Niterói: O incêndio no Gran Circus Norte-Americano completa 59 anos

 

No dia 17 de dezembro de 1961, a cidade de Niterói passou pela maior tragédia que já viveu: o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, que deixou em seu rastro cerca de 500 mortos e 120 mutilados, além de dezenas que foram obrigados a conviver com marcas profundas e permanentes, físicas e psicológicas.

A moradora de São Gonçalo, Zezé Pedroza, como gosta de ser chamada, teve 90% de seu corpo queimado (queimaduras de 3º grau), neste nefasto e triste evento. Entretanto, abençoada e marcada para viver, Maria José, a despeito de todas as dores e cicatrizes marcadas em sua carne, lutou, cresceu, se tornou professora, esposa, mãe, avó, bizavó e autora de livros físicos.

Demorou, mas já na década de 2010 Zezé realizou seu maior sonho: publicar sua biografia. O livro Vidas em Chamas apresenta, sem floreios e sem cortes, as lembranças mais profundas desta mulher impressionante. No livro ela conta sua história através da personagem Natali. A autora traça um paralelo entre os ancestrais da época da escravidão, perpassando por uma análise do cenário político-econômico do Brasil antes e depois da tragédia. Os dois capítulos que narram, com detalhes, os momentos em que esteve dentro do circo em chamas ficam no meio do livro.

Zezé ficou 20 dias em coma e 8 meses internada, passou por 15 cirurgias para recuperar algumas partes do corpo. As marcas impressas em sua pele foram suas inimigas durante muitos anos.

Com pensamento longe eu cheguei ao ano de 1961. Exatamente no dia dezessete de dezembro, quando o calor estava a quase quarenta graus, e a distração era geral, eu sentada na arquibancada aplaudindo o espetáculo, que foi interrompido com o grito… Fogo! Era a lona de nylon e parafina do Gran Circus Norte Americano ardendo, em labaredas. Ainda hoje eu revivo aquele horrível momento, a multidão correndo em uma só direção e caindo uns sobre os outros que eram pisoteados na fuga da última cena. E eu também estava lá! Mas sobrevivi para contar a minha história de superação. E nem poderia esquecer esse dia que transformou a minha vida, meu viver e minha aparência. Vidas em Chamas, conta com detalhes todo o meu sofrimento, mas também fala de como dei a volta por cima e conquistei tudo que diziam que eu jamais conseguiria. Não é difícil ser feliz, basta se aceitar”, explicou a autora.

 

LUTA NA JUSTIÇA

Em 1962, a mãe de Maria José de Oliveira Pedroza deu entrada em um processo indenizatório na Comarca de Niterói, onde foi chamada para diversas audiências. No local hoje funciona a biblioteca judiciária. Por questões pessoais, Zezé e sua mãe deixaram todo o andamento do processo nas mãos de um advogado. Em 1976 ela resolveu procurar pelo advogado e pelo processo, mas ambos haviam

desaparecido. E, durante anos ela buscou seu processo em cartórios distribuidores de Niterói, São Gonçalo e Rio de Janeiro, em vão. Até que em 2016 Zezé Pedroza encontrou seu processo. Entretanto ela descobriu que havia perdido a causa, já que nem o município de Niterói, nem o estado do Rio de Janeiro, nem o Governo Federal se responsabilizaram pelo incêndio na época, alegando que o incêndio foi criminoso. Além disso, Maria José também não recebeu o valor que cabia a ela do “Fundo de Assistência às vítimas do incêndio em Niterói”, decretado e divulgado no Diário Oficial de 19 de dezembro de 1961 pelo então governador Celso Peçanha.

Mas a professora não desistiu e, com a ajuda de outro advogado, o processo foi refeito e incluído na lista de processos especiais de direitos humanos da ONU. Contudo o processo lá está há quase 2 anos. “Foram tantas lutas! Tantas dores e perdas! Sempre fomos pobres, entretanto meu pai vendeu tudo o que tinha para salvar minha vida. Depois de tudo o que aconteceu comigo, não posso passar por essa vida sem ver concluída, de forma positiva, a justiça dos homens em minha história”, finalizou.

