Alunos de escolas públicas de Niterói participam de cineconcertos na Sala Nelson Pereira dos Santos

Projeto tem exibição de curtas-metragens com trilha sonora ao vivo

 Mais de 200 crianças da Rede Municipal de Educação de Niterói viveram uma experiência especial no cinema nesta sexta-feira (03). Elas participaram do projeto “Tô no Cineminha”, que apresenta cineconcertos internacionais inéditos no Brasil para crianças e bebês de 18 meses a 6 anos, combinando exibição de curtas-metragens sem diálogos com trilha sonora ao vivo. As sessões aconteceram na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural.

Várias unidades da rede participaram da atividade. As crianças chegaram nos novos ônibus da Educação de Niterói, que foram especialmente plotados para transportar alunos e profissionais para as aulas-passeio e atividades. Pela manhã, estiveram presentes as turmas da UMEI Denise Mendes Cardia e da Creche Comunitária Geraldo Cavalcante de Albuquerque, que assistiram ao cineconcerto “De Cabeça para Baixo!”.

No turno da tarde, foi a vez dos pequenos da UMEI Rosalda Paim, UMEI Maria Vitória Ayres Neves, UMEI Irio Molinari e da Creche Comunitária Betânia, que participaram do cineconcerto “No Coração do Oceano”, que conta com a participação especial de Flávia Melo, flautista e professora de música, trazendo um toque de brasilidade a este espetáculo de contornos universais.

“A experiência que nossas crianças viveram hoje mostra a importância de levarmos a arte e a cultura para além da sala de aula. O contato com o cinema e a música ao vivo, de forma lúdica e acessível, desperta encantamento, amplia horizontes e contribui para a formação integral dos nossos estudantes desde a primeira infância”, destacou o secretário municipal de Educação, Bira Marques.

A pequena Raissa, da UMEI Irio Molinari, gostou da experiência. “Gostei muito da parte do barquinho”, disse. Já Clarissa disse que gosta muito de ir ao cinema. “Gosto muito, e adorei o filme, principalmente a parte que a menina dá um tchau para o barquinho”, finalizou. A baleia chamou a atenção do Kelvin. “Adorei a baleia, porque ela é fofinha”.

O projeto oferece uma vivência cultural única e acessível para bebês e crianças pequenas, estimulando o contato com a arte desde cedo e despertando a imaginação, o aprendizado e o encantamento fora da sala de aula.

A iniciativa é realizada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, em parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Política Nacional Aldir Blanc, reafirmando o compromisso de ampliar o acesso das crianças à cultura e experiências artísticas de qualidade.

Fotos: Léo Fonseca

 

Creche Comunitária de Niterói aposta em educação com reciclagem

Equipe de Educação Ambiental da Clin trabalhou com a comunidade escolar

A Creche Comunitária Minha Querência, conveniada da Prefeitura de Niterói, apostou na educação aliada à reciclagem. O muro da creche, localizada em Piratininga, ganhou vida nova graças à criatividade e ao compromisso com a sustentabilidade. A iniciativa envolveu toda a comunidade escolar e contou com o apoio da equipe de Educação Ambiental da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin).

Mais de mil tampinhas de garrafa foram reutilizadas na confecção de um mural colorido que retrata um jardim florido e pequenos animais. As crianças levaram as tampinhas para a creche, organizaram as peças por cores e, em seguida, colaram uma a uma até formar o painel.

“As mães relatam que as crianças nem deixam o leite ou o refrigerante acabar. Já querem guardar as tampinhas para trazer para a creche. Até mesmo as que encontravam pelo caminho eram recolhidas”, contou a diretora da creche, Rosângela Camilo.

Arte, música e natureza em sala de aula – O trabalho com reciclagem também inspirou um projeto especial para a turma do GREI 4. Com o tema da primavera, o projeto “Entre contos e cantos surge o encanto” aproximou as crianças da arte e da música, apresentando obras de Vincent Van Gogh e composições de Vivaldi e Toquinho, sempre em diálogo com a natureza.

