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O Theatro Municipal de Niterói abre a sua programação de 2024, no dia 14 de março, com a estreia de “Itapuca, o musical”, que propõe uma adaptação da lenda da Pedra de Itapuca. Com elenco diverso, formado por indígenas, negros, pardos e brancos, o musical conta a história de um amor proibido entre um jovem escravizado e uma indígena, que, encurralados, pedem ao deus Tupã (entidade da mitologia tupi-guarani) que seu amor seja eternizado.
O musical é uma adaptação do conto “A Lenda” do cronista Alvarus de Oliveira, publicado em 1944 na revista “O Malho”. O texto conta a história do amor proibido entre o jovem guerreiro Cauby e sua amada Jurema, que foram perseguidos e encurralados. Desesperados, eles pediram ao deus Tupã (entidade da mitologia tupi-guarani) que o amor do casal fosse eternizado. Tupã, então, transportou-os para o interior da “Pedra de Itapuca”, onde permanecem juntos até os dias de hoje. A pedra de Itapuca é um monumento natural localizado na Praia de Icaraí, em Niterói. Em 1970, para celebrar os 397 anos da cidade de Niterói foi encenado, sob a batuta de Albertina Fortuna Barros e Basil Dmitri, um balé inspirado nessa história.
Conheça a ‘Lenda de Itaipu’, de Alvarus de Oliveira
Nesta apresentação, a cidade irá receber uma nova versão inspirada nessa história, mas desta vez como um musical, com roteiro de Marllos Silva, músicas de Elton Towersey e produção da Scuola di Cultura. A produção conta com mais de 50 profissionais. Uma equipe criativa experiente formada por profissionais de larga experiência em teatro musical como Marllos Silva, pela primeira vez atuando em um espetáculo em Niterói, Marllos é ator, diretor, iluminador e produtor, idealizador do prêmio Bibi Ferreira (o maior prêmio de teatro musical do Brasil), e está passando uma temporada na cidade se dedicando ao espetáculo.
A direção vocal é de Thalysson Rodrigues (A Cor Purpura, Beeltlejuice, entre outros) e coreografia é concebida por Victor Maia coreógrafo, ator, bailarino e diretor teatral (Na rua na chuva na Fazenda, As metades da Laranja, e muitos outros). O designer de som é assinado pelo multipremiado Gabriel D’Angelo e Paulo Altafim, já o desenho de luz pelo também multipremiado Felicio Mafra. Fernando Ocazione e Sandro Okroá assinam o visagismo do espetáculo.
Niterói também bem representada na equipe criativa, tendo na composição das músicas Elton Towersey – Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Letra e Música em 2018, que compôs músicas especialmente para cada ator do espetáculo “Itapuca, O Musical”, levando em conta as características vocais de cada participante. Ney Madeira que trabalha em parceria com Dani Vidal na criação dos figurinos. A cenografia é assinada por Diego Ramos, e a assistência de direção de Gabriel Demartine.
O elenco é encabeçado pelos estreantes Yasmin Pellerano (Jurema) de Belém do Pará e o carioca Pedro Madeira (Kaub), que também conta com o retorno aos palcos niteroiense da atriz e cantora Giovanna Sassi no papel de Maria Antonieta, depois de uma longa temporada de sucesso em São Paulo com o musical Kafka e a Boneca.
“Itapuca, o musical” escalou três atores indígenas que possuem laços com as aldeias Macuxi (RO), Marakanã (Rio) e Xukuru (Pernambuco) para fazerem parte do elenco. São eles: Dario Jurema (Morubixaba Itanhyã), Henrique Patuá (Taynã) e a experiente Jana Figarella (Aryia) que atuou em diversos musicais como Cassia Eller e Por Elas entre outros. Completam o elenco Caio Passos (João Gomes), Gabi Deolinda (Jecotyara), Pablo Marcel (Gonçalo) e Rodrigo Rangel (Honorio).
O musical tem consultoria do acadêmico José Ribamar Bessa, Jornalista. Antropólogo. Historiador. Foi professor na Pós-Graduação da UNIRIO em Memória Social e coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas na UERJ. Autor e organizador de mais de 20 livros, incluindo Rio babel: a história das línguas na Amazônia com mais de 1.500 crônicas publicadas.
