PROJETO PREVÊ FORNECIMENTO GRATUITO DE MEDICAMENTOS À BASE DE CANABIDIOL

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota, em segunda discussão, nesta quinta-feira (09/11), o Projeto de Lei 3.019/20, do deputado Carlos Minc (PSB), que institui uma política estadual de fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabidiol (CBD) para pessoas hipossuficientes – ou seja, aquelas que não têm condições financeiras de arcar com os custos desse tratamento. Caso receba emendas parlamentares, o texto sairá de pauta.

“Essa medida garante o acesso ao medicamento pelo SUS estadual. Como a Anvisa liberou o tratamento com o canabidiol para 12 tipos de doenças, mas não liberou a produção local, o canabidiol usado é importado, o que é caro. Então, famílias pobres não conseguem ter acesso a ele”, comentou o autor em plenário.

O texto reitera que esses medicamentos são aqueles sem efeitos psicoativos significativos, que têm finalidades terapêuticas para os pacientes com doenças que, comprovadamente, tenham diminuição de sintomas com o uso do CBD. Também para aqueles que, com o uso do medicamento, conseguem regular funções fisiológicas.

“Quero registrar a sobriedade com a qual a matéria foi tratada no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça”, declarou o deputado Rodrigo Amorim (PTB), presidente da comissão. “O projeto é absolutamente de cunho de saúde, não tem a modalidade de fumar, não tem incentivo ao plantio doméstico, absolutamente nada disso. Restringe-se a falar da substância ativa, da importância para atenuar os efeitos de muitas doenças que podem ser amenizadas por conta do princípio ativo canabidiol. É um projeto que tem o respeito das forças tanto progressistas quanto conservadoras desta Casa”, elogiou.

A prescrição e dispensação dos medicamentos à base de Cannabis, incluindo seus derivados e análogos sintéticos, na rede do SUS no estado do Rio acontecerá em conformidade com as diretrizes terapêuticas definidas em protocolos clínicos. A autorização vale para os medicamentos produzidos por empresas nacionais ou estrangeiras que tenham obtido autorização para comercialização nos termos da Anvisa.

O medicamento será identificado individualmente e só poderá ser fornecido com a retenção da receita com dados completos do paciente, do médico responsável e, quando for o caso, da pessoa que realizou a retirada do medicamento. Essas informações deverão ser fornecidas à autoridade policial sempre que solicitadas.

Procedimentos para acesso e acompanhamento

Para ter acesso aos medicamentos com canabidiol, o paciente deverá realizar o procedimento padrão do SUS, usando o Cartão Nacional da Saúde e seguindo as orientações atualizadas da Anvisa. O paciente deverá apresentar a prescrição médica acompanhada de laudo, indicando que outros tratamentos foram testados e que o canabidiol é a melhor alternativa.

O paciente deverá comprovar que não possui condições financeiras para ter acesso ao medicamento, seja ele importado ou vendido em farmácias brasileiras, e que a sua qualidade de vida depende desse tratamento. Ele também deverá apresentar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) assinado em duas vias: uma para o médico e a outra para o paciente.

O período de tratamento dependerá exclusivamente da avaliação do médico, que será indicada pela prescrição médica e pelo laudo. O tratamento deverá ser reavaliado a cada seis meses com o objetivo de verificar seus benefícios, bem como a necessidade de readequação, respeitando as especificidades do caso clínico do paciente.

A coordenação da fase inicial do fornecimento do medicamento será feita pela Farmácia Viva do SUS, conforme definido nas normas da Anvisa. A Farmácia Viva deverá acompanhar as estampas de produção dos produtos elaborados à base de canabidiol para garantir o acesso seguro e o uso racional.

A lei também autoriza a criação de uma comissão de trabalho com a participação de técnicos do SUS, da Farmácia Viva e de representantes de associações de pacientes na produção de pesquisas científicas que orientem a atuação do SUS e garantam a segurança dos pacientes.

