a Vale S. A. e sua subsidiária Samarco-Vale-BHP, o valor chega a 22% de todas as ocorrências em 2024 provocadas pela transnacional brasileira. Entre as estrangeiras, as australianas lideram em número de violações – 12% de todos os conflitos – seguidas pelas canadenses (6,7%) e pelas norueguesas (4,2%). 

 

A extração ilegal de minério, em particular os garimpos, gerou 212 ocorrências em 155 localidades de 18 estados, o que equivale a 24,2% das ocorrências de 2024, quase ¼ do total. Os estados que se destacaram foram Pará (26,89%), Mato Grosso (15,57%), Amazonas (13,68%), Minas Gerais (10,38%) e Rondônia (6,60%). Além disso, os indígenas foram o primeiro grupo social mais violado por essa atividade, correspondendo a 57,5% das ocorrências ligadas à extração ilegal.

 

Núcleo de Esporte e Cidadania utiliza o esporte como ferramenta para a transformação social

Projeto da Prefeitura de Niterói gera oportunidade para crianças e adolescentes em vulnerabilidade social

Em um país marcado por desigualdades, Niterói se destaca ao construir uma ponte de oportunidades para crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, oferecendo um caminho de esperança, aprendizado e transformação. O Núcleo de Esporte e Cidadania (NEC) é mais um movimento da Prefeitura de Niterói que acredita no potencial da juventude. São histórias de jovens que, com o apoio do município, buscam seu caminho, seja através do futebol, jiu-jítsu, basquete ou outras modalidades esportivas.

“O esporte é uma das ferramentas mais poderosas de inclusão social que podemos oferecer aos nossos jovens. Ele abre portas, cria oportunidades e afasta nossas crianças dos riscos impostos diariamente pela desigualdade. Quando investimos no esporte, estamos investindo em futuro, cidadania e dignidade. Projetos como o NEC mostram que, com apoio, estrutura e orientação, cada jovem pode descobrir seu potencial e transformar sua própria história. Nosso propósito é garantir um futuro digno para essas crianças e transformar a realidade da comunidade”, destacou o prefeito Rodrigo Neves.

Como ferramenta de inclusão e desenvolvimento social, o NEC alcançou um total de 3.184 alunos inscritos em suas atividades, atendendo principalmente a faixa etária de 6 a 18 anos, em 16 comunidades de diferentes regiões da cidade. São atividades esportivas, culturais e educativas que estimulam a formação cidadã, o protagonismo juvenil e a construção de um futuro melhor para os jovens atendidos. O projeto é coordenado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel).

No caso da atleta Gabriela Assis Kopke, de 13 anos, esse futuro já começou a se concretizar. Ela vem se destacando no jiu-jítsu e conquistando espaço em competições nacionais e internacionais. Moradora do Morro do Castro, em Niterói, encontrou no esporte não apenas uma paixão, mas também um caminho de oportunidades e superação.

“Comecei a treinar jiu-jítsu aos quatro anos, por influência do meu pai, que é professor, e desde então o esporte se tornou minha paixão. Já conquistei 24 medalhas, competindo em lugares como São Paulo, Dubai, Abu Dhabi, Catar e Orlando, onde disputei o Pan Kids e o World Pro. Conheci o projeto NEC em 2022 e ele está mudando minha vida. Eu não teria conseguido se não fosse o projeto”, diz Gabriela, que agora se prepara para buscar recursos e tentar disputar a etapa da AJP em Florianópolis (SC).

Entre as medalhas conquistadas estão ainda: Rei do Rio, Hélio Gracie, Brasileiro e Brasil Sul-Americano, entre outras.

Carlos Kopke, pai e professor de jiu-jítsu, acompanha de perto a trajetória da filha desde o início e se emociona ao ver até onde ela chegou. Para ele, cada conquista representa não só o talento da atleta, mas também a força de quem veio da comunidade e transformou o esporte em oportunidade e futuro.

