POETA MARCELO GIRARD PARTICIPA DA PRIMEIRA COPA DE POESIA DE PORTUGAL

A Cronópolis realiza, em Lisboa – Portugal, a terceira edição do maior encontro entre poetas da Língua Portuguesa. A Copa de Poesia terá representantes de três países: Portugal, Brasil e Rússia.

A Copa de Poesia – Portugal, organizada pela “cronopolis.org” e “Academia Sereníssima Letra”, realizará, nos dias 1 e 8 de maio de 2022, a sua terceira edição com representantes de Portugal, Brasil e Rússia. A Copa, que teve as duas primeiras edições no Brasil, será sediada em Lisboa sob a tutoria da escritora Joana Pereira. Quatro equipes irão disputar o primeiro lugar sob a liderança de Carlos Palmito, Ana Sofia, Cidália Santos e Marcos André. Ao todo serão 16 participantes, ou seja, quatro por equipe, assim distribuídos: Equipe Fernando Pessoa (líder: Carlos Palmito): Tiago Roque, Cátia Santos, Beatriz Santos e Lisa Lynn Ericson. Equipe Florbela Espanca (líder: Ana Sofia): Emily Barreto, Tiago dos Santos, Valmir Jordão e Jesseh Silva. Equipe Luís de Camões (líder: Cidália Santos): Júlio Lourenço, Luís Aguiar, Susana Moreira e Ana Paula Pereira. Equipe Cora Coralina (líder: Marcos André): Vanessa Barretto, Manisvaldo Jorge, Márcia Neves e Marcelo Girard. http://marcelogirard.com/

SOBRE O POETA

Marcelo Girard é carioca, poeta e compositor. Em 1990 com apenas 16 anos lançou o polêmico livro de poesia O Dente Cariado De Cristo, em 1999 RAIVÓDIO POESIA MIX.
Em 2005 com prefácio do crítico literário de O Globo, André Luis Mansur, lança O Perfume do átomo. E em 2016 lança nas plataformas digitais Dublê De Figurante.
Foi criador da primeira rádio de poesia e literatura do Brasil fundada em 2007 até 2020.
É editor-chefe de jornais e revistas on-line no Brasil. Em julho de 2021 foi publicado pela Academia Brasileira de Letras na Revista da instituição com 6 (seis) poemas.
O poeta participou de coletâneas com autores como: Ferreira Gullar, Olga Savary e o imortal Antônio Carlos Secchin e diversos eventos, feiras literárias, Bienais e exposições nestes 30 anos de poesia. Conheça mais do autor no site marcelogirard.com

A transmissão será ao vivo pela TV Cronópolis (YouTube), sempre às 18 horas (horário de Portugal) e Joana Pereira, além de anfitriã, será a apresentadora do evento. O nome dos jurados ainda não foram divulgados.

 

STF valida normas de urgencia para tramitaçao de lei no Congresso

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucionais dispositivos dos Regimentos Internos do Senado Federal e da Câmara dos Deputados que disciplinam o regime de urgência na tramitação de processos legislativos. A decisão, unânime, foi tomada na sessão virtual encerrada em 20/4, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6968.

Na ADI, o Partido Verde (PV) argumentava que o regime de urgência (artigo 336 do Regimento do Senado e artigos 153 e 155 do Regimento da Câmara) tem hipóteses taxativas, mas haveria, nas casas legislativas, a prática de atribuir o rito a qualquer proposição. Segundo o PV, a invocação da urgência sem a devida fundamentação ofenderia o devido processo legislativo, por encurtar o debate e dispensar a apresentação de pareceres das comissões.

Prerrogativa

Ao votar pela improcedência do pedido, o relator, ministro Edson Fachin, afirmou que a própria Constituição da República faculta ao Regimento Interno do Congresso a possibilidade de reduzir certas formalidades para a aprovação de projetos de lei. Segundo o ministro, apesar da relevância das comissões, não há, no texto constitucional, norma que defina o momento de sua intervenção ou quais delas devem se manifestar para a aprovação de projetos de lei.

Para o relator, o silêncio da Constituição deve ser lido como opção pela disciplina regimental, não como imposição de intervenção das comissões, sob pena de inviabilizar os trabalhos legislativos. “Por caber exclusivamente à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal o juízo acerca da suficiência das razões para uma determinada opção legislativa, a esses órgãos cabe, com exclusividade, a prerrogativa de definir o momento em que a votação será realizada”, afirmou.

