Rio de Janeiro está há 18 dias sem registros de óbitos por Covid-19

Ao todo, 47 cidades de diferentes regiões não contabilizaram mortes pela doença desde o início de abril
O estado registra queda no número de óbitos por Covid-19 desde o início do ano. Levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostra que, entre 1º e 18 de abril, 47 municípios não registraram mortes pela doença. Além disso, entre os meses de fevereiro e março, quando foram notificados no estado 1.719 e 390 óbitos, respectivamente, a queda no percentual do número de mortes foi de 77,3%.
Entre as cidades que não notificaram óbitos por Covid-19, estão Armação de Búzios, Arraial do Cabo, Barra do Piraí, Barra Mansa, Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Carapebus, Casimiro de Abreu, Comendador Levy Gasparian, Conceição de Macabu, Cordeiro, Duas Barras, Guapimirim, Iguaba Grande, Italva, Laje do Muriaé, Macuco, Mendes, Miguel Pereira, Miracema, Nilópolis, Paracambi, Paraíba do Sul, Paraty, Paty do Alferes, Pinheiral, Porciúncula, Porto Real, Quatis, Quissamã, Resende, Rio Claro, Rio das Flores, Rio das Ostras, Santa Maria Madalena, São Fidélis, São José de Ubá, São José do Vale do Rio Preto, São Pedro D’Aldeia, São Sebastião do Alto, Sapucaia, Sumidouro, Tanguá, Trajano de Moraes, Valença e Vassouras.
– Esse resultado é consequência da vacinação no estado do Rio de Janeiro, que já atingiu 86% de toda a população fluminense com 12 anos ou mais imunizada com a primeira e a segunda doses. O último Mapa de Risco para Covid-19 mostra que óbitos e internações reduziram, e o estado segue em risco muito baixo para a doença – ressalta a coordenadora de Informações e Saúde da SES, Luciane Velasque.
A SES ressalta que muitos casos são notificados após a data do óbito. Por essa razão, desde o início da pandemia, recomenda-se que a análise das informações seja feita pela data de ocorrência da morte; e não pela data de registro no sistema.
De acordo com a última atualização, referente à 77ª edição do Mapa de Risco da Covid-19, divulgada na quinta-feira (14/04), pela sexta semana consecutiva o estado está em bandeira verde, de risco muito baixo para Covid-19. A análise compara a 14ª semana epidemiológica (SE 14) deste ano, de 3 a 9 de abril, com a décima segunda semana (SE 12), de 20 a 26 de março.
– Mesmo diante desse cenário de queda sustentada, precisamos que a população não se descuide da vacinação. As pessoas que ainda não receberam a 2ª dose ou dose de reforço devem retornar aos postos de saúde para completar o esquema vacinal. Além disso, os idosos com 80 anos ou mais devem receber a dose adicional de reforço – alerta o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.
Em anexo, o mapa com os municípios que não registraram óbitos em abril de 2022

De Bach ao Brasil de hoje pela ponte de Villa-Lobos

 

Um novo formato com uma nova programação

(crédito da foto: Cláudio Miranda)

Teaser: https://youtu.be/xHNWPUYmDJA – IV Festival Bach

A Sociedade Musical Bachiana Brasileira, dirigida pelo maestro Ricardo Rocha, apresenta, no mês de maio, o V Festival Bach do Rio de Janeiro. Com novidades em sua programação, sua montagem é uma realização do Prêmio Funarte Festivais de Música 2021, com a promoção e o apoio da Firjan, com seus recursos e espaços, como o Auditório Copacabana e o Teatro SESI.

Essa V edição, a ser apresentada nos dias 03, 05 e 06 de maio, não estará restrita à execução musical dos seus conjuntos de Orquestra e Coro de Câmara, mas virá trazendo surpresas como duas palestras com espaço para perguntas e debate, um filme e, no concerto, a participação especial de um madrigal de convidados, apresentando três famosas obras do repertório de Bach. O concerto é um painel expressivo de quatro das maiores obras-primas do repertório coro-orquestral, que ilustra, em síntese, a história da fé do compositor.

Palestras e Concerto

O Festival começa no dia 03 com a palestra “Carta à posteridade de um coração ecumênico”, que aborda a trajetória da história da Música Ocidental dos séculos IV ao XX, apresentando a linhagem que nos levará de Bach, na Alemanha do século XVIII, até a chegada de Villa-Lobos no Brasil do século XX.

Será seguida da análise da mais importante obra de toda a sua produção, a enigmática ‘Missa em si menor’, escrita quase que secretamente ao longo de 25 anos e por ele mesmo descrita como “meu testamento como músico e como cristão numa declaração só”. Pouco mais de um ano depois, Bach faleceu sem nunca tê-la ouvido, e a sua estreia aconteceu somente 106 anos após a sua morte.

Na quinta, dia 05, no Teatro do SESI, será a vez do Concerto Retratos Musicais de sua obra coro-orquestral, um painel de movimentos escolhidos entre obras-primas de Bach com Madrigal, Orquestra de Câmara e um Coro de Convidados.