 

Boletim Coronavírus (16/12): 24.109 óbitos e 395.386 casos confirmados no RJ

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informa que registra, até esta quarta-feira (16/12), 395.386 casos confirmados e 24.109 óbitos por coronavírus (Covid-19) no estado. Há ainda 303 óbitos em investigação e 2.444 foram descartados. Entre os casos confirmados, 364.580 pacientes se recuperaram da doença.

A SES esclarece que os 222 óbitos registrados nesta quarta-feira não aconteceram todos hoje; ocorreram entre as semanas epidemiológicas 45 a 51.

Os casos confirmados estão distribuídos da seguinte maneira:

Rio de Janeiro – 153027

Niterói – 21228

São Gonçalo – 17392

Duque de Caxias – 12557

Macaé – 11882

Belford Roxo – 11706

Campos dos Goytacazes – 10961

Teresópolis – 10938

Volta Redonda – 10649

Nova Iguaçu – 9184

Angra dos Reis – 7473

Nova Friburgo – 5690

Itaboraí – 5343

Magé – 5212

Barra Mansa – 5069

Maricá – 4874

São João de Meriti – 4694

Três Rios – 4176

Cabo Frio – 4115

Itaperuna – 4052

Resende – 3910

Petrópolis – 3620

Rio das Ostras – 3244

Itaguaí – 3102

Queimados – 2968

Guapimirim – 2708

Rio Bonito – 2588

Araruama – 2101

Mesquita – 2040

Nilópolis – 1995

São João da Barra – 1804

Barra do Piraí – 1622

São Pedro da Aldeia – 1610

Santo Antônio de Pádua – 1517

Casimiro de Abreu – 1505

Paraíba do Sul – 1478

Mangaratiba – 1453

Saquarema – 1452

Piraí – 1381

Tanguá – 1300

Iguaba Grande – 1273

Varre-Sai – 1186

Vassouras – 1110

Porciúncula – 1107

Paraty – 1102

Paracambi – 1100

Seropédica – 1095

Conceição de Macabu – 1089

Valença – 1058

Bom Jesus do Itabapoana – 1009

Armação dos Búzios – 968

São José do Vale do Rio Preto – 958

Cachoeiras de Macacu – 902

Sapucaia – 885

Quissamã – 854

Pinheiral – 845

São Francisco de Itabapoana – 799

Miracema – 793

Natividade – 771

Cantagalo – 762

Carapebus – 745

Itaocara – 704

Japeri – 666

Cordeiro – 648

Porto Real – 605

Mendes – 592

Carmo – 556

Miguel Pereira – 554

Cardoso Moreira – 552

Itatiaia – 505

Rio Claro – 483

Silva Jardim – 476

Engenheiro Paulo de Frontin – 423

Laje do Muriaé – 391

Italva – 372

São Fidélis – 328

Paty do Alferes – 326

Cambuci – 324

Bom Jardim – 312

Arraial do Cabo – 306

Areal – 304

Sumidouro – 302

Aperibé – 237

Quatis – 219

São Jose de Uba – 205

Macuco – 203

Comendador Levy Gasparian – 177

Santa Maria Madalena – 167

Trajano de Moraes – 154

São Sebastião do Alto – 140

Duas Barras – 91

Rio das Flores – 33

As 24.109 vítimas de Covid-19 no estado foram registradas nos seguintes municípios:

