Momento marcou a chegada da guitarra oficial do Hard Rock Cafe à cidade, símbolo do início de uma nova era de cultura e entretenimento no litoral paulista
Em um gesto carregado de significado, o pai de Neymar Jr., Neymar da Silva Santos, conduziu a chegada da guitarra oficial do Hard Rock Cafe à Praia Grande — cidade onde o filho deu seus primeiros passos rumo à carreira no futebol. Durante a celebração, Neymar Pai relembrou as manhãs em que levava o filho de moto para os treinos, revivendo memórias que simbolizam o início de grandes jornadas.
A lembrança se conectou perfeitamente ao espírito do Hard Rock Cafe, que celebra histórias de superação, atitude e paixão. A chegada da icônica guitarra — símbolo mundial da marca — ao Litoral Plaza Shopping marca o início da era Hard Rock Cafe Praia Grande e reforça o propósito da marca em unir música, cultura e impacto positivo.
Mais do que um marco visual, o evento simboliza a consolidação da presença do Hard Rock Cafe no litoral paulista e sua parceria com o Litoral Plaza Shopping, que será o endereço oficial da nova unidade. O espaço reunirá gastronomia, entretenimento e experiências inspiradas no DNA global da marca.
O trajeto da guitarra também passou pelo Instituto Projeto Neymar Jr., reforçando o elo da marca com a comunidade e a intenção de desenvolver ações conjuntas em projetos sociais e educacionais.
A cerimônia contou com o apoio da Secretaria Municipal de Trânsito (SETRAN), que garantiu a segurança e a logística do percurso.
Com a chegada da guitarra, Praia Grande entra oficialmente para o mapa do Hard Rock Cafe — em uma história que une memórias, música e inspiração.
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) colocou o Brasil de volta no radar das grandes multinacionais do entretenimento, e não exatamente por causa de sua produção cultural. O julgamento do Tema 914, concluído em agosto e publicado em outubro de 2025, validou a ampliação da CIDE-Tecnologia, uma contribuição de 10% sobre remessas ao exterior relacionadas a royalties, licenças e serviços técnicos.
O impacto foi imediato. A Netflix, ao divulgar seu balanço global, revelou um ajuste contábil de US$ 619 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões) diretamente ligado à decisão do STF. O anúncio sacudiu o mercado, derrubou as ações da companhia em Nova York e reacendeu o debate sobre o já conhecido “Custo Brasil”.
O que está em jogo
Criada pela Lei 10.168/2000, a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) foi ampliada em 2001 e 2007 para abranger pagamentos por transferência de tecnologia, serviços técnicos e assistência administrativa. Na prática, ela incide sobre remessas ao exterior que remuneram empresas estrangeiras por conhecimento, tecnologia ou uso de marcas e patentes.
O que o STF fez agora foi confirmar a constitucionalidade dessa ampliação. Com o acórdão publicado em 16 de outubro de 2025, a Corte abriu caminho para que a Receita Federal cobre valores represados, gerando uma onda de reavaliações fiscais, especialmente de empresas digitais que operam no país, como Netflix, Amazon, Google e Spotify.
Por que a Netflix foi a primeira atingida
O modelo de negócios da Netflix depende fortemente de contratos internacionais: licenciamento de conteúdo, tecnologia de streaming, suporte técnico e uso de algoritmos. Todos esses elementos envolvem pagamentos a outras subsidiárias do grupo no exterior. Com a nova leitura validada pelo STF, essas remessas passam a ser tributadas pela CIDE, e em muitos casos, também pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).
“Não se trata apenas de mais um imposto, mas de uma mudança de patamar”, explica André Charone, contador tributarista e professor universitário.
“O Brasil está mostrando ao mercado internacional que vai cobrar tributos sobre qualquer operação que envolva tecnologia ou propriedade intelectual. Isso muda as regras do jogo para todas as empresas digitais.”
Segundo Charone, a decisão cria um “efeito cascata”: grandes plataformas precisarão rever contratos, recalcular margens e reavaliar preços, o que pode refletir em reajustes para o consumidor final.