Por fim, na sexta, 06 de maio, último dia do Festival, a ideia é a de mostrar a ponte entre a música de Bach e a sua influência na brasileira. A palestra, intitulada MBC, Música Brasileira de Concerto, será seguida de filme e debate sobre esta literatura musical que o Brasil vem escrevendo há mais de 300 anos, destacando a necessidade de políticas públicas que invistam na descoberta, no resgate e na difusão deste que é um grande tesouro musical brasileiro. As palestras dos dias 03 e 06 de maio serão apresentadas pelo maestro Ricardo Rocha no Auditório Copacabana, 13º andar da FIRJAN.

Serviço:

 

V Festival Bach do Rio de Janeiro – 2022, com a Cia Bachiana Brasileira

 

Realização:

Prêmio Funarte Festivais de Música 2021

 

Apoio Cultural:

Palestras: 03 e 06 de maio

Horário: 18h30

Local: Auditório Copacabana, 13º andar da FIRJAN

 

Concerto: 05 de maio

Horário: 19h

Local: Teatro Firjan SESI Centro

Endereço: Av. Graça Aranha, 1 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 20 (inteira) e 10 (meia-entrada)

Ingressos à venda na bilheteria do teatro ou pelo site

 

 

 

Pressão descontrolada pode virar insuficiência cardíaca

A hipertensão pode causar diversas complicações, e a insuficiência cardíaca é uma delas

O coração é um órgão de importância vital e tem como função principal bombear sangue oxigenado para todos os tecidos, assim, cuidar da saúde cardiovascular é fundamental para ter longevidade e alcançar melhor qualidade de vida.

Também conhecida como “pressão alta”, a hipertensão arterial é definida por níveis tensionais superiores a 140 × 90 mmHg, como explica a dra. Ana Luiza Sales, cardiologista do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN). E 26 de abril foi escolhido como o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, data de alerta para essa entidade clínica e suas possíveis complicações.

Infelizmente, a hipertensão arterial não costuma causar sintomas, é uma doença silenciosa que, aos poucos, vai causando avarias no coração, nos rins, no sistema nervoso central e em todo o sistema arterial. Por essa razão, recomendam-se visitas regulares ao cardiologista ou clínico geral para monitorar a saúde em busca de sinais de alteração na pressão arterial, entre outras patologias. A detecção e o tratamento precoce da condição previnem lesões em órgãos, em especial no coração.

“A pressão arterial descontrolada no longo prazo pode sobrecarregar o músculo cardíaco com consequente evolução para a disfunção dele. Tal evolução pode promover o desenvolvimento de insuficiência cardíaca, por exemplo, condição clínica em que o coração não consegue bombear de maneira adequada o sangue oxigenado pelos tecidos do corpo”, explica a cardiologista.

A insuficiência cardíaca pode ser reconhecida por sinais e sintomas clássicos como falta de ar; tosse; tontura; inchaço no corpo; cansaço; pouco apetite e insônia ou ainda por meio de exames, como o ecocardiograma.

Segundo a dra. Ana, “o controle adequado da pressão arterial, por meio de acompanhamento médico regular, é fundamental para evitar a progressão da hipertensão arterial e transformá-la num quadro avançado de insuficiência cardíaca”.

O Programa de Insuficiência Cardíaca do CHN acolhe pacientes com diagnóstico de insuficiência cardíaca (IC) em toda a sua jornada – desde o reconhecimento/ diagnóstico pelos serviços de emergência ou consultas ambulatoriais, controle de sintomas e otimização terapêutica em sua fase hospitalar, que conta com todo o parque tecnológico do CHN, até a alta. Deve-se ressaltar ainda que o CHN é hoje o único centro habilitado para realizar transplante cardíaco da região e que conta também com diferentes opções de suporte circulatório mecânico (corações artificiais).

“O tratamento da hipertensão varia de acordo com as características do paciente e a gravidade dos sintomas. Em geral, um medicamento e/ou a combinação de fármacos se fazem necessárias para o controle adequado da pressão arterial. Mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividades físicas, a cessação do tabagismo e o controle dietético, são também fundamentais. Pacientes que evoluem para insuficiência cardíaca podem precisar, além de medicamentos e mudanças de estilo de vida, de terapias complexas como procedimentos cirúrgicos, implante de marca-passo ou corações artificiais e transplante cardíaco. Nesses casos, prevenção e cuidado precoce fazem toda a diferença”, esclarece a médica.

O que você pode fazer para cuidar do coração?

De acordo com a cardiologista, a melhor forma de controlar e prevenir a hipertensão e suas complicações é ter uma vida mais saudável: “É de extrema importância manter uma rotina com bons hábitos alimentares (não abusar do sal, evitar alimentos gordurosos e ultraprocessados etc.), controlar o peso, parar de fumar e praticar regulamente atividades físicas. Manter as consultas e os exames de rotina em dia é fundamental!”

 

Estabelecimentos de Niterói poderão receber selo “Amigo da Bicicleta”

Ação desenvolvida pela Prefeitura busca reconhecer estratégias de apoio ao ciclista e à cultura da bike por parte de iniciativas privadas

 

Mais uma ação de incentivo ao uso consciente da bicicleta foi lançada pela Prefeitura de Niterói. Desta vez, entra em circulação na cidade o Selo Niterói Amigo da Bicicleta. A iniciativa, lançada na noite de terça-feira (19), em solenidade na sala Nelson Pereira dos Santos, busca reconhecer estratégias de apoio ao ciclista e à cultura da bike por parte de iniciativas privadas.