“Como pai e professor de jiu-jítsu, tenho muito orgulho da atleta e da pessoa que ela está se tornando. O apoio da Prefeitura e da Secretaria é fundamental para manter os treinos e o alto rendimento dela e de outros atletas. Também vamos tentar o Bolsa Atleta, que ajudaria a focar totalmente nas competições e em treinos mais avançados. Ver uma menina de 13 anos, moradora de comunidade, representar Niterói nas maiores competições de jiu-jítsu não tem preço. É algo que ela vai levar para a vida inteira. E o mais bonito é o sonho dela: chegar à faixa preta, ter a própria academia e inspirar muitas crianças da nossa cidade”, destacou.

O NEC atua em comunidades como Brasília, Leopoldina, Pombal, Bumba, Morro do Céu, Santa Bárbara, Caramujo, Ponta da Areia, Piratininga, Tibau, Praça do Descobrimento, Grota, Palácio, Praia de Icaraí, Beltrão e Zulú. São nesses espaços que histórias começam a mudar, onde a esperança ganha direção e talentos muitas vezes invisibilizados são reconhecidos, valorizados e incentivados.

“O Núcleo de Esporte e Cidadania é uma política pública essencial para ampliar o acesso ao esporte, fortalecer valores sociais e gerar oportunidades para a população. Ele une atividade física, educação e cidadania, oferecendo espaços seguros e orientação qualificada. Temos muito orgulho de ver o NEC transformar vidas e ajudar a construir uma Niterói mais ativa, integrada e inclusiva”, afirmou Luiz Carlos Gallo, secretário de Esporte.

O sonho de conquistar vagas em clubes

Klebson Alves Silva, professor do NEC, destaca o impacto do projeto:

“No projeto, ajudamos crianças em situação de vulnerabilidade a superar a dificuldade de se relacionar fora da comunidade. Muitas são retraídas e pouco expostas a outras culturas, o que dificulta até a entrada no mercado de trabalho. Estamos em uma luta constante contra a atração do ‘ouro fácil’: enquanto alguns escolhem caminhos errados, mostramos um caminho diferente, o caminho certo, que oferece oportunidades reais e um futuro digno. Por meio do futebol, levamos esses jovens a conhecer novos lugares e experiências — teatro, cinema, praia — que, para muitos, são parte do cotidiano, mas para eles são momentos valiosos. Essas vivências ampliam seus horizontes e reforçam o valor do projeto, que busca proporcionar crescimento e transformação reais.”

Com o projeto, muitos jovens conquistaram vagas em clubes, ampliando suas oportunidades de futuro. O NEC também fortalece vínculos comunitários, promovendo um ambiente de respeito, disciplina e solidariedade — valores essenciais para transformar realidades e construir uma sociedade mais inclusiva.

Luiz Guilherme, jovem atleta de 14 anos, morador de Nova Brasília, compartilha sua experiência no futebol e a importância do projeto social em sua vida:

“Sou jogador de futebol. Atualmente, jogo no Clube Canto do Rio. Já participei de uma avaliação no Botafogo e fui aprovado. O projeto tem sido muito importante para mim. No Brasil, muitas crianças e adolescentes jogam bola nas ruas, e o projeto oferece apoio e estrutura para que a gente possa se desenvolver dentro e fora de campo. Tem ajudado bastante, principalmente com aprendizado e oportunidades”, destacou.

Além de promover o desenvolvimento esportivo, o NEC tem sido um espaço de descoberta e transformação pessoal. Cada modalidade oferecida representa uma nova chance de sonhar e acreditar em um futuro diferente. Meninos e meninas de várias comunidades encontram no projeto não apenas treinamento e disciplina, mas também apoio, pertencimento e inspiração para seguir caminhos que transformam vidas.

