Itália oferece visto para nômades digitais, mas exige alta qualificação e renda comprovada

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Autorização permite morar no país por até um ano; entenda quem pode pedir, quais documentos são necessários e o que muda entre autônomos e empregados remotos

Brasileiros que trabalham a distância podem morar legalmente na Itália por meio de uma autorização criada para nômades digitais e trabalhadores remotos. A modalidade permite permanecer no país inicialmente por um ano, com possibilidade de renovação anual, desde que o profissional mantenha a renda, a atividade qualificada, o seguro de saúde e os demais requisitos exigidos.

As regras entraram em vigor em abril de 2024, após a publicação de um decreto conjunto dos ministérios italianos do Interior, das Relações Exteriores, do Turismo e do Trabalho. A autorização é destinada a cidadãos de países que não pertencem à União Europeia e representa uma alternativa para brasileiros que prestam serviços pela internet ou são contratados por empresas que permitem o trabalho integralmente remoto.

Um dos principais diferenciais é que esses profissionais podem entrar na Itália fora das cotas anuais do Decreto Flussi, mecanismo que determina quantos trabalhadores estrangeiros podem ser admitidos no país. Também não é necessário obter previamente o nulla osta, autorização de trabalho normalmente exigida em outras categorias migratórias.

Para Dra. Ana Carolina Campara Brittes, advogada especialista em Direito Migratório e Cidadania Italiana, CEO da Campara e membro da Comissão de Cidadania Italiana da Associação Brasileira de Advogados (ABA), a modalidade atende a uma transformação que ultrapassou o período da pandemia.

“O trabalho remoto deixou de ser uma solução temporária e passou a fazer parte da realidade de empresas e profissionais de diferentes setores. A Itália criou uma via migratória que permite unir essa nova dinâmica profissional à experiência de morar legalmente no país”, afirma.

Nômade digital ou trabalhador remoto?

A legislação italiana separa os candidatos em duas categorias. O nômade digital é o profissional autônomo que utiliza recursos tecnológicos para prestar serviços a clientes. Nesse grupo podem entrar consultores, designers, programadores, profissionais de marketing, produtores de conteúdo, arquitetos e outros especialistas cuja atividade possa ser realizada a distância.

O trabalhador remoto possui vínculo empregatício ou contrato de colaboração com uma empresa, que pode estar localizada na Itália ou em outro país. Para solicitar a autorização, ele precisa demonstrar que sua função pode ser exercida integralmente a distância e apresentar contrato de trabalho, de colaboração ou uma oferta vinculante.

Essa distinção interfere nos documentos, na comprovação dos rendimentos e nas obrigações tributárias depois da mudança.

“A pessoa pode trabalhar pela internet e ainda assim não estar enquadrada juridicamente como nômade digital. A análise começa pelo vínculo profissional: é preciso identificar se o candidato atua de forma autônoma ou como empregado remoto e organizar a documentação de acordo com essa realidade”, explica Dra. Ana.

O que significa ser altamente qualificado

A modalidade é destinada a profissionais considerados altamente qualificados pela legislação italiana. O candidato pode comprovar esse enquadramento por meio de uma das seguintes possibilidades:
diploma de ensino superior correspondente a um curso com duração mínima de três anos;
qualificação profissional pós-secundária de nível equivalente;
habilitação reconhecida para o exercício de profissão regulamentada;
pelo menos cinco anos de experiência profissional em atividade de nível comparável ao ensino superior;
três anos de experiência relevante, adquirida nos sete anos anteriores ao pedido, para gestores e especialistas em tecnologia da informação e comunicação.

Diplomas, certificados e documentos profissionais expedidos no Brasil podem precisar de tradução juramentada, Apostila de Haia e reconhecimento de equivalência. Dependendo do caso, a comprovação acadêmica pode ser feita por meio da Declaração de Valor ou de certificado emitido pelo CIMEA, centro italiano responsável por informações sobre mobilidade e equivalência acadêmica.

A formação universitária, portanto, não é a única forma de demonstrar alta qualificação. A experiência profissional também pode permitir o enquadramento, desde que seja comprovada com contratos, declarações de empregadores, registros empresariais, contracheques e outros documentos compatíveis com a atividade.

Renda e experiência precisam ser comprovadas

Além da qualificação, o candidato deve demonstrar pelo menos seis meses de experiência anterior na atividade que pretende continuar exercendo na Itália.

Para o autônomo, essa comprovação pode ser feita por meio de contratos com clientes, cartas de prestação de serviços, notas fiscais, faturas e declarações tributárias. No caso do empregado remoto, podem ser apresentados contratos anteriores, contracheques e declaração do empregador.

