Surfistas na expectativa do Itacoatiara Big Wave 2026 que terá janela de competição de julho a setembro

Campeonato de ondas grandes na modalidade Tow In, na Praia de Itacoatiara em Niterói, prevê disputa entre nomes como os brasileiros Pedro Scooby, Lucas Chumbo, Gabriel Sampaio, Ana Agostini e Michelle des Bouillons e internacionais como Clement Roseyro, Ben Larg, Andrew Cotton e Tony Laureano.

O 8º Itacoatiara Big Wave (8º IBW), competição de nível internacional que já entrou para o calendário oficial do surfe, terá sua janela para o campeonato 2026 entre os meses de julho e setembro. A disputa, realizada na Praia de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói, no Estado do Rio, acontece na modalidade Tow In, na qual o atleta é rebocado até a onda por jet-ski. O IBW é organizado pela Associação de Surf de Ondas Grandes e Tow In de Niterói, apresentado pela Prefeitura de Niterói por meio da Secretaria de Esporte e Lazer e pela Águas de Niterói, com parceria esportiva do SESC/RJ.

Segundo o diretor executivo do Itacoatiara Big Wave, Alexey Wanick, a expectativa para este ano é da entrada de excelentes ondas, principalmente durante o mês de agosto. “Estamos em 2026 numa temporada muito boa pro surfe de ondas grandes e a expectativa é de recebermos um swell grande em agosto, mas isso depende de vários fatores, então estamos com a janela aberta desde já e até setembro”.

Entre julho e setembro a organização do evento acompanhará a previsão da formação das ondas e quando houver a aproximação de um swell grande, potente e com ventos favoráveis para a região de Itacoatiara, será emitido o Sinal Amarelo com uma antecedência de cinco a sete dias para a data que se pretende realizar a competição como alerta aos surfistas. Essa previsão se confirmando por um período entre quatro a cinco dia, é emitido o Sinal Verde e confirmada a data exata do campeonato. Itacoatiara costuma proporcionar ondas potentes entre quatro e seis metros.

No dia da competição, os atletas disputam em dupla, nas categorias Times Masculinos e Times Mulher-Homem, concorrendo a uma premiação total de R$ 150 mil. Na categoria masculina, os atletas se revezam entre a prancha e o jet-ski. Já na categoria Mulher-Homem, estará em jogo a performance feminina sobre as ondas enquanto caberá ao parceiro masculino pilotar.

Para a edição deste ano do 8º IBW já foram convidados nomes como os brasileiros Lucas Chumbo e Pedro Scooby, Gabriel Sampaio e Willyam Santana, Rodrigo Koxa e Vitor Faria, assim como os estrangeiros, Ben Larg (Escócia) e Clement Roseyro (França), Andrew Cotton (Inglaterra) e James Carrow (Austrália), Tony Laureano (Portugal) e Lourenço Katzenstein (Portugal).

Na modalidade Mulher-Homem, até o momento, é esperada a participação de Michelle des Bouillons (BRA), Laura Coviella (ESP), Ana Agostini (BRA), Dominique Charrier (CHI) e Summa Longnottom (AUS).

“Itacoatiara é um patrimônio do surfe brasileiro e hoje é reconhecida como o berço das ondas grandes no país. É aqui que os melhores big riders do mundo desafiam seus limites e escrevem novos capítulos da história do esporte. Para Niterói, é uma honra receber um campeonato dessa grandeza, Como o Itacoatiara Big Wave, que coloca nossa cidade no mapa internacional do surfe, gera oportunidades para o turismo, movimenta a economia e inspira novas gerações de atletas. A Secretaria de Esportes seguirá trazendo eventos que valorizam nossa cidade, mostrando a força do esporte como instrumento de desenvolvimento.” ressalta o secretário de Esporte e Lazer de Niterói, Luís Carlos Gallo de Freitas.

O IBW 2026 conta com apoio institucional do Parque Estadual da Serra da Tiririca, Reserva Marinha Extrativista de Itaipu e Lei Federal do Esporte e patrocínio do PRIO, Ford Caer, Shopping, Predial Net, Jappa da Quitanda, Puro Suco, Red Bull, Tidelli, Global Med, Itacoa, Bella Marina, Rio Ocean Fun, BemSurf, Go Up Bikes e Raldrei Natividade – Fisioterapia. A disputa será transmitida ao vivo pelo Sport TV e contará com uma estrutura reforçada com containers para a comissão julgadora e transmissão ao vivo. Um grande número de jet-skis estará na água para suporte ao socorro de atletas no segundo resgate. A restinga de Itacoatiara será protegida por grades e um sistema especial de trânsito será montado especialmente para o dia do evento.

Outra novidade dessa edição é o 1º sistema de julgamento desenvolvido no mundo especificamente para competições de tow in. Esse software permite gerar para atletas e espectadores durante a transmissão ao vivo um conjunto maior de informações para acompanhamento do campeonato.