Segundo a professora Helen Guse, que há 21 anos atua na educação infantil de Niterói, a ideia surgiu após uma visita ao viveiro da Clin, onde os alunos receberam sementes de girassol.

“O contato com o setor ambiental foi fundamental para que as crianças experimentassem esse aprendizado. Na educação infantil, o lúdico é essencial, pois desenvolve o letramento, a coordenação motora e a afetividade”, explicou a professora.

O projeto culminou em uma apresentação para os pais. Ao som de Aquarela, de Toquinho, os alunos utilizaram caixas de sapato e outros materiais reciclados para dar vida às imagens da canção. Na mesma ocasião, organizaram uma manhã de autógrafos, entregando livros produzidos por cada criança com atividades realizadas durante o projeto.

“Queremos que essa ideia floresça na cabeça deles para que, no futuro, sejam multiplicadores do que aprenderam aqui”, destacou a professora Silvana Gomes, também do GREI 4.

A equipe de Educação Ambiental da Clin acompanhou cada etapa, desde a separação das tampinhas até o evento final. Após a apresentação, os funcionários foram homenageados e receberam exemplares dos livros feitos pelos alunos.

“Foi emocionante e gratificante esse reconhecimento. Fomos muito bem acolhidos desde a primeira visita da creche ao viveiro e criamos um vínculo especial de carinho. Foi maravilhoso e inesperado receber essa homenagem”, relatou a gari e educadora ambiental Viviane Souza.

Pequenos gestos, grandes mudanças – Mais do que um mural colorido, a experiência mostrou como a educação ambiental pode mobilizar crianças, famílias e comunidade em torno de um objetivo comum. Ao transformar tampinhas em arte e aprendizado, a Creche Minha Querência e a Clin reforçam que a sustentabilidade começa nos pequenos gestos — e que, multiplicados, eles têm o poder de transformar a cidade e proteger o meio ambiente.

 

Alunos da rede pública de Niterói vão conhecer pontos turísticos do município

Prefeitura de Niterói lança o Programa “Circuito da Cidade” para aproximar estudantes da história e do turismo local

Quem disse que é preciso viajar para viver uma experiência turística? Em Niterói, o passeio começa na porta da escola e ganha forma nos ônibus escolares. A Prefeitura lançou nesta terça-feira (30) o Programa Circuito da Cidade, uma iniciativa que vai levar alunos da rede municipal para conhecer os principais pontos turísticos, históricos, culturais e naturais do município. A ideia é simples e poderosa: transformar a cidade em uma sala de aula viva, despertando o olhar das crianças e jovens para a riqueza que os cerca todos os dias — e, muitas vezes, passa despercebida. Também será uma oportunidade para aprender passeando.

O lançamento aconteceu no auditório do Caminho Niemeyer. O projeto é fruto de uma ação conjunta entre a Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria das Culturas, a Fundação de Arte de Niterói (FAN) e a Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur). Mais do que uma simples excursão escolar, o programa tem como objetivo ampliar o repertório cultural dos alunos, fortalecer o sentimento de pertencimento e valorizar a cidade como espaço de aprendizagem e desenvolvimento social.

“Niterói sempre vai valorizar a cultura, a inclusão e o aprendizado de nossas crianças, porque elas são o futuro da nossa cidade. Ao conhecerem a história e o patrimônio de Niterói, os estudantes fortalecem o sentimento de pertencimento e criam vínculos com a sua própria comunidade. Também queremos abrir oportunidades para que todos tenham acesso a experiências que, muitas vezes, não estão ao alcance de suas famílias. O Circuito da Cidade faz parte de um projeto mais amplo, que estamos desenvolvendo para garantir um futuro melhor para nossos jovens”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

A Prefeitura também apresentou os novos ônibus exclusivos para o transporte de estudantes durante os Jogos Escolares de Niterói, além de deslocamentos de alunos e profissionais até o Centro de Formação Darcy Ribeiro e o Centro de Treinamento “Niterói Joga em Rede”. Os veículos contam com uma identidade visual que homenageia os próprios alunos da rede municipal, reforçando o protagonismo estudantil nas ações da cidade.