 

 

Boletim Covid-19: indicadores precoces apontam cenário de estabilidade


Período analisado abrange intervalo de 15 a 28 de outubro, que corresponde às semanas epidemiológicas 42 e 43

O Boletim de Monitoramento de Dados Precoces da Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), desta semana, aponta, mais uma vez, cenário de estabilidade. As taxas de positividade nos exames de antígeno e RT-PCR, os atendimentos de adultos e crianças nas UPAs estaduais, e as solicitações de leitos SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) mostram uma tendência de queda. O período de análise abrange o intervalo de 15 a 28 de outubro, que corresponde às semanas epidemiológicas 42 e 43.

A taxa de positividade nos exames realizados na rede pública caiu para 26% (RT-PCR) e 20% (Antígeno), em comparação com a Semana Epidemiológica 42 (SE 42), quando os índices estavam em 29% e 21%, respectivamente. O número de atendimentos, tanto para adultos quanto para crianças, nas UPAs da rede estadual de saúde, assim como as solicitações por leitos SRAG, em todas as faixas etárias, também indicam uma redução.

Produzido pelo Centro de Inteligência em Saúde (CIS-RJ), o boletim, atualizado em 06 de novembro, auxilia na tomada de decisões da pasta e está disponível publicamente no Painel Monitora, no site da SES-RJ. Para mais informações acesse: monitorar.saude.rj.gov.br.

Subvariante Éris

Até o fechamento deste boletim, em 30 de outubro, a Secretaria reporta a confirmação de 22 casos, sendo 2 em Niterói, 1 Belford Roxo, 1 Nova Iguaçu e 18 na Capital. Devido ao cenário epidemiológico atual, novos casos sequenciados serão divulgados assim que forem confirmados laboratorialmente.

 

 

 

Clarissa Chaves apresenta o show inédito ‘Na Luz’, no Galeria Café Rio, com novo repertório e autorais do álbum inédito.

 

 

A cantora carioca Clarissa Chaves, que vem ressignificando sua carreira musical, agora solo, apresenta o show “Na Luz” no próximo dia 25/11, das 21h30 às 23h, no Galeria Café Rio, em Ipanema, onde apresenta novo repertório e autorais, que fazem parte do álbum a ser lançado em breve. O primeiro single de trabalho estará em todas as plataformas e YouTube até o final de novembro, com produção artística/musical de Luiz Lopez.

O show confirma o crescimento da artista no cenário musical, com sucessos que passam pelo pop nacional e internacional, R & B, MPB e rock alternativo de décadas diversas. A voz única de Clarissa Chaves transporta os ouvintes para momentos próprios, com uma potência indescritível e que vai agradar a todos os públicos. Durante a noite, uma surpresa – Clarissa canta ao vivo, pela primeira vez, o primeiro single do álbum novo.

LINK SYMPLA https://www.sympla.com.br/evento/show-na-luz-com-clarissa-chaves/2233401

Serviço

Show “Na Luz”

Dia: 25 de novembro, das 21h30 às 23h
Local: Galeria Café Rio
Endereço: Rua Teixeira de Melo, 31 – Ipanema – RJ
Informações e Reservas: Sympla

Ingressos: R$ 30,00 (inteira)
R$ 15,00 (meia)
Lotação: 100 (cinquenta) pessoas
Produção executiva/assessoria de imprensa: Paula Ramagem

Clarissa Chaves é carioca, cantora, atriz e cursa marketing digital. Mas, desde muito cedo, entrou para o mundo das artes, fazendo teatro e cantando, inclusive no Beco das Garrafas, em um projeto de Bossa/MPB. No repertório, Djavan, Elis, Marisa Monte, Rihanna, Ariana Grande, Amy Winehouse, seus novos autorais, entre outros.

Atualmente faz sua preparação vocal com a também cantora e compositora da MPB, Andréia Pedroso, criadora do ‘Cheia de Bossa’, Mestre em Educação Musical pela Escola de Música da UFRJ, Curadora do projeto PreparaVoz – Oficina de Canto – realizada no Centro da Música Carioca Artur da Távola.