“O IBW 2026 evoluiu em aspectos importantes ao oferecer para os atletas mais jet-skis de segurança aquática, uma premiação com valores mais altos e uma estrutura de transmissão e julgamento montada em containers o que oferece mais resistência aos ventos fortes. Além disso, temos também o aumento na quantidade de atletas estrangeiros convidados, aumentado a internacionalização da competição, valorizando o esporte e o turismo em Niterói, a modalidade e os atletas”, afirma Alexey Wanick.

Prefeitura de Niterói promove workshop gratuito de Va’a Inclusivo para surdos

Atividade combina teoria e prática para fortalecer a inclusão no esporte

A Prefeitura de Niterói realiza, no neste sábado (25), o Workshop de Va’a Inclusivo para surdos, uma capacitação gratuita que busca tornar a prática da canoa havaiana mais acessível às pessoas surdas e ampliar a inclusão no esporte. A atividade, promovida pela Coordenadoria de Acessibilidade e pelo Programa Niterói Inclusivo, acontece no Clube Naval e reunirá instrutores da modalidade e membros da comunidade surda em uma formação que combina teoria e prática, com foco na comunicação, segurança e interação entre surdos e ouvintes.

Voltado a instrutores de Va’a e pessoas surdas, iniciantes ou praticantes da modalidade, o workshop abordará, na etapa teórica, temas como inclusão no esporte, comunicação com pessoas surdas, comandos adaptados para a prática do Va’a, organização da equipe, segurança na água e a função de cada banco da canoa.

“A inclusão acontece quando criamos oportunidades reais de participação. Este workshop reforça o nosso compromisso de tornar o esporte cada vez mais acessível. Ao reunir instrutores e a comunidade surda em uma modalidade que faz de Niterói uma referência internacional, estamos fazendo a nossa parte para ampliar as oportunidades de inclusão, autonomia e convivência. Queremos que a canoagem polinésia seja, cada vez mais, uma opção de lazer acessível, na qual a comunicação deixe de ser uma barreira e todos possam participar plenamente”, afirmou a coordenadora de Acessibilidade, Camila Rodrigues.

Na etapa prática, os participantes terão a oportunidade de vivenciar a aplicação dos comandos adaptados, realizar exercícios de sincronia e ritmo, participar de simulações de situações reais e experimentar uma metodologia baseada na comunicação visual e vibracional. Toda a atividade contará com intérprete de Libras, garantindo acessibilidade durante a formação.

A capacitação será ministrada por Mariana da Cunha Teixeira, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisadora em bilinguismo Libras-Português e idealizadora do Imua UFF, e por Lilia Godoi, profissional de educação física e coordenadora do Marie Va’a, referência em práticas esportivas inclusivas.

Serviço Vá’a Inclusivo para surdos:

Data: Sábado (25/07)
Início: 7h30
Local: Clube Naval (Av Ermelindo Marins, 3100- Jurujuba – Niterói)

Região Oceânica ganha primeira estação NitBike em Piratininga

Unidade com bicicletas para adultos e crianças foi inaugurada neste sábado (11), com programação especial para toda a família

Os moradores da Região Oceânica passaram a contar com um novo ponto de acesso à mobilidade ativa. A primeira estação NitBike dessa área da cidade foi inaugurada, neste sábado (11), na Avenida Dr. Francelino Barcelos, no Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis (POP), ampliando a rede de bicicletas compartilhadas de Niterói.

O prefeito Rodrigo Neves enfatizou o sucesso do planejamento integrado pensado para a Região Oceânica, cujos projetos promovem sustentabilidade e qualidade de vida.

“Nos últimos anos, a Região Oceânica recebeu vários projetos, como o túnel Charitas-Cafubá e o Parque Orla Piratininga. Agora, avançamos com a chegada das NitBikes. Ao todo, serão 11 estações das “roxinhas”, distribuídas nos bairros Cafubá, Piratininga e Camboinhas. Niterói é um exemplo de ciclomobilidade para a América Latina”, ressaltou o prefeito.

A inauguração contou com uma programação especial voltada para crianças e famílias. Entre as atrações, houve circuito de bicicleta, brincadeiras recreativas e orientações sobre como pedalar com segurança, promovidas pelo grupo Bike Anjo Niterói. O evento também teve música, ponto de hidratação e opções de alimentação, criando um ambiente de lazer e convivência para o público.

Com a novidade, a cidade passa a contar com 63 estações das tradicionais “roxinhas”. A unidade de Piratininga é uma estação família, modelo que contempla também bicicletas infantis. Ao todo, são 20 vagas, sendo 12 para bicicletas adultas e oito para as mirins. Recentemente, a Praia de Icaraí, na altura da Rua Lopes Trovão, também recebeu uma unidade com esse formato.