As visitas do programa contemplarão crianças de 5 anos (GREI 5), alunos do 4º ano (9 anos) e do 8º ano (13 anos) do Ensino Fundamental. Os trajetos serão realizados em ônibus especialmente plotados com a identidade visual do Circuito da Cidade, criando um ambiente lúdico e de encantamento para os estudantes.

Para o secretário municipal de Educação, Bira Marques, o projeto vai muito além de um passeio turístico:

“O Circuito da Cidade é uma iniciativa que amplia o aprendizado para além da sala de aula. Queremos que nossos estudantes conheçam de perto a riqueza cultural, histórica e natural de Niterói, e que se reconheçam como parte dessa identidade. É uma forma de fortalecer a cidadania, despertar o orgulho pela nossa cidade e proporcionar experiências transformadoras”, destacou o secretário.

Entre os roteiros estão atrativos como o Horto do Fonseca, o MAC, o Campo de São Bento, o Caminho Niemeyer, o Museu Janete Costa, o Solar do Jambeiro, a Fortaleza de Santa Cruz, a Ilha da Boa Viagem, o Parque Orla de Piratininga, o Museu de Arqueologia de Itaipu e o Theatro Municipal João Caetano. Além de vivenciar a riqueza cultural e ambiental do município, os alunos terão a oportunidade de participar de atividades educativas em cada espaço.

André Bento, presidente da Neltur, destacou que a iniciativa contribui não apenas para a formação cultural dos alunos, mas também para o futuro do turismo local:

“Quando as crianças descobrem a cidade, elas descobrem também o mundo que podem transformar. O Circuito da Cidade mostra que Niterói é uma sala de aula viva, onde história, arte e natureza se unem para educar e inspirar. No futuro, elas serão os principais divulgadores das belezas da cidade.”

Ônibus temáticos para embarcar na experiência

As visitas serão realizadas ao longo do ano letivo, por meio de aulas-passeio, utilizando ônibus personalizados com a identidade visual do Circuito da Cidade. Os veículos criarão um ambiente lúdico e envolvente, tornando a experiência ainda mais marcante para os estudantes.

O estudante Luís Mateus Machado Caetano, de 15 anos, da Escola Altivo César, aprovou os novos ônibus culturais:

“Eu achei a ideia muito legal. Trouxe algo novo pra gente, ficou maneiro mesmo. Gostei bastante porque vamos poder aproveitar muito, principalmente para participar de atividades culturais pela cidade. Vai ser uma oportunidade bacana”, comemorou o jovem, morador da Rua Coronel Leôncio, na Engenhoca.

Fotos: Evelen Gouvêa

 

Alunos do projeto Clin Social visitam o Theatro Municipal de Niterói

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A Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) levou as crianças do projeto Clin Social para uma visita guiada, nesta quinta-feira (25), ao Theatro Municipal de Niterói, um dos marcos inaugurais do teatro brasileiro. Durante o passeio, os alunos tiveram contato com a história, a arquitetura e as artes do teatro, construído no século XIX.

O passeio, guiado por Sthefani Santos, monitora da Neltur, e Alan Balbino, coordenador do Centro de Atendimento ao Turista, proporcionou aprendizado e diversão para cerca de 55 alunos do 4º e 5º anos da Escola Municipal Ernani Moreira Franco, no Fonseca, Zona Norte de Niterói.

Samuel Emiliano da Silveira, de 12 anos, ficou deslumbrado com o que viu:
“Gostei da arquitetura, do salão, do lustre. Adorei também conhecer os camarins. É muito bom porque a gente aprende coisas novas e não deixa a vida passar em vão”, disse.

Os alunos conheceram todos os andares e espaços da instituição, incluindo o Salão Nobre, local onde aconteciam bailes privados para membros da corte, e o palco.

“Achei muito interessante. Há muitas memórias e lembranças nesse Theatro. Gostei bastante dos camarotes e de conhecer o palco, onde os artistas fazem as peças e o grande piano do Salão Nobre”, relatou Sofia dos Santos Piedade, de 10 anos.