Matéria interna corporis

Fachin explicou que as normas que disciplinam o regime de urgência preveem a manifestação majoritária dos membros das Casas Legislativas para a sua adoção. “A previsão de um regime que reduza as formalidades processuais em casos específicos, reconhecidos pela maioria legislativa, não ofende o devido processo legislativo”, verificou.

Fachin apontou, ainda, que, de acordo com a jurisprudência do STF, não cabe ao Poder Judiciário exercer o controle jurisdicional em relação à interpretação do sentido e do alcance de normas meramente regimentais das Casas Legislativas, por se tratar de matéria interna corporis.

Mineração em terras indígenas

O PV formulou pedido incidental nos autos visando suspender o regime de urgência aprovado para o PL 191/2020, que dispõe sobre mineração em terras indígenas. Mas, diante da decisão de mérito da ação, esse pedido ficou prejudicado.

 

Estação Chocolate: ChocoSerra movimenta Teresópolis até domingo, 24/04, com gastronomia e shows

 

Mini confeitaria, aula-show, artesanato e espaço infantil completam o evento no SESC Alpina, com entrada gratuita

Os chocólatras têm encontro marcado neste feriadão no ChocoSerra Teresópolis, quando poderão degustar os mais variados e deliciosos produtos à base de cacau, como bombom, trufa, brownie, mousse, pavê, biscoito, torta e bolo de pote. Também tem salgados, pipoca gourmet e cardápio vegano. Shows, espaço com artesanato e recreação infantil agitam a programação. O festival de chocolate acontece até este domingo, 24/04, no SESC Alpina (Rua Cândido Portinari, 837, Golfe), com entrada gratuita.

Realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o ChocoSerra 2022 faz parte do calendário do município, integrando a Estação Chocolate. Criado em 1997 para divulgar o chocolate artesanal do município e incentivar a cadeia produtiva local, o evento teve sua realização interrompida por um período. Resgatado em 2019 pela gestão do Prefeito Vinicius Claussen, ficou suspenso durante a pandemia e agora retorna com força total.

“Evento tradicional da nossa cidade, o ChocoSerra volta a ser realizado com o destaque que merece. É uma festa que promove os produtores do melhor chocolate artesanal, com diversão garantida para adultos e crianças. Nossa população e os turistas merecem. Venham participar e se deliciar”, convidou a secretária municipal de Cultura, Cléo Jordão, na abertura do evento nesta quinta-feira, 21/04.

“A Estação Chocolate tem tudo a ver com o friozinho de Teresópolis e o movimento neste primeiro dia demonstra que o ChocoSerra será um sucesso”, comentou Igor Edelstein, presidente do Sincomércio Teresópolis e diretor da Fecomércio-RJ, instituições parceiras da Prefeitura na realização do evento.

O presidente da Câmara Municipal conferiu a abertura do festival. “Podemos dizer que Teresópolis é a capital do chocolate pela qualidade da sua produção artesanal e familiar, que dão um sabor especial no nosso clima de montanha e demonstram a força do município neste segmento”, opinou o Vereador Leonardo Vasconcellos, acompanhado pelos vereadores Erika Marra, Bruno Almeida, Gustavo Simas, Paulinho Nogueira, Dr. Raimundo Amorim e Tenente Jaime Medeiros.

Atrações

O festival tem a participação do IGA – Instituto Gastronômico das Américas, que realiza aula-show em parceria com a Maria Torta, com demonstração da produção de chocolate e decoração. “Estamos em Teresópolis desde 2020 com cursos de alta cozinha e confeitaria. Queremos fortalecer a capacitação das pessoas que trabalham com gastronomia em Teresópolis, setor bastante desenvolvido e de destaque na região”, disseram as empresárias Flávia Carvalho e Simone Castro.

O público pode conferir as etapas de produção na mini confeitaria da Maria Torta, empresa que participa do ChocoSerra desde a primeira edição. “Estamos super animados e acredito que será um sucesso, pois é um evento badalado e muito esperado pelo público e os chocolateiros”, opinou a empresária Claudia Claussen.

Novidade são os brownies, pavês e bolos de pote produzidos sem ingredientes de origem animal. “O número de veganos em Teresópolis só cresce. Quem ainda não conhece nossos produtos deve experimentar”, convidaram Clarice Gama e Ana Gabriela Carvalho, da Marmatinho.