A regra italiana estabelece uma renda mínima anual equivalente a três vezes o valor usado como referência para a isenção da participação nas despesas de saúde. Nas orientações publicadas pelos postos consulares italianos no Brasil, a exigência aparece em torno de € 25,5 mil a € 26 mil por ano — aproximadamente R$ 145 mil a R$ 148 mil anuais, considerando o euro comercial a cerca de R$ 5,68.

Na prática, o candidato precisa comprovar renda média de aproximadamente € 2.125 a € 2.167 por mês, o equivalente a cerca de R$ 12,1 mil a R$ 12,3 mil mensais. Os valores em reais são aproximados e variam conforme a cotação do euro. Como o cálculo oficial também está relacionado a um índice que pode ser atualizado, deve-se consultar o valor adotado pelo consulado responsável pela região do solicitante no momento do pedido.

Para trabalhadores remotos com vínculo empregatício, o contrato também deve indicar remuneração compatível com as convenções coletivas italianas e não inferior à média salarial anual bruta utilizada como referência pelo Istat, o instituto oficial de estatística da Itália. O portal governamental dedicado à integração de migrantes menciona aproximadamente € 33,5 mil anuais para essa análise.

“Não basta apresentar um saldo bancário momentâneo. O objetivo é demonstrar que existe uma atividade profissional real, contínua e capaz de sustentar a permanência na Itália. A renda, os contratos e a trajetória do candidato precisam contar uma história coerente”, ressalta a advogada.

Seguro de saúde e endereço na Itália
O profissional também precisa contratar seguro de saúde válido em território italiano durante toda a permanência. Os consulados italianos no Brasil informam cobertura mínima de € 30 mil para despesas médicas, hospitalares e eventual repatriação sanitária.

É necessário ainda apresentar um endereço na Itália. Contrato de aluguel, escritura de imóvel ou outro documento aceito pelo posto consular pode servir como comprovante. A Embaixada da Itália em Brasília, por exemplo, orienta que o contrato de locação esteja em nome do candidato e seja acompanhado dos comprovantes de pagamento antecipado de pelo menos dois meses.

A lista pode variar de acordo com a representação consular responsável pela residência do solicitante. Por isso, o pedido deve seguir as orientações da embaixada ou do consulado correspondente ao endereço mantido no Brasil.

Como funciona o processo

O pedido começa ainda no Brasil, com a solicitação de um visto nacional do tipo D. O candidato precisa agendar atendimento no posto consular competente, apresentar os documentos e realizar a coleta das impressões digitais.

O Consulado-Geral da Itália em Porto Alegre informa prazo máximo de análise de 90 dias para trabalhadores remotos e de 120 dias para nômades digitais autônomos. O período pode variar conforme a circunscrição consular e a necessidade de documentos complementares.

Depois de chegar à Itália, o profissional tem até oito dias úteis para solicitar o permesso di soggiorno na Questura, autoridade policial responsável pela emissão da autorização de residência.

Com o protocolo do pedido e o respectivo comprovante, o profissional já pode iniciar a atividade. Posteriormente, o sistema gera o codice fiscale, número de identificação necessário para contratos, obrigações tributárias e diferentes procedimentos administrativos na Itália.

O permesso di soggiorno tem validade de um ano e pode ser renovado anualmente. Para isso, o profissional deverá comprovar que continua exercendo atividade altamente qualificada, mantém renda suficiente e possui seguro de saúde válido.

Família também pode acompanhar

A legislação permite que o titular leve o cônjuge e os filhos menores para a Itália ou solicite posteriormente o reagrupamento familiar, desde que cumpra as condições previstas na legislação migratória.

Os familiares recebem autorização de residência pelo mesmo período concedido ao titular. O documento por motivo familiar também permite trabalhar legalmente no país.

Após cinco anos de residência regular, o profissional pode solicitar a autorização de longa duração da União Europeia, desde que atenda aos requisitos aplicáveis naquele momento.

“O visto pode fazer parte de um projeto familiar mais amplo. Moradia, escola para os filhos, cobertura de saúde, renda e tributação devem ser analisadas em conjunto para que a mudança seja sustentável depois da chegada”, observa Dra. Ana.

Tributação exige planejamento

A autorização migratória não funciona como isenção fiscal. Quem permanece na Itália por mais de 183 dias pode ser considerado residente fiscal no país e passar a ter obrigações perante a administração tributária italiana.

O portal oficial de integração de migrantes informa que o nômade digital autônomo deve abrir uma partita IVA, cadastro usado para emitir faturas, recolher contribuições e declarar os rendimentos. A abertura não ocorre automaticamente com a emissão do permesso di soggiorno.

Para empregados remotos, também devem ser avaliadas as obrigações da empresa, a incidência de contribuições previdenciárias e o tratamento tributário da remuneração. Brasil e Itália possuem acordo bilateral de Previdência Social, mas a aplicação depende do tipo de vínculo e da situação do trabalhador.