O espetáculo será a maior produção de teatro musical concebida originalmente na cidade de Niterói, e é realizado através do incentivo da Prefeitura Municipal de Niterói e da Secretaria Municipal das Culturas (SMC), por meio do Edital Niterói Fomenta Niterói de Incentivo Fiscal SMC 02/2023 e faz parte das comemorações dos 450 anos da cidade. Aliás, Niterói é a única cidade do país fundada por um indígena, o Arariboia.
Ficha Técnica
Realização: Scuola di Cultura
Elenco: Yasmin Pellerano, Pedro Madeira, Giovanna Sassi, Dario Jurema, Henrique Patuã, Caio Passos, Jana Figarella, Gabi Deolinda, Pablo Marcel e Rodrigo Rangel
Roteiro: Marllos Silva
Músicas: Elton Towersey
Letras: Elton Towersey e Marllos Silva
Direção: Marllos Silva
Direção Vocal: Thalysson Rodrigues
Coreografia: Victor Maia
Designer de Figurinos: Dani Vidal, Ney Madeira e Ateliê Fio Criativo
Designer de Cenografia: Diego Ramos
Designer de Luz: Felício Mafra (Russinho)
Designer de Som: Gabriel D’Angelo e Paulo Altafim
Visagismo: Fernando Ocazione
Grafismos Indigenas: Sandro Akroa
Arranjos canções: Elton Towersey
Arranjos Underscore: Thalysson Rodrigues
Intérprete em Libras: Kai Lopes e Alex Sandro Lins
Agradecimentos: Aldeias Céu Azul, Aldeia Mata Verde Bonita, Instituto GayLussac, Unimed Leste Fluminense, Museu Arqueológico de Itaipu, Núcleo de Pesquisas Arqueológicas Indígenas da UERJ e Theatro Municipal de Niterói
Serviço
“Itapuca, o musical”
Datas: de 14 de março a 24 de março de 2024
Horário: Sexta e Sábado: às 15 h e às 19h; Domingo às 15h
* Dia 16, sábado, às 19h, a sessão contará com tradução simultânea em libras.
Classificação indicativa: Livre
Duração: 120 minutos
Local: Theatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua XV de Novembro, 35 – Centro, Niterói
Telefone de contato: (21) 3628-6908
Ingressos:
Ingressos pelo Sympla, ou na bilheteria do Theatro Municipal de Niterói
Valores R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia), R$ 10,00 (para moradores ou nascidos em Niterói)
Ingressos com valores promocionais para moradores e/ou nascidos em Niterói
Escolas que queiram levar seus alunos, podem contatar a produção pelo email itapucaomusical@gmail.com
Estudantes de artes cênicas e musicais, poderão se inscrever-se para participar de uma roda de conversa com parte da equipe de Itapuca, O Musical sobre o desenvolvimento do espetáculo enviando solicitação para o email itapucaomusical@gmail.com . Vagas limitadas









O Centro Cultural Pachoal Carlos Magno convida seu público para o lançamento do livro “Coralino não sabe pular”, de Anderson Rocha. O evento com entrada gratuita acontecerá no sábado, 16 de março, às 11h. Para o autor, “a obra é um convite ao afeto, à aceitação e ao acolhimento. É um convite à prática da escuta e do diálogo. É um abraço nas diferenças que, durante toda a vida, constroem identidades, vulnerabilidades, sintomas e trajetos”.
O livro, infantil para todas as idades, conta a história do sapo Coralino e da sua relação com os demais sapinhos de sua região. A partir do estranhamento, da curiosidade e da conversa atenta, eles se encontram e se reconhecem. Existe muita beleza em reconhecer a si e ao outro como seres integrais, fundamentais e, em essência, perfeitos – com tudo o que se é ou deixa de ser. Coralino ensina no (não) pulo, os muitos passos que podemos dar em direção a nós mesmos. E esse é um caminho sem volta. Lançado pela editora Caravana, o livro conta com ilustrações de Amon Siqueira.