Custo Brasil 2.0
A CIDE vem se somar a outros tributos que já pesam sobre o setor digital. Desde a Lei Complementar 157/2016, os serviços de streaming são tributados pelos municípios via ISS, o que já havia encerrado uma longa disputa com o ICMS. Agora, com a confirmação da CIDE sobre as remessas ao exterior, o Brasil passa a figurar entre os países com maior carga tributária efetiva para empresas de tecnologia.
“O discurso de modernização e digitalização esbarra em um sistema tributário que continua complexo, redundante e pouco previsível”, observa Charone.
“Enquanto outros países buscam simplificar regras, o Brasil segue criando camadas sobre camadas de impostos, e isso afeta a competitividade.”
Reações divididas
O governo e parte do setor público comemoraram a decisão. Para eles, a ampliação da CIDE representa mais recursos para ciência e tecnologia, já que a contribuição tem destinação específica.
Nos bastidores, porém, o sentimento é de apreensão. Escritórios de advocacia relatam aumento súbito na demanda de consultas e planos de contingência de multinacionais.
Tributaristas avaliam que o STF pode ter dado uma vitória de curto prazo ao Fisco, mas à custa de segurança jurídica. “Quando uma decisão muda o entendimento de contratos em vigor há anos, cria-se um precedente perigoso. O investidor internacional passa a ver o Brasil como um terreno instável”, resume Charone.
O que pode acontecer a seguir:
Mais ações judiciais: empresas podem contestar a aplicação retroativa da CIDE.
Revisão de contratos: cláusulas sobre royalties e tecnologia precisarão ser reescritas.
Repasses ao consumidor: parte do custo deve chegar às mensalidades.
Impactos setoriais: plataformas menores podem perder competitividade e reduzir catálogo.
Charone aposta que 2026 será o ano de litígios tributários digitais. “O streaming foi o primeiro a sentir o golpe, mas fintechs, marketplaces e empresas de software também serão afetadas. A decisão do STF cria uma nova fronteira de arrecadação, e de conflitos.”
A decisão do STF sobre a CIDE-Tecnologia não apenas mudou o balanço da Netflix. Ela redefiniu o campo tributário brasileiro para toda a economia digital. O país reafirma seu direito de tributar empresas globais, mas também reacende um debate antigo: como equilibrar arrecadação e competitividade em um mercado globalizado.
Como sintetiza André Charone: “O Brasil precisa decidir se quer ser um polo de inovação ou um campo minado tributário. Até agora, parece querer os dois.”
Sobre o autor:
André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).
É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.
Seu mais recente trabalho é o livro “Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática”, em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Estado do Rio de Janeiro se destaca no cenário nacional, impulsionado pelos investimentos da Política Aldir Blanc
O Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura atingiu a marca de 10 mil entidades e coletivos culturais certificados em todo o país, segundo levantamento do Ministério da Cultura (MinC). E o estado do Rio de Janeiro tem papel de destaque nesse panorama, reunindo cerca de 1.260 grupos culturais, um aumento de mais de 470% nos últimos dois anos — resultado direto dos investimentos da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) e do Convênio nº 368/2007, firmado entre a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SececRJ) e o MinC.
Somente em 2024, o Governo do Estado operacionalizou mais de R$ 19 milhões em recursos destinados à rede de Pontos e Pontões de Cultura, por meio dos editais Prêmio Asas e Raízes e Saberes. No total, cerca de 370 propostas foram contempladas, fortalecendo a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) em todo o território fluminense.
“A Rede Cultura Viva RJ inicialmente era formada por 220 pontos de cultura, número que hoje chega a aproximadamente 1.260. Além do fomento, oferecemos atendimentos personalizados e mantemos uma chamada pública contínua para o mapeamento da rede estadual, com apoio em gestão, formalização e na construção de indicadores e diagnósticos”, destaca Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
Danielle Barros durante entrega de certificados de Pontos e Pontões
Além do fomento direto, os editais Asas e Raízes e Saberes, referentes ao primeiro ciclo da Pnab, também tiveram caráter certificador. Assim, todas as instituições e coletivos que participaram e obtiveram mais de 50 pontos no Bloco 1 dos editais receberam automaticamente a certificação como Ponto de Cultura.