Desenvolvido pelo Setor de Serviço Social da Companhia, o Projeto Clin Social tem o objetivo de estimular a permanência no sistema regular de escolas destas crianças e adolescentes, entre 9 e 12 anos, que muitas vezes moram em áreas de vulnerabilidade. No total, o projeto atende 60 crianças. Realizado pela Clin desde 2010, são disponibilizadas atividades esportivas, culturais, musicais, artísticas e pedagógicas para os alunos, proporcionando a transformação social dessas crianças e de suas famílias.

 

Prefeitura de Niterói promove seminário “Agir, proteger e cuidar de vidas”

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Evento debate os desafios da saúde mental na sociedade contemporânea
 
Rotina em ritmo acelerado, sobrecarga de trabalho e estudo, dependência digital, insegurança e pressões das mais variadas formas são alguns dos fatores que levam ao estresse na sociedade contemporânea. Para discutir a saúde mental de crianças, jovens e adultos, a Prefeitura de Niterói promove, nesta segunda-feira (29), o seminário “Agir, proteger e cuidar de vidas”, organizado pelo Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde e da Coordenadoria de Acessibilidade. O evento, com entrada franca, será realizado no Theatro Municipal de Niterói, no Centro, a partir das 9h.
 
Inspirado na campanha Setembro Amarelo, voltada para a prevenção ao suicídio e a preservação da vida, o seminário tem como objetivo debater e produzir conhecimento sobre os desafios da saúde mental nos dias atuais. A proposta é estimular a ação concreta e solidária para a proteção da vida, alinhando-se à Agenda 2030 da ONU e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de Saúde e Bem-Estar, Educação de Qualidade, Igualdade de Gênero, Redução das Desigualdades, Cidades e Comunidades Sustentáveis e Paz, Justiça e Instituições Eficazes.
 
Fernanda Sixel Neves, primeira-dama do município e gestora do Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados, explica que o evento será um espaço de escuta, reflexão e conscientização para todos. O público-alvo inclui profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, segurança viária e pública, gestores públicos, lideranças comunitárias, juventudes, cuidadores, conselhos de direitos, estudantes universitários, ONGs e coletivos.
 
“O seminário ‘Agir, proteger e cuidar de vidas’ nasce do compromisso de Niterói, em parceria com o setor privado, com o que é mais sagrado: a vida. Olhar com atenção para a saúde mental, para além do bem-estar físico, revela a preocupação de uma cidade que cuida das pessoas”, destaca Fernanda. “Mais do que um evento, é um pacto coletivo pela valorização da vida, pela conscientização da importância do acolhimento e do fortalecimento de políticas públicas que façam da nossa cidade um lugar cada vez mais humano, justo e acolhedor”, acrescenta.
 
Além da prevenção da perda voluntária da vida, que é o foco da campanha Setembro Amarelo, o seminário aborda temas urgentes no mundo atual. Entre eles, o impacto da cultura do ódio nas redes sociais, o adoecimento mental em ambientes de trabalho e urbanos, os efeitos de diversas formas de discriminação, a relação entre mobilidade urbana, segurança viária e saúde mental, o papel da tecnologia no desenvolvimento infantil e a importância da prevenção e dos cuidados no ambiente escolar.
 
O seminário “Agir, proteger e cuidar de vidas” tem patrocínio da EcoviasPonte e parcerias com o Centro de Valorização da Vida (CVV), a consultoria NeuroConecte e a concessionária SGA Toyota.
Confira a programação completa:
9h — Credenciamento.
9h30 — Apresentação dos alunos do Programa Aprendiz Musical.
 
10h — Mesa de abertura.
 
10h30 — Mesa 1 | Conferência magna: Agir, proteger e cuidar de vidas
 
Com Karina Okajima Fukumitsu, psicóloga especializada em suicídio e luto.
 