Em março, foi convidada para um pocket show na Exposição Pranto, realizada no Espaço Cultural Correios Niterói RJ e na Ponte de Versos/Blooks Botafogo/ Ibis Libris Editora, apresentando músicas nacionais e internacionais. Em abril, fez o primeiro show no famoso casarão Sobrado da Cidade, Centro/RJ. Em maio, no Ricardo Freitas Ateliê Gastronômico, Fábrica Bhering. Em junho, dois shows no Sobrado da Cidade pelo Dia dos Namorados (12/6) e no Audio Rebel (25/6). Em julho, cantou ao lado de Luciano Bahia no show “Deluxe”, no Teatro Cândido Mendes. Ipanema, RJ. Em setembro, fez show no Ginger Mamut Copacabana e no Centro da Música Carioca Artur da Távola.

Paralelamente, está em fase de produção dos singles e dos clipes, com previsão de um EP com 6 músicas até o fim do ano, em todas as plataformas e YouTube.

Instagram: https://www.instagram.com/_clarissa.chaves/

YouTube: https://www.youtube.com/@ClarissaChaves_

Assessoria de Imprensa/ Produção
Paula Ramagem
(21) 99506-7999

CRÉDITO FOTOS: SAMANTA TOLEDO @samantatoledo_rockfoto

 

 

Fagner comemora 50 anos de carreira  no Qualistage

Compositor cearense festeja com os cariocas  no dia 10 de novembro
Sexta-feira, dia 10 de novembro, às 21h30, o Qualistage será palco de um passeio por uma das mais prolíficas e importantes (além de bem-sucedidas) carreiras da MPB. No principal palco do país, o cearense Raimundo Fagner comemora 50 anos de carreira, contados a partir do lançamento de seu primeiro disco, “Manera, Fru Fru, Manera: o último Pau de Arara”, de 1973, uma carta de intenções que já contava com parcerias dele com Belchior (o clássico “Mucuripe”) e com Ronaldo Bastos (“Tambores”), além de “Canteiros”, poema de Cecília Meireles musicado pelo bardo de Orós.
Com uma carta de intenções como essa, Fagner tomou a dianteira da chamada Turma do Ceará (que incluía nomes como Belchior e Ednardo) e construiu uma carreira sólida na MPB, que abrange outros gêneros e sempre deixa evidentes suas raízes nordestinas.
A travessia terá, então, sucessos e surpresas de todas as épocas da carreira de Fagner, como “Coração Alado”, a pungente versão para “As Rosas Não Falam”, de Cartola, os poemas musicados de Florbela Espanca e o lado seresteiro, destacado no disco “Serenata”, de 2020. Um recital para cantar e encantar.
Data: 10 de Novembro (sexta-feira)
Horário: 21h30
Local: Qualistage
Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ
A partir de R$ 140,00
Classificação etária: 18 anos
Menores somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais
Capacidade: 9 mil pessoas em pé ou 3.500 sentadas
O espaço possui acessibilidade.
A casa segue os protocolos de segurança, como disponibilizar álcool em gel.
O local é periodicamente higienizado. Tudo para garantir a diversão com segurança.

OAB Niterói aborda “Questões Relevantes da Bioética, Biodireito e Direito Médico” no próximo dia 13

 

A OAB Niterói, presidida por Pedro Gomes, promoverá palestra no próximo dia 13, segunda-feira, com o tema “Questões Relevantes da Bioética, Biodireito e Direito Médico.

Coordenado pela Comissão de Bioética e Biodireito, o evento acontece a partir das 17h, no auditório da entidade, com abertura de Pedro Gomes e mediação de Mariana Brito Simões, presidente da Comissão.

Os expositores serão: Solange Cunha, presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde; Patrícia Paiva Abade, Tainah Guimarães Damião Estebanez, Luciana Gurgel e Magna Costa, respectivamente, vice-presidente, delegada, secretária e colaboradora da Comissão de Bioética e Biodireito; Pedro Porto Alves, Fernanda Melo e Fernando Lamego de Souza Campos, respectivamente, delegados e colaborador da Comissão de Direito Médico e da Saúde.