“No estado do Rio de Janeiro a Política Nacional Cultura Viva é uma política pública prioritária. Hoje a Rede Cultura Viva RJ é a segunda maior rede do país, representando 11.71% do total nacional. Esse aumento expressivo reflete a gestão compartilhada, entre estado, municípios e sociedade civil”, destaca Thiago Sales, Assessor-chefe de Cultura e Sociedade, da SececRJ.
Sobre o Cadastro Nacional
Coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura alcançou a marca de 10 mil entidades e coletivos culturais certificados em todo o país. Desse total, 2.800 foram incluídos somente entre 1º de agosto e 2 de outubro, com a importação dos editais lançados com os recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura destinados à execução da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV).
A nova ferramenta permite que os entes federados incluam no Cadastro Nacional as organizações culturais selecionadas em seus editais certificadores. Até o momento, já concluíram o envio das informações 13 governos estaduais/distrital: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Os demais estados ainda devem inserir os dados das iniciativas reconhecidas localmente.
A GOL Linhas Aéreas manteve sua liderança em pontualidade no Brasil durante o mês de setembro, conforme o ranking On Time Performance, da Cirium, plataforma referência no monitoramento de dados aeronáuticos globais. Aérea mais pontual do Brasil desde 2024 e ao longo de 2025, a GOL demonstra por mais um mês a consistência do seu compromisso com o tempo de seus Clientes.
Segundo o relatório publicado nesta segunda-feira (13/10), a Companhia concluiu o mês de setembro com 90,35% dos voos pousando em até 15 minutos do horário previsto, tendo como base de dados um total de 19.720 mil voos. A magnitude destes números destaca uma operação sólida e aliada a ações estratégicas que valorizam Clientes e Colaboradores.
Para reforçar seu compromisso com o tempo dos passageiros e mostrar ao público como atua para alcançar altos níveis de performance, a GOL lançou no último mês a Web Série “Por trás da Pontualidade”, publicada semanalmente em seu perfil no LinkedIn. Nos episódios, diferentes áreas estratégicas da Companhia compartilham como cada uma contribui para a eficiência e a excelência operacional da empresa.
“Ser uma Companhia pontual vai muito além de decolar e pousar no horário. A pontualidade começa antes mesmo do embarque, com um check-in ágil e simples para o Cliente. Envolve também um planejamento de malha eficiente, que garante bons tempos de solo entre os voos. Durante a operação, monitoramos continuamente fatores externos que podem impactar o desempenho, além de ter uma rotina de manutenção com processos bem estruturados para garantir a máxima Segurança. Cada etapa faz diferença para alcançarmos resultados de excelência. Estar na liderança em pontualidade no Brasil de forma tão consistente mostra que estamos no caminho certo”, afirma Albert Perez, vice-presidente de Operações da GOL.
A GOL, companhia aérea mais pontual do Brasil, faz parte do Grupo Abra e, desde sua fundação em 2001, segue o propósito de “Ser a Primeira para Todos”, democratizando o acesso à aviação com soluções inteligentes que encantam mais de 30 milhões de clientes por ano. A Companhia conta com um time de 14 mil profissionais focados na Segurança, valor número um da GOL, e opera uma frota padronizada de 142 aeronaves Boeing 737. Com alianças com a American Airlines e a Air France-KLM, a GOL disponibiliza aos seus passageiros mais de 60 acordos de codeshare e interline, trazendo mais conveniência e facilidade nas conexões para qualquer lugar atendido por essas parcerias. A Smiles, que é o maior programa de fidelidade do país e oferece uma plataforma completa de viagens, e a GOLLOG, que hoje é a maior operação cargueira regular do Brasil, também fazem parte do ecossistema da GOL.
Por Alexandre Nakano, diretor de Segurança e Networking da Ingram Micro Brasil*
A ascensão da inteligência artificial tem sido um divisor de águas para o mundo corporativo. A IA já está presente em processos de decisão, modelos de negócios e até em interações cotidianas. Porém, ao mesmo tempo em que cria oportunidades, essa tecnologia também amplia os riscos de ataques cibernéticos. Junto aos ganhos de eficiência e competitividade, cresce também a sofisticação das ameaças digitais.