11h30 — Mesa 2 | Trânsito e saúde mental: territórios do trânsito
Análise sobre a relação entre estresse urbano, estados emocionais e comportamentos no trânsito. Ponte Rio-Niterói: marco simbólico da engenharia e palco de situações críticas, com proposição de ações integradas que unam segurança viária, acolhimento e prevenção.
 
Com Thatiana Michelsem Monteiro de Barros, psicóloga clínica com especialização em cuidados paliativos e luto; Sandro Mattos, gerente de operações da EcoviasPonte; e Agnaldo Rodrigues da Silva, instrutor de abordagem técnica à tentativa de suicídio do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro.
 
Mediação: Priscilla Lundstedt Rocha, educadora de trânsito e especialista em Gestão, Educação, Segurança no Trânsito e Infâncias.
14h — Mesa 3 | Prevenção, inclusão, uso de telas e promoção da saúde mental nas infâncias: o papel da escola e da família
Debate sobre a importância das famílias e da escola como espaço estratégico para promover a saúde mental e a inclusão das crianças, atuando não apenas no ensino acadêmico, mas também na formação emocional, social e cognitiva. Serão discutidos fatores de risco que impactam o bem-estar infantil e o efeito do uso excessivo de telas no desenvolvimento emocional e cognitivo, isolamento social e dependência digital.
 
Com Alcione Marques, psicopedagoga clínica e escolar com aprimoramento em reabilitação cognitiva e pós-graduação em Neurociência do Comportamento; e Eduardo Lopes, psicólogo clínico, psicodramatista e professor de psicodrama.
 
Mediação: Fernanda Sixel Neves, pedagoga, primeira-dama de Niterói e diretora do Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados da Prefeitura.
Serviço:
Seminário “Agir, proteger e cuidar de vidas”
Data: 29 de setembro (segunda-feira)
Horário: a partir das 9h
Local: Theatro Municipal de Niterói (Rua Quinze de Novembro, 35, Centro).

 

Prefeitura de Niterói realiza aula inaugural da 1ª Escola de Educação Popular

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Cidade recebe etapa estadual do Fórum Nacional de Participação Social

No próximo sábado, 27 de setembro, Niterói será palco de um importante momento de fortalecimento da democracia participativa. A partir das 9h, o Centro de Formação Darcy Ribeiro, no Barreto, receberá a aula inaugural da primeira edição da Escola de Educação Popular de Niterói. Na parte da tarde, das 13h às 17h, o espaço sediará a etapa estadual do Fórum Nacional de Participação Social, reunindo cerca de 50 entidades fluminenses para debater caminhos e propostas em torno da democracia participativa.

O evento contará com a presença do secretário nacional de Participação Social, Renato Simões, e do secretário municipal de Participação Social, Octávio Ribeiro. Segundo Octávio, a iniciativa inaugura um novo marco para a cidade:

“A Escola de Educação Popular será um ponto de partida para uma política local de formação contínua, estimulando a participação social como prática concreta e contribuindo para que os colegiados de Niterói exerçam seu papel de forma cada vez mais efetiva na construção de políticas públicas”, disse o secretário municipal.

Inspirada em experiências como o Curso de Formação da Secretaria Nacional de Participação Social, a versão municipal da Escola terá início em outubro e abordará temas essenciais para a qualificação da gestão democrática, entre eles: democracia participativa, representatividade, participação institucionalizada, articulação comunitária e planejamento participativo.

 

