
Secretaria de Saúde reforça a importância da realização do exame, que permite obter imagens de alta qualidade e auxilia na investigação de alterações nas mamas
Neste Outubro Rosa, a Secretaria de Saúde reforça a importância da realização da mamografia digital. O exame de imagem de alta qualidade auxilia na identificação de alterações suspeitas, permitindo a identificação precoce do câncer de mama. A indicação é para mulheres a partir dos 40 anos. O exame é disponibilizado em diversas unidades da rede estadual de saúde, com o encaminhamento do pedido médico por meio do sistema de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS).
– A mamografia permite identificar alterações suspeitas antes mesmo do aparecimento de sintomas ou de lesões palpáveis. Sua realização, nas faixas etárias e nas condições clínicas indicadas, contribui para o diagnóstico em estágios iniciais, quando as possibilidades de tratamento conservador e de cura são maiores – afirmou o coordenador da Área Técnica da Saúde das Mulheres da Secretaria de Saúde, Antonio Braga.
O Rio Imagem Centro, na capital, conta com três mamógrafos digitais e realiza cerca de 120 exames por dia, com média mensal entre 3,2 mil e 3,8 mil mamografias. A mamografia é realizada também na rede Rio Imagem – presente em Nova Iguaçu; Campo Grande e, mais recentemente, em Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea. O exame é ofertado ainda nos hospitais dos Lagos Nossa Senhora de Nazareth, em Saquarema, e no da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.
Fora da Região Metropolitana, o reforço na oferta do exame de diagnóstico é promovido por meio do Mamógrafo Móvel, que realiza mamografias e ultrassonografias. As pacientes são encaminhadas pelos serviços de saúde municipais. O equipamento realizou mais de 21 mil exames, entre mamografias e ultrassonografias, em diversos municípios fluminenses, em 2025.
-Quando identificado em estágios iniciais, o câncer de mama apresenta maiores possibilidades de tratamento curativo, frequentemente com intervenções menos agressivas e melhores resultados clínicos – ressaltou Antonio Braga.
Acompanhamento individualizado no Programa Navega
A forma como a mulher recebe o diagnóstico pode fazer muita diferença no sucesso do tratamento. É o conceito do Programa Navega RJ, implementado nas unidades de diagnóstico do Estado. O programa oferece acompanhamento individualizado, desde o momento em que a paciente recebe laudo de alteração suspeita. A iniciativa funciona no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e nas unidades do Rio Imagem Centro e Rio Imagem Baixada.
As pacientes contam com uma equipe especializada, que ajuda a compreender o laudo, dá orientações e às acompanha durante todo o tratamento. Em caso de resultado positivo para câncer, a equipe faz o agendamento com o mastologista. O suporte é oferecido por profissionais chamados “navegadores”, que prestam o atendimento individualizado aos pacientes, que contam com assistência médica, social e emocional durante o tratamento.
Câncer mais comum
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres brasileiras, quando excluídos os tumores de pele não melanoma. No Estado do Rio de Janeiro, a doença também representa um importante desafio de saúde pública. Na capital fluminense, o INCA estima 4.510 novos casos anuais em 2026.
Segundo as estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o triênio 2026 – 2028, são esperados 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil, correspondendo a aproximadamente 30% dos novos casos de câncer entre mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma.
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