Muito além do Ipiranga: o Rio de Janeiro na Independência do Brasil

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Cidade foi palco de acontecimentos decisivos para a separação de Portugal e para a construção do novo Estado brasileiro; atual Palácio Tiradentes guarda parte dessa memória

Quando se fala em Independência do Brasil, a imagem mais lembrada é a do grito de “Independência ou Morte”, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, no dia 7 de setembro de 1822. Mas a construção da independência brasileira começou muito antes e teve no Rio de Janeiro um de seus principais centros políticos, culturais e institucionais.

Capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815 com a aclamação de Dom João VI como rei, o Rio de Janeiro já era uma das cidades mais importantes da América Portuguesa desde 1763, quando se tornou sede do Vice-Reinado do Brasil. Desde o final do século XVIII, a cidade concentrava decisões políticas e passou a ser também um importante espaço de circulação de ideias que defendiam a emancipação do país.

Segundo o historiador da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Liborio, compreender a Independência exige olhar para além do episódio do Ipiranga. “Olhar para além do grito é buscar uma história que conte algo a mais do que os ‘grandes feitos’ de nomes de envergadura da nossa história política. Pensar nas ruas e espaços do Rio é, de certa forma, pensar em como cada linha da história do nosso país foi escrita, entre edifícios, ruas, tumultos, conciliações e efervescência política”, disse.

Um processo que começou antes do 7 de setembro

A Independência não surgiu de forma repentina em 1822. Antes mesmo desse período, diferentes movimentos demonstravam a circulação de ideias iluministas e de contestação ao domínio português.

Entre eles estão a Conjuração Mineira, em 1789, que envolveu Vila Rica e também o Rio de Janeiro; a Conjuração Baiana, de 1798, em Salvador; e a Revolução Pernambucana, de 1817, em Recife.

No Rio de Janeiro, a influência política da cidade cresceu ainda mais ao longo do início do século XIX. A Revolução Liberal do Porto, em 1820, provocou o retorno de D. João VI a Portugal, em 1821. Seu filho, D. Pedro, permaneceu no Brasil como Príncipe Regente, com sede de governo no Rio de Janeiro.

A cidade também se tornou espaço importante para a circulação de jornais e ideias políticas. Periódicos como o Correio do Rio de Janeiro e o Revérbero Constitucional Fluminense defendiam posições favoráveis à separação de Portugal e discutiam temas como a necessidade de uma Constituição e diferentes concepções sobre o futuro político do Brasil.

O Dia do Fico nasceu nas ruas do Rio

Um dos episódios mais emblemáticos desse processo aconteceu no coração do Rio de Janeiro.

Nos primeiros dias de janeiro de 1822, moradores da cidade foram convocados, por meio de um anúncio impresso, a comparecer à Rua da Ajuda, nº 137, para assinar uma petição em defesa da permanência de D. Pedro no Brasil, contrariando as determinações das Cortes Portuguesas para que retornasse à Europa.

Em 9 de janeiro, uma comitiva liderada por José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara, saiu da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, na atual Rua Uruguaiana, em direção ao encontro com o Príncipe Regente. O grupo levou uma petição com cerca de oito mil assinaturas.

A resposta de D. Pedro entrou para a história: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Diga ao povo que fico.”

A declaração foi feita no Paço da Cidade, atual Paço Imperial, no Centro do Rio. A memória do episódio permanece na região: uma placa esculpida por Rodolfo Bernardelli foi instalada na fachada da igreja em 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência do Brasil.

A própria janela do Paço Imperial de onde D. Pedro comunicou sua decisão à população também permanece preservada. Atualmente, sua grade está exposta no Museu Histórico Nacional.

Do Rio para a construção do novo Império

A Independência foi consolidada de maneira conciliatória, mantendo no Brasil o regime monárquico. E foi no Rio de Janeiro que ocorreram alguns dos principais atos simbólicos de construção do novo Estado.