Programa Aprendiz Musical vira tema de documentário

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Filme será exibido nesta segunda (22), no Reserva Cultural, em Niterói
O maior projeto de musicalização em escolas públicas do Brasil vai ganhar as telas do cinema. Nesta segunda-feira (22), o documentário “Aprendiz Musical, a Semente do Amanhã” será exibido na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural, às 20h. Dirigido por Ivan De Angelis, o filme conta a história do Programa Aprendiz Musical, da Prefeitura de Niterói, que completa 24 anos em 2025.
“O Aprendiz Musical é um dos maiores orgulhos da nossa cidade. É um programa que mostra como a educação, a cultura e a música transformam vidas e constroem cidadania. Ao longo desses 24 anos, milhares de crianças e jovens de Niterói encontraram novos caminhos graças ao projeto. Ver essa história retratada no cinema é emocionante e reforça o compromisso da Prefeitura de seguir investindo em políticas públicas que abrem oportunidades e ampliam horizontes”, destaca o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
André Diniz, secretário de Economia Criativa e Ações Estratégicas, ressalta que, desde a sua criação, o Aprendiz Musical se tornou uma política pública que ganhou a comunidade escolar, pois já apontou perspectivas de futuro para vários jovens.
“O programa ampliou horizontes de diálogo com o universo cultural e continua sendo um farol muito brilhante na vida de diversos jovens das nossas escolas. Um exemplo é o João, que foi aluno, se formou na UniRio e virou coordenador do Aprendiz. O documentário vem coroar toda essa trajetória de êxito do projeto”, afirma.
O diretor Ivan De Angelis explica que escolheu focar na trajetória de ex-alunos, atualmente professores, para falar do Aprendiz Musical. Segundo ele, o cinema é uma ferramenta poderosa, pois chega ao público pela via do afeto.
“O filme traz como protagonistas aqueles que foram diretamente impactados pelo programa ao longo dessas mais de duas décadas, ou seja, os alunos e professores que também foram alunos. Nesse sentido, mostraremos o grande impacto social do projeto, por meio das narrativas daqueles que viveram e vivem seus efeitos. Tenho certeza de que muitos irão se emocionar ao ver essa história na tela”, destaca De Angelis.
Um desses personagens é Diogo Moura, de 35 anos, maestro da Orquestra Infantil do Aprendiz Musical e professor de violoncelo no projeto. Ele morava no Morro do Céu e entrou no programa aos 11 anos, quando era aluno da Escola Municipal José de Anchieta. Começou tocando flauta doce, mas se apaixonou pelo instrumento de cordas por causa da peça “Ave verum corpus”, de Mozart.
“Nunca fui quieto. Alguns professores me odiavam e minha mãe era chamada toda semana na escola. Isso foi assim até a música chegar”, lembra Diogo. “Foram três anos de flauta doce, mas sempre que a orquestra tocava o ‘Ave verum’ ficava encantado com uma nota do violoncelo, que depois descobri ser um fá sustenido. Aos 14 anos, aceitei um convite para tocar violoncelo e nunca mais peguei a flauta”, acrescenta.
Como aconteceu com várias crianças ao longo dos 24 anos de existência do programa, Diogo teve a vida transformada pelo Aprendiz Musical. A virada de chave foi em um dia em que, prestes a entrar na escola para a aula de flauta, viu outros meninos que conhecia abordarem um rapaz que não era da comunidade e começarem a espancá-lo.
“Eles me chamaram para ir lá bater também. Na porta da escola, de pasta em uma das mãos, flauta na outra, fiz uma escolha. Dei as costas para os meninos e entrei. Somos sempre convidados a fazer coisas erradas. Escolher o certo é um hábito. Escolho o certo todos os dias”, diz o maestro e violoncelista.
O documentário “Aprendiz Musical, a Semente do Amanhã” é produzido pelo NAV (Programa Niterói Audiovisual). Quem quiser assistir à exibição desta segunda-feira (22) deve retirar o ingresso on-line, gratuitamente, na plataforma Fever.
Sobre o Aprendiz Musical
Criado em 2001, o Aprendiz Musical é o maior programa de musicalização em escolas públicas do Brasil. Trata-se de uma iniciativa gratuita mantida pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Economia Criativa e Ações Estratégicas, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Além do ensino da música, a ideia é promover uma experiência social e cultural diversa, ampliando os horizontes de crianças e jovens com diferentes vivências no universo artístico. Atualmente, são quase 11 mil alunos ao todo, sendo cerca de dez mil apenas nas escolas da rede municipal.
Além das aulas de iniciação musical nas escolas, que incluem canto coral e prática de instrumentos, o projeto tem atividades em três polos: a Casa Aprendiz Musical Professor Aníbal Bragança, no Fonseca; o Solar Notre Rêve (Casa Norival de Freitas), no Centro; e o Conservatório de Música de Niterói. Por ano, a Prefeitura investe R$ 18 milhões no programa, que oferece bolsa-auxílio para os participantes selecionados por meio de edital (R$ 200 para iniciante, R$ 400 para intermediário e R$ 700 para avançado).