O “Amigo da Bicicleta” é um local como restaurante, loja, empresa que promova o uso do transporte sustentável entre clientes e funcionários, com serviços específicos como bicicletários e paraciclos para o estacionamento, vestiários, além de descontos para quem chega de bike.

Durante a solenidade, o prefeito de Niterói, Axel Grael, lembrou que o uso da bicicleta gera inúmeros benefícios, não só para os ciclistas, mas também para aqueles que não pedalam, como a redução do tráfego de carros nas ruas e da poluição ambiental.

“Niterói saiu do zero na malha cicloviária e hoje somos referência na mobilidade ativa. Sempre mostramos que a bicicleta era uma alternativa viável na cidade, apesar de muitos não acreditarem. Além disso, há uma sinergia entre as políticas de sustentabilidade e o setor empresarial. O uso da bike vem crescendo na cidade, o niteroiense abraçou esta ideia que envolve toda uma cadeia produtiva com investimentos em infraestrutura para o ciclista e, também, no fomento dos negócios e do turismo”, enfatizou Axel Grael.

Responsável pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, contou que estão sendo mapeados locais na cidade que oferecem esses serviços específicos para os ciclistas. Ele destaca ainda que a criação do selo é uma das medidas previstas no plano municipal de cicloturismo.

“Os ciclistas normalmente são mais observadores nos caminhos percorridos e também sempre encontram mais facilidade para parar. Estudos recentes apontam que quem vai de bicicleta costuma visitar o local mais vezes e também acaba gastando mais. Os locais que aderirem ao selo, receberão a placa e adesivo para promoção, será listado em guias de cicloturismo da cidade e em sites institucionais da Prefeitura e aplicativos”, detalhou Filipe Simões.

No lançamento, cinco estabelecimentos receberam o selo, entre eles um hotel, um restaurante e uma agência de viagem, além de lojas especializadas no setor. A expectativa da Coordenadoria Niterói de Bicicleta é ter, neste primeiro momento, 25 estabelecimentos com a autenticação “Amigo da Bicicleta”.

“Vendo o crescimento do mercado de bikes, especialmente em Niterói, aliado à procura das pessoas por um estilo de vida mais saudável, veio a ideia de juntar as duas coisas que mais gostamos: bike e café. Foi assim que, em meio à pandemia, realizamos o sonho de nossa família. Hoje, nossa casa virou um point dos ciclistas. Tudo isso se deve ao grande investimento que a Prefeitura está realizando, aumentando a malha cicloviária da cidade. Nossa loja é integrada à nova ciclovia do Centro, que corta a Avenida Marquês do Paraná”, conta Fernanda Coura, que comanda o Fika Café ao lado do pai, Cláudio Silva, e foi um dos estabelecimentos que recebeu o selo no lançamento.

Para solicitar o selo, é preciso preencher um formulário que está disponível no Portal de Serviços da Prefeitura (https://servicos.niteroi.rj.gov.br). O procedimento é todo feito de forma on-line, e o responsável pelo estabelecimento só precisa ir à Prefeitura de forma presencial retirar o certificado depois de ser aprovado.

Os interessados devem cumprir alguns requisitos como apresentação de documentação em dia do estabelecimento e parâmetros específicos relativos ao incentivo à cultura da bicicleta, o bom acolhimento de ciclistas e de suas necessidades, respeito aos valores históricos e sociais, culturais e ambientais do município e a adoção de práticas sustentáveis e não agressoras ao meio ambiente.

Filipe Simões citou também que foi criada uma comissão permanente para gerir o selo com representantes da Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Seden), Neltur, CDL e Firjan.

O selo terá validade correspondente ao ano de emissão e ao ano seguinte, devendo o estabelecimento manter as condições de atendimento ao regulamento durante todo o período de participação. A permanência no programa e o atendimento continuado aos requisitos serão avaliados através do relato de usuários do estabelecimento ou, caso necessário, através de visitas técnicas pelo órgão gestor e pela comissão permanente.

Também participaram da cerimônia de lançamento do selo, o presidente da Neltur, Paulo Novaes, o secretário municipal de Administração, Luiz Vieira, e o presidente da Firjan Leste Fluminense, Luiz Césio Caetano.

Fotos: Douglas Macedo

Niterói oficializa parceria com Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)