Segundo o coordenador do Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, a chegada da estação à Região Oceânica representa mais um passo na expansão da infraestrutura cicloviária da cidade e no incentivo ao uso da bicicleta desde a infância.

“A instalação da primeira estação NitBike em Piratininga aproxima ainda mais as bicicletas compartilhadas dos moradores da Região Oceânica e reforça o compromisso da cidade com a mobilidade sustentável e com a formação de novos ciclistas”, destacou Filipe Simões.

Foto: Lucas Benevides

Prefeitura de Niterói realiza cerimônia de assinatura dos contratos com atletas do primeiro edital do Bolsa Atleta

Programa contempla atletas em formação e aqueles que participam de competições de nível internacional

A Prefeitura de Niterói realizou, nesta quinta-feira (09), a solenidade de assinatura de contratos dos atletas aprovados pelo edital do Bolsa Atleta com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL). Nesta primeira edição, o programa Bolsa Atleta beneficia diretamente 213 esportistas niteroienses.

O mapeamento técnico do edital aponta que a categoria de Base lidera as concessões com 82 contemplados, seguida por 51 atletas na categoria Estadual, 40 na Nacional e 40 na Internacional. Alinhado com as diretrizes de inclusão e acessibilidade da gestão municipal, o programa conta com 22 paratletas contemplados (10,3% do total), distribuídos entre as categorias Internacional (5), Nacional (15), Estadual (1) e Base (1). No recorte de gênero, o edital alcançou a participação de 134 homens (62,9%) e 79 mulheres (37,1%), caminhando em direção à meta institucional de atingir a paridade de gênero nas próximas edições.

O programa de incentivo ao esporte prevê auxílio financeiro mensal de até R$ 3 mil, por 12 meses, para atletas, paratletas e surdoatletas que representem o município em competições. O Bolsa Atleta prevê medidas para ampliar a participação feminina no esporte.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou a iniciativa da cidade em investir no esporte como instrumento de inclusão social.

“O Bolsa Atleta é mais do que um incentivo financeiro; é um investimento estratégico no futuro da nossa juventude e na construção de uma cidade mais justa. Historicamente, sabemos que onde o esporte e a inclusão social chegam primeiro, a vulnerabilidade não encontra espaço. Ao garantir que nossos jovens e atletas de base tenham estrutura para treinar e competir, estamos oferecendo perspectivas reais de vida. Niterói se consolida como uma cidade que protege e promove o desenvolvimento integral das novas gerações através do esporte”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

Entre os diferenciais do edital está a manutenção do benefício para atletas gestantes e lactantes, que continuarão recebendo o auxílio por seis meses após o parto, mesmo depois do término do período regular de 12 meses do programa. A medida busca assegurar condições para que as esportistas conciliem a maternidade com a carreira esportiva. O edital também estabelece a reserva de 10% das vagas para paratletas e surdoatletas, reforçando a política de inclusão.

A vice-prefeita e secretária do Clima e Sustentabilidade, Isabel Swan, relembrou os tempos de atleta em busca de patrocínio e reforçou a importância do benefício.

“Hoje, são 10 por cento de atletas paralímpicos. É uma conquista. O esporte tem que ser inclusivo, tem que representar, também, a equidade de gênero. São 40 por cento de mulheres e 60 por cento de homens. A gente queria chegar em 50 a 50, mas estamos chegando lá. Temos políticas de incentivo tanto às mulheres, quanto aos homens e aos jovens, isso é fundamental no nosso governo. É política pública construída através de atores transversais.”, destacou Isabel Swan.

O secretário de Esportes e Lazer de Niterói, Luiz Carlos Gallo, reforçou que o caminho de um atleta vai além do talento, e que a dificuldade pode estar na falta de recursos para competir.

“Às vezes, o que separa um atleta de uma grande conquista não é o talento, é a passagem para uma competição, o equipamento melhor, uma suplementação adequada ou a tranquilidade para seguir treinando, sem desistir do sonho. É exatamente para isso que existe o Bolsa Atleta de Niterói. Quero agradecer ao prefeito Rodrigo Neves pela confiança e pelo compromisso com o esporte da nossa cidade.”, disse o secretário.

Matheus Lima da Silva, de 18 anos, que faz parte do Parque Esportivo Social do Caramujo (PESC), atleta de levantamento de peso olímpico, destacou a importância do Bolsa Atleta para sua trajetória esportiva.

“O Bolsa Atleta representa reconhecimento e incentivo para os atletas. O esporte envolve muitos custos, independentemente da modalidade, e uma ajuda de custo faz diferença para que possamos seguir treinando e evoluindo. Meu sonho é chegar às Olimpíadas, e esse apoio é fundamental nessa caminhada”, comemorou Matheus Lima da Silva.