#advogado #advocacia #oabrj #oabniteroi #esaniteroi #cfoab #caarj

@dr.pedro_gomes

@juniornit84

 

Governo do Estado inicia limpeza do Rio Alcântara em São Gonçalo

Por meio da SEAS e do INEA, Limpa Rio vai remover cerca de 105 mil metros cúbicos de sedimentos do rio, minimizando impactos de enchentes

A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) iniciaram, nesta terça-feira (07/11), uma nova etapa do Limpa Rio em São Gonçalo, Região Metropolitana. Com previsão de seis meses de serviços, a limpeza e o desassoreamento do Rio Alcântara contemplarão um trecho de 4,8 km, entre o bairro de Alcântara e o seu deságue no Rio Guaxindiba, Jardim Catarina. Cerca de 300 mil moradores serão beneficiados com a segurança ambiental e a qualidade de vida que a limpeza do rio proporciona. O início das ações foi acompanhado pelo secretário do Ambiente e vice-governador, Thiago Pampolha, secretário das Cidades, Douglas Ruas, e do prefeito gonçalense, Capitão Nelson.
 
– O Limpa Rio vai minimizar os transtornos que as inundações decorrentes do transbordamento do Rio Alcântara causam aos moradores de bairros que estão entre os mais populosos do estado, como Alcântara e Jardim Catarina. A previsão é retirar aproximadamente 105 mil m³ de sedimentos desse importante corpo hídrico para o município. É um serviço fundamental à população, fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e a prefeitura de São Gonçalo – destacou Pampolha.
 
Só no primeiro semestre deste ano, o Programa Limpa Rio beneficiou 401 rios e canais de 50 cidades fluminenses. Foram 183 quilômetros de limpeza e desassoreamento.  As intervenções retiraram 491.775 metros cúbicos de sedimentos para destinação ambiental adequada.
 
Visitas às obras do MUVI
 
Em visita às obras do MUVI (Mobilidade Urbana Verde Integrada), junto ao secretário das Cidades e ao prefeito de São Gonçalo, Thiago Pampolha destacou ações coordenadas de limpeza de rios no entorno de uma das maiores obras de infraestrutura do estado.
 
Com a proximidade do período chuvoso, o objetivo do serviço é dar fluidez à drenagem dos trechos que recebem intervenções, impedindo atrasos nas obras e transtornos à população da cidade. Entre os bairros de Neves e Guaxindiba, a Secid executa a construção de 18 quilômetros de corredor viário seletivo para ônibus e implantação de 16 quilômetros de ciclovia, além de pavimentação, drenagem e sinalização.

Instituições de  Niterói promovem mesa de debates

 sobre futuro da reabilitação no país

 

Os desafios para a democratização da saúde no Brasil atual serão o eixo principal do IX Colóquio dos Centros Especializados em Reabilitação, que acontece no dia 23 de novembro, no auditório da Pestalozzi de Niterói. Os colóquios, que são realizados anualmente pelas instituições credenciadas pelo Ministério da Saúde como CER (Centro Especializado em Reabilitação), sediadas em Niterói, são um compromisso assumido desde a criação do programa pelo Governo Federal.

Em Niterói, a Associação Fluminense de Reabilitação (AFR), a Associação Fluminense de Amparo aos Cegos(AFAC) e a Pestalozzi de NIterói integram a rede CER no município e são as organizadoras do Colóquio, que conta com o apoio da Associação das Instituições do Terceiro Setor (Assist-Niterói). As inscrições podem ser feitas pelo endereço eletrônico www.coloquiocerniteroi.com

“Esse tipo de encontro não se trata de uma obrigação formal exigida pelo poder público, mas um compromisso que as instituições niteroienses firmaram entre si, desde quando o programa foi instituído. Fazemos uma espécie de balanço do trabalho desenvolvido até aqui e procuramos apontar as perspectivas do cuidado com a pessoa com deficiência para os próximos anos”, destaca Jussara da Silva Freitas, presidente da Pestalozzi, que é a anfitriã do encontro de 2023.