Rio de Janeiro – 14151

São Gonçalo – 927

Duque de Caxias – 881

Nova Iguaçu – 809

Niterói – 642

São João de Meriti – 561

Campos dos Goytacazes – 511

Belford Roxo – 364

Petrópolis – 307

Magé – 285

Itaboraí – 272

Volta Redonda – 259

Nilópolis – 246

Angra dos Reis – 235

Teresópolis – 229

Mesquita – 214

Macaé – 208

Cabo Frio – 203

Barra Mansa – 195

Nova Friburgo – 191

Maricá – 167

Itaguaí – 157

Resende – 153

Rio das Ostras – 106

Saquarema – 99

Itaperuna – 92

Araruama – 88

Queimados – 88

Guapimirim – 85

Seropédica – 85

Três Rios – 84

Rio Bonito – 76

São Pedro da Aldeia – 71

Barra do Piraí – 70

Tanguá – 50

Japeri – 46

Mangaratiba – 46

Iguaba Grande – 43

Paracambi – 43

Cachoeiras de Macacu – 41

Casimiro de Abreu – 37

Paraty – 37

São Fidélis – 35

Sapucaia – 35

Porciúncula – 34

Itaocara – 33

Valença – 30

Vassouras – 28

Quissamã – 26

Paraíba do Sul – 25

Santo Antônio de Pádua – 24

Bom Jesus do Itabapoana – 23

Porto Real – 23

São Francisco de Itabapoana – 23

Armação d os Búzios – 21

Pinheiral – 21

São José do Vale do Rio Preto – 20

Miguel Pereira – 18

Rio Claro – 18

Piraí – 16

Conceição de Macabu – 15

Sumidouro – 14

Itatiaia – 13

Italva – 12

São João da Barra – 12

Areal – 10

Arraial d o Cabo – 9

Silva Jardim – 9

Apeiré – 7

Cambuci – 7

Engenheiro Paulo de Frontin – 7

Natividade – 7

Paty do Alferes – 6

São Sebastião do Alto – 6

Bom Jardim – 5

Carapebus – 5

Carmo – 5

Comendador Levy Gasparian – 5

Miracema – 5

Santa Maria Madalena – 5

São José de Ubá – 5

Cantagalo – 4

Cardoso Moreira – 4

Duas Barras – 4

Rio das Flores – 4

Macuco – 3

Mendes – 3

Quatis – 3

Varre-Sai – 3

Cordeiro – 2

Laje do Muriaé – 2

Trajano de Moraes – 1

 

Prefeitura de Niterói apresenta resultados do planejamento estratégico Niterói Que Queremos 2013-2020

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, apresentou nesta quarta-feira (16), os resultados do Plano Niterói Que Queremos 2013-2020, em uma solenidade no Theatro Municipal, com transmissão na página da prefeitura no Facebook. O planejamento estratégico norteou as ações da Prefeitura nas áreas de Segurança, Infraestrutura, Finanças, programas sociais, Saúde, Educação, entre outras, nos últimos anos.

“Encerro esse governo com contas públicas organizadas e uma cidade que tem um Plano de desenvolvimento de curto, médio e longo prazo, coisa que poucas cidades do mundo têm. O Niterói Que Queremos não é um projeto do prefeito, dos vereadores ou de um partido político. É um projeto do conjunto da cidade que fica para as próximas gerações”, disse o prefeito Rodrigo Neves.

O Niterói Que Queremos foi realizado em parceria com o Movimento Brasil Competitivo. É o primeiro Plano Estratégico de Desenvolvimento de Curto, Médio e Longo Prazos para a cidade, contemplando os próximos 20 anos, a partir de sua implantação. Seu objetivo é deixar Niterói preparada para os desafios atuais e do futuro. Na sua elaboração, foram ouvidos os mais diversos segmentos em entrevistas, pesquisas na Web e congressos. A partir dos diagnósticos e das pesquisas, o plano para o período 2014-2033 foi montado e dividido em três etapas, com ações previstas para os períodos de quatro, oito e 20 anos.

A secretária municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Ellen Benedetti, apresentou o conjunto de obras e projetos desenvolvidos nos últimos oito anos da administração municipal e que fazem parte do conjunto de ações do Niterói que Queremos.