Documento assinado solidifica e amplia a parceria com abertura de novas frentes de trabalho
A Prefeitura de Niterói oficializou, nesta quarta-feira (20), a parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), ou Agência da ONU para Refugiados. Os órgãos já vêm realizando trabalhos em conjunto de capacitação com os servidores que trabalham no Núcleo para Migrantes e Refugiados Moïse Kabagambe da Secretaria Municipal de Direitos Humanos. A assinatura do memorando vai solidificar e ampliar a parceria com abertura de novas frentes de trabalho como apoio e coleta de dados para mapeamento de migrantes e refugiados, elaboração e tradução de materiais diversos, estruturação de serviços, entre outros.
O prefeito Axel Grael contou, ao assinar o documento, que sua avó viveu a experiência de vir da Polônia sem saber para onde ia e sem conhecer ninguém, e que a sua família sabe os traumas que isso pode acarretar.
“Temos feito políticas sociais inclusivas em Niterói. Durante a pandemia, tivemos uma experiência que talvez outras cidades não tenham tido, com programas de transferência de renda por quase dois anos, atingindo quase metade da população da cidade. Mas precisamos que essas políticas alcancem a todos, principalmente as pessoas que estão precisando ser vistas pelas nossas políticas. Por isso o trabalho de cadastramento, para que todos tenham documentação, é muito importante para que sejam inseridos nas políticas públicas”, disse o prefeito.
Rafael Adonis, secretário de Direitos Humanos, contou que Niterói possui nove mil migrantes e refugiados, de acordo com dados da Polícia Federal.
“Com esse memorando de entendimento, vamos trabalhar com compartilhamento de informações e ampliar a capacitação dos servidores. Niterói tem se demonstrado na vanguarda da política com migrantes e refugiados. Na Região Metropolitana não há um espaço como o que inauguramos, dedicado a eles. Com esse documento, vamos dar prosseguimento a essa política tão importante”, contou o secretário.
O documento lista uma série de situações que podem ser realizadas com essa parceria. Além da capacitação e troca de experiências com servidores municipais, que já ocorrem, o memorando oferece apoio técnico à elaboração e à revisão de protocolos de acolhimento e de atendimento à população refugiada, apoio técnico à elaboração de um plano municipal de acolhimento a população refugiada, solicitante da condição de refugiado, apátrida e migrante, parceria na coleta e no mapeamento de dados sobre a população refugiada, solicitante da condição de refugiado, migrante e apátrida no município de Niterói com o objetivo de melhor compreender vulnerabilidades e necessidades dessa população, realização de eventos conjuntos sobre a temática de direito dos refugiados, apoio para estruturação dos serviços existentes e nos novos serviços a serem estabelecidos, entre outras possibilidades.
José Egas, presidente do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), reforça a importância do trabalho de Niterói como modelo para outras cidades.
“Eu fiz questão de vir a Niterói conhecer a Casa dos Direitos Humanos e ver mais de perto o trabalho feito aqui. O espaço criado é muito acolhedor. Os refugiados querem recomeçar a vida e contribuir com a cidade. Eles saem de seus países sem a opção de escolher ou decidir para onde vão. Estamos aqui para completar as políticas da cidade, que são modelo e referência para o trabalho de outros lugares”, destacou José Egas.
Fotos: Bruno Eduardo Alves

Exposição “Marc Chagall: sonho de amor” já encantou mais de 40 mil visitantes e permanecerá aberta no feriado desta semana

 