Os ataques cibernéticos hoje não são apenas mais frequentes, mas também mais inteligentes, velozes e difíceis de identificar. Já não lidamos com invasões simples, mas com golpes sofisticados, baseados em deepfakes, phishing avançado e ataques automatizados que usam dados com precisão para manipular sistemas. Infelizmente, a inteligência artificial ampliou de forma significativa o poder de ação dos criminosos digitais.
Somado a isso, o crescimento do ecossistema de dispositivos conectados amplia a superfície de ataque das empresas. A integração de sensores, câmeras, wearables e outros equipamentos IoT em redes corporativas aumenta a vulnerabilidade, principalmente quando esses dispositivos carecem de atualizações ou estão mal configurados. Cada brecha se torna uma porta aberta para invasões.
Nesse cenário, a segurança cibernética tornou-se questão de sobrevivência para as empresas. E o desafio vai além da tecnologia. A cibersegurança deixou de ser responsabilidade exclusiva das equipes de TI e passou a envolver toda a corporação. Exige uma cultura organizacional sólida, engajamento das equipes e liderança comprometida com a proteção da informação. Não basta investir em firewalls ou antivírus; é necessário adotar um modelo robusto de proteção, baseado em monitoramento constante, gestão de riscos e, sobretudo, uma postura voltada à segurança.
Dados recentes da Brasscom mostram que 79% das empresas brasileiras estão expostas a ataques digitais, apesar de reconhecerem a gravidade do problema. Há um descompasso claro entre consciência e ação. Essa lacuna precisa ser superada com investimentos consistentes em soluções de ponta e integração da inteligência artificial na própria defesa.
Esse panorama precisa mudar. A IA pode e deve ser uma aliada poderosa na detecção de anomalias em tempo real, na automatização de respostas e até na antecipação de ameaças antes que elas ocorram. No entanto, tecnologia sem capacitação humana perde impacto. Treinamentos regulares, simulações práticas e campanhas de conscientização são fundamentais para que os colaboradores estejam preparados para identificar riscos e agir de forma proativa. Afinal, a segurança não é responsabilidade apenas da TI, mas de todos na empresa.
Construir uma cultura de segurança sólida significa transformar cada profissional em um guardião da informação. Isso só acontece quando há educação contínua, responsabilidade compartilhada e liderança comprometida. Empresas que entendem isso conquistam não apenas proteção, mas também a confiança de clientes e parceiros. Não se trata apenas de proteger dados, mas de preservar a reputação, a fidelidade dos clientes e a continuidade dos negócios.
O futuro da cibersegurança será inevitavelmente desafiador. As ameaças impulsionadas por IA se tornarão cada vez mais sofisticadas e frequentes. Contudo, as mesmas tecnologias que ampliam os riscos também oferecem caminhos para defesa mais ágil, inteligente e eficaz. O Brasil já ocupa a 12ª posição no mercado global de segurança e projeta investimentos superiores a R$ 100 bilhões até 2028. É um movimento que mostra maturidade, mas que precisa avançar com rapidez.
A segurança cibernética não pode ser vista como custo, e sim como investimento indispensável. Proteger redes, sistemas e dispositivos é garantir a sustentabilidade dos negócios em um mundo cada vez mais digital. Na era da inteligência artificial, inovar com responsabilidade e compromisso com a cibersegurança é o verdadeiro diferencial competitivo.
* Alexandre Nakano é diretor de Segurança e Networking da Ingram Micro Brasil. Está à frente da diretoria de novos negócios para a área de Cybersec e Network na Ingram Micro Brasil, possui mais de 20 anos no mercado de tecnologia e esteve sempre em cargos de gestão e direção de vendas em grandes empresas do setor de TI. Tem, em seu currículo, passagem por empresas como Cisco Systems. Além da experiência profissional, traz na bagagem acadêmica dois MBAs executivos, o primeiro em gestão corporativa pela FGV, o segundo em finanças, pelo Insper, além da graduação em Engenharia Eletrônica.