As realizações contemplam áreas diversas da cidade, desde a mobilidade urbana até o lazer e cultura, com obras emblemáticas como: a TransOceânica, o Túnel Charitas-Cafubá, o alargamento da Marquês do Paraná; quedas nos índices da violência com projetos como o Niterói Presente e criação do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp); reabertura do Hospital Getulinho, reforma e ampliação do Mário Monteiro e do Hospital Carlos Tortelly; os maiores investimentos em Educação do Estado do Rio de Janeiro; projetos para a balneabilidade da orla da Baía, obras de saneamento; recuperação financeira, criação inédita do Fundo de Equalização da Receita; subsídios culturais, inauguração da Sala Nelson Pereira dos Santos.

A secretária municipal de Fazenda, Giovanna Victer, falou sobre as ações da prefeitura para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. “Começamos 2020 planejando muitos projetos e entregas, mas no dia 8 de março o prefeito reuniu o gabinete de crise e começamos a prospectar cenários para Niterói com a pandemia. Criamos programas para socorrer as pessoas que perderam suas rendas com o isolamento social, como o Programa Renda básica, que beneficiou mais de 40 mil pessoas que recebem R$500 por mês para suprir suas necessidades básicas. Criamos programas para socorrer micro, pequenas e médias empresas da cidade. Nisso tudo foi muito importante a poupança dos royalties, que foi criada para uso emergencial e não prevíamos que iríamos ter isso tão cedo”, disse a secretária.

O prefeito eleito Axel Grael também participou da solenidade. Ele lembrou que em 2021, na campanha eleitoral, quando ele era candidato a vice-prefeito, todas as realizações apresentadas foram planejadas.

“Enquanto eu assistia às apresentações das realizações do governo, eu me lembrei de 2012, quando fizemos uma campanha eleitoral dizendo que íamos fazer tudo o que foi apresentado. Prometemos uma gestão empreendedora e fizemos uma gestão empreendedora; falamos que realizaríamos uma gestão que priorizaria a Educação, a Saúde e vemos agora, passados oito anos, esses resultados que foram exatamente o que prometemos que faríamos”, disse Axel Grael.

O prefeito eleito destacou ainda que dará continuidade aos projetos do Niterói Que Queremos e que a atual administração será lembrada pelos feitos históricos que conseguiu.

“Daqui a alguns anos vamos lembrar que esse resultado histórico aconteceu num momento tão adverso, talvez na pior década da história da república, do estado. Enfrentamos nessa reta final um grande desafio, o maior da nossa geração, que é essa pandemia. Mas fizemos uma gestão que tirou a cidade do endividamento. Vamos continuar buscando recursos e vamos manter o ciclo de investimentos na cidade. Vamos continuar fazendo todo esse trabalho de melhoria na qualidade de atendimento ao cidadão e  continuar no caminho da sustentabilidade”, afirmou Axel Grael.

Também participaram da solenidade o presidente da Câmara Municipal de Niterói e vice-prefeito eleito, Paulo Bagueira, o deputado federal Chico D’Ângelo, a primeira-dama Fernanda Sixel, entre outras autoridades.

Fotos: Luciana Carneiro

 

 

UFF completa 60 anos amanhã e conta com a Achuap entre seus destaques.

Quantas pessoas passam por uma vida ao longo de 60 anos de existência? E se essa vida fosse a de uma instituição? É possível calcular a dimensão do impacto de uma universidade, com seus muitos braços e pernas, no decorrer de todo esse tempo? Sabendo essa missão impossível, mas não fugindo a ela, a Universidade Federal Fluminense, que completa seis décadas de vida no dia 18 de dezembro, vem comemorando seu aniversário ao longo de 2020 com uma programação variada, aberta à comunidade, além de muitas homenagens.