Em 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, em cerimônia realizada no Campo de Santana (atual Praça da República), então um dos principais espaços cívicos e de manifestações públicas da cidade.

Pouco depois, em 1º de dezembro, foi sagrado e coroado como D. Pedro I na Capela Real e Imperial, atual Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro.

A independência, entretanto, não estava completamente consolidada. Em maio de 1823, foi instalada uma Assembleia Constituinte (no local onde hoje fica o Palácio Tiradentes) responsável pela elaboração da primeira Constituição brasileira.

Enquanto isso, a separação de Portugal ainda era disputada em outras regiões. Na Bahia, a Guerra de Independência, iniciada em 1822, terminou em 2 de julho de 1823 com a derrota das tropas portuguesas que resistiam à separação. A data passou a ser celebrada como marco da Independência da Bahia.

A importância dos personagens dessa luta também foi incorporada à paisagem carioca. Durante as comemorações do Centenário da Independência, em 1922, ruas de Ipanema foram rebatizadas em homenagem a nomes ligados à Guerra de Independência da Bahia, como Maria Quitéria, Joana Angélica, Barão de Jaguaripe, Visconde de Pirajá e Garcia D’Ávila.

A Constituição e o nascimento do Parlamento brasileiro

Em março de 1824, D. Pedro I outorgou a primeira Constituição do Brasil. A Carta consolidou o poder imperial e estabeleceu um Parlamento bicameral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

As atividades parlamentares tiveram início no Rio de Janeiro em 6 de maio de 1826. Em 2026, portanto, o Parlamento brasileiro completa 200 anos de funcionamento.

No mesmo processo de consolidação da independência, em 1825, Portugal reconheceu oficialmente a emancipação do Brasil por meio do Tratado do Rio de Janeiro, com mediação da Inglaterra.

O reconhecimento teve um custo financeiro para o novo país. O Brasil assumiu uma indenização de dois milhões de libras esterlinas a Portugal, em parte relacionada à permanência no país de bens e acervos trazidos pela Corte portuguesa durante sua transferência para o Brasil, em 1808.

O Palácio Tiradentes como fio condutor dessa história

No coração do Centro do Rio, o atual Palácio Tiradentes está diretamente ligado a esse período de transformação política.

Antes da construção do Palácio, o local era ocupado pelo edifício da Casa de Câmara e Cadeia, importante espaço da vida política e administrativa do Rio de Janeiro colonial.

Com a Independência e a necessidade de criar estruturas para os novos poderes do Estado brasileiro, o edifício passou por adaptações para receber a Assembleia Constituinte de 1823.

Foi ali que ocorreram os debates entre os parlamentares e D. Pedro I sobre os limites e as prerrogativas dos diferentes poderes. O conflito chegou ao ápice em 12 de novembro de 1823, durante a “Noite da Agonia”, quando tropas do imperador invadiram o recinto e a Assembleia Constituinte foi dissolvida.

O espaço voltaria a receber o Legislativo Imperial a partir de 1826, quando a Câmara dos Deputados iniciou suas atividades no Rio de Janeiro.

Décadas mais tarde, a construção do Palácio Tiradentes, inaugurado em 1926, buscou justamente evocar essa tradição parlamentar iniciada ainda no período colonial e consolidada durante o Império.

Essa memória está presente na própria arquitetura do edifício. Na fachada, o grupo escultórico “Independência”, realizado por Modestino Kanto, Armando Magalhães Corrêa e Hildegardo Leão Velloso, apresenta D. Pedro I caracterizado como um general romano, ladeado por José Bonifácio, o Patriarca da Independência, e pela alegoria da Liberdade.

No interior do prédio, a memória da formação do Brasil também está representada. No Plenário Barbosa Lima Sobrinho, uma das pinturas que compõem o ciclo “Os pontos cardeais da história do Brasil”, ao redor do vitral da cúpula, é intitulada “A Monarquia”.

