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“Queria me teletransportar”: livro revela o lado oculto da maternidade com relatos reais e histórias de famosas
Obra da jornalista Priscilla Litwak reúne confissões emocionantes de mães, como Cristina Mel e Pâmela Jardim, e lança rede de apoio inédita
A jornalista e escritora Priscilla Litwak lança no domingo, 4 de maio, às 15h, na Blooks Livraria, em Icaraí, Niterói, seu novo livro: Queria me teletransportar (Emó Editora). A obra reúne crônicas maternas profundas, sensíveis e transformadoras, escritas a partir da vivência da autora e da escuta afetuosa de outras mulheres — anônimas e famosas —, além de contribuições de especialistas que ampliam os aprendizados presentes nas histórias.
Com emoção e olhar acolhedor, o livro aborda temas como tentativas frustradas de engravidar, gravidez tardia, ovodoação, gravidez na adolescência, congelamento de óvulos, tratamentos de fertilidade, adoção, autismo, síndrome de Down e luto perinatal — revelando dores e alegrias da maternidade contemporânea.
Entre as histórias estão a da cantora Cristina Mel, que, após diversas tentativas de fertilização in vitro, se abriu para a adoção; a da cantora Pâmela Jardim, que enfrentou o diagnóstico de autismo do filho e agora retoma sua carreira; e a da educadora parental e apresentadora Darleide Alves, que transformou a dor de perder sua primeira filha em missão. Especialista em psicologia e sexualidade, Darleide também compartilha reflexões sobre relacionamento conjugal após a chegada dos filhos e sobre como cultivar um lar com propósito. Já a médica e influenciadora Ana Bárbara Januzzi, mãe de quatro filhas, contribui com dicas práticas para manter uma rotina de sono saudável na infância.
O lançamento também marcará a estreia do projeto Entre Anas, uma rede de apoio criada para acolher mães, especialmente nos primeiros meses de vida do bebê — período em que a solidão materna costuma ser mais intensa.
A programação inclui uma roda de conversa gratuita sobre maternidade real, com a presença de mães e especialistas como, a ginecologista e obstetra integrativa Priscila Pyrrho, a jornalista Flávia Tenente, a influenciadora literária e doula Ana Pinto e a militar Cristiane Azeredo.
Além das crônicas, o livro oferece uma experiência interativa. Um QR Code dá acesso a vídeos, textos e materiais complementares que expandem os temas tratados na obra.
“O desejo de se teletransportar — estar em outro lugar ou até em vários ao mesmo tempo — é uma metáfora potente da maternidade. Em muitos momentos, sentimos que não damos conta de tudo, que estamos divididas entre demandas, sentimentos e versões de nós mesmas. Escrever foi a forma que encontrei de reunir essas partes e, ao mesmo tempo, acolher outras mulheres que também vivem esse turbilhão”, afirma a autora, que é jornalista do GLOBO há doze anos.
O evento é gratuito, aberto ao público, e contará com bate-papo, sessão de autógrafos e momentos especiais para mães, famílias e todos os que desejam enxergar a maternidade com mais empatia, profundidade e verdade.
Queria me teletransportar já está disponível em pré-venda com valor promocional de lançamento e vantagens exclusivas no site da Emó Editora:
loja.emoeditora.com.br/ficcao/queria-me-teletransportar
Serviço – Lançamento do livro “Queria Me Teletransportar”
Autora: Priscilla Litwak
Título: Queria Me Teletransportar
Data: Domingo, 4 de maio de 2025
Horário: 15h
Local: Livraria Blooks – Icaraí (Rua Miguel de Frias, 9 – dentro da UFF)
Evento: Sessão de autógrafos com roda de conversa sobre maternidade e lançamento do Entre Anas
Entrada: Gratuita
Pré-venda do livro: https://loja.emoeditora.com.br/ficcao/queria-me-teletransportar
Mais informações e contato com a autora: @priscillalitwak 21 982939600
Editora: Emó Editora






Candidatura conjunta brasileira vai usar a experiência e a excelência para organizar competições em nível olímpico
– Unir as Américas por meio do Esporte e promover o desenvolvimento esportivo em todo o continente são os pilares que fundamentaram a candidatura conjunta das cidades do Rio de Janeiro e de Niterói na disputa pela sede dos XXI Jogos Pan-Americanos e IX Parapan-Americanos 2031. O exitoso planejamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 serviu de base para a elaboração do dossiê entregue à Organização Desportiva Pan-Americana (Panam Sports), com o compromisso de realizar um evento de baixo custo, sem elefantes brancos e com legados que reverberem continentalmente.