Companhia de Limpeza de Niterói explica conselho tutelar para alunos do projeto Clin Social

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Atividade aconteceu na AABB de São Francisco e teve a participação de 55 estudantes da Escola Municipal Ernani Moreira Franco

As crianças do projeto Clin Social, da Companhia de Limpeza de Niterói, tiveram uma programação especial na AABB de São Francisco. Além das atividades esportivas, elas participaram de um bate-papo sobre o conselho tutelar de uma forma lúdica, para que pudessem compreender o papel do órgão como fiscalizador e garantidor dos direitos de crianças e adolescentes e não como substituto da família e do Estado.

Foi um dia de aprendizado e diversão para cerca de 55 alunos do 4º e 5º anos do ensino fundamental da Escola Municipal Ernani Moreira Franco, localizada no Fonseca, zona norte de Niterói, em dois turnos (sempre no contraturno escolar).

A roda de conversa foi comandada pelo conselheiro tutelar Raphael Lírio Guimarães. Os estudantes participaram tirando dúvidas e relatando histórias.

Diana de Souza (12), integrante do projeto, achou a conversa muito esclarecedora. “Foi muito importante essa atividade, pois orienta as crianças que têm dificuldades. Eu pensava que o conselheiro prendia crianças, mas aprendi que ajuda, que temos direitos e deveres e que devemos respeitar mãe e pai”, afirmou Diana.

Raphael falou sobre as responsabilidades do órgão, o funcionamento, e sobre direitos e deveres das crianças e adolescentes. Ele explicou, ainda, o papel dentro da escola, que é combater o bullying, o racismo, esclarecer sobre o significado de ato infracional, e como deve ser a conduta em casa e na escola.

“O conselho tutelar tem a atribuição de zelar pelo direito das crianças e dos adolescentes. Quando há a iniciativa de sair da sede do órgão e visitar as instituições, o intuito é fazer um trabalho de prevenção para que eles aprendam e no futuro não venham a responder por isso. Assim, vão poder levar para outras crianças os direitos e os deveres delas. A curiosidade e o interesse fazem com que saiam instruídos”, explicou o conselheiro.

As principais competências do conselho tutelar, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluem atender crianças e adolescentes com direitos violados ou ameaçados, e aconselhar pais ou responsáveis. O conselho aplica medidas de proteção, encaminha casos ao Ministério Público e à Justiça, fiscaliza entidades de atendimento e requisita serviços públicos para garantir a proteção e os direitos dos jovens.

Sobre o projeto Clin Social – Desenvolvido pelo setor de Serviço Social da Companhia, o programa tem o objetivo de estimular a permanência no sistema regular de escolas destas crianças e adolescentes, entre 9 e 12 anos, e que muitas vezes moram em áreas de vulnerabilidade. No total, o projeto atende a 60 crianças. Realizado pela Clin desde 2010, são disponibilizadas atividades esportivas, culturais, musicais, artísticas e pedagógicas para os alunos, proporcionando a transformação social das crianças e das famílias.

Fotos: João Pedro Torres

PUD Games Comunidades reuniu entretenimento, inclusão digital e inovação no Caminho Niemeyer

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Segunda edição do evento teve programação diversificada

A 2ª edição do PUD Games Comunidades agitou o Caminho Niemeyer no final de semana passado. Organizado pela Prefeitura de Niterói, um dos maiores eventos de jogos eletrônicos do Estado do Rio teve uma programação diversificada que reuniu entretenimento, inclusão digital, tecnologia e inovação. O público participou de exposições tecnológicas, competições com os principais jogos da atualidade, concurso de cosplay, oficinas especializadas e palestras com dubladores de personagens marcantes de filmes como Lego, Os Incríveis, Avatar, Guardiões da Galáxia e do game League of Legends, entre outras atrações.