A obra reúne referências a personagens e acontecimentos fundamentais para a formação do Estado brasileiro, entre eles D. Pedro I no momento do Grito do Ipiranga e José Bonifácio.

Uma independência que também passa pelo Rio

Mais de dois séculos depois, o 7 de setembro continua sendo associado ao gesto de D. Pedro às margens do Ipiranga. Mas a história da Independência brasileira é muito mais ampla.

Ela passa pelas ruas do Rio de Janeiro, pelas manifestações populares em defesa do Dia do Fico, pelos jornais que discutiam o futuro político do país, pelos atos de aclamação e coroação de D. Pedro I e pelos primeiros debates constitucionais e parlamentares.

E passa, também, pelo lugar onde hoje funciona o Palácio Tiradentes, um espaço que reúne, em sua arquitetura e em sua memória, diferentes capítulos da formação política do Brasil.

Da decisão de D. Pedro de permanecer no país à instalação do Parlamento brasileiro, o Rio de Janeiro esteve no centro da construção da Independência e dos primeiros passos do Brasil como nação soberana.

Conteúdo histórico: pesquisa e levantamento realizados por Douglas Liborio, historiador da Alerj, com base em registros do Diário do Rio de Janeiro (1822), O Paiz (1922) e obras de José Murilo de Carvalho, Lúcia Maria Bastos Neves, Armelle Enders e José Theodoro Mascarenhas Menck.

Comlurb prepara planejamento operacional especial de limpeza para o desfile de 7 de Setembro

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A Comlurb preparou um planejamento operacional especial de limpeza na Avenida Presidente Vargas e ruas do entorno, para o Desfile Cívico de 7 de Setembro, nesta segunda-feira, que comemora os 204 anos da Independência do Brasil. O trabalho será iniciado a partir das 6h, com a pré-limpeza, e se estenderá até que todo o público deixe o evento.

A Companhia contará ao todo com 50 garis, que vão se revezar em turnos, na execução dos serviços de varrição, coleta e remoção de resíduos. Por último, será feita a limpeza hidráulica das pistas, com água de reuso, detergente e hipoclorito.

Entre equipamentos e veículos, serão disponibilizados caminhões compactadores para remoção dos resíduos, duas varredeiras de grande porte para auxiliar no serviço de varrição, e duas pipas d´água e duas vans motobomba com sistema de pressão para lavagem.

Serão disponibilizados contêineres ao longo da Avenida Presidente Vargas e pontos estratégicos do entorno, para facilitar o descarte correto de resíduos por parte do público presente.

 

Corpo de Bombeiros reforça segurança no Rock in Rio 2026

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Atuação contará com drones, ambulâncias, picapes e viaturas de combate a incêndio e salvamento

O Corpo de Bombeiros reforça a segurança no entorno do Rock in Rio 2026 com uma operação especial durante os dias de festival. O Plano Tático Operacional prevê o emprego de 140 militares, divididos em duas forças-tarefa posicionadas em pontos estratégicos próximos à Cidade do Rock. Bombeiros de três unidades operacionais também permanecerão de sobreaviso.

A atuação contará com drones, ambulâncias, picapes e viaturas de combate a incêndio e salvamento, incluindo uma unidade para atendimento a incidentes com múltiplas vítimas, duas plataformas mecânicas com alcance de até 42 metros e um caminhão-tanque para provisionamento extra de água.

A coordenação será realizada a partir da Central de Órgãos Públicos, instalada na Arena Carioca 1, que reunirá representantes dos órgãos envolvidos na operação.

Simulado na roda gigante

Durante a semana, o Corpo de Bombeiros realizou um simulado de socorro na roda-gigante com 10 militares, incluindo especialistas em salvamento em altura, que participaram de um exercício, reproduzindo o resgate de uma vítima em uma das gôndolas. A atividade também avaliou procedimentos, equipamentos, integração das equipes e o tempo-resposta dos militares.