O Recife Expo Center soma-se à mobilização nacional do Outubro Rosa, campanha que busca ampliar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Durante todo o mês, a fachada do equipamento será iluminada na cor rosa, como forma de apoio à causa e de estímulo à prevenção.
Criada para incentivar o rastreamento e o cuidado preventivo, a campanha Outubro Rosa reforça que a detecção precoce aumenta as chances de cura e possibilita tratamentos menos invasivos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é a neoplasia mais incidente entre as mulheres brasileiras, com milhares de novos casos diagnosticados a cada ano.
De acordo com o Ministério da Saúde, a mamografia é o principal exame para identificar precocemente alterações suspeitas, devendo ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, mesmo na ausência de sintomas. O Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) recomenda estender a faixa etária para 40 a 74 anos, o que ampliaria a detecção de casos em estágios iniciais.
Entre os sinais de alerta que merecem atenção estão nódulos palpáveis na mama ou axila, alterações na pele, secreções anormais pelo mamilo e mudanças no formato da mama. Embora o autoexame não substitua a mamografia, ele segue sendo uma ferramenta importante de autoconhecimento corporal e ajuda as mulheres a identificarem precocemente qualquer alteração.
“O Outubro Rosa é uma campanha que fala diretamente sobre cuidado e atenção com a vida — valores que também norteiam o Recife Expo Center. Ao iluminar nossa fachada, queremos reforçar a importância da prevenção e incentivar que cada mulher dedique tempo a si mesma, à sua saúde e ao seu bem-estar”, destaca Tatiana Menezes, diretora do Recife Expo Center.
Integrado ao Novotel Recife Marina e à Recife Marina, o Recife Expo Center é um dos mais modernos centros de convenções do Nordeste e vem se destacando pelo engajamento em campanhas de saúde e causas sociais, consolidando-se como um espaço que promove eventos, conexões e transformação social.
Transmissão da corrida vencida por George Russell marcou 2,7 pontos de média nesse domingo
A Band conquistou a vice-liderança nesse domingo (5) durante a transmissão do Grande Prêmio de Singapura de Fórmula 1. A corrida, vencida pelo piloto britânico George Russell (Mercedes) no circuito Marina Bay, marcou 2,7 pontos de média, pico de 3,3 pontos e share de 8,7%. O resultado representa um crescimento de 135% na média de audiência na faixa horária das 9h03 às 10h45 em relação aos quatro domingos anteriores.
A disputa teve narração de Sergio Mauricio, comentários de Felipe Giaffone e Tiago Mendonça, e reportagens de Mariana Becker.
Com direção visual de Rafael Dragaud, o novo show marca um momento de consagração na trajetória de um dos maiores cantores e compositores da música brasileira. Lotando casas de shows por todo o país com a turnê JV30, Jorge Vercillo celebra seus 30 anos de carreira e inicia uma nova etapa com o espetáculo JV30 Part II – “Mais um final feliz”. Sob a direção de Rafael Dragaud, o mesmo responsável pela turnê Tempo Rei, de Gilberto Gil, a montagem apresenta um mergulho aprofundado nas múltiplas nuances do vasto e sofisticado repertório “vercilliano”, que passeia da bossa nova ao ijexá, do samba ao R&B e do reggae ao jazz.
Entre os clássicos, estão “Que Nem Maré”, “Fênix”, “Homem-Aranha”, “Monalisa”, “Sensível Demais”, “Final Feliz”, “Encontro das Águas” e “Ela Une Todas as Coisas”. O show também resgata canções mais recentes, como o ijexá “Só Quem Ama”, e traz uma nova leitura para a brasileiríssima e ambiental “Fenômenos da Natureza”, ressaltando, na primeira parte, o lado mais nacional e telúrico do artista.
“Essa nova etapa tem um frescor. É como se eu estivesse recomeçando com toda a bagagem de 30 anos, mas com a leveza de quem quer experimentar outras possibilidades”, diz Vercillo.