O Autor – Anderson Rocha é professor titular de química do Instituto Federal do Rio de Janeiro e doutor em educação pela Universidade Federal Fluminense. Carioca, nascido no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro, cursou seu ensino médio, superior e suas pós-graduações em instituições públicas de ensino e desde a graduação foi construindo sua vida pessoal e profissional nos municípios de Niterói e São Gonçalo. Anderson é casado com Adriana, pai da Alice e do João.
Serviço
Lançamento do livro “Coralino não sabe pular”, de Anderson Rocha
Data: Sábado, 16 de março de 2024
Horário: das 11h às 13h
Evento Gratuito
Classificação indicativa: Livre
Local: Varanda do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno
Campo de São Bento, entrada pelo portão 2
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“E todos foram felizes para Sempre” é o texto de Heneida Bitencourt e que a Polo Companhia realizada no Solar do Jambeiro, na quinta-feira, 14 de março. O texto aborda com sátira o cotidiano de um reino atípico no período da monarquia em esquetes que compõem histórias recheadas de referências históricas e contemporâneas. Situações cômicas se formam a todo instante devido às peripécias proporcionadas pelo enredo.
A Polo Companhia se dedica à pesquisa da linguagem artística nas suas diversas formas de expressão estética como forma de aprimorar a escrita cênica. Para isso, mergulha no universo das artes através do conceito arte em processo. Com mais de 30 anos de existência, mantém um trabalho contínuo de investigação, produção, montagens e apresentações nos mais diversos estilos e técnicas. Também realiza cursos, oficinas e workshops, e tem a missão de incluir jovens, crianças e adultos por meio do projeto artístico socioambiental pedagógico Telas Em Movimento.
Ficha Técnica
Direção: Marco Polo
Texto: Heneida Bittencourt
Realização: Polo Companhia
Serviço
“E todos foram felizes para Sempre”, de Heneida Bittencourt – Leitura dramatizada
Data: Quinta-feira, 14 de março de 2024
Horário: 19h
Ingressos: R$20 (inteira)
Classificação etária: livre
Local: Solar do Jambeiro
Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195 – São Domingos, Niterói – RJ









No sábado, 16 de março, às 17h, o Solar do Jambeiro recebe a musicista e escritora Kristina Augustin para o lançamento do livro “A trajetória dos Castrati na corte luso-brasileira (1752-1822)”.
A obra registra o percurso histórico desses cantores nas cortes europeias com base na documentação histórica inédita, como livros de despesa da coroa portuguesa e correspondências da época. A autora enfoca a prática musical da corte de Lisboa que no século XVIII, sofreu um processo de italianização introduzindo o “gosto” pelas vozes dos castrati italianos. Em seguida, o foco volta-se para os cantores que obedeceram às ordens do príncipe regente D. João VI e migraram para o Brasil para trabalharam na Capela Real, no Rio de Janeiro.
Kristina explica que “essa publicação é fruto das pesquisas realizadas em Lisboa e no Rio de Janeiro e uma adaptação da minha tese de doutorado na Universidade de Aveiro. Nessa edição procurei organizar um texto que fosse acessível a todos que se interessam pelo assunto, oferecendo uma leitura fluida e agradável, mas sem renunciar às informações e fontes históricas. Reduzi e exclui capítulos, apêndices e anexos que julguei serem mais específicos para os músicos.”
Kristina Augustin é reconhecida pela sua ampla atuação como intérprete e divulgadora da viola da gamba no Brasil sendo citada no dicionário Novo Aurélio (século XXI) nos verbetes “viola da gamba” e “gambista”. Recebeu a Moção Aplausos da Câmara Municipal de Niterói pelo trabalho de divulgação da Música Antiga. Doutora em Música pela Universidade de Aveiro-Portugal e Mestre pela Unicamp, Kristina lança agora o seu terceiro livro fruto das pesquisas realizadas no doutorado em Portugal.
Serviço
Lançamento do livro “A trajetória dos Castrati na corte luso-brasileira 1752-1822”, de Kristina Augustin
Data: sábado, 16 de março de 2024
Horário: 17h
Evento Gratuito
Local: Solar do Jambeiro
Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195 – São Domingos, Niterói – RJ









As equipes de saúde não podem decidir arbitrariamente sobre o afastamento de crianças de suas mães sem o devido acompanhamento e apoio antes, durante e após o nascimento. A determinação é do Projeto de Lei 3.565/17, de autoria do deputado Carlos Minc (PSB), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vota nesta terça-feira (12/03), em primeira discussão. Caso receba emendas parlamentares, o texto sairá de pauta.