Fiscalização antecede a abertura dos portões

O trabalho também incluiu a fiscalização das estruturas do evento. As equipes vistoriam saídas de emergência, palco, roda-gigante e dispositivos de segurança, além dos postos médicos e ambulâncias contratados pela organização. As equipes também orientam os responsáveis sobre eventuais adequações e verificam as rotas de acesso para as viaturas de emergência no entorno do festival.

MPRJ lança ‘Pacto das Torcidas’ no clássico entre Fluminense e Vasco no Maracanã

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Campanha inédita reúne torcidas dos quatro grandes clubes do Rio em compromisso para preservar o direito de torcer e a presença das organizadas nas arquibancadas

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) lança, neste sábado (05/09), durante o clássico entre Fluminense e Vasco da Gama, no Maracanã, a campanha “Pacto das Torcidas – Respeito garante nosso lugar na arquibancada”. A iniciativa, articulada pelo Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ), reúne torcidas organizadas de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco em um compromisso conjunto pela prevenção da violência e pela preservação da cultura das arquibancadas.

Antes da partida, representantes de torcidas organizadas de Fluminense e Vasco entrarão no gramado com a faixa da campanha e apresentarão a mensagem aos torcedores. A proposta é que a ação se repita nos próximos clássicos do futebol carioca, sempre com a participação das organizadas dos clubes envolvidos na partida.

O vídeo da campanha, gravado no Maracanã com representantes de torcidas organizadas, também será exibido nos telões do estádio antes e durante o clássico. A previsão é que o conteúdo passe a integrar a programação dos telões do Maracanã, São Januário e Nilton Santos, ampliando o alcance da mensagem ao longo da temporada.

A campanha conta com o apoio do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (BEPE), da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e das demais instituições envolvidas na realização dos jogos.

Compromisso construído com as torcidas
“As torcidas e a rivalidade fazem parte do futebol. A violência, não. O pacto mediado pelo Ministério Público mostra que as próprias torcidas podem ser protagonistas na construção de um ambiente de respeito, para que todos possam ir ao estádio, torcer e voltar para casa em segurança”, afirma o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira.

O Pacto das Torcidas é resultado de uma iniciativa inédita do GAEDEST/MPRJ, que reuniu, em junho, representantes de 12 torcidas organizadas dos quatro grandes clubes do Rio para discutir medidas de prevenção à violência nos estádios e em seus arredores.

Participaram do encontro, pelo Botafogo, Fúria Jovem, Jovem e Loucos pelo Botafogo; pelo Flamengo, Raça Rubro-Negra, Urubuzada e Jovem Fla; pelo Fluminense, Young Flu, Força Flu e Bravo 52; e, pelo Vasco, Força Jovem, Ira Jovem e Mancha Negra.

Na ocasião, as organizadas assumiram compromissos relacionados à segurança dos jogos e concordaram em participar conjuntamente da campanha produzida pelo Ministério Público. A iniciativa decorre do reconhecimento de que as torcidas organizadas fazem parte da história e da cultura do futebol e podem exercer papel fundamental na construção de ambientes mais seguros. Por isso, a campanha não busca apagar as rivalidades, mas estabelecer um compromisso comum de respeito e preservação das arquibancadas.

“Nosso objetivo é preservar o direito de torcer e o próprio espetáculo. O Ministério Público atua pelo diálogo e pelo cumprimento dos acordos, mas também pela responsabilização quando esses compromissos são descumpridos. Este pacto busca fazer com que a mensagem de respeito chegue a cada integrante das torcidas e se transforme em um compromisso dentro e fora dos estádios”, destaca o coordenador do GAEDEST/MPRJ, promotor de Justiça Márcio Almeida.