“O ChocoSerra sempre foi um evento grandioso. Sou uma das pioneiras, pois participo desde o primeiro ano. Que bom que a Prefeitura está resgatando suas características originais, com boa estrutura e organização”, salientou a empresária Celina Gonçalves da Silva, da Chocolate D’Teresópolis.

Também participam do ChocoSerra 2022: Atelier Festa Néia Souza, Empório Cacau, Espaço Plazza Madrid, Let´S Doce Mania, Calêndula Confeitaria, Chocolates Faria, Claudia Cakes, Doce Lembrança Buffet, Joca e Joca, Pão de Queijo do Estacionamento, Pipoca Fantástica e Trufas Etc.

Programação – ChocoSerra 2022

22 DE ABRIL (SEXTA-FEIRA)

•          16h, Abertura do evento: Oziel Silva (sax solo)

•          17h às 21h30, DJ Duda Ramalho

•          19h, Show Fhernanda Fernandes

•          21h, Show ‘Cardápio Musical’

Espaço Infantil

•          16h, Animação

•          17h, Recreação Infantil

•          19h, Teatro Infantil – Grupo Hocus Pocus

23 DE ABRIL (SÁBADO)

•          10h, Abertura do evento

•          13h, Show Leandro Lopes

•          15h às 22h, DJ Duda Ramalho

•          18h, Show Isa & Ju Duo

•          20h, Show Baile da Comadre com Comadre Dávilla

•          21h30, Show ‘Vem Dançar com a Gente’ – com Yug Werneck e Banda

Espaço Infantil

•          10h, Teatro Infantil: Grupo Hocus Pocus

•          14h, Animação Infantil

•          17h, Recreação Infantil

24 DE ABRIL (DOMINGO)

•          10h, Abertura do evento

•          13h, Show ‘La Petit Farofa’

•          15h às 20h, DJ Duda Ramalho

•          18h, Show ‘Brasileiríssimos’ com Mariana Pereira

•          19h30, Show Isso me Fará com Luis Kiari

Espaço Infantil

•          10h, Teatro Infantil: Grupo Pirueta

•          14h, Animação Infantil

•          17h, Recreação Infantil

Fotos: Bruno Nepomuceno.

 

A 1ª Feira BB Arte toma conta do terceiro piso do Shopping Cassino Atlântico entre os dias 18 e 30 de abril – entre o mar e a arte.

Arte digital, pinturas e esculturas de artistas brasileiros e estilos diversos fazem parte da Feira, com curadoria da arquiteta Marcia Marschhausen

A 1ª Feira BB Arte começa no dia 18 de abril, nos corredores do 3º piso do Shopping Cassino Atlântico, apresentando arte digital, pinturas e esculturas, de artistas brasileiros e de estilos diversos, com o objetivo de promover a conscientização da atividade criativa no mundo.

“A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível”, nas palavras de Leonardo da Vinci, cujo aniversário, no dia 15 de abril ficou marcado como o Dia Mundial da Arte. Mas esse evento, com o apoio do  Hotel Fairmont, quer mostrar aos visitantes a importância da arte para a compreensão do mundo e dos sentimentos.

O Espaço BB tem como objetivo produzir  conhecimento e aproximar o público da criação. A 1ª Feira BB Arte vai de 18 a 30 de abril, das 10h às 22h, na Avenida Atlântica, 4240 – galeria 311 e corredores 3º piso, Posto 6/Copacabana, RJ. Entre o mar e a arte. Além de exposições individuais e coletivas, promove encontros com curadores, críticos, colecionadores e artistas convidados. Realiza, também, exposições bimestrais sob a curadoria da arquiteta Marcia Marschhausen.

 
1ª Feira BB Arte
Shopping Cassino Atlântico – 3º piso/corredores
Av. Atlântica, 4240 – Posto 6/Copacabana – RJ
Instagram: @espacobbartesvisuais
Visitação: 18 a 30 de abril de 2022
Horário: 10h às 22h
Entrada franca
Censura livre
Acessibilidade
 

 

Estreia a série After House dá Atores Unidos Produções


Imagine uma bela casa paulistana, uma família unida para resolverem um problema financeiro e um grupo de crianças.