A proposta se baseia no direito fundamental e inalienável da mulher exercer sua maternidade. Segundo o projeto, as mulheres não poderão ser submetidas à violência institucional motivada por desigualdades oriundas de seu estado de saúde ligado à doenças, ao uso de drogas, à sua condição étnico-racial e/ou econômica.
O único caso em que as mulheres perderão esse direito é quando, comprovadamente, tenham submetidos seus filhos a maus tratos e negligência. A medida ainda determina que o processo de adoção acontecerá apenas quando esgotados os recursos de manutenção da criança na família natural ou extensiva, ouvidos obrigatoriamente a Defensoria Pública e o Ministério Público.
Em caso de ausência de condições para o exercício da maternidade, a mulher terá a prerrogativa de decidir livremente, junto à sua família extensiva e pessoas de sua confiança, o destino de seu filho, de acordo com o tripé cooperativo família, sociedade e estado.
“Constata-se, com frequência cada vez maior, em vários estados do Brasil, desde 2012, a prática de retirada de crianças de suas mães, mulheres pobres, em situação de rua ou usuárias de drogas, para fins de adoção compulsória, ou acolhimento em instituições de abrigo. Esta prática desconsidera e contradiz os direitos da mulher mãe e da criança, assegurados pela legislação brasileira”, declarou Minc.
Mães em situação de rua
O projeto ainda garante às mulheres e adolescentes gestantes em situação de rua o acompanhamento da gestação por meio do pré-natal, orientações sobre os cuidados necessários nessa fase, a vinculação ao local do parto, acesso a um parto humanizado e atenção ao recém-nascido. Essas mulheres também terão que ter atenção no puerpério e nos cuidados relativos à escolha de um método contraceptivo. O Executivo ainda deverá articular serviços multiprofissionais de acordo com suas demandas e inserir essas mulheres em programas habitacionais.









Recursos para a obra virão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal
– Moradores do Cafubá, na Região Oceânica ganharão uma nova unidade do Programa Médico de Família. O novo módulo, mais moderno e sustentável, será construído pela Prefeitura de Niterói com uma verba de cerca de R4 4 milhões, que virão através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. A previsão é que as obras sejam iniciadas ainda este ano, com conclusão em aproximadamente dois anos. O projeto foi apresentado nesta segunda-feira (11) ao prefeito Axel Grael pela secretária municipal de Saúde Anamaria Schneider.
O projeto prevê um prédio com estrutura física de cinco consultórios multifuncionais e dois odontológicos, uma sala de coleta e procedimentos, uma sala de imunização, além de salas de distribuição de medicamentos, de trabalhos em grupo, uma academia da Saúde, além de almoxarifado e auditório.
“A inclusão desta obra dentro do orçamento do PAC é uma grande conquista para Niterói. O projeto é bem abrangente e vamos poder atender a população com conforto, instalações mais modernas e ainda com a utilização de um projeto sustentável”, afirmou o prefeito Axel Grael.
O novo prédio contará com painéis solares e uma técnica de vedação no telhado que ampliará ainda mais a eficiência das placas voltaicas. Outra novidade é que os aparelhos de academia estarão integrados ao telhado verde, com a utilização de pisos drenantes.
A secretária municipal de Saúde, Anamaria Schneider, conta que a obra será um ganho para a população e para os profissionais de saúde.
“Essa é a única obra do novo PAC em Niterói e uma grande conquista. Com esse investimento será entregue uma nova unidade com espaços adequados, com acessibilidade, garantindo mais conforto e qualidade aos moradores do Cafubá e aos profissionais de saúde”, afirmou a secretária.
Para Pedro Lima Pedro Lima, diretor-geral da FeSaúde , o novo módulo vai ampliar a capacidade de atendimento .