Para cumprir o propósito de trocar conhecimentos e ampliar a base de profissionais esportivos, um dos legados de Rio-Niterói 2031 será o investimento em intercâmbios e formação técnica de pessoas entre os países do continente. Uma parceria que envolverá o Comitê Rio-2031, o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Confederações esportivas brasileiras, além dos demais comitês nacionais das Américas. Um trabalho que também incluirá a revelação e capacitação de atletas de alto rendimento, via Vilas Olímpicas e os Ginásios Educacionais Olímpicos, projeto que atualmente atende a mais de seis mil alunos em 12 escolas do Rio de Janeiro e será ampliado.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, ressalta que, além do legado esportivo, o evento trará melhorias para a infraestrutura de ambas as cidades.
― Teremos um legado de infraestrutura urbana, esporte e mobilidade que vai ultrapassar as cidades-sede e se estender para toda a Região Metropolitana. Teremos o Time Rio-Niterói, um programa de apoio aos atletas que tem o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e engloba todo o Estado do Rio. Além disso, vamos fazer cinco Ginásios Educacionais Olímpicos em Niterói ― afirmou o prefeito.
A tradição de Niterói em revelar talentos e a expertise de o Rio organizar grandes eventos se complementam e são uma garantia para o sucesso do PAN 2031, que tem seu calendário inicial de Esportes formado por 38 modalidades distribuídas por 57 disciplinas. Pela proposta apresentada à Panam Sports, a Cerimônia de Abertura dos Jogos Pan-Americanos está marcada para 8 de agosto, e a de Encerramento será em 24 de agosto. Já os Jogos Parapan-Americanos começarão no dia 7 de setembro, com término em 16 de setembro.
A vice-prefeita de Niterói, Isabel Swan, traz sua experiência como atleta de alto rendimento para o projeto – ela foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha olímpica na vela, levando o bronze em Pequim-2008, junto com Fernanda Oliveira, e atualmente preside a Comissão de Atletas da Panam Sports.
― São muitas milhas navegadas, três Olimpíadas e uma medalha. Estamos muito confiantes com a candidatura Rio-Niterói. O esporte faz parte da nossa vida e é fundamental para formar cidadãos. Sediar um evento como os Jogos Pan-Americanos traz investimentos e deixa um legado que oferece não só estrutura para quem já é atleta, mas estimula as gerações futuras ― disse ela.
Os esportes foram distribuídos por cinco zonas: Barra, Copacabana, Deodoro, Porto Maravilha e Niterói. A divisão dos esportes entre as cidades levou em consideração dois fatores fundamentais. Além da vocação de Rio de Janeiro e Niterói, a existência de instalações olímpicas na capital fluminense é uma característica que contribuiu não só para a realização de provas em nível máximo de excelência, como também para evitar o desperdício de recursos com a construção de novos equipamentos sem necessidade.
Todas as provas vão ocorrer a no máximo 40 minutos de distância da Vila Pan-Americana, situada na Zona Portuária. Exceção para o futebol que, além do Maracanã, terá por sedes: Belo Horizonte (Estádio Mineirão), Brasília (Estádio Mané Garrincha), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Arena Itaquera).
A vila dos atletas será formada por sete torres residenciais, com 2.083 apartamentos de dois e três quartos para atender a 7.500 atletas e 2.800 oficiais.
– A nossa experiência na organização de Jogos Olímpicos e Paralímpicos, com certeza, nos ajuda. Mas também queremos aprender com todas as nações das Américas, ouvir sugestões e partilhar conhecimentos. Dessa maneira, organizaremos Jogos grandiosos não só para os cariocas, para o povo brasileiro, mas também para todos no continente – explicou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
Os legados de instalações e infraestrutura deixados pelos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 e os Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de 2007 permitiram que a candidatura Rio-Niterói otimizasse os investimentos na proposta para realizar as competições de 2031. A previsão é a de que sejam investidos cerca de R$ 3,8 bilhões (US$ 667 milhões) para a realização do evento, com a maior parte dos recursos obtidos via iniciativa privada.
– Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 nos deram a fórmula para organizar um grande evento: nenhum desperdício de recurso público, muita parceria com a iniciativa privada para investimentos, instalações esportivas eficientes e o maior número de legados possível. E o nosso projeto de candidatura segue à risca essa receita – destacou o secretário municipal de Esportes, Guilherme Schleder.
Confirmada a candidatura, Rio-Niterói 2031 dará início a sua campanha internacional em busca dos votos. O colégio eleitoral da Panam Sports é formado por um total de 41 Comitê Olímpicos Nacionais que totalizam 53 votos – países que já organizaram a competição têm direito a dar dois votos.
O Movimento Olímpico Brasileiro já havia referendado essa candidatura.
– Iniciamos uma gestão que trabalha para ajudar a transformar o Brasil numa Nação Esportiva, onde a prática esportiva esteja cada vez mais enraizada na sociedade. E ter grandes eventos em nosso país só reforça isso. Temos certeza que Rio e Niterói farão uma grande edição de Pan e o COB dará todo seu apoio para que a candidatura seja escolhida – frisou o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco La Porta.
Fotos: Lucas Benevides






Lei sancionada pelo prefeito em exercício celebra mais de 70 anos de tradição e solidariedade promovida pelo Lar Batista Fluminense
01/05/2025 – A tradicional Festa do Amor do Lar Batista Fluminense, em Várzea das Moças, realizada há mais de sete décadas no dia 1º de maio, foi oficialmente reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Niterói. A sanção da lei foi assinada pelo prefeito em exercício Milton Carlos da Silva Lopes, o Cal, reforçando o compromisso da cidade com a preservação de suas tradições religiosas e culturais.
Promovida pela Convenção Batista Fluminense, a Festa do Amor é um símbolo de solidariedade e fé, reunindo gerações de moradores em um evento marcado por atividades sociais, celebrações religiosas e apoio à comunidade. A nova legislação fortalece a valorização dessa manifestação histórica, que já integra a memória afetiva da cidade.
“Mais do que uma celebração religiosa, a Festa do Amor representa o espírito solidário e acolhedor de Niterói. Reconhecê-la como patrimônio cultural imaterial é garantir que essa tradição tão querida continue viva por muitas gerações”, afirmou o prefeito em exercício, Milton Cal.
Autor da lei aprovada por unanimidade, o vereador Anderson Pipico destacou a importância da união entre os poderes públicos e as instituições religiosas para o bem-estar da população.
“Me lembro de frequentar o Lar quando novo. Aqui se atendiam crianças. Hoje os idosos são cuidadosamente tratados com muito carinho. Essa festa é uma ajuda para o bem ao próximo e por isso vou propor que entre para o calendário oficial de eventos da cidade”, afirmou Anderson Pipico.
O diretor do Lar Batista Fluminense, Ramon Pinto, comemorou a conquista.
“É um reconhecimento histórico. A Festa do Amor é feita com muito carinho por voluntários e por pessoas que acreditam na transformação por meio do afeto, da fé e do acolhimento. Esse título é motivo de orgulho para todos nós”, concluiu Ramon Pinto.
Fotos: Bruno Alves






Foi a quinta das ações integradas iniciadas há cerca de um mês pela Prefeitura e pela Polícia Civil para sufocar a receptação de materiais de procedência duvidosa
A Prefeitura de Niterói realizou, nesta terça-feira (29), a quinta ação da Operação Asfixia, que segue fiscalizando ferros-velhos clandestinos em conjunto com a Polícia Civil. O objetivo é sufocar a compra e a receptação de materiais frutos de roubos, furtos e ordenamento urbano. A ação foi coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada do Município (GGIM), pela 76ª Delegacia de Polícia (Centro). A força-tarefa contou ainda com o apoio da Coordenadoria de Ações Táticas da Guarda Civil Municipal (CAT), da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP), do Departamento de Fiscalização de Posturas (FIPO) e da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (CLIN).
Durante a operação, três estabelecimentos foram fiscalizados de forma simultânea. Dois estão localizados nas proximidades da comunidade do Sabão. Desta vez, não foram constatadas irregularidades. Ninguém foi detido ao contrário das primeiras ações.