 

 

O que tinha tudo para dar certo, pode parecer um verdadeiro terror, mas que vai fazer você morrer de rir! Assim começa After House. A família Moraes, como tantas, está em sérias dificuldades financeiras. Assim, o Pai (Ivan Parente- As aventuras de Poliana) decide vender o único bem que eles ainda têm: a mansão da família, seguindo pelos meios tradicionais e oferecendo a casa em feiras e eventos do setor.


 
Divulgação


Em uma destas feiras, o pai e a mãe, vivida por Letícia Cannavale (Poliana Moça) se ausentam da mansão por alguns dias, enquanto os filhos decidem ajudar e se despedir da mansão em grande estilo, com uma badalada festa que promete entrar para a história da cidade. Com a ajuda dos primos, vividos por Bruno Engelmann e Mih Tanino, as crianças organizam e divulgam a festa que vai chamar a atenção da sociedade paulistana para o bem maior: a venda da casa.

 
 


O que ninguém contava é que a casa, personificada em Esther (Annaju Maziero – Imagine 1 e 2) iria manifestar a sua opinião e impedir a venda da casa, aparecendo misteriosamente e dando pistas aos jovens e seus amigos dentro da propriedade para forçar a sua vontade. É nesta onda de quase terror teen que se desenrola After House, a nova série dividida em 4 episódios da Atores Unidos Produções. Gravada em um ambiente fechado durante a pandemia (atualmente em fase de pós produção dos efeitos especiais) com um elenco que mistura talentos consagrados, como Ivan Parente e Letícia Cannavale, talentos em ascensão como Annaju Maziero, influencers de peso na internet brasileira e uma boa dúzia de novos talentos, que acrescem a história com personalidade e alegria incomparáveis.

 
 


After é um mix de emoções que prende a atenção do começo ao fim aliados a uma equipe técnica experiente, sob a direção primorosa de Bruno Stuani, ao roteiro eletrizante de Emanuel Davino, que desenrola a história em um passo ágil e ao mesmo tempo intrigante. After House estreia no primeiro semestre de 2022 na TV aberta e em um serviço de streaming e promete prender voce.

Banda Marisko grava novo videoclipe

 

 

A banda Marisko gravou na última semana o videoclipe de “Liberdade” seu novo single, que vem com uma pegada que mistura o Pop Xote com Reggae, o  lançamento da música está previsto para o final do mês de abril.

Os integrantes da banda apostam na escolha desta canção  que é o terceiro lançamento da Marisko, o primeiro foi  “Seja onde For” seguido da faixa “Oi Pra Depois”, todas as canções foram produzidas por Marcos Maynard no Centro Artístico Maluly em São Paulo.

O clipe foi gravado em várias locações em Maresias,  entre elas: Pousada Sumatra, Praia das Calhetas, Mirante Maresias, Praia dos Pescadores e algumas cenas em Paúba.

A Marisko mostra em seus shows uma fusão de ritmos com estilo e personalidade que agrada o seu público. Para quem quiser curtir o som da banda, no mês de abril se apresentam no  bar Tô a Toa – Ribeirão Pires,  El Toro em Mauá e Dom House SBC.

No repertório músicas como: “Oi Pra Depois”, “Seja onde for”, “Xote das meninas”, “Ouvi Dizer”, “Meu erro” ,“Bate coração”, entre outras.

Vale conferir!

Fotos Creditos:  Elóra

 

Cidadão já pode baixar Cartilha de Combate à Intolerância Religiosa no site da Prefeitura do Rio

 

Material detalha práticas que configuram o crime e ensina as formas de denunciá-lo

 

Os cariocas poderão baixar a Cartilha Rio de Combate à Intolerância Religiosa no site da Prefeitura. O documento detalha as práticas que configuram intolerância religiosa, as leis de combate ao crime e as formas de denunciá-lo — entre as quais, a própria Central de Atendimento 1746 do município.

 

Produzido pela Coordenadoria Executiva de Diversidade Religiosa e pela Secretaria Municipal de Governo e Integridade Pública, por meio da Coordenadoria Executiva de Promoção da Igualdade Racial, o material pode ser baixado no link https://prefeitura.rio/wp-content/uploads/2022/04/Cartilha2-Combate-a-Intolerância-Religiosa-21x21cm.pdf. O objetivo é conscientizar a população carioca sobre o respeito à multiplicidade de crenças, assegurado pelo artigo 5º da Constituição Brasileira, e de ajudar as vítimas de intolerância a acessar os canais de denúncia.