“Entendemos que o lançamento da nova unidade do Programa Médico de Família no Cafubá, além de ser uma construção moderna e sustentável, financiada com recursos do PAC, deve ampliar a capacidade de atendimento e sua integração ao território, agregando serviços que atendem até 10 mil pessoas. A FeSaude se coloca como parceira deste empreendimento e saúda esta conquista para o SUS de Niterói.” Observou o diretor .









Praça no Largo do Marrão reuniu serviços de saúde, atendimento e lazer
A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal do Idoso, realizou neste sábado (9), uma Ação Social na praça Raul de Oliveira Rodrigues , no Largo do Marrão, em Santa Rosa. Durante a manhã, mais de 300 pessoas foram atendidas. A ação social é uma oportunidade de acesso a serviços de saúde como aferição de pressão arterial e glicose, além de atendimento social e identificação civil.
O secretário do Idoso, José Antônio Fernandez (Zaf), explica que essas ações são uma forma de otimizar o acesso aos serviços.
“Por meio de ações como essa, buscamos otimizar o acesso da população a serviços diversos ofertados em um único local. Uma possibilidade para resolver pendências burocráticas, conferir a saúde e ainda aproveitar momentos de lazer. Foi sucesso e percebemos muitos moradores satisfeitos com a iniciativa”, declarou Zaf.
Durante toda a manhã, os niteroienses puderam participar das atividades e resolver problemas com documentos, aferir a pressão arterial e a glicose, realizaram consultas oftalmológicas, receberam cuidados pessoais e vivenciaram momentos de lazer como o aulão de ginástica com equipes do Projeto Niterói 60 Up.
“Eventos como esse são ótimos. Eu já vim a outras ações sociais realizadas pelo projeto 60Up aqui na praça. A facilidade dos serviços próximos a nossa casa é muito importante na minha idade pois facilita muito nosso acesso. Aqui resolvemos muitas pendências e ainda temos a possibilidade de movimentar o corpo com o aulão”, contou Adnira Ferreira, de 82 anos, costureira e moradora do bairro.
Os participantes ainda tiveram acesso a orientações para evitar a proliferação do mosquito da Dengue. O evento contou com apoio de órgãos estaduais e a participação de instituições da sociedade civil.









As brincadeiras foram animadas pelo gari Renato Sorriso e o grupo Chegando de Surpresa, que é formado por garis e usa música nas campanhas de conscientização.
A colaboração dos frequentadores é fundamental para facilitar e tornar ainda mais ágil o trabalho dos garis durante a limpeza das praias, não só fazendo o descarte dos resíduos de forma correta, nos contêineres, mas também criando o hábito de desmontar as redes onde ocorrem as práticas esportivas, facilitando as manobras dos tratores de praia e das máquinas saneadoras compactas que revolvem e retiram as impurezas da areia.
A Campanha Praia Limpa Desafio teve início na semana passada, no Posto 9, em Ipanema, e na Praia do Leme. Na última sexta-feira, 08/03, a equipe esteve na Praia da Barra da Tijuca, altura do Posto 3. Durante todo o mês de março, a campanha passará por várias praias cariocas.










Premiação dá visibilidade à mulheres que atuam na promoção dos direitos e promoção da emancipação feminina
– No mês de celebração da luta das mulheres, a Prefeitura de Niterói, por meio da Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres (Codim), realizou a entrega do Prêmio Inês Etienne Romeu. O prêmio está em sua 7º edição é um reconhecimento público para quem atua de forma relevante na defesa dos direitos das mulheres. Ao todo, foram homenageadas na tarde deste sábado (9), dez personalidades femininas que se destacaram em suas atividades ou participaram da luta pelos direitos da mulher em diversas áreas. Além dessas, a Codim fez ainda uma homenagem póstuma pelo legado deixado pela sua passagem. Para encerrar a tarde de premiação, o público cantou e dançou ao som de músicas marcantes de Preta Gil.
O prefeito de Niterói, Axel Grael, destacou a luta e a força das mulheres. Ele foi o único homem a fazer parte da mesa e da entrega dos prêmios.