A estreia de JV30 Part II – “Mais um final feliz” evidencia uma fase marcada por profundidade e inquietação poética, em que as composições funcionam como pontes entre o íntimo e o universal. O espetáculo, que inicia sua circulação pelo país neste segundo semestre, oferece experiências inéditas tanto aos que acompanham Vercillo desde os anos 1990 quanto às novas gerações que agora se aproximam de sua obra. Com um projeto de luz e projeções que evocam atmosferas e sensações, a apresentação se transforma em um rito audiovisual, ampliando a conexão afetiva do público.
Essa dimensão filosófica não está apenas no repertório, mas também na proposta cênica: uma busca consciente por contrastes, significados e sutilezas, mais conectada ao sentimento do que à lógica sonora. O próprio artista define esse conceito como uma “pluralidade não homogênea”, um jogo de camadas que equilibra o íntimo, o luminoso e o reflexivo.
Paralelamente, Vercillo desenvolve novos projetos fonográficos, como um disco de remixes previsto para o final de agosto, e vem sendo frequentemente procurado por artistas de diferentes estilos e gerações para colaborações. Entre eles, nomes da nova cena como PK, Ariel Donato, Tasha & Tracie, Lourena e Gaab, além de consagrados como Orlando Morais, Fagner e Ivete Sangalo, e também parcerias com DJs e MCs. Essa procura reafirma o alcance de sua música e a influência que exerce sobre diversos públicos.
“Essa inquietação me move. Quero continuar surpreendendo o meu público e a mim mesmo”, resume o cantor.
Ao longo de sua carreira, Jorge Vercillo lançou mais de 16 álbuns, emplacou mais de 20 músicas em trilhas de novelas, foi várias vezes indicado ao Grammy Latino e também nominado. Somando mais de 1 bilhão de streams nas plataformas digitais, é uma das vozes mais ouvidas, reinterpretadas e respeitadas da música brasileira, atravessando e influenciando gerações com sua rica musicalidade.
Sobre Jorge Vercillo – Com mais de três décadas de trajetória, Jorge Vercillo é um dos grandes nomes da música popular brasileira. Cantor, compositor e músico, construiu uma carreira sólida a partir dos anos 1990, emplacando sucessos nas rádios, trilhas sonoras de novelas e plataformas digitais. Ganhou por dois anos consecutivos o Prêmio da Música Brasileira por voto popular e vendeu cerca de dois milhões de discos.
Nos últimos anos, lançou álbuns como Vida é Arte e Nas Minhas Mãos, com colaborações de diferentes gerações, incluindo Thiaguinho, Timbalada, Péricles e Vitor Kley, reafirmando sua capacidade de dialogar com o presente sem perder a essência. Suas canções marcaram gerações e reafirmam sua relevância contínua, com um repertório autoral que transita entre MPB, R&B, world music, bossa nova e jazz.
Ao longo da carreira, firmou parcerias e participações com artistas como Fagner, Djavan, Ana Carolina, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Leila Pinheiro, Roberto Menescal, Flávio Venturini, Timbalada, Marcos Valle, Pedro Mariano e Xande de Pilares. Álbuns como Raça Menina e Como Diria Blavatsky evidenciam sua densidade melódica, harmônica e poética, com canções de temas iniciáticos frequentemente citadas em salas de aula, teses acadêmicas, palestras de filosofia e na própria Escola Teosófica Brasileira.
Apresentação: 11 de outubro
Show às 21h30
Abertura dos portões: 19h30
Local: Qualistage
Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ / De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h – Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.
A partir de R$ 70,00
Capacidade: 9 mil pessoas em pé ou 3.500 sentadas
O espaço possui acessibilidade.
Classificação etária: confira a programação
A casa segue os protocolos de segurança, como disponibilizar álcool em gel. O local é periodicamente higienizado.
Objetivo é facilitar o acesso de PcDs ao mercado de trabalho, com a regionalização das vagas, cadastro de currículos e dados de empresas contratantes
O deputado estadual Vitor Junior (PDT) apresentou, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), projeto de lei que cria o Banco de Oportunidades Digital para Pessoas com Deficiência (PcDs). A proposta tem como objetivo uma ferramenta gratuita para divulgar vagas de emprego e estágios, cadastrar currículos e aproximar empresas de candidatos.