“A aprovação migratória é uma parte do planejamento. A permanência por um período prolongado pode produzir efeitos fiscais e previdenciários tanto para o profissional quanto para a empresa contratante. Essa análise precisa acontecer antes da mudança, principalmente quando há rendimentos recebidos no Brasil ou em outros países”, explica a especialista.

Trabalho remoto envolve quase 3,4 milhões na Itália

Dados divulgados pelo Istat mostram que quase 3,4 milhões de pessoas ocupadas na Itália realizaram alguma forma de trabalho remoto em 2023, o equivalente a 13,8% dos trabalhadores do país. Cerca de 1,4 milhão trabalharam de casa durante pelo menos metade dos dias, enquanto aproximadamente 1,9 milhão adotaram o modelo com menor frequência.
Antes da pandemia, em 2018 e 2019, apenas 4,8% dos trabalhadores italianos utilizavam o trabalho remoto. Em 2021, a participação chegou a 15,1% e, nos dois anos seguintes, estabilizou-se em 13,8%.

Os números não representam exclusivamente estrangeiros nem titulares do visto para nômades digitais, mas mostram como o trabalho a distância se consolidou na economia italiana. Entre as cidades com maior presença dessa modalidade estão Milão, Roma, Bolonha e Turim, que concentram empresas, atividades de tecnologia, serviços especializados e administrações públicas estruturadas.

Pequenos municípios também procuram atrair profissionais
O interesse pelos nômades digitais alcançou ainda pequenas cidades e áreas rurais que enfrentam envelhecimento populacional e perda de moradores.

O 4º Relatório sobre Nomadismo Digital na Itália, desenvolvido pela Associação Italiana de Nômades Digitais com pesquisadores da Universidade Ca’ Foscari de Veneza, analisou mais de 800 mil dados de conversas online. O levantamento identificou uma mudança de comportamento depois da pandemia: parte desses profissionais passou a buscar permanências mais longas, contato com a comunidade e qualidade de vida fora dos grandes centros.

O relatório utiliza a expressão slowmad para descrever quem reduz a frequência das viagens e permanece por períodos maiores em uma mesma região. Esse movimento pode levar renda, consumo e profissionais qualificados a localidades com imóveis vazios e redução da população economicamente ativa.

“A Itália reúne cidades com forte infraestrutura profissional e municípios menores que oferecem outra relação com tempo, moradia e comunidade. A escolha do destino deve considerar conexão à internet, acesso a serviços, transporte, custo de vida e as necessidades pessoais e familiares de quem está se mudando”, conclui Dra. Ana Carolina Campara Brittes.

Quem é Ana Carolina Campara Brittes
* CEO e sócia-fundadora da Campara Cidadania, Vistos & Viagens;
* Membro da Comissão de Cidadania Italiana da Associação Brasileira de Advogados (ABA);
* Membro da ABRINTER (Associação Brasileira de Advogados Internacionalistas);
* Membro do IBDESC (Instituto Brasileiro de Direito Estrangeiro e Comparado);
* Advogada no Brasil e em Portugal;
* Pós-graduada em Direito Público pela FMP (Fundação Escola Superior do Ministério Público – RS);
* MBA em Direito Migratório pela EBPÓS;
* MBA em Instrumentos Internacionais de Planejamento Patrimonial e Sucessório pela EBPÓS (em andamento).

Sobre a Campara
A Campara é um ecossistema de mobilidade global, com ampla experiência em nacionalidade europeia, imigração e relocação internacional. Atua no reconhecimento judicial e administrativo de nacionalidades, especialmente portuguesa, italiana, espanhola e alemã, além de oferecer assessoria completa em vistos, planejamento migratório, mobilidade internacional e integração no país de destino. Com atuação no Brasil, nos Estados Unidos, Emirados Árabes e Europa, reúne uma equipe multidisciplinar de profissionais especializados para atender pessoas, famílias, empreendedores e empresas que desejam viver, investir ou expandir suas atividades no exterior.

Mais informações disponíveis:
no site https://camparacidadania.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/camparacidadania/ – @camparacidadania

 

Programação da Niterói Livros esta semana

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Uma sessão coletiva de livros com um sarau: artistas e leitores dialogam neste evento. A abertura do nosso sarau ficará por conta da autora Beatriz Câmara, que falará sobre a metodologia da Biodanza, tema de seu livro. Nesta edição, 21/10/2026, às 18h, na Sala Carlos Couto, autografam seus livros Caio B. R. Moraes, Carla Pepe, Denise Vianna, Jenifer Santos, Larissa Lair e Rafs. Entrada gratuita. Para saber mais, @niteroilivrosoficial.