O público pode visitar a mostra agendando o ingresso, gratuitamente, pelo site ou aplicativo Eventim;
Atração reúne 186 obras do artista conhecido por criar um universo único, pautado pelo lirismo, pela
poesia e pelo amor à arte e à vida;
O uso de imagens e versões deste texto em outros idiomas estão em: www.agenciagalo.com/chagall
Visita à mostra “Marc Chagall: sonho de amor” no CCBBRJ (foto: divulgação)
Rio de Janeiro, abril de 2022 – A exposição “Marc Chagall: sonho de amor” estará aberta ao público
normalmente nesta quinta-feira (21/04), feriado de Tiradentes, e no fim de semana, quando serão realizados
os desfiles de Carnaval. As visitas podem ser agendadas pelo site ou aplicativo Eventim. Até 17 de abril
43.417 mil pessoas conferiram a mostra em exibição no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
(CCBBRJ), que permanece em cartaz até 6 de junho.
Com entrada gratuita, essa é uma oportunidade única de apreciar 186 obras do artista que marcou o século
20 pelo uso revolucionário das formas e das cores, pela criação de um universo lírico, poético e fantástico e
por sua trajetória única, pautada pelo amor que devotava à vida e às artes.
“Só o amor me interessa, e eu estou apenas em contato com coisas que giram em torno do amor”
Esta frase célebre de Chagall, de certa forma, orienta a exposição. Chagall enfatizava repetidamente que suavida e arte eram suas formas de expressar amor. Nascido em 7 de julho de 1887 no bairro judaico da cidade
de Vitebsk, na antiga Rússia, Marc Chagall viveu uma vida quase centenária, chegando aos quase 98 anos de
idade. Faleceu na França, em 1985, após atravessar a Revolução Russa e a 1° e 2° Guerras Mundiais, assistir à
criação e consolidação do Estado de Israel, e ser reconhecido como um dos nomes mais importantes da arte
moderna, sobretudo pela criação de uma linguagem artística única.
Logo na entrada da exposição, o “Sonho de amor” é anunciado pela instalação contemporânea Air Fountain,
gentilmente cedida pelo artista Daniel Wurtzel. Nas salas de exposição, o percurso contínuo apresenta uma
seleção de obras produzidas por Chagall ao longo da carreira, de onde emergem os temas: origens e tradições
russas; o amor e o exílio na representação do mundo sagrado; o lirismo e a poesia, reencontrados em seu
retorno à França, e o amor transcendente, uma ode ao sentimento de estar apaixonado, presente na figura
dos enamorados que flutuam nas telas ou estão imersos entre ramos de flores.
Segundo a curadora da exposição, Lola Durán Úcar, couberam na seleção obras “que mostram diferentes
técnicas e suportes que Chagall utilizou com grande virtuosismo: óleos, têmperas e guaches, litografias e
águas-fortes branco e preto e coloridas à mão”.
Entre os trabalhos de Chagall exibidos no Brasil, que contemplam o período de 1922 a 1981, pode-se destacar
o raríssimo guache O avarento que perdeu seu tesouro (L’avare qui a perdu son trésor), de 1927, produção
que dá início à série gráfica das Fábulas de La Fontaine (Fables, Jean de La Fontaine), encomendada por
Ambroise Vollard no final dos anos 1920 e impressa somente em 1952.
Também fazem parte da mostra as gravuras coloridas à mão da série Bíblia, animadas por um sentimento de
reconexão do artista com suas origens, com sua essência, com suas experiências na comunidade judaica de
Vitebsk. Além disso, a exposição conta com litografias publicadas em 1954 na revista francesa Derrière Le
Miroir – Edições 66, 67 e 68 – Marc Chagall: Paris, produzidas como uma homenagem do artista à cidade que
tão bem o acolheu, no auge de seu domínio técnico da litografia. A série é uma declaração do seu amor por
Paris.
Em cada seção da exposição encontram-se obras emblemáticas, entre as quais podemos citar: Os amantes
com asno azul (Les amoureux à l’ âne bleu), de c. 1955, O galo violeta (Le coq violet), de 1966-1972, Os
reflexos verdes (Le reflets verts), de 1964, Duas cabeças (Deux têtes), de 1966, Buquê de flores sobre fundo
vermelho (Bouquet de fleurs sur fond rouge), de ca. 1970, Os noivos com trenó e galo vermelho (Les mariés
au traîneau et au coq rouge), de 1957, e Primavera (Le Printemps), de 1938-1939, estas duas últimas
provenientes respectivamente dos acervos da Casa Museu Ema Klabin e do Museu de Arte Contemporânea
da Universidade de São Paulo (MAC USP), especialmente cedidas para a exposição. Segundo a curadora da
exposição, “as obras emprestadas pelas instituições brasileiras são de grande importância no discurso
expositivo”.
Módulos da exposição
A exposição apresenta quatro seções, que tratam de diferentes temas da obra do pintor russo. A primeira
parte intitula-se Chagall. Origens e tradições russas. Nessa seção estão presentes duas pinturas de
importância significativa, o Vendedor de gado (Le marchand des bestiaux), de 1922, e Aldeia Russa (Russian
village), de 1929. Também faz parte dessa primeira seção da mostra um dos mais importantes projetos de
Chagall, no qual sua ideia de tradição está intimamente ligada à vida campesina da infância e adolescência no
vilarejo de Vitebsk, na companhia de animais e cercado pela natureza. Destacamos a série gráfica completa
das Fábulas inspirada na obra de La Fontaine, escritor francês do século 17, na qual dialoga com a cultura
popular e mergulha no comportamento humano, metaforizado nos textos do escritor francês.
Chagall mergulha no universo onírico e reflexivo das fábulas, atraído por uma forma tradicional da arte
popular russa, os lubki, que eram pequenos textos com ilustrações coloridas usados para facilitar a educação
de pessoas com pouca formação.
Os trabalhos relacionados aos textos sagrados e ao universo espiritual de Chagall compõem o segundo bloco da exposição, intitulado Mundo Sagrado, que se subdivide em “Bíblia” e “A história do Êxodo”. Nele se
destacam as pinturas No caminho, o asno vermelho (En route, l’âne rouge), de 1978, e Davi e Golias (David et
Goliath), de 1981, além de gravuras coloridas à mão, que representam alguns dos capítulos mais importantes
do Velho Testamento, como Moisés e Arão diante do Faraó (Moïse et Aaron devant Pharaon), Travessia do