Segundo o parlamentar, a proposta é de um sistema totalmente acessível, com recursos compatíveis com diferentes tipos de deficiência, além da regionalização das vagas, priorizando a proximidade entre o local de residência dos candidatos e as empresas contratantes.
“Queremos que o Banco de Oportunidades Digital seja uma ferramenta pública e acessível para promover a inclusão de PcDs no mercado de trabalho. Ainda há um déficit de contratação causado pela falta de intermediação eficiente, barreiras de acessibilidade e ausência de dados integrados”, destacou Vitor Junior.
A iniciativa estabelece que todas as vagas destinadas a PcDs divulgadas no Sistema Nacional de Emprego (Sine) deverão obrigatoriamente ser replicadas na plataforma, por meio de integração entre os sistemas ou repasse regular das informações.
Outro ponto importante é que as empresas que divulgarem vagas no Banco de Oportunidades deverão apresentar, no prazo de até 90 dias após a publicação da vaga, uma devolutiva formal sobre o preenchimento da vaga e o perfil do candidato contratado, como forma de prestação de contas e acompanhamento da política de inclusão.
Como prevê o projeto, as empresas que, de forma justificada, considerarem que determinada vaga não é compatível com o desempenho por PcDs, deverão, obrigatoriamente, reverter o equivalente a essa vaga em oferta de oportunidades de cursos profissionalizantes e de qualificação profissional para Ppessoas com deficiência, por meio de ações próprias ou em parceria com instituições credenciadas.
“Nosso projeto cria uma plataforma moderna, integrada ao Sine, com acompanhamento das contratações e contrapartidas em qualificação profissional. Além de aproximar empresas e candidatos, nosso foco é a inclusão com responsabilidade social, garantindo mais oportunidades de trabalho às pessoas com deficiência no Estado”, afirmou o deputado.
“Ana é uma voz plural de mulheres que escrevem e espantam os antigos silêncios, que podem viver, agir, transbordar. Ela faz parte desta luta que há séculos risca um patriarcado que silenciou e dividiu as mulheres, dentro delas mesmas e dentre suas semelhantes. Ana vem reunir pedaços, soprar feridas, acender corpos em suas fagulhas. Brisa e brasa, reinventam terras, e Ana está apenas começando. Quem a lê sente: ela já começou há muito tempo.”
Susana Fuentes, escritora, atriz, pesquisadora, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Prêmio Oceanos, no texto de quarta capa do livro
“Ana Carolina Francisco parece ser a principal representante (sem o sentido ortodoxo de periodização ou de filiação a uma corrente) de uma linguagem poética que pode ser definida como teatro da subversão, algo empírico, que desestrutura emoções e eterniza aparentes efemeridades cotidianas. Sua poesia é uma verdadeira prova de sobrevivência, individual e personalizada, da atitude do leitor diante de olhos enviesados e fronteiriços que evocam uma outra forma de visão: através das fendas.”
Sérgio Mota, professor de Literatura e de Cinema Brasileiro da PUC-Rio, no texto do prefácio
Em “Corpos, Fendas e Fronteiras” (Editora Letramento), a escritora, roteirista e jornalista Ana Carolina Francisco reúne poemas escritos entre os 18 e 23 anos, que narram a jornada de crescimento de uma jovem atravessada por afetos, deslocamentos e descobertas do início da vida adulta. Escritos em cafés, guardanapos, cadernos antigos e madrugadas insones entre Rio de Janeiro, Inglaterra e Estados Unidos, os poemas transitam em temas como as primeiras paixões, sexualidade, choques culturais, política, feminismo e a dualidade entre desejo e repressão.
A coletânea nasce das vivências comuns entre mulheres — amizades, tabus, repressões — e faz da poesia um lugar de elaboração e expressão no começo da vida adulta. O livro conta com prefácio de Sérgio Mota, professor de Literatura e de Cinema Brasileiro da PUC-Rio, e texto de quarta capa assinado por Susana Fuentes, escritora, atriz, pesquisadora, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Prêmio Oceanos.
“O olhar valorizado pela poeta é justamente o olhar que não se limita à contemplação, mas que reflete sobre si e o mundo, na disposição do texto em que se inscreve, como escultura, no espaço em branco da folha”, observa Sérgio. “Os textos de Ana parecem perguntar: como explicitar uma cartografia de um mundo que está sob o signo dos corpos, do amor, dos olhares, de uma realidade que parece ter ultrapassado a sua medida?”