 

Prefeitura de Saquarema inicia inscrições para a 6ª Mostra de Dança

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

De 05 a 07 de novembro, a Prefeitura de Saquarema, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Inclusão, Ciência e Tecnologia, realizará a 6ª Mostra de Dança de Saquarema. O evento, não competitivo, será realizado no Centro de Eventos e englobará variadas modalidades de dança, como ballet clássico, jazz e danças moderna, contemporânea, de salão, flamenca, cigana, urbana e gospel.

Com o objetivo de promover o intercâmbio cultural e contribuir com o desenvolvimento de habilidades e competências artísticas dos participantes, a mostra gera cada vez mais visibilidade e oportunidade para artistas e grupos de dança. O evento também busca valorizar a dança e fortalecer a cena cultural do município.

Poderão participar escolas de dança, grupos, companhias, coreógrafos, bailarinos e performers, com trabalhos inéditos ou não, nas seguintes modalidades: Ballet Clássico de Repertório, Ballet Moderno de Repertório, Ballet Clássico Livre, demais coreografias (ballet clássico e neoclássico), Dança Moderna ou Contemporânea, Jazz Dance, Modern Jazz, Sapateado Americano, Danças Urbanas, Folclore, Dança de Salão, Dança Circular Sagrada, Estilo Livre, Dança Gospel, Dança Cigana e Dança do Ventre.

De acordo com a organização do evento, haverá categorias Infantil/Babyclass (5 a 7 anos), Infanto (7 a 11 anos), Juvenil (12 a 16 anos) e Adulto (acima de 17 anos). As formações e duração de cada coreografia poderão ser: Solo (até 3 minutos), Dupla (até 4 minutos), Trio (até 4 minutos), Grupo (mínimo 4 e máximo 30 bailarinos – até 7 minutos). Nas modalidades de Ballet Clássico e Ballet Moderno de Repertório será respeitado o tempo de duração da obra no caso de pas de deux completos.

Estímulo à diversidade

“Queremos, mais uma vez, reunir dezenas de academias e grupos de dança de nossa cidade e de outros municípios. Serão 3 dias desse evento que estimula a diversidade, encorajando o crescimento artístico dos jovens de nossa cidade”, informou a Subsecretária Municipal de Cultura, Fernanda Braga.

As demais regras e o regulamento completo estão disponíveis no link de inscrição e na página da Cultura, no site da Prefeitura.

As inscrições estarão abertas do dia 20 até as 16h do dia 22 de outubro (quinta-feira), são gratuitas e devem ser feitas através do aplicativo Colab, pelo link https://saquarema.colab.re/service/6ad2511c5a3e41eb1d491d9d. O Centro de Eventos fica localizado na Avenida Saquarema, nº 3.933, no bairro Porto da Roça.

 

Mostra reúne trabalhos de estudantes de 88 unidades da Rede Municipal de Educação de Niterói

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

A Prefeitura de Niterói abriu, nesta segunda-feira (19), a 12ª Mostra dos Projetos Educacionais Instituintes da Rede Municipal de Educação, no Museu Janete Costa de Arte Popular, no Ingá. Até o dia 14 de novembro, o público poderá conhecer trabalhos desenvolvidos por estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental ao longo do ano letivo. As produções reúnem ciência, arte, investigação e diferentes formas de compreender e representar o mundo.

Em 2026, os Projetos Educacionais Instituintes registraram a maior participação dos últimos 12 anos na Rede Municipal. Das 89 propostas inscritas, 88 foram aprovadas, sendo 49 de Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e 39 de escolas de Ensino Fundamental, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. A exposição dá visibilidade às experiências desenvolvidas nas unidades de ensino e reconhece crianças e adolescentes como autores de suas produções, valorizando a criatividade, a curiosidade e o protagonismo dos estudantes.

“Tenho muito orgulho das nossas crianças e dos profissionais da nossa Rede. Há quatro anos, fizemos a escolha de dar cada vez mais visibilidade ao trabalho que já era desenvolvido dentro das escolas públicas de Niterói. A nossa Rede é uma potência, e as nossas crianças têm um potencial enorme. Essa exposição, que fica no Museu Janete Costa até o dia 14 de novembro, é uma forma de reconhecer e valorizar essa história, construída e sonhada no cotidiano das escolas. Depois, parte desse acervo seguirá para o Centro de Formação Darcy Ribeiro, ampliando as oportunidades para que mais pessoas e profissionais conheçam de perto esse trabalho. Hoje, estamos consolidando esse movimento, mostrando à cidade tudo o que é produzido nas nossas escolas e a força da nossa educação pública”, destacou o secretário municipal de Educação, Bira Marques.

Com a ciência como eixo central desta edição, os projetos exploram diferentes áreas do conhecimento e aproximam os estudantes da pesquisa e da experimentação. Entre os trabalhos apresentados estão investigações sobre o microclima e a vegetação das escolas, a contribuição das mulheres para a astronomia, a cultura maker e as relações entre futebol e ciência. A mostra também reúne propostas que abordam sustentabilidade, tecnologia, memória e saberes ancestrais.