Uma parte importante dessa celebração traduz-se no reconhecimento do trabalho realizado nos seus nove campi, localizados em diversos bairros da cidade de Niterói, e também fora dela, como no interior do Estado do Rio de Janeiro e em Oriximiná, no Pará. Ao total são 45 unidades de ensino, que abrangem 126 cursos de graduação e 127 cursos de pós-graduação stricto sensu, 57.600 alunos ativos na graduação presencial e à distância, 7.540 servidores docentes e técnico-administrativos.

Em 2020, um ano marcado internacional e nacionalmente pela pandemia de COVID-19 e pelos esforços de enfrentá-la coletivamente, a área de saúde da universidade teve uma atuação fundamental de suporte à população, desenvolvendo ações específicas como resposta às demandas e urgências do momento. Toda essa atividade se traduziu em um intenso trabalho ao longo do ano nos três hospitais da universidade, que serão destacados nesta primeira reportagem de homenagem aos 60 anos da UFF.

Um primeiro exemplo disso é o projeto “Caixa de Memórias” desenvolvido pela Ação de Humanização para Enfrentamento da Pandemia do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), que conta com a atuação das psicólogas Tânia Ventura e Virgínia Dresch e com o apoio da Associação dos Colaboradores do Hospital Universitário Antônio Pedro (ACHUAP).

Antes, os familiares levavam os pertences de um paciente que veio a falecer em um saco plástico, que ficava por três dias de quarentena, devido ao risco de contaminação. Agora a entrega é feita através da Caixa de Memórias, fazendo com que os pertences de pacientes que faleceram pela doença sejam repassados de forma mais protegida, afetiva e humanizada. Os parentes recebem uma caixa acompanhada de flores e um cartão com mensagem de apoio e contatos para ajuda psicológica neste momento difícil. De acordo com Thábata Luiz, psiquiatra do Huap e uma das idealizadoras do projeto, “essa é uma forma de ajudá-lo a começar a elaborar seu luto, um processo tão singular a cada um. Assim, pretendemos também mitigar o impacto à saúde mental das pessoas por conta da pandemia”, explica.

Outro projeto que merece destaque é o da visita virtual a pacientes do CTI do Huap internados com coronavírus. A ideia é que, através de um tablet, eles possam entrar em contato com os familiares, já que o ambiente de COVID-19 é de alta contaminação, inviabilizando a presença física de visitantes. Segundo Thábata, o objetivo é minimizar estressores adicionais, como o afastamento familiar e a impossibilidade de despedida, contribuindo para a prevenção de transtornos mentais e o estresse pós-traumático.

Além dessas ações elaboradas para fazer frente à pandemia, algumas outras realizadas anteriormente pelo hospital continuaram ativas, inclusive alcançando ótimos resultados ao longo do ano. Um exemplo é a atuação do Banco de Leite do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), que aumentou em 33% a quantidade de leite humano coletado de janeiro a junho de 2020 em comparação com o ano anterior. Além disso, foram 15,5% a mais de doadoras nesses seis meses iniciais.

O sucesso pode ser explicado pelos esforços de adaptação feitos pela equipe para manter o projeto ativo durante esse período. Segundo a enfermeira e subcoordenadora do Banco de Leite do hospital, Bertilla Riker, o atendimento em tempos de COVID-19 ocorreu de forma diferenciada: “durante a pandemia, muita coisa teve que mudar na maneira de lidar com as mulheres com problemas de lactação. Os atendimentos passaram a ser por chamada de vídeo, e, a fim de segurar as doadoras e a equipe das rotas, foram necessários cadastros por telefone e coletas de sangue para controle, em datas pré-definidas e com uso completo dos EPIs”, enfatiza. As mulheres interessadas em participar podem entrar em contato no telefone (21) 2629-9234, das 8h às 13h.