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) pontua que a iniciativa reforça uma atuação histórica em defesa da convivência entre as torcidas e da preservação do futebol como espaço de respeito. “A união de todos faz do futebol carioca um modelo para o Brasil, que mantém a convivência respeitosa entre adversários e conta, inclusive, com setores de torcida mista”, enfatiza o presidente da FERJ, Rubens Lopes.
Responsável pelo planejamento e ações de segurança nos estádios e arredores em dias de jogos, o BEPE ressalta que uma atuação integrada é essencial para a garantia do direito de torcer. “A segurança nos estádios é resultado da parceria entre Ministério Público, forças de segurança, clubes, federações, torcedores e todos os demais atores envolvidos. Quando cada um assume a sua parcela de responsabilidade, todos ganham”, afirma o Coronel Aguiar, comandante do BEPE.

História e pertencimento
A narrativa da campanha conta que os clubes são constituídos por suas histórias e que as torcidas são parte essencial dessa construção, como espaços de paixão, identidade, pertencimento e representação. Representantes das organizadas dos quatro clubes aparecem juntos no Maracanã para assumir publicamente o compromisso. O filme termina com a mensagem que também estará presente na faixa levada aos clássicos: PACTO DAS TORCIDAS – RESPEITO GARANTE NOSSO LUGAR NA ARQUIBANCADA.

Atuação do GAEDEST/MPRJ

A campanha se soma à atuação permanente do GAEDEST/MPRJ na prevenção da violência no futebol. O Grupo mantém diálogo com clubes, torcidas organizadas e órgãos de segurança, celebra Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) para estabelecer regras e compromissos e acompanha seu cumprimento. Quando há violações ou reincidência em episódios de violência, o MPRJ também atua para responsabilizar os envolvidos e aplicar as sanções previstas nos acordos. A estratégia busca conciliar fiscalização e responsabilização com a construção de soluções que preservem o direito de torcer e a presença das organizadas nas arquibancadas.

 

Niterói terá esquema especial de trânsito para o desfile cívico-militar de 7 de Setembro

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Ação terá vias interditadas em vias do Centro

A Prefeitura de Niterói, por meio da NitTrans, vai realizar uma operação especial de trânsito para o desfile cívico-militar de 7 de Setembro, nesta segunda-feira, que acontece na Avenida Ernani do Amaral Peixoto. A ação contará com interdições programadas em vias do Centro de Niterói, monitoramento das equipes de trânsito e apoio operacional.

A partir das 06h do dia 6 de setembro (domingo) até o final do evento fica proibido o estacionamento nas seguintes vias:

– Avenida Ernani do Amaral Peixoto, em toda a sua extensão

– Rua Evaristo da Veiga, em toda a sua extensão

– Rua Coronel Gomes Machado, no trecho compreendido entre a Rua Evaristo da Veiga e a Rua Visconde de Sepetiba

– Rua Marquês de Olinda, no trecho compreendido entre a Rua Coronel Gomes Machado e a Avenida Ernani do Amaral Peixoto.

Também no dia 06 de setembro, a partir das 6h até 14h do dia 07, o tráfego de veículos em 02 faixas de rolamento no lado direito de circulação de veículos da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, em frente à Câmara Municipal, será interditado para montagem da estrutura do palco.

No dia 07 setembro, das 05h às 13h, o tráfego será totalmente interditado nos seguintes trechos:

– Avenida Jansen de Mello, pista sentido Icaraí

– Avenida Marquês do Paraná, pista sentido Icaraí

– Avenida Ernani do Amaral Peixoto

– Rua Coronel Gomes Machado, no trecho compreendido entre a Rua Visconde de Sepetiba e a Avenida Marquês do Paraná

– Rua Evaristo da Veiga

– Rua Senador Nabuco

– Rua Marquês de Olinda, no trecho compreendido entre a Rua Eusébio de Queirós e a Rua Coronel Gomes Machado

No dia 07 setembro, das 6h às 13h, devido ao estacionamento de veículos oficiais e dos ônibus que irão transportar os participantes civis e militares, serão delimitadas as vagas e proibido o acesso de outros veículos nos seguintes pontos:

– Rua Visconde Sepetiba, entre a Avenida Ernani do Amaral Peixoto e a Rua Coronel Gomes Machado

– Avenida Visconde do Rio Branco, nas vagas ao lado da Concha Acústica; Rua Doutor Celestino, nas vagas a partir do antigo Fórum

Na Rua Coronel Gomes Machado, entre a Rua Visconde de Sepetiba e a Avenida Marquês do Paraná, será estacionamento de 08 (oito) viaturas dos militares da reserva do Exército que integrarão o comboio do desfile militar.