Mar Vermelho (Passage de la Mer Rouge) e Morte de Moisés (Mort de Moïse), estas com impressão realizada
em Paris em 1956.
Em 1930, Chagall foi convidado pelo colecionador de arte Ambroise Vollard a ilustrar textos sagrados. Antes
de iniciar as séries, e em companhia de sua esposa, Bella Rosenfeld, e de sua filha Ida, empreendeu uma
viagem à Palestina em 1931, que implicou não somente um retorno à sua tradição judaica, mas uma reflexão
profunda sobre sua identidade em comunhão com a natureza. A passagem do Êxodo da Bíblia, presente nesta
seção num conjunto de 24 litografias, encontra ressonância em sua trajetória pessoal, marcada pelo
dramático exílio nos Estados Unidos, onde se refugiou face à perseguição aos judeus durante a 2° Guerra
Mundial. O exílio foi tristemente marcado pela morte de Bella, em 1944.
O terceiro segmento da exposição, intitulado Um poeta com asas de pintor, reúne trabalhos ligados ao
regresso de Chagall do exílio nos Estados Unidos.
Em sua casa em Saint-Germain-en-Laye, nos arredores de Paris, Chagall recebia visitas de amigos intelectuais
e poetas, tais como Paul Éluard, Yvan Goll, Pierre Reverdy e Aimé Maeght, além do editor grego Tériade,
responsável pela publicação de livros de arte com obras do pintor. Chagall teria mais duas companheiras
(Virginia Haggard, de 1945 a 1952, e Valentina Brodsky, de 1952 até a morte do artista, em 1985). Desse
período emergem trabalhos marcados pela presença de palhaços e acrobatas. A arte circense remete não
apenas a sua memória dos circos de Vitebsk mas também à lembrança das sessões circenses na própria Paris,
onde, acompanhado por Ambroise Vollard, Chagall voltou a se divertir, admirando trapezistas, domadores de
animais e shows de luzes. O mundo do circo, a vida parisiense e o amor a Paris são os protagonistas das obras
desta sessão, em que figuram desenhos e pinturas a óleo, guache e nanquim, como O galo violeta (Le coq
violet), de 1966-1972; Pintor e acrobata (Peintre et acrobat), ca. 1961; Os reflexos verdes (Les reflets verts),
de 1964; Músico e dançarina (Musicien et danseuse), de 1975; A inspiração (L’inspiration), de 1978; e a série
litográfica publicada na revista Derrière Le Miroir.
Por fim, o quarto e último módulo da mostra é intitulado O amor desafia a força da gravidade, em que o
sentimento de amor, a sensação de estar apaixonado, o enlace dos enamorados são os temas das pinturas,
reforçando sempre o fato de o amor ter sido a força motriz do artista, frente aos inúmeros obstáculos da
vida. Ao seu lado, a musa e primeira esposa, Bella Rosenfeld, com quem partilhava uma visão muito particular
de perceber e habitar o mundo. Apesar de sua morte prematura, Bella continuou a inspirar trabalhos de
Chagall.
Consta dessa parte da exposição uma seleção de obras em que Chagall trata do tema ao longo de sua vida:
Buquê de rosas (Bouquet de roses), de 1930, Os amantes com buquê de flores (Les amoureux au bouquet de
fleurs), de 1935-1938, Grande nu (Grand nu), de 1952, O buquê da Lua ou Os lírios brancos (Le bouquet de la
lune ou Les arums blancs), de 1946, Os amantes com asno azul (Les amoureux à l’anê bleu), de c. 1955.
O amor como força que move a vida e a arte, tal como Chagall expressou vividamente em sua obra, encerra a
exposição, com as obras Os noivos com trenó e galo vermelho (Les Mariés au traîneau et au coq rouge), de
1957, O sonho (Le rêve), de 1980, Os noivos e o anjo (Les mariés et l’ange) e Casamento sob o dossel
(Mariage sous le baldaquin), ambos de 1981.
No Brasil, a mostra conta com trabalhos que não foram vistos em outros países. Apesar de a exposição fazer
parte de uma itinerância que foi concebida na Itália, o projeto brasileiro inclui outros repertórios, como a
série litográfica Chagall: Paris para a revista Derrière Le Miroir, e obras de 1946, como a belíssima O buquê da
Lua ou Os lírios brancos (Le bouquet de la lune ou Les arums blancs), além do diálogo com obras provenientes
de coleções museológicas brasileiras, como Vendedor de gado (Le marchand de bestiaux), do acervo do
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), raramente vista, sem deixar de mencionar as obras
da Fundação José e Paulina Nemirovsky, em comodato com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, cedidas para a exposição: O violinista apaixonado (Le violoniste amoureux), de c. 1967, Cidade cinzenta (Village gris),
de c. 1964, Casa em Peskowatik (Maison à Peskowatik), de 1922, e Autorretrato com chapéu enfeitado
(Autoportrait au chapeau garni), de 1928, integradas aos módulos da exposição.
Um dos objetivos da mostra é reaproximar o público brasileiro desse artista ímpar, proporcionando uma
imersão em seu universo vibrante e conceitual. A proposta visa a embalar o visitante numa atmosfera de
conhecimento e encantamento, “na qual possa dialogar e se sentir tocado pelos diversos sentidos do amor
que perpassa a obra de Chagall, […] num momento de fragilidades mundiais”, completa a curadora.
A exposição tem patrocínio da BB Seguros e do Banco do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à
Cultura. A organização e produção são da empresa Cy Museum, em parceria com a italiana Arthemisia.
Marc Chagall: sonho de amor
Abertura nacional: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Quando: de 16/3 a 6/6/2022
Demais cidades:
 CCBB DF: 28/6 a 18/9/2022
 CCBB BH: 12/10 a 9/1/2023
 CCBB SP: 1/2 a 10/4/2023
PROTOCOLO DE VISITAÇÃO AO CCBB RJ
 O CCBB RJ funciona segundas das 9h às 21h; terças é fechado; de quarta a sábado das 9h às 21h e
domingo das 9h às 20h. O horário permanece o mesmo no feriado de Tiradentes e no fim de semana
de desfiles de Carnaval.
 A entrada do público é permitida apenas com apresentação do comprovante de vacinação contra a
COVID-19.
 O acesso ao prédio é livre, mas os ingressos para os eventos devem ser retirados na bilheteria ou
previamente pelo site ou aplicativo Eventim.
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro fica na Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro,
RJ.