Hospital Universitário de Medicina Veterinária da UFF a todo vapor desde outubro

O Hospital Universitário de Medicina Veterinária Professor Firmino Mársico Filho (HUVET- UFF) retomou suas atividades em outubro desse ano, realizando mudanças nas rotinas de atendimento de forma a se adaptar às necessidades do momento. Uma das medidas adotadas foi a realização de consultas entre 8 e 12h, com hora marcada, por meio do telefone (21) 97202-0782, sendo permitida somente a entrada de um responsável por animal, portando máscara e sem sintomas de COVID-19. O hospital oferece atualmente atendimentos nas seguintes especialidades: nefrologia, cardiologia, endocrinologia, nutrição, ortopedia, homeopatia, oftalmologia e acupuntura.

 

De acordo com o chefe do HUVET Fábio Ascoli, “atualmente o Hospital Veterinário possui equipe qualificada nos diversos setores: clínica, imagem, patologia clínica, cirurgia, anestesia, anatomia patológica e animais selvagens. Em todos estes setores atuam professores, técnicos e residentes. Os clientes procuram o hospital pela excelência e pelo preço mais acessível. Possuímos equipamentos de última geração em todos os serviços. Também trabalhamos em parceria com professores da Engenharia de Produção faz quatro anos para melhorar o fluxo dos clientes e a eficácia no atendimento. Vale ressaltar que o HUVET é um hospital escola e tem papel fundamental da formação dos alunos de graduação e pós-graduação”, ressalta.

A Faculdade de Medicina Veterinária, que oferece suporte às atividades desenvolvidas no HUVET de clínica e cirurgia de animais, também desenvolve outras ações, por meios de projetos de pesquisa e de extensão, que englobam a saúde animal, do ambiente e do homem, denominada “saúde única”. Sua atuação é fundamental no controle e prevenção de muitas doenças associadas ao homem que tem envolvimento de animais no seu ciclo epidemiológico, como é o caso da COVID-19.

Dentre os muitos projetos na área desenvolvidos no Departamento de Saúde Coletiva Veterinária e Saúde Pública, destaca-se o Laboratório de apoio diagnóstico em doenças parasitárias, que atende ao HUVET e atua prestando serviço de diagnóstico parasitológico à comunidade. Com a coordenação dos professores Claudio Alessandro Massamitsu Sakamoto e Luciano Antunes Barros, o projeto de extensão tem como objetivo o correto diagnóstico das parasitoses, para que sejam adotadas medidas de tratamento e controle adequadas, assim como o acompanhamento de análises laboratoriais. O diagnóstico de zoonoses parasitárias e o fornecimento de dados epidemiológicos para controle populacional também são objetivos do projeto.

Comissão de Ação Social da OAB Niterói lança campanha para arrecadar alimentos não perecíveis, em apoio ao ‘Natal sem fome’

A Comissão de Ação Social da OAB Niterói, presidida por Maria Luiza Procópio,  lançou uma importante iniciativa, que visa arrecadar alimentos não perecíveis, como feijão, arroz, macarrão e óleo, para serem doados à “Campanha Natal sem fome”, promovida pelo Grupo Turma da Sopa.

Os alimentos devem ser entregues até o dia 17 de dezembro, no andar térreo da sede da OAB Niterói, na Av. Ernani do Amaral Peixoto, 507, Centro.

Esta é a segunda campanha solidária promovida pela atual gestão da Comissão de Ação Social da entidade.

A Turma da Sopa é uma ONG, que tem como objetivo a assistência social gratuita continuada e planejada, com o acompanhamento de pessoas em vulnerabilidade social (estando em situação de rua ou não).

“Todo alimento arrecadado será entregue ao Grupo, que promoverá, além das entregas contínuas de cestas básicas, uma ceia de Natal no dia 23 de dezembro e de Ano Novo, em 30 de dezembro.  Vamos colaborar. Seja solidário! “, exalta a advogada Maria Luiza Procópio.

 

Campanha de financiamento coletivo “Em frente com o Prevê”

O Ponto de Cultura Banco do Preventório anuncia o lançamento da campanha de financiamento coletivo “Em frente com o Prevê”!