Na Educação Infantil, as experiências envolvem a exploração dos sentidos, o contato com elementos da natureza, a preservação da água e dos mares e as descobertas proporcionadas pelo brincar. Entre os destaques estão uma investigação sobre a construção de uma jangada, inspirada na relação das crianças com Jurujuba, e projetos relacionados aos conhecimentos e às ciências indígenas.

“A gente fica muito feliz com esse projeto. Como único museu de arte popular da cidade, é um privilégio dar protagonismo às crianças da Rede Municipal, permitindo que ocupem esse espaço como artistas, com obras produzidas por elas. É hora de convidar as famílias e os amigos para conhecer essa exposição tão especial”, destacou a diretora do Museu Janete Costa, Daniela Magalhães.

Ciência e investigação na Rede Municipal

As iniciativas dialogam com o programa Mais Ciência na Escola e com a política Uma Rede Inteira pela Alfabetização e Inclusão, fortalecendo práticas pedagógicas investigativas e conectadas à realidade dos estudantes. Neste ano, o programa Mais Ciência na Escola prevê a implantação de laboratórios de Ciências, Maker e Inovação em 12 escolas de Ensino Fundamental II. A Rede Municipal também participou da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói, em julho, com cerca de 5 mil estudantes envolvidos nas atividades.

“Essa oportunidade é fundamental para que os trabalhos das crianças sejam vistos por todos. Muitas vezes, elas conseguem demonstrar todo o seu potencial, mas as produções acabam ficando restritas ao ambiente escolar. Agora, estamos conseguindo apresentar esse trabalho a toda a sociedade, permitindo que mais pessoas conheçam um pouco do que é desenvolvido na Rede Municipal de Niterói”, afirmou a professora da Umei Hermógenes Reis, Elisângela Damis.

Serviço

12ª Mostra dos Projetos Educacionais Instituintes da Rede Municipal de Educação
Período: De 19 de outubro a 14 de novembro de 2026.
Horário: De terça-feira a domingo, das 10h às 17h.
Local: Museu Janete Costa de Arte Popular – Rua Presidente Domiciano, 178, Ingá, Niterói.

 

“Costurar os sentidos” na Anita Schwartz Galeria de Arte

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Bordado, tecido, pintura, colagem e poesia se entrelaçam em Costurar Sentidos, exposição coletiva que será inaugurada no dia 22 de outubro de 2025, às 19h, no 2º piso da Anita Schwartz Galeria de Arte, sob a curadoria de Cecília Fortes. A mostra reúne obras têxteis e derivações da costura como eixo central de criação, explorando o gesto de costurar como metáfora de identidade, memória e afeto.

“São trabalhos permeados por motivos relacionados à construção e à afirmação de identidade, ao resgate de memórias afetivas e à ressignificação de sentidos. Falam de questões sociais e temas sensíveis aos autores, ao mesmo tempo em que expressam as suas origens e o caminho percorrido ao longo da jornada pessoal e artística”, afirma Cecília Fortes.

Participam da exposição Arthur Chaves, Dani Cavalier, Duda Moraes, Jeane Terra, Renato Bezerra de Mello, Rosana Palazyan e Yolanda Freyre. A seleção, inicialmente orientada pela técnica, acabou revelando pontos de convergência poética entre as obras, que dialogam com o universo da costura e suas ressonâncias simbólicas.

DETALHES

Visitação: 22 de outubro de 2025 a 22 de novembro de 2027
Website: https://www.anitaschwartz.com.br/exposicoes/costurar-sentidos/
LOCAL: Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, Rio de Janeiro – RJ

 

“CORPO: Onde a Memória e os Processos se Inscrevem” no Centro Cultural Memorial Getúlio Vargas

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Integrando a programação da Semana de Arte do Rio, esta coletiva reúne 68 artistas em torno das múltiplas dimensões do corpo na arte contemporânea, com curadoria de Amanda Leite e Claudia Linhares.

Atravessando pintura, fotografia, escultura, gravura, desenho e objeto, “CORPO” propõe o corpo como espaço simbólico onde se acumulam histórias, afetos, ancestralidades e experiências individuais e coletivas — para Amanda Leite, mais do que um suporte biológico, o corpo funciona aqui como um arquivo vivo, capaz de reunir camadas de tempo, gestos herdados e memórias afetivas, tornando visível o que muitas vezes permanece invisível.

A curadoria também estabelece uma relação direta entre corpo e território, entendendo os lugares habitados como espaços que atravessam a experiência e participam da construção de memória e pertencimento, com a ancestralidade funcionando como força viva que conecta diferentes tempos.