Entre os convidados estão especialistas da área da pessoa com deficiência do município, do governo federal e de instituições acadêmicas como a Universidade Federal Fluminense e a Fiocruz. Também está prevista a participação de autoridades das secretarias de saúde do Estado e de Niterói.

Serão três mesas de debates que vão girar em torno dos seguintes temas: Viver Sem Limites 2: Novas Perspectivas; Sustentabilidade e Custeio da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência; e  a última sobre Avaliação Biopsicossocial da Deficiência.

O Colóquio está previsto para começar às 9 horas, com encerramento às 17 horas. As inscrições são gratuitas e abertas a estudantes e profissionais da área da saúde, reabilitação e serviço social e dirigentes de instituições do terceiro setor.

 

A Pestalozzi de Niterói fica na Estrada Caetano Monteiro, 857, em Pendotiba – Niterói – RJ

O jornalista e fotógrafo Pedro Mendes Levier aapresenta a exposição “Entre Fronteiras”, no Centro Cultural Correios RJ, sobre migrantes em busca de refúgio e suas histórias.

 
 
 
Com curadoria de Carlos Bertão e design expográfico/iluminação de Alê Teixeira, a mostra traz fotos inéditas no Brasil.
 
 
 
 
Pedro Mendes Levier abre a exposição “Entre Fronteiras”, no Centro Cultural Correios RJ, trazendo fotos inéditas no Brasil, de diversas regiões do que ficou conhecida, entre migrantes, em lugares como a Ilha de Lesbos, na Grécia e regiões da Rota dos Balcãs, trajeto de diversos migrantes a caminho da Europa ocidental, com curadoria de Carlos Bertão e design expográfico/iluminação de Alê Teixeira, ate 11 de novembro.
 
 
Realizado entre 2019 e 2020, o trabalho envolve fortes componentes humanos e se concentrou em regiões fronteiriças do Espaço Schengen (formado por 26 dos 27 países que formam a União Europeia), em países como Bósnia, Grécia e Macedônia do Norte. Lugares onde migrantes eram confinados e enfrentaram grande resistência para continuar seu caminho em busca de refúgio em países da Europa ocidental. 
 
 
A mostra certamente vai impactar os visitantes, pois transporta a uma época em que os migrantes já eram pessoas confinadas em suas realidades e espaço, logo antes da epidemia da COVID-19 confinar o restante do mundo. 
 
 
 
“Entre Fronteiras” por Pedro Mendes Levier 
 
 
“O Jogo” – é assim que pessoas em busca de refúgio se referem ao momento em que vão cruzar alguma fronteira. Em 2019, meses antes da pandemia da COVID-19, o mundo via crescer tanto uma nova onda migratória em direção à Europa ocidental. 
 
 
Em dezembro daquele ano, visitei a região montanhosa e rural do noroeste da Bósnia, perto da fronteira com a Croácia. O governo criou um campo de refugiados no meio da mata, em um antigo aterro sanitário. Chamado de Vučjak, o lugar gerava apreensão de diversas organizações de defesa dos direitos humanos. 
 
 
Situado em um vale a 10 quilômetros da pequena cidade de Bihać, as condições eram muito precárias e apenas a Cruz Vermelha tinha autorização para entrar. Quando cheguei, a neve deu uma trégua e parou de cair por alguns dias. Mas a chuva, o vento e o frio permaneceram. Quase 700 pessoas – todas homens – faziam uma greve de fome, que já durava 4 dias, para protestar contra as condições desumanas que enfrentavam. A polícia local diariamente recolhia migrantes pelas estradas ou em prédios e fábricas abandonadas, e os levavam para o campo de Vučjak: um descampado sem assistência médica, com acesso precário à água e à energia elétrica. A piora do inverno, com previsão da volta de neve e quedas bruscas de temperatura, indicava que uma enorme tragédia humanitária estava prestes a acontecer.
 