 

Samba Soul faz evento gratuito no Grajaú

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Brechó Reinventar recebe nova edição do evento que mistura black music com samba

A nova edição do Samba Soul, evento que mistura Black Music com Samba/Pagode, será realizada gratuitamente no Brechó Reinventar, no Grajaú, neste sábado (05), a partir das 17h. Os DJs Tuninho Costa e Everson Celebração tocarão os sucessos atemporais do ritmo estadunidense numa “mistura de batida perfeita” com o suingue brasileiro do samba, enquanto o cantor Agenor Neto, o convidado especial desta edição, cantará músicas bem conhecidas do público.

“O evento surgiu da ideia de unir amigos e amigas para curtir boas músicas numa reunião envolvendo samba, que minha mãe amava, e black music, que meu irmão adorava. Assim surgiu esse encontro, onde as canções e o público são protagonistas”, lembra o DJ Tuninho Costa, criador do Samba Soul.

Num clima de descontração total, em um ambiente dançante no bairro-jardim, os participantes poderão desfrutar de um ambiente agradável regado a músicas atemporais, ao som de ícones como Barry White e James Brown, para ouvir, dançar e relembrar bons momentos da vida, bem como curtir sambas-raiz.

Serviço

Samba Soul
Apresentações: DJ Tuninho Costa, DJ Everson Celebração e Agenor Neto
Data: 05 de Setembro (Sábado)
Horário: A partir de 17h
Local: Brechó Reinventar
Endereço: Avenida Júlio Furtado, 78, Grajaú

 

Rafael Alonso transforma novo ateliê em ponto de partida para uma nova fase da pintura

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Com texto de Luna Grimberg, a mostra reúne um conjunto inédito de pinturas realizadas em seu novo ateliê, instalado na antiga casa da pintora Lucia Laguna, no bairro do Rocha, Zona Norte do Rio de Janeiro. A mudança de endereço marca também uma inflexão significativa na trajetória do artista, revelando um momento de renovação poética e formal.

A casa, seus quintais e a vizinhança característica dos subúrbios cariocas — marcada por construções em constante transformação e soluções arquitetônicas informais — passam a integrar diretamente o campo de observação do artista. Estes entornos constituem uma nova experiência do cotidiano e reorganizam o seu modo de olhar e de pintar.

As obras, inéditas, apontam para uma sensível transformação em relação à produção anterior de Alonso. Agora em formatos menores, convidam a uma aproximação mais íntima, instaurando um ritmo de observação pausado e silencioso.

Sair do próprio caminho e deixar o mundo entrar, de Rafael Alonso
Athena | Rua Estácio Coimbra 50, Botafogo, Rio de Janeiro
Abertura: terça, 15 de setembro 2026, das 16h às 19h
Horário: de terça a sexta: 11h às 19h | Sábado: 12h às 17h
Entrada gratuita

 

Agora é lei: Estado do Rio terá programa de combate ao etarismo

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O Rio passa a contar com o Programa de Combate ao Etarismo para incentivar ações a serem implementadas pelos municípios contra o preconceito ou discriminação por conta da idade da pessoa. A regulamentação consta na Lei 11.307/26, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo Poder Executivo e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (04/09).

Segundo a medida, os municípios fluminenses que quiserem aderir ao programa deverão apresentar à Secretaria de Estado competente um plano de ação no combate ao etarismo, contemplando medidas nas áreas de educação, transporte, moradia, participação social, respeito e inclusão social, emprego e renda, comunicação e informação, apoio comunitário, serviços de saúde e cultura.