 

Entre eles, está a Central de Atendimento 1746, que começou a notificar casos de preconceito religioso, antissemitismo e racismo no mês passado.  Após o registro — que pode ser feito via aplicativo, WhatsApp (3460-1746), telefone, Facebook Messenger (/Central 1746) ou presencialmente na Agência 1746 (localizada na sede da Prefeitura, na Cidade Nova) —, o município tem até 10 dias para acolher o cidadão e encaminhar a denúncia à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), responsável pela investigação.

 

“A intolerância étnico-religiosa, dentre os temas abrangidos pelo panteão dos Direitos Humanos, sem dúvida, é o que mais necessita de debates, informações e ações afirmativas. A Cartilha significa um grande avanço nesse sentido. É uma maneira de levar à população a base dos seus direitos e de fomentar o respeito à diversidade de credos”, afirma Pai Márcio de Jagun, coordenador executivo da Diversidade Religiosa do Rio.

 

A Cartilha também relembra o histórico de violência contra os judeus e as religiões de matrizes africanas, maiores vítimas dos crimes de intolerância, cuja pena pode chegar a três anos de prisão. Segundo balanço do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, 26% das denúncias de intolerância registradas pelo Disque 100 em 2019 eram de ataques a templos ou adeptos de religiões afro-brasileiras.

 

Existente desde o período colonial, a perseguição aos cultos originários dos povos africanos chegou a ser institucionalizada pelo Código Penal de 1890, que criminalizava as práticas religiosas da população negra, classificando-as como “prática de espiritismo, magia e sortilégios”. Somente em 1946, a Constituição brasileira passou a reconhecer o direito ao livre exercício de crença, graças a uma emenda de autoria do escritor Jorge Amado, então deputado.

 

“Estamos bastante entusiasmados com a qualificação dos canais de contato da Prefeitura com o cidadão, que também estão sendo pensados como instrumentos de combate à discriminação racial, étnica e religiosa. Agora, com a Cartilha, damos mais um passo: além de oferecer o apoio e o acolhimento, passamos a informar os cariocas sobre o que são essas violências e como eles podem se portar frente a cada uma delas. Nosso objetivo é formar cidadãos comprometidos, de maneira irrestrita e profunda, com o combate a todas essas práticas discriminatórias”, afirma o coordenador executivo de Promoção da Igualdade Racial, Jorge Freire.

 

No estado do Rio, dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que, no ano passado, houve aumento nos registros de crimes relacionados ao preconceito étnico-racial e religioso: foram 1.365 casos de injúria por preconceito, contra 1.188 em 2020 (+14,9%); 166 ocorrências de preconceito de raça, cor, religião, etnia e procedência nacional, contra 144 no ano anterior (+15,2%); e 33 registros de ultraje a cultos religiosos (ridicularização pública, impedimento ou perturbação de cerimônia religiosa) — em 2020, foram 23 (aumento de 43,4%).

“É imprescindível que todas as esferas do poder público estabeleçam entre si um pacto de governança direcionado ao enfrentamento das mazelas do racismo, do preconceito e da intolerância religiosa. O cidadão também tem parte neste processo. Esta é uma ação educativa, desenvolvida pela Prefeitura do Rio, que atende à necessidade de informar a população sobre seus direitos e deveres, e convoca cada carioca a se juntar a nós nessa luta tão importante em defesa do respeito à dignidade humana”, destaca o secretário municipal de Governo e Integridade Pública, Tony Chalita.

Oi Futuro inaugura exposição inédita “100 anos de robôs”

A partir de 20 de abril, mostra internacional conta a história da robótica nas artes, entre imaginação e realidade, com curadoria de Zaven Paré

No mundo tecnológico onde se vive, em que as redes sociais estão consolidadas como um meio de interação e a internet tornou-se imprescindível, há uma espécie que evolui também rapidamente: os robôs. E não é de agora. Há 101 anos, por ocasião de uma peça teatral em Praga, foi criada a palavra ‘robô’. Desde então, essas criaturas têm ocupado as mais diversas esferas sociais – do cinema à literatura, das artes plásticas à indústria, do entretenimento à inteligência artificial. E, para contar um pouco desta rica história, o Centro Cultural Oi Futuro, no Flamengo, abre ao público, no dia 20 de abril, quarta-feira, a partir das 11h, a exposição “100 anos de robôs”, que celebra o centenário dos robôs, sintetizando, de forma lúdica e criativa, sua presença no imaginário social e na arte. A curadoria é assinada pelo artista visual Zaven Paré, que trabalha com ‘MachineArt’, inventou a marionete eletrônica na década de 1990 e possui obras representadas em coleções e arquivos.