Segundo o secretário Felipe Ordacgy, a fiscalização tem gerado resultados positivos. As ações vão continuar para que cada vez mais esse tipo de comércio seja reprimido.
“O município tem atuado com firmeza na fiscalização dos ferros-velhos. Dois estabelecimentos informaram que deixaram de comprar produtos de moradores de rua por dúvidas quanto à procedência, após o início da operação. Isso é de extrema importância. Vale ressaltar que, mesmo sem prisões efetuadas ou recolhimento de materiais de procedência duvidosa, o resultado foi positivo. Quanto mais sufocarmos esses locais, menos chance de receptações. Isso diminui os roubos e furtos de rua”, afirmou Felipe Ordacgy.
O delegado Luiz Henrique Marques Pereira destacou a importância da integração entre os órgãos municipais e estaduais.
“É de extrema importância a ação conjunta da Polícia Civil com o município, unindo a atuação da polícia judiciária à fiscalização administrativa e ao trabalho de inteligência integrado”, reforçou o delegado.
Esta foi a quinta fase da Operação Asfixia, que segue em andamento com foco na repressão à receptação e no ordenamento urbano de Niterói.
A ação também já realizou fiscalizações em ferros-velhos clandestinos instalados em áreas consideradas sensíveis da cidade, onde há forte influência de organizações criminosas.
Durante as fiscalizações, além de interdições, as ações resultaram na apreensão de máquinas de jogos, recuperação de veículos e notificações por irregularidades. Nos locais, agentes apreenderam 13 máquinas de jogos de azar, encontraram bombas de água, além de diversos materiais com indícios de furto, como cobres, tampas e portões.
Uma bicicleta e uma motocicleta, ambas com sinais de roubo ou furto, também foram localizadas e recuperadas. A operação segue como uma das principais estratégias da Prefeitura, em parceria com as forças de segurança, para combater a criminalidade de forma preventiva, interrompendo a cadeia de receptação e escoamento de materiais ilícitos na cidade.






A Secretaria de Estado da Mulher do Rio de Janeiro concluiu nesta segunda-feira (29) mais uma ação do Ônibus Lilás na Região do Médio Paraíba, desta vez em Barra do Piraí, com um total de 786 atendimentos realizados ao longo do dia. Somadas à ação anterior de ontem (28), em Piraí, que contabilizou 361 atendimentos, a iniciativa ultrapassou a marca de mil atendimentos na região em menos de uma semana, reforçando o compromisso do Governo do Estado em garantir acesso a direitos, saúde e acolhimento às mulheres fluminenses.
Realizada em parceria com a Prefeitura de Barra do Piraí, CEDAE, Patrulha Maria da Penha, Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NIAM) da Polícia Civil, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) e Fundação Leão XIII, a ação levou uma série de serviços gratuitos à Praça Nilo Peçanha, no centro da cidade. Entre os atendimentos oferecidos, destaque para emissão e isenção de documentos (como segunda via de RG, certidões e habilitação), cadastro em programas sociais, vacinação, atendimento jurídico e encaminhamentos para serviços especializados.
– A atuação do Ônibus Lilás representa um importante avanço na interiorização das políticas públicas voltadas à proteção e à promoção dos direitos das mulheres. A presença do Estado, por meio de ações integradas com diversos parceiros, reafirma nosso compromisso com a equidade de gênero e com o acesso pleno das mulheres aos serviços essenciais de cidadania, saúde e justiça – destacou a secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar.
Além dos atendimentos voltados diretamente às mulheres, a ação também promoveu orientações odontológicas para crianças, cadastro para vagas de emprego e contou com uma feira de artesanato local, incentivando a economia criativa e o protagonismo feminino na geração de renda.
A moradora Livian Santos, de 25 anos, aproveitou para solicitar a segunda via do RG e da certidão de nascimento com agilidade.
– Foi muito rápido. Consegui resolver tudo a tempo de passar ainda no Centro de Referência de Assistência Social para tratar de outras pendências. Valeu muito a pena ter participado da ação do Ônibus Lilás – disse ela.
Em Piraí, iniciativa somou 361 atendimentos
Na segunda-feira (28), o município de Piraí foi o primeiro a receber o Ônibus Lilás nesta etapa no Médio Paraíba. A ação mobilizou a prefeitura, Defensoria Pública, OAB-RJ e Fundação Leão XIII, realizando 361 atendimentos em um dia. A programação foi aberta com uma aula de biodança, seguida de roda de conversa sobre direitos e redes de apoio, promovendo acolhimento e escuta qualificada.