Moisés Santoro, atleta de jiu-jitsu, deficiente visual, e contemplado pelo Bolsa Atleta nas vagas destinadas às pessoas com deficiência, destacou o papel do programa na valorização dos esportistas.

“Me senti reconhecido pelo trabalho que venho realizando nos últimos anos. Esse projeto é fundamental para as novas gerações, para a formação de futuros atletas e para deixar um legado importante para o esporte de Niterói”, disse Moisés Santoro.

Duda Serrão, de 15 anos, atleta de vela e integrante do Projeto Grael, celebrou a conquista do Bolsa Atleta como uma oportunidade de representar Niterói.

“Fiquei muito feliz por ter essa oportunidade de receber o Bolsa Atleta. É um orgulho poder representar minha cidade e levar o nome de Niterói para frente. Tenho um grande sonho olímpico e acredito que, com esse incentivo, o esporte da cidade vai crescer ainda mais”, afirmou Duda Serrão.

Também estiveram na solenidade o secretário Executivo, Felipe Peixoto; o secretário de Educação, Bira Marques; a coordenadora de acessibilidade, Camila Rodrigues; e os vereadores Anderson Pipico e Beto da Pipa.

Foto: Claudio Fernandes

Fan Fests levam alegria e confraternização às ruas vencedoras do concurso “Minha Rua é Hexa”

Moradores da Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e da Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, celebraram a vitória da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (29)

Camisas verde e amarelas, famílias reunidas e muita animação marcaram as Fan Fests realizadas nas ruas que conquistaram o segundo e o terceiro lugares no concurso “Minha Rua é Hexa”, durante a vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão. Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, moradores comemoraram o resultado nesta segunda-feira (29) em clima de confraternização.

Promovido pela Prefeitura de Niterói, o concurso recebeu 6.754 votos populares e premiou as decorações mais criativas de ruas e condomínios da cidade durante a Copa do Mundo FIFA 2026. As comunidades vencedoras receberam como prêmio a realização de uma Fan Fest Oficial, com telão para transmissão dos jogos, sistema de sonorização, atividades recreativas para crianças, além de apoio logístico, limpeza urbana e segurança municipal. A campeã da competição, a Rua Alarico de Souza, no Atalaia, receberá a estrutura especial no dia 19 de julho, data da final da Copa do Mundo.

“A pintura nas ruas traduz a criatividade do povo brasileiro. Em época de Copa, essa expressão ganha ainda mais força ao transformar os espaços públicos em ambientes de arte, cor e integração, especialmente para as novas gerações, que precisam se aproximar e dar continuidade a essa tradição”, ressalta a presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa.

O concurso, realizado em parceria entre a FAN, a Neltur e a Coordenadoria de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, buscava resgatar a tradição de enfeitar os bairros durante o maior evento do futebol mundial e estimular a participação dos moradores. Ao todo, mais de 50 ruas e condomínios participaram.

“Essa é uma iniciativa singela e muito simbólica, que busca resgatar uma tradição que sempre fez parte da memória afetiva dos brasileiros e também de Niterói: as ruas enfeitadas com as cores do Brasil durante a Copa do Mundo. A ideia era incentivar moradores, famílias, condomínios e vizinhos a se reunirem novamente em torno desse espírito coletivo, celebrando o futebol, a convivência e o sentimento de pertencimento”, afirma o coordenador de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, Fernando Stern.

Tradição que passa de geração em geração

Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, a analista de sistemas e educadora física Fernanda Paes, de 42 anos, viu a tradição das ruas enfeitadas marcar sua infância e agora a revive ao lado da filha. Ela participa da decoração da travessa durante a Copa do Mundo desde 1998 e, neste ano, contou com a ajuda de Sarah, de 9 anos, que também colocou a mão na massa e ajudou a desenhar parte da pintura que garantiu o segundo lugar no concurso.

“Pintar a rua e colocar as bandeirinhas sempre foi uma forma de unir as pessoas e trazer as crianças para participar dessa tradição. Quando eu era pequena, brincava muito na rua e vivi tudo isso. Hoje, ver minha filha, com a mesma idade que eu tinha quando comecei a participar, vivendo essa experiência e também pintando a rua é muito gratificante. A iniciativa do concurso animou ainda mais a comunidade e trouxe de volta esse espírito da Copa e de união entre as pessoas”, afirmou Fernanda.

Além de preservar tradições, a decoração da Travessa Santa Clara também aproximou moradores e criou novas amizades. O arquiteto Ricardo Avelar, de 60 anos, e o pintor e desenhista Victor Bruno, de 51, se conheceram neste ano durante a organização das pinturas e dos enfeites da Copa do Mundo e voltaram a se reunir para acompanhar a Fan Fest promovida pela Prefeitura.

“A maior alegria é ver a criançada participando, porque tudo para eles é festa. Essa tradição existe desde 1978 e vem passando de pai para filho e de avô para neto. Daqui a alguns anos, essa garotada vai estar à frente de tudo isso, e é isso que é mais bacana”, afirmou Ricardo Avelar.