O livro é dividido em cinco partes, que funcionam como ensaios poéticos sobre a vida e olha da autora: 1) No sussurro entre frestas; 2) Prece; 3) Fendas, Fraturas e Fronteiras; 4) Curvas de corpo e abismo; e 5) Do meu suor, um rio. A partir dos poemas, vamos acompanhando a trajetória de uma jovem mulher que busca afirmar sua voz diante das imposições sociais, culturais e íntimas que a cercam. Além disso, o prelúdio “No Sussurro Entre Frestas” dá um tom inicial para obra, com poemas que convidam o leitor a adentrar no “universo visual e sensorial de Ana”, como define Sérgio.
Ana vive e questiona o mundo, constantemente. A experiência de ser uma mulher latina no exterior, o impacto de amizades femininas e a necessidade de fabular a própria vida se entrelaçam em versos que funcionam tanto como registro pessoal quanto como gesto político de enunciação. “Contar a nossa história primeiro nos salva e depois nunca sabemos quem ela pode abraçar, acolher e fortalecer. Quando nós mulheres escrevemos e compartilhamos esse escrito, além de ser um um ato de coragem, é um momento de respiro: o mundo de fora, tão intrusivo em nossas vidas, se aquietando, somos somente eu e o papel. Volto o olhar para mim mesma e deixo expandir minhas sensações, meus ruídos, colecionando e polindo memórias como quem lava cetim. E depois, ter seu texto lido por outra, e o texto de outra lido por você… são lufadas de ar fresco”, reflete a autora.
Em “Corpos, Fendas e Fronteiras”, o pessoal é político, e a política se encontra justamente nas entrelinhas íntimas das poesias, que falam ao mesmo tempo para dentro e para fora, do pessoal e do coletivo. “Eu vejo a escrita de si mesmo como um tensionamento entre realidade e ficção, como uma importante ferramenta política”, ressalta a autora. “Ana Carolina Francisco organiza e desorganiza, ao mesmo tempo, essas imagens que viram matéria de poesia, de forma madura, sem deixar de propor uma gramática questionadora e combativa, na performance dos corpos na cidade. Temos aqui um eu que confronta o mundo”, sublinha o professor.
Entre suas referências, Ana Carolina Francisco cita autoras como Adélia Prado e Hilda Hilst, cuja escrita também rompe com os limites de uma educação religiosa. Enquanto Adélia transita entre fé e cotidiano, Hilda explora desejos, limites e o sagrado de forma intensa. Em “Corpos, Fendas e Fronteiras”, essas vozes reverberam em poemas que enfrentam silenciamentos e dão corpo às vivências femininas, fazendo da poesia um território de criação e partilha, onde o íntimo se expande em direção ao coletivo.
A coletânea também reflete a importância das redes afetivas e do diálogo entre gerações de mulheres, costurando memórias de ancestralidade com os dilemas do presente. Entre dor e desejo, encontro e desencontro, Ana Carolina transforma em palavras os conflitos de crescer e reinventar-se em diferentes territórios. O resultado é quase um “romance de formação em versos”, em que a escrita se mostra tanto vulnerável quanto insurgente. A autora também se inspira em nomes como Pablo Neruda, Ana Cristina César, Marc Chagall, T.S. Elliot, Vinicius de Moraes e, principalmente, Florbela Espanca, a quem dedica a obra.
Sobre a autora
Atualmente residindo no Rio, Ana Carolina Francisco é escritora, roteirista e jornalista, com atuação entre literatura, cinema e teatro. Formada em Comunicação Social pela PUC-Rio, estudou Cinema e TV na UCLA (EUA) e Comunicação na University of Liverpool (Reino Unido). É mestranda em Comunicação na UERJ e autora do livro de poesias “Corpos, Fendas e Fronteiras” (2022), lançado em eventos como a Bienal do Livro e a FLIP. Seus trabalhos autorais já foram premiados e exibidos em festivais no Brasil e no exterior.