Em parceria com o Fundo Colaborativo Enfrente, o Ponto de Cultura pretende arrecadar, até o dia 18 de dezembro, R$30.000, valor que será acrescido de mais R$60.000 pelo Fundo, caso tenha êxito nessa primeira etapa da campanha.

Por isso, o Banco do Preventório conta com a colaboração das pessoas para transformar a realidade das favelas, com o fornecimento de nano e microcrédito de forma justa a moradores e empreendedores locais desamparados pelo sistema bancário tradicional e carente de políticas públicas.

A hora de mudar essa realidade chegou. Para colaborar, basta acessar o link abaixo, conhecer as recompensas e contribuir com o Banco do Preventório.

https://benfeitoria.com/bancopreve/

 

Boletim epidemiológico: 18.518 recuperados da Covid-19 em Niterói

 A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói informa que o município já tem 18.518 pacientes recuperados da Covid-19. Ao todo, a cidade registra 19.380 casos confirmados da doença e 148 pessoas em isolamento domiciliar sendo acompanhados pela Secretaria. Niterói registra 564 óbitos.

A Prefeitura de Niterói decretou, nesta segunda-feira (14), luto oficial de três dias pela morte do vereador eleito Carlos Roberto Boechat e de todas as vítimas de Covid-19 na cidade.

Controladoria Geral de Niterói inaugura página institucional



A Controladoria Geral de Niterói inaugurou nesta segunda-feira (14) a sua página institucional (http://www.controladoria.niteroi.rj.gov.br/). O objetivo do portal é ampliar a participação social e dar maior transparência às atividades.

A página apresenta as quatro funções primordiais de um órgão de controle interno (Auditoria Governamental, Controladoria/Controle Interno, Ouvidoria e Incremento à Transparência e Correição), contemplando os principais serviços disponibilizados ao cidadão. O endereço ainda disponibiliza links para os canais de ouvidoria, capacitações, transparência, orientações aos gestores e consultas a CNPJs de empresas.

Coordenadoria da Mulher oferece curso de empreendedorismo feminino

 

Curso é gratuito e abre inscrições entre os dias 18 e 20 de dezembro de forma virtual. São 45 vagas

A Coordenadoria de Direitos da Mulher (Codim) abre, entre os dias 18 e 20 de dezembro, as inscrições para o curso “Empreendedorismo digital – autonomia para mulheres frente aos novos tempos”. O curso foi idealizado pela Codim e o Coletivo Mães Empreendedoras Niterói e será realizado pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), campus Niterói, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Niterói. São 45 vagas e as inscrições poderão ser feitas através do link http://bit.ly/cursoempreendedorismoniteroi.

De acordo com Ana Lucia Fernandes, coordenadora da Codim, a ideia é aprimorar as técnicas de empreendedorismo digital e dar subsídios para a independência econômica da mulher.

“A pandemia gerou uma intensa mudança na vida e no trabalho, fazendo com que os negócios migrassem para o ambiente online. Diante da crise econômica, muitas mulheres estão apostando no empreendedorismo digital como saída. O curso pretende preparar aquelas pessoas que ainda não utilizam a internet como veículo de venda do seu produto ou serviço, e ajudar quem já utiliza com dicas de estratégias de gestão de marca e organização financeira. A finalidade é incluir mulheres e mães no universo digital como alternativa de enfrentamento à crise econômica durante e pós-Covid-19. O objetivo é que essa mulher sinta-se empoderada por meio do seu trabalho para, consequentemente, alcançar sua independência econômica”, explicou a coordenadora.

As inscrições ficarão abertas no período de 18 a 20 de dezembro. As vagas serão preenchidas na seguinte ordem de prioridade: mães empreendedoras moradoras de Niterói, mulheres empreendedoras moradoras de Niterói e outras mulheres empreendedoras. O curso inicia em 11 de janeiro com duração de 40h.