Entre os objetivos do programa também estão a realização de campanhas de conscientização, intensificadas na semana do Dia Estadual de Combate ao Etarismo, 1º de outubro, e a garantia dos direitos fundamentais das pessoas independentemente da idade.

Os municípios que colocarem os planos em prática receberão a titulação de “Cidade Livre de Etarismo”, outorgada pelo Poder Executivo estadual. Caberá também ao Governo do Estado regulamentar a norma, definindo os agentes públicos responsáveis e os procedimentos para a elaboração do Plano Estadual de Combate ao Etarismo, que deverá prever estudos sobre o fenômeno e os meios mais eficazes para enfrentá-lo.

 

Consultório Médico da Clin completa um ano com cerca de 80 atendimentos por mês

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O Consultório Médico da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) completou, em agosto, um ano de funcionamento com uma média de 80 atendimentos por mês. Implantado em 2025, o serviço funciona na sede da empresa, no bairro de São Lourenço, e oferece aos colaboradores acompanhamento voltado à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de diferentes condições de saúde.

Com foco no cuidado contínuo e integral, o consultório acompanha desde demandas de saúde mais comuns até doenças crônicas. Durante os atendimentos, os colaboradores recebem orientações individualizadas e, quando necessário, podem ter exames solicitados e medicamentos ajustados de acordo com suas condições clínicas.

Nos primeiros seis meses de implantação, o atendimento também percorreu todos os distritos da Companhia. A iniciativa permitiu ampliar o acesso ao serviço e identificar algumas das condições mais frequentes entre os trabalhadores atendidos, com destaque para hipertensão e diabetes.

A médica Mariana Giusti, especialista em Medicina de Família e Comunidade e responsável pelos atendimentos, explica que o acompanhamento próximo permite não apenas tratar problemas já identificados, mas também atuar na prevenção e no diagnóstico precoce.

“A Medicina de Família permite acompanhar uma ampla gama de questões de saúde, tendo a comunicação e o acolhimento como pontos fundamentais. Desde o início do trabalho na Clin, conseguimos melhorar o rastreamento de casos de hipertensão, ajustar medicamentos e reforçar a realização periódica de exames preventivos importantes, como mamografia, exame do colo do útero e PSA”, explicou Mariana Giusti.

Entre as iniciativas adotadas a partir dos atendimentos está a elaboração de um planejamento semanal para pacientes com hipertensão. O acompanhamento auxilia no controle da pressão arterial e permite avaliar, de forma individualizada, a necessidade de ajustes no tratamento.

Para o presidente da Clin, Acílio Borges, manter o atendimento dentro da Companhia aproxima os profissionais de saúde dos trabalhadores e fortalece as ações de prevenção.

“Cuidar dos nossos colaboradores também significa criar condições para que eles tenham acesso à prevenção e ao acompanhamento da saúde. Ter esse atendimento dentro da Clin permite um cuidado mais próximo, humanizado e contínuo. Ao completar um ano, o projeto mostra que investir na saúde de quem trabalha diariamente pela cidade também é uma forma de valorizar nossos profissionais”, destacou Acílio Borges.

 

Estado realiza cessão de área do Caio Martins à Prefeitura de Niterói para obras de macrodrenagem e implantação de parque público

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A Prefeitura de Niterói e o Governo do Estado do Rio de Janeiro formalizaram, nesta quarta-feira (2), a cessão de uma área de aproximadamente 25 mil metros quadrados do Estádio do Caio Martins para o município. A parcela corresponde ao campo de futebol, incluindo arquibancadas e vestiários, e será utilizada para a construção de um reservatório subterrâneo e de um parque público voltado ao esporte, ao lazer e à convivência das famílias.