Após o sucesso da edição anterior, que atraiu quase 5 mil visitantes, o evento teve o objetivo de consolidar o PUD Games como referência na democratização do acesso às novas tecnologias. O evento foi um espaço inclusivo e familiar, voltado para a troca de conhecimento, formação de redes de contato e descoberta de novas oportunidades, em ambientes de acolhimento e experimentação tecnológica.

“Essa é a segunda versão do PUD Games. O setor de games é o que mais cresce no Brasil. No mundo, esse setor movimentou mais do que música e audiovisual juntos. A gente não pode negligenciar a potência desse setor. A gente quer mostrar que Niterói está consciente do quanto pode empregar pessoas e movimentar a partir dos games. Também é um evento super inclusivo. Um evento para toda a família, desde as crianças até os idosos”, destacou a secretária municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia.

O PUD Games Comunidades teve ainda ações voltadas para acessibilidade, como a Sala do Silêncio, um espaço de acolhimento sensorial, e propostas de formação e capacitação digital, ampliando as oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

O autônomo Alessandro Pereira Martins, 37 anos, estava com uma fantasia do personagem Ash Ketchum, protagonista da série de anime Pokémon.

“Estou fazendo uma homenagem com esse personagem do Pokémon, que é um anime clássico e as pessoas gostam muito. Dá esse ar de nostalgia para as pessoas. É um personagem que uso também paras minhas festas e animações. Trabalho com isso. O evento está muito bem organizado. Sou do Rio e vim para Niterói para prestigiar o PUD Games”, afirmou Alessandro.

Além de estimular a prática de jogos eletrônicos e valorizar novos talentos, o evento utilizou o universo gamer como instrumento de mobilização comunitária, integração tecnológica e fortalecimento das ações das Plataformas Urbanas Digitais (PUDs).

Fotos: Lucas Benevides

Viveiro da Clin recebe futuros enfermeiros em experiência com plantas medicinais

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Estudantes universitários conheceram espécies com diversas propriedades

Cerca de 25 alunos do quarto período do curso de enfermagem da Unilasalle visitaram o viveiro da Clin, orientados por funcionários da Divisão de Educação Ambiental (DIEA), sob coordenação do engenheiro florestal Luiz Vicente. Em dois turnos, manhã e tarde, eles conheceram de perto algumas das mais de 170 mil mudas, sendo aproximadamente 305 espécies da Mata Atlântica, embora o foco da visita tenha sido as plantas medicinais.

São aproximadamente 150 espécies de plantas medicinais encontradas no viveiro, como abajeru, que possui propriedades antidiabéticas, antirreumáticas, diuréticas e para o controle do colesterol; açafrão; gengibre e arnica, que servem como anti-inflamatório; capim limão, um calmante natural; malva, que funciona como anti-inflamatório, laxante e cicatrizante; erva de macaé, recomendada para problemas digestivos; entre outras.

Joyce Muniz, professora e coordenadora do curso de enfermagem na Unilasalle, está trabalhando com a turma o projeto de extensão “Diagnóstico Situacional em Saúde”, e disse que a visita foi muito produtiva.

“Nessa disciplina, eles precisam conhecer a realidade das comunidades para que possam fazer um projeto de intervenção. Então, estar aqui, nesse espaço, é importante para que adquiram conhecimento a respeito do uso das plantas medicinais e, assim, orientar a população de forma mais adequada. Ficamos encantados com esse local”, destacou a professora.

Os estudantes viram também plantas que auxiliam nas dores musculares, como erva baleeira, arnica e canela de velho.

“Nunca tinha vindo nesse lugar. Quando a professora disse que iríamos conhecer as plantas medicinais, achei que seria apenas uma pequena horta, mas me deparei com esse paraíso, que tem uma variedade enorme”, afirmou a aluna Kailayne Cardoso.

Fotos: João Pedro Torres