Ingá ganha feira do Circuito Arariboia, sempre às quartas-feiras

 


Circuito de Economia Solidária da Prefeitura de Niterói tem atividades também às quintas e sábados, no Centro, Icaraí e Itaipu

Há uma semana, o Circuito Arariboia de Economia Solidária da Prefeitura de Niterói passou a funcionar também na Praça César Tinoco, no Ingá, entre a praia das Flechas e a R. Dr. Paulo Alves. Os moradores do bairro e da região do entorno ganharam uma nova opção para as suas compras. A feira vai funcionar todas as quartas-feiras, das 8h às 14h, com objetivo de ajudar os produtores locais e valorizar o produto niteroiense. São mais de 30 produtores em barracas de artesanatos, roupas, queijos, verduras e legumes de agricultura familiar, além de pães artesanais e doces. A feira também conta com rodas de debates, música e arte.

O secretário de Assistência Social e Economia Solidária de Niterói, Elton Teixeira, reforça que a expansão beneficia a economia solidária do município.

“A expansão do Circuito Arariboia permite que mais produtores tenham espaço para vender seus produtos. Neste momento de aumento do desemprego, muitos trabalhadores estão vendo na economia solidária uma forma de gerar renda”, contou o secretário.

O Circuito Arariboia é gerido pela Secretaria de Assistência Social e Economia Solidária, em cogestão com o Fórum de Economia Solidária de Niterói, e é composto de feiras que ficam localizadas no Centro, Icaraí e Itaipu. No Centro, a feira funciona ao lado do Terminal João Goulart, na Avenida Visconde do Rio Branco. A feira acontece de forma quinzenal, às quintas-feiras, e a próxima acontece no dia 28 de abril.  São diversas barracas com produtos artesanais, trabalhos manuais, produtos orgânicos e arte popular. A feira de Itaipu fica na Praça das Amendoeiras e ocorre aos sábados, próximo ao ponto final do ônibus 38, das 8h às 18h. E no Campo de São Bento o evento começa às 8h e vai até às 14h, todos os sábados do mês.

Identidade visual – As feiras do Circuito Arariboia ganharam identidade visual. As feiras do Centro e do Ingá foram as primeiras a receber a nova roupagem, com banner de identificação aventais para os produtores. As do Campo de São Bento e de Itaipu também já receberam e vão passar a utilizar em suas próximas edições.

Segundo o secretário Elton Teixeira, “identificar as feiras do Circuito Arariboia de Economia Solidária era uma reivindicação antiga do movimento social e que, aos poucos, estamos atendendo. Nesse primeiro momento foram aventais e banners. Em breve teremos panfletos e toda estrutura necessária para a realização das feiras”, contou.

O Circuito Arariboia de Economia Solidária foi estabelecido como uma das ações da Política Municipal de Economia Solidária (Lei 3.473 de janeiro de 2020) e conta com quatro feiras, com a perspectiva de ser ampliada até o fim deste ano.

 
 
 
fotos: Divulgação

Secretaria de Fazenda de Niterói oferece capacitação em Libras para a equipe da Central de Atendimento ao Cidadão

 



Curso básico será ministrado pelo Departamento de Letras – Libras da UFRJ e terá 40 horas de conteúdo

A Secretaria Municipal de Fazenda de Niterói (SMF) realizou, nesta segunda-feira (18), a aula inaugural do curso básico de capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para a equipe da Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). O curso terá formato online, com duração de 10 semanas, e será ministrado pelo Departamento de Letras – Libras da Universidade Federal do Rio do Janeiro (UFRJ).

Participaram da aula inaugural a secretária de Fazenda de Niterói, Marilia Ortiz; a diretora geral de Acessibilidade da UFRJ, Amélia Rosauro; o coordenador geral do Curso Básico de Libras, Alex Sandro Lins; e o supervisor da Equipe de Execução do Curso, Felipe Miguel. A iniciativa da SMF tem o apoio da Coordenadoria de Acessibilidade de Niterói.

De acordo com a secretária de Fazenda de Niterói, Marilia Ortiz, o curso básico de capacitação em Libras vai reduzir as barreiras comunicacionais entre a SMF e o público.

“Já temos na Central de Atendimento ao Cidadão uma atendente formada em Libras, mas agora, com as aulas de capacitação, vamos estender esse conhecimento a toda equipe, e promover inclusão, acessibilidade e o tratamento adequado à pessoa com deficiência auditiva”, explicou Marilia.

De acordo com o coordenador do Curso Básico de Libras, Alex Sandro Lins, o conteúdo das aulas foi pensado para solucionar as particularidades e as necessidades dos profissionais que atendem pessoas surdas sinalizantes nos mais variados espaços públicos.

“O curso será realizado em um ambiente virtual de aprendizagem. Serão 40 horas de curso com diversos conteúdos, entre eles podemos destacar vocabulário, gramática e parâmetros fonológicos da Libras e Legislações. Por fim, será realizado um trabalho de conclusão, que poderá ser aplicado na própria instituição”, esclareceu Alex.

ChocoSerra 2022 começa nesta quinta, 21

 

Prefeito Vinicius Claussen participa da abertura oficial do festival

 

 

Teresópolis, 19 de abril de 2022 – O ChocoSerra  2022 começa nesta quinta-feira, 21, e terá programação variada até domingo, 24. O tradicional festival, que terá shows, animação, recreação e teatro infantil, acontece no Sesc Alpina, com entrada gratuita. O evento faz parte do calendário do município, integrando a Estação Chocolate, conta com a parceria do Fecomércio e Sincomércio. Na quinta, 21, às 16h, o Prefeito Vinicius Claussen participa da abertura oficial do festival. A programação segue na sexta, 22, também a partir das 16h, e no sábado, 23, e no domingo, 24, a partir das 10h.