Esportes variados

O NEC oferece uma ampla variedade de modalidades esportivas para seus alunos. Entre as atividades aquáticas e de areia, destacam-se o Beach Tennis e o Futevôlei. As modalidades de campo e quadra incluem Futebol, Futsal e Basquete. Para quem prefere as lutas e artes marciais, estão disponíveis Jiu-Jítsu e Wrestling. O projeto também oferece atividades que combinam esporte e condicionamento físico, como a altinha e o treinamento funcional.

Para participar das atividades, é necessário realizar a inscrição pelo site do Nec: https://linktr.ee/necniteroi?utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAZnRzaAOJsBlleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZA8xMjQwMjQ1NzQyODc0MTQAAafTMRMciSsqn-0r4i3MVuihXWWH0EAua_YXi9P-n8x2MyXFQwAz6iQMyovenA_aem_-xh_lZkfAyG14Qowg_FhIQ

 

Fotos: Luciana Carneiro

Estudantes da Rede Municipal de Niterói recebem homenagem na Câmara por destaque em robótica

Estudantes e profissionais da Escola Municipal João Brazil, no Morro do Castro, foram homenageados nesta quarta-feira (10) com uma Moção de Aplausos na Câmara Municipal de Niterói após conquistarem um feito histórico: ficar entre as 10 melhores escolas do Brasil em robótica na etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) 2025, realizada em Vitória, no Espírito Santo. Ao todo, foram homenageados 29 estudantes, três professores e a equipe gestora da escola.

A moção marca o reconhecimento a anos de dedicação da comunidade escolar, que ganhou novo impulso nos últimos três anos a partir dos investimentos da Secretaria Municipal de Educação em equipamentos, formação e incentivo à participação em competições. Desde então, a João Brazil acumula resultados expressivos nas etapas regional, estadual e nacional da OBR.

“Ver uma escola pública de Niterói entre as melhores do país em uma competição desse porte é motivo de profundo orgulho. A João Brazil mostra, mais uma vez, que quando a educação oferece oportunidades, o talento dos nossos estudantes floresce. Fizemos investimentos importantes em equipamentos para que eles tivessem melhores condições nas competições e estamos ampliando esse trabalho para toda a rede por meio do Clube Maker, inaugurado recentemente no Centro de Formação Darcy Ribeiro”, afirmou o secretário municipal de Educação, Bira Marques.

A OBR é a maior competição de robótica da América Latina, reunindo cerca de 2,8 mil equipes de escolas públicas e privadas de todo o país. Para chegar à fase nacional, os estudantes da João Brazil venceram as etapas regional e estadual, demonstrando alto desempenho técnico, capacidade de resolução de problemas, trabalho em equipe e liderança estudantil, além de conquistarem bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ/CNPq).

A iniciativa, proposta pelo vereador Rodrigo Farah, reconhece a trajetória de excelência da unidade, que vem se destacando nacionalmente ao transformar inovação, criatividade e pesquisa em práticas pedagógicas que ampliam o protagonismo estudantil.

Em 2024, a escola ficou entre as dez melhores do Brasil na Modalidade Artística e alcançou o 11º lugar nacional na Modalidade Resgate. Em 2025, repetiu o desempenho de destaque, conquistando o 8º lugar nacional no Resgate Nível I e reafirmando-se entre as melhores do país. A João Brazil também vem obtendo resultados expressivos em outras competições, como o Torneio Juvenil de Robótica, Cybertown e eventos da FAETEC, com premiações em Resgate no Plano, Dança com Robôs e Resgate de Alto Risco.

“A robótica é muito importante para mim por causa de um sonho que eu tenho, que é conhecer outros lugares, e a robótica está me proporcionando isso. Hoje, por exemplo, estamos na Câmara Municipal, e no futuro posso ir ainda mais longe. E isso só acontece porque estou na escola pública”, declarou o estudante homenageado Théo Alexandre.