O documento foi assinado pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e pelo governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro. A cessão viabilizará o início das obras do reservatório previsto no projeto de macrodrenagem de Icaraí, Santa Rosa e Largo do Marrão. A intervenção, que será executada pela Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION), tem o objetivo de solucionar os alagamentos que atingem a região há mais de 50 anos, principalmente no entorno da Avenida Roberto Silveira e do Largo do Marrão.

O prefeito apresentou o cronograma das intervenções. A previsão é que a obra do reservatório comece ainda este ano, com prazo estimado de um ano e meio. Na sequência, será implantado o parque público. De acordo com Rodrigo Neves, a expectativa é solucionar um problema histórico de alagamentos na região.

“Queremos iniciar a obra do reservatório este ano. Com esse projeto, elaborado ao longo de 2025, conseguiremos resolver um problema de enchentes de décadas nos bairros de Santa Rosa e Icaraí, que afeta o conjunto da nossa cidade”, afirmou Rodrigo Neves.

O prefeito destacou a importância histórica da assinatura e a relação afetiva dos niteroienses com o Caio Martins.

“Essa assinatura era esperada há mais de uma década pela população. O Caio Martins é muito importante para a memória afetiva de Niterói, dos niteroienses e dos botafoguenses. O espaço ficou muito abandonado nos últimos anos, degradado e com risco de queda do muro e das arquibancadas. Com a cessão, poderemos construir, na área do campo, um grande parque de convivência voltado ao esporte e aberto às famílias. Embaixo dele, faremos um reservatório com capacidade para 80 milhões de litros de água, semelhante ao construído na Praça da Bandeira. Com essa obra, vamos enfrentar um problema de mais de 50 anos na Avenida Roberto Silveira, no Largo do Marrão e em outras áreas que sofrem com alagamentos durante as chuvas mais fortes. O projeto já está em fase de contratação, e essa cessão viabiliza esse plano tão importante para Niterói”, ressaltou Rodrigo Neves.

Em seguida, o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, parabenizou a iniciativa da Prefeitura e destacou a importância da cooperação entre os governos estadual e municipal.

“Como cidadão, agradeço essa iniciativa do prefeito Rodrigo Neves e, como governador em exercício, parabenizo o prefeito. A área estava degradada e era muito importante dar uma destinação pública ao espaço. A proposta da Prefeitura de Niterói é a ideal: construir um parque esportivo que permitirá à comunidade aproveitar benefícios nas áreas da saúde, da educação e do esporte. Além disso, teremos uma solução importante para os dias de chuva, com um grande reservatório no subsolo para armazenar a água”, afirmou Ricardo Couto de Castro.

O governador em exercício também ressaltou que a parceria institucional deve estar acima das diferenças políticas.

“As administrações precisam caminhar juntas, independentemente de bandeiras ou posições políticas. Temos que pensar na população. Essa assinatura representa o início de outras ações que ainda virão dentro dessa parceria voltada ao bem comum”, acrescentou.

Macrodrenagem – O projeto prevê a implantação de aproximadamente seis quilômetros de novas redes de drenagem, incluindo grandes galerias, com dimensões de 5 metros por 2 metros, nas ruas Presidente Backer e Lopes Trovão. Também serão realizadas intervenções no quadrilátero formado pelas ruas Paulo César, Santa Rosa, Mariz e Barros e pela Avenida Roberto Silveira, além de áreas do Jardim Icaraí e de Santa Rosa.

Toda a água captada pelas novas redes será direcionada ao reservatório subterrâneo no Caio Martins, com capacidade para 80 milhões de litros. O sistema terá bombas responsáveis por armazenar a água e liberar, de forma controlada, o fluxo para o Rio Icaraí. A obra ampliará em mais de dez vezes a capacidade atual de drenagem da região.

Sobre o reservatório, será construído um parque municipal aberto ao público, com áreas esportivas, espaços de convivência, lazer para as famílias e parcão. A Prefeitura também pretende atuar, em parceria com o Governo do Estado, na modernização do ginásio e do parque aquático, que permanecem sob gestão estadual.

Foto: Evelen Gouvêa