A programação musical inclui apresentações com os saxofonistas Leandro Lopes e Oziel Silva, Isa & Ju Duo, DJ Duda Ramalho, Yug Samba e Bossa, Fhernanda Fernandes, ‘Cardápio Musical’, Baile da Comadre com Comadre Dávilla, ‘Vem Dançar com a Gente’ – com Yug Werneck e Banda, ‘La Petit Farofa’ e ‘Isso me Fará’ com Luis Kiari. O Espaço Infantil terá animação, recreação e teatro infantil, com Grupo Pirueta e Grupo Hocus Pocus.

 

ChocoSerra 2022

21 DE ABRIL (QUINTA-FEIRA)

16h – Abertura do evento – Leandro Lopes (sax solo)

17h – 21h30 – DJ Duda Ramalho

19h – Show Isa & Ju Duo

21h – Show Yug Samba e Bossa

22 DE ABRIL (SEXTA-FEIRA)

16h – Abertura do evento – Oziel Silva (sax solo)

17h às 21h30 – DJ Duda Ramalho

19h – Show Fhernanda Fernandes

21h – Show ‘Cardápio Musical’

23 DE ABRIL (SÁBADO)

10h-Abertura do evento

13h – Show Leandro Lopes

15h às 22h – DJ Duda Ramalho

18h – Show Isa & Ju Duo

20h – Show Baile da Comadre com Comadre Dávilla

21h30 – Show ‘Vem Dançar com a Gente’ – com Yug Werneck e Banda

24 DE ABRIL (DOMINGO)

10h – Abertura do evento

13h – Show ‘La Petit Farofa’

15h às 20h – DJ Duda Ramalho

18h – Show ‘Brasileiríssimos’ com Mariana Pereira

19h30 – Show Isso me Fará com Luis Kiari

Espaço Infantil

21 DE ABRIL (QUINTA-FEIRA)

16h – Animação

17h – Recreação Infantil

19h – Teatro Infantil – Grupo Pirueta

22 DE ABRIL (SEXTA-FEIRA)

16h – Animação

17h – Recreação Infantil

19h – Teatro Infantil – Grupo Hocus Pocus

23 DE ABRIL (SÁBADO)

10h – Teatro Infantil – Grupo Hocus Pocus

14h – Animação Infantil

17h – Recreação Infantil

 

24 DE ABRIL (DOMINGO)

10h – Teatro Infantil – Grupo Pirueta

14h – Animação Infantil

17h – Recreação Infantil

Vencendo a demora do INSS com mandado de segurança.

 

Mandado de segurança tem sido opção para casos que estão em avaliação pelo INSS por mais de um ano

A advogada Patrícia Reis Neves Bezerra, do escritório Neves Bezerra Sociedade de Advocacia, destaca que nos últimos meses, além da greve, o INSS tem demorado muito além dos prazos estabelecidos por lei para avaliar processos administrativos.

“Temos casos que estão há mais de dois anos aguardando as análises administrativas do INSS. Por conta disso, os segurados do INSS têm optado por solicitar ajuda da justiça por meio de mandado de segurança com pedido de liminar que obriga que seus casos sejam avaliados imediatamente”.

O aposentado Leone Basílio procurou o INSS em dezembro de 2019 para ter seu pedido de revisão de aposentadoria por tempo de contribuição avaliado pela autarquia. Com mais de dois anos sem resposta, se viu na condição de fazer valer o seu direito, considerando o direito líquido e certo de ter a análise concluída em até 90 dias.

É interessante observar que o INSS não tem solicitado expressa prorrogação devidamente motivada, razão pela qual o Segurado Impetrante não teve outra alternativa que não fosse recorrer ao Judiciário.

Em março de 2022, a Juíza Federal Rosangela Lucia Martins da 18a Vara Federal do Rio de Janeiro deferiu a medida liminar para determinar à autoridade coatora que tome as providências necessárias para que o requerimento  seja analisado e julgado, no prazo de 30 dias.

Caso semelhante aconteceu com o engenheiro Paulo Roberto Soares, que teve seu benefício suspenso. Em março de 2021, ingressou com recurso administrativo de reativação de benefício de aposentadoria no INSS. Inicialmente, o órgão teria prazo de 90 dias para a análise, mas o não cumpriu. O recurso aguarda julgamento há cerca de um ano.

“Existe um acordo firmado com o MPF e homologado pelo STF, que estabelece que nenhum prazo para análise de requerimentos pelo INSS ultrapasse 90 dias e prevê sanções em caso de descumprimento. Mas, já é prática do INSS. Ocorre sistematicamente por falta tanto de estrutura operacional quanto de pessoal”, esclarece Patrícia Reis Neves Bezerra.

Prazos determinados:

Benefício assistencial à pessoa com deficiência – 90 dias
Benefício assistencial ao idoso – 90 dias
Aposentadorias, salvo por invalidez – 90 dias
Aposentadoria por invalidez comum e acidentária (aposentadoria por incapacidade permanente) – 45 dias
Salário maternidade – 30 dias
Pensão por morte – 60 dias
Auxílio reclusão – 60 dias
Auxílio doença comum e por acidente do trabalho (auxílio temporário por incapacidade) – 45 dias
Auxílio acidente – 60 dias