“Estamos muito felizes com essa homenagem. Sou grato pelo reconhecimento e pelo apoio que a Secretaria tem dado. Esse foi um dos melhores anos da robótica na escola, porque tivemos muito suporte com equipamentos e com as viagens para as competições. Vamos continuar dando o nosso melhor”, afirmou Rafael Mendes, capitão de equipe.

A trajetória da João Brazil tem inspirado novos projetos na Rede Municipal, como o Clube Maker, inaugurado recentemente no Centro de Formação Darcy Ribeiro, no Barreto, ampliando o acesso à robótica para estudantes de todas as unidades.

“Nós estamos muito felizes e emocionados. As crianças merecem muito. Esse trabalho começou e se intensificou desde 2023, e as equipes têm podido treinar, criar robôs, estudar e competir. O reconhecimento da Câmara é essencial para motivar ainda mais nossos estudantes”, destacou a professora Evelyn Crespo, treinadora das equipes e também homenageada.

Fotos: Guto Rodriguez

Alerj vai fiscalizar precariedade das cozinhas escolares no Estado

Comissão de Legislação Participativa quer criar um Mapa das Cozinhas Escolares

A Comissão de Legislação Participativa, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), se reuniu nesta sexta-feira (28/11), em audiência pública realizada no plenário da Casa, para discutir os desafios enfrentados pelas profissionais de cozinha nas unidades escolares e apontar caminhos para a valorização da categoria. Durante a reunião, o colegiado anunciou que irá criar um Mapa das Cozinhas Escolares, com ações de fiscalização na rede pública estadual de ensino.

O presidente da Comissão, deputado Yuri (PSol), destacou que a valorização das cozinheiras escolares é fundamental para garantir uma merenda de qualidade na rede pública. “É preciso fortalecer as políticas de alimentação escolar e enfrentar problemas que se repetem em todo o estado, como terceirização, falta de infraestrutura nas cozinhas e dificuldades no cumprimento dos cardápios. Não haverá alimentação escolar de qualidade sem condições dignas de trabalho, reconhecimento e estrutura adequada para essas profissionais, que desempenham uma função essencial na rotina das escolas”, afirmou.

Para o deputado Flávio Serafini (Psol), falta ao poder público um olhar estruturado e uma política efetiva de valorização para as cozinheiras escolares. “Garantir dignidade a esse trabalho, majoritariamente feminino e marcado pela presença de mulheres negras, é reconhecer a própria realidade do Brasil. Nosso país historicamente desvaloriza as profissões exercidas por mulheres, e isso se reflete de forma evidente nas cozinhas escolares. Precisamos enfrentar essa desigualdade e construir políticas públicas que assegurem respeito, estabilidade e condições reais de trabalho para essa categoria essencial,” destacou.

Reivindicações do setor

A cozinheira Kerley Arruda apresentou uma série de reivindicações consideradas essenciais para garantir condições dignas de trabalho às profissionais da alimentação escolar, como a redução da carga horária e melhora na infraestrutura das cozinhas. “Hoje, cumprimos 45 horas semanais, uma carga que nos adoece. Defendemos a redução para 30 horas porque a rotina na cozinha é extremamente exaustiva e exige permanência contínua em ambientes quentes e pouco ventilados. Muitas escolas não disponibilizam sequer um ventilador, e no último verão diversas cozinheiras chegaram a passar mal devido ao calor extremo dentro das cozinhas. Precisamos de medidas efetivas que reconheçam nossa importância e assegurem condições mínimas de segurança e bem-estar no trabalho”, salientou.

Clécia Vieira, também cozinheira escolar, relembrou a origem da profissão no Brasil, explicando que as cozinheiras começaram a atuar por volta de 1945, quando o país enfrentava um grave cenário de desnutrição infantil. “A alimentação escolar surgiu para garantir que as crianças tivessem ao menos uma refeição adequada ao longo do dia, especialmente em regiões onde as famílias não tinham condições de oferecer comida em casa. Foi esse trabalho que ajudou a transformar a realidade nutricional do país. Ainda assim, nossa profissão continua sendo invisível para o poder público, apesar de ser essencial para milhares de estudantes que dependem da merenda”, pontuou.