Desde novembro de 2024, quando foi completamente renovado, o Ônibus Lilás já percorreu cinco municípios fluminenses — Angra dos Reis, Paraty, Areal, Piraí e Barra do Piraí — abrangendo três regiões distintas do estado e totalizando 2.347 atendimentos realizados.
Sobre o Ônibus Lilás
O Ônibus Lilás é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Mulher, com apoio da Fundação Leão XIII, Faetec, Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e prefeituras locais. O projeto leva atendimento itinerante para mulheres em diversas regiões, garantindo acesso a serviços essenciais, especialmente em áreas mais remotas.
Com uma equipe multidisciplinar, o Ônibus Lilás oferece um acolhimento individualizado e humanizado, com profissionais de serviço social, psicologia, atendimento jurídico e segurança pública. Durante as ações, as mulheres recebem apoio emocional, orientação sobre seus direitos e encaminhamento para serviços especializados, incluindo emissão de documentos, acesso a medidas protetivas e suporte jurídico.





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Projeto resgata memória afetiva com espécies que não são mais comercializadas
Niterói deu início ao projeto “Fruta no Pé”, que será o maior plantio urbano de frutas já realizado no Brasil em extensão territorial. Ao longo de 11 quilômetros do Parque Orla de Piratininga, a Prefeitura já iniciou o plantio. Nos últimos dois meses, 900 mudas de espécies frutíferas e nativas foram plantadas. Estas espécies dificilmente são encontradas, mas despertam a memória afetiva e criam oportunidades de contato com a natureza para crianças e famílias que visitarem os nichos. A previsão é de que, em sete meses, mais de 5 mil mudas estejam plantadas. Depois que florescerem, quem quiser poderá passear, se refrescar à sombra dos pés e ainda colher os frutos como se fosse uma área rural.
A ideia é criar um verdadeiro corredor verde e produtivo, com espécies como jamelão, jenipapo, grumixama, pitanga e amora. Dentre as espécies, também estão araçás, uvaias, cereja-do-mato, cajus, pimenta-branca e as emblemáticas palmeiras jerivás que, com o tempo, foram sumindo dos mercados e da rotina alimentar das pessoas. O projeto promove sustentabilidade, reforça a biodiversidade e incentiva a alimentação saudável nas ruas da cidade, com vários fragmentos florestais plantados ao longo do caminho.
Segundo o biólogo Alexandre Moraes, diretor de arborização da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), o Parque Orla de Piratininga é um exemplo de projeto ambiental que une gestão pública eficiente e respeito ao meio ambiente.
“O projeto nasce com uma proposta que vai além do paisagismo. Ele é um convite à memória afetiva, ao resgate de sabores e histórias e, ao mesmo tempo, uma ação concreta de estímulo à segurança alimentar, ao reflorestamento urbano e ao fortalecimento da biodiversidade local. As palmeiras jerivás são muito resistentes e atraem mais de 80 tipos diferentes da nossa avifauna nativa durante a frutificação. Elas são campeãs na atração de aves locais, o que reforça a importância de seu plantio para fortalecer a biodiversidade”, explicou o biólogo Alexandre Moraes.
O projeto é mais uma etapa do processo de revitalização ambiental e urbanística do Parque Orla de Piratininga, unindo preservação da natureza, valorização dos ecossistemas de restinga e estímulo à convivência em áreas verdes.
“Agregamos meio ambiente e gestão pública em uma simbiose perfeita. O pomar urbano faz parte de uma estratégia maior da Prefeitura de Niterói para transformar a cidade em modelo de sustentabilidade, oferecendo espaços verdes que promovem bem-estar e incentivam o contato direto com a natureza. Algumas frutas não se compram, e outras, como o caju, são muito caras. Quando consultamos a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), descobrimos que estamos confeccionando o maior pomar urbano do Brasil”, confirmou o biólogo.
Projeto piloto — Antes de iniciar o “Fruta no Pé”, a Secretaria de Conservação deu início a um projeto piloto de plantio de espécies em locais como a Restinga de Jurujuba, a Restinga de Charitas, canteiros, rótulas e calçadas em áreas como Camboinhas e Piratininga, onde foram realizados reflorestamentos em locais que antes serviam para descarte de lixo, práticas religiosas ou acampamentos irregulares. Foram plantadas cerca de 500 mudas em cada um desses locais.