A mostra inaugura uma colaboração inédita entre três artistas que, até então, só haviam trabalhado em duplas independentes, em parcerias de projetos curatoriais, apresentação artística e cenografia. São eles: ZavenParé (artista, pesquisador e curador), Fred Paulino (artista, curador e produtor cultural – responsável pelo projeto Gambiologia), e Sérgio Marimba (artista e cenógrafo, reconhecido por seu trabalho no Carnaval do Rio).

Também participam da exposição três artistas estrangeiros: o belga Patrick Tresset, com seus robôs desenhistas, que fazem retratos dos visitantes a serem, progressivamente, instalados na parede da galeria durante o período expositivo; o canadense Samuel St-Aubin, que apresenta os robôs do cotidiano, que executam tarefas banais relacionadas ao dia a dia nas residências das pessoas; e Dmitry Morozov, com vídeos de esculturas mecânicas em funcionamento.

Zaven destaca a presença dos robôs no imaginário das pessoas: “as criaturas artificiais sempre estiveram presentes na imaginação dos homens. Mas, para se consolidar a figura do que hoje consideramos um robô, muito tempo se passou. Suas origens estariam em Frankenstein, o ‘Prometeu moderno’, personagem do romance de Mary Shelley, publicado pela primeira vez em 1818. Porém, foi a peça de KarelČapek, R.U.R. – Rossum’s Universal Robots –, em 1921, que inaugurou não apenas a aparição em cena de seres artificiais, como também fixou o neologismo ‘robô’”.

“Com a exposição 100 anos de robôs, o Oi Futuro convida o público a refletir por meio da arte, da ciência e da tecnologia, resgatando a história dos robôs e suas representações na cultura, da literatura ao cinema, que revelam muito sobre o espírito do tempo que os habitam. Ao abrir essa cápsula do tempo, o Oi Futuro pretende inspirar uma visão crítica e transformadora sobre como a tecnologia poderianos tornar mais humanos e ajudar a construir novos futuros para todos, que é o propósito do instituto”, diz Victor D’Almeida, gerente de Cultura do Oi Futuro.

O público vai poder ver, ainda, em “100 anos de robôs”, nas Galerias 1 e 2 do Oi Futuro: a história dos robôs no imaginário e na sociedade,da literatura aos eletrodomésticos; os robôs nas artes, no artesanato e na indústria, com o  tema ‘ArsIndustrialis’ – que trata do progresso industrial e das vanguardas artísticas que sempre acompanharam o desenvolvimento tecnológico, mas que, com suas habilidades, ajudaram as pessoas aprenderem mais sobre si mesmas; linha do tempo, que conta a história dessas criaturas, em um mural com extensão de 8 metros, inspirado em ‘quadros de detetive’, contendo documentos originais, fac-similes, desenhos e anotações – a história da robótica desde 2500 A.C. até os dias atuais; acervos particulares inéditos, com cartazes, livros, fotografias e documentos originais de material histórico; além de coleção pessoal de 100 robôs de plástico do tipo ‘Mecha’ – acervo do cenógrafo Marimba, coletado durante décadas; e um conteúdo audiovisual diverso com imagens em movimento sobre o universo dos robôs, makingof de laboratórios de robótica, peças de teatro, reportagens, entre outros.

“Os robôs têm 100 anos, mas mal se sustentam nas duas pernas. O que realmente sabemos sobre eles? Na cultura popular, têm sido retratados como personagens de ficção científica, em um futuro sempre distante. Mas será que esse futuro não está mais próximo do que se pode imaginar?”, deixa no ar o curador, para que os visitantes reflitam a respeito.

“A exposição tem bastante conteúdo. É um privilégio poder compartilhar um pouco da minha experiência no Japão, com meu acervo que reuni ao longo dos anos. Vamos entregar uma exposição de alto padrão de qualidade e isso me deixa muito feliz. Acredito no impacto local da mostra. Se uma criança entra no espaço e se surpreende, isso para mim já é o suficiente”, afirma ZavenParé, que apresenta fotos instantâneas (Polaroids) raras dos bastidores de laboratórios de testes de robôs em Universidades no Japão.