Para Victor Bruno, a decoração das ruas representa uma oportunidade de reunir as famílias e fortalecer o sentimento de comunidade.

“Mais do que um concurso, o importante é unir as famílias e o bairro. Esse resgate da pintura, das bandeirinhas e da decoração faz as pessoas saírem de casa para construir algo em comum. É uma forma de preservar essa tradição, tirar um pouco as crianças do celular e valorizar um convívio mais humano e coletivo”, destacou Victor.

Torcida que une gerações

Na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, a comemoração reuniu moradores de diferentes idades. O instrumentador cirúrgico Luan Daltio, de 34 anos, acompanhou a partida ao lado da esposa, a assistente social Andressa Daltio, de 33 anos, e do filho do casal, Pedro, de apenas oito meses. A família ajudou tanto na decoração premiada quanto na organização da festa.

“É muito bom ver o sorriso no rosto de uma criança pintando uma rua, torcer na frente de uma televisão, reunir a família na rua em que nós nascemos e fomos criados. É muito bom resgatar isso, que ficou perdido por muito tempo”, afirmou Luan.

“Também é bom fortalecer os laços entre a vizinhança e a comunidade em geral”, completou Andressa.

Foto: Luciana Carneiro e Lucas Benevides

Das leis ao tatame: deputados ensinam defesa pessoal a mulheres na Alerj

A iniciativa reuniu cerca de 35 alunas e fez com que os parlamentares trocassem o paletó pelo kimono

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) levou o debate sobre segurança feminina para além do plenário nesta quinta-feira (25/06). Na galeria da Casa, servidoras e mulheres fluminenses aprenderam técnicas de defesa pessoal em aula ministrada pela deputada Índia Armelau (PL), professora de Educação Física, e pelo deputado Rodrigo Amorim (PL), faixa-preta de jiu-jítsu.

A iniciativa marca a primeira edição do “Alerj Por Elas”, programa voltado ao empoderamento e à autoconfiança feminina por meio da defesa pessoal. O evento reuniu 35 mulheres para aprender técnicas de proteção, ganhar mais confiança e se preparar para situações de risco.

Durante a aula, a deputada Índia Armelau destacou que, na disputa de força física, as mulheres partem em desvantagem. Por isso, o treinamento foca em habilidade e sagacidade — seja para evitar o confronto, seja para ganhar tempo e acionar ajuda.

“É fundamental que a Alerj, como a casa do povo, torne essa experiência recorrente, que entre no calendário oficial da Assembleia Legislativa e se torne um evento mensal, quinzenal ou semanal, trazendo cada vez mais mulheres, gratuitamente para aprender noções básicas de defesa pessoal”, afirmou.

Com base nos índices de violência contra a mulher — o Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025, com quatro casos por dia, e o Rio de Janeiro concentra o terceiro maior número do país —, a aula simulou situações cotidianas de risco, como puxão de cabelo, empurrão, agressão por enforcamento e como reagir ao ser derrubada ao chão.

O deputado Rodrigo Amorim destacou que a presença de mulheres de diversas faixas etárias demonstra força e coragem. “Claro que o maior objetivo é prevenir a violência. O maior instrumento de autodefesa é sair da confusão, evitar a briga. Mas, uma vez que o problema aconteceu, a mulher precisa saber movimentos básicos para preservar sua integridade física e, muitas vezes, lamentavelmente, a própria vida”, declarou.

Leis que protegem as mulheres

A ação se soma ao histórico da Alerj no enfrentamento à violência contra a mulher. Nesta semana, o Governo do Estado sancionou o Pacto Estadual Contra o Feminicídio. A Lei 11.231/26, assinada por 38 parlamentares, institui mecanismo permanente de combate ao feminicídio, com atuação integrada entre poderes públicos, órgãos de justiça, segurança pública e sociedade civil.

Outra medida recente é a Lei 11.025/25, de autoria dos deputados Sarah Poncio (SDD) e Rodrigo Amorim, que garante às mulheres fluminenses o acesso seguro ao spray de extratos vegetais como instrumento de legítima defesa.

A jovem Geovanna Black, de 15 anos, faixa verde com oito anos de jiu-jítsu, resume o espírito da tarde: para ela, a prática vai além do tatame e é uma ferramenta para romper com a vulnerabilidade a que as mulheres estão expostas no dia a dia. “A gente se apoia, ensina uma à outra a ser mais autoconfiante e a se impor mais”, disse.

Capital Estadual do Surfe: ondas que movimentam quase R$180 milhões na economia de Saquarema

O impacto econômico gerado pela etapa mundial no município da Região dos Lagos consolida cada vez mais o “Maracanã do Surfe” para além de uma homenagem esportiva.