O curso Empreendedorismo Digital pretende fornecer autonomia para mulheres frente aos novos tempos com o objetivo de qualificar mulheres e mães empreendedoras da cidade de Niterói para a inclusão dos seus empreendimentos em ambiente virtual, com apresentação de conteúdos e ferramentas de acesso gratuito que possam contribuir para a estruturação do negócio, sua inclusão em plataformas on-line e aumento do faturamento. O curso será realizado em formato virtual, mediado por tecnologias digitais e também abordará orientações de segurança sanitária, formalização do negócio e exercícios de motivação pessoal.

A Codim destaca que, no período atípico desencadeado pela pandemia do coronavírus, as mulheres foram as que mais tiveram suas vidas impactadas. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad/Covid19), o desemprego entre as mulheres (12,2%) foi maior que o dos homens (9,6%), bem como o crescimento da informalidade e do auto trabalho feminino, afetando diretamente direitos previdenciários e sociais. No mesmo período, órgãos de atendimento à mulher registraram o aumento da violência doméstica e intrafamiliar. No estado do Rio de Janeiro, no mês de março, o Tribunal de Justiça registrou o aumento de mais de 50% nos atendimentos realizados pelo Plantão Judiciário a mulheres em situação de violência. Porém, em razão da alteração dos horários e protocolos de funcionamento de órgãos públicos para evitar a disseminação do vírus, estima-se que haja um alto índice de subnotificação da violência contra a mulher durante o isolamento social.

“Precisamos atender a demanda da sociedade por soluções que promovam a autonomia das mulheres para que possam romper com a violência em espaços domésticos e empresariais. A autonomia financeira é um dos principais elementos para que as mulheres possam romper com a violência, sobretudo, quando se é mãe. Desenvolver um pequeno negócio de produtos ou serviços tem sido o caminho encontrado por muitas mulheres para garantir o sustento familiar com autonomia sobre a sua vida e a sua rotina que contempla multi-jornadas de trabalho”, disse a coordenadora do Coletivo Mães Empreendedoras Niterói (Amen), jornalista Erika Blaudt.

Segundo a pesquisa Empreendedoras e seus Negócios da Rede de Mulheres Empreendedoras (RME), no Brasil, as mulheres representam 43% dos empreendedores e cerca de 55% são mães, ao passo que a maioria empreende por necessidade, buscando ampliar sua renda e conquistar a liberdade financeira. Grande parte é chefe de família.

Michelle Abraão é coordenadora de extensão do campus da IFRJ em Niterói e fala da busca por apoiar e colocar em prática projetos que vão ao encontro das demandas da comunidade local.

“Esse projeto é um belo exemplo. O saber colocado em prática ao longo do curso vai propiciar às participantes reorientar as suas estratégias de business, conhecer técnicas e instrumentos de planejamento e gestão de seus negócios, além de orientá-las quanto às medidas de segurança sanitária que devem ser incorporadas no desenvolvimento dos produtos e serviços que estas oferecem”, explicou Michelle.

Cursos de Qualificação – Desde julho, a Prefeitura Municipal de Niterói vem desenvolvendo ações de capacitação para o fortalecimento dos empreendimentos femininos frente ao período pandêmico. A primeira turma, em parceria com o IFRJ, formou 34 mulheres. Das participantes, 21 já possuíam empreendimentos e 13 estavam buscando formas de empreender.

Outra parceria que rendeu foi entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Codim e a Secretaria de Planejamento de Modernização da Gestão (Seplag) que teve uma capacitação ministrada pela Aliança Empreendedora. Durante os meses de agosto a outubro, foi executado o projeto de formação de mulheres em situação de vulnerabilidade para a autonomia econômica e social e o empreendedorismo do município de Niterói. Esse projeto é voltado para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica e/ou em situação de violência. Foram 240 mulheres inscritas em 4 turmas. Duas turmas compostas por mulheres com empreendimentos com menos de 6 meses (iniciantes) e outras duas com mulheres com empreendimentos com mais de 6 meses (atuantes).