
Acompanhamento médico e precauções em campo são fundamentais para os atletas mais experientes
O futebol é uma paixão do brasileiro, não importa a sua idade. Por todo o país, é possível identificar os “atletas de fim de semana”, pessoas comuns que praticam o esporte por diversão, muitas delas já acima dos 60 anos. Embora a atividade física seja algo saudável na terceira idade, a intensidade de um jogo de futebol exige cuidados mais específicos, para evitar lesões e acidentes mais graves.
Segundo um estudo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) publicado no ano passado, cerca de 65% dos jogadores de futebol amadores observadores já havia sofrido pelo menos uma lesão, sendo que 46% deles não realizava um treinamento semanal estruturado. Especificamente em relação a jogadores amadores da terceira idade, um estudo de 2025 da American Heart Association indicou que a doença arterial coronariana ganha relevância como fator de risco na prática de exercícios físicos.
Andressa Dias, geriatra e professora de pós-graduação da Afya Educação Médica Curitiba, aponta que existem alguns fatores aos quais a pessoa precisa prestar mais atenção na hora de praticar o esporte. Para ela, apesar de eventuais riscos de lesão, há muitos benefícios em se jogar futebol na terceira idade, se for algo feito com o devido cuidado.
Quais os benefícios do futebol para os idosos?
“Para os idosos, jogar de uma a duas horas traz muitos benefícios. A atividade melhora a saúde do coração, ajuda no controle de peso e também na prevenção do diabetes e da sarcopenia, que é a perda de função muscular. O futebol atua ainda em outra área importante: a da força física e do equilíbrio, pois é um exercício que trabalha esses fundamentos, o que pode prevenir quedas. Naturalmente, o idoso tem outro ganho que é o da saúde mental: o futebol promove socialização e bem-estar psicológico. Os riscos de lesão articular são pequenos, se a prática for ao ritmo da pessoa”.
Que tipo de lesão ou trauma o idoso pode sofrer jogando futebol?
“Curiosamente, quando olhamos para as lesões específicas do futebol, encontramos casos próximos do que sofre um jovem: ruptura de ligamento de joelho, que geralmente é tratada por meio de cirurgia; as entorses, que podem gerar lesão nos ligamentos que fixam o pé e são tratados com imobilização e medicamentos; alguns hematomas também podem surgir, mas eles são mais comuns caso o idoso já tenha tomado anticoagulante. Há também as situações de quedas e traumas em crânio e face, pelo futebol ser um esporte de contato. Mas, no geral, as lesões mais recorrentes são de joelho ou tornozelo.
É importante ressaltar, no entanto, que o idoso que faz atividade física possui um preparo muscular bem melhor para lidar com eventuais casos como esses, pois o exercício diminui a chance de um trauma ou lesão. Aqueles que são sedentários e sofrem um acidente em casa, por exemplo, estão em uma situação bem pior do que quem se exercita regularmente”.
Antes e durante o jogo, que cuidados são necessários?
“Antes de entrar em campo, o idoso precisa fazer uma boa avaliação médica para checar o coração, ajudar o controle da pressão e da glicemia. No dia da partida, o idoso deve cuidar da hidratação, usar chuteiras adequadas e fazer um bom aquecimento antes de jogar. Durante a partida, o ideal é manter um ritmo confortável e parar imediatamente caso sinta dor no peito, falta de ar ou tontura. Um cuidado importante é o evitar o cabeceio da bola, para não gerar pequenos traumas neurológicos a longo prazo”.
Quantos minutos de jogo e quantos dias na semana o idoso pode jogar?
“Os estudos mais recentes indicam que o ideal é uma partida de 40 a 60 minutos, duas vezes por semana. Esse volume contribui bastante para a meta da OMS, que é de 150 minutos de atividade física semanal. Se o paciente está em uma condição sedentária, o mais recomendado é começar com um tempo menor de jogo e progredir aos poucos, além de complementar o futebol com caminhadas ou musculação nos outros dias da semana”.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
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