Segundo Claudia Linhares, a mostra convida o público a compreender o corpo como origem e destino, presença e vestígio ao mesmo tempo — um lugar onde a história continua sendo escrita e a arte pode tornar visíveis as marcas do tempo. Ao reunir artistas de diferentes gerações e percursos, a exposição constrói uma cartografia sensível da diversidade de perspectivas contemporâneas, sem buscar uma narrativa única, e pode ser visitada até 1 de novembro.

 

“Amazônicas: Poéticas Femininas” — coletiva no CCBB RJ

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Oitenta obras de 21 artistas contemporâneas do Pará, Acre e Amazonas ocupam todo o segundo andar do CCBB RJ em “Amazônicas: Poéticas Femininas”, mostra idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS) com curadoria e direção artística de Sissa Aneleh.

Depois de passar por Belém, Fortaleza e Brasília, a exposição chega ao Rio acompanhada de uma extensão no metaverso, com experiência de realidade aumentada acessível por óculos 3D. O projeto foi selecionado pela Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio via Lei Rouanet.

Foto: Nailana Thiely

 

Exposição “PÁGINA 2” reúne diferentes gerações e linguagens das artes visuais de Niterói

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Depois da capa, sempre vem mais. Quatorze artistas de Niterói se encontram na exposição “PÁGINA 2 – Artistas da Agenda Cultural de Niterói”, em cartaz no Centro Cultural Cauby Peixoto. Com entrada gratuita, a mostra poderá ser visitada até 29 de novembro e apresenta ao público diferentes linguagens, trajetórias e olhares das artes visuais da cidade.

A exposição reúne Andréa Facchini, Caroline Gomes, Cibelle Arcanjo, Daniel Mazza, Dolores Esos, Felipe Xavier, Joana Martins, Leila B., Leandro Lucas, Marlon Amaro, Regina Frutuoso, Renata Xavier, Renato Moreth e Sergio Bonelli. Os 14 artistas já tiveram trabalhos publicados nas capas da Agenda Cultural de Niterói desde a retomada da publicação, em julho de 2025.

Em “PÁGINA 2”, o público é convidado a conhecer um pouco mais da produção de cada um deles. Além das obras que chegaram à cidade por meio da Agenda, cada artista escolheu um novo trabalho para integrar a exposição. São pinturas, fotografias, colagens, esculturas e outras linguagens que ampliam o contato com seus universos criativos.

As obras foram selecionadas pelos próprios artistas e podem representar momentos marcantes de suas carreiras, sintetizar aspectos de suas trajetórias ou carregar significados especiais em suas histórias. Reunidas no mesmo espaço, elas revelam outras possibilidades de aproximação com produções que, até então, haviam se encontrado nas diferentes edições da Agenda Cultural.

“Quando retomamos a Agenda Cultural, queríamos que ela fosse mais do que um guia de programação. Ela também se tornou um espaço de valorização dos nossos artistas e da diversidade das artes visuais produzidas em Niterói. Agora, a exposição amplia esse movimento, permitindo que o público conheça outras obras, trajetórias e linguagens. É uma forma de fortalecer a circulação da produção artística da cidade e reafirmar o direito à cultura”, afirma a secretária municipal das Culturas, Julia Pacheco.

Desde sua retomada, a Agenda Cultural de Niterói reúne mensalmente parte da programação cultural da cidade e circula como instrumento de acesso à informação e de aproximação entre artistas, espaços culturais e público. A cada edição, a publicação traz na capa a obra de um artista que nasceu ou vive em Niterói, transformando esse espaço em uma pequena galeria em circulação pela cidade.

O conceito de “PÁGINA 2” nasce do desejo de dar continuidade a esse encontro. Se a capa apresenta uma obra e desperta um primeiro olhar, virar a página significa seguir adiante e descobrir outras dimensões da produção de cada artista. No Centro Cultural Cauby Peixoto, edições antes separadas no tempo passam a dividir o mesmo espaço e a construir uma narrativa coletiva marcada justamente pela diversidade de linguagens e trajetórias.

A exposição também promove o encontro entre a Agenda Cultural, o Centro Cultural Cauby Peixoto e o Bastidores, projeto de qualificação profissional voltado aos diferentes ofícios que fazem a cultura acontecer. A turma de Expografia do projeto participa da montagem da mostra, transformando o processo de preparação da exposição também em espaço de formação e experiência prática.

“PÁGINA 2” permanece ainda aberta ao que está por vir. A cada nova edição da Agenda Cultural, um novo artista, uma nova obra e outras possibilidades de encontro com a produção artística de Niterói. A proposta é que a experiência da exposição desperte no público o desejo de continuar conhecendo, reconhecendo e acompanhando os artistas da cidade.