É importante dar visibilidade a cada uma que se envolve, que enfrenta os desafios para que a gente consiga confirmar os direitos das mulheres no dia a dia e reverter inúmeras questões, sejam elas de remuneração ou de espaço no mercado de trabalho, entre outras. Essa é uma história de muita luta e de mulheres de muita força que merecem ser homenageadas”, declarou o prefeito.
O prêmio é um reconhecimento público para quem atua de forma relevante na defesa dos direitos das mulheres. As indicações foram escolhidas por intermédio de indicação da própria população e, posteriormente, análise de currículo.
A coordenadora da Codim, Thamyris Elpídio, reforçou que a sororidade precisa fazer parte do processo e que o trabalho de uma mulher impacta sempre em muitas outras, como uma reação em cadeia.
“Nós mulheres sabemos que muitas vezes nós fomos invisibilizadas, que fomos esquecidas no processo histórico. Mas Niterói é uma cidade diferente e está na vanguarda dos direitos da mulher. Esse prêmio traz visibilidade e nos dá protagonismo. É sempre bom a gente ter consciência de que a sororidade precisa ser um valor indispensável da nossa vida. O impacto local, quando unido, tem muita força e gera um impacto global. Aquilo que a gente faz aqui, na nossa realidade de mundo, reverbera em outros espaços”, disse Thamyris.
A premiação acontece uma vez ao ano e tem por objetivo dar visibilidade às ações de atuação na defesa dos Direitos das Mulheres pela promoção da emancipação das mulheres, pela difusão de seus direitos ou pela prestação de serviços relevantes à comunidade que tangenciam a pauta e os Direitos das Mulheres.
Conselheira do Conselho de Mulheres de Niterói, Fernanda Sixel reforçou a importância do prêmio como forma de destacar mulheres que contribuem para a luta dos direitos e conquista de espaços na construção de um mundo mais justo e igualitário.
“A gente está numa cidade, uma das mais femininas do Brasil, com mais de 54% da sua população composta por mulheres e muitas já idosas. Então é uma tarefa pensar nas mulheres, nessa multiplicidade e na inclusão. Niterói é referência nacional e está na vanguarda nas políticas de atendimento às mulheres, onde várias cidades não possuem nenhum organismo público com essa missão de pensar políticas públicas exclusivas para as mulheres, já que vivemos numa sociedade que ainda não garante plenamente os nossos direitos. Avançamos muito e eu digo que o mês de março é um mês de celebração, é um mês de luta, é um mês de resistência e de cobrar, mas é um mês de celebrar também as nossas conquistas. A Codim é fruto dessa luta e é uma conquista histórica que chega à maioridade, aos 21 anos. Esse prêmio é importante porque ninguém dá conta de tudo sozinho, a gente tem uma sociedade civil diferenciada e engajada, que contribui muito nesta luta. Hoje viemos homenagear dez mulheres que fazem a diferença no dia a dia dos seus espaços, mulheres que fazem a diferença. Acredito nessa parceria entre sociedade civil e governo para que a gente dialogue, construa junto, cresça e reconheça”, disse Fernanda Sixel.
O prêmio Inês Etienne Romeu leva o nome em homenagem à historiadora e ex-integrante de grupos revolucionários na ditadura militar, foi a única pessoa a ser libertada da chamada Casa da Morte, um centro clandestino de tortura utilizado pelos militares e localizado em Petrópolis (RJ). Etienne viveu em Niterói nos seus últimos anos e adorava a cidade. Inês faleceu em 27 de abril de 2015, aos 72 anos.
A cantora Preta Gil encerrou o dia de celebração. Ao som dos maiores sucessos, a cantora fez o público levantar, cantar e dançar. Mas antes, ela falou sobre a importância de homenagear e exaltar as mulheres com premiações como a desta noite.
“Estamos falando e exaltando as mulheres, isso é fundamental. Tenho muito amor e carinho por Niterói, por todas as mulheres que resistem, que lutam e que são fonte inesgotável de amor nessa cidade. A gente precisa de união, a gente precisa nos dar as mãos e mostrar toda a nossa potência. O dia 8 de março é um dia simbólico. Todos os dias são nossos, mas a gente tem que fazer ações afirmativas para que a gente possa caminhar e a sociedade possa ter uma evolução no que diz respeito à equidade de gênero, que é algo muito desigual ainda”, enfatizou a cantora.