 
Em outra parte da Rota dos Balcãs, estive na região montanhosa do município de Kumanovo – noroeste da Macedônia do Norte, fronteira com a Sérvia. Lá, fica o acampamento de trânsito de Tabanovce. Migrantes chegavam no meio da madrugada, recebendo atendimento médico e uma cama para poder descansar por alguns dias, antes de seguirem viagem. A partir das primeiras horas da manhã, uma equipe de paramédicos percorria as montanhas em busca de quem precisasse de comida ou algum tipo de ajuda.
Um ponto onde se iniciam muitos desses percursos era o Campo de Moria – na ilha grega de Lesbos. Estive lá em fevereiro de 2020 – semanas antes do campo entrar em lockdown por causa da COVID-19. Sete meses depois, no auge da pandemia, o campo ardeu em chamas e foi completamente destruído. Moria era um desastre anunciado: um lugar construído para acomodar 2800 pessoas, mas que já reunia quase 20 mil homens, mulheres e crianças. Nessa época, a pequena ilha grega estava em ebulição – moradores protestavam contra o contínuo crescimento do Campo de Moria – os botes, com pessoas em busca de refúgio, vindos da Turquia, chegavam diariamente. Jornalistas e fotógrafos não eram bem-vindos. Acho que tive sorte: em uma situação tensa a caminho do campo, o que salvou meu equipamento foram as bandeiras do Brasil coladas tanto na câmera, como no meu casaco.
Um registro de tempo, de pessoas vivendo confinadas em condições desumanas, logo antes do mundo entrar em um outro tipo de confinamento.”
Sobre Pedro Mendes Levier 
Nascido e criado no Rio de Janeiro, Pedro Mendes Levier passou seus primeiros anos profissionais atuando como redator, roteirista e diretor, em agências de propaganda e produtoras audiovisuais, como W/McCann e Conspiração Filmes.
Desde 2014, integra o time jornalístico do programa Fantástico, na TV Globo. Apaixonado por narrativas visuais, concluiu em 2022 um mestrado em Documentário e Fotojornalismo na renomada agência de fotografia Magnum Photos, fundada em 1947 por grandes fotógrafos como Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, George Rodger, entre outros. O mestrado foi realizado em parceria com a escola francesa de fotografia – Spéos Photography School.
Pedro participou de exposições coletivas na Galeria da Magnum (Paris) e na InsideOut (Shangai). Seu trabalho fotográfico foi reconhecido em diversos eventos internacionais, tendo recebido prêmios nos festivais PX3 Prix de La Photographie Paris, Grand Prix Photo Reportage Paris Match, Tifa – Tokyo International Foto Award, Budapest International Photo Award, Documentary Family Awards, entre outros.
Sobre Carlos Bertão (Curadoria)
 
 
Carioca, advogado, formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com mestrado na Universidade de Nova Iorque (NYU), trabalhou em escritórios de advocacia no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova Iorque.
Em 1980, foi contratado pelo Banco Mundial, em Washington, onde trabalhou por quase vinte anos.
Colecionador de obras de arte há mais de 40 anos, ao se aposentar do Banco Mundial retornou ao Brasil e passou a se dedicar à produção e curadoria de exposições.
 

Foi curador, entre outras, de exposições no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, Espaço Cultural Correios, em Niterói,no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília, no Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, em São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea do Estado de Mato Grosso do Sul – MARCO.
 
 
Hoje divide seu tempo entre o Rio de Janeiro e Bonito, MS, tendo concebido e executado o projeto IMERSÕES MS, que envolveu um trabalho de residência do renomado artista plástico Carlos Vergara na região da Serra da Bodoquena, também com a previsão de  uma exposição no Museu de Arte Contemporânea do Estado de Mato Grosso do Sul – MARCO e a preparação e execução de um livro e de um vídeo do trabalho desenvolvido durante a residência.
 