Serviço:

Exposição “PÁGINA 2 – Artistas da Agenda Cultural de Niterói”
Visitação: de 15 de outubro a 29 de novembro
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h
Local: Centro Cultural Cauby Peixoto ( Alameda São Boaventura 263, Fonseca)
Entrada gratuita

Foto: Gabriella Pires

 

Prefeitura de Niterói abre mil novas vagas para Aluguel Universitário e amplia política de permanência estudantil

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

A Prefeitura de Niterói vai abrir, em novembro, mil novas vagas para o programa Aluguel Universitário, que oferece um auxílio-moradia mensal de R$ 700 a estudantes de graduação e pós-graduação. A iniciativa já beneficia cerca de 1,8 mil universitários e chega ao seu quarto edital desde a criação do programa, em 2025, e ao último previsto para este ano, ampliando o apoio à permanência estudantil e o incentivo à ocupação residencial do Centro da cidade. Com o preenchimento das novas vagas e a manutenção dos atuais beneficiários, o programa poderá alcançar quase 3 mil estudantes.

Criado em 2025, o Aluguel Universitário tem como objetivo reduzir as dificuldades financeiras enfrentadas por estudantes para permanecer na universidade, ao mesmo tempo em que estimula a moradia em uma região que concentra instituições de ensino, comércio, serviços e opções de transporte público.

Ao incentivar a presença de universitários no Centro e em áreas próximas, a Prefeitura busca contribuir para a circulação de pessoas, a movimentação da economia local e a revitalização urbana.

“Niterói é uma cidade que acredita na juventude como futuro. A gestão municipal apoia e realiza parcerias com a universidade. Cerca de 90% dos estudantes que estão aqui são de fora de Niterói, de outras cidades do estado e até de outros países. Isso mostra a importância de uma política como o Aluguel Universitário. Niterói é uma cidade que acolhe e que acredita na educação, na cultura e nas oportunidades para os jovens como instrumentos de transformação”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

Estudantes de várias regiões do Brasil e do mundo – O Aluguel Universitário também reflete a diversidade de origens dos estudantes que escolhem Niterói para cursar o ensino superior. Um levantamento realizado com os beneficiários dos dois primeiros editais revelou que 87,8% vieram de outros municípios, estados ou países, enquanto 12,2% já moravam na cidade. Os registros incluem universitários das cinco regiões do Brasil e de pelo menos 11 países: Angola, Argentina, Cabo Verde, Colômbia, Gabão, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Índia, Moçambique, Peru e Venezuela.

Um desses estudantes é o angolano Fernando Paulo, de 21 anos, que encontrou no programa a oportunidade de se estabelecer em Niterói. Aluno do segundo período de Administração da Universidade Federal Fluminense (UFF), ele passou o primeiro mês no Brasil morando no Rio de Janeiro e não planejava se mudar para o outro lado da Baía de Guanabara. A decisão mudou quando conheceu o Aluguel Universitário e passou a dividir uma república no Centro da cidade. Com o auxílio, Fernando conseguiu reduzir as despesas com moradia e ganhar mais tranquilidade para se dedicar à graduação.

“Niterói é uma cidade tranquila, acolhedora e bonita. Me sinto muito bem e seguro aqui. Eu não tinha a intenção de morar em Niterói, mas hoje amo morar aqui. O Aluguel Universitário tirou um peso das minhas costas. Não tem coisa melhor do que dormir e acordar sabendo que o aluguel está pago. Isso me dá tranquilidade para focar nos estudos. Sou muito grato por essa oportunidade”, contou Fernando.

Permanência estudantil – Além de contribuir para o orçamento dos estudantes, o auxílio busca proporcionar melhores condições para a vida acadêmica. A possibilidade de morar perto da universidade pode reduzir o tempo gasto com deslocamentos e facilitar o acesso a atividades de ensino, pesquisa e extensão. O programa também permite que universitários de outras cidades se estabeleçam em Niterói durante a formação, sem precisar enfrentar diariamente longos trajetos entre a residência e a instituição de ensino.

Como se inscrever – As mil novas vagas serão destinadas a estudantes com matrícula ativa em cursos presenciais de graduação e pós-graduação de instituições públicas e privadas de ensino superior localizadas em Niterói. Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, renda familiar de até três salários mínimos e inscrição atualizada no Cadastro Único (CadÚnico), além de atender aos demais requisitos do edital. Para receber o benefício, o estudante deverá comprovar residência na área de abrangência do programa, que contempla o Centro e trechos de São Domingos e São Lourenço.

As inscrições poderão ser feitas pela plataforma Colab, conforme as orientações que serão divulgadas no site oficial do programa: niteroi.rj.gov.br/alugueluniversitario.