Ainda participaram da cerimônia, na mesa de premiação, a secretária de Fazenda de Niterói, Marília Ortiz, a coordenadora de equidade e inclusão da UFF, Erika Frazão, que representou o reitor, a chefe de gabinete da Prefeitura de Niterói, Mariane Thamsten, a defensora pública e coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher no Estado do Rio de Janeiro, Dra. Flávia Nascimento, e a superintendente de Autonomia Econômica da Mulher da Secretaria da Mulher do Estado do Rio de Janeiro, Karoline Mendez.
Homenageadas de 2024:
THAIS RESENDE – Dedicada à promoção do protagonismo feminino, ela lidera o Núcleo Regional de Niterói do Grupo Mulheres do Brasil. Como gestora da Associação Somos Empreendedoras nos últimos cinco anos, Thais tem trabalhado com mais de 250 mulheres na cidade de Niterói.
MARIA EMILIA – Além de ser uma dedicada oficineira e artesã, ela é diretora do projeto sociocultural Emilia Brown. Maria Emília encontrou em sua mãe adotiva, uma mulher do Senegal, uma fonte de inspiração e aprendizado sobre a cultura africana.
BIANCA VALES – Formada pela Escola Nacional de Circo ela é performista, produtora cultural social e ativista em movimentos sociais. Além disso, é autora do projeto Olhando das Alturas, uma iniciativa que visa difundir a magia e a arte do circo.
JAQUELINE REZENDE – É niteroiense, pedagoga social e administradora escolar. Com origem periférica, Jaqueline é co-fundadora da ONG Oficina do Parque, mentora e idealizadora do Instituto IGAPOPS (Instituto Grupo de Ação, Pesquisa e Orientação à Projetos Sociais).
KARINA SILVA – Assistente social e educadora popular no Morro do Estado, ela tem impactado positivamente a vida de gerações de crianças e adolescentes. Em 2006, junto com seu marido Vinícius Silva, fundou a Casa Reviver, um projeto socioeducativo que promove educação, cultura, geração de renda e o direito à cidade.
CAMILLE SISTON – Jornalista e produtora cultural, ela é responsável pelo projeto Oficina das Minas, uma iniciativa social dedicada à inclusão de mulheres na música. 0 projeto concentra-se no segmento musical do samba, oferecendo aulas semanais de violão, cavaco, percussão e preparação vocal na cidade de Niterói.
PAULA LAND – Profa. Dra. do Instituto de Psicologia da UFF é uma pesquisadora dedicada aos estudos de gênero, políticas para mulheres, violências e seus efeitos. Além disso, ela desempenha o papel de coordenadora do Programa Mulherio: tecendo redes de resistência e cuidados, iniciativa do GSI/PROEX/UFF.
AMANDA DO NASCIMENTO – Ganhadora de diversas premiações literárias, ela escreve poesias, crônicas e contos, baseando-se em suas vivências afetos, aproximações e distanciamentos com o mundo exterior e interior. Além disso, é editora fundadora da Vira-Tempo Editora. Ocupa a cadeira n° 43 da Academia Fluminense de Letras.
FERNANDA PIMENTEL – Atualmente exerce a função de Diretora da Faculdade de Direito e é professora associada do Departamento de Direito Privado e do Programa de Pós-graduação em Direitos, Instituições e Negócios (PPGDIN/UFF) da Universidade Federal Fluminense.
CAMILA NASCIMENTO – Apaixonada pelo empreendedorismo feminino, é presidente do CONEF (Congresso de Empreendedorismo Feminino), palestrante internacional e fundadora do Club Vip de Negócios para Mulheres. Além disso, é a idealizadora da Imersão de Negócios Dubai Experience.
ALEXANDRA ANASTACIO – IN MEMORIAM – Foi Gestora do Programa Institucional PET/MEC UFF, membro do Conselho de Estratégia Acadêmica do CEDERJ e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFF, além de Pró-reitora de Graduação Deixou não apenas um legado de grande competência administrativa, mas também de muita força, dedicação e comprometimento.
Fotos: Bruno Eduardo Alves