Alguns destaques de “100 anos de Robôs” prometem chamar a atenção dos visitantes: o robô foca bebê Paro  para fins terapêuticos, que desperta respostas emocionais em pacientes de hospitais e casas de repouso, uma cortesia do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro;  ‘Instalação robôs domésticos’ – uma ‘família’ de cinco robôs aspiradores em funcionamento durante todo o período expositivo, em uma sala mobiliada e temática que remete a uma residência familiar; ‘Vídeo-caleidoscópios: robôs industriais’ – dois caleidoscópios gigantes com a exibição de vídeos de linhas de produção industrial – robótica; ‘Robôs e artesania’ –conjunto de quadros inéditos em madeira criadas pelo artista mineiro Daniel Herthel; ‘Instalação: robôs desenhistas’ – três ‘drawingrobots’ criados pelo artista belga Patrick Tresset, que desenharão, de forma autônoma, os rostos dos visitantes da exposições; ‘Robôs artísticos do cotidiano’ – esculturas mecânicas, com ou sem utilidade prática para a vida caseira, do jovem artista canadense Samuel St-Aubin, expoente da arte robótica; e ‘Robôs artísticos abstratos’ –  vídeos de três esculturas mecânicas em funcionamento, criadas pelo artista russo Dmitry Morozov, conhecido como ::vtol::.

Serviço

Exposição “100 Anos de Robôs”

Curadoria: Zaven Paré

Abertura: 20 de abril, quarta-feira

Horário: a partir das 11h

Visitação: de 20 de abril a 19 de junho de 2022

De quarta a domingo, das 11h às 20h

Local: Centro Cultural Oi Futuro
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro – RJ, 22220-040

Entrada gratuita

É necessário apresentar o comprovante de vacinação em dia, no formato impresso ou digital, acompanhado de um documento com foto.

 

Prefeitura de Niterói promove ações para o resgate da cidadania


Durante o atendimento no Centro Pop e outros espaços do município, usuários são encaminhados para retirada de documentos, como RG e certidões de nascimento e casamento

A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária, realiza um trabalho com os grupos em vulnerabilidade social no município de Niterói. Dentre o público, pessoas em situação de rua que, muitas vezes, não possuem nenhum tipo de documento. O Centro Pop é a porta de entrada dos principais serviços que a secretaria disponibiliza com atendimento com assistentes sociais, psicólogos, orientação jurídica, encaminhamento para serviços de saúde, trabalho e renda. O objetivo principal é construir com os acolhidos um trabalho que culmine na sua autonomia e reinserção social. Desde 2019, 3.010 pessoas conseguiram tirar seus documentos.

O secretário de Assistência Social, Elton Teixeira, explica que a documentação é essencial para o cidadão conseguir o mínimo de autonomia na busca por seus direitos.

“Um dos importantes trabalhos desenvolvidos pelo Centro POP é auxiliar o usuário do serviço na retirada de documentos pela primeira vez ou que porventura tenha perdido, algo que parece simples, mas não é. Estar com a documentação em dia faz toda a diferença numa retomada de vida autônoma”, declarou o secretário.

O Centro Pop faz o encaminhamento para retirada de documentos que inclui RG, certidões de nascimento e casamento, título de eleitor e carteira de trabalho. Somente na última segunda-feira (11), 21 usuários foram atendidos. No hotel emergencial e nos espaços de acolhimentos esses serviços também são prestados de forma rotineira.

A.A., 36 anos, é natural de São João de Meriti e está em Niterói desde 2015. O usuário é atendido pelo Centro Pop onde já tirou documentos e também fez o cadastro para auxílios socioassistenciais.

“O Centro Pop resolveu tudo pra mim. Cheguei em 2015 do Rio pra cá, sem nenhum documento. Através do projeto tirei RG, CPF e título de eleitor. Com a documentação, eu consegui dar entrada nos benefícios do governo e já fui acolhido algumas vezes”, contou.

Parceria com o Detran – Desde maio, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SMDH) vem viabilizando a desburocratização para emitir a documentação básica, como identificação civil e certidão de nascimento para os grupos vulneráveis.  Até o momento, mais de 1.200 documentos foram emitidos. O projeto é uma parceria com o Detran e vai ao encontro da meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) que zera a ausência de documentação de grupos vulneráveis até 2030.