 
Foi, também, Curador da exposição CONSCIÊNCIA, do artista peruano Ivan Ciro Palomino, produzida pela ONU, e realizada no Centro Cultural Correios RJ, no período de 25/09/19 a 19/01/20, que foi visitada por 143.524 pessoas.
 

Em todas as exposições que curou, nas quais apresentou obras de mais de 40 artistas, Carlos Bertão contou com a participação de Alê Teixeira, que foi responsável pelo design e pela iluminação delas.
 
Serviço
 

Exposição: “Entre Fronteiras”
Artista: Pedro Mendes Levier
Curadoria: Carlos Bertão
Design expográfico e iluminação: Alê Teixeira
Abertura: 28 de setembro de 2023 às 15h
Visitação: 28 de setembro a 11 de novembro de 2023
De terça a sábado, das 12h às 19h
Local: Centro Cultural Correios RJ – 2º andar – salas B e C
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – 20010-976 – Rio de Janeiro – RJ
Censura Livre
Gratuito
Apoio: Centro Cultural Correios RJ
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
Público alvo: O projeto pretende atingir estudantes, professores, artistas, críticos, visitantes do espaço cultural, frequentadores do Centro do Rio e público em geral de faixa etária, nível socioeconômico e cultural diferenciados. 
Como chegar: metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção a Rua da Alfândega); ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/Uruguaiana).
Informações: (21) 2253-1580 / E-mail: centroculturalrj@correios.com.br
A unidade conta com acesso para pessoas cadeirantes

O artista plástico Diego Mendonça traz coleção que retrata crianças com roupas de realeza e estampas africanas para homenagear o mês da Consciência Negra

 
 
 
Recém premiado com o Top of Mind de Artista Internacional, Diego provoca o observador com um questionamento através da arte, onde cada quadro representa aquilo que as crianças necessitam.
 
 
 
 

No mês da Consciência Negra, Diego Mendonça empresta seus pincéis para dar voz à ancestralidade e à herança africana, tão presentes em nossa cultura, através de sua coleção que retrata crianças com roupas da realeza, mas com estampas africanas, cada uma delas representando um direito ou sentimento necessário ao desenvolvimento infantil.  Com uma técnica aprimorada e esse conceito, o artista  mostra aquilo que as crianças, seja qual for a sua cor, necessitam: amor, alimento, palavra de Deus, oração, cuidado, luz e dedicação. Dessa maneira, por intermédio da arte, oferece ao observador aspectos da nossa sociedade que precisam ser urgentemente revisitados.

Se existe uma pretensão nessa coleção, é acabar de vez com qualquer dúvida que recaia sobre a existência e a potência da cultura negra brasileira. Essas crianças  não são notas de rodapé, são o tema que atravessa todos os capítulos do que se chama de arte brasileira, pelas mãos de Diego Mendonça que, em outubro, recebeu em Londres, o Prêmio Top of Mind, na categoria Artista Internacional. Além disso, essa realidade presente nas obras não são fruto de imaginação, mas de inspiração – neto de avô materno negro, muitas vezes presenciou o mesmo sendo discriminado. Hoje, sua resposta, sua luta pela conscientização, tem voz através de sua arte.

“O conceito é justamente o de colocar em nova perspectiva diversos aspectos da sociedade que muitas vezes consideramos consolidados como verdades estabelecidas. Nesse contexto de pensar de novas maneiras, por que não imaginar, por exemplo, que o mundo poderia ter sido colonizado por povos oriundos da África e não pelos europeus?

Isso teria gerado museus, moda e arquiteturas diferentes no mundo ocidental. Basta pensar que a iconografia tradicional de reis e rainhas seria outra. Encarar o mundo de uma outra maneira nos faz perceber como muito do que consideramos normal não passa de hábitos aprendidos – e que pode e deve sempre ser redimensionado em visto por outras perspectivas.”

(Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordena o projeto @arteemtempodecoronavirus e é responsável pelo site www.oscardambrosio.com.br )


 

Sobre Diego Mendonça

O olhar do mineiro Diego Mendonça vê o mundo em cores. Perspectiva que coloca em quadros. Sua pintura expressa retratos da vida. Na visão desse artista, a arte fala por si e leva o espectador a reflexões sobre quem somos, o que fazemos e com que emoção fazemos.