Desafios da alimentação escolar

A nutricionista Fernanda Bainha afirmou que, apesar dos avanços da alimentação escolar, já é hora de avaliar com rigor essa política pública, especialmente a forma como os recursos são distribuídos. “O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destina verba apenas para a compra de alimentos, enquanto toda a parte relacionada à mão de obra, à infraestrutura das cozinhas, aos equipamentos e ao mobiliário depende dos estados e municípios. Isso criou um descompasso: temos cardápios planejados com base em estudos científicos e elaborados para atender às necessidades nutricionais dos estudantes, mas faltam condições reais para executar esse planejamento. As profissionais que fazem esse trabalho seguem atuando em estruturas precárias e com condições muitas vezes invisibilizadas. É preciso revisar o modelo para que a política de alimentação escolar seja plenamente efetiva,” disse.

A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), Rose Silveira, destacou que as cozinhas escolares enfrentam problemas semelhantes em todo o estado e que é preciso uma ação conjunta para melhorar essas condições. “As precariedades se repetem: falta estrutura, cuidado e reconhecimento. Defendemos a redução da carga horária e investimentos na saúde das cozinheiras, porque ninguém sustenta um serviço essencial adoecendo. Também é fundamental valorizar o conhecimento de quem está na cozinha todos os dias; são essas profissionais que conhecem a comunidade e devem ter voz nos conselhos escolares e nos espaços de decisão”, afirmou.

Foto: Thiago Lontra

 

Projeto sociocultural da Maré conquista Prêmio Periferia Viva e entra na disputa pelos 30 melhores do Brasil

Acesse: https://niteroi.rj.gov.br/niteroi452anos/

O projeto Cores da Juventude, realizado pelo Instituto Maré em parceria com a Maré City, acaba de ser reconhecido nacionalmente ao vencer o Prêmio Periferia Viva, promovido pelo Ministério das Cidades. A iniciativa foi selecionada entre mais de 2.500 projetos de impacto social de todo o país, entrando para o grupo das 150 ações mais transformadoras do Brasil.

Em 2025, o Cores da Juventude beneficiou diretamente 150 adolescentes do Complexo da Maré por meio de oficinas de grafite, educação antirracista e implantação de murais de intervenção urbana em escolas e espaços públicos da região. A ação contou com a participação da artista Daniele Ramalho (Dara) designer, grafiteira e professora responsável pela capacitação criativa e socioeducacional dos estudantes. A coordenação geral é assinada por Alexandre Quirino, e a coordenação pedagógica, por Raquel Motta.

A iniciativa utiliza a força da cultura e da arte urbana para fortalecer a educação de qualidade e despertar nos jovens o interesse pela escola. Neste ano, escolas e espaços públicos da Vila do Pinheiro receberam novos murais que homenageiam intelectuais brasileiros. Entre eles, destaca-se o painel dedicado a Paulo Freire, que mistura elementos da cultura popular da favela com a estética da literatura de cordel, ressaltando a origem nordestina do patrono da escola homenageada.

Agora, o projeto dá mais um passo importante: concorre para entrar no seleto grupo dos 30 melhores projetos de impacto social do Brasil. Para isso, precisa do apoio do público por meio da votação popular disponível no site oficial do prêmio.

Vote no Cores da Juventude e ajude a Maré a ocupar o lugar que merece no mapa das grandes iniciativas brasileiras:
https://interativo-mapadasperiferias.cidades.gov.br/nos-perifericos/votacao-popular/iniciativas

O reconhecimento celebra o trabalho dedicado de toda a equipe e reforça o compromisso do projeto com o desenvolvimento, a criatividade e o protagonismo da juventude da Maré.

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