Além das ondas imponentes que se destacam na etapa da Liga Mundial de Surfe em Saquarema, existe um impacto econômico que explica por que o município é considerado a Capital Estadual do Surfe: na edição de 2025, foram quase R$ 180 milhões injetados na economia local, segundo relatório realizado pela EY, referência em auditorias em consultoria. O reconhecimento da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) – garantido pela Lei 7.527/17 – ajuda a fortalecer a identidade do “Maracanã do Surfe” para além de uma homenagem esportiva e consolidar o destino como máquina de geração de empregos, turismo e renda.

No Dia Mundial do Surfe, realizado neste sábado (20/06), os números do setor turístico mostram que o protagonismo de Saquarema não é apenas pelo espetáculo dos atletas nas manobras das ondas. Só em 2024, a ocupação hoteleira chegou a 100% em Itaúna e 95% no restante da cidade. Já em 2025, a edição impulsionou a geração de 2.665 empregos diretos, com uma distribuição de R$ 93 milhões em renda para as famílias da região. Nesse contexto, o título concedido pela Alerj confirma não apenas a identidade histórica da cidade, mas incentiva novas projeções e oportunidades relacionadas ao esporte.

Ainda no setor turístico, esses números representam mais oportunidades para empreendedores locais. À frente de uma pousada em Saquarema há oito anos, Janaína Coelho, 46, relata que, durante uma janela do campeonato na cidade, a demanda de ocupação no estabelecimento cresce exponencialmente. “Nesse período, temos 100% de ocupação, uma diferença de 50% a mais. Normalmente ganhamos com metade desse número em temporadas normais”, descreve.

A busca por hospedagem acompanha o crescimento do público durante o evento, enquanto o número de visitantes é superado pela quantidade de moradores da cidade. Em 2025, Saquarema recebeu cerca de 410 mil pessoas na Praia de Itaúna ao longo dos 11 dias de programação. O número corresponde a mais de quatro vezes a população estimada do município, que é de 95 mil habitantes, e transforma a cidade em uma vitrine global do surfe.

“Com isso, também aumenta a demanda por diversos serviços, além da hospedagem, como alimentação, transporte e comércio. Muitos moradores conseguem uma renda extra alugando imóveis, trabalhando diretamente na organização do campeonato ou ampliando as vendas de seus negócios durante o período da competição”, explica Janaína.

O surfe no DNA de Saquarema

Dizer que os saquaremenses trocam o futebol pelo surfe não é exagero. A relação, que vem desde a década de 1970, quando a região atraiu surfistas que queriam desbravar ondas de até três metros, e perdurar até os dias atuais. O reconhecimento do Parlamento fortalece esse matrimônio e oficializa um relacionamento que construiu sua identidade a partir do elo entre o amor pelo surfe e a manutenção da cultura histórica local.

Durante a etapa do mundial deste ano, que começou na sexta-feira (19/06), a expectativa é atrair cerca de 400 mil visitantes até o último dia, na próxima sexta (26/06). Para Janaína, a competição continuará mostrando as belas praias, estrutura e tudo que a cidade pode oferecer, além do potencial de transporte mais possibilidades para os anos seguintes. Isso porque a Saquarema renovou a etapa do Mundial de Surfe até 2028.

“Temos praias de qualidade, como a de Itaúna, que são reconhecidas por suas ondas. Além disso, hoje, Saquarema também ganha outras etapas, como o circuito de acesso ao surfe mundial”, completa Janaína.

Niterói se associa à principal rede mundial de apoio à ciclomobilidade e apresenta candidatura para sediar o Velo-city 2029

Prefeito Rodrigo Neves também anunciou expansão do NitBike na Região Oceânica

Niterói deu mais um passo em sua estratégia de fortalecimento da mobilidade ativa e de projeção internacional como referência ao uso de bicicletas como forma de transporte. Durante o Velo-city 2026, um dos mais importantes congressos mundiais sobre mobilidade por bicicleta, que reúne representantes de mais de 60 países, realizado em Rimini, na Itália, a Prefeitura formalizou a adesão da cidade à rede Cities and Regions for Cyclists, coordenada pela European Cyclists’ Federation (ECF), principal organização global dedicada à promoção da ciclomobilidade.

Reconhecida pelo Copenhagenize Index, da Dinamarca, como a cidade mais amigável à bicicleta da América Latina, Niterói passa a integrar uma rede internacional que reúne governos locais comprometidos com o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao uso da bicicleta como meio de transporte sustentável, saudável e eficiente. Durante o encontro, o prefeito Rodrigo Neves apresentou oficialmente o interesse de Niterói em sediar futura edição do Velo-city, propondo que a cidade receba o evento em 2029. A candidatura reforça o protagonismo conquistado pelo município nos últimos anos no cenário internacional da mobilidade urbana sustentável.