Diego Mendonça não é apenas uma promessa, mas uma realidade artística que já conquistou reconhecimento internacional. Sua capacidade de expressar emoções e questionar conceitos por meio de sua arte é uma prova do profundo legado criativo de Minas Gerais. Como um artista em ascensão, ele contribui para a rica construção artística do estado, agregando uma visão contemporânea e autêntica.

Nascido em 1982, em São João Del Rei/MG, Diego Mendonça é um exemplo notável de alguém que trocou a carreira de advogado para dedicar-se às artes, sua grande paixão. É mestre em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade pela Universidade Federal de São João del Rei – MG e foi discípulo de grandes nomes como o pintor Quaglia e Yara Tupynambá.  Graduando do curso de Artes Aplicadas da Universidade Federal de São João del Rei – MG. Formado em Direito pelo Instituto de Ensino Superior Presidente Tancredo de Almeida Neves, 2009.

Com um currículo que abrange mais de 70 exposições, tanto individuais como coletivas, incluindo participações em locais renomados como a Sede da ONU em New York, o Louvre em Paris, o Consulado do Brasil em New York e em Versalhes, na França. As obras de Diego Mendonça são inspiradas em cenas do cotidiano, na natureza, na música e na literatura. Suas criações convidam o espectador a refletir sobre a vida e a necessidade humana, proporcionando uma experiência profunda dentro de seu mundo pictórico.

 
 

Escola Municipal Anísio Teixeira em Niterói recebe prêmio da embaixada francesa

Condecoração tem a missão de promover a educação ambiental em francês e português

 – A Escola Municipal Anísio Teixeira, localizada no bairro de São Domingos, em Niterói, recebeu um prêmio do FrancEcolab, ação desenvolvida pela Embaixada da França no Brasil. A condecoração tem o objetivo de inserir a educação ambiental em francês e português nas escolas brasileiras, principalmente nas redes públicas. A escola já havia conquistado duas medalhas de prata nas edições anteriores, mas foi a primeira vez que alcançou o topo do pódio.

Neste ano, a FrancEcolab escolheu, para o livre desenvolvimento por parte das escolas inscritas, o tema “As florestas do Brasil: preservar a biodiversidade”. A turma premiada foi do 5º ano da E. M. Anísio Teixeira. Eles produziram um livro sobre a preservação ambiental das florestas, produzindo ilustrações a partir do uso de materiais recicláveis, tais como folhas e gravetos. A obra foi organizada pela Embaixada da França.

As professoras Jéssica de Paula e Joelma Oliveira auxiliaram as crianças na elaboração da história. Segundo Jéssica, foi uma satisfação e felicidade enorme ver o projeto ser premiado.

“Toda a comunidade escolar ficou feliz com o prêmio. Além disso, estamos todos emocionados com o fato de a escola pública estar sendo vista, mostrando que existe um trabalho de qualidade sendo desenvolvido na Rede Municipal de Educação”, pontuou.

As crianças também ficaram muito felizes com a medalha de ouro. A estudante Mariana Oliva, de 10 anos, contou um pouco do processo de criação da história campeã.

“O trabalho feito pela turma usou materiais recicláveis, como folhas, gravetos e outras coisas da natureza. Para escrever, a gente recortou letras de revistas. Não usamos tinta, pois tínhamos que usar materiais que poluíssem pouco. Fiquei muito feliz e com a sensação de que fizemos um trabalho muito bonito, bem feito”, explicou.

Já Alice da Silva, de 11 anos, fez questão de contar que a turma se divertiu e aprendeu muito ao participar da competição.
“No momento em que o trabalho estava sendo feito, a turma se uniu ainda mais. A turma mostrou o seu talento. Eu fiquei muito feliz, porque nós fizemos tudo isso com muito amor e carinho”, contou.