O serviço é oferecido no Centro de Cidadania (Cecid) através do Zap da Cidadania, no número (21) 96992-9577, às famílias beneficiárias de programas sociais, vítimas de violação (racismo, assédio, homofobia, etc) e a população de migrantes e refugiados.

Fotos: Divulgação

Ilha da Menina, em Itaipu, terá ecossistema recuperado

Prefeitura de Niterói está implantando o maior projeto de Restauração Ecológica já realizado na cidade

Conhecida como Ilha da Menina, da Filha e até mesmo Pitanga, a menor das ilhas que fica na enseada de Itaipu terá seu ecossistema totalmente recuperado. A intervenção faz parte do Projeto de Restauração Ecológica e Inclusão Social da Prefeitura de Niterói – o maior programa desse tipo já realizado na cidade.

Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade da Prefeitura (SMARHS), acompanhados de um pesquisador do Departamento de Biologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), especialista em revegetação e restauração ecológica, estão realizando um diagnóstico da ilha. O objetivo é estudar a melhor forma de reconstituir aquele ecossistema, as técnicas que serão empregadas e espécies da flora que mais se adequarão ao solo para devolver a biodiversidade ao local que foi degradado pelo homem.

“Temos um trabalho estratégico na cidade. O que estamos fazendo é a maior restauração ecológica já realizada pelo município e vamos levar isso para as gerações futuras. É um trabalho feito em todas as regiões por técnicos, com a ajuda de voluntários. Vamos avançar nas nossas metas protegendo cada vez mais as áreas verdes de Niterói”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Rafael Robertson.

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Recursos Hídricos, o Projeto de Restauração Ecológica e Inclusão Social teve início em 2019, com investimento de R$ 2,9 milhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo do programa é recuperar um total de 203,1 hectares de diferentes fitofisionomias da Mata Atlântica em diversos pontos da cidade e unidades de conservação incluindo praias, áreas de restingas e lagunas, além de áreas de Parques Municipais.

A meta desta fase do projeto para 2022 é fazer o diagnóstico da vegetação das três ilhas e iniciar a restauração na Ilha Menina. O plantio de espécies nativas também irá contemplar áreas no entorno da Lagoa de Itaipu e manguezais.

Vistoria – Durante a vistoria técnica na Ilha da Menina, foram investigados: formações vegetais, tipo de solo, fauna, presença de água doce e profundidade associados à topografia, entre outros aspectos. Além da revegetação, será feita a restauração do meio ambiente. Serão introduzidas espécies nativas resistentes à seca e adaptadas àquele ecossistema, de modo a controlar a dominância atual do capim colonião e fornecer atrativos para a fauna. O objetivo a longo prazo é aumentar a biodiversidade.

“O objetivo desta expedição à Ilha da Menina foi diagnosticar o uso e a ocupação do solo, visando o planejamento de sua restauração ecológica. A partir daí vamos estudar a melhor forma, mas sabemos que é um processo lento”, explica Marcos Dertoni, assessor técnico do projeto que também tem em sua equipe pela prefeitura o biólogo Bruno Oliveira e o voluntário Thiago Gomes.

Os técnicos avaliam a possibilidade de utilizar a mesma técnica que está sendo empregada nas ilhas Cagarras, um dos santuários ecológicos do Rio de Janeiro, onde vem sendo feito o plantio manual das espécies após a retirada do capim invasor.

“Fizemos esse reconhecimento para avaliar a profundidade do solo e se é saudável ou não. O local está tomado pelo capim colonião, que é uma espécie invasora. Vamos fazer um experimento plantando mudas que façam sombra, para eliminar o capim. É um projeto que vai durar alguns anos. Tentaremos utilizar inicialmente espécies nativas para aumentar a biodiversidade. Uma área como essa deveria ter 60 espécies arbóreas antes de ser degradada. O processo de restauração começa quando retirarmos o capim colonião”, destaca o especialista da PUC, Richieri Antonio Sartori.

Jairo Augusto da Silva é pescador artesanal há quarenta anos na região da Reserva Extrativista (Resex) de Itaipu ressalta a importância das intervenções.

“As ilhas têm um papel fundamental nessa região porque os animais levam sementes de um lado para o outro e isso interfere em todo o ecossistema e até mesmo nessa rede de pescado. A recuperação da vegetação das ilhas é muito necessária”, disse o pescador.