“Estamos no principal evento sobre bicicleta e ciclomobilidade do mundo, formalizando a adesão de Niterói a essa importante rede internacional. Queremos aprender, compartilhar experiências e fortalecer ainda mais as políticas públicas que vêm transformando a nossa cidade. Quem sabe, em breve, possamos receber o Velo-city em Niterói”, afirmou Rodrigo Neves.

A adesão foi formalizada em encontro com o presidente da European Cyclists’ Federation, Henk Swarttouw, e com a CEO da entidade, Laurianne Krid.

“Estamos muito felizes em receber Niterói. Esperamos contar com a participação da cidade em nossas reuniões, conferências e webinários, para que possamos compartilhar experiências e trabalhar juntos na construção das melhores cidades para o uso da bicicleta em todo o mundo”, destacou Henk Swarttouw.

Além da participação institucional no evento, a Prefeitura apresentou o NitBike, sistema de bicicletas compartilhadas da cidade, que será ampliado para a Região Oceânica. Durante a programação, foi anunciada a implantação de uma nova estação na região, com início de operação previsto para o dia 11 de julho.

O coordenador do Programa Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, destacou a importância da expansão do sistema.

“O NitBike já se consolidou como uma alternativa eficiente e sustentável de deslocamento para milhares de pessoas. A chegada à Região Oceânica representa mais um passo na ampliação da rede e no fortalecimento da cultura da bicicleta em Niterói”, afirmou.

Niterói iniciou sua política estruturada de mobilidade ativa em 2013 através do programa Niterói de Bicicleta e hoje conta com 100 quilômetros de infraestrutura cicloviária, além de iniciativas como o Bicicletário Arariboia, milhares de paraciclos e ações educativas sobre o uso da bicicleta. Acompanharam o Prefeito Rodrigo Neves na visita a Velo-city, o coordenador do programa Niterói de Bicicleta, Filipe Simões e o Secretário Executivo Felipe Peixoto.

Maracanã recebe ambulatório temporário para avaliação cardiovascular de atletas de projetos sociais

Ação CardioFut 2026 busca ampliar o acesso à prevenção cardiovascular no esporte e pode contribuir para a criação do primeiro ambulatório público de cardiologia esportiva do Rio de Janeiro

Entre os dias 25 e 27 de junho, o Estádio do Maracanã receberá uma estrutura temporária de atendimento médico voltada à avaliação cardiovascular de jovens atletas durante o CardioFut 2026. Paralelamente à programação voltada aos profissionais multidisciplinares que atuam na formação e no acompanhamento de atletas, cerca de 180 jovens vinculados a projetos sociais, clubes esportivos e associações atléticas passarão por avaliações médicas gratuitas ao longo dos três dias de evento. A expectativa é atender aproximadamente 60 atletas por dia, em consultas conduzidas por especialistas em Medicina do Esporte, Cardiologia e Ecocardiografia, com foco na avaliação cardiovascular e na prevenção de riscos à saúde.
Batizado de Ambulatório Afya, o espaço foi criado para ampliar o acesso a avaliações especializadas, uma realidade ainda distante para muitos jovens atletas brasileiros. A proposta é identificar precocemente alterações cardiovasculares que possam comprometer a prática esportiva segura, contribuindo para a conscientização sobre a importância do acompanhamento médico regular no esporte.

Os participantes serão submetidos a eletrocardiograma de repouso, ecocardiograma, anamnese e exame físico. Os atendimentos serão realizados por uma equipe formada por seis médicos, sob a coordenação do Dr. Selênio Campos Filho, médico da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e do Flamengo, além de coordenador da pós-graduação em Medicina do Esporte da Afya Educação Médica.

Diversos jovens atletas treinam regularmente sem nunca terem realizado uma avaliação cardiovascular especializada, por falta de acesso financeiro e social a um serviço de cuidado multidisciplinar. O ambulatório permite identificar alterações que muitas vezes passam despercebidas e oferece uma oportunidade importante de prevenção e orientação médica”, afirma o especialista.

Entre os jovens atendidos estarão atletas das categorias de base do Sampaio Corrêa-RJ, clube de Saquarema que vem se destacando pelo trabalho de formação de talentos no futebol fluminense. Atualmente na Série D do Campeonato Brasileiro, a equipe alcançou, em 2025, a melhor campanha de sua história no Campeonato Carioca, encerrando a competição na quinta colocação.

A ação integra a programação da segunda edição do CardioFut, seminário que reunirá profissionais da saúde e do esporte do Brasil e do exterior para discutir protocolos de emergência, prevenção e atendimento médico no futebol.

Idealizador do evento, o cardiologista Fabrício Braga destaca que a redução dos casos de morte súbita e eventos cardiovasculares graves no esporte depende de investimento em prevenção, capacitação e acesso a avaliações médicas periódicas. Segundo estudo publicado este ano no British Journal of Sports Medicine, a taxa de sobrevivência após parada cardíaca súbita em atletas chega a 82% na América do Norte e a 63% na Europa, enquanto América do Sul e África ainda apresentam índices significativamente inferiores.