A vice-prefeita e secretária do Clima, Defesa Civil e Resiliência, Isabel Swan, lembra que Niterói foi reconhecida internacionalmente como “Cidade Árvore do Mundo” e tem um trabalho importante de arborização do município.
“Esse pomar urbano tem tudo a ver com Niterói. Nós temos um comprometimento muito firme com o meio ambiente e a arborização, com 150 mil mudas plantadas ao longo dos últimos anos. Ter esse pomar no POP, que já tem uma função fundamental para o nosso sistema lagunar, potencializa ainda mais um equipamento baseado justamente na natureza”, pontua.
Selo internacional “Amiga da Árvore” — Niterói foi premiada, pelo quarto ano consecutivo, com o selo “Cidade Árvore do Mundo”, concedido pela Arbor Day Foundation, uma das mais renomadas entidades internacionais dedicadas à arborização urbana. Este ano, mais uma vez, a segurança urbana responsável foi um dos critérios determinantes na avaliação.
O selo reconhece os esforços da Prefeitura de Niterói na gestão e cuidado com suas florestas urbanas, que têm contribuído para a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida dos seus moradores. A cidade teve cerca de 150 mil mudas plantadas nos últimos anos, tanto no meio urbano quanto em áreas verdes.
Niterói conta com mais de 60 mil árvores catalogadas no Sistema de Gestão da Geoinformação (SIGeo).
“Niterói reforça a segurança urbana com manejo responsável de árvores desde 2013, quando o município observou a necessidade de uma estratégia para a segurança da população em relação às espécies comprometidas. Foram feitos estudos e criados protocolos como o programa Arboribus, que mapeia e avalia as árvores da cidade, guiando a remoção segura de exemplares em risco, com replantio de espécies nativas. A iniciativa integra proteção ambiental, segurança e participação da população, promovendo uma arborização urbana mais sustentável”, explica Dayse Monassa, secretária de Conservação e Serviços Públicos.
Durante uma visita ao local, a moradora Mônica Alizeira Damparo, que vive há 29 anos no bairro do Caramujo e cuida do neto autista, Lucas Samuel, de cinco anos, expressou sua alegria com o projeto do pomar urbano:
“Isso aqui para mim é uma alegria. Morei em fazenda e tinha essas frutas, mas aqui a gente não vê mais. Vai ser bom para as crianças conhecerem o que já não tem mais no comércio. Também é um resgate da nossa história. Vai ser bom para o meu netinho, que é autista, poder ver, tocar, sentir essas frutas”, concluiu Mônica.





A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota nesta terça-feira (29/04), em segunda discussão, o Projeto de Lei 6.366/22, de autoria da deputada Tia Ju (REP), que organiza a Política Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente. Caso receba emendas parlamentares, o texto sairá de pauta.
O objetivo da proposta é estruturar a política pública voltada à infância e à adolescência no estado, estabelecendo diretrizes, linhas de atuação e formas de gestão e financiamento. A política deverá ser pautada na intersetorialidade, na descentralização político-administrativa, na participação social por meio de organizações representativas, e no apoio às organizações da sociedade civil.
Segundo Tia Ju, a normatização de uma política estadual permite maior continuidade dos programas voltados ao público infantojuvenil, inclusive em períodos eleitorais. “A proposição visa ainda proporcionar a execução célere e efetiva de recursos financeiros, bem como operacionalizar a aplicação destes recursos”, afirmou a parlamentar.
O texto também prevê a implementação de programas integrados entre Estado, municípios e sociedade civil, com foco na prevenção de vulnerabilidades, promoção de direitos e enfrentamento às violações. Os programas poderão abranger ações como acolhimento familiar e institucional, orientação sociofamiliar, combate à evasão escolar, formação profissional e atividades psicossociais.
A medida ainda estabelece ações voltadas ao fortalecimento das habilidades parentais, promoção de vínculos familiares e acolhimento de crianças vítimas de violência doméstica, com atendimento também às suas famílias. A medida também reforça a atuação do sistema de garantia de direitos nos casos de violência contra crianças e adolescentes.