 

Teatro Leopoldo Fróes será restaurado e reaberto no Centro de Niterói

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Símbolo de experimentação artística, resistência e do movimento teatral de Niterói, o Teatro Leopoldo Fróes, fechado em 1991, deixou um buraco na cena cultural da cidade. Agora, a Prefeitura de Niterói articula a reabertura desse palco histórico. O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assinará nesta semana o decreto que desapropria o espaço, que será completamente restaurado. A ideia é que a casa de cultura abrace a produção niteroiense, com espaço para o teatro e outras manifestações artísticas.

“Niterói é uma das cidades que mais investem em cultura no Brasil. Acreditamos na cultura como elemento fundamental de nosso pacto de bem-estar social e prosperidade. Niterói se destaca no cenário nacional por muitos de seus talentos culturais e os niteroienses amamos a cultura. Meu desejo de recuperar o Teatro Leopoldo Fróes, fechado há mais de três décadas, é um projeto que estamos tratando com muito carinho e planejamento. Ele faz parte da memória afetiva da cidade e é um desejo antigo da classe artística. A história do teatro é forte, simbólica, e desejamos que ele abrace os grupos e coletivos teatrais e culturais niteroienses com seu fazer artístico desbravador. Mais do que isso, em Niterói a cultura é um ponto chave da economia criativa. Acreditamos que o Teatro Leopoldo Fróes, ao lado da Biblioteca que reabrimos na Praça da República, será um dos pilares que se somam ao nosso plano de revitalização completa do Centro de Niterói”, celebrou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

Aberto em 1973, o Teatro Leopoldo Fróes foi um famoso laboratório cultural que borbulhava com as experimentações artísticas de Niterói. O espaço, que antes abrigava o Teatro Alvorada, foi alugado pelo Instituto Niteroiense de Desenvolvimento Cultural (INDC) para suprir a demanda do setor durante a reforma do Theatro Municipal que acontecia na época.

A autarquia assume o palco num momento emblemático: em 1973, durante os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil, a casa de espetáculos havia sido fechada a mando do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). A medida foi uma resposta à encenação da peça “Arena conta Zumbi” pelo grupo Ceia, do Instituto Abel. O musical, considerado “subversivo”, coloca em cena a luta dos quilombolas de Palmares e sua resistência. Após dez meses fechado, o teatro é reaberto com um novo nome e passa a homenagear Leopoldo Fróes, grande ator e comediante nascido em Niterói que marcou o teatro brasileiro.

Mantendo o caráter desbravador, o teatro foi casa de movimentos que tentavam reerguer a cultura na cidade, que sofreu enorme impacto com a fusão do Estado do Rio à Guanabara, em 1975. Movimentos como “Niterói vai Sumir”; “Niterói vai Assumir”; “Araribroadway”; os grupos “Grito”, “Papel Crepon” entre outros, procuravam dar oxigênio à cena cultural de Niterói. A vocação experimental do espaço foi fundamental para a formação de novos profissionais.

Na década de 1980, o teatro passa a receber também espetáculos profissionais do Rio de Janeiro. Projetos como “Fim de Tarde”, “Sete em Ponto”, “Pixinguinha” e “Seis e Meia” foram marcas dessa nova fase. Sem deixar de ser o palco principal da cena niteroiense, o teatro também se tornou um ponto de referência para shows de música popular brasileira em Niterói.

No período, Sidney Magal, Elza Soares, Leci Brandão, Zizi Possi, Elba Ramalho, Pepeu Gomes se apresentaram no Leopoldo Fróes. Dos artistas de Niterói, nomes como Zélia Duncan, Arthur Maia, Dalto, Byafra, Marvio Ciribelli, Sergio Chiavazzoli, Marcos Sabino e outros foram revelados à cena cultural nesse palco histórico. Também durante esse período, a Associação dos Trabalhadores em Artes Cênicas de Niterói (ATACEN) inicia o seu tradicional ciclo de leituras dramatizadas.

Em 1991, o teatro deixa de funcionar sob a administração da Prefeitura e acaba sendo fechado. Artistas e produtores culturais da cidade criaram o movimento SOS Leopoldo Fróes em reação ao fechamento. A iniciativa promoveu um abraço e um show na Praça da República, além de um abaixo-assinado. No entanto, o ato não reverteu a decisão. Trinta anos depois, durante a pandemia de COVID-19 em 2021, o espaço foi atingido por um incêndio.

A desapropriação e restauração do prédio surge num período de renovação do Centro de Niterói. Visto como o novo vetor de desenvolvimento econômico e social da cidade, a região se transforma após dez anos de investimentos em infraestrutura e remodelação. O programa Reviver Centro, que agrega essa requalificação, tem como pilar reaproximar o espaço público como lugar de pertencimento. Gastronomia, lazer, esporte, cultura e eventos nortearam parte da revitalização da zona central. Como resultado, a Arena Niterói; Complexo de Atletismo Aida dos Santos; Solar Notre Rêve; Museu do Cinema; Mercado Municipal de Niterói; e a Nova Catedral Católica são algumas das entregas.