Além do atendimento realizado durante o evento, a experiência servirá como base para um projeto de longo prazo. A proposta dos organizadores é que o modelo contribua para a criação do primeiro ambulatório público de cardiologia esportiva do Rio de Janeiro, ampliando o acesso de atletas jovens a avaliações especializadas e fortalecendo a cultura de prevenção no esporte.

Ao reunir assistência, educação médica e promoção da saúde, a iniciativa busca chamar a atenção para a importância da avaliação cardiovascular no esporte, especialmente entre jovens atletas em fase de formação, para os quais o acesso a esse tipo de acompanhamento ainda é limitado.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

Concurso “Minha rua é Hexa” divulga vencedores

Localidades com as decorações mais votadas vão ganhar da Prefeitura de Niterói uma Fan Fest Oficial para acompanhar a transmissão de jogos da Copa

Enquanto as seleções suam a camisa na primeira fase da Copa do Mundo FIFA 2026, três ruas de Niterói já podem comemorar. Nesta segunda (22), saiu o resultado do concurso “Minha rua é Hexa”, que vai premiar as decorações mais criativas de ruas e condomínios da cidade durante o mundial de futebol. Ao todo, mais de 6.700 pessoas votaram pelo site niteroi.rj.gov.br/minharuaehexa.

“Essa é uma iniciativa singela e muito simbólica, que busca resgatar uma tradição que sempre fez parte da memória afetiva dos brasileiros e também de Niterói: as ruas enfeitadas com as cores do Brasil durante a Copa do Mundo. A ideia era incentivar moradores, famílias, condomínios e vizinhos a se reunirem novamente em torno desse espírito coletivo, celebrando o futebol, a convivência e o sentimento de pertencimento”, afirma o coordenador de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, Fernando Stern.

A campeã é a Rua Alarico de Souza, no Atalaia, com 1.218 votos (18,03%). Em segundo lugar, está a Travessa Santa Clara, em Ponta D’Areia, com 861 votos (12,75%). E a Rua Ministro Sousa Costa, no bairro Tenente Jardim, ocupa a terceira colocação, com 641 votos (9,49%).

“Em 2022, já havíamos feito a pintura da rua, mas em uma escala bem menor. Nesta Copa, contamos com uma participação muito maior dos moradores, que se envolveram para resgatar essa tradição. A organização e o espírito de união fizeram toda a diferença. Foram noites de muito trabalho e dedicação, mas a alegria e o orgulho de conquistar o concurso fizeram tudo valer a pena”, destaca a moradora do Atalaia, Naomy Sales.

Todas receberão como prêmio a realização de uma Fan Fest Oficial, com estrutura totalmente custeada pela Prefeitura de Niterói. A programação contará com telão de LED para transmissão dos jogos da Copa e sistema de sonorização, além de atividades recreativas voltadas ao público infantil e apoio logístico.

“O pessoal ficou muito empolgado e feliz com o concurso. A pintura da rua é uma tradição antiga. Eu comecei a participar em 1994, mas antes disso meus pais e os moradores mais antigos já mantinham essa tradição. Desde então, fazemos a decoração a cada Copa. O bairro inteiro se mobiliza, as pessoas querem ajudar e muitos visitantes passam pela rua para conhecer o trabalho. A repercussão foi tão positiva que já estamos falando sobre a possibilidade de, pela primeira vez, fazermos uma decoração para a Copa do Mundo Feminina no ano que vem. Como a competição será realizada no Brasil, a ideia tem animado bastante os moradores”, conta Sandro Viana, morador da Ponta da Areia.

A rua vencedora receberá a Fan Fest no dia 19 de julho, data da final da Copa do Mundo 2026. Já o segundo e terceiro colocados terão os eventos realizados nesta quarta-feira (24), durante o último jogo da Seleção Brasileira na fase de grupos da competição. Moradores das três localidades também receberão ingressos oficiais para o evento “Niterói – Energia para Torcer”, que acontece no Caminho Niemeyer.

“Para além do aspecto decorativo, a pintura nas ruas traduz a criatividade do povo brasileiro. Em época de Copa, essa expressão ganha ainda mais força ao transformar os espaços públicos em ambientes de arte, cor e integração, especialmente para as novas gerações, que precisam se aproximar e dar continuidade a essa tradição”, ressalta a presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa.

O concurso, realizado em parceria entre a FAN, a Neltur e a Coordenadoria de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, buscava resgatar a tradição de enfeitar os bairros durante o maior evento do futebol mundial e estimular a participação dos moradores. Ao todo, mais de 50 ruas e condomínios participaram.

Foto: